Under the Dome – Speak of the Devil e Exigent Circumstances

Data/Hora 18/09/2013, 22:10. Autor
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O episódio começa com o grupo dos mãos na mini redoma conjecturando sobre as projeções no celeiro. Mas como estamos em Under the Dome, não podemos esperar muita coisa profunda, certo? Resolvem que a mini redoma confia na Julia e vão atrás da ruiva pra contar do clube secreto.

Julia continua deixando o assassino de seu marido morar em sua casa, sabe-se lá o porquê. Não aceito a resposta de que é simplesmente o Mike Vogel e não se expulsa o Mike Vogel da sua casa. A viúva atende a porta e dá de cara com Max, que lhe dá um tiro. Não lembro da última vez que alguma cena me chocou nessa série, mas conseguiram dessa vez.

Lá no clube da mini redoma, Junior decide que não vai mais participar de seja lá o que eles estão fazendo, porque tem a teoria de que eles vão acabar conseguindo derrubar a redoma e isso significa perder a Angie. Já aprendemos a não questionar, em UTD nem Junior, nem roteiristas, então OK. O garoto sai e com isso, ou por isso, começa uma tempestade que não deve ter custado muito pra galera dos efeitos especiais.

Jim está tentando fazer a cabeça de Linda contra Barbie, depois da delegada ter descoberto de seu envolvimento no caso propano. A gente não sabe se ela está caindo na lábia ou não, já que a atriz só sabe fazer uma mesma cara. Enquanto isso, Joe chega a casa de Julia a tempo de ajudar Barbie a coloca-la no carro e leva-la para o hospital, que descobrimos ser realmente bem inútil. Lá, o loiro faz uma gambiarra com canetas e álcool e salva a vida de Julia, o que faz Joe acreditar que ele é o tal monarca da profecia da mini redoma.

Dodee consegue fazer seus gadgets funcionarem de novo. A engenheira consegue ouvir no rádio algo sobre como Barbie é importante para os militares. Então ele tem algo a ver com a redoma ou simplesmente estão procurando o cara por ele ser um ex-militar?

Angie conclui que a tempestade que está destruindo a cidade é culpa de Junior, que deixou o grupo. Ao convencê-lo a voltar, o tempo fica calmo de novo. Ainda bem que a tempestade não foi a aventura da semana, mas somente a aventura de dois blocos da série, porque tem mais coisas importantes acontecendo em Chester’s Mill. Por exemplo, Big Jim e Barbie, no que o loiro já diz ser sua última atuação em dupla, vão atrás de Maxine, que acaba de descobrir a mãe morta. Na fábrica de cimento, lugar o Clube da Luta, são capturados e conseguem virar o jogo graças ao anúncio do Windows Phone que patrocina o programa. No controle, Big Jim mata o capanga e Maxine, e lá se vai a promessa das coisas ficarem melhores na vilania da série. Tchau Claire, te vemos em The Following!

Ainda em porte da arma, Big Jim tenta atirar em Barbie, que desarma o cara. Quando tem o vereador na mira, Linda chega e Jim a convence de que Barbie matou todo mundo. Daí Barbie faz o que eu queria fazer desde quando essa redoma caiu: dá um belo soco na cara de Linda, pra ver se ela acorda e expressa emoção. Na verdade é pra ele fugir, mas entendemos como queremos. Agora é Barbie é fugitivo, acusado de todas essas mortes, e inclusive do atentado à vida de Julia.

A turma da mini redoma (esse episódio foi tenso, não termina) resolve perguntar coisas mais diretamente para a redoma grande, e vão tocá-la de novo. Dessa vez, a resposta é bem direta: eles têm a visão de Big Jim sangrando, e facas aparecem em suas mãos. Pois é, Barbie e Big Jim vão ser caçados!

No episódio seguinte vemos como as duas caças serão desiguais. Big Jim tem a cidade toda contra Barbie, e contra o vereador temos somente, a turma da redoma desfalcada, já que Junior corre pra proteger o pai.

Jim incita a população para a caça à Barbie, em um discurso no café de Rose (RIP)que envolve direitos, cidadania, e isso aqui é América. Todos concordam em ter as suas casas vasculhadas, menos Carol, que saiu do luto depois da metade da temporada trancada no quarto, pelo o que a gente pode supor. Os roteiristas resolveram usar a personagem, já que saiu do quarto, e Carol descobre sobre a mini redoma e aceita, porque as pessoas aceitam ovos brilhantes. Na verdade, estamos aceitando esse ovo brilhante por quantos episódios? Ninguém aguenta mais, já virou parte da cenas. Quanto tempo até a cidade toda já saber da existência desse artefato, e fazerem uma festa do ovo brilhante, como fizeram a festa do carregador de iPhone?

Quem sabe também da existência do ovo são os militares, e Dodee escuta na transmissão. Corre pra contar para Jim. Na rádio, os dois conversam ao som da conversa dos militares ao fundo, e Dodee acaba ouvindo que Jim matou o reverendo. Pronto: seguindo a lógica nível um dos personagens da série, parte para um VOCÊ MATOU TODO MUNDO, VOCÊ É UM MONSTRO, AI MEU DEUS, VOCÊ VAI MATAR, e PÁ. Jim atira em Dodee e perdemos mais uma personagem feminina dessa série. O cara bota fogo na rádio, e é claro que isso será atribuído a Barbie.

O loiro está preocupado, porque acessando o manual de lógica da série, concluiu que Jim matará Julia assim que a ruiva acordar, pois ela contará pra todo mundo que foi Max (já sinto saudades) quem atirou nela. Num plano pra salvar a ruiva, convoca Angie do nada, pra driblar Junior que vigia o quarto no hospital. Angie chama Junior num canto, beija o cara, e ele percebe cigarro no hálito da menina e associa a Barbie. Oi? Fumar significa estar na presença de Barbie? Acendo um cigarro agora! Bom, o importante é que eles conseguem, mesmo assim, levar Julia embora, e Barbie a entrega junto com uma ambulância para Angie e se rende para Linda.

Os adolescentes escondem a mini redoma na casa do amigo asiático de Joe, por conta da inspeção. Jim, que é onipresente nesse episódio, ao não encontrar o que Dodee alertou que encontraria no celeiro, prende Joe a Norrie. Ao intimidar Norrie, a garota desafia o cara com mais culhões do que Barbie, e tenta esfaqueá-lo, mas em vão.

Barbie se junto aos garotos na prisão, e Jim propõe que o cara confesse tudo o que não cometeu, em troca da segurança das crianças e de Julia. Ele aceita. A mini redoma tá louco, brilhando e com estrelinhas caindo. No momento em que Barbie vai confessar em praça pública, o cara nega tudo. Na mini-redoma, o casulo (que sinceramente nem lembrava mais que estava lá) se abre. PÁ. Fim do episódio. Ansiosos pelo season finale?

Bones – The Secrets in the Proposal

Data/Hora 18/09/2013, 16:47. Autor
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Dizem que quando a gente fica mais velho, fica também mais exigente. Sou assim com as séries. Tenho uma necessidade louca de provar que o tempo traz sim transformações. Boas transformações, o que chamo de evolução. 

Acho que um número considerável de boneheads aproveitou esse terrível hiato para rever alguns antigos episódios, ou até mesmo fazer uma maratona, se não das oito temporadas, ao menos das primeiras.

A nostalgia já começava a tomar conta. É um tal de “lembra daquela cena? daquele vilão? daquela música? daquele beijo? …” Acho que a lembrança é o que torna a espera ainda mais convidativa. Para alguns, foram apenas alguns meses, mas para quem é fã da série esses meses são quase como oito anos sem fim. Contudo, não estou aqui para falar da ansiedade da espera, mas sim da ansiedade para que saia tudo bem, para que a nona temporada seja boa, e que no final de tudo possamos dizer que realmente valeu a pena. 

Aí que entra a questão da maturidade e da exigência de cobrar que um episódio de estreia seja mais do que apenas um episódio. E foi justamente assim que eu senti. The Secrets in the Proposal não foi ruim, nem ótimo. Teve ação, boas cenas entre B&B, falas engraçadas da Daisy e novos personagens. Mas o que faz realmente você sentir que faltou algo? É o que vou tentar descobrir nas próximas linhas.

Em primeiro lugar, três meses é muito tempo. Parece que ficou fácil aceitar o padrão de que todo intervalo entre uma temporada e outra deva ter exatamente três meses. Não cabia aqui esse intervalo. O turbilhão de sentimentos que ficou suspenso na season finale não pode ser digerido em algumas falas ou olhares estranhos.

Fica estranho pensar que o clima “ruim” entre Booth e Brennan já dure todo esse tempo, e ninguém do grupo tenha realmente interferido na questão toda. Tirando Angela, que me apareceu exageradamente furiosa – eu teria mandado o Booth pastar no momento que ele pisou em Washington com uma certa jornalista no bolso. E essa passagem de tempo me fez lembrar do exato momento em que Brennan fugiu com Christine, deixando Booth para trás. Três meses depois, tudo era resolvido em poucas cenas. Pelo que parece, a “questão” deve durar alguns episódios a mais, mas mesmo assim, não desceu muito bem esse “tempo perdido”.

Outra coisa que não ficou clara foi que o grande “segredo” do agente tenha sido tão facilmente entregue ao ex-padre e com uma desculpa tão boba para justificar o Booth não ter contado para mais ninguém. Certamente, “poker face” não cairia bem na Brennan, mas acredito que ele poderia contar com a ajuda de todo o time. Deveria ter tido uma saída mais inteligente, já que a jogada “não conte para ela se não eu mato cinco pessoas” do Pelant não me parece ter sido o melhor que o Hart poderia ter feito. 

Mas se é para ter novos rostos em cena, não direi que o padre Waldo e o agente Danny Beck são de se jogar fora. É sempre bom ter novas caras, e que não seja apenas a de novos vilões. O ex-padre me lembrou Gordon-Gordon e seu extenso poço de sabedoria. Além do que, a história do pároco com o ex-atirador de elite tem um certo apelo para a minha curiosidade. É bom ver que o Booth tem alguém para se apoiar, que não seja o bobo do Sweets ou o louquinho do Jack Hodgins, já que os dois também estão ligados a Brennan.

Já o Danny Boy, palmas para seu intérprete Fred Prinze Jr.. Me cativou no primeiro sorriso, e já imagino uma bela parceria entre os dois agentes. O que pode ser de bom uso na caça mais do que necessária ao Christopher Pelant.

Sim, ao Pelant. Porque o caso da semana para mim, pareceu muito pequeno quando ainda há esse elefante gigantesco pairando sobre a cabeça de todo mundo. Por que não começar a nona temporada falando do assunto que interessa? Tenho falado disso nos últimos meses, e começo mais um ano de Bones chamando a atenção para esse ponto: sem caso bom, não há episódio bom. Afinal, a série é sobre uma antropologista forense resolvendo crimes, não é?

Uma pausa para dizer o quão assustador foi o 447 ao final do episódio. Uma forma de mostrar que a ameaça cibernética está em todos os lugares. Mesmo assim, nãome convenceu que o Pelant é o deus todo poderoso que pintam. Não mesmo.

Mas enquanto bons crimes não aparecem, o jeito é se concentrar no grande novelão que se tornou a vida do casal principal da série em um inferno. Enquanto Booth se sente o último ser vivo que merece estar na Terra, o time todo resolve engrossar o caldo de maus sentimentos e encurrala-lo até o penhasco. Daí vem Caroline, Sweets, Hodgins, Cam (que levou um coice do Booth) e Angela (que resolveu declarar a Guerra dos Mísseis em honra à sua melhor amiga). É apenas impossível compreender como alguém pode aceitar que Booth, logo o Booth, o apostador, o púdico apaixonado, o príncipe no cavalo branco, o bom agente Booth iria simplesmente não querer casar com o grande amor da sua vida.

Sei que todos tentam entender, afinal, são três meses – repito, três meses – que ninguém sabe o porquê disso tudo, mas o que me chamou a atenção é que ninguém realmente ficou otimista de que os dois iriam sair daquela situação. Apesar do Booth passar o tempo todo tentando provar para a namorada/mulher/mãe da filha dele que ele a ama, nada parece ser o suficiente para acalmar os ânimos. De um lado, Booth, do outro, todo o resto. O que é de se entender, já que todos conhecem o frágil coração da Brennan.

Lembro lá da quinta temporada, quando a Cam avisou ao amigo que se ele não tivesse certeza do amor que sentia por Brennan, que nem tentasse. “Ela vai se fechar como uma concha e nada vai fazer com que ela se abra mais”, algo assim.

E foi a própria Cam que parece ter dado a direção para que as coisas se encaminhem como devem ser. Aos poucos, o jogo não era mais B contra B, o jogo era fazer com que B&B ficassem juntos. O conselho de Cam de que Bones deveria confiar no parceiro, foi reforçado pelo ex-padre. “Você precisa ter fé”, ele disse.

E por fim, Bones. A delicadeza da Emily Deschanel ao mostrar como uma mulher racional e forte lida com um estado emocional tão conturbado é o ponto mais alto da história. Não há espaço para lágrimas, somente. Ela vai atrás de explicações, de razões científicas para explicar o inexplicável. O comportamento do companheiro não atende ao padrão.

Brennan é desligada quando o assunto é interação humana, mas ao longo dos anos ela não ficou parada em seu estado confortável. A personagem se permitiu sentir, experimentar e reavaliar suas próprias crenças, e Booth teve um papel importante nisso. Mesmo assim, ela nunca deixou de ser ela. Essa personalidade racional agora precisa lidar com um coração pulsante e cheio de dúvidas.

E então é aí que a maturidade se mostra de forma mais evidente. A evolução – mais uma vez -, e a certeza de se conhecer muito bem os personagens salvaram o episódio.

O desespero dos dois personagens de que algo poderia separá-los foi a joia mais preciosa que poderíamos ganhar neste início de temporada. Sabe por quê? O amor entre B&B não é efêmero, bobo e adolescente. É forte. A substância forte, com a Brennan falou uma vez. É permeável, mas é forte. “Eu te amo. Eu morreria por você”, não parece exagerado quando temos 8 anos de história para dizer que sim, ele a ama e morreria por ela.

Então, apesar de algumas ressalvas quanto ao roteiro de The Secrets in The Proposal, eu digo.

Eu tenho fé absoluta em você, Booth.

Se tem uma coisa que aprendi com Bones é ter fé. Que venha a nona temporada.

Rookie Blue – You Can See the Stars

Data/Hora 18/09/2013, 11:47. Autor
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Quando a noite está mais escura, você consegue ver as estrelas. E na season finale da ótima temporada de Rookie Blue pudemos enxergar várias delas.

You Can See the Stars continuou do ponto em que Under Fire parou. Kevin ainda estava a solta e, pior, com Oliver cativo. No hospital, Chloe lutava bravamente pela vida, enquanto o marido e o namorado duelavam por seu coração (ui, que poético). Na delegacia, Marlo aguardava o momento de ver sua ação tresloucada descoberta, e os policiais da 15ª se preparavam para uma batalha campal. E Sam… ah, Sam queria correr para longe de tudo porque não aguentava mais ficar no mesmo ambiente que Collins e Andy. Apenas ok.

O primeiro elogio à You Can See the Stars é que o episódio conseguiu, de certa forma, contemplar todos os personagens, bem como as tramas que foram desenvolvidas nessa temporada. Uma bela mostra de como continuidade e roteiros elaborados e cuidadosos resultam em episódios bacanas e fechadinhos. Então, mesmo questões que poderiam parecer menores – frente à ameaça que pairava sobre a delegacia – receberam atenção, ainda que rapidamente.

Um exemplo disso foi a menção de Chris à despedida de sua mãe, Christian e “até Denise”. Mostra que a história continua sendo tratada com coerência, e que o perfil de Diaz – ele é o cara que segue as regras e que se importa – foi respeitado. Steve e Traci receberam seus momentos, e um novo casal parece ter se formado. Outra história bacana, desenvolvida lenta e cuidadosamente, que culminou em um desfecho natural e positivo. E o cuidado dos roteiristas foi tanto que até rolou um momento entre irmãos, que ainda não tinha acontecido, apesar de Steve estar trabalhando próximo da 15ª Divisão em boa parte da temporada. Isso sem contar o zelo com o desfecho da história entre Holly e Gail, que passou por um momento “o que foi que eu fiz” de dúvida, mas ouvindo as sábias palavras de Chris acabou aceitando ter Holly por perto. Enfim, no meio da escuridão, todos eles conseguiram enxergar as estrelas.

Até mesmo o marido de Chloe vislumbrou os pontos dourados no céu escuro. Ele chegou de mansinho e acabou achando que tem direitos (é, eu sei que ele tem. Mas preciso passar o tom de indignação pro texto). Pobre Dov, ele só se ferra mesmo. Além de estar impossibilitado por lutar pela vida da namorada – já que o outro tem o poder de decisão sobre a operação – foi expulso até mesmo do quarto. Minha esperança é que Frank apareça no hospital agora que tudo acabou e coloque o marido no seu devido lugar. Olha a audácia do cara: desembarcou do ônibus, e agora quer voltar a embarcar e sentar direto na janela. Rá rá rá. A outra alternativa é Dov ter coragem e enfiar o pé na porta. Mas isso é mais complicado de se exigir.

Brincadeiras a parte, um dos cliffhangers que Rookie Blue deixou foi justamente esse: qual o destino de Chloe? Ela sobreviverá? Se sim, ficará com sequelas? E quanto tempo vai demorar pra ela colocar o marido pra correr? Infelizmente, longos meses se passarão até que tenhamos essa resposta.

Essa, e muitas outras. O destino de Marlo é outro que gravita incógnito. Eu tinha certeza que o prêmio de consolação dela seria ver Kevin preso pelo abuso cometido no passado. Mas não. Cruz surtou, perseguiu, fez um esquema no quadro digno da Carrie – ela pode sair da polícia e ir pra CIA montar quadros doidaços com Carrie. Desvendado o futuro dela. – mas no final das contas Kevin estava limpo. Sim, limpíssimo. E o irmão “normal e gente boa” era o abusador. Que tapa na cara, Marlo. Pior, Kevin morreu (segundo informações do Luke). Ou seja, ela estava errada o tempo todo, destruiu com a vida de um inocente e ainda por cima viu ele morrer. É, as coisas não ficarão fáceis para ela, certamente.

Apesar do meu palpite é no sentido de que não veremos muito de Marlo – ou nada – na próxima temporada, torço pra que seja diferente. Ela é um bom personagem, e teria muito a render. Então, vou ficar sonhando.

Sonhando também com um desfecho legal pra Andy e Nick, pelo menos. Sério, tem pessoa melhor que Collins? Não, gente. Ele, com o coração despedaçado, indicou Andy para acompanhar a tentativa de salvar Sam. E ficou lá, sentadinho, com os olhos marejados. Com licença, estou indo ali abraçar ele e já volto.

E, infelizmente, as coisas em You Can See the Stars, em relação a Sam e Andy, foram bem como eu não queria que fossem. Passei boa parte dessa temporada falando sobre como a iniciativa precisava partir de Sam, sobre como ele que precisava mudar para poder voltar com Andy. Pois bem, muitos poderão dizer que a iniciativa partiu dele. E até concordo. Mas que iniciativa chinfrim!

Andy passou meses vendo Sam com Marlo, todos os dias. Swarek esfregava a namorada na cara de Andy sem dó nem piedade. E foram suficientes poucas horas no mesmo local que Andy e Nick – e, convenhamos, ele viu UM beijo dos dois – pra que ele começasse o mimimi e resolvesse sair para tomar um tiro. Sim, porque no final das contas foi isso que ele fez: assumiu o risco de morrer para não ficar sofrendo de amor (e ele só tomou o tiro porque estava desarmado e sem colete. Era o único, além de Marlo). Para muita gente deve ter funcionado. As pessoas devem estar pensando “ai, que lindo. Ele ama tanto McNally que preferiu sair e correr risco na rua do que ficar vendo ela com outro”. Pra mim, não funcionou assim.

Ele disse para Andy que a coisa mais importante pra ele é a felicidade dela. Mais do que a dele mesmo. Mas foi um cavalo com ela por meses e mais meses. Esfregou sua “felicidade” com Marlo na cara da ex. Fez a menina sofrer horrores, até finalmente começar a pensar em seguir adiante. E quando ela começou a pensar, ele deu piti. Bonito, Sam. Muito maduro. Totalmente condizente com sua preocupação com a felicidade dela.

Eu sei que o amor não é cartesiano. Sei que as pessoas não o demonstram todas da mesma forma. Eu sei. Mas, mais uma vez, o que Sam disse e o que ele fez não combinou. E isso me irrita supremamente. Porque mesmo torcendo por McCollins, nunca me iludi. Sempre soube que Andy ainda ama Swarek. O impedimento do retorno dos dois, para mim, sempre foi a conduta tosca de Sam. E mais uma vez foi Andy que se declarou. Mais uma vez foi Andy que baixou a guarda. Mais uma vez, foi Andy que arriscou tudo por ele. Ou seja: não foi ele que mudou. E quem precisava mudar era ele.

Pra vocês não dizerem que estou implicando com Sam, eu reconheço que ele até mostrou alguma vontade de mudar em alguns momentos dessa temporada. Ele admitiu que ama Andy naquela conversa com Oliver e resolveu falar sobre seu passado (ainda que com Marlo). E falou pra McNally que a felicidade dela é a coisa que mais importa pra ele, o que, em se tratando do sempre rude Sam, é praticamente um “eu te amo”. E embora eu ainda ache muito, muito pouco, é um indício. Se ele continuar assim, e se Andy e ele acabarem voltando logo no começo da quinta temporada, as coisas podem se alterar bastante. Mais uma vez, só me resta torcer.

Torcer também pra que Nick não saia muito machucado dessa história. Muito embora o rapaz soubesse exatamente no que estava se metendo – sim, ele conhece Andy o suficientemente bem para saber que ela ama Sam, mas estava disposta a dar uma chance para um novo amor – ele não merece sofrer. Meu maior receio é que ele não consiga lidar com o fato de ser preterido e acabe deixando a 15ª e, consequentemente, a série. Adoro o personagem, não gostaria que ele partisse.

Enfim, muitos são os questionamentos que nos acompanharão até 2014. Questionamentos esses que são resultado de roteiros bem construídos, casos interessantes e interligados, plots pessoais instigantes. Resultado de um crescimento de qualidade incrível e constante que Rookie vem experimentando desde a primeira temporada e que a transformou em um dos meus seriados favoritos. Parabéns ao time de roteiristas e diretores, aos atores, ao crew. Rookie Blue soube fazer dessa temporada um bolo delicioso, cuja cereja foram as estrelas que conseguimos enxergar ao apagar das luzes. Vida longa à uma das melhores séries da Summer Season.

P.S.1: Luke, que começou a temporada tão subvalorizado, acabou a mesma dando a volta por cima. Um brinde à volta da pertinência do rapaz (bem que ele poderia voltar sem a barba na quinta, né?).

P.S.2: Celery e Oliver fazem um lindo casal.

P.S.3: Cruz entrou como substituta da Noelle. Se a garota partir, veremos a mamãe de primeira viagem de volta? Cá entre nós, Cruz é um personagem bem mais interessante.

P.S.4: serão Sam e Andy penalizados pela sua mentira, ou a história passará batida?

Rizzoli & Isles – Partners in Crime

Data/Hora 17/09/2013, 16:31. Autor
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Sinceramente, estou decepcionada com Rizzoli & Isles. E já falei isso mais de uma vez ao longo dessa quarta temporada. Se por um lado a parte cômica do seriado vai bem, obrigado, os casos estão bem mais fracos do que nas temporadas anteriores e até mesmo os plots  pessoais dos protagonistas estão menos interessantes. Além de que Rizzoli & Isles tem padecido da grave síndrome da falta de continuidade.

Martinez é o personagem recorrente mais perdido da história do seriado. Só se ouve falar no moço. Ver é coisa rara, o que é uma pena, já que ele poderia ser bem aproveitado junto de Jane. Cailin estava morando com Jane e desapareceu da face da Terra. Isso sem falar na ausência de Constance depois de tudo que Maura passou. A história da dívida de Angela imergiu tão rápido quanto emergiu. E só não ficou mais mal explicada do que o romance dela com Sean, que ninguém sabe a quantas anda. É, a coisa não está fácil para os fãs que gostam de uma história mais amarradinha e – se não for pedir muito – com um pouco de lógica.

Essa temporada está deixando a impressão de que não há um arco central conduzindo a trama. Parece que pessoas diferentes foram convidadas pra escrever 12 episódios aleatórios, e que o pré-requisito era haver pouca relação entre eles. A única coisa que nos faz duvidar de tal tese foi, na verdade, a história de Maura e sua conturbada relação com a família biológica. Isso porque boa parte da primeira metade da temporada foi dedicada a explorar o relacionamento familiar de Isles, e li existiu continuísmo.

E quando finalmente parecia que Jane ia ganhar uma história pra chamar de sua – quem sabe envolvendo Martinez -, eis que mais uma vez os roteiristas apelaram pra Maura para tentar criar um plot interessante e próspero. Mas o vovô Doyle não cumpriu bem o papel, pelo menos a primeira vista. Foi impossível – apesar dos esforços de Casey – simpatizar ou pelo menos empatizar com o velhinho, que é um pé no saco. Pra ver se as coisas sacudiam um pouco, cheguei a torcer pro velho armar pra matar Isles. Pensem no tédio absurdo que senti. Mas isso não aconteceu, Paddyzão foi pro “asilo” e a coisa acabou por aí mesmo. Uma baita de uma promessa não cumprida. Quem sabe essa história volte a ser explorada nos 4 episódios que ainda restam? Quem sabe Maura e Isles “briguem” quando a loira souber que sua melhor amiga tramou para colocar o simpático senhor na casa de acolhida mais cedo? Tudo é válido para criar uma tensão adicional.

Esperarei por isso, já que esperar pela resposta de Jane ao casamento está fora de questão. Alguém discorda que esse foi o pior gancho da série até agora? Casey e Jane, juntos, dão sono. A química fez morada bem longe dali. Só me resta torcer para que ele seja General, Macheral, tudo o que for possível. E pra que Jane continue sua vida ao lado de Maura.

Não, não shippo elas, nem desejo que elas virem um casal. Só estou constatando que nenhum par de Jane faz as coisas tão interessantes quanto Maura, e vice-versa. As duas têm química de sobra e uma das amizades mais lindas da televisão é delas – e saber o tique da outra demonstra isso.  E é por isso que eu sigo assistindo a série, mesmo com a qualidade dos casos em queda livre e com os sérios problemas de continuidade. Elas duas valem – e muito – a pena.

Sobre o caso, nem vou comentar. Foi o mais óbvio de todos os tempos. Nem a “inspiração” em Hitchcock salvou o caso do marasmo. E dúvido que meus comentários sobre o papelão chamado de investigação farão falta para vocês.

A série volta, agora, apenas em janeiro. Um longo hiato e um retorno para apenas 4 episódios antes do final da 4ª temporada certamente não favorecerão à trama. Mas é compreensível essa parada maior que o habitual, já que é nesse tempo que o destino de Frost será decidido.

Nos vemos em janeiro, para mais 4 reviews. E das elogiosas, eu espero.

Low Winter Sun – Cake on the Way

Data/Hora 17/09/2013, 14:24. Autor
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Chegamos a metade da temporada de Low Winter Sun. Depois de um começo promissor, uma sequência de três episódios nos quais a história pouco se desenvolveu. Pelo menos está indo de acordo com o plano de Frank, deixar o caso esfriar até todos esquecerem… O problema é que já esfriou demais e daqui a pouco vamos acabar esquecendo a série…

O foco desse episódio foi a apresentação que Frank fez para a muito interessada e preocupada vice-prefeita. Apesar do prefeito também estar presente, ele estava mais interessado em saber quem ia ganhar a luta de boxe…

Ver Frank e Joe virando a noite tentando montar o quebra-cabeça com as evidências foi o ponto alto de Cake on the Way. O esforço para encontrar uma segunda resposta para um problema que já tem solução. Tudo isso regado a pizza, cigarro, whisky e muita música boa. Acabei lembrando dos tempos de faculdade, quando também virava a noite (sem whisky e cigarro) fazendo aqueles intermináveis trabalhos e apresentações.

E eles fizeram o trabalho direitinho, pois todos ficaram satisfeito com o que foi apresentado, menos Boyd. Ele está fazendo uma investigação paralela e foi responsável por umas das cenas mais legais deste episódio, ao negar ajuda a Frank e Dani. Vê-lo pagando com a mesma moeda foi divertido.

As coisas ficaram feias para a galerinha do bagulho! Parece que o Reverendo Lowdown descobriu que eles também estão ligados a Skelos e não gostou nada. Mandou Poppa T (seu agente “infiltrado”) tirar: satisfação, dinheiro, drogas, casquinha da Maya e a vida Michael! Puxa vida! E para mostrar que eles são barra pesada, perigosos e insensíveis, Damon e Maya não levaram o melhor amigo para o hospital e o viram morrer… Sacanagem!

Frank e todos da Homicídios patrocinam Trey, um lutador de boxe, que é desafiado e ganha mais uma luta. Para a alegria da galera e principalmente do prefeito.

Considerações finais:

– Ainda estou esperando para saber qual o papel de Sean nessa história.

– Coitada da Dani, Frank! Isso não se faz.

– Boyd não descansa mesmo… Ele conseguiu mais informações e já chegou na casa – queimada – de Kátia… É melhor Frank e Joe deixarem o boxe e focar no problema.

– E Frank “surpreso” ao descobrir as falcatruas de Joe e McCahn… Ele ainda se surpreende?

Haven – Fallout

Data/Hora 17/09/2013, 13:24. Autor
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Uma das primeiras características que chamam a atenção em Haven é a capacidade dos roteiros de não se desviarem do argumento inicial da série. Em todos os episódios há uma cidade (Haven) onde algo estranho está acontecendo (como tempestades e furações repentinos vindos do nada, máquinas ganhando vida, pessoas desintegrando-se feito pedra, um celeiro “fantasma”, etc etc etc) e o motivo é a intervenção – mesmo que involuntária – de um de seus moradores. O resultado: uma curiosidade, sempre presente, sobre qual outra maluquice improvável os roteiristas irão retirar da cartola.

Foi assim com Fallout. Depois do caos instalado com o final da terceira temporada, quando se pensava que finalmente o apocalipse havia se instaurado na pequena cidade do Maine, tudo é “calmamente” reposto em seus lugares. Um passo atrás e um passo adiante. Os personagens são reagrupados e voltam ao radar de Haven. Bandidos ou mocinhos, são apenas inimigos pontuais. Os conflitos somente existem quando se trata do caminho a seguir, não quanto ao objetivo a alcançar.

E ao longo do caminho, personagens que deveriam apenas estar de passagem foram ficando, encaixando-se naturalmente na mitologia da série: os Guardiões, Jordan, Dwight… E depois de quatro anos, encontramos uma Haven diferente, mas essencialmente a mesma. Os problemas são os mesmo, mas há novos rostos para lidar com cada situação.

Depois do celeiro, o caos e uma busca. É necessário colar o que foi partido. É necessário lidar com as consequências. E na ausência de Audrey, Duke e Nathan, os Guardiões, Dwight, Vince e Dave Teagues fazem o que podem, embora nem sempre seja suficiente. Falta o talento natural de Nathan e Audrey. Por isso, nesse reencontro, é preciso lidar com mais um problema em Haven antes de buscar por Audrey. Quando se pensava que a intensificação dos sinais de destruição da cidade fosse apenas consequência do que havia acontecido seis meses atrás ( ou ontem, dependendo do ponto de vista de quem estava dentro ou fora do celeiro), descobre-se que um morador está provocando as anomalias no tempo. Neste ponto é preciso que o talento de Nathan entre em ação. É preciso que ele fique. Mas também é preciso que Nathan e Duke continuem sua busca. Um passo atrás e um passo adiante.

É preciso também que Nathan e Duke desenrolem o fio da história até chegarem a Audrey, perdida em algum canto do país, memórias trocadas novamente. Refém do acaso que chega na figura de um estranho que entra no bar onde trabalha e lhe aponta uma arma, para forçá-la a conversar com ele, ou de um atraente freguês que, aparentemente, veio para ajudá-la. E que as aparências não enganem. Em Haven qualquer um dos dois pode ser o algoz ou o salvador. Resta-nos esperar para ver.

Assim como nos resta esperar para ver como e quando será o reencontro de Nathan e Audrey, em mais uma linha de construção dessa história que, apesar de tênue, não perde de vista o gênero a que pertence a série e consegue flertar, de forma convincente, com o romance.

E mesmo que às vezes as soluções encontradas sejam clichês ou os efeitos especiais deixam a desejar, não importa, porque Haven sempre conta uma boa história.

Breaking Bad – To’hajiilee

Data/Hora 15/09/2013, 15:07. Autor
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Não houve erros – menos que você conte as centenas ou talvez milhares de cartuchos de munição que não conseguiram atingir ninguém. O episódio pode ser facilmente separado em duas partes, a primeira mais calma, porém sem deixar de ser tensa e a segunda completamente alucinante. Aquela foi, em uma palavra, genial. Vince Gilligan utiliza de pura inteligência para desenvolver a trama, enquanto na segunda, não menos genial, se utiliza de velhas artimanhas de seriados, deixando o público saber que a história não acabaria ali, e surpreendendo completamente terminando o episódio da maneira mais agonizante que poderia ter imaginado (essa semana parece ter durado duas, mas domingo está chegando).

A maioria das séries policiais retrata aquela velha metodologia de pular de pista em pista, uma testemunha a outra, até que se tem o suficiente para se prender o suspeito, os episódios acabam sendo mais uma caça ao tesouro. E tão acostumados ao esquema, mesmo que a série não seja policial, era de se esperar que isso acontecesse em Breaking Bad. Mas Hank Schrader usou a inteligência para criar um grande plano ao lado de Jesse.

Uma imagem, e num instante o mundo de Walter gira, com sua ganância, e sua recusa de ainda não ver Jesse como uma ameaça viável, então começa a ação. Enquanto Walt atravessa as ruas de Albuquerque, acelerando através de sinais vermelhas, gritando ao telefone, ele não pensa por um segundo que tudo poderia ser o maior plano de Jesse, descobrindo uma maneira de explorar sua fraqueza forçando – o para fora de seu buraco e levá-los direito de seu esconderijo no deserto.

Durante a segunda metade da quinta temporada pode se ver quase que uma briga interna entre Walter White e Heisenberg. Depois de passar alguns episódios com Walter sendo apenas o proprietário do lava rápido e traficante aposentado (zzz…), Heisenberg voltou com força total. Mesmo quando, ele ainda estava defendendo seu ex-parceiro – deixando claro que Jesse não era um rato – crente que seu antigo pupilo nunca o trairia, não havia dúvidas que aquele diante de nossos olhos era o nosso “querido” psicopata manipulador. O homem que não tem medo de envolver inocentes em sua trama, que tem “coragem” de envenenar uma criança e ainda ter um sorriso plástico em seu rosto ao falar com a mesma mais tarde.

No final do Gliding Over All, Walt se aposentou, pensando que ele teria colhido todos os benefícios de seu império. Muito diferente das primeiras temporadas, quando Walt mostra sua inexperiência ao lidar com um submundo que ele não conhece e nem entende. Ele escolhe um lugar de encontro com Tuco em um ferro-velho, porque ele assume, a partir de clichês culturais, que é o tipo de lugar que as pessoas se encontram para o tráfico de drogas. Ele incita Jesse em expandir seus negócios em um território mais vasto, porque isso é o que as empresas de sucesso fazem.

Todd, Jack, Kenny, e o resto do White Power Biker Gang são o maior e mais destrutivo exemplo de quanto Walter afundou ao chegar aos limites do mundo do tráfico de drogas. E como ele estoicamente sai do esconderijo, caminha para Hank, resistindo os sorrisos brilhantes de conquista nos rostos de seus inimigos. Sua única resposta é chamar Jesse um covarde, para insultar insensivelmente Jesse, sua (ex) marionete, quando este finalmente conseguiu tirar das mãos – de um homem que só se preocupava com ele até o momento que o convinha – a cruzeta que o manipulava.

Vemos Heisenberg derrotado, com algemas frias em volta de seus pulsos. Mesmo que seus inimigos pareçam triunfantes, ainda havia tanto tempo para algo mais acontecer. Uma vez que Hank ligou para Marie, um sentimento ruim invadiu feito uma onda, como se o ato fosse um convite para a maré de azar tomar conta da situação. Mesmo antes, quando Walter tentou cancelar o ataque – que havia ordenado segundos antes – que permaneceu sem resposta. Mas, para seu próprio horror, os carros chegam de qualquer forma, para tomar medidas contra as suas ordens, porque Walt não é todo-poderoso, ele é apenas o químico para os nazistas capazes de realizar uma chacina em questão de minutos.

Vince Gilligan inúmeras vezes já declarou que Breaking Bad só é o que é devida a excelente equipe de co-autores do seriado, sempre elogiando-os com louvor. Na maioria das vezes, fica atribuída a sua imagem uma humildade genuína, visto que sua genialidade é conhecida desde a época em que era co-produtor em Arquivo X. Mas To’Hajiilee é mais uma declaração definitiva que Gilligan não é apenas um cara humilde: Breaking Bad tem alguns dos mais talentosos escritores e diretores no meio. Este foi o último e mais um episódio brilhantemente dirigido por Michelle MacLaren, assim como o último roteiro de George Mastras, ambos merecem uma enorme quantidade de crédito para a elaboração de mais um episódio magnífico. To’Hajiilee com certeza entra para o Hall da Fama, não só do seriado, mas de toda história da televisão.

Suits – Bad Faith

Data/Hora 15/09/2013, 12:53. Autor
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Toda série tem seu episódio de passagem. Aquele que contempla um ponto na história em que, finda a trama que permeou todo o desenvolvimento de uma determinada temporada ou das temporadas exibidas até então, ainda encontram-se efeitos da história que se deseja deixar para trás e se procura dar um passo adiante. Um passo rumo a novos acontecimentos, onde ação, temas e personagens possam ser inventados ou reinventados. Disso depende sua sobrevivência.

Bad Faith poderia ser este episódio para Suits. Essa era a impressão que se tinha até a cena final. A antipática Ava Hessington e suas entradas, saídas, histórias de subornos e acusações de assassinatos, ficara para trás. A Pearson & Darby ficara para trás. O jogo de gato e rato em torno da dissolução da sociedade entre Jéssica e Edward era apenas um pretexto para recolocar a série nos eixos. Uma ponte para novas histórias que voltariam a explorar o argumento inicial da série: o mundo de advogados que somam arrogância e brilho intelectual para vencer seus casos.

A terceira temporada ocupou-se, sem perder a agilidade que caracteriza os roteiros da série, do lado humano dos personagens. Uma faceta que, num primeiro momento, era relegada a um segundo plano. Suits nasceu abordando a ação de advogados que transitavam pelo mundo lógico do Direito e seus meandros. Suas vidas pessoais não faziam parte do contexto da série, a não ser como nota de rodapé. Somente a respeito, sabíamos um pouco mais.

Nesta temporada, no entanto, aprendemos a conhecê-los na sua intimidade e por isso eles nunca mais serão os mesmos. Aprendemos a olhar os dois lados da moeda.

Neste sentido, Bad Faith poderia ter sido uma síntese e o ponto final deste rito de passagem. Afinal, lá estava Harvey, do alto de sua arrogância, dando uma chance a Scotie; Louis voltando a explorar seu lado profissional, depois de passar quase todo o tempo mergulhado em questões emocionais; Mike usando chantagem para conseguir um acordo que, diga-se de passagem, não resultou em nada em relação à dissolução da firma e ainda lhe rendeu um distanciamento de Rachel; Jéssica, depois de mostrar-se fragilizada, retomando seu lado mais duro; Donna voltando a ser… Donna. Todos eles ultrapassaram fronteiras e estão mais completos. E, grata surpresa, talvez Katrina tenha um lugar permanente na Pearson & Specter. Somente Rachel permaneceu a mesma. Meiga, doce e ingênua Rachel! Talvez, por isso, Stanford seja a solução para o personagem.

Por tudo isso Bad Faith  poderia ser um divisor de águas. O episódio desenhava-se como um rito de passagem. Uma volta e um passo adiante. Até Ava Hessington ser novamente alçada ao centro das atenções, processando a firma por negligência. E, apesar de detestar o personagem, eu nem consigo discordar dela. Na história de Suits, nunca a prevalência do emocional sobre arrogância e brilho conduziram a tantos erros!

Bad Faith, portanto, pode ter sido uma promessa quebrada. Mas tudo isso depende do que se espera da série: drama ou dramédia? sedução ou romance?

Rookie Blue – Under Fire

Data/Hora 12/09/2013, 00:23. Autor
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Um episódio de tirar o fôlego. De fazer roer as unhas. De deixar na expectativa pelo episódio seguinte. Isso foi Under Fire. Do começo ao final.

Nossos amados policiais ficaram sob fogo cerrado no episódio. Literalmente. A começar por Andy e Chloe.

Confesso que fiquei chateada com o tiro que Price tomou. A garota falastrona conquistou meu coração, e não quero que ela parta assim, com tantas histórias legais pela frente. Digo tantas histórias legais porque considero ela uma personagem coringa. Ela casa bem com Dov, seu par romântico – que tem O MAIOR AZAR DO MUNDO com as namoradas. Casa bem com Nick, já que a interação dos dois sempre rende cenas fofas de amizade. Casa com Andy, e o papo adorável sobre McNally estar “brilhando” é só um dos exemplos disso. Casa com Traci, mesmo que tenhamos visto pouco das duas e isso tenha envolvido o português bizarramente falado. E casa com Gail, já que algumas das cenas mais bacanas da loira nessa temporada envolveram Chloe e seu jeitinho nonsense de falar as coisas. Frank e Oliver também ficam bem ao lado da oficial de polícia. Rookie Blue precisa de personagens assim, capazes de transitar bem entre todos os “núcleos” e dar uma liga na história. Por isso, minha torcida é para a sobrevivência de Price. Ainda que isso não signifique que ela continue com Dov.

Sim, tenho minhas suspeitas sobre o lance entre os dois depois da aparição do “marido” de Price. Isso porque a história dos dois se assemelha muito a dela com Epstein – a velocidade das coisas e a forma que Chloe age. Então, pode ser que o romance entre eles não tenha o mesmo significado para os dois, já que Dov está – e o fato de que ele sabia responder todas as perguntas do questionário só comprova isso – absolutamente apaixonado pela moça. Pra saber o fim da história de amor, precisamos torcer para que Chloe acorde logo (e torcer também pra que ela continue com Epstein, pra ver se afasta a zica amorosa dele).

Embora a grande questão a ser respondida em You Can See the Stars, que vai ao ar hoje (12/09) nos Estados Unidos, seja em relação à Price, muitas outras ficaram pendentes.

Oliver está em poder do “atirador-pedófilo” e sua vida corre tanto perigo quanto à de Price. E muitas outras vidas serão colocadas na roda enquanto o atirador estiver à solta, e isso me preocupa.

Mas mais do que vidas em jogo, relacionamentos – como é marca do seriado – também estão sendo discutidos. Steve e Nash estão saindo e está chegando o momento dele conhecer o grande cara: Leo. Simpatizo muito com o casal, apesar de no início do envolvimento profissional dos dois ter ficado com o pé atrás e dito que preferia Nash solteira (e o fato do envolvimento amoroso não tirar o foco do profissional é a maior razão da minha mudança de opinião).

Aliás, tive que mudar de ideia também quanto ao envolvimento de Holly e Gail. As duas ficam muito bem juntas, e a forma como se aproximaram foi bem sutil e crível. Logo no início do episódio, ficou BEM evidente que Peck estava com ciúmes da legista – que fez um jogo duríssimo com a amiga. Mas nada como um perigo de vida para juntar casais apaixonados.

Ah, o perigo de vida. Pra mim, é ele o possível agente da morte de todos os progressos em termos de roteiro e construção de personagem que Rookie Blue fez até aqui. Temo muito que Andy ou Sam fiquem em risco e isso acabe jogando os dois um em direção ao outro. Já disse inúmeras vezes que não me importo que os dois voltem a ser um casal. Pelo contrário, como shippei Sandy muito tempo, essa opção até me agrada. Mas apenas se o retorno for bem construído. Especialmente agora que Andy está tão bem com Nick, e o relacionamento deles está amadurecendo.

McNally está compartilhando cada vez mais coisa com o “amigo com benefícios”. Ele contou toda a história sobre ter acobertado Cruz para ele. Ela beijou ele no meio da delegacia, tamanho o medo de que Collins não retornasse à salvo (Sam estava no lugar e na hora certa, OBRIGADA). Ou seja, é sólido. É algo grande. E não pode ir para o ralo assim, de uma hora pra outra. E é esse o principal motivo pelo qual me oponho à volta de Sandy, no momento.

O outro grande motivo é o fato de Swarek, ao contrário de Andy, não ter amadurecido. Ele continua fugindo dos seus fantasmas, deixando de confrontar questões importantes. Continua fugindo da felicidade. E pra mim isso é motivo suficiente para ele ficar longe de Andy. Sozinho, já que aparentemente ele e Marlo não são mais um casal.

Nessa finale ainda descobriremos as consequências dos atos de Cruz. Não sei se Swarek e Andy serão implicados, penalizados. Mas está bem claro que Cruz deverá ser punida, especialmente porque o fato dela ter aquelas 84347809324 fotos pedófilo não ajuda a construir uma visão favorável dela e da doença. Uma pena, porque o personagem também é legal. E tudo indica que não veremos mais Marlo por muito tempo.

Muitas perguntas. Muitas respostas. E uma season finale que será – e eu tenho certeza disso – de tirar o fôlego. Mal posso esperar.

Dexter – Goodbye Miami

Data/Hora 11/09/2013, 10:11. Autor
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Sim, pode acreditar. Faltam apenas DOIS episódios para a série acabar definitivamente e Goodbye Miami foi o episódio mais estranho e idiota da temporada.

Esqueça as séries mela-cueca, esqueça os filmes de sessão da tarde, o décimo episódio se tornou a melhor trama romântica água com açúcar de todos os tempos. Sério, eu nem sei por onde começar.

Dexter numa paixonite esquisita, querendo largar seu emprego e fugir com Hanna e Harrison para viver uma vida linda e feliz na Argentina. Que família feliz! Será que eles já compraram o adesivo pra colocar na traseira do carro? ¬¬’ Do nada o cara quer sair da delegacia, sem nenhum motivo aparente e dar uns rolê na Argentina com o filho. Sério que o Batista acreditou nessa? Dex falou “depois da morte da Rita… bla bla bla” Que morte da Rita? Aquela há quatro temporadas? E ele precisa de férias agora? É um efeito retardado?

Sem contar que é uma atitude muito egoísta abandonar a Debra, como se ela não fosse nada. Nossa, ele se importa pra caramba com ela pra simplesmente ir embora e “eu apareço pra te visitar”. Até alguns episódios atrás, o irmãos estavam numa tensão super dramática com um tentando matar o outro e tudo mais. E não sei porque, mas acho que a Deb vai acabar se ferrando por ter acobertado a Hanna durante esse tempo. Aquele agente federal tá desconfiado do Dexter, mas certeza que vai ficar no pé dela também a partir de agora.

Uma coisa que me deixou MUITO indignada foi o capote do Harrison na esteira. Gente, o que foi aquilo? Eu fiquei olhando pra tela e não acreditava. Que tombo mais migué! Do nada, pimba, o moleque tá no chão com o queixo ensanguentado. Tudo bem, eles precisava de uma desculpa pra tirar a Hanna de casa, mas acho que poderiam ter forçado menos a barra. A Hanna liga pro Dexter e ele não atende. Ok, mas porque ela não ligou pra Debra? Ela podia ir buscar o menino e levar no pronto socorro.

Deb foi se demitir e o Elway continua se comportando como um idiota. Pra que isso? Pra que a gente apoie esse romancinho sem graça da Deb com o Quinn? Ah, faça-me um favor. O cara tava namorando uma stripper russa na ultima temporada e agora morre de amores pela Deb. Sério, parem de forçar um final feliz.

E pra finalizar, o plot que já deu tudo o que tinha que dar: Saxon e Vogel. Eu entendo que ela queira se reconciliar com o filho e não queria que Dexter o matasse, porque acreditava em alguma esperança dele melhorar. Mas sei lá, ou um ou outro. A Vogel não pode querer defender os dois. Parecia que ela não queria Daniel perto dela de verdade, porque no fundo, sabe que ele é maluco e poderia acabar dando um fim nela. E ficar em cima do muro foi que acabou matando a pobre Dra. Vogel. Um personagem tão enigmático, manipulador, cheia de informações sobre Dexter, e do nada, acaba morrendo de uma forma tão previsível e sem graça.

Acho que Dexter está MUITO emotivo nesta temporada. Entendo que ele tenha criado um laço forte com a Vogel, mas pensa bem, ela estava fazendo dele apenas uma experiência para o seu próximo livro. Ele já estava com um pé atrás com ela. Agora sair correndo e abraçar o corpo ensanguentado? Achei estranho demais.

Daniel está com um papel sem rumo agora, porque seu objetivo era chamar atenção da mãe e não de Dexter; agora que ele passou a faca na velha, não tem muito o que fazer. Dexter tentará mata-lo por vingança, mas sinceramente, Daniel não deveria ser a prioridade neste momento. Com tanto pepino pra resolver e dando na cara que está escondendo alguma coisa, Dexter devia deixar o cara pra lá. Daniel/Saxon nem é um vilão tão interessante assim, não sentiria falta se ele simplesmente sumisse.

Agora Dexter tentará sair correndo do país com uma fugitiva, mas antes tentará assassinar um cara que está sendo investigado pela policia. É uma mistura de Maria do Bairro com 24h, romance mexicano correndo contra o tempo. Não quero alimentar expectativa para o próximo episódio, este Goodbye Miami deixou um rastro de decepção no fim da temporada e eu tenho medo do que vem por aí. Espero o ponto de vista de vocês nos comentários! 🙂

Rizzoli & Isles – Judge, Jury & Executioner

Data/Hora 09/09/2013, 15:29. Autor
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Rizzoli & Isles tem apostado na comédia nesse final de primeira parte da temporada. Aliás, a temporada toda foi meio pautada no humor – com exceção dos episódios centrados no drama central da Maura e do magnífico No One Mourns the Wicked. E Judge, Jury & Executioner também seguiu essa linha mais leve, apostando na comicidade da família Rizzoli e na relação entre Maura e Jane pra entreter o público.

E se eu vinha reclamando da continuidade do enredo, preciso fazer um elogio ao episódio da semana passada. A luta de Isles por fazer de sua melhor amiga uma pessoa mais saudável continuou – se você está precisando de mais saúde, carne de glúten e abstinência de café são ótimas dicas – e a epopéia financeira de Angela voltou à tona. De brinde, Tommy apareceu no episódio para resolver sua vida financeira e ter a chance de ficar com Lydia e o pequeno T.J.

Claro, ainda existem problemas na fórmula que Rizzoli & Isles vem seguindo. Tirando a questão da abstinência do café, nada mais ligou Built for Speed a Judge, Jury & Executioner. E isso me incomoda um pouco, porque mesmo os procedurals precisam de um arco condutor. Acho que nessa quarta temporada esse fio da meada ficou meio perdido. Assim, os episódios pouco se interligam, exceto quando alguma questão há tempos esquecida volta a ser debatida para nos lembrar de que alguém ainda pensa na continuidade dos roteiros. O seriado já apresentou isso, mas acho que pra esse final de quarta temporada não devemos esperar nada do tipo.

Angela teve sua dívida paga, na íntegra, por Tommy. Fiquei meio surpresa, não achei que o filho “problemático” teria dinheiro pra quitar as dívidas da mãe. Mas a participação de Colin mais uma vez foi legal, com direito à disputa entre irmãos e momento shipper com Maura.

O caso do episódio foi interessante. E Frost ficou perfeitamente inserido nele – o que aumenta a dorzinha no coração ao lembrarmos da despedida iminente. Além do mais, foi beeeem divertido ver Maura dizendo que nunca participou de júris simulados porque fala demais. Como se não soubéssemos, todos nós, dessa adorável característica de Maura, prontamente comprovada quando Tommy trouxe o “lixo” para dentro de casa (aliás, fofíssimo observar que Jane sabia exatamente o que fazer para Maura parar de falar).

Já o desfecho das investigações foi um tanto quanto previsível. Embora eu não soubesse como o amigo da juíza seria incriminado, quando Isles falou da costela quebrada pela massagem cardíaca eu sabia que ele era o culpado. Mas, ainda assim, o caso entreteu bem.

Ou seja, Rizzoli & Isles tem sido competente naquilo que se propõe a ser: um seriado policial com ênfase em uma comédia cotidiana leve. A minha “birra” com o seriado é porque eu sei o quão genial ele pode ser no drama. Então, sempre fica aquele gostinho de quero mais.

Amanhã vai ao ar, nos Estados Unidos, Partners in Crime, o episódio que marca o início do hiato interno já característico de R&I. Depois dele, a série deve voltar só no final de novembro, já com um desfecho para Frost. Espero que o episódio de amanhã seja de tirar o fôlego, daqueles que nos deixam ansiosos pelo desfecho da trama, como Burning Down the House. Uma garota pode sonhar.

Homeland – Tin Man Down

Data/Hora 09/09/2013, 11:08. Autor
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A Showtime surpreendeu vazando o episódio de estréia da terceira temporada de Homeland praticamente um mês antes da data prevista para o mesmo ir ao ar. Uma pena que o episódio não estivesse finalizado, já que ficou bem óbvio que faltavam efeitos especiais, como a cratera ocasionada pela explosão da finale passada. Apesar disso, não deve haver diferença de conteúdo entre o episódio vazado e o que irá ao ar em 29 de setembro.

Tin Man Down – diferentemente da genial premiere passada, Smile – teve ritmo lento e explicativo. A história que a nova temporada vai seguir foi apresentada e suas bases foram edificadas. Em síntese, foi um início concreto para mais uma temporada promissora.

O último episódio da temporada passada nos deixou com um ataque à CIA, no qual mais de 200 pessoas foram mortas. Mais, a cúpula da agência foi eliminada em um ataque que pegou todos de surpresa – e com todos quero dizer personagens e telespectadores.  E o ataque não previsto pela CIA estabelecendo a dúvida que é o ponto de partida dessa temporada (que se passa 56 dias depois de tais acontecimentos): sendo incapaz de proteger a si mesma, seria a agência capaz de proteger o governo e seus cidadãos? Diante tal incógnita, a CIA está prestes a perder sua autonomia, já que o governo decidiu intervir para garantir a segurança nacional.

E quando coisas ruins acontecem, é da natureza humana – talvez como válvula de escape – garantir que a culpa sempre recaia sobre os ombros de alguém. Nesse  sentido, quem merece maior destaque é Saul, o novo todo poderoso da agência (e, quem sabe, o mais beneficiado com os ataques). Para salvar a imagem da CIA, Saul foi obrigado a jogar Carrie aos leões. A primeira vista, uma decisão bem antagônica, já que Saul passou duas temporadas lutando contra os seus colegas para preservar a imagem da pupila. Mas, apesar de ter eu tomado as dores de Carrie, não é difícil compreender o ponto de vista de Saul e chegar à conclusão que essa era sua única opção de manter a CIA operante, já que pelas perguntas do conselho é possível enxergar que o governo já sabia de grande parte do envolvimento de Carrie na história.

Como o nome dela ainda não foi citado, talvez tudo se reverta e a imagem de Carrie saia imaculada – ou tão “imaculada” quanto já estava. E essa história ainda deve render bons momentos, já que Saul era uma das pessoas em que Carrie mais confiava, e apesar dos motivos dele, ela foi traída, o que possivelmente criará uma nova dinâmica, que vai ser muito interessante de acompanhar.

Outro resultado que essa traição pode trazer à tona é uma possível parceria entre Carrie e Quinn. O moço proveu nos últimos episódios da temporada passada que é um homem de princípios, ao se negar a matar Brody. Novamente, ele colocou os princípios à frente das ordens, ao evitar matar a criança – que lamentavelmente morreu na sequência, por engano. Se Quinn acreditar em Carrie e na sua história, poderá ser um bom aliado para a loira, que agora está por conta própria.

O protagonista masculino de Homeland não deu as caras no episódio. Mas se Brody não apareceu, sua família esteve bem presente no episódio e trouxe algumas questões interessantes. A repercussão dos atos do ruivo foi mostrada no ambiente familiar – a pressão da imprensa, e os conflitos dentro da própria família, especialmente -. E o foco mais uma vez permaneceu em Dana, que não agradou temporada passada. Seria legal ver essa storyline se desenvolver relacionada – mesmo que pouco – à principal, e não permanecer completamente paralela. Senão, ela corre o risco de, mais uma vez (como o namorico de Dana com o filho do vice-presidente), ser somente uma artimanha “tapa buraco” pra completar a hora de episódio.

De qualquer forma, vai ser interessante acompanhar Jessica na difícil tarefa de controlar a família – e sua mãe – , se recolocar no mercado de trabalho e supervisionar Dana – que realmente QUIS se matar. Tudo isso sem o auxílio amigo de Mike, que não apareceu no piloto.

Lembro que ao assistir a primeira temporada, me enlouquecia o fato de ser impossível de saber, conceitualmente, quem era bom/mau e quem era louco ou não. O seriado foi estruturado para tanto, brincando com o público ao não dar certezas. Portanto, como a sua protagonista feminina, pode-se dizer que Homeland é bipolar. As mudanças de humor do seriado são repentinas, deixando sempre os telespectadores em dúvida quanto as ações de seus personagens e quem são os donos de suas lealdades.

Howard Gordon e Alex Gansa continuam a manejar com desembaraço uma série tão complicada como Homeland. Como já dito, o episódio surpreendeu, mesmo sendo calmo. Porém, pode-se ter a certeza que a “calmaria” não durará. Pode-se, inclusive, fazer uma analogia desse ritmo com aquela melhora súbita comum em pacientes antes da morte (aprendi com Grey’s Anatomy). O momento ainda é de águas paradas, mas sabemos que em Homeland, depois da calmaria sempre vem a tempestade. Ela não deve tardar a chegar.

– Menção honrosa para Claire Danes, que nunca decepciona e consegue interpretar com a maior destreza cada pico de humor vivenciado por sua personagem. “F*ck you, f*ck all of you.”

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