Revolution – Born in the USA

Data/Hora 27/09/2013, 09:38. Autor
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Foi bom, mas não tão bom quanto poderia ter sido.

Após exatos 116 dias de hiatus, a série que terminou sua primeira temporada com uma bomba – literalmente – retornou para seu segundo ano trazendo um cenário bastante diferente do mostrado na finale. O grupo chave do seriado está agora separado, e apesar de a ideia do episódio ser o choque inicial e a explicação gradual durante seus 42 minutos de duração, achei que ficou um roteiro muito confuso.

Eis a situação criada para baquear o público: Miles, Rachel e Aaron estão juntos, fixos em uma cidade no Texas, e agora acompanhados do pai de Rachel, Gene. Charlie debandou do grupo e foi viajar sozinha – curtir a vida adoidada –  é mais ou menos isso – na Nação das Planícies. Tom e Jason Neville estão longe de todos a procura de Julia (esposa de Tom e mãe de Jason).

Miles e Rachel estão uma chatice só. Depois que os dois se fixaram, a coisa começou a ficar enjoadinha: temos uma Rachel quebrada, devastada pelo lance da bomba que o Randall acionou e ela não conseguiu fazer nada sobre no fim da primeira temporada. Rachel, querida, não foi sua culpa – apesar de você ter sido quem religou a energia -, você estava presa numa sala de vidro blindado! É triste? É, mas get over it! Não dá pra fazer mais nada! Contribuindo para a chatice, Miles está todo sem sal porque não pode ficar com a Rachel. “Bad things happen when we’re together”. Argh, cara, corta essa. Esse climão do Miles se deve, principalmente, ao protecionismo extremo de Gene – pois é, ele disse pro Miles que tudo o que a Rachel não precisava era do cara errado agora, devido à barra pesada emocional pela qual a moça está passando devido ao lance das bombas, etc. Mas o Miles tá abaixando a cabeça muito fácil pro “sogrão”. Querido, TEM QUE PROVAR QUE TU É O CARA CERTO! Não adianta enfiar o rabo entre as pernas e ir embora que NÃO VAI RESOLVER!

Um adicional aqui pro Gene, que apesar de fazer com que a relação Rachel x Miles fique mais chata, é um cara nota dez. É compreensível que ele queira proteger a filha, e o fato de ele salvar todo mundo – é, porque ele é médico – é muito legal.

Aaron, como sempre, é o gentleman mais fofo de todos os universos, e também é um dos personagens cruciais do episódio, mas isso é coisa pra mais tarde; merecidamente, Aaron Pittman agora tem uma sra. Pittman que não é a Priscilla (OBS: A nova sra. Pittman me pareceu familiar, mas não tenho certeza se a familiaridade foi com a personagem ou com a atriz, e não sei se ela já tinha aparecido na primeira temporada, mas acredito que não).

Charlie teve pouca participação no episódio – por isso hei de resumi-la nesse parágrafo -, e pegou o barman. É, é verdade, pegou mesmo. E o moço é ex soldado da milícia. Conversa vai, conversa vem, o barman bonitão conta pra ela que viu o Monroe por aquelas regiões, e ela vai procurá-lo. Encontra-o em Vegas (sim, Vegas), onde trabalha como lutador sob o pseudônimo de Jimmy.  Ao descobri-lo, Charlie tenta matá-lo – de forma bastante inteligente, até. Atrai a presa para a armadilha através de um mensageiro e espera pacientemente -, mas não consegue: uns caras não identificados raptam Monroe antes que a flecha atinja o peito da presa, e aí acabou a parte da Charlie. Apesar de não parecer, foram cenas legais de assistir, e foi revoltante ver o Monroe ser movido da área alvo do tiro, porque ia acertar lindamente. (OBS: Alerta de referência –  quando Charlie entra em Vegas, a primeira coisa que ela escuta é um cara anunciando uma apresentação do David Schwimmer em uma das tendas. “The last living Friend!”. Preciso nem comentar que achei lindo, amei e fiquei voltando e vendo de novo.)

Os Neville, longe que só em Savannah, na Georgia, procuram por Julia, que após a ativação rápida da energia e desligamento, desapareceu do mapa. A participação dos dois também é curta, passam a maior parte do tempo com a foto dela na mão, perguntando para as pessoas se alguém viu a jovem senhora. Depressivo, Tom – de barba grande – ameaça se matar, e o filho o impede. Quando um navio lindo maravilhoso e perfeito com a bandeira dos Estados Unidos hasteada chega ao acampamento, trazendo oficiais do governo do extinto país unificado, Tom Neville encontra um novo propósito para sua vida –  não se sabe exatamente qual porque não é dito, mas provavelmente se aliar aos Estadunidenses. Ah, e sim, o presidente está a caminho da Casa Branca, que está com a fachada toda coberta de trepadeiras (uma das cenas iniciais mostra isso, é bem legal).

De volta ao Texas, Miles resolve deixar a cidadela em que está vivendo com Rachel e Aaron e Gene. A Rachel até tenta fazê-lo ficar – umas das cenas românticas mais sem sal que eu já vi na vida, porque fica muito obvio que ela o quer, na cama dela, agora, e ele quer o mesmo, mas eles só se olham com aquela cara de cachorro que caiu da mudança, e o Billy Burke demonstra o que aprendeu com a Kristen Stewart nas gravações de Crepúsculo fazendo aquela cara de peixe morto inesquecível dela -, mas não consegue. Pois bem, ele vai embora, mas uns cinco minutos depois de sair da cidade, em um milharal (bom, parecia um), é atacado por um cara que brotou do chão. Aí, o nosso herói passa a espada na garganta do cara, mas depois o leva para a cidade, pra ver se o Gene consegue fazer alguma coisa. E resolve ficar, porque não pode deixar a cidade desprotegida. O lance é que esse cara não é só um, ele é vários. Não, espera. É um, mas tem muitos outros que nem ele que vão atacar a cidade – lê-se aqui o Miles e o Mason, que é o xerife. Depois de o Mason ser nocauteado com um pedaço de madeira e o Miles ficar no meio da rodinha dos caras, eles entram na cidade. Esses caras são importantes, lembrem-se deles.

Enquanto o Miles banca o herói, a Rachel fica lá, imersa em culpa e lembranças, e o Aaron começa a ver vagalumes, muitos vagalumes, vagalumes estranhos, computadorizados – perdão, tive de colocar isso aqui. O bicho é tão computadorizado que é mais perfeito do que um vagalume de verdade.  O enxame de vagalumes, de início, encanta, mas depois causa um estranhamento em Aaron – é que é grande mesmo -, que acredita que os vagalumes significam alguma coisa sobre a energia ou querem passar alguma mensagem. Ele comenta com a Rachel sobre isso, mas ela, apesar de intrigada, não acha que tem a ver os insetos com a energia.

Retomando: lembram-se dos caras que eu disse que eram importantes? Taí, eles gostam de matar as pessoas. Depois do ocorrido com os vagalumes, na noite seguinte, Aaron fica olhando pela janela. A esposa o chama para dormir e, antes que nosso querido gênio possa chegar ao quarto, a escuta gritar. O seu herói interior é despertado, e Aaron corre para defender sua amada. Mas se dá mal. *lágrimas* O cara mau corta o peito do Aaron de fora a fora com a espada e, por mais que Rachel e Gene tentem salvá-lo, é o triste fim do Sr. Pittman. Sério agora, foi um dos pontos cruciais e mais tristes do episódio, e foi algo que eu nunca pensei que fosse acontecer. Façamos um minuto de silêncio pela alma da personagem mais nobre do seriado. (um minuto aqui). A esposa, obviamente, entra em desespero – senti uma certa identificação com ela, visto que o Aaron era um tanto parecido com o meu amado, e me senti muito mal por ela e por toda a situação. Não sei se, eu, no lugar dela, aguentaria passar por isso. A morte do Aaron me devastou, de verdade -, e tem de ser arrastada para longe do corpo do marido.

O bonito é que, depois da morte do Aaron, a viúva Pittman está lá, de luto, olhando para a varanda, e o enxame de vagalumes aparece para ela. Concordo com o falecido que, definitivamente, os bichos querem dizer algo. Daí até no fim do episódio, ocorre só mais uma coisa: o Aaron revive. É, GALERA! ELE NÃO MORREU. Bom, eu acho que não, ele dá um suspiro mucho loco e aí acaba o episódio.

A história do episódio teria sido 100% excelente se não fosse pela moscamortice do Miles e da Rachel. Além disso, o que prejudicou foram as diversas mudanças repentinas de local e de tempo: o episódio se passa seis meses após a rápida reativação da energia, e durante o mesmo, diversas imagens de momentos como a partida de Charlie – entre o momento atual e o ponto final da primeira temporada – são mostradas. Sim, tem a legenda falando a localidade, quando aparece pela primeira vez, e o tempo, quando muda, mas esse ir e vir me incomoda bastante. Digo, se é para as coisas serem explicadas aos poucos, explique-as dentro da história. Ficar indo e voltando confunde demais, faz com que o espectador fique pouco atraído pelo episódio.

Outra coisa a ser comentada também é o estado dos figurinos e dos cabelos. Gente, o que é que fizeram, entre outras coisas, com o cabelo perfeito da Charlie nesse episódio? De todos os cabelos e figurinos que não curti, o cabelo da Charlie foi o que mais me doeu. Tudo bem, faz completo sentido estar todo mundo com a aparência meio ferrada, mas é incoerente com cenas da primeira temporada em que estavam todos lindamente arrumados após passarem dias andando pela mata atrás do Danny. Já que começou incoerente, deixa incoerente e visualmente agradável, né?

Voltando ao roteiro e à história, eis o balanço final da situação: República Monroe e Georgia acabaram um com o outro, virou terra de ninguém; as outras repúblicas e confederações estão de boa, tirando a Filadélfia, que ficou arrasada com a bomba. O governo Norte Americano vai voltar a vigorar, agora que a Big Apple e D.C. são terra de ninguém. A LUZ NÃO VOLTOU PRA FICAR, foi só rapidinho, pro Randall poder explodir a Filadélfia. Tá todo mundo separado, os vagalumes querem dizer algo e o Aaron tem que decidir se vai ou se fica.

Até a próxima semana, revolucionários!

New Girl – Jacooz

Data/Hora 26/09/2013, 10:04. Autor
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O primeiro episódio da terceira temporada de New Girl ocorreu quase todo fora do apartamento que Jess, Nick, Schmidt e Winston dividem.

Mas, para a nossa alegria, os amigos voltam à rotina e ao seu habitat natural o que, no caso deles, significa diálogos rápidos, implicâncias mútuas, manias e revelações constrangedoras sobre o passado de cada um, mostradas pelos flashes de volta no tempo.

O episódio anterior, All In nos deixou duas questões: Jess e Nick serão tão bons namorados quanto amigos, e até quando Schmidt vai conseguir levar adiante sua relação com duas namoradas?

Schmidt, em seu escritório novo, “uma réplica”, segundo o próprio, “de um terço da sala de Don Draper (Mad Men) convida as duas amadas para uma festa da empresa e continua o malabarismo para que uma não saiba da presença da outra. É Schmidt sendo o bom e velho Schmidt. Só tem um porém: embora a situação possa render boas piadas, tem um grande potencial de se desgastar logo – a não ser que a intenção seja esta mesmo, de explorar o que acontece com um mulherengo apaixonado e indeciso.

Jess, por sua vez, tenta fazer amigos na nova escola em que trabalha. Na esperança de “corrigir” seu passado nerd no ensino médio, a professora procura um jeito de se enturmar com os colegas descolados, que tiram onda da cara do diretor e adoram aprontar nas horas vagas. Nick, do seu jeito bem particular, ajuda a moça.

Enquanto isso, Winston decide oficializar seu romance com uma nova garota, e termina a conversa desconfiando que ela tem outra pessoa e com um gato para cuidar.

New Girl é o tipo de série bem escrita onde acontecem situações surreais, porém o forte mesmo são os diálogos e a dinâmica entre os personagens e como a personalidade de cada um dirige a conversa ou acontecimento para rumos inesperados. Um bom exemplo é uma cena que ocorre no elevador do prédio onde os amigos moram. E o modo que eles escolhem para tirar Jess da cama no dia seguinte a uma louca noitada. Fora a estranha afinidade que gatos têm com Schmidt. Tem que assistir para entender (e rir muito).

A nota máxima se justifica porque Jacooz (de jacuzzi, referência a uma loucura cometida por Jess) trouxe de volta a essência da série, que é explorar as esquisitices individuais e somadas do grupo, além do jeito quase sempre desastroso como os quatro lidam com seus problemas e continuam unidos. Tão unidos que é difícil saber onde termina a vida de um e começa a do outro.

E por isso tudo voltamos nesse episódio a ver nossos personagens como os conhecemos: Jess, a menina estranha que não consegue se enturmar; Nick, o rabugento pão-duro; Schmidt, o metrossexual nível avançado; e Winston, o cara mais atrapalhado para terminar um relacionamento.

Excelente episódio, no estilo que conquistou os fãs, que arranca fácil gargalhadas sinceras de quem assiste.

Moral da história? A rotina pode ser muito mais interessante do que uma aventura no México.

Queridos personagens de New Girl, agora sim, podemos dizer “sejam bem-vindos de volta!”. Nos vemos semana que vem!

Bones – The Cheat in the Retreat

Data/Hora 25/09/2013, 10:05. Autor
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Tony e Roxie estão de volta. Cam está com problemas. Sweets continua perdido. E Hodgela, ah … Hodgela é simplesmente demais. Assistir Bones é ficar preparado para todas as possibilidades, até a de se divertir com um episódio sobre traição e assassinato, de levar o coração do drama à comédia como um simples passar de uma página. The Cheat in The Retreat foi como voltar para casa: reconfortante, na maioria das vezes.

O problema é que é cedo demais para isso, e o episódio acabou ficando fora de mão, quando há grandes questões que precisam ser mostradas. Por exemplo, Le Mérchant Pelant! Dizem que há um elemento na comédia, o chamado timing, que se perdido, deixa a coisa desarmoniosa e sem sentido. Apesar de eu ter gostado desse segundo episódio, ele poderia ter ido ao ar um pouco depois na temporada. Aí sim a diversão ficaria completa.

Mas vamos ao que interessa, baby!

Voltando para casa

Eles estão de volta. Tony e Roxie, as personas mais sexies, extravagantes, apaixonadas e loucas que B&B já interpretaram. Não é à toa que a maioria dos fãs de Bones gostam deles, e sentiram falta do casal. Sumidos desde a segunda temporada, eles aparecem como disfarce em uma clínica de reabilitação para casais. Ao menos, podemos ver que Tony e Roxie não estão mais noivos como antigamente, e que apesar de alegar suas diferenças, eles parecem perfeitos um para o outro.

Como eu disse, encontrá-los mais uma vez foi como voltar para casa. Confesso que ri muito com a interpretação exagerada da Brennan, mesmo quando “sua capacidade de atuação” a levou a fazer com que o River acreditasse (e todo mundo da clínica) que ela era outra pessoa e não uma antropóloga renomada. Ou até mesmo quando a Roxie estava sendo mais Brennan do que ela desejava. “O comportamento dele não tem nada a ver com a rotação da Terra, benzinho”. Você apenas tem que amar a Brennan.

A falta de humildade da Brennan, traço peculiar de sua personalidade igualmente peculiar, me fez relembrar da antiga Bones. Até o comentário da Angela sobre a Brennan ter percebido a tentativa de manipulação da amiga para que ela falasse sobre o que Bones tinha aprendido no retiro de casais, me fez lembrar como a personagem evoluiu.

Juntando esse sentimento nostálgico, e a boa integração entre os dramas pessoas e o caso, isso tudo me fez sentir como se a série tivesse num timing que funciona. Exceto que não está. Brennan pode até perdoar Marte por ter perdido seu campo gravitacional, mas estou com a Angela nessa: me pareceu muito fácil e rápido todo o peso do relacionamento de B&B ter sido milagrosamente despachado para o limbo. Não tive nenhuma conversa com o tal Aldo, e mesmo confiando no meu parceiro, seria difícil deixar tudo para trás.

Quando ouvi falar deste episódio, pensei que os resquícios de toda a angústia que os dois estavam sentindo iam se sobressair de algum modo. O que não acontece. Boné? Estatua da fertilidade? Parem com isso Hart e Stephen, sabemos que vocês poderiam ter feito melhor. Além do mais, Booth não pareceu nenhum pouco incomodado com a prerrogativa do Monsier Pelant, o que me deu um pouco nos nervos também. A série me pareceu um pouco bipolar, apesar da maestria com que geralmente eles levam os episódios mais cômicos.

Tirando isso, ver o Hodgins empolgado com fezes e localizando o local do crime a partir da amostra de terra também me deu um pouco de conforto. O sempre empolgado Hodgins!

O caso foi interessante, o Jeffersonian trabalhou em sintonia – Angela buscando a arma do crime; Arastoo descobrindo a doença da vítima, o que levou o time a identifica-lo mais rapidamente; e o Hodings sendo ele – e isso me fez prender a atenção. Apesar de eu ter acertado rápido demais que o vovozinho era o assassino. Isso nos leva a uma coisa…

Problemas no paraíso

Dr. Lance Sweets. O drama do psicólogo me lembrou muito todo o descontentamento da Angela na temporada passada, o que parece ter sido superado pela a artista, já que ela continua no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa (apesar do seu espírito “livre”). A má fase do Sweets é uma história até mais coerente do que a fuga da Angela, principalmente porque Pelant conseguiu ferir a confiança do jovem conselheiro. Mesmo assim, a resposta tardia para isso me incomoda. Sabe a história do “já faz mais de três meses que todo o imbróglio com o coisa ruim aconteceu, mas ainda estou pairando no céu das consequências”? Incomoda, até porque ele é um psicólogo, e superação faz parte de seu trabalho. O conflito do Sweet é válido, mas o timing não está certo.

Como a Angela disse, todos precisam de férias, mas o jeito que ele agiu no episódio, me pareceu mais um adolescente aborrecido. Gosto do Sweets, principalmente quando ele “ajuda as pessoas”. Me incomodou a necessidade dele em ser parceiro do Booth nos últimos anos, tornando-se agente, carregando arma. A verdade é que ele vem tentando se encaixar demais, e quando sua posição – a de conselheiro dos agentes – foi deixada para trás, ele perdeu um pouco de sentido na série.

Espero que isso não seja o começo de uma despedida. Gostaria de que o Sweets continuasse com a gente por muito tempo. Espero mais ainda que essa história não perca no limbo dos acontecimentos, local cheio de dramas dos personagens de Bones.

Falando nisso, Cam ganhou um novo namorado, uma nova história, e de novo, o timing me pareceu errado. Apesar de Bones ser mestre em dramédia, o roubo da identidade de Cam é bastante intenso para ser um enredo secundário. A dra. Soroyan teve um dos momentos mais tocantes do episódio, quando ela se permite ser ajudada, mesmo sabendo o quanto teve que lutar sozinha na vida para ter seu “bom nome”, e tudo o que ela conquistou.

A independência da Camile era o que ela tinha de mais precioso, não a conta bancária e seus diplomas. O que me faz pensar que toda essa história grita “Pelant”. Me admira que ninguém tenha entrado em colapso logo no início e ligado o mestre hacker aos crimes cometidos por Cam. A ligeira menção do Hodgins ao criminoso me pareceu tão óbvia e ao mesmo tempo a conexão não foi possível. Muita ingenuidade ou descuido? Por que se não tiver um dedo dele neste movimento todo, ao menos seria algo que valeria a pena correr atrás.

A Cam é a rainha do limbo onde os bons dramas de Bones estão. Espero que dessa vez, sua vida não seja jogada na pilha de coisas boas que acontecem na série. Sem dúvida, a confusão instalada por esse(a) fraudador(a) deve render muita tensão.

O homem que não sabia amar

Matei por amor, e não me arrependo. Talvez isso não seja uma boa desculpa perante os juízes, mas é algo apropriado até pra B&B. Seria o velho casal Schumachers o futuro de B&B? Bom, esperamos que não. Mesmo que o lance de “até que a morte nos separe” funcione muito bem para mim, matar alguém nunca é uma boa opção. Apesar de ainda serem muito apaixonados, os Schumachers mataram e condenaram uma pessoa cujo o maior era não saber amar direito.

O caso da semana não foi grandioso, porém foi divertido, e todos os casais do retiro funcionavam como alívio cômico e de mente, já que ao compará-los com o casal principal da série, a Brennan tem toda razão: o que ela e Booth tem é mais do que surpreendente.

E é por isso que o episódio vai perdurar em nossa memória, mesmo não sendo um episódio nota dez.

E para quem gostou de The Cheat in the Retreat, vai gostar também de ouvir a música Long Way Down da Frances Cone que foi trilha de um dos momento mais queridos do episódio. Quando B&B mostra que para chegar no nível de intimidade, confiança e amor que um tem pelo outro, foi um longo caminho percorrido, não foi do dia para a noite, e que o que eles têm vai durar 50, 60 anos ou mais.

É importante deixar claro que o casamento dos dois, ou o não-casamento dos dois, não é uma mera formalidade. Não é mais um passo para as etapas de um compromisso. O amor incondicional já foi conquistado há muito tempo atrás, quando um descobriu que morreria pelo outro – e que mataria também.

Não há segredos, por mais que esses incomodem – e não mataria ninguém mostrar isso no roteiro – que não possa ser superado. Mesmo quando esse grande segredo afetou a vida dos dois de maneira tão profunda, acho que nada desse tipo pode vencer um casal que manteve em um silêncio ensurdecedor as batidas do coração acelerando quando um pensava no outro. O segredo de guardar um grande amor.

Espero que quando B&B se casar -o que me parece cada vez mais próximo – a cerimônia não seja para celebrar esse compromisso, e sim, uma grande festa. Por que para quem passou o que eles passaram, só resta comemorar.

Booth: Se alguém estivesse me sufocando, você o acertaria na cabeça com uma bola de bilhar?

Brennan: Sim.

O amor! Essa foi a única coisa que teve seu perfeito timing.

Castle – Valkyrie

Data/Hora 24/09/2013, 23:19. Autor
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– “Não”?

– Não, não, não “não”.

– Então “sim”? 

– Não é um “sim”?

– Não, não é um “não sim”.

– Você sabe como isso funciona, não é?

Com muitas revelações e um certo alívio, Castle volta de um hiato de pouco mais de quatro meses para resolver um gancho que fez nossa cabeça borbulhar enquanto Nathan e Stana “pegavam uma prainha”. Valkyrie nos é apresentado com fortes expectativas comuns recebidas à um primeiro episódio de temporada. E então, logo após sua abertura, com a aceitação do pedido de emprego em D.C. e também a aceitação do pedido de casamento de Castle, todas as minhas ideias, suposições e alternativas foram por água abaixo. Beckett não só iria dar um grande passo no relacionamento deles, como teria que engrossar as pernas para conseguir unir relação à trabalho. Será que ela consegue? Isso a gente descobre daqui a pouco.

Antes de tudo, preciso confessar: se eu pudesse, teria ido a nado até Los Angeles e bateria no Marlowe por aquele início de episódio! Como é que alguém põe a sua personagem preferida levando tiros, depois de quatro meses de abstinência, e não bota nem uma legenda avisando que aquilo era um treinamento e tudo não passava de uma brincadeirinha? Mal, muito mal. Mas como in Marlowe we trust, e eu já compartilhei aqui o meu sofrimento e momento de raiva, deixemos de papo furado e vamos ao que interessa: Lisa Edelstein, polícia federal e Beckett sendo mais badass do que nunca!

É claro que muita coisa mudaria com ela passando da NYPD para a polícia federal, assim como ela teria um choque muito grande entre esses dois mundos que, como visto, não foram superados nesses seis meses de mudança de emprego. A “pegada” da polícia federal é outra, o ritmo é outro – e os companheiros também. Além daquele agente que tentou passar um charme na Beckett e por um segundo se atreveu a chamá-la para sair, eu dou destaque para a atuação da Lisa Edelstein. Não que eu tenha me esquecido do Ryan nem do Esposito, mas que a moça abrilhantou o episódio, ah, abrilhantou.

Outro fator que ainda não foi ajustado – e creio que será assim por muito tempo e ainda me permito dizer que talvez seja esse o ponto principal para pensarmos em uma desistência do emprego em D.C. – é a conciliação entre tempo de trabalho e tempo para o casal. Mas quem não sabia que ia ser assim? Por mais que ambos prometessem que o amor que um sentia pelo outro seria capaz de vencer as barreiras da distância, a nova rotina de Beckett é quase que esmagadora. Entretanto, no meio de toda essa bagunça de horários e possibilidades de encontros, eis que me surpreendo com uma ação: nosso Castle amadureceu e, em vez de ficar todo triste em casa e fazer aquele doce que só nós sabemos como é chato (e perigoso para o casal), ele vai atrás do que quer. E como vocês sabem, se Maomé não vai até à montanha…

… A montanha vai até Maomé – e olha que eu nem estou gastando linhas para relacionar essa tal montanha à bunda do Castle! Mas a real questão aqui é: assim como a Beckett, eu também estava sentindo falta dos dois trabalhando juntos. E quem não sentiria depois de 5 anos convivendo com puxões de orelha, frases sendo completadas e olhares compartilhados que por si só já resolvem quase um caso inteiro? Eu a entendo por querer perseguir um sonho, e até acho a coragem dela de largar tudo em New York para agarrar todo um novo mundo com apenas duas mãos uma atitude honrosa, mas a falta que faz a nossa velha equipe trabalhando junta me faria olhar para trás. Aliás, acho que se ela olhasse para trás, eu não seria a única que voltaria para casa.

Coragem e saudades a parte, para a nossa tristeza, ela não permite que Castle ajude a resolver o caso. Mas para a felicidade geral da nação, Castle é Castle – amadurecido ou não -, e é por isso que ele não dá ouvidos a detetive. É claro que ele vai arranjar inúmeros problemas, vai nos arrancar várias risadas, vai matar a nossa saudade de ter um escritor metido a detetive, e também vai por na história quem faltava para fazer de Valkyrie um típico episódio de Castle: Ryan e Esposito.

O caso sozinho já era consistente, inteligente e bem escrito, mas com a entrada dos dois detetives tudo se tornou ainda melhor. Eles dão dinâmica às investigações – dinâmica essa que a Lisa, por exemplo, e a equipe da polícia federal não possuem. O fato deles trabalharem juntos há tanto tempo, misturado às rápidas percepções e sacadas, fazem da NYPD um exemplo para os federais. Contudo, como sempre ocorre quando Castle se intromete em alguma coisa,  das duas uma: ou ele seria sequestrado, ou ele seria preso. Agora, quando as duas se juntam, boa coisa não poderia sair dali.

Nesses minutos finais meu coração bateu forte. Ele, que já vinha fraco pelas emoções iniciadas em maio e terminadas no início desse episódio, sofreu ainda mais com a revelação de que Castle possuía, em sua corrente sanguínea, uma toxina adquirida pela ventilação do carro do sequestrador. Como se não bastasse, o meu escritor favorito descobre que o resta menos de um dia. Se eu pudesse ressaltar uma coisa que eu vi nessa cena foi o medo. Medo da morte, medo da perda, medo de chegar aonde quer com a pessoa que você mais ama e descobrir que, por causa de uma confusão ocasionada pelo famoso “estar no lugar errado na hora errada”, tudo irá para o espaço em menos de 24 horas. E é nessa hora que eu penso que, se eu sobreviver essa espera até a próxima segunda eu sobrevivo a um episódio que mistura bomba, Hamptons e In My Veins.

Para mim, a sexta temporada começou bem. Marlowe, com aquele final em Watershed, deixou um campo bem amplo para poder trabalhar nessa nova temporada. A quinta, como eu disse, foi a temporada da evolução e acho que agora nós teremos um ano de amadurecimento e uma boa oportunidade para vermos como Caskett lida com todos os imprevistos e novos rumos que a vida nos concede. Para esse novo passo, eu desejo a eles sorte. Para vocês, é um até semana que vem – isso se sobrar alguém vivo. Até mais!

PS1: Tudo bem que não teria muito aonde encaixá-la, mas episódio sem Lanie merece até perder esses 0,5 na nota.

PS2: Deadly Heat ficou magenta mesmo. Acho que alguém andou lendo as reviews por aqui.

PS3: A introdução de Pi na série foi brilhante. Além dele dar margem para uma frequência maior nas aparições de Alexis, ele também será um vetor a mais para Castle mostrar sua relação com a filha. Além disso, Mr. C. vai virar hit de verão, esperem só!

How I Met Your Mother – The Locket e Coming Back

Data/Hora 24/09/2013, 23:00. Autor
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Apertando os cintos, How I Met Your Mother começa a sua nona e última temporada com grandes mudanças: sem MacLaren’s, sem Nova York, sem o clássico apartamento onde tudo começou. Eu realmente não lembro qual o momento que decidi assistir o seriado, ou onde me tornei fã dos personagens, mas definitivamente a fórmula seguida pelas oito temporadas anteriores já estava batida. Além de um novo modo de contar a história, os ares de Farhampton dão todo o tom visual de renovação, de diferença que este ano precisa. É o último ano. É a despedida. São as últimas risadas, últimas crises de identidade, últimos questionamentos sobre o futuro que nossos personagens terão.

Começamos de onde tudo parou. Barney e Robin na limusine, Ted e Lily na rodovia e Marshall e Marvin no aeroporto, todos com um destino, todos com uma certeza: suas vidas iriam mudar após o casamento. Confesso que risadas ficaram em segundo plano, as storylines dos núcleos também. Todos queríamos ver a Mãe, conhecer ela, sua personalidade. Estava apreensivo com a tão falada química dos personagens.

Quando Ted e seus hábitos extremos levam Lily a tomar uma rota alternativa para Farhampton, a série mostra  o que nós realmente queríamos ver. Atenciosa, emocional e bem humorada. Não parece um Ted de calcinhas? Lily conhece a Mãe no trem. Logo ela, que com o perdão do trocadilho, é a mãezona do grupo. Seria um verdadeiro banho de água fria nos fãs ter um primeiro episódio sem a presença da Mãe, mas voltarei ainda neste assunto.

Barney é Barney. Solteiro, noivo ou casado, ele nunca vai deixar de ser o bom e velho Barney. Neil Patrick Harris é um verdadeiro show, não é à toa que ele rouba a cena quando está em ação. Em The Locket o casal mais incrível das séries é o lado cômico, com o possível incesto entre os dois. Mas em Coming Back temos a relação entre os dois verdadeiramente explorada e vemos um Stinson seguro de seu relacionamento, seguro de que Robin é a razão pela qual o livro de cantadas foi aposentado. Se não bastasse todo o humor da história contada por Barney sobre a maldição dos Stinsons, ele ainda nos mostra a decoração que fez para o seu irmão agora divorciado James(que sempre faz boas participações não? Ainda lembro de Stand by Me (com Auto-tune), ver Robin e Barney falando sacanagens diante daqueles bonecos bizarros só dão ainda mais certeza que os dois fizeram a escolha certa ao decidirem se casar.

Se de um lado temos um casal prestes a se a casar, de outro temos um com uma bomba prestes a estourar. Marshall quer ser juiz em Nova York, Lily já está com as malas prontas para a Itália. Este é mais um problema para um dos casais mais unidos da televisão superarem nos próximos episódios. Enquanto Marshall tem sua sina para conseguir embarcar até Farhampton durante os dois episódios, Lily conhece a Mãe e, em um devaneio, pensa que Ted irá dar a Robin o colar que a canadense considera sua própria benção para se casar. Que bom que ela estava enganada, não? O presente de Ted é uma foto de oito anos atrás, uma foto que representa muito para todos e ainda mais para os fãs. Uma foto que mostra que o que é verdadeiro dura para sempre, como a amizade de nossos protagonistas.

Assim como o recepcionista mala do hotel nos lembra, o lugar onde o casamento irá ocorrer é romântico. Não é local para uma pessoa solitária, não é local para alguém como Ted. A alegria de todos contrasta com a solidão do personagem. Muitas mulheres dizem que homens como Ted já não existem mais, mas a verdade é que tem que ser muito mulher para conseguir um homem assim. Apesar dessa exposição da solidão do protagonista, o fim de Coming Back é tocante. Não vai fazer você chorar, afinal de contas How I Met Your Mother é uma série de comédia, mas vai te tocar. Vai, se você assistiu todas as oito temporadas, todos os fracassos amorosos, todos os desencontros com a Mãe. Pois o fim do episódio mostra um Ted feliz, e pela primeira vez vemos os dois – ele e a Mãe – vivendo juntos, compartilhando momentos, sendo um casal. Sem guarda-chuva amarelo, sem calcanhares, sem mistérios. A realidade e o futuro se misturam na tela e nós, assim como ele, ansiamos o momento em que os dois finalmente se encontrem. “Eu fiz uma promessa a mim mesmo. Eu voltaria aqui e traria você” marca o fim do episódio.

As considerações finais desses primeiros dois episódios não poderiam fugir de elogios, desde os agradáveis detalhes na narração do Ted do futuro, na qual ele conta fatos curiosos sobre a Mãe e nos mostra o quão parecidos os dois são. É promissor esse início de temporada, e embora todo o ambiente de Nova York faça falta, Farhampton parece ser um local promissor para contar as histórias finais de nossos personagens, já que toda a temporada irá se passar durante o final de semana do casamento. Espero que, como os próprios atores disseram na Comic-Con, a nona temporada seja um presente para os fãs e que fechem de forma lendária essa série incrível.

Haven – Survivors

Data/Hora 24/09/2013, 11:10. Autor
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Desde sua primeira temporada Haven teve o mérito de não perder o argumento da trama e, ano após ano, avançar na história que se queria contar. Nesta temporada o interessante tem sido observar como os personagens amadureceram e, ainda assim, continuam os mesmos. Quem imaginaria, na primeira temporada, que os atrapalhados irmãos Teagues esconderiam segredos reveladores sobre a cidade? Quem imaginaria que Vince seria o líder dos Guardiões? Que ele e Dave, em algum momento, discordariam frontalmente em questões fundamentais?

Na primeira temporada, Duke era uma pedra no sapato de Nathan, o bad boy da cidade. Quem imaginaria que ele seria um justiceiro em potencial e negaria sua condição para tornar-se o melhor amigo de Nathan?

Quem imaginaria, na primeira temporada, que elementos e mais elementos de uma mitologia plausível seriam introduzidos em uma história que seduz a cada episódio, mesmo quando não são perfeitos?

Talvez o que explique essa história de sucesso, senão de público, ao menos de coerência criativa, seja a parceria bem sucedida entre Sam Ernest, Jin Dunn e Stephen King, desde os tempos de The Dead Zone (série que também era inspirada em livro do autor de terror e mistério). Ou a pouca rotatividade da equipe de criação e direção. Ou ambos os fatores. Seja o que for, tem dado certo. E os fãs agradecem.

Em  Survivors, Nathan tem que lidar com mais um problema em Haven, enquanto empreende sua infrutífera busca por Audrey. Duke é pressionado a fazer com que seu irmão deixe a cidade, já que os guardiões não querem outro Croker para ameaçá-los. E Jordan destila sua raiva e frustração sobre Nathan, Dwight e Vince, que, para ela, não estão muito interessados em honrar o acordo feito com os Guardiões: procurar e achar Audrey para que ela possa parar as perturbações, ainda que seja sacrificando a vida de Nathan.

Fico me perguntando o que Jordan fará quando finalmente Audrey voltar à cidade, uma vez que, aparentemente, o ódio latente que sente em relação a ela, talvez somente seja comparável ao que sente em relação a Nathan. O que me faz pensar, se não estaria correto o ditado que diz que a ira de uma mulher traída somente é comparável às piores catástrofes trazidas pela natureza!

Mas, enquanto Haven continua a existir na sua dinâmica de estranhos acontecimentos, Audrey é pressionada a lembrar-se de seu passado imediato. E o mistério da vez está na identidade de um grupo que não quer que ela se lembre, enquanto outro a pressiona no sentido contrário. Para ela a negação é a única atitude plausível, já que a loucura alheia explica o que é inexplicável: um sentimento (amor?) ao qual não consegue atribuir um rosto ou um nome. Talvez o estranho tenha tocado no ponto certo. Talvez sua memória esteja mais próxima de ser despertada por sentimentos que ela nega: um amor esquecido, mas presente em uma certeza difusa.

Parodiando uma frase de Rubem Alves: a memória guarda o que o coração ama. Audrey somente precisa de um momento de catarse para descobrir a verdade dessas palavras.

E essa é a pergunta da vez: qual será esse momento de catarse? Receio que a resposta não virá logo, afinal temos toda uma temporada pela frente.

Enquanto isso, acompanhamos o desenrolar dessa história, onde novas perguntas são formuladas, onde a mitologia é ampliada e mistério, terror e romance dão-se as mãos de forma suave e plausível.

Low Winter Sun – The Way Things Are

Data/Hora 23/09/2013, 11:09. Autor
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Está cada vez mais difícil assistir a Low Winter Sun. Depois de uma começo promissor, os episódios estão cada vez mais parados e nada demais acontece. Isso acaba comprometendo o meu texto, pois não tenho muito o que falar.

O grande acontecimento deste sexto episódio foi que finalmente Frank achou Katia, e o encontro não foi como ele esperava. Ele todo apaixonado e ela toda fria, dizendo que fez somente o seu trabalho. Não sei se acredito nela, pois pode estar com medo do Joe (que disse que a mataria se ela voltasse) ou se é realmente verdade. Isso deixou Frank devastado e ele foi chorar suas mágoas no colo, e na cama, de Dani.

A galerinha do bagulho está sofrendo as consequências de se meterem com as pessoas erradas. Como perderam a confiança de Lowdown, eles bolam um plano e Nick mata Poppa T. Com isso, Damon tenta buscar apoio com Skelos, mas o tiro saí pela culatra! Skelos e Lowdown se juntam contra Damon e crew e tomam posse de todos os seus empreendimentos, inclusive o bar. E Damon todo arrependido de ter deixado seu amigo morrer… Tadinho!

Muito legal ver Joe tentando colocar juízo na cabeça de sua filha. Ele a matricula no mesmo colégio católico que o colocou nos eixos, ou não né… Vê-los juntos na mesa de jantar foi bem legal. Pena que esse plot não é muito explorado.

Bom, o melhor ficou para o final. Dani, desde sempre, está com a pulga a atrás da orelha. Ela continua sua investigação, paralela, sobre a morte de McCahn. Ela vai até a casa da testemunha e descobre o que aconteceu no interrogatório. Ele confessa que ficou todo confuso… Vamos ver quais as conclusões que ela vai tirar.

O que me deixou animado é o sneak peek do próximo episódio! Vamos ver o que vai acontecer.

The Bridge – Old Friends e Take the Ride, Pay the Toll

Data/Hora 22/09/2013, 21:27. Autor
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Quando alguém me perguntava sobre The Bridge eu respondia que se tratava de série policial, na qual as polícias americana e mexicana trabalhavam em conjunto para resolver um crime que ocorreu na fronteira entre os dois países. Mas ela é muito mais que isso, e arrisco a dizer que seu foco principal é a amizade inesperada. A relação construída ao longo da temporada entre Marco e Sonya e Daniel e Adriana são algum dos exemplos do que eu estou falando.

Durante a exibição de boa parte da temporada e nas sinopses liberadas antes mesmo da estreia, eles falavam em um serial killer. Eu mesmo já mencionei esse termo nos meus textos, mas depois de assistir a Old Friends e Take the Ride, Pay the Toll tive que mudar complemente meu conceito e reavaliar quase tudo que pensava sobre a série.

David Tate não é um serial killer, apenas queria vingar morte de seu filho através de um plano bem elaborado. Cada passo milimetricamente pensado para atingir seu alvo, Marco Ruiz, que para ele era um dos grandes responsáveis pela sua dolorosa perda.

Agora vamos ao que interessa.

“Caleb (filho de Tate) pagou pelos pecados da mãe e você (Gus) pelos do seu pai (Marco)”. É com essa frase que eu resumo o 10º episódio, Old Friends, de The Bridge. Depois de três episódios eletrizantes, este foi mais “calmo” e reflexivo.

Vimos uma Sonya bastante debilitada fisicamente depois do acidente que sofreu, mas com a mente a mil. Ela logo volta ao trabalho para ajudar Marco a encontrar seu filho. Ele por sua vez está muito abalado psicologicamente com aquilo tudo, apesar de não admitir.

Daniel tem uma recaída e acaba contando para Adriana o porquê de ser uma das peças desse confuso jogo: ele não testemunhou contra seu amigo Santi Jr., em troca de um emprego e status. Ela acaba convencendo o amigo a ir ao AA. Na saída, Tate também sequestra Daniel.

Marco recebe instruções de Tate de onde e como encontrá-lo. Como deve ir sozinho, ele pede que Sonya minta caso pergunte por ele. Descobrimos também que Gus está preso em um tonel de água que vai enchendo aos poucos.

Take the Ride, Pay the Toll tem a sua ação centrada bem no meio da ponte. Literalmente. É lá que Tate (vestindo um colete de explosivo) resolve acertar suas contas com Marco. Paralelo a isso, Sonya segue seus instintos e descobre onde está Gus.

Tate continua seus jogos psicológicos com Marco e pede que ele mate Daniel como condição de dizer onde está Gus. O policial acaba não conseguindo e Tate acerta o jornalista que caí da ponte. A tensão continua e Tate insiste que Marco o mate. Sonya vai ao encontro dos dois e tenta impedir que Marco faça uma besteira. Ela diz que Gus está vivo, mas a nossa queria policial tem muitas qualidades, mas mentir não é uma delas.

Ao descobrir que o filho está morto, Marco perde a cabeça e vai para cima do assassino! Sonya, para evitar o pior, acaba acertando a perna de seu parceiro e na sequência Tate, que vai preso.

Passado todo esse susto, Sonya, aconselhada por Hank, vai visitar Marco no hospital. Porém ele é muito ríspido, provavelmente ainda não teve tempo de processar tudo que aconteceu. Contudo não gostei da forma como ele a tratou, mas no fundo eu entendo.

Muito triste ver Marco se despedindo do filho. Têm poucos episódios que os dois se aproximaram novamente (tudo parte do plano de Tate). Impossível não se emocionar. Atuação de Demian na medida e uma trilha sonora perfeita.

Apesar de parecer o final da temporada, ainda têm muitas arestas para serem aparadas. Ainda temos dois episódios pela frente. Vamos ver o que os produtores e roteiristas preparam.

Considerações finais:

– Apesar de ter levado um tiro e cair da ponte, Daniel está vivo. Vaso ruim não quebra! Tudo bem que ele está muito mal, mas vamos torcer.

– Steven, cadê você meu filho?

– Charlote, a assassina do deserto. Ninguém sentiu falta de Graciela? Tim foi outro que não disse a que veio e morreu.

– Ray, acho melhor você voltar para Cougar Town (para quem não sabe, o ato Brian Van Holt também faz parte do elenco regular da série).

– Prevejo muitas indicações para os prêmios do ano que vem. Espero!

Se você ficou curioso sobre a música que embala o final do episódio, Nick Cave and the Bad Seeds com a música Push the Sky Away, segue abaixo o áudio:

The Newsroom – Election Night, Partes 1 e 2

Data/Hora 22/09/2013, 17:39. Autor
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The Newsroom teve uma temporada curta, intensa e marcante. A série cresceu e, muito, e o seu maior feito foi, ao longo das semanas, arrebanhar de volta um público que parecia ter desacreditado no show após seu primeiro ano.

Quando abri as reviews da temporada, eu particularmente não acreditava na renovação da série para um terceiro ano. Me preparei pscicologicamente para me despedir. E também fiz uma observação crítica sobre as comparações de The Newsroom com Studio 60 on the Sunset Strip. E aqui estou eu, sete ou oito semanas depois, voltando ao tema: parece que bateu um medo de Newsroom repetir Studio 60, um pânico de cancelamento. É assim que justifico este final feliz, amarradinho, quase final de telenovela com que a série chegou ao fim de sua segunda temporada neste domingo nos EUA (ou segunda, pra quem viu pela HBO Brasil).

Este é o meu problema com esta season finale: não acho que Will pedir Mac em casamento seja o mais verossímel e o melhor desfecho possível da temporada. Gosto da minha The Newsroom realista. E acho que isto será um problema no próximo ano – porque The Newsroom justamente deu certo em 2013 quando priorizou os dramas do fazer jornalistico em deterimento dos dramas amorosos dos protagonistas. A terceira temporada parece que inciará com uma inversão desta lógica. O caminho é perigoso – mas é, obviamente, melhor do que não ter um terceiro ano, isto todo mundo concorda.

Os dois episódios da Election Night retomam a relação entre Will e Mac – e já era hora. O primeiro episódio é todo da Emily Mortimer, que tem ali sua melhor perfomance na temporada. Ela está acabada e transparece isto na tela e o que acaba com ela é a sensação de que se sente culpada por tudo que aconteceu e que, em algum momento, será punida por Will por ter sujado sua carreira. É incrível que uma mulher tão brilhante não consiga separar o pessoal do profissional. Ela dá o mesmo peso ao fim da relação dos dois no passado e aos acontecimentos da Operação Genoa. (Mas também é irônico que Will a peça em casamento justamente após ter um insight numa discussão sobre Genoa. Será que é uma característica de todo jornalista ser incapaz de compartimentalizar a vida?).

Eu esperava que o desfecho disto seria mesmo Will encerrar o passado e a relação dos dois dar um passo adiante. Mas daí direto para um pedido de casamento me parece um passo radical. Agora, esta é a minha única implicância com o episódio, que de resto é brilhante.

Outro arco fechado é o de Maggie e seus cabelos curtos e vermelhos. Esta storyline foi importante para a temporada, e encerra bem, sem surpresas, especialmente pelo fato de que já sabíamos o que tinha acontecido e porque Maggie não tinha com quem contracenar – Don partiu para outra (comprando o livro de Sloan por mil dólares em um leilão silencioso) e Jim agora tem uma namorada. A solução foi trazer de volta pra série a amiga de Maggie, Lisa, e reaproximar Maggie e Jim.

As duas horas de Election Night foram emocionantes e muito divertidas. Sabe aqueles episódios de Grey’s Anatomy em que os médicos estão excitados com a possibilidade de fazer um procedimento médico inédito e sofisticado? Ou um episódio de uma série policial, tipo Castle ou Elementary, em que o protagonista fica empolgado diante um crime misterioso? Pois é? Coberturas de apuração de eleições tem este efeito em jornalistas. É um mar de números e assuntos para debater e é tudo ágil e rápido e emocionante. Ou como diz Will diz para Mac: “vão ser ser seis horas de cobertura das eleições. Pra você e pra mim é como se fosse uma orgia num spa onde a TV não parasse de passar futebol americano universitário e seus sapatos Christian Louboutin nascessem em árvores”. O episódio captou muito bem este espírito.

Pode ter sido um episódio difícil pro telespectador brasileiro – já que o sistema eleitoral americano é complexo e sofisticado (cada estado computa os votos do colégio eleitoral para presidente de uma forma diferente, o voto para o Congresso é distrital, e por ser um país com múltiplos fusos horários, a apuração acontece em alguns estados enquanto outros ainda estão em votação, entre outros detalhes). Mas o episódio foi muito feliz em mostrar o ritmo de uma cobertura eleitoral – e eu aconselho a quem puder rever o episódio e, dar pause, rewind e play sem medo, em busca dos detalhes e de uma maior compreensão.

Uma das boas histórias da finale foi o erro cometido por Jim ao anunciar muito antes a projeção o vencedor do resultado do primeiro distrito de Michigan – confundido por ele com a sigla do Mississipi. De fato, o republicano Dan Benishek venceu a eleição (pra sorte de Jim e Maggie) por uma margem extremamente estreita – no final foram 2.297 votos, cerca de 0,5% do total de votos do distrito.

The Newsroom - Election Night, Part 2

Eu gosto também bastante da cena, no primeiro episódio, em que Elliot passeia pela redação e mostra a tal “mesa de decisões”, a estrutura montada pela ACN para tentar antecipar o resultado das eleições. Primeiro porque mostra que as redes de TV adoram mostrar seus investimentos e suas inovações – na última eleição no Brasil tivemos um boom de telas interativas, lembra? – apesar de que na prática isto pouco mude a vida do telespectador. Segundo porque é engraçado ver Don tentando desconcentrar Elliot. A cena mostra bem o que é a loucura de uma cobertura de seis horas ao vivo – onde tudo pode dar errado, a qualquer momento.

O clown do episódio foi Sloan, com declarações infelizes no primeiro episódio, e depois sendo cortada múltiplas vezes ao longo da transmissão. É o tal humor bobo do Aaron Sorkin que comentei em outra review – por um lado é engraçado, porque estas coisas acontecem mesmo nos telejornais, por outro lado é um humor infantil demais pro padrão The Newsroom. De qualquer maneira, a boa notícia é que Sloan deve ganhar mais espaço no terceiro ano, já que sua relação com Don agora ultrapassa a barreira da amizade. Eles são o grande casal para se torcer no ano que vem.

É de Don a minha cena preferida da parte 2 de Election Night. É quando ele chama Rebecca para sua sala para dizer que quer processar Jerry Dantana. Mais cedo, Don enfrenta Will, confirmando que pedirá demissão se Charlie e Will fossem afastados da ACN. Ele busca a atitude digna, moralmente correta. Por isto a importância da conversa com a Rebecca: partir é o que ele diz que irá fazer, mas não o que de fato ele quer. Ele quer ficar, quer lutar e quer que nada mude. The Newsroom abordou neste segundo ano, essencialmente, a ética profissional. E nela fomos impactados com os mais éticos jornalistas na tela – mesmo quando ser ético é particularmente doloroso. A angústia de Don reflete isto.

A presença de Rebecca no episódio também é especial. Marcia Gay Harden foi a melhor adição ao elenco nesta temporada e encerra o episódio quase como um grilo falante – vocês repararam que foi ela que foi convencendo um a um do que é o correto a se fazer seria lutar? Eis que, na cena final, todos, sem exceção, estão na mesma página – eles vão permanecer na empresa e vão lutar na justiça pela credibilidade da empresa.

Marcia Gay Harden foi a melhor adição, mas também é preciso dizer que The Newsroom cresce a cada cena em Reese e Leona estão na tela. Eles são os responsáveis finais pelos empregos daquelas pessoas. É divertido ver como a perspectiva deles é diferente das dos demais – afinal, enquanto outros trabalham, eles promovem uma festa. Mas a decisão final é do patrão. Sempre.

Mais que um bom episódio, The Newsroom entregou uma temporada impecável. É só o que se pode dizer. Agora é esperar o que 2014 nos trará.

The Newsroom - Election Night, Part 2

Breaking Bad – Ozymandias

Data/Hora 22/09/2013, 16:24. Autor
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Palavras não fazem justiça a uma das horas mais emocionalmente destrutivas, dramáticas e ainda satisfatórias que eu já tive a oportunidade de assistir. Não houve apenas uma cena de destaque, ou alguns picos de tensão insuportável. Este foi um episódio onde tudo e todos os envolvidos no seriado se uniram pra criar uma obra que George Martin nenhum conseguiria colocar defeito. Bryan Cranston e Anna Gunn criaram juntos uma das melhores cenas (provavelmente a melhor) como Walter e Skyler White. Betsy Brandt e RJ Mitte não ficaram atrás, bem como, Dean Norris em uma sequência quase que perfeita na atuação.

O episódio começa outra vez com uma narrativa não linear, agora tão familiar em Breaking Bad. Um salto, e somos remetidos a um prólogo longe da saraivada de tiros e a angústia do final de To’Hajiilee. Assim como em Box Cutter, o primeiro episódio da quarta temporada, que usa a mesma técnica a fim de mostrar ao público o primeiro dominó caído, e as razões que, nesse caso, geraram a morte de Gale. A abertura de Ozymandias enfatiza o mesmo sentimento, em uma cena onde Walter e Jesse trabalham juntos pela primeira vez. Onde ainda havia inocência em ambos os lados, onde a primeira mentira de Walter foi encenada em um lugar chamado To’ Hajiilee, o grande palco do seriado.

E nesse mesmo local, Gomie e Hank encontram seu destino fatídico. O episódio anterior não terminou bem para esses personagens, as chances não eram boas. Mesmo assim, mesmo que esse destino fosse insinuado, ver a maneira tragicamente simples como os personagens foram “despachados” chocou. A primeira vez que vemos Gomez, ele já estava morto, e Hank tem uma bala na perna, olhando para a arma como sua última linha de defesa, impotente e se arrastando pelo chão – em uma sutil referência ao episódio One Minute.

O impressionante nessa cena foi ver Walter lutando pela vida de Hank, como se estivesse lutando por si mesmo, pelo último suspiro de uma humanidade que há tanto tempo está em um estado terminal. O genial e manipulativo Walter White não é capaz de convencer os nazistas a pouparem a vida de seu cunhado. Em lágrimas e desespero, Walter pede ajuda a Hank, o que gerou um dos melhores momentos do seriado. Em um último ato repleto de dignidade, orgulho e coragem, Hank finalmente fala a Walter: “Você é o cara mais inteligente que já conheci, e estúpido demais para entender que ele já decidiu (me matar) dez minutos atrás”. Assim, o personagem com o maior apelo heroico do seriado tem sua vida ceifada por um tiro na cabeça, e agora jaz em uma cova rasa, indiretamente, cavada por Walter.

Todas as tramas que foram aos poucos desenvolvidas na segunda parte da quinta temporada avançaram em ritmo inacreditável. Em 20 minutos de episódio Walter perde todo o controle, permanece fraco, ele não é mais o ”imperador” Heisenberg. Como o soneto de Shelley, que deu nome ao episódio, diz “nada mais resta: em redor a decadência, daquele destroço colossal, sem limite e vazio. As areias solitárias e planas espalham-se para longe”.

Não há dúvida que Jesse está no inferno. Preste a morrer, Todd intervém como uma questão de segurança “empresarial”, mas mais como um meio de tortura. E Walter se entregando a seu ódio rancoroso, torcendo a faca da culpa, confessa a verdade sobre a morte de Jane. Em um episódio cheio de monólogos, brigas, morte e destruição, eis o discurso concebido para infligir o máximo de dor: “Eu assisti Jane morrer. Eu estava lá. E a vi morrer e sufocar até a morte. Eu poderia ter salvado. Mas eu não fiz.” É apenas selvagem e emocional, com a única função de antecipar a morte de Jesse, que agora voltou a ser um homem abatido e vazio, já sem forças de lutar. O cão raivoso agora está na coleira, mantido em um poço, arrastado para fora apenas para ser forçado a cozinhar metanfetamina, com uma foto de Andrea e Brock posta como lembrete e uma ameaça.

Walter ainda está sob a impressão equivocada de que ele tem um mínimo de controle sobre a situação. Mas depois de outro ataque verbal de seu filho, Skyler chega a seu limite. Skyler finalmente decide ser aquela que protege a família do homem que a “protege”, ela vê que os motivos de Walter são os mais egoístas e novamente volta a se impor. O foco da câmera nas facas vem como um presságio da violência que está por vir. Walt e Skyler brigam, até que Júnior intervém parar defender sua mãe e chama a polícia (Vai, Flynn!); Holly gritando no fundo; Walt insistindo que eles ainda eram uma família. E em um ato final, egoísta e pretendendo castigar Skyler, Walter foge com a bebê Holly. E como uma mãe desesperada correndo pelas ruas, coberta de sangue, gritando por sua filha, Anna Gunn nunca foi tão empática em seu desempenho com atriz.

“Ozymandias”, o soneto escrito por  Percy Bysshe Shelley, descreve temas como a arrogância, a transitoriedade do poder, a permanência da arte e a relação entre o artista e sua obra. Não acredito que melhor figura de linguagem pudesse ser utilizada para escrever de maneira tão sublime a condição de nosso protagonista. Heisenberg, “aquele que bate”, nunca se viu tão impotente, e tudo que sua “arte”, sua obra deixou foi um legado de dor. Walt acaba na mesma interseção que Jesse, em frente a mesma estrutura que lembra um cemitério, à espera de que a minivan vermelho para levá-lo para uma outra vida.

O episódio, em suma, foi sobre perda e luto. Foi sobre como os atos ecoaram desde o primeiro momento em que Walter e Jesse dirigiram pela primeira vez até To’Hajiilee. Tudo o que Walter tocou uma vez se inflamou até apodrecer. Sua família foi irremediavelmente destruída pela própria ação que tinha o intuito de garantir o seu futuro. Jesse está preso em um tipo de morte em vida. E Walter White finalmente sucumbiu à arrogância de sua outra metade, Heisenberg.

Os oito episódios finais estão amarrando a trama aos poucos sem deixar pontas soltas. Logo teremos as respostas para as perguntas levantadas no primeiro episódio desse arco final (Pra que ricina? E quem terá o destino decidido por uma M60?). As teorias são muitas, mas depois de um episódio do calibre de Ozymandias, minha única expectativa aos episódios finais de Breaking Bad, que terão 70 minutos, é sobreviver. Alguém aí quer assistir Rains of Castemare pra animar o dia?

– “Mama!” Holly White.

Suits – Stay

Data/Hora 22/09/2013, 11:05. Autor
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A nota do episódio deve-se exclusivamente ao momento em que Louis não acha a ficha de Mike nos arquivos de Sheila. O restante poderia ser apagado, deletado, e quem sabe, desse modo, teríamos uma chance de recomeçar.

Lembro-me que no primeiro episódio de Suits, na sua primeira temporada, pensei: mais uma sobre advogados?! Mas para minha surpresa não era mais do mesmo. A forma havia mudado. E episódio após episódio Suits tornava-se uma grata promessa.

Bad Faith (nono episódio da terceira temporada) foi divisor de águas. E sinto que, para a série, foi para pior.

Trazer a antipática Ava Hessington de volta, na season finale, foi sofrível; usá-la como pedal para a história de Harvey e Scottie foi ridículo. A certa altura nem se conseguia mais distinguir o motivo pelo qual a firma estava sendo processada. Os interrogatórios de Tanner mais pareciam uma sessão de terapia. Terapia que, diga-se de passagem, funcionou, já que no final Harvey acabou se declarando para a moça. Clichê, piegas, caricatural!

E parece que só de clichês Suits anda sobrevivendo. Impossível mais clichê que a cena em que Donna consegue arrancar de Stephen uma confissão sobre a inocência de Scotie!. Jesus! (E a exclamação deve-se ao fato de que nesse momento, vendo a série, somente conseguia lembrar-me novamente de Mary Shannon, In Plain Sight).

Mike foi esquecido pelo caminho. Durante toda a temporada o personagem mostrou um ou outro toque da genialidade que o fez trabalhar na Pearson e Hardman. No resto do tempo ficou preso nas idas e vindas de seu relacionamento com Rachel. Em Stay, não foi diferente. Do trabalho de advogado só lhe restou arquivar pastas. Isso durante um processo que poderia desacreditar a firma toda! E no final, um ponto para Rachel, não por tentar escolher entre Stanford e Columbia, ignorando seu relacionamento com o moço, mas por mostrar a Jéssica que pode ser, como qualquer um ali, uma dura negociadora.

Nem as cenas protagonizadas por Louis salvaram o episódio. Nada da leve graça, com que habitualmente os episódios eram desenvolvidos. Nada da promessa que se desenhara, nos episódios iniciais, de um futuro vilão em gestação. Nem o final, quando ele se torna mais um a descobrir o segredo de Mike, deixou aquele gosto de expectativa tão característico da série.

Harvey e Scottie, Mike e Rachel, Louis e Sheila! Só não ficou pior porque ainda não arrumaram um par para Jéssica. Ainda!

Aonde foram parar as histórias frenéticas, com uma pitada de humor leve, romances ocasionais, e cliffhangers hipnóticos?

Este não é o drama que me cativou. E espero que Stay, não seja o seu réquiem. O réquiem para uma promessa.

New Girl – All In

Data/Hora 21/09/2013, 14:07. Autor
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Depois de uma longa espera, New Girl está de volta. O último episódio da segunda temporada terminou com a sabotagem bem-sucedida do casamento de Cece – que ainda gosta do Schmidt, justamente o responsável pelas tentativas de interrupção da cerimônia. Ele, porém, está retomando um romance que teve na faculdade e fica indeciso entre a atual namorada e a noiva que acabou de desistir de um casamento por ele. Quando pressionado para escolher uma das duas, Schmitdt toma uma decisão e faz o que todo homem sensato faria no seu lugar: sai correndo para se esconder. Jess e Nick, por sua vez,  estão naquela fase de cruzar a fronteira entre amor e amizade. Muitas dúvidas, medos e a empolgação das primeiras emoções, ainda à flor da pele. “ Estou totalmente dentro”, dizem, sobre a nova etapa de seu relacionamento. É esta afirmação que dá título ao episódio: All in. Curiosamente, após saírem da (quase) cerimônia de casamento de Cece, ainda no carro, decidem fazer uma loucura e ir para o México. Na verdade, Jess segue dirigindo e Nick, que estava dormindo, só percebe quando chegam em seu destino. Dá para perceber o medo que os dois têm de assumir o namoro na “vida real”, isto é, lidar com os problemas de convivência diários dos amigos e companheiros da casa, ter que responder às suas perguntas e, finalmente, começar um romance com quem já se mora junto. Como faz? Enquanto Jess e Nick estão em lua de mel no México, a volta para a normalidade parece impossível para os demais. Schmidt não sabe se quer Cece ou Elizabeth. Meio hesitante decide terminar com a modelo, mas perde a coragem na hora de comunicá-la, o que a faz pensar que o rapaz a escolheu. Pronto: Schmidt se entendeu (até que enfim) com Cece. Agora só falta dar a Elizabeth a triste notícia. Ou não. Ele engasga, eles se beijam e agora o espertinho vai ter duas namoradas, o que obviamente não pode dar certo. Ainda assim, ele administrou tudo com muita classe. Classe de cafajeste. Haja jarra para tanto dinheiro. Após quatro dias de muito namoro em uma praia paradisíaca, e completamente sem dinheiro, Nick e Jess, ainda não cogitando a possibilidade de voltar para casa, resolvem entrar como penetras em um resort de luxo, roubando a pulseira de hóspede de um garotinho. Não leva muito tempo até serem descobertos, perseguidos, e punidos. Quando Jess retorna para pedir ajuda aos amigos eles a acompanham. O segurança do hotel concorda em liberr Nick Miller em troca do carro em que Jess e o novo namorado viajaram. Ele, porém, recusa-se a voltar e ameaça triturar seu passaporte para continuar ali, vivendo sua fantasia livre de estresse e ao lado de Jess. É claro que a garota do grupo o convence de que são uma família, que não podem se separar e…mesmo assim, por um descuido, o passaporte de Nick é destruído. Na volta para casa,  antes de entrar no apartamento, o casal para diante da porta e a insegurança toma conta dos dois. Para o bem ou para o mal, a lua de mel acabou. É hora do dia a dia, que já começa com o fato de Jess estranhar o hábito de Nick nunca levar as chaves consigo. Momento “achei que te conhecia” detectado. Mas eles entraram. Será que Jess e Nick vão seguir com o romance? E Schmidt, até quando conseguirá enganar suas duas namoradas sem ser descoberto? E a pergunta que não quer calar: Winston vai, finalmente, conseguir montar o quebra-cabeça indicado para crianças a partir de seis anos? Brincadeira. É que ele está um pouco solto, já que os demais andam enrolados com seus respectivos pares (ou triângulo, no caso de Schmidt). Ele se dedica a um quebra-cabeça que revela hábitos bem estranhos. Neste episódio ele descobre que é daltônico, fato que usa para o policial da fronteira deixá-los passar com um passaporte todo remendado e é obrigado a se envolver em uma situação delicada para ajudar o amigo a encobrir seu triângulo amoroso. O primeiro episódio indica que a trama mais explorada será a do recém-casal. O legal da série é que todos têm seu momento, ninguém é escada de ninguém, todos são engraçados. Ah, e o mini-flashbacks continuam, ainda bem. Até semana que vem!

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