Homenagem aos 300 episódios de ER: o ranking dos melhores episódios da série
05/03/2008, 12:00.
Thiago Sampaio
Opinião
No fim do ano passado, eu postei uma Spoiler Zone comentando o episódio 300 de ER, 300 Patients (leia aqui). Fiquei entusiasmado com a idéia de trezentos pacientes passarem pelo PS em apenas um turno e com o retorno de John Wells na direção de um episódio. Mas acabei me decepcionando; foi justamente o único episódio desta temporada do qual não gostei.
Resolvi comemorar então este número histórico de maneira diferente: com um top 10 dos melhores episódios da história de ER. Tarefa extremamente difícil, mas gratificante de se fazer. E não estranhe se alguns dos episódios nunca foram vistos por você: não tenho culpa se a Warner teima em não exibir as quatro primeiras temporadas (alías, neste mês o canal estreou uma nova grade, e nada de mudanças pra ER – ainda apenas às 10 da manhã, e sem os primeiros 91 episódios). Bem, chega de enrolação. Vamos à lista:
10. Menções honrosas
Foi uma árdua tarefa selecionar apenas 10 episódios dentre os mais de 300 já exibidos por esta série, que pelo menos até a 9ª temporada conseguia manter uma absurda regularidade de bons, ótimos e excelentes episódios. Então além de eu selecionar um episódio triplo numa das posições, usarei a 10ª pra, rapidamente, lembrar de alguns que mereceriam estar aqui: February Fifth, 1995 (01×14, tão bem humorado quanto Secrets and Lies), Motherhood (01×23, nascimento de Susy e dirigido por Quentin Tarantino), Hell and High Water (02×07, mais visto da série, por 48 milhões, e nem foi depois de um Super Bowl), A Shift in the Night (02×18, Greene sozinho atendendo 200 pacientes, tudo que 300 Patients deveria ser), Union Station (03×08, primeira saída frustrante de Susan), Whose Appy Now? (03×14, com Carter operando Benton), Exodus (04×15, onde Carter colocava o PS de quarentena por causa de um vazamento de benzina), The Storm I e II (05×14 e 15, despedida em duas partes de Doug), Such Sweet Sorrow (06×21, despedida de Carol), May Day (06×22, intervenção de Carter)… Nossa. E isso são apenas lembranças dos seis primeiros anos…
9. 21 Guns (12×22)
Roteiro: David Zabel
Direção: Nelson McCormick
Este é episódio mais recente no top 10. Honestamente, o que eu pensei foi: vou colocar este episódio entre os melhores da série? Eu… não precisei pensar muito. Além de ser uma referência para os novos fãs, 21 Guns tem de longe o melhor gancho pra um final de temporada de ER (ganchos que só passaram a existir no 6ª ano). O começo é cadenciado, e talvez até meio chato. Mas enquanto Neela e Pratt fortaleciam a amizade no funeral de Gallant, uma fuga extraordinária é planejada no hospital. Os colegas de Steve, o problemático ex-marido de Sam, imobilizam Kovac, fazem a enfermeira de refém e tentam fugir pela triagem do PS.
Mas depois de um alerta, a polícia e os bandidos se envolvem no maior tiroteio da história do seriado. Não fosse o bastante, Sam descobre que o filho também fora sequestrado. E no final, com Jerry sangrando até a morte nas salas de trauma, Abby desmaia na sala vizinha, sob o testemunho de um apavorado e imobilizado Kovac. Tudo ao som de Open Your Eyes. Pessoalmente, a taquicardia que senti durante esse episódio foi equivalente à que senti quando Carter vê Lucy no chão, depois de serem esfaqueados. Um sopro de genialidade nessa fase atual de ER.


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