TeleSéries
Arrow – Keep Your Enemies Closer
21/11/2013, 12:00.
Marco C. Pontes
Reviews
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Um ponto para os roteiristas por terem finalmente lidado com a tensão entre Oliver e Felicity.
O episódio em si pode não ter sido muito bom, mas com certeza foi marcante para os fãs de Olicity, que rezam para Ra’s Al Ghul colocar os dois juntos. A personagem, em si, já é totalmente atrativa – aliás, foi a única personagem que começou na série com pequenas aparições a ser escalada para o elenco principal do programa. Há como amar Felicity só por ela ser Felicity, por isso que não é irritante quando deixam de lado esse amor que obviamente precisa acontecer. Felicity por si só agrada. Porém, os roteiristas viram que precisavam avançar algo na história da personagem e por isso vemos um Oliver talvez dando uma indireta de que no futuro eles possam ficar juntos. Mesmo que os acontecimentos e os diálogos entre os dois tenham aparecido do nada, tudo isso era internalizado.
É a primeira vez, então, que Felicity deixa claro seu descontentamento com as escolhas amorosas de Oliver (basicamente, o descontentamento é que não é ela!), mas convenhamos que Oliver realmente pegou muito pesado ficando com Isabel, a russa que possui sotaque de um americano nativo. Claro que isso aconteceu pois Oliver decidiu falar em Russo e Isabel não conseguiu se segurar, mas mesmo assim, sempre levei fé no casal e gosto quando algo do tipo é desenvolvido. Ainda estamos lidando com passos de bebês e espero que a CW não vá transformar Felicity em uma Chloe Sullivan da vida, eternamente apaixonada por um cara que não quer nada com ela.
A ida à Russia veio em um momento em que a série precisava desenvolver melhor seus plots principais. Serviu para mostrar que Oliver Queen realmente está trabalhado nas amizades nessa temporada. Em nenhum momento a história empolgou, sendo bastante previsível como seria o desfecho. O único imprevisto foi a aparição de Deathshot, coincidentemente preso na mesma câmara de gelo que Diggle foi colocado. E mesmo assim, o safado saiu vivo.
Por outro lado, os flashbacks na Ilha de Lost continuam bem interessantes. O único problema aqui é que a atriz que faz Sara Lance é muito fraquinha, basicamente tem só uma cara para tudo (de dor de barriga) e algo muito estranho está acontecendo com a boca da garota. Foi bastante previsível a armadilha que colocaram para Oliver e isso deixa claro que ainda há muito para ser contado, principalmente depois da revelação do plot de Capitão América dentro de um submarino.
P.S: Será que Laurel finalmente foi para a rehab e esqueceu-se de avisar?
How I Met Your Mother – Mom and Dad
21/11/2013, 11:15.
João Freitas
Reviews
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Depois de dois grandes episódios, How I Met Your Mother decidiu se manter na zona de segurança, trazendo em Mom and Dad o humor como foco em uma história paralela ao casamento. Com um texto inteligente e apoiado em uma boa montagem visual, o episódio funciona como um desafogo para o riso, mesmo que nem todas as piadas realmente nos façam rir. Na trama, após a morte do reverendo encarregado do casamento, o pai de James volta a série para sacramentar o matrimônio de Barney e Robin, enquanto Marshall finalmente se livra de Daphne.
Falando em noivo, é dele o principal delírio mental e motivo para rir do episódio. Barney trama um plano para ver sua mãe Loretta reatar o antigo romance com seu pai Jerry. O plano é engenhoso, só que sem o menor sentido. Jerry é casado e mais fiel que Marshall! Já Loretta, por sua vez, se mostra indiferente aos planos do filho.
Quando James e Barney discutem um triângulo amoroso para seus pais, temos o retrato de como seria a imagem perfeita da família para eles. A imaginação de Barney nos leva a um dos melhores momentos do episódio e é impossível não rir do pequeno musical estrelado pela “Família Stinson”.
No fim, quando o zero a zero parece ser o resultado final para Loretta, eis que surge Reverendo Gibbs em todo seu ar de terceira idade pra abater o coração de Barney e conquistar sua mãe. A pergunta final sobre um threesome é quase de mal gosto se não fosse por Barney estar chorando. Literalmente hilário.
Enquanto na estrada, do lugar mais sem graça da temporada, talvez tenha vindo a melhor notícia do episódio: Marshall finalmente conseguiu se livrar de Daphne! Amém! Eu até iria comentar o arco da personagem, seu vínculo com a filha, mas quem se importa com ela? A única coisa que ela fez em dez episódios foi contar para Lily sobre o emprego de juiz de seu marido. Tenho fé que o próximo episódio seja com Marshall chegando em Farhampton. A única coisa que se salva dentro daquele carro é o Marvin e a trilha sonora.
Já com Ted as coisas são diferentes. É sempre bom vê-lo passando por alguma situação vexatória, principalmente bancando o detetive, o que é sempre engraçado. No episódio, Ted é encarregado de manter em segurança uma fotografia que seria um presente de Barney para Robin. O mesmo se descuida e alguém sabota o presente. Um a um Ted vai falhando com seus “dons de detetive” até que, mesmo sem querer, ele descobre que o eterno vilão de Karate Kid é o responsável pela confusão. E após toda a explicação, em mais um ato nobre, Ted abre mão de ser o padrinho de Barney cedendo lugar a William Zabka. Não foi o final mais engraçado, mas com certeza foi o mais coerente com o personagem.
No final, algumas ressalvas devem ser feitas. Com quase metade da última temporada já exibida, How I Met Your Mother apresenta uma história paralela como tema principal em um episódio. Isto não passa despercebido. Durante oito anos foram contadas histórias paralelas. O que eu esperava é que há praticamente 24 horas do casamento estivéssemos em um ritmo maior do que laranjas caindo do carro e tinta na fotografia. Se o objetivo é enrolar um pouco a cerimônia, poderiam ter mostrado um episódio inteiro de Ted tentando resolver o incidente com o abacaxi, ao invés de alguns segundos de flashback.
E, por último, mas não menos importante, vamos acabar com um mito nessa série: Ted nunca foi, nem nunca será um detetive. Apenas lide com isto, Mosby.
White Collar – Master Plan
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Pablo Picasso, fraude e falsidade ideológica são palavras que se identificam rapidamente com White Collar, mas apicultura e remédio caseiro para gripe foram uma novidade em Master Plan. Não precisa pensar muito para imaginar que essa mistura tem a ver com Mozzie, que neste episódio foi de apicultor a curandeiro. Desta vez, Peter não se atreveu a reclamar do fiel escudeiro de Neal e inclusive foi a cobaia do remédio para gripe de Mozzie. Enquanto isso, um dos melhores casos da série se desenhava nos pouco mais de 40 minutos de episódio.
Além de tirar Burke da cama, o produto do apicultor Mozzie ajudou o agente do FBI a concluir mais um caso. Até agora o mais intrigante da temporada. Em Master Plan, Elizabeth vai realizar uma venda de arte para um rico e antigo cliente que teve o filho desaparecido por anos. No entanto, o regresso de Patrick Wolcott deixa algumas dúvidas que fazem Elizabeth colocar o FBI na cola do rapaz. Enquanto isso, o pai, William Wolcott, comemora o retorno do filho mais velho, mas a caçula teme pelo seu futuro, caso o pai não resista a uma doença grave.
Enquanto Mozzie monta um apiário na varanda de Neal, Caffrey vai mordomar na casa dos Wolcott para ficar na cola do suspeito Patrick. Mordomar é um verbo, Neal fez questão de nos ensinar. Além de aprender um pouco mais sobre gramática, o público também pôde ver Neal tentando dar uma de C.S.I. em plena White Collar, o que não deu muito certo. Caffrey só conseguiu sucesso no caso sendo ele mesmo – mais vigarista e estratégico que os suspeitos atuais do FBI. Patrick, ou melhor, Keith, foi pego em seu próprio jogo de identidade e Neal e Peter garantiram a vida do verdadeiro herdeiro dos Wolcott e seu retorno para casa.
Além do caso de fraude familiar ter sido singular, White Collar apresentou em Master Plan um episódio muito engraçado, como há temos a série não fazia rir. Além da pitada extra de humor, o seriado também investiu na parte pessoal dos personagens e deu espaço aos coadjuvantes. Mesmo não sendo a dupla principal de White Collar, Mozzie e Elizabeth são fundamentais para a série e, quando um episódio investe nesses personagens, cria uma história ainda mais rica e candidata a ficar na memória dos fãs por muito mais tempo.
Master Plan mostrou que a série da USA veio bem mais consistente na sua quinta temporada e lembra sequências extraordinárias de episódios que foram vistos nos primeiros três anos do seriado. Neste ritmo, Peter e Neal são fortes candidatos a confirmar uma sexta temporada para série. Sorte nossa que, mesmo com um quarto ano abaixo do esperado, a USA manteve a aposta em White Collar. O campeonato ainda não está ganho para Burke e Caffrey, mas os dois vêm pontuando bem nas últimas partidas.
The Walking Dead – Live Bait
21/11/2013, 09:33.
Felipe Ameno
Reviews
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Realmente não sei o que pensar sobre Live Bait e não tenho mais teorias para justificar se estou gostando ou não desta quarta temporada de The Walking Dead. Só tenho a certeza de que algo está errado: o roteiro, a direção, a produção, ou tudo junto. Eles têm nas mãos uma das histórias mais incríveis e cheias de possibilidades e estão desperdiçando com episódios sem sentido. Mas ainda tenho fé que tudo isso faz parte de um bem maior e que nos próximos episódios tudo vai se encaixar e fazer sentido.
A série está fazendo um enorme sucesso mundialmente, a audiência está de vento em popa e crescendo semanalmente. Esses fatores contribuem pra colocar a produção em uma zona de conforto e eles tinham que aproveitar esse bom momento e ousar de alguma maneira. Não sei se é isso que eles estão tentado fazer. Mas se for, pelo menos pra mim, não está funcionando.
A volta do Governador era um dos momentos mais esperados desta temporada. Saber o que ele aprontou nesse tempo afastado e ver o que ele estava tramando contra o pessoal da prisão (que agora também conta com os antigos moradores de Woodbury). Só que contrariando tudo que você poderia imaginar, os roteiristas o transformaram em um pirata.
Não era esse tipo de ousadia que eu estava esperando. Também não vou comentar que ele está parecendo o pirata do Bob Esponja, pois essa piada já está mais que batida…
O que aconteceu?
Ele enlouqueceu.
Quem?
O homem no comando. Mal consegui sair vivo de lá.
Live Bait começa logo depois da chacina comanda pelo Governador sobre o seu antigo “exército”. Do grupo só sobraram Martinez e Shumpert que, na calada da noite, decidem deixá-lo. Sozinho, presenciamos um Governador abatido, vagando pelas ruas e bem diferente daquele homem cheio de si da temporada passada.
Durante sua “jornada” ele encontra a família Chambler, composta pelas irmãs Lilly e Tara, seu pai David e a filha de Lilly, Meghan. O Governador fica encantado pela menina, uma vez que ela lembra muito sua filha (que tinha virado zumbi e foi finalizada por Michonne).
Brian Heriot, a.k.a Governador, acaba se envolvendo com essa família, ao ponto de se arriscar para buscar um galão de oxigênio para o muito debilitado David, que acaba falecendo pouco depois devido a um câncer no pulmão. Como Lilly, Tara e Meghan não estão acostumadas com o novo mundo, elas ficam surpresas com a transformação de David e a forma, bem violenta, que Brian finaliza o velhinho.
Ele decide ir embora, só que agora não está mais sozinho e junto de sua nova trupe, eles partem rumo ao desconhecido. Mas como nada poderia ser simples, o caminhão para de funcionar e eles tem que continuar a pé.
Se no poema de Drummond no meio do caminho tinha uma pedra, em The Walking Dead, no meio do caminho tinha uma horda de walkers. Na correria, o Governador e Meghan caem em um buraco e ele a protege como se fosse sua nova filha. Quando tudo fica tranquilo, quem reaparece no topo do buraco? Martinez.
Vamos ver o que Dead Weight (Peso Morto) nos reserva. Como sempre as promos são SENSACIONAIS, mas elas já não funcionam tanto comigo. E com vocês? Até lá!
Considerações Finais:
– Poéticas as cenas em que o Governador invade Woodbury, que agora está tomada por walkers, e a incendeia assim como a foto de sua antiga família.
– Mais uma vez uma trilha sonora impecável!
Castle – Disciple
20/11/2013, 23:19.
Ana Botelho
Reviews
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Quem aqui gosta de um suspense? Eu, particularmente, fico sempre em um meio termo. Para os livros, os romances-policiais, com uma pitada de suspense, sempre me ganharam (sou fã do Sidney Sheldon sem moderação!), mas quanto a séries, esse gênero nunca me conquistou. Porém, se tratando de Castle, houve uma exceção. Essa série que estreou em 2009 trazendo uma versão gostosa de uma mistura ente suspense, crime, drama e comédia saiu de todos os padrões quando o assunto é inovar. Não posso ter certeza, devido a junção deles, de qual desses gêneros eu mais gosto, mas de uma coisa eu sei, e afirmo: Castle é um gênio no mistério.
O melhor caso até agora, o mais elaborado, o mais arrepiante, o mais truncado. As pistas simplesmente não se encaixavam, e o desfecho foi ainda mais impressionante. Disciple traz de volta aquela dor de cabeça que surgiu lá no início da terceira temporada e parecia ter sido aniquilada na quinta. O episódio dessa semana ressuscita o maior vilão, se assim vocês me permitem nomeá-lo, que a série já apresentou. E o que parecia ser apenas algo relacionado à relação entre Lanie e Esposito se tornou maior do que a NYPD poderia lidar.
Que tal Nova Zelândia?
Uma moça é encontrada morta, enforcada, em uma marina. Apesar do fato de seus pés não encostarem no chão – o que nós só vamos perceber que era por causa de uma linha amarrada em seu pescoço depois do susto já ter sido dado -, até então nada era incomum. A cena, também, é amenizada pela voz do Castle adentrando-a, e logo em seguida por uma imagem que sempre me derrete: os dois naquela fase caseira. O escritor fazendo brincadeira com a comida, a detetive relaxada, e o assunto rondando a lua de mel. Castle quer, mais uma vez, levá-la a lugares exóticos, mas logo o barato dele é cortado. Beckett quer algo romântico, só que com uma ressalva: o lugar não poderia ter sido visitado por ele e por qualquer uma de suas ex-esposas. Mais difícil que isso só tirar água de pedra, né, querida? Não me espanta que só tenham sobrado Albânia e Finlândia.
Porém, essa cena inicial só serviu para nos despistar do que o episódio realmente seria feito. Aliás, despistar, enganar e deixar tudo muito vago foram as maiores características desse caso que, de tão complexo, eu tive que vê-lo umas duas vezes.
Como eu disse, com a morte nada havia de incomum – isso até verem seu rosto. Estranhamente, e por alguma razão inexplicável, o corpo da vez era de Pam Hodges, que possuía o rosto idêntico ao de Lanie! Mas não só o rosto, como o produto que usava no cabelo, as unhas, os cílios e o que mais espantou a nossa legista, uma mesma tatuagem, num mesmo lugar. Logo, e evidente, começamos a ligar ao caso a Lanie, e independente do quão assustador era aquilo tudo, o caso trouxe duas coisas que eu senti falta: Tamala e Esplanie. Eu tinha dito, em reviews anteriores, que o trabalho da Tamala era pouco utilizado e parece que alguém me ouviu. E, assim como ela apareceu mais vezes e teve a chance de mostrar seu potencial, Esplanie também ressurgiu das cinzas. Amo qualquer momento que os dois compartilham e juro, juro mesmo, que não entendo porque Marlowe ainda não os juntou de fato. A preocupação e o carinho que cada um sente pelo o outro é evidente e esse chove não molha não faz sentido algum pra mim. E mais! Como assim eles estão se vendo nos últimos 6 meses e nós não temos visto nada? *um minuto para deixar a indignação ir embora, por favor. Obrigada.*
Não, não é você, Esposito.
Voltando ao caso, tudo fica ainda mais confuso quando o corpo de Daniel Santos é encontrado dentro de um barco, e nas mesmas condições de Pam, mas agora o rosto imitado é o do Esposito. Nessa hora minha cabeça deu um nó. Eu pensei, peraí, isso não é só sobre Lanie, é sobre os dois! E era isso que eles queriam que a gente pensasse, que era algo superficial sobre o relacionamento deles. Mas não. Algo estava errado. Tinha que ter alguma conexão entre os dois. E tinha mesmo, com nome e sobrenome. Doutora Kelly Nieman.
Ela, a doutora, além da sua fixação pelo rosto da Beckett (te entendo, doc), conseguiu, também, escorregar da situação. Era sim ligada aos dois, um por ter feito uma cirurgia, outro por manter relações sexuais, mas nada que a ligasse concretamente ao caso. E só é quando Ryan aponta Carl Matthews como um suspeito, o segurança que havia aparecido de relance e mais parecia um figurante – está aí o porquê do show ser um gênio no mistério, quem suspeitava de Carl? Aliás, quem o tinha visto até então? – que uma pista finalmente parece ser concreta. Se o nó que havia sido feito logo no início já estava grande, imagina a essa altura do episódio? Mas como tudo em Castle pode ficar pior, o nosso escritor preferido surgiu com mais uma de suas teorias loucas, e que pela primeira vez eu não queria que estivesse certa.
Em caso de não saber para onde ir, vá para o lado do 3XK.
A última vez que Jerry Tyson, o carinhosamente apelidado de 3XK, apareceu na série foi em Probable Cause, quinto episódio da quinta temporada. E, como Castle havia atirado nele, Beckett não acreditou quando o escritor o sugeriu como causador dessas novas mortes. Mas como vocês bem lembram, o corpo de Tyson nunca foi encontrado e isso, em uma série, é quase como dizer “ei, ele não morreu e vai voltar, ok?”. E, se como isso só não bastasse, todos os arquivos dele sumiram do departamento, clareando as coisas quando descobrimos que foram retirados pelo Esposito. Não o verdadeiro, o falso.
Finalmente, as ligações começaram a ser feitas. No meio de todas as dúvidas, uma coisa era certa: os sósias foram feitos para roubarem os arquivos. Quem mandou? Não sabemos. Carl, que foi interrogado, confessou as mortes, mas nada disse sobre o 3XK. Como ele armaria tudo? É claro que tinha alguém por trás, mas tirando ele ter se hospedado no mesmo hotel e mesmo quarto que Jerry quando este estava sob custódia, nada havia de concreto para determinar que o serial killer era o mandante de tudo. Para mim, não restam dúvidas de que eles possuem uma ligação, mas para a NYPD só isso não basta.
Nieman também não estava limpa. Tempos depois, mais uma evidência que o 3XK está de volta surge: Nieman era médica voluntária na prisão em que Tyson estava, e entrou assim que ele chegou lá e também saiu quando ele foi embora. Se isso não bastava para culpá-la, fugir era o suficiente, não é? A doutora largou seu consultório, mas deixou um presentinho para Beckett. E, graças a isso, tivemos uma das melhores cenas que Castle já exibiu.
We’ll meet again…
Brilhante. É o que eu diria se tivessem perguntado como eu definiria essa cena. Não só pelo ar de suspense, mas principalmente pela atuação da Stana. Eu realmente fiquei com medo. Ela conseguiu passar toda a tensão, toda a surpresa que Beckett sentiu quando as primeiras notas da música começaram a eclodir pela sala. Algo ali mexeu com ela, e mexeu fundo. A música nunca apareceu na série – pelo o que eu me lembre -, mas tem algum sentido pra ela. Várias são as opções, mas é difícil ir por algum caminho. Que é algo do passado, ah, isso é. Uma memória da mãe? Uma música que as duas escutavam em casa? E se for, como que Nieman, e também 3XK, sabiam disso? A música representa algo de vulnerável em sua história e o fato de estar ali, naquele contexto, sendo escutada a deixou transtornada. Eu considero essa cena a melhor que eu já vi em Castle. Melhor que os dois congelando, melhor que ela quase caindo do prédio. O silêncio naquela sala me fez sentir calafrios e quando isso acontece, é porque a cena foi além de uma simples atuação.
Não tenho palavras para definir Disciple. Quem sabe melhor episódio da temporada até agora? A retomada do 3XK só afirma o fato de que a sexta temporada não vai ser nem um pouco só e somente sobre Caskett. E, ao saber também que a história do pai do Castle vai ser tratada de novo, eu fico cada vez mais animada pelos próximos episódios. Castle se tornou aquela série que você não faz A MÍNIMA ideia do que será tratado no episódio seguinte e isso é muito bom. Quando saberemos o que essa música representa? 3XK vai mesmo reaparecer? Vão falar de novo da mãe dela? Não sei, você não sabe, acho que nem Marlowe sabe ainda. Mas eis uma coisa que eu sei: estarei aqui, semana que vem, comentando mais um episódio e espero que vocês também. Até lá!
PS1: Essas roupas e cabelos da Beckett me lembram tanto a terceira temporada e me iludem quanto ao fato dela ter cortado o cabelo quase todo mais uma vez. Me façam feliz e continuem com o aplique.
PS2: Ryan empatava Caskett e agora empata Esplanie. Assim não dá.
PS3: Sabe um bom lugar para a lua de mel? Brasil, especialmente Rio de Janeiro. Calor aqui é o que não falta. #Rio40graus
Once Upon A Time – Think Lovely Thoughts
20/11/2013, 22:32.
Júnior Melo
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Então, a trama de Once Upon A Time fecha um ciclo e revela algo que esteve em nossos rostos durante todo esse tempo, mas que ninguém conseguia ver. O episódio dessa semana trouxe uma narrativa rápida, com momentos de tensão e de tirar o fôlego e, acima de tudo isso, uma revelação pra lá de bombástica.
A estória de Neverland finalmente caminhou episódio anterior, e neste ela deu mais alguns passos à frente. Pan convenceu Henry a salvar a magia com o seu coração, e o garoto – com toda a sua inocência – não sabia que estava sendo levado direto para a morte. Neste episódio os planos de Pan ficaram mais claros: ele precisa do coração do Henry para continuar vivo e jovem. Enquanto Henry é levado para a caverna da caveira (uma boa simbologia com a morte), o grupo salvador dele finalmente se une à Regina e Rumple. Engraçado como as coisas simplesmente dão certo quando precisam dar. Episódios e episódios se passaram e Rumple nunca encontrou o grupo da Emma, agora que Henry está correndo um grande risco de vida eles se encontram. Simples assim.
Regina mais uma vez se mostrou como a verdadeira cabeça daquele time, já que Rumple estava sendo proibido de usar a magia, pois Neal acredita que o pai apenas quer matar Henry – graças a profecia. É em momentos como esse que Neal só perde o carisma das pessoas. Foi uma atitude condizente com o personagem? Foi, mas ao mesmo tempo foi estúpida. Eles estão em uma missão de resgate e abrem mão de alguém que pode ajudar e muito com a sua magia. O reencontro de Wendy e Neal trouxe uma boa cena, a atriz surpreendeu com a sua atuação. Das crianças da série ela é uma das melhores, com certeza.
No flashback da semana a estória de Rumple e seu pai finalmente mostrou as caras. Acho que é opinião mundial de que a ideia de Rumple ter um passado sombrio e ruim com o seu pai era clichê demais e não daria certo. Não havia razões para dar justificativas para o Senhor das Trevas ser da maneira que era, aí é que entra a melhor ideia que os roteiristas já podiam ter tido. No fundo eles não queriam explicar a razão de Rumple ser quem ele é e sim explicar a estória de Neverland e por que Pan tinha tanto “domínio” sobre o nosso malvado favorito.
A estória em si começou fraca e foi ganhando força à medida que avançava. Gostei da ligação que eles fizeram com a estória real do Rumple. As mulheres fiadoras ensinando o pequeno Rumple a tecer – agora sabemos de onde veio a habilidade dele. Com a ideia de recomeçar a vida, Rumple e seu pai vão a Neverland. A chegada dos dois a ilha foi o momento em que as coisas começaram a se encaixar, uma revelação digna das melhores séries que estão no ar hoje em dia. O ator que interpretou o pai do Rumple deu um banho de atuação (alguém reparou na risadinha muito parecida com a do Rumple?). Ele conseguiu transmitir aquilo que devia ser transmitido (que era o segredo da temporada) apenas com os seus trejeitos.
A conexão do passado com o presente deixou o final do episódio extremamente rápido e dinâmico. Esperei mais do duelo entre Rumple e Pan, mas algo me diz que esse duelo não foi o último. Ainda veremos Rumple duelar com o seu pai e assim deixar o passado para trás, podendo começar uma nova vida com Neal. Destaque para Emma e Regina fazendo magia juntas para poder salvar o Henry, finalmente ela notou que para salvar o filho ela precisa da ajuda de Regina. Por que ninguém dá a Regina a confiança que ela já provou que merece? E também para os alívios cômicos desse episódio que foram na medida certa.
Um episódio perfeito, que veio mostrar que, mesmo com episódios fracos e até um pouco sem sentidos, a estória estava completamente sob controle. Infelizmente teremos que esperar daqui a duas semanas para poder ver o desfecho dessa estória e ver como Neverland vai terminar, pois pelo que podemos ver a segunda parte da temporada não se passará mais na ilha do garoto que nunca envelhece. Até semana que vem e Save Henry!
Sessão de Terapia – Otávio 7
20/11/2013, 21:51.
Carla Heitgen
Reviews
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Prezados leitores, permitam-me um momento confessional. Em minha primeira review sobre a série Sessão de Terapia, escrevi sobre como é inevitável nos identificarmos em pelo menos um aspecto com os personagens que se sentam no sofá de Theo. No meu caso, o paciente em questão foi Otávio. Primeiro, porque esta que vos escreve sofre de síndrome do pânico e entende bem os sintomas e aflições experimentadas por ele. E, principalmente, devido aos questionamentos sobre a proximidade da morte, a fala de Otávio se confunde o tempo todo com a de seu intérprete. A vida se misturou com arte intensamente e tudo soa como a própria despedida de Cláudio Cavalcanti deste mundo. Se você não viu, e gostaria de entender o impacto deste episódio, aproveite as maratonas que o GNT fará no fim de semana. E se precisar de um abraço depois, volte aqui. O TeleSéries te aguarda.
Existe treino que nos prepare para as despedidas?
Em sua sétima sessão, de tão bem-disposto, Otávio chega antes do horário. Ao que parece, aceitar que precisa tomar remédio ainda é um tabu. A terapia, por outro lado, conquistou sua confiança e deixou de ser uma demonstração de fraqueza. Acredita que mergulhando de cabeça em suas questões mais íntimas poderá viver melhor. Sem trabalhar, e com a filha longe do ninho, Otávio não tem com o que se ocupar.
E por falar em Tatiana (Aline Leite), sua filha, após a revelação libertadora da última sessão, sente que um novo ataque começa. Desta vez, porém, não é desespero o que suporta. Se dá conta de que tudo com o que lidou foi um treino para sua nova vida.
Não tenho mais forças para me despedir.
No meio da sessão, Otávio tem a impressão de ser olhado pelo terapeuta de uma maneira familiar à sua infância. Quando ia falar com o pai, notava sua reprovação e sentia como se estivesse interrompendo algo muito importante. Ao espiar o que fazia todos os dias, notou que contemplava a foto de seu filho, Nelson, morto em um acidente de carro. A mudança, idealizada para deixar as tristes lembranças para trás não impedem Otávio de retornar para seu antigo lar e ficar no portão, esperando pelo improvável retorno do irmão. Para Theo, era o próprio Otávio aguardando reencontrar-se com quem era antes da devastadora perda sofrida pela família.
Otávio sente-se profundamente rejeitado por todos. Sua mágoa o leva a concluir que nada deve esperar dos outros, pois este é o caminho mais rápido para a decepção. A vida é solidão, conclui. Mesmo assim, quer aumentar as suas sessões para quatro vezes por semana, porém a intenção de Theo é lidar com o próprio luto e, consequentemente, recusar mais trabalho do que já tem.
Otávio, então, decide que precisa se dedicar a novos projetos. Ou descobrir o prazer das pequenas coisas, como a companhia da esposa.
Acho que vou ter que aprender a resolver tudo isso, antes que meu tempo realmente acabe.
Difícil distinguir, a esta altura, se as palavras são de Otávio ou de Cláudio.
A despedida do ator Cláudio Cavalcanti não poderia ter sido mais perfeita. Seu último trabalho deixa para novas gerações aquilo que as mais antigas já sabiam. Em homenagem ao ator, um vídeo mostra sua emoção em estar no melhor trabalho e com a melhor equipe de seus 73 anos de idade e 55 de carreira. Selton Mello, o diretor, extremamente comovido e agradecido, fala sobre a entrega e sua vitalidade em dedicar-se ao personagem “como um menino”. Quer rever a homenagem exibida após os créditos? O vídeo está disponível aqui.
[Pausa para choro descontrolado.]
O final do episódio, que foi alterado por Selton antes da notícia sobre a morte do ator Cláudio Cavalcanti, mostra Theo olhando para o sofá vazio, e chorando a ausência de seu próprio pai, personificado por Otávio. Do lado que cá, nos lembramos a falta que fará o ator que ali sentou. Se a vida imitou a arte, ou o contrário, não importa. Foi uma linda despedida, ou não foi?
Hoje é dia da Paula. Será que a advogada baixou a guarda e se rendeu à sua própria voz?
Nos despedimos com um longo e merecido aplauso.
Nashville – She’s Got You
20/11/2013, 13:11.
Gabi Guimarães
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Mais uma semana, mais um episódio ótimo de Nashville. E que episódio!
Hoje, vou começar a review já comentando o final – bombástico! – do episódio pelos motivos óbvios. Quando eu já estava pronta para reclamar que Nashville tinha abandonado por completo o arco de Olivia e sua descoberta da traição de Charlie e Juliette, eis que os roteiristas sambam na minha cara e nos entregam aquela cena final estapafúrdia! Sim, estapafúrdia. Porque eu não consigo imaginar um adjetivo melhor para descrever o que se passou. Fiquei completamente surpresa – e chocada! – com o rumo que este arco tomou, mas… Alguém aí pode dizer com sinceridade que esperava que Olivia fosse agarrar Juliette e mostrar que a traição deveria ter sido “ao contrário”? Uau. Eu, que até comentei em outra review que esperava um “slut shaming” público para a cantora, não faço a menor ideia do que esperar daqui pra frente, mas o que já aprendi até aqui é que podemos esperar qualquer coisa quando se trata de Juliette…
Aliás, esse episódio foi cheio de acontecimentos para ela, não? Confesso que nessa queda de braço entre ela e Layla, sou mais Juliette, até porque a Ms. Grant já provou que não é flor que se cheire. Gostei bastante de ver Juliette lutando suas próprias batalhas, mesmo que de um jeito meio torto (meio Juliette!) – sob a influência de Charlie –, e se rebelando contra o status quo da indústria da música. A cena em que ela se abre para Charlie sobre o quão humilhante é ser uma mulher jovem e bonita neste meio foi poderosa, e mostra por que, mesmo com todos os seus imensos defeitos, eu ainda não consigo detestar Juliette por completo. Hayden Panettiere merece todos os elogios por conseguir interpretar com maestria todas estas “camadas” da personagem. E o que dizer de Bobby Delmont?
“Nós o chamamos de ‘Papai Noel’ porque cantoras jovens tem que sentar em seu colo para tocar na rádio.” – Juliette
Seriously? Charlie não demora a mexer os seus pauzinhos – nada como ser dono de metade da mídia americana – e Delmont é demitido. Adorei ver Juliette tirando proveito da situação da melhor maneira possível e usando toda aquela maldade que lhe é peculiar para, digamos, fazer o “bem”. Quem não ficou com a alma lavada quando ela colocou aquele pervertido em seu devido lugar?
Layla bem que gostou e se mostrou mais do que confortável nesse jogo, adorando sua posição de “jovem estrela” da rádio KCUT, e esnobando com toda a arrogância, inclusive, o conselho que Juliette lhe deu, em um raríssimo momento de boa vontade.
Ainda não consegui definir bem a que Layla veio nesta temporada, e acho que ainda não pudemos ver o suficiente sobre a personagem para formar uma opinião, mas uma coisa é certa: temos uma nova Juliette em formação, que, ao contrário da nossa antagonista, carece de um lado mais solidário e humano. Por enquanto, esse plot não me atrai muito, e eu posso dizer o mesmo de tudo o que envolveu Will Lexington até agora. O casal formado por esses dois – por motivos estritamente “profissionais” – é insosso, até agora não teve razão nenhuma de ser, e me parece ser uma tremenda perda de preciosos minutos do episódio, que poderiam de repente trabalhar melhor outros arcos muitos mais interessantes (onde foi parar Lamar?).
Além disso, o dilema homossexual de Will também já se tornou extremamente cansativo e, sinceramente, não é mais capaz de me comover. Muito pelo contrário: Will me dá sono toda vez que aparece. Fraco e covarde, quer provar para todos – e para si mesmo – que é machão e que gosta mesmo é de mulher. Sorte da Layla. Presencia uma cena grotesca de homofobia à Brent e seu namorado Craig, e prefere esperar os bullies do lado de fora e arranjar um pretexto qualquer para enchê-los de porrada a fazer a coisa certa. Deus o livre de alguém descobrir a verdade! Apenas… Não.
Enquanto isso, Scarlett finalmente sai em turnê com Luke e qual não foi sua surpresa ao ver ninguém menos que Gunnar se juntar à eles, numa oportunidade incrível que lhe foi dada por Jeff Fordham. Confesso que não achava que essa reunião entre os dois teria algum resultado positivo para Gunnar, ainda mais considerando o grande canalha que Jeff mostrou ser, mas estou ansiosa para ver o que esta reaproximação forçada vai fazer com o ex-casal. Seria um adeus para Avery e Zoey? Eu espero que sim. Também quero ver o que esta oportunidade significará para a carreira de Gunnar.
Rayna, por sua vez, ainda tenta lidar com o turbilhão de sentimentos de Maddie em relação à Deacon e ao casamento de seu pai, enquanto ela mesma tenta entender o que Luke significa em sua vida.
Sob o pretexto de negociar a participação de Scarlett em sua turnê, Luke se reúne com Rayna em sua casa e – surprise, surprise! – tudo termina em sexo. Ainda não sei bem o que acho do casal – shippo Rayna e Deacon, eu admito! –, mas achei muito bacana as cenas em que ela abre seu coração para ele, e ele se mostra muito compreensivo e dá conselhos valiosos sobre como lidar com o divórcio, as filhas e o novo casamento de Teddy.
Maddie – bem-vinda de volta à Nashville! – ainda está revoltada com todos os acontecimentos em sua vida, e não aceita o casamento de seu pai com Peggy. Embora esse plot também esteja se tornando já um pouco cansativo, foi muito válido explorá-lo novamente pois desta vez ele proporcionou ótimos momentos e tornou “She’s Got You” um episódio melhor em todos os aspectos. Adorei as cenas entre mãe e filha, e foi lindo ver Rayna incentivando-a a ter uma boa relação com seus dois pais, apesar de tudo. Já disse anteriormente e volto a dizer: Nashville cresce toda vez que as talentosíssimas Lennon e Maisy Stella tem a oportunidade de cantar. Até arrisco dizer – com todo o devido respeito aos demais – que as irmãs (na ficção e na vida real) são as artistas mais talentosas desse elenco. Ver uma Maddie muito mais madura e serena – apesar da pouca idade – dedicar uma música à Teddy durante seu casamento e fazer as pazes com ele foi lindo.
Lindo também foi todo o arco envolvendo Deacon, sem dúvida nenhuma o ponto alto do episódio. Finalmente vimos uma reaproximação – ainda cautelosa – entre ele e Rayna, e isso aconteceu justamente por causa de Maddie (thank you, baby!). Enfim, a realização de que “não podemos manter a distância, temos uma filha e ela pergunta por você” …
A menina quer se aproximar de seu pai biológico, quer conhecê-lo melhor, e Rayna se mostra um tanto receosa com esta possibilidade, já que sequer sabe se Deacon quer ser o pai dela. Ela quer proteger à si mesma e à filha, e se Maddie terá um relacionamento com Deacon, é óbvio que Rayna também terá. Impossível separar as coisas. Confesso que fiquei de coração partido quando Maddie pergunta para a mãe: “Você acha que Deacon vai olhar para mim um dia como o papai olha para a Daphne?”
“Era bem mais fácil quando eu era o tio Deacon. (…) Preciso ser alguém de quem ela se orgulhe.” – Deacon
Determinado em se tornar um homem de quem Maddie possa ter orgulho, Deacon procura Avery – depois daquela cena absurdamente constrangedora no café-da-manhã – e pede sua ajuda para voltar à música. Está aí, mais uma parceria musical completamente inesperada! Está sendo um grande prazer ver o personagem voltar a ser aquele cara confiável e querido por quem nos apaixonamos na 1ª temporada, e, mais do que isso, é inspirador vê-lo voltar àquilo que mais ama. Desta vez, o piano é deixado de lado e tivemos a oportunidade de ver quem Deacon é como vocalista – e apenas vocalista. Um pouco atrapalhado sem sua guitarra, sem saber o que fazer com seus braços “desocupados”, foi uma lição de humildade ver sua persistência.
Ele reluta em voltar ao Bluebird, pois sente que decepcionou a todos, mas engole o orgulho e vai lá, por Maddie. A melhor cena do episódio foi vê-los ali, juntos, conversando na mesa do bar, vendo que realmente são pai e filha e tem muito mais em comum do que imaginavam – e Deacon até pede desculpas por ter transmitido à sua herdeira a completa inabilidade de fazer uma performance sem um violão.
“Só não cresça muito rápido. Eu acabei de chegar.”
Perfeito.
Até a semana que vem!
PS: Alguém aí se importa com o casamento de Teddy e Peggy, sua falsa gravidez e a preocupação com a reputação política do marido? É, eu também não.
Sessão de Terapia – Carol 7
19/11/2013, 22:56.
Carla Heitgen
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Esta é a sétima e última semana da segunda temporada de Sessão de Terapia. São tantos segredos, revelações, emoções e possibilidades que o TeleSéries dedicará um dia para cada personagem. Ontem, segunda (18), foi a vez da despedida de Carol (Bianca Comparato). Você assistiu? Se não, tem mais duas chances, sábado (23) às 21:30 h e domingo (24), às 18:45 h. Caso já tenha visto, venha se emocionar, de novo, com a gente.
Carol, última sessão, 16 h
Chega uma hora em que a máscara se torna pesada demais para usar – o gorro vermelho de Carol
No mesmo banheiro em que observou um punhado de cabelos em sua mão na semana passada, Carol arruma seu agora inseparável gorro vermelho. Ele incomoda, coça, pesa. É como se a peça encobrisse, e muito mal, a debilidade que a moça tanto deseja esconder. “Você não tem que me aturar”, ela diz para Theo. Mais uma vez, em meio a tantos problemas, o que a incomoda é se está sendo um fardo para aqueles que estão à sua volta, comportamento que a afasta das pessoas. O gorro continua a perturbar e comichar. Carol vai ao banheiro de novo, pois sente-se envergonhada de mostrar os resultados da quimioterapia. Não apenas pelo cabelo, mas porque sem maquiagem e sem preparação, quem está ali é a Carol, tal como ela é, que passou anos de sua vida tentando fingir quem não era.
Carol quer dar um tempo da terapia. Sua questão, na verdade, é muito familiar para quem faz (ou já fez) análise. Há um medo terrível de mexer no que está no escuro da alma e no caso dela este temor é a morte, assunto que não está pronta para explorar. Ainda mais depois de uma moça, com praticamente a sua idade, e que fazia tratamento na mesma sala que ela, ter falecido. Carol sofre para permanecer com seu gorro. Theo a encoraja a tirar o acessório na sua frente. Ele diz se tratar de uma fase e a lembra de uma das primeiras perguntas que Carol fez, se o procuravam para falar de coisas pesadas. O personagem de Zécarlos Machado diz que pode aguentar, que ela não precisa se inquietar com ele também.
“Não sei se consigo”, hesita a tão forte e tão frágil menina. Ela, então, coloca as duas mãos por debaixo da cobertura que envolve sua cabeça, talvez procurando um jeito de revelar-se aos poucos, tirando o gorro e permanecendo com as mãos unidas, agora, cobrindo o rosto. Ali está Carol. Sem máscaras, sem disfarces. De cabeça baixa, não tem coragem de olhar para Theo. Se o fizesse, veria o esforço que este faz para segurar a emoção, clara como a água prestes a transbordar dos seus olhos. Eles se encaram por um tempo, e sorriem com a cumplicidade e alívio de um segredo revelado. Theo a prova que agora ela pode se mostrar como está. Que ao se livrar do gorro que escondia o cabelo raspado e falhado lhe permite se aceitar e, com isso, aceitar os outros, e seus defeitos tipicamente humanos.

Carol admite que a terapia a ajudou a encarar a quimioterapia, a mãe e a própria vida. O que ela precisa, pelo menos por enquanto, é de um tempo para si. Ela coloca o gorro novamente antes de sair, e se despede de Theo com um agradecimento cheio de esperança. A estudante de Arquitetura havia deixado um desenho na mesa do consultório, um recurso que usa para lidar com seus problemas. Theo contempla a folha de papel com uma menina no centro de uma ponte (que também parece uma estrada) sozinha, porém livre. Não é possível ver o que há do outro lado, porém ao sair, depois de um telefonema carinhoso para mãe e com um lindo sorriso no rosto, percebemos que é a mesma ponte que ela atravessava para ir ao consultório de Theo. Um caminho longo que ela, e a atriz Bianca Comparato, sua intérprete, têm a vida inteira para percorrer. Um passo por vez, e sempre adiante.
Hoje é dia da despedida de Otávio, que terá homenagem ao ator Cláudio Cavalcanti após os créditos.
E você, já se recuperou da última sessão de Carol? O que achou? Até amanhã!
Haven – The Trouble with the Troubles
19/11/2013, 14:28.
Regina Monteiro
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Uma outra Haven. Uma visão do paraíso. Uma cidadezinha tranqüila no litoral do Maine.
Essa cidadezinha de sonho foi o efeito da perturbação de The Trouble with the Troubles. Um presente de amor de um marido que, na Haven real, em meio ao caos provocado por William, acabara de ver sua esposa morrer. Um desejo motivado por amor incondicional, pois nessa Haven recriada, não há indícios da cidade perdida. Novas memórias são instaladas. A esposa de Cliff já não lhe pertence, ela tem uma nova vida. Nathan já não pertence a Audrey; não se lembra dela.
O amor incondicional pode ser suficientemente generoso para abdicar da própria felicidade em favor do outro. Para Cliff e Audrey, a cidade possível poderia ser a cidade real.
Poderia se não houvesse William. A Haven fictícia não lhe serve. Ainda que não nos fosse explicado o porquê, somente na Haven real ele pode ter Audrey de volta. Então, somente lhe resta eliminar essa Haven possível.
De volta ao caos da Haven real, Nathan, Audrey e Duke confrontam William. E quando pensamos que vamos desvendar os mistérios que envolvem Audrey e Haven, quando ele se dispõe a responder as perguntas dos meninos (perguntas que são as nossas também), Nathan atira nele, somente para descobrir que realmente William e Audrey estão conectados de uma forma mais concreta do que ele poderia supor. Como efeito colateral, atingida também, Audrey talvez experimente, como nós, a certeza da veracidade do que William afirma: ela criou as perturbações. A Haven real, seus perigos e suas mazelas são obra sua.
Se assim for, em que momento e, principalmente, quem criou o Celeiro e sua dinâmica? Uma prisão?
Se, ao mesmo tempo em que ajuda a cidade, ela traz as perturbações consigo, voltar a Haven a cada vinte e sete anos seria a sua pena, ou ela teria encontrado uma forma de dar vazão ao mal que há em si?
Perguntas para as quais, momentaneamente não haverá respostas. Nathan as tornou inviáveis… novamente.
Por outro lado se um simples desejo pode mudar a realidade da cidade, porque a solução para seus problemas não pode estar em alguma perturbação estratégica? Afinal qual a dinâmica delas? Foram todas criadas no início, ou modificam-se e se proliferam à media em que Audrey volta à cidade? E se Jennifer for o contraponto a Audrey e William? E se ela for a chave para a salvação de Haven?
Mas pode também não ser nada disso. Em Haven, via de regra, já nos acostumamos a descobrir que há o avesso do avesso do avesso…
Mas, supondo que William esteja dizendo a verdade, quem sabe a jornada de séculos que Audrey trilhou, a partir do Celeiro, a tenha mudado no que essencialmente importa? Talvez a punição possa ter sido a própria jornada, como Sísifo ou Prometeu. E (porque não?), em algum momento desta trajetória, ao cruzar com Nathan, sua possibilidade de redenção tenha se tornado concreta.
Em meio a evidências concretas e insinuações instigantes, William torna-se cada vez mais atraente na sua complexidade e a série mais densa na construção de sua mitologia. E, ao fim e ao cabo, The Trouble with the Troubles foi, essencialmente, sinônimo de novas e generosas possibilidades, cujo tempo de treze episódios tem se mostrado curto demais para serem desvendadas.
Elementary – Blood Is Thicker
19/11/2013, 14:00.
Gabriela Pagano
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De todos os episódios da segunda temporada de Elementary até agora, o oitavo capítulo foi o menos “pessoal” deles. Se, até então, a série vinha dando grande destaque à vida familiar de seus protagonistas, na história da semana passada, o caso policial foi personagem central.
O episódio começou quando uma jovem caiu de um prédio sobre um carro de entregas, já morta. Holmes, Watson e a NYPD deram início às investigações e descobriram que a moça estava ligada a um empresário influente. Se, no começo, eles desconfiavam que ela era amante do homem, mais tarde, foi sabido que ela era, na verdade, uma filha bastarda, alguém que ele renegou a vida inteira até descobrir que possuía uma doença fatal e precisava de transfusão de sangue – como seu tipo sanguíneo era raro, o empresário recriou os laços com a filha ignorada.
O pai rico e a filha ignorada são, então, unidos pela doença, no leito de morte… Nada disso é exatamente novo, mas Elementary sempre recorre aos clichês de forma criativa e envolvente. Sim, é possível ser criativo mesmo diante de um clichê, meus caros leitores. É legal, também, notar como os roteiristas sempre recorrem aos aspectos da vida moderna e da cultura popular para dar uma “temperada” na história. No episódio passado, o famoso empresário usou um dublê quando fingiu estar em uma viagem de negócios na Malásia – e ele estava, na verdade, em um quarto de hotel, sendo medicado. Isso te faz lembrar Madonna, Lady Gaga? Pois é.
Voltando à série, o fato de a mulher do rico-enfermo ter planejado a morte da filha dele, bem como a do próprio marido, com a ajuda do advogado da família, me pegou de surpresa. Quando a mulher contou aos detetives que a ideia de colocar a filha bastarda no testamento do empresário tinha sido dela e que, mesmo diante da morte da moça, ela não se beneficiaria disso, fiquei convencida de que não era ela a assassina. Depois, em uma sacada genial, a Watson conseguiu desenvolver todo o crime e, sim, a esposa era a culpada. Pois bem: a mulher de um ricaço planejar a morte do marido junto ao advogado de confiança é… clichê! Mas um clichê criativo, verdade.

A Watson se destacou muito durante todo o episódio, tanto como profissional quanto como pessoa. Como profissional porque ela conduziu toda a investigação e foi extremamente sensível em suas percepções, a fim de chegar na resposta certa. Ela também foi sensível ao lidar com o novo dilema pessoal de Holmes, que talvez precise reduzir o alto padrão de vida e arranjar um jeito de pagar as próprias despesas, já que o pai dele pode cortar a mesada muito em breve. Watson e Holmes são parceiros da vida! (Como shippar os dois? “Watsolmes”? “Hotson”? Não sei…)
Já o Mycroft parecia, finalmente, se entender com o irmão Holmes. Fiquei comovida com o progresso que houve na relação deles e no quanto Sherlock começou a recuar diante do, agora, “amigo”. No final do capítulo, entretanto, soubemos que Mycroft está planejando algo e que o pai de Holmes não irá deserdá-lo em breve caso o detetive não retorne a Londres. O que Mycroft quer? Aproximar o pai do irmão, já que os dois não se falam “há séculos”? Ele, Mycorft, quer o irmão perto dele mesmo? Ele ainda não perdoou Sherlock pela traição com a noiva e planeja uma vingança? É cedo para saber. Mas a julgar pela expressão maléfica do Mycroft na última cena, eu ficaria com o pé atrás. Watch your back, my dear Holmes.
p.s: e aquele apartamento de tirar o fôlego em que a filha bastarda morava? Liiiindo! Me lembrou o luxo do apartamento de Match Point, do Woody Allen! Ao invés do Rio Hudson, que aparecia na série, o apartamento do filme tinha vista também para um rio… o Tâmisa, de Londres. Sonho de consumo… Ai ai.
The Crazy Ones – The Stan Wood Account
19/11/2013, 13:24.
Gabi Guimarães
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“Mal podemos esperar para mostrar o dedo à América de novo” – Simon
Em uma semana cheia de participações especiais, o oitavo episódio da série mais maluca da televisão começa com toda a equipe da Lewis, Roberts & Roberts amontoada na frente da tela do computador para assistir pelo Youtube um antigo comercial desenvolvido por Simon nos primórdios de sua carreira para um produto de limpeza chamado “Dust It”, com um garoto-propaganda excêntrico, porém muito popular chamado Mr. Finger – “O dedo nunca mente!”.
O vídeo postado no Youtube faz tanto sucesso – 3 milhões de visualizações! – que Simon decide ressuscitar a campanha, contratando, inclusive, o Mr. Finger original, um ator ainda mais excêntrico que seu personagem – se é que isso é possível – e já bastante idoso chamado Glenn Hastings (em uma participação especialíssima de Ed Asner, Mary Tyler Moore Show).
Glenn, então, vai até a agência e…
“Você é tão charmoso e bonito. Como é possível estar solteiro?” – Sydney
“Minha esposa está morta.” – Glenn
Pobre Syd (ah, se eu ganhasse um centavo toda vez que escrevo isso!) … Ao tentar ser simpática com o Mr. Finger, ela passa uma impressão completamente errada e acaba seduzindo-o. Quer dizer, o velhinho – que de bobo não tem nada – entende que Syd está flertando com ele (e realmente estava, mesmo sem querer!), e as coisas desandam de vez após um jantar dos dois, quando Syd estende a mão para pedir um táxi para Glenn, e ele… tasca um beijo nela. Na boca! Podemos afirmar com toda a certeza que esta foi a maior surpresa da vida dela. A expressão de choque e absoluto horror de Sarah Michelle Gellar por si só merecia um Emmy e me fez rir demais. Sensacional. Mas agora… Como lidar com a situação sem ferir os sentimentos da estrela do comercial? Ai Syd…
De volta à agência, ela conta o ocorrido à Zach, Andrew e Lauren, e, como não poderia ser diferente, eles tiram sarro dela (Syd, você não aprende!), e, pior que isso, confirmam as suas suspeitas: sim, ela estava flertando com Glenn! Os flashbacks das falas de Syd em sua versão “sensualizada” foram engraçadíssimos e me também me renderam boas gargalhadas.
“Eu estou saindo com um velho de 80 anos” – Sydney.
Tentando esclarecer as coisas, ela procura Glenn e fica se sentindo muito mal com a reação dele ao que houve. Acaba aceitando almoçar com o velhinho para que ele se sinta melhor. Hmm, já vimos essa história antes, não? Danny Chase manda lembranças. Syd, faça um favor à si mesma e aprenda a dizer não! De novo.
Minha única reclamação sobre este episódio, no geral, foi a forma como esse arco se resolveu (ou não se resolveu). Sydney simplesmente sumiu do episódio com a desculpa de que iria continuar cuidando da campanha do Mr. Finger, enquanto o restante da equipe participava do outro arco, do qual falarei a seguir. Achei bastante estranho ela não ter participado nem mesmo do desfecho de seu próprio arco, que, no fim das contas, ficou a cargo de Andrew. Não entendi a escolha do roteiro, mas imagino que deve ter havido algum motivo plausível para a ausência de Sarah Michelle Gellar na metade final do episódio. De qualquer forma, foi um ponto bastante negativo e que me deixou com um baita ponto de interrogação.
“Ele é um homem com coração e alma que cresceu sem um tostão nas ruas de Cleveland.” – Andrew
Falando no fofo do Andrew, se no episódio passado foi Zach quem deu uma de tiete, essa semana foi a vez dele ficar “fangirling” o Mr. Finger sem vergonha nenhuma (a não ser a alheia, né?). Ele não somente leu a sua biografia – “Eu, Dedo”, como não amar? – como também sabia as falas do comercial original de cor, proporcionando momentos impagáveis ao longo de todo o episódio. Assim como Syd e Lauren já fizeram antes, Andrew vem ganhando destaque na série, e também um espaço no meu coração.
Aliás, foi em um de seus momentos tiete nos bastidores da gravação do comercial que Andrew descobriu que Glenn, na verdade, não tinha nada de inocente e que Sydney ficara se sentindo culpada a troco de nada, já que o velhinho estava flertando descaradamente com todas as mulheres presentes no set de gravação. Indignado, ele sai em defesa de Sydney (e ainda é um cavalheiro, gente! Como lidar com tamanha fofura?).
“Você não merece ser o Mr. Finger!” – Andrew
Glenn, com medo de perder o posto de garoto-propaganda, aceita trabalhar em outra campanha em troca do silêncio de Andrew, o que me leva ao outro arco deste episódio.
Estamos desde a estreia da série, há 7 episódios, falando em Lewis, Roberts & Roberts, e nunca havíamos ouvido sequer qualquer menção à esse tal de Lewis. Quem é ele? E, se ele é sócio da agência, por que nunca apareceu? Pois a espera – e a curiosidade! – acabaram nesta semana, quando fomos apresentados à Gordon Lewis, interpretado pelo ótimo Brad Garrett (Everybody Loves Raymond).
Sócio igualitário de Simon na agência (porém com um escritório inexplicavelmente 30% menor), Gordon – gay e a personificação do mau humor, o que pode ter algo a ver com a “dieta do suco” que seu marido Timothy o obrigou a fazer – definitivamente não faz parte da equipe criativa, ocupando-se apenas do trabalho burocrático e da contabilidade da agência. Sendo assim, ele dá as caras para perguntar para Simon quem diabos é “Stan Wood Papéis de Parede”, que está em dívida com a agência.
“Eu lembro de tudo.” – Lewis
“Menos de aparar os pelos do nariz. É como olhar para dois sovacos.” – Simon
Simon está obviamente escondendo algo de Gordon com a ajuda de toda a equipe (menos Andrew), e isso fica dolorosamente óbvio quando Simon se passa por Stan no telefone, fazendo um horroroso sotaque polonês (Varsóvia é a capital da Polônia, Simon. Fica a dica!) e sendo facilmente desmascarado por ele.
Logo descobrimos que Andrew não é bom com segredos, que a “Stan Wood Papéis de Parede” é, na verdade, “Carros Usados Pete Hadary”, e que Simon precisa esconder a verdade de Gordon pois manter a concessionária Hadary em sua lista de clientes é um conflito de interesses, já que a agência também representa a Midwest R. Ford, outra concessionária de carros, muito maior e mais lucrativa que a primeira.
Simon reluta em abandonar Hadary, porque ele foi seu primeiro cliente, e argumenta que a agência precisa manter algumas contas não apenas pelo dinheiro. Para ele, é uma questão de lealdade, o que foi bem bonitinho de ver.
“Stan Wood o ajuda a dormir à noite.” – Simon
“Um orgasmo também ajuda.” – Zach
Lewis, claro, descobre a farsa (e vejam: não foi Andrew que abriu o bico! Que orgulho!) e dá um ultimato a Simon, obrigando-o a escolher uma das concessionárias. Ele ficará com a Ford, cliente que lhe rende milhões (Tammy e seus pugs agradecem!), ou com Pete Hadary, cliente pequeno que só lhe traz prejuízos? Simon se vê sem escolha e, com o coração na mão, comunica a Pete que não pode mais manter a conta de sua concessionária. Simon se martirizando e a referência genial à Ike Turner foram bem propícias – “ninguém lembra de suas habilidades musicais”. A cultura pop mais uma vez marcando presença em The Crazy Ones.
Simon fica tão arrasado que resolve ajudar o amigo a vender todos os 53 carros da concessionária para que ele possa se aposentar e se mudar para a Flórida. Para isso, convoca Andrew, Zach e Lauren, que aderem à causae literalmente vestem a camisa de Pete. Andrew, inclusive, solta a frase mais sensacional do episódio nesse momento:
“Somos publicitários. Vendemos qualquer coisa. Estamos a um cafetão de nos tornarmos prostitutas.”
E não é que ele tinha razão? Com a ajuda do Mr. Finger, que foi chantageado pelo Andrew por causa de sua canalhice com Sydney, nossos publicitários conseguem vender (quase) todos os 53 carros.
“Preciso que sobre pelo menos um carro para parecer real quando eu incendiar o local para receber o dinheiro do seguro.” – Pete
“Você é um bom homem, Pete.” – Simon
Ri demais com as “técnicas” de venda de todos, especialmente com Zach e Lauren sensualizando até o último fio de cabelo.
“Você teve um orgasmo emocional, ou um “soulgasm”, se preferir.” – Simon
“Estou feliz por ter sido com alguém como Pete” – Zach
E, nesse espírito de celebração, até mesmo Lewis aparece por lá para comprar um carro na tentativa de conseguir o perdão de Timothy, que descobriu que ele trapaceou na dieta. No fim das contas, esse tal de Gordon Lewis não é um cara tão mau assim. Muito pelo contrário: até que esse grandalhão é bastante generoso.
O carro escolhido? Acho que a imagem vale mais do que mil palavras, não?
Apesar de não ter sido tão engraçado quanto alguns de seus antecessores, “The Stan Wood Account” ainda foi um bom episódio. Foi ótimo finalmente poder conhecer o Lewis da Lewis, Roberts & Roberts, e eu espero que o Brad Garrett faça mais participações na série. O ponto fraco foi mesmo a ausência meio inexplicada – que desculpa esfarrapada! – de Sarah Michelle Gellar na metade final do episódio, o que me fez dar uma nota um pouco mais baixa essa semana.
Para terminar, uma menção honrosa para todos os erros de gravação exibidos no final. O elenco todo (exceto SMG) imitando o boneco de ar da concessionária me fez gargalhar alto.
“Eu estudei em Juilliard!” J
Até a semana que vem!
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