TeleSéries
Review: 24 Horas – Day 6: 11:00 P.M.- 12:00 A.M. e 12:00 A.M.- 1:00 A.M.
20/08/2007, 09:30.
Luiz Marcelo
Reviews
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Série: 24 Horas
Episódio: Day 6: 11:00 P.M.- 12:00 A.M. e 12:00 A.M.- 1:00 A.M.
Temporada: 6ª
Número do Episódio: 138 (6×18) e 139 (6×19)
Data de Exibição nos EUA: 15/4 e 23/4/2007
Data de Exibição no Brasil: 7/8 e 14/8/2007
Emissora no Brasil: Fox
Nestes dois episódios tivemos alguns fatos interessantes na série. O fator que poderia ser bem explorado foi a volta da Audrey. Porém tem uma linha de raciocínio que inviabiliza o que a princípio parecia ser uma idéia interessante. Jack está preso na China, incomunicável mesmo sofrendo torturas neste período. Então por que quando ele estava na China a Audrey não foi usada para que ele falasse? Fica a impressão que os chineses sabiam que ele iria fazer um acordo, voltar para os EUA, trabalhar com a CTU na busca das bombas e depois, poder usá-lo através de chantagem para obter a tecnologia russa. Uma idéia um tanto fantasiosa demais.
Review: The L Word – Light My Fire
19/08/2007, 12:30.
Fernanda Pontes
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Série: The L Word
Episódio: Light My Fire
Temporada: 3ª
Número do Episódio: 30 (3×04)
Data de Exibição nos EUA: 29/01/2006
Data de Exibição no Brasil: 6/08/2007
Emissora no Brasil: Warner
Você assistiu o quarto episódio da terceira temporada de The L Word (Light My Fire) e ficou com a sensação de que nada havia acontecido durante cerca de 50 minutos? Parabéns; você é uma pessoa bastante perceptiva. A realidade é que este episódio, mais do que qualquer outro nas quatro temporadas da série, funciona como um longuíssimo teaser de praticamente todos os temas a serem discutidos na temporada. O que seria ok para mim se: a) fosse realmente um teaser, e não um episódio inteiro, e b) tivesse acontecido no início da temporada, e não rumo ao segundo terço deste grupo de episódios. Fica difícil defender esta temporada da série quando as produtoras decidem que aparentemente é uma boa idéia fazer um episódio de “enrolação” em uma temporada de apenas 12 capítulos. (Mas eu consigo defender esta temporada um pouco mais adiante, quando o melhor episódio da história da série for exibido. Aguardem).
Review: Studio 60 on the Sunset Strip – The West Coast Delay
18/08/2007, 10:53.
Laura Gomes
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Série: Studio 60 on the Sunset Strip
Episódio: The West Coast Delay
Temporada: 1ª
Número do Episódio: 4
Data de Exibição nos EUA: 9/10/2007
Data de Exibição no Brasil: 8/8/2007
Emissora no Brasil: Warner
Um capítulo importante da história da Indústria Cultural é a discussão de como as mudanças sociais, aliadas à introdução de novos meios e tecnologias afetam as formas de representação da realidade. Isso vale para a arte em geral – pintura, literatura, teatro, cinema – como a própria cultura de massas.
O que essas transformações nos mostram é que elas simplesmente não aconteceram e se impuseram, sem antes provocarem uma crise profunda nas formas de representação anteriores, o que também não significa dizer que elas implicaram necessariamente no desaparecimento das outras formas existentes: a arte de pintar não desapareceu, mas não foi a mesma depois da fotografia e do cinema, da mesma forma que a literatura; o impresso não desapareceu e nem vai desaparecer por causa da Internet, mas, é claro, que muita coisa mudou e vai mudar daqui por diante. A mesma coisa está acontecendo com os demais meios e formas de representação, inclusive a televisão.
Creio que essa breve introdução pode nos ajudar a entender melhor as questões tratadas em Studio 60. A série não é apenas uma sátira inteligente sobre os bastidores ou as engrenagens de um show de televisão ao vivo, mas, sobretudo, uma crítica eloqüente dirigida a todo um modelo de se fazer televisão.
Review: House – Resignation
16/08/2007, 09:00.
Anderson Vidoni
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Série: House
Episódio: Resignação (Resignation)
Temporada: 3ª
Número do Episódio: 68 (3×22)
Data de Exibição nos EUA: 8/5/2007
Data de Exibição no Brasil: 9/8/2007
Emissora no Brasil: Universal
Depois do bombástico último episódio, faltando apenas dois para a season finale, poderíamos ter um episódio meia boca e com poucas coisas interessantes acontecendo, no piloto automático. Mas eis que o que vimos foi exatamente o contrário, com a demissão do Foreman tendo destaque e em contrapartida tivemos os dois velhos amigos drogando um ao outro. Não há do que reclamar. A opção por explorar a saída do pupilo nessa reta final foi acertada e dá uma continuidade interessante, além de manter a tensão sobre o que irá acontecer realmente nessa situação.
Depois de resolver sua saída formalmente no começo do episódio, Foreman passou o resto do mesmo explicando para as pessoas e também tentando aceitar a situação, já que ele mesmo tem suas dúvidas. E após tudo, quando chega ao final, dá para ver em seu rosto que ele está decidido, seu medo em falhar fala mais alto. Ele mesmo chega a dizer em certo ponto que prefere salvar menos pessoas e perder menos, do que perder mais e salvando mais. Apesar de ele dizer que não quer se tornar um insensível que não mede esforços para salvar um paciente, arriscando a vida dele e desrespeitando sua vontade, o que fala mais alto mesmo é o medo da culpa de matar uma pessoa. E quem pode julgá-lo?
Review: Friday Night Lights – Full Hearts
15/08/2007, 10:00.
Paulo Serpa Antunes
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Série: Friday Night Lights
Episódio: Full Hearts
Temporada: 1ª
Número do Episódio: 9
Data de Exibição nos EUA: 5/12/2006
Data de Exibição no Brasil: 10/8/2007
Emissora no Brasil: Sony
Então chegamos a um consenso. Friday Night Lights é um drama realista. Não que os outros, que a antecederam, não quisessem ser. Mas Friday Night Lights tem maior compromisso com verossimelhança, é mais cru (e lá vamos nós falar da câmera de novo).
O ponto curioso é que realismo nunca foi uma característica importante em um drama que almeja o público jovem. Dramas teen buscam a identificação com o público. O truque não é mostrar os jovens como eles são, mas como eles se vêem, ou como eles gostariam de ser, ou de viver.
É neste ponto que os jovens de Friday Night Lights deixam a desejar. Mesmo em seus melhores momentos, o que é um caso do episódio desta semana.
Review: Dexter – Return to Sender
14/08/2007, 08:30.
Juliano Cavalcante
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Série: Dexter
Episódios: Return to Sender
Temporada: 1ª
Número do Episódio: 6
Data de Exibição nos EUA: 5/11/2006
Data de Exibição no Brasil: 12/8/2007
Emissora no Brasil: Fox
Nosso herói está encurralado. A esposa de Jorge Castillo (morta por Dexter semana passada) foi resgatada do fundo do mar e colocada dentro do trailer onde Dex cometeu os assassinatos. Quem foi o responsável pela devolução ao remetente? Ele mesmo, o Ice Truck Killer. Vingança por não ter aceitado matar Tony Tucci? É uma hipótese levantada pelo protagonista. O fato é que o vilão mais classudo da temporada (isso que ele ainda nem apareceu!) está mais perto do que se imagina.
Dexter está numa corrida contra o tempo para evitar que seu nome seja ligado ao incidente. Ele opera em várias frentes: sabota o companheiro de laboratório que estava descobrindo pistas demais (“That’s it. No more donuts for Masuka.”); desacredita um perfil certeiro montado por sua própria irmã e forja uma arma de crime (supostamente usada por Jorge para matar a esposa). Onde obter o material para fazer isso? Da lâmina onde o sangue da Sra. Castillo está guardado – retirada diretamente da coleção de Dexter. Mas eis que o ITK, já sabendo do estratagema que seu companheiro usaria, desenhou um singelo smiley no sangue.
Review: Toma Lá Dá Cá
13/08/2007, 08:30.
Antenadíssimo
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Estreou na semana passada Toma Lá Dá Cá, nova empreitada de Miguel Falabella e Cia. na Globo, o primeiro sitcom clássico a estrear com razoável destaque na TV brasileira. Quem curte sitcom sabe o que eu quero dizer com o termo. Sitcom “clássica” é aquela que tem platéia, mas com a “quarta parede” (os atores fingem que a platéia não está lá), o humor é conduzido pela história, e não pela piada, há uma constância dramática nos personagens. E não se engane: a platéia, num sitcom clássico, é vital. Aliás, a estréia apresentou alguns problemas no som, dentre eles justamente a risada da platéia, que tem que ser ouvida melhor. Aumenta o volume disso aí!
Review: Heroes – How to Stop an Exploding Man
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Série: Heroes
Episódio: How to Stop an Exploding Man
Temporada: 1ª
Número do episódio: 23
Data de exibição nos EUA: 21/5/2007
Data de exibição no Brasil: 3/8/2007
Emissora no Brasil: Universal
Desde sua estréia nos Estados Unidos, em setembro de 2006, Heroes não se posicionou como uma série de super-heróis. Nos episódios, o termo nunca foi usado para definir seus principais personagens. Nos acostumamos a ouvir a expressão “pessoas comuns com habilidades extraordinárias”.
Ao não focar em poderes como a habilidade de voar, a possibilidade de escutar pensamentos ou a capacidade de regeneração, Heroes levou para a TV uma discussão sobre problemas contemporâneos, preconceito, ética e moral sem cair na armadilha do discurso panfletário.
A fórmula foi um sucesso. Mais de 14 milhões de espectadores assistiram ao episódio piloto, um aumento de cerca de 40% da audiência do canal NBC no horário. Ao longo da primeira temporada, a atração conquistou o posto de série estreante mais vista da temporada.
Discussões sobre problemas contemporâneos, preconceito, ética e moral não são inéditas no universo dos quadrinhos, fonte onde Heroes bebe suas referências. Stan Lee aborda o lado humano dos super-heróis desde a década de 60. Mais recentemente, Frank Miller e Alan Moore injetaram uma dose ainda maior de realidade nas histórias em quadrinhos, discutindo temas como violência e o imperialismo norte-americano.
Review: The L Word – Lobsters
11/08/2007, 11:40.
Fernanda Pontes
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Série: The L Word
Episódio: Lobsters
Temporada: 3ª
Número do Episódio: 29 (3×03)
Data de Exibição nos EUA: 22/01/2006
Data de Exibição no Brasil: 30/07/2007
Emissora no Brasil: Warner
Diz a história, contada por Moira no momento climático deste episódio, que para cozinhar uma panela de lagostas fêmeas vivas não é necessário usar uma tampa: assim que percebem a água fervendo elas começam a puxar umas as outras para baixo, ao contrário da colaboração grupal para escapar dali que aconteceria em uma panela com lagostas machos.
A historieta é conhecida, e é mais uma daquelas utilizadas para perpetuar o velho clichê de que mulheres não são “amigas”, e vivem em constante competição. E não é estranho que Moira a tenha usado; afinal de contas, durante todo este episódio ela foi sutilmente rejeitada pelo grupo de amigas de Jenny. Moira vem de uma cultura diferente, uma cultura onde (como bem colocou Bette na cena do jantar) é preciso se definir forçosamente como uma coisa ou outra para poder sobreviver: héteros X gays; butches x femmes; democrata x republicano, sem direito a meios-termos; ao se colocar explicitamente como butch, e ao identificar o jeito andrógino de Shane como tal, provocou uma imediata antipatia em Carmen, que por associação foi rotulada como femme. (Também não ajudaram muito os testículos de touro servidos como petiscos para suas novas colegas de casa.)
Review: Friday Night Lights – Crossing the Line
10/08/2007, 11:09.
Paulo Serpa Antunes
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Série: Friday Night Lights
Episódio: Crossing the Line
Temporada: 1ª
Número do Episódio: 8
Data de Exibição nos EUA: 28/11/2006
Data de Exibição no Brasil: 3/8/2007
Emissora no Brasil: Sony
Friday Night Lights é a melhor série com os piores diálogos que eu conheço. E este é o motivo dela causar tanto estranhamento, não há nada de brilhante em seu roteiro.
Vivemos numa época dos Dexterismos e dos Houseismos, das sacadas rápidas e brilhantes, das frases de efeito, repletas de humor e ironia.
Em Friday Night Lights, o que vemos é um desconfortável coach Taylor, que pressionado pela mulher chama a filha para falar sobre namoro e sexo durante um jogo de ping pong, dizendo asneiras do tipo:
Listen up, if you’re wondering if a boy’s thinking about you, he’s not. He’s thinking about sex or he’s hungry, those are the only two options.
Review: Heroes – Landslide
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Série: Heroes
Episódio: Landslide
Temporada: 1ª
Número do episódio: 22
Data de exibição nos EUA: 14/5/2007
Data de exibição no Brasil: 27/7/2007
Emissora no Brasil: Universal
Penúltimo capítulo da primeira temporada de Heroes, Landslide começou a unir todas as pontas da série e deu o primeiro passo rumo às profecias do pintor Isaac Mendez.
Todos os principais seres humanos com habilidades extraordinárias estão em Nova York na véspera da explosão que aniquilará três milhões de pessoas e promete iniciar um período sombrio na história da humanidade, como observamos em Five Years Gone.
No entanto, antes da batalha final, aconteceram os primeiros combates e o que vimos foi uma verdadeira carnificina. Nos despedimos (?) de heróis (?) e bandidos (?) como o senhor Linderman, D.L. Hawkins e Thompson.
Review: House – Family
09/08/2007, 09:26.
Anderson Vidoni
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Série: House
Episódio: Família (Family)
Temporada: 3ª
Número do Episódio: 67 (3×21)
Data de Exibição nos EUA: 1/5/2007
Data de Exibição no Brasil: 2/8/2007
Emissora no Brasil: Universal
Chegamos à reta final da terceira temporada e as coisas começam a ficar mais claras, mas nem tudo ainda foi servido para nós, o pedido de demissão do Foreman, porém, é um dos pratos principais. E mesmo eu adorando o último episódio e também os três que restam, considero Family o melhor capítulo desde o Half-Wit e o melhor daqui para o fim.
E o que tivemos aqui foi a mistura do drama característico da série inserido no momento atual dela, o dilema em que a família esteve envolvida durante o episódio foi um dos mais tensos já vistos no seriado. Em certa altura os pais estavam vendo ambos os filhos morrendo ou tendo que escolher um deles para viver. Wilson também não escapou e foi apertado e questionado pelo House como nunca antes. E nem vou falar das atuações de Leonard e Laurie que dispensam maiores comentários, mas sim novamente ressaltar o trabalho de Omar Epps, que sempre que é exigido mostra serviço com marcantes performances.
E o tivemos, novamente, como centro das atenções entre os coadjuvantes. Ainda abalado pelo que aconteceu na semana passada, Foreman passa o episódio todo cauteloso, sempre buscando todas as alternativas para o tratamento, sempre conservador. House estava considerando até o demitir, mas não foi preciso isso já que ele pede demissão. Ao fim, o pupilo vê como ultima alternativa de salvar o paciente persuadir e violar o irmão dele para pegar a medula óssea, isso tudo sem anestesia, já que ele não poderia tomar uma. E vemos Foreman se transformar em seu pior pesadelo: House. E novamente a conversa no fim dos dois foi brilhante e exemplifica bem toda a situação.
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