White Collar – In the Wind

Data/Hora 13/03/2013, 00:06. Autor
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In the Wind passou longe das grandes season finales que já acompanhamos em White Collar. No entanto, depois de uma temporada muito abaixo do alto nível da série, o episódio conseguiu fazer o que era mais importante: deixar um cliffhanger medonho para os fãs do seriado. Peter acaba preso, James foge e Neal fica decepcionado e encurralado. Impossível não esperar ansiosamente pela quinta temporada de White Collar. Depois de um quarto ano devagar a produção acertou o pulo. Vai ser difícil os fãs abandonarem a série e não voltarem religiosamente a assistir a saga de Peter e Neal no outono americano. White Collar tomou fôlego para mais uma temporada pela USA.

Enquanto os fãs ganharam uma esperança de que a série volte aos seus bons tempos, Neal Caffrey viu toda a sua figura paterna desmoronar novamente na frente de seus olhos, assim como aconteceu quando ele era apenas uma criança. A edição da cena final em que James foge, ficou ótima com inserts do passado, mostrando que essa era a segunda vez que Neal estava sendo abandonado pelo pai.

Por outro lado, Caffrey mostrou ainda mais fortemente, nos dois últimos episódios, como é apegado a Peter e o considera parte da sua família. Na próxima temporada Neal terá mais um desafio, limpar o nome de Burke, que foi incriminado por James. Para Neal pode ter sido uma surpresa ver o pai abandoná-lo novamente. No entanto, o sempre desconfiado Mozzie já estava com uma pulga atrás da orelha há muito tempo.

Além da participação ativa de Mozzie, do retorno de Reese Hughes e da presença de Sara Ellis no plano do Empire State Building, a season finale da quarta temporada de White Collar premiou os fãs com três participações mais que especiais. Emily Procter continuou interpretando a ambiciosa Amanda Callaway, Treat Williams teve destaque como James Bennet e Titus Welliver encerrou sua participação na série como o senador Terrence Pratt.

Entre as participações, Sara sempre é um destaque. A cena do pedido de casamento de Neal foi linda, mas a dupla não agradou na cena do clonador de chave eletrônica. A brincadeira não surtiu o efeito esperado para explicar o funcionamento do aparelho de Mozzie, não foi engraçada, se estendeu demais e não foi nem bonitinha. No entanto, um dos momentos mais engraçados do episódio foi quando James confunde Sara com Kate e Alex antes de acertar seu nome, e logo na sequência Peter, Mozzie e James não entendem por que Sara foi “chamada” na reunião. Este sim um momento daqueles que merecem umas risadas e que White Collar sabe fazer tão bem, mesmo tendo esquecido um pouco disso nesta temporada.

Já ficou cansativo falar da diferença de nível entre esta temporada e as anteriores da série, e novamente é necessário apontar que a season finale da quarta temporada de White Collar não passou de um bom episódio. Por mais que o plano tenha sido bem esquematizado, me incomodou muito a facilidade com que James entregou a pasta ao segurança de Pratt. Depois James perde as estribeiras e “tranquilamente” atira no senador. Peter acredita que ele não tinha intenção de ter atirado, mas James em momento algum pareceu titubear. Já Emily Procter interpretando a estranha Amanda Callaway parecia um robô sem rumo. Peter escapou da custória da chinesinha puxa-saca de Callaway com uma facilidade assustadora, que chega a irritar quem assiste o episódio.

Pequenos detalhes em White Collar têm incomodado nesta temporada, mas lá no fundo a série mostra que ainda possui a mesma alma de seus três primeiros anos. O seriado continua bom, mas perdeu seu clima fantástico. Resta torcer para que seu criador, Jeff Eastin, retorne na quinta temporada com a sua série de volta aos bons tempos em que 40 minutos de White Collar passavam voando.

The Following – Let Me Go

Data/Hora 11/03/2013, 13:49. Autor
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Uma das piores coisas que poderia acontecer para Ryan em The Following aconteceu no episódio dessa semana. Let Me Go impôs seu nome sugestivo e apresentou a fuga de Joe Carroll da prisão. No entanto, o mais assustador disso tudo é que a seita de Carroll é muito, mas muito maior do que o FBI está imaginando, e deve dar muito trabalho a SWAT, U.S. Marshals, Polícia Estadual e tudo o mais que o FBI conseguir colocar na conta. Carroll está solto, armado, cercado de pessoas que morreriam por ele, e é perigoso, muito perigoso.

Quem deveria ter notado isso anteriormente é a sua advogada sem noção Olívia. Em qual momento do seu dia infeliz ela achou que Carroll ia deixar ela seguir livre, leve e solta e ia perder a oportunidade de matá-la depois de estar fora da cadeia e não precisar mais dela? Por que ela pelo menos não escondeu uma arma no carro? Olívia ganhou a medalha “dã” da semana. A morte da advogada foi uma das mais angustiantes até agora, foi demorada e Ryan acompanhou tudo por telefone.

Ryan também precisa diminuir o drama, Carroll quer atingir ele matando as pessoas e dizendo que isso acontece por causa dele. Ryan precisa parar de mostrar que se sente tão afetado com isso e ficar mais firme frente a essas atitudes de Carroll. Joe manipula tudo para fazer com que Ryan sofra e se sinta responsável por todas as mortes arquitetadas por ele, e consegue isso com muita facilidade.

The Following é uma das melhores estreias da atual temporada americana e um dos motivos são as edições que deixam os momentos de tensão do episódio ainda mais apreensivos. A série investe em enquadramentos diferenciados e edições que mostram dois momentos diferentes, mas contam uma mesma história. Isso acontece quando a montagem mostra Debra forçando os policiais a abrirem o camburão onde deveria estar Carroll, e também insere imagens de Ryan e Mike abrindo o porta-malas do carro do diretor Monteiro. The Following ainda consegue surpreender mais um pouco, e na sequência mostra que Carroll não está em nenhum dos dois lugares e sim conseguiu fugir no carro da sua advogada.

Let Me Go teve até referência aos The Beatles, feita, é claro, por Joe Carroll. Ryan teve que ouvir isso e muito mais quando viu Carroll escapar na sua frente. Joe falou o que nós já tínhamos percebido há muito tempo. Ele planejou meticulosamente, durante nove anos, todo o plano de seu livro e está apenas concluindo a primeira parte dele. Enquanto Carroll planejava tudo em sua cela, Ryan foi um ser humano decadente, alcóolatra, precisou sair do FBI, se afastou da irmã e seu relacionamento com Claire durou muito pouco. Enquanto Carroll planejava tudo o que estamos acompanhando agora, Ryan regrediu e por isso está sempre um passo, e um passo bem grande, atrás de Carroll.

Enquanto Ryan processa o que aconteceu, a cena de Joe chegando no seu “clubinho” lembrou muito os filmes do X-Men. O tamanho da casa, o ar sombrio e aquele monte de pessoas estranhas que Joey se assustou só de olhar para elas, mostra um pouco mais do tamanho que chegou o grupo de seguidores de Carroll, são praticamente um exército. Ryan ficou sem nada depois de Let Me Go, talvez alguma surpresa venha com a descoberta do paradeiro de Bo ou de alguma coisa que Emma tenha deixado para trás. Vale lembrar que Jacob e Paul também não deram mais sinal de vida e devem estar muito chateados.

Let Me Go não foi tão excitante quanto episódios anteriores, mas foi um ótimo episódio e deixou muitas curiosidades sobre o que virá na sequência. Como disse Carroll para Ryan: “Há muito mais por vir, Ryan. Estarei em contato”.

Pretty Little Liars – Will The Circle Be Unbroken?

Data/Hora 10/03/2013, 23:33. Autor
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Mais uma vez, Pretty Little Liars teve um episódio que preparou o terreno para a season finale. Mesmo assim, Will The Circle Be Unbroken? teve mais a cara de PLL que os últimos episódios. Afinal, Spencer está louca ou não? Toby está morto ou não? Se Wilden não tem nada a ver com a morte de Alison, por que ele odeia tanto as meninas?

Aquilo ali brilhando é uma luz no fim do túnel pra o plot de Ezria? Todas as pessoas que assistem a série tem que concordar que a relação deles dois era muito mais legal – e menos chata – quando eles tinham um relacionamento às escondidas acontecendo. Só resta saber se agora, tendo um filho para ajudar a criar, Ezra vai querer arriscar o emprego da forma que fazia anteriormente, namorando com Aria. E, pelo visto, é exatamente isso que o pai dela quer que aconteça.

Ao que parece, Emily tem mais mulheres correndo atrás dela do que Wren, mesmo com todo aquele sotaque Shana surgiu das cinzas apresentando Emily a Missy Franklin (nadadora da equipe americana e ganhadora de várias medalhas de ouro). O que, aparentemente, transbordou segundas intenções. O que ficou estranho nisso tudo foi o fato de Paige não ter comentado que Shana também nadava. Como em Rosewood se deve desconfiar até da própria sombra, ela devia começar a desconfiar mais da namoradinha mosca morta. Posso estar errada, mas não consigo confiar nela. Por nada.

Para o alívio de Hanna e Ashley, Wilden está bem vivo. Atrapalhando a vida delas, só para variar um pouquinho. Resta saber se o motivo dele querer tanto saber onde está o carro que ele dirigia na noite em que foi atropelado é o vídeo da câmera de segurança. Sério que ele não tinha nenhum outro lugar gravando uma cópia ao mesmo tempo? Por que eu realmente acho que depois da água, aquilo não vai funcionar. Pelo menos não para ele, porque o team A onipotente com certeza tem uma cópia disso e vai jogar no mundo quando Hanna menos esperar.

E, por último e muito importante, o plot de Spencer, que mais uma vez, carregou o episódio nas costas. A alucinação que ela teve com as meninas no final do episódio foi uma jogada de mestre da produção, porque eu realmente achei que ela estava lúcida durante o episódio inteirinho. Fica a pergunta: O corpo do Toby realmente estava lá ou foi só mais uma alucinação dela?

O encontro entre Mona e Spencer foi a melhor cena do episódio. Jennel Parrish e Troian Bellisario são, de longe, duas das melhores atrizes da série. Só eu tive a impressão de que aquilo foi um convite subliminar para Spencer se bandear para os lados do team A? ”Você precisa de mim”, “Eu acredito em segundas chances” e “Você está tão são quanto eu” foram as frases da Mona que mais me marcaram… Será que a quarta temporada vai focar na Spencer fazendo jogo duplo?

E finalmente, o verdadeiro significado de E. Lamb foi descoberto! Eddie parecer até ser um cara legal, mas como eu sempre quebro a cara quando confio em alguém de primeira nessa série, estou com um pé atrás. Ele parece saber muito mais do que demonstrou para a Spencer.

PS: Melissa pagando de irmã preocupada convenceu menos do que uma nota de três reais.
PS 2: O Ted não virou um fofo querendo fazer de tudo para ficar com a Ashley mesmo depois das canalhices do Wilden?

Modern Family – Best Man

Data/Hora 07/03/2013, 20:56. Autor
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Esse episódio de Modern Family foi regular, pra não dizer fraco. Os plots tinham tudo para se desenvolver de um modo bacana, mas infelizmente não o fizeram. Mas ainda assim esteve presente o humor que só a série sabe proporcionar.

O que era pra ser o plot de maior destaque do episódio foi o mais sem graça, na minha opinião. Tivemos a volta de Sal (Elizabeth Banks), a amiga maluca de Cam e Mitchell, com a novidade do casamento e o convite para que os dois fossem os padrinhos dessa união que os pegou de surpresa. Como era esperado o comportamento da moça não mudou em praticamente nada e a descrição super boring da vida de casado de Cam e Mitchell quase a fez desistir de se casar.

Apostando na mudança de comportamento da amiga, o casal aceitou a proposta e Cam parecia mais empolgado que a própria noiva para o casamento. O que eles não esperavam é que ela fosse sair agarrando o barman na noite do casamento, o que poderia arruinar tudo. Inclusive a empolgação de Cam. No fim deu tudo certo e o casamento aconteceu apesar das traições (o noivo também a havia traído) e todo mundo foi feliz.

Achei meio forçada a relação Haley e Claire nesse episódio. Okay, a menina está amadurecendo, mas foi maturidade demais pra um episódio só. Mesmo assim não deixa de ser interessante ver as duas em ação, principalmente quando Alex também está junto. E foi justamente a irmã mais nova quem roubou a cena do plot que era pra ser da mãe frustrada com a filha adolescente.  Haley sentiu na pele a sensação que sua mãe sentia quando ela se desculpava para os amigos por causa das atitudes da mãe.

Phil e Luke quando estão juntos é garantia de risadas. Simplesmente me acabei de rir com a passagem do pai perguntando pro filho o que ele estava escondendo no computador: “Eu sabia! O que você está escondendo?”“Pornô”,“NÃO MINTA PARA MIM”. Foi sensacional!  Luke está virando homenzinho e Phil o ajuda a marcar encontro com uma garota que ele gosta. O que Phil não sabia era que, assim como ele, quem escrevia as mensagens sobre o encontro não era a menina e sim a mãe dela.

A mãe da garota encontra Phil no restaurante onde eles marcaram o “encontro” para as crianças e a situação fica constrangedora. Mas o mais legal disso é ver que Phil não perde a oportunidade de dizer que ama Claire, mesmo quando está sendo assediado por outra mulher.

Manny sempre foi o personagem que eu menos gosto na série mas não dá pra negar que foi bem legal a paixonite pela empregada da casa. Principalmente por conta do ridículo vivido pelo garoto e Gloria inconformada em não ser a musa inspiradora dele.  A princípio Gloria e Jay achavam que  a mulher fosse o ‘nu feminino’ que inspirava o rapaz mas ainda bem que não era Gloria a fonte de toda a inspiração para pinturas e esculturas de seios.

O desfecho do episódio merece destaque mais uma vez por conta de Lily. Dessa vez o seu diálogo com Sal foi pra morrer de rir. Essa menina tem um veneno único!

Esperemos que Modern Family volte aos episódio excelentes em breve e que esse episódio não seja um sinal de que a série anda perdendo forças.

Observações:

1 – a participação de Elizabeth Banks poderia ter sido melhor aproveitada e, pra quem não sabe, a atriz apareceu na série no episódio Great Expectations, o oitavo da primeira temporada.

2 – a cara do carteiro inventando assinaturas só pra ver os peitos de Gloria foi impagável.

3 – a família Dunphy mostrou que tem um time talentoso em casa: Luke canta muito bem, Alex toca violoncelo e também canta e Haley, bem, ela é só um rostinho bonito.

Person of Interest – Relevance

Data/Hora 07/03/2013, 14:18. Autor
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O episódio começa diferente em tudo, é interessante ver que os produtores confiam que os telespectadores podem sim acompanhar a storyline que está sendo construída ponto a ponto.

Relevance a princípio foi bem confuso, eu sabia da participação de Sarah Shahi e alguns poucos aspectos sobre a personagem, mas jamais imaginaria que ela ganharia um episódio só seu, deixando os personagens principais com meia dúzia de cenas. Acho muito interessante em Person of Interest a mutação que a série sofre, o seriado já encontrou a receita do sucesso que reflete nos índices de audiência sempre altos, mas os produtores não se contentam e sempre adicionam algum ingrediente para incrementar o sabor. O medo de ousar não existe, o que é existe é a confiança no intelecto de seu público.

O episódio mostra como funcionam as coisas quando os números são relevantes, como o Governo age com a Máquina, então conhecemos Cole e Shaw, os equivalentes a Finch e Reese do outro lado da moeda. A princípio achei que o episódio seria todo sobre eles, acredito que metade do episódio se passou até que descobríssemos que Cole e Shaw, além de trabalharem pra Máquina, também tiveram seus números apontados para Finch e Reese.

Traídos pelo governo, na verdade pelo Pennsylvania Two, Procurador Especial dos Estados Unidos, Shaw e Cole foram emboscados e Cole acabou morto. Shaw, por outro lado, com o sacrifício do companheiro, conseguiu se salvar e recusou a ajuda de John com alguns tiros, o que depois gerou a cena engraçadinha do episódio, em que Reese pede que Shaw não atire nele novamente.

E pra complicar só mais um pouco a história, Root apareceu novamente com todo seu plot de libertação da máquina. Fico me perguntando o que vai acontecer quando ela atingir seu objetivo, porque a Máquina já tem um certo nível de liberdade, eu, pelo menos vejo a Máquina como um ser de inteligência artificial, mas ela ainda tem limitações programadas por Finch, como por exemplo, o fato dela não apontar nunca seu número. Root aparentemente não quer poder, mas as vezes eu sinto que esse plano de libertação dela só geraria uma ditadura no melhor estilo Big Brother (1984).

Obs: Shaw aparenta ser uma personagem interessante, só que sinto que algo faltou. Acredito que essa feição de pessoa sem emoções não combine muito com Sarah Shahi, ou estava tão acostumada com Kate (Fairly Legal), que foi estranho vê-la como alguém que beira a psicopatia, como a personagem mesmo admitiu durante o episódio.

Obs 2: Carter e Fusco só apareceram pra ninguém falar que eles não deram as caras. E Leon é o faz tudo dessa equipe. Gosto do personagem, pode voltar por mais episódios.

Obs3: Daniel Aquino tinha um quadrinho amarelo e foi morto por Shaw. Não sei se vocês perceberam que os quadrinhos amarelos são para as pessoas que sabem da existência da máquina, brancos para os que não sabem da existência da Máquina, e os vermelhos para as ameaças.

Obs4: Desde que a Stanton fez aquele upload quadros azuis com números aparecem nas câmeras. Será que foi um vírus que infectou até a Máquina?

Obs5: É possível, se vocês quiserem, ligar para o número (917 – 285 – 736) que o Finch passou para a Shaw no episódio. O resultado é esse:

 

Dallas – Blame Game

Data/Hora 07/03/2013, 13:48. Autor
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O começo do episódio foi bem parado, não posso negar, mas o nível estava tão alto, que muita série que a gente vê por aí não faz metade de tudo do que vimos. Tudo porque Dallas conseguiu desenhar uma trama totalmente alucinante, de fazer qualquer telespectador ficar sem fôlego, sem deixar de lado o desenvolvimento e evolução de vários de seus personagens.

A primeira da lista, foi Emma, a personagem se encontra talvez com seu psicológico mais balançado do que o da própria Ann, pois tem que se desdobrar para demonstrar a frieza necessária perto do pai, quando na verdade por dentro ela está suplicando por uma oportunidade de acertar as coisas com sua mãe. Emma, além de tudo, tem medo do que Harris possa fazer caso ela resolva perdoar Ann.

Ann agora irá pagar sua pena em liberdade condicional, e sabendo que agora pode se abrigar em Southfork, cada vez mais aumenta as chances de Emma se reconciliar com ela. (#Adorei ver a reação do juiz do tribunal com Harris no final do julgamento!)

Alguém aqui se lembrava de Vicente Cano? Pois é, ele está de volta, e não esqueceu que John Ross o traiu e o colocou na cadeia. Claro que ele quer vingança, e o plano do Metano das empresas Ewings que lhe foi prometido. A volta do venezuelano à trama deu uma das melhores cenas de ação e tensão que Dallas já teve. Realmente não tem como reclamar desse plot, justamente por ele ter movimentado a trama de uma forma absurda. O engraçado aqui é os Ewing estarem na maior briga de suas vidas, se unirem contra um inimigo comum e na cena seguinte voltarem as mesmas brigas de antes.

Noutro plot tivemos Sue Ellen e John Ross terminando sua vingança contra Elena e tomando suas ações da empresa dos Ewings. (#Está certo que era para a gente odiar os dois, porém minha implicância com Elena é tão grande que adorei a vingança.)

Completamente avulso e talvez em sua última aparição, tivemos JR brincando com seu Ipad, enchendo o saco de Bob, mandando vídeos de cachorros jogando basquete. Mas claro que ninguém iria imaginar que JR, completamente “antenado na tecnologia”, mandaria um vírus para o próprio irmão, e que tudo era um plano dele com John Ross. (#Nada menos do que genial!)

Quem provavelmente vai sair como o salvador da pátria, neste episódio, é Drew, o mexicano salvou a irmã de morrer (#Pelo menos alguma coisa de útil ele fez!), o que certamente já deu a ele alguns créditos extras, mas apesar de ter confessado seu crime e se livrado da prisão, com certeza Drew não irá parar até ter a justiça feita.

Como comentei acima o desenvolvimento dos personagens, podemos citar nesse ponto o próprio John Ross e Pamela. Por mais que ele tenha declarado para ela que vai jogar sujo para roubar a parte da empresa que ela havia prometido, fica bem claro aqui que entre eles há muito mais do que interesse ou sexo. É nos momentos de perigos que revelamos nossos sentimentos, e foi na invasão de Vicente que John Ross deixou transparecer que entre ele e Pamela existe uma química muito forte. (#Estou adorando que explorem a relação dos dois, afinal dois ótimos personagens tem mais é que ficar juntos.)

No fim de tudo o que acaba parecendo é que John Ross realmente gosta de pegar os restos do primo… Será que implicância dele com Chris é mais obsessão/inveja do que a ganância propriamente dita?

Outro ótimo episódio, e já estou ansiosa pelo próximo!

PONTOS A DESTACAR:

#Parabéns a Emma Bell por estar conseguindo passar todo esse conflito interno da personagem apenas através do olhar;

# A mãe de Harris tem alguma paralisia facial? Muito botox!? Ou a atriz é tão ruim que quando os produtores falam “faz cara de bruxa” ela não desfaz a mesma cara até acabarem de gravar todas as tomadas, pois ela estava exatamente do mesmo jeito que estava no episódio passado.

*Esta review foi originalmente publicada no Blog Dominação Nerd e é de autoria de Cátia Santos.

Hart of Dixie – The Gambler e Where I Lead Me

Data/Hora 06/03/2013, 22:38. Autor
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Simplesmente imperdoável.

Não sei mesmo o que pensar depois desses dois novos episódios de Hart of Dixie. Aquilo que sabíamos que aconteceria acabou acontecendo da forma mais DETESTÁVEL possível, levando toda a qualidade da série (isso é, se ela tem alguma) para baixo.

Nunca me decepcionei tanto com um só episódio. E não como se eu fosse um pequeno conhecedor de séries, sei muito bem o tanto de conhecimento e o tanto de episódios que já vi para deixar claro que nunca odiei tanto Hart of Dixie.

Na primeira temporada, meu amor pela série não era tão grande assim, achava ela bastante sem sal e bobinha. Na segunda temporada, é claro que isso continuou, mas pelo menos juntaram alguns personagens (leia-se: Wade e Zoe) e conseguiram fazer com que eu me importasse de novo.

Era óbvio que cedo ou tarde isso iria acontecer, mas não esperava que tivesse sido tão incoerente. Ou seja, é pra realmente achar que Wade traiu Zoe porque ela reclamou que o amigo cheirava mal e que ele não tinha chances de ganhar o prêmio?

Wade sempre foi o meu preferido e mesmo tendo algumas atitudes de canalha, sempre eram aceitáveis depois de um tempo. Porém, a forma pela qual fizeram com que tudo isso acontecesse com certeza não foi aceitável.

Uma coisa, porém, foi deliciosa: O pedido de casamento de Wanda, toda trabalhada em The Walking Dead com uma pitada de amor. Tom e Wanda são ótimos e foi também legal vê-los se casando, o primeiro casamento nerd da cidade. Sem contar que foi muito divertido também ver Zoe como madrinha de casamento, tentando controlar a mãe de Wanda, que foi, de longe, a melhor coisa do episódio.

Lemon também teve seu merecido destaque, principalmente no 14, onde decide pintar o cabelo de roxo e usar uma roupa para combinar (não seria Lemon se isso não acontecesse) só para fingir que ela estava ocupada durante a noite para não ter que ficar sozinha. Fiquei tensíssimo naquele momento do restaurante, afinal Lemon já é assustadora normalmente, e quando ela possuída, o negócio fica muito sério mesmo.

Essa briga entre Lemon e Annabeth também podia acabar logo, sem contar que Lavon está bastante lerdo no quesito pegação. Por outro lado, sempre é divertido ver Magnolia dando uma de adolescente rebelde. Falando em adolescente, onde está Rose?

George e Tanzie já estão cansando. Constantemente George precisa arrumar formas de mostrar que ele é um bom partido, como por exemplo, ser um músico. Daí ele consegue ser um músico e Tanzie fica extremamente irritada. Como assim, produção? Casal mais bipolar e sonífero do mundo.

Wade se sente incapaz de viver o alto padrão de vida de Zoe e fica se sabotando constantemente, mas NADA justifica o que ele fez. Quando Wade disse a Zoe que tinha somente ajudado a menina com o carro, sabia que ele tinha dormido com ela. E Zoe ainda, toda fofa, queria muito acreditar que fosse verdade. Foi triste no final, quando ela finalmente percebe o que realmente aconteceu. Demoraram um século para ficar juntos e em um só episódio colocaram tudo para perder. Zoe se desdobrou para apoiar o namorado e ele taca a merda no ventilador. Ódio mortal define.

The Walking Dead – Clear

Data/Hora 06/03/2013, 09:47. Autor
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Clear pareceu um daqueles episódios que as séries fazem para poupar um dinheiro no meio da temporada. A história se centrou em poucos personagens principais e economizou em elenco, mas por outro lado o que não deve ter sido nem um pouco econômico foi a quantidade de detalhes na direção de arte e o número de figurantes zumbis. O episódio foi vagaroso, é fato, mas rico em detalhes que parecem que foram feitos para os fãs da saga. No entanto, Clear ainda fica muito longe do ritmo imposto por The Walking Dead no início da temporada e que tanto empolgou a audiência.

Nas primeiras cenas Rick, Michonne e Carl passam de carro por um homem peregrinando sozinho e logo depois encontram uma placa destinada a “Erin” e indicando um caminho onde seus familiares ou amigos estavam indo. Logo que chegam perto da cidade, o carro atola e um dos errantes que ataca o carro tem uma pulseirinha que diz “Erin”. Até conseguirem matar os vários errantes e desatolar o carro o homem da estrada reaparece desesperado, mas o trio parte com o carro novamente. Já nas últimas cenas Rick, Michonne e Carl passam novamente pelo homem solitário, mas dessa vez só pedaços de seu corpo estão espalhados pela estrada. O trio volta e pega a mochila abandonada pelo homem.

Foram detalhes como os citados acima que deram um ar diferente para Clear e enriqueceram os detalhes do episódio. No entanto, o ritmo central da história seguiu morno nos 40 minutos em que a saga do trio se arrastou pela cidade armadilha. Apesar de não ter sido um ótimo episódio Clear mostrou que tinha um propósito. A ideia era trabalhar peculiaridades do contexto de The Walking Dead e características específicas dos personagens. A direção optou por não mostrar Rick, Carl e Michonne matando aquela horda de errantes que cercou o carro, optou por trabalhar o psicológico dos personagens.

A desconfiança de Carl sobre Michonne vira uma parceria que possibilitou a conquista do presente de Judith: uma foto de sua família. Rick reencontrou Morgan, que salvou sua vida logo no primeiro episódio da série e agora está quase enlouquecendo nesse mundo tomado de mortos vivos. As armadilhas de Morgan foram interessantíssimas, pela primeira vez vimos em The Walking Dead um planejamento de segurança que realmente é criativo e funciona. Talvez não por um grande período de tempo, mas a ideia central de defesa é vista pela primeira vez com um planejamento interessante.

O resultado da aventura da Carl, Michonne e Rick é a conquista de um maior arsenal de armas, que deve dar mais segurança ao grupo do presídio. No entanto, esse acréscimo ainda não é garantia de que o Governador não tenha vantagem em um confronto direto. Continuo acreditando que para uma vitória do grupo de Rick é fundamental a interferência de Andrea. Já Michonne ganhou mais confiança de Rick depois dessa empreitada e quem vai ganhar com isso é o próprio Rick. Quem não gostaria de ter uma Michonne em seu exército? Se um dia o mundo como conhecemos for dominado por errantes quero encontrar com a Danai Gurira. Só de olhar para o semblante da “Michonne” já me sentiria mais segura.

Como a questão psicológica foi a linha central de Clear, a negação de Rick em ajudar o homem solitário mostra como o grupo está ferido emocionalmente e não sente remorso em não ajudar outro alguém. Depois de tantos problemas com as pessoas que pediam ajuda, Rick e o resto do pessoal do presídio se acostumou a se defender simplesmente, e não tentar ajudar os outros e talvez plantar um problema em seu grupo. Morgan é um exemplo de como a loucura pode afetar uma pessoa que perde a família toda, terrivelmente, para essa praga zumbi. Vivendo sozinho ele não tem mais esperanças de uma vida melhor e nem aceitou seguir Rick para se juntar a turma do presídio.

Clear apresentou uma situação muito interessante que foi o crescimento de Carl como personagem e como figura importante no grupo de Rick. Carl não é mais um menino, atira bem e tem mobilidade nas ações de defesa e ataque. No entanto, ainda é uma criança que precisa de orientações e a parceria dele com Michonne caiu muito bem no episódio.

Outro ponto interessante da terceira temporada de The Walking Dead é a trilha sonora, em Clear mais uma ótima música encerra o episódio. Devemos lembrar também das cantorias coletivas puxadas por Beth em alguns episódios do último ano da série. Em mais uma exibição vagarosa de The Walking Dead, após a sua volta do hiato de final de ano, o episódio destacou os pontos psicológicos dos personagens e isso pode ter uma importância crucial a partir de agora na série.

Rick parece mais são, Michonne já passa a ser mais confiável aos olhos de Carl e Rick, e tudo isso pode refletir nas relações do grupo nos próximos episódios e para o enfrentamento com o Governador, que deve estar bem próximo de acontecer. Podemos ter tido um episódio lento e cheio de carga psicológica envolvida, mas The Walking Dead parece ter reservado muita ação para o embate entre os dois núcleos da série.

Nashville – Dear Brother

Data/Hora 05/03/2013, 15:41. Autor
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Mais um episódio excelente de Nashville que só vem confirmar o que eu já havia dito na review do episódio passado. Os roteiristas acertaram a mão.

Em Dear Brother era aniversário de Deacon e Juliette estava empenhada em fazer com que o amigo deixasse no passado o velho hábito de passar o aniversário em casa assistindo ‘Meu melhor companheiro’. Aqui ficou clara a diferença entre Rayna e Juliette. Enquanto a primeira sabe de cor e salteado do que ele gosta ou não e quais são seus hábitos a segunda, talvez por desconhecimento, se permite ousar e Deacon (às vezes) acaba gostando. Briga boa das moças pelo coração do guitarrista.

Confesso que to sentindo um pouco de remorso. Sobre o Jason eu escrevi na review passada “Quero ver como Gunnar e Scarlett vão se livrar dele”, mas juro que nunca imaginei que fosse desse jeito. Senti a mesma raiva e vibrei quando o Gunnar fez o que fez, mas não achei que fossem dar esse desfecho para o personagem. Quando a polícia foi lá no Bluebird jurei que era pra prender o Gunnar por ter acobertado o irmão. E se neste episódio a questão do contrato dos dois com a gravadora de Rayna ficou parado pelo menos Scunnar aconteceu. Da maneira mais improvável e no momento mais inoportuno do mundo, mas aconteceu. Acho que o sumiço do Gunnar fez a Scarlett perceber que ama ele.

Enquanto isso o Avery tá cada vez mais com a cara na poeira porque percebe a cada dia que passa que perdeu a Scarlett e que fez as escolhas erradas na carreira. E essas escolhas não são tão simples como a compra de um violão que ele chega lá e devolve…

E como eu sou meio bitch e meu remorso dura pouco eu já aproveito pra dizer que fiquei até feliz que a mãe da Juliette (nunca lembro o nome dela) tomou um porre na festa. Só assim pra mala da Juliette deixar a Rayna cantar aquela música linda que ela compôs pro Deacon. Sério mesmo, tem como não shippar o casal? Serei Raycon forever.  Mas volto nesse assunto logo mais.

Sem brincadeiras agora. Gosto da forma como estão tratando a questão do alcoolismo. Mostram que é uma doença que não é tão fácil assim de ser curada, que precisa de muita persistência e de apoio da família. É praticamente inevitável que algumas recaídas aconteçam no caminho.

O Teddy tá um nojo com a Peggy, mas pelo menos tomou as rédeas da própria vida e da prefeitura. Amei a postura dele para com o Lamar e o convite que fez para o Coleman. Achei legal também que mostraram a maneira como a mídia explora e suga as celebridades. Por mais famosa que fosse até hoje Rayna não havia sido exposta dessa forma, mas agora com o ‘escândalo’ ela foi. Uma pena para as crianças que acabam sofrendo mais que o necessário. Essa história mostrou também que por mais problemas e divergências que existam uma família é sempre uma família. Tandy e Lamar defenderam e ajudaram Rayna no momento em que esta precisou. Aliás, o melhor do episódio foi o que Lamar disse para a filha: “Rayna, você não fez nada de errado. Não se atreva a andar por aí com nada menos do que orgulho de ser quem você é. […] Você só tem que se explicar para quem você ama. Todo o resto… Bem, eles podem ir para o inferno”.

Acho que foi essa conversa que encorajou Rayna a levantar a cabeça, a ir na festa do Deacon e a ter a conversa linda que teve com ele. Tem gente que ousa dizer que amor não dói. Eu sinto a dor do Deacon e da Rayna dentro de mim cada vez que ela canta pra ele ou cada vez que eles tem uma conversa como essa. E ainda assim sei que é amor. Acho linda a preocupação que ela tem em não magoar ele novamente, ainda que eu não considere que a errada na situação anterior foi ela, ela sabe que magoou demais ele.

Já to ansiosa pelo próximo episódio – e sim, para nossa tristeza vem mais um longo hiato por aí – pra ver como vai se desenvolver esse romance, pra ver como o Gunnar vai lidar com uma eventual sensação de culpa e pra que Juliette e Rayna voltem a sair em turnê. Só espero que o Liam permaneça no lugar de onde nunca deveria ter saído: longe de Rayna James.

PS: Connie Britton tá simplesmente arrasando!

White Collar – The Original

Data/Hora 05/03/2013, 13:36. Autor
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Um episódio de White Collar que começa com uma cena de Mozzie tentando vender sorvete (com licença) para um turista do Kansas em plena New York tem grandes probabilidades de ser um ótimo episódio. The Original foi uma ótima exibição da série da USA, mas ainda um pouco distante dos grandes momentos de White Collar. Agora o seriado parte para a sua season finale e deixa todas as expectativas para seu encerramento. Com uma quinta temporada confirmada, Neal e Peter precisam garantir a fidelidade de seus fãs depois de um ano em que a série deixou a desejar, em comparação com as três primeiras temporadas.

Para agitar a divisão de crimes do colarinho branco do FBI, a série conta com a chegada da nova diretora do núcleo, Amanda Callaway (Emily Procter, a Calleigh de CSI Miami). E a moça agitou bastante as mentes de Peter e Neal, a famosa van da divisão e também as informações para o senador Pratt. Nada de pior poderia acontecer com Neal e Peter do que Pratt infiltrar alguém de sua confiança no comando da divisão de crimes do colarinho branco. Para disfarçar as desconfianças da dupla, Callaway foi esperta e fingiu ser uma chefe chata que quer de resultados impactantes e rápidos.

O que pode parecer ruim para nossos heróis é ótimo para quem segurou firme e acompanhou toda a quarta temporada da série. Considerando as situações que devem ser resolvidas e trabalhadas na season finale e que a série tem histórico de produzir finais excepcionais para as suas temporadas, White Collar tem grande chance de fechar com chave de ouro um ano fraco para a série.

The Original honrou o nome do episódio e construiu sua própria marca única. Nunca. Jamais. Em nenhum outro seriado da televisão você deve acompanhar novamente a teoria dos “sexers” de galinhas. Melhor que o nome da teoria é a explicação de que ela é uma base científica para explicar o funcionamento do instinto.

A teoria também deve, de alguma forma, servir para explicar como Neal pode ser altamente competente em diversas atividades diferentes. James teve uma participação muito boa ao questionar o filho sobre o porquê de Neal não investir em trabalhos próprios, tanto em pintura como escultura. O trabalho nessa área não teria a adrenalina que Caffrey necessita para viver, mas com certeza ele seria um grande artista e o destaque disso, por James, foi muito interessante para o contexto do personagem de Neal. O rebote de Caffrey dizendo que para ser um artista a pessoa deve saber quem é, e Neal precisou usar três nomes diferentes durante a sua vida, foi um ótimo fechamento da situação.

Falando em James, um dos grandes méritos de The Original foi ter sido o melhor episódio da temporada até agora em mesclar o plot que envolve o mistério do pai de Neal com o caso em questão do episódio. Além da solução do caso estar diretamente ligada a descoberta da caixa de Ellen, as duas histórias não ficaram nem longas demais e também nenhuma das duas linhas do episódio passou muito rápido ou foi mal explicada. Pela primeira fez na quarta temporada White Collar dosou na medida certa.

O deslize do episódio está na resolução do caso de Neal e Mozzie. Sempre é uma realidade que o mundo conspira a favor dos dois e eles se aproximam do MacGyver, na questão de conseguir desarmar um alarme com um cartão de crédito e um chiclete, mas a organização dos fatores do plano deles para scannear o piso do Empire State Building foi de uma precisão cirúrgica e sorte mágica. Licença poética de White Collar.

A quarta temporada foi relativamente fraca perto do nível da série, mas preciso afirmar que The Original me ensinou que devo confiar nas galinhas sexys e me lembrou que ainda existe o “juramento do dedinho”. As falas do episódio renderam tanto que viraram diversas imagens e montagens de quadros, tipo quadrinhos de histórias, divulgados na página oficial do Facebook da série. Tudo para segurar os fãs até a season finale, que deve fechar bem a quarta temporada de White Collar. No entanto, depois de uma temporada devagar, os fãs devem guardar suas esperanças para o quinto ano da série, que ele venha para reviver o nível das três primeiras temporadas.

Chicago Fire – Better To Lie

Data/Hora 04/03/2013, 21:25. Autor
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O episódio Better to Lie não fugiu do padrão Chicago Fire de ser: com um ritmo super rápido mas com algumas situações demoradas demais e um vai-vem de personagens apenas para preencher um certo “vazio” do roteiro. Apesar disso fez jus ao nome e mostrou que, realmente, em algumas situações é melhor mentir.

Clarice apareceu, sumiu, apareceu e sumiu e que suma de uma vez por todas porque esse plot já está gasto. Shay está arrasada, pela segunda vez e por causa da mesma pessoa e resolveu ser mãe. Passou o episódio inteiro procurando o doador ideal que, se a loira não desistir da ideia, talvez Severide seja solícito e decida se tornar o doador. Não há dúvida que os dois formam um ótimo par – como amigos e nada mais do que isso. Torço para a felicidade de Shay e acredito que ela será um ótima mãe mas não me agrada essa possibilidade pois isso pode gerar muitos problemas depois…

Descobrimos o que tinha na caixa e dessa vez o pessimismo de Herrmann não funcionou. Por mais que tudo mostrasse que nada daria certo, as coisas começaram a funcionar para o bombeiro. O contrato achado na caixa serviu para dar um susto no trio mas também serviu para encontrarem o nome do bar. Esperemos grandes noites no Molly’s, o novo point de Chicago.

Ainda no vai-vem de personagens temos o Severide pai que foi dar um passeio pelo batalhão pra nos mostrar o outro lado do Chief Boden, a pessoa que a gente imaginava como sendo a mais íntegra da série. Não julgo Boden porque todo mundo tem um segredo que queira esconder de todos.

E falando em segredo, achei meio jogada a volta do assunto do Mills pai que estava abandonado há vários episódios. Mas achei justificável o fato de Boden e a mãe de Mills esconderem a verdade do rapaz. Os dois têm consciência de que alguns atos do passado de ambos contribuíram para a morte de Henry e acho que nesse caso o melhor dos castigos dos dois é a culpa e o remorso que eles carregam.

Essa história ainda está mal contada e acredito que será resolvida em breve, como todas as outras situações da série até porque Dawson presenciou a conversa de Benny Severide e Boden e agora que o casal Milson está firme, por quanto tempo ela conseguirá guardar esse segredo do amado?

Peter Mills não sossegará enquanto não descobrir a verdade sobre a morte do pai e só resta saber em qual versão dessa história mal contada ele acreditará. E qual a versão na qual nós acreditaremos?

Casey mostrou um total desinteresse quando viu Dawson beijando Mills e foi uma das cenas com um ar de “como assim?” da série. E pra completar o vai-vem dos personagens tem Heather que rondou o bombeiro e lhe lascou um beijo antes de entrar em casa.

Lembro que nas primeiras reviews acreditava que havia algo a mais entre a mulher do antigo colega de trabalho de Casey e o bombeiro. O fato de Casey corresponder ao beijo da mulher não chegou a ser surpresa porque um dia as pessoas precisam seguir em frente, independente da situação que elas viveram. É a vida e o mundo não para de girar.

Em relação aos resgates, a situação de desespero das vítimas da boate que tentavam sair de qualquer modo pelas portas da frente me lembrou a tragédia que aconteceu em Santa Maria – RS há alguns meses.

E Mills mostrou mais uma vez que as vezes é preferível mentir para salvar uma vida do que perdê-la ao contar a verdade. Mentira brancas e para o bem estão aí para serem usadas.

 

The Following – The Fall

Data/Hora 03/03/2013, 20:52. Autor
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The Following construiu uma sequência fantástica de episódios em sua temporada de estreia. Entre eles The Fall se destaca como um dos melhores até agora, e como é difícil elencar os melhores episódios da série. Finalmente acompanhamos um embate entre Ryan e o trio Jacob, Paul e Emma, e ninguém saiu vitorioso. Ryan não conseguiu recuperar Joey nem prender os súditos de Carroll. Por outro lado, a união do trio foi destruída.

Jacob, Paul e Emma viviam um estranho e conturbado triângulo amoroso, mesmo assim, nos momentos em que o trabalho precisava vir primeiro, o grupo funcionava. Ryan feriu gravemente Paul e obrigou Emma a fugir com Joey e abandonar seus dois namoradinhos. Agora o trio se separou, Paul está quase morrendo e Jacob está muito decepcionado com Emma.

Mas The Fall foi muito mais que a queda do trio estranho de admiradores de Carroll. O episódio mostrou que devemos realmente acreditar quando os produtores avisam que, no roteiro de The Following, todo mundo pode morrer e qualquer um pode ser um traidor. Os seguidores de Joe Carroll estão espalhados por todos os lugares e são muitos. Joe tinha uma seguidora na Polícia Estadual, próxima da casa onde o trio estava escondido, o que acabou garantindo fuga de Emma durante o cerco da polícia e do FBI.

Ninguém ganhou. Ninguém perdeu. Mas quem comemora são os seguidores de The Following. Ryan ganhou mais personalidade em The Fall, mostrou que não se importa em morrer, só quer garantir que ninguém mais morra por causa dele. Já Carroll trabalha exatamente nesse ponto fraco de Ryan. Joe quer que o ex-agente do FBI acredite que cada morte esquematizada por ele e seus seguidores seja feita por causa de Ryan. Carroll também faz questão de garantir que Ryan fique sabendo disso.

Mesmo sendo um herói ferido, Ryan fez um ótimo trabalho psicológico com Jacob e Paul e parecia inclusive ter aprendido aquilo com Carroll. Ryan bagunçou os pensamentos da dupla e só foi enfrentado a altura com a chegada de Emma. As cenas de Ryan tentando confundir Paul e Jacob chegaram a ser engraçadas, principalmente pelo sarcasmo. De tão nervosos Jacob e Paul não se deram ao trabalho nem de ficar irritados. Ryan ainda brinca com eles quando questiona se Jacob está dormindo com Emma e se eles são gays. A situação ainda piora quando Ryan assiste Paul questionar Emma sobre como está a cabeça de Jacob sobre a relação dos três. Ri muito das caras do Ryan.

The Fall também trouxe a tona o passado da agente Debra Parker e mostrou que ela tem uma história familiar muito obscura e ligada de uma forma muito estranha a cultos e seitas. A história sobre seu passado afasta a desconfiança de que ela pudesse estar ligada a Carroll e reforça os motivos do conhecimento da agente sobre o funcionamento da mente de uma pessoa que participa de um grupo desse tipo. Debra tenta interferir nos pensamentos de Emma e de certa forma o trabalho parece funcionar na mente da garota e afetá-la de alguma forma.

Quem também passou por emoções fortes em The Fall foi Claire. Depois da péssima decisão de fugir de casa acreditando que veria Joey, ela passou horas na companhia de um dos seguidores de Carroll, e um dos mais estranhos. Charlie era o seguidor particular de Claire, fazia anotações, fotos e filmes do seu dia a dia e levava tudo para que Joe pudesse acompanhar a vida de sua ex-mulher e seu filho.

O mais assustador é que Charlie acabou se apaixonando por Claire e no cativeiro ela ainda acabou sendo beijada por ele, em um momento de fraqueza do seguidor de Joe. Charlie é um típico discípulo de Carroll, é eficiente com equipamentos técnicos, de comunicação e informática, foi dispensado do exército por causa dos exames psicológicos e já matou pessoas simplesmente porque gostaria de vê-las mortas. É uma pessoa útil, perdida e sem escrúpulos, justamente o tipo de discípulo que Carroll busca e consegue atingir.

Depois de The Fall podemos ter certeza que o grupo de seguidores de Carroll vai longe, tanto em número quanto em loucura. Quando Charlie liga para Roderick ele ainda fala com outra pessoa, que passa a ligação para o que parece ser a pessoa que controla tudo do lado de fora para Carroll. A equipe de seguidores de Joe é muito maior do que o pequeno grupo que o FBI estava contando inicialmente.

Para piorar a situação dos bonzinhos da história, quem mais perdeu psicologicamente em The Fall foi Ryan, ele chegou muito perto de Joey, mas não conseguiu cumprir com sua promessa para com Claire. Os seguidores de Carroll estão presentes cada vez em maior número, são pessoas instáveis e a procura de um sentido na vida. Elas acreditam que estão aprendendo a sentir a vida com Carroll. The Following sabe muito bem como se aproveitar das características psicológicas desses personagens e aumentar a tensão a cada episódio.

A trilha sonora da série novamente fez a diferença, principalmente nas últimas cenas em que o episódio mostra a chegada abatida de Ryan e seu encontro com Claire. A cena ainda é editada com inserts nervosos de Jacob, Paul e Emma. Carroll promete começar a próxima parte da sua história no episódio seguinte, Let Me Go, para isso aciona novamente a sua advogada Olívia. Ryan sofreu uma baixa na sua autoestima, mas vai ter que se recuperar logo porque o que quer que seja que Joe está planejando, deve acontecer na sequência e muito bem roteirizado.

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