TeleSéries
Nashville – When you’re tired of breaking other hearts e I saw the light
12/04/2013, 09:38.
Gabriela Assmann
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Fiquei tão triste que a temporada de Nashville sofreu o corte de um episódio!! Espero que isso não represente cancelamento à vista, especialmente agora que a série se encontrou e vem mantendo um ritmo muito bom. Acho que tem gás pra mais uma temporada pelo menos, especialmente pra desenvolver algumas histórias como a de Deacon e Rayna.
Depois de um hiatus malvado Nashville retornou com a corda toda. Desde o começo de When you’re tired of breaking other hearts eu tinha certeza que a ideia do show da Juliette ia acabar mal. Pelo menos o fato de Maddie ter se machucado serviu para uma aproximação da menina com a mãe e também com Deacon, ainda que involuntariamente. E de quebra tivemos o prazer de ver a Rayna falar poucas e boas pra Juliette que, definitivamente, precisa crescer.
Essa história se desenvolveu na ida das meninas para Nova Iorque junto com Rayna. Adorei elas poderem passar um tempo mais juntas e adorei a forma que Rayna encontrou pra apoiar os sonhos das garotas mas ao mesmo tempo tentar protegê-las desse meio que ela sabe que é duro. As duas são talentosas demais. Amei o número na passagem da som. Espero mais espaço para as duas na trama e acho que terão.
Deacon encontrou uma nova namorada. Gostei bastante da veterinária e acho que ela vai ser importante pra fazer a Rayna se ligar na vida e correr atrás do Deacon, embora eu ache que ela tenha sido sincera quando disse que tinha gostado da moça, mesmo que fosse possível ver na cara dela o ciúme corroendo. A verdade é que não importa o que tenha acontecido ou o que quer que venha a acontecer, eu quero que os dois se acertem. Ambos erraram, mas se amam, então há espaço pro perdão.
O plot da Juliette é que tem me cansado. Uma hora ela amadurece e logo depois passa a ser uma idiota de novo. O que foi aquele surto por conta do outdoor da Rayna? Ela tem melhorado no tratamento com a mãe e muito disso se deve ao Dante, mas eu não consigo confiar nele. Tenho a impressão de que ele só quis se aproximar da Jolene para se aproximar da filha dela, ainda mais agora depois desse início de envolvimento amoroso entre os dois. Vamos ver o que acontece…
Passei dois episódios inteiros, o 15 e o 16, achando o Gunnar um idiota, mas no fim de I Saw The Light ele finalmente explica o que estava angustiando ele e eu volto a achar ele fofo. Pelo menos ele consegue fazer com que a Scarlett assine o contrato com a gravadora da Rayna. Tudo bem que ele estava em um momento difícil, mas ela sempre estava do lado dele e não merece ser punida por isso. Diferente do Avery ela não virou as coisas para o Gunnar, quem não compareceu à audição foi ele e ela ainda tentou fazer tudo que estava ao alcance dela. Quanto ao Avery eu já nem sei o que comentar. Tô cansada dele. Pelo menos está tendo o que mereceu. Essas sandálias da humildade tão caindo bem demais nele. Espero que sirva pra uma mudança de postura.
E por fim o núcleo político de Nashville. Lamar conseguiu mexer os seus pauzinhos e descobrir que quem havia dado informações mentirosas sobre o divórcio de Teddy e Rayna foi Peggy. Com base nisso ele confrontou-a e fez ela tentar persuadir Teddy a construir o estádio no terreno de Lamar. Depois de tudo isso eu fiquei com a nítida impressão de que o ataque que o Lamar sofreu não foi um acaso do destino ou um problema de saúde, mas me cheirou a envenenamento. Posso estar totalmente equivocada, mas fiquei com essa impressão… Depois do melhor cliffhanger da temporada aguardo ansiosa por cenas dos próximos episódios.
Game of Thrones – Dark Wings, Dark Words
12/04/2013, 09:32.
João Freitas
Reviews
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Depois de nos refrescar a memória no primeiro episódio sobre vários dos sub-enredos da trama, Game of Thrones parte finalmente para o desenvolvimento da história no seu segundo episódio. Dark Wings, Dark Words foi sem dúvida um episódio de apresentações, nos deparamos com vários personagens novos e alguns que andavam meio esquecidos desde a segunda temporada, mas a questão que fica no ar é: o quão bem foram introduzidos os novos personagens em uma série com um elenco já extremamente recheado?
A sem papas na língua Olenna Tyrell
Como não gostar de alguém que em sua primeira cena chama o tão desejado trono dos sete reinos de “horrorosa cadeira de ferro”? A matriarca dos Tyrell mostra que a casa não é somente composta por inocentes moças como Margaery e em seu café da tarde arranca a verdade sobre Joffrey da mais que inocente Sansa. Há poucos personagens que sabem jogar o jogo do trono em Westeros e Olenna chegou mostrando personalidade, assim como uma habilidade incrível de nos fazer rir com as verdades nuas e cruas dos nobres reais. Espero que a personagem ganhe espaço na série, em tempos onde sua cabeça é cortada por falar demais ter alguém como ela é no mínimo peculiar.
Os irmãos Reed
Como apresentar alguém que tem o poder de entrar na mente de um animal, ter visões sobre o presente e até mesmo o futuro e ao mesmo tempo não confundir demais o telespectador sobre o tamanho deste poder? A série se beneficia de seus mais variados cenários e núcleos e de forma criativa nos mostra um warg já com total domínio de seu dom para após isto nos apresentar os irmãos Jojen e Meera Reed, ao mesmo tempo que explica um fato novo na história torna o novo personagem logo de início importante. Certamente Bran irá aprender muito com Jojen sobre seu dom (ou vai preferir umas aulas com Alice, de Crepúsculo).
Arya e sua sorte
Personagem favorita de muita gente por aí a pequena Stark fez falta no primeiro episódio da temporada, mas ela está de volta e daquele jeito que os fãs gostam, inteligente e perspicaz a jovem só é traída pela sua má sorte. Depois de fugir de Harrenhal, ela iria tentar se refugiar em Riverrun, mas acaba topando com mais um dos novos personagens, Thoros de Myr, um homem um tanto quanto curioso: apesar da impressão de mercenário, demonstra bondade em deixar Arya ir embora. No entanto eis que a sorte da menina lhe deixa novamente em uma situação complicada quando o antigo protetor do Rei Joffrey aparece e dedura a moça. O Cão de caça volto, pessoal. Sobre Arya Stark só temos uma certeza: ela sabe o que dizer quando vê a morte.
Jaime Lannister
Vilões são sempre um caso à parte, ele deve ser ruim o bastante para fazer você o querer morto e ao mesmo tempo interessante o suficiente para conseguir e manter sua atenção. Jaime Lannister é isso, e alguma coisa além, usa e abusa do seu sarcasmo, não tem medo de tocar na ferida emocional de seus inimigos e ainda nos brinda com frases como “…uma pena o trono não ser um pênis, ele jamais se levantaria”. Após infernizar a saga de Brienne para levá-lo de volta a Porto Real ele consegue uma brecha e inicia um duelo com ela, e sejamos sinceros, melhor que ver boas tiradas de um vilão é vê-lo sendo humilhado por uma mulher, ou algo parecido com uma. No fim ainda os vemos sendo capturados por um dos seguidores de Robb, um ótimo fim de episódio.
Vale a pena citar ainda alguns pontos interessantes do episódio, o traidor Theon Greyjoy ser torturado foi música para os ouvidos de muita gente, incluindo os meus. O desabafo de Kathryn Stark, ainda que sem propósito ao menos humaniza a personagem que após deixar um prisioneiro de guerra de seu próprio filho fugir vem sendo arrastada sem rumo junto ao exército de Robb.
O fator que mais me agrada neste episódio é que tudo transcorre de maneira calma, atropelamentos são tropeços comuns em tramas de diversos núcleos porém Game of Thrones tem se mostrado competente neste início de temporada, esperamos que ela continue desta maneira.
Doctor Who – The Rings of Akhaten
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Geralmente é fácil medir o quanto eu me empolguei por um episódio só pela vontade que eu tenho de falar sobre ele. Nem sempre escrevo logo, é verdade, mas a vontade está lá, deixando-me quase maluca.
The Rings of Akhaten não me deu esta sensação. Na verdade, senti-me bem desapontada enquanto assistia. Não que o episódio tenha sido ruim, mas ele tinha cara de coisa requentada. Lembrou-me muito a viagem do Nono Doutor e da Rose ao dia da destruição da Terra, mas sem a mesma classe. Faltou emoção ao que acontecia na tela. O único momento que me preocupei de verdade foi quando o Doutor resolveu se sacrificar, pois tive medo que ele perdesse a memória, mas nem isso aconteceu…pelo menos, não me pareceu que tenha acontecido (porque se ele de fato perdeu memórias, eu ficarei muito, muito furiosa. Sim, não superei Donna até hoje). No final das contas o episódio falhou na transmissão de emoções.
Certo, as músicas eram muito bonitas, todo mundo cantando em coro, a menina em um sopraninho eficiente e tudo o mais, só que um episódio não pode se sustentar da música de fundo, mesmo que esta música seja a música de ninar que impede o deus de acordar e destruir todo o sistema solar.
Mas eu gostei da Rainha dos Anos. Merry era um doce de menina e a sua preocupação em falhar é plenamente compreensível, assim como a sua disposição em se sacrificar para salvar o seu povo, mesmo sendo tão jovem. Uma pena que a trama em si fosse tão vazia e o tal deus bem desapontador.
Quando lembro dos outros episódios de estreia das companheiros do Doutor na Tardis (pelo menos desde 2005) não consigo deixar de achar que The Rings of Akhaten ficou devendo alguma coisa. O legal é que Clara foi bastante pró-ativa. Embora eu não iria atrás de uma criança qualquer que está sendo procurada por guardas (a minha tendência é achar que não tem nada a ver comigo, a menos que peçam a minha ajuda, pois quem está de fora quase sempre entende tudo errado) a forma como ela lidou com Merry foi bem inteligente. E depois, quando decidiu se sacrificar e as memórias da mãe por um povo que mal tinha conhecido, foi uma demonstração bem eficaz do seu caráter. Ela não precisou de ninguém lhe dando um empurrãozinho, Clara é alguém que se preocupa com os outros e age de acordo com o que acredita ser certo.
E por falar nas memórias da mãe, chega a ser um pouco assustador a forma como o Doutor esteve vigiando a vida da garota desde antes do seu nascimento. O legal é que o mistério das duas mortes de Clara ficou ainda mais intrigante com esta noção de que ela é uma garota aparentemente normal vinda de uma família completamente comum.
Eu já disse isso antes, mas repito: gosto desta trama de quem é Clara Oswin Oswald permeando a temporada. Mas também sei que há muita gente reclamando desta mania que Doctor Who parece que incorporou de fazer das companheiras uma história por si só. Ninguém mais é um simples acompanhante, escolhido aleatoriamente em decorrência de um acontecimento que o colocou no meio de uma das aventuras do Doutor e que acabou ficando por mais tempo do que o imaginado. Acaba sendo meio repetitivo, e fica um certo receio de que o Doutor nunca mais irá simplesmente esbarrar em alguém, achar a pessoa interessante, levar para viajar na TARDIS e acabar ficando.
Mas talvez isso seja uma característica do Décimo Primeiro. Ele não faz nada ao acaso, tudo para ele é meio planejado e com um motivo. Eu não via tanto disso nas suas encarnações anteriores.
Uma das coisas que eu mais gostei do episódio foi a menção à neta do Doutor. Eu sinceramente gostaria de ver Susan novamente. Sempre que penso nela eu fico especulando sobre o passado do Doutor, quem era ele antes dos muitos séculos de vida, como era sua família entre outras trivialidades do estilo.
O mercado alienígena também foi muito bem vindo (e todo filmado em estúdio, o que é um contraste brutal com as tomadas amplas do episódio anterior). E foi uma boa escolha para a primeira viagem de Clara. Só me pergunto se a porta fechada da TARDIS implica realmente que a TARDIS não gosta da Clara e isso porque sabe de algo que nós não sabemos (e provavelmente é uma espécie de anomalia, assim como Jack), ou se ela apenas interpretou desse jeito porque não sabe que a caixa é impenetrável se você não tem uma chave. Apesar de que o Doutor é capaz de abri-la com um simples estalar de dedos….
E parece que Clara aceitou de vez ser a companheira do Doutor. E não é irônico que a pessoa sob cuja sombra ela vive seja justamente ela mesma? Embora cada uma das Oswin tenha suas características próprias, no frigir dos ovos todas tem a mesma essência e não há como separar uma da outra. O que a garota diria para o Doutor se soubesse?
****
PS: Custava terem usado a mesma folha para os dois episódios? Porque nem sonhando aquela folha gigante que Clara ofereceu à criatura era a mesma folha do dia em que seus pais se conheceram e que ela guardava no seu livro.
PS2: A mãe de Clara morreu em 2005, quando Clara tinha 16 anos, justamente uma das idades faltando na sua listinha no caderno.
Bates Motel – Trust Me
10/04/2013, 17:25.
Gabriela Pagano
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Apertei o “play” em Bates Motel e nem deu tempo de me ajeitar na cadeira: nos primeiros segundos do episódio, eu já estava sofrendo com a cena de suspense colocada – que, na verdade, era continuação dos minutos finais do episódio anterior.
O Norman, que estava em um estado de transe, nem acordado, nem dormindo, invadiu a casa do detetive Shelby e acabou encontrando uma menina presa no porão. Agora, através de outra perspectiva – diferente daquela que haviam mostrado para a gente na semana passada -, foi revelado que o irmão mais velho, Dylan, havia seguido o menino até a casa do policial. Portanto, quando ele, do lado de fora, avistou Shelby chegar ao domicílio, tratou logo de apertar a campainha e usar aquela velha desculpa do “acabou a gasolina da minha moto”, para dar tempo ao Norman de deixar o interior da casa. Aí, quando a gente pensava que estava tudo resolvido, eis que a garota presa no porão agarra a perna do Norman e dificulta a saída dele. Que aflição! Mas, como era de se esperar, deu tudo certo e ele não foi visto pelo Shelby.
Aos moderninhos de plantão, o canal A&E disponibilizou um aplicativo para celular que permite que o usuário faça download do “livrinho” que narra a mitologia da menina asiática e a escravidão sexual. Quem ficar interessado, é só clicar aqui e baixar gratuitamente.
Por falar no delegado, esse episódio foi dele. Em Trust Me, Mike Vogel, o intérprete do personagem, teve a chance de mostrar que não é apenas um rosto bonitinho na televisão. E acho que ele conseguiu. Mas, se de um lado, podemos confiar no (bom) trabalho dele, Mike, por outro, é cada vez mais difícil acreditar no Shelby. Na história, não deram como certo que havia uma menina presa no porão do personagem – o Norman tem muitos delírios e pode realmente ter alucinado, arranhando a própria perna ou, quem sabe, machucando enquanto tentava escapar pela janela. Além disso, a Norma esteve lá e não viu nada (se bem que, ainda que o Shelby não tenha visto o Norman no porão, ele percebeu que alguém havia estado dentro de sua casa e pode ter ficado em alerta). O fato é que eu estou com o Dylan, também não confio no policial.
Quando o Shelby e a Norma foram para o hotel viver sua paixão intensamente e, ao deixaram o quarto, às escondidas, deram de cara com o filho mais velho da moça, deu para notar o risinho de satisfação na cara do Shelby, que provocava o Dylan (então, enfurecido!) com o olhar cínico – além do fato de ficar muito claro que ele “obriga” a Norma a dormir com ele por ser o detentor do cinto que a incrimina. Que vontade de entrar na tela e dizer uma verdades para ele. Sou #TeamDylan, definitivamente… Apesar de já shippar muito o casal Shelby e Norma (Shorma?). Acho que os dois têm uma química das mais sensuais e interessantes! Como um filme de terror deve ter.
Essa série, aliás, estava parecendo uma novela do Manoel Carlos nesse último episódio. Primeiro, porque tem uma fotografia LINDA. Aquela cena em que a Norma vai ao encontro do Shelby, é charmosíssimo ver o carro antigo dela entre as folhas secas no chão – e o colorido das árvores, como se fossem Ipês (não sei o que era, não conheço bem nem a flora brasileira, quanto mais a canadense).
Mas gente… Encontrar o amante às escondidas, em um lugar pouco movimentado e entrar no carro dele, para, então, partir para o amor. Muito coisa das Helenas do Manoel Carlos. Norma deve gostar dos folhetins brasileiros, hein? Daqui a pouco, está jogando alguém lá do topo da escada da casa dela no melhor estilo Nazaré Tedesco (o cabelo já é quase igual).
Uma coisa que eu não entendi: por que esse circo todo, de ir encontrar o Shelby em carros separados, entrar no dele às escondidas, se os dois iam para o hotel dela? Qual o sentido disso? Tivesse ele entrado no carro dela, então.
NOTÍCIAS | ‘Bates Motel’, prelúdio de ‘Psicose’, está renovada para o segundo ano
E a Norma está muito na mão do Shelby mesmo. Ela até obrigou o Norman a ir pescar com ele – e eu fiquei tensa, achando que o Norman ia empurrar o Shelby rio abaixo e resolver o problema, definitivamente. Apesar de o Shelby manipular a Norma desse jeito, em que ela precisa fazer “alguns favores” para ele, eu acho que, no fundo, ela gosta da situação, gosta de estar com ele (aquela coisa da mulher mais velha conquistando o garotão bonito e saudável). Além do mais, ela parece se sentir protegida ao lado dele, como se, pela primeira vez na vida, alguém cuidasse dela. Já o Shelby, ao que tudo indica, também gosta da Norma e culpa os filhos pela situação decadente que a mãe deles chegou. No fundo, o Shelby é tão louco e dissimulado quanto a Norma, aposto nisso!
Por falar em loucura, o que foi a Norma se dependurando no portão do lixão, quando percebeu que ele estava trancado e ela não poderia recuperar o carpete do hotel? – que seria usado na investigação policial sobre o assassinato do Keith. Aquilo foi épico, sem mais.
O Norman, até o momento, é muito normal perto dela. Ela manipula o filho e é realmente tóxica a ele. Tanto que, quando ela sugeriu que o Norman estivesse com ciúmes do Shelby, ele respondeu, sem pensar duas vezes “Não estou com ciume, você é minha mãe, não minha namorada”. Foi a primeira frase engraçada do Norman na série e isso só mostra que, na relação doentia dos dois, é ele quem tem seus momentos de lucidez.
Por falar nessa cena, que aconteceu exatamente na manhã seguinte em que ela dormiu com o Shelby, fiquei espantada. Gente, ela está pegando o garotão da cidade e o penteado que escolhe para usar “na manhã seguinte” é uma “pituca” (como diria minha avó)? Porque aquilo não era um coque, desculpa.
O Norman também teve uma noite de amor no episódio passado, que não foi só uma noite de amor, foi a primeira delas. A cena foi bem bonita, parecida com a de um filme antigo mesmo, com lençol branco como fundo, os corpos em silhueta, a música instrumental. Confesso que, enquanto assistia a isso tudo, eu, no auge da minha crise de idade e prestes a completar 23 anos, só consegui pensar: Meu Deeeeus! O menininho de A Fantástica Fábrica de Chocolate está fazendo uma cena de sexo??! Tô velha!
Enfim… Não imaginava que fossem explorar esse aspecto do personagem na história ou que a primeira noite dele aconteceria tão rápido. Acredito que, de agora em diante, isso vai representar mais um empecilho para a Norma e sua arte de manipular o filho, que está cada vez mais se desprendendo dela. Pegando carona no filme Psicose, dá para imaginar por que ele a assassinaria.
Também achei importante o Norman ter contatado tudo o que aconteceu na noite da morte do Keith ao irmão Dylan. No fundo, o Norman confia muito no irmão mais velho, que também quer o bem dele. Um significa o porto seguro e a salvação do outro. Mas sinto que nessa difícil missão de ajudar o Norman, o Dylan vai cavar a própria cova. Infelizmente!
Chegando ao fim do episódio, eu estava satisfeita com o que tinha visto. O capítulo tinha tido vários acontecimentos importantes, boas sacadas e, como sempre, me envolveu do começo ao fim. Bates Motel apresenta uma nova tensão a cada 5 minutos; conflitos não faltam ao enredo. Não fica naquela enrolação para desenvolver uma mesma situação colocada por semanas – como outra ótima série sobre serial killer, The Following, costuma fazer. Bates Motel é criativa, dinâmica, transborda charme e genialidade. Por isso mesmo, merece levar muitos prêmios, inclusive à Vera Farmiga, que está dando um show como a matriarca desequilibrada!
Pois bem, quando eu achava que já havia vivido todas as minhas emoções da noite, eis que, nos últimos segundos, a campainha de Norma toca e o xerife avisa: você está presa!
Chicago Fire – Ambition
09/04/2013, 14:17.
Maísa França
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Estava sentindo falta de episódios com um ritmo intenso e repletos de resgates em Chicago Fire. Minhas preces foram ouvidas e tivemos vários casos super interessantes essa semana no batalhão – sem esquecer dos clichês do dia a dia, cenas óbvias e, claro, algumas atitudes desnecessárias com hormônios a flor da pele, literalmente.
A ambição de Peter Mills para entrar na equipe de Severide foi a faísca pra vários acontecimentos no batalhão. Não só despertou picuinhas entre os Tenentes como também uma certa dor de cotovelos em alguns colegas, principalmente Otis que, na certa, se sente um tanto quanto injustiçado e acha inadmissível Mills querer trocar de equipe. Sinceramente, eu pensava que situações como essa aconteciam somente em lugares onde mulheres trabalham juntas porque dizem por aí que homem não é dessas coisas… fui enganada e os bombeiros do batalhão estão aí pro mimimi que vier, e pra provar o contrário.
Essa faísca desenvolveu uma reação em cadeia e chegou até o comportamento dos tenentes nos resgates. Por favor né, queridos, tem gente ferida e vocês ficam trocando olhares de “Peter Mills é meu” pra ver quem consegue levar o cadete que tem sido disputado como um troféu. À essa “rixa” adicione uma breve discussão sobre o modo de melhor tirar dos escombros um envolvido em um acidente numa fábrica e a não percepção de líquido inflamável no lugar e você tem “vamos usar fogo pra cortar essa barra”. Por pouco, o resultado não foi um belo assado de todos os envolvidos no resgate.
E o responsável pela escolha mais sensata foi ninguém menos do que Mills. Mais óbvio que isso, não existe. Mas enfim, o rapaz pensou de modo rápido e logo encontrou uma solução eficaz, eficiente e segura que se tivesse sido pensada pelos superiores teria evitado a explosão. Atitude exemplar e digna de elogios, devo confessar. Depois de tudo isso, inclusive ser deixado pra trás por Casey e o resto do pessoal, limpar o banheiro do esquadrão e estudar várias coisas, parece que Mills ainda está em cima do muro. O último diálogo dele com Casey deu a entender que mesmo que continue onde está, seu trabalho será reconhecido. Vamos acompanhar o tamanho da ambição do pequeno Mills.
Shay e seus hormônios à flor da pele me fizeram acreditar por um segundo que ela desistiria da ideia de ser mãe ao ver a mulher de Herrmann ter uma complicação devido à gravidez. O pré-diagnóstico da paramédica e a rapidez ao levar a mulher ao hospital salvaram duas vidas. Severide esqueceu de checar o celular e ir consequentemente esqueceu de ir fazer o que deveria ter feito no potinho e Shay virou uma fera, mais ainda por saber que ele estava com outra mulher, a aprendiz Tara. Mas como tudo são flores nessa amizade, ela pediu desculpas para o bombeiro e a ideia do filho ainda continua firme e forte.
Tara chegou no batalhão e devia ter vindo embrulhada com o rótulo “confusão” porque uma pessoa que decide ser paramédica tem que ter pelo menos estômago pra isso pois a situação das vítimas nem sempre é apresentável. Mas aí ela se mostrou ridícula e extremamente lerda nos resgates com Dawson e Shay. Dawson foi questionada sobre o desempenho da iniciante e falou que ela não serviria para o cargo no batalhão. Até porque não servia mesmo e ela conseguiu deixar isso muito claro pra quem assistia.
Mas com a Tara o buraco é mais embaixo então ela decidiu se jogar nos braços de Severide (como qualquer outra mulher da série já fez) e se jogou com tanta força que acusou o bombeiro de abuso sem nem ter acontecido nada. Isso é coisa de gente maluca, não vejo outra explicação e Severide agora está encrencado, de verdade.
Dawson tá com Mills e não se decide sobre Casey mesmo assim. Agora que a mulher ficou difícil porque tá compromissada o bombeiro foi logo tratando de jogar seu charme. E a Heather, cadê? Prestativo e descompromissado como nunca, Casey ofereceu ajuda para Dawson encontrar a porta perfeita pro bar. E aí começam várias situações constrangedoras e de mentiras já que Dawson mentiu pra Mills ao dizer que tinha ido sozinha comprar a porta e depois foi pega pelo mesmo com o corpo todo trabalhado num abraço em Casey.
Mas aí, outro vai-vem de personagens foi o responsável pelo grande cliffhanger do episódio (e um dos melhores da série): a volta de Hallie – de cabelo alisado. Pois é Dawson, dormiu no ponto a ex do Casey voltou e ao triângulo amoroso foi adicionada mais uma pessoa.
Sobre os resgates:
Foram todo cercados de suspense e cada um chamou a atenção de algum modo. O do homem que ficou com braço preso no portão e só as meninas foram socorrer chamou a atenção por conta do ferimento no braço e da reação de Tara enquanto o incêndio na casa tomada por maconha chamou a atenção pelo choque tomado por Capp e nem tanto pelo incêndio em si.
Elementary – Snow Angels
08/04/2013, 09:39.
Gabriela Pagano
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O décimo nono (já?) episódio de Elementary teve um clima meio apocalíptico. Snow Angels, como o capítulo sugestivamente se chamava, apresentou uma Nova Iorque em duas condições catastróficas: uma nevasca que chegava à cidade, que obrigava todos os cidadãos a ficarem em casa, e um apagão de energia.
E em meio ao “apocalipse”, uma quadrilha se aproveitou para cometer um assalto muitíssimo bem planejado, que desafiou o detetive mais mal humorado da telinha, Sherlock Holmes (Jonny Lee Miller), e sua eterna conserta-grosseria, Dra. Watson (Lucy Liu). Em casa, eles não poderiam ficar, já que, como explicou Holmes, eles não são cidadãos, são detetives (achei a constatação genial e verdadeira!). E nós somos espectadores, então, fomos obrigados a pegar o casaco e nos aventurarmos na missão com eles, uma verdadeira fria, como diria minha avó… E eu digo isso em alguns aspectos!
Nesse episódio, o crime todo foi complexo, cheio de reviravoltas, que por vezes, nem prenderam minha atenção. Vez ou outra, me peguei prestando atenção em outra coisa, senão os detalhes que o Sherlock dava sobre o planejamento do assalto. O crime, na verdade, se apegou a uma única técnica: a do “parece, mas não é” ou popularmente conhecida como “engana-trouxa” (desculpa, Sherlock). Durante o tempo todo, a quadrilha levou a polícia a acreditar que fariam uma coisa, quando, na verdade, fariam outra. A menina que ajudou no assalto ao banco levou um tiro do vigia do local. Seu companheiro de crime, então, esfaqueou a ferida para que a polícia não desconfiasse de suas condições ao dar entrada no hospital. Depois, Sherlock foi levado a acreditar que o dinheiro roubado de uma empresa – que não era o banco, como inicialmente parecia -, seria transportado em uma ambulância com destino determinado. Não era.
Quando Sherlock se deu conta do “jogo” que os criminosos estavam fazendo com a polícia, ele simulou toda a trajetória da quadrilha usando um mapa estendido no chão da sala e a tartaruga Clyde (personagem regular já, tratar com seu agente-veterinário) representando a ambulância. Ele, assim, percebeu o que havia acontecido de fato – havia uma pessoa da quadrilha infiltrada no governo que foi desbloqueando as ruas impedidas pela nevasca e, dessa forma, abriu passagem para o carro que transportava o dinheiro, sem levantar qualquer suspeita.
Eles desconfiaram da personagem Denise Castor, uma representante do governo federal que estava no Departamento de Polícia auxiliando na gerência da situação caótica em que Nova Iorque se encontrava. Assim, armaram uma emboscada para ela, que foi pega tentando ajudar a Elle (a moça com tiro/esfaqueada) a escapar da sala de interrogatório. Depois disso, ela simplesmente entregou o restante da quadrilha e caso resolvido.
Ou seja, eles tentaram armar um crime tão complexo, cheio de reviravoltas, que das duas, uma: ou não tiveram tempo (entre os 43 minutos de episódio) ou não tiveram criatividade para desenvolver uma forma em que o próprio Holmes descobriria o paradeiro do dinheiro (já que a ambulância havia sido alarme fals0) e não a mulher contando tudo. Apesar da produção ter sido maior nesse episódio, com toda a nevasca e afins, achei esse caso desinteressante se comparado aos outros que a série apresentou. O Holmes também não estava tão engraçado. Acho que ele foi atingido pelo clima “lá fora” e também ficou frio.
A amiga aleatória
Paralelamente ao caso de polícia, uma amiga refinada (e de voz grave) do Holmes chegou para passar uns dias na casa dele e da Watson, enquanto curava a dor de cotovelo. Mas gente chique e estudada não tem dor de cotovelo, né? Como disse nosso ilustríssimo detetive, ela teve um “contratempo romântico”. Então, tá. Não entendi a participação da moça na série, não acrescentou em nada na história e poderiam ter utilizado o tempo gasto com ela para explorar mais o final do crime policial.
Mas o Holmes a contratou para fazer faxina todas as terças. Ou seja, pode ser que ela continue aparecendo na história e, aí sim, mostre a que veio. Vamos sentar e aguardar, galerinha.
Dear Pam
Se a “amiga” era aleatória, a Pam (Becky Ann Baker), a mulher que conduzia aqueles caminhões que “varrem” a neve da rua (não sei o nome), deu um show de carisma. Além de conduzir a Watson e o Holmes para todas as cenas investigativas que precisavam ir, ao final, ela entregou um cartão para a ex-médica, no caso de precisarem dos trabalhos dela em outro momento, pois ela amou a aventura. E a gente te amou, little Pam! Acho ótimo quando esses atores com papéis pequenos conseguem roubar a cena, cativar. Elenco é tuuudo! E, no fim das contas, precisaram dela mais cedo do que imaginávamos, já que ela se encarregou de levar a amiga do Holmes de volta para a casa.
Final do episódio
Lá estava o Holmes, pintando o chão e constituindo uma cena criminal fictícia para a Watson desvendar. Elementary respira arte – uns episódios mais do que outros. E existe coisa mais britânica e Sherlockista que isso?
Cenas sem importância, porém engraçadas
– 7 em cada 8 filmes ou séries começam com um guardinha assistindo ao noticiário (que sempre está falando da previsão do tempo, americano deve ser obcecado com isso).
– O Holmes acordou a Watson, jogou a roupa na cama dela e ordenou que ela se trocasse, pois precisavam sair. O que me fez pensar…. Ele escolheu a roupa dela?! Olha que ela é estilosa, hein?
– Holmes usa Instagram. Sem mais.
– O detetive reconheceu que o planejamento do crime pela quadrilha foi bastante engenhoso e disparou: se eles não tivessem cometido um assassinato em meio a isso, até os deixaria escapar, quase como um troféu pela perspicácia.
Cenas sem importância, porém intrigantes
– Algumas deduções sobre o crime, por parte do Sherlock, foram um tanto forçadas, quase obra da Mãe Diná. No momento em que ele e a Watson estavam observando a neve e ele concluiu que o dinheiro foi transportado de ambulância, foi a gota d’água. Pensei “Como assim, aí já é demais!”. Eis que, em seguida, a Watson constata a mesma coisa, dizendo algo como “sim, e o motorista era estrábico, tinha uma avó chamada Joana, etc., etc.”. Ele, então, explicou sua dedução, a lógica da conclusão, e eu aceitei o roteiro (como se isso importasse). Watson sempre sendo “a voz” das pessoas “normais” dentro da série!
– Voltemos à menina esfaqueada, só que não; levou um tiro. Mesmo com muitos pontos na barriga, ela ficou ali sentada (provavelmente por horas, no tempo fictício) prestando depoimento à Polícia. No Brasil, não funcionaria assim. Penso nas regalias que ela teria só por estar machucada. Será que nos Estados Unidos criminoso é criminoso e tem contas a acertar, fim de conversa, ou por ser ficção, fizeram a menina “sofrer” um pouco? Nem imagino…
É isso. Até a próxima! Espero que num clima mais ameno e charmoso, por favor.
Revolution – Ghosts
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Em Ghosts tivemos outra dose da Charlie birrenta. No início da temporada, a moça era arredia com Miles, seu tio. Agora Charlie ficou brabinha com a mãe, e somos nós novamente que temos que aguentar um episódio inteiro da moça bancando a adolescente rebelde. Assim como nos primeiros episódios da série, essa postura da personagem foi um pouco irritante. Apesar de que, devemos um desconto para Charlie depois de tudo que ela passou em Revolution. A moça também ganhou uns pontinhos valiosos quando conseguiu livrar Rachel dos capangas de Randall e Monroe.
Com ou sem desconto para Charlie, Miles continua sendo o melhor personagem da série. No entanto, não tem esse cacife todo e nem poderia segurar o seriado sozinho. Revolution está chegando na metade da temporada e fica cada vez mais difícil acreditar em uma reviravolta na série. Acredito que nessa altura do campeonato, o seriado da NBC é um fortíssimo candidato ao cancelamento e também a maior decepção da temporada.
Voltando ao episódio, Ghosts também mostrou as consequências da parceria, que não parece ser muito duradoura, entre Randall e Monroe. No lado rebelde, Miles se engaja em ajudar os que lutam pela volta dos Estados Unidos da América. O ex-general da milícia resolve recrutar antigos companheiros, que também se revoltaram contra Monroe e podem emparelhar a guerra. O primeiro recrutado começou dando trabalho, mas aceitou a proposta de Miles.
Mais algum rato de biblioteca adorou a “Library” de Culpeper, Virgínia? Adorei a sessão de Stephen King em destaque. Isso já me fez simpatizar com o Jim Hudson (Malik Yoba, o Bill Harken de Alphas), novo candidato a personagem recorrente em Revolution.
Conhecemos novos personagens e também descobrimos mais sobre antigos conhecidos. Randall Flynn foi secretário adjunto do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, mas isso até não era mais um mistério. No entanto, descobrimos o que move suas ações. Randall foi surpreendido pela morte do seu filho Edward a serviço do governo, em Cabul, no Afeganistão. A partir daí que Randall passou a trabalhar com o intuito de destruir o responsável pela morte do seu filho. Não foi à toa que para isso ele achou que precisava destruir quase o mundo todo. Randall também foi chefe de Rachel e agora pretende novamente usar das habilidades da moça para completar seu plano e “construir um novo mundo”.
Além de todas as lutas naturais da série, agora Revolution vai partir para a briga direta contra o cancelamento. Se essa luta se basear nas brigas coreografadas por Jeff Wolf (Piratas do Caribe, Capitão América) para a série, Revolution tem boas chances de continuar em uma segunda temporada. No entanto, de qualquer forma, a narrativa vai precisar ajudar. As boas perspectivas daqui pra frente são o embate entre o grupo de Miles – com o aditivo de Jim – e Randall e Monroe (juntos ou separados). Rachel também prometeu contar para Aaron tudo o que realmente aconteceu por trás do apagão e inclusive disse que vai revelar o que é a tal torre. Oremos.
PS: Revolution anda caprichando nas imagens, gostei das feitas em perspectiva nesse episódio, como a do frame escolhido para imagem destaque desta review.
Modern Family – The Future Dunphys
07/04/2013, 20:04.
Maísa França
Reviews
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Comentei na review anterior que o episódio de volta de Modern Family foi um tanto quanto fraco e essa semana fomos presenteados com um episódio espetacular. A química entre os atores está cada dia mais invejável e dessa vez todos se destacaram, inclusive Manny, que tem a fama de ser o menos querido de todos.
Lembram do episódio de Dia dos Namorados (4×15 – Heart Broken), no qual a Claire teve um pequeno susto com o coração? Pois então, chegou o dia da Sra. Dunphy ir ao médico para exames de rotina. Essa simples situação foi a responsável pelas confusões na família Dunphy. Phil acompanhou Claire até o hospital, logo as crianças ficaram sozinhas em casa cada um com seus problemas a resolver: Haley queria pedir demissão, Alex não queria sair com a amiga e sim ficar estudando (nerd alert!) e Luke, bom, Luke estava fazendo o que ele faz de melhor que é desmontar aparelhos e fazer experimentos.
Phil como a boa criança existe dentro dele foi logo brincar com o controle da cama onde Claire estava (confesso que sempre quis fazer isso também). É impagável a reação que ele tem ao ver algo tecnológico funcionando. O casal não contava que durante a estadia de algumas horas no hospital, eles seriam apresentados a ninguém menos do que seus filhos do futuro. Não foi nada divino mas sim uma simples imagem de um outra família que era praticamente os Dunphy mais velhos. Nem preciso dizer que para o casal, a cena da família discutindo foi chocante e eles logo foram dando um jeito de (tentar) “consertar” seus filhos para que não virassem algo como “aquilo” que eles viram. Isso só deixou as crianças mais confusas do que já são. Mas acredito que todos que sejam pais tenham certo medo de ver que não fizeram “um bom trabalho” com os filhos. Ainda mais Claire, como boa paranoica que é.
Partindo pra família de Cam e Mitchell e o Girls Day de Gloria e Lily. Aubrey Anderson-Emmons, a Lily, tem se destacado a cada episódio e pode-se dizer que seu personagem foi o que mais marcou essa quarta temporada da série. Lily está crescendo e, como toda criança curiosa, começando a fazer perguntas. Como o casal não consegue responder perguntas simples do universo feminino ninguém melhor do que o mulherão Gloria pra influenciar e esclarecer a garota.
Dessa vez toda a confusão da família foi causada por uma simples frase “Você sabe que eu sou gay?” Simples porque foi dito por Lily com a simplicidade e inocência de uma criança porque sei que essa frase é capaz de mudar famílias e Cam e Mitchell também. No primeiro momento todos ficaram em choque e Cam repetia continuamente que aos cinco anos ele já sabia que era gay. Enquanto isso Mitchell repetia bordões desnecessários que são falados por todos os que são contra a homossexualidade nesse mundo como “Deve ser só uma fase” e “não querida, você não é gay”.
Ao conversar com garota descobriram que ela diz ser gay porque seus pais são gays. Se o colega da escola é italiano porque seus pais também o são, logo ela pode usar essa frase mesmo sem saber o impacto que ela causa. Pra esclarecer para Lily que ela é vietnamita e mostrar um pouco da cultura de seu país de origem, Cam, Mitchell e Gloria levam a garota à um restaurante vietnamita. Aí a confusão fica ainda maior.
Numa sequência de foras inesperados e extremamente hilários, Lily grita que odeia o Vietnã e que é gay (porque ela se recusa a ser vietnamita), Mitchell continua com suas frases que contradizem ele mesmo, enquanto isso Gloria reclama (e com razão) da cultura americana que não valoriza as outras culturas e Cam mandando todo mundo parar de prestar atenção na conversa deles. Foi uma das melhores sequências de todas as temporadas da série, sem dúvida.
Dessa vez a história do Manny foi digerível mas a maioria das cenas somente por causa de Jay. Manny se preparou tanto pra fazer a entrevista pra entrar na escola e na hora H deu tudo errado. Mas quem nunca passou por uma situação dessas, não é mesmo? Deu até um certo dó do personagem. Mas já passou. Enquanto isso, Jay aproveitava a caminhada para conhecer a escola e tentar viver o que não viveu há quarenta anos porque o dinheiro não permitia.
Jay como super paizão que é depois de Manny ter fracassado na entrevista e ter falado que o desapontou mais uma vez foi logo ter uma conversa com o garoto pois as situações vividas por ele foram bem constrangedoras. O diálogo foi bonito e digno de pai e filho.
E é isso, caminhamos para um final de temporada com um episódio memorável.
The Following – Whips and Regret
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Entre velhos clichês, ressaca e telefonemas Carroll tentou impedir que seu herói desistisse de sua missão. Ryan perdeu todas as forças depois que Joey e Claire acabaram nas mãos de Carroll. A vida de herói não é fácil em The Following, as poucas vitórias de Hardy até aqui não se comparam com os sucessos de Carroll, que, além de formar um exército e recuperar a sua família, fugiu da pena de morte e da prisão, e vive confortavelmente livre em uma linda casa que o FBI não faz ideia da onde se localiza.
Mas nem tudo é desgraça na vida de Ryan. Por enquanto. Hardy ganhou uma grande amiga nos últimos episódios: Debra. A agente do FBI, que quase pareceu ser uma seguidora de Carroll durante as suas primeiras aparições, agora já se virou contra o sistema e o inútil do Donovan, e se tornou uma grande aliada de Ryan. Tanto para solucionar o caso, quanto para ser uma amiga pessoal para o ex-agente do FBI. Ri muito de Ryan atendendo a porta do apartamento de camisa e cueca e Debra se obrigando a mandar ele colocar uma calça.
Enquanto Ryan ganha uma amiga que se importa com ele, a desgraça também segue aumentando. A ex-namorada e vizinha de Hardy – e que tem até a chave do apartamento dele – Molly, volta a assombrar a vida de Ryan e mal sabe ele que a moça na realidade é uma seguidora de Carroll. Whips and Regret apresenta, através de flashbacks, que Molly pediu a Joe para ser a responsável pela morte de Ryan, provavelmente o ato final do livro pensado por Carroll.
Whips and Regret também mostrou que os seguidores de Carroll foram treinados e passaram por testes, pelo que parece, antes mesmo de se encontrarem com Joe na prisão. Molly era uma enfermeira e aproveitava sua posição para aumentar o número de mortes em seu currículo. Ela afirma que é uma assassina obstinada e já matou mais pessoas que o próprio Carroll. No entanto, duvido que Joe abra mão de ser ele o responsável pela morte de seu herói.
Molly já mostrou que é uma peça muito importante para Joe. Por outro lado, quem está perdendo a sua importância no grupo é Roderick. São cada vez mais frequentes e fortes as birras entre ele e Carroll. Roderick está cada vez mais instável e Emma e Jacob são uma bomba prestes a explodir. O condomínio de seguidores de Joe não está com uma vizinhança tão contente assim.
Não é uma surpresa que o ninho de Carroll seja cheio de pessoas instáveis, principalmente quando se conhece as coisas que cada uma delas já fez. A novidade de Whips and Regret foi a apresentação do local de treinamento dos seguidores de Carroll. As salas frias do antigo armazém já apareceram em cenas de flashback em alguns episódios, mas até então não sabíamos que lugar era esse em que Carroll “dava aulas” e nem que era um prédio grande e específico para treinamento de assassinos. O mais aterrorizante – até lembrei por um momento de The Walking Dead – foi a cela com os seguidores confinamos, fazendo a tal privação, que consiste em duas semanas de encarceramento.
Whips and Regret foi um dos episódios mais fracos da temporada de estreia de The Following. A chegada de Claire no ambiente de Joe não foi muito surpreendente e a cena de mais emoção foi o reencontro dela com Joey. A descoberta do “centro de treinamento” de Carroll foi o que de mais positivo aconteceu para a história do seriado. A chegada de Molly também deve movimentar os próximos episódios, e a parceria de Ryan e Debra deve render ótimos momentos para a série. Acredito que está na hora do FBI e Ryan assustarem um pouco Joe, a tranquilidade dele em seu esconderijo está deixando até o seriado mais tranquilo. Assim, The Following perde um pouco do que tem de melhor: seu ritmo eletrizante.
PS: Alguém tem uma teoria sobre o interesse de Carroll nas imagens de Molly fazendo sexo com Ryan? Aceito sugestões.
Bones – The Maiden in the Mushrooms
05/04/2013, 01:01.
Maria Clara Lima
Reviews
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Quanto mais eu me envolvo com uma série, mais fico frustrada com algumas situações. Isso reflete na minha falta de vontade em escrever sobre o assunto. Sabe quando é melhor ficar calada para não falar demais?
Sinto em dizer que meu período de silêncio acabou. Não tem nada a ver com a melhora no meu humor, mas porque sinto necessidade de compartilhar isso com vocês.
Estou decepcionada com Bones.
Fiquei algumas semanas sem fazer reviews da série por causa disso. Minha expectativa nunca condizia com a realidade. Nunca. Então eu via as pessoas comentando “que episódio incrível! Meu Deus, Bones é a melhor série do mundo”, e só por consideração à essas pessoas, resolvi ficar quieta. Mas quando eu fico assim, é quando eu tenho mais à dizer.
The Maiden in the Mushrooms não foi diferente, menos que já não tinha expectativa alguma.

Altos
A cena final no Founding Fathers fez meu coração bater mais rápido. Já não me lembrava quando tinha sido a última vez. A referência da Brennan ao sexo ainda me incomoda, já que essa parte da relação deles é igual ao tal do caviar, que a gente só houve falar… mesmo assim, me fez dar um sorriso, ainda tímido, mas reconfortante. Provavelmente, a única coisa realmente bacana do episódio.
Tenho que pontuar que também gostei da continuidade na história da pobreza do Jack. Mas ainda acho que ele está aceitado isso muito “numa boa”. Cadê o cientista louco que vai atrás de justiça onde quer que for? Enfim, as cenas dele com o Finn ainda são divertidas, mesmo quando a gente percebe que estão ali apenas para alívio cômico.

Baixos
Brennan está regredindo? Ela passa um episódio inteiro aprendendo a não ser competitiva, se preocupando se Christine vai herdar essa traço dela, e faz todo esse alarde sobre a filha ter mordido outra criança, sendo que isso é impossível – é a filha dela, ela é excepcional. Toda essa piração me incomodou um pouco. Brennan sempre foi sem noção das coisas, mas era não era maluca. Nem existe mais os hormônios da gravidez para explicar tal comportamento. Para alguém que sempre foi tão racional, o que ela tem feito está fora de qualquer consideração.
Falta de envolvimento com o caso. Até a juíza bêbada não conectou com o Booth.
Angie hackeou a escola da Chris. Brennan fez um molde da mordida da menina. O que era pra ser engraçado foi ficando cada vez mais estranho.

Caso
– Oi Hart, cadê o nosso arquivo de casos intrigantes?
– No mesmo lugar de sempre, Stephen. Você está pensando o que eu estou pensando?
– Sim! Vamos usar algum. Porque, sabe como é, estou sem muita vontade de pensar.
– Tem esse aqui, olha. Um corpo foi encontrado coberto por cogumelos…
– Mmmm…
– Mmmmm…?
-Mmmm…. interessante. Gosto de cogumelos!
E assim nasce mais um episódio de Bones. [ABERTURA]
– Agora, Hart. O que faremos? Precisamos de um bom motivo para o assassinato.
– Hahahaha, meu amigo. Chama o Dean Lopata. Quero que ele escute uma coisa.
[DEAN CHEGA NA SALA]
– Dean, Stephen, quero informar algo muito importante para a nossa série. Não precisamos de um bom motivo para o assassinato. Inferno, não precisamos nem de um bom caso! Tudo o que precisamos é de pistas engenhosas e cenas fofinhas entre o que eles, o povo barulhento, chamam de B&B.
– Oh, obrigado, mestre, pelo esclarecimento.
– Não há de quê. Ah, desculpe por ter usado a palavra “inferno”, canadenses não fazem essas coisas.
Casais
Acredito que Jack e Angie formam um dos casais mais sólidos da TV. Vou dizer isso em todas as minhas reviews, porque se eu for falar de B&B, mexe muito com as minhas emoções.
Terei que dizer que eu amo muito os dois, que eles são meu OTP (aprendi esses dias o significado disso, muita preguiça do mundo, mas esta review está preguiçosa…), que além de tudo são bonitos, e já falei que amo? Amo tanto que às vezes não consigo ver que os dois mal têm se olhado, que as conversas parecem um pouco forçadas e jogadas no vento… que as cenas de carinho parece um esforço mútuo dos dois, mas mesmo assim ainda são fofas.
É muita mistura de sentimento, não sei lidar. Não sei lidar com mordidas durante o sexo que não vemos, beijos que não vemos, declarações de amor que nunca veremos.
Sempre disse que Bones não precisa imitar as séries adolescentes da CW, onde os adultos agem como crianças, mas também não estou assistindo uma regravação de Golden Girls. Está difícil, apenas. A temporada está acabando, cadê o desejo, a paixão entre B&B? O drama?
Casais… por enquanto fico com Jack e Angie.

The Maiden in the Mushroom
A padaria do Hart Hanson acaba de oferecer mais uma iguaria saindo quentinha do forno da Fox. Com direito a baunilha e cerejinha no topo. Mas para quem está querendo um belo de um merengue, essa sobremesa, apesar de ainda ser deliciosa, não ganharia nenhum concurso gourmet. Muita metáfora para um episódio, só? Em claro português, mais do mesmo. Não que o mesmo seja ruim, mas está se tornando cansativo.
Em uma temporada que tinha tudo para ser uma das melhores de Bones, não consigo deixar de pensar que eles estão jogando fora essa oportunidade. Daqui a alguns episódios o oitavo ano termina, por isso, a adrenalina deve aumentar, ao menos na season finale. Talvez eu venha aqui e dê cinco estrelas para o roteiro, fale da direção do Boreanaz e como a Emily estava impecável, e que mal posso esperar para o hiato acabar e setembro chegar… mas aí terei deixado para trás esta temporada, que está terminando sem deixar um grande legado.
Por que três dias depois de ver este episódio, mal consigo lembrar da vítima, do caso, e só o que me vem a cabeça é a última cena, mas Bones não é feita de últimas cenas, ela é feita de um todo.
Até o próximo episódio. Sei que se nada der certo, ao menos verei o bumbum do David Boreanaz.
Castle – The Lives of Others
04/04/2013, 13:53.
Ana Botelho
Reviews
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*Oioioi, leitores. Quem vos fala é a reviewer mais atrasada da paróquia. Estou fazendo pós-graduação, e minha vida tá uma loucura. Consequentemente, ainda não assisti o 99 e o 100. Como meu prognóstico é de ver apenas no final de semana, e não queria que vocês esperassem pela review tanto tempo assim, pedi pra querida da Ana quebrar um galho pra mim. Só não imaginava que ela quebraria o galho com tanta classe e desenvoltura. Então, como não se pode ter tudo na vida, e não tenho tratado Castle com o carinho que ela merece, passo a bola pra Ana, que é a nova detetive responsável pela resolução dos casos semanais. A gente se cruza nos comentários – lágrimas rolando*
Todo mundo sabe que chegar na marca dos 100 episódios não é tarefa fácil, mas Castle tem feito seu dever de casa direitinho. Nesse último episódio, comemorando o aniversário de Castle e a marca atingida pela série, The Lives of Others pode, em 42 minutos, mostrar todos os artifícios que criaram, ao longo desses 4 anos, a grandiosidade da série.
O episódio começa com a efetuação do crime – crime esse que, pelo menos por mim, foi esquecido ao longo do episódio. Logo em seguida nós descobrimos que Castle está com o joelho quebrado e, obviamente, louco por ficar em casa já há duas semanas, sem poder brincar de detetive (quase posso ouvir a Gates vibrar por isso). Com Castle em casa, – sim, estou tentando entrar na cabeça do Marlowe -, era fato que teríamos uma margem maior para vermos a rotina do casal, pouco trabalhada ainda nessa temporada. Eu ainda quero ver mais cenas com Martha e Beckett interagindo, mas por enquanto ver os dois dormindo de “conchinha” me fez esquecer que um dia existiu alguma sogra naquele apartamento.
Quando disse que The Lives of Others organizou tudo de melhor que Castle tem, eu não estava brincando. Uma das características que sempre me prendeu à série foi a capacidade de imaginação do Castle e as cenas engraçadas causadas por isso. Por um tempo, especificamente na quarta temporada, essa brincadeira com o personagem foi um pouco esquecida, mas tem voltado com força total nesse quinto ano, e eu posso dizer pra vocês: nunca ri tanto como ri com esse episódio. Primeiro que, parado em casa, ele com certeza acharia algo para fazer. E segundo, que esse “algo para fazer” não iria prestar.
Com um binóculos, Castle inicia dois casos: o possível assassinato da vizinha e o caso amoroso com o seu novo brinquedinho. É claro que, assim como eu, vocês também não sabiam que tudo isso era uma surpresa criada por Beckett para o aniversário dele. Mas depois de tudo se encaixar perfeitamente, até eu estava vendo coisas. E olha que essas coisas nem era o corpo do vizinho…
Corpos a parte, quero deixar aqui uma salva de palmas para Marlowe e Terri (shippo MilMar e surtei com eles aparecendo na janela, quem não?) que criaram um episódio com uma história tão convincente, tão perfeita, tão… GENIAL. Acredito que ninguém suspeitava que aquele caso fosse falso e também acredito que muita gente achou-o mais interessante que o caso da tal moça encontrada na lata de lixo. O fato é: eu imaginei mil coisas para serem feitas nesse episódio, inúmeras cenas fofas e românticas e adorei ser surpreendida dessa forma.
O episódio, então, começou a girar basicamente no que Castle via e Beckett fingia não acreditar. Confesso que foi muito engraçado ver o desespero dele em ficar com todas suas dúvidas sem nenhuma resposta, mas, pelo amor de Deus, quem está dormindo com uma Beckett do lado e levanta para checar o que o vizinho está fazendo? NINGUÉM! De qualquer modo, a cena dele caindo e tentando levantar para pegar as muletas valeu por todos os “seriously” (não melhores que o da Beckett, claro) que soltei ao vê-lo saindo da cama no meio da noite.
Falando em cenas que valeram a pena, esse episódio foi recheado de cenas fofíssimas que me fazem amar ainda mais essa série. Primeiro que meu coração não estava preparado para ver a Beckett naquele vestido, parecendo um bolo de aniversário lindo e gigante. Aliás, o que o Marlowe vem fazendo com a personagem é impressionante. A abertura que ela vem tendo ao relacionamento, às questões familiares e à confiança no Castle é absurda. Beckett vivia presa em sua própria caixinha, vivendo pelo assassinato da mãe e esquecendo-se de si mesma. Claro que ao bater na porta do Castle, em Always, ela deu um grande passo, mas nada se compara às transformações sofridas em cada episódio. E eu posso confessar uma coisa? Estou amando!
Tirando todos os meus pensamentos e reflexões sobre o que estar vestida assim/para quem vestiu-se assim significava para ela, sobrava na minha cabeça a pergunta do que vinha por aí nessa tal noite programada. Obviamente, eu não esperava que ela fosse atacada pelo vizinho pseudo assassino que, ainda naquela altura do episódio, era suspeito de matar a esposa. Eu surtei. Não com muletas, mas ainda assim igual ao Castle, eu surtei. E eu já estava quase entrando na tela do computador e perguntando ao Ryan e ao Esposito se eles queriam uma ajudazinha para derrubar aquela maldita porta, até que…
… Surpresa!
Eu tinha que ter gravado a minha cara. Primeiro eu não acreditei, depois comecei a fazer vários “awwwwwwn” que não conseguia parar mais (admitam, vocês também fizeram!). E, para matar ainda mais esse coração “shipper” mole que nem manteiga que eu tenho, Castle diz “Você realmente me surpreendeu”. Acho que a todos, não é?
Acabando o episódio, Castle brinda os possíveis 100 casos resolvidos e deixa no ar o desejo de mais 100. E, pra fechar com chave de ouro e me fazer pular feito pipoca na cama dando gritinhos de alegria, ele a leva, em seu colo na cadeira de rodas, para o quarto. Digam-me, tem coisa mais “caskett” que isso? Tem não, tem não.
De fato esse episódio foi uma surpresa muito gostosa de assistir. Não o considero melhor que Always, mas talvez o episódio que mais tenha juntado fatos que caracterizam e que formam a estrutura de Castle. Se me permitem ir além, acho que esse episódio será o melhor da temporada. Teve o riso, a emoção, a surpresa. O que mais me cativou nas cenas foram as verdades passadas para a gente e a delicadeza dos autores de não deixar de fora nada que fez de Castle uma série tão popular desde 2009.
The Lives of Others me deixou esperançosa para o que ainda vem por aí. Mais 50? Mais 100? Sinceramente não sei. Mas se o Marlowe continuar com essa receita de bolo, 200 episódios serão poucos. (E todos dizem AMÉM!)
P.S.1: Outro beijo com luz. Obrigada, ABC!
P.S.2: O episódio foi, também, inspirado (e uma “homenagem” à) em Rear Window (Janela Indiscreta), suspense de Alfred Hitchcock lançado em 1954. O plot da perna quebrada, da personalidade inquieta de Jeffries, a questão de “vasculhar” a vida dos vizinhos com um binóculo, tudo foi muito bem reproduzido em Castle. Sem contar o caso em si, do vizinho que mata a esposa e da saga do protagonista em provar que isso aconteceu. Claro que em Castle tudo era uma brincadeirinha. Já no filme, não foi bem assim. Quem ainda não assistiu à esse clássico do cinema, corre lá. Vale muito a pena. E reveja o episódio, depois. Com certeza tudo ficará ainda mais genial.
Game of Thrones – Valar Dohaeris
04/04/2013, 11:25.
João Freitas
Reviews
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*Pessoal, aqui é a Mariela. Vocês acompanharam minhas reviews de GoT nas duas primeiras temporadas. Contudo, a vida tá corrida demais, e inevitavelmente eu não trataria a série com o carinho que ela merece. Então, com uma dor enorme no coração, abandonei as reviews. O dono do Trono de Ferro agora é oJoão. Mas, para eu não ficar muito tristinha, posso ser a Mão do Rei? Sejam legais com seu novo soberano. E lembrem-se: aqui no TeleSéries optamos por um reviewer que não leu os livros. Então, a visão que trazemos pra vocês é exclusivamente acerca do seriado. Nos encontramos nos comentários!*
O primeiro episódio da terceira temporada trata de nos situar novamente dentre tantos fios soltos e subtramas que o enredo desenvolveu ao longo dos dois primeiros anos. Com um hype imenso Valar Dohaeris consegue matar um pouco das saudades que estávamos de todo o reino de Westeros.
“Precisamos avisá-los ou antes que o inverno acabe, todos que já conheceram estarão mortos”. E com estas palavras, inicia-se oficialmente o terceiro ano de Game of Thrones.
O episódio começa nos mostrando o quão tolos são aqueles que creem que além da muralha não há nada além de lendas e mitos antigos. Jon Snow é levado para o acampamento dos selvagens e representa nossa reação na tela ao presenciar ali, andando livremente, um gigante, naturalmente vivendo entre os “anões” ao seu redor. Um sinal de que os conceitos de anormal anteriormente pré-estabelecidos estão desfigurados além da muralha.
Porém, logo após este choque de realidade o principal personagem do local nos é apresentado: Mance Rayder, o Rei Além da Muralha. Com um diálogo simples, mas com a tensão que o momento deveria ter, vemos Snow juntar-se aos selvagens como o mais novo desertor da patrulha da noite.
De volta a Porto Real, vemos o que o verdadeiro herói da batalha da água negra, Tyrion Lannister, tem como recompensa: ingratidão e isolamento. Após deixar de ser a Mão do Rei (e que mão depois daquele tapa, não?) e sem apoio político, ele teme que possa ser vítima da maldição que tem atingido as últimas Mãos e resolve recorrer ao patriarca da Família Lannister, Tywin. Em um dos pontos altos do episódio vemos pai e filho pondo todas as cartas na mesa. Tyrion busca o reconhecimento que merece por ter protegido o Rei mais odiado de Porto Real, enquanto Tywin revela, em um raro momento sentimental, a mágoa com o filho devido a morte de sua mulher no parto do anão. O diálogo que vai subindo de tom gradativamente sufoca tanto os personagens como quem os vê se digladiando em um duelo de palavras.
Davos Seaworth, o Cavaleiro das Cebolas, talvez tenha tomado um tempo excessivo no episódio. Assistimos a toda a sua saga de volta para a Pedra do Dragão, onde Stannis Baratheon ainda tenta aceitar o fato de que toda sua frota para a invasão de Porto Real está agora submersa, e tudo isto para ser preso? Provar que Melisandre, a Mulher Vermelha, tem total influência sobre Stannis? Alguns minutos bastariam para a resolução deste arco.
Em busca de reaver o Trono de Ferro, Daenerys Targaryen viajou ao lado de Sor Jorah (friendzone desde a primeira temporada) em busca de um exército para tomar Porto Real. Seus dragões, de elogiável qualidade digital, cresceram e se tornaram mais perigosos, porém estão pequenos e sem poder para dizimar uma cidade, como ela deseja.
A cena de introdução do Exército dos Imaculados é de se tirar o chapéu, algo que seria extremamente óbvio, a apresentação dos soldados e como eles são criados, ganha a adição de xingamentos de baixo calão extremamente pesados ditos pelo vendedor do exército, mais um ponto alto do episódio.
Como um episódio de estreia, talvez tenha faltado algo mais chamativo, algo mais bombástico…mas é compreensível a escolha de retomar cada núcleo da trama aos poucos, afinal quantos são? Por onde anda Jaime Lannister? Bran? Aria? Atropelar cada cena para poder simplesmente mostrar todos os personagens de uma só vez seria um erro. Então, gostei bastante da opção por um episódio de ritmo mais lento.
A série tem em seus detalhes um grande diferencial, seja a ambientação fantástica retratada, figurinos, ou até torres em Porto Real sendo reconstruídas após a batalha, percebemos o esforço da HBO em trazer o melhor para a TV.
E mais uma vez vemos o quão agradável é a condução de um episódio de Game of Thrones, a sensação é a de que estamos sendo levados sabiamente por um labirinto, e que os condutores sabem o caminho de saída. Torcemos para que tudo isso se confirme ao longo da temporada!
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