TeleSéries
The Following – The End is Near
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The Following chega aos seus dois últimos episódios da temporada e, depois de uma estreia fora de série, nada mais natural do que as expectativas dos fãs subirem ainda mais com o final do primeiro ano do seriado. Já mencionei diversas vezes aqui, mas não custa reafirmar que a série é sim uma das melhores estreias da temporada americana. No entanto, expectativas altas podem acabar em frustrações. Por outro lado, depois de The End is Near, vai ser difícil The Following conseguir terminar a temporada de qualquer outra forma, que não seja simplesmente espetacular.
Tanta emoção no episódio começou com o fato de que Carroll precisou sair da segurança da sua casa, e pior, ferido pelo golpe de Claire. Joe e seus seguidores precisavam continuar a história do livro, e para isso tiveram que fugir do cerco montado pelo FBI ao redor de Havenport. Joey – que já nos mostrou ser uma criança de verdade e não um fantoche de televisão – foi esperto e conseguiu descrever com detalhes a casa onde estava sendo mantido como refém. Assim, já nos primeiros minutos de The End is Near, Ryan já tinha a localização da casa em que a seita de Carroll se refugiava.
Agora que a história do livro de Joe tomou um novo rumo, a personagem de Claire virou uma mártir. No entanto, ela ainda é mantida viva, isso porque a ideia de Carroll é matá-la na frente de Ryan. Enquanto o encontro final não acontece, os seguidores de Joe vão aterrorizando a vizinhança de Havenport. O ataque ao Centro de Evacuação não deu o retorno esperado. Apesar de facilitar a fuga de Carroll, as baixas foram grandes para o lado a seita, nove serial killers, contra cinco civis morreram no incidente. Acredito que a ideia de homicídio em massa computava números bem maiores nas mortes de inocentes. Em relação às mortes dos seguidores de Joe, elas não devem fazer muita diferença. Quando Carroll pareceu se importar com as pessoas que morrem por ele? Nunca.
O grupo de serial killers também conseguiu capturar Debra e ao invés de simplesmente matá-la, os seguidores de Joe fizeram muito pior. A agente do FBI, e uma das melhores amigas de Ryan, foi enterrada viva e deve ocupar um bom tempo da sua equipe na season finale da série. Agora Hardy vai precisar salvar a amiga, ao mesmo tempo que precisa encontrar Claire e Joe.
Enquanto a cidade de Havenport entrava em pânico com o ataque ao Centro de Evacuação, Carroll levou a ex-esposa e mártir da sua história para o alto mar. Tudo para organizar o final de seu livro, sempre baseado na obra de Edgar Allan Poe. Em The End is Near, Claire foi mais esperta que no episódio anterior, Havenport. A mártir de Joe também virou heroína e conseguiu ferir novamente Carroll. Claire atingiu o ex-marido com uma garrafa de vinho e também abriu novamente a ferida no abdômen de Joe. Tudo isso possibilitou que ela salvasse as vidas do casal Phil e Vicky Gray.
No entanto, como nem tudo poderia ser perfeito na estratégia de Claire, ela conseguiu salvar o casal, mas foi pega novamente por Jacob e a vadia da Emma. Mas vamos combinar que Claire podia ter pensado, por um segundo que fosse, que em um lugar pouco movimentado – como parecia ser o local da casa dos Gray – o primeiro carro que apareceria na estrada fosse exatamente o que estivessem Jacob e Emma.
The End is Near também ficou marcado pela morte de Jacob, um dos personagens mais marcantes da primeira temporada de The Following. Jacob era o seguidor mais controverso de Joe. Ele demorou até conseguir matar alguém e não era uma pessoa com problemas sociais, como a maioria dos seguidores de Carroll aparentava ser. Jacob veio de uma família abastada, filho de médico e estudante de medicina. Largou tudo para seguir Emma e os ensinamentos de Joe. Talvez por esses motivos Jacob tenha “fraquejado” no final. Deixou Joey escapar para as mãos de Ryan e acabou perdoando e acreditando novamente no amor de Emma. Acabou morto pelas mãos do amor.
Amor e morte, duas palavras que são constantes na seita de Carroll. A reza do grupo no início do episódio foi assustadora. “Na morte, há vida. Na morte, há amor. Na morte, há tudo”. Que venha a season finale.
Grimm – Ring Of Fire
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“O demônio voltou para casa e declarou que o ar não estava puro. ‘Sinto cheiro de carne humana’”.
Quando a receita básica de Grimm – wesen + crime + Nick, Monroe e Hank solucionam – começou a ficar batida, a série da NBC apresenta uma nova criatura no mundo mitológico da série. Segundo o capitão Renard, Volcanalis é o sacerdote de Vulcano, o deus romano do fogo. É uma criatura que não é Grimm, nem wesen, como fez questão de explicar Markus, o taureus-armenta que tentou evitar mais mortes. O Volcanalis é uma força da natureza e “protege” as montanhas, as rochas e os vulcões. Quem pegar uma rocha da montanha fica sujeito a receber uma visita indesejada da criatura que muitos chamam de “demônio”.
Apesar de ser um problemão, o Volcanalis chegou na hora certa para ocupar a mente de Nick. O plot de Juliette ainda não desenrolou, mas a moça agora parece ter achado o caminho para a cura e a recuperação da sua memória sobre Nick. Depois de quase enlouquecer com tantas lembranças voltando ao mesmo tempo, e tantos “Nicks” aparecendo na sua vida, Juliette buscou ajuda com a cigana que conheceu no episódio La Llorona. Já era hora de uma solução para a amnésia da moça. Em Ring Of Fire, Nick ficou ainda mais abalado com a rejeição de Juliette após o acidente de carro, e nem Monroe, Bud, futebol e algumas cervejas conseguiram animar o “sensível Grimm”.
Enquanto isso, em Ring Of Fire, quem acabou tirando umas férias foi Hank, mas nem por isso Nick ficou sem parceiro. Além do sargento Wu, que está bem mais participativo nessa temporada, Renard foi a dupla de Nick no campo de trabalho. Nada mais conveniente nesse caso, já que o Volcanalis exigiu um conhecimento mais avançado desse mundo mitológico, e até traduções em latim.
O episódio também gastou um bom tempo mostrando o desenrolar dos planos de Adalind Schade. O propósito da moça em ficar grávida foi revelado. Ela pretende obter de volta os poderes que lhe foram tirados pelo Grimm. Agora, com um filho da realeza sendo concebido em seu ventre, Adalind está disposta a negociar. No entanto, nem só de enjoos vive uma ex-hexenbiest grávida. A moça foi levada a conhecer Stefania Vaduva Popescu, uma ebirgeleutewortfuhrerin, a rainha dos Schwarzwald Romas. Seja lá o que essa mulher signifique, depois do que ela fez para ter certeza de que Adalind carregava sangue real, é possível acreditar que talvez ela consiga dar o que a moça tanto deseja.
Ring Of Fire foi um episódio redondinho. Não trouxe nada de surpreendente, mas foi um bom episódio. Analisando um pouco melhor o desenrolar dos plots, dá para afirmar que a série tem história para queimar nesses últimos episódios da temporada e tende a fechar bem seu segundo ano.
Na última sexta-feira, a série teve sua renovação confirmada pela NBC, com 22 episódios encomendados para a terceira temporada. A história dos irmãos Grimm ainda vai dar muito o que falar na televisão. Vale a pena ressaltar, também, que a série mudou de dia na programação da NBC. A partir do próximo dia 30 de abril, Grimm vai começar a ser exibida nas terças-feiras, às 22 horas.
Elementary – Dead Man’s Switch
28/04/2013, 02:34.
Gabriela Pagano
Reviews
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Se existe um (grande) ponto baixo em Elementary, ele diz respeito aos hiatos contínuos que essa série possui. Nos últimos meses, a CBS vem exibindo 1 episódio a cada 2 ou 3 semanas. Com isso, o espectador perde o pique, fica difícil manter “o vício” pelo programa; vício que, nem de longe, é “sustentado” semanalmente. O que a CBS pretende, afinal?
Pois bem. Três longas semanas depois de um hiato, o vigésimo episódio de Elementary foi (finalmente) exibido na TV americana, no dia 25 de abril, quase como um presente de aniversário para essa espectadora que vos escreve, agora mais velha (ui!). E o episódio foi de boa qualidade!
Para começar, gostei do tema escolhido para Dead Man’s Switch. O estupro, assunto sempre debatido nos seriados policiais, ainda não havia sido explorado na série e achei interessante terem abordado nesse final de temporada, já que o tema é importante e a violência – num mundo real onde não existem Sherlock Holme’s perfeitos – atinge até as pequenas cidades.
Em Elementary, no entanto, o tópico não foi abordado exclusivamente sob o viés da responsabilidade social, mas principalmente para mostrar como a vida não é perfeita. Tanto que a missão do Holmes no episódio nem era encontrar o estuprador da menina e, sim, revelar a identidade do homem que chantageava o pai da garota. Ou seja, o material que tínhamos era bastante interessante: o estupro seguido de chantagens (uma vez que vídeos da consumação do crime foram gravados e poderiam cair na Internet a qualquer momento, expondo ainda mais as meninas que sofreram a violência). A partir daí, com a situação apresentada, Elementary seguiu à risca sua fórmula conhecida do público, composta pelas seguintes etapas: determinar o primeiro suspeito, quem Sherlock acredita veemente ser o culpado e chama de “mentiroso”; a prova de que o primeiro suspeito é inocente; encontrar um novo culpado; descobrir que, afinal, aquele primeiro suspeito não era tão inocente como se declarava; voltar ao início da história e, tcharan, caso resolvido. Em Elementary, é como se a gente se sentasse não no sofá de casa, mas em uma das cadeirinhas de uma montanha russa e acompanhasse os altos e baixos do enredo, cheio de curvas, sempre encaradas com medo e suspense, um frio na barriga. E isso, paradoxalmente à minha metáfora, torna a série bastante linear – ou seja, mantém sua qualidade, mas, em compensação, acredito que quem não gostou da atração lá no começo, não vai gostar mais, pois ela não muda. A fórmula, a base, é sempre a mesma.
Nome: Sherlock Holmes. Status: livre das drogas
Se o tema estupro e chantagem é “pesado”, então, ele combinava com o que o detetive precisava lidar na vida pessoal. No episódio, Sherlock estava comemorando um ano livre das drogas e a Watson, apoiada por Alfredo (o ator Ato Essandoh, de Copper, voltou a aparecer, o que é sempre motivo de festa, com perdão do trocadilho), queria que Sherlock aproveitasse a data. O detetive, no entanto, estava relutante em aceitar e chegou a dizer ao amigo que não via o acontecimento como uma vitória e, sim, como a lembrança de uma grande falha na vida – que foi o vício em drogas um dia. O discurso parecia legítimo e a gente, enquanto espectador, até foi levado a entender o lado dele.
Mais tarde, Holmes revelou à Watson que não era exatamente isso. O problema é que, 24 horas depois de ter entrado na clínica de reabilitação, ele teve uma recaída. Portanto, a data comemorativa ao primeiro ano livre da dependência seria um dia depois daquela que todo mundo acreditava ser. Sherlock narrou o acontecimento com os olhos marejados e foi a primeira vez que pudemos ver o personagem emocionado dessa forma. O Holmes de Elementary é mais humano, capaz de oferecer um ombro amigo e até, quem sabe um dia, dar um abraço. Mas chorar diante de uma fraqueza? Está aí uma coisa que nunca imaginei o detetive dos livros fazer. E sinceramente? Adorei. Nesse episódio, especialmente, o Holmes estava “humaníssimo”, cheio de falhas e fraquezas. Mesmo para a figura genial do detetive, é difícil vencer algumas tentações e seguir firme em um objetivo. Quem nunca se sentiu assim na vida, em relação a qualquer coisa? Que atire a primeira pedra…
Foi delicioso mergulhar nesse lado pessoal, tão cheio de obscuridades do detetive. Em alguns momentos, pudemos até sentir as mesmas coisas que ele, entrar no personagem. Para os quatro últimos episódios da temporada – que, provavelmente, serão exibidos sem intervalos a partir de agora -, só nos restar esperar que Irene (a amante do Holmes já falecida – ou não?) e Moriarty finalmente apareçam! Simples assim… Elementar!
Ei, ei… Espera. A julgar pelo comercial do próximo episódio, pelo menos, um desses pedidos – M. – será atendido!
p.s.: achei épico que o Sherlock diz “Moriarty” e a música sobe “Tum!”. Emocionante! Já estou arrepiada com os próximos acontecimentos. Dá para perder? Não, né? Até semana que vem, caríssimo e paciente leitor.
Game of Thrones – And Now His Watch is Ended
26/04/2013, 16:46.
João Freitas
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Depois de trazer todo clima de Game of Thrones de volta com o inesperado fim do último episódio, a série traz em And Now His Watch is Ended, alguns pontos altos e baixos, mas todos de forma intensa. Há mortes, reviravoltas e traições, tudo dentro da mesmo forma narrativa que a história se propôs desde a primeira temporada.
Depois dos gritos no fim do último episódio vemos que perder a mão, além de uma dor sem tamanho, foi também um choque emocional para Jaime Lannister. Pela primeira vez, o vemos totalmente sem orgulho, literalmente na lama, sendo humilhado e sem a miníma perspectiva ou vontade de viver. Carregar a própria mão decepada foi apenas um “plus” visual, mas que contribuiu para que entrássemos no drama do personagem. Seu diálogo com Brienne foi, acima de tudo, sincero, e ela tenta traze-lo de volta para a realidade, enquanto ele diz que já se entregou a seu destino. O casal – se é que podemos chamá-los assim – se aproxima a cada episódio, de forma sutil. E nada como um homem ferido para amolecer o coração de pedra de uma mulher não? Mas independentemente de qualquer insinuação romântica – que alguns veêm -, é importante ressaltar que Jaime e Brienne estão desenvolvendo uma relação baseada na reciprocidade bem bacana de se assistir. E certamente uma espécie de carinho e cuidado nasceu entre os dois.
A patrulha da noite iniciou o episódio ainda “abrigada” nas terras de Craster. Tratados sem cerimônia alguma pelo dono do lugar, os membros começam a reclamar do tratamento do anfitrião. Após a morte de um deles, aparentemente por falta de comida e abrigo decente, o grupo revolta-se contra o incestuoso Craster. O motim tem apenas o objetivo de conseguir melhores condições, mas no calor do momento um dos integrantes da Patrulha acaba matando Craster. E o comandante Mormont, na ânsia de controlar a situação, acabou morrendo também. O personagem parecia importante demais para morrer assim, do nada, mas em Game of Thrones as coisas acontecem normalmente quando não estamos esperando. Ou melhor, estamos esperando algo mais de alguém, e essa pessoa morre. Virou rotina, mas não deixa de ser chocante.
Em Porto Real fomos apresentados a todo o sangue frio de Varys, após contar a Tyrion sua história e como foi “cortado”. Finalmente descobrimos como Varys virou eunuco. E “a aranha” mostra que sua vingança não foi a morte de quem lhe cortou, mas sim a tortura de maneira macabra. Sinceramente, era difícil imaginar que um personagem como ele, literalmente sem culhões, teria estomago para algo assim, tanto que até mesmo Tyrion se surpreende pelo lado negro do membro do Conselho. E toda a história de Varys foi para dizer para Tyrion permanecer calmo, que vingança é um prato que se come frio e que, eventualmente, a pessoa (Cersei) que desejou sua morte na confusão do final da temporada passada receberá o que merece.
E a boca grande Olenna continua dando o humor limpo que a série precisa. Depois de um passeio ao lado de Cersei, Joffrey e Margaery no qual vemos o quão grande a influência da futura rainha sobre o Rei está, ela faz piada sobre os lemas das casas de Westeros e ainda lida com Varys, de forma direta e sem rodeios, mostrando para a aranha do conselho que tecer suas teias sobre as suas rugas é algo que ela não vai deixar acontecer. Ambos discutem sobre o futuro de Sansa, sobre o interesse de Mindinho na filha de seu antigo amor e sobre ela ser a chave para que ele consiga ainda mais poder do que já tem. Fica claro, na cena seguinte, que as informações repassadas por Varys foram bem assimiladas por Olenna, já que Margaery foi prontamente conversar com a ruiva e “aliciá-la”, na tentativa de fazer com que elas se tornem cunhadas. Como Sansa tem uma quedinha pelo cavaleiro das flores, creio que ela vai se aproximar do rapagote, e se afastar de Mindinho. Ou seja, o plano de Varys vai de vento em popa.
Enquanto isso Aria segue seu caminho, agora protegida por Thoros, ela é levada até ao lugar que seria a sede da Irmandade sem Estandartes. Lá Clegane é colocado em julgamento e após uma acusação de Aria – que mostrou, mais uma vez, que não tem papas na língua – ele é sentenciado a um julgamento por combate, na qual enfrentará o líder da Irmandade Beric Dondarrion. Façam suas apostas, eu nem imagino como essa história acabará.
Theon, nesta terceira temporada, está tendo um arco muito confuso. Após reaparecer sendo torturado, conseguir escapar para tentar achar sua irmã e voltar para casa, o vemos em uma confissão forte, a de que seu verdadeiro pai morreu em Porto Real (Neeeeeeeeed!). Além disso, finalmente o vemos admitir seu erro em trair os Starks e tomar Winterfell. E como todos sabem, quando um personagem em Game of Thrones tem uma crise de consciência, ou faz algo que vá contra sua personalidade, como aconteceu com Jaime Lannister, a justiça se volta contra ele e o faz lembrar de que não se pode esquecer o que já foi feito no passado. Theon é traído por seu ajudante e volta para a mesma sala de tortura que ele pensou jamais ter que ver novamente. Pelo visto teremos mais gritos de tortura para a “ovelha negra” da família Greyjoy.
No fim temos algo verdadeiramente grandioso. QUE CENA! Daenerys segue o acordado e leva Drogon para ser trocado pelo Exército dos Imaculados. Nós já imaginávamos que a khaleesi tinha um plano, mas foi extremamente prazeiroso ver ela traindo os Bons Mestres de Astapor. Daenerys, a mãe dos dragões, nascida na tormenta, sangue da antiga Valiria, após aguentar todos os insultos em silêncio, tomou a cidade, após ordenar DRACARYS ao Drogon e o lindinho dragão preto tacar fogo no careca mal educado. Enquanto isso, seu exército, um dia torturado, ataca os antigos mestres. O que antes era um exército de escravos, agora é um exército de homens livres. E, voluntariamente, em uma cena de arrepiar, os Imaculados resolvem seguir Daenerys, que conseguiu sair por cima, sob olhares de admiração de Jorah. Nossa querida khaleesi permaneceu com os três dragões e tem agora seu exército fiel. O final do episódio é grandioso (me lembrou um pouco Senhor dos Anéis): ela marcha indo embora da cidade de escravos, junto a todos os seus seguidores. E agora, qual será o rumo da última Targaryen?
Um lembrete: A exposição Game of Thrones – The Exhibition já começou, e o site conferiu de perto os riquíssimos objetos, adereços e detalhes que fazem esta história tão grandiosa. Não deixe de conferir o post especial, aqui.
Doctor Who – Hide
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Hide foi um episódio sobre o amor, apesar de todas as fotos e vídeos promocionais venderem-no como um suspense, o que, no final das contas, até que foi uma boa ideia, pois fomos surpreendidos por um episódio bem diferente do que imaginávamos e mais interessante do que prevíamos. Embora eu não tenha conseguido deixar de pensar em The Unquiet Dead enquanto assistia.
Não sei muito bem o que dizer sobre o episódio em si, além de expressar o quanto eu gostei. Achei bem inteligente como o suposto fantasma que vinha assombrando o lugar há séculos (milênios) era uma viajante do tempo que ficou presa em um universo-bolso – universo compacto? Sei lá como se chama isso em português! (lembrei tanto de Fringe com esse episódio. O pocket universe, os balões vermelho e azul…). Eu poderia passar sem o vínculo familiar entre a viajante e o casal, mas perdoo o lugar-comum porque faz sentido para ampliar a conexão entre Emma e Hila e permitir o retorno da viajante.
As cenas do episódio alternavam entre levemente assustadoras e bem divertidas e os efeitos especiais não deixaram nada a desejar. Ficou gravado na memória o Doutor e Clara se apresentando como Caça Fantasma e o momento em que Clara repreende o Doutor por segurar a sua mão, quando na verdade não era bem a mão do Doutor que ela segurava. Esta cena em particular quando foi liberada antes do episódio ir ao ar, parecia bem assustadora, mas durante a exibição ela foi bem leve e descontraída. E já estava na cara que havia algum alienígena por ali, aparecendo rapidamente aqui e acolá.
As situações e os diálogos de Hide foram recheados de metáforas: para o amor, a solidão pós-guerra, o monstro que pode ser redimido, a forma de olhar o mundo de largo para não se machucar e a fragilidade do tempo e da vida. E uma coisa que chama a minha atenção é que, embora o Décimo Primeiro Doutor esteja mais gostável que nunca (sim, eu simpatizei com ele desde o início, mas ele está se superando nesta segunda parte da temporada) e o seu relacionamento com Clara tem uma dinâmica bem ágil e de companheirismo, já fazia um bom tempo que não o víamos tão desinteressado pela vida em si. Quero dizer, Clara é o seu interesse no momento, ou melhor, o mistério de Clara, mas todo o resto não parece que desperta aquela centelha de alegria que costumava despertar. Eu tenho a sensação de que há muito o Doutor não se mostrava tão machucado e desestimulado para o contato com outros seres. Não é a toa que Clara percebeu que para ele nós somos apenas fantasmas, ecos distintos de seres que já deixaram de existir. Talvez por isso que levou tanto tempo para que ele percebesse o que realmente acontecia naquela casa e também no pocket universe.
E mais alguém está encantado com a forma como Clara e a TARDIS tem interagido? Acho que a TARDIS nunca foi uma personagem tão presente e viva quanto nos últimos tempos. Simplesmente não dá para esquecermos que já a vimos em ‘carne e osso’ e pudemos ouvir seus pensamentos. Agora, quando Clara reclama que acha que a TARDIS não gosta dela, não é mais apenas uma reclamação sem sentido para um objeto inanimado (não que a TARDIS tenha sido alguma vez um objeto inanimado no coração dos fãs ou do Doutor). A forma como a TARDIS provocou Clara ao aparecer como o próprio avatar da garota foi brilhante!
Ao lado, um pequeno diálogo, só para relembrar:
TARDIS : “Eu estou programada para selecionar a imagem de uma pessoa que você estima. De inúmeros bilhões de imagens em minha database esta é a que melhor se encaixa no critério”
Clara: “Você é uma vaca, eu sabia!”.
(tradução mequetrefe feita por mim)
E tem como não amar essas duas juntas?
Ainda assim, quando a situação apertou a TARDIS abriu as portas e aceitou Clara para um passeio rápido. Não sei qual é a opinião geral, mas a meu ver a TARDIS se autopilotou e apenas levou Clara como acompanhante. Procede? Não acredito que a nave fosse permitir que a garota a pilotasse assim, de repente.
E já que o assunto é a viagem através dos universos, os fãs estão enlouquecidos vendo menção à Rose em todos os cantos, ainda mais com o especial de 50 anos de aproximando. Não sei o que devo fazer, se me rendo às teorias também ou se descarto como sendo tolice de fã saudosista. Com o especial aí às portas tudo pode acontecer, tenho medo de jogar teorias para escanteio e depois perder fatos importantes.
Por fim, só me resta dizer uma coisa: Hide foi um episódio delicioso. Esta segunda parte da temporada está se superando. Nunca deixei de amar Doctor Who, mas fazia tempo que eu não me sentia tão empolgada pelos episódios, aguardando ansiosa pelo próximo sábado.
*
PS: Todo mundo parece convencido que Clara é apenas uma garota comum. Mas não há como o Doutor se convencer. Ele a viu morrer duas vezes e ela ainda está ali. Alguma coisa aconteceu. A grande questão não é nem o que houve, mas por que ela parece tão comum quando é óbvio que ela não é?
Parks and Recreation – Bailout, Partridge e Animal Control
25/04/2013, 17:34.
Marco C. Pontes
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Leslie e Ben fecharam dois dos maiores arcos centrais da temporada. O casal finalmente se casou e o Lote 48 foi declarado como sendo o futuro parque de Leslie e April. Sem esses dois arcos, o episódio seguinte pareceu um pouco à deriva, não vendendo aquilo que Parks sabe fazer de melhor. Porém, não precisamos nos preocupar. Bailout mostra que a série ainda tem muita vida pela frente, e mais importante, um monte de facetas de Perd Hapley para serem exploradas.
As histórias mais divertidas envolveram Leslie tentando salvar Pawnee. Elas são geralmente aquelas em que Leslie tem o coração no lugar certo, mas sua necessidade de vencer e suceder acabam fazendo com que algo não dê certo. Não há necessidade de existir o vereador Jamm sendo que a própria Leslie consegue transformar uma locadora em um sex shop financiado pelo governo. O horror absoluto no rosto de Leslie quando ela percebe que ajudou Brandi Maxxxx a melhorar seu currículo de filmes de adultos em Pawnee é impagável.
O sucesso da história não pode ser inteiramente creditado a Leslie (e, por extensão, Amy Poehler). Ninguém pode transformar em uma risadinha de prazer inesquecível como Ron Swanson. Sua satisfação ao ver Leslie caindo de boca aberta é absolutamente deliciosa. Além disso, Ann conseguiu ter sua própria história, para variar. Claro que April ajudou bastante para que o plot não fosse esquecível, mas nada se compara à versão feminina de Jean-Ralphino, só que bem mais malvada e maníaca. É claro que Tom merece mais do que isso, mas por enquanto, vamos nos deliciar com o que essa união nos propõe.
O próximo episódio trouxe uma Road trip envolvendo Ben e Leslie. Claro que só pelo fato de colocarem os dois juntos, longe de todo o elenco, faria com que o episódio fosse divertido. Desde o início estava na cara que todo o evento era armação, então com certeza foi uma boa ideia Ben aparecer com pedras nos rins logo no dia. Porém, seria bem mais interessante se Ben estivesse no lugar para receber a ‘chave’ da cidade, afinal quando ele tem que falar com a mídia ele sempre se envergonha, como foi o caso no episódio em que ele teve que aparecer no programa de Perd, na temporada passada.
Poderiam ter usado melhor o atual prefeito da cidade de Ben também e acho que essa é a maior crítica do episódio. Ver Ben cheio de morfina, todo trabalhado no comportamento hippie e querendo alimentar pássaros empalados com certeza foi divertido.
Por outro lado, o plot do vereador super malvado Jamm querendo processar Ron Swanson com certeza poderia ter sido descartado. Na verdade, não há mais nenhuma necessidade do vereador continuar na série, sendo que tudo o que ele podia ter feito, envolvendo o Lote 48, já foi resolvido. Poderiam ter deixado como estava, ou seja, o soco de Ron sendo a última coisa nessa história.
Porém, não foi isso que aconteceu. Usaram e abusaram de um plot que não precisava – incluindo utilizar Tom, April e Andy para algo completamente desnecessário. A única parte boa de todo o plot foi o final em que Tom, April e Andy armaram para cima do vereador para ele cancelar o processo. Foi um momento puro de comédia física.
Animal Control apareceu bem quando algumas das bases da séries se abalaram. É legal ver que a série consegue, às vezes, relaxar e focar naquilo que séries de comédias sabem fazer: ótimas piadas. O episódio faz bem isso, diminui a intensidade de plots mais pesados em favor de diálogos deliciosos e risadas descontroladas.
O início do episódio, em que Leslie e Chris aparecem no departamento de controle de animais foi simples, mas repleto de ótimas falas pequenas, acabando com um momento genuíno de comédia física. Os dois caras eram pastelões demais e isso acabou fazendo com que o plot ficasse mais delicioso ainda. Mesmo que os dois tenham sido demitidos, não há dúvidas de que eles precisam aparecer na série novamente.
É claro que alguns dos melhores momentos do episódio pertencem a Ron FUCKING Swanson. A cena em que ele come a banana é simplesmente fenomenal. Nunca alguém conseguiu mostrar tanto nojo e repulsa daquela forma. As caras de Ron foram ótimas, como sempre. Sua necessidade de mentir e ir contra tudo que iria ajudá-lo no hospital também foram ações que condiziam bastante com o personagem.
Infelizmente, o vereador Jamm está de volta e a única salvação foi que ele não apareceu tanto assim. É frustrante que ele está em quase todos os episódios, sendo que há diversas outras histórias e personagens que poderiam ser mais bem utilizados, se tivessem tempo de tela. Uma pena.
April continua crescendo como personagem (e pessoa, dentro da série), particularmente com seu novo cargo de diretora. Este parece ser um novo foco ideal para a série, visto que muitas das metas estabelecidas para a equipe de parques foram cumpridas com a eleição de Leslie para o conselho da cidade e da aprovação do parque no Lote 48. Vimos a história da equipe se unindo para salvar seu departamento quando ele quase foi eliminado na 3ª temporada. Mas essa diferença é mais interessante por dois motivos: o departamento de controle de animais precisa ser totalmente reconstruído, e April, não Leslie, é responsável pela coisa toda. É uma nova dinâmica surpreendente para a série, que mostra que ainda tem pernas para continuar inovando.
Castle – The Squab and the Quail
25/04/2013, 15:02.
Ana Botelho
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Ele veio com uma semana de antecedência, como uma promessa de um clima de ciúme e de uma pegada mais leve. Desde que The Squab and the Quail entrou no lugar de Still, sua atenção foi roubada para o que viria na semana seguinte. Contudo, eu, assim como o restante dos fãs, me surpreendi quando caiu a ficha de que, nessa reta final de Castle, nenhum episódio virá de maneira branda. O episódio dessa última segunda-feira trouxe uma problemática para a série que mexerá com as questões afetivas do casal e que, presumo eu, não será resolvida em apenas 42 minutos.
Antes de tudo, eu preciso soltar o que está preso na garganta: nunca vi, em todo esse tempo que assisto a série, o Castle dar tanta mancada como nesse episódio. É claro que eu já estou cansada de saber como ele é, assim como vocês também sabem como é a cabeça do nosso escritor. Mas ver tantos furos unidos e dados de uma só vez me deixou preocupada. Preocupada e indignada, sejamos sinceros. Quem aqui não teve vontade de fazê-lo comer o controle do xbox após ter ignorado a Beckett daquela forma? O Castle me pareceu, durante todo o episódio, aquele mesmo de anos atrás, que feria a Kate sem ao menos perceber. E ele que vá com o Patel para outra freguesia. Aliás, quem é mesmo Patel?
A esta altura do campeonato, o caso já havia sido iniciado e ele contava com o inventor bilionário, charmoso, sexy e blablabla (quase posso sentir o Castle aprovando isso) Eric Vaughn. E foi no encontro com Vaughn que Castle deu o segundo furo da noite, elencando quem estaria na sua “lista da última ceia” e adivinhem, Beckett não estava nela. A carinha de decepcionada que ela fez só não foi mais dolorosa que a expressão de tristeza da cena final. Aliás, o que não faltou no episódio foram as vezes que Beckett dizia algo e recebia um banho de água fria do Castle. Pouco tempo demorou para que surgissem as perguntas e incertezas – atiçadas por Vaughn e suas quartas e quintas intenções.
O episódio, então, passou a seguir com Eric jogando seu charme, Beckett recuando da maneira que podia e Castle percebendo, aos poucos, que algo estava errado. Talvez nem todos concordem, mas eu acho que a estratégia do episódio estava justamente em levantar essa questão de que, desde o momento que os dois ficaram juntos, eles nunca conversaram sobre o relacionamento deles. Nós nunca tínhamos visto como a Beckett enxergava e sentia a relação dos dois e como seria tê-la sendo posta à prova. E foi exatamente esse o papel de Eric Vaughn no episódio: fazê-la pensar no rumo do relacionamento deles e fazer com que Castle percebesse (mesmo que parcialmente) suas atitudes em relação a ela. E eu estava mesmo achando que a presença dele seria completamente agradável, até ele perguntar se ela fazia ideia do quão extraordinária ela era. Extraordinária. Essa doeu, Marlowe. Doeu lá em Always.
Mas devo confessar que a situação, em um todo, estava divertida. Quem não deu uma risada com a Gates anunciando que Vaughn queria Beckett (e somente Beckett) para vigiá-lo em uma nada mais, nada menos que suíte presidencial? Claro que nessa hora eu já tinha uma noção de que algo aconteceria. Rir do Castle ficando louco para encerrar logo o caso e da Beckett provocando-o não me fizeram deixar de pensar no que o Andrew tinha planejado para acontecer naquela suíte. E ele, como sempre, conseguiu me surpreender.
Para muitos, o (quase)beijo entre Beckett e Vaughn foi o mais assustador e temido momento dessa cena, mas para mim outras coisas fizeram querer arrancar os cabelos. Muito mais importante que o toque de lábios, foi o comportamento da Kate em todos os momentos que sucederam a aproximação de Eric. O que mais me incomodou foi ver tamanhas incertezas que estavam na cabeça dela. Se ela não tivesse hesitado, ele não teria conseguido chegar tão perto. O fato é que as perguntas e reflexões balançaram com as emoções dela, e o pior: Eric quase a beijou porque ela se deixou quase ser beijada. Não a culpo, afinal, ela tinha mil razões para ter suas dúvidas. Mas como em Castle nada é feito de graça, essa questão sobre o que eles são vai voltar a aparecer, e eu, infelizmente, não sei até onde isso pode passar da dúvida para o prejudicial.
Tirando as minhas considerações e unhas roídas por pensar demais no que se passa na cabeça do Marlowe, Castle, que já tinha perdido muitos pontos comigo, teve, enfim, uma atitude condizente com sua idade. Não pensei que ele fosse agir tão calmamente com a confissão do (quase)beijo, mas agiu, e eu jurei ser o início de um novo rumo do episódio. Até mesmo porque, quem prepara uma “noite de massagem completa no corpo todo”, ganha a chance de tentar fazer a coisa certa, pelo menos uma vez.
Tudo dava a impressão de que terminaríamos o episódio com um sorriso no rosto e um brilho nos olhos, mas isso foi de longe o que aconteceu. Porém, discordo da ideia de fazer do Castle o grande vilão da história. Obviamente, por muitas vezes quis bater na cara dele para ver se ele enxergava a mulher que tinha do lado, mas não o considero de todo culpado, ainda mais nessa cena final. Para mim, a resposta que ele dá para “Castle, aonde estamos indo?” não foi de propósito. Nós o conhecemos há o que, 3, 4 anos? Todos nós sabemos o quão disperso ele é, assim como sabemos que ele nunca diria “para o quarto” se tivesse entendido o real sentido da pergunta. Acho que esse embate de visões nada mais é que o Andrew mostrando, como sempre, a realidade de um casal. Aliás, quantas não foram as vezes que nós, mulheres, perguntamos algo que estava além do sentido literal e que, para os homens, isso passou despercebido?
De todo caso, The Squab and the Quail foi, praticamente, uma questão jogada no ar. Ele serviu de carro-chefe para eventuais conversas e descobertas sobre o rumo da relação de Castle e Beckett e, quem sabe, como um campo onde o Marlowe possa trabalhar a season finale e até mesmo a sexta temporada.
De agora em diante, o que não vai nos faltar são revelações e fios soltos para que, no desenrolar da história, eles sejam puxados e amarrados, mantendo a perfeita linha cronológica de Castle. Guardem as emoções para Still e espero vocês aqui, semana que vem!
P.S1: Lanie, converse com o Marlowe, mude-se para o estúdio, faça qualquer coisa, mas apareça sempre em Castle. Nós não podemos viver sem você e sua mania de falar sozinha.
P.S2: Eu estava morrendo de saudade da Martha e sua habilidade de aparecer por 3 minutos e deixar a cena memorável.
Continuum – Second Chances
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Oito meses. Esse é o tempo que nos distancia do último episódio da primeira temporada de Continuum. E embora eu seja fã da série, confesso que muita coisa estava nebulosa na minha memória. A recapitulação no início ajudou, é verdade, mas quando começaram as cenas de Kiera presa e gritando desesperada no cubículo eu fiquei me perguntando ‘o que foi que eu esqueci!?’. O tempo é um inimigo cruel… e isso não é um trocadilho infame com o tema da série.
Logo tudo se esclareceu e eu vi que não tinha enlouquecido e que minha memória, embora ruim, não estava assim tão capenga. A prisão era apenas um sonho em decorrência de mau funcionamento do chip implantado em Kiera. Quero dizer, mau funcionamento é só um jeito bonitinho de dizer que ela estava sendo hackeada pelo criador da tecnologia. Agora, não me perguntem o que foi que ele implantou no cérebro da Protetora. Informação necessária para ela se virar no passado, ou uma vida completamente nova? Será que a casa, o marido, o filho, o trabalho e todo o resto são reais ou são criações de Sadler para mantê-la motivada na sua missão no passado e a realidade é que ela estava presa no cubículo enquanto era hackeada? Se bem que, se o que Sadler deseja é mudar o passado, usar uma mulher que tem todos os motivos do mundo para voltar para um futuro inalterado, não é uma atitude muita lógica. Sem falar que, se o envolvimento de Alec com Kiera no passado não aconteceu no futuro conhecido, então como ele poderia garantir que os dois se encontrariam no passado para o qual ele a enviou?
Ou seja, as dúvidas sobre as verdadeiras motivações de Sadler continuam uma incógnita, apesar da mensagem que o vemos ditando ao final.
O episódio em si foi bastante tranquilo e se passou logo após a explosão no final da temporada. Alguns poucos dias, talvez uma semana, não creio que mais do que isso. Com exceção da cena entre Sonya e Travis, que a série continuou do exato ponto onde havia parado. E infelizmente (!?) Sonya não conseguiu matar o ex segundo em comando (lembram que ele é uma espécie de super soldado? Para o azar dela acabou a munição antes de conseguir dar cabo de vez do seu ex). Agora ele está lá, preso juntamente com Julian e sabe-se lá onde isso vai dar. Ou será que a ideia de Kagame era justamente essa o tempo inteiro? Aproximar os dois para formar a pessoa que Julian deverá ser? Nestas séries que falam de ações no presente de pessoas que vieram do futuro, nunca dá para ter certeza do que é planejado ou não pelo personagem.
Gosto mais de Sonya no comando do que Travis. Ela me parece mais centrada e com aspirações mais próximas das de Kagame. Só não sei por quanto conseguirá manter a liderança do Liber8 com Travis ainda vivo.
A minha surpresa foi descobrir que Martin estava por trás do assassinato da Prefeita (se bem que a recapitulação no início dá algumas dicas). Era de se esperar que o líder sindical acabasse por sujar as mangas em algum momento, dado o seu envolvimento com o Liber8, mas não imaginava que ele fosse ser o ‘mandante’ de um assassinato assim tão cedo. Fiquei chocada e um pouco decepcionada (muito decepcionada, na verdade) com o personagem.
O caso tratado no episódio foi bem didático, sem muitos mistérios, feito sob encomenda para situar novamente o espectador no clima da série após uma pausa tão longa. Kiera estava mais fria e distante do que a vimos nos últimos episódios da temporada passada, mas acho que isso é esperado e até normal se levarmos em consideração que ela não conseguiu impedir a explosão, não conseguiu voltar para o futuro e sente cada vez mais a urgência de sair deste tempo que a afasta da sua verdadeira vida. Qualquer atitude, por menor que seja, pode acarretar mudanças séries no futuro e, se for para voltar, que seja para o futuro conhecido, senão qual a vantagem?
Achei legal a hora que se encontra com o Agente Gardiner. É sempre um prazer rever Nicholas Lea (é, sou fã) e torço para que ele apareça mais vezes na série. Não há dúvidas de que o Agente está com a pulga atrás da orelha (e com razão), mas foi ótima a tática de Kiera: falar a verdade é quase sempre o melhor negócio, principalmente quando a verdade parece loucura. Ninguém pode te acusar de esconder alguma coisa se a loucura se tornar conhecimento público algum dia.
O que eu me pergunto é como Alec irá ajudar Kiera agora que está trabalhando como funcionário em um local fixo. Era meio óbvio que um dia ele teria que sair do galpão na fazenda do padrasto e virar cidadão do mundo, afinal, é preciso sair da caverna para se tornar um dos homens mais poderosos do mundo, mas ainda assim eu questiono como ele estará disponível nas horas que ela precisar se agora Alec não tem mais a liberdade de horário e acesso que tinha antes.
E por falar em Alec, fiquei só pensando na mãe do garoto. Perdeu o marido, o enteado foi preso e o filho simplesmente saiu de casa, assim, da noite para o dia. Eu entendo Alec, não é todo dia que você lê uma mensagem do seu eu do futuro dizendo que você não será exatamente flor que se cheire na sua maturidade e que o passado precisa ser modificado e depende de você fazer isso. Mas que deve ser um baque para a mãe do garoto, ah, disso não tenho dúvidas, e ele não ajudou nem um pouquinho.
A grande questão agora é: como mudar o futuro e ainda assim mantê-lo igual para que Kiera tenha para onde voltar?
Não queria estar na pele deste garoto, não queria mesmo.
*
PS: A interação entre Kiera e Kellog foi pequena, mas preciosa. A química entre os dois continua funcionando muito bem e o flerte incessante nunca me cansa.
Bates Motel – The Truth
24/04/2013, 09:52.
Gabriela Pagano
Reviews
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Depois de assistir ao episódio de segunda-feira de Bates Motel, precisei parar alguns minutos e respirar fundo, antes de começar a escrever a review. Estava extasiada, boquiaberta, sem palavras. Os últimos acontecimentos foram, no mínimo, inesperados e quase fizeram meu notebook ir parar no conserto.
O título do episódio era The Truth e, assim, esperava que a verdade sobre o caso da menina oriental encontrada no capítulo anterior seria exposta em definitivo; Shelby era ou não culpado. Os roteiristas, no entanto, planejavam mais do que isso. Muito mais do que o meu coração de espectadora (e secretamente na torcida pelo Shelby) poderia prever ou desejar.
Já na primeira cena, depois de descobrir que Shelby era um explorador sexual, a Norma entrou no carro, ainda em estado de choque, e decidiu que iria ao encontro do ex-amante. O Norman tentou impedi-la e se dependurou em uma das janelas do automóvel, com a Norma berrando para que ele saísse. O carro rodava, rodava, rodava em volta do poço artesiano, enquanto Emma assistia a tudo. Uma verdadeira cena de ação!
Depois, mais calma, Norma reconheceu que era melhor mesmo esperar pelo momento certo e não “meter os pés pelas mãos” – e até convenceu Emma a não ir à polícia imediatamente. Um aspecto interessante dessa cena é que, no momento em que a menina contou para Norma que a mãe havia lhe abandonado, a veterana usou de toda sua psicologia e fingimento para comover a Emma – que, comovida, deu um abraço na Norma, que correspondeu… Manipulando. Ela precisava conquistar a garota para que ela não entregasse o Shelby naquele instante (afinal, ele ainda detinha o cinto que a incriminava pelo assassinato de Keith). Nessa hora, me dei conta de como a Norma é fria e calculista e só ama uma pessoa nesse mundo: o Norman.
Em seguida, ela e os dois filhos concluíram que precisavam dar um jeito de recuperar o cinto de Keith, para que, então, pudessem expor a verdade sobre o Shelby. O Dylan – que estava se esforçando ao máximo para convencer o Norman a ir morar com ele – decidiu que ele e o irmão deveriam voltar ao barco do falecido, já que, se o delegado havia escondido a menina oriental lá, então, o objeto da cena do crime deveria estar ali. E partiram.
Na busca pelo cinto, o Dylan levantou uma pergunta que havia sido esquecida lá nos primeiros episódios: quem matou o pai do Norman? Teria sido apenas um acidente? Ele achava que não, que Norma havia assassinado o marido. Achei interessante terem voltado a essa questão, mas, nesse momento, ainda não tinha percebido a importância que o diálogo teria para o episódio.
Enquanto isso, no Bates Motel, o Shelby apareceu de surpresa, cheio de vontade de amar a Norma. Ela ficou assustada, tentou fugir, mas percebeu que era melhor ceder logo, antes que o delegado – que de burro, não tem nada – desconfiasse de algo. E aí que, nos últimos minutos, começou a emoção do episódio. “Guenta coração” mesmo!
A Norma e o Shelby desceram para o quarto do hotel e começaram a namorar. O problema é que justo nessa hora, a menina oriental, que tinha passado o episódio inteiro dormindo, resolveu acordar e ligar o chuveiro. O delegado bonitão ouviu o barulho e foi logo investigar os outros quartos (foi engraçado ver a Norma tropeçando, tentando ir atrás dele, ao mesmo tempo em que tentava vestir sua peça íntima. Foi uma mistura de nervoso – com o que estava prestes a acontecer – e uma crise de riso, pela Norma no fundo do poço). Mas, gente, o que deu na cabeça da Norma em levar o namorado para tão perto da garota? Tivesse o levado para o próprio quarto, na casa principal. Diante das circunstâncias, era a coisa certa a fazer. Eis que Shelby parou em frente à porta em que a menina estava escondida e bateu, esperando que o “invasor” saísse de lá. Nesse momento de tensão extrema, pensei em tudo: que ela pularia pela janela, escapando sem ser vista, que o Dylan teria chegado antes e ele abriria a porta, que um rato, sei lá, fosse passar por ali, e o Shelby fosse concluir que não era nada demais, era só um roedor no encanamento. Afinal, se ele descobrisse tudo agora, como os roteiristas dariam continuidade à história? Ainda faltam 4 episódios para a temporada acabar. É isso! Nada vai acontecer…
Mas eu estava subestimando a capacidade e a criatividade dos roteiristas de Bates Motel. A menina abriu, sim, a porta do quarto e toda a verdade foi revelada ao Shelby. Ele correu atrás da garota, mas não conseguiu alcançá-la. Então, o moço retornou ao hotel e fez a Norma e os dois filhos (que, a essa altura, já tinham chegado) de reféns e disse que precisavam conversar. Achei que o Shelby fosse vir com uma história cheia de heroísmo, contando como planeja salvar a menina e toda a cidade dos negócios obscuros que acontecem por lá. Não, não. Eu estava sendo parcial, injusta, na torcida pelo bom caráter do personagem que tanto gosto. Mas Shelby era mesmo culpado e estava desesperado com a situação colocada – pois, no final das contas, ele amava, sim, a Norma.
O que se seguiu foram cenas de tiro, perseguição, psicose e sangue. Um nível de tensão, emoção e adrenalina muito acima daquele esperado para uma “simples” série de TV. Mais parecia um filme desses “ótimos achados” do Supercine, que, vez ou outra, exibe produções de suspense da melhor qualidade. Bates Motel seria essa raridade. O nível das atuações, do roteiro, da produção, efeitos sonoros e visuais… Tudo era da maior perfeição (fiquei pensando no quanto atores e técnicos merecem ganhar muitos prêmios). De deixar a gente desesperado, aflito, de fechar os olhos a cada tiro disparado, com medo de sua respectiva consequência. E foi assim que uma das últimas cenas do capítulo brincou com o espectador. Depois de uma troca de tiros equilibrada entre Dylan e Shelby – uma bala acertada em cada lado -, os dois personagens se viram no mesmo quarto, encurralados, em que estava claro: um dos personagens morreria ali (e eu já estava quase arremessando meu notebook no chão, de tanto que remexia na cama, tamanho o nervosismo).
A Norma, que arrastou o filho mais novo, desmaiado, por todo o andar inferior da casa, já tinha acordado o menino e o feito entrar no carro. Eles precisavam fugir dali. Quando ela foi dar partida no carro, percebeu que havia esquecido as chaves em seu quarto e os dois teriam que fugir caminhando. Ela disse, energética, ao Norman, que sequer reagia ao ambiente externo: GET OUT OF THE CAR, NORMAN! Mas aí, ela ouviu vários tiros vindo de dentro da casa e bateu a porta do automóvel novamente; lá fora, não era seguro. Cômico, se não fosse trágico.
Pelo para-brisa, ela acompanhou, ansiosamente, qual dois dois rapazes iria sair do hotel andando – anunciando, portanto, a morte de seu rival. E a gente, enquanto público, dividia essa agonia com ela. Eis que Shelby deixa a casa, mancando, cheio de sangue, sem um dos olhos. Fiquei feliz por ele estar vivo, porque gosto dele, mas sabia que era injusto o Dylan ter morrido, pois ele era o bom moço. Então, torci para que o Dylan também saísse andando de lá. Ele saiu, quase ileso (se não fosse um tiro no braço). E o Shelby… Bem, ele despencou no chão, não resistindo aos ferimentos. Fiquei desolada! Mataram o bonitão da série, como assim??! O Max Thieriot (Dylan) é okay, mas nada que se compare ao deus grego do Shelby. Quem eu vou shippar agora??! Achava a química entre a Norma e o delegado das mais contagiantes.
Por um momento, não quis acreditar no que os meus olhos viam! Fui checar no IMDB, para ver se o Mike Vogel (ator que interpreta o Shelby) apareceria em mais episódios – não. Mas, tudo bem. O IMDB tem algumas falhas. Fui assistir ao comercial do próximo capítulo, na esperança do policial ter resistido a aquilo tudo, afinal – não. Fui checar os sites de notícias americanos e veio o veredicto: em entrevista ao EW, o criador da série, Carlton Cuse, foi categórico ao dizer, “Acho que o público se surpreendeu por termos tirado da história o personagem que pareceu ser o protagonista no episódio 6”. Nesse momento, todas as minhas esperanças estavam acabadas. Eu tinha que aceitar, o Delegado Shelby, que me arrancou tantos suspiros e rendeu cenas intensas, se foi. Luto.
É difícil, mas é preciso reconhecer. Bates Motel inovou mais uma vez, foi ousada e se arriscou ao tirar um dos personagens chaves do enredo, na metade o caminho. Isso só faz dessa série ainda mais suprema. Dolorosamente suprema. Além disso, foi importante ver a reação da Norma ao notar que o filho “ignorado” estava vivo. Ela ficou realmente feliz, o abraçou com força, com afeto (apesar de eu ter ficado esperando um “Eu te amo”, que não veio). De qualquer forma, foi um enorme passo na relação de mãe e filho.
Depois, quando Dylan queria contar toda a verdade para a polícia, Norma revelou que não podiam, pois precisavam proteger o Norman. Então, ela contou a grande verdade (e era sobre isso que o título do episódio se tratava, não sobre o verdadeiro Shelby): Norman matou o pai, em um desses colapsos, apagões de memória, que ele costuma ter. E toda a cena foi reconstituída. Não sei para vocês, mas não me surpreendeu. Para mim, o Norman era o culpado pela morte do patriarca muito antes da série estrear, apenas pelos vídeos promocionais. Pelo jeito, é esse o conflito que vai mover a reta final do seriado.
Pelo comercial do próximo episódio, o Bates Motel finalmente será aberto aos visitantes – e o primeiro hóspede, ao que tudo indica, não vai chegar em missão de paz. Carlton Cuse já avisou que o novo personagem será fundamental nos 4 episódios restantes. E você, vai prolongar a estadia no hotel macabro?
p.s.¹: o que aconteceu com a menina chinesa?
The Vampire Diaries – Pictures Of You
24/04/2013, 09:45.
Mônica Castilho
Reviews
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Depois de mais um hiatus chato, The Vampire Diaries volta com um episódio extremamente emotivo. Tudo bem, isso não é nenhuma novidade, mas Elena, Bonnie, Matt, Caroline e toda a turma adolescente estão passando por algo novo: a formatura, um momento de passagem e despedida da fase do colégio.
Como em todo grande acontecimento na série, temos uma festa como pano de fundo, e dessa vez foi o baile de formatura. O nome Pictures Of You (Fotos de Você) não poderia ser mais apropriado, já que no local do evento vários telões mostraram fotos dos jovens e, ao fazerem isso, presentearam os espectadores com uma retrospectiva do que foram os momentos felizes da série até agora.
Não bastando as emoções causadas pelas imagens e pela aura de despedida – não necessariamente de personagens, mas de uma fase na vida dos mesmos –, até o Team Jeremy teve seus momentos de alegria, mesmo que a aparição tenha sido só mais um disfarce de Silas para corromper a já problemática Bonnie.
Fora do círculo emotivo, temos os Originais. Como vimos no episódio anterior, Katherine entregou a cura ao Elijah para que ele desse a Klaus e isso a deixasse livre. Bem, eu realmente não entendo o Elijah! Se ele gosta tanto da Katherine, por que se comoveu com a choradeira da Rebekah e não deu a cura para o irmão? Depois reclama da desconfiança da Katherine.
Pois bem, o problema é que nenhum dos irmãos Originais ficou com a cura, já que Silas “se disfarçou” de Rebekah após umas combinações com Klaus e pegou a cura de Elijah quando este pensava entrega-la para a irmã. Silas, por sua vez, levou a cura para seu esconderijo, uma batcaverna em algum lugar remoto e no meio do nada em Mystic Falls. Entretanto, Bonnie com sua macumba cada vez mais poderosa o encontrou e o obrigou a mostrar sua verdadeira face, que deve ser bem feia, a julgar pela cara da bruxinha.
Já não bastasse Bonnie voltar a dar trela para o Silas, os irmãos Salvatore em mais um de seus planos fadados a dar errado também resolvem pedir ajuda ao cara. Sério, o que eles têm na cabeça, meu povo? Se Klaus já tem seus momentos de não ser boa companhia, imagina Silas, que é muito pior! Isso tudo para ajudar a Elena que, como sempre, está dando trabalho.
Por fim, embora a VampBitch Katherine não tenha dado as caras neste episódio, ela deixou uma carta “com amor e ódio” para o Klaus, pois já que Elijah a traiu ao não entregar a cura, ela tenta comprar a própria liberdade de outra maneira, dando informações sobre uma bruxa que pretende atacá-lo. Bem, acho que ela deveria se informar do que está acontecendo em Mystic Falls, já que o Original também está perseguindo o Tyler. Aliás, Klaus tem é que decidir logo a quem vai perseguir.
P. S. [1]: Sei que tivemos momentos de Caroline com Tyler, de Caroline com Klaus também… Mas o que é essa amizade grudenta demais da vampirinha com Stefan?
P. S. [2]: Eu acho que a mãe do Stefan e do Damon não os ensinou que não pode jogar bola na sala. Que vergonha.
The Following – Havenport
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Uma das coisas que mais gosto em The Following é que a série não faz os espectadores esperarem. O seriado também não prende os personagens em inúmeras coincidências, que fazem com que uma situação já conhecida da audiência, demore para vir à tona e ser de conhecimento para todos os envolvidos na trama.
Quando Roderick e Mike participam da primeira cena de Havenport e não se cruzam, a série chega a dar uma irritada. Deu para pensar: “vai dizer que eles vão passar o episódio todo trabalhando no mesmo caso e não vão se ver?” Mas como The Following é The Following e não poupa tramas nem personagens, na cena seguinte Mike escutou a voz do xerife Tim Nelson e a associou na hora ao seu carrasco e pupilo de Carroll, Roderick.
Na review do último episódio, The Curse, falei que Carroll tinha perdido muito, mas precisava perder ainda mais para que a série novamente nivelasse as chances de vilão e mocinho. Por muitas vezes o público pode sentir pena e até raiva de Ryan. Para que isso não se tornasse uma constante e cansasse o herói do seriado, era necessário que Carroll, mesmo encantador, perdesse um pouco de sua sorte e saísse dos trilhos na sua história. Por isso, em Havenport acontece a grande virada de The Following.
Os roteiristas chamam de “twist”, a grande mudança de rumo na história de um roteiro, normalmente perto da resolução final da temporada. Em Havenport, a série da Fox também aponta para os momentos finais da primeira temporada e eleva ainda mais as expectativas com a season finale.
Além de todas essas credenciais, Havenport teve uma ótima cena no cerco ao esconderijo de Roderick e no resgate de Joey. A psicologia de mãe, utilizada por Claire, deu certo com Jacob e, na hora decisiva, ele deixou Joey aos cuidados de Ryan e fugiu do FBI. Carroll perdeu o filho para Hardy e mais dois de seus homens. Ryan obteve a maior das suas vitórias até agora e apareceu na televisão para todo mundo ver carregando Joey nos braços. Bonitinho foi a fala do garoto: “Você é Ryan Hardy? Minha mãe disse que você é um dos mocinhos”.
A ação do FBI no resgate de Joey finalmente foi boa e resultou em sucesso. No entanto, confesso que fiquei em dúvida. A escapada de Ryan com Roderick foi tudo uma encenação? Ou Donovan, Mike e Debra armaram isso já imaginando que Ryan quebraria as regras? Se The Following deixasse mais clara a primeira alternativa seria um ótimo ganho para a série, já que surpreenderia pela própria mudança de atitude de Ryan e pela concordância de Donovan em realizar essa “manobra”.
Ao final de Havenport, quando as emoções pareciam se encerrar, veio Claire. Não parecia que a personagem seria capaz de alguma reação, mas com o filho já em segurança, Claire resolveu arriscar. Ainda é impreciso dizer se a moça vai obter êxito total, mas que ela conseguiu irritar e atrapalhar os planos de Carroll como ninguém ainda tinha conseguido, ah, isso ela conseguiu.
Agora com a decisão de Joe de matar Claire, e o pior, de ter avisado isso a Ryan, é de se esperar muita movimentação no próximo episódio, The End is Near. Principalmente porque se refere ao penúltimo episódio da temporada. A season finale foi sutilmente intitulada de The Final Chapter.
Outra situação que ficou para o próximo episódio foi a louca seguidora de Carroll que fingiu se entregar para enfiar uma agulha – sabe lá Deus com o quê dentro – em Donovan. Isso mostra outra mancada do FBI, como eles viram de costas para a criminosa e saem caminhando normalmente como se estivessem passeando com um convidado? Havenport, mantendo uma sina de The Following, não poderia terminar sem uma mancada do FBI.
Apesar dessa derrapada, a série, que pode ser considerada tranquilamente uma das melhores estreias da temporada, encerra seu primeiro ano daqui a dois episódios. Podemos esperar muito dessa season finale? Sim, devemos. No entanto, tanta adrenalina pede um pouco de cautela. Muitas séries impressionaram durante toda uma temporada e não conseguiram fazer muito mais do que manter o nível no episódio final. Com o que The Following já apresentou até aqui, ela já tem todos os créditos para terminar essa temporada como bem quiser, pode até decepcionar alguns fãs, mas ninguém vai ousar deixar de seguir Ryan e Carroll.
Once Upon A Time – Lacey
22/04/2013, 22:30.
Júnior Melo
Reviews
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Depois de um episódio com alguns furos, mas bastante mistério e ação, os roteiristas decidiram esquecer um pouco o arco dos humanos e focar na guerra entre os grandes destaques da série, Regina e Mr. Gold.
Mesmo sabendo que Belle não lembra quem é, o Mr. Gold continua insistindo em reconquistá-la, pois o amor não pode desaparecer assim tão rápido. Porém, ao descobrir que Gold é avô de Henry, Regina resolve mostrar ao homem que ele não possui o lado bom que está tentando mostrar. Parece que os velhos tempos de Storybrooke estão de volta, onde o duelo principal era só entre Gold e Regina, nós, fãs, só temos a ganhar com mais cenas do Robert Carlyle e da Lana Parrilla.
Belle, agora como Lacey – sua personalidade pós-maldição –, só poderá recuperar a sua memória com o beijo de amor verdadeiro, mas como isso acontecerá se ela não lembra do seu amor? Entra em ação uma das melhores cenas do episódio, o Mr. Gold pedindo ajuda ao David para conquistar a nova Belle. A proposta do Mr. Gold para David deve render uma boa história, afinal o Senhor das Trevas devendo favores ao Príncipe, justamente quando ele está pensando em abrir um portal com feijões mágicos. Hum não sei, não é apenas coincidência. Aguardem novas emoções, ou quem sabe uma nova maldição.
No conto de fadas a coisa é diferente, Belle, como serva do Senhor da Trevas, quer mostrar a ele que sim, ele tem um lado bom dentro de si e precisa mostrar isso as pessoas. Com a visita do Robin Hood, Rumple decide não ser bonzinho e prende o homem por tentar roubar uma varinha e, assim, mostrar as pessoas que ele é um ser maligno – a participação do Robin foi apenas para mostrar a mudança do lado ruim para o lado bom do Rumple, afinal de contas ele mal falou e poderiam ter colocado qualquer outro personagem ali que funcionaria do mesmo jeito. O negócio é esperar que nos próximos episódios, ou temporada, contem a história do ladrão e o caso com o misterioso personagem de Nottingham. Após soltar o prisioneiro, Belle é forçada a ir com Rumplestiltskin na caça do homem e durante o percurso ela tenta convencer ao Senhor das Trevas de que ele é uma boa pessoa mostrando o amor à Besta.
Um fato interessante é notar o Mr. Gold sendo mais humano nessa temporada, a cada episódio ele passa por momentos de humanidade que apenas vão mudar o jeito do personagem e, acredito, trazer um novo Rumple no futuro.
A trama secundária ficou por conta dos feijões mágicos que prometem ser o grande trunfo da season finale – arrisco dizer que a próxima temporada talvez envolva mais a terra mágica e a floresta encantada –, junto com os humanos, agora que eles tem uma arma contra os moradores de Storybrooke.
O episódio foi repleto de cenas fofas e bonitinhas do casal no conto de fadas, do Mr. Gold tentando reconquistar Belle no presente. Foi legal ver os contrastes entre o conto de fadas e a vida real, o bom e o ruim; e a forma como toda a estória terminou fez valer cada segundo em que a trama focou apenas no amor do Rumplestiltskin e da Belle. Os dois são incríveis e qualquer episódio centrado nos dois vai render boas estórias, como foi o caso desse episódio.
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