
Há poucas semanas atrás, Chris Anderson esteve no Brasil como palestrante do Fórum de Internet Corporativa, em Porto Alegre. Editor da revista Wired e autor do livro “A Cauda Longa”, Anderson falou para publicitários e profissionais que trabalham com Internet. Infelizmente, suas idéias aparentemente não chegaram até os executivos dos canais de TV por assinatura.
Em “A Cauda Longa”, Anderson analisa as alterações no comportamento dos consumidores e do próprio mercado após a revolução provocada pela Internet. A representação gráfica da Cauda Longa é a curva de Pareto, onde os dados são classificados de forma decrescente.
O exemplo clássico é de uma livraria, que concentra suas vendas nos livros mais populares, aqueles que tem saída mais rápida. Um gráfico de vendas vai mostrar no topo da curva que a livraria fatura milhares de reais com Harry Potter, Paulo Coelho, “O Segredo”. As livrarias virtuais, como a Amazon quebraram este modelo com sua logística, passando a vender não apenas os best sellers, mas também outros livros de interesse dos consumidores, em menor escala.
No mercado musical a revolução é ainda maior. Toda a indústria está ruindo – os pequenos selos superam as grandes gravadoras, a Internet permite o nascimento de bandas de sucesso fora do circuito das redes de TV e das rádios, a mídia CD se tornou dispensável e as próprias bandas podem lançar e distribuir sua obras.
A palavra chave é nicho. Empresários, artistas, podem atuar em pequenos nichos de mercado – sustentando seu negócio e suas obras. O TeleSéries funciona assim, atuando numa área bem específica, escrevendo para quem gosta de seriados de TV.
Só que para os executivos da TV paga, parece que as regras da curva de Pareto não existem, a Cauda Longa não se aplica. Os canais, muito deles criados dentro de um conceito de segmentação, estão se tornando todos iguais. Alguns inclsuive regrediram no seu processo de evolução – voltando a se portar como na época em que havia apenas uma dúzia de canais no mercado. Clique aqui para continuar a leitura »