TeleSéries
The Walking Dead – Welcome to the Tombs
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“E sairão; os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida, e, os que fizeram o mal, para serem condenados…”
Pirou na batatinha. O que faltava pirar na cabeça do Governador foi pro saco em Welcome to the Tombs. A season finale de The Walking Dead inicia apresentando calorosamente um dos enigmas dos dois últimos episódios: o responsável pelo incêndio nas tumbas dos errantes. Não chegou a surpreender a revelação de Milton como o culpado, mas foi interessante o desenrolar da cena com o trabalho de câmera realizado.
O espectador ficou com a visão do olhar de Milton, a câmera se localizou como se estivesse no seu lugar e acompanhou o movimento de Milton até quando ele não tinha mais forças de manter a cabeça em pé. Fora isso, Welcome to the Tombs foi um episódio envolvente e cumpriu com sua função de season finale, apesar de muitos fãs terem aguardado algo mais arrasador para o final da temporada.
A trilha sonora de The Walking Dead preencheu momentos arrastados do episódio, como a birra do #carlchateado e a conversa de Carol e Daryl sobre Merle. Como bem foi lembrado por Carol, a atitude de Merle no episódio anterior, This Sorrowful Life, deu uma chance para a turma do presídio. Outro papo cabeça, digno de final de festa, foi a conversa entre Rick e Michonne, finalmente a moça resolveu abrir o coraçãozinho e dizer muito obrigada. Mal sabia Michonne que Welcome to the Tombs forneceria situações muito mais emotivas pela frente.
Alguns trechos e relacionamentos são importantes na construção do enredo de um seriado, mas a relação da loucura de Rick, com as visões de Lori e o provável sumiço das visões após a entrada em Woodbury e o recrutamento da população da cidade, não fazem muito sentido na construção do personagem e na sequência da história. Rick já parece ter voltado a sua sanidade mental há alguns episódios atrás e as visões de Lori poderiam ter ido embora muito antes, ou poderiam nem terem sido cogitadas. Como mencionei em reviews anteriores, a personagem conseguiu continuar assombrando a série com a sua chatice também depois de morta.
Já o Governador conseguiu convencer uma boa parte de Woodbury a atacar o presídio, mas a missão mais organizada pela raiva do que pela sensatez, levou o grupo de Philip para uma emboscada. O mais curioso é que o resultado final foi que a maioria das perdas do grupo foram fruto da própria loucura do Governador e não da mira e estratégia de guerra do grupo de Rick. Merle ajudou, Philip facilitou o trabalho e o próprio povo de Woodbury se voltou contra seu comandante. Seja onde estiver o Governador, ele não tem mais nada a governar.
Welcome to the Tombs conseguiu ser angustiante do início ao fim, principalmente nas cenas que envolveram Andrea e Milton. A positividade de Andrea chega a beirar a burrice. Ela chegou a acreditar que se soltaria e ainda salvaria a vida de Milton e – no meio do processo de conseguir pegar a ferramenta e se soltar – a moça ainda começa a dialogar sobre os motivos que a fizeram não fugir de Woodbury antes e ficar com seus amigos. Andrea acreditava que tudo poderia ser resolvido sem mortes. Em um mundo de mortos vivos esse pensamento chega a ser quase infantil.
Por outro lado, a morte da personagem não foi previsível e se transformou no ponto mais forte do episódio, surpreendeu e emocionou seus verdadeiros amigos. Andrea tinha um forte apelo para continuar na próxima temporada, mas perdê-la dessa forma enriqueceu a season finale, de uma maneira que outros pontos do episódio não conseguiram alcançar. A única “falha” na morte de Andrea é que a cena tinha tudo para que ela conseguisse sobreviver ao ataque de Milton. Ela estava com os pés soltos, já tinha livrado uma mão das algemas e ainda tinha a ferramenta ao alcance. Por outro lado, foi essa situação que intensificou a surpresa com o sucesso da mordida de Milton.
Para Rick e sua turma, o lado bom do ataque ao presídio é que o grupo de Philip fez uma boa limpa nos errantes que cercavam o lugar. A cena da fuga do grupo do Governador após o ataque chegou a ser engraçada e a loucura dele em matar todo mundo foi o ápice da insanidade total. Em todo o episódio o Governador conseguiu estar certo de uma coisa: nessa vida atual (no mundo da série) ou se mata ou se morre, ou morre e se mata.
A terceira temporada de The Walking Dead foi a melhor da série até agora. Apesar do seriado da AMC ter diminuído o ritmo após o retorno do seu hiato no início de fevereiro, os zumbis continuaram trilhando um caminho que põe a série como as mais assistidas e comentadas da temporada. Por mais que alguns pontos da season finale tenham desagradado, a próxima temporada do sucesso zumbi vai ser uma das mais esperadas na televisão mundial. O grupo de Rick cresceu, o Governador perdeu seus governados e está solto nesse mundo errante. A morte de personagens importantes também indica que novas caras devem surgir na quarta temporada e personagens pouco recorrentes serão regulares. Até lá… keep calm and shoot them at the head.
The Vampire Diaries – American Gothic
04/04/2013, 09:45.
Mônica Castilho
Reviews
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Ah, The Vampire Diaries! Quando as coisas começam a ficar boas, episódios mornos como este voltam a acontecer.
Depois de roubar as pistas que Damon tinha sobre Katherine e fazer aliança com Rebekah, Elena parte rumo a uma “Mystic Falls genérica”. Como sempre, onde Katherine está existe confusão, por isso sua presença foi o ponto alto desse episódio, com ela sendo responsável por todos os momentos de tensão e surpresas.
A tensão está relacionada à cura, é claro, e nossa VampBitch não fez pouco: a escondeu numa cidade completamente hipnotizada por ela. E como se não bastasse ela ser praticamente a rainha do local, está contando com a ajuda de Elijah. Pois bem, que Elijah tem uma queda básica pela Katherine desde que se conheceram há alguns séculos, não é surpresa alguma, mas a novidade é que aparentemente ela também está cedendo aos encantos do Original.
Obviamente, quando se trata de Katherine Pierce, podemos esperar tudo, e nem de Elijah a vampira esconde que está realmente interessada em sua liberdade e em consegui-la por entregar a cura ao Klaus. Entretanto, apesar de todo esse interesse e de há algumas temporadas ela ter demonstrado gostar mesmo do Stefan, o ato de ela entregar a cura para Elijah pode significar que realmente nutre sentimentos por ele. Bem, que seja bonitinho enquanto durar o romance dos dois, já que ambos são um tanto imprevisíveis.
Bem, se nem na cidadezinha da Katherine as coisas andaram muito animadas, Mystic Falls por sua vez está quase esquecida. Primeiro foi a história da ilha de Silas, depois Nova Iorque e agora a tal cidade no meio do nada. Por conta disso, até Klaus e Caroline teriam ficado esquecidos, e isso só não aconteceu porque Klaus tecnicamente quase morreu e Caroline passou pela agonia de salvá-lo.
Já Silas, cujo nome somente já fazia todos tremerem, agora que finalmente foi solto ainda não fez nada que preste exceto hipnotizar o Klaus. Ele já conseguiu a Bonnie e o terceiro massacre, mas nem a bruxinha apareceu desta vez, o que é revoltante, já que tanto ele ameaçou e amedrontou todo mundo. Pelo menos tivemos um momento de Klaus com Caroline, não muito digno, mas ainda sim com troca de sorrisinhos e um provável começo de amizade. Já é alguma coisa.
P. S. [1]: O que eu não entendi foi porque a Rebekah, tão revoltada com a Elena em alguns momentos, não hipnotizou a VampChata para fazer o que ela quer. Ela não toma verbena.
P. S. [2]: Elena, minha filha, não confunda ser chata com ser uma vampira badass. Como disse a própria Rebekah, tá faltando promiscuidade pra você virar a Katherine.
P. S. [3]: Silas, essa coisa de ser doppelganger já é coisa da Elena. Seja original.
Arrow – Dead to Rights, The Huntress Returns e Salvation
04/04/2013, 09:27.
Marco C. Pontes
Reviews
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Arrow abrindo caminhos para um fim de temporada avassalador.
1×16: Dead to Rights
Há tantos grandes momentos neste episódio e aqueles que revelam bastante são prejudicados. Esse com certeza vai ficar como um dos episódios mais importantes da primeira temporada, mas isso não me impede de desejar que os escritores tenham deixado alguns detalhes de fora. Por exemplo, sabemos que Malcolm é um gênio do crime então fica até difícil de aceitar que ele realmente não percebeu o tanto de chineses que estava em sua festa, sem contar que ele já provou que sabe lutar bem melhor. Só serviu para trazer alguns desdobramentos importantes. A Lady Gaga asiática também apareceu por Starling City, já que ela estava devendo uma luta para Ollie. Achava que Deadshot estava morto, mas pelo jeito ele só precisava de um novo olho. Era óbvio que Tommy acabaria descobrindo sobre seu amigo nessa temporada ainda, mas esperava que fosse ao acaso, e não que Oliver contaria a verdade. De todas as pessoas que Oliver contou seu segredo, Tommy é o único que é mais próximo da família, mas perceba que ele não tinha planos para contar, ou seja, Laurel com certeza será a última a saber do tanto que seu ex-namorado fica bom em uma calça de couro. Até agora Tommy se provou completamente inútil como personagem. Ele é importante nos quadrinhos, mas na série ele é mais do que desnecessário. Esta evolução deve abrir novos caminhos, mas o personagem em si não mudou.
1×17: The Huntress Returns
Estava empolgado com a volta da Caçadora, mas seu foco na busca de seu pai é algo que deveria ser do passado. Passamos dois episódios focados em sua vingança e não há realmente mais para explorar aqui. A idéia de que Helena usa a família e os amigos de Oliver contra ele é interessante, mas está longe de ser original. Sem dúvidas a Caçadora apareceu no pior momento possível. A vida de Oliver está muito bem, ele está em um bom relacionamento com Maickinna (mesmo a personagem sendo bastante chata, no geral), sua boate finalmente vai abrir e é por causa de sua vida pessoal que a Caçadora é tão temida. Se ela fosse um homem, ou um estranho, ela seria descartável e, portanto, facilmente tratada.
Infelizmente, o resultado é totalmente previsível. Embora não houvesse muitos indícios que sugerem que Huntress seria apreendida pela polícia, é claro até mesmo para a pessoa mais ingênua do mundo que ela se recusaria a deixar a cidade depois de Oliver dizer a ela para sair. É igualmente óbvio que ela iria usar Felicity para garantir a localização de seu pai e que Mackinna iria acabar na linha cruzada.
Nunca fui um fã de Mackinna, mas sua saída foi muito fraca. Compreendo que isso deixa a porta aberta para seu retorno (talvez se ela não sobreviver à próxima temporada de True Blood), mas matá-la teria sido mais memorável e faria com que o relacionamento de Oliver com Helena tornasse mais tenso na sua próxima aparição.
Da mesma forma, também foi decepcionante o reaparecimento da mãe de Laurel. Então Sarah está viva porque alguém tirou uma foto dela e isso é tudo que você tem? Tem gente que realmente fala qualquer coisa para não aceitar a perda. Porém, ela não foi tão inútil assim no episódio, afinal ela conseguiu com que nos importássemos um pouco mais com o pai de Laurel, mas no 1×18 a história é completamente diferente.
Os flashbacks são aparentemente parte de um spin-off, já que não há nenhuma influência sobre o presente e no presente algo também não está funcionando: Thea e Roy, que estão facilmente se enquadrando naquele clichê adolescente que a série não quer tanto reproduzir.
1×18: Salvation
Na realidade, a revelação no final do episódio não foi nenhuma surpresa. Já sabíamos que o Glades era importante para os planos de Moira e Malcolm e para todos os outros malvados da cidade. Mesmo se não tivesse sido dito em voz alta, dá para inferir que o enredo da série gira em torno da área. Desta forma, a representação desta parte da cidade influencia a narrativa e serve para construir o mundo da série, mostrando que Starling City ainda tem muito para contar. O vilão do episódio foi alguém que na verdade não poderia ser considerado como um vilão de verdade, afinal se ele realmente fosse um vilão, Oliver também deveria ser considerado um.
O que exatamente Malcolm e Moira pretendem fazer com o Glades virá à tona nos episódios restantes. Por agora, os dois precisam sobreviver a uma pequena duplicidade. Moira conseguiu acabar com o problema do ‘espião’ dentro da Tríade da maneira menos surpreendente possível. Frank (o asiático) que recebeu algumas flechas nas costas, mas Moira foi quem ficou com sangue nas mãos (literalmente e figurativamente). O episódio pode até ter acabado com Moira chorando e limpando o sangue com seu próprio cuspe (algo que não sabíamos que ricos faziam também), mas não se engane, Mama Queen é uma vadia de sangue frio.
No caso de você ter se esquecido do tanto que a química entre Amell e Katie Cassidy é boa, a cena final do episódio veio para trazer de volta essas lembranças. Outro bom momento no episódio é quando o plot do ‘Sarah está viva’ finalmente foi colocado para escanteio, afinal toda a ideia em volta de uma foto simplesmente não faz sentido. O que foi quebra de código nisso tudo foi Laurel conseguindo achar a menina, que coincidentemente está nos EUA, em Starling City. Quebra de código total.
Por outro lado, a cena em que Dinah aceita a “verdade” e chora no ombro de Quentin com certeza valeu a pena. Só queria que a personagem tivesse sido mais bem utilizada. O mesmo pode ser dito para Roy. Considerando que ele foi recentemente promovido a regular na próxima temporada, não havia preocupação se ele morreria ou não dentro daquele vagão de trem. Só funcionou para colocarem Thea mais próxima dele, como se precisassem fazer tudo isso para que essa aproximação aconteça, sendo que por motivos óbvios, Thea já está atraída por ele desde o início do ano.
Grimm – Nameless
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“Então ele segurou o pé esquerdo com as duas mãos, mas a fúria era tanta que o dividiu em dois”.
Grimm adentrou no mundo nerd em Nameless. As cenas de preview novamente não empolgaram o suficiente, mas o episódio até que surpreendeu um pouco. Nick teve que lidar com um wesen, que além de ter garras ácidas, também era um rato de computador. A parte interessante foi ver, em uma das primeiras vezes, Hank, Nick e Renard discutindo o caso e podendo considerar abertamente a participação de uma criatura wesen na história.
Em Nameless, o caso teve ligação direta com histórias infantis e literatura. Na primeira cena do episódio uma edição antiga do livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll abre a história que será apresentada. Nas cenas dos crimes as páginas rasgadas, deixadas pelo assassino, são um enigma a ser desvendado e apresentam três autores que utilizavam nomes falsos – cada um tinha um “nom de plume”. Apesar de Nick ser um Grimm, a única semelhança que ele viu nas três páginas é que todas eram “papéis”. Ri muito.
Sorte da Polícia de Portland que o sargento Wu tem uma vida triste e solitária com seu gato, onde nas horas vagas ele devora histórias e videogames. Assim, tivemos uma aula de literatura e descobrimos que Mark Twain é Samuel Clemens, Richard Bachman é Stephen King e Lewis Carroll era Charles Dodgson. Aliás, vocês perceberam como Wu foi o grande responsável por solucionar quase todos os enigmas do episódio? Hank e Nick ficaram por fora do mundo nerd.
Fuchsteufelwild em alemão quer dizer algo como “fora de si” e realmente é o que o wesen parece, completamente maluco. A fisionomia do Fuchsteufelwild também lembrou inúmeros personagens de filmes, como duendes de diversas histórias pela criatividade afora. No entanto, pouco deu para conhecer sobre o duende de garras ácidas. Quando perdeu o pulo, o Fuchsteufelwild, que “odeia perder”, acabou perdendo a razão e também se suicidando.
Nameless foi bem sem sal, como a maioria dos episódios da segunda temporada de Grimm. Além do caso da vez, Renard recebeu uma visita de seu informante de Viena e os dois foram alvos de um atentado a bomba que deve ter despertado a atenção em Portland. A mãe de Nick nunca mais deu sinal de vida e nem o Grimm parece lembrar dela. Adalind também ficou de fora desse episódio, mas deve mostrar suas garras novamente na sequência.
O plot da amnésia de Juliette segue caminhando para uma resolução óbvia. Por outro lado, a personagem mudou a atitude, está mais participativa e tentando entender seu problema e as imagens que vê de Nick. Monroe e Rosalee toparam ajudá-la, mas o blutbad acabou falando da existência do trailer da tia Marie e despertando a curiosidade de Juliette. Descobrir a verdade sobre o mundo Grimm pode ser um choque, mas depois de tudo que Juliette tem passado nesta temporada é possível que a moça aceite com mais facilidade a realidade da fantasia… ou a fantasia da realidade? De qualquer forma preciso admitir que não fiquei muito triste com a possibilidade dela deixar Portland e quem sabe até a série, apesar de achar difícil que isso realmente aconteça.
Grimm vem perdendo o pique que teve no início da temporada e nos últimos episódios a calmaria na série se intensificou. Os casos foram de rápida solução e as histórias paralelas não desenvolveram muito. Sem falar que Nick anda pendendo para o lado do cachorro abandonado. A série pode até melhorar sem isso, mas Grimm era muito mais interessante no início da segunda temporada quando Nick andava muito mais com cara de mau.
PS: Perceberam que a Jenna era o sucesso de todos os nerds do episódio? Por pouco não encantou o sargento Wu. Formariam um belo par.
Bates Motel – What’s Wrong With Norman
03/04/2013, 09:36.
Gabriela Pagano
Reviews
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Bates Motel só melhora a cada semana! Faz valer cada centavo pago na hospedagem do hotel mais macabro da TV. No terceiro episódio, intitulado What’s Wrong With Norman, os acontecimentos começaram de forma um pouco mais amena – para que, no final, fôssemos apresentados ao maior cliffhanger de todos. Se eu pudesse, daria nota 5.1 a esse capítulo.
Já na primeira cena do episódio, o Dylan estava tentando descobrir a melhor maneira de esconder uma arma na roupa – tudo da forma mais engraçada e autoconfiante possível. Depois, ele entrou na cozinha e fomos apresentados à figura da Norma e do Norman (que usa até guardanapo pendurado na blusa, todo certinho). Ele é praticamente um discípulo da Glória Khalil; só que da Norma. Para finalizar o momento, o Dylan pegou uma porcelana chinesa da mãe e saiu usando por aí, como se fosse um utensílio de plástico. Dessa forma, pudemos ver como é um típico café da manhã da família Bates – que, apesar da beleza e carisma de seus personagens, passa longe do “comercial de margarina”.
O dia, no entanto, era daqueles em que o Norman não deveria ter levantado da cama. Na escola, ele começou a passar mal – e a encarar a professora com olhar de psicopata – e desmaiou, indo parar no hospital. Lá, já internado, ele ficou assistindo a um filme em preto e branco. Nessa hora, pensei “Como assim? A série não é moderna? Que hospital vintage é esse?”. Até que o Norman explicou para a amiga, Bradley, que foi lhe visitar, que gostava de filmes antigos, pois “até os vilões são mais felizes neles”. Achei interessante terem feito essa referência ao cinema de décadas passadas, já que a série é um prelúdio de um filme de 1960. Mas, ainda assim, é difícil acreditar que um adolescente, no hospital, vá ver um filme sem cores…
Gosto da relação do Norman com a Bradley, porque achei que ela seria a menina popular do colégio, intocável, e não é bem isso. Ela tem sido bastante acessível e atenciosa com o Norman. Mas acho que ainda prefiro a Emma, que é mais meiga e discreta.
Quando a Bradley entrou no quarto e disse que estava retribuindo a visita que o amigo lhe fez no hospital, quando o pai dela havia sido internado, ela disse “Ninguém mais foi, você foi corajoso”. Isso indica que a sociedade ali de White Pine Bay é mesmo obscura e complexa. Depois, quando ela se sentou ao lado de Norman na cama, pensei “Corajosa é você, menina. Deixa a Norma ver isso”. E não deu outra: na cena seguinte, quando a matriarca voltou ao quarto do filho, a câmera se fechou no rosto dela, que fazia aquela temida – e já típica – expressão de desaprovação. Mas quando a imagem se abriu, vimos que quem estava no quarto, agora, era o médico e não a menina. Adoro cenas que brincam com as emoções do espectador!
Emoções, aliás, que não se acabaram ali, já que a Norma, quando teve a alta do filho negada pelo médico, arrancou todos os fios que ligavam o menino à aparelhagem do lugar e, como ela disse, “estava, ela mesma, dando alta ao filho”. Ninguém pode com essa mulher!
A verdade é que ela estava irritada e preocupada porque, naquele momento, a polícia estava revistando o hotel dela. Tudo estava sob controle, até que o Norman confessou que guardou o cinto do antigo dono do empreendimento, que os dois haviam matado, e o objeto havia sumido desde a visita da polícia. Essa cena em que o Norman entra na cozinha e conta à mãe que o cinto sumiu, que ele havia guardado uma “lembrança” daquele acontecimento, foi um dos pontos altos do episódio. O Freddie Highmore sabe fazer cara de psicopata como ninguém e, por vezes, é difícil decifrar o Norman, saber o que ele pensa… E essa, provavelmente, é a intenção. Vera Farmiga não ficou atrás e deu toda a maestria à cena, que foi uma das mais importantes da série até agora.
E, por hora, é ela mesma a grande vilã da história. Acho que nesse último episódio, só ficou evidente que a Norma não mede esforços para conseguir o que quer e é adepta da frase “os fins justificam os meios”. Acho que começamos a enxergar essa aura sombria do Norman, que, até então, era só um menino meigo controlado pela mãe. Esse episódio foi mais sombrio que os anteriores e mostrou a face psicótica do garoto. Mas a Norma continua, sem dúvidas, no comando…
A relação com o bonitão Shelby
Em outra cena, no mínimo, inusitada do episódio, a Norma foi atrás do delegado Shelby (que agora ela chama de Zack), para saber se a polícia havia encontrado o cinto. Ela entrou na viatura do rapaz e, mesmo jogando charme, ouviu um “Eu estou trabalhando” do policial. Ele, entretanto, convidou a Norma para um jantar na casa dele e disse que tudo ficaria bem. Quando voltou para o hotel, Norma disse ao filho “Ele sabe do cinto”. Aí, desconfiei: o Shelby encontrou o cinto, mas não mostrou ao xerife Romero, para proteger a Norma. E foi exatamente isso. No encontro, mais tarde, ele revelou que achou o objeto debaixo da cama do Norman, crente de que a mãe estava tentando proteger o filho, mas assegurou que, a partir de agora, ele, Shelby, iria proteger a Norma. Ele fez todo um discurso dizendo o quão boa pessoa ela é, o quanto ela coloca a vida das outras pessoas em primeiro plano e blá blá blá, que ele vai cuidar dela. Sério, se juntarmos todas as cenas que os dois dividiram, eles não ficaram juntos mais do que alguns minutos. Como ele pôde decifrar (ou achar que decifrou) ela todinha em 5 minutos? Só faltou ele dizer um “Eu te amo” para ela. Pfvr, né? Mas por que ele se preocupa tanto com a Norma? Ele está tão enfeitiçado assim? Ou ele esconde algumas coisas? Nesse momento, não consigo responder. Em Bates Motel, nada do que parece, é.
Mas, olhando assim superficialmente, o Shelby é um personagem todo estereotipado: o policial bonzinho, mais novo, que vai cuidar da mulher mais velha, porém, vulnerável, carente. Certeza que “bonito” também estava escrito no roteiro. Era uma exigência do papel. Enquanto via a cena, reparei como tudo ali parte de uma ideia bem romantizada, como um prelúdio de um filme clássico deve ser. Pois bem, pensei isso, para, em seguida, o Shelby olhar na cara da Norma e dizer – comprovando minha teoria – “Deus, você é tão bonita que até faz meu coração doer”. Foi fofo, okay. E o Mike Vogel conseguiu dizer isso sem parecer um idiota (o que é difícil, palmas para ele). Mas é muito fala de romance água com açúcar de filme clássico, né?
Mas, ai, o Shelby é isso… O sorriso é de galã, o penteado é de galã, ele cozinha. Par perfeito. Ou quase… Mas isso é assunto para mais adiante.
A relação com o filho mais velho
Que o Dylan não se dá bem com a mãe, isso é mais do que evidente. Mas, se ele culpa a matriarca por ter abandonado o pai dele para ficar com o pai do Norman, ao mesmo tempo, ele não se revolta contra o irmão mais novo por isso. O que é inesperado. Ele sabe que a mãe é tóxica e parece se comover com o Norman, querer cuidar dele – apesar de não ter perguntado por que ele esteve no hospital. Irmão desnaturado! Mas enquanto a Norma estava na casa do Shelby, o Dylan se aproveitou da ausência dela para se aproximar do Norman – e ficou muito evidente que, apesar das grosserias, ele queria ter a família dele por perto (ele não sabe nem em que cidade a Norma nasceu! É muita frieza).
E, nessa cena, outra coisa interessante aconteceu. O Dylan – e, nós, espectadores – descobriu que o Norman não se lembrava de tê-lo atacado na cozinha, com um martelo que deveria rachar sua cabeça ao meio. Fiquei chocada! Não duvido nada se ele não tentar terminar de matar o irmão daqui uns episódios… O Dylan parece esperto, mas não é tanto. E com o Norman, é melhor se precaver.
Além do mais, esses desmaios e falta de memória só aumentam uma teoria que tenho antes da série estrear: o Norman matou o pai e se esqueceu disso. A Norma, na verdade, o protege dessa lembrança (foi muito estranha a reação dela quando o médico perguntou se o menino já havia “apagado” antes; apagou, sim). Não acredito que seja ela a assassina – porque o marido foi assassinado, com toda a certeza.
De volta ao “Zack” (se a Norma pode, também posso)
Os surtos do Norman se intensificaram depois que ele e a Emma descobriram que tudo o que foi narrado no livro, encontrado em um dos quartos do hotel, aconteceu de verdade. Mas jamais pensei que o delegado Shelby teria algo com isso. Em uma dessas alucinações do Norman, ele imaginou que a mãe o mandou para a casa do policial resgatar o cinto do defunto. Chegando lá, ele decidiu invadir o domicílio usando um celular como lanterna; pfvr, que iniciante! E fazendo barulhão, sem nenhuma discrição… NA CASA DE UM DELEGADO. Norman, você sabia que policias dormem com armas na cabeceira? Mas o Shelby não estava em casa, of course, que apropriado.
Enquanto tentava descobrir onde o cinto estava, Norman foi parar no porão da casa do delegado e… Surpresa! Uma menina chinesa, com poucas roupas, estava acorrentada ali. Fiquei frustrada nesse momento, porque tinha essa imagem toda perfeita do Shelby, digo, Zack. Mas, durante os comerciais do próximo episódio, algumas questões foram levantadas: a menina estava mesmo ali ou teria sido tudo parte da alucinação do Norman (porque a Norma vai verificar depois e não há ninguém naquele lugar)? O Shelby é mesmo mau? Seria parte de uma investigação paralela ou algo do gênero? O Shelby sabia que a garota estava lá? Tudo indica que sim. Se é que a menina esteve na casa dele, de fato.
A Norma não vai acreditar no filho (até porque, o Shelby tem ela nas mãos), mas o Dylan vai oferecer ajuda. Isso é assunto para a próxima review. Estou roendo as unhas (de verdade!) para esse próximo capítulo. Esperava qualquer coisa da série, menos que o mocinho fosse virar vilão.
Terei companhia nessa jornada? Estou no quarto 12, não hesite em bater. 🙂 Quero conhecer os visitantes dos quartos ao lado e companheiros de aventuras macabras… Olhem só:
P.S.: Amo que Bates Motel misture modernidade com elementos vintages. O carro da Norma é antigo, o figurino dela remete às décadas passadas.. aí, a Emma diz “fiz uma pesquisa no Yahoo! Respostas…”. Esses detalhes são divertidos!
Grey’s Anatomy – Can’t Fight This Feeling
02/04/2013, 16:48.
Mariela Assmann
Reviews
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Yay! Mais um bom episódio de Grey’s Anatomy foi ao ar na semana passada. Não é a toa que a 9ª temporada é uma das minhas queridinhas. Shonda ta acertando em cheio esse ano.
Em Can’t Fight This Feeling vimos os médicos lidando com sentimentos. E eles se dividiram em dois grupos: o dos que aceitam o que sentem, e o dos que relutam, bravamente.
Meredith liderou o grupo do pessoal que aceita os sentimentos, embora no seu caso seria mais apropriado dizer intuição. O instinto maternal de Mer está a pleno vapor, e isso foi fator decisivo para que ela acreditasse na mãe do pequeno garotinho adoentado.
Acho o máximo vermos Meredith amadurecida, confiante nas suas escolhas pessoais e profissionais. Fiquei orgulhosa, também, ao ver ela usando bem seus poderes de dona de hospital, e investigando a doença do menininho até o fim, ainda que baseada nos palpites da mãe. Suspirei aliviada quando o caso acabou bem. Mas confesso que terminei o episódio bem apreensiva. Bailey mapeará o genoma de Zola e Meredith (ei, Bailey mandou avisar que mapeamento genético não é brinquedo!) e descobriremos, enfim, de Mer desenvolverá Alzheimer. Não faça isso conosco, Shonda. Imploro! Sinceramente, não sei o que pensar. Não consigo imaginar minha personagem favorita tão diferente em razão do Alzheimer. Mas em se tratando de Rhimes, tudo pode acontecer. Principalmente o pior. Então, estou tentando preparar meu coração, relutantemente.
E por falar em relutar, mais uma vez foi desenvolvida a temática “internos e suas especialidades”. Sempre gosto quando isso é abordado, porque é natural que todos os futuros residentes tenham suas preferências, assim como é comum os residentes terem seus “auxiliares” favoritos. Mas o episódio serviu para mostrar que se entregar às mudanças pode ser uma coisa super favorita. Heather e Derek que o digam, para tristeza de Ross.
Jo também não ficou ao lado de Alex, no episódio. Aliás, a moça perdeu boa parte do seu tempo se amassando com o namorado, enquanto montes e montes de pacientes chegavam no Memorial. Cadê a decência, mocinha? Tá, eu sei que os corredores do hospital já presenciaram muitos amassamentos, mas por favor, Jo! Pobrezinho do Alex!!! Sim, sou Team Alex desde criancinha e estava adorando o desenvolvimento do relacionamento dos dois, mas nesses dois últimos episódios a falta de percepção da moça me irritou um tantinho. Espero que Karev tenha coragem, LOGO, de assumir seus sentimentos, porque ele é o líder do movimento “vamos ignorar nossos próprios sentimentos, mesmo que todo mundo já tenha notado”.
Enquanto uns ignoram, outros enfrentam, ainda que aos trancos e barrancos. E April começou a enfrentar seus sentimentos por Jackson de forma madura. Até que enfim! A história – muito triste, a propósito – dos dois colegas de faculdade que se reencontram e decidem ficar juntos fez a moça indagar se existem pessoas destinadas a ficar juntas.
A cena dela com Avery foi linda. E achei interessante ela indagar o paramédico sobre a questão. Pena que ele pensou que ela estivesse se referindo a ele, e acabou soltando um “também te amo”. Que dó, que dó, que dó do paramédico. Não deve durar até o final da temporada esse romance. Consequentemente, Steph, que só tem feito figuração, vai ficar chupando o dedo, também. E Kepner e Avery devem assumir um relacionamento sério, estável e saudável. Yay!
Por falar em relacionamento saudável, Arizona e Torres estão voltando à boa forma. Foi bacana ver as duas interagindo sem aquele peso todo. Aos poucos o drama vai ficando para trás, e a médica f**ona que faz crescer cartilagem volta a colocar sua vida nos trilhos (que a felicidade a atinja em cheio, senhoras e senhores!). E a fofura própria da Arizona voltou a dar o ar da graça. Aaawww!
Finalizando: alguém tem dúvida de que os mimimis entre Yang e Owen voltarão loguinho? O caso do garoto cujos pais estavam envolvidos no acidente com o caminhão de gasolina evidenciou o lado paizão de Hunt. E ele e Yang quase quebraram os pratos em razão do instinto protetor de Owen ter feito ele questionar as escolhas de Cristina. A vontade de Owen de ser pai é tão evidente quanto a falta de vontade de Cristina de ser mãe. E eu, sinceramente, não sei como eles poderão driblar isso, especialmente por que me parece que qualquer parte que ceda viverá infeliz. Nesse caso, só me resta esperar para ver, torcendo para que Crowen não volte a ser aquele casal chato dos últimos tempos de relacionamento.
No episódio dessa quinta-feira provavelmente descobriremos se o Alzheimer é uma possibilidade concreta no futuro de Meredith. Só por precaução, vou deixar a caixinha de lenços do meu lado. Até lá!
P.S.: Emergência, sua linda, bem vinda de volta!
Doctor Who – The Bells of Saint John
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Este ano Doctor Who voltou no final de semana da Páscoa, o que me faz associar cada vez mais a série aos feriados importantes. Não que o episódio em si tenha feito qualquer menção à data, mas eu simplesmente não posso ignorar o grande presente que a BBC nos deu.
Fiquei muito satisfeita com esse episódio. Na verdade, satisfeita é pouco para expressar o quanto eu gostei de The Bells of Saint John e o quanto eu me diverti assistindo. Foi Doctor Who em sua melhor forma.
É incrível como Clara chegou revolucionando tudo. Adorei sua personalidade. Ela é fiel, astuta, divertida e explora um lado diferente do Doutor.
Li em algum lugar o povo falando (talvez tenham sido os próprios atores) que o Doutor agia como uma figura paterna para os Ponds e com Clara ele é o irmão mais velho. Não concordo totalmente. Eu achava que o Doutor agia com uma grande imaturidade perante Amy e Rory e, apesar de ter um cuidado de certa forma paternalista, no frigir dos ovos ele era como um filho para eles e não o inverso. Já com Clara ele realmente age com mais cautela, usando de um cuidado próprio de quem conhece mais e ainda assim se sente contagiado pela juventude de quem deveria saber menos mas é um mistério por si só. Resumindo: ele é o irmão mais velho, aquele que cuida e não aquele com quem ela tem que se preocupar.
Acho ótimo que Clara seja um mistério. É legal passarmos a temporada querendo saber quem é ela e por que morreu por duas vezes e ainda está viva e bem ao lado do Doutor. Como partes suas se espalharam pelo universo e pelos tempos? É um enigma grandioso e ainda assim não é esmagador. O Doutor pela primeira vez em um bom tempo foi o protagonista de sua própria história.
Quanto ao episódio em si, ele me pareceu uma grande homenagem a episódios passados e outras séries. Ou alguém não lembrou de Sherlock com todas aquelas anotações em tela do que estava sendo digitado no computador? E a menção do Doutor sobre a tristeza de ter a alma humana aprisionada na World Wide Web me remeteu imediatamente ao destino de River em Forest of the Dead. Como não lembrar? Com certeza ele também lembrou.
O início, com o rapaz falando diretamente para a câmera nos fez lembrar de Blink, enquanto a mente sendo sugada pelos equipamentos eletrônicos nos remete à The Idiot’s Lantern e The Long Game. Não foi a toa que o episódio teve essa aura de Doctor Who pré-Moffat.
Ainda não tenho muita certeza da minha opinião sobre o início do episódio, com o Doutor hospedado no mosteiro, tentando decifrar Clara. Foi visualmente interessante e rendeu ótimas cenas, como o monge se benzendo ao ouvir o Doutor dizer que era uma mulher do outro lado da linha do telefone, ou ainda Clara comentando que ganhou o número dele de uma mulher, e mais uma vez mencionando “run you clever boy and remember”, mas não posso deixar de me incomodar um pouco com essas cenas do Doutor em pontos estranhos do tempo fazendo coisas absurdas que nada tem a ver com coisa alguma. Elas estão claramente ali para fins estéticos, não dão em nada.
Por outro lado, o ‘primeiro contato’ do Doutor com Clara foi bem legal. Como ele a trouxe de volta da nuvem para onde estava sendo feito o upload e o carinho com o qual cuidou da garota depois, permanecendo do lado de fora da casa, velando nada sutilmente. Ele já a viu morrer duas vezes, acredito que não encare bem a ideia de perdê-la mais uma vez.
Pergunta: Clara havia retido algumas condições intelectuais devido à sua ligação com o Wi-Fi e o upload incompleto. Mas e agora que ela foi completamente absorvida e baixada novamente para o seu próprio corpo? Imagino que o aumento na sua capacidade se manterá, mas e o do restante do povo que também foi baixado nos seus corpos após a completa absorção? Não acho que isso será mencionado em algum momento futuro, mas eu não pude deixar de questionar.
E por falar em Wi-Fi, gostei de trazerem de volta A Grande Inteligência (não fica muito bonita a tradução literal de The Great Intelligence, mas é o que tenho no momento). E ele manteve a aparência de Simeon, o que é um toque interessante e nos dá um rosto a um inimigo teórico.
A Grande Inteligência é um vilão da era clássica de Doctor Who, mas confesso que não sou muito conhecedora de seus rastros. Pesquisei aqui e acolá e vi que ela apareceu algumas vezes para o Doutor, mas já faz algumas encarnações que eles não tem contato. Em compensação, o Décimo Primeiro Doutor a encontrou no especial de Natal (uns dois séculos atrás) e agora novamente e, em ambas as vezes, Clara esteve presente. Coincidência, simples uso de um mesmo vilão pelo mesmo roteirista, ou há algo mais por trás disso?
É um pouco triste observarmos a forma como A Grande Inteligência resolveu agir dessas duas vezes, usando uma criança e condenando-a para toda uma vida de servidão. Fiquei de coração partido quando vi Kizlet ser abandonada ao final, perdendo toda a sua memória, restando pouco mais do que uma mente infantil no corpo de uma senhora. Acho que esses vilões que mexem com a mente humana tem uma capacidade muito maior de me atingir do que quaisquer outros que Doctor Who possa apresentar. Até hoje não me recuperei do destino de Donna.
A propósito, assim como tenho um certo desconforto quando passo diante de uma estátua qualquer, fiquei com uma leve cisma de olhar no meu ícone do wi-fi. E Doctor Who parece uma série tão inocente…
Mas agora Clara sobreviveu e é oficialmente a nova companheira do Doutor na TARDIS, que, é bom lembrar, está de cara nova. Gosto quando damos uma espiada no interior da TARDIS. É gostoso ver que não é apenas a sala de controle que existe na caixa azul.
E esta segunda parte da temporada nos trouxe várias mudanças. O interior da TARDIS está diferente, as roupas do Doutor também alteraram levemente(elas mudam, mudam, mas ficam sempre iguais), a abertura da série… Chamou a minha atenção esta nova abertura. Lembra as aberturas da era clássica, mas com um toque de loucura bem apropriado ao Doutor atual.
Quanto a Moffat, ele abriu a segunda parte da temporada escrevendo para a série, mas só retorna para o último episódio. Vamos ver o que o restante dos roteiristas nos reserva para o Doutor e Clara.
***
PS: Antes que eu esqueça, há três coisas que precisam ser mencionadas a título de curiosidade:
1) O livro que o garoto está lendo foi escrito por Amy (Amelia Williams). A capa, com uma garota e dois rapazes nos remete a duas possibilidades: a própria Amy, Rory e o Doutor, ou ainda a Sherlock. Por que Sherlock? Bom, tem a ver com as características físicas dos dois personagens ao fundo. São incrivelmente parecidos com o Sherlock de Cumberbatch e o Watson de Freeman.
2) O garoto diz à Clara que está no capítulo 10 do livro e ela comenta que o décimo primeiro é melhor e ele não vai conseguir parar de chorar. A sutileza…pergunto-me o que ainda vai acontecer com o nosso Doutor.
3) Começaram as teorias sobre a folha que marcava a página do diário de Clara. Um simples marca páginas sinalizando que o encontro com o Doutor era o início das aventuras dela? Seria aquela folha um exemplar seco da folha da árvore onde a pequena Clara se encontrou com o Doutor no prequel exibido pela BBC? Teria aquela folha algo a ver com o número 23, ano que Clara pulou na sequência escrita em seu diário? Seria a folha o início do fim do Décimo Primeiro Doutor? Façam suas apostas!
PS1: Sou só eu que acho esses títulos grandiloquentes e nada a ver com o episódio estranhos?
Revolution – The Stand
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Foram quatro meses de hiato depois de uma summer finale que superou as expectativas. Lembrando que, desde a estreia de Revolution, as expectativas ficaram bem abaixo do imaginado antes da exibição do primeiro episódio da série. Falo dessas expectativas, as bem baixas, essas foram superadas. Apesar de ter ficado devendo, o seriado de ficção científica da NBC tem se destacado nas cenas de ação. Seguindo o baile com a segunda fase da temporada de estreia de Revolution, explosão foi o que não faltou nos primeiros momentos de The Stand.
“A” explosão foi causada pelo helicóptero da Milícia Monroe. Sim, como acompanhamos no final do episódio anterior, Nobody’s Fault But Mine, Monroe conseguiu fazer o amplificador de energia funcionar e levantou voo com seus helicópteros que, devido ao logo da milícia, lembram muito os carros da Volkswagem. Vai dizer? Mas voltando a explosão, pareceu quase milagroso o fato de ninguém ter ao menos se machucado no ataque do helicóptero, milagroso até para os padrões hollywoodianos.
Como todo mundo sobreviveu e ninguém se arranhou – depois de libertar Danny e Rachel – Miles, Charlie e Aaron precisavam de uma outra missão em suas vidas. E essa missão veio na sequência, estimulada por uma decisão quase óbvia de Monroe. Agora que ele tem uma frota de helicópteros à disposição sua primeira atitude foi exterminar os núcleos rebeldes, que tentam restabelecer os Estados Unidos da América. Foi um massacre. Um massacre que só foi interrompido pelo grupo de Charlie e Miles, que se uniu de novo, dessa vez com outro objetivo. Aaron, o medroso oficial, tentou desestimular o pessoal e convencer todos a voltarem para casa, mas Rachel lembrou: “que casa?” A existência da Milícia Monroe impede que os americanos tenham uma casa no mundo de Revolution, principalmente quando esses americanos são da família Matheson.
The Stand foi um episódio infeliz para as famílias. Jason Neville finalmente se rebelou, discordou das ordens de seu pai e acabou expulso da Milícia. Ainda assim ficou no lucro, pois pelas ordens de Monroe, ele deveria ter sido morto pelo próprio pai, Major Neville. Não foi agora, mas acredito que em breve – e é quase uma obviedade – que Jason se junte ao grupo da resistência rebelde ao lado de Charlie.
Já a família Matheson teve uma perda mais significativa no episódio. Danny sempre foi um dos personagens mais sem graça da série, mas aos poucos, e bem aos poucos, foi crescendo nos últimos episódios. A sua morte foi heróica e isso eleva o peso do personagem na série, mas não podemos acreditar que Danny fará muita falta. O personagem foi significativo, caracterizou o objetivo principal dos protagonistas da série nos dez primeiros episódios e no décimo primeiro foi o responsável pela destruição do amplificador de energia de Monroe. O equipamento responsável por todo o exagero de força que a Milícia impunha. Danny, embora ter cativado pouco, foi um personagem significativo.
O que pode dar um plus a mais nessa segunda parte de Revolution é… senti um climinha pegando entre o Miles e a Rachel? Babado. Adorei, até porque do jeito que a história se desenvolveu é bem possível que eles tenham tido algo quando estavam os dois juntos nas dependências da Milícia Monroe. Também não empolgou nada o romance dele com Nora, na última vez que ela o beijou – e na frente de Rachel – ele até abriu os olhos! Outro adendo interessante nesse episódio de Revolution é a primeira aparição de Leland Orser (de E.R.) como John Sanborn, um cientista especialista em armas – adorei o tal canhão sônico. Gosto muito do ator, espero que o seu personagem se torne recorrente. Aliás, o que não falta em Revolution são grandes atores, vamos torcer para que os personagens cheguem mais a altura de quem os interpreta.
Como aconteceu com Danny, às vezes os personagens não são grandes, mas são significativos. Danny representou um objetivo inicial e quando esse objetivo foi alcançado ele foi o responsável pelo estabelecimento de outra meta: matar Monroe e acabar com a Milícia. Agora é esse o objetivo de Charlie, Rachel, Miles e Aaron. Por Danny.
Do outro lado de Revolution, Monroe recebe o reforço do visitante que dirige o Cutlass Ciera, Randall Flynn. Personagem que ainda tem muitos segredos a serem revelados na série. No entanto, nenhum deles deve ser mais misterioso do que aquela luzinha que Rachel tirou da barriga de Danny. Revolution ainda tem muita história para contar e precisar contá-la bem. A série acaba de partir para o caminho que leva até o final da temporada e nesse período a guerra é entre renovação e cancelamento.
Chicago Fire – A Coffin That Small
31/03/2013, 23:22.
Maísa França
Reviews
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Há uns episódios Chicago Fire não vem me agradando muito por n motivos mas citarei apenas um: os resgates estão perdendo cada vez mais espaço. A partir do momento em que se propõe uma série sobre bombeiros esperamos ver muito mais da adrenalina dos resgates do que simplesmente (mas não menos importante) o drama vivido pelas personagens. Dessa vez o único resgate foi o responsável por uma das cenas mais emocionantes e bonitas (esteticamente falando) de um final de episódio da série. E o episódio foi focado nos dramas pessoais dos membros do batalhão.
Começando pela “ceninha” de Severide ao ouvir a voz de Heather na casa de Casey. Pura dor de cotovelos já que a moça praticamente não fala com ele e, na sua cabeça, foi se atirar nos braços de Casey. Isso, em partes, não deixa de ser verdade mas pra quem não se dispôs a ouvir o que o amigo tinha a dizer é melhor que fique com esse pensamento mesmo. Afinal, em algum momento a pessoa tem de admitir estar errada, penso eu. Sem contar que essa dor de cotovelos fica evidente no batalhão já que os dois ficam trocando olhares a toda hora. Nessas horas eu me pergunto onde estão aqueles personagens maduros que se mostram em diversas outras situações.
E quais são as chances de você sair correndo pelas ruas gritando por socorro e encontrar ninguém menos que os bombeiros? Em Chicago Fire essa chance é de 100% mas isso não significa que, apesar da rapidez do resgate, a vítima sobreviva. Não vou me atentar ao clichê da cena onde o menino pede por socorro e encontra os bombeiros mas sim ao fato de que o resgate foi super delicado e chocante de se ver. E pensar que uma simples brincadeira terminou em tragédia é triste. Chief Boden tentando impedir que a mãe visse o filho daquela maneira foi memorável. E foi essa vítima a responsável pela beleza – e tristeza – da cena final do episódio.
Na verdade essa cena final só possível por causa de Herrmann. Ao descobrir que a vítima que faleceu durante o resgate queria ser bombeiro ele fez com que todo o batalhão se empenhasse em homenagear o garoto. Homenagem essa que também deveria ter sido realizada para o bombeiro no qual ele, Mouch, e Chief Boden foram ao velório. O fato do bombeiro não ter recebido um funeral digno que um oficial fez com que Herrmann sentisse que precisava ser feito de alguma maneira e foi com o garoto que ele descobriu o modo de fazer essa homenagem. A cena foi linda e a neve deu um toque de beleza inigualável aos uniforme utilizados pelos bombeiros.
Como esperado Severide aceito a proposta de Shay. E ficou mais animadinho ainda com o Plano B da paramédica. Pois bem, o Plano A é a inseminação artificial e todos sabemos que esse procedimento custa caro, nem sempre dá certo e tudo o mais. E se falta o dinheiro (o que aqui é fator essencial) porque não partir para o método de reprodução mais natural que existe, não é mesmo? Apesar dessa opção não agradar em nada Shay, ela mesmo assim conversou a respeito com o amigo que claro, não disse, mas mostrou ter topado e depois ficou cabisbaixo ao saber que o pai da amiga financiaria o procedimento. Não foi dessa vez…
Não podia esquecer, é claro, do tiroteio no batalhão e de Casey mostrando ser durão para o pessoal da gangue. Ao que tudo indica, as gangues não vão deixar o batalhão em paz tão cedo e uma hora ou outra vão acabar voltando. Dessa vez por conta das drogas nos hidrantes. Certamente o pessoal da gangue culpa os bombeiros por algum prejuízo que eles tiveram já que é serviço do batalhão limpar os hidrantes e foram logo mandando balada no QG dos bombeiros. Mas hidrante também não é lugar pra se esconder droga né, por favor! O pessoal do mundo do crime das séries – e filmes – já foi mais criativo. Casey teve uma conversa com uma das gangues do bairro mas o pessoal não pareceu dar a mínima para o que ele tava falando.
Mills já está de volta ao batalhão e agora precisa treinar e estudar pra entrar pra equipe de resgate de Severide. Provavelmente isso acontecerá até o final da temporada se as coisas continuarem a acontecer rapidamente no batalhão.
Observação:
Achei a cena do roubo da ambulância totalmente desnecessária.
The Following – Guilt
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Culpa. De quem é a culpa? Guilt não mostrou o mesmo envolvimento que todos os outros episódios da série até aqui, mas a quem vamos culpar? Talvez ao fato de que o episódio não conseguiu surpreender muito. Desde o final do último episódio, Love Hurts, ficou evidente que Claire seria pega em Guilt. E não pega por Ryan no sentido bom da coisa, o que também aconteceu, enfim. Apesar de eu ter torcido durante todo o episódio para que The Following me surpreendesse, dessa vez isso não aconteceu.
Outra situação que foi repetitiva foi o fato de não deixarem Ryan entrevistar o seguidor preso de Carroll, nesse caso, Amanda Porter. Pelo menos foi engraçadíssimo acompanhar as informações que ela estava passando ao FBI: “ela é de peixes, o filme preferido é Diário de uma Paixão, ela defende a pena de morte, é criacionista, gosta de soft rock dos anos 70 e odeia manteiga de amendoim, leite integral e Anne Hathaway…”. Ri muito.
Ryan ainda precisou convencer Donovan a deixar ele ir até o encontro de Claire. Foi ridículo Donavan sugerir que Hardy ligasse para Claire logo depois deles descobrirem que a segurança das ligações não era tão segura assim. Desse jeito vai ficar difícil o FBI virar o jogo para cima de Carroll, principalmente porque deixam Ryan de lado. Não foi à toa que no final de Guilt, Hardy diz a Carroll que desiste. Talvez essa decisão tenha algo a ver com o fato de que doeu em Ryan ver Claire optando a se entregar a Joe. A desistência de Hardy também pode ter algo a ver com tentar atrapalhar a história de Carroll, já que Joe precisa de seu herói. De todas essas alternativas acredito que a mais sensata é que Ryan perdeu suas forças em Guilt. Perdeu a última força que o fazia continuar e agora resta esperar que Whips and Regret traga alguma coisa que faça a história do novo livro de Joe, equilibrar o enredo para o lado de Hardy.
Guilt mostrou também que Carroll está de olhos abertos com Roderick, e não aceita mais erros. O andar da carruagem mostrou que Joe estava certo. Não foi nada fácil capturar Claire e provavelmente o grupo de Carroll só conseguiu a façanha porque a moça resolveu cooperar. Enquanto isso, mais amigos de Ryan entram na dança, pessoas com as quais ele se importa e tem medo que elas entrem na sua maldição da morte.
Gostei muito do Tyson, torço que ele se recupere e ganhe espaço na série. Também estava gostando do agente Ferguson, que estava de guarda costas de Claire, só não entendi porque ele ficou esperando os bad guys bem atrás da porta, é… não deu muito certo. Enquanto a coisa para o lado do FBI só piora, Carroll descobre que tem dois seguidores que eram da milícia, e eles possuem mais conhecimentos que militares ou os próprios policiais do FBI. Que maravilha.
Guilt também apresentou Molly, uma ex-namorada de Ryan que é amiguíssima de Carroll. Às vezes parece que a situação de Hardy não tem como piorar. Por outro lado, não entendi no episódio porque Ryan não pediu reforços depois que descobriu que eles haviam sido rastreados pela equipe de Joe. Que mal haveria em chamar o FBI – por mais desastrados que fossem – para ajudar, sendo que o esconderijo já não era tão escondido assim. Poderia não ter dado tempo para a chegada do reforço, mas poderia ter sido uma ajuda de grande valia.
Apesar de não ter se dado bem na parte tática, finalmente Ryan se deu bem com Claire. Claro que foi bem comum ele ter conseguido se declarar para ela, e vice e versa, um pouco antes de perdê-la. No entanto, isso também garante mais emoção no contexto da história. Agora Ryan perdeu Claire e Joey. Este último, em um ótimo trabalho do ator Kyle Catlett, vem cada vez mais encantando em The Following. Agora Joey começou a cair no encantamento de Carroll, da mesma forma que acontece com seus seguidores, Joe sabe como cativar.
Enquanto isso, como se não fosse possível pirar mais na batatinha, Jacob está vendo a assombração de Paul e mostrou para Emma que não é mais aquele homem praticamente inofensivo que ela conheceu: “eu já matei agora. Matei meu melhor amigo por causa de você. Eu tomaria cuidado se eu fosse você”. Ferrou Emma.
Guilt termina dando mais um show de trilha sonora e mostrando que a desistência de Ryan fez Carroll lembrar que Hardy ainda não se tornou o homem que precisa ser, segundo Joe. Mas que homem é esse que Joe acredita que Ryan precise ser? Hardy acaba passando mais uma noite com um amigo no hospital, Mike ainda não se recuperou, e Joe está sentado, à luz da lareira, tomando um vinho e aguardando por Claire. A história de The Following, a história de Carroll, não se baseia em heróis felizes.
The Walking Dead – This Sorrowful Life
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Depois do hiato no meio da terceira temporada, This Sorrowful Life foi o melhor episódio apresentado por The Walking Dead até agora. Merle foi a figura central do episódio, ele e Michonne. Mas ainda assim o irmão mais velho de Daryl roubou a cena. A série deixou para mostrar a saga de Andrea nas mãos do governador para a season finale, Welcome To The Tombs, que vai ser apresentada hoje nos Estados Unidos.
A morte de Merle entra para a lista das mais marcantes da série, talvez ele e Lori fiquem entre as duas mortes mais impressionantes. Merle era um personagem odiado, mas o carinho de Daryl por ele e a tentativa de Merle, em alguns momentos, de ser uma pessoa melhor para Daryl, fazia o público desconfiar se ainda existia uma esperança no homem de uma mão só.
This Sorrowful Life apresentou a vida dolorosa de Merle e sua saga durante o episódio mostrou várias pessoas tentando entender o que ele era, de que lado ele estava e do que seria capaz. O ponto mais interessante foi como vários personagens serviram de espelho para que Merle repensasse quem era, quem queria ser e o que podia fazer para recuperar o respeito do irmão e seu lugar no grupo de Rick.
Daryl tenta conversar com Glenn para que este perdoe o seu irmão, mas Daryl acaba percebendo como é difícil para alguém conviver com as maldades que Merle fez. Já a conversa de Rick e Merle é uma das mais intrigantes. Rick questiona Merle se ele pensa nas coisas que faz, nas atitudes que toma, mas logo depois conta para ele o plano de entregar Michonne ao Governador. No mínimo, algo controverso. O próprio Merle ri da situação e faz Rick pensar melhor na sua decisão.
Assim como Merle, o público não esperava que Rick seguisse em frente com o plano e a maior surpresa foi que o fantasma de Lori voltou para assombrar o marido e lembrá-lo de que ele não faria o que achava que estava prestes a fazer. Mesmo com a desistência de Rick, Merle adiantou seu plano, mas inúmeras interferências de personagens como Carol, Daryl, Rick e Michonne fizeram diferença na sua cabeça. Depois de tentar ligar um carro e ativar o alarme do automóvel – que chamou a atenção de inúmeros errantes que quase mataram ele e Michonne – Merle teve uma ideia.
Calafrios. Foi o que deu para sentir quando o big brother de Daryl se trancou dentro do carro e usou o som do automóvel para juntar inúmeros errantes e levá-los até Woodbury. Foi uma pena que Merle não conseguiu atingir mais inimigos antes de ser achado pelo Governador. Apesar de ter sido um dos personagens mais irritantes da série – pela maldade e não por ser um personagem ruim – foi triste ver Merle como um zumbi e muito mais triste ver Daryl tendo que matar o irmão. Com certeza, uma das cenas mais tristes e marcantes de The Walking Dead. Pelo menos Merle conseguiu garantir o tão desejado uísque nos seus últimos minutos de participação na série.
A season finale de hoje promete vários desdobramentos. Se Merle sozinho conseguiu abater oito homens de Woodbury, porque não acreditar que Rick e sua turma têm maiores chances. Ainda mais agora que o ódio em relação ao Governador aumentou bastante. O que vai acontecer com Andrea na sala de tortura de Philip? De que lado ficarão Tyreese e Sasha? Quem foi o responsável pelo incêndio nas tumbas de errantes do Governador? Como ficará o relacionamento de Michonne com Rick?
Todas essas questões esperam respostas em Welcome To The Tombs e The Walking Dead promete mais uma ótima season finale. Rick deu um discurso no final de This Sorrowful Life que lembrou o velho Rick e mostrou quem é o herói e quem é o vilão da série. O líder da turma do presídio afirmou que ele não é um governador, ele não é o motivo de todos ali ainda estarem vivos, o verdadeiro motivo é a união do grupo. Rick disse que todos permanecerão juntos e juntos irão decidir se fogem ou lutam. A votação também ficou para o próximo episódio, mas quem tem dúvidas sobre o resultado? Finalmente chegou a hora, Rick X O Governador. Que The Walking Dead não nos decepcione. Boa season finale para todos.
Hawaii Five-0 – Hoa Pili (Close Friend)
30/03/2013, 21:34.
Anderson Narciso
Reviews
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Aloha! Antes de tudo, comemorem! Hawaii Five-0 foi renovada, e retorna para a quarta temporada em setembro. Podemos respirar aliviados. Enfrentar um cancelamento agora não seria nada legal. Mas só temos de dar os parabéns para nossa amada série.
Neste semana, nossa série tratou sobre um tema legal. E nos apresentou um enredo que mudava a cada bloco. Bem típico da série. Mas ainda sim, deixou a desejar. Não vi tanta ação que gosto na série, nem uma sequência de suas histórias centrais. Sei que é chato ficar cobrando isso, mas ainda não me desce a Kono ter sido completamente ignorada nestes episódios. Mas é a última vez que faço esta cobrança, prometo. Fazer o que, paciência…
Em Hoa Pili nossos policiais investigaram inicialmente um assassinato comum. Pistas que foram sendo levadas a diversos lados na história, envolvendo até ativistas contra tubarões. Tudo claro, muito bem dosado. Até que, o episódio da semana nos leva a um simples caso de traição de amizade, a partir de informações que levaram a mortes de amigos, isso tudo para uma única pessoa tirar dinheiro de um tráfico de ecstasy, que aliás estava completamente estragado, e não passava de pastilhas de hortelãs. Reconheço que a conexão das histórias foram excelentes, e a cada momento, a história mudava completamente de rumo. Mas teve um final simples, para uma história bem complicada. Entretanto, tentou passar uma lição de moral até bacana, sobre qual é o limite e de quem passamos por cima, para conseguirmos aquilo que queremos.
Neste episódio, tivemos também suas dosagens cômicas, com Kamekona e seu helicóptero, a qual pretende faturar dinheiro como guia turístico. A cena no final em que ele, Steve, Danno e Max testam a licença do amigo é realmente engraçada, com direito até homenagem a Magnum PI, saudosa série policial protagonizada por Tom Selleck. Além de claro termos nossas típicas discussões Steve/Danno.
Ainda tivemos uma retomada no caso de Chin, com a aparição de Leilane, que esteve com nosso oficial naquele episódio da rebelião. Até gostei da química entre os dois, e gostaria de ver um desenvolvimento entre eles. Mas como estamos em um período na série em que qualquer plot pode ser abandonado a qualquer momento, nem vou criar muitas expectativas.
Sobre o episódio em si, eu gostei. Não a ponto de rasgar elogios… Mas gostei. Entretanto, aquele meu medo de Hawaii Five-0 acabar se perdendo ainda predomina. E muito. A série já não apresenta a fórmula que se propôs na primeira temporada e que foi muito bem aprimorada na segunda. Até agora, com estes dezenove episódios exibidos, pouco elogiei de verdade esta temporada. Acho que a série anda se desgastando um pouco, e ela precisa retomar o fôlego urgentemente. Como venho dizendo há uns episódios, a linha que a série segue anda em aberto. Esquecem plots, retomam outros do nada. Talvez isso não seja bacana. Ah, e Hawaii Five-0 precisa de mais ação. Aquela ação que nos tirava fôlego. Tem um tempo que não vejo isto nos episódios, tirando uma luta ou outra. Enfim, eu não gosto de ficar colocando críticas a uma série que tanto gosto, mas tenho de reconhecer que algo vem me incomodando nesta série, e eu rezo para que as coisas melhorem. Aliás, tenho fé. Hawaii Five-0, nunca me decepcionou.
Entramos em mais um hiatus, e a série retorna com episódios inéditos no dia 15 de abril, com a parte final da temporada. O que será que nos reservam? Até lá!
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