The Crazy Ones – Breakfast Burrito Club

Data/Hora 21/10/2013, 21:40. Autor
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“Quando eu te perguntar, “quando foi que te decepcionei?”, lembre-se desta data, que você já deve saber, porque é a mesma data que, em 1979, eu fiz xixi no sapato de Andy Warhol no Studio 54” – Simon

A review dessa semana já começa com a ótima notícia, anunciada pela CBS na semana passada, de que The Crazy Ones terá uma temporada completa.

Breakfast Burrito Club, o quarto episódio da série, girou em torno de uma campanha publicitária sobre… Burritos! O prazo para entrega da campanha foi reduzido drasticamente a pedido do cliente, e a equipe da Roberts & Roberts tem que se desdobrar para encontrar a propaganda perfeita. Sydney, que deveria sair de férias – forçadas – no início do episódio, se vê obrigada – e aliviada! – a mudar seus planos para ajudar a agência neste momento de aperto, revelando-se uma clássica workaholic.

“Então todos vão ficar aqui trabalhando, e eu vou ter que ir para o Havaí. Ótimo!” – Sydney.

Simon, ao contrário do restante da equipe, está tranquilo e tem certeza absoluta que a qualquer momento terá uma ideia brilhante que salvará o dia – e a noite! – de todos. O que vemos a seguir é um delicioso brainstorming, onde podemos perceber, tal qual a realidade de uma agência de publicidade, de quantas más ideias se faz uma boa campanha, com direito a café de cocô de gato (!), “guacamortes”, “torturadillas”, e Lauren recitando uma poesia de sua autoria, que inspira Simon a renovar sua licença de porte de armas (!!). E Lauren, quem diria, aparentemente tem tendências homicidas e lésbicas!

Andrew: “Lauren, está anotando tudo?”

Lauren: “Sim, café de cocô de gato, Sydney percebeu que a flor dela é a vagina, Simon não gosta de falar sobre a flor/vagina da Sydney, e burrito, burrito, burrito.”

É por falas como essa que Lauren sempre terá um lugar cativo no meu coração! Com estas sábias palavras, ela conseguiu traduzir perfeitamente o espírito desse episódio. Impossível não rir com esse brilhante “trabalho em equipe”.

E quando tudo parecia estar perdido, eis que surge Sydney com sua “Pasta da Criatividade”, ou como bem observado pela própria, seu “sydstema” (TOC e Monica Geller, alguém?). Quem mais ficou chocado com os círculos desenhados por ela com perfeição milimétrica?

“Morra, demônio de algodão!” – Simon

No fim das contas, a culpa pelo bloqueio criativo na Roberts & Roberts era de Andrew e sua namorada ioiô Nancy Cardigan, digo, Norris. A solução “óbvia” (!!!) foi promover o exorcismo do cardigã de Andrew, já que, segundo Simon, “os deuses da criatividade estão bravos e querem sangue de suéter”. O pequeno incêndio provocado por Simon aciona o alarme, o que acaba nos presenteando com o momento talvez mais fofo e inesperado: Sydney e Andrew. Juro que nunca tinha pensado na possibilidade dos dois como um casal – ainda é cedo demais para isso! – mas pensando bem, isso faz bastante sentido: ambos são “certinhos”, comedidos, e complementam um ao outro. Os roteiristas me fizeram torcer pelo casal logo de cara, quando, em meio à água, Sydney se desespera ao tentar salvar sua “Pasta da Criatividade” e sai carregada por Andrew da sala de reuniões. Não acredito que a história do casal será devidamente explorada tão cedo, até porque estamos apenas começando! – mas já é algo que podemos esperar ansiosamente.

“Adultério e café da manhã, enfim, juntos” – Zach

Para solucionar de uma vez por todas a questão da campanha, Simon resolve retornar às origens, e ir para a lanchonete onde trabalhava antes de iniciar sua carreira como publicitário e, vamos combinar, a ideia de “trair” o seu café-da-manhã com burritos foi uma sacada genial, digna de Simon Roberts.

Muito embora eu ainda não esteja perdidamente apaixonada pela série, sinto que seus personagens estão começando a ganhar um espaço cada vez maior no meu coração (Lauren e Sydney, estou falando com vocês!). E apesar de também acreditar que The Crazy Ones travará uma batalha eterna com os potenciais exageros e atuações caricatas de seu protagonista, acredito que Robin Williams, por ora, tenha encontrado o tom certo para seu Simon Roberts. E como não se apaixonar por Sydney? A atuação de Sarah Michelle Gellar merece elogios também. Fico bastante feliz de ver a série crescendo, mostrando que tem uma linguagem própria e única e conta com um elenco entrosado e cada vez mais afiado. Acho que quem insistir na série, pode acabar sendo surpreendido positivamente.

Até a semana que vem!

PS: Alguém mais ficou desconcertado ao ver Zach, que desta vez foi deixado um pouco de lado, todo apaixonado – ainda que momentaneamente – pela garota da vez?

Grey’s Anatomy – I Bet It Stung

Data/Hora 21/10/2013, 16:37. Autor
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Grey’s Anatomy tem seguido uma linearidade em sua história. E isso é bom, já que semana após semana vemos as tramas evoluindo e se finalizando. E outras surgindo, como deveria ser. Enfim, estamos acompanhando, literalmente, o dia-a-dia dos nossos amados médicos.

Por exemplo: há uma lupa sobre a família Grey-Shepherd. Assim, podemos analisar detidamente tudo que está acontecendo por lá. Especialmente o grande embate de Meredith pra ser excelente em ambas as profissões que compõe a sua jornada dupla.

Meredith foi criada por Ellis, uma cirurgião excelente, mas uma péssima mãe. E agora, com dois filhos para criar, ela quer mostrar que pode ser uma excelente mãe, mas sem deixar o seu lado médica de lado. E foi comovente ver o esforço de Mer para ser onipresente, sua preocupação com os sentimentos de Zola, sua força de vontade em se atualizar nas pesquisas médicas e sua determinação em voltar a chutar bundas nas salas de operação. E ela estava indo bem. Mas havia uma Yang no meio do caminho.

Confesso que estou chateada com Cristina. Sei que ela tudo o que ela falou é verdade. Sei que ela foi objetiva ao deixar Bailey operar. Sim, eu sei. Mas poxa, eu esperava que ela fosse mais “person” e menos cirurgiã nesse momento. Ok, ela devia ter substituído Meredith, era a melhor opção para o paciente. Mas o que ela falou depois da cirurgia foi demais. Foi demais ela citar para uma Meredith amedrontada, temerosa em não ser mais excelente em sua profissão, que Ellis Grey não se deixou abater. Foi demais ela dizer que Meredith se abateu. E mesmo que ela tenha dito que apóia Mer e que se dedicar quase que apenas aos filhos não é algo ruim, ficou um gostinho agridoce no ar.

Grey's Anatomy - I Bet It Stung 3

No final do episódio uma Meredith surtada discutiu com Shepherd. Eu não sei como Meredith vai lidar com esse embate médica x mãe daqui para frente. Mas temo que ela acabe se afastando do hospital por falta de apoio, por falta de alguém que mostre que ela consiga fazer as duas coisas direito.

Talvez esse alguém seja Bailey, que ensinou Mer a usar a bomba para tirar o leite mais rápido e tentou auxiliá-la na volta a ativa. Ou talvez esse alguém seja Callie, que foi o suporte que Meredith e Derek precisavam para sobreviver às primeiras semanas de Bailey. Mas Callie seguiu sua vida. E a família Grey-Shepherd precisará achar um jeito de viver com as próprias forças, ainda que alguns chás de princesa fiquem perdidos no meio do caminho.

E por falar em Callie, ela está tentando seguir adiante (assim como Owen, que ganhou um – delicioso – pão de banana). O caso da irmã-doadora que não conseguia dizer não foi o empurrãozinho que ela precisava pra voltar a ser uma pessoa feliz que dança de calcinha. Nem que pra isso ela tenha precisado tirar Arizona de casa.

Callie ainda está enormemente revoltada com Arizona. E talvez elas não voltem mais, ao contrário do que eu falei. Ou, quem sabe, a nova trama inserida nesse episódio seja utilizada pra Torres ver que ainda ama a esposa.

Sim, estou falando de Leah e sua “maravilhosa noite” com Arizona após o baile de gala. Fiquei o episódio inteiro tensa com a possibilidade de Robbins ter dormido com a interna. Quando soube que tudo se resumiu a uma noite das garotas regada a queijo quente, suspirei aliviada. Mas o suspiro ficou em suspenso logo na sequência, quando Leah deu mostras de que pode estar sexualmente interessada em Arizona – ou talvez essa tenha sido uma visão equivocada.

O fato é que, ao que tudo indica, Arizona e Leah dividirão um apartamento. E isso pode mexer com os sentimentos de Callie. Vamos ver para onde os ventos Calzona nos levarão na próxima semana.

Outro plot que se desenvolveu no episódio foi o do relacionamento de Steph e Jackson. E foram ótimas cenas, de bastante comicidade. Mama Avery defendendo a cria é sempre bacana de se ver. Stephanie mostrou que tem culhões – maiores que os de seu paciente excêntrico – e acabou caindo nas graças da sogra, ainda que essa não tenha dado o braço a torcer. Ao que parece, Steph e Avery ficarão juntos por um bom tempo, ainda. É, April. Acho que você perdeu.

Grey's Anatomy - I Bet It Stung

E se falei em perda, vamos falar em ganho. Ganhamos o Chief de volta. Quero dizer, o antigo Chief, com a personalidade que aprendemos a amar. Foi preciso um longo caminho, mas depois de todos os esforços de Meredith, Bailey e Catherine, o paciente turrão agora está colaborativo. E cada dia melhor e mais mandão. Resumindo, ele está de volta. E falta pouco pra estar na sua melhor forma.

Por fim, outra trama desenvolvida na história foi a do pai de Alex. Jo, tentando ajudar, deixou Alex meio irritado. Ele não gosta de confrontar o passado, e isso todos nós já sabemos. Mas talvez Alex tenha perdido uma excelente oportunidade de colocar pingos em alguns is. Claro, não esperávamos que ele tivesse momentos típicos de pai e filho com o progenitor abusivo. Mas ele poderia ter exorcizado o fantasma do passado. E foi quase, já que faltou pouco para Alex falar com o pai no elevador. Creio que embora o viciado tenha ido embora, Alex vai acabar indo atrás do pai e veremos um desfecho para essa história. Torço por isso.

I Bet It Stung foi um episódio bacana, e deu seguimento às tramas da temporada muito satisfatoriamente. Mas acho que faltou algo, embora eu não saiba precisar o que. Espero que esse elemento misterioso esteja presente em Map Of You, que vai ao ar essa quinta-feira. Até lá.

P.S.: morri rindo do selinho de Callie e Meredith. Foi tão espontâneo, e a cara da Mer foi ótima! Sentirei falta dos momentos de Callie e Sophia com os Grey-Shepherd.

Nashville – You’re No Angel Yourself

Data/Hora 21/10/2013, 09:53. Autor
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Wow! Que episódio, amigos! Finalmente! Precisamos de quatro episódios pra segunda temporada de Nashville engrenar, mas a espera valeu a pena. You’re No Angel Yourself foi um baita episódio na minha opinião. Retomaram as coisas que precisavam ser retomadas e ainda tivemos tensão, nostalgia e emoção no ponto certo.

nashville tande

O episódio já começou emocionante com a cena das quatro na frente do túmulo da mãe da Rayna. E como bem sabemos esta é uma questão que movimenta Nashville e que traz consigo diversas outras questões. Foi o que precisavámos para voltarem a tocar no assunto do Lamar ter sido responsável pela morte dela. Tava inexplicável o plot ter sido deixado de lado, mas agora voltou e ao que parece com força total. Tande procurou uma detetive que não confirmou o fato, mas deixou claro que acredita nesta teoria. Ela também acreditou e entregou todos os documentos que tinha e que incriminam o pai. Acho que fez certo, mas sei que por trás dessa atitude tem muitos interesses, porque ela tá longe de ser santa. Quero ver onde essa história vai dar…

A criancice da Maddie é difícil de engolir às vezes, mas foi o que acabou dando o desenvolvimento que a trama precisava. Tava demais naquele chove não molha. Ela ficava de cara feia, mas não fazia nada. Nem se reconciliava e nem botava pra fora tudo que tinha pra botar. A “traição” da Rayna se somou com a “traição” do pai e ela acabou fugindo e recorrendo justamente a quem eu pensei que podia ser a pior possível pra isso: Juliette. Inexplicavelmente ela não foi uma vaca, como vinha sendo nos episódios anteriores. Eu acho que ela se identifica com a Maddie, porque sempre que se trata da menina ela é fofa e prestativa. E gostei muito da conversa dela com a Rayna. Mostrou uma Juliette madura, que não sei onde se esconde nos momentos em que é uma bitch.

nasville rayna

Gostei das coisas resultantes da fuga: mais um encontro entre Rayna e Deacon; uma aproximação entre Maddie e Deacon; a reaproximação dela com a mãe; a cena fofa dela com a irmãzinha mais nova. Senti que mesmo com a tensão do sumiço da Maddie a Rayna ficou meio desconcertada quando viu o Deacon com outra. Sempre tem aquelas faisquinhas entre os dois. Gostei muito da conversa das duas, também. Foi bacana ver a Rayna contando do passado pra Maddie. Acho interessante que ela conheça um pouco da história e saiba de onde veio. Isso vai acabar aproximando ela do pai, também. E a cena entre as duas irmãs foi super fofa. Amei. E amo elas cantando. A versão delas pra música do Deacon ficou boa demais, como sempre.

A Juliette voltou a ter os momentos em que inexplicavilmente vira uma boa pessoa. Ela até aceitou – mesmo que tenha demorado um pouco – que a Rayna não tem como sair em turnê agora e acabou escolhendo a outra garota que se parece com ela para abrir os shows. Acho que vai dar certo, a menos que a outra guria acabe fazendo mais sucesso que ela e a Juliette seja  passada pra trás.

deacon

E como achei o episódio muito bom posso dizer que gostei de tudo. Adorei a Scarlett e a amiga dela relembrando o passado e adorei o Gunnar resolvendo fazer algo por ele mesmo e parando de se fazer de coitado. Bem que fez de não ceder a música pro outro se o sonho dele também é ser cantor. Gostei também que o Liam não apareceu, o que me faz acreditar que entre ele a Rayna seja só um lance mesmo e também gostei do interesse do Deacon pela advogada. Essas coisas precisam acontecer pra ele e a Rayna perceberem que nasceram um pro outro e que chega de perder tempo.

Enfim, fiquei feliz com esse episódio de Nashville e acho que as coisas podem se encaminhar pra que a série mantenha a qualidade. E vocês, o que acharam? Esperam que aconteça o que nos próximos episódios?

Revolution – Patriot Games

Data/Hora 20/10/2013, 22:42. Autor
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E os vagalumes voltaram! Sem explicar a que vieram, mas voltaram.

Revolution passa, passa, e não explica nada. Nesse episódio, além da volta dos vagalumes, tivemos pessoas pegando fogo do nada. A coisa tá ficando louca, mesmo, tá perdendo bastante o nexo. No fim das contas, vão atribuir todos esses fenômenos à nanotecnologia do ar – sim, a mesma que ressuscitou Aaron -, mas pelo amor, né? Não dá pra entender. A tech ressuscita só o Aaron, mata todos os ratos, reúne milhões de vagalumes e faz os inimigos do nosso herói pegarem fogo do nada – não existe relação lógica entre os acontecimentos e nem uma razão aparente para que os mini-robôs ajam de tal forma (uma reprogramação, talvez, mas quem a teria feito e por que razões? E o que os ratos e os vagalumes têm a ver?)

Patriot Games foi um episódio de 40 minutos que quase não contou novidades. Se não fosse pela descoberta de que Ken é um patriota, eu o teria considerado um episódio nulo. Em Willoughby, agora tomada por patriotas (governo dos Estados Unidos), tudo parece bem, mas Rachel sente que algo está errado – para ela, tudo parece bem demais. A relação do nome do grupo – patriotas – com a última frase de Randall antes de se matar – “Eu sou um patriota” – não a deixa em paz, e Rachel resolve investigar mais a fundo.  Descobre um símbolo estranho nas cartas entre os patriotas – uma pirâmide com um olho, o que eu acredito ser uma alusão porca à pirâmide maçônica da nota de um dólar – e, através do reconhecimento dessa pirâmide, descobre que seu amigo Ken, o açougueiro, é um deles. Ele tenta matá-la, mas ela, de forma extremamente sinistra (senti dor quando ela tentou sair das algemas), escapa, mata o “amigo” e enterra-o na cova que ele estava cavando pra ela.

Miles, incrivelmente, não tem muita participação no episódio. Seu único ponto importante foi a caça ao Titus, que depois de ter seus queridos dizimados pelos patriotas, correu. Miles encontra o Titus e o mata com sua querida companheira, a peixeira. Daí, esbarra com um grupo de patriotas matando um cidadão de Willoughby que estava do lado de fora dos limites da cidade, e é visto. Na hora que vai morrer, os patriotas PEGAM FOGO, DO NADA. Ok, né? A gente respira e engole o nonsense um pouquinho. O Aaron foi outro que quase não apareceu: só teve uns delírios lá e apagou e voltou e apagou de novo.

Charlie foi salva por Bass de um grupo de caras maldosos que colocaram droga na bebida dela e, provavelmente, a iriam estuprar. Ele cuida dela, etc, e os dois seguem para Willoughby, em busca de Miles e Rachel. Gente, não é possível que sou a única que está sentindo – e adorando – a tensão sexual entre os dois. Shippar ‘Chass’ está sendo o que me mantém vendo Revolution, ultimamente, além do fato de eu querer saber que raios está causando todos os fenômenos pirados.

Neville consegue crescer no grupo dos patriotas na Georgia. Depois de descobrir que seu superior desconfiado, Cook, usa drogas injetáveis, torturá-lo para descobrir o paradeiro de Jason – o que é infrutífero – e armar cuidadosamente toda uma cena para ele ser pego pela Justine, Tom é elevado ao cargo de Cook, e é só isso.

Foi um episódio fraco – prova disso é que a review ficou curta -, quase não prendeu a minha atenção. Kripke, meu amor, for God’s sake, salve seu seriado, que ele tá morrendo. Essa enrolação toda pra explicar as coisas tá cansando, tá sim…

Elementary – Poison Pen

Data/Hora 20/10/2013, 22:20. Autor
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Elementary continua a cavar fundo no passado de Sherlock Holmes (Jonny Lee Miller). Se, nas histórias clássicas, Holmes era um homem misterioso, assustadoramente frio e disciplinado – como a gente imagina que um verdadeiro gênio, do alto de sua inteligência, seja -, o detetive da CBS nada mais é do que uma vítima da (cruel) sociedade. Um gênio incompreendido.

No episódio da última semana, Poison Pen, Holmes e Watson investigavam o assassinato de um poderoso executivo por envenenamento. O homem foi encontrado por uma garota de programa estendido no chão, usando uma roupa preta de látex. Quase um fetiche entre os roteiristas hollywoodianos (American Horror Story manda beijos). A primeira desconfiança recaiu sobre um funcionário subalterno da vítima, que, depois, confessou que encontrou o chefe morto no apartamento, colocou a vestimenta “imoral” no defunto e chamou uma prostituta, tudo para que a empresa não tivesse que desembolsar uma alta quantia à família do homem. Acreditaram nele e, desde então, ele sumiu do episódio. Simples assim.

Em seguida, Sherlock descobre que a babá dos filhos do assassinado havia mudado de identidade  e que ela era, na verdade, uma ex-acusada de matar o próprio pai, que abusava dela, pelo mesmo tipo de envenenamento muitos anos atrás. E foi aí que começou a viagem ao passado de Mr. Holmes. O caso da moça aconteceu quando o detetive era ainda um adolescente, em Londres; um menino mais inteligente que os colegas de sala e que, também sofrendo abusos por parte deles, resolveu trocar correspondências com a acusada americana. E por causa de uma tatuagem que a moça disse ter feito em uma das cartas, Holmes a reconheceu no caso de agora. No começo, achei tudo isso muito conveniente e um pouquinho forçado, mas, com o passar do episódio, conhecemos uma face ainda mais sentimental de Sherlock (ou seria, coração?) e vi que  tudo fazia era muito sentido.

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Durante todo o tempo em que trocaram correspondências, Holmes sabia que a moça havia, de fato, assassinado o pai. Mas porque o homem era um monstro, Sherlock a compreendia e até a protegia (o Sherlcok da CBS é extremamente protetor) de tal crime. Ele nunca revelou sua desconfiança a ela até os dias de hoje, quando, diante das fortes evidências contra ela, o detetive precisou abrir o jogo. Depois, descobriram que a vítima de agora, o executivo poderoso, abusava sexualmente do filho de 17 anos e que o jovem matou o pai. A babá, disposta a proteger o rapaz, quase como uma mãe, decide confessar um assassinato que sequer cometeu. E fim de história.

Fiquei com dó da moça ir presa e o episódio ter terminado com essa “injustiça”, com a NYPD e o próprio Sherlock engolindo uma mentira, deixando o rapaz solto e a babá “inocente” presa. Mais tarde, entendi que ela estava, na verdade, pagando pelo assassinato que cometeu contra o pai no passado e que, para ela, seria um conforto, um consolo, finalmente, ser cobrada pelo que fez. E talvez Holmes entendesse isso.

O caso foi complexo, extremamente emocional e bem “amarrado”. A gente se envolveu com aqueles personagens como se os conhecêssemos há anos, como se fossemos íntimos deles, íntimos dos sentimentos e da história deles. A atriz Laura Benanti (Go On, Royal Pains, Law & Order: SVU) foi incrivelmente competente ao desempenhar o papel da babá/assassina e merece ser citada pelo feito.

Já o Holmes é nos apresentado, cada vez mais, como um ser humano. Uma pessoa sofrida, que utilizou-se da dor para desenvolver seu talento – enquanto, na versão britânica e nas histórias de Conan Doyle, o detetive se colocava em situações de sofrimento para compreender algumas coisas. Havia algo de quase sobre-humano nisso. Acho incrível a experiência de ver um personagem tão “acima da humanidade” se aproximar da gente desse jeito, de podermos, em certos pontos, nos reconhecermos diante dele. Obrigada, CBS, por nos proporcionar essa riqueza enquanto espectadores.

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A Watson é outra pessoa na atual temporada. Se, no primeiro ano da série, ele era mulher frágil, que havia perdido a profissão (e, consequentemente, a identidade, quem ela era), na nova temporada, ela é uma mulher forte, determinada e bem sucedida. Fiquei perplexa, primeiro, com a observação dela sobre a tatuagem da babá, de que Holmes reconheceu a moça por isso e de que ela não tinha o desenho na época da morte do pai. Segundo, quando ela encontrou o notebook escondido no escritório da outra vítima. Ela realmente aprendeu o trabalho e, olha, pelo andar da carruagem, vai superar seu mestre Holmes. O que reflete o papel da mulher na sociedade moderna, que é a que vivemos. Quando os roteiristas de Elementary, antes do programa estrear, prometeram uma versão moderna dos contos de Sherlock Holmes, isso não significava apenas transformar “o doutor” Watson em mulher e Holmes em um ex-viciado.

Elementary contextualiza e reflete a sociedade atual em suas histórias de forma competente e convincente e é por isso, apenas por isso, que o seriado se mantém um sucesso entre o público. Diante de mudanças tão grotescas na base da história, as pessoas não engoliriam uma “quebra” tão grande com uma das histórias mais clássicas da literatura se essa “quebra” fosse outra coisa, senão, genial. Eu sei que sempre uso essa palavra para falar de Elementary, mas é isso que a série é: GENIAL!

Desculpem-me os fãs de Sherlock, da BBC, que não conseguem gostar da versão americana. Cumberbatch é um Sherlock mais próximo ao que Doyle criou? É. Ele é mais Holmes do que o Lee Miller? Admito, é. Sherlock é mais refinada? Pode até ser. Mas Elementary, dentro do que se propõe a fazer, dentro de seu gênero, é espetacular. E ninguém pode dizer o contrário – até pode, porque liberdade de expressão deve sempre prevalecer, mas vejam uma temporada inteira da série, pelo menos; não se pode julgar um seriado como esse por dois ou três episódios, é preciso acompanhar o crescimento dos personagens, conhecer o passado deles e chegar até o ponto onde Irene, ahá, é Moriarty.

O quarto episódio da segunda temporada da série só comprova uma coisa: Elementary conquistou uma linearidade e chega a ser difícil acreditar que ela apresentará alguma “baixa” daqui para frente. Desde o retorno, Elementary tem sido o que sempre foi… Sim, vocês sabem… Genial. Genial, meus caros leitores.

P.S.: Amei os óculos de grau novos da Watson!

Parenthood – In Dreams Begin Responsibilities

Data/Hora 20/10/2013, 12:50. Autor
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Parenthood já faz sua grande homenagem aos grandes artistas usando uma música do maravilhoso Bob Dylan na abertura, agora continua nessa linha apresentando Joni Mitchell a Drew. Tudo bem que era só para impressionar uma garota, mas já um bom começo. Drew sempre foi tímido e mais quieto e logo no começo de faculdade já teve que enfrentar a temida “friend zone”. Ainda estou um pouco decepcionada, fiquei com a impressão de que ele havia mudado mais no primeiro episódio da temporada, mas fiquei feliz com a coragem dele. Com certeza é uma mudança boa.

Já Heather está começando a me irritar. No começo achei muito legal ela acreditar em Kristina e colocar o Adam contra a parede com relação a isso, mas agora acho que ela está passando dos limites. Foi sacanagem fazer o Adam pedir dinheiro para os clientes (ou ex-clientes) dele. Valeu para quem estava assistindo, entretanto. Ver o Adam sem jeito e morrendo de medo do Mista Ray rendeu algumas boas risadas. Também não gostei dela querer que Kristina omitisse parte de seu projeto de Harry Lerner. Talvez o mundo da política seja sujo demais para alguém tão legal quanto Kristina. Agora tenho dúvidas se quero realmente que ela ganhe. Imagine o que ela não teria que aguentar e suportar se for prefeita? Será que ela aguenta?

E que coisa mais fofa o Max dando dinheiro para a campanha da Kristina! Amo o Max! Por mim ele apareceria muito mais em todos os episódios. Espero que desenvolvam mais a relação dele com Hank que já valeu nesse episódio só pelo comentário de Max dizendo que ganhou 20 dólares de Hank para ficar quieto por uma hora seguida. Em compensação, deixaram um pouco a Aida, mais conhecida como o bebê de Rosemary, de lado nesse episódio. Estava na hora de dar mais espaço aos antigos Braverman mesmo.

O Zeek podia ter um programa no estilo Super Nanny. Bom, era de se esperar que ele tivesse alguma experiência com crianças depois de tantos filhos e netos. Foi legal ver ele “castigando” Victor e Sydney e o conflito dos irmãos ficou mais claro. Como eu já havia dito, há um contraste grande entre a pequena gênia Sydney e o atrasado na escola Victor. Zeek pareceu lidar bem com isso e talvez consiga ajudar Victor – e Julia também, que claramente não sabe mais o que fazer.

O ponto alto do episódio foi o conflito de Sarah e Amber, que finalmente ficou claro e exposto. Havia uma óbvia tensão em Sarah desde o primeiro episódio da temporada, quando Amber anunciou que ia se casar, e desde então ela vem tentando entender e aceitar as decisões de Amber, mas o medo da filha seguir os mesmos passos que ela falou mais alto e ela acabou brigando com Amber. A cena de Lauren Graham e Mae Whitman foi maravilhosa e roubou o episódio na minha opinião.

Só não entendi exatamente onde Adam quer chegar com essa história de transformar o estúdio em um selo. Como disse o Crosby, só ele não sabe que a indústria da música está morrendo? Pelo menos a indústria como conhecemos hoje. Muito arriscado e um pouco fora do episódio. É aguardar para ver até onde Adam levará essa história.

Sessão de Terapia – Semana 2

Data/Hora 20/10/2013, 12:42. Autor
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Se você ainda vai ver a maratona, melhor voltar depois. Contém revelações sobre o enredo.

Mais uma semana de trabalho (árduo) para Theo. Mais cinco dias para seus pacientes confrontarem (ou fugirem de) seus fantasmas. Um passo a mais para o espectador se envolver e se identificar com suas histórias. São vivências muito diferentes entre si e ao mesmo tempo têm muito em comum e uma delas é que toda existência tem um ciclo, muitas vezes aquele no qual nós mesmos nos colocamos. Vamos acompanhar quais são os ciclos destes personagens?

Carol, segunda, 16 h
Cliclo: raiva – recusa de ajuda – solidão

carol - sessão de terapia 2 - TS

Carol chega à sessão visivelmente tensa. No meio de uma briga com seu ex-namorado, Tony, a bateria do celular acaba, interrompendo a conversa dos dois. O nervosismo de Carol aumenta não pelo corte abrupto do diálogo em si. O que busca no rapaz é abrigo, conforto e aproximação, já que “se você está com ele, está bem”, uma clara referência à fase em que se encontra: a negação de sua grave doença. Tony é o único além de Theo que sabe da enfermidade da estudante de Arquitetura. O que mais irrita Carol é que seu amor já está com outra pessoa. A vida do ex-namorado segue em frente, enquanto a dela, bem, ela se sente como que com uma sentença de morte nas mãos. Acostumada a ter alguém que “sempre consegue consertar as coisas”, Carol entende que é a única responsável pelas decisões que toma, inclusive se continua a terapia e se vai, finalmente, aceitar o tratamento médico que sua condição exige. Ela e Theo se aproximam em uma questão: assim como Carol acreditava que Tony poderia salvá-la, o terapeuta toma para si a responsabilidade de cuidar dela, evitando que mais um paciente morra por omissão de sua parte.

Otávio, terça, 9 h
Ciclo: apego – pânico – impotência

Mais uma vez, vemos um paciente colocar no outro as respostas que busca para suas próprias questões. Otávio menciona sua preocupação com o retiro espiritual no qual a filha imergiu e divide sua intenção de ir até Goiás para buscá-la. Para o terapeuta, entretanto, este cuidado exagerado reflete a dificuldade de Otávio de desapegar da moça e, consequentemente, do trabalho que está consumindo sua saúde. Para o pai, os longos e-mails que a filha escreve são um “pedido de socorro”. A elaboração desta missão de resgate, observa Theo, ocorre uma semana após de sua crise de pânico. Otávio se recusa a falar sobre o assunto e revela ter tido outro ataque “mil vezes pior” do que o primeiro. Aconteceu quando ele estava parado no engarrafamento, perto de um cemitério. A lembrança de ter perdido o irmão de 23 anos em um acidente de carro o faz refém do presente pelo medo que tem de morrer da mesma forma. Otávio pede a Theo uma solução rápida para seu problema, o que significa tomar um remédio que o permita seguir normalmente com sua vida. Conversar sobre seus problemas? Nem pensar. Theo volta a lembrar ao empresário que o que ele precisa é admitir que não pode ter controle sobre tudo: nem sobre o trabalho, nem sobre a filha e nem sobre o poder da empresa que está fugindo de suas mãos. Mas pelo menos em uma coisa ele tenta demonstrar domínio: é Otávio quem encerra a sessão, lembrando a Theo que o tempo acabou.

Paula, quarta, 11 h
Ciclo: relacionamentos familiares conturbados – culpa – controle

paula sessão de trapia 2 - TS

É muito interessante como as tramas dos pacientes de Theo se interligam, embora não de forma aparente. Assim como Otávio, Paula é pragmática e não reconhece a importância de seu histórico familiar. Quando toma conhecimento de que as chances de engravidar estão diminuindo se vê diante de um dilema que nunca pensou ter. É nesta semana que percebemos como Paula segue o modelo de seu pai. A advogada rejeita comparações com a mãe, que foi embora quando ela tinha 3 anos de idade e a única coisa que fez pela filha foi escolher seu nome. O pai é alvo de toda admiração, respeito e carinho. Seus olhos brilham quando fala dele. Durante a sessão, Paula recebe um telefonema (do pai) e Theo e o público percebem que a relação deles é, na verdade, de controle, uma vez que se sente incapaz de dizer “não” para ele. Até quando engravidou o pai lhe agendou um aborto. De onde vê, não quer ser mais uma mulher a decepcionar o homem que se sacrificou para criá-la. Enquanto Carol delegou a responsabilidade por sua felicidade para o ex-namorado, e Otávio busca aliviar sua insegurança salvando a filha, Paula condiciona sua satisfação ao agrado do pai. Além disso, acusa a nova esposa dele de manipulá-lo, um jogo de poder em lugar de afeto. Paula, a chefe que sente prazer no poder, não é dona nem de suas vontades.

Daniel, quinta, 14h
Ciclo: choro – mãe contar para o pai – briga entre os pais

dani - sessão de terapia 2 - TS

Daniel está no meio do divórcio dos pais. Quer dizer, no meio mesmo: entre as brigas, assuntos mal resolvidos e rancores dos dois. O menino se irrita quando Theo diz que sensibilidade é um tipo de inteligência, pois acostumou-se a se sentir ofendido com palavras. A professora o considera ausente e preguiçoso. Mais tarde o pai se refere a ele (sem que o filho ouça) de bebê chorão. Os colegas de escola, por sua vez, passam um bilhete para toda a turma avisando para chegarem antes de Daniel em uma festa de aniversário se quisessem comer doce e uma professora já o esqueceu em uma sala, onde ele ficou sozinho por quatro horas. A autoestima do menino está tão abalada que ele finge ir ao aniversário, mas fica escondido no jardim e é alvo de uma estranha e cruel brincadeira. Os pais, enquanto esperam a hora de entrar para a sessão, conversam mais amigavelmente e até chegam a flertar. Ana, a mãe, sugere que João, o pai, volte para a casa. Ele recusa a proposta. Em uma última tentativa, ela pede que o faça pelo filho, sem sucesso. Mais uma vez, os dois terminam a sessão brigando sobre quem vai levar Dani para casa e para ele, dormir no apartamento do pai seria admitir que a separação não tem volta. É muito fácil se envolver com sua história e seu jeito direto de falar. Ficamos torcendo para que Theo consiga ajudá-lo a passar por esta fase e que como tudo que chega ao fim, passe pelo luto necessário e siga em frente.

Theo, sessão com Dora, sexta, 17 h
Ciclo: raiva – culpa – responsabilidade pela vida dos outros

O que é mais intrigante nas sessões que Theo tem com Dora, sua terapeuta, é o extremo deboche e ironia que ele utiliza para mascarar seus sentimentos, ou seja, Theo é um ótimo psicanalista, se o paciente não for ele mesmo. Assim como Otávio, Theo quer uma solução imediata para o seu atual problema, no caso o processo que o pai de Breno abriu contra ele. O que pede é um parecer de Dora, como sua analista, afirmando que ele não foi responsável pela morte de ninguém. Mas Dora o conhece, e sabe que pode até escrever algo, e mesmo assim nenhum papel convencerá o próprio Theo de que não pode salvar seus pacientes. A pergunta-chave para Theo é: de que(m) você tem raiva? De Breno, por ele ter cometido suicídio e prejudicado sua carreira e capacidade de discernimento? Dele mesmo, por não ter sido capaz de salvar o policial? Ou da sua mãe? Theo ri do rumo que Dora propõe. Aos poucos sabemos que sua mãe tinha depressão, e o menino cuidava dela como uma frágil boneca de porcelana. O dia mais marcante de sua vida foi um Natal que passou na casa de uma amiga. O menino compartilhou pela primeira vez de momentos felizes em família, ainda que não a dele. Ao voltar, a mãe havia tentado se matar e até hoje sente-se culpado por deixá-la e revolta-se por ela ser, a seu ver, fraca, ao contrário da mãe de Míriam, a “mulher mais forte do mundo”. Para Theo, ela permaneceu feliz (e viva) pelos filhos. Em um momento da conversa, a câmera se afasta de Dora muito lentamente até chegar a Theo, sem cortes. Na hora pareceu estranha uma cena como aquela, mas fez sentido, pois sentimos a distância entre a percepção da verdade por parte dele e seu estado emocional atual.

É como dizem, de perto todos temos problemas, uns mais evidentes do que outros. Theo, pelo menos, aceitou voltar à terapia e viu que colocar a culpa na mãe não era um clichê da Psicanálise, mas uma verdade que ele não havia admitido para si. E cada semana, um véu cai, revelando mais de cada personagem. E, porque não, de nós também.

Scandal – Mrs. Smith Goes to Washington

Data/Hora 19/10/2013, 19:32. Autor
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O escândalo da amante presidencial ainda incomoda Cyrus, bem mais do que incomoda Fitz e a primeira dama. Então ele deu um jeito de arranjar um fim de semana com o casal e as crianças para a mídia ver como eles são uma família feliz.  Mas a viagem acabou não ocorrendo por causa de alguns empecilhos, tipo uma louca com uma bomba amarrada ao corpo adentrando a Casa Branca. E como as coisas são assim mesmo, a louca era cliente da Olivia Pope e seus associados.

A gente vê bomba, e a gente vê Shonda, a gente já acha que ela vai explodir metade do elenco, porque é isso que ela faz.

Ao perceber o que sua cliente estava prestes a fazer, Olivia foi atrás dela e acabou entrando na sala onde a louca mantinha algumas pessoas como reféns. Ela queria que o arquivo de seu filho fosse aberto, porque ele estava com status de confidencial. A pobre mãe queria que o mundo soubesse o motivo de seu filho ser brutalmente assassinado pelo FBI. De acordo com o governo, Chris Lawrence – o filho dela – era um terrorista perigosíssimo que precisou ser eliminado durante uma operação do FBI. Mas ela se recusava a aceitar e dizia que seu filho era inocente. Normalmente a tarefa de Olivia seria provar a inocência de Chris, mas dessa vez ela estava trancada numa sala com uma louca cheia de bombas amarradas em seu corpo e ameaçando explodir tudo se o governo não divulgasse o arquivo de Chris.

Tudo isso acontecia na Casa Branca e Fitz, juntamente com uma equipe, -muito bem preparada mas que não fez nada – assistia através de uma tela.  E enquanto Olivia estava lá dentro servindo de comunicação entre os negociadores do FBI e a louca das bombas, seus gladiadores estavam lá fora tentando dar um jeito na situação.

David Rosen, mais uma vez dividindo o coração dos fãs da série entre amor e ódio pelo personagem, foi procurar Cyrus para que ele liberasse o arquivo do carinha. Cyrus (outro personagem que não sabemos se amamos ou se odiamos) já estava enxotando David da sala quando este soltou a bomba: Gordon Bates. Boom! Tá, mas e daí? Quem é esse sujeito? Gordon Bates era um agente do FBI que foi demitido após a operação que terminou com o assassinato do filho da doida com a bomba amarrada ao corpo. O tal do Gordon foi demitido; mas todos os outros agentes que faziam parte da operação foram promovidos, inclusive um novato que era agente havia apenas três semanas. Interessante isso…

Cyrus não curtiu.

David lançou a pergunta a Cyrus: esses agentes formavam um grupo de funcionários que foram promovidos por eliminarem um terrorista, ou um grupo de empregados que foram pagos para manter suas bocas fechadas sobre um erro cometido por um deles? Mas é claro que ele já sabia a resposta; e Cyrus tambem sacou que ele sabia.

Cyrus pensa que David continua comendo na sua mão por causa do cartão de memória da temporada passada. Vocês estão lembrados do cartão em questão? Era o cartão de memória da urna eletrônica que Cyrus, Olivia, Melly e outros dois que não nos interessa mais porque eles R.I.P. fraudaram para que Fitz vencesse a eleição presidencial. David entregou o cartão a Cyrus em troca de ter seu emprego de volta. E Cyrus tá todo se-achoso que David vai continuar quietinho no canto dele. Na verdade, ele até ia, mas Abby apareceu e pediu sua ajuda. E todo mundo sabe que esse casal ainda dá um caldo.

Scandal 2

Além do mais, David já comprometeu demais sua integridade ao entregar o cartão de memória a Cyrus (traindo Olivia e Abby ao fazê-lo, sem contar O PAÍS INTEIRO). Ele agora quer ser justo. Boa sorte aí, colega.

Mas Shonda é Shonda, e Scandal é Scandal e BOOM! Plot twist! O filho da doida com a bomba amarrada no corpo não apenas não era terrorista como era um agente da CIA infiltrado na Al-Qaeda. Olivia recebeu a notícia do próprio presidente, mas não pôde consolar a mãe enlutada e nem contar pra ninguém. Acontece que Chris Lawrence era um recrutador, e havia recrutado 57 jovens americanos para se infiltrarem junto a terroristas. Se o mundo soubesse que Chris era um recrutador, esses 57 americanos também seriam descobertos, torturados e mortos. Então tá de boa demais deixar o pobre do sujeito mofando do necrotério sem nem ser enterrado ou reconhecido porque o país prefere assim. “Um herói americano”, Fitz o chamou. Nem morrer direito o cara pôde.

Olivia Pope mais uma vez entre a cruz e a espada. A mãe do cara logo ali implorando pela verdade e o presidente ao telefone dizendo a Olivia que a louca com as bombas amarradas ao corpo nunca poderia saber a verdade, e que 57 vidas dependiam disso.

Então Liv, muito pesarosa com sua missão, acabou mentindo para a mãe do Chris e disse que o tal arquivo confidencial que ela queria tanto ver continha informações a respeito do quão terrorista seu filho era. Que ele estava intensa e profundamente infiltrado na Al-Qaeda e que não divulgaram o conteúdo do arquivo dele porque seria vergonhoso demais. Ela chorou, e Olivia chorou junto. Ela sofreu, e Olivia sofreu junto. Mas como era só isso o que ela queria, a verdade, ela liberou a saída de Olivia e do congressista que estavam presos com ela. Mas quando os dois saíram, ela fechou a porta e se explodiu lá dentro sozinha. Bacana demais.

Foi pedaço de parede e poeira pra tudo que foi lado, mas ninguém se feriu. Exceto a louca com uma bomba amarrada no corpo porque ela morreu, né? Afinal, ela era uma louca com a bomba amarrada no corpo.

Ao fim do dia, Fitz encontrou Mellie mandando ver no álcool e como ainda tinha uns dez minutos de episódio eles tiveram uma conversa interessante. Mellie disse estar feliz com o que tinha acontecido aquele dia, e Fitz achou aquilo estranho pois ele sempre achou que ver a Olivia se explodir seria o sonho de Mellie. A primeira dama, ao contrário do que o presidente pensava, explicou que nem! Seria o maior pesadelo dela Olivia Pope morrer como heroína, protegendo um congressista dentro da Casa Branca com o país inteiro testemunhado através da imprensa. E, segundo ela, Fitz idolatraria Santa Olivia Pope para toda a eternidade. “Eu sou espetacular, mas não consigo competir com fervorosidade religiosa. Eu perderia nossa pequena guerra.” Mellie bêbada divou. Queremos mais Mellie bêbada por favor, produção.

Scandal 3

Mellie ainda lembrou a Fitz que enquanto Olivia Pope estiver viva, ela é um defeito dele. Enquanto Olivia Pope existir, Mellie pode fazer de Fitz gato e sapato porque seu calcanhar de Aquiles está exposto e Mellie sabe exatamente como acertá-lo. A gente vê que a Mellie não perde a mania de se referir à Olivia como “sua vadia” quando conversa com Fitz. Ele até já parou de corrigi-la. Até a gente já se acostumou com isso.

Huck, nosso perturbado e sequelado mais querido, finalmente tem um nome e uma face para o motivo de sua perturbação; e é o pai da Olivia. Huck perdeu sua família, sua casa, sua vida (ajuda ele, Dilma!), e até o momento ele nem tinha certeza se todas as suas memórias lhe pertenciam porque mexeram com ele demais, coitado! Mas agora ele sabia que não estava louco e que o motivo de tudo de ruim que aconteceu com ele nos últimos anos é o pai da Olivia. E o pior, a Olivia sempre soube e não fez nada para ajudá-lo. Claro que ela fez um trato com o pai para deixar Huck em paz, como vimos semana passada, mas Huck ficou chateado com aquilo porque ele nunca soube do trato e continuava achando que estava doido.

Huck desapareceu durante o episódio. O pau quebrando na Casa Branca, a equipe tentado dar um jeito na situação, Quinn/Lindsay se virando pra hackear as empresas sem seu mentor presente… e Huck seguindo o pai de Olivia pra resolver o que tinha que ser resolvido. Olivia já previa aquilo, mas não pôde dizer a ninguém o porquê de Huck ter desaparecido e de não estar atendendo ao telefone.

Eu culpo a Quinn! E só!

Mas Huck… pobre Huck. Ele é fraco, por mais que ele tenha sobrevivido a tanta coisa na vida. O pai da Liv ainda é maior que ele e brinca com ele como se brinca com uma marionete. Huck estava com a arma apontada para a cabeça dele, mas não conseguiu atirar. O pai de Liv lhe disse que havia deixado um presente pra ele dentro do trailer (ah é, tinha um trailer na história. Huck o havia seguido até lá). Então, Huck entrou no trailer e viu que ele lhe havia deixado um sujeito amarrado e com uma navalha por perto. Oh, no, he didn’t!

A gente conhece o instinto assassino do Huck porque sabemos que ele foi treinado para matar. E quem o treinou? O pai da Olivia.

Scandal 4“Você matou meu pai?”

Quando se trata de Eli Pope, Olivia é tão perturbada e sequelada quanto Huck. Depois de fazer de tudo para conseguir libertar Jake das garras de seu progenitor, Liv ficou neurótica e começou a achar que Jake tinha sido solto por seu pai para espiá-la e reportar notícias de volta a ele. Aloka.

Mas ela sabe que se Jake ainda está vivo é porque Eli ainda o considera útil. Jake tentou se justificar e dizer que ele nunca faria nada contra ela; mas ela sabe como é. Ela também é uma marionete na mão do pai.

Apesar de todo o sofrimento de Huck e de Liv, o episódio trouxe a amizade mais fofa da série de volta. Liv consolou Huck por não ter resistido ao impulso de matar e por tudo o mais. E foi lindo! Apesar dela ter passado um bom tempo preocupada pensando que ele tinha matado seu pai.

Olivia Pope tá sofrendo pácas; mas, se ela acha que já sofreu demais nessa vida, ela não perde por esperar. Alguém tem que contar a ela que ela tá numa série da Shonda, e Shonda tem um ser maligno habitando sua mente e ela controla a tudo e a todos… para o mal.

Modern Family – The Late Show

Data/Hora 19/10/2013, 17:51. Autor
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Que atire a primeira pedra aquele que nunca chegou atrasado em um compromisso! O quinto episódio dessa temporada tratou dos atrasos dos casais, agora imagine a frustração de um britânico, conhecido por sua pontualidade, assistindo à esse episódio. Seria praticamente um tipo de tortura.

A temática não é nova. Tanto que é impossível não lembrar do episódio The One Where No One’s Ready, de Friends. Em The Late Show tivemos momentos tão bons ou até melhores que o episódio de Friends.

A reserva feita por Jay em um restaurante super concorrido é o ponto de partida do episódio.  Os adultos se encontrariam no restaurante onde servem uma carne com um preparo todo especial que é uma das favoritas de Jay. Mas o que era pra ser um jantar em um restaurante sofisticado, acabou em tacos num trailer do outro lado da rua.

Acompanhamos a rotina dos três casais adultos na hora de se preparar para um compromisso e o resultado foi, no mínimo, hilário. Jay, o anfitrião da ocasião usa o fato de Gloria estar sempre atrasada como um treino para a sua paciência. Mas convenhamos, com uma Sofia Vergara em casa, o cara tem mais é que perder a paciência com a demora mesmo. Gloria só demora a se arrumar para esfregar toda a sua beleza na cara da sociedade e isso foi ela mesma quem disse. Não com essas palavras, claro.

Jay apressou tanto a moça que foram os primeiros a chegar no restaurante e… o restante dos convidados estavam atrasados. Quer dizer, ele teria que esperar ainda mais já que a mesa só era liberada quando todos as pessoas estivessem presentes. E aí chegamos no porquê de Cam e Mitchel e Phil e Claire estarem atrasados.

Cam e Mitchel se atrasaram por causa de Cam, que é praticamente a mulher da relação. Acontece que, em um mundo onde as opções de roupas masculinas são bem grandes, quais as possibilidades de você se vestir igual ao seu companheiro? Bom, na casa deles esse número é bem alto já que eles conseguiram essa proeza. E diante da pergunta “quem vai trocar de roupa” os acontecimentos são repletos de golpes baixos como chacolhar a latinha de refrigerante para a pessoa se sujar e ser o-bri-ga-da a trocar de roupa. Quando o assunto é se vestir bem, é só assim que Mitchel consegue convencer Cam.

Modern Family - 5x05 01

Claire e Phil se atrasaram por motivos de: Luke ficou sozinho em casa. Phil ainda deposita toda a sua confiança no menino enquanto Claire tenta provar que ele não tem maturidade suficiente para ficar em casa sem companhia. Nem preciso dizer quem está certo na situação porque as cenas por si só já dizem. Prova disso é Claire sendo atacada pelo garoto munido de uma arma de tinta. Isso porque ele estava com medo de que o entregador de pizza o sequestrasse.

As crianças foram um show à parte. Entre os imprevistos com um casal e outros, elas mostraram que, mesmo aparecendo pouco, são responsáveis por cenas maravilhosas. As falas entre Alex e Lily roubaram a cena e Haley como babá é sempre algo com o qual nós podemos esperar boas risadas.

Você pode achar que a review saiu um pouco atrasada mas, como aconteceu no episódio, considere que cada um tem a sua pontualidade 😉

PS: o terno de Phil já fez o episódio inteiro valer a pena.

PS2: Queria ter visto a Alex maquiada.

Person of Interest – Reasonable Doubt

Data/Hora 19/10/2013, 11:26. Autor
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Nos primeiros dois minutos de Reasonable Doubt já se podia perceber alguns dos vestígios que fizeram de Person of Interest uma das melhores séries produzidas atualmente.

Vendo a cena inicial, parecia que aqueles ossos enormes que a Shaw gosta de levar para Bear, finalmente, estavam cobrando seu preço…  Mas, aquela cara de desconsolo do cachorro, era apenas um artifício plausível, utilizado por Finch e Mr. Reese, como estratagema para salvar mais uma pessoa cujo CPF fora indicado pela Máquina.

Talvez essa tenha sido a única seqüência do episódio que conteve algum elemento surpresa. Mas não fez diferença, porque outros pontos positivos foram anunciando que Person of Interest pode estar trilhando o caminho de volta àquelas histórias intensas, com seqüências surpreendentes, que marcaram a primeira e a segunda temporadas da série quando, primeiro, os personagens cabiam exatamente no lugar que lhes era reservado e sua participação fazia sentido; e, segundo, o roteiro fazia mais que simplesmente contar uma história.

Pequenas evidências mostraram que a delimitação do espaço dos personagens está sendo retomada. Todos eles participaram, de forma coerente, do conjunto das ações do episódio; além disso, Finch e Mr. Reese parecem estar retomando sua função de liderança e articulação estratégica na condução do caso a ser solucionado; e, para completar, a personalidade de Shaw parece estar sendo aproveitada para definir o caráter de seu personagem na série: ela pode ser a porta pela qual o humor refinado, expresso exatamente pela sua falta de sutileza, entra na história.

Mas, como dissemos, a vida de Person of Interest, não era composta apenas pelos personagens marcantes, que, como Zoe, Elias, Root e Shaw, mocinhos ou bandidos, mostravam-se passíveis de uma densidade dramática tal que lhes possibilitava tornarem-se recorrentes na série. Suas histórias, via de regra, continham um dilema moral, mesmo quando tinha que ser pinçado nas entrelinhas dos acontecimentos mostrados neste ou naquele episódio. Havia, de forma geral, um fio condutor que amarrava os personagens ao plot e ao dilema lógico-filosófico que dava intensidade à história e sustentava o argumento principal.

O que nos traz ao ponto mais alentador de Reasonable Doubt: o arranjo da ação na história, trouxe, pela primeira vez nesta temporada, a característica que marca o diferencial de Person of Interest, a presença desse dilema moral que permeia o desenvolvimento da história. No caso, a instituição da dúvida razoável, o princípio de que o acusado somente é considerado culpado se as provas foram tais que não reste a menor dúvida quanto do crime. Essa parte fundamental da legislação criminal que busca impedir que, como seres humanos individuais, passíveis de sentimentos como mágoa, raiva, “complexo de Deus”, etc,  que podem obliterar a clareza com que se constrói a certeza da culpa, tenhamos que nos obrigar a ver as provas concretas ao decidir o destino do outro. Dúvida Razoável, tão fundamental e tão desacreditada em uma sociedade em que os boatos correm à velocidade da luz, pela rede mundial de computadores, oferecendo provas fictícias e condenação sumária, onde deveria ser cultivado o exercício do argumento.

Outro ponto positivo do episódio, foi o artifício utilizado para apresentar essa segunda característica da série. Artifício que, se não foi brilhante, ficou bem próximo a isso: um tribunal, onde as habilidades de Carter para conduzir um interrogatório foi utilizada e o raciocínio lógico de Finch foi testado.

Mas Reasonable Doubt foi, também, um paradoxo, já que, dessas três temporadas, foi o episódio mais clichê de Person of Interest. A mulher que alerta para o desaparecimento do marido é acusada de ser a assassina, mas é inocente (pelo menos em um primeiro momento!); o suspeito que pula do alto de um prédio e cai em um caminhão de lixo (ou algum material que lhe amortecesse a queda); a descoberta de que o marido tinha um caso com a melhor amiga da esposa; policiais que invadem o local errado, quando, aparentemente, tudo leva a crer que o esconderijo dos mocinhos será descoberto. Mais clichê impossível!  E para completar, desde a ligação de Vanessa Watckins para a polícia, reproduzida no início do episódio, passando pela cena em que ela sai de casa com a melhor amiga, lembrou-me Risco Duplo, filme com a Ashley Judd e Tommy Lee Jones!

Mas, apesar dos clichês, Reasonable Doubt mereceu a nota dada, porque, finalmente, tivemos um episódio para retirar a série das águas turvas da mesmice, do tédio e da falta de genialidade, para o qual ela estava sendo conduzida. Características que, aliás, marcam muitas séries que, atualmente, estão sendo veiculadas pela televisão. Séries que, em um primeiro momento, reporta-se como genial e, já no segundo ou terceiro episódios, mostram sintomas da falta de criatividade endêmica que graça pelas salas de redação das produtoras de Hollywood.

Ao final deste episódio, foi bom sentir que Person of Interest ainda pode ser Person of Interest.

New Girl – The Box

Data/Hora 18/10/2013, 18:32. Autor
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As coisas andam mesmo diferentes no loft de New Girl. No quinto episódio desta temporada, Schmidt está preocupado em ser uma pessoa bondosa, Winston é o mais sensato do grupo e aquele que restaura a ordem das coisas, Nick torra seu dinheiro em coisas fúteis e a Jess é uma mulher responsável que pensa no futuro, ou seja, ou a terra está girando em sentido anti-horário, ou o inimaginável aconteceu: os personagens de  New Girl estão amadurecendo.

Foi um episódio de gente grande, pontuado pelos já queridos diálogos sem-noção. A história começa com Schmidt se sentindo terrível. A culpa pelo que fez com Cece e Elizabeth faz mal ao rapaz, destrói seu belo rostinho com olheiras, além de fazê-lo chorar ouvindo música tecno. Esses fatos o levam a aconselhar-se com seu rabino que o revela a importância de se pensar nos outros antes de si mesmo.

– Mas eu penso nos outros. Penso no que posso conseguir através deles, no prazer que podem me dar, se eles têm um andar engraçado que eu possa tirar sarro…

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Clássico Schmidt.

Ao sair do encontro com seu mentor espiritual quis o roteirista destino que um ciclista fosse atropelado e ele não desperdiçasse sua chance de salvar a vida de alguém. O peso que sai de suas costas o faz cantar e dançar em plena rua, mas o herói precisa de reconhecimento e  implora para que uma alma caridosa o diga o quão bom ele é. Apenas Winston, como amigo, sem que precisasse pedir, diz que o fato de ter feito algo ruim não o faz uma pessoa ruim. É estranho ver Winston tão lúcido. Entretanto, este lar precisa de alguém  para manter a turma unida e a salvo dos males do mundo. Jess já fez sua parte neste sentido.

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Ah, e por que Nick está torrando seu dinheiro? Logo ele, conhecido por sua mão de vaquice? Seu pai deixou uma herança trazida em um saco de papel, que ele acreditou conter uma mão, dado o passado de golpista do falecido. Eram, na verdade oito mil dólares, os quais Nick começa a gastar como se não houvesse amanhã. O barman deixa o restante em uma caixa que Jess descobre estar cheia de contas vencidas.

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– É onde guardo toda porcaria com a qual não estou a fim de lidar.

Por isso o pessoal de New Girl parece mais adulto. Não entulham mais as coisas que preferem ignorar. Abrir a caixa é crescer e lidar com a parte chata de ser maduro.

Ao tentar convencer Nick de que precisa pagar suas contas Jess acaba brigando com ele, encontrando, ao final, uma forma de ser um pouquinho mais como o namorado, que por sua vez, passa a compreender a intenção da amada.

Não foi um episódio especialmente engraçado, mas Jess, Nick, Schmidt e Winston (que passa o tempo todo tentando receber o dinheiro que Nick lhe deve, sem precisar pedir) mantêm sua essência, e continuam se metendo na vida um do outro.

Particularmente, sinto falta das múltiplas gargalhadas que a série me proporcionava. E claro, dos mini-flashbacks.

Você está acompanhando a terceira temporada de New Girl? O que está achando?

Parks and Recreation – Gin It Up!

Data/Hora 18/10/2013, 13:35. Autor
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Parece que o povo de Pawnee não sabe o que é ter um bom governante, que seja honesto e apaixonado pela cidade. Por isso, está rolando uma campanha no município para tirar Leslie de seu posto governamental. Ela tem tentado de tudo desde o início desta temporada para que a campanha perca força e que seus compatriotas percebam que ela só quer o bem da cidade. Mas a vida não tá fácil pra ninguém, principalmente se você é inimiga de Jeremy Jamm. Lembram do Jamm?

Jamm é o sujeito que sabe-se lá como conseguiu ser eleito, pois é um babaca sem noção que sempre vai contra as decisões da Leslie e, consequentemente, contra o bem de Pawnee. Até baguncar o casamento dela ele tentou, mas Ron Swanson é muito divo e parece ser muito durão e insensível, mas ele ama Leslie como uma filha e a defendeu com unhas e dentes.

De qualquer forma… Jamm está empenhado em pegar carona nessa campanha contra Leslie para se ver livre dela. E essa semana ele teve uma ajudinha da Donna. Sim! A Donna! Ficamos tristes, mas Donna se sentiu ainda pior.

Sem querer, Donna tuitou algo da conta do departamento de Parques e Recreação para um peguete dela, um tweet meio sacana e com linguagem erótica. Logo a coisa fugiu do controle e, quando Chris foi contar a Leslie o que tinha acontecido, já tinha jornal falando do assunto e Jamm já estava na TV discursando a respeito. A coitada da Donna cometeu um grande erro ao não deslogar da conta da empresa antes de tuitar algo pessoal. Foi sem querer, mas, mesmo asssim, prejudicou nossa querida Leslie.

O discurso do babaca do Jamm foi literalmente o que a gente vê nos discursos dos políticos que querem ferrar um adversário, mas por ser uma série de comédia, ficou tudo muito literal. Ele citou o onze de setembro, que os políticos americanos sempre usam pra sensibilizar sua audiência, e ainda avisou que aquele pequeno incidente seria discutido exageradamente; e foi! Ele fez até uma audiência para averiguar o que tinha acontecido, aberta à imprensa e ao povo de Pawnee. Na abertura, mais uma vez ele deixou claro que aquilo era um circo midiático para chamar a atenção ao que ele queria e que nada daquilo era muito sério. Mas como o povo está focado só no que quer, ficou por isso mesmo.

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Ele começou a desenterrar tweets da conta pessoal de Donna, onde ela falava que a Leslie era chata, usando isso para dizer que se nem os amigos da Leslie gostavam dela, como Pawnee iria gostar? Leslie ficou arrasada! Donna também. E nós também.

Enquanto isso… Tatiana Maslany estava em Pawnee! No papel de Nadia, ela era uma médica do programa Médicos sem Fronteiras que foi ao departamento de Parques e Recreação para conseguir a permissão da Prefeitura para usar um parque comoposto de vacinação. Segundo ela, Pawnee é um petri dish de doenças e por isso a cidade foi escolhida por ela e seus colegas. Mas ela acabou caindo nas mãos dos piores funcionários da casa e se enrolou toda.

April a atendeu – já começou bem. Em seguida, ela ficou assustada porque Tom a encarava com cara de psicopata. Ele ficou apaixonado por ela e estava chateado porque ela, logicamente, era areia demais pro caminhãozinho dele. Então, para mantê-la ali por perto por mais tempo, ele começou a meter burocracia na coitada, fazendo-a preencher documentos desnecessários e dizendo que havia errado na realização da licença. Rolou até um sotaque britânico forçado da parte dele para impressioná-la.

Ron Swanson, sempre com sua visão diferenciada do mundo, esta semana surpreendeu Ben por não ter um testamento. Ben e Leslie terminaram o testamento e Ben pediu a assinatura de Ron para que ele fosse a testemunha, a pedido de Leslie. Mas Ron disse que não acreditava nessas coisas e que as três profissões mais inúteis do mundo eram advogado, congressista e  médico. Com Ron Swanson não se discute.

Ron então mostrou a Ben seu testamento, o mesmo que tinha desde os oito anos de idade, que era um papelzinho amassado em sua carteira dizendo que todos os seus bens devem ser doados ao homem ou animal que o tenha matado. Novamente, com Ron Swanson não se discute.

Mas Ben o convenceu a procurar um advogado pra fazer a coisa certinha, como deve ser feita, ao lhe dizer que se ele não tivesse um testamento legal quando ele morresse tudo o que ele possuía iria para o governo. Então Ben levou Ron em seu advogado para fazer o levantamento de seus bens e tudo o mais. Ron não queria dizer o que tinha e nem quanto tudo valia, mas era necessário. Então, ele fez uma estimativa e escreveu o número num pedaço de papel. O advogado quase caiu pra trás. Não chegamos a ver, mas parece que Ron é um bilionário secreto que não vê importância no dinheiro. A gente sabe que ele nem compra móveis prontos porque acredita no trabalho do homem para construir seus próprios bens. A filosofia de vida de Ron Swanson é uma belezura.

Ao fazer o testamento, Ron não queria que seus filhos fossem ricos, queria que eles entendessem a beleza de uma vida feita com as próprias mãos. A gente achou muito fofo ver o Ron falando “meus filhos” daquele jeito. Ele já tomou as filhas da Diane como filhas dele e as considera pacas. Ele que nunca gostou de criança e que no início nem sabia lidar com aquelas duas pirralhas vestidas de princesas, agora as coloca do papel de filhas do mesmo jeito que o feto que cresce dentro da Diane.

Inclusive, Ron deixou a guarda de seus três filhos para Leslie e Ben no testamento caso alguma coisa venha a acontece a ele e Diane. É claro que Leslie e Ben não foram a primeira opção, sendo esta os donos da churrascaria preferida de Ron; mas como eles têm mais de 90 anos não é provável que isso vá dar muito certo.

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A audiência que o Jamm tinha montado pra prejudicar a Leslie acabou sendo interrompida por motivos de Leslie e Donna saírem e não voltarem mais. Ao ver que Donna também falava super bem dela no Twitter, Leslie percebeu que às vezes ela é bem chata mesmo e que as pessoas não entendem o motivo da excitação dela com o governo. Desde o início da série a gente sabe que a Leslie é apaixonada pelo governo, pelos Estados Unidos da América e, principalmente, por Pawnee. Mas nem todo mundo que trabalha com ela pensa da mesma forma. Na verdade, todo mundo odeia aquilo, Ron, April, Tom, Donna… menos o Jerry. Não, agora é Larry. Mas ninguém liga pro que ele pensa mesmo, coitado.

Tom, depois de irritar Nadia o suficiente para que ela fosse embora sem a permissão para usar o parque, foi atrás dela para lhe dar o documento e dizer que havia feito aquilo tudo só para ficar mais tempo perto dela. Mas quando a viu ele não deu conta e travou. Sorte que April estava junto e podia ajudar – do jeito dela, é claro.

Ao invés de falar pra Nadia que era ela quem havia errado os formulários, que era o que Tom havia lhe pedido para dizer, ela disse que Tom a pedira para mentir, mas que na verdade era ele quem tinha errado tudo porque ele estava afim de Nadia e queria ficar perto dela. E terminou dizendo que, como ela era areia demais pro caminhãozinho dele, ela nem tinha com o que se preocupar caso desse uma chance a ele. Como Tom estava petrificado, Nadia continuou conversando com April e perguntou se Tom era gente boa. April disse que sim. Nadia estava em dúvida se o que ele fez era romântico ou esquisito. Ela acabou escolhendo romântico mesmo. E pronto. Ela topou. Em duas semanas ela viaja para Ruanda com os Médicos sem Fronteiras então não está ligando muito se der errado com Tom. Ela o chamou para sair e ele quase teve um troço ali mesmo.

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Tom não é lá tão ruim com as mulheres, apesar de ser esquisitaço como pessoa. Lembram que ele já namorou a Ann, e eles até moraram juntos? A gente esquece disso às vezes porque foi algo muito aleatório de acontecer.

E por falar em Ann, ela nem deu as caras essa semana. Deve estar preparando nosso coração para a saída dela ainda nesta temporada.

PS:Vocês se lembram que semana passada eu disse para quem curtisse a Donna seguir a Retta no Twitter porque ela tuíta loucamente 24/7 e sobre todas as séries que ela assiste? Pois foi impossível não relacionar Donna e Retta no episódio de hoje, né?

PS1: Aziz forçando um sotaque britânico pra impressionar Nadia, quando a gente bem sabe que Maslany é a ninja dos sotaques foi muito engraçado.

E aí, o que acharam do episódio? Leslie vai conseguir se manter no governo com tanta gente contra ela?

Curtiram a participação da nossa Orphan Black?

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