The Vampire Diaries – Graduation

Data/Hora 24/05/2013, 23:31. Autor
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Quatro temporadas e esta season finale foi a pior de todas. Mesmo não tendo sido um episódio ruim comparado a tantos outros desta temporada que deixou a desejar, Graduation foi forçado e sem sentido.

Como o próprio título diz, tivemos a formatura de Elena, Stefan, Bonnie, Caroline e Matt. O primeiro desafio deles foi simplesmente chegarem à formatura: Bonnie por estar morta e não querer que ninguém descobrisse, Elena por querer ficar com Jeremy e Matt por estar preso a uma bomba, mas todos acabam conseguindo estar na cerimônia no grande momento. Ao mesmo tempo em que os personagens formandos estavam comemorando essa passagem, a festa era invadida pelos fantasmas de Mystic Falls, e graças a eles a festinha foi um pouco agitada.

Apesar dos personagens principais estarem num dia importante e tudo mais, os donos das melhores cenas foram os fantasmas, principalmente Lexi e Alaric, cada um cuidando de seu Salvatore preferido. E por esse motivo, de eles serem os mais interessantes, que é revoltante o fato de terem trazido somente Jeremy de volta. Já que estava morta, a Bonnie poderia ter muito bem trazido os outros dois. O feitiço agora não a mataria mesmo.

Embora tenha sido triste ver mais uma vez Lexi e Alaric indo embora, o fato mais sem sentido e revoltante do episódio foi sobre com quem ficaria a cura. Depois de Silas ter sido transformado em pedra, a cura vampiresca ficou sobrando no meio dessa história toda e poderia finalmente ser tomada por algum dos vampiros que desejavam a vida humana. A cura ficou saltando de mão em mão até que, sem nenhuma novidade nisso tudo, foi oferecida para Elena por Damon. A mocinha, depois de passar uma temporada inteira tendo crises de egoísmo, resolveu finalmente pensar no próximo por aquela ser a única cura e achar que Stefan mereceria toma-la. Ele recusou, devolveu e voltou o dilema de quem a mereceria.

Por falar em Stefan e Elena, o ex-casal teve uma conversa amigável, mas em seguida a garota foi correndo para os braços de Damon enquanto Stefan ficou se lamentando para a Lexi sobre Elena ser o amor de sua vida e que voltaria para ela na mesma hora se ela quisesse. Isso somado à declaração nada romântica de Elena para Damon, onde ela praticamente disse “você não vale nada e não presta mas, fazer o que, te amo” só provou que os dois irmãos continuam sendo babacas da mocinha.

Bem, apesar da declaração nada convencional, Elena escolheu Damon. E como se não bastasse, depois de ser largado, o Stefan ainda disse que estava feliz por Damon. Ah, me poupe! De qualquer maneira, mesmo que não tivesse aceitado e resolvesse lutar pela garota, não adiantaria muito, já que ganhou de Silas uma passagem só de ida para o fundo do rio enquanto o vilão assumia o lugar do Salvatore mais novo. Foi forçado? Foi. Estranho? Também, principalmente porque o papo de doppelganger já é algo manjado e repetido na série. Mas admito que será interessante ver o Silas “fantasiado” de Stefan e fazendo suas artimanhas enquanto ninguém percebe o que realmente está acontecendo.

Por fim, não posso deixar de mencionar a Katherine, nossa querida VampBitch que agora de “vamp” não tem mais nada. Ela realmente não estava em seu dia de sorte, e por saber disso deveria ter ficado longe de arranjar brigas e confusões. Mas, considerando que ela era uma vampira séculos mais velha do que a Elena e por isso muito mais forte, o que só se intensificou por Elena estar quase morrendo depois de tanto apanhar, foi difícil de aceitar a vitória da vampira Gilbert e ela ter feito Katherine engolir a cura.

Para a próxima temporada ficam os dilemas em relação à Silas que agora é Stefan e em como Katherine lidará com sua humanidade, ou se ela procurará quem a transforme em vampira novamente (Elijah, cadê você?). Caso a Kath continue humana, será que poderá haver uma inversão de papéis dela com a Elena? Outra coisa interessante é que agora não há mais uma bruxa no time Elena & Cia., o que pode dificultar algumas coisas na batalha contra Silas quando alguém se der conta do que está acontecendo, já que agora a cura foi usada e magia é a única opção. Bem, esses dois ganchos para a próxima temporada foram bons, mas apesar do estrago que os fantasmas causaram, faria da série algo melhor se o véu continuasse caído. Talvez Silas dê um jeito disso acontecer.

P. S. [1]: Depois de tudo o que o Klaus disse, não me conformo da Caroline ainda preferir o mala do Tyler. E por falar em Caroline, pelo que a Lexi falou para o Stefan no episódio passado, fiquei surpresa de não ter um momento do Salvatore com Caroline neste episódio. Mas agora ele está submerso, então não faz mais tanta diferença.

P. S. [2]: De todos os casais que surgiram, o mais fofo no último episódio foi Rebekah e Matt. Agora que ele resolveu viajar o mundo com a vampira, é um sinal de adeus (pelo menos temporário) dele da série?

P. S. [3]: Quero só ver o quanto vai durar essa escolha da Elena por Damon.

Modern Family – Goodnight, Gracie

Data/Hora 24/05/2013, 13:44. Autor
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Chegamos ao último episódio da quarta temporada de Modern Family. Essa, definitivamente, não foi a melhor temporada, mas o último episódio pode ser considerado um dos melhores da série. Não é fácil inserir um funeral em uma série de comédia, mas em Goodnight, Gracie houve um equilíbrio entre a comédia e o drama familiar. E foi isso que fez com o que episódio fechasse a temporada muito bem.

O pano de fundo, dessa vez, foi a viagem da família para a Flórida, para o funeral da mãe de Phil. O episódio teve mais arcos de histórias do que o que estamos acostumados a ver e acompanhamos os personagens em uma série de situações constrangedoras que ocorreram até a cerimônia do funeral.

Após a chegada da família na casa dos pais de Phil, vários núcleos se formaram. Começando por Mitchel e Gloria (e seu “look luto” bem peculiar). A moça tem um mandato de prisão na Florida por conspirar com sua colega de quarto para promover a prostituição. Para não ir sozinha para a corte, carrega Mitchel. E mais: ele vira seu advogado de defesa. Animado por estar fora do escritório ele viu na situação uma oportunidade de mostrar seu talento, já que após ter defendido uma senhora e ganhado a causa, Mitchel se sentiu confiante. Depois de muito suor e argumentos, Mitchel conseguiu livrar todas as pessoas que defendeu, inclusive Gloria, que teve sua defesa feita e a causa ganha em questão de segundos, porque nem a juíza aguentava mais Mitchel na corte.

Depois de todo esse sucesso na corte ele disse que quer abandonar o escritório para poder defender as pessoas. Será que veremos Mitchel em outro emprego na nova temporada?

Enquanto isso Jay está intrigado com a vizinha e jura que a conhece de algum lugar, mas não consegue lembrar de onde. Depois de ir conversar com a senhora e descobrir que ela era de Pensacola, ele lembra o porquê de a conhecer: ela foi a garota com quem ele teve sua primeira vez. Mas não foi tão fácil fazer Charlotte lembrar de Jay. Foi preciso de praticamente o episódio inteiro e várias dicas do homem para que ela lembrasse. O momento no qual ela pega a caixinha com várias recordações de seus amantes foi, no mínimo, constrangedor, já que em nenhum de seus palpites ela acertou qual dos presentes havia ganhado de Jay.

Cam, por sua vez, passou a tarde com um grupo de senhoras que conheceu por lá. Entre rodadas de mahjong e pausas para um suco, Cam causou intriga entre as companheiras de jogo: comentou que uma delas roubava no jogo e que a outra roubava os cookies. Tudo isso com a maior cara de pau do mundo, aquela que só Cam sabe fazer.

Claire e Phil estavam tentando cumprir o último desejo de Gracie: unir o pai de Phil com a vizinha Annie Fitzsimmons. Eles só não contavam que praticamente todas as vizinhas iriam atacar Frank com mimos e mais mimos para tentar conquistá-lo. Numa sequência de desencontros e com Claire o encorajando a fazer a coisa certa, Phil decide ir atrás de Annie. Dessa vez Ty Burrell se superou e fez um monólogo surpreendente!

Se o pano de fundo é o funeral de Gracie, obviamente o melhor arco da história seria sobre ela. A mulher deixou um presente e uma carta para cada um de seus netos: para Haley, uma jóia; para Luke, um relógio de bolso; e, para Alex, um isqueiro. A menina passou praticamente o dia todo pensando o motivo da avó ter lhe dado aquele objeto e, após uma dica do avô, ela descobriu que sua carta estava colada e dentro dela havia muitas outras palavras para explicar o motivo do presente.

E, finalmente, chegamos ao funeral. Como um tributo à sua avó, Alex acendeu com seu isqueiro alguns fogos de artifício e enquanto víamos os fogos no céu, a menina narrava a história do isqueiro que, um dia, pertenceu à Paul Newman e foi o responsável por fazer Gracie conhecer o amor de sua vida, já que foi Frankie quem a viu guardar o isqueiro esquecido e prometeu guardar segredo sobre isso. Nós nunca conhecemos Gracie, mas o episódio foi tão bonito que parece que ela era um dos nossos velhos personagens conhecidos da série.

*Só uma pequena observação: a família inteira viaja e a Lily, onde está?

Doctor Who – The Name of the Doctor

Data/Hora 22/05/2013, 13:08. Autor
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“Eu não sei quem eu sou. É como se eu estivesse sendo despedaçada em um milhão de partes e há só uma coisa que eu lembro: Eu tenho que salvar o Doutor.

Ele sempre está diferente, mas eu sempre sei que é ele. Algumas vezes eu penso que estou em todos os lugares ao mesmo tempo, correndo a cada segundo apenas para encontrá-lo, apenas para salvá-lo, mas ele nunca me ouve. Quase nunca. Eu voei para este mundo em uma folha. E ainda estou voando. Não acho que eu vá pousar algum dia.

Eu sou Clara Oswald. Eu sou a Garota Impossível. Eu nasci para salvar o Doutor.”

(minha tradução mequetrefe)

****

E assim começou The Name of the Doctor. O primeiro minuto do episódio já explodiu o meu raciocínio e eu virei geleinha pelos quarenta e tantos minutos restantes. Chorei, gritei (de nervoso, de emoção, de alegria, de raiva) e ri como uma louca o episódio inteiro. Esse final de temporada mexeu de tal forma comigo que não sei o que falar. O impacto foi absurdamente grande e faz três dias que tenho tentado traduzir em palavras a balbúrdia que está o meu pensamento. Sem muito sucesso, devo acrescentar.

Enfim, terminou o mistério de Clara Oswin Oswald. Não poderia ser mais simples, e por isso mesmo tão forte. Clara é realmente nada mais do que uma garota humana normal, e ainda assim, é aquela que aceitou morrer inúmeras vezes, em inúmeros corpos, sempre um eco dela mesma, para que o Doutor não fosse apagado da existência.

O Doutor influenciou muita gente, salvou e destruiu mais povos do que é possível contar, mas acho interessante que seus companions nunca estão ali à toa, sempre tem um papel determinante em sua vida.

Foi de um carinho sem tamanho de toda a produção de Doctor Who ao dar aos fãs a oportunidade de terem um vislumbre das demais regenerações do Doutor. Essa conexão que estão fazendo com as antigas temporadas torna a série mais homogênea e inevitavelmente desperta a curiosidade pelos episódios clássicos.

O difícil, pelo menos para mim, é conseguir entender exatamente como esta dispersão de Clara pela timeline do Doutor funciona. Ela viveu vidas completas, creio eu, algumas nascidas na Terra, outras em planetas diversos e até mesmo uma vez em Gallyfrey (uma Time Lady ou apenas uma gallifreyana que por acaso era técnica de TARDISes). Talvez tenha influenciado o Doutor em silêncio algumas vezes (várias vezes, provavelmente, caso contrário A Grande Inteligência teria vencido), houve ocasiões que sua influência foi mais palpável, como a que sugeriu que ele furtasse a TARDIS correta (a TARDIS que o queria com ela e o aceitaria em seu interior) e por duas vezes conseguiu que o próprio Doutor tomasse conhecimento de sua existência. O que inevitavelmente acabou levando ao seu encontro real com o Doutor e a acompanhá-lo em suas aventuras.

O que me tira o sono são duas coisas distintas:

1) Nas duas vezes que o Doutor a incluiu em sua vida, ela não lembrava quem era ele e qual era a sua missão. Por que nas demais vezes ela sabia exatamente para o que nascera independente de ter contato ou não com o Doutor?

2) Clara diz que tudo aquilo já aconteceu e ele lembrar-se dela por duas vezes é a prova disso. No passado do Doutor ela já corrigiu a devastação provocada pela Grande Inteligência, portanto Clara deve ser a pessoa a entrar na timeline do Doutor e corrigi-la. Sendo assim, por que o Doutor recorda das duas últimas vezes, mas não do dedinho de Clara em sua primeira aventura, furtando a TARDIS? A menos que a escolha da TARDIS tenha sido a última alteração feita tanto pela Grande Inteligência quanto por Clara, e por isso por todo esse tempo o Doutor não havia conhecido ainda a garota, mas agora já se lembre do seu primeiro encontro.

Outro ponto alto do episódio foi a despedida de River Song. Como eu gosto desta personagem e de sua interação com o Doutor! Não é todo mundo que entra na história do Doutor dando a própria vida para salvá-lo. E os dois já passaram por tanta coisa juntos. Centenas de anos se encontrando e reencontrando, brigando e se amando criando um vínculo que é muito difícil romper. A hora que ele reconhece a existência de River e confessa o quanto o faria sofrer falar com ela, quebrou o meu pobre coração. O Doutor precisa viver todos os dias sabendo que ele foi o responsável pela morte de River há mais de 300 anos, e por todo esse tempo ela esteve presa a um mundo virtual, simplesmente porque quando ele a ‘salvou’ não tinha a menor ideia da importância que ela teria para ele no futuro ou mesmo imaginou que River permaneceria naquele mundo virtual por tantos séculos.

Eu gostei da forma como trouxeram a River pós-biblioteca para a vida do Doutor. Não é como se a Biblioteca tivesse sido invalidada, muito pelo contrário. Ela esteve mais presente do que nunca e por isso foi tão mais dolorido. Juro que não entendo as pessoas que não gostam da Professor Song.

O beijo foi um toque especial. Apaixonado, sofrido, real. Mas a frase do Doutor logo após o beijo foi ainda melhor: “Since nobody else in this room can see you, God knows how that looked”. (minha tradução mequetrefe: “como ninguém mais nesta sala consegue ver você, sabe Deus o que isso pareceu”). Impossível não rir…especialmente porque era exatamente o que eu estava pensando naquele momento.

O que eu não consegui engolir muito bem foi o motivo da ida para Trenzalore. Tudo bem, eu entendi que Madame Vastra achou que seria necessário fazer a mesa redonda com as pessoas mais próximas ao Doutor para falar do suposto mistério que o prisioneiro avisou (por que ela chamou a River pós-biblioteca e não uma versão qualquer da River ainda viva!?), mas não podia fazer um chamado para o próprio Doutor e esperar ele dar as caras e avisá-lo? Teria impedido alguns problemas….Jenny não teria morrido (fico feliz dela ter sido revivida ao final, pois adoro a Jenny, mas seria ainda mais emocionante se ela tivesse morrido definitivamente) e ninguém seria levádo a Trenzalore como chamariz para o Doutor. E sem o Doutor aparecer no planeta, não teria Grande Inteligência interferindo com a timeline dele e por aí vai.

Mas como esse foi o plot que arrumaram para levar o Doutor e Cia para o planeta cemitério, não vou criar muito caso, mesmo porque os motivos para ele ir à Trenzalore no final das contas foram irrelevantes, o que importava mesmo era o que aconteceria lá.

Duas coisas na TARDIS morrendo em Trenzalore me deixaram levemente preocupada: o vidro rachado (que é justamente o que acontece quando o Doutor pousa no planeta…era de se imaginar que se a morte fosse muito tempo depois a TARDIS já tivesse se consertado, não?), e o interior (que é o atualmente usado pelo Doutor, não tem jeito). E agora, José!? Isso quer dizer que o Doutor vai morrer de vez nesta regeneração!? Ou eles simplesmente vão ignorar Trenzalore no futuro do Doutor? Ou ainda, puro erro de continuidade?

E por que ao morrer a tumba do Doutor guardava as cicatrizes das passagens do Doutor ao longo dos universos? Certo, ele disse que corpos eram ‘chatos’, mas a verdade é que em outras ocasiões ele teve um corpo ao morrer (como em Turn Left, por exemplo). A menos que, após morto há algum tempo, o corpo de um Senhor do Tempo se transforma em energia, marcando a timeline de cada um. É difícil seguir o que é oficial e o que é mutável na história de Doctor Who

E o grande final, aquele que tirou o sono de todo fã  ao redor do mundo: John Hurt. O Doutor diz que essa é a parte dele que fez coisas que ele não faria usando o nome de Doutor. As teorias já começam a pipocar.

1) Esta é uma versão entre o 8° e o 9°, que fez coisas horríveis na Guerra do Tempo e por isso o Doutor o apagou de sua existência. Eu acho que é a mais provável (“O que eu fiz, eu não tive escolha. Eu fiz em nome da paz e da sanidade”), mas também seria a opção que mais me desagradaria. Primeiro porque isso diminuiria o papel do Oitavo na Guerra do Tempo (e já tivemos tão pouco dele…deixem-no ao menos ser o responsável por acabar com a guerra), e depois porque isso invalidaria todas as vezes que o Doutor falou sobre o que fez, a destruição, a culpa… Tudo o que ele fez foi uma escolha consciente, ele o fez como Doutor.

2) John Hurt é uma versão anterior à primeira regeneração. Ele é o motivo pelo qual o Doutor abandonou o próprio nome e se tornou O Doutor. É a minha teoria preferida (embora o próprio Doutor diz que ‘esse é aquele que quebrou a promessa’, o que dá a entender que já fosse chamado de Doutor antes de cometer as atrocidades que cometeu).

3) É o Valeyard (a amálgama das regenerações anteriores, que aparece entre a Décima Segunda e a última regeneração….ainda não vi o episódio que o Valeyard aparece, por isso não posso falar muito sobre o assunto). Não gosto muito desta teoria também, mas ainda acho mais interessante que a teoria 01.

4) Bom, ele também pode ser The Storm ou The Beast (conforme mencionado pela Grande Inteligência), duas formas pela qual o Doutor é conhecido, mas como eu não sei lhufas sobre elas, não me atreverei a falar besteira por aqui. Se alguém tiver alguma contribuição a respeito, sinta-se à vontade para compartilhar.

E é isso…resta-nos esperar até dia 23 de novembro para o aniversário de 50 anos de Doctor Who, onde o mistério será revelado. Até lá, há tempo de sobra para fundir a cuca tentando descobrir quem é John Hurt no passado do Doutor (e ainda continuar surtando com a maravilha que foi The Name of the Doctor).

“I don’t know where I am. I just know I’m running.

Sometimes it’s like I lived a thousand lives in a thousand places.

I’m Born, I live, I die. And always there’s the Doctor.

Always I’m running to save the Doctor. Again, and again, and again.

And he hardly ever hears me. But I’ve always been there.

Right from the very beginning. Right from the day he started running.

I don’t know where I am. I don’t know where I’m going or where I’ve been.

I was born to save the Doctor, but the Doctor is safe now.

I’m the Impossible Girl and my story is done.”

Grimm – The Waking Dead

Data/Hora 22/05/2013, 00:12. Autor
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“Papa Ghede é um cara bonito com seu chapéu e casaco preto. Papa Ghede vai ao palácio! Deixarei que ele coma e beba quando ele voltar!”

Em 1968 o filme A Noite dos Mortos Vivos, de George Romero, marcou época e garantiu um espaço no coração de muitos fãs do gênero de terror.  O filme não foi o primeiro a trazer para as telas o apocalipse zumbi, mas foi o que mais difundiu a lenda dos mortos que voltam à vida com sede de sangue. Depois de Romero, a televisão e o cinema não deram muita folga aos mortos-vivos e a série The Walking Dead foi o grande estouro zumbi dos últimos anos.

Na carona do seriado da AMC, diversas outras séries se divertiram com roteiros com zumbis de diversos tipos diferentes. Grimm não poderia ficar de fora dessa, e é lógico que na série os zumbis estão ligados diretamente ao mundo wesen. The Waking Dead tratou da história de Papa Ghede. A lenda em torno desse nome diz que ele foi o primeiro homem que morreu e tem o controle do que acontece no mundo dos vivos e dos mortos. Papa Ghede é conhecido por ser um homem baixo, moreno, com uma cartola na cabeça, um charuto na boca e uma maçã na mão esquerda.

Na história do episódio, Hank e Nick vasculham os livros do trailer e acham a história de um wesen ligado ao vodu. Conhecido como Baron, a criatura já recebeu diversos nomes como Samedi, Cimitiere, LA Croix e Kriminel. Baron é líder da família Guede de Loa, uma das divindades vodu que aceita aqueles que morreram no reino dos mortos. Um antepassado de Nick se confrontou com o wesen, conhecido como Cracher-Mortel, e descobriu que a criatura tem um cuspe que induz a vítima para um transe como a morte.

Enquanto coisas muito estranhas continuam acontecendo em Portland, outras vão voltando ao normal. O casal Nick e Juliette, agora ambos com as memórias em dia e longe de encantamentos, voltaram a conquistar a minha simpatia. O plot da amnésia da moça se arrastou demais e o público esperou praticamente toda a segunda temporada para conhecer o desfecho do problema ocasionado pela hexenbiest Adalind. Durante este período, a personagem de Juliette ficou muito sem graça e isso também atrapalhou a química entre ela e Nick. No entanto, agora que Juliette tem conhecimento sobre o mundo wesen, as coisas parecem melhorar. Já foi muito divertido acompanhar Juliette conhecendo as verdadeiras feições de Rosalee, Bud e Monroe.

Um plot que está bem chatinho e não vem rendendo muita coisa é a gravidez negociada de Adalind. A moça pode ter sido uma hexenbiest, mas não é preciso ser um Grimm para perceber que ela não é muito esperta. Adalind se envolveu com duas mulheres muito perigosas e com os dois irmãos da realeza. Ela pode estar achando que vai fazer um bom negócio e conseguir seus poderes de volta, mas o plano dela não parece nada bom e nem próximo de dar certo. De qualquer forma o desenrolar dessa história não deve passar dessa temporada.

Com tantas coisas se afunilando em Grimm não podíamos estar mais próximos da Season Finale da série. O estranho wesen Cracher-Mortel está na cidade e já tratou de montar seu exército de zumbis. Toda essa organização não parece ser à toa, já que a família real também está em Portland. O irmão de Renard, Eric, chegou na cidade e, quem diria, é muito amigo do wesen fazedor de zumbis. Algo me diz que a Nick e sua equipe terão muito trabalho pela frente. Como diria Wo, “isso está ficando estranho demais, mesmo para Portland”.

Bates Motel – Midnight

Data/Hora 21/05/2013, 23:28. Autor
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Tudo o que é bom dura pouco. Esse velho ditado poderia, muito bem, ser o slogan de Bates Motel, série com ar vintage que estreou há alguns meses na TV americana e foi, em disparado, uma das melhores estreias do ano. As doses de psicose, romantismo e fortes emoções, no entanto, vieram moderadas – em apenas 10 episódios.

Ontem, foi ao ar o último capítulo da primeira temporada da série e a história manteve a qualidade da estreia. No entanto, por se tratar de Bates Motel, aquela história que, já no primeiro episódio, tinha cara de season finale, de tantos bons suspenses e cenas que faziam o coração disparar, esperava um pouco mais dessa final.

Para começar, a Norma foi pedir a ajuda do xerife Romero em relação ao homem que a chantageava pelos 150 mil dólares. Ele disse que iria resolver a situação e Norma não se conteve com a resposta sucinta que recebeu. Ela conseguiu uma arma com o Dylan, que a ensinou a usar o objeto. Parecia um cenário de caos. A história, no entanto, se resolveu de maneira bem simples. Romero, inexplicavelmente, detinha a mala com os dólares e foi ao encontro do “Albernathy” (ou seja lá o codinome que ele usava) e simplesmente forjou que iria entregá-la ao homem – e atirou quando ele abaixou para alcançar a maleta. Pior: depois, Romero ainda  jogou o dinheiro no mar (ou será que a mala estava vazia?). A Norma, que estava escondida no píer (chovia forte na cidade inteirinha, menos lá), observando tudo com o revólver em mira, pôde, então, ir para a casa sem sujar as mãos.

Eu pensei que teríamos cenas de tiroteio, perseguição, daquelas que fazem a gente quase atirar o computador longe, de tanto nervosismo. E tendo uma mulher desequilibrada como a Norma com uma arma, sinceramente, esperava um estrago maior. Foi tudo muito simples. Claro que os acontecimentos criaram um novo cenário instigante para a próxima temporada, o xerife Romero é mais poderoso e cheio de obscuridades do que aparentava no início da série. Ainda assim, podiam ter investido em mais lutas corporais, tiros e, quem sabe, sangue.

O Norman convidou a Emma para o baile, mas isso não foi significativo para a relação dois dois – nem sugeria que ele tivesse superado a Bradley. Pelo contrário, ele estava irritado com a proximidade entre ela e o irmão, Dylan. Para deixar o garoto ainda mais perturbado, a Norma contou a ele a origem daquela cicatriz na perna (que havia aparecido nos primeiros episódios). Não sei se ela fez isso de propósito, para estragar o encontro, ou simplesmente pela ameaça de morte que a afligia naquela noite. Talvez, os dois. O fato dela ter sido estuprada pelo irmão quando adolescente foi bastante forte e sombrio, mas, às vezes, acho que Bates Motel exagera na conotação sexual.

O sangue no episódio ficou por conta do próprio Norman que, tendo ido para a casa da professora fazer um curativo, assassinou a moça – que deixou a porta aberta enquanto se trocava, indignando o psicopata moralista que adormece dentro dele. Essa passagem me lembrou um pouco a morte clássica da Marion em Psicose. A professora, aliás, estava especialmente estranha nesse episódio e parecia mesmo querer seduzir o aluno. Não acho que a culpa recairá sobre o Norman quando a série retornar. Ninguém sabia que ele estava lá e ela estava claramente sendo chantageada por um ex-namorado, pela cena em que o Norman a ouviu falar no celular. Portanto, é o “homem do telefone” quem deve ser condenado pelo crime.

A morte da professora foi o cliffhanger dessa season finale, algo que achei bem fraco. Em episódios anteriores, Bates Motel teve cliffhangers mais interessantes, de deixar o cabelo em pé. Claro que o fato do Norman ter degolado a professora é importante, mas não foi a primeira vez que ele matou alguém – ele já havia assassinado o próprio pai. Então, não houve algo de verdadeiramente novo nisso. Para a season finale, Bates Motel poderia ter sido mais violenta, mais obscura e mais misteriosa! Tinha potencial.

A Vera Farmiga esteve incrível nesse último episódio e a cena em que ela narrou que era abusada pelo irmão aos 13 anos foi um show! O Freddie Highmore, apesar da pouca idade – embora tenha um currículo de fazer inveja a muito ator veterano -, não ficou para trás.

Bates Motel começou a temporada eletrizante e, depois da morte do Shelby, deu uma caída no quesito “fortes emoções”. Nada que fizesse a série descer de seu patamar de “brilhante”. Ainda assim, não sei se a morte do delegado foi uma decisão acertada.

Se houve um ponto certeiro na história eles foram dados no figurino da Norma! Quanto charme e classe! As cores eram sóbrias, porém vivas, e tinham um ar clássico, de décadas passadas, mas sempre com estampas ou tecidos modernos. Vera Farmiga estava mais linda do que nunca! A fotografia também foi um encanto à parte e, na penúltima cena exibida, quando Norma abraçou o filho mais novo para subirem as escadas rumo à casa principal, tivemos um planos mais aberto, em que era possível ver o motel, a casa grande ao fundo e placa indicando “Bates Motel”, com uma trilha sonora instrumental, dando ar de filme antigo. Muito lindo!

Estou ansiosa para a segunda temporada, que estreia só em 2014. Vou fazer reserva antecipada… Está com cara de lotação garantida!

p.s.: o que era aquela irmã do Keith? Que medo! Personagem de filme de terror mesmo.

Arrow – Sacrifice

Data/Hora 21/05/2013, 17:43. Autor
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Uma coisa era certa: alguém iria morrer nesse episódio.

Arrow finalmente chega ao fim de sua primeira temporada. A série teve uma trajetória satisfatória, no geral, conseguindo fechar seu primeiro ano com algumas pontas soltas para serem desenvolvidas na segunda temporada, enquanto tentaram até demais adicionar outros elementos que não deram tanto certo durante esse primeiro ano.

Verdade seja dita, o episódio final foi redondo, possuía um clima de encerramento, mas ao mesmo tempo também era avassalador, precipitado. Não foi, porém, imprevisível. Não havia dúvidas de que Malcolm não iria morrer, afinal o personagem já se provou como um ótimo antagonista na série. Da mesma forma, não foi choque nenhum assistir Tommy passar dessa para melhor.

Dramaticamente falando, a escolha foi perfeita. Isso dará insumo para que Ollie fique com medo de continuar um relacionamento com Laurel e também deixará mais difícil para o Arqueiro contar seu segredo para algum membro de sua família ou até para Laurel, pois como ele próprio viu, aqueles próximos dele não terão um futuro muito longo.

Porém, a escolha foi previsível. Poderiam muito bem terem matado outro personagem, considerando que Tommy ficou quase a temporada inteira sem plot interessante. Além disso, se ele tivesse sobrevivido e Malcolm continuasse morto, a carga dramática aumentaria bastante na próxima temporada, uma vez que ele se rebelaria contra o melhor amigo de todas as maneiras possíveis, e como sugerido no próprio episódio quando Malcolm mostra para o filho o quarto secreto do Arqueiro Negro, Tommy poderia seguir os passos de seu pai e se transformar no novo Arqueiro Negro. É claro que ela ainda precisa fazer muita musculação para conseguir algo do tipo, mas ainda assim, seria um bom plot.

A surpresa foi ver Mama Queen contando tudo o que estaria para acontecer para todo mundo que queria ouvir. Geralmente, os vilões não avisam sobre seus planos malignos, mas Moira quis inovar. Foi uma ponta solta no final do episódio, mas talvez Moira quis ir para cadeia para não ter que lidar com Malcolm tão cedo.

Infelizmente, Malcolm está morto e isso põe fim ao que considero um dos melhores antagonistas da série. Na verdade, ele não chegou a fazer tanto estrago antes do grande plano, já que foi completamente esquecido pelos roteiristas por um tempo. Porém, ele trazia algo novo que a série precisava e traria grandes conflitos para todos. Felizmente, ele saiu em estilo, com ótimas cenas de luta, principalmente aquela travada no quarto secreto entre Diggle, Ollie e Malcolm.

Os flashbacks da ilha de Lost também chegaram à um clímax e à uma resolução, mesmo que a última tenha sido completamente apressada. Ou seja, passamos vinte e dois episódios descobrindo várias histórias na ilha, para que tudo seja resolvido como uma explosão e mísseis que para modificar a rota era só tirar e colocar de novo um cartão de memória? Os flashbacks da ilha foram completamente insatisfatórios.

Algo importante para ser ressaltado é o tanto que esse episódio pareceu com Batman Begins. Ao longo de sua primeira temporada, a série estabeleceu-se firmemente como uma espécie de sucessor do Batman. O show pisou em terreno conhecido por vinte e três episódios e o plano de Malcolm para destruir aqueles que ele considera que não merecem redenção ecoa como Batman Begins em vários momentos. O episódio final da temporada continua com essa tendência enquanto o dispositivo é desativado, destruindo partes significativas da área mais pobre da cidade com a maioria dos nossos heróis ocupados com uma grande luta.

A única coisa que realmente não foi bem desenvolvida (e não foi só nesse episódio) se chama Roy. Aliás, é o relacionamento dele com Thea que ainda não achou um bom tom. A participação dos dois no episódio pareceu bastante descontextualizada, sem contar que não tiveram bastante tempo em tela. Além disso, não conseguiram fechar o arco dos dois, mas é claro que Thea não foi embora, deixando Roy para trás para cuidar de um acidente de ônibus.

Parecia que Detetive Lance seria o premiado da morte no episódio, mas até Laurel também tinha grandes chances para participar do acontecimento, já que decidiu trabalhar bem na hora do terremoto. Os momentos ‘finais’ de Lance foram cheio de emoções, mesmo que tenham tentado humanizar bastante o personagem depois de terem o caracterizado como um dos malvados da série, considerando que tudo que ele fez até agora não conseguiu agradar nem a própria filha.

Entretanto, a série conseguiu se despedir com alguns arcos já definidos para a segunda temporada, enquanto tenta ao máximo se consolidar como uma série dramática. Nos vemos de volta em setembro ou outubro com a segunda temporada de Arrow, sendo um dos dramas mais bem produzidos dessa última (horrorosa) temporada.

Game of Thrones – The Bear and the Maiden Fair e Second Seconds

Data/Hora 21/05/2013, 10:58. Autor
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O sétimo episódio de Game of Thrones trouxe novamente as histórias de Snow e Daenerys como destaque. A primeira, mais confiante do que nunca após a conquista de seu tão desejado exército, chega a Yunkai, uma cidade que assim como Astapor, é regida pela escravidão. Mais uma causa nobre pra engrandecer a personagem, não é mesmo? Em um estalar de dedos Daenerys já tem um novo objetivo: libertar duzentos mil escravos. Não há dúvidas que a causa dela é nobre, mas como Jorah lhe alerta, este é um passo que não irá leva-lá para mais perto do trono de ferro.

Depois de escalar a muralha o apaixonado Jon Snow aguarda o sinal de Mance para atacar a patrulha da noite no castelo negro. É quase digno de pena ver que ele, mesmo sem esperanças, continua a empreitada única e exclusivamente por Ygritte. Mais uma vez as mulheres comandam Game of Thrones, seja por sedução ou por amor, em cada conflito há um dedo de alguma mulher nessa série (a arte imitando a realidade)…

Depois de ignorar a vontade de seus dois filhos chega a vez de Tywin lidar com o Rei Joffrey, e a imagem acima deixa claro que os sete reinos não estão sob comando do usuário da coroa. Tratando Joffrey como criança – que é o que ele realmente é -, Tywin ignora os pedidos do Rei e demonstra com tal ação que se alguma medida for tomada de forma correta em Porto Real, ele será o responsável, e não Joffrey. É interessante notar no diálogo entre os dois que até mesmo o alienado do Joffrey já tem conhecimento dos atos de Daenerys e seus dragões, ainda que sejam contados como boatos sem fundamentos.

Jeyne revela a Robb que está grávida, talvez agora o Rei do Norte tenha um pouco mais de juízo na cabeça para não perder metade do seu exército cortando a cabeça de um aliado. Lutar contra o Rei de Westeros é difícil, e Robb está conseguindo deixar as coisas ainda piores.

Mas quem realmente roubou a cena foi o primogênito de Tywin, afinal de contas não há nada igual uma mocinha em perigo e um bom ato heroico para redimir de vez um vilão, não é mesmo? Desde a temporada passada Jaime Lannister teve iniciado o seu processo de “deslannificação”, mas somente após conhecer Brienne o Regicida realmente teve uma mudança significativa (o que o “amor” não faz com um homem, não?). Mesmo após ter sua viagem garantida por Bolton até Porto Real e para junto de seu pai, Jaime sofre uma crise de consciência e em defesa de sua “donzela” volta atrás e enfrenta sem hesitar, e mesmo que desarmado e com sua mão cortada, um urso. Agora os dois partem em direção a Porto Real, juntos (um pequeno desejo seria  ver a reação da Cersei com a chegada acompanhada do Jaime…)

The Bear and the Maiden Fair confirma o que antes ainda poderia ser discutido: Jaime Lannister é, sim, um dos principais personagens da temporada. Ao lado de Daenerys, o ex-regicida tem até mais destaque que Jon Snow, e seu personagem ganha ares cada vez mais intensos de anti-herói.

Intrigas, mortes, nudez e, de brinde um anão bêbado no seu casamento, esse foi o oitavo episódio do terceiro ano de Game of Thrones.

Depois de serem o centro das atenções nos últimos tempos, Jaime e Brienne ficam de fora de um episódio cheio de definições importantes para o andar da carruagem nesta reta final de temporada.

Aria parece que finalmente conseguiu achar uma rota segura para o encontro de sua mãe e seu irmão. Mesmo que a companhia seja de um Clegane, a menina está sob a vista atenciosa, afinal, vale muito dinheiro para o ex-cão de Joffrey.

Melisandre é uma daquelas mulheres que sabe como atrair um homem, que sabe usar as artimanhas necessárias para ter a vítima na sua mão. A inocência do bastardo de Robert é tão grande que ele cai facilmente no conto da feiticeira. Ela o seduz, e de maneira extremamente fria, consegue extrair o sangue real para seu ritual. Na presença de Davos, libertado por Stannis, ela realiza o ritual queimando as sanguessugas usadas para a extração do sangue.

Já que Stannis era o centro das atenções, talvez, tenha ficado faltando umas cenas com sua esposa e filha. Elas apareceram no seriado e, assim como vieram, sumiram da série.

A cidade de Yunkai, após a ameaça de ser invadida pelo exército de imaculados de Daenerys, contrata guerreiros mercenários conhecidos como Segundos Filhos. Ameaçada, ela se vê obrigada a negociar a situação com os capitães dos mercenários, e em uma reunião não muito proveitosa com o que parecia ser o capitão do exército inimigo Daenerys os propõe tudo o que um mercenário procura: dinheiro e poder. No entanto, ela oferece algo que ainda não possui, o que os faz ficar em dúvida. Após eles decidirem matar a Mãe dos Dragões, um deles se rebela, mata seus companheiros com a justificativa de que a “beleza dela não era valorizada pelos outros” e quase sem querer, Daenerys não somente se livra das defesas de Yunkai como também aumenta ainda mais seu exército.

Daario Naharis, o mercenário encantado por Daenerys, tem cabelo longo e é grande guerreiro. Acho que já vimos esse filme acontecendo com ela anteriormente, não?

Um brinde a esse personagem! Um brinde a essa interpretação! Não é segredo que Tyrion é um dos personagens mais queridos da série, desde quando a ovelha negra dos Lannister urinou na Muralha passando pela batalha em Blackwater e pelo tapa que todas as pessoas que assistem Game of Thrones gostariam de ter dado em Joffrey, a personalidade do anão conquistou muita gente.

Mesmo obrigado pelo pai a casar-se com Sansa, Tyrion deixa toda sua insatisfação com o fardo que lhe foi dado no vinho de seu casamento. E de ironias naturais na conversa com seu pai, até desacatos ao Rei, o rapaz não perdeu nenhuma chance. Porém, quando chegou a hora de consumar seu casamento, não foi o álcool que falou mais alto, nem mesmo a obrigação que lhe foi dada, mas sim seu sentimento por Shae.

No fim do episódio temos a virada de Tarly de um completo covarde para um verdadeiro membro da Patrulha da Noite. Para proteger sua vigiada e o bebê ele encara não somente a aberração fisíca, mas também a mental, que tanto o atrapalhou em eventos anteriores. Em um ato de imensa bravura ele consegue matar o Outro com a ajuda de uma adaga especial encontrada por ele.

A série caminha para um ápice neste fim de temporada, resta sabermos se todos vão ter o devido espaço que merecem. Ainda há dois casamentos, o ataque dos selvagens, e muitas questões para serem respondidas. A certeza é de que a qualidade da produção não decaiu em nada, então temos tudo para acreditar que o final desta temporada vai ser incrível!

Até o próximo episódio.

Revolution – The Longest Day

Data/Hora 21/05/2013, 10:44. Autor
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Quando Miles mudou? A cada episódio que passa, Revolution faz o espectador levantar esse questionamento. O que fez Miles largar a Milícia Monroe? Que o melhor amigo dele pirou na batatinha e queria matar todo mundo nós já sabemos, mas Miles pareceu, pelo menos por um tempo, ser tão malvado quanto Monroe. No entanto, de uma hora para outra, ele resolve deixar de ser o “açougueiro de Baltimore”, abandonar a Milícia e se esconder atrás de um balcão de um bar.

Miles mudou, e muito. O fato, em específico, que o fez mudar e abandonar a Milícia ainda não foi revelado, mas Miles segue mudando. Miles muda a cada dia que seu amor por Charlie faz ele ser mais humano e abdicar de qualquer segurança para salvá-la. Soubemos em The Longest Day que o relacionamento mal resolvido entre Miles e Rachel vem desde antes de Ben, e é mesmo possível que no final das contas Charlie seja filha de Miles, e ele até já saiba disso. Seria um grande desenrolar para o seriado.

Miles acabou até contagiando Tom Neville, quem diria. O amor estava no ar em The Longest Day e Tom se juntou a Nora e Miles na procura por Charlie e Jason. Tom acabou dando a vida para salvar o filho e… continuou vivo. Neville não morre tão fácil em Revolution, vamos combinar. O amor também contagiou Jason e Charlie que estavam há tempos devendo um beijo ao público. Foi sem graça e sem emoção, mas a empacação do casal estava merecendo um desdobramento. A emoção ficou por conta de Tom, que derrubou quatro soldados da Milícia, mesmo carregando Jason e posicionado de costas para os inimigos. Baita cena.

Enquanto isso, no outro lado da história, Aaron e Rachel seguem com o dilema do “me abandona” e do “eu não vou te abandonar”. Como os dois não entraram em acordo, milagrosamente a dupla encontrou uma loja de equipamentos de informática, e mais milagrosamente ainda, Aaron conseguiu reprogramar aquela cápsula que estava no corpo de Danny. A cápsula assustadoramente “consertou” a perna de Rachel. Aí vamos combinar que a desgraça acompanha a vida de Aaron. Além de perder a mulher, ele descobre que está envolvido no esquema da falta de energia, ele e Rachel são capturados por um grupo de pessoas armadas, Aaron tenta ajudar a família, mas Rachel ataca um deles e ameaça ir embora deixando o gordinho do Google para trás. Ninguém merece, nem mesmo o azarado do Aaron.

Outro que anda cada vez pior de amigos é Monroe, mas como percebemos, ele é o problema e não seus amigos, ou a falta deles. Depois de sua obsessão por matar Miles, Monroe também adquiriu uma desconfiança por todos que o rodeiam. Por fim, acabou desconfiando de uma das poucas pessoas que ainda se importavam com ele, Jeremy Baker. Além de um personagem muito interessante, Revolution também perdeu a participação de um dos melhores atores da série, o sempre presente na sua televisão, e em praticamente qualquer seriado, Mark Pellegrino.

The Longest Day terminou e mudou mais um pouco os personagens. Miles mudou ainda mais depois do abraço apertado de Charlie e da dor de perder Nora. Monroe descobriu que Jeremy estava certo e talvez seja ele mesmo destinado a ficar sozinho. Aaron e Rachel mudaram também, mudaram até o sentimento de um para com o outro. Jason e Charlie se aproximaram. Tom mudou, e muito. Até fica envergonhado ao ver o filho beijando a menina por quem está apaixonado. Revolution vem dando razão ao seu nome e causando uma revolução, até mesmo dentro de seus personagens.

Chicago Fire – Let Her Go

Data/Hora 20/05/2013, 11:14. Autor
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Essa reta final de Chicago Fire está a cada episódio mais eletrizante! Let Her Go foi bom em vários aspectos: equilibrou o drama com a comédia, mostrou resgates e perseguições de tirar o fôlego e ainda apresentou parte do elenco do spin-off Chicago PD. 

O episódio já começou num frenesi de uma perseguição à um carro roubado que estaria ligado ao incêndio que matou Hallie no episódio anterior. A perseguição foi feita pelos policiais Nicole (Tania Raymonde) e Jim (Scott Eastwood) que conseguiram capturar os fugitivos mas infelizmente não eram eles os verdadeiros culpados, afinal, seria muito fácil ser policial se tudo se resolvesse às mil maravilhas. No Departamento de Inteligência estão Antonio Dawson, Hank Voigh e a Detetive Willhite (Melissa Sagemiller) ajudando o máximo que podem para que a tragédia seja resolvida. Nada mais justo do que a polícia participando do caso já que tinha ficado na claro que o incêndio havia sido criminoso.

E quem suspeitou de Voight sobre o incêndio (e aqui eu acho que foi praticamente todo mundo que vê a série) foi surpreendido já que parece mesmo que Voight é um daqueles policiais que trabalham infiltrados. Isso deixou um gancho enorme para o que pode vir em Chicago PD. Por ora então, acreditemos que ele é bonzinho já que foi ele quem matou o culpado pelo incêndio na clínica e ainda por cima salvou Casey das mãos do vilão.

Aliás, Casey dando uma de herói foi patético. Por alguns segundos eu torci para que o criminoso desse logo um tiro no bombeiro pra ele parar de ser mole! Casey e luto é uma coisa que não combinam também. Porque ele estava mais preocupado em dar uma de justiceiro do que sofrer a morte da “tão amada” Hallie. Ok, chorou, sofreu um pouco no episódio anterior mas passou muito rápido. Apenas.

Enquanto Casey se aventurava com os policias, muitas outas coisas aconteciam no batalhão. Começando pelo resgate eletrizante da garota no esgoto: esse foi um dos melhores resgates da série, daqueles que a gente fica torcendo pra vítima sair logo dali e sair com vida. Pois bem, ponto para os bombeiros e foi muito bem ver Boden em ação.

Mills – e seu amor eterno de um episódio – deu o fora em Dawson porque não aguentou a pressão da mentira da namorada e tal. Pensei que essa história fosse terminar nesse episódio mas só parte dela acabou e ainda não acabou direito já que Mills e Dawson podem voltar. Mas o que realmente importa agora é como vão finalizar a história de Mills com Boden.

Shay e Severide estão seguindo adiante com a ideia do filho e, depois de ficar alguns episódios adormecido, o assunto voltou e Shay está mais empolgada do que nunca. E Severide também e pelo menos agora está fazendo tudo certo. Enquanto isso no Molly’s a noite foi especial e dedicada à Hallie e a parte engraçada do episódio fica por conta de Otis e sua prima russa que vai trabalhar no bar por um período.

Chicago Fire acertou nessa semana e tem tudo pra fazer uma season finale excelente. Então, até semana que vem!

Modern Family – Games People Play

Data/Hora 19/05/2013, 22:35. Autor
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A série nos apresentou um episódio bem morno essa semana, mais um episódio fraco para os padrões Modern Family de qualidade. As muitas pausas que a temporada sofreu causou uma impressão de cansaço e a deixou com aquela sensação de estar sendo arrastada. Mas se levarmos em conta os altos e baixos dessa temporada, se esse foi um episódio fraco, a season finale tem tudo pra surpreender. Que seja perfeita como Modern Family deve ser.

Mas não é porque o episódio foi fraco que o talento dos atores ficam em segundo plano. Pelo contrário, são em alguns episódios como esse que nós conseguimos realmente perceber que, muito mais que um roteiro e direção ótimos, a série é feita de atores espetaculares! E como o episódio dessa semana foi divido nas três famílias, fica muito fácil de perceber todo o talento de todo o elenco da série.

Games People Play foi um episódio sobre competição.

Cam e Mitchel levaram Lily para uma competição de ginástica. Curiosamente, dessa vez, os pais da garota foram os responsáveis pelas situações hilárias e constrangedoras dessa parte da história. A começar por Cam fazendo o coque da pequena ginasta e usando o truque da Beyoncé para ver se o coque está firme. Garotas, aprendam! Esse truque é realmente necessário para que seu cabelo não solte durante um número de solo, por exemplo.

O espírito competitivo tomou conta de Mitchel que, ao ver Lily com um desempenho acima do esperado, começou até a desejar que as outras crianças caíssem para que a filha ganhasse. Enquanto isso, Cam fazia o coque das outras competidoras mas não fazia o truque da Beyoncé – de propósito – e o cabelo das pequenas ginastas acabavam por atrapalhar o desempenho das mesmas.  Mas, como bons adultos que são, ele e Cam perceberam sua atitudes e foram tratar de corrigir. O único problema é que eles foram corrigir logo quando Lily fez uma ótima ação: ajudou a coleguinha que tinha caído da trave. Como eles não viram a garota em seu momento exemplar, tudo o que eles falaram ficou fora do contexto e a partir de agora eles só podem assistir às competições da filha à distância.

 Phil descolou uma viagem com um ônibus super especial para a família Dunphy. Claire concordou com a ideia só para não ser, mais uma vez, a vilã da família, aquela que sempre estraga as ideias maravilhosas de Phil. Pois bem, Claire concordou só pra provar seu ponto de vista: Phil não aguentaria os filhos no mesmo lugar por muito tempo. De acordo com a esposa, os filhos são uns belos de uns capetinhas mas mesmo assim ela os ama. O problema é que tudo estava indo para o lado oposto do que Claire tinha pensado. Ao invés de brigarem os filhos estavam super harmoniosos e Phil estava no paraíso. E não foi por falta de Claire tentar colocar lenha na fogueira e começar uma briga entre os filhos.

As tentativas de Claire foram frustradas e quem diria que uma simples abelha fosse a faísca para acender a briga entre as crianças? Pois é, a partir daí uma sequência de confusões dignas de um daqueles filmes de comédia pastelões começou e Phil não aguentou a briga dos filhos e ficou bravo de verdade (coisa muita rara de se ver) a ponto de sair do ônibus e deixar o resto da família sozinho. O que ele não contava é que esse breve desabafo seria o responsável por fazer os filhos desabafarem, cada um sobre seu problema. Luke e seu problema com álgebra, Alex e seu problema com garotos e Haley que agora é líder de torcida e precisa ensaiar uma coreografia.

E quem melhor do que Phil no quesito dança? Na primeira temporada ele já mostrou todo seu gingado dançando as músicas do filme High School Musical. Agora, ele ajuda a filha Haley com a coreografia e ainda dá bronca em Alex e Luke porque eles estão atrapalhando o ensaio.

Jay e Gloria estavam ajudando Manny a encontrar a mochila que o garoto não sabia onde tinha deixado. As melhores passagens desse núcleo foram Gloria entrando nas casas sabe-se lá de que maneira e sem disparar o alarme, ela bisbilhotando a casa de Claire e Cam e ainda fingir que não tá fazendo nada disso e ela mostrando, mais uma vez, que é péssima em jogos de adivinhação. Jay por sua vez queria provar que é muito bom nesse tipo de competição e Manny me surpreendeu nesse episódio ao mostrar seu lado mentiroso. Ao esconder dos pais que haviam sido convidados para a noite de jogos e fora ele quem esquecera de entregar o convite.

Até a season finale! (:

Elementary – The Woman e Heroine

Data/Hora 19/05/2013, 18:04. Autor
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Para a season finale de Elementary, a CBS preferiu exibir os dois últimos episódios de uma vez só. Assim, juntos, os capítulos somavam uma hora e “vinte e poucos” minutos. A primeira coisa que pensei foi “Parece um episódio de Sherlock“. Foi tão bom quanto.

Elementary chegou ao final do primeiro ano bastante sólida e manteve a qualidade do começo ao fim. Embora tivesse uma temporada maior que a maioria das outras séries – com 24 episódios -, o programa não se arrastou por nenhum segundo. Claro que houve capítulos menos emocionantes, mas isso é normal em qualquer seriado. Elementary se manteve estável, o que foi legal.

A série estreou em outubro do ano passado repleta de controvérsias e relutâncias por parte de um público que aclamava a tradicional Sherlock, da BBC. A mídia, por sua vez, tentava colocar os protagonistas Benedict Cumberbatch e Jonny Lee Miller um contra o outro, na disputa de quem seria um Sherlock Holmes melhor. Foi incrível ver como, apesar do desgaste antes mesmo da estreia, que parecia condenar a nova atração ao fracasso, Elementary se manteve e, mais do que isso, se consagrou a melhor estreia (em índices de audiência) na TV americana.

Acredito que o motivo da série da CBS ter superado os obstáculos foi por ser totalmente diferente de Sherlock. Por alguns momentos, até diferente das próprias histórias de Arthur Conan Doyle. Assistindo aos episódios, a gente quase se esquece que ela se trata de uma adaptação para a TV de uma das obras literárias mais famosas do mundo. Ainda que a gente ouça o Capitão Gregson chamar pelo “Sherlock”, que, por sua vez, costumeiramente aos berros, anuncia a “Watson” – e aí mora uma esquisitice das mais gostosas -, é como se estivéssemos acompanhando as histórias de um personagem completamente novo. Como se fosse uma série procedural novíssima na TV – mas com a conhecida inteligência e o sotaque inglês da figura que a gente imagina dos livros.

Os episódios 23 e 24 de Elementary estavam com cara de telefilme. Pelo estilo da narrativa – mais poético e dramático -, pela preocupação com o fotografia – que estava especialmente bonita e charmosa -, pela presença de atuações marcantes – e aí, Natalie Dormer (Irene) não só roubou, como dominou todas as cenas.

O que mais gostei foi que, pela primeira vez, pudemos ir até a Londres, ter contato com o Sherlock Holmes antes do vício e o mais importante: saber como ele conheceu Irene. Eu até esperava que houvesse flashbacks, mas não contava que os produtores fossem ser tão generosos, que fossem nos deixar entrar tão profundamente na vida do detetive e conhecer os fatos com detalhes.

A química entre o Lee Miller e a Natalie Dormer foi bastante simpática, porque não era apenas uma relação em que duas pessoas se desejavam. Era uma admiração, uma obsessão, um jogo… Uma competição! E achei bastante interessante como isso foi explorado. O relacionamento do Sherlock com a Irene era algo aguardado pelos fãs e foi satisfatório acompanhar a história, que tinha intensidade e beleza. A Irene, uma “imitadora” profissional de quadros famosos, começou a pintar obras próprias depois que a vida ficou mais colorida, quando conheceu o detetive. Até a rede de esgoto de Londres ganhou encanto e virou ninho de amor dos dois. Tem como ficar mais poético?

Mas, se a primeira parte do episódio duplo serviu para mostrar esse amor, a segunda, no entanto, foi uma virada de jogo: Irene, na verdade, era Moriarty, o famoso nêmesis do detetive! O que se seguiu nessa segunda metade do capítulo foi uma sequência de frases elaboradas para causar efeito.

“Está dizendo que somos iguais?”, perguntou Holmes à Irene, tendando entender as motivações da moça. “Estou dizendo que sou melhor”, disparou ela. “Você olha para as pessoas e vê quebra-cabeças, eu vejo jogos”, continuou a vilã. “Você é um jogo que eu venço toda hora”, finalizou ela. Touché.

Confesso que, em vários momentos, cheguei a pensar que a Irene fosse cúmplice do Moriarty, mas até o bandido, que queria matar o Sherlock, se referir ao Moriarty como “ela”, sequer imaginei que ela própria seria a grande mente criminosa por trás do inferno que se transformou a vida do Holmes.

Quando a verdadeira identidade de Irene foi revelada, quando ela foi declarada “a” Moriarty – e, mais uma vez, a série da CBS trocou o gênero de um personagem famoso, bem como “a” Watson – fiquei receosa. Parecia bizarro, mas, no final das contas, achei que foi inteligente, uma boa sacada, que levou o Sherlock ao fundo do poço novamente – ou tinha tudo para levar. Ele só não foi, só não se rendeu às fraquezas, mais uma vez, por causa da relação com a Watson, que, sem ele perceber, já tinha se transformado até em maior do que aquela cultivada pela Irene.

A Natalie Dormer conduziu o episódio, foi a grande estrela e fez jus ao papel duplamente importante que ela desempenhava – afinal, Moriarty e Irene são duas das peças mais fundamentais da história do detetive, em Elementary, ou em qualquer outra obra inspirada em Sherlock Holmes. E, se em Sherlock, Andrew Scott tinha a difícil tarefa de roubar a cena de atores genias como Benedict Cumberbacth e Martin Freeman, aqui, Dormer lidava com atores tecnicamente mais modestos, mas, ainda assim, a atuação dela foi tão brilhante quanto a do Scott e ela interpretou uma Irene diferente em cada fase de sua personagem (a artista, pintora / a mulher com trauma pós-sequestro / vilã, Moriarty).

Fato é que, com a decisão de transformar Irene em, também, criminosa, os roteiristas acabam com a relação de amor entre ela e Sherlock (ainda que, mesmo de lados diferentes da história, eles sejam apaixonados um pelo outro). Mesmo assim, é uma ruptura, uma nova era que se inicia. Estaria, agora, o caminho livre para a Watson?

Minha cara Watson

A Watson, pela primeira vez, dava consultorias à polícia de Nova Iorque sem a ajuda do Sherlock e foi incrível na função – já no início do episódio, ela percebeu que uma das tintas no ateliê, então a cena do crime, se tratava de material raro. O acontecimento foi importante, porque, embora ela seja uma aprendiz do Sherlock, é bom poder ver que a personagem não é subestimada, não se transformou apenas em uma sombra do detetive, “um mascote”, como a Moriarty gostava de dizer.

O episódio também foi importante para a relação dela com o Sherlock, que foi marcada por momentos fofos. Primeiro, quando ela sugeriu deixar o sobradinho em que moram, com a chegada da Irene, e ele disse “Não, aqui é sua casa“. Depois, pela confiança que um tem no outro, desde ele não usar drogas por não querer desapontá-la até armar um plano sozinhos, sem que mais ninguém soubesse (a falsa overdose do Sherlock).

No final, ele até nomeou uma nova espécia de abelha inspirada no nome da Watson. Quer declaração maior? Tudo bem, pode ter sido uma demonstração de afeto meio esquista, mas é o Sherlock Holmes, né, gente? Foi doce como o mel.

Bom, vou me despedir dos leitores das reviews de Elementary por alguns meses, até a segunda temporada estrear no próximo semestre. A parada seguinte é Londres. Posso te convidar para o chá?!

Grey’s Anatomy – Perfect Storm

Data/Hora 18/05/2013, 21:11. Autor
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Uma season finale emocionante. Eletrizante. Tensa. Do princípio ao fim. Logo de cara, Derek e Cristina correndo, em câmera lenta, no escuro, enquanto Meredith explica o que seria uma tempestade perfeita e diz que nunca pensou que aconteceria com ela. Desde então eu visualizei, mentalmente, minha personagem favorita sangrando até a morte em cima de uma maca. E com o desenrolar dos acontecimentos, a tensão e o medo de perder personagens queridos só foi aumentando.

Peço desculpas antecipadamente pelo tamanho da review. Mas muita coisa aconteceu, muita coisa importante. E eu não fui forte o suficiente pra deixá-las de fora. Então, aproveitem o livro que virou essa review.

Vou começar falando sobre o que acabou: Crowen. Eu sei que em se tratando de Grey’s Anatomy, e especialmente de Yang e Owen, falar que houve um término é muito definitivo. Não sei como as coisas acontecerão na 10ª temporada. Mas vou arriscar: houve um final. E dois foram os fatores determinantes desse fim.

O primeiro deles é a vontade de Owen de ser pai. Confesso que fiquei surpresa com o desfecho do “caso Ethan”. Inicialmente eu não achava que Hunt adotaria o garoto, mas depois tudo pareceu conspirar para isso. O fato é que apesar de Paul ter sobrevivido e Ethan ter partido com o pai, a história toda fez com que ficasse MUITO claro que Owen nasceu para ser pai. E não ficou claro só para ele. Ficou claro para Yang também.

Na review passada comentei que estava admitindo a hipótese de Owen adotar e Yang continuar com ele, como a tia legal da criança. Pois bem, eu estava enganada. E aqui chegamos ao segundo fator determinante para o fim: Cristina se sente completa, plenamente feliz, operando. E a operação às cegas, na qual literalmente escutou o coração do paciente, fez com que ela tivesse certeza disso.

Munida da certeza de sua plena felicidade e atenta para a felicidade incompleta de Hunt, Yang tomou a melhor decisão possível: terminar o relacionamento. Ou melhor, constatar o fim de algo que já há muito tempo havia terminado. E tinha que ser ela a tomar essa decisão, aquela com o “coração gelado”, já que Hunt não conseguia abrir mão do seu amor por Cristina para partir em busca dos filhos. Foi dolorido, é claro. Mas creio que ambos ficarão bem. Yang, porque já é plenamente feliz (e sua recuperação certamente passará por muitas cirurgias complexas e arriscadas), e Owen porque encontrará sua felicidade (e sua recuperação certamente passará por fraldas, mamadeiras e futebol).

E se Crowen acabou, o mesmo pode se dizer sobre Calzona? Creio que não. Pelo menos não agora. Não definitivamente.

Vi gente reclamando sobre o fato da discussão final entre as duas ter sido sobre a perna. Mas achei muito coerente. Afinal, toda a temporada, para Arizona, foi sobre a perna. A cada episódio, mais sinais de que Robbins não havia superado a tragédia. Ela foi ríspida e irracional várias vezes. Com Karev, com Derek. E ela bateu sempre na mesma tecla: perna, perna, perna. Enfim, ficou bastante claro, durante a temporada, de que a loira sorridente de patins, mesmo com o passar do tempo, NÃO estava de volta. E Callie foi, o tempo todo o alvo principal do desconforto e da ira de Arizona. O diálogo do final do episódio nos deu pistas concretas porquê.

Torres foi uma das mais atingidas pela tragédia da finale da temporada passada, apesar de não estar no avião. Perdeu Mark e viu a mulher entrar numa espiral – quase – sem volta de amargura. E por essas perdas, acabou participando do grupo dos sobreviventes como se sobrevivente fosse. Tomou a frente, inclusive, várias vezes. Mas ela não estava lá. Não passou pelos horrores que os demais passaram. E Arizona se incomodou com a postura da esposa. Irracionalmente, é claro.

Outra coisa que ficou evidente é que Arizona sabe que age mal com Callie. A conduta dela pós-sexo com Lauren deixou isso claro. Por mais que o envolvimento com outra pessoa tenha feito ela se sentir bem novamente, rapidinho a realidade a chamou. E veio a culpa. Se ela não soubesse de todos os sacrifícios de Callie e os valorizasse, se ela não amasse a esposa, ainda, a culpa não teria se apresentado tão prontamente.

Mas ao lado da culpa, a amargura. O sentimento de traição. Afinal, Arizona confiou, e sentiu que foi traída. Pediu que a perna não fosse removida, e acordou sem ela. É ÓBVIO que a parte racional de Robbins sabe que foi para salvar sua vida. Mas a porção irracional, nessa finale, se sobrepôs.

Callie sente que perdeu a mulher. Porque, em definitivo, a Arizona que vimos nessa temporada não foi a Arizona que aprendemos a amar. Enquanto Yang, Mer e Derek se recompuseram, a loira apenas tocou a vida para a frente. E é necessário compreendermos que algumas pessoas levam um tempo maior para superar. Penso que Callie compreenderá isso. E em virtude dessa compreensão, Calzona sobreviva.

Sim, eu torço pra isso. É óbvio que eu fiquei com raiva de Robbins. Ela escolheu um caminho altamente reprovável. E apesar de enxergar lógica por trás das ações e palavras da Arizona, deu uma baita vontade de sentar a mão na cara dela e sair correndo abraçar e confortar Callie. Mas acho que elas superarão. Elas acharão uma forma de sair fortalecidas disso tudo. Quero dizer, se é que existe uma forma de se fortalecer depois de algo do tipo. Enfim, torço por Calzona, com todo meu coração.

Enquanto que algumas coisas caminham para o seu final, outras estão apenas começando. Jolex (é esse o nome do shipper?) é uma realidade, agora. Alex decidiu agir, e a conversa (ótima, diga-se de passagem) com Arizona no armário e após a atuação segura de Jo junto aos bebês foi determinante para isso. Fiquei muito feliz por Karev ter contado para Jo sobre seus sentimentos, FINALMENTE. E o sorriso de felicidade no rosto dela encontrou eco no meu. Acho que juntos os dois crescerão bastante. E quem sabe parem de, eventualmente, tentar arruinar tudo.

Começam uns, e recomeçam outros. Acho que April e Jackson recomeçarão. Toda a tensão envolvendo Jackson e a explosão do ônibus (QUE CENA TENSA! Impossível não pensar que Avery tinha ido pelos ares) evidenciou aquilo que já sabíamos: Kepner quer Avery (sim, é difícil parar de visitar o parque de diversões). Ela ama Avery, definitivamente. E resolveu dizer isso para ele, com todas as letras, apesar disso conflitar seriamente com o modo de vida que ela quer pra si. Matthew é seu par ideal (e Shonda não foi malvada ao ponto de matá-lo, afinal das contas), mas seu coração pulsa por Jackson. Então, só me resta torcer para que ele dê um motivo para que ela não case. Me rendo e admito: esses dois só conseguirão ser felizes juntos.

Felicidade que chegou para a família Grey-Shepherd. Depois de MUITA apreensão, é claro. Mas chegou. E torço com todas as forças do meu ser que para ficar. Bailey (que nasceu limpinho) é LINDO. E é filho de uma lutadora. Como não amar AINDA MAIS Meredith depois de tudo que vimos nessa season finale? Passou por uma cesárea no escuro. O bebê nasceu e não chorou. Depois de chorar, mal conseguia respirar sozinho. Mer teve um graaaaaaande sangramento interno. Mas ainda assim, deu as instruções para que Shane salvasse sua vida. Confesso: fiquei com o coração apertadinho quando as lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Meredith, ela anunciou que estaria inconsciente em poucos segundos e ainda ordenou que não fosse ressuscitada se ficasse mais de 9 minutos em parada. Sofri.

É claro que se analisarmos friamente, a protagonista de Grey’s Anatomy não morreria. Mas na hora meu irracional assumiu o controle, e fiquei pensando que Mer se reuniria à tantos outros personagens no além. A cena entre Derek e Yang me lembrou MUITO a entre Mark e Derek, no episódio que Mer luta contra a morte, após o afogamento. E meus olhos marejaram quando Cristina disse que ela não morreria pois é a “person” dela e do Derek. Quando Bailey veio conversar com eles, chorando, e acaba ficando muda, temi verdadeiramente que Shonda tivesse surtado de vez e matado Meredith. Mas, MAIS UMA VEZ, ela sobreviveu. E que só venham alegrias, agora. Por favor, Rhimes. Escute nosso clamor.

E devemos a salvação de Mer à Bailey. Que esteve impecável no episódio. O trauma dela era tão enorme que nem mesmo os inúmeros pacientes em risco fizeram ela voltar para a sala de operação. Mas saber que Mer estava em risco foi o estímulo necessário. Primeiro, ela surtou, perdeu o controle. Depois voltou a tomar as rédeas da situação e foi aquela cirurgiã badass a qual estamos acostumados. Abracei ela junto com Derek. E digo e repito: merecida a homenagem de Der e Meredith à Miranda. Homenagem que me lembrou de Tuck e de George. Deu saudade, mais uma vez.

E tudo isso fez com que Bailey tomasse a decisão de ir atrás de Weber. Ela se arrependeu de ter atacado o Chief (ela até teve bastante razão no que falou pra ele). Mas pode ser que ela não chegue a tempo de se desculpar.

E claro que a temporada acabaria com alguém lutando pela vida. O escolhido da vez foi justamente Weber, um dos poucos integrantes do time original de Grey’s. E a participação do Chief nesse episódio, inspirando Yang, livrando Bailey das cirurgias, mostrando seu carinho e consideração pelos pacientes e pelas famílias e seu cuidado com a “sua equipe”, foi linda. Bonita mesmo. Foi como uma compilação dos melhores momentos de Richard. Não sei se ele morrerá, ou viverá. Só em setembro descobriremos. Mais uma vez, é passar o hiato inteiro com o coração na mão, nos perguntando se nos despediremos de mais um personagem de Grey’s.

Encerro agora a última review dessa temporada. Uma temporada magnífica, que me fez voltar a amar Grey’s perdidamente. Só me resta esperar, então, pela próxima temporada, torcendo para que a qualidade da série seja mantida. E com um sincero desejo no coração: vida longa à Grey’s Anatomy.

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