Balanço de temporada – Dexter

Data/Hora 29/09/2013, 16:53. Autor
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Oito anos acompanhando Dexter.  Conhecemos um simpático psicopata que tinha a missão de se livrar do lixo da sociedade, de todos aqueles criminosos que conseguiam burlar a justiça. Um psicopata cujo o maior problema era manter um papel de pessoa normal, de analista forense que levava rosquinhas para o pessoal da delegacia, que a noite ia visitar a namorada boba e passeava de barco aos fins de semana. Este foi o Dexter pelo qual nos apaixonamos lá na primeira temporada.

Em oito temporadas assistimos a transformação do psicopata em lenhador. E por causa de um desfecho sem sentido e precipitado, ainda não consigo explicar quais foram meus sentimentos em relação ao fim da série. Sinceramente não tinha acreditado no que estava assistindo, não sabia se estava decepcionada ou com raiva, fiquei olhando pra tela escura do computador com cara de nada, sem saber o que estava acontecendo.

Foram sucessões de fatos sem sentido que poderiam facilmente ter desdobramentos melhores. Na verdade, não sei nem por onde começar. Vou começar pela ordem que as coisas foram acontecendo. O papel de Vogel foi MUITO estranho, nunca vou comprar a ideia de que ela foi mais importante no desenvolvimento do Harry’s Code. Primeiro porque o código é do HARRY, foi ele quem passou para o Dexter durante toda a sua vida, ele que era o pai fantasma que perturbava a consciência de Dexter, ele quem era o PAI. Dexter parece que sofreu muito mais com a morte da Vogel do que a do Harry. Como isso? Essa senhora aparece agora, fala que fez dele um experimento, estava escrevendo um livro sobre ele e o cara sofre mais com a morte dela do que a do pai? Abraçar o corpo ensanguentado no chão foi um pouco demais.

Além de cair de paraquedas na última temporada, Vogel trouxe nos 45 do segundo tempo um filho esquisitão e sem sal. O sujeito tinha cara de irmão feio do Ryan Gosling e não conseguiu convencer como “a ameaça da última temporada”. Nós tivemos Trinity,  então o Saxon não se compara nem a mosca do coco do cavalo do bandido. Além de ser um Zé ninguém, não podiam ter dado a ele a missão de matar Debra. Não, isso não se faz.  E para um personagem sem graça, nada como uma morte WTF. Sério, aquela morte com a caneta parecia ter saído de algum filme B de artes marciais. E claro, sua irmã é baleada por um maluco, mas deixam você visitá-lo na prisão sem nenhum policial e quando você o mata com uma caneta na jugular, simplesmente deixam você ir embora. Foi legítima defesa, então ok.

No fundo todos nós já esperávamos a morte da Deb. E nada mais justo que fosse pelas mãos da pessoa que ela mais amava.  Mas o que mais me irritou foi ver Deb ter sido jogada no mar. Porque Dexter jogou a pessoa mais importante da sua vida no mesmo lugar que se livrava dos corpos de suas vítimas menos importantes? Ele conseguiu ferrar com a vida da irmã de todas as maneiras possíveis nos últimos tempos e a coitada não merecia, pelo menos, um final mais digno? (Nem vou falar da cena dele saindo com UM CORPO enrolado no lençol no meio da confusão e colocado no barco sem ninguém perceber.) Também não vi necessidade de terem juntado Deb com Quinn no final da temporada, sendo que eles não iriam ficar juntos de qualquer maneira.

Sempre cultivei esperanças de que Harrison seguiria os passos de Dexter e se tornaria um serial killer. Ok, não é essa carreira que normalmente esperamos para os nossos filhos, mas certamente seria mais emocionante do que deixá-lo para ser criado por Hanna. Quem disse que ela seria uma boa mãe? A fia só se envolve com caras problemáticos e tem que matá-los no fim das contas, e porque diabos ela seria a pessoa ideal pra ficar com o pequeno Harrison? Já que é pra dar um fim sem emoção pro garoto, porque não mandam pro limbo onde estão Astor e Cody? – (Sdds Astor e Cody) – Porque é isso que todo mundo faz com os filhos: quando eles não agregam mais nenhuma emoção pra trama da sua vida, você pode sumir com eles dando para os avós ou para loiras psicopatas que você mal conhece. (Também não vou comentar sobre Hanna ter acreditado na história do Dexter ter dado rolê de barco durante o furacão, sendo que eles estavam naquela vibe lua de mel argentina/ amor eterno/compraremos adesivo da família feliz para colocar na traseira do carro). Hanna ter se livrado do Elway no ônibus foi um negócio muito mal feito, mas temos pontos mais importantes para nos lamentar.

Quando Dexter matou Saxon com uma caneta, se lamentou menos pela morte da irmã do que a da Vogel, jogou a coitada no mar e foi com o barco na direção do furacão, você pode ter pensado: Devia ter ido ver o filme do Pelé. (Obrigada Isa)

Você não acompanha uma série durante tanto tempo, chega em casa cansado do trabalho / da faculdade pra ver seu super herói psicopata se transformar em um lenhador. Nós sabíamos que o final não seria feliz, mas então porque não mataram Dexter?

Cadê o amor pelo filho e aquela paixão de novela mexicana pela Hanna? Ele ligou o botão do “fuck off”, se livra de todo mundo e do dia pra noite reseta a vida e vira lenhador? Agora não se importa com mais ninguém? O Dexter da primeira temporada não se importava com ninguém, mas ao longo dos anos o personagem evoluiu e adquiriu sentimentos. Como ignoram isso e o fazem regredir como se nada tivesse acontecido?

Acho que vou apenas ignorar esses últimos episódios, apagá-los da minha memória e me recordar apenas de quando a série era boa e fazia sentido. Com dor no coração.

Glee — Love, Love Love

Data/Hora 29/09/2013, 16:44. Autor
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Talvez escrever essa review esteja tomando o topo da lista de coisas “mais difíceis de dissertar” de toda a minha vida. Eu sempre tentei ser o mais razão possível em todas as vezes que escrevi sobre Glee (tudo bem que muitas vezes eu não conseguia), mas dessa vez é tudo diferente.

Consegui assistir o episódio completo somente na sexta a noite. Assisti novamente no sábado e hoje (29) de manhã. O que eu senti durante todo o episódio não pode ser definido de forma concreta, mas a verdade é que meu estômago doía um pouco a cada cena que passava. Pensar nessa série sem Cory Monteith é quase como pensar nos Beatles sem Paul McCartney. Talentos diferentes, mas imensuráveis.

Amo Glee de todo o coração. Mas a decisão de produzir uma sexta temporada é ridícula. Sou a favor de uma quinta, toda dedicada à Cory. Mas para quê martirizar tanto os nossos corações como uma sexta temporada, que sabemos, não vai ser boa de maneira nenhuma ? Vi muita gente dizendo que após o episódio 5×03 (The Quarterback), vão deixar a série de lado. Eu não conseguirei por teimosia, mas não julgo quem desistirá da série. Glee já não é mais a mesma a muito tempo, e aquela história de que todos vão achar seu lugar no mundo algum dia já não é mais prioridade para Ryan Murphy. Sua prioridade agora é somente acabar com tudo o que fez uma vez esse seriado ser bom.

Apesar da minha certeza de que Ryan Murphy quer acabar com a minha vida, tenho que dizer que a ideia de todos os envolvidos na produção do episódio de jogar muita coisa colorida e música boa na nossa cara – depois de tudo o que aconteceu – foi uma boa jogada. Impossível não cantarolar e mexer o pé vendo as performances.

Como qualquer estreia de temporada, Love, Love Love veio na maior parte para preencher os buracos nas histórias que encerraram a última temporada. Nós sabemos que o seriado não é bom nisso, e mais uma vez, as coisas “tapadas” parecem muito mais estranhas do que as coisas que ainda não foram preenchidas.

Kitty e Artie são exemplo. Artie namorando uma cheerio loira, já vimos essa história antes ? Sim. Kitty era uma garota chata e superficial, como em um passe de mágica, agora ela é uma pessoa super fofa e que não da a mínima para as aparências? Apenas ok.

PS: Sam vai namorar a Tina agora ? É uma namorada mais errada do que outra a cada temporada…

Klaine também foi algo prevísivel. Eles estão juntos novamente e não tivemos nem uma conversa franca sobre tudo o que aconteceu. Da última vez que vimos a série, os dois eram apenas amigos e Kurt tinha um novo interesse amoroso (outra coisa não desenvolvida e que simplesmente não importa mais para os produtores da série).

 

Sobre Rachel, as coisas são um pouco menos previsíveis. Conhecendo-a, quando as notícias chegarem, ela vai se entregar a cama e vai chorar até que alguém a pegue pela mão e cante uma música que faça a correr atrás dos seus sonhos pela honra de Finn Hudson. Enquanto isso não acontece, ela arrasou cantando A Hard Day’s Night ao lado de Santana e Yesterday foi algo que não se pode colocar em palavras. Ver ela ali, em todos os cenários que ela já esteve com Finn, foi algo de partir meu coração. Admiro a coragem de Lea e o quão forte ela tem demonstrado ser.

O fato é que o maior buraco na série toda é exatamente Finn Hudson. Todo mundo sente isso. Sua ausência, ou melhor, a ausência de qualquer menção ao personagem, é algo que se destaca a cima de tudo. Imaginem como deve ter sido para todos os atores e envolvidos filmar ali em todos os sets e lembrar de todas as memórias que tiveram com Cory naqueles lugares. Finchel nunca vai ser endgame.

E sobre a proposta super fofa que Blaine fez para Kurt ? O que dizer ? Kurt disse o que todos aqui do outro lado dissemos: Sim! Mais um enredo “casar antes de terminar o ensino médio” vem por ai.

No geral, o episódio foi tão estranho quanto o esperado. Embora fosse o retorno tenha sido normal e decente, um ar de tristeza e nostalgia paira sobre todos nós, e eu, sinceramente, não sei se vai passar.

O que vocês esperam dessa temporada ? Vão aguentar firmes e teimosos como eu ou vão pular fora do barco ? Contem nos comentários! Fico por aqui e deixo vocês com a promo do novo episódio com a participação da atriz, cantora e jurada do The X Factor, Demi Lovato. Até semana que vem, Gleeks.

 

Modern Family – Suddenly, Last Summer e First Days

Data/Hora 29/09/2013, 13:10. Autor
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Modern Family voltou para sua quinta temporada com mais um Emmy de Melhor Comédia na estante, um possível spin-off e uma nova abertura que inclui os crescidos Luke e Lily e também o já grandinho bebê Joe. A série mostrou mais uma vez o motivo de ser a melhor comédia da atualidade e fez uma estreia com dois ótimos episódios.

O humor da série continua inigualável, com situações que poderiam acontecer conosco a qualquer momento. A química entre os atores está melhor do que nunca e ver o crescimento dos personagens é algo extraordinário. De uma temporada para outra, Luke foi quem mais mudou no quesito aparência e a atuação do ator Nolan Gould continua impecavelmente engraçada. Lily está mais crescida mas continua com aquele humor ácido e requintado que só ela tem. O pequeno bebê Joe arriscou suas primeiras cenas engraçadas e conseguiu chamar a atenção. Pois é, Modern Family é a melhor comédia e por conta disso e mais um pouco…

Mas vamos ao que realmente interessa, o episódio de estreia da temporada, Suddenly, Last Summer.

Nada como as férias de verão. A melhor época do ano para relaxar e fazer uma viagem. A melhor época do ano para despachar seus filhos pra bem longe. E Claire e Phil sabem disso melhor do que ninguém. No fundo, acredito que todos os pais se empenham para passar um tempo longe dos filhos porque uma hora deve cansar – ou não. Mas o casal Dunphy sempre faz de tudo para se livrar dos seus pimpolhos e, dessa vez, até mudar a viagem dos três filhos é válido.

Phil, com seu poder de persuasão de pai amigo, consegue manipular as crianças mesmo quando nós já havíamos nos conformado de que o casal não conseguiria esse precioso tempo só deles. Usando de artifícios que só ele é capaz e de uma chantagem que passaria despercebida aos olhos de alguns ele consegue o que quer, sempre.

“Sometimes I don’t know if I love how much I fear Claire or fear how much I love her” – Phil Dunphy

O que ele não contava é que Claire, além de querer um tempo longe das crianças, também queria um tempo longe de Phil. Sim, ela não dá ponto sem nó e, no fundo, essas atitudes nem nos surpreendem mais, tamanha a insensibilidade da personagem. Insensibilidade esta, que faz com que o casal seja perfeito e equilibrado.

O verão também foi agitado na casa de Jay e Gloria. O primeiro se esforçou até o último momento para conseguir despachar Manny para a Colômbia antes que os familiares de Gloria resolvessem ir todos lhe fazer uma visita. Para ele, os dois colombianos que tem em sua casa bastam. Jay não gosta, mas para nós, quanto mais confusão da família de Gloria, melhor.

Mas o verão foi marcante mesmo para Cam e Mitchell. O casamento gay foi aprovado na Califórnia e eles, finalmente, poderão registrar no papel sua relação de anos. Quem não gostou muito da novidade foi o bebê Joe que, a cada menção sobre o casamento, ele demonstrava seu desprezo com um vômito. blergh!

Com uma notícia tão esperada há anos, surge a grande dúvida: como pedi-lo em casamento? Para não perder tempo, Mitchel pediu ajuda de Claire e Cam, de Gloria, para que o pedido saísse perfeito e fosse lembrado para sempre. Numa série de desencontros, Jay, Gloria, Claire e Phil foram parar na casa do casal gay e prepararam a ocasião especial que cada um deles havia pedido. Nesse meio-tempo, enquanto os pombinhos não chegavam os casais responsáveis pelos preparativos roubaram a cena: Jay revelou a Gloria como o seu pedido de casamento deveria ter acontecido e Claire desistiu de passar alguns dias sem Phil. Foi puro amor.

“Yes”

Mas amor mesmo foi Cam e Mitchel, tão preocupados em agradar um ao outro que acabaram por parar num penhasco, com um pneu furado. E no ápice de uma situação que tinha tudo para ser desfavorável, o casal protagonizou uma das cenas mais emocionantes da série. Um pedido de casamento subentendido já que o restante das palavras não importava. O olhar trocado pelos dois, à luz do luar, fez da cena uma coisa maravilhosa pra deixar qualquer outro pedido de casamento no chinelo. Agora é esperar pelos preparativos do casamento.

Depois que as férias de verão acabam, chega a hora de (re)começar. Chega a volta às aulas, ao trabalho e a rotina e First Days, o segundo episódio da temporada, trata exatamente disso. Que atire a primeira pedra quem nunca morreu de medo de chegar na nova escola e não conseguir se enturmar; quem nunca teve vergonha de seus pais ficarem te abraçando na frente dos colegas; quem nunca saiu satisfeito depois do primeiro dia de aula; quem nunca tremeu de nervosismo no primeiro dia no emprego novo.

O primeiro dia de aula foi o pano de fundo para as crianças da série e também para Haley, que já não é mais criança. Cam não é mais professor de música mas continua professor, agora substituto. E sua primeira experiência como tal foi dar aula de história avançada. Nada mal se ele soubesse algo sobre e, no melhor estilo Cam de improvisar, ele chegou todo fantasiado para (tentar) dar aula. O novo professor surpreendeu os alunos mas Alex foi quem ficou mais surpresa. Além da vergonha alheia, a nerd da família sentia que não ia aprender nada. Mas pra quem já tinha lido a matéria em casa, antes da aula, o assunto era fácil. Foi assim que Cam virou aluno e Alex, a professora. O primeiro dia de Alex termina aí mas o de Cam, não.

Admitindo que não tem vocação para essa aula, Cam decide conversar com o diretor da escola e, achando que seria “demitido”, é surpreendido por seu superior que o convida para ser o instrutor de edução física e treinar o time de futebol americano. Nem preciso comentar muito que essas cenas foram algumas das marcantes do episódio.

Luke e Manny se deram bem no primeiro dia. Lily estava atrasada e um imprevisto fez com que ela perdesse o primeiro dia de aula, mas tivesse o primeiro dia no escritório de Mitchell, sendo até secretária de seu pai. Haley agora está na faculdade e joga todo seu charme para o chefe de Mitchell. Há coisas que nunca mudam, e o jeitinho moleca de ser da personagem é uma delas. Claire começou seu primeiro dia trabalhando com Jay e bem, as coisas não saíram como planejado. Pra quem ficou 20 anos sem trabalhar, o começo não poderia ser diferente. Quantos episódios será que Jay aguenta Claire como empregada?

E pra finalizar, quem roubou a cena – literalmente – foram Gloria e Phil. Após deixarem as crianças na escola, resolveram ir tomar um café e acabaram como figurantes de um comercial. O diretor que os deixou participar só não contava que eles causariam problemas e se destacariam muito mais que os protagonistas da gravação. A figuração do casal rendeu até telefone imaginário e foi uma sequência de cenas hilárias, no melhor estilo Modern Family.

E foi com o começo de todos os personagens que a série decidiu dar o pontapé inicial na quinta temporada e teve um primeiro dia de exibição exemplar.

Grey’s Anatomy – Seal Our Fate e I Want You With Me

Data/Hora 28/09/2013, 18:54. Autor
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Depois de longos quatro meses, Grey’s Anatomy está de volta em nossas vidas. E com todos os elementos que fizeram dela uma grande série: tiradas cômicas, drama, tensão, morte e tramas pessoais.

Há algum tempo fiquei sabendo que talvez alguém não sobrevivesse à premiere. Logo depois, Shonda tweetou uma foto da mesa de leitura do episódio 200. E James Pickens Jr. estava na foto. Descartei a morte de Weber, então. Na sequência, foram divulgadas notícias sobre Camilla Luddington, Gaius Charles, Jerrika Hinton e Tessa Murphy terem garantido contratos como parte do elenco principal da 10ª temporada. Tina Majorino, interprete da Heather – a interna preferida de boa parte dos fãs – não fora citada. E mais, havia notícias no sentido de que ela partiria para outros projetos – como o filme de Veronica Mars. Por isso a morte de Heather não foi surpresa para mim.

E confesso que embora tenha julgado desnecessária, ela foi muito bem utilizada por Joan Rater e Debora Cahn, responsáveis pelo roteiro de Seal Our Fate e I Want You With Me. Isso porque ela serviu para encaminhar algo que há muito tempo desejávamos: uma nova família de internos.

Na nona temporada reclamamos muito que Steph, Jo, Shane, Heather e Leah não eram legais como o quinteto original de Grey’s. Bom, eles continuarão não sendo. Mas depois desses episódios, julgo que a relação deles se assemelhará mais a de Izzie, George, Alex, Mer e Cristina. Se não havia histórias de Heather para contar para sua mãe, creio que os 4 sobreviventes se preocuparão em criar memórias que possa ser utilizadas no seu epitáfio – e em se tratando de Grey’s Anatomy, isso sempre é uma boa ideia. O final do episódio, com Jo, Steph e Leah acompanhando Shane dá mostras disso. Uma pequena família poderá emergir dali.

Família. Depois dos episódios, fiquei com a impressão de que essa premiere dupla foi sobre isso. Os laços familiares. E, igualmente, os problemas que os ameaçam. E se vou falar de família, impossível não começar falando de Alex, Mer e Yang. Não me canso em babar na amizade deles, em sentir um orgulhinho por ver quão longe eles chegaram. Quando o velho Karev admitiria que poderia chorar suas mágoas para alguém? Nunca. Pois agora, mais do que alardear que Mer e Yang são suas amigas verdadeiras, sua família, ele aconselha Jo a achar nos colegas de trabalho uma família. Amadureceu muito nosso “garoto-problema”.

Da amizade entre Yang e Meredith eu nem precisaria falar. Mas talvez não tenhamos mais muitas oportunidades para debater o assunto, então preciso dizer que chego a me comover com a cumplicidade entre ambas. Elas cresceram e amadureceram juntas, e é impossível pensar em uma sem lembrar da outra. Ver Yang como a tia engajada que lava louça para ajudar o “cunhado” também é muito legal.

Aliás, é também legal ver como o conceito de família se alterou para Yang. Ela nunca foi muito apegada na sua, e agora é parte integrante – de forma ativa – da família Grey-Shepherd. E inclusive consegue enxergar com muita propriedade as necessidades familiares dos outros. O fato de se separar de Owen por constatar que os dois buscam tipos de família diferente, e de ter intercedido por Arizona junto à Callie dão mostras disso.

E falando de Yang e Hunt, o fenômeno do “break up sex”, ocorrido entre MerDer lá na quarta temporada, aparentemente está de volta. Yang e Owen ainda se amam, e o fim não será tão fácil assim. Especialmente porque parece que Hunt não está muito convicto das vantagens de ficar longe de Cristina – ela parece estar bem mais decidida do que ele, apesar de triste. Não sei para onde essa história caminhará, só espero que caso Crowen volte a ser uma realidade, não seja chato e cheio de ladainhas como nas temporadas passadas.

Já que eu falei de ladainhas, vamos falar também sobre April. Confesso que fiquei animada com a declaração dela para Jackson após a explosão que quase o matou. Achei que FINALMENTE ela tinha reconhecido que quer ficar com Avery e que era questão de tempo o retorno ao parque de diversões. Mas minha esperança, contrariando o dito popular, já morreu na partida. Sério, April? Depois de toda a cena e dos olhares apaixonados e desolados para Avery nos episódios você achou que a melhor saída era “pedir” Matthew em casamento? Tá certo que o discurso de Jackson foi forte e enfático, mas aquele era o momento dela contar pra ele que é no carrossel dele que ela deseja andar, pelo resto da vida. Ai ai. Paciência, cadê você? Sinto que precisaremos andar lado a lado nessa 10ª temporada, em se tratando de Japril.

Deixando o mimimi de lado e voltando ao fio condutor do episódio e, consequentemente, dessa review, é preciso falar de Arizona e Callie. Uma família que pode deixar de ser família, muito em breve.

O primeiro choque que tomei nos episódios foi quando Callie revelou para os companheiros do conselho, para Hunt e Bailey que Arizona dormiu com Lauren. Foi uma forma curiosa de lidar com a situação, e pode se dizer que foi “bem feito” para Robbins. E a dor da traição foi muito grande para Callie – que relembrou a traição de George, também, o que rendeu uma tiradinha infame dela com a preocupação de Derek em alertá-la que Arizona não morreria – e a morena não quer nem saber de papo.

É claro que eventualmente elas conversarão. Mas Arizona foi muito inocente em acreditar que uma analogia com a ortopedia salvaria seu casamento. Ela não quebrou um copo em casa. Ela quebrou os votos sagrados que as ligavam. Quebro – além do coração – a confiança de Callie. Quem sabe ela deva aceitar o conselho de Karev e se desculpar por ter sido uma vadia completa com a esposa. Seria um bom primeiro passo.

Não sei se o casal vai voltar às boas (Derek agradeceria se os barracos de Calzona e a bebedeira de Callie mudassem de endereço). Minhas únicas certezas são a fúria de Caliopse e o arrependimento de Arizona. É esperar para ver qual dos dois ganhará o embate. Mas já antecipo: acho que o ship queridinho de 9 entre 10 fãs de Grey’s irá, no final das contas, e assim como um osso, voltar ainda mais forte do que antes.

É preciso falar também da quase morte do Chief. Bailey é especial pra ele. Mama Avery é a namorada – barraqueira, diga-se de passagem. Mas sua família é Meredith. E é bonito constatar isso, depois de nove longas temporadas de muitos dramas entre eles. Richard pode não ser o pai biológico de Meredith. Mas nos últimos tempos esteve muito mais presente do que Tatcher, e os dois contruíram uma bela relação de cumplicidade. Ver Meredith encarando seu medo de tomar decisões e confiando em Bailey (que voltou a ser The Nazi, pelo menos nas salas de operação), e declarando que é a família de Richard enquanto ele abre os olhos foi lindo. E feliz. Porque no final das contas o Chief continuará zanzando pelos corredores do Memorial, e compartilhando sua sabedoria com quem tiver boa vontade para aprender. Yay. Não foi dessa vez que Shonda mandou Weber para junto de Adele.

Além de todos os dramas envolvendo os médicos mais lindos e legais da história da televisão (e ai de quem disser que estou exagerando. Beijo pessoal de E.R.), ainda foi bacana acompanhar a história dos paramédicos/bombeiros que se casaram. É como se a esperança ressurgisse, em meio à tragédia. Esperança essa que pode se traduzir na nossa vontade que depois da tempestade, apenas a bonança faça morada em Seattle.

Eu ainda poderia falar de muitas coisas nessa review. De como é legal ver Yang sendo uma deusa da cardio e não rompendo a artéria de Weber. De como é lindo ver Bailey operando e chutando bundas na sala de operação. De como é fofo ver Derek sendo McDad. De como é gratificante ver Meredith deixando pra trás seu lado escuro e sombrio. De como é engraçado –e um pouquinho revoltante – saber que não há cômodo no hospital que não tenha presenciado as peripécias sexuais de Karev. De como é nostálgico ouvir histórias sobre George – e até sobre Izzie. De como é emocionante ver uma nova família de internos surgindo. De como é absurdamente feliz constatar que, mesmo após 10 anos, Grey’s Anatomy consiga fazer uma season premiere tão legal.

Eu poderia falar muita coisa. Mas vou parar por aqui. Ocuparei o restante do tempo sonhando. Com uma 10ª temporada dos sonhos. Aquela que coroará uma longa e bela jornada. Que, quem sabe, ainda esteja longe de acabar.

Nashville – I Fall to Pieces

Data/Hora 28/09/2013, 13:26. Autor
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Hey guys! Tudo bom com vocês? Também estavam ansiosos pelo retorno de Nashville? Nesta segunda temporada estou responsável pelas reviews desde o começo, e prometo que vou honrar o compromisso assumido com vocês na temporada passada de que procuraria não atrasar. Mas, stop the mimimi e vamos ao que interessa.

Depois daquela season finale de tirar o fôlego eu tinha algumas expectativas, mas a verdade é que praticamente tudo podia acontecer. A principal apreensão de todo mundo, acredito eu, era com o estado de saúde da Rayna após o acidente. Imaginávamos que ela não fosse morrer, até porque a Connie renovou o contrato, mas poderia haver sequelas. Na verdade, ao que me parece, o acidente serviu para que Deacon deixasse um pouco de lado a mágoa que poderia ter de Rayna pelo fato dela ter escondido sobre Maddie e ter, finalmente, assumido a responsabilidade dele em todas as coisas que aconteceram na vida dele. Parece finalmente ter compreendido que precisa ter força de vontade e largar de vez o vício e que se alguém errou na história de amor dos dois, foi ele. Mas agora quem não parece disposta a olhar pra trás é Rayna, o que me deixa com a impressão de que a única sequela do acidente está no coração dela.

O melhor do episódio para mim foram os flashbacks, por mais clichê que este recurso possa parecer. Achei que foram bem produzidos e nos possibilitaram, finalmente, compreender cada nuance da história dos dois. Eu já imaginava que as coisas haviam sido mais ou menos assim e que os maiores responsáveis pelo fracasso da relação eram o Deacon e seu vício, mas alguns detalhes revelados pelas memórias como o pedido de casamento “esquecido” acabam com qualquer pontinha de culpa que eu pudesse atribuir a Rayna nesta história. Aliás, minha admiração pela personagem só cresce. Mostrando o caráter e a humanidade que tem ela confirmou que quem dirigia o carro no momento do acidente era ela e não o Deacon. Durante todo episódio ele mostrou que sente-se culpado, inclusive assumindo um crime que nem cometeu, já que independente de ter culpa ou não, como bem evidenciou a advogada, crime ele não havia cometido. Minha expectativa agora é pra ver como ele vai lidar com essa situação e como vai conseguir lidar com a culpa.

Juliette continua despertando aquela ambiguidade de sentimentos em mim, mas acho que dessa vez desacreditei de verdade na personagem e nada do que ela faça vai me fazer vê-la com bons olhos novamente. Aproveitar-se de uma situação delicada como a que estava ocorrendo pra tentar aparecer na mídia porque estava com inveja da Rayna é mais baixo do que eu pensei que ela pudesse chegar. No final acho que ela começou a lembrar da mãe dela e da infância/adolescência ouvindo as músicas da Rayna e sentiu-se culpada, mas ela sempre tem esses lapsos e depois volta a incorrer na maldade. E a Maddie, lesada como sempre (ok, às vezes ela tem umas atitudes legais, mas em 90% dos casos faz bobagem), foi contar que o Deacon era pai dela justamente pra Juliette. Quero ver o que ela vai fazer com essa informação.

As duas surpresas do episódio, pra mim, ficaram por conta da Scarlett ter negado o pedido de casamento do Gunnar e da Peggy ter perdido o bebê. Prevejo que agora Avery e Gunnar voltarão a brigar pela Scarlett. Eu confesso que torço pro Gunnar sempre, ainda mais que ele tá mais lindo ainda nessa temporada (sim, também me questionei se isso seria possível). E sobre a Peggy, como ela mostrou quando disse ao Teddy que ouviu o coração do bebê, ela vai mentir sobre isso e tentar levar essa “gravidez” adiante. Só cenas dos próximos capítulos darão conta de nos explicar como. Teddy, aliás, mostrou que não é tão bonzinho como aparentava quando aceitou criar a filha de Deacon, pois a primeira coisa que fez foi negar o filho de Peggy. Ou seja, tudo são interesses, mesmo.

Além disso tudo que já falei acima, os dois plots que ficaram quicando para se desenvolver no restante da temporada são a sexualidade de Will e a acusação feita sobre Lamar para Tandy, dizendo que ele foi o responsável pela morte da esposa tendo forjado um acidente. Duas histórias que vão dar pano pra manga e que acredito eu vão se arrastar por vários episódios ainda.

E aí, animados para o restante da temporada? O que acharam do retorno de Nashville?

PS 1: Achei que a trilha poderia perder em qualidade com a saída do Burnett, mas isso não aconteceu.

PS 2: Já quero a Connie Britton indicada de novo ao Emmy pela atuação neste episódio. Sou suspeita porque sou fã dela, mas ela esteve (novamente) muito bem.

PS 3: Lindos demais os dois quando jovens. E sim, por mais idiota que o Deacon seja eu sempre vou shippar o casal.

PS 4: Roupa e sapatos lindos da Juliette no show.

Parenthood – It Has to Be Now

Data/Hora 28/09/2013, 12:19. Autor
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Depois de uma temporada pesada, Parenthood volta com problemas familiares talvez um pouco mais leves, sem câncer ou traumas de guerra (nossos coraçõezinhos agradecem). A nova temporada já começa com um pulo no tempo – de alguns meses – e com Jasmine entrando em trabalho de parto. Acho isso ótimo para deixar claro que o que passou, passou, e uma fase nova começa agora.

Aparentemente esse bebê veio para dar uma boa chacoalhada em Crosby e Jasmine e tirar Jabbar de cena, pelo menos por esse episódio. Só posso ter dó de Jasmine, que depois de dar a luz tem que aguentar toda a família Braverman na sua casa e Crosby provando que crescer pra ele é sempre muito difícil. Ele se mostra ainda um garotão insistindo que precisa dormir oito horas por noite e sempre correndo pro colo do Adam, esperando que ele magicamente resolva todos os seus problemas.

O nascimento da mais nova Braverman contrasta muito com a situação de Sarah, que sofre com a Síndrome do Ninho Vazio depois que Drew vai para faculdade. Como todo jovem que acaba de sair de casa, ele está aproveitando a vida e evitando ao máximo a mãe. A pequena aparição de Drew foi bem chocante para mim. O ator mudou o cabelo e o jeito e tirou aquele ar de garoto tímido e está com jeito de college boy. Adorei!

Já a coitada da Amber é que tem que aguentar Sarah e suas crises de carência. Alguém chama o gatíssimo do Jason Ritter para consolar a Sarah, por favor? Enquanto isso, Amber se mostra realmente apaixonada por Ryan, que foi chamado de volta pelo exército, o que não pode ser bom para seus traumas. Sempre achei Ryan muita coisa para Amber, já que esta sempre teve seus próprios traumas para lidar, e cada vez mais acho que ela tem tudo para seguir os passos da mãe (o que não é uma boa coisa). Veremos o que os próximos episódios nos aguardam neste aspecto.

O ponto alto do episódio para mim foi a interação de Max e Hank. Apesar de ser totalmente racional e direto, devido ao Asperger, Max mostra ter um dom com artes, no caso com fotografia! Adorei essa ideia que sai do convencional e mostra que o autista é uma pessoa antes de um autista. E se tem alguém nessa série que pode entender, e que até mesmo lembra um pouco Max, esse alguém é Hank. Isso fica claro quando descobrimos que ele diz a Max que as pessoas podem ser um saco, mas é importante tirar foto delas mesmo assim, já que são elas que pagam. Esse é um arco que eu acho que pode render muito nessa temporada.

Outro arco que me interessou muito foram as histórias de Kristina e Julia, que tem um grande ponto em comum: mulheres fortes e competentes tentando voltar ao mercado de trabalho. Mas, enquanto Julia tem o apoio de Joel – que me parece o melhor marido do mundo, beirando o irreal às vezes – Kristina tem problemas com Adam que, como sempre, deixa um pouco de machismo a mostra, querendo tomar decisões por ela. Torço muito pelas duas e me doeu ver a Julia se intitulando uma dona de casa porque eu sei que não é isso que ela quer de verdade. Já Kristina é uma nova mulher muito mais forte e agora vai agarrar a vida e as oportunidades com unhas e dentes, como eu acho que ela sempre deveria ter feito. É bom o Adam se preparar!

Destaque para a participação de Sonya Walger (a Penny de Lost) que apesar de curta, deixou algo no ar e acho que será importantíssima para o casal Julia e Joel. Só peço que, por favor, não me façam odiar a eterna Penny!

Elementary – Step Nine

Data/Hora 28/09/2013, 12:09. Autor
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“Londres é sempre uma cidade diferente”, foi assim que Sherlock Holmes (Jonny Lee Miller) definiu a cidade européia pouco antes de atravessar o Oceano Atlântico e voltar para casa – a capital da Inglaterra.

O episódio de Elementary que se passaria em Londres foi amplamente divulgado pela CBS, mesmo antes da primeira temporada chegar ao fim, no primeiro semestre de 2013. Elementar: Holmes finalmente retornaria para a o 221B, endereço pelo qual todos o conhecem há décadas, seja nos livros ou filmes. Quando Elementary estreou, em 2012, a maior crítica feita à série – depois de transformarem “o” Watson em “a” Watson, claro – foi justamente terem feito o famoso detetive tipicamente britânico se mudar para Nova Iorque, provavelmente, a cidade mais americana que existe.

Pois bem. Essa semana Holmes esteve de volta ao lar, doce lar. Porque, apesar de durante todo o primeiro ano do programa terem explorado o fato de que o detetive deixou o velho continente caído em desgraças, Sherlock estava feliz em voltar à capital inglesa, simplesmente por ser um homem novo. Que ele é um homem novo, a gente sabe – e talvez Conan Doyle até se revire no túmulo por isso. Mas Doyle era britânico, apegado à tradição, e a gente, enquanto espectador, pode, sim, deixar que esse “novo” detetive caia nas nossas graças. Mesmo gostando das mudanças que a CBS fez, confesso que quando descobri que Holmes voltaria para Londres, meus olhos brilharam com a possibilidade de ver o personagem de Lee Miller interagir com alguma coisa que fosse clássica à literatura do detetive. A verdade é que não foi.

Para começar, o 221B tinha tijolos verdes por fora, o que achei horrível esteticamente. Mas isso não vem ao caso. Depois, quando ele entrou no apartamento, ele tinha uma mobília moderna, até refinada e aí meu coração partiu. Gente, mexam com Sherlock Holmes, mas não mexem com o 221B, por favor! Lugar sagrado. Tradicional. Então, explicaram que aquelas coisas, na verdade, não eram de Sherlock, mas do irmão dele, Mycroft, que havia se instalado na ex-moradia do detetive. Outro nome conhecido da literatura – porque, até então, os únicos personagens da série também conhecidos dos livros eram Watson e Gregson, que nada tinham a ver com o que Doyle criou, já que Watson originalmente era um homem e Gregson era britânico, da Scotland Yard, e tinha alguma rivalidade com Lestrade (este também apareceria no episódio minutos mais tarde).

Voltemos ao Mycroft. Na versão da CBS, ele é um homem com cara de psicopata, dono de restaurante, esteve muito doente e quer fazer as pazes com Sherlock. Porque, se Sherlock é mais humano na versão da CBS, Mycroft também haveria de ser. Achei que a relação dos dois fosse ser mais explorada, que alguns conflitos intensos fossem ser colocados, mas não. A doença amoleceu o coração de Mycroft, que só precisou destruir (com uma bomba caseria, há!) as coisas de Sherlock para perdoar o irmão, que dormiu com a ex-noiva dele para provar que ela só estava interessada na fortuna da família (isso, sim, é um jeito bem Sherlock Holmes de provar as coisas). O detetive, por sua vez, ficou muito calmo ao ver suas pequenas relíquias indo ao ar e deu indícios de que a relação com o irmão realmente estava renascendo. Será que, da próxima vez, Mycroft vai pegar um avião rumo à Big Apple? Espero que sim, gostaria de vê-lo de novo e que essa história de irmãos pudesse ser aprofundada – e, quem sabe, alguns segredos obscuros de Sherlock nos fossem revelados?!

Já Lestrade apareceu na forma de detetive no fundo do poço, destituído do cargo e bêbado barato. É que quando Holmes foi para a reabilitação em Nova Iorque e o policial da Scotland Yard se viu obrigado, pela primeira vez, a investigar um caso de verdade. Sozinho, ele “colocou os pés pelas mãos” – como diz minha avó -, e precisou ser afastado da função. Para ajudar o amigo (Sherlock anda fazendo muitas amizades), o detetive começou a re-investigar um caso antigo de Lestrade e provou que o policial estava certo quanto ao culpado de um assassinato, ajudando-o, assim, a retomar a carreira. Nessa relação, os roteiristas também quiseram fazer uma metáfora com o vício de Sherlock: enquanto Holmes era viciado em drogas, Lestrade era viciado em holofotes e isso estava o destruindo. O que é bem interessante nos dias de hoje, soa quase como uma crítica às muitas celebridades, mas acima de tudo, a políticos e até mesmo policiais que a gente cansa de ver na TV, mais preocupados em aparecer do que em ajudar à população. Confesso que achei estranho ver Lestrade tão no fundo do poço como em Elementary, porque, talvez até influenciada por Sherlock, da BBC, eu o imaginasse mais como “um tipão”, um homem forte e bem resolvido. Achei que transformaram o personagem em um grande bobo, mas, mesmo assim, a história ao redor dele foi interessante e sentimental, como uma volta para a casa deve ser.

O episódio também mostrou vários pontos turísticos de Londres e isso foi bem bacana. Imagino que, assim como eu, muita gente sonhe em conhecer a capital da Inglaterra e a série, com certeza, não economizou ao mostrar alguns dos lugares mais famosos e bonitos da cidade. Gostei do episódio, achei genial a sacada de levarem um Holmes tão modernizado de volta para o seu antigo lar, mas acho que ficou apenas nisso: levar Holmes para a casa. Como se estivessem se redimindo pelas tantas mudanças ao enredo clássico até aqui. Poderiam ter explorado mais a relação do detetive com o irmão, com a Scotland Yard (tenho certeza que ele deixou vários inimigos por lá) e até Irene (ou seria Moriarty?) podia aparecer, mandar um bilhete misterioso, sei lá. Algo que surtisse efeito. Foi emocionante ver Holmes em Londres, mas ficou um gostinho de quero mais. Até porque, o nome do episódio era Passo 9, que é exatamente fazer as pazes com os velhos desafetos. Eles poderiam ter caprichado um pouquinho mais. Também achei que o caso policial foi resolvido de forma muita rápida, a primeira teoria de Sherlock se comprovou certeira. Gosto quando existe uma reviravolta, ele precisa lidar com imprevistos. A impressão que deu era que Holmes era um gênio e Lestrade um mero incompetente, sabe-se lá como chegou à polícia londrina… Tirando isso, foi tudo emocionante!

Uma frase que achei interessante no episódio foi quando Mycroft, na cozinha do 221B, disse à Watson: Sherlock is addicted to being himself  (Sherlock é viciado em ser ele mesmo). Engraçado porque, depois desse episódio, tudo o que tive certeza é de que Sherlock Holmes não é Sherlock Holmes (não aquele dos livros de Conan Doyle, definitivamente). E não vejam isso como uma crítica, por favor. Tenho achado esse Holmes cheio de amigos e com coração mole (que até escreve uma carta de desculpas – interrompida por Lestrade) uma delícia de acompanhar. É só mesmo uma constatação. E ponto.

p.s.¹: quem adorou ver a Lucy Liu golpeando um cara bem no comecinho do episódio, em um parque de Nova Iorque? A Alex, de As Panteras, baixou ali… Só faltou ela sensualizar e balançar aqueles cabelos longos ao vento.

p.s.²: bem que poderia ter rolado um crossover com Sherlock; um personagem da série britânica aparecer ali (que fosse até o Lestrade). Sonha, Gabriela…

Dads – Heckuva Job, Brownie

Data/Hora 27/09/2013, 21:27. Autor
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Após o criticado – mas bom – piloto, Dads deveria melhorar. Mas não foi isso que aconteceu em Heckuva Job, Brownie. Dads não chega a ser ruim, mas a comédia passa longe de ser hilária como Big Bang Theory ou Two and a Half Man.

Nesse episódio, a ação centrasse na necessidade de Eli e Warner de criar um novo jogo. E urgentemente, pois a Golden Gate Games está na frente da Ghost Child Games. Qual a solução para o problema? Para Warner e Veronica, é um brownie de maconha. Os dois obrigam Eli a se chapar através do bolo para conseguir ter uma ideia criativa. O problema é que David acaba comendo o brownie sem querer, fica extremamente chapado e Eli, consequentemente,  não consegue criar o jogo.

Já Crawford incomoda o Warner toda a noite. Como ele não consegue dormir ou transar com sua mulher, também da um brownie para seu pai comer e ficar chapado. E na onde de “entrar na onda”, os dois velhos resolvem comer mais brownies. No final das contas, tudo acaba em pizza uma competição maluca para ver quem aguenta comer mais brownies. Resultado? Todo mundo fica na “vibe”. Todo mundo menos Warner, que fica enlouquecido e chega a tentar entrar no sofá.

Descrevendo é ainda menos engraçado do que assistindo. A verdade é que só com dois episódios não podemos ter uma noção exata de como será a série. Mas se Dads continuar na mesma levada, com um plot mediano e somente algumas piadas engraçadas, a audiência tende a cair a cada semana. E com isso, a série será mais uma comédia que poderia ser A comédia. Mas acabou não sendo. Infelizmente, acho que ela caminha para lá.

Chicago Fire – A Problem House

Data/Hora 27/09/2013, 16:53. Autor
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Chicago Fire voltou mais quente do que nunca! Depois de uma primeira temporada cheia de altos e baixos, a série fez uma excelente estreia e começou com o pé direito seu segundo ano.

Apesar de ser uma série sobre bombeiros, o foco principal de Chicago Fire nunca foram os resgates. mas sim os dramas pessoais dos integrantes do Departamento. Em A Problem House, aconteceram diversos casos – mais até do que estávamos acostumados – mas os dramas individuais não ficaram de lado. Pelo contrário.

Se depender da estreia, essa temporada será de respostas (até que enfim!) e de muita intriga. Pra quem não aguentava mais esperar para descobrir como algumas cenas e situações da season finale da temporada de estreia terminariam, esse episódio foi um prato cheio.

Renée – que voltou gravidíssima para os braços de Severide – está de vez (por enquanto) nos braços do bombeiro, conseguiu seu “amor” de volta e de quebra levou um apartamento de brinde. O único porém é que ela não contava que Shay, no ápice do recalque, fosse plantar uma semente da dúvida em nosso bombeiro dos dentinhos separados: será que o filho é dele? Se só agora Severide sente que está sendo enganado, nós sentimos cheiro de golpe há muito tempo. Mas nesse episódio, Severide foi o alvo não só de Reneé, mas de incêndios criminosos que prometem algumas histórias interessantes logo mais.

Mas nem só de Severide o episódio foi feito. Quando a primeira temporada terminou, Peter Mills foi o responsável por deixar muita expectativa no ar: será que o candidato ao esquadrão irá trocar as aventuras com os bombeiros pela aventuras no Departamento de Polícia? A verdade é que nem o próprio Mills sabe aonde vai parar e o único que compartilha de seu “segredo” é Antonio Dawson. Aliás, Antonio deve aparecer um pouco mais nesse começo de temporada já que a polícia vai ajudar a investigar os incêndios do episódio e a estreia de Chicago PD está logo aí. E falando em Chicago PD, vocês reparam que os crossovers já começaram? Além de Jon Seda – que interpreta Antonio Dawson -, Jesse Lee Soffer já fez uma pequena aparição no episódio, tomando um drink no Molly’s.

Casey continua num drama sem fim, que já caiu no desgosto de muita gente por aí. Ainda de “luto” pela amada Haley, ele parece querer se aproximar da viúva de Darden, Heather. E Dawson ainda não desistiu de jogar um charme pro bombeiro e ficou com o coração na mão na cena onde ele caiu da escada. Mas ok, nós também ficamos, mesmo não amando Matt tanto assim.

Fora os dramas pessoais, o que mais causou tensão nesse episódio foi a notícia de que o Esquadrão 51 pode ser fechado. E quem promete muita dor de cabeça pro Chefe Boden é  Gail McLeod (Michelle Forbes), responsável por manter os olhos bem abertos sobre os orçamentos e o desempenho dos departamentos de bombeiros da cidade. O Esquadrão 51 está na sua mira e para isso já conseguiu um informante por lá. Jeff Clark é um dos bombeiros transferidos de outra unidade que promete ser a fonte da fofoca para Gail. Cara, essa história promete muito!

Chief, can I ask you something? Do I have narrow eyes?

As cenas de Mouch com sua amada japonesa foram super fofinhas e a volta de sua namorada para o Japão o fez tomar uma decisão: ser candidato à presidente da União. Todos torcendo por ele a partir de agora. Força, Mouch! Você está destinado a grandes feitos!

A inauguração do bar concorrente do Molly’s foi um sucesso e Cruz aproveitou muito bem a situação. Se divertiu e, para não magoar os colegas, mentiu sobre o sucesso do bar, mas foi tão estúpido a ponto de ficar vendo fotos da sua noitada perto de Otis… daí o barraco tava armado! Mas o que será que Dawson, Otis e Herrmann vão inventar para fazer com que o Molly’s seja melhor e atraia mais público que a concorrência?

Que Chicago Fire continue quente como a estreia!

PS: Que tensão foi aquela na porta do hospital com Shay e Dawson? Fiquei boquiaberta durante toda a sequência de cenas!

PS 2: Otis voltou com um ~corpão~ do hiato.

Downton Abbey – Series 4, Episode 1

Data/Hora 27/09/2013, 15:54. Autor
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Mudança. Essa palavra define perfeitamente o início da quarta temporada de Downton Abbey. A vida é feita de mudanças, que podem acontecer de uma hora para outra, e nós devemos estar prontos para enfrentá-las. Essa é a lição que os Crawley devem aprender nessa temporada, lição essa que será muito mais difícil de aprender para uns do que para outros.

Das mudanças ocorridas no condado de Downton a mais significativa sem dúvida foi a morte repentina de Matthew no final da terceira temporada, um verdadeiro balde de água fria depois de tantas coisas boas que estavam acontecendo: a família finalmente havia se recuperado da dor da morte de Sybil, Robert finalmente começava a aceitar Tom como membro da família, a situação financeira da propriedade finalmente estava melhorando e, o último finalmente: Mary havia conseguido ter o tão sonhado herdeiro de Downton, o pequeno George. Tudo estava indo bem demais. E então, acontece a tragédia: Matthew sofre um patético acidente de carro na volta do hospital, pouco depois de ter segurado seu filho pela primeira – e única – vez. Uma morte revoltante, levando-se em conta tudo que ele passou durante a Guerra e ter sobrevivido para contar.

A quarta temporada começa exatamente seis meses depois do fatídico acidente, onde encontramos uma Downton lúgubre e nebulosa e uma Mary fria, apática, desprovida de emoção, a típica Rainha de Gelo que conhecemos lá na primeira temporada. Só que dessa vez, além de fria ela está imersa em dor e sofrimento, o que a faz ser incapaz até de demonstrar algum carinho para com seu filho, o deixando aos cuidados da babá. Um cenário completamente desesperançoso. Tom vê a ajuda de Mary na administração da propriedade como uma forma de tirá-la desse estado de inércia, então ele pede ajuda a Carson, o único que consegue compreender quase que perfeitamente a mente complicada de Mary. Depois de uma inesperada discussão, Mary se rende e aceita a proposta. Essa foi uma das cenas mais lindas do episódio, cena essa que não teria metade da emoção se não fosse pelo talento de Michelle Dockery, um verdadeiro achado entre as atrizes britânicas, e que se mantiver o nível de qualidade desse primeiro episódio sem dúvida nenhuma irá levar para casa Emmys e Golden Globes da vida.

Outra das mudanças é a saída mais que repentina de O’Brien, dama de companhia de Cora, que foi embora na calada da madrugada deixando apenas um bilhete. A atriz Siobhan Finneran decidiu que não queria mais participar da série a partir da quarta temporada, e deixou o showrunner Julian Fellowes com a tarefa de explicar a saída da personagem sem matá-la, pois outra morte seria impensável. Por isso a saída dela pode ter parecido um tanto apressada e mal-resolvida, mas se levarmos em conta o remorso que O’Brien sentia por ter sido responsável pelo aborto de Cora, fica mais fácil de entender sua partida, principalmente depois da chantagem de Thomas. E a partida dela deu espaço para o retorno de Edna, a troublemaker oficial de Downton, que causou um enorme transtorno na terceira temporada se atirando para cima de Tom quando este tinha acabado de se tornar viúvo. E agora que ela será a nova dama de companhia de Cora, sem dúvida ela irá aprontar ainda mais na mansão, e Tom não será seu único alvo. Homens de Downton, cuidado!

Também vimos um pouco do passado de Carson vindo à tona, com o surgimento de um velho amigo seu, o Sr. Grigg. O amigo apareceu pedindo sua ajuda para se restabelecer, só que como sabemos Carson se envergonha profundamente de seu passado como cantor e dançarino. Assim, sobrou para a sempre boa e gentil Sra. Hughs ajudar o pobre coitado, com a ajuda de Isobel Crawley – mãe de Matthew. A chegada de Grigg não só ajudou a conhcermos mais sobre Carson, mas também trouxe de volta a energia à Isobel, que se encontrava em um estado parecido com o de Mary depois da perda do filho. E Isobel sem sua energia e disposição típicas não é Isobel.

Essas foram as mudanças mais significativas do episódio, pois a lista de personagens de Downton Abbey é gigantesca, e todos tem um background e uma história bem definida e desenvolvida. Ponto para Julian Fellowes, que consegue trabalhar com vários personagens e desenvolver a história de cada um deles brilhantemente. E em homenagem a esse brilhantismo, eis um rápido resumo sobre a vida dos outros moradores de Downton:

– Edith continua sendo a mais azarada dos Crawley quando se trata de relacionamentos. Dessa vez ela finalmente encontrou um homem que a ama e o sentimento é recíproco, mas o coitado é casado com uma doente mental e só pode se divorciar dela se se tornar um cidadão alemão. Isso tudo considerando que a Alemanha, no começo da década de 1920, é a nação mais odiada da Europa depois dos estragos da Guerra. Pobre Edith.

– Thomas e Jimmy parecem ter superado toda a akwardness entre os dois e agora se tornaram bons camaradas, o que era de se esperar pois os dois são verdadeiros sacanas (pelo menos o Thomas está apenas aprontando com quem pisa no calo dele, o que é um progresso significativo). Mas será que Thomas superou de vez sua paixonite por Jimmy? Só resta continuar assistindo para descobrir.

– Bates e Anna continuam sendo o melhor casal da série. É impossível não shippar os dois. E é muito bom vê-los felizes depois de todo o sofrimento que passaram para conseguir ficar juntos.

– Daisy também se encontra no mesmo patamar de Edith, sem nenhuma sorte no amor, chegando ao ponto de receber um cartão de Valentine’s Day da Sra. Patmore, que não queria que ela se sentisse solitária. Vamos ver se ela vai se conformar com essa situação ou tomar uma atitude.

No quesito produção, a série continua impecável. Direção primorosa (a cena da partida de O’Brien foi brilhantemente filmada), figurino deslumbrante, que com a chegada da “Era do Jazz” traz o estilo “melindroso” à série, e a fotografia fantástica de sempre, que consegue deixar o interior da Inglaterra ainda mais bonito (coisa muito difícil de se conseguir).

E, claro, não podemos nos esquecer de Violet crawley, a jóia de Downton, interpretada impecavelmente pela Lady Maggie Smith, que nos presenteou com mais de suas pérolas. O que seria de Downton Abbey sem os comentários e conselhos geniosos de Violet?

A quarta temporada começou com o pé direito, atendendo todas as expectativas, e o melhor: a velha Downton Abbey parece finalmente ter voltado, equilibrando os gêneros como nenhuma outra série atual consegue, coisa que fez falta na terceira temporada que apelou demasiadamente para o melodrama. Go go Downton!

Breaking Bad – Granite State

Data/Hora 27/09/2013, 11:09. Autor
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O último episódio a ser transmitido, apesar de bem feito e executado, como era de se esperar de qualquer Breaking Bad, não chegou a ter a movimentação e o impacto do Ozymandias ou To’hajiilee, que tiveram escopo épico e grandes desenvolvimentos. Granite State (apelido dado ao Estado de New Hampshire) teve seus momentos, mas era um episódio principalmente usado para alinhar as peças e preparar para o caos que, sem dúvida, virá no próximo domingo.

No final de Ozymandias, Walter vai embora como uma estratégia de comprar algum tempo para descobrir uma maneira de cumprir seu objetivo inicial de fornecer financeiramente para sua família após sua morte por câncer. Mesmo em face da perda de seus entes “queridos”, seu dinheiro, e todo o seu controle, Walt ainda age como se uma reviravolta fosse possível, em uma ilusão de ainda ter algum controle sobre a situação. Ainda continua a repetir feito um papagaio a palavra “família”, como se pudesse haver algum retorno depois das consequências destrutivas que se desenrolaram ao longo dessa última temporada.

Walter culpa Jack e o resto dos nazistas, ele quer vingança, a princípio para Hank, mas após meia dúzia de palavras proferidas pelo protagonista, percebe-se que sua razão principal é recuperar todos os outros barris de dinheiro que totalizam o preço de seus erros ao longo dos últimos dois anos, o trabalho de sua vida. Então o objetivo de Granite State é despir todas essas ilusões, falsas metas, até o âmago de Walter White e o que ele realmente quer: reconhecimento e significado para uma existência onde ele não é capaz de enxergar algum sentido.

Mesmo que tenha ficado evidente no último episódio, recebemos a confirmação de que o telefonema cheio de rancor e sentimentos reprimidos de Walter foi uma tentativa de inocentar Skyler sobre seu real envolvimento. E, em uma referência ao episódio “Live Free Or Die”, Walt e Saul estão frente a frente novamente, e Walter tenta o mesmo tipo de intimidação enquanto aguardam no porão. Porém, com o câncer de pulmão progredindo, ele não é capaz de continuar suas ameaças, e então Saul, reagindo à representação literal da perda de controle total de Walter, acaba por afirmar o óbvio: “Acabou”.

Skyler está com problemas com o DEA, e incapaz de fornecer a cabeça de Walter numa bandeja de prata. A casa de Marie é invadida e toda a evidência que Hank tinha juntado, inclusive fita confissão de Jesse, é levada por Jack e seu grupo. Essa é a situação que Walt deixa para trás: terror imprevisível, nenhuma pessoa que ele alegou se preocupar está a salvo da destruição que ele mesmo construiu a partir de sua arrogância. E mesmo que tenha fugido, o “rei” está preso, sem possibilidade de contato com o mundo exterior. Mas em meio de suas posses há apenas um objeto familiar: um chapéu. Agora há apenas Heisenberg.

Todd é um dos personagens mais assustadores da atualidade, talvez pela sociopatia evidente combinada com um rosto as vezes angelical ainda de menino, porém plenamente capaz de torturar e escravizar uma pessoa. A miséria que Jesse se vê em meio é imensurável, sua lamentável tentativa de fuga só poderia levar a mais tormento. Para demonstrar ainda mais a sua crueldade, Todd puniu Jesse exatamente da maneira que ameaçou na semana passada. Friamente atraindo Andrea fora de sua casa, demonstrando uma falsa preocupação, e com uma desculpa irreverente, coloca uma bala na parte de trás de sua cabeça. Isso é mais um golpe desmoralizante para Jesse, e sua última fagulha de um final feliz, sua última possibilidade de escapar de uma tragédia avassaladora acabou de se esvair. Porém, como a maioria dos personagens em Breaking Bad, Jesse já foi consumido demais pelas sombras para sair completamente ileso, mas começo a questionar (atrasadíssima) a necessidade de todo esse drama devastador e repetitivo sobre o personagem.

Walt tem duas opções: morrer sozinho em uma cabana em meio à neve em New Hampshire, totalmente esquecido e perdido para o mundo, ou em uma batalha travada com M60 e uma capsula de ricina. Sabemos qual foi sua escolha, mas foi interessante ver essa bifurcação que Walter White estava encarando. O peso das informações sobre o estado que sua família está, e o fato de seu próprio filho o ter renegado quase o fizeram escolher um caminho que o guiaria para uma forma de redenção. No entanto Granite State retorna ao Technologies Gray Matter, a origem de amargura e raiva acumulada de Walter. E mais uma vez cego por orgulho, Walter toma a decisão de seguir pelo caminho mais tortuoso. Nesse momento, família e dinheiro não são mais seus motivos apenas uma soberbia descontrolada e uma necessidade de deixar sua marca antes de seu destino fatídico. Heisenberg quer marcar sua existência por grandes feitos, terríveis, mas grandes.

Breaking Bad não vai me fazer torcer por Walt. Faço minhas as palavras de Walter Jr. quando ele gritou com seu pai por telefone (Essa foi a minha catarse). Mas eu vou defender a decisão do show ao fazer Walter deixar o copo de uísque para traz voltar Albuquerque. Sua essência é amarga, não havia sentido nenhum em traçar um caminho de redenção para o personagem. Apenas uma coisa lhe resta agora que todos os laços com a sua família foram cortados e que o dinheiro parece ser uma apenas uma pilha de peso morto: conseguir o reconhecimento através de uma forma sádica de sair por cima.

Person of Interest – Liberty

Data/Hora 27/09/2013, 10:28. Autor
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Person of Interest é, no momento, a série de TV de que mais gosto. Poderia desfiar uma porção de motivos, desde a qualidade dos atores principais até o desenvolvimento das histórias. E isso seria somente o começo. Então, para ser honesta, Liberty foi um tanto decepcionante.

Foi a season premiere mais fraca das três temporadas. Isto em um momento em que cada episódio de cada programa tem que hipnotizar ou seduzir, já que ao que tudo indica, a competição pela audiência, este ano, será acirrada.

Não me recordo de um episódio sequer em que algo tenha me incomodado a ponto de achar que não cabia no argumento da série, no roteiro, na atitude de algum personagem; não me recordo de uma cena ou de uma fala que não coubessem em um exato momento do desenvolvimento da história. Mas se, para bem ou para mal, tudo tem uma primeira vez, Liberty foi esse momento para Person of Interest.

Desde a temporada passada incomoda-me o pouco aproveitamento do personagem de Kevin Chapman. O detetive Fusco foi relegado a um segundo plano, como se ao personagem coubesse somente entrar em cena para dar a deixa para o personagem principal. Um erro, já que ele pode ser tão complexo quanto Finch ou Reese. Em Liberty, a cena em que ele desarma uma bomba foi, no mínimo, forçada demais. E a seqüência em que os bad guys tentam acioná-la foi, no mínimo, clichê demais. Sequências extravagantes não me parecem soluções adequadas.

Outro ponto negativo de Liberty foi o excesso de personagens. Gosto de Sarah Shahi, mas Samantha Shaw ficou sobrando no episódio. Um Reese é suficiente. Mas, contrassenso, as cenas com a personagem ficaram boas. Shaw precisa de um espaço e de um lugar próprios: nem tanto Reese, nem tanto Zoe. Tarefa para a equipe criativa.

E chegamos a Root. Como seria possível a “Máquina” não se apaixonar por ela? Diante de uma devoção sem medida, como ela poderia ser ignorada? Já que neste primeiro episódio as cenas com o personagem não disseram a que vieram, resta saber também qual será o seu papel na história.

No conjunto da obra faltou a marca de Jonathan Nolan. O dilema filosófico, político ou social subliminarmente instalado em cada história contada. E aquele coelho tirado da cartola aos 45 minutos do segundo tempo, que provoca uma prorrogação e produz os momentos mais emocionantes do jogo. Aquela sensação de que a história realmente não acaba quando termina, e nossos olhos e instintos devem ver mais do que é mostrado. Por isso a melhor parte ficou por conta de Elias e a discreta posse do butim disputado o episódio todo.

Peço desculpa aos leitores desta review e aos fãs da série. Não estou sendo honesta na nota dada. Acho que no padrão de Person of Interest, o episódio merecia pelo menos meio ponto a menos. Mas vou dar um voto de confiança, senão à equipe criativa, pelo menos para minha esperança, torcendo para que Liberty tenha sido somente um deslize e que na próxima semana tudo irá voltar ao normal.

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