TeleSéries
Scandal – Icarus e Everything’s Coming Up Mellie
18/11/2013, 17:07.
Mariela Assmann
Reviews
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
Por onde começar? Jurando amor eterno à Shonda? Ressaltando a genialidade do roteiro de Scandal? Surtando com as revelações de Everything’s Coming Up Mellie?
Nenhuma das alternativas anteriores. Preciso começar me desculpando pelo atraso nas reviews. Scandal merece reviews semanais, e de preferência que consigam fazer jus à genialidade do seriado. Peço perdão, então, pela mancada. E prometo seguir na linha a partir de agora. Sem mais, vamos ao que interessa.
Lisa Kudrow. Impossível falar de Icarus sem falar da atriz. Ela está muito bem como Josie Marcus. Bem demais. Transita entre momentos mais tensos e outros mais leves, e foi impossível não lembrar de Pheebs Buffay ao ver Josie toda piadista no episódio. E, certamente, a consistência do personagem que está interpretando ajuda bastante no destaque que Lisa vem tendo.
Marcus é uma mulher interessante. Integra, com valores morais bem definidos. Doce, mas com pulso firme. E fico indagando até quando a Congressista conseguirá sobreviver em um meio sujo como o político/eleitoral. Pelo que vimos até agora em Scandal, todo mundo –eventualmente – precisou sujar as mãos. Se Marcus não aceitar fazer isso, será engolida pelos adversários.
Mas, temores deixados de lado, preciso dizer que AMEI o trabalho dos Gladiadores na campanha de Marcus. E foi uma delícia ver as respostas dela para um atordoado Novak (perder o emprego ficou barato). Essa reviravolta mostra que Josie tem sim condições de concorrer à presidência. Ela é corajosa e forte. Só não sei se tanto quanto precisa ser, já que Cyrus deve vir com algo grande contra ela muito em breve. E sabemos que Cyrus não brinca em serviço.
Como eu havia dito na review de More Cattle, Less Bull, Olivia não aceitou voltar para a campanha de Fitz. E o motivo, é óbvio, foi descobrir que ele derrubou o avião que transportava sua mãe. Aliás, Olivia não aceitou de pronto essa revelação. Relutou o quanto pode em aceitar que o homem que ela ama abateu um avião recheadinho de civis, incluindo sua progenitora. Mas Fitz, apesar de não ter dito nada, acabou por confirmar as suspeitas de Liv. Ela está acostumada a ser tratada diferente por Fitz, a saber todos os seus segredos. Mas dessa vez ele não abaixou a guarda e a manteve de fora. Deu, assim, a confirmação que ela precisava.
E essa confirmação, aliada as suspeitas de Olivia de que a ordem para a queda do avião/morte da mãe teria partido de Papai Pope, desencadeou a investigação dos Gladiadores (plus Jake). Eles tem uma nova cliente: Maya Lewis. E as descobertas logo deixam bem evidente (especialmente o fato de um dos passageiros ter sido retirado do avião) o que o final do episódio – falhando em chocar, pelo menos no meu caso – revela: Maya está viva.
E Rowan faz de tudo para esconder isso de Olivia. Como se não bastasse manter a esposa em uma prisão, mandou executar – em um twist genial – a única testemunha de que ela foi a passageira que não voou.
Quinn, a amiguinha/amante/comparsa de Charlie, pisou feio na bola, dessa vez. Além de chata, é burra. Aproveito a oportunidade e lanço a campanha “Rowan, rogamos: abra uma exceção na regra de não matar os amigos de Olivia e dê cabo na Quinn. Agradecemos”. É claro que esse lance de ficar próxima de Charlie para desfrutar de seus conhecimentos sobre o lado negro da força não era uma boa ideia. E ela deveria saber que mexer com o B613 não era uma boa ideia. Mas não, ela foi o marionete mais fácil de comandar da história da televisão. E se ferrou bonito. O problema é que agora o B613 tem uma “agente” infiltrada nos Gladiadores. E minha esperança é que Quinn colabore dando dicas disso para Huck. Aposto todas as minhas fichas que ele salvará o dia – e deve matar Charlie, de quebra.
Ainda sobre o B613, Fitz agora sabe que Rowan é o pai de Olivia. Quero só ver como ele lidará com a informação de que o cara que ele tanto detesta é o pai de sua amada. Fortes emoções nos aguardam.
E por falar em fortes emoções, chego, finalmente, em Mellie. Bellamy Young deu show. E é impossível não ter ficado com vontade de colocar a Primeira Dama no colo e abraçar apertado.
Não é de hoje que sabemos que Mellie é ambiciosa, mesquinha, obcecada pelo poder. Ela não mede esforços para fazer com que Fitz permaneça no cargo, e se humilha repetidas vezes para que o marido fique “feliz e empossado”. E até Everything’s Coming Up Mellie era difícil entender o porquê de tanta ambição e mesquinhez. Assim, tomamos como verdade que Mellie é uma pessoa “ruim”, sem valores. Que só está ali para humilhar Olivia e atrapalhar o ship da nação de fãs. Logo, nossa empatia por ela se resumia a alguns poucos momentos nos quais ficava muito explícito o sofrimento dela em razão da rejeição de Fitz.
Para mim, depois de Everything’s Coming Up Mellie, tudo mudou. Foi chocante ver quão felizes eram os recém-casados Fitz e Mellie. Quanto amor havia ali. Sim, das conversas dela com Cyrus (cabeludo que só) já dava para perceber a ambição de Mellie em ser alguém na vida. Mas dá para perceber, também, que ela achava que isso não mudaria quem ela era. Uma pessoa… boa.
Depois do estupro (que cena chocante, que cena forte. QUE CENA, e que show de Bellamy.) todas as convicções dela ruíram. E ela, compreendendo a dor de Fitz, o quão perdido a rejeição do pai o deixava, utilizou isso como trunfo para que o sogro desse o empurrão que faltava para que Fitz aceitasse concorrer. Ela não denunciou, ela sofreu contida. Fez a escolha de apoiar o marido, irrestritamente. E isso fez de Mellie a pessoa amarga que é hoje.
Ela pretendia fazer obras de caridade, caso fosse obrigada a largar o trabalho em um escritório de advocacia para ser “mulher de político”. Não causa espanto, assim, que ela seja imensamente infeliz no presente. Mellie se reduziu a um objeto decorativo, e isso fere sua essência determinada e corajosa. Ela deixou para trás tudo que era. Seu passado, suas raízes. E fez isso por amor à Fitz e pela vida que teria ao lado dele. Agora, ela não tem mais o amor do esposo. Tudo o que lhe resta é o poder. E é por isso que ela se agarra nele, tão cegamente.
Ainda não concordo com as escolhas e artimanhas de Mellie. Mas agora eu a compreendo. E simpatizo muito mais com seus dramas, com suas incertezas, com suas reclamações. E torço, mais do que nunca, para que Fitz consiga se manter longe de Olivia. Ah, se ele soubesse da dívida que tem com Mellie, tanta coisa seria diferente. Ou não, vai saber. Só sei que torço pra que a defesa que Fitz fez de Mellie (aliás, a repórter era a Rose, a namoradinha do Derek lá na quarta temporada de Grey’s Anatomy. Shonda e o reaproveitamento eterno de cast) indique tempos melhores para o casal.
Caramba. Não escrevi uma review, escrevi um livro. E tenho impressão que esqueci metade do que pretendia dizer. Mas isso é um bom sinal. Mostra que Scandal está tão bem, com tantas histórias interessantes, que fica difícil contemplar todas.
E que venham os 3 episódios pré-hiato. Estou esperando-os enlouquecidamente.
P.S.1: Cyrus é esperto DEMAIS. Sally achou que estava manipulando Fitz, mas na verdade estava sendo lindamente manipulada. E ainda vai perder o marido para outrO. Quem diria!
P.S.2: o avião foi abatido porque levava uma bomba a bordo. Terrorismo? Maya estaria ligada à bomba? Qual segredo Mama Pope esconde?
P.S.3: super inesperado o lance do segurança do Presidente ser o perseguidor de Jake. Achei que o cara ia matar ele e BAM, era a amiga assanhada que faria isso. Genial.
P.S.4: sei que além do estupro, os roteiristas ainda levantaram a questão da paternidade do primogênito de Mellie. Mas não vejo esse como um plot a ser desenvolvido. Pra mim, serviu pra explicar quem é Mellie e por que ela age de determinada maneira. Com o Fitzão morto, não vejo como levantar essa história seria benéfico para Mellie. Mas podemos esperar tudo de Scandal, então…
P.S.5: Olivia tinha 12 anos e Fitz já estava na Força Aérea há tempos. Não achei que a diferença de idade entre eles fosse tão grande.
Dracula – From Darkness to Light
18/11/2013, 10:12.
Gabriela Pagano
Reviews
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
A audiência de Dracula segue caindo na TV americana e a qualidade da série… bem, a qualidade da série não melhora. O que faz sentido, já que uma coisa leva a outra. Em seu quarto episódio, Dracula continuou a ser o que se mostrava desde o começo: uma série regular, que até entretém num momento em que você não tenha nada de mais interessante para fazer. E só. JRM é um colírio aos olhos e isso torna a experiência ainda mais suportável. Mas isso não deve ser motivo maior. E, no caso, por vezes, é.
Nesse quarto capítulo, continuamos a acompanhar a saga de Drácula para aperfeiçoar a energia elétrica wireless e, consequentemente, derrubar a Ordem do Dragão, que tenta dominar o mercado de petróleo, material então utilizado para fabricar energia. Além de conseguir o avanço tecnológico, o protagonista tratou de seduzir ganhar a confiança de Lady Jayne, mulher contratada pela ordem para caçar os vampiros. O resultado disso é uma química interessante (e em ponto de ebulição) entre os dois personagens. Apesar de não existir nada de muito diferente nessa premissa – de um lado, a mulher independente que cai nas garras / se apaixona por seu maior inimigo e fica vulnerável; do outro lado, o anti-herói que, para salvar a pele, seduz sua maior ameaça -, a história é bem interessante e até imprevisível, ficando difícil saber quem vai vencer. Se, de um lado, Drácula é um vampiro muito velho e forte, de outro, a Ordem do Dragão é um grupo influente, com pessoas espalhadas por diversos setores, não sendo um inimigo fácil de reconhecer e vencer.
Apesar de tudo acontecer lentamente, causando certo tédio, esse plano de fundo satisfaz o espectador e, qualquer hora, pode até fazer a gente pular do sofá, de susto, com uma ação inesperada. Por enquanto, cada parte do conflito se prepara, como pode, para a batalha final. E que vença o melhor – ou o pior.
Por falar em pior, Drácula começou a mostrar que é realmente mau (ironicamente, o episódio se chamava From Darkness to Light; só que ao contrário, né?). Para despistar a Ordem e fazê-la acreditar que eles haviam exterminado o vampiro que assombrava Londres, o protagonista sacrificou o próprio amigo (também vampiro) a fim de enganar Lady Jayne. Ele chorou, no final, é verdade, mas, ainda assim, engoliu o choro e fez o que deveria ser feito. Visivelmente abalado, Drácula disse a Renfield que, às vezes, para se chegar à Rainha, é preciso sacrificar alguns cavalos – só eu achei que Renfield ficou balançado com essa afirmação? De qualquer forma, a lealdade dele será colocada a prova, agora que ele foi capturado pela Ordem. Apesar da impressão causada naquela cena anterior, não acho que ele vá trair Drácula. Como ele mesmo disse, o problema do amigo vampiro de Drácula não era falta de lealdade, mas a natureza dele, um vampiro. Renfield não é vampiro e talvez, por isso mesmo, seja mais resistente.

Quanto à história de Harker e Mina, fiquei revoltada. No comercial desse episódio, a NBC deu a entender que o casal iria suspeitar do exagerado interesse de Drácula na relação deles, assim como a Ordem iria desconfiar de sua identidade. Nada disso era verdade e tudo não passou de um truque de montagem. Não bastasse a Ordem achar que o vampiro de Londres está, agora, morto, Mina e Harker confiam em Drácula mais do que nunca. Quando Mina desconfiou do interesse do personagem na relação dela com Harker, o noivo logo tratou de dizer que Drácula é praticamente o padrinho do namoro deles, já que foi o nobre personagem que o estimulou a valorizar Mina quando os dois romperam. Ou seja, Drácula conseguiu o que queria: ao ajudar Harker, no episódio passado, ele, na verdade, estava se fazendo de bom moço para comover Mina. Ela, aliás, ao saber que Drácula aprovava e era entusiasta do namoro dela com Harker, ficou visivelmente decepcionada – afinal, ela ficou balançada desde que Drácula a abraçou naquela cena do incidente nos testes de energia elétrica e saber que o personagem aprovava o namoro dela com outro homem era quase como levar o toco.
Já Lucy está, cada vez mais, incomodada com o casamento da amiga, por quem, ao que tudo indica, ela é apaixonada (e ainda não acho que, no contexto da série, isso acrescente algo). Mais incômodo do que isso, só mesmo a tolice de Harker ao acreditar que Drácula está super bem intencionado e de que o patrão o considera mais do que apenas um empregado (por favor, né, meu filho, inteligente como você é, deveria saber que quando a esmola é demais, o santo desconfia… abre o olho!).
Em suma, Dracula continua sendo aquela série mais ou menos, falta ação ao enredo. A beleza estética é inegável e isso é evidente na utilização das câmeras lentas (recurso quase sempre mal usado nas produções audiovisuais, deve-se enfatizar; pela façanha, Dracula merece aplausos sinceros). No último episódio, a técnica se destacou por duas vezes. Primeiro, no incidente nos testes de energia, quando Drácula abraçou Mina e o mundo pareceu, literalmente, parar naquele momento – e a câmera em slow motion (combinada às lâmpadas brilhando ao fundo) conseguiu traduzir os sentimentos do vampiro, que viu a mulher morrer em sua frente já há alguns séculos e estava ali, agarrado à cópia mais fiel da amada – bem como a descoberta de um sentimento por parte de Mina. O conforto que ela sentiu nos braços de Drácula foi transpassado para a gente, enquanto espectador. Foi uma cena simples e tocante. Em contrapartida, uma cena de sexo entre o vampiro e Lady Jayne, que se misturava, sincronicamente, com uma cena de briga entre duas mulheres, também ficou visualmente interessante e criativa. Agora, só falta melhorar o roteiro.
p.s.: e a mão do Drácula queimando? Meu Deus, que aflição!
Modern Family – A Fair to Remember
18/11/2013, 09:09.
Maísa França
Reviews
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
Nos aniversários de casamento do casal Dunphy, quem ganha o presente – sempre – somos nós. Em A Fair to Remember, Claire e Phil estão comemorando o 20º aniversário de casamento e logo de cara somos presenteados com a cena das crianças indo levar o café da manhã para os pais.
Tá, mas e daí? Qual a graça disso? A graça está justamente aí! Bem, pra quem não se lembra, no episódio Caught in the Act (2×13) as crianças pegam os pais fazendo “aquilo” quando vão entregar o café da manhã de aniversário de casamento do casal. Aqui, três temporadas depois, ainda vemos que, por mais que eles não demonstrassem, eles ficaram traumatizados com o ocorrido. E esse é só o começo do dia.
Claire e Phil passaram o dia tentando fazer a surpresa perfeita. Confesso que, para o aniversário de 20 anos de casamento, eu esperava um pouco mais. Aconteceu tudo conforme estamos acostumados, não fosse pelo fato de Claire, dessa vez, “surpreender” Phil com seu presente. Mas para que a surpresa finalmente chegasse, muita coisa aconteceu. E não foi só com eles. O ponto de encontro das famílias foi a feira da escola.
Jay ainda insiste em fazer de Manny um garoto “normal”. Mas isso está longe de acontecer até porque, o personagem foi se solidificando cada vez mais como aquele garoto fora dos padrões da sua idade. Essa é a marca de Manny e sinto que Jay poderia trocar um pouco o disco. Manny participou de uma competição de bolos e após ser sabotado pela sua própria mãe, Cam descobriu que o garoto tinha talento para o futebol americano.
Lembram que Cam aceitou o emprego de técnico do time de futebol da escola? Pois bem, após ser cobrado por um dos pais de um garoto do time, o professor tentou mostrar que aquilo não era brincadeira e que o trabalho em equipe era essencial. Vendo Manny correr abrindo caminho para poder chegar a tempo na competição dos bolos, Cam teve certeza que ele era a peça que faltava no time. A única coisa estranha aqui foi o fato de que Manny, que nunca praticou esporte algum porque mostrou que não tem nenhum talento para isso, conseguiu ser o responsável pela vitória do time. Achei um pouco precipitado, mas…
Enquanto isso, no outro núcleo kids, Luke pedia ajuda para Alex na questão sentimental. O legal nessa história foi observar que os dois estavam “interessados” na mesma garota. Alex via na menina a oportunidade perfeita para deixar de ser a estranha da turma – já que a menina era nova por ali. Luke por sua vez, teve a oportunidade perfeita para beijar a garota, mas Alex não permitiu que isso acontecesse. Prioridades, né?
Haley aproveitou que estava todo mundo fora e foi simplesmente passar o dia na piscina da casa do avô – no melhor estilo Haley de ser. Ela só não contava que Manny, a babá, estaria por lá para lhe encher o saco. Essa implicância entre os dois fez parecer que vai rolar um romance por aí…
Lily teve algumas pequenas falas e eu nem preciso dizer que ela é a melhor porque isso já está ficando repetitivo 😉
Bones – The Dude in the Dam e The Fury in the Jury
17/11/2013, 16:03.
Maria Clara Lima
Reviews
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
Mudar é um verbo transitivo, assim como a própria essência dessa palavra. Transita de um lugar para outro; desloca, modifica e transforma. Mudança também é definida como renovação, é seguir uma nova direção.
O dicionário diz que mudar é perder os hábitos anteriores, e creio que esteja certo. Mas mudar não é fácil. Nunca é. Essa foi uma semana cheia de mudanças para os fãs de Bones. Cheia de episódios inéditos, cheia de expectativa e cheia de ter que ficar respondendo quem pergunta se a série vai ser cancelada ou não. A mudança da série para às sextas presenteou quem acompanha a história com o último episódio da segunda, The Dude in the Dam e o primeiro episódio em seu novo horário, The Fury in the Jury.
Com dois episódios medianos, Bones despertou nos telespectadores um sentimento arrasador. Estaria na hora do show acabar? Claro que não. Como toda mudança, vai levar um tempo apar acostumarmos com tudo isso. Mas se conselho for algo que deva ser dado em uma resenha, digo apenas uma coisa: relaxem, e aproveitem, não é todo dia que uma série chega ao nono ano ainda tão querida pelos fãs.
Apesar da audiência ter caído um pouco na sexta-feira, em comparação com os números da segunda, é preciso entender o contexto. Perceber que às sextas, adultos não ficam em casa, e que a série tem grandes chances de crescer em DVR. Realmente não acredito na jogada da FOX, que justificou a mudança de horário da série como uma nova estratégia de crescer os números da sexta. De fato, foram quase 30% maior com a estreia da série nesse horário, mas acho que a mudança foi uma falta de respeito. A série estava bem nas segundas, mas eles precisavam de espaço pras novas estreias.
Em geral, a Fox é uma emissora lamentável. Não é à toa que está entre a terceira e quarta emissora dos Estados Unidos, e nunca vai passar disso. Chamo a atenção que é preciso ter cuidado ao falar de audiência. Há muito barulho, e quase sempre por nada. Não vou dar uma lição sobre a análise desses números aqui, mas pensem no seguinte: se você tem um programa numa emissora que não é a mais assistida, como a NBC e ABC, você terá números desiguais.
A impressão que dá é que as pessoas acham que podem colocar tudo no mesmo nível. Outra coisa que influencia é o dia que a série vai ao ar. Sexta e sábado não é dia de ficar em casa, se você tem dinheiro e vida social. Ou seja, gente grande, o tal público-alvo, não assiste TV nesses dias. Se me permitem uma pequena comparação, Fringe, a outra grande injustiçada da Fox, terminou sua última temporada com uma média de público geral de 3 milhões e 1.o na demo. Então, sim, acreditem, Bones está bem.
Mas isso não é tudo. Se serve de consolo, sobrevivemos nove anos nesse ambiente questionável, isso para não classificá-lo de algo pior, ou mal criado, e não será agora que vamos desanimar. A Fox ainda depende das estreias da mid-season, pois querendo ou não, apesar de Sleepy Hollow e de The Following irem bem agora, Bones ainda continua sendo a única série consolidada do canal.

The Dude in the Dam
Quando eu soube que a Kathy Reichs tinha assinado o roteiro desse episódio, já contava com o desapontamento. Até hoje, não entendo o sucesso dessa mulher, já que para uma escritora reconhecida, ela tem uma narrativa bem medíocre. A única coisa que gosto em Reichs é o fato dela ter criado os romances da Dra. Temperance Brennan e eles terem virado uma série de TV. Fora isso? Ela não passa de uma grande diva do senso comum, um lugar onde detalhes não fazem a diferença.
Talvez por isso, o episódio não tenha me parecido tão ruim assim. Quando a gente não cria expectativas, ainda mais daquelas bem altas, fica extremamente mais fácil lidar com a pobre escrita de Reichs. Ainda mais sabendo que The Dude in the Dam era um extra da oitava temporada, sim, aceitar a história como ela foi não me pareceu impossível.
Digo isso porque já nos aproximamos da metade da nona temporada, e a série fica brincando com a inconstância entre ótimos episódios e aqueles que já esqueci. Mas é como eu disse, estou ajustando minhas expectativas. É melhor do que ficar com aquela ladainha de “não fazem mais episódios como a quinta temporada…”
O caso tinha cara de “eu já vi”. Marido com várias esposas? Eu já vi na sexta temporada. Vítima morta de maneira passional? Eu já vi em quase todos os últimos episódios. Um cara pai de várias crianças? Eu já vi em um ou dois episódios da série. Algo assim, fica difícil prender a atenção.
Claro que passei os quase cinquenta minutos do episódio torcendo para que tivesse alguma cena tórrida de amor entre B&B, já que nada mais emocionante eu poderia esperar da história. Mas muito pelo contrário, B&B estavam a beira de uma caricatura mal feita. Prefiro acreditar que os dois não teriam uma discussão boba sobre o modo de ler notícias. Tablet ou jornal? Acho que a Brennan estaria mais para “não dou a mínima sobre o modo que você se informa. Contanto que se informe.” É um tipo de discussão tão boba que me pergunto se a Reichs não teria uma pilha de louça sobrando para lavar.
Como nada pode ser muito profundo em uma história dessa autora, não me surpreendi que o tema do episódio era uma guerra entre Brennan e uma escritora medíocre. Bem parecido com algo que já vi na série também. Ou em duzentos de outros lugares.
A Bones é competidora? Sim. Não é muito sútil, também. Gosta de falar a verdade, quase sempre. Mas qual foi a parte do “eu estou aprendendo, eu estou evoluindo” que Kathy Reichs perdeu? A personagem passou anos deixando essas características não sobressaírem em seu convívio e, de repente, ela parece ter esquecido de tudo o que aprendeu.
Sinceramente não entendo essa mania em fazer a Brennan parecer estúpida, sendo que ela é uma das personagens mais genias e geniais das séries atuais. Uma personagem profunda, com dramas verdadeiros, e que vem sendo a condição de movimento da série desde seu princípio. É inaceitável deixar que isso aconteça com frequência.
A única, e digo única mesmo, coisa que me arrancou alguns olhares mais atentos foi o tal “filho” do Hodgins! Jefferson pode ser uma coisinha nojenta, mas foi o momento mais criativo do episódio.

Só Jack para pensar em algo tão bonito e altruísta como esse. Já que o doutor é apaixonado pela ciência. E a Angela, apaixonada pelo marido. Confesso que se o Hodgins fosse o meu companheiro, ele teria que passar dias longe de mim por criar uma larva de mosca em seu pescoço. Incrivelmente nojento, difícil de acreditar, mas muito, muito “Hodings”.
Esse foi o destaque de um episódio quase 4 estrelas.

The Fury in the Jury
Já o primeiro episódio das noites de sextas foi o salvador da semana. Não apenas pela cena da Banana Split, mas pelo esforço em fazer de Bones um procedural de excelente qualidade. Uma preocupação constante para o Hart Hanson, mas não tão aparente entre os mais novos escritores da série.
As pessoas devem se perguntar: Por que essa louca é tão obcecada pelo roteiro de Bones? Não pode simplesmente viver no mundo mágico do Tumblr, onde tudo é feito de gifs, eternizando os maravilhosos segundos que a série proporcionou durante todo o episódio?
Bom, a resposta é não. [Apesar de eu ter uma queda por gifs animados]
Me recuso a achar que Bones é feita de segundos. E sim, de momentos. Dentro de um conjunto maior, faz com que os quase 200 episódios da série sejam memoráveis para os fãs.
Sanford Golden & Karen Wyscarver escreveram um que será lembrado como Aquele com o Juri (Ou com a Banana Split). A dupla provou que para um episódio ser bom ele não precisa ser PERFEITO ou ICÔNICO, ele precisa realmente ser feito com cuidado.
Com uma Brennan menos bobona, tudo fica mais agradável de se ver. Além de temas importantes, como a identidade roubada da Cam e o casamento de B&B terem sido abordados. Adorei o fato deles terem mencionado o forçado tempo separados que eles estavam tendo que passar. “O mais longo desde a lua-de-mel”. E fiquei extremamente curiosa para saber quem é a tal “vadia” que está gastando a aparente fortuna da Dra. Soroyan.
A única coisa negativa do episódio foi a bipolaridade profissional de Sweets, que assim como a Angie da oitava temporada, tentou escapar de seu trabalho contra o crime, mas no final das contas, acabou sendo apenas um lapso temporário. Será isso culpa de um elenco principal fixo extenso? Quero acreditar que não. Dar história para todos eles não deveria ser tão difícil assim. Hart poderia aprender com a Shonda nesse quesito. Se ele prometer não esquartejar ninguém por audiência.
Fora isso, um episódio redondinho, no qual todos trabalharam em conjunto para pegar o bandido. Com certeza, compensou o episódio de segunda-feira.

Comecei essa resenha falando de mudanças. Gosto realmente da ideia de que a série mudou (e muito) ao longo dos anos. Amadurecendo com os fãs de outras épocas. Evoluindo com a turma que teimosamente resolveu ficar. Seja na segunda, quinta, terça ou sexta.
A maior mudança de todas é ter que se acostumar com a senilidade da série. Que já passou do tempo de novidade. Apesar de Bones ser a número um em nossos corações, ela deixou de ser prioridade para a Fox, para metade dos fãs, e fico triste em dizer, mas até para o Hart Hanson.
Espero apenas que com o passar das semanas, o amor e a diversão se mantenham. Esse tem sido um longo relacionamento, e assim como todos eles, manter o sentimento de que vale a pena estar ao lado é o primordial. As mudanças fazem parte de qualquer história. É isso que torna tudo mais interessante.
De resto, aproveitem. Pois até o que é sólido, pode um dia evaporar-se no ar.
Grimm – One Night Stand
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
“Cada vez mais ela amava os seres humanos e desejava poder deixar o mar e viver entre eles.”
Quem conhece a história do menino filho de Poseidon, Percy Jackson, da saga de livros de Rick Riordan, identificou rapidamente as criaturas que foram destaque neste último episódio de Grimm, One Night Stand. As náiades são criaturas da mitologia, ninfas aquáticas, belas, que precisam da água para sobreviver. E elas resolveram das as caras em Portland.
Em One Night Stand, Nick e Hank assumem um caso de afogamento que acaba levando a uma família de náiades. No entanto, não foram as moças as culpadas pela morte do garoto que se encantou com elas, e sim os homens náiades. De acordo com a história contada em Grimm, os homens náiades nascem estéreis e por isso suas mulheres – em casamentos arranjados – precisam procriar com humanos. A graça de One Night Stand ficou pela jovem náiade Elly, surda e muda, que realmente se apaixonou pelo humano Jake e o salvou do afogamento.
Essa nova espécie de wesen presente em Grimm fez Nick, Hank e Monroe voltarem a um lugar que já estava dando saudades na série: o trailer da tia Marie! Lá o trio conseguiu mais informações sobre as náiades e pôde entender melhor a espécie. Mesmo assim foi difícil para Hank e Nick chegarem aos verdadeiros culpados do afogamento de Dan. De acordo com a história, as náiades são fiéis a raça e preferem morrer a entregar seus parentes. Sorte de Nick que uma das náiades não resistiu quando viu que seu pai iria morrer – preso e longe da água – no lugar delas e resolveu entregar os verdadeiros culpados.
Além de apresentar mais um caso policial/wesen solucionado por Nick e sua turma, One Night Stand também apresentou mais uma nova característica de Nick. O Grimm pulou na água para salvar uma das náiades que estava desmaiada e amarrada e ficou tempo demais submerso, muito mais tempo do que um ser humano normal conseguiria ficar. Isso foi mais um indício de que Nick está diferente depois do veneno zumbi que o infectou. No entanto, até agora, parece que os efeitos colaterais do veneno só deixaram Nick mais poderoso.
Hank ficou preocupado com o parceiro, mas foi por causa desses novos “poderes” que Nick conseguiu salvar Elly e Grimm teve novamente um caso encerrado com final feliz. A família náiade permaneceu junta e os verdadeiros culpados foram presos. Já em seu quarto episódio, Grimm segue um bom ritmo em sua terceira temporada e a série parece ter amadurecido muito. As histórias tem mantido um bom nível, apresentam casos e criaturas interessantes. Em paralelo a isso a vida do Grimm segue com seus percalços como sua nova condição física, a Família Real em seu encalço e sua mãe que parece ter resolvido voltar à vida de Nick nesta temporada. Vamos combinar, só a Juliette não entendeu de quem era aquele e-mail na caixa postal do Grimm, agora sim desisto dela. Dã Juliette.
PS1: Nick estava uma graça todo molhadinho no final do episódio. Desculpe meninos, precisei comentar essa.
PS2: Alguém aí ficou familiarizado com Jake? O ator Michael Welch já está acostumado com criaturas estranhas. Ele interpretou Mike Newton, o amigo apaixonadinho por Isabella Swan, da saga Crepúsculo. Em One Night Stand, Jake ficou muito confuso com as náiades, mas Nick fez um comentário muito pertinente: “Ninguém é normal Jake, estamos em Portland”.
Grey’s Anatomy – Two Against One e Sorry Seems to be the Hardest Word
17/11/2013, 11:01.
Mariela Assmann
Reviews
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
Oi, pessoas! Antes de comentar sobre os últimos episódios de Grey’s Anatomy, preciso me desculpar com vocês. Estou em dívida com os leitores, e peço perdão pelo atraso das reviews. A vida está uma correria (final de semestre na Pós-Gradução) e acabei não conseguindo escrever sobre os episódios. Mas prometo que as próximas reviews sairão já no final de semana após o episódio. Dito isso, vamos falar sobre GA.
Confesso que minha vontade era começar falando de Sorry Seems to be the Hardest Word. QUE EPISÓDIO! Achei ele genial. E eu que – ao contrário de muita gente por aí – havia gostado de Two Against One, acabei achando tudo meio sem graça depois do episódio da última quinta-feira. Contudo, Two Against One não tem culpa pela minha demora, e vou comentar os principais pontos do episódio.
Sério, Shonda? Você REALMENTE vai gastar os últimos dias de Sandra Oh em Grey’s Anatomy com uma disputa entre Yang e Mer? SERIOUSLY? Confesso que muito embora eu compreenda os motivos pra briga entre elas, eu estou começando a ficar chateada com esse plot. Acho que o processo de despedida de Oh precisa ser muito mais marcante do que isso. MUITO mais.
Meredith está se esforçando ao máximo pra provar que além de uma mãe fofa e zelosa, é uma cirurgiã excelente. Eu compreendo completamente o comportamento dela, inclusive durante a operação com Karev. E acho que se Steph não tivesse apelado pra regra do “2 contra um” – ideia que veio das intermináveis histórias do Chief – Meredith acabaria conseguindo remover inclusive o tumor “inoperável” do adolescente. Mas ok, concordo que ela poderia ter sido mais amigável com Karev, e ter levado a opinião médica dele em conta. Ela não está 100% certa, especialmente em não ter cedido a impressora pra Yang.
Mas Yang (à propósito, Shane está se revelando sua versão masculina) está BEM mais longe dos 100%. Mais uma vez ela mostrou que passa os interesses dela na frente dos de todo mundo. E simplesmente destruir com o órgão que Mer estava imprimindo foi mais uma mostra disso. Yang é individualista e essa característica é a responsável por um certo isolamento social da personagem. E nessa 10ª temporada esse isolamento está crescendo, já que Yang está menos interessada do que nunca com o que se passa com os outros.
Toda a controvérsia com Meredith poderia ser resolvida se Yang se desculpasse e admitisse que Mer é uma grande cirurgiã. Se ela tivesse pelo menos comparecido à “sessão de impressão de um garfo” para dar um apoio para Meredith, a coisa poderia ter melhorado. Mas não, Yang claramente não está se esforçando para isso. Aparentemente, por mais que esteja incomodada, ela está confortável no seu isolamento auto-imposto, por mais complexo que isso possa parecer.
Só torço pra que Mer e Yang – e Shonda, especialmente – coloquem a cabeça no lugar e finalmente esse plot se encerre. Já é ruim o suficiente sabermos que as persons se separarão, não precisamos ficar com essa última imagem delas.
Two Against One ainda desenvolveu os plots de Arizona/Callie, Bailey e Weber. E todos andaram bem.
Arizona aparentemente começou a aceitar, no episódio, que seu relacionamento com Callie estava definitivamente terminado. Inclusive ela confessou para April (que também teve seu plot sobre “casar virgem” desenvolvido de forma bem agradável, miraculosamente) que “dormiu com Leah e foi bom”. É claro que eu – e nem ela – não estava preparada pras emoções do próximo episódio.
Weber, depois de se tornar o médico ancião que repete histórias o tempo todo, acabou salvando a vida da paciente vizinha e voltou a ter uma motivação na vida. YAY, o velho Chief está de volta, e o Chief velho foi embora. Celebremos.
Quem voltou, lamentavelmente, foi a Bailey problemática das temporadas passadas. Sério, Shonda, poupe a Bailey de plots chatos e mimimizentos. Ela já foi ridicularizada por muito tempo. Queremos aquela Miranda fortona, The Nazi, de volta. Urgentemente.
Dito isso sobre Two Against One – e deixando muita coisa pra trás -, passemos ao magnífico Sorry Seems to be the Hardest Word.
Sério, Shonda? SERIOUSLY? Você nos escondeu por 9 episódios esse passado? Você escondeu taaaaaaaaanta informação da gente? SAFADA! É por isso que por mais que eu odeie, não consigo deixar de amar Shondão.
O episódio foi um presente, ao mesmo tempo em que foi uma confirmação: Callie Torres é uma das personagens mais importantes de Grey’s Anatomy. E o destaque é merecidíssimo, já que Callie é interessantíssima e complexa, e Ramirez dá conta do recado direitinho. Ver um episódio centrado nela, e ao mesmo tempo tão inovador, foi genial.
Pra começar, o hospital não foi o principal cenário do episódio – só nos flashbacks que ele deu as caras. Apenas UM caso médico recebeu destaque. E nosso conhecimento sobre Calzona e a traição da Arizona aumentou consideravelmente. Não que o que ela fez tenha deixado de ser horrível, porque não deixou. Mas agora compreendemos o que existiu entre a fase “casal que voltou a se dar bem e ser feliz” e a traição: um aborto.
Callie estava sendo processada, e recusa um acordo. Gostei MUITO da forma como o Conselho resolve apoiá-la. Quando Owen a ajuda a vencer os jornalistas e anuncia que ela sempre terá companhia eu quase chorei. Achei lindo ver o companheirismo entre eles. A exceção foi, talvez, Cristina. Além de ter optado pelo acordo, ela praticamente não apoiou Callie e nem ficou muito contente com o veredicto. Só relativizo o fato dela ter sido meio bitch porque ela conhecia o paciente há anos, e Callie – ainda que involuntariamente – estragou a Monalisa dela.
E ao mesmo tempo que descobríamos como um atleta olímpico que esbanjava saúde perdeu as duas pernas, descobrimos tudo o que se passou entre Arizona e Callie na época. Motivada pela felicidade de Mer no chá de bebê (só que não) a loira decidiu propor à esposa que elas tivessem mais um bebê. E dessa vez, ela seria a “incubadora”.
Decisão tomada, doador escolhido, Arizona ficou grávida. E foi nesse ponto que Calzona foi do céu ao inferno: Robbins perdeu o bebê e se perdeu na vida. Eu, pessoalmente, me achei na vida: tudo faz mais sentido para mim, agora. Callie não aceitou muito bem a decisão de Arizona, de não tentar outro bebê, mas dá pra compreender o porquê da decisão da loira. Ela perdeu muita coisa em pouco tempo. E aí foi o princípio do fim de Calzona.
Ao mesmo tempo que víamos a vida pessoal de Callie desmoronar – novamente -, víamos sua vida profissional ir ladeira abaixo. Na pegada de ser inovadora, ela aceitou fazer uma cirurgia com a qual não estava acostumada. Na pressão, optou por deixar uma esponja dentro do paciente. Perdida, decidiu operar a perna antes do coração. Inconformada, amputou as pernas do paciente. E desolada pediu perdão. Foi Callie, acima de tudo. Foi Callie, como há muito tempo não víamos.
E se o passado mostrava a vida de Callie ruindo, o presente mostrava a fênix ressurgindo das cinzas. No julgamento – bastante interessante, à propósito – Torres conseguiu se destacar. Virou o jogo, mostrou para os jurados que compaixão e negligência não são sinônimos. Lidou com a raiva de Travis e mostrou como aquilo à atingia frontalmente, em razão do drama de Arizona.
Além disso, lidou com o pai, que ao mesmo tempo que é amoroso é autoritário (foi genial a sacada de trazê-lo de volta e fazer Callie confrontar as opções que tomou na vida). E começa a reerguer sua vida pessoal. Aqui, confesso que tenho algumas restrições. Perdoar uma traição, embora seja uma opção, não é algo fácil. Callie não deveria fazer só porque o pai fez. E o discurso dele sobre tentar, embora muito bonito, pode trazer consequências dolorosas para Torres. Mas, já que ela decidiu dar uma nova chance para o relacionamento Calzona, torço pra que ela seja imensamente feliz. E pra que Arizona mostre que merece Callie de volta. Só mandar Leah se vestir e ir embora não é suficiente.
O fato de Callie ter colocado a carta (quando Callie achou ela pensei que Shonda cairia no clichê de salvar a lavoura na hora da colheita. Fui surpreendida.) no lixo diz muito, e ao mesmo tempo não diz nada. Como Meredith pontuou, ela não sabia da existência da carta – que caiu atrás do armário justamente porque Arizona deu a notícia sobre a gravidez pra Callie naquele momento – e fez as melhores escolhas médicas com base nas informações que tinha naquele momento. Por outro lado, ela recebeu a correspondência, e era dever médico dela estar melhor informada sobre as juntas que colocaria no paciente. Ela teve 3 semanas para acessar a informação, e não ao fez. Então, concordo com Callie quando ela coloca como erro sua decisão de jogar a carta fora. Contudo, foi um erro desculpável. Especialmente porque Callie deu o seu melhor enquanto tratou o paciente. Então, no final das contas, acho que o veredicto foi justo. Se sentir mal por algo pode não ser eficaz, pode não reparar os danos. Mas, as vezes, é o máximo a ser feito. E isso sempre deve ser levado em consideração. E é por isso que “aceitarei” Calzona de volta. Só por isso.
Eu passei boa parte da temporada dizendo como Grey’s Anatomy estava provando a força do cotidiano. E continuo achando que isso é verdade. Mas preciso confessar que Sorry Seems to be the Hardest Word, um episódio bastante “fora do comum” pros padrões do seriado, provou que o extraordinário, quando bem trabalhado, pode ser ainda mais delicioso.
E se Two Against One não tem culpa por eu ter demorado para fazer essa review, Sorry Seems to be the Hardest Word não tem culpa pelo mesmo fato. Então, darei cinco estrelinhas sem culpa. E sem desculpa. Até a próxima.
P.S.1: Sara Ramirez deu show nesse episódio. Como sempre, aliás. Na cena do destempero em razão da meia calça já deu pra sacar que algo grandioso, em termos de atuação, vinha pela frente.
P.S.2: Arizona e Callie continuam fofas juntas. As cenas entre elas foram bem bonitinhas. Mas quero ver como Callie reagirá quando souber de Leah. Claro, não foi traição. Mas que a fila correu pra Arizona, ah, isso correu.
Sessão de Terapia – Semana 6
17/11/2013, 10:12.
Carla Heitgen
Reviews
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
Atenção: Este texto contém revelações sobre o enredo. Se ainda não assistiu a maratona, passe aqui mais tarde e divida suas impressões conosco!
Sessão de Terapia está em sua reta final e algumas conclusões começaram a se delinear para os personagens da série. A autodescoberta, porém, é apenas o início. O terapeuta é o guia e a cura da alma está em o que se vai fazer com aquilo que se aprendeu de si mesmo. Acompanhe com o TeleSéries os episódios desta semana cheia de revelações e como os pacientes de Theo (e ele próprio) começam a reescrever suas histórias.
Carol, segunda-feira, 16 h
Antes de começar a sessão, Carol (Bianca Comparato) olha para um punhado de cabelo que ficou em sua mão, resultado do tratamento contra o câncer que iniciou encorajada por Theo. Quase podemos experimentar o que ela sente: não é só o cabelo que está perdendo, é o controle sobre a própria vida. Ela está irritada com Theo, pois contar para sua mãe que estava gravemente doente foi a maior traição que o psicólogo poderia ter cometido. Segundo ele, a decisão foi a mais difícil de sua carreira, porém não se arrepende, já que a jovem não precisa passar por todo aquele sofrimento sozinha. A reação da mãe foi de desespero e impotência. Ela sequer sabia que Carol fazia terapia. Passou a acompanhá-la dia e noite, a fazer-lhe perguntas e a falar o tempo todo. Seu pai, por outro lado, mais quieto, e “sem invadir seu espaço”, mostrava se importar, comprando uma coberta para a filha quando ela sentiu frio e trazendo seu chocolate preferido, e, surpresa de Carol, ele sabia qual era a marca de que ela mais gostava. Mesmo com todo o cuidado de hoje, não acredita que a mãe poderá se redimir pelo abandono de antes. E o que diziam sobre estar perto da morte? Carol não se identifica com nada. Ainda se preocupa com coisas bobas como a aprovação dos pais, e não deixou de “polarizar” as pessoas como boas ou más. “A sessão acabou, né?”. Theo a pede para esperar e volta com a maquete que a estudante de Arquitetura havia destruído. Ele juntou os fragmentos como pôde. “Você consertou!” Vimos no sorriso e no agradecimento de Carol que, quem sabe, seus pedaços ainda podem ser unidos. Uma maquete remendada para uma Carol reconstruída. Sem dúvida um dos mais emocionantes episódios da temporada.
Otávio, terça-feira, 9 h
Na semana passada, Theo ofereceu o consultório para que Tati (Aline Leite) contasse seu segredo para o pai, Otávio (Cláudio Cavalcanti). Ela tem medo de sua reação quando lhe revelar que Érica, a mulher que conheceu em Goiás é, na verdade, sua namorada. A sensação de estar fazendo algo errado sempre a acompanhou, especialmente depois do episódio em que o empresário flagrou o filho fumando. “Não faça nada que tenha de fazer escondido”, disse, na ocasião. A frase, cravada na mente da menina, determinou suas ações. Ter uma namorada era uma destas coisas que ela ocultava do pai, controlador a tal ponto que escolhe até a poltrona onde a filha deve sentar durante a consulta. Como dizer ao empresário que aquela garotinha que ele idealizou não era a Tati? Após a insistência do pai para que conversassem em casa (o que indica que já sabia o que a filha lhe diria), Tati ameaça ir embora, mas é impedida por Theo. Após contar ao pai sobre Érica, deixa a chave do carro com Otávio e depois de um afago em seu rosto, ela sai, garantindo que ele ficará bem. Ele diz que a ama, mas busca a confirmação de Theo sobre ser aquela apenas uma fase; se teria algo que poderia ter feito para evitá-la; se a decepção com a figura paterna foi tão grande que ela buscou amor em uma pessoa do mesmo gênero para não sofrer. Perguntas sem respostas definitivas, mas que levaram a um passo adiante. Ao entregar a chave do automóvel para o pai voltar sozinho, Tati dá um voto de confiança a ele que, desde que foi demitido, não podia sequer ser deixado sozinho. Ela o liberta dos cuidados extremos e da vigilância, esperando, segundo Theo, que ele faça o mesmo por ela, a deixando ir, mesmo preocupado com o a dificuldade que enfrentará por ser diferente. E tudo indica que sim, Otávio entendeu que sua garotinha cresceu.
Paula, terça-feira, 11 h
Paula (Adriana Lessa) por pouco não nos deixa com raiva. Suas consultas sempre são intensas. A maternidade ainda parece sensibilizá-la, mas ela tem que ocorrer de acordo com seus termos. Adoção, nem pensar, é uma ideia “ridícula”. Paula não conseguiria amar uma criança que não fosse a sua. Theo pede que reconsidere sua sugestão já que ser mãe se tornou uma questão vital para a advogada. Aliás, depois da falsa gravidez, lembrou-se do aborto que fez há anos e chegou a procurar o antigo namorado. Percebeu que nunca havia gostado de ninguém de verdade, pois não gosta de si mesma e esta incapacidade de sentir amor-próprio foi herdada da mãe, que não a amava. Procurar por ela, então, tornou-se uma busca por si mesma. Pressionou o pai e descobriu que ele a manteve por anos em uma clínica. Segundo ele, queria poupar a filha de sofrimento. Não era assim que Paula entendia. Mais uma vez mentiram para ela, e assim como chamava a mãe de Sílvia, agora se refere ao pai como Carlos, uma vez que não consegue perdoá-lo por negá-la a oportunidade de responder às perguntas que a assombram por tanto tempo. Theo, que certamente se identifica com a história, pede que ela pense no que diria para a mãe, ainda que estivesse muito doente para compreender completamente o que ouvia da filha. Paula queria saber se não sentiu sua falta, como ela ficou tanto tempo sem vê-la, se pensou em voltar e, acima de tudo, desejava chamá-la de “mãe”. Pela primeira vez, Paula baixa a guarda e se despede de Theo com um agradecimento sincero. Ele se vê em Paula quando ela diz que nunca vai esquecer a chance que não teve de dizer o que gostaria e eram tantas as coisas que tinha para compartilhar. Mas o Theo, o filho, ainda tem sua oportunidade. Será que se dará conta disso a tempo de se despedir de seu pai?
Daniel, quinta-feira, 14h
O paciente de Theo é Daniel, mas a raiz de seus problemas emocionais são seus pais, Ana (Mariana Lima) e João (André Frateschi), que discutem suas mágoas e opiniões como se o filho não estivesse sequer presente. Esta semana, Dani chega mais cedo ao consultório, e sozinho. Aproveitou um descuido do porteiro e fugiu da escola para onde diz nunca mais querer voltar. Não é só em casa que o menino tem problemas. Um dos colegas de classe o escolheu para ser o alvo das brincadeiras mais cruéis. Quem lembra bem de sua infância sabe que esta fase não é feita só de bondade e inocência. Eric, o colega, passou um bilhete usando adjetivos ofensivos, o que gerou brincadeiras e risos na turma. Dani mostra o papel para Theo que descobre a razão de Eric o perseguir tão ferozmente: uma garota, Luana que, aparentemente, gosta de Daniel, o que provoca o ciúme do outro menino. Ao serem comunicados de que Dani está com o terapeuta, os pais chegam à sessão, já discutindo. A regra é discordarem sobre tudo o que diz respeito ao filho, se devem tirá-lo da escola e com quem deve morar, por exemplo. Infelizmente, a trégua entre João e o filho durou apenas uma semana. “Uma criança como ele sofre em qualquer lugar”, afirma, sobre a possível mudança de escola. A situação é tão crítica que ele não hesitou em pegar carona com estranhos para chegar à casa de Theo, mas teve medo de voltar para casa após sua fuga. Ana, na busca por um recomeço, quer se mudar para outro estado e levar Dani e pede que ele escolha com quem quer ficar, mesmo Theo explicando que optar por uma das partes pressupõe trair a outra, pelo menos para o menino. Tanta briga desgasta não só o personagem de Derrick Lecouflé. A lição que fica é para nós também: nunca subestimar o poder de uma criança em assimilar e tomar para si a mágoa alheia.
Dora, sexta-feira, 11 h
Sexta-feira, 17 h, Dora
A sessão de Theo pode ser resumida em uma palavra: catarse, isto é, se livrar de tudo aquilo que faz mal, por meio de uma experiência vivida. Vamos, primeiro, recapitular a semana do terapeuta. O Conselho de Psicologia já se reuniu e na segunda-feira divulgará o resultado sobre a permanência (ou não) de sua licença profissional. Depois de tanto fantasiar uma história de amor com Míriam (Renata Zhaneta) eles finalmente têm um encontro romântico. Quando a mulher fala em apresentar os filhos e contar para o marido sobre os dois, no devido tempo, ele resiste e aconselha seu antigo amor a não tomar uma decisão precipitada, isto é, depois de passar toda a temporada buscando reviver um relacionamento juvenil, Theo se dá conta que a história dele com Míriam como casal acabou. Ela vai embora de coração partido e ele se sente aliviado por perceber que não pode reviver seu passado. Paralelamente, seu contato com Lia (Luana Tanaka), a vizinha que o acompanhou quando Carol teve seu segundo desmaio, aumenta. Eles se esbarram na frente do prédio em que moram e conversam animadamente sobre arte (ela é pintora), pessoas e telas em branco e até sobre Carol. Ao que parece, a breve conversa o tirou de sua posição de psicólogo, por um lado, e inspirou Lia em uma nova obra, por outro. Ao chegar ao consultório para a sessão com Dora (Selma Egrei), ele está descontraído, tanto na roupa, quanto na postura. Nunca vimos Theo tão contente. Na verdade, a casualidade do psicólogo soa como um modo de já ir se acostumando à vida sem a profissão que exerce (resultado da incerteza sobre o processo judicial que enfrenta). Segundo Theo, se ele se aposentar, não lhe sobrará nada. O que ele tem de bom como profissional não o serviu para ser um marido ou pai exemplar. Até as soluções para as próprias questões ele busca em seus pacientes, como Otávio. Depois de muita insistência (e até chantagem) da filha, Theo decide visitar o pai. O compromisso que fez com Malu (Mayara Constantino) lhe trouxe a força que precisava para fazer o que não consegira sozinho. Dora fica feliz e diz que seus pensamentos estarão com ele.
Theo vai ao hospital. Após uma longa pausa, atravessa um corredor que parece não ter mais fim. É como se estivesse percorrendo seu próprio caminho até aquele exato momento em que poderia dizer tudo o que sentia para o pai, e perdoá-lo. No caminho, um filme de sua infância, antes da perda da mãe, passa em sua cabeça, o registro da felicidade e inocência de viver somente o presente das crianças. Ao chegar no leito em que o pai está, Malu solta um grito e se lança em seus braços. Theo não chega a tempo de conversar com seu pai. Ele faleceu. Theo se rende ao choro (e nós também).
Aguardamos ansiosos a últimas sessões da segunda temporada, torcendo pela cura de Carol; pela aceitação de Otávio em relação à filha, e a ele mesmo, como ser humano e como pai. Torcemos pela Paula, para que faça as pazes consigo e que passe, ela mesma, a tomar as decisões que julgar melhores para sua vida; que Dani supere a mágoa que os pais despejam nele e que Ana e João respeitem os sentimentos do filho; e que Theo se perdoe e continue a ser o excepcional profissional que é.
Renovem o estoque dos lencinhos e até a semana que vem!
The Blacklist – Frederick Barnes e General Ludd
16/11/2013, 23:32.
Mariela Assmann
Reviews
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
Antes de partir pros comentários sobre Frederick Barnes e General Ludd, preciso me desculpar com vocês. A vida está mais corrida do que nunca, já que é final de semestre na Pós-Graduação e estou assoberbada. E muito embora vocês não tenham culpa disso, acabei pisando na bola. Perdão. Dito isso, vamos falar dos episódios, que trouxeram novas informações para a história. E que informações.
Em Frederick Barnes nós vimos, essencialmente, Lizzie tentando reconstruir seus relacionamentos. E se por um lado ela estava mais que disposta a recomeçar seu casamento – nem que para isso as paredes precisassem ser pintadas com “Abóbora da Vovó” -, a disposição para reconstruir o seu relacionamento com Red não era a mesma.
Acho bastante interessante a forma como Tom tem sido representado. Não consigo ter certeza do caráter do moço. Em Frederick, MAIS UMA VEZ, eu voltei a achar que ele é mesmo apenas um é professor inofensivo e extremamente fofo com sua esposa. A sala vazia, a comida chinesa e o abajur foram uma tacada de mestre, e Liz parece ter afastado de uma vez por todas as dúvidas sobre o caráter do marido.
Isso torna a história ainda mais interessante, especialmente porque depois da conversa entre Tom e Red em General Ludd eu voltei a achar que Tom nada mais é do que um criminoso fingido e dissimulado. Como pode?
Quando Red chega na mesa de Tom o olhar deste é de temor reverencial. A impressão é de que ele sabe exatamente quem está ali. E no decorrer da história toda fiquei com a impressão que ele sabe, inclusive, sobre os laços que ligam Red e Liz. Afinal de contas, todo aquele papo sobre o pai que estará olhando Lizzie nas sombras e rindo com ela na luz não pode ter sido em vão – ou só pra assustar as criancinhas. Claro, pode ter sido só uma impressão minha. Mas acho que aquele papo todo foi um aviso. Sendo assim, é melhor Tom andar nos trilhos. Caso contrario, Ryan Eggold ficará desempregado em breve.
E já que falei em pai, FINALMENTE foi revelado que Red é realmente o pai de Elizabeth. Gostei mais da revelação do que achei que gostaria. Apesar de ser extremamente clichê, funcionou bem.
Como imaginávamos, Red abandonou a família quando Liz era muito pequena. E um amigo seu – foi essa a impressão que ficou – assumiu a criação da garotinha, como se sua filha fosse, criando um vínculo muito forte com Liz. Bom, esse pai morreu. Ou melhor, teve sua morte natural antecipada por ninguém menos que Reddington.
Cara, que raiva! Fiquei muito nervosinha com o fato do Red ter usado a morte do amigo pra se aproximar de Liz, sendo que foi ele que a causou. Ok, ele sofreu por “ter” que matar o cara – só porque ele disse que Lizzie merecia saber da verdade – e pode até ter pensado em abreviar o sofrimento do amigo, mas ele acabou tirando a chance de Liz ver o pai mais uma vez. Safadeza pura. Por causa de coisas como essa meu coração não é tocado por cenas como a do balanço, que deveria ser tida como de uma beleza ímpar.
Isso porque é bem evidente que por mais que Liz tente se afastar de Red, ela não consegue expulsar ele da sua vida. Em Frederick Barnes ela teve a chance de mandar ele embora pra sempre, mas acabou deixando ele permanecer. Acho que nem ela entende muito bem o porquê dessa ligação, mas o fato é que ela existe. Mas quero só ver qual vai ser a reação dela quando toda a verdade vir à tona.
Claro, ainda há muitas coisas para descobrirmos. No final de Frederick Barnes Red explode uma casa que acabou de comprar. A cada na qual construiu uma família. E informa que “tenta esquecer todos os dias o que passou ali”. Quais seriam essas grandes recordações que Red deseja, literalmente, explodir? Ele gastou uma fortuna para que o lugar deixasse de existir, e isso – pra mim – significa que a história da partida dele deve ser muito mais suja e dramática do que imaginamos. Estou louca para descobrir mais sobre isso.
Quanto aos casos dos dois episódios, preciso informar que AMEI. Em Frederick Barnes acompanhamos a saga de Barnes, que se transforma em criminoso na tentativa de salvar o filho, portador de uma grave e rara doença negligenciada pela indústria farmacêutica.
Casos assim sempre são interessantes, já que fogem do maniqueísmo. Afinal de contas, é mais difícil odiar um pai que faz tudo o que faz para proteger um filho. Seria por isso, então, que é difícil desgostar completamente de Red?
O fato é que Liz está começando a endurecer, colocar a razão na frente da emoção. E Ressler é parte fundamental desse amadurecimento. Continuo adorando a dinâmica entre eles, o modo como ele a protege sem a acobertar, a forma como eles parecem compreender os caminhos um do outro (Tom, vá embora. Você está atrapalhando meu ship!). No final das contas Elizabeth acaba colocando os interesses da coletividade antes dos particulares e Barnes acaba morto. E foi impossível não sentir uma pontada de pena do cientista, que nadou tanto e morreu na praia.
General Ludd teve outro bom caso. Questões envolvendo terrorismo sempre são interessantes, especialmente quando ele é interno. E em um tempo no qual o capitalismo sofre tantas críticas foi interessante ver como um grupo anti-capitalismo agia para fazer o sistema – engenhosamente – ruir. É claro que os caras eram bandidos sem escrúpulos, afinal das contas nada é mais capitalista do que os EUA, mas ainda assim a trama foi interessante de acompanhar. Ponto para os roteiristas de The Blacklist. Até agora, foram 8 escritores – só Bokenkamp que assinou 2 episódios, todos os demais foram responsáveis por apenas um – e a qualidade não caiu. Pelo contrário, tivemos 8 bons casos, instigantes e emocionantes. Torço pra que a série continue assim!
Dito tudo isso, informo que o próximo criminoso da lista negra virá em dose dupla. Serão dois episódios sobre Anslo Garrick, e o primeiro deles, segundo me conta, vai ao ar no dia 25 de novembro. Espero que depois da folga, The Blacklist volte ainda mais emocionante, e recheadinha de respostas e, é claro, de novas perguntas. Até lá.
P.S.1: Robert Sean Leonard fez um ótimo trabalho interpretando Frederick Barnes. Com certeza os fãs de House gostaram de ver o ator de volta em grande estilo.
P.S.2: o que Red fará com as informações privilegiadas que vai obter acessando o banco de dados de criminosos perigosos do FBI?
P.S.3: Quero mais de Meera Malik na telinha. O personagem é bom, só precisa ser mais desenvolvido. Poderiam ceder tempo do chato do Cooper pra ela!
P.S.4: Ressler ganhou meu carinho e minha admiração. E anotem aí: a síndrome de super-herói que ele tem ainda vai colocar ele em graaaaaaaaandes apuros.
P.S.5: AH, eu queria tanto que o pai e o garotinho do início de General Ludd tivessem se salvado </3
P.S.6: por fim, pra encerrar o livro que os P.S. viraram, QUEM SÃO OS VIZINHOS ESPIÕES?
Parenthood – The Ring
16/11/2013, 22:32.
Karina Mochetti
Reviews
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
A cena inicial com Zeek foi muito boa e eu fiquei esperando ele aparecer escorregando só de meias pela sala ao som de Old Time Rock’n Roll, de Bob Segar. Ele falando com Camille pelo Skype foi muito fofo. Imagino que só assim para Zeek aprender a usar um computador e a internet. Estou cada vez mais curiosa para saber o que vai acontecer quando ela voltar.
Enquanto isso, Sarah foge da vida social e se esconde em casa com o pai. Como disse Carl, o vizinho e aparentemente futuro par romântico de Sarah, ela não deveria passar o sábado a noite trancada em casa. E não é uma questão de estar solteira, nem de achar um namorado, mas de sair, encontrar pessoas, ter uma vida vida social. O que será que ela faz tanto em casa? Joga Candy Crush?
E mais um assunto polêmico que eu gostei de como foi tratado: Jabbar resolveu seguir os passos da mãe e começou a fazer ballet ao invés de basketball. Crosby tentou lidar da melhor forma com isso, e o que eu achei mais legal foi que me pareceu que o maior problema dele não era o machismo (que a família Braverman costuma demonstrar com certa frequência) ou com o fato de Jabbar ser menino e ballet ser coisa de menina. O que me pareceu foi que Crosby estava triste por ter sido deixado de lado, por Jabbar ter escolhido algo em comum com a mãe e não com ele.
E Kristina indo cada vez melhor nas pesquisas da eleição e com cada vez mais chance. Eu ainda estou divida, torço muito por ela, mas ao mesmo tempo não sei se ela – e principalmente se o Adam – aguenta essa pressão. Bob Little já provou não ser uma pessoa com muita ética, então temo pelo futuro de Kristina na política. A prova disso foi a dúvida que ela ficou se usava ou não a antiga história de Amber com Bob Little na campanha. Não acho que Bob Little teria a menor dúvida do que fazer no lugar dela…
Amber continua projetando seus problemas no anel. Até a banda que está gravando no estúdio que ela trabalha estava mais empolgada com o anel do que ela mesma. Está claro que o problema da Amber não é só com o dinheiro gasto no anel, até acho que ela teria razão, caso realmente nao quisesse que Ryan gastasse tanto em algo que ela não fazia questão. Fiquei com a impressão de que no fundo ela esperava que Ryan ficasse bravo e terminasse com ela e ela poderia escapar desse casamento.
Victor é só mais um dos problemas de Julia e Joel e agora ficou claro como o casamento dele não está bem. Até Sydney percebeu, se bem que ela não conta, já que é uma pequena gênia. E fiquei com muita dó de Victor, parece pouco para um adulto, mas voltar um ano, ainda mais no meio do ano letivo, é bem dramático para uma criança. É nesse momento que ele realmente precisa dos pais e Julia e Joel estão cada vez mais distantes.
Detalhe para a cena em que Julia abraça Ed na escola. Os closes muito próximos dos atores ajudaram a passar o desespero e a confusão de Julia naquela hora e a aproximação dela com Ed. Uma maneira delicada de fazer com que os telespectadores se identifiquem com eles e com aquele momento, apesar da “quase traição” a Joel.
Revolution – The Patriot Act e Come Blow Your Horn
16/11/2013, 20:50.
Carol Cadinelli
Reviews
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
BASS IS NOT DEAD, BITCHES! Haha *o* Eu sabia! Também, se estivesse, acabou a graça da série.
The Patriot Act foi um episódio legal, de verdade. Não foi o melhor da temporada (até agora), mas deu uma sequência satisfatória ao episódio anterior. Pois bem, chega em Willoughby um tal de Doutor Horn – que trabalhou com a Rachel -, investigando a carbonização dos soldados patriotas que quase pegaram o Miles. Ele, obviamente, sabe que foi a nanotecnologia, mas acha que quem a anda controlando é a nossa Prom Queen, Rachel Matheson. A loura, obviamente, passa a temer pela vida do amigo Aaron, e manda que ele saia da cidade e vá viver com Bass, que não, não ressuscitou, mas foi salvo pela nossa heroína (é, ela trocou as injeções e só deu um sossega leão nele – eis a explicação da cena creepy dela abrindo a cova dele). Daí, o episódio gira todo em torno do planejamento e da fuga de Aaron: Gene – papai Patriota – se oferece para tirar o nosso Google man da cidade, sim, com boas intenções. Acontece que Gene anda discordando da forma de agir dos Patriotas. Mas o médico é pego e acaba levando Aaron e Cynthia para uma cilada.
Enquanto isso, Tom busca salvar seu filhote. E no fim das contas, Justine é quem se estrepa: Neville não estava do seu lado, mas armando pra ela. Deixa-a presa no meio do centro de treinamento dos soldadinhos e vai embora. Deus que me perdoe, mas a cena de ele revelando que não estava com ela, mas contra ela, foi ridícula. O tenso é que o Giancarlo Esposito é um ator excelente, e colocam para a personagem dele aquele texto clichê que até dói.
Como disse: um episódio bom, com seus pontos baixos mas, numa visão geral, bastante estável e assistível. Achei muito, muito bons, de verdade, os flashbacks do Gene: deixam bastante claro a razão pela qual ele decide se voltar contra os Patriotas (mesmo que por debaixo dos panos). Gene é uma das minhas personagens favoritas atualmente, indubitavelmente.
Já Come Blow Your Horn foi um episódio mais interessante. Como o título deixa um tantinho claro, a oitava parte da temporada explora a vida do Dr. Horn – de quem eu gosto, apesar de ele ser um vilão nojentinho como todos os patriotas. Horn é uma personagem complexa, desde o episódio anterior isso é mostrado, e a exploração de sua história pessoal (flashbacks de sua vida quando jovem – antes do apagão -, as razões para o modo como age, etc). Além disso, as cenas da tortura de Aaron são bastante cabíveis; não que eu goste de ver meu mocinho favorito sofrer, mas Horn o tortura para descobrir como controlar a nanotech e se curar de seus tumores.
Confesso que achei as cenas Miles-Rachel-Charlie tão irrelevantes que vou nem comentar. Beleza, eles ficam lá tentando salvar o Aaron, mas não conseguem, bff. Depois de serem chamados de terroristas pelos patriotas, então… Cara, esses dois episódios foram bastante legais especialmente pelo fato de o Miles quase não ter aparecido. Tô de saco cheio dele já, acho que ele podia sumir e deixar a Rachel, a Charlie e o Bass resolverem tudo. Ele anda muito clichê, isso quando aparece. Campanha: Miles Out!
Neville foi atrás do maridão da Justine, dizer que sequestrou a poderosona. Não dá pra ver os motivos do Neville. Nada mais faz muito sentido no núcleo dele. Espero que, no final, toda essa enchessão de linguiça dê em alguma coisa porque, mon dieu, tá difícil. Aí o maridão vai ver a mulher, os dois têm uma conversa-drama e, TANÃ! Justine morre pela arma do marido. É, achei meio vacilo, eu estava começando a gostar dela. De qualquer jeito, esse núcleo do Neville não tem nada a ver com nada, e rezo pra que recuperem essa vertente da história. Convenhamos: Giancarlo Esposito e a própria personagem, Tom, são muito bons, e não merecem ser desperdiçados dessa forma.
Foram episódios assistíveis, como dito, mas não são o melhor que a produção de Revolution pode fazer. Cliffhangers, venham para mim! Precisamos de vocês para salvar nossa série!
Até breve, Revolucionários!
Grimm – A Dish Best Served Cold
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
“É o parque da morte, onde ele gera vida para alimentá-lo. Gritos de dor são música para o seu banquete.”
No terceiro episódio da temporada Nick retorna a sua rotina normal, ou o que podemos chamar de normal em Grimm. Apesar dos efeitos do veneno zumbi em seu corpo ainda intrigarem Nick e preocuparem Juliette, o Grimm também é um policial e precisar trabalhar. Claro que o trabalho de Nick sempre acaba esbarrando em um caso que envolva um wesen. Ô cidade estranha essa de Portland! Em A Dish Best Served Cold quem ataca é um grupo de bauerschweins que trabalham em um restaurante e para se vingarem da histórica briga de gato e rato com os blutbadens resolvem eliminá-los pelo estômago.
O restaurante Raven & Rose tem um chef e uma equipe de cozinha wesen. Os bauerschweins servem um exótico prato como aperitivo, mas que na verdade contém um veneno fatal para os blutbadens. Assim, vários wesen como Monroe estão sendo mortos, encontrados em cima de árvores com as vísceras para fora, como se a barriga deles estivesse explodido. Por sorte, Monroe é vegetariano e Rosalee não deixou que ele retomasse antigos hábitos enquanto o casal jantava no restaurante e, muito sem jeito, combinavam de juntar as trouxas e morarem juntos.
Enquanto lidava com mais um estranho caso em Portland, Nick também relembrava a briga no bar enquanto estava sob efeito do veneno zumbi. No entanto, o peso na consciência de Nick não parece ser o principal problema do Grimm. Após exames médicos, Nick descobriu que seus batimentos cardíacos não modificam, mesmo sob intenso exercício físico. O veneno do Cracher-Mortel parece ter deixado Nick mais especial, mais forte, mas também pode ser algo capaz de afetar a sua saúde. Acredito que os efeitos serão positivos, Nick vai ficar mais para o Homem de Aço, mais forte, ágil e imbatível. Características que ajudam muito na hora de combater as criaturas estranhas que aparecem em Portland e também o provável revide da Família Real.
Bem longe de Portland, os mistérios que envolvem a morte de Eric continuam obscuros e a Família Real ainda parece não saber quem é o verdadeiro responsável pela morte do irmão de Renard. Enquanto isso, o espião do capitão na Suiça já está na cola de Adalind, que agora deixou de ser uma moça chatinha para ser novamente uma hexenbiest chatinha.
Grimm mantém um nível agradável na temporada. Nenhum episódio foi espetacular até agora, mas todos cumpriram bem o seu papel, de entreter. O roteiro da série é rico em diversidades e a temporada pode tomar diferentes rumos. É difícil elaborar uma tese sobre o que vai acontecer nos próximos capítulos. Enquanto Grimm não apresenta seus caminhos, Nick, Hank, Renard, Monroe, Rosalee e até Juliette continuam nos servindo deliciosas histórias toda semana. Bon appetit!
New Girl – Menus
16/11/2013, 19:41.
Carla Heitgen
Reviews
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
New Girl ainda não se decidiu se decola ou não nesta terceira temporada. Os episódios têm alternado entre o humor que conquistou seus admiradores (Keaton e Coach foram bem divertidos), mas pelo menos um aspecto compromete a série: os personagens. Os roteiristas parecem ter perdido a mão na construção de tramas e no desenvolvimento de cada um e, aparentemente, apenas Schmidt mantém sua essência (os fãs agradecem).
No episódio da semana, por debaixo da porta do apartamento desliza uma enorme quantidade de panfletos de um restaurante vizinho – os menus do título – e Nick deve dar muito lucro pois não dispensa a refeição nem no café da manhã.
O péssimo estilo de vida de Nick chama a atenção de Coach, o mais novo morador do loft. Ao ver o amigo se entupindo de bolinhos, insiste em convencê-lo a treinar. Nick, então, alega que Jess gosta dele como está, e ele sempre foi o cara do bolinho, ao contrário de Coach, cuja personalidade é mais proativa, a do homem de atitude. O argumento que o treinador usa é bastante persuasivo: como Nick está iniciando um relacionamento mais sério, ele corre o risco de entrar para a categoria “boyfriend 15″ (ou namorado com cinco quilos a mais na balança) e se continuar como está pode até chegar a “boyfriend 20″ (o parceiro que ganha quase 10 quilos depois de começar a namorar). Cá entre nós, quem nunca?
O episódio desta semana trouxe muitas situações do tipo “tem outra coisa por trás disto”. Nick, ao comer compulsivamente, assume seu lado comodista em vez de arriscar a fazer algo que pode não dar certo. Coach se empenha tanto em ajudar o preguiçoso companheiro de apartamento porque desde que terminou seu relacionamento se sente receoso por não ser mais o mesmo treinador de antes.
Jess, por sua vez, voltou a ser a professora maluquinha, idealista e dedicada que amamos. O fato de alguns de seus alunos nunca terem conhecido o mar, mesmo morando em uma cidade litorânea, deu-lhe a ideia de promover o “Dia da Conservação do Oceano”. A sigla do evento é OCD (transtorno obsessivo compulsivo, mas o déficit de atenção de Jess deixou passar essa). Vejam a camiseta que a Senhorita Day preparou para o passeio especial que deseja fazer com a sua turma. Eu quero uma!
O diretor da escola, porém, acaba com seu entusiasmo, alegando falta de verba. Jess até tenta convencê-lo. Em uma tarefa, pediu que seus alunos desenhassem como achavam que era o mar e um de seus pupilos desenhou uma…rosquinha com asas?
Não foi o suficiente. Jess fica desapontada por não conseguir proporcionar um dia inesquecível para seus alunos. Ao chegar em casa, desconta sua frustração nos menus do restaurante chinês, que continuam chegando. Com a batalha do passeio da escola perdida, esta é, segundo ela, a chance de fazer a diferença e promete acabar com o “eco-desastre” que é a impressão de tantos cardápios. Jess segue rumo ao restaurante para salvar o mundo. Um menu por vez.
Chegando ao estabelecimento, Jess começa seu discurso ecológico. Ela acredita ter convencido os responsáveis pelo restaurante de parar com os panfletos e ainda nos presenteia com sua a hilária saída, a qual prova que não sabe -MESMO- lidar com um rapaz dizendo o quanto ela é bonita:
Não, isso é loucura. Não é verdade. Que idiota. É simplesmente idiota. Você é idiota. Você é legal. Você está animado para o feriado? Eu estou. Enfim…
Mandou bem, hein, Jess?
De volta ao loft, Coach e Nick seguem sua rotina de atividade física rendendo esperadas cenas da inabilidade do “cara do bolinho” em se exercitar, chegando, inclusive, a pedir comida chinesa para degustar no meio do treino.
A hostilidade entre Winston e Coach está chata. A impressão que se tem é de que rola uma invejinha recíproca e o treinador sempre dá uma alfinetada no ex-jogador de basquete. Winston, que já tem um lado psicopata meio aflorado, faz de tudo para competir com o personagem de Damon Wayans Jr. Até mesmo se exercitar completamente machucado para mostrar que ele é o Winston e não desiste nunca.
E o Schmidt, gente? Curtindo seu espaço, ligando para o Nick com desculpas para conversar com ele.
Com a mudança, Schmidt aparece menos, porém é o único que arranca risadas em todas as cenas em que aparece. Como quando pede para Nick colocá-lo no viva-voz e Winston grita que Nick faz exercícios de calça jeans. (Nick’s on jeans vira Nixon Jeans.) O rapaz fica tentando adivinhar que porcaria é esta de Nixon Jeans. Ele dançando sozinho na cozinha enquanto ouve a música que vem do apartamento de Nick é impagável. E Coach Nick brincando sobre o tamanho das calças de Schmidt, tão pequenas que fazem ele parecer um fantoche. Ah, e esta pérola, quando vê Winston saindo do apartamento de cadeira de rodas (que ele “achou em uma vala), o querido d-bag desabafa:
O quê? Winston em uma cadeira de rodas? O que falta agora? O Roberto Benigni vir correndo pelo corredor e fazendo todo mundo rir?
Boa, Schmidt, mas você é mais imprevisível que o diretor italiano.
Bom, para resumir o final da história: Nick com seu discurso motivador encoraja Jess e Coach a reagirem diante das frustrações pelas quais passaram e não desistam como ele próprio costuma fazer. Coach admite que Winston é forte e não desiste das coisas facilmente, Nick começa a se sentir disposto para se exercitar e Jess, com a van do restaurante chinês, leva as crianças à praia. Afinal, “se um cachorro quente pode ser um chapéu, tudo é possível”.
O final lembrou um outro, também na praia, quando Nick acreditou que estava com um tumor. Foi legal vê-los se divertindo como em outros tempos, entretanto, mais uma vez, vale lembrar que os roteiristas optaram por manter Coach até o fim da temporada, porém com isso Winston, que desde o início da temporada estava muito deslocado na série, agora parece se esforçar demais para garantir seu espaço. Ele é um personagem muito querido entre os fãs e muitos reconhecem que está sendo mal aproveitado. A Jess andava meio apagadinha, mas a sua história da semana a trouxe de volta. E Cece, apareceu, por cinco minutos no máximo, para trazer a comida de Nick.
Estamos de olho na turma. Esperançosos, mas ainda desconfiados sobre o futuro do grupo de amigos.
Nuvem de Séries
24 30 Rock 90210 American Horror Story American Idol Arrested Development Arrow Battlestar Galactica Bones Breaking Bad Brothers and Sisters Castle Chicago Fire Chuck Community Criminal Minds CSI CSI:Miami CSI:NY Damages Desperate Housewives Dexter Doctor Who Downton Abbey Elementary ER Friday Night Lights Friends Fringe Game Of Thrones Ghost Whisperer Gilmore Girls Glee Gossip Girl Grey's Anatomy Grimm Hart of Dixie Heroes Homeland House How I Met Your Mother Law & Order Law & Order: Special Victims Unit Lost Mad Men Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. Medium Modern Family NCIS New Girl Once Upon a Time One Tree Hill Parenthood Parks and Recreation Pretty Little Liars Prison Break Private Practice Psych Pushing Daisies Revenge Samantha Who? Saturday Night Live Scandal Scrubs Smallville Smash Supernatural Terminator: The Sarah Connor Chronicles The Big Bang Theory The Following The Good Wife The Mentalist The New Adventures of Old Christine The O.C. The Office The Simpsons The Sopranos The Vampire Diaries The Walking Dead The X Files True Blood Two and a Half Men Ugly Betty Veronica Mars White CollarCategorias
- 15 Razões (24)
- Audiência (70)
- Biblioteca de Séries (1)
- Borracharia (21)
- Colírio (5)
- Conexão (14)
- Entreatos (16)
- Estilo (31)
- Ficção (séries virtuais) (29)
- Gastronomia (67)
- Ligado no Streaming (30)
- Memória (26)
- Opinião (558)
- Séries & Eu (6)
- Sintonia (11)
- Sobre o TeleSéries (72)
- Spoilers (578)
- TeleRatings (314)
- TV Brasil (2,638)
- Comic Con (84)
- Novos Pilotos e Séries (1,403)
- Participações Especiais (991)
- Programação EUA (571)
- Upfronts (44)




















