Haven – Shot in the Dark

Data/Hora 28/11/2013, 11:20. Autor
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Acho que posso definir Shot in the Dark como uma dupla cortina de fumaça.

Primeiro porque minha expectativa era de que o episódio girasse em torno da conexão que existe entre Audrey e William e o estado em que ambos estariam após o final de The Trouble is the Troubles. Mas Shot in the Dark não foi sobre isso. Na verdade, neste tocante, serviu apenas para reforçar a ligação entre eles e revelar que, se o que acontece a um irá acontecer ao outro, William leva uma vantagem enorme sobre Audrey. Afinal, mesmo baleado e sedado, ele conseguiu sair do hospital e, teoricamente, curar-se a si próprio e, ato contínuo, curar Audrey também. A promessa que William fizera de que iria responder a todas as perguntas sobre Audrey, ele e Haven, foi quebrada quando Nathan o atingiu.

Segundo porque o caso da semana não era sobre um problemático, como parecia em um primeiro momento, mas sobre um artifício utilizado por William para chegar a Jennifer que, de uma tacada, transformou-se na maior ameaça à sua tentativa de despertar em Audrey memórias adormecidas. De certa forma, tem o seu lado poético que a meiga, doce e insegura Jennifer possa ser a resposta para livrar Haven de William, que, em si, parece guardar uma potência apocalíptica.

Descobrimos também que os Guardiões podem não ser apenas uma organização que nasceu em Haven para proteger as pessoas que desenvolvem habilidades especiais, mas uma sociedade que, juntamente com William e Audrey, tenha se originado no universo de onde vieram para proteger aquela que teria o poder de descobrir o ponto onde os mundos se conectam e livrar Haven do caos. Porque se observarmos bem, não foi Jennifer quem ativou a proteção contida no livro, ela já o havia manuseado algumas vezes. A rigor, foi a iminência do perigo que ela corria, em virtude da presença de William, que despertou a proteção contida no livro. E, se pensarmos bem, essa proteção foi, até o momento, a única força comparável ao poder de William.

Outro ponto a ser observado é que Audrey, como Nathan e Duke, também não consegue ler a mensagem contida em Unstake my Heart. Talvez a explicação não seja tão simples como a que encontraram. Quer dizer, talvez o fato de que somente Jennifer possa ver o símbolo dos Guardiões e a mensagem na primeira capa não tenha a ver somente com ser ela sua destinatária, mas diga muito mais a respeito de Audrey. Ela não disse a Nathan que, segundo William, também é responsável pelas perturbações, porque, no fundo, ela sabe que pode se verdade. E, se assim for, talvez Howard, ou as forças que se contrapõem a William, temessem que, ao encontrá-lo, ela poderia ter suas verdadeiras memórias despertadas. Então Audrey poderia se tornar parte do caos e o segredo sobre Jennifer deveria ser preservado.

A dois episódios do final da temporada, é interessante notar que toda ela descolou-se, pela primeira vez em quatro anos, do dia-a-dia de Haven para a sua mitologia.  Nesta temporada trata-se de descobrir as origens deste universo (real ou não). Ou, ao menos, de se começar a se especular sobre ele. E especulações, perguntas e expectativas, foi o que mais resultou destes onze episódios veiculados até o momento.

Interessante notar também que a mitologia da série expandiu-se a tal ponto que, pela primeira vez, dois personagens que não fazem parte do núcleo principal da trama, conseguiram polarizar as expectativas quanto ao desenrolar da história. Nesta temporada não se trata de saber o que acontecerá entre Audrey e Nathan, ou entre Audrey e Duke, ou em como Audrey, Nathan e Duke conseguirão impedir que os “problemáticos” sejam perseguidos por um vingador ensandecido, ou uma entidade secreta empreenda uma cruzada a favor deles. Todos esses conflitos iminentemente intrínsecos ao mundo de Haven, seja ele real ou não, foram relegados a um segundo plano.

Nesta temporada trata-se das origens. De se desvendar os mistérios fundantes da cidade e de seus habitantes.  Mas uma coisa é certa: nem o Reverendo Driscoll, nem Jordan, ou outro personagem qualquer, despertaram tanta simpatia quanto Jennifer e William, e talvez alguns dos fãs da série estejam dispostos a sacrificar as respostas às perguntas que se amontoam a cada episódio da série, em troca da permanência deles por mais algum tempo no universo de Haven, paralelo ou não.

How I Met Your Mother – Bedtime Stories

Data/Hora 28/11/2013, 09:40. Autor
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Fugindo de quase todos os personagens da história principal, How I Met Your Mother trouxe nessa semana um episódio nada menos do que genial! Com a criatividade tendo uma uma imensa melhora, os 20 minutos de Bedtime Stories me fizeram lembrar tempos de outrora. Rimas trazem de volta Marshall ao seu devido lugar, e essa é uma das melhores notícias que o episódio pôde nos dar.

Quando Marshall pega um ônibus com destino ao casamento de seus melhores amigos, Marvin é a desculpa para um episódio completo de rimas. Mergulhamos em três “histórias para dormir” nada convencionais contadas para o bebê: O encontro de Ted, a fossa de Robin e o reinado de Barney em Nova York.

Voltamos à época na qual Ted costumava sair, procurar alguém. Esse foi um dos melhores momentos do personagem que costumeiramente é taxado como o “chato” do grupo. Os tempos de gandaia de Theodore sempre geravam risadas, e a fórmula se provou válida novamente no episódio. Para infelicidade de Ted, a garota era o tipo ideal de Barney: seios grandes e nenhum cérebro. O final dessa história vocês já conhecem…

Já no conto de Robin mais uma volta especial aconteceu nesse ano. Simon, seu antigo namorado, conseguiu em apenas uma cena deixar a canadense no seu estado mais crítico de tristeza dizendo que iria se casar. Mas Robin, mesmo enciumada, se vinga não só roubando o bolo de casamento, como também comendo ele inteiro. Não há como não rir, a fossa feminina é quase tão deprimente quanto a masculina, acreditem.

How I Met Your Mother - Bedtime Stories2

O conto de Barney foi, ao meu ver, o mais engraçado. É impressionante sua capacidade de inventar histórias e igualmente grandiosa a capacidade de se reinventar do ator Neil Patrick Harris. O encontro de todos os “Barneys” foi muito bom, cheguei até a sentir uma leve lembrança de reuniões da máfia com cada um representando uma área, como nos filmes do Poderoso Chefão. A história, para variar, acaba como o esperado. Barney conseguindo tudo o que quer e ainda saindo por cima da carne seca.

No fim do episódio, Marshall diz que sabe quais problemas irá enfrentar com a esposa quando chegar ao hotel. O peso das palavras é leve, tem a medida exata para não soar dramático demais para um episódio que se propôs a contar histórias para um bebê. Se todo esse episódio foi apenas para mostrar qual foi a primeira coisa que Marvin se lembra de quando era bebê, ele valeu cada segundo.

Com um texto de primeira e uma ótima montagem de cenas. O episódio foi criativo e engraçado, trazendo histórias que mesmo que por pouco tempo, fizeram todo o clima de final de série desaparecer.

Castle – The Good, the Bad & the Baby

Data/Hora 27/11/2013, 22:21. Autor
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Final de ano, Natal chegando, presentes debaixo da árvore e nosso temido hiato de volta. É de regra as séries pararem em dezembro e só voltarem em janeiro, e Castle teve seu último episódio de 2013 exibido nessa segunda-feira. Poderia ser um episódio qualquer, algo que fosse leve, que nos fizesse rir e que encaminhasse a série para um bom retorno no próximo ano. E The Good, the Bad & the Baby foi isso tudo mesmo, menos um episódio qualquer. Ah, isso não mesmo.

Difícil até saber por onde começar, mas que tal comprar uma fantasia para o Thanksgiving? Como já tem sido rotineiro, Castle abre mais um episódio, depois de apresentar o crime, com uma cena Caskett. E, dessa vez, mesmo tendo sido engraçado o fato de Castle sugerir uma fantasia para passar o dia de ação de graças (tradição, né? Pobre Beckett), essa não foi a cena mais fofa-engraçada-eu quero eles pra mim que o 42 minutos nos trouxe. Essas fofas-engraçadas-eu quero eles pra mim só viriam lá no meio do episódio quando, por felicidade minha e geral da nação, Marlowe decidiu colocar um pequeno serzinho no meio do caminho deles, transformando os dois em pais por um dia.

Castle - the good the bad & the baby 01

Esse é Cosmo. Bem, pelo menos foi esse o nome que Castle deu ao pequeno bebê encontrado na cena do crime. É que Cosmo – nome que seria da Alexis caso ela fosse um menino – estava no colo do homem que entrou baleado na igreja e foi entregue por este nas mãos de um padre antes de cair morto no chão. Mas tudo isso não me surpreendeu mais do que a maneira que Castle lidou, ao longo de todo o episódio, com o bebê. Logo assim que o escritor encontra Cosmo, parece que um outro homem entrou em cena, um outro personagem estava ali. Mas se não era um outro homem, era um que ainda não conhecíamos: Castle apaixonado por bebês e com um lado afetivo para com crianças que, por infelicidade, só fomos ver agora, depois de 5 anos de show.

Não que eu já não soubesse o quão bom pai Castle é, mas sentar e conversar com uma filha adolescente, apoiá-la, dar conselhos e afins não é o mesmo que vê-lo segurando um bebê como se ele fizesse isso todo dia. Ele, na verdade, parecia uma leoa que tinha acabado de ter a sua cria e não queria parar de lambê-la e protegê-la. E, não querendo usar de demagogia – com alguns de vocês que não me conhecem por completo, e principalmente com aqueles que sabem como sou -, preciso ser sincera e dizer que nunca fui fã de episódios que giram em torno de bebês, ou sequer ficava impressionada ou muito empolgada. Mas, sendo sincera outra vez, confesso que ao final dos 42 minutos eu estava mais derretida que sorvete no sertão nordestino. E ainda estou.

Se eu pudesse dividir esse episódio em pontos positivos, seriam eles: descobrir um lado do Castle ainda não visto, descobrir uma Beckett totalmente sem jeito, ver como os dois sairiam caso ela engravidasse e ter, pela primeira vez, uma conversa direta ao ponto quanto a ter filhos no futuro. O primeiro eu já falei. Agora, se me permitem, vamos para os mais engraçados deles.

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“Nós vamos ter um bebê!”

Eu precisaria de horas e muitos risos para definir o que foram essas sequências de cenas, mas como só tenho algumas linhas, vou tentar fazer algo a altura, começando com a cara da Beckett quando Castle disse, para a assistente social, que Cosmo ficaria com eles aquela noite. A gente já sabia, porque a detetive mesmo contou, que não era muito chegada a bebês, mas aquela cara que ela fez não era de desconforto, era cara de medo! Medo, minha gente. Mas o que Cosmo poderia fazer além de não parar de chorar, vomitar em Castle e trazer uma das cenas mais engraçadas que já vi em todas as temporadas? Nada, coitado.

Não sei se vocês concordam, mas só a Beckett segurando Cosmo como se ele fosse mordê-la já valeu o episódio inteiro. E eu não tive nem tempo de me recuperar dos risos, quando eles entram em uma espécie de missão impossível pra trocar uma fralda suja, me lembrando aquele filme – com um ator americano careca que não é importante lembrar o nome – Operação Babá. Mas, como eu disse, essa sequência de cenas foi grandiosa, e não parou por aí. Além de ter a Alexis chegando no apartamento e perguntando por quanto tempo esteve fora de casa (pergunta besta, mas eu ri, fazer o quê), Castle e Beckett vão para o departamento, depois de uma noite insone, totalmente destruídos, com cara de enterro, dormindo em pé, ou melhor, com a cara do futuro do Ryan.

“Tenho certeza que vai ser diferente quando nós tivermos o nosso.”

E, finalmente, chegou o dia! Já estava demorando para Castle e Beckett falarem abertamente sobre terem bebês e era quase impossível que essa conversa não aparecesse no episódio dessa semana. Depois da confissão de Beckett sobre não ter muito jeito com bebês, não só Castle ficou preocupado, mas eu também. Não que isso seja lá uma grande preocupação, tampouco merece linhas e linhas de reflexão, mas o relacionamento deles está avançando rápido, rápido demais para que não vejamos uma gravidez até o meio da temporada que vem. E eu pensei “e quando vier, como é que faz?”, e parece que minha perguntou chegou aos ouvidos da moça. Achei fofo e encorajador o que Beckett disse para o Castle naquele meio nada romântico enquanto estavam procurando evidências. Aliás, é interessante demais você olhar para a quarta temporada e ver uma Beckett presa, escondida, fechada a emoções e essa mulher de agora, apaixonada, sonhadora, passível de viver uma história de amor com tudo que ela tem direito, com medo, talvez, mas sem renegar nada. Deve ser por isso, por esse desenrolar incrível que Beckett teve, que a detetive seja uma das minhas personagens favoritas.

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Quando acham os pais do bebê e resolvem o caso, eles descobrem que, na verdade, Cosmo se chama Benny e, com o fim da investigação, Castle teve que dar adeus ao little baby. Mas não havia tempo para ficar triste, porque Beckett mostraria seus dotes para escolher uma fantasia – mais uma vez (quem não lembra da fantasia sexy de Nebula 9, em The Final Frontier?). Mas, dessa vez, a detetive abandona o espaço e vai para a mata, trazendo uma espécie de Pocahontas moderna. Mas claro que não foi a toa. Lembram que Castle havia dito que era uma tradição da família se fantasiarem no Thanksgiving? Na verdade, tudo não passava de uma brincadeira, uma sacanagem com ela, no bom e velho português. Só que uma coisa que ele ainda não aprendeu durante todos os anos, é que não dá para zoar com Beckett porque você, no final, é quem será sacaneado. E não deu outra.

The Good, the Bad & the Baby, claro, não superou a semana passada, mas leva nota máxima por ter sido diferente, engraçado, gostoso de assistir. A série entra agora em um pequeno hiato, voltando com o 6×11 no dia 6 de janeiro de 2014. Anotem aí no calendário, porque tenho certeza que essa segunda metade da sexta temporada vai vir com tudo!

Já deixo aqui o meu muito obrigada por partilharem suas ideias e críticas sempre muito construtivas ao longo desses meses. Desejo a todos vocês boas festas e um feliz ano novo! Vejo vocês no novinho 2014. Até lá!

PS1: Ryan empata mais uma vez. Placar: 2×0.

PS2: Se Ryan não aprender a lidar com bebês, tenho pena da mulher dele.

PS3: Só deu Ryan nas observações hoje.

Bones – The Mistery in the Meat

Data/Hora 27/11/2013, 21:52. Autor
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Festa, morte e muita risada. Uma mistura nada convencional, mas isso não é de se estranhar, já que de normal, Bones não tem nada. Em sua segunda noite na sexta-feira a série levou ao ar um daqueles momentos que a gente acha que nunca vai ver, pois seria linear demais para a mente maligna do senhor do mal, Hart Hanson.

Gosto de brincar e pensar que é isso. A maldade em seu coração faz com que Hart seja um gênio do mal. Aqueles capazes de revelar o plano infalível só para ter o sádico prazer de ver as peças envolvidas em seu jogo se digladiarem, sem sucesso, contra suas artimanhas. Por exemplo, os momentos lineares.

Todo mundo cresce e aprende que uma história tem começo, meio e fim. Você nasce, cresce, reproduz e morre. Na ciência, você tem um hipótese, faz um teste e tira suas conclusões. No catolicismo, primeiro tem a primeira comunhão, depois a crisma, depois o casamentos… mas quem cria esses dogmas sabe muito bem que eles só existem pois podem ser desrespeitados. Como um Deus, Hart manipula nossas vidas brincando com essa linha do tempo.

N primeiro episódio da série, não é a primeira vez que eles se encontram. O centésimo é o do primeiro beijo. Brennan vai ficar grávida, depois eles namoram. Vão morar juntos, depois eles se casam.

Muitos fãs da série sonham por meio de fanfics sobre os encontros e desencontros que levaram a primeira noite de amor entre B&B. Um momento, um detalhe, que para nós valeriam o mundo poder ter visto.

The Mistery in the Meat foi um desses momentos, quando o senhor do mal está aqui, mais uma, vez brincando com nossos pensamentos. Uma despedida de solteiro depois do casamento? Quando a gente menos espera, tudo, tudo pode acontecer.

Pois isso é Bones. Crime, morte, risadas e muito amor. E o roteirista Michael Petterson conseguiu transformar o décimo episódio da nona temporada em um dos mais divertidos da série nos últimos anos. Os bons momentos, misturados com um bom conhecimento sobre a história, nos deram cenas memoráveis.

Cowboy Take Me Away – Dixie Chics 

“Sinto que tudo foi muito apressado”, disse Angela para Brennan. A qual parte ela estava se referindo? Tudo foi meio apressado no relacionamento de B&B. Pular etapas tem seu lado bom, mas foi melhor ainda poder ver a Brennan “perder a cabeça” por um momento e se entregar ao rito de passagem. Deixar a solterice de lado, algo que que imposto ou por descuido ou pela arquitetura magistral dos deuses. Como não estamos aqui para debater sobre aquela noite, ficaremos com essa.

Desde a aparição da turma de mulheres na beira da estrada até o desfecho da briga, não consegui um só segundo parar de rir. A gente, às vezes, leva tudo tão a sério, que foi gratificante poder ver um desses momentos “bobos”. Esse episódio me lembrou muito o The Double Death of the Dearly Departed da quarta temporada, quando a equipe de cientistas precisou roubar um corpo de um funeral para realizar alguns testes.

É um tipo de bobeira pastelão totalmente crível. Por que por mais estranho que possa parecer, aquilo realmente poderia acontecer. Ou no caso de Bones, aconteceu. The Mistery in the Meat não foi tão absurdo assim, afinal, senhoras, mamães e esposas também merecem se divertir. Ou se você é um verdadeiro boneshead, sabe que “garotas só precisam de divertir”, e foi nesse espírito que Angela, Bones, Cam, Daisy e Caroline foram parar em um bar para motoqueiros (em modelitos caipiras!). Simplesmente adoro as contradições da série.

– Eu me ofereço! – disse Daisy, desencadeado mais uma série de risadas. Referência a Jogos Vorazes ou não, achei prudente alguém querer tirar a Brennan das garras daquele motoqueiro. Apesar de esse episódio ter resgatado os dotes lutadores da cientista. Alguém mais estava com saudades de ver a Bones brigando?

Brigas de bar, bebedeira, flertes e observações sarcásticas da Cam, o pacote foi completo. O foco do episódio poderia ter sido só a festa da Brennan, eu ficaria bem feliz.

Fiquei feliz também pela Brennan ter se reaproximado da Angie. Não há nada mais triste do que vê-las distantes, e isso tem acontecido desde a sexta temporada quando a Hannah entrou em cena para acabar com o mundo.

Acredito que ao longo desta temporada, mais cenas das duas possam ser mostradas, talvez com as crianças! Seria muito bacana vê-las ao lado do Michael e da Chris. Angela e Brennan, para mim, é um dos pontos altos da série.

Mas como a série não é feita só de relacionamentos, vamos ao caso.

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I Swear – John Michael Montgomery

Eu juro que se eu assistir mais um episódio com pedaços de corpos dentro de comida eu paro de ver Bones! Ha. Mentira. Eu já até me acostumei a fazer minhas refeições vendo a série. Mas que esse caso foi terrivelmente nojento, ah isso foi. A reação do Booth quando ele soube do caso foi impagável, pois tive a mesma sensação de repugnância que ele demonstrou.

Aliás, as cenas de B&B comendo são frequentes na série. Gostaria de saber se essa mistura entre ossos, carne, morte e comida é intencional. De qualquer modo, a crítica mesmo estava em misturar carnes baratas na comida do cidadão comum.

Todos os suspeitos tinham motivos para acabar com a vida da vítima, até mesmo o tal cara do lubrificante de bacon (alguém me diz se isso é considerado uma boa ideia mesmo?). Mas o dono da empresa tinha a cara de mais suspeito de todos. Faço um jogo bobo, já que a série é um drama procedural de crimes, tento quase sempre prestar atenção na investigação para descobrir quem é o culpado antes da grande revelação. Apesar dele ser um suspeito bem suspeito, estava apostando as minhas fichas na mulher das essências.

Mil perdões pela minha falta de habilidade em decorar nomes. Fico feliz em não ser reviewer de Grey’s Anatomy. Já pensou no desastre de errar o nome daquele elenco gigante? Só pessoas com capacidade de memorização extrema para conseguir tal feito, eu já fico feliz quando acerto o nome dos squints! Dito isso, minha aposta era a mulher do nariz de prodígio. Ela só me convenceu que não era ela a culpada quando ela indagou ao Booth se ele não conhecia ninguém capaz de racionalizar as ações. Ao se comprar inconscientemente com a Brennan, ela me convenceu e convenceu ao agente também.

Fim do mistério, fica a pergunta no ar. Você sabe realmente o que você anda comendo?

Destaque para a frase da Bones. “Até urina de gato tem um sabor original”.

É indústria alimentícia, não está fácil para ninguém.

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Come On A Little Closer – Dierks Bentley

The Mistery in the Meat também serviu para aproximar os personagens e acabar com rixa entre Angela e Booth. Muitos acham que a Angela reagiu exageradamente em relação ao Booth quando ele cancelou o casamento. Acho que as pessoas não prestam tanta a atenção no personagem para pensar assim. Desde o início, Angie trata Brennan como uma irmã mais nova. Basta lembrar da primeira cena da série, a Angie mostrando os seios pro funcionário do aeroporto porque queria saber sobre o voo vindo da Guatemala, no qual, é claro, estaria a sua amiga Brennan. É um cena engraçadinha apenas, mas desde já mostra que ela estaria comprometida a fazer qualquer coisa pela a amiga. Qualquer coisa mesmo.

A amizade das duas é, como eu já disse, um dos pontos altos da série. Porque elas são duas pessoas improváveis, mas que se amam, apesar das diferenças. Angela trata a Brennan como uma joia a ser lapidada, pois ela entende o quão preciosa é a amiga. E entende, mesmo se chateando, a racionalidade excessiva da cientista.

Lembro do Pilot, e do conselho da senhorita Montenegro quando a Bones se questionou se ela seria boa apenas com cadáveres e não com as pessoas. “Se ofereça um pouco mais de vez em quando”.  E é exatamente isso que a Brennan tem tentado fazer ao longo dos anos.

Quando a Brennan fugiu, deixando Booth para trás, Angela não descansou nenhum minuto para trazê-la de volta. Mas foi aí que a relação entre a artista e o agente começou a degringolar. Depois, no final da oitava temporada, o que tava ruim ficou ainda pior, quando a Angie tomou as dores da Brennan e declarou guerra à Booth.

Mesmo depois de tudo ter sido esclarecido, coisas foram ditas, e isso não se apaga ou perdoa de um dia para o outro. Ainda que a Angie tenha salvo o casamento de B&B, e que prove, dia após dia, o seu amor pela a amiga, as coisas ruins precisavam de um ponto final.

Admirei a atitude do Booth neste episódio, e ainda mais a da Angie, de ir lá, e pedir desculpas mais uma vez. O comentário da senhorita Montenegro não poderia ter sido melhor. E sim, “Booth é um homem bom”.

Mas não foi só Booth e Angie que ficaram mais próximos neste episódio. Alguém aí já começou a shipar Doliver? Dois personagens odiados (eu sei que você gosta dela Manuella), e que podem ser adoráveis juntos. Vi potencial. Até porque um balancearia a chatice do outro.

Gosto também do “par” Hodgins e Oliver. E adorei o squint ter mencionado a similaridade entre eles. Cheguei a pensar que Oliver era o irmão perdido do Hodgins, pois os dois são praticamente iguais. Mesmo sendo insuportável, Oliver tem seus atrativos. E o jeito direto, confiante e desagradável tem lá seu charme.

Aliás, esse episódio teve ótimas referências. Gostei deles terem lembrado da “falência” do etimologista e do Molho de Pimenta que ele fez para o Finn. Grande roteiro, Petterson!

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Always On My Mind – Willie Nelson

Se tem uma coisa que gosto é de música Country. Deveria ter comentado isso no início da resenha, aí vocês entenderiam melhor o porquê dos links dessas músicas. Não é apenas por causa do tema da despedida de solteiro da Brennan, mas porque eu acredito que todas as situações do mundo podem ser representadas por uma música Country.

Willie Nelson é um dos meus cantores preferidos nesse estilo, e essa música sempre me lembrou B&B. E é justamente essa canção que vai servir de trilha sonora para essas palavras.

Quero dizer que entendi a despedida de solteiro, pois nunca vi B&B tão casados como neste episódio. Não, eles não estavam se pegando, ou fazendo amor na cama, eles nem se beijaram na noite de sexta, mas eu senti a união entre os dois em cada cena deles juntos. Desde o almoço na lanchonete até o passeio na rua à noite.

Eu disse que respeitei o Booth em relação a decisão dele com a Angie. Mas foi mais que isso, foi possível ver o carinho e preocupação que ele tem com a parceira em cada momento. “Você pode ter nós dois”, ele diz com firmeza. E ela não o questiona. Naquele momento, ela sabe que ele quer o melhor para ela.

A cena da Brennan chegando em casa bêbada e o Booth a carregando foi outra coisa que marcou neste episódio. Daí você pensa: uma mãe de família, fazendo uma coisa dessas? E ele apenas compreendendo, que para eles terem o que têm hoje, ela precisou abdicar rapidamente de todo o passado. Ali, estava Brennan sendo espontânea e tendo um momento só para ela.

Claro que o Booth iria cuidar dela, verificar se ela estava confortável e protegida. Ele é assim. A toalha molhada no rosto, o beijo na testa. Posso dizer que morri e fui parar no paraíso? Ah, esses detalhes são os mais lindos. Me levou ao Two Bodies in the Lab e ela cuidando dele no final do episódio. Ou das outras vezes que ele esteve bêbado, triste ou com raiva, ou daquela vez que ele levou um chute da Hannah, e ela estava lá por ele.

Para terminar o episódio, a discussão sobre a amizade não me fez ter dúvidas. Ela é a melhor amiga dele. Não importa o que ele fale.  Claro, além de ser o sexual puppy dog dela. Alguém mais riu junto com a Bones quando a Emily deu aquela risada gostosa?

Aliás, alguém mais ficou com um frio na barriga quando B&B passou pela infame esquina na qual ela informou ao futuro marido que estava grávida?

É em Bones nada é muito óbvio, a não ser o amor de B&B.

The Walking Dead – Dead Weight

Data/Hora 27/11/2013, 09:08. Autor
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Dead Weight, ou Peso Morto, é um excelente exemplo de como um episódio pode ser muito bom sem necessariamente ter muita ação. Mas preciso comentar que essas oscilações de The Walking Dead estão me cansando. Episódios muito bons, outros muito ruins. Contudo a audiência parece estar gostando, pois a cada temporada ela só aumenta. Então, vamos ao que realmente interessa.

“Brian”, Lilly, Tara e Meghan são incorporados ao acampamento liderado por Martinez. Como a principal regra desse novo grupo é não ser um peso morto, todo mundo assume uma nova tarefa. Em sua primeira missão, Brian acompanha Martinez e seus homens de confiança, os irmãos Mitch e Pete, na busca por suprimentos.

Eles seguem uma pista que leva até uma cabana. No caminho alguns corpos decapitados são encontrados e ao chegarem no local, são surpreendidos por alguns walkers e algumas cabeças. Numa tentativa de se enturmar, Brian quer saber um pouco mais do passado de seus “colegas de trabalho”. Porém, na sua vez de falar, reponde um seco: “Eu sobrevivi”. Brianador, você está fazendo isso errado!

Quando retornam ao acampamento, presenciamos uma cena rara em The Walking Dead: todos rindo, comendo ao redor de uma mesa e bêbados! Só que essa “felicidade” não dura muito. Martinez exagera na bebida e chama Brainador para uma partida de golf e depois de muito papo acaba pedindo ajuda para liderar o acampamento. Pedido errado pequeno Martinez, afinal de contas você mesmo não tinha dito nada de “peso morto”?

Mesa Feliz

E com isso testemunhamos o momento que mais ansiávamos nessa temporada: o Retorno do GOVERNADOR!

RIP Martinez

Mas antes ele passa por uma – bem curta diga-se de passagem – crise existencial e tenta fugir com sua nova família para bem longe dali. Porém a realidade não demora muito para bater em sua porta quando encontra uma horda de walkers presos na areia movediça. O Governador percebe e relembra que o mundo está mudado e que não adianta fugir. Então, back to camp!

Com Martinez morto, Pete se autodeclara líder do grupo, que não fica muito feliz. Com outras coisas mais importantes para resolver, eles deixam pra depois a conversa sobre quem iria efetivamente substituir Martinez.

Com o grupo maior, eles precisam de mais suprimentos. Então Governador, Pete e Mitch saem em mais uma caçada. Quando avistam um outro acampamento, Mitch decide que eles não vão saqueá-lo. Decisão errada pequeno Mitch. Quando eles retornam, com poucos suprimentos e veem o acampamento destruído e com todas as pessoas mortas, Pete fica revoltado e acaba com a vida de um senhor, que talvez estivesse bem. Mitch repreende a atitude do irmão. Mais uma vez, julgamento errado pequeno Mitch. Você não está sendo um bom líder!

E com isso, levando a sério essa parada de “peso morto”, Governador decide matar Mitch também. Mas como não se ganha uma guerra sozinho, ele deixa a decisão nas mãos de Pete: ou se une a ele ou acaba morto como o irmão? Nem preciso dizer o que ele escolheu…

As pessoas acreditam no que elas acreditam

E com isso uma nova Woodbury é construída. Com o Governador em sua melhor forma, não demora muito para ele começar a fazer a cabeça do povo contra o grupo da prisão.

Vamos ver o que os roteiristas preparam para o mid-season finale.

Até Too Far Gone.

Considerações Finais:

– Alguém me explica a obsessão do Governador por aquele furo no teto do seu trailer?

– Vocês repararam que o nome da intérprete de Carol, Melissa McBride, continua nos créditos iniciais?

– Muito legal a cena inicial de Brian jogando xadrez com Meghan. Se ele não estava contando mentiras, ficamos sabendo um pouco do passado do Governador nesse episódio.

– E por último, aposto que você ficou muito tenso com aquela cena final do Governador vendo a prisão. Principalmente quando ele mirou na Michonne! Momentos de muitas emoções!

Nashville – Hanky Panky Woman

Data/Hora 26/11/2013, 14:41. Autor
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O episódio de Nashville desta semana começa exatamente onde o último terminou: Olivia agarrando Juliette, numa tentativa de provar para a cantora que seria muito melhor como amante do que o seu marido. Mas… espera aí! Não foi bem isso o que aconteceu, foi? Como se a situação em si já não fosse bizarra o suficiente, Juliette, ainda atônita pela reação da “mulher traída”, mal tem tempo de se recuperar antes de levar outro soco na boca do estômago: Olivia propõe à ela um ménage à trois, aparentemente com a bênção de Charlie. Whaaat?

Pelo menos essa bizarrice toda serviu para aproximá-la de Avery novamente. Na verdade, não deu para entender muito bem como essa reaproximação aconteceu, já que na última vez em que os vimos, Avery estava muito magoado com Juliette – com razão – por ser “apenas mais um funcionário na folha de pagamento”. Fiquei um pouco surpresa ao vê-los juntos na casa de Juliette compondo como se nada tivesse acontecido, mas foi uma surpresa muito positiva. Gosto dos dois, e acho que a amizade (amor?) entre eles funciona muito bem na série. Uma prova disso é que Avery não levou nem dois minutos para perceber que algo estava errado com a amiga – pobre iPhone! – e não hesitou em oferecer seu ombro e seus conselhos para ela.

Juliette confia nele e conta toda a novela envolvendo “Charlivia”, e de como se sente “o prato do mês” no meio desta confusão. Avery, por sua vez, conta sobre quando foi seduzido por sua empresária, que acabou arruinando a sua carreira (mas vamos combinar que a culpa não foi só dela, né Avery?).

“Você não é descartável. E você não precisa deixar os ‘Wentworths’ do mundo te tratarem como lixo. Precisa parar de dar poder para essas pessoas.” – Avery

Mais uma vez, gostei muito de ver Juliette lutando suas próprias batalhas. Ela vai à Dallas atrás de “Charlivia” – afinal, ela também tem um jatinho particular! – e joga as cartas na mesa, sem quaisquer papas na língua. Vê-la dando uma bela lição de moral em quem quer que seja é bastante estranho – afinal, estamos falando de Juliette! – mas, no fim das contas, ela estava coberta de razão quando disse que de nada adianta ter sangue azul se você é uma “cadela bilionária” e fútil.

“Minha educação de pobre deixou a desejar, porque eu não fui esperta o suficiente para perceber o quão vazios vocês são.” – Juliette

Enquanto Juliette sente que tirou um peso enorme de seus ombros e termina seu dia com uma taça de vinho, agradecendo a Avery pela “sessão de terapia musical” e relembrando como eles se conheceram, Charlie fica inconformado com a situação. Tão inconformado que vai para Nashville confrontá-la:

“Acho que estou me apaixonando por você.” – Charlie

E agora, Juliette? Charlie já havia demonstrado ser um cara bacana e mais pé no chão do que uma primeira impressão poderia sugerir, e agora ele abriu seu coração à ela dizendo que não quer mais ser a pessoa vazia em que se tornou. Mas será que ele é realmente tão bom, tão perfeito assim? Confesso que gostaria de ver Juliette e Avery juntos, mas não sei se esse ainda seria o momento para desenvolver esse arco. Além disso, acredito que ela realmente sinta algo por Charlie. O que a vida amorosa de Juliette aguarda daqui para frente? Uma caixinha de surpresas, com certeza…

Rayna, por sua vez, também tem sua porção de problemas para resolver. Enquanto arruma suas malas – repletas de lingerie sexy, diga-se de passagem – para ir ao primeiro show de Scarlett na turnê de Luke em Tampa, Florida, ela é surpreendida com uma ordem judicial para que entregue as matrizes de seu novo álbum, já que estaria de posse ilegal de propriedade da Edgehill Records. Ah, como não amar esse Jeff Fordham? Rayna se vê sem saída e entrega todo o material para a polícia.

Depois de sabotar a Highway 65, roubando Will e intimidando Scarlett, Jeff quer capitalizar com o acidente que quase tirou a vida de Rayna. O problema é que quanto mais o novo álbum demorar para sair, menor será o lucro. Afinal, “tempo é dinheiro”, “os fins justificam os meios” e mais um monte de outros clichês do gênero, certo? Aquela arte para a capa do álbum foi nada menos que medonha, assim como todo o conceito de “Renascendo das Cinzas”. Buck tenta argumentar que Jeff está sob enorme pressão para entregar um bom primeiro trimestre, mas Rayna está irredutível – para o bem de sua própria carreira!

Como se não bastasse, Jeff ainda intimida Scarlett logo antes de seu primeiro show, dizendo que como Rayna não conseguiu comprar a Highway 65 ela deve responder à ele e à Edgehill Records.

Scarlett ganhou enorme destaque neste episódio, e, enfim, pôde dar o pontapé inicial em sua carreira como cantora. Como já havia comentado em uma review anterior, tenho uma única certeza: independente da intimidação de Jeff, ela terá enorme dificuldade em se adaptar a esta nova vida de estrela da música country justamente por ser tão meiga, tão ingênua, tão… Scarlett. Todo cuidado é pouco para que ela não seja engolida pela “selvageria” da indústria fonográfica.

“Eles estão aqui para ver o Luke.” – Scarlett

Visivelmente nervosa e desconfortável, ela se apavora quando percebe que não consegue ouvir o retorno nos vocais e interrompe a apresentação várias vezes. Diante das vaias, foge do palco como um cachorro escorraçado, mas Rayna a obriga a voltar para retomar a apresentação. Mais do que isso: Rayna vai ao palco com ela, e dá uma pequena lição de moral nos 41.807 fãs de Luke, hostis e pouco receptivos. Como foi difícil assistir isso! Scarlett continua deslocada e nervosa na segunda tentativa, mas consegue levar a apresentação até o final. Só não consegue se livrar da sensação aterrorizante de que decepcionou Rayna. A cena entre mestre e pupila foi muito bonita, e a veterana tratou de resgatar um pouco da auto-estima de Scarlett ao reafirmar o seu talento e o quanto acredita nela como artista.

Quem ficou contrariado com essa situação foi Deacon, que expressou toda a sua preocupação em uma conversa com Rayna, que discordou dele: “O aço é forjado em fogo”. Ao contrário de Deacon, que acha que esta hostilidade pode ser prejudicial à uma jovem artista, Rayna acredita que Scarlett deve enfrentar seu medo do palco, pois essa é a única maneira de ela conseguir realizar seu sonho.

“Nem todos são durões como você.” – Deacon

No segundo show de Luke, vemos uma Scarlett completamente diferente. Confiante, comandando o palco, dona de seus escassos 25 minutos de apresentação.  Deacon admite para Rayna que estava errado a respeito de Scarlett. O que ninguém viu – e eu não esperava! – foi vê-la falando ao telefone com sua mãe, largada na cama em posição fetal, completamente entregue à tristeza, chorando ao fim do episódio. Preocupante, para dizer o mínimo. Gosto muito da Scarlett e espero vê-la dando a volta por cima, pois talento não lhe falta. Espero também que Deacon perceba que sua sobrinha não está tão bem quanto parece. Mas, no fim das contas, acho que quem vai ajudá-la mesmo é Gunnar.

Depois daquele primeiro encontro meio constrangedor no ônibus da turnê, fiquei bastante feliz ao ver os dois se reaproximando. Quando Gunnar encontra dificuldades em escrever um novo hit para Luke Wheeler – com seus 30 milhões de discos vendidos e seu conselho de que “nem todos ficam famosos. Como cantores ou compositores” – é ela quem corre para socorrê-lo. O resultado é “Ball and Chain”, um dueto que Luke gostou tanto que cantou ao lado de Rayna em seu show. Arrisco dizer que a mágica de Gunnar e Scarlett como artistas acontece quando eles estão juntos, não necessariamente como um casal, mas como meros parceiros musicais. Arrisco ainda dizer que a solução para toda a insegurança de Scarlett no palco será ter Gunnar ao seu lado. Estou adorando esse arco e ansiosa para ver o que nos aguarda. Nashville só tem a ganhar com os dois juntos. Impressão minha ou aquele “quadrado amoroso” nonsense não fez a menor falta? Zoey who? (Aliás, Will e Layla também não deram as caras e não fizeram falta.)

E eis que Rayna – com a valiosa ajuda de Luke – encontra uma solução para seu impasse com Jeff e a Edgehill Records, ao propor que ele lance o novo dueto como música digital para aumentar as vendas trimestrais, desde que ele devolva as matrizes de seu novo álbum (e esqueça aquela ideia horrorosa de “Renascendo das Cinzas”!).

nashville - hanky panky woman

“Nada me daria tanto prazer quanto uma parceria de sucesso com você, Rayna!” – Jeff

Eu continuo sem saber muito bem o que achar do casal Rayna & Luke, mas parece que a nossa protagonista já caiu nas graças dele e está cada vez mais envolvida. Luke, inclusive, parece ser o exato oposto de Deacon em certos momentos, sempre sereno, seguro, compreensivo e dono dos melhores conselhos, mostrando a Rayna que ela pode contar com ele.

Teddy e Peggy… Ah, o que dizer desses dois? Apenas que cansei. A mentira de Peggy começa a cair por terra quando Teddy diz que quer ir com ela ao médico ver o bebê. Aí Nashville se transforma na mais canastrona das novelas mexicanas quando Peggy “passa mal” e usa o sangue de porco (???) que comprou para forjar um aborto. Really? Zzzzzz… O mais assustador é ver o quão genuína é a tristeza dela pela “perda” do bebê. Ou ela é uma excelente atriz, ou é apenas insana e psicótica mesmo. Não acredito nem por um segundo que aquilo tudo seja apenas insegurança em relação ao amor do marido. De qualquer forma, zzzzzzzzzzz… Teddy, meu querido: até quando?

E, para terminar: alguém mais ficou com a pulga atrás da orelha com Deacon? Primeiro, aquele diálogo misterioso com Luke, onde ele insinua que ambos deveriam estar dividindo o palco – “É uma pena o que aconteceu com a sua mão”. E depois, aquele diálogo com Scarlett:

“Eu arruinei todas as chances que tive de ser um artista solo.” – Deacon

“Você não morreu ainda.” – Scarlett

“Não morri, e não desisti.” – Deacon

Aí tem! E eu mal posso esperar para ver o retorno de Deacon! Como vocês acham que ele vai acontecer?

Essa semana não teremos episódio inédito, mas estarei de volta na semana que vem com mais uma review. Até lá!

PS: Mais uma semana sem Lamar. Quando teremos a oportunidade de vê-lo na cadeia? E o seu julgamento? Tantas perguntas ainda sem resposta…

The Vampire Diaries – Dead Man On Campus

Data/Hora 26/11/2013, 10:02. Autor
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Há tempos não tínhamos uma das típicas festinhas que embalam os episódios de The Vampire Diaries, onde como sempre todos estão se divertindo e do nada ocorre alguma morte ou pelo menos o risco de uma, mas este episódio fez questão de matar as saudades neste quesito. A justificativa da festa foi a volta de Bonnie, que não é mais bruxa e agora tem a única função de servir de âncora e sentir dor de cinco em cinco minutos; e não, eu não sei se é pior isso ou a diária hemorragia nasal da época em que ela praticava as magias. De qualquer maneira, está claro que ela nasceu para sofrer.

A festança foi no quarto de Elena, Caroline e agora de Bonnie, e as garotas não se contentaram em convidar apenas a universidade inteira, como também seus conhecidos de Mystic Falls. Desses, só apareceram Jeremy – que só ficou com a Bonnie e nem disse um “oi” direito para a irmã – e Damon, que mesmo tendo ido animado para beber teve que torturar Wes para descobrir as reais intenções do doutor. Pois bem, que Damon tem sua bondade questionável em certos momentos não é novidade, mas poxa, reclamam que o cara não toma jeito, porém quando é para torturar alguém, ele é a primeira pessoa para quem pedem.

Wes_Damon

Eu bem que queria saber qual é essa universidade onde a Elena estuda, porque tem mais festa e farra do que aula em si. O fato é que em Mystic Falls a situação não anda muito diferente, pelo menos em relação à tortura. Katherine, após ter chutado a filha para longe, resolveu tentar recuperar o posto de mãe do ano e a livrou daquele namorado má-influência que estava possuindo Matt e depois decidiu se despedir de uma maneira melhor ao escrever uma carta de despedida até que carinhosa (a julgar pelos padrões de Katherine) para Nadia.

Não julgo Katherine por querer se matar, já que primeiramente a moça é vaidosa e não aceitaria se ver envelhecendo. Em segundo lugar, atire a primeira pedra quem não ficaria assustado em saber que envelhecerá quinhentos anos nos próximos meses. Pois é, a atitude de Katherine em si não me surpreendeu, e sim ela ter sido salva por Stefan. Tudo bem que após o salvamento eu esperava algo mais sentimental do ele que manda-la lidar com isso sem reclamar, mas levando em conta a mágoa que ele anda tendo do irmão e de Elena e o fato de Katherine tê-lo ajudado, pode ser que haja sim uma aproximação dos dois.

Voltando à festinha na universidade, Jesse tenta se adaptar à vida de vampiro e conta com a ajuda de Caroline e Elena, até ele descobrir que não é bem de humanos que gosta e fugir da celebração para ter o azar de ir ao laboratório procurar o doutor e acabar encontrando Damon, que a tal altura não só sabia que Jesse se alimenta de vampiros como acaba descobrindo que ele é muito mais forte. Resumindo: Wes fez um vampiro “tunado” que não oferece riscos aos humanos e caça os da própria espécie. Vampiro este que mal inaugurou as presas e já foi morto por Elena, que compensou toda a astúcia que teve ao salvar Damon de Jess no ato falho de largar o namorado ali com Wes após matar a ameaça.

Jesse_Caroline

Enfim, meu povo… na review passada eu até cheguei a questionar quem seria o novo vilão da vez, já que Silas está morto assim como Tessa e Amara. A dúvida foi solucionada logo que Damon, ao vasculhar o laboratório de Wes, descobriu sangue com um certo número. A resposta é: Augustine. Para quem não se lembra, Augustine é o nome da sociedade secreta que estava investigando se Elena é vampira, e para a qual Wes trabalha.

Que Damon teve muitas fases e aventuras em sua vida de vampiro não é novidade, e mais uma parte de sua história foi revelada em flashbacks e pela boca do próprio vampiro, que admitiu ter feito parte da tal sociedade, mas não como infiltrado como fazia no Conselho de Mystic Falls, e sim como cobaia mesmo. E pelo que vimos nos poucos segundos de flashback, essa tal de Augustine faz o Conselho parecer um conto de fadas, e para piorar Wes consegue levar Damon de volta para o cativeiro. Bem, pela cara de Damon ele já sabe que não será pouco sofrimento não.

P. S. [1]: Agora a situação inverteu e temos Damon preso, sofrendo. Isso abre caminho para uma junção de forças de Stefan e Elena no resgate do vampiro, embora isso implique em Stefan finalmente superar suas mágoas em relação ao irmão.

P. S. [2]: Revoltante o fato de Wes ter sido capaz de criar um novo tipo de vampiro e não ter ajudado a Katherine com uma “nova fórmula” para ela virar vampira ou um novo método de ela ingerir sangue de vampiro.

P. S. [3]: Bonnie, aprovei seu novo visual. Continue assim.

Grey’s Anatomy – Somebody That I Used to Know

Data/Hora 25/11/2013, 15:15. Autor
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E foi declarada guerra em Grey’s Anatomy. Quer dizer, guerra já havia. Mas era uma espécie de Guerra Fria, na qual Yang e Meredith se evitavam e faziam algumas poucas tentativas de assinar um tratado de paz – e amor. Só que nesse episódio a tensão existente eclodiu. E quem disparou o primeiro tiro foi… SHANE!

A impressora 3D foi, novamente, o estopim pro início da batalha campal. Yang, se achando a mais badass das cardiocirurgiãs das galáxias, resolve que só vai operar o bebê fofinho quando o raio do implante artificial estiver pronto. Acontece que duas tentativas de impressão falharam, e realizar uma nova cirurgiã tentando a abordagem convencional volta a ser a melhor alternativa. Inclusive não foi só Meredith que falou isso (que alfinetada aquele “você não faz porque não consegue, minha gente!), Karev também. E se o Karev falou, tá falado, já que ele está pendendo pro lado da Yang na guerra entre as gêmeas esquisitas.

E mais do que não aceitar fazer a cirurgia tradicional, Yang está destruindo o projeto de Meredith, já que não libera o raio da impressora pra Grey. E é quando Meredith parte pra uma abordagem mais incisiva que Shane resolve mostrar os afiados dentes de tubarão e, numa cena absolutamente ridícula, fala aos berros – ainda que em outras palavras – pra Meredith se colocar no seu devido lugar e parar de tornar as coisas pessoais.

Ok, o conteúdo das palavras de Shane até viria a calhar, já que a mágoa pela amizade na corda bamba, equivocadamente, tá ditando as ações profissionais das duas. Mas quem deveria ter dito tudo aquilo era Yang, e em um tom completamente diferente. Ele humilhou sua superior e se meteu onde não era chamado, tudo isso pra dormir com a mentora salvar um pobre bebezinho indefeso. Eu fiquei assistindo tudo aquilo boquiaberta mas feliz, crente que as duas fariam as pazes, já que Yang OBVIAMENTE SAIRIA EM DEFESA DA AMIGA ante o despautério de Shane. MAS NÃO! Cristina ficou lá, com aquela cara de sofrenilda incompreendida, e além de não defender Meredith, ainda deu a missão de Shane como cumprida quando o beijou. COMO ASSIM, SHONDA? *insira aqui um xingamento de sua preferência*

Eu já falei várias vezes que reconheço que Meredith tem sua parcela de culpa na discussão com sua person, mas Yang está exagerando. Ela esfregou a cara da Meredith no chão da derrota profissional quando falou que Mer não tinha o necessário para ser uma boa mãe e uma boa médica, não apoiou a amiga nem no pessoal e nem no profissional depois disso, refutou todas as tentativas de aproximação de Meredith, “roubou” a impressora “da Mer”, necessária pra conclusão da pesquisa dela, e ainda por cima deixou a melhor amiga ser humilhada por Shane. SERIOUSLY? Posso estar brigada com minha melhor amiga, se alguém ousar falar com ela daquele jeito eu caio matando. UMPF!

O fato é que Yang está cada vez mais perdida no GSMH. E é inteligente da parte da Shonda ter criado todo esse clima de “onde estou, de onde vim, para onde vou?”, já que a partida de Cristina será a única saída possível, mas estou bastante irritada com isso. Se foram 10 episódios, e não sei quantos mais restam para Sandra Oh. E a última lembrança que teremos do sismance mais lindo da história dos seriados será UM LIXO. É, Meredith, também sinto saudade da época na qual sua person era malvada só com as outras pessoas. =(

Grey's Anatomy - Somebody that i used know

Sim, eu sei que Shonda não vai ter peito (POR FAVOR, ME DIGAM QUE NÃO!) para fazer Cristina ir embora sem reatar com Mer. Mas estou apreensiva demais, e já comecei minhas rezas pra que Owen – que apesar de ter seguido adiante ainda se preocupa com a ex – e Derek intervenham para ajudar a por fim na disputa. Que o clima de thanksgiving se instale nos corações de Yang e Meredith e elas se perdoem mutuamente e reatem. Que assim seja.

Por falar em reatar, Calzona is back! Ou será que não? Hmm, não. Arizona está se esforçando para fazer a tentativa dar certo, mas Callie – compreensivelmente – está pra lá de insegura com essa história toda. E o fato de Robbins achar consolo outras pessoas do staff do hospital também não ajuda. Especialmente se essa pessoa se apega fácil e começa a tremer na presença de Callie. NOT COOL, Leah! Era só pra fazer um furinho. Dá uma ligadinha pra Izzie que ela te explica como fazer isso ATÉ MESMO com uma furadeira caseira.

O fato é que como eu já comentei antes, não sei se Torres é o tipo de pessoa que consegue perdoar uma traição. Não sei se ela conseguirá voltar a confiar em Arizona, por mais comprometida que a loira esteja em demonstrar pra Callie que ainda a ama e que vai se manter na linha. Precisaremos assistir as cenas do próximo episódio pra ver se Robbins será promovida do sofá pra cama. Mas não tô achando a Callie muito faceira com isso. Enfim, que sejam felizes, juntas ou separadas. E que Callie continue sentindo vontade de dançar de calcinhas por aí.

Outro relacionamento que não vai bem (obrigado) é o de Ben e Miranda. Toda a pressão desencadeada pela rejeição do Chief, somada ao episódio da luva furada na temporada passada, levou Bailey a desenvolver TOC. E é bem desconfortável ver a Nazi assim, tão vulnerável, tão frágil, e tão cabeça dura. O maior problema de Miranda é que ela não aceita ajuda. E essa postura só piora os seus problemas. Ao invés de aceitar o apoio do marido, que se sacrificou para estar perto dela, ela joga nele toda sua frustração, e está sendo uma vadia com Ben. Não sei como ela vai sair dessa, mas acho que a solução vai passar, necessariamente, pelo Chief, já que boa parte dos problemas nasceu do relacionamento entre os dois, que já não vai bem desde a nona temporada. Só espero que esse plot, que pode até ser interessante, fique desnecessariamente longo.

Grey's Anatomy - Somebody that i used to know 3

Tipo o de Weber, que quando parece que está se tornando um paciente menos pé no saco, volta ao mimimi nosso de cada dia e ferra sua recuperação. Faltou pulso firme pra Jo e sobrou babaquice para Richard. Espero que Shonda encerre logo essa questão da recuperação de Weber. Se ele continuar se recuperando aos poucos, o que é crível e louvável, que seja em casa, cuidado pela Catherine, bem longe dos nossos olhos. Minha paciência agradece.

Pode parecer que estou sendo meio chatinha, mas é que ela – a paciência – já está sendo testada pelo puxa-e-afrouxa de Jackson e April, que insiste em dar as caras de tempos em tempos. Agora foi a questão do convite do casamento. POR FAVOR, APRIL! Sério que você não vai convidar o seu melhor amigo pra festa diretamente porque o nome dele ficaria no topo da lista. Tipo, como? Haja paciência pra aguentar a Kepner.

Eu acredito no Avery quando ele diz que acabou. As coisas podem ficar estranhas com o término de um relacionamento, nem todo mundo lida tão bem com um “triângulo amoroso” quanto a paciente e seus dois maridos. Mas April fica dando zilhões de mostras que pra ela não acabou. Largue do Matthew e corra atrás de Jackson, então. Mas pare de bancar a Madalena arrependida toda santa vez que cruza com Avery pelos corredores. Quero só ver o quão desastroso essa cerimônia de casamento será.

Nessa semana não tem episódio inédito, já que todos estarão muito ocupados comendo o peru que a namorada fofa de Owen vai preparar pra todos os famintos e culinariamente inábeis médicos do GSMH. Mas no dia 5/12 Grey’s estará de volta para os dois últimos episódios do ano. Preparados para passar um pouco mais de raiva em dezembro? Eu, ironicamente, mal posso esperar.

P.S.1: mais cenas do lindão do bebê Bailey! <3

P.S.2: alguém consiga uma “voltinha” pra Cristina, por favor.

Elementary – On The Line

Data/Hora 25/11/2013, 10:20. Autor
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É outono em Nova Iorque e a temporada não é outra coisa senão de um doce novembro para os espectadores de Elementary. Foi em uma ponte tradicional da cidade, em meio às árvores cujas folhas são de um amarelo que só se vê por lá, que a série protagonizada por Sherlock Holmes começou – e, ali, também se iniciava um dos melhores episódios da história do programa. Não estou sendo exagerada. Quando terminei o episódio e abri o TeleSéries para resenhá-lo, não sabia por onde começar, de tão feliz que estava com o que tinha visto. Depois de refletir bastante, cheguei a uma conclusão óbvia: melhor começar pelo começo. É.

Como eu disse antes, o episódio se inciou em uma ponte, sobre um enorme rio nova-iorquino, de onde uma jovem amarrou um peso ao revólver que tinha nas mãos e atirou na própria cabeça, fazendo com que a arma caísse na água e seu caso fosse, então, investigado como um assassinato. Diante de uma cena tão intrigante, a gente mal conseguia prever o desenrolar da façanha… mas Sherlock desvendou os últimos atos da moça em menos de dois minutos, ele sabia que aquilo se tratava de um suicídio; não havia, portanto, uma vítima ou assassino. A história, é claro, não acabava ali.

É que a suicida, antes de tirar a própria vida, fez uma ligação para a polícia e disse que um homem a ameaçava. Ela queria culpá-lo de um crime que, já sabemos, ele não cometeu. Só que, na sala de interrogatório policial, enquanto esse mesmo homem realizava um teste no polígrafo (o “detector de mentiras”), Holmes percebeu que o interrogado não havia mesmo assassinado a jovem encontrada na ponte – mas a irmã dela. Aquele rapaz era, na verdade, um serial killer.

A maneira como Sherlock chegou à conclusão foi bastante interessante, pois ele percebeu que o rapaz mordia a língua para responder às perguntas do detive Bell, conseguindo, assim, controlar os batimentos cardíacos e sabotar o teste no polígrafo. A informação por si só já era instigante, não sabia que era possível controlar a pulsação dessa forma e, contextualizado na história, tal fato deixou o cenário ainda mais convidativo e… obscuro. Sim, Elementary é uma dessas estradas mal iluminadas, que a gente nem sabe onde vai dar, mas decide atravessá-las de qualquer jeito, correndo o risco.

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Pois bem. O destino final dessa viagem foi um verdadeiro presente ao espectador, que se deparou com um dos melhores casos de polícia já mostrados na série. Mais do que isso. Atrevo-me a dizer que este foi o segundo melhor capítulo que Elementary apresentou até hoje, ficando atrás, apenas, da season finale da primeira temporada. O tempo inteiro, Holmes acreditou que aquele homem era mesmo um serial killer, ainda que as evidências apontassem o contrário. E ele foi aos extremos para provar isso. Em uma das cenas, Holmes chegou a discutir com o investigador de um caso antigo (uma investigação em que o homem/potencial assassino também havia sido acusado e saído ileso) e humilhou o detetive veterano em frente à toda NYPD, no desespero de provar que o policial estava errado e ele certo. Conseguir isso, agora, havia se tornado quase uma questão de honra.

Por vezes, cheguei a duvidar de que o homem seria o assassino e pensei no quão emocionante seria ver Sherlock errado, humilhado diante de um policial convencional. Não era o caso. Aquele era um assassino engenhoso, que soube driblar como um mestre as investigações e se safar delas. Não bastasse isso, o serial killer não se continha apenas em matar suas vítimas, como também criava identidades falsas em redes sociais, na Internet, para manter contato com os familiares dos assassinados. Em uma das ocasiões, Holmes e Watson foram enganados pelo homem, que fez uma ligação falsa à dupla de detetives e marcou um encontro que nunca aconteceria. A única coisa legal disso foi ver Sherlock e Joan pegando a estrada. Mas tiveram que dar a meia-volta, diante do engano.

Apesar de o homem ser bastante engenhoso, Holmes não é um “policial convencional”, como os outros, e, a partir do momento que em que ele cruzou o caminho do rapaz, seu destino já estava sentenciado. Após reviravoltas inesperadas, o detetive conseguiu provar que o homem era mesmo o vilão do capítulo. A boa surpresa ficou por conta de que, uma das mulheres que haviam sumido anos atrás, cujo corpo nunca fora encontrado, deixando o marido desolado, estava viva! E foram felizes para sempre.

Fim.

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Nem pensar. A melhor parte, ainda não comentei: a arrogância de Sherlock Holmes. 

Logo no início do episódio, quando Holmes afrontou aquele detetive veterano, Watson ficou extremamente incomodada com o amigo. Ele havia desrespeitado um policial veterano em frente aos colegas por causa de um erro que ela mesma poderia ter cometido. Holmes não se comoveu com o sermão de Joan e seguiu hostil durante todo o episódio, mesmo depois de Watson ter se afastado dele para formar dupla, temporariamente, com Bell.

Ao final do capítulo, ainda irritadíssima com o comportamento de Holmes, ela obteve, finalmente, uma resposta do companheiro. E, ali, presenciamos um dos diálogos mais importantes da série. Um diálogo que, mais do que nunca, nos fez lembrar do personagem clássico de Conan Doyle.

Homes disse friamente, encarando a Watson:

– Eu não sou uma pessoa legal. Não existe uma versão mais afetuosa e simpática de mim esperando para sair daqui de dentro. Eu sou amargo. Posso ser cruel. Esse é quem eu sou, bem lá no fundo. E não estou orgulhoso, nem envergonhado disso. Sou simplesmente assim.

Enquanto a gente – e a própria Watson – refletia que isso não era verdade (afinal, por diversas vezes, vimos o detetive quase chorar diante da maldade humana e era admirável o carinho que ele tinha pela amiga), ele próprio interrompeu nossos pensamentos para dizer justificar seu comportamento:

– Watson, eu te considero excepcional e, portanto, faço um esforço excepcional para te deixar confortável.

Reafirmando que ele era cruel e assim ele era, ponto final, que todos teriam que suportá-lo desse jeito, Watson replicou que ninguém poderia aceitar uma coisa dessas a vida inteira. E foi assim, com essa incerteza sobre o futuro da dupla de maior sintonia da televisão – e sem saber se teremos um detetive diferente daqui para a frente -, que o episódio acabou. Sem música bonita, sem clima de perdão. Parecia que, dentro da tela, o novembro não era, afinal, tão doce. Estou ansiosa por dezembro.

Se, pela primeira vez, em Elementary, tivemos um diálogo típico do Sherlock Holmes como o conhecemos dos livros – frio, arrogante, auto-suficiente -, o seriado conseguiu, ainda assim, refletir a sociedade moderna, uma constante da série. Quantas vezes ao dia não nos deparamos com pessoas que, por julgarem que sabem mais que as outras (como Holmes sempre deixa bastante claro), diminuem os feitos de alguém próximo? Melhor ainda se tudo puder ser testemunhado por uma plateia (como foi a NYPD). O mundo é cheio de Sherlock’s Holmes – pior ainda; muitas vezes, sem a genialidade quase utópica do detetive. Uma sociedade em que existissem mais Watson’s, que pregam a cordialidade e o respeito mútuo, seria uma sociedade mais fácil. Mas, apesar do nome da série, a gente sabe que a vida não é assim… elementar. A boa notícia é que, com sua qualidade narrativa, Elementary segue discutindo os dilemas, não de Sherlock Holmes, mas os dilemas do mundo moderno.  E isso vai ser sempre delicioso.

Para terminar: se o novembro não foi doce para a Watson, o outono em Nova Iorque, pelo menos, permitiu que ela voltasse a usar suas conhecidas meias-calças. Um charme só, bem como a fotografia desse último episódio. Vai dizer que você não queria um outono no hemisfério norte?

Modern Family – ClosetCon ’13

Data/Hora 25/11/2013, 09:44. Autor
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Modern Family entregou mais uma vez um daqueles episódios que provam o motivo da série ser a melhor comédia da atualidade. Com situações constrangedores, e até mesmo exageradas, a série mostra uma sátira muito bem feita de diversas famílias atuais, com um toque de humor refinado.

No oitavo episódio da temporada pudemos ver, finalmente, Cam de volta às origens. Em um plot divertido do início ao fim, ainda fomos presenteados com uma declaração de amor lindíssima de Cam para Mitchell quando o primeiro “saiu do armário” para sua avó que, até então, não sabia da opção sexual do neto. Um dos pontos positivos da relação dos dois é ver o quão diferente eles são. Enquanto um tem suas raízes bem rústicas e um comportamento típico de fazenda o outro, claramente, nasceu para viver na zona urbana. Mas isso não significa que Mitchell, apesar de relutante, não se esforce para agradar Cam em relação ao assunto.

Sair um pouco da cidade e ver como Cam se comporta na fazenda é algo extremamente hilário de se ver. O modo como ele se torna todo rústico ao consertar cercas e tratar dos porcos nos mostra a outra face daquele personagem extremamente sensível que estamos acostumados a ver. Sem contar que ele chamando Lily do mesmo jeito que chama os porcos já se tornou uma das melhores cenas de toda a série.

Enquanto Cam e Mitchell se aventuram na fazenda, Claire e Jay se aventuram numa convenção. Os encontros e desencontros da ocasião acabam por aproximar pai e filha, de certo modo. Enquanto Claire toda enciumada acreditava que Jay tinha um “lance” com Rita, ele na verdade preparava uma pegadinha clássica das convenções: colocar um esqueleto no armário. A pegadinha acaba não dando certo porque em um situação onde as frases sobre assuntos distintos se encaixam perfeitamente, Jay acabou revelando que Rita o ajudara na tentativa de Claire não casar com Phil. O que não deu certo, claro. Acredito que essa aproximação de pai e filha levará a relação dos dois para um outro patamar.

Por fim, o restante do núcleo se reuniu na casa de Gloria para irem à um jantar. Phil encontrou aberta uma porta “misteriosa” na casa do sogro e foi logo tratar de averiguar o que tinha de tão importante naquela porta que vivia trancada. O que tinha de tão legal lá é uma coleção de artefatos de Jay e, como todo curioso, Phil não sabe apenas olhar, tem que ir logo colocando as mãos nos objetos. Uma miniatura do Apollo 13 foi a responsável por estragar o jantar da família.

Phil derrubou a miniatura no chão e, como uma das piores coisas da vida do personagem é desapontar o sogro, fez daquilo uma enorme tempestade em copo d’água. O conserto da miniatura envolveu Manny, Luke e o pai de Phil, que o ajudou por webcam. A sequência que envolveu a remontagem da miniatura foi extremamente engraçada.

Enquanto os meninos estavam preocupados em remontar o Apollo 13, fomos presentados com cenas de Alex e Haley sendo mais irmãs do que nunca. Alex está crescendo e os roteiristas estão aproveitando como podem essa situação. A menina, dessa vez, estava com uma paixonite pelo entregador de pizza. O que ela não contava é que Haley também estava afim do garoto. Entre uma discussão e outra, as meninas acabaram com seus cabelos presos pela hélice de um avião de brinquedo, comandado por ninguém menos do que Joe. Esse foco no crescimento de Alex está mostrando, pouco a pouco, que a menina é muito parecida com seu pior pesadelo: sua irmã.

O plot na casa de Gloria não foi tão animador, mas conseguiu prender a atenção do começo ao fim, seja com o suspense do Apollo 13, Gloria rezando para dar tudo certo ou as meninas disputando o entregador de pizza. São essas e muitas outras situações que fazem de Modern Family essa série tão gostosa de ver.

[DOCTOR WHO 50 ANOS] Doctor Who – The Day of the Doctor

Data/Hora 24/11/2013, 21:00. Autor
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“Hurt: Ainda há bilhões e bilhões de daleks lá fora, atacando.

Tennant: Mas… Tem algo que estes bilhões e bilhões de daleks não sabem!

Smith: Porque se eles soubessem, mandariam reforços!

Clara: O quê? O que eles não sabem?

Smith: Desta vez, há três de nós!”

2013 foi um ano de expectativa para todos os whovians. O dia 23 de novembro – e, consequentemente, o especial que comemoraria 50 anos de Doctor Who – era esperado com muito ardor e ansiedade. Afinal, não é todo dia que um seriado comemora uma marca tão expressiva. E a BBC sabia disso, tanto que resolveu premiar os fãs da maior série de ficção da história: o episódio comemorativo seria exibido nos cinemas britânicos e estadunidenses. Os fãs foram à loucura, afinal, nada mais justo que um grande seriado tivesse uma comemoração deste porte.

É claro que surgiu uma certa invejinha branca – ou nem tão branca assim – nos fãs brasileiros. Somos tão ardorosos quanto os da Inglaterra e dos EUA, mas ficaríamos chupando o dedo e assistiríamos ao episódio ao mesmo tempo que os whovians mais afortunados apenas se conseguíssemos um stream – ou possuíssemos tv à cabo, já que a BBC passou o episódio ao vivo. Mas todo esse sentimento acabou indo embora quando foram anunciadas salas em outros lugares do mundo, incluindo o Brasil.

Inicialmente foram anunciadas apenas duas salas aqui no país, do Cinemark de São Paulo. Mas como – e quem não sabia disso? – os ingressos das sessões anunciadas se esgotaram em questão de minutos e os fãs agitaram as redes sociais clamando por mais cidades e salas agraciadas com a exibição, a BBC resolveu colaborar. Foram anunciadas mais salas em São Paulo, e outras cidades brasileiras também receberiam sessões. No final das contas, foram mais de 75 salas brasileiras a exibirem o especial de aniversário de 50 anos de Doctor Who. Um marco, certamente.

Como moro numa cidadezinha do interior, nem preciso falar do tamanho da minha felicidade ao constatar Ribeirão Preto – que fica há cerca de uma hora de casa – estava na nova lista. Minha ideia inicial, que era enfrentar uma longa viagem até São Paulo, acabou sendo substituída por um “pulinho” na vizinhança. Mas minha felicidade foi rapidamente foi substituída pela apreensão de não conseguir ingressos, já que as vendas continuaram um sucesso estrondoso. Só consegui suspirar aliviado quando, graças a uma amiga, consegui finalmente segurar os tickets na mão.

Confesso que nunca participei de uma convenção de whovians, então assistir The Day of The Doctor nos cinemas foi uma experiência ainda mais inesquecível, já que pude encontrar muitos fãs da série pela primeira vez, e constatar que eles estavam tão excitados por participar deste evento histórico quanto eu. Certamente, ainda que o episódio não fosse memorável, essa experiência eu não esqueceria.

Mas se fora da sala do cinema os acontecimentos já tornavam toda a experiência inesquecível, foi quando “deram o play” que a melhor parte da festa começou. E assisti à Doctor Who em sua melhor forma. Cinco estrelas.

Pela primeira vez tivemos a oportunidade de ver a tão citada Guerra do Tempo em tela. Desde que a série nova começou, em 2005, a Guerra do Tempo é mencionada como um grande marco na vida do Doutor, algo que o traumatizou durante toda a série atual, e algo pelo que ele vem tentando se redimir desde então. Assim, foi maravilhoso que The Day of the Doctor tenha nos apresentado à ela.

Eu vejo o episódio especial como uma história apresentada em três partes. Seu princípio foi, para mim, o último episódio exibido, The Name of the Doctor. A segunda parte foi  o mini-episódio The Night of the Doctor, liberado pela BBC em seu canal no youtube como uma introdução ao especial de 50 anos. E no dia 23 de novembro de 2013 – aquele que entrará para a história – fomos apresentados ao “desfecho” dessa história.

Em The Name of the Doctor fomos introduzido a John Hurt, a face de seu passado que o Doutor esconde e tenta esquecer. O motivo para o desejo pelo esquecimento? John Hurt foi a encarnação do Doutor que lutou na Guerra do Tempo, e a finalizou promovendo o genocídio de duas raças para evitar que o universo fosse destruído no fogo cruzado entre os daleks e os timelords. Devo dizer que eu cheguei a temer que John Hurt fosse mais como um vilão, um Doutor sombrio, ou até maligno. Mas que surpresa agradável ver que personagem fantástico ele se mostrou neste especial! Foi uma grande felicidade conhecer este Doutor, e tenho certeza que Moffat também explodiu a cabeça de muitos outros fãs.

A atuação de John Hurt como o Doutor se mostrou magnífica. E a melancolia de Hurt não conseguiu superar sua simpatia, de forma que esta encarnação do Doutor se mostrou cativante e, acima de tudo, brilhante como só o nosso timelord preferido consegue ser.

The Day of the Doctor 2

Ah, as viúvas de David Tennant… Na sessão que eu assisti elas estavam em peso, e vibravam com cada graça dele ou cada referência a Era Tennant. E o fato de que a química entre Tennant e Matt Smith foi ótima e super divertida de assistir tornou tudo ainda mais justificável e delicioso. Sem contar que, no final das contas, ainda trouxe uma nostalgia inegável. A cereja no topo do bolo foi o relacionamento deles com John Hurt, que foi  muito interessante de se ver, além do que foi extremamente engraçado constatar o contraste entre eles.

Aliás, todos que foram ao cinema eram declaradamente fãs da série e a animação por estar assistindo o especial de 50 anos era palpável: todos vibravam juntos e o cinema explodia em gargalhadas a cada piada. Quem já foi numa pré-estreia do seu filme favorito sabe do que estou falando. O sentimento presente era o mesmo, mas elevado a 11ª potência, e toda a homenagem apresentada neste especial era sentida por todos. Ah, e sem dúvida uma das grandes diferenças de ver o filme no cinema – além da companhia das centenas de fãs e da animação coletiva – foi assistir aquelas famosas orientações que são exibidas antes de começar um filme – desde coisas como desligar celular ou não fazer filmagens durante a exibição, até piadinhas com 3D (como assim o filme não é em 12D? Houve um corte no orçamento?) – apresentadas pelo sontariano Strax e o Doutor de David Tennant e Matt Smith.

E foram muitos os presentes para os whovians: desde a abertura idêntica a da série clássica até a cena final com a imagem de doutores remasterizados. Mesmo eu, que apenas comecei a me aventurar pela série clássica, me emocionei bastante com tantas referências a série antiga (e provavelmente devem ter muitas que não peguei) e aos doutores clássicos. Aliás, como não se emocionar com a participação de Tom Baker e aquele olhar que continua o mesmo depois de tantos anos?

Em mais uma referência à série antiga, o plot dos zygons – monstros clássicos daquela que voltaram para este especial – foi usado como plano de fundo para toda a trama. Mas o que realmente importa aqui é o Doutor renegado recuperando o direito de seu nome (que é uma promessa) e tirando o peso de sua consciência, o que o atormentou por toda a série nova. A Clara aqui teve um papel fundamental, e Jenna Coleman mostrou como esta companion é importante na vida do Doutor. Cada vez mais, ela conquista o coração dos fãs, assim como conquista o Doutor.

THE ELEVEN DOCTORS

A maior lástima em relação à The Day of the Doctor foi a ausência de Christopher Eccleston, que não aceitou participar do especial. Como comecei a assistir Doctor Who pela série nova (como muitos fãs, eu imagino), foi ele quem me apresentou ao Doutor, e mesmo com a cena épica de todas as encarnações do Doutor (No Sir, all thirteen) e a inserção de uma cena do Eccleston, senti muita falta dele ao longo do especial.

Mas Steven Moffat revelou numa entrevista que a intenção ao escrever este episódio não era reunir todos os doutores – como aconteceu nos especiais de comemoração de aniversário anteriores de Doctor Who – mas sim criar uma história para celebrar a mitologia da série como um todo. A certeza que fica depois do especial? Até os whovians haters da era Moffat (acreditem, eles existem) tiveram que dar o braço a torcer por esta história que ele criou. GALLIFREY FALLS NO MORE.

*Texto de Lucas Pessota, que aceitou gentilmente compartilhar sua experiência de assistir Doctor Who no cinema com nossos leitores. Obrigada, whovian! Agradecemos também à Mica, titular das reviews da série, que em razão de não poder ir ao cinema assistir o especial teve a ideia de ceder temporariamente a titularidade da cadeira. No especial de Natal ela estará de volta.

Homeland – Gerontion e A Red Wheelbarrow

Data/Hora 24/11/2013, 19:00. Autor
Categorias Reviews


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O nome do episódio Gerontion refere-se a um poema de TS Eliot de mesmo nome, que é um  monólogo de um homem idoso que descreve a Europa após a Primeira Guerra Mundial. O poema foi escrito em uma época em que novas formas e sistemas de governo ditas como superiores foram surgindo para substituir as antigas – e, consequentemente, suas falhas. O homem aparenta ser dotado de enorme sabedoria, mas essa sabedoria – construída com o passar dos anos, em uma época diferente – pode ser aplicada ainda em um mundo novo em constante mudança?

O escritor Chip Johannessen pintou Saul como o narrador sem nome de Eliot. A sua casa, como diz Eliot, é uma casa deteriorada. Sua esposa está dormindo com outro homem, a sua agência está em ruínas, e sua influência sobre a direção tem uma data de validade que rapidamente se aproxima. O homem ainda se agarra aos seus velhos ideais e táticas. Um dia, Saul e Javadi foram idealistas, apenas esperando a oportunidade certa para fazer no mundo a tão sonhada mudança. Enquanto vemos as ruínas dos ideais de Javadi, Saul permanece dotado de esperança e paciência, esperando que um dia ele possa aplicar tudo o que ele conhece como sabedoria, para que seus ideais se tornem então realidade.

Mas o grande momento do episódio, sem dúvida, é ver como Saul diz a Lockhart e Dar Adal sobre seu plano, e como ele e Carrie orquestraram essa trama toda para atrair e capturar Javadi, transformando-o em um “aliado”. Lockhart lembra Saul que as táticas da guerra fria não funcionam mais, e simplesmente não se pode transformar inimigos em aliados (e o Brody?). Mas Saul se agarra, mais uma vez, firmemente a sua esperança de que pode haver uma mudança de maré. Se Javadi é preso, ele simplesmente pode ser substituído por outra pessoa, e o, então, ciclo continuará. É um risco que Saul está disposto a correr em nome da segurança nacional. Ou, mais apropriadamente, em nome da paz. É óbvio que ele ainda é o jovem idealista com a cabeça cheia de esperança e sonhos de paz.

E agora, tão perto de seu objetivo e depois de ter dado aquele soco em Javadi, parece que o Saul que conhecemos nas temporadas passadas realmente retornou. Mas depois de tudo o que foi feito as coisas podem realmente retornarem ao ponto de partida?

E é com esse mesmo questionamento que podemos agora falar sobre Quinn. O garoto de ouro da CIA está claramente abalado desde que acidentalmente matou uma criança em uma missão. Agora ele não parece estar mais certo de que os caminhos escolhidos pela CIA valem realmente a pena a serem seguidos na sua busca para o “bem maior”. Tenho que admitir que Quinn era o último personagem que eu imaginei que estaria no centro moral do seriado, mas é interessante ver também o que a série está construindo para ele.

homelanda- a red wheelbarrow

Em A Red Wheelbarrow Carrie e Quinn criam um plano para capturar o suspeito responsável pelo ataque a Langley, já que Javadi afirma para Carrie, em Gerontion, que Brody não é o responsável. Enquanto isso, Saul move silenciosamente para a fase 2 de seu plano com Javadi. E Fara luta para lidar com o estresse de trabalhar com a CIA.

E alguém na produção de Homeland deve gostar muito de poesia já que, assim como episódio anterior, A Red Wheelbarrow também dá nome a um poema, só que dessa vez de autoria de William Carlos Williams, onde se lê:

tanta coisa depende
de um

carrinho de mão
vermelho

esmaltado de água de
chuva

ao lado das galinhas
brancas

O poema é escrito em formato intencional que obriga o leitor a contemplar que aquilo que parece tão descuidadamente colocado é, talvez, como deveria ser, tudo tem um propósito, tudo está no seu devido lugar. E assim, o público de Homeland também continua se perguntando quais os motivos dos acontecimentos dos primeiros episódios. Será que houve algum propósito?

Apesar de essa temporada ter mostrado mais atenção ao drama que aos detalhes que tornam as tramas inteligentes, as manobras utilizadas nesse episódio fizeram dele episódio um daqueles bons e velhos, dos quais sentimos saudades. Me mantive cética por algum tempo durante o episódio, principalmente quando Saul se recusa a elaborar sobre a Fase 2 de seu plano. Mas esse episódio se tornou um lembrete sensacional do seriado em seu primeiro ano, praticamente sem falhas.

Quinn e Carrie  elaboram um plano muito inteligente pra poder capturar o verdadeiro suspeito ao atentado a Langley usando Bennett e Franklin –  finalmente usando o personagem de F. Murray Abraham apareceu mais. E a  gravidez de Carrie foi abordada seriamente pela primeira vez. Eu não tenho certeza se ainda concordo com a ideia de que um bebê ajudaria em alguma coisa (na verdade não concordo), mas dado que esse plot renovou minha confiança em Homeland, vou esperar por mais episódios para rever meu juízo.

E apesar de ter sido fantástico ver Saul indo recrutar o mal cheiroso Brody na Venezuela. A melhor coisa foi ver que Carrie Mathison simplesmente não dá a mínima. Para conseguir capturar o responsável pelas mortes na CIA, e como consequência alcançar seu objetivo de inocentar Brody, ela ignora Dar Adal quando este dá ordens para Quinn matá-la pra não comprometer a missão e muito menos quando Quinn afirma que vai atirar. Tudo isso enquanto ela está grávida de 13 semanas. Talvez Carrie não precisasse estar grávida. Talvez vocês estejam começando a entender os meus pensamentos sobre isso (como se eu pudesse ser menos clara sobre o assunto).

Mas independentemente disso, essa é uma sequencia incrivelmente intensa. Passando ao momento que a intuição de Carrie lhe diz algo sobre Saul não está certo; Franklin no banheiro de o hotel, derramando ácido sobre o terrorista Langley (Saudades Breaking Bad).; e culminando com Saul aparecendo na Venezuela para ver nosso velho amigo Nicholas Brody.

Depois de um começo de temporada envolto de tormentas, finalmente me sinto realmente motivada para assistir Homeland. Não gosto nem de dizer isso, com medo de estragar tudo. Mas, bem vindo de volta, Homeland, sentimos muito a sua falta. Sei que este já é o episódio 8, e é difícil ignorar os problemas do começo da temporada, mas parece que você finalmente vai voltar para casa.

– Peço desculpas pelo atraso nas reviews. Meu Vira-Tempo estragou essa semana passada, mas já me indicaram um ótimo lugar na Travessa Diagonal para consertarem.

– Será que Saul sempre soube do paradeiro de Brody?

– Quinn está rapidamente tomando um lugar no hall de personagens preferidos. Me corta o coração ver ele olhando para Carrie daquele jeito.

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