Arrow – Unfinished Business e Home Invasion

Data/Hora 06/05/2013, 16:37. Autor
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Será que veremos um Tommy mais negro?

Se Unifinished Business prova alguma coisa, é que nossos personagens estão no meio de uma transição. Diggle não é apenas o parceiro de Oliver sempre quando ele precisa de uma força extra, ele tem também sua própria vingança e fará de tudo para conseguir. Não é de se estranhar que ele esteja completamente irritado com Oliver, que tenta de tudo desvalorizar isso – o playboy passou meses usando o ‘caderninho’ como forma de limpar a cidade, mas todos sabem que essa limpeza é pessoal. Oliver é incrivelmente hipócrita e não está no lugar de dizer quem Diggle pode ou não ir atrás.

Esta mesma ambivalência é o que afeta o relacionamento de Oliver com Tommy. Não ficou claro se Oliver realmente acreditava que Tommy era o responsável pelo suborno, então foi completamente infundado Tommy ficar extremamente irritado com o amigo. Isso obviamente fez com que Tommy finalmente aceitasse seu destino trabalhando para seu pai, Merlin. Quando algo acontecer, Oliver com certeza ficará com muito peso na consciência por não ter mantido o amigo por perto.

Convenhamos que alguém que sempre não acerta uma é o detetive Lance, que sempre consegue achar novas formas de irritar a filha e deixá-la mais sem motivos de comprar um presente no dia dos pais. Além de ter que lidar com Oliver, Lance precisa lidar com Tommy também e isso inclui uma emboscada no clube do namorado da filha. Claro que não iam descobrir nada, mas sempre é bom ver Lance fazendo papel de idiota.

A segunda aparição do Conde foi pior do que a primeira e tudo indicava que seria bem melhor. Essa também foi a primeira vez que Oliver foi descoberto e, além de tudo, colocado em risca de morte. Pessoalmente, esperava que o Conde fosse a pessoa que estava fazendo novamente Vertigo e, com isso, a dramaturgia do episódio ficaria bem mais pesada e entreteria mais.

Home Invasion marca uma das baixas da temporada, que infelizmente, já foram bastante. A série está perto do final da temporada e esse momento deveria criar grandes arcos que vão levar a série até à segunda temporada (talvez envolvendo o Arqueiro Negro, a guerra contra o Vertigo, e alguém descobrindo a identidade de certo vigilante?). Em vez disso, temos um caso da semana bastante simples envolvendo um empresário corrupto, que contrata um assassino que tem a infelicidade de atingir Laurel, a ex-namorada de Oliver Queen.

A única graça desse caso previsível é o desempenho do ator convidado. Ele é praticamente uma revelação como um assassino eloquente com carisma de sobra. Ele é um encantador, e mesmo não sabendo o nome dele, o ator traz muita presença de tela em um momento em que os convidados andavam sendo muito mal utilizados. Todas as cenas em que ele apareceu foram bem trabalhadas, em especial à grande invasão domiciliar que aconteceu no final do episódio.

Na verdade, o episódio marcou o fim de duas relações importantes: uma romântica e uma platônica. Sim, amigos, o fim chegou para Tommy e Laurel. Depois de lutar para suportar o segredo de Oliver, as inseguranças de Tommy começam a afetar seu relacionamento com Laurel quando ele percebe que Oliver ainda tem sentimentos por ela. Suas inseguranças o fazem terminar o relacionamento. Pessoalmente, nunca gostei dos dois juntos e Tommy nunca conseguiu convencer como um personagem muito importante. Agora que ele está longe de Oliver e Laurel, sabemos que ele passará para o lado negro e fará mais do que apenas trabalhar com seu pai.

O segundo relacionamento que chega ao fim é o bromance entre Oliver e Diggle. Era óbvio, porém, que se Oliver tivesse que escolher entre Laurel e Diggle, ele nunca iria escolher o chocolatão. É triste, mas é a realidade. Além do mais, Oliver não tem muita sensibilidade quando o assunto Deadshot aparece. Porém, Oliver fez a pior escolha do mundo, ao ir atrás do empresário em vez de ir atrás de um dos homens mais perigosos do mundo. Estava na hora de rever as prioridades. Agora, só Felicity que aguentará as mudanças de humor de Oliver e, convenhamos, é provável que ela não fique muito tempo por perto também.

Como Roy se tornará regular na próxima temporada, os roteiristas estão fazendo de tudo para encaixá-lo na história. Além disso, estão também dando mais espaço para Thea, que nunca pode ter um plot para si mesma. Estão fazendo de tudo para colocarem a semente da ascensão do primeiro Speedy, mas infelizmente o diálogo foi muito falso e difícil de acreditar, principalmente quando Thea fala que Roy é tudo para ela. Desde quando? Arrow passou tanto tempo com casos esquecíveis que acabou se esquecendo de dar mais tempo de tela para os dois amantes. Se precisamos levar Thea e Roy a sério como um casal, precisamos passar mais tempo com eles.

P.S: Quem diria que para conseguir um super físico e habilidades iguais as de Oliver tudo o que você precisa fazer é dar tapas na água? Os marombeiros com certeza estão muito chateados.

Elementary – A Landmark Story

Data/Hora 05/05/2013, 23:45. Autor
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A Landmark Story, o episódio 21 de Elementary, mais parecia uma continuação de M., o capítulo de número 12 da série (e que foi ao ar em janeiro). Tanto que durante o “Previously on Elementary”, as cenas mostradas correspondiam todas ao episódio de lá atrás e só havia uma peça importante para a história que estava por vir: Moriarty.

Eu, como a enorme maioria dos espectadores da série, sonho com o dia em que o Professor Moriarty aparecer, em carne e osso, no enredo. Não sei se simplesmente pela força do personagem enquanto antagonista ou se pelo trabalho marcante do Andrew Scott na “irmã” Sherlock, da BBC. Sou mega fã do Scott e comecei a acompanhar o trabalho dele a partir dali. Sempre achei que se alguém pudesse roubar a cena do (genial) Benedict Cumberbatch, em Sherlock, esse alguém seria Andrew Scott. E ponto. Então, quero ver quem vai ficar com a responsabilidade de interpretar o personagem na série da CBS – já que o nome do ator ainda não foi revelado. E o mais importante: se dará conta do recado.

O episódio da última quinta-feira se tratava em construir essa ponte entre o Sherlock Holmes e o Mortiarty. Para isso, o ator Vinnie Jones voltou à série com o seu vilão/presidiário Sebastian Moran. E ele me dá muito medo! O que é bem legal, então, sempre fico feliz em vê-lo no programa. Também considero que o Jones tenha sido o ponto alto do episódio, que, no geral, era interessante e sonolento ao mesmo tempo. Interessante porque o Sherlock tinha que desvendar códigos, ligações misteriosas e treinamentos inusitados (incluindo deslocar o ombro para escapar da camisa de força e atirar um aparelho de ar condicionado do telhado) para chegar ao seu inimigo mais famoso. Sonolento porque, por diversas vezes, até me perdi na história, por falta de atenção, apego. Para uma história que se tratava sobre Moriarty, esperava emoções mais fortes e menos lenga-lenga.

Essa emoção forte ficou apenas para o final, quando, depois do personagem de Vinnie Jones ter cometido suicídio (não o veremos mais na série? Snif…) – porque o Sherlock entregou a ele uma mensagem codificada e demorou demais para desvendá-la (a mensagem era de Moriatry e obrigava o Moran, que estava ajudando o Holmes, a cometer suicídio) – o detetive recebeu uma ligação do próprio Moriarty, que estava marcando um encontro com ele! A decepção ficou na voz do vilão, que eu esperava que fosse ser mais imponente. Não tão comum… E fraca.

Se ele realmente vai aparecer no próximo episódio, não dá para ter certeza. Prefiro não criar muitas expectativas. Só espero que a CBS não faça nenhuma trollagem e deixe de apresentar o personagem nessa primeira temporada. Seria frustrante demais! Quanto ao ator que vai interpretar o professor, não tenho palpites. Nunca fui dessas fãs de ficarem imaginando ator perfeito para isso ou aquilo. Minha função é assistir e aproveito essa condição. O que achei engraçado foi que, dando uma olhada no Twitter, essa semana, vi que muita gente deseja que o Benedict Cumberbatch (que faz o Sherlock Holmes na série da BBC) apareça como Moriarty na versão americana. MEU DEUS! Como assim?! Poderia ser mais bizarro??! Não!

p.s.¹: a Watson estava peculiarmente engraçada nesse episódio, jogando toda a ironia dela para cima do Holmes – quando a gente está acostumado com o contrário.

p.s.:² o que foi aquela cena em que o Holmes revelou que, caso encontrasse o “M.”, não iria torturá-lo, como planejou da outra vez, porque, agora, ele era alguém diferente. Irene não era mais a única pessoa que tocou sua vida, ele também tinha a Watson. E ela retribui dizendo que “foi a coisa mais linda que alguém já me disse”. Okay, foi a coisa mais linda que já ouvi um Sherlock Holmes dizer.

Modern Family – Career Day

Data/Hora 03/05/2013, 14:06. Autor
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Modern Family voltou do hiato com um episódio monótono. Na reta final dessa temporada cheia de altos e baixos, este foi apenas mais um episódio pra preencher o total de 24 dessa temporada. Não foi um episódio ruim, foi um episódio ok e nada mais. Nem a presença de Gil Thorpe conseguiu deixar o episódio engraçado e o que salvou, mais um vez, foi o arco da história de Lily, Cam e Mitchel.

As histórias com Lily têm sido a válvula de escape para muitos episódio dessa temporada. O episódio tá fraco? Vamos colocar a Lily na história e -quase- tudo se resolve. Mas vamos começar pelo arco da história que dá nome ao episódio. Phil foi convidado à ir ao “Career Day” ou “Dia da profissão”, aquele dia em que os pais dos alunos vão até a escola falar sobre suas profissões numa apresentação breve sobre a carreira.

Phil nem sempre tem as melhores ideias pra conseguir vender uma casa ou fazer sua propaganda pessoal mas dessa vez ele se superou e me surpreendeu com seu vídeo sobre a profissão: ele todo caracterizado de criança falando com ele mesmo, ali na sala. O nêmesis de Phil também teve sua participação canalha como sempre e levou “picolés de picles” para as crianças e ainda atrapalhou toda a apresentação de Phil. Gente tanta coisa pra dar pras crianças e o cara leva picles?

Mas quem roubou mesmo a cena desse arco foi Claire e sua apresentação inesperada sobre “como ser mãe”. O stress tomou conta da personagem e acho que se aquela garota não parasse logo de fazer perguntas indiscretas ela logo voaria do pescoço da criança sem dó porque com a Claire é assim.

Agora vamos para a história mais legal do episódio com uma carta direto da Dentolândia. Lily perdeu seu primeiro dente e, como todas as crianças iludidas do mundo, ela estava esperando pela Fada do Dente. Eu já perdi todos os meus dentes de leite e até agora a Fada não me visitou, quem sabe um dia né? Daí que a sortuda da Lily impediu Cam e Mitchel de enganá-la da primeira vez mas logo recebeu uma cartinha da Fada com adesivos, pó de fada e nada mais nada menos que uma nota de cem dólares.

Depois desse presente super generoso da Fada do Dente, que na verdade era Cam, o casal percebeu o erro de Cam e foi tentar fazer com que a menina trocasse sua linda nota de cem por uma nota de um. Uma das melhores passagens da série até hoje foi a cena em que Lily pega a carta escrita pela Fada do Dente e logo devolve dizendo “Eu não sei ler”. Achei hilário!

Espertinha como é , a garota não queria trocar a nota até que Haley entrou em ação. Com uma fantasia de Fada do Dente a garota tentou convencer Lily que ela era mesmo a Fada para fazer a criança devolver o dinheiro. Não sei como eles ainda tentam enganar Lily desse jeito, ela já mostrou que é super esperta e descobriu logo que era Haley com a fantasia.

Haley não deixou barato e apelou para o Papai Noel, dizendo para a criança que se ela não devolvesse o dinheiro ela entraria para a lista de crianças desobedientes do bom velhinho. Isso já é golpe baixo com a criança, né? Mas com a Lily tem que ser assim senão ela se dá bem em todas.

A história de Manny e Jay, nem preciso comentar que mais uma vez foi de uma fraqueza e má vontade sem igual. Totalmente desnecessário com direito à uma cena engraçada: Jay colocando a cachorrinha Estela para digitar na máquina de escrever. Fora isso, temos três episódios para que haja alguma melhora nessas histórias, porque ultimamente anda bem difícil engolir.

Bones – The Secret in the Siege

Data/Hora 03/05/2013, 13:27. Autor
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“Você está bem?” – ele pergunta com a angústia e calma de quem sabe que não, ela não está bem. E muito menos ele.

Como poderia? Alguém que se guardou por quase toda a vida com medo de se machucar, se fechou como uma concha para se proteger. Alguém que levou cerca de 8 anos para se convencer de que valeria a pena ser a metade de um outro, alguém com tanta ressalva da própria felicidade que jogou fora a chance de ser feliz, teve que perceber que tinha “perdido” o homem de sua vida, e que seu destino seria viver só. Alguém que superou isso tudo, e no final, abriu o coração de uma maneira tão genuína que a felicidade era clara, iminente e verdadeira. Também segura. Pela primeira vez, Brennan tinha certeza de que queria passar o resto de sua vida com Booth. Como ela estaria bem depois de concordar se entregar completamente, ser “dele”, e depois ele a recusar?

Nada vai ficar bem, e por isso a angústia. Como viver até setembro sem rememorar o tão aguardado pedido de casamento e a tão inesperada recusa?

A cena final da oitava temporada de Bones foi um flechada certeira no coração dos fãs. Muitos juram que vão abandonar a série, outros querem matar o Hart Hanson, mas eu faço parte da infeliz maioria que gosta de sofrimento, e que ficou feliz por não haver casamento, ao menos, por enquanto.

É por isso, por causa desse jorro de emoções, que começo esta review pela cena final.

Altos

À primeira vista, não há como gostar da resolução desse episódio. Que coisa mais sem sentido foi aquela? Porque diabos Booth não contou para a Brennan sobre o Pellant? Sobre o plano invejoso e malicioso do hacker para separar os dois, apenas por esporte? Como Booth pode quebrar o pobre coração da cientista? Como ele fez isso tão friamente?

As respostas para essas perguntas vieram após assistir o episódio repetidamente. Mesmo que eu não esteja de acordo com tudo, há bastante sentido o que aconteceu.

Primeiro, B&B não ia se casar assim, tão fácil. O mais importante é que ela finalmente cedeu. Deu o passo mais importante. Agora Booth sabe o que ela realmente quer, e ele vai fazer de tudo para ter isso, para conseguir a felicidade que os dois merecem. Alguém disse numa tal season premiere, que a razão para Booth gostar tanto da Brennan é que ela é bem difícil. Então vamos fazer disso algo difícil. E torcer para que num futuro próximo eles superem isso tudo.

Segundo, Booth não poderia colocar a vida de ninguém em perigo. Nas primeiras cenas do episódio ele viu como Pelant pode apurar sua rede de  janelas indiscretas, e por isso, seria arriscado de mais fazer qualquer movimento suspeito. Se ele é capaz de hacker o telefone do agente e câmeras ao redor da cidade,  não haveria limites para o vilão. Por mais que doa meu coração, acho que ele fez certo.

Falaram que tal atitude foi algo “fora do personagem”. Algo que ele jamais faria. Provo o contrário. O Booth fingiu a própria morte para desvendar um velho caso, é o mesmo Booth que disse “não” para a declaração de amor que ele ouviu da parceira após ela perceber que a escolha de sua vida era ele. Booth faz o que é “certo”. E o que é certo, nem sempre é o que nós achamos certo. Booth não colocaria ninguém em perigo, nem desconhecidos, nem sua família, nem Christine.

E por último, não sei que tipo de jogo perverso Pellant está fazendo. Mas creio que ao invés de ficarmos lamentando a cena final, deveríamos passar os próximos meses fazendo teorias sobre o motivo pelo o qual Pellant quer tanto sacanear com o time do Jeffersonian. Ah, também vale teorias sobre como será a morte lenta e sanguinolenta do jovem Christopher. Pelo o que o Sweets disse, Pellant quis separar os dois por ciúmes, por ser egocêntrico e por ter ficado magoado pelos dois terem o ignorado, apenas que por um momento, para celebrar a felicidade.

É por causa disso que acho que a cena final foi um dos pontos mais altos desta temporada.



Outro ponto alto é ver como o entrosamento dos dois como casal deu um salto ao longo deste oitavo ano. Eles foram de recém-namorados com uma criança a caminho, que tiveram que superar as esquisitices de uma relação nova, para algo real e forte. O pedido de casamento com carne defumada não poderia ser melhor exemplo para isso. Simples, engraçado e inusitado. Mas algo que é deles, só deles. No momento em que a Brennan disse “você não tem permissão para morrer”, eu soube que seria aquilo. Que ela o queria para sempre.

Não posso deixar de citar o cuidado com alguns detalhes neste episódio. Como o Jack ter mencionado a oportunidade de ter matado Pellant e se culpar pelas desastrosas consequências disso. A riqueza aparente de Pellant, que deve ter herdado a fortuna de Hodgins. As fotos do Parker espalhadas pelo escritório de Booth (provando que Booth não esqueceu do pobre filho). Isso tudo enriquece a história.

As cenas de ação também. Devo dar créditos ao Boreanaz pela episódio dinâmico e emocionante? Sim, mais uma vez ele prova que sabe estar por trás das câmeras. Um ator eficiente e um diretor apaixonado. Da cena de abertura ao controverso final, tudo tinha o toque dele. Até os mil beijinhos e “eu te amo”.

Baixos

Como não foi um episódio perfeito, alguns deslizes aconteceram. Como terem enfiado a cena do pedido de casamento assim quase como um nada. Num momento a Brennan estava querendo entregar Booth pros leões e no outro ela era um cordeirinho assustado com receio de perder o parceiro. Sim, apesar de eu estar sorrindo até agora com a delicadeza das trocas de olhares e sorrisos que só os dois sabem fazer, uma delicadeza digna de um rinoceronte com pressa, fiquei um pouco incomodada com a urgência da cena.

A falta de resolução do Caso Pellant também me intriga. Tanto tempo este homem dando sopa por aí. Peguem logo ele! Achei que a season finale seria sobre isso.

Outra cena que achei deslocada foi Brennan ter saído correndo em direção a uma cena de tiroteio para “proteger” seu parceiro. Algo que Booth sempre foi, e ela sempre teve a capacidade de compreender que não pode colocar a vida dela própria em perigo, e deve confiar nele. Bom, se bem que ela era noiva dele, mas não, não, ela não faria isso.

Uma season finale com cara de episódio bom

Não tinha cara de final de temporada, tão pouco foi apenas mais um episódio na série. Foi uma história preenchida por bons momento.

Meus pensamentos agora estão no motivo para Pellant fazer isso tudo. Quem é o ajudante dele dentro do Jeffersonian? Por que ele quer separar B&B? Deixar Hodgins pobre foi apenas uma resposta por ele ter quase matado o vilão? Por que se esforçar tanto para matar Sweets? Não consigo entender, nem imaginar o que ele quer, de fato.

Mais um ano de Bones, sei que a estrada é longa, e que a linha de chegada já está próxima. Apesar do cansaço e do aparente descuido com a série, até da Fox que não se dá ao luxo de promover mais o seriado, nós continuamos.

Stephen Nathan resumiu o episódio como uma bomba certeira para ferir os fãs. “Não damos aos fãs simplesmente o que eles querem”, disse. Não concordo. Bones foi exatamente o que queríamos por muito tempo, e a torcida da maioria dos fãs da série para que B&B ficassem juntos valeu a pena. Eles têm uma filha, dividem o mesmo espaço, se amam incondicionalmente, talvez o mal de Bones seja por pecar nas coisas mais óbvias. É por ter coragem de não fazer da série um besteirol adolescente, ou uma grande história de amor, ou apenas um procedural, que a série é tão conflitante. Dá ódio, amor, tudo ao mesmo tempo. Assim como a vida, nada é perfeito, nem deveria ser.

“Eu tive medo, fui teimosa e apaixonada”. Acho que isso resume exatamente o que sinto por Bones, e gostaria de passar o resto da minha vida ao lado da série. Como sei que não é possível, assistirei até a última cena, quando Bones ficar no passado. Mas agora, só penso no futuro, na nona temporada e na felicidade desses dois.

Até setembro!

Grey’s Anatomy – She’s Killing Me e Sleeping Monster

Data/Hora 02/05/2013, 17:37. Autor
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Grey’s Anatomy voltou ao ar na semana passada, após mais um angustiante hiato. E em alto estilo. Estou BEM empolgada com essa nona temporada do seriado. Espero que os três episódios restantes sejam a cereja no bolo e não prejudiquem o brilhantismo das tramas atuais. Vocês sabem, em se tratando de Season Finale e de Shonda Rhimes, sempre há o que temer.

No início de abril, o ótimo She’s Killing Me introduziu a trama que foi concluída em Sleeping Monster.

Mas antes de falar dessa trama, preciso falar sobre Mer e o Alzheimer. Sim, ela testou positivo e tem GRANDES CHANCES de desenvolver a doença. Achei que me acabaria chorando com tal revelação, mas isso não aconteceu. Gostei da “leveza” com a qual o tema foi tratado. Gostei de ver Meredith aparentemente tranquila, conversando com Derek sobre o que fazer com Zola e o feto caso algo acontecesse com eles. Afinal, Lexie não mais poderia ser a responsável pela prole dos dois. Gostei das reações do Derek, que ficou bastante assustado, tentou protelar a conversa sobre as questões legais envolvendo as crianças, mas acabou conseguindo apoiar Mer de uma forma bem simples: dizendo que quando ela estivesse doente, ele estaria barrigudo, viciado em drogas e careca! (McDreamy sem o cabelo que seduz não vale!). Fiquei chateadinha com as reações de Yang, mas todos sabemos, há muito tempo, que Yang quer ser a tia legal, e não a mãe que abre mão de horas de cirurgia. Se ela aceitasse tal encargo, não seria a Yang.

Eu simplesmente AMEI a história dos médicos Sírios. Foi muito legal ver o tema sobre atendimentos médicos em zonas de guerra abordado no seriado. E fiquei bastante impressionada com a precariedade das condições de atendimento. Foi bacana que a série mostrou que com genialidade e boa vontade, mais vidas poderão ser salvas, graças a médicos que dedicam – e arriscam – suas vidas ao desenvolvimento de novas técnicas.

O desenvolvimento da história da April me incomodou um pouco, é um mimimi sem fim. Mas finalmente a médica contou para Matthew que foi ao parque de diversões, e o rapaz não recebeu nada bem a notícia. Aí Kepner se desiludiu com a honestidade e resolveu “contrabandear” equipamentos para os médicos Sírios. A menina é muito vida louca, mesmo.

Dito isso, passo ao plot que conduziu os dois últimos episódios de GA: uma bactéria – disseminada por alguém do staff – acabou causando a morte de dois pacientes, e deixando um terceiro em condições precárias.

Logo Leah foi apontada como a culpada, em razão de estar presente nas cirurgias e doente (o que escondeu dos supervisores, para poder operar. Normal, em se tratando de GA).  Foi interessante ver como Bailey esculachou a interna. Todo mundo esperava a demissão sumária da menina quando aconteceu a reviravolta que nos conduziu à Sleeping Monster: apenas Bailey participou das três cirurgias. Então, a culpada seria ela.

E no episódio da quinta-feira passada, foi bem interessante ver o desenrolar da história. Sabemos, desde sempre, que Bailey tem uma relação bem próxima com seus pacientes. E sofre muito quando os perde. É claro que o sofrimento dela seria muito grande, pois além das perdas, teria que lidar com a culpa.

O CDC perambulando pelo hospital deixou o tom do episódio mais tenso, assim como as divergências entre os diretores. Jackson queria transparência, os demais queriam proteger o hospital e, especialmente, Miranda. Outra coisa que sabíamos: Avery seria minoria, e sua vida na direção, por melhor que fosse o desempenho, não seria fácil.

Mas não desaprovo o comportamento dele, não. Como os outros médicos diretores tem mais experiência, optaram por dar apoio à Bailey, blindando-a. Avery, inexperiente em situações como essa, resolveu pegar um caminho mais extremo. Sem maldade, sem vontade de sacanear Bailey. Pura e simplesmente por questão de convicção pessoal.

Os mais próximos de Bailey, em Grey’s, são Calzona, Mer e o Chief. Calzona deu seu jeito de proteger a amiga, através dos votos no conselho. Mer foi além, e tentou burlar as regras e informar Bailey acerca dos pacientes, tudo para acalmar o coração da amiga e mentora. E Chief… bom, Weber nos decepcionou.

O discurso da Bailey, no final do episódio, deixou bem claro que Weber deveria ter tido outra postura. Mais uma vez, ele pensou mais no hospital do que no componente humano da equação. O desabafo da Bailey foi super pertinente, porque ela passou a vida profissional toda livrando Richard de ciladas e limpando sua barra. E nem apoio dele recebeu, no momento que mais precisou.

Ok, concordo que Richard precisava manter a mente clara e assumir a situação. Mas ele poderia SIM ter tido mais tato com Miranda, ser mais amigo, mais companheiro. E acho que o maior sofrimento dela nem foi perder os 3 pacientes. Foi ter que encarar o “descaso” do seu mentor, seu grande amigo. É óbvio que essa questão trará reflexos nesse finalzinho de temporada. Estou ansiosa pra ver se o Chief vai conseguir salvar a amizade deles, e como fará isso.

No final das contas, Bailey não foi demitida. O CDC descobriu que furos microscópicos nas luvas adquiridas pela Pégasus (que só foi fundada pra zicar o hospital) foram os responsáveis pela propagação da infecção, já que a bactéria presente na Bailey não teria infectado os pacientes se não fosse isso. Respiramos todos aliviados. Miranda Bailey voltou ao centro dos holofotes.

Espero, de coração, que a trama dela receba um final digno, e que isso não signifique que ela saia do seriado. Grey’s precisa dela, e em sua melhor forma.

De resto, outras três histórias “movimentaram” o episódio.

A mimimizenta, abençoadamente, foi a melhor delas. Cansei de ver Avery dando suporte pra April, que só sabe fazer a louca. Graças a Deus Matthew voltou, espero que April se mantenha bem longe do parquinho de Jackson e essa história se encerre de uma vez por todas. Porque ninguém mais aguenta ver a ruiva toda chorosa após cada volta do carrossel.

Preciso comentar, também, que o comportamento do Owen me irrita. Ele tá pessoalizando demais a questão com o menino. Ok, pobre criança, ficou sem a mãe, tem uma vozinha bastante idosa e que não pode cuida-lo e o pai não acorda do coma. Mas ainda assim, eles são pacientes, como bem disse Cristina. Que é esperta o bastante pra perceber que ela e o ex-marido/atual peguete estão indo para um caminho sem volta. Sim, Owen vai acabar adotando o menino. E Cristina será apenas a tia legal que vai leva-lo para fazer tatuagem. Isso acabará, na minha opinião, colocando um ponto final em Crowen.

Por fim, preciso dizer que achei beeeeem lindinho Alex declarando seu amor pela Jo (que é uma idiota por ir morar com o idiota). Só espero que ele tenha coragem, logo, pra correr atrás da menina e meu ship virar um casal fofo. Ah, e adorei a cena da cama. Quantas vezes vimos Yang e Mer dividindo dramas e expectativas naquele local? Foi bem legal recordar esses momentos, embora com Alex substituindo Mer.

Hoje tem mais um episódio inédito, Do You Believe in Magic. E se ele seguir a linha dos anteriores, julgo que essa será uma grande noite.

Revolution – Home

Data/Hora 02/05/2013, 14:33. Autor
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Em Home, Miles e Monroe novamente têm seus passados cruzados. Depois que os rebeldes começam a atacar, junto com as forças da Geórgia, a Milícia Monroe sofre muitas perdas e Sebastian é obrigado a colocar em prática uma estratégia. A ideia é matar Miles – como se fosse simples. Monroe obriga o amigo de infância a se apresentar sozinho na cidade natal dos dois, do contrário a Milícia matará toda a comunidade do local.

A estratégia até não seria tão equivocada se o alvo não fosse Miles, que mesmo sozinho é capaz de acabar com um exército inteiro. Se não sozinho, pelo menos ele sempre tem pessoas que se importam com a sua causa e podem aparecer a qualquer momento. Aqui, lê-se Nora, Charlie e Jim Hudson (Malik Yoba), especialmente. A chegada de Miles na cidade foi muito fácil, dá dó de ver os coitados da Milícia Monroe. Não deveriam ter sido treinados por Miles? Pareceu que não. Não conseguiram nem manter Miles dentro do prédio em chamas e, além disso, ele conseguiu tirar de lá toda a população da comunidade. Virou herói local.

A situação de Monroe ficou ainda pior depois desse episódio. Além de não ter conseguido matar Miles, nunca mais será bem recebido na sua cidade natal e nem poderá visitar o túmulo de sua família sem um exército na retaguarda. Monroe ainda foi atingido por um disparo de Dixon (Joe Knezevich), descobriu que tem um filho solto por aí e Emma morreu antes que pudesse revelar onde a criança se encontra.

Monroe afirma que aquele Sebastian que Emma conheceu não existe mais. No entanto, a informação de que ele tem um filho mexeu muito com o general da Milícia e agora suas prioridades podem mudar. Quem também foi afetado pelos acontecimentos do episódio foi Miles, sua raiva de Monroe cresceu consideravelmente depois da morte de Emma. Quem o diga o capitão Dixon.

Todo esse triângulo amoroso adolescente foi um pouco chato demais, mas os atores que fizeram as versões jovens foram ainda pior. Revolution é a série que pior recruta atores para fazerem versões mais jovens dos personagens do seu elenco. No momento, não lembro de ninguém menos parecido com o Billy Burke que o jovem Miles, interpretado aqui por Casey Jon Deidrick. O jovem Sebastian Monroe (Patrick Johnson) até passa por primo do ator David Lyons, mas os dois atores que fizeram Miles e Emma jovens não chegariam a ser parentes de terceiro grau de Billy Burke e Annie Wersching.

Além de Monroe, quem se deu muito mal em Home foi Aaron. Depois de ficar anos pensando em reencontrar a esposa, ele achou Priscilla acompanhada do marido na Nação das Planícies. Aaron acabou descobrindo que o marido na realidade era um caçador de recompensas e assim ele acabou conseguindo salvar a esposa das garras de Steve. No entanto, quando tudo parecia feliz, Priscilla conta que tem uma filha de onze anos e precisa voltar para a família. Tragédia total. Bonito foi ver Rachel bancando a amiga compreensiva, mas com vergonha alheia.

Home foi um episódio que trouxe muitos elementos que serão trabalhados ainda ao longo da primeira temporada de Revolution. Além do filho desconhecido de Monroe, Tom Neville vai voltar à ativa. Dssa vez como homem de confiança da presidente da Geórgia, Tom vai a campo ao lado de Miles, e nem é preciso pensar muito para imaginar no que vai dar essa “parceria”.

A série apocalíptica da NBC começou a sua primeira temporada de forma duvidosa, mas desde a volta do seu hiato Revolution mostrou um ganho no trabalho de roteiro e crescimento de seus personagens. Não dá para imaginar que a série fique entre as melhores estreias do ano, mas além de escapar do cancelamento, Revolution conseguiu dar corpo para seu enredo.

Castle – Still

Data/Hora 02/05/2013, 09:22. Autor
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Diferente de qualquer coisa que já vi na televisão, atenciosamente planejado e com uma tremenda cara de último episódio de temporada, Still veio para quebrar qualquer parâmetro existente em Castle e para tentar solucionar a pergunta de quem se apaixonou por quem primeiro. Eu vi esse episódio no sábado e até hoje eu procuro uma palavra para descrevê-lo. Vou tentar achá-la com vocês nas 900 que eu ainda tenho pela frente.

Antes de tudo, eu já deixo por escrito que o Castle me conquistou novamente – e sim, foi rápido mesmo. Se eu, em algum momento, havia desejado que a Beckett tivesse dado continuidade ao quase beijo com Vaughn, esse momento agora não passa de um devaneio qualquer. Começando com o café da manhã na cama e com os corações formados que demoraram 6 minutos para serem feitos, que me fizeram suspirar de encanto. Até então, eu jurava que já tinha visto a minha cena caseira preferida, mas meu coração se rendeu ao sorriso da Beckett pela manhã e dos beijos trocados entre a questão de que a detetive teria se apaixonado por Castle desde a primeira vez que ela o viu. O que todos nós sabemos que é mentira, já que Beckett tinha sentimentos por ele desde que começou sua coleção com os livros dele. Mas isso é um segredinho nosso, ok?

Com os coletes escritos “writer” e “police”, que há muito tempo não davam o ar da graça, Castle e Beckett adentram o apartamento buscando evidências, como sempre. Até aí, tudo corria normalmente, mas meu coração já estava disparado porque eu sabia o que viria em seguida. Como em flashes (sugestivo, eu sei), todas os episódios com bombas passaram pela minha cabeça. Tick, Tick, Tick, Boom!, Countdown… Todos me lembrando que Marlowe adora por a vida de Beckett em perigo e em quão surpreendente pode ser o desfecho da história. Quando a bomba é armada por ela, parecia vir pela frente minutos e mais minutos de sofrimento. Mas a genialidade do episódio e a postura de Castle durante os 42 minutos roubaram todas as cenas – e qualquer apreensão.

Eu sinceramente acho que Still é um episódio bônus do aniversário da marca do centésimo ou a season finale que foi trocada de lugar. Porque nunca pensei em ver um episódio desse entre dois, digamos assim, mornos. Aliás, nunca tinha passado pela minha cabeça um roteiro igual a esse. Se alguém me contasse que ele foi feito por um fã, eu acreditaria sem pensar duas vezes. Para acalmar Beckett, Castle trouxe à tona, mais uma vez, a questão de que ela se apaixonou por ele desde o primeiro momento. Logo, outras inúmeras questões foram surgindo e havia milhares formas de serem respondidas, mas, como em forma de presente, elas vieram assim: em flashbacks.

Os olhares, as primeiras impressões, as indiretas do Castle, as ignoradas da Kate – toda uma história passando ali, diante dos meus olhos. Claro que no primeiro flash de “Richard Castle, você está preso…” meus olhos já estavam cheios de lágrima. Como segurar a emoção vendo isso tudo? Não deu. Fica até difícil dizer para vocês o que penso sobre a forma que o episódio foi conduzido e criado, porque me faltam palavras e metáforas que cheguem perto do que senti. A única coisa que sei é que Marlowe não dá um ponto sem nó. Nada se perde, nada surge do além, nenhuma história fica por estar. A cronologia é perfeita e o carinho com o telespectador também. É como se ele dissesse, a cada episódio, “Vem, entra, a casa é de vocês”. E eu, folgada que sou, já sentei no sofá e pedi um cafezinho.

Falando em sensibilidade, a postura do Castle não pode ser deixada de lado. Ele soube ficar lá, com ela, como ela sempre quis que ficassem, e como ele sempre ficou durante todos os anos. Escondendo o desespero e o medo atrás da carapuça de menino brincalhão, de escritor de mente fértil. Eu poderia dizer que esses momentos em que o Castle permanece com ela foram o auge do episódio. Isso se a Beckett não resolvesse abrir, enfim, seu coração.

Quanto tempo a gente não esperou por isso, certo? E elas foram ditas como deveriam ser; doces, suaves, verdadeiras, emocionadas. Como muitos, eu achava que já estava demorando um pouco além do que deveria, mas percebi que tudo era questão de tempo e de contexto. Acredito que a Beckett precisou sentir que a vida é efêmera, frágil demais, e que em um instante ela poderia morrer sem dizer ao Castle o que ele merecia ouvir. Foi o mesmo desespero, medo, o cara-a-cara com a morte que a fez bater na porta dele em Always, e que a levou, mais uma vez, a se expor de tal forma. Eu esperei por um bom tempo o “Rick, eu te amo”, e não poderia ter recebido de outra forma.

Depois do abalo causado pelas revelações, Castle volta (alguém chegou a duvidar de que ele voltaria?) e, em parceria com Beckett, eles conseguem iluminar o caminho para que Esposito e Ryan descobrissem a dica para desarmar a bomba. Eu estava sentindo falta da mente dos dois agindo em conjunto, fazendo com que um completasse a linha de raciocínio do outro. Mas como eu disse, nada se perde nessa série, nada mesmo. Nem a oportunidade de trazer para o fim do episódio a música do primeiro beijo entre os dois.

A essa altura, eu, inocentemente, achava que já tinha chorado o suficiente. Mas como todo coração shipper emocionado é pouco, todos o beijos foram relembrados ao som de Robert Duncan – é, aquele mesmo que, com um piano, se juntou aos trovões na noite em que Beckett bate na porta de Castle. Mas tirando os flashes e a música, a cena final, por si só, é lindíssima. A carinha da Kate, toda sem graça, e mais apaixonada do que nunca me deixou com um sorriso bobo de quem entende (e compartilha) o que se passa na cabeça menina-mulher dela. Sem falar na Gates que merece o troféu shipper do ano por saber, e apoiar, a relação dos dois. Pelo menos ela (ainda) não sabe o que os apertos de mão significam dentro do departamento. Ou sabe?

Sem tirar nem por, Still foi uma surpresa maravilhosa. Eu não poderia ser mais grata ao Andrew por tudo que vi e senti nessa quase uma hora. Acho que a inversão dos episódios calhou, e bastante, no final das contas. Se Still tivesse vindo antes de The Squab and the Quail, na semana seguinte o impacto causado já seria quase esquecido pelas mancadas do Castle.

Agora, nós podemos ir renovados para a reta final dessa quinta temporada. Como disse a Beckett, eles estão apenas começando, e é o que eu espero de base para o gancho do final desse ano com a sexta temporada. Enquanto a season finale não chega, eu espero vocês semana que vem, com a review do penúltimo episódio de Castle. Até lá!

PS1: Castle fazendo o sinal do puxão de orelha foi genial. Aliás, todas as caras e bocas, encharcadas com o ego dele, não podem passar despercebidas.

PS2: Sou super a favor de que sempre que Castle e Beckett tiverem alguma dúvida, eles ligarem para o Esposito. Pago até a conta do telefone, se necessário.

The Following – The Final Chapter

Data/Hora 01/05/2013, 22:52. Autor
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Edgar Allan Poe morreu no dia 7 de outubro de 1849, aos 40 anos, na cidade de Baltimore, Estado de Maryland. A causa da sua morte é desconhecida e já foi atribuída ao álcool, congestão cerebral, cólera, drogas, doenças do coração, raiva, suicídio, tuberculose, entre tantas outras. Joe Carroll baseou a história de seu novo livro na obra de Poe e, também muito jovem, acabou morto, também no Estado de Maryland.

Enquanto a causa da morte de Poe é um mistério, a morte de Carroll está sob suspeita. Apesar do teste da arcada dentária ter dado resultado compatível e The Following ser uma série imprevisível é difícil acreditar na morte do melhor personagem da série logo na primeira temporada.

Carroll pode estar morto ou ter sobrevivido e assim retornar na segunda temporada, em uma coisa meio Jason na sexta-feira 13. O fato é que The Final Chapter foi feito para agradar o público, e bem feito. Apesar da morte de Debra ter machucado alguns corações solitários, alguns que ainda se recuperavam da perda de Jacob, The Following ficou marcada por ser uma série com morte de personagens importantes e significativos. Agora, falta a audiência se acostumar com esse ritmo.

Essa característica deixa o seriado da Fox muito diferente da maioria das séries de televisão e torna a história mais surpreendente. Por esse motivo, a morte de Debra parece se encaixar perfeitamente no seriado. A história de enterrar uma pessoa viva não é nova, C.S.I. Las Vegas já fez um episódio ótimo com essa situação. Assinado por Quentin Tarantino, a season finale dupla da quinta temporada da série, Grave Danger, mostrou o resgate do C.S.I. Nick e foi ao ar em 2005. O diferencial em The Following foi exatamente o fato de que a vítima não sobreviveu.

A morte de Debra foi um dos melhores momentos do episódio, principalmente na parte em que ela se despede de todos e fala de Ryan e Mike. Um relacionamento que começou frio e cheio de desconfianças, culminou na cumplicidade que se viu naquele momento que envolveu os três personagens do FBI. Por esse motivo, a morte da agente foi muito sentida no episódio.

Uma reflexão sobre o resgate de Debra é necessário também. Eu, por exemplo, estou até agora tentando entender a demora do resto do time do FBI em chegar ao local onde a agente estava enterrada. Mike e Ryan chegaram antes de todo mundo, desenterraram ela, Ryan fugiu de Mike e o resto do povo ainda não tinha chegado no local. O FBI de The Following força a inteligência do público em muitos momentos, ou a polícia americana é mais falha do que aparenta.

Todo esse acontecimento da busca de Debra foi descrito previamente nas páginas do livro de Carroll, que foram encontradas por Ryan no caixão onde estava a agente. A única falha dos seguidores de Joe foi em relação à Mike. No roteiro, ele deveria ter sido morto por Alex quando o FBI chegou para vistoriar o carro abandonado. De resto, a precisão dos acontecimentos do plano de Carroll foi assustadora.

No que se refere aos momentos finais do livro, e do episódio, o trabalho psicológico que Ryan teve com Joe foi interessante. A própria Claire, no início de The Final Chapter, mexe com o ex-marido dizendo que sua história é muito previsível, e por isso ele sempre foi melhor professor do que escritor. Ryan também usa esse ponto fraco de Joe para mexer com o ego dele e transtorná-lo. Apesar de toda a tentativa de se controlar, Carroll já está muito fora de si para não se sentir afetado. Precisei rir quando ele disse a Claire que ela “não estava sendo uma boa companhia”, ela estava sendo “irritante” e “provocativa”.

Ryan acabou derrotando Carroll e, como herói, teve como prêmio levar a mocinha para casa. No entanto, o ataque de Molly foi óbvio. Acredito que se a série não tivesse mostrado a moça como seguidora de Carroll em nenhum episódio anterior, a surpresa seria mais interessante. No momento em que Ryan decidiu levar Claire para casa dele, mesmo com proteção policial, ficou evidente que Molly ia atacar. A dúvida ficou por conta de quem seria a vítima, Ryan ou Claire. Nesse ponto, The Final Chapter surpreendeu e Molly atacou o herói e a mocinha. O estrago feito pela moça só será sentido no retorno da série na sua segunda temporada, já confirmada pela Fox.

O final do livro de Joe acabou não passando nem perto do que ele planejava. Talvez Carroll tenha pecado pelo excesso de confiança. Podia ter deixado Emma ou outro seguidor maluco na retaguarda. No entanto – como Claire e Ryan não cansaram de enfatizar – Joe não é bom escritor, é previsível, e ninguém quer ler histórias previsíveis. A vitória de Ryan e a interferência no rumo da história do livro de Carroll, The Curse, fez com que, contra a sua vontade, Joe escrevesse um ótimo Final Chapter.

PS: Que acharam do novo visual da Emma?

Bates Motel – The Man in Number 9

Data/Hora 01/05/2013, 20:37. Autor
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The Man in Number 9 começou com uma atmosfera mais melancólica do que nunca, dado ao acontecimento trágico do final do episódio passado: a morte do delegado Shelby. Logo na primeira cena, em que a polícia chegava ao Bates Motel, fiquei comovida com o xerife Romero caminhando em direção ao corpo estirado no chão, ensanguentado, temendo que o cadáver se tratasse de seu amigo. Ele rolou o corpo horizontalmente e teve a certeza: embora estivesse deformado com um tiro no olho, aquele era, sim, o rosto bonito do Shelby.

Em seguida, um pouco surpreso, ele encarou a Norma e disse que precisava conversar com a família dela. Nós, enquanto espectadores, não tivemos acesso à versão do ocorrido contada por ela. Fato é que o xerife acreditou em tudo o que ela narrou e sugeriu uma nova versão dos acontecimentos, em que ele, policial honesto, havia liderado toda a operação contra o Shelby e era o salvador da pátria – mais uma vez, tivemos a demonstração de como as coisas funcionam em White Pine Bay.

A Norma e o Norman estavam extasiados, pareciam não acreditar no que ouviam. Pela primeira vez, desde que chegaram ali, teriam uma noite de paz, livres da suspeita de que foram eles que assassinaram o rústico Keith. Já o Dylan também estava estarrecido com o que escutava, mas era de indignação, vejam só:

Afinal, ele arriscou a vida pela própria família e, segundo a versão do xerife, ele teria tentado impedir que a polícia se aproximasse do Shelby. Piada, né?

Achei interessante e bastante promissora essa nova situação colocada, em que a Norma, agora, ficou nas mãos do xerife Romero. Algo me diz que coisas macabras podem sair dali. Também fiquei perplexa com a forma simplista com que o Romero lidou com toda a situação, incluindo a morte do colega de trabalho. Ele, conhecido pelo humor explosivo, manteve a calma, não questionou absolutamente nada que a Norma disse e parecia indiferente com o falecimento do amigo. Ou ele desconfiava do Shelby mesmo ou estava envolvido na escravidão sexual até o último fio de cabelo.

Com a confusão passada, ainda na sala, Norma abraçou o filho mais novo de forma efusiva, enquanto o Dylan, com o braço ferido, assistia à cena, como um “narrador-observador”, que não faz parte do enredo. Um filho carente. A Norma, por diversas vezes no episódio, até se esforçou em demonstrar algum afeto pelo primogênito. Mas os interesses dela nunca são apenas os de uma mãe preocupada com o filho. Ela é egoísta e quer apenas o bem estar dela e de seu filho Norman.

E o coraçãozinho, Norman?

Já a vida amorosa do jovem garoto ia de mal a pior. Primeiro, ele sonhou que estava tendo mais uma noite de amor com a Bradley, tudo retratado com uma realidade que fazia a gente se questionar – teria sido, a primeira vez deles, também um produto da criatividade do menino? Mais tarde, descobrimos que não. Norman foi atrás da garota e levou um fora. Ela agiu como uma menina tipicamente popular do colégio, que queria apenas sexo, aproveitar o momento. Eu não consegui sentir dó dele diante disso, tomei as dores da Emma.

A Emma, por sua vez, se ocupava em virar a BFF da Norma, que, estranhamente, estava tentando “arranjar” o filho para a menina. Ela também ficou indignada quando soube que o Norman estava interessado por outra e quando descobriu se tratar da Bradley (“uma locomotiva de energia sexual”, estou rindo até agora), ficou mais contrariada ainda. Não sei o que leva a Norma a torcer pela Emma. Pode ser pela doença, pela expectativa de vida da menina ser baixa. Ou ela pode estar sendo apenas a Norma mesmo; desequilibrada, aleatória e imprevisível.

Na cena em que o Dylan conheceu a Bradley, houve um clima especial ali. Nem preciso dizer que adorei. A relação do Norman e do Dylan, agora que começava a se tornar bonita e normal, como a de dois irmãos comuns, vai ganhar um motivo para ir ao inferno de novo? Tomara que sim.

De portas abertas

Pior que a vida amorosa do Norman, só os negócios no Bates Motel. Prestes a ser inaugurado, o hotel não tinha recebido ainda nenhuma reserva. A não ser “o homem do número 9”. Um cidadão esquisito, que, sem conversar com ninguém, tentou abrir a porta do nono quarto e se hospedar ali por conta própria. Depois, fez um pedido ainda mais inusitado: para que, uma vez por mês, tivesse todos os quartos do hotel reservados para ele. No maior estilo, “Coisas do trabalho, sem mais perguntas, por favor.” A Norma quis saber se era algo ilegal e ele apenas respondeu que não – como se ele fosse responder que “sim”, caso fosse. Com certeza, ele está ligado à obscuridade da cidade e já sabemos que ele será um personagem muito importante nos episódios restantes. Ele ainda não mostrou a que veio – sabemos que trabalha “com vendas”, vagamente. Só sei que a família Bates não está segura ali.

Mais amor, por favor

Precisando de afeto na história? O Norman encontrou uma simpática cachorrinha de rua, que, subitamente, ele até batizou de “Juno” – como a menina do filme. E morreu atropelada…

Tudo “9”

The Man in Number 9 foi, assim, um episódio nota 9. Não teve nenhum cliffhanger e, comparado com o que a série apresentou até agora, foi um pouco “parado”, sem nenhuma grande emoção ou cena de suspense. Mas era de se esperar. Com a morte do Shelby (um dos protagonistas, não dá para negar), uma nova era chegou à história e era preciso apresentar a nova situação. Tenho certeza que o episódio 10 será nota 11.

The Vampire Diaries – The Originals

Data/Hora 01/05/2013, 19:51. Autor
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The Originals, além de ser o vigésimo episódio da quarta temporada de The Vampire Diaries, tem o diferencial de ser o primeiro episódio de outra série: The Originals, o spin-off que terá como foco a primeira família de vampiros – representada por Klaus, Elijah e Rebekah – em New Orleans, um ambiente bem diferente de Mystic Falls, onde se passa The Vampire Diaries.

Por desta vez o episódio ser sobre a série derivada, não temos tantas doses de Elena e nem dos irmãos Damon e Stefan Salvatore, sendo que as aparições do trio resumem-se a apenas duas breves cenas. Tal ausência faz com que a série fique um pouco mais madura, sem os dramas de adolescente rebelde e revoltada da Elena ou as atitudes sem pensar da Bonnie. E isso foi bom para o episódio, justificando bem os momentos de festas vampirescas e atitudes sanguinárias presentes que distanciaram The Originals de ser classificado como uma história adolescente, pelo menos por enquanto.

No novo cenário Klaus vai procurar informações sobre uma bruxa que poderia estar tramando contra ele, mas encontra Marcel, um vampiro e velho conhecido que agora domina tudo e a todos no lugar. Até mesmo as bruxas, que em Mystic Falls enfrentam vampiros e oferecem perigo para os mesmos, em New Orleans estão dominadas por Marcel e seus seguidores.

Tudo estava muito interessante até aí, mas Elijah leva Klaus ao encontro de um grupo de bruxas que tramam uma maneira de derrotar a supremacia de Marcel, e com elas está Hayley. Então revelam que Hayley está grávida do Klaus, meu povo! Ele até se recusa a acreditar, é claro, porque mesmo pra ele isso soou bizarro, e então mandam que ele ouça o coração da criatura na barriga da lobinha, como se tudo já não estivesse absurdo o bastante.

Como todos sabem, a Hayley é lobisomem, o que significa que ela não é um ser morto como vampiros, e realmente pode engravidar. Mas Klaus é parte vampiro, o que significa que essa gravidez da moça é um absurdo. A única coisa boa que podemos tirar dessa situação foi a impagável cara de paisagem que Klaus fez ao receber os “parabéns ao papai” de Elijah e da turma de bruxas. O problema é que, o que era para ser uma cena séria e até um tanto dramática, virou uma completa piada, e é aí que eu comecei a ter minhas dúvidas sobre a qualidade do enredo, já que tudo indica que a paternidade de Klaus será um dos grandes destaques.

Enfim, demorou mas Klaus aceitou a novidade, já que quer tirar o reinado de Marcel e para isso, precisa ter um herdeiro e tudo mais. Entretanto, nem com Hayley esperando o filho dele, Klaus deixou de pensar em Caroline, e tratou de ligar para a vampirinha e convidá-la para uma passada na cidade. Será que teremos uma visita de Caroline à The Originals?  Porque cá entre nós, essa coisa de “Klaroline” ficou muito mal resolvida.

Por fim, Elijah volta à Mystic Falls, se despede da Katherine e praticamente destrói as esperanças de Rebekah em ter a cura. Elijah já foi mais cavalheiro, hein? Ao que tudo indica, agora ele está mesmo no “Team Klaus”. E para fechar o episódio, tivemos Stefan e Damon se trancando no porão com Elena para infernizarem a dita cuja e trazerem de volta a humanidade dela. Se bem que eu ainda não sei qual é a pior: Elena com sentimentos ou sem.

P. S. [1]: Só eu que tive a visão atormentadora da Bella grávida em Crepúsculo quando a Hayley disse que esperava um filho do Klaus? Ok, eu sei que a comparação é meio grotesca, mas sabe-se lá que criatura vai nascer aí. Fora que o nível de absurdo tá igual.

P. S. [2]: Apesar da Katherine não ser flor que se cheire às vezes, deu dó quando foi abandonada por Elijah. Ele a usou na maior cara de pau, que maldade.

P. S. [3]: Marcel tem seguidores na cidade inteira, e isso não dá para negar. Entretanto, se juntarem os três Originais e todas as bruxas revoltadas, o cara não tem chances. Realmente espero que mais para frente venha um vilão mais forte do que esse, porque Marcel realmente não convenceu.

Revolution – The Night the Lights Went Out in Georgia

Data/Hora 30/04/2013, 09:38. Autor
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O título desse episódio chega a ser irônico quando se trata de uma série em que a energia elétrica desapareceu há muito tempo atrás. The Night the Lights Went Out in Georgia, ou “A noite em que as luzes se apagaram na Georgia”, continua uma sequência muito boa de episódios de Revolution. Depois que o objetivo principal da série deixou de ser o resgate de Danny e passou a ser algo muito maior, como a destruição da Milícia Monroe, a vitória dos rebeldes e o restabelecimento dos Estados Unidos, a série ganhou um melhor desenvolvimento da sua história.

Miles, o nosso anti-herói, também entrou em uma fase conflitante, mas que estava sendo necessária já há muito tempo para o personagem. Quanto mais ele se envolve com os rebeldes e se engaja na destruição da Milícia Monroe, mais ele se depara com quem foi no passado, na época em que fazia parte da Milícia. Miles está sendo obrigado a enfrentar seus atos do passado, quando era uma pessoa muito diferente do que aparenta ser agora. No entanto, isso, cada vez mais, faz Miles acreditar que ele não é uma pessoa boa e não merece que os outros se importem com ele, porque ele sempre “machuca as pessoas”. Por isso Miles está tentando, e muito, não ser aquele General Matheson de anos atrás.

Também é bom lembrar que Charlie, na medida em que cresceu como pessoa e personagem, não é mais tão irritante como era no início da temporada. Pode-se dizer que ela precisou dessa passagem para mostrar amadurecimento, mas foi uma fase muito irritante da adolescente rebelde. Por outro lado, quem está um pouco apagada e ficando para trás é Nora, ainda mais agora que o clima entre Miles e Rachel esquentou. Não me surpreenderia se a personagem aparecesse com algo novo nos próximos episódios.

Falando em personagens, em The Night the Lights Went Out in Georgia conhecemos a Dra. Jane Warren (Kate Burton, que fez Ellis Grey, em Grey’s Anatomy e a Tia Marie, de Grimm). Jane é casada com Beth, que tem câncer avançado – sobrevive com a doença no seu 16º ano de um câncer no estágio quatro. É um milagre que permanece vivo, devido ao mesmo dispositivo que Rachel tirou do abdômen de Danny, depois que ele foi morto. No entanto, o que mantém o dispositivo funcionando são as “nanites”, equipamentos que Rachel pretende destruir para que todos voltem a ter acesso à energia.

Fugindo um pouco da história do episódio, é importante lembrar como, cada vez mais, casais homossexuais aparecem naturalmente no cinema e na televisão. Não como algo excêntrico, mas em situações comuns que normalmente são retratadas com casais heterossexuais. E para isso, Revolution mantém o alto nível de participações especiais, com Jane sendo representada por Kate Burton. Outro ponto interessante da personagem, foi a arma que carbonizou os soldados da Milícia Monroe. Aaron deve estar até agora com medo da Jane.

The Night the Lights Went Out in Georgia também mostrou como funciona uma outra organização, que não a Milícia Monroe, e foi interessante conhecer as diferenças de governos e administração de recursos. A história envolvendo Alec e Miles foi bem desenvolvida e culminou na morte do soldado da Milícia. A melhor parte foi ver Monroe irritado enquanto chamava Alec no rádio e não obtinha resposta, sinalizando que sua ação dera errado.

Revolution evoluiu muito e, junto com a série, os personagens se desenvolveram bem e talvez sejam os grandes responsáveis por episódios mais significativos e histórias mais relevantes. O que também deve elevar o nível da série são os novos acontecimentos. Depois da tentativa de atentado da Milícia Monroe, a Georgia vai revidar, com muito mais poder de fogo e sem energia. Para ampliar o poder de alcance, a presidente Kelly pediu a ajuda de Miles e vai inflar os rebeldes com mais 200 soldados e mil armas. Os próximos episódios de Revolution estão bem equipados para manterem a série em um bom nível. Mesmo que a falta de energia esteja deixando o mundo às escuras, a série da NBC tem tudo para brilhar no final da temporada.

Once Upon A Time – The Evil Queen

Data/Hora 29/04/2013, 17:37. Autor
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Sinto que já é uma fórmula de Once Upon A Time: sempre que vai chegando o fim da temporada os episódios sobem num nível surpreendente. Não está sendo diferente nessa temporada. Esse episódio tinha de tudo para ser incrível e – ainda bem – foi.

Regina descobriu sobre os feijões mágicos e sobre os planos de Snow e David de só leva-la para a floresta mágica caso ela for presa na cela de Rumplestilskin. Uma coisa que me incomodou, e muito, nesse episódio, foi a forma como estão colocando a Regina como um ser frágil, no início da série ela não era assim e não gosto dessa ideia de mulher fraca que tem o poder como ponto fraco. Para mim o único ponto fraco dela deveria ser o Henry e a sede de vingança contra Snow, já que esses eram os únicos que eram mostrados na primeira temporada. Penso que essa desconstrução vai acabar sendo usada para mostrar uma Regina heroína, como a Snow no fim dessa temporada – quem leu o nome do  último episódio e viu o que aconteceu com a plantação no fim desse pode imaginar o que deve ocorrer.

Regina tem um plano para voltar à terra mágica com Henry e eliminar todos para assim conseguir o amor do garoto. Como se isso fosse realmente acontecer. Sério que ela acredita nisso? É essas coisas que me deixam incomodado em OUAT. O plano dela seria apertar o “gatilho” da maldição e voltar no tempo, só há um porém, quando apertado esse gatilho toda Storybrooke será destruída, assim como quem mora nela. Depois de tantos episódios e de tanto drama, só agora é mencionado esse gatilho?

Quanto à história do conto de fadas, tivemos mais do mesmo, mas sempre que houver um mais do mesmo com a Lana Parrilla pode apostar que vai ser sensacional. A cada episódio vemos essa mulher dando um banho de atuação. Regina está incomodada com o apelido de Evil Queen, que está recebendo dos súditos, e para ela isso tudo é culpa da Snow White, que está espalhando rumores falsos sobre ela. Para que isso seja consertado, Regina acha que a garota deve ser morta. Voltamos ao ponto que me incomoda, mas aqui ainda consigo compreender a razão dela ser cega pelo poder. Regina aqui é a mais nova rainha, faz pouco tempo que tem o poder e a magia em mãos, é de se imaginar que esteja tudo bem se ela ficar cega por isso. Mas não venham tentar convencer que depois de 28 anos de maldição Regina não aprendeu com isso.

Com a ajuda de Rumple ela consegue mudar de forma e se passar por uma simples camponesa para conseguir matar Snow, o problema é que quando estiver na forma de súdita ela não poderá usar magia. Depois de transparecer louca, a rainha é salva por aquela que ela mais adoraria ver morta. A parte do conto de fadas poderia te sido excluída? Sim. Acrescentou algo à história? Não. E porque ela foi especial? Pelo simples fato de vermos o lado bondoso e gentil da rainha má, e logo depois ver o seu retorno para a perversidade. É sempre bom ver esses jogos de humor que a Lana faz tão bem.

No fim do episódio passado vimos que Hook está nas mãos dos humanos e é com a ajuda dele que os vilões esperam exterminar a magia do mundo e encontrar o pai do Greg. Pensei que nesse episódio finalmente teríamos respostas para as várias perguntas que cercam esses dois, mas não foi bem assim. Fico impressionado em como o Hook passa uma imagem de pirata sabichão, mas está sempre caindo na conversa mole dos outros. Foi assim com a Emma, com a Cora, com a Regina e agora com os humanos; talvez ele só tenha conversa de pescador. Uma grande salva de palmas em pé para a cena da luta dele com a Maleficent – o efeito ainda está tosco, mas foi muito bom ver um pouco de ação – eu não lembrava mais dela e acho que uma participação assim foi um bom acréscimo.

Na parte secundária da história tivemos a Emma desconfiando da Tamara como a tal “ela” que o August se referia. Após encontrar uma lista com nomes pessoais ligados a cada personagem dos contos de fadas, Emma decide ir em frente e investigar um pouco mais a vida da moça com a ajuda de Henry e da operação Cobra – bons tempos da operação Cobra -, agora com outro nome: operação Louva-Deus. Como não podia deixar de ser, temos mais uma desconstrução de personagem. Emma foi sempre vendida como a personagem esperta e que consegue sentir um cheiro de mentira há quilômetros de distância, mas, como foi possível ver, não consegue esconder nada de ninguém. Nem do Henry que é uma criança de 12 anos ela conseguiu esconder a história dos feijões. Já sabem, nunca contem nada para a Emma.

Pode parecer que não gostei do episódio, pois fiz mais críticas negativas do que positivas, mas as críticas foram mais à forma como os roteiristas estão esquecendo e negligenciando a caracterização de alguns personagens do que à história em si. Quanto ao roteiro e aos plots, a série continua indo bem e nos dando bons minutos de entretenimento, envolvimento, diversão e tudo aquilo que Once Upon A Time sempre deu. E parece que o próximo episódio vai ser assim também, grande emoções estão nos aguardando em Storybrooke.

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