Once Upon A Time – Save Henry

Data/Hora 04/12/2013, 10:09. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Acabou, finalmente, acabou! Acabou Neverland e acabou a busca eterna pelo Henry – que já tinha acabado no episódio passado. Durante todo o episódio a impressão que ficou foi: mas e agora, o que vai acontecer? E a estória foi surpreendente do início ao fim. Depois do final bombástico do último episódio e da semana de hiato que tivemos, a série conseguiu retornar com o mesmo pique.

OUAT 20

Emma, Neal e Regina estão na caverna da caveira e encontram o corpo “morto” de Henry. Emma tentou ser a mãe salvadora e forte, o combate entre ela e Pan estava pronto para ter início, mas não foi bem assim. Um pouco frustrante, pois parecia que ia ser uma ótima luta. Compreendo que o foco ali era salvar o Henry – seria muita mancada se ao fim de tudo o garoto morresse (seria injusto com quem assiste para falar a verdade), porém gostaria de ter visto um embate de verdade entre Emma e Pan. Os nossos heróis retornam à floresta para encontrar Pan e assim conseguir recuperar o coração do Henry. E se Emma estava tentando ser a mãe forte e poderosa com o Pan, com os meninos perdidos ela utilizou o lado mãe fofa dela – a cena ficou muito piegas. A Jennifer Morisson consegue convencer mais quando faz carão do que quando banca a fofa.

Agora vamos bater palmas e aplaudir de pé a grande destaque do episódio – ela dominou aquilo tudo. Regina (Lana Parrilla) no presente mostrou como uma verdadeira mãe age – estando preocupada no momento certo, mostrando a fraqueza no momento certo e sendo badass no momento mais que certo. A cena em que Emma, Snow e ela estão presas na árvore que se utiliza do arrependimento das pessoas para prendê-las, foi a melhor cena do episódio de longe. Uma daquelas cenas que você não consegue ficar quieto: não sabe se bate palma, não sabe se dá gritos de felicidade ou se faz os dois ao mesmo tempo. Poderia transcrever a fala dela aqui e encerrar a review, pois resumiria tudo o que posso dizer sobre o episódio.

OUAT 22

O flashback esteve presente para consagrar de vez a Regina como a protagonista do episódio, da série e do meu coração. A Evil Queen começa a notar que mesmo com a sua vingança dando muito mais que certo, falta algo em seu coração. Um vazio, um buraco que só pode ser preenchido pelo amor. O diálogo entre ela e Rumple no início do episódio trouxe um clima nostálgico, bateu saudades da primeira temporada. Bons tempos. Então, como solução para acabar com o vazio em seu peito, Regina pede a ajuda de Gold para conseguir um bebê. Claro que o cara iria colocar o Henry no caminho dela, desde a primeira temporada sabemos que o Gold esteve por trás de tudo na maldição. Regina era um mero peão. As cenas do flashback ficaram ótimas, tanto as de Regina tentando “calar” a boca de Henry – que era pentelho desde criança – até as falas dos personagens secundários que faziam conexões com as estórias deles – que agora já conhecemos – como, por exemplo, a avó de Ruby falando que os problemas dela começaram só mais tarde. Foi um belo toque para aumentar ainda mais a sensação nostálgica. Um detalhe que me ficou martelando a cabeça. Se a adoção foi velada e as informações da mãe biológica e da mãe adotivas eram ultrassecretas, como foi que o Henry descobriu que a Emma era a mãe dele? O garoto é superhacker? Ele contratou os serviços do Nolan Ross, de Revenge?

E as coisas estavam se consertando em Neverland, tudo estava lindo e perfeito quando… fiquei um pouco chocado que o Pan conseguiu surgir no barco, pois a impressão passada era que ele estava muito fraco, mas pelo visto ainda tinha areia na ampulheta da vida dele. Ao mesmo tempo que fiquei chocado, fiquei esperando um confronto maior – a cena da Regina com ele foi ótima, mas não foi o confronto que esperei esse tempo todo. Não foi nesse episódio, mas deve vir no próximo, já que o final deixou claro que Neverland pode ter acabado, mas Pan resiste. Um detalhe: a atuação do Jared Gilmore foi muito forçada. Espero que resolvam logo esse negócio do Pan no corpo dele porque vai ser difícil assistir ele tentando imitar o – ótimo – Robbie Kay. Espero que tenham gostado da review, até semana que vem (com sentido de semana que vem de verdade, não vai ter hiato dessa vez) e Henry tá possuído, socorro!

Sleepy Hollow – Sanctuary

Data/Hora 02/12/2013, 22:54. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Logo em sua primeira temporada, Sleepy Hollow já teve um desses episódios especiais de fim de ano. É Ação de Graças na cidade, mas nem no feriado os acontecimentos dão uma trégua para Abbie e Ichabod.

Apesar do ambiente altamente simples e clichê que é uma casa mal-assombrada, o episódio conseguiu surpreender. Não tivemos sinal do Cavaleiro, de fato, mas Katrina – que mais do que nunca é a chave para solucionar muitos mistérios da história – reafirmou sua importância na trama e intensificou a urgência para que Ichabod e Abbie a encontrem logo.

Lena

Tudo começou quando Lena Gilbert, descendente de um membro de uma das famílias fundadoras, decidiu se aventurar na mansão dos Frederick, seus ancestrais. O lugar, como esperado, era conhecido por Ichabod e foi um refúgio para todos que o quisessem. Entretanto, o que chamou a atenção de Crane e Abbie foi que a tal Lena sabia sobre Katrina e até tinha anotado o nome da bruxa em um lembrete.

Katrina, que até então já acumulava mistérios o suficiente, adicionou mais um à sua soma e despertou ainda mais a curiosidade de Crane, levando-o junto com Abbie para a casa, onde as coisas se tornaram um misto de absurdo e interessante. Absurdo porque depois de enfrentar o Sem Cabeça, Sandman, peste da Idade Média e mais um monte de outras coisas, Abbie ficou aterrorizada com uns fantasminhas na casa. Além disso, como se não bastassem as assombrações, a casa prendeu os dois em seu interior, como fez com Lena, e libertou um monstro que parecia mais uma árvore que anda do que qualquer outra coisa. Sem comentários.

O vilão poderia ter sido melhor e Lena não conseguiu chamar tanto a atenção para si, mas o destaque mesmo foi para os flashbacks que desta vez foram vividos por Abbie, e mostraram que Katrina teve um filho e escondeu isso de Crane. Ninguém sabe o motivo ou para onde foi a criança, o que significa que a bruxa tem ainda mais explicações para dar e que precisa – e rápido – ser tirada daquele purgatório.

Katrina

Quanto a Lena, essa foi salva sem saber sobre a história de Ichabod, e eu bem que duvido que se atreva a voltar para a tal casa, embora talvez a moça seja útil para ajudar a descobrirem sobre o misterioso passado de Katrina. Já o Icky, mostrou toda a sua agressividade reprimida de guerreiro ao matar sanguinariamente o tal monstro de madeira na casa. Monstro esse que foi libertado quando sua esposa teve o filho e que matou o original proprietário da mansão.

Por fim, não bastando todo o trauma e a mágoa de Ichabod por terem escondido seu filho dele, Abbie e ele descobriram que uma ancestral da moça que fez o parto. Resumindo: os dois estão “ligados” desde o passado, mas isso não ajuda a melhorar muita coisa quando é levado em conta todo o mistério ao redor de Katrina, e eu me pergunto se ela ainda tem mais fatos desconhecidos e surpreendentes prontos para serem revelados, e se a relação da bruxa com Ichabod continuará após essa “quebra de confiança”.

P. S. [1]: Ichabod ficou todo sujo de sangue e mesmo assim aparece na delegacia com uma camisa IGUAL. Não é a mesma, porque a outra foi rasgada, mas poxa vida, Icky! Custa usar algo diferente?

P. S. [2]: Ainda morro de rir com a maneira como Ichabod se refere a coisas do mundo atual: “Maravilhosa internet” e “chegaram tesouros da Amazon” foram pérolas deste episódio.

 P. S. [3]: Por último, foram safadinhos esses roteiristas ao escolherem o nome Lena Gilbert para a personagem descendente dos fundadores. Maior e mais descarada referência a The Vampire Diaries não poderia ter.

White Collar – Ice Breaker

Data/Hora 02/12/2013, 12:30. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Em Ice Breaker, Neal voltou a ser o velho Neal e, além de fazer um grupo de criminosos russos patinar, também fugiu das garras de Peter para cuidar de seus próprios negócios com Mozzie. O caso desse episódio transformou Caffrey em um agente de grandes estrelas do esporte e Burke virou um treinador profissional de patinadores de primeira linha. O disfarce colou bem e a prisão do grupo de criminosos vindos da Rússia foi cinematográfica.

Enquanto Peter distraia os russos, Neal aproveitou para seguir seus planos de se livrar de Curtis Hagen de uma vez por todas. Nesse plot, a reaparição de Rebecca (Bridget Regan) no episódio não foi nenhuma surpresa. A personagem chamou a atenção em One Last Stakeout e deixou no ar uma suspeita de que poderia reaparecer na série. Não foi para menos que ela voltou procurando Peter, pois percebeu que graças a Neal não conseguiu mais nenhum emprego no ramo de museus. No entanto, a moça voltou a cair nos encantos de Caffrey e foi levada para conhecer o “Departamento de Crimes de Arte do FBI”, comandado pelo agente Gruetzner, mais conhecido por nós como… Mozzie.

White Collar 5x06 Rebecca

Rebecca precisava de uma carta que afirmasse a sua inocência no caso do roubo no último museu em que trabalhou, mas acabou caindo no meio dos planos de Neal. A moça agora é uma peça chave para que Caffrey e Mozzie desvendem os objetivos de Hagen e descobram quais eram suas intenções com o Mosconi Codex.

Já Peter não se deixou levar pelas estratégias de Neal e, apesar de ficar ocupado com as aulas de patins fakes, percebeu que Caffrey estava tramando algo. Também vale ressaltar que Burke fez uma ótima dupla com a patinadora Katya, personagem que chamou a atenção no episódio apesar de sua aparição ser somente uma participação simples. Peter foi muito bem como treinador, graças às instruções de Elizabeth e também de sua experiência com o hóquei. O caso fechou sem maiores contratempos e se desenrolou muito bem, no entanto, já deu para sentir falta de Diana na equipe do FBI, vocês não concordam?

White Collar 5x06 Peter

Enquanto Peter e Neal lidavam com seus próprios problemas e também com os russos, outros detalhes chamaram a atenção em Ice Breaker. Mozzie fingindo ser um agente do FBI dispensa comentários, June como sua secretária se saiu ótima. Rebecca não parece ter chegado apenas para alguns poucos episódios, deve se envolver com Neal e seguir por algum tempo na trama. A personagem tem muito a acrescentar na história, uma diversão a mais em Ice Breaker foi ver ela toda sem jeito contar a Neal que já havia sido presa. Hilário.

PS: Alguns detalhes técnicos também chamaram a atenção ao longo do episódio, principalmente nas transições de cenas, um exemplo está na foto principal desta review.

White Collar segue sua quinta temporada em ótimo ritmo, encantando com seus personagens, construindo histórias e casos contundentes e chamando a atenção em pequenos detalhes que deixam a série única. A quinta temporada já está com cheiro de renovação.

Glee – Puppet Master

Data/Hora 02/12/2013, 11:30. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Eu sei, estou muito atrasada com as reviews e quero em primeiro lugar me desculpar. Passei por alguns problemas pessoais, e depois do último episódio foi meio difícil mesmo de tomar coragem para assistir a série novamente. Mas a partir de hoje estou de volta, e para não dizer que não tentei, deixo antes da review do sétimo episódio da temporada um pequeno resumo do que perdemos nos últimos três episódios:

What we missed on Glee:

glee a katy or a gaga review 5x04

Em A Katy or A Gaga vimos mil e uma piadas sem graça (ressaltando aquela cena na qual ninguém foi sensível em relação ao transtorno alimentar da Marley). A série foi extremamente machista nesse caso. Todos lembramos o quão Sam e Artie eram envergonhados com seu corpo nas outras temporadas, e quando Jake brigou com Marley só porque ela não quis “ir para a cama” com ele, foi a gota d’água. Sinceramente, sabendo que Jake é um Puckerman, eu não esperava uma traição do tipo como aconteceu. Achei um tanto clichê. Em NY, a banda de Kurt tem tudo para se tornar um grande sucesso, e ver Rachel lidando com a perda de Glee não é nada fácil pra ninguém, principalmente pra quem assiste o seriado. O lado de Nova York sempre foi o favorito dos fãs . Ele sempre incluiu uma atmosfera mais feliz, onde os personagens não são tão mal escritos (com exceções).

glee the end of twerk review

Sem Santana, no 5º episódio da temporada, vemos algo com uma abordagem um pouco diferente. Pela primeira vez em muito tempo, consegui ver Unique e Marley terem destaque sem se tornarem pessoas extremamente irritantes. Apesar de todo o twerk (que é muito chato, combinemos), Sue arrasou mais uma vez e não tem como não a amar. O problema que fica claro durante o episódio é exatamente o problema que me causou náuseas durante toda a série: Ninguém tem o direito de sofrer, a não ser que essa pessoa seja uma mulher. Ryder pode ter sido molestado, mas e daí? Artie se sente inseguro, Sam tem problemas familiares, e… ? Will, é claro, o herói da história e eu prefiro não comentar sobre a cena qual ele sugeriu aquela música sobre estupro porque ele é maravilhoso cantando. If I Were A Boy encheu os meus olhos de lágrima, e pra mim, foi uma das encenações mais memoráveis de toda a série. Além do McKinley, Rachel decidiu ser um pouco rebelde e “cortou” o cabelo para surpreender seu diretor, o que além de dar muito certo, lhe deu coragem para fazer algumas loucuras ao lado de Kurt. Não preciso comentar que me emocionei com essa parte, preciso ?

glee movin out 5x06 review

Sem tripudiar, digo que Movin’ Out foi um episódio péssimo. Apesar de adorar Bram, o plot deles não foi bem resolvido e trabalhado, e no final das contas, não me fez tanta diferença assim. Porém, adorei assistir Artie ajudar Becky a perceber que a faculdade era uma opção. O afeto que Sue sente por ela é também algo que mexeu comigo – e sempre vai mexer. E por fim, temos de volta o triângulo amoroso mais chato da história: Marley, Jake e Ryder. Desapontante.

PS¹: Fingirei que não vi clima entre a Rachel e o Sam porque não acredito que Ryan Murphy seja tão ridículo ao ponto de fazer algo acontecer entre eles.

glee puppet master 5x07 review season 5 episode 7

Puppet Master pode ser considerado, sem ao menos hesitar, o episódio mais tedioso e chato de toda a temporada. Gosto muito do Blaine, mas sempre torço o nariz para episódios que o tenham como personagem principal. Ele é bom, mas não consegue manter a atenção de quem assiste por muito tempo.

Tudo começa quando Mr. Schue está ocupado e então Blaine assume a “liderança” do Glee Club temporariamente. Mas os seus companheiros de palco não ficam nada satisfeitos com as ideias que o cabelo de gel tem, o que o deixa extremamente chateado e faz com que ele saia da sala do coral fazendo bico e batendo os pés.

Enquanto isso, Kurt acha um lugar “ótimo” para a sua banda, Pamela Lansbury, estrear em grande estilo. Como vocês podem imaginar, Kurt quer falar sobre o quão maravilhoso vai ser quando ele e sua banda começarem a tocar covers da Madonna e Blaine só quer falar sobre o quão chato é quando as pessoas não seguem seus conselhos e blablabla. Kurt convida Blaine para o primeiro show Pamela Lansbury, e ele aceita, enquanto tenta entender porque todos acham que ele é um controlador.

No McKinley, Blaine não é o único a estar sofrendo de forma dramática. Depois que um homem do conselho estudantil convida Sue para sair “como amigos homens fazem” ela se sente mal, e conta para Becky que ela costumava usar saia, mas nessa época ninguém a respeitava. Depois de se render à uma música com Will em meio a muito gás alucinógeno, Unique ajuda a nova diretora da escola a ficar mais feminina. Ainda que lindíssima, ela leva um fora, o que me deixou bem nervosa porque ninguém pode dar uma bota em Sue. Ela é a Sue!

glee puppet master 5x07 revieww

Agora vamos a parte mais chata: O plot de Jake, Marley e Riley. Os dois últimos saíram uma vez, e o rapaz já acreditava que era amor verdadeiro e eterno. Marley diz que não é bem assim, mas nem por isso o drama vai terminar por aí. Jake está tentando ajudar as Cheerios com os seus movimentos, e enquanto isso, se envolve com todas, o que irrita a irritante Bree. A líder diz em determinado ponto do episódio que está grávida e eu morri de raiva. Ainda bem que era alarme falso. Não iria aguentar essa história de gravidez envolvendo Puckermans de novo.

Já que os amigos de carne e osso não lhe dão atenção, Blaine resolve fazer amigos fantoches e até faz um inspirado em seu noivo. E é para esse boneco que ele se desculpa e discute depois que perde a grande estreia de Pamela Lansbury. Quer dizer, grande, grande, não foi, mas o público de uma só pessoa rendeu para a banda um segundo show no Williamsburg Music Hall.

Como se tudo já não fosse extremamente ridículo e sem nexo, o final do episódio é ao som de What does the Fox say?

No geral, Puppet Master representou o que Glee tem sido de uns tempos para cá: Momentos realmente emocionantes, misturados com histórias questionáveis. Estes grandes momentos e personagens como Rachel, Santana, e Kurt, são o que me fazem assistir e esperar mais de Glee. Mas nada disso muda o fato de que estou ficando cada vez menos esperançosa enquanto vejo os episódios passando.

O que vocês acharam da temporada até aqui? Lembrando que na próxima semana teremos o especial de Natal e a série vai ter um hiatus novamente. Espero por vocês nos comentários, Gleeks!

Chicago Fire – Rhymes With Shout

Data/Hora 02/12/2013, 11:00. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

É incrível como Chicago Fire vem se superando a cada dia. Já falei aqui que o objetivo da série é muito mais do que mostrar os resgates realizados pela equipe de bombeiros do Batalhão 51. Se em alguns episódios vários resgates se mostraram importantes para o crescimento dos personagens, em Rhymes With Shout os roteiristas mostraram, definitivamente, que os dramas são os protagonistas da série. E ponto.

Se o episódio inteiro tivesse se passado fora dos turnos dos bombeiros, todas as tramas aconteceriam perfeitamente. Mas não sei até que ponto isso é vantajoso porque em episódios como esse, muitos dos resgates são inseridos apenas para a série continuar na temática dos bombeiros. Mas, enfim, em time que está ganhando não se mexe e a série vem conseguindo agradar um número cada vez maior de telespectadores. E, no fundo, é isso que importa para os produtores.

Rhymes With Shout foi um episódio repleto de surpresas. A começar com a retomada do plot de Cruz, lá da primeira temporada (episódio 1×10). Ao praticamente presenciarem o assassinato de uma garotinha, Cruz e Leon participam da investigação de um modo nada convencional. Com a equipe do Departamento de Polícia tomando a frente do incidente, o bombeiro e seu irmão se vêm assombrados por fantasmas de seu passado. Voight está de volta para atormentar ainda mais Cruz já que o primeiro sabe, de algum modo, que Cruz não salvou aquele membro da gangue de propósito e não vai deixar isso passar em branco.

Para ajudar na investigação, Leon precisa voltar para a gangue que pertencia e Voight usa o fardo que Cruz carrega para conseguir que o Leon seja uma peça-chave na investigação. Tudo isso com a ajuda de ninguém menos que a Detetive Erin Lindsay, interpretada pela poderosíssima Sofia Bush, a eterna Brooke Davis de One Tree Hill, e responsável por deixar os fãs do drama ainda mais ansiosos pela estreia de Chicago PD, em janeiro. Lindsay conseguiu convencer Leon de que esse era um mal necessário e, por isso, teremos mais Voight assombrando geral pelos próximos episódios. E o que dizer de Cruz surprendendo – mas nem tanto – ao pedir Zoya em casamento?

Outra surpresa ficou por conta de Mouch. A pinta de bom moço que ele deixou transparecer no dia da eleição do sindicato caiu por terra: o bombeiro sabe sim usar o golpe baixo como um dos artifícios para se conseguir o que quer. Para ajudar o Batalhão 51 sobreviver ao terror de McLeod, o bombeiro usou aquela informação sobre Sullivan para fazer com que o sindicato abrisse um inquérito contra a mulher. Abre o olho, mocreia!

Shay também teve sua cota de surpresas no episódio. Surpreendeu e foi surpreendida. Primeiro porque pediu transferência do 51. Eu não acreditava que o desenrolar de seu estresse pós-traumático chegaria a esse ponto. Com isso, Dawson ganhou um novo companheiro de trabalho, daqueles super inconvenientes e bem fraquinho quando comparado às atitudes profissionais de Shay. Dawson vai precisar agir antes que algo pior aconteça com com amiga e para que ela volte ao batalhão. Shay foi surpreendida por Devon – mas nós, não – que fez “a limpa” na casa da paramédica levando tudo o que tinha direito. Shay sã só de dá mal, Shay rebelde nem se conta…

Peter foi surpreendido por Isabela, que usava o rapaz para beneficiar sua carreira. Severide foi surpreendido pela meio-irmã que o comparou com Benny. Surpresas, surpresas e mais surpresas…

Chicago Fire 2x08 01

Mas a surpresa maior mesmo foi Casey e Dawson! FINALMENTE! FINALMENTE! FINALMENTE! Essa palavra define o casal! Depois de 31 episódios de enrolação, eis que temos Casey se declarando para Dawson e os dois se entregando loucamente à esse sentimento para acabar com essa lenga-lenga que ninguém aguentava mais. Aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! o/

Revolution – Everyone Says I Love You

Data/Hora 02/12/2013, 10:09. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Caaaaaaara, que episódio tenso! Sem dúvidas foi o melhor episódio da temporada. Parece que a coisa vai finalmente começar a esquentar – depois do hiato, digo.

Essa mania dos produtores de Revolution de levar a série em banho maria e aí fazer o melhor plot twist no episódio antes do hiato me irrita profundamente. Pô, se dá pra fazer um episódio incrivelmente fantástico como esse, por que, mon dieu, por que ficar cozinhando? Não faz sentido nenhum. Aí daqui a pouco a série é cancelada (pois é, segundo o pog, as chances são grandes de essa temporada ser a última) e não sabe a razão. Tsc, tsc.

Everyone Says I Love You foi um episódio extremamente emocionante, muito chorável (sim, chorei, chorei de verdade), com um roteiro incrível e A FUCKING AWESOME PLOT TWIST! Começando diferente, vou ter de falar sobre o Neville primeiro. Pois bem, o núcleo que estava todo desandado e despropositado finalmente teve um acontecimento. Ou melhor, o acontecimento. Velho, A JULIA APARECEU! Toda olhos verdes, poder e classe, como sempre. A caminho da Casa Branca para matar o presidente em nome de sua querida e falecida esposa, Tom se depara com um fantasma, que na verdade de fantasma não tem nada. A mocinha fugiu mesmo e se safou das bombas. Acabou se casando de novo, tendo na cabeça que Tom estava morto. Esse encontro foi decisivo: Neville muda de planos e se junta a Julia para “conseguir o que planejavam” antes de serem separados. Não, ela não joga tudo pro alto e volta pra ele na hora, mas arquitetam planos e planos. E ela diz: “Eu te amo.”

Indo para o núcleo Willoughby, todos procuram por Aaron. Lembram que, no último episódio, os Patriotas quase mataram a Cyn pra ver se ele conseguiria curá-la? Pois é, não é que ele conseguiu? E conseguiu apagar todos os patriotas que guardavam seu cativeiro e fugir com a esposa. E eis que chegou na escola de Willoughby e encontrou um garoto. Um garoto familiar. E então, depois que Cyn acorda, Aaron descobre que só ele vê o garoto – consequentemente, o menino é… TÃDÃ! A NANOTECH! É muito lindo o garoto falando com o Aaron como se este fosse Deus :3 Obviamente, fica explicado o controle do Aaron sobre a nanotech – apesar de não ser uma explicação muito boa, visto que as nanopartículas teriam de ter princípio inteligente para que a explicação fosse a ideal. Considerando que tivessem, dá pra engolir, depois de mastigar um pouquinho. Até porque foi fofo, haha. Mas o nosso querido geek manda o garoto ir embora, e ele vai. Ç.Ç

Charlie, Miles, Bass e Rachel estão à procura de Aaron. Uma vez que tomam ciência do paradeiro do amigo, correm para procurá-lo, e chegam junto com os patriotas, só pra termos uma lutinha básica. Miles, que está com o braço infectado, acaba caindo, e Rachel fica com ele, presa numa sala, tentando proteger seu amado dos patriotas que estão por vir. Daí temos um flashback muito bonitinho – apesar de o cabelo da Rachel estar um horror nele -, de quando o Miles termina com ela alegando não achar certo trair Ben. Daí, de volta do flashback, antes de apagar, o Miles diz pra Rachel que ela sempre foi a única (foi um “eu te amo”, vamos lá).

Revolution-2x09-4

Enquanto isso, Charlie e Bass – shipping very very hard -, separados de Miles e Rachel, também procuram. Bass faz menção de abandonar Charlie quando tem uma oportunidade, deixando-a revoltadíssima, mas depois volta, e ela fica com aquela cara de “Não creio que você voltou, seu lindo!” estilo Charlie. Qual é, pode-se dizer que a volta de Bass foi uma declaração de amor, não pode? Pode sim, que eu sei.

Revolution-s2ep09

Voltando a Aaron, ele sai da sala onde estava e aí, pimba! Encontra o Randall Dr. Horn e, quando ele atira em Cyn (que morre, só pra vocês saberem), Aaron chama o garotinho de volta e manda que ele mate todos os patriotas no prédio (Horn incluído). Daí, quando todos já estão carbonizados, o garoto pergunta: “por que você simplesmente não me pediu para trazê-la de volta?”. Só aí o Aaron gênio pede pra ele trazê-la de volta, mas o garoto se recusa, por ter sido mandado embora, e vai pra nunca mais voltar.

E aí o episódio acaba. Claro que Aaron ter carbonizado foi um ato de raiva, mas também de amor à Cyn. De qualquer jeito, a revolta foi tão maior que ele nem pensou em trazê-la de volta. Isso é triste, mostra que a raiva pode fazer com que esqueçamos do que nos é mais caro e importante. Moral da história: não deixais que a raiva tome conta de vossos corações.

Até depois do hiato, Revolucionários!

Dracula – The Devil’s Waltz

Data/Hora 01/12/2013, 21:54. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

O quinto episódio de Dracula veio com o título de The Devil’s Waltz (A Valsa do Diabo, na tradução) e então eu conclui que, se o diabo dança, essa valsa deve ser bastante entediante de se assistir. Porque… que episódio arrastado!

Basicamente, o capítulo se resumiu em acompanhar Renfield ser torturado pela Ordem – o que foi torturante, de verdade -, os arranjamentos para a festa de noivado da Mina – o que, convenhamos, era muito chato – e as experiências de Van Helsing para que Drácula possa sair ao Sol – o que é mais ou menos cansativo.

Mas vamos falar primeiro do Renfield. A situação em si, de vê-lo torturado, foi difícil de assistir, mas não porque era ruim. Na verdade, foi bonito ver o quanto ele é fiel a Drácula, algo que todos nós já imaginávamos. Mas, ali, tivemos a certeza de que, sim, ele morreria pelo vampiro. Ao mesmo tempo em que, pudemos perceber, em nenhum momento ele desacreditou que Drácula apareceria para salvá-lo; ele tinha certeza disso e sabia que deveria resistir apenas até o vampiro chegar. Drácula, por sua vez, também se mostrou bastante afetuoso com o amigo e quase perdeu a festa de noivado de Mina e Harker para resgatá-lo. Ainda pudemos saber como os dois se conheceram, em um trem. A história foi meio mal contada, superficial e clichê, mas assim é a relação do vilão rico/obscuro e seu fiel escudeiro negro, no século 19. Drácula é muito mais um anti-herói do que um vilão, propriamente dito. Mas não vou discutir mais isso. Eu não gosto, sei que é mais uma questão de gosto pessoal. A maioria dos espectadores da série se agrada com isso.

Dracula 1X5 02

Já a Mina teve um sonho “ousado” com Alexander Grayson, vulgo Drácula, e, na minha interpretação, ele invadiu os sonhos dela, tal como o vampiro fazia nos livros (inclusive com Lucy). A festa de noivado de Harker e Mina foi um tédio só. Vou resumir o “acontecimento”: alguém chamava Drácula para uma rodinha, ele apertava a mão, dizia “licença” (ou o nome da pessoa a quem fora apresentado, por exemplo, “Van Helsing”) e saía. E assim ele ia, de rodinha em rodinha. Dormi.

O ponto alto, no entanto, foi quando o TROUXA do Harker – ai, como esse homem me irrita – concedeu o que ele tinha de mais valioso ao Drácula, como agradecimento por ele disponibilizar sua casa para dar a festa. E, aí, fomos surpreendidos com o bobo do Harker oferecendo a primeira valsa com Mina ao Drácula. A burrice do Harker chega a ser forçada, porque é tão óbvio que Mina e o vampiro se querem. Mas, se o jornalista não tinha percebido tal fato até agora, na festa ele percebeu isso… E na frente de todo mundo! Não esperava que Mina e Drácula fossem ser tão indiscretos em frente à sociedade, mas, pelo menos, serviu para dar uma agitada na história (e na festa). Harker ficou bravo, mas não brigou. Lady Jayne e Lucy estavam arrasadas – ainda não consigo gostar da Lucy apaixonada por Mina, não acrescenta ao enredo. O mais legal da cena mesmo foi ver Drácula rasgando a garganta de Harker, quando ele interrompeu a valsa do protagonista com a namorada – infelizmente, não era verdade! Era apenas a consciência do vampiro (e a minha vontade).

Os testes de Van Helsing para fazer com que Drácula saia no sol estão progredindo e espero que, no próximo capítulo, finalmente vejamos o vampiro caminhando por aí à luz do dia. O vídeo promocional do próximo episódio sugeriu que ele irá, mas não dá para confiar nisso, já que esses comerciais costumam nos iludir bastante. Gostaria de mencionar uma cena em específico, em que Drácula informa ao Van Helsing que Renfield havia sido capturado, provavelmente pela Ordem, e, uma vez que Drácula afirma que o criado jamais o trairia, Van Helsing diz que está tudo bem, “deixa para lá” – enquanto Drácula está, visivelmente, abatido. Uma inversão de valores aí. Van Helsing é o grande badass de Dracula. Drácula é apenas um homem sofrido e cheios de mágoas. Vou ali chorar, “licença”.

Homeland – One Last Time

Data/Hora 30/11/2013, 22:41. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Finalmente Nicholas Brody está de volta à ação. É – praticamente – o segundo episódio no qual Damian Lewis realmente aparece e do qual participa integralmente. E em apenas uma hora, Homeland foi capaz de mostrar um personagem destruído, sem qualquer intenção de continuar vivendo, e posteriormente o soldado com uma nova missão. Mas não somente isso: também o homem com uma nova razão para viver. E Damian Lewis atuou lindamente neste episódio, que facilmente servirá coma sua Emmy Tape. Brilhante!

E apesar de algumas inconsistências, ainda por causa do começo de temporada fraco, One Last Time veio pra mostrar que a série ainda é capaz de encontrar o balanço entre a razão, as tramas bem elaboradas, e os momentos de pura emoção.

O episódio começa com nosso casal de protagonistas novamente representados paralelamente, assim como no episódio Tower of David: ambos acamados, mas em circunstâncias completamente diferentes. Carrie está de volta ao hospital – e, de certa, forma prisioneira da CIA – se recuperando do tiro bem colocado de Quinn. Enquanto isso, Brody luta com os sintomas torturantes da abstinência, depois de meses nos quais sua única companhia fora a heroína.

E, aparentemente, Saul sempre soube onde Brody esteve, já que para seu plano funcionar, a participação do ruivo se torna fundamental. As cartas estão todas em cima da mesa e Saul revela os detalhes do seu plano na íntegra: enviar Brody para o Irã, onde ele vai se reunir com o chefe da guarda revolucionária iraniana e assassiná-lo . Javadi, então, irá tomar seu lugar, se tornando dessa forma um dos homens mais poderosos e influentes do país. Assim os dois países poderão fazer o impensável: negociar a paz, ao invés de atacar um ao outro. Apesar de parecer emocionante, é difícil de acreditar que o plano utópico de Saul irá funcionar. Além da missão de Brody parecer (ser) suicida, algo soa muito errado ao se pensar em dar tanto poder a alguém como Javadi.

Como já dito, Brody é fundamental para o plano, mas o problema maior é que ele não quer ser envolvido mais nisso. Aliás, ele não quer ser envolvido em mais nada. E Damian Lewis simplesmente brilhou ao fazer todo mundo acreditar que Brody está apenas destruído (o ator parece até ter perdido peso). Durante vários momentos Brody pediu para ser morto, e nem mesmo Carrie, a princípio, teve algum efeito sobre ele. Pudemos ver – encenada perfeitamente por Lewis – a morte em vida do personagem, durante alguns minutos do episódio.

A primeira cena de Carrie e Brody, o reencontro, foi uma das minhas cenas favoritas do episódio. Mesmo estando a menos de um metro de distância um do outro, Carrie e Brody não podiam parecer mais distantes. Mas o mais interessante dessa cena, na verdade, foi que a questão de Brody não ser inocente foi finalmente trazida ao seriado. Tudo bem, ele não foi o autor do ataque a Langley. Mas Brody definitivamente não é inocente, como ele e o público preferem esquecer. Tom Walker e Abu Nazir foram trazidos, mesmo que brevemente, no discurso de Carrie sobre todas as coisas pelas quais Brody é responsável, todas as mortes que ele causou ou pelas coisas que impediu que acontecessem. Todos nós somos forçados, pela própria série, a rever nossos conceitos, e o que ficou claro é que Nicholas Brody está longe de ser inocente.

E Carrie sabe como manipular (sim, gente, ela manipulou) Brody de volta a ativa, ela sabe que a família (Dana, novamente) dele é seu ponto fraco. Carrie sabe o valor das informações que tem e contar a Brody que Dana mudou de nome e saiu de casa foi o suficiente pra fazer seu pai querer fazer a “coisa certa”. Isso gerou a melhor cena do episódio, entre Dana e Brody (sim, gente, Dana). Antes de seguir com sua missão, ele faz uma exigência: ver Dana e tentar se explicar com sua filha. Achei interessante essa cena, porque ela demonstrou perfeitamente a relação de Brody com sua família, uma relação na qual não existe reciprocidade. Sério, o que ele acreditava que fosse acontecer? Que tudo seria como antes (a série já mostrou que a relação dele com a família nunca foi a melhor, na única cena que foi aproveitável do plot com o namoradinho nessa temporada, na qual ela conta o adeus antes de seu pai ir pra guerra)? A necessidade de Brody de se desculpar foi egoísta, já que a vontade de ser um pai a essa altura só tem benefícios a ele mesmo. Os últimos dois episódios (Gerontion e A Red Wheelbarrow) foram ótimos, mas, quase sem dúvidas, essa cena foi a melhor escrita e bem atuada da temporada.

“Vejo você no outro lado” foram as últimas palavras de Carrie para Brody. E a sensação que ficou (ou que eu fiquei) desde o começo da temporada é que a série tenta se acostumar sem Brody. Com três episódios para o final da temporada, não se pode saber com certeza se Brody voltará ou morrerá como um herói. Mas espero que esses episódios finais mantenham a qualidade dos últimos, para que possamos ter um ótimo final de temporada.

– Gostei de como a história do amante-espião da Mira se resolveu.

– Carrie falando a Lockhart que não estava entendendo nada sob efeito dos analgésicos.

The Crazy Ones – Sixteen-Inch Softball

Data/Hora 30/11/2013, 11:00. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Sobre softbol e Nancy Cardigan.

Mais um episódio de The Crazy Ones, e desta vez vimos uma Lewis, Roberts & Roberts mais descontraída – se é que isso é possível! –, menos focada na campanha publicitária da vez e mais preocupada com o jogo-de-softbol-de-dezesseis-polegadas (ufa!) – também conhecido como “a irmã mais gorda do softbol”, seja lá o que isso signifique.

A perda da conta da “Motocicletas Pocket”, que aparentemente feriu várias crianças gordas por ter ignorado os limites de peso em suas motocicletas, gerou uma crise na agência e a urgência em demitir um dos funcionários. Aparentemente, a lógica na Lewis, Roberts & Roberts é essa: quando a agência conquista uma nova conta, contrata um novo funcionário; quando a perde, demite alguém. Mas… Como definir quem será a bola da vez? Em uma aposta, a ser decidida no jogo anual de softbol da agência, claro! Afinal, é lá que Simon e Gordon decidem todos os seus percalços profissionais – inclusive o terrível dilema dos mictórios mais altos (oi?).

“Por que privar as crianças magras? Elas não fizeram nada de errado!” – Simon

Isso só faz aumentar a tensão e a rivalidade já estabelecida entre os “Gordon’s Gorillas” – equipe dos “Comerciais”, liderada por Lewis (Brad Garrett está de volta, yay!) –, e os “Creative Birds” – equipe dos “Criativos”, liderada por Simon.

Simon – quem diria? – é uma lenda do esporte (!) e trunfo da equipe criativa desde que marcou cinco home runs e venceu sozinho o jogo há 10 anos. Para Gordon, claro, tudo não passou de um golpe de sorte: “Simon Roberts, you lucky son of a bitch.”

Simon e Zach se reúnem para traçar estratégias para o jogo, já que todos os “Criativos”, pouco a pouco, desistiram de participar por medo de provocar a própria demissão ou a de algum colega. Zach tenta convencer Simon a deixar sua “aposentadoria” no esporte, certo de que sua participação incentivaria a todos. “A equipe precisa acreditar que pode vencer”, certo?

E aí veio uma das poucas cenas deste episódio que me fizeram rir (e muito!): a comédia física absolutamente ridícula de Robin Williams e seu Simon, desprovido de qualquer resquício de coordenação motora, tentando apanhar as bolas que Zach arremessava em sua direção. Não, Simon não é uma lenda do softbol de dezesseis polegadas. Na verdade, nosso publicitário favorito estava completamente chapado quando marcou aqueles cinco home runs há uma década, em um jogo que aparentemente envolvia “30 mil mãos sem corpo, pinguins e pombos que viram abutres” … Oh, Simon …

“Não sou atlético. Nunca fui. Uma vez passei um dia inteiro enroscado numa corda de pular. Quando me encontraram, acharam que eu era suicida.” – Simon

Ele, então, faz um discurso para seus “Passarinhos Criativos” torcendo para que o seu “apoio moral” seja suficiente para incentivá-los a participar do jogo. Desnecessário dizer que deu tudo errado e Simon se viu obrigado – e literalmente carregado! – a se inscrever para a partida.

Zach corre em seu socorro, e vai treiná-lo em segredo. Aliás, esses dois formam uma dupla e tanto, não? Mas pobre Zach, com sua “dor na coluna, tornozelo torcido e maxilar duvidoso”, o que Simon precisava era de um milagre, não de um treinador.

“Você não tem flexibilidade, coordenação e não entende o que é o jogo em si.” – Zach

E agora, Zach? Ora, enquanto os “Criativos” acreditarem estar jogando na companhia de uma lenda – e não do Homem de Lata! – terão uma chance de ganhar o jogo e poupar seus empregos, certo? No pressure, Simon!

The Crazy Ones 2

Enquanto isso, eis que conhecemos a famosa – e infame! – Nancy Cardigan. Lembram dela? Pois é, a namorada iô-iô de Andrew deu as caras na série pela primeira vez para mexer com os brios – e sentimentos – da nossa Syd. E como mexeu!

Andrew e Syd estão em uma reunião para decidir os rumos da campanha do cereal “Rice Krispies” quando ela liga. E qual não é a surpresa de Syd ao ver Andrew confessar que Nancy a odeia, por causa daquele beijo, que tanto fez a nossa alegria. O problema é que Andrew contou para Nancy uma versão bastante, digamos, “editada” da história, onde foi Syd quem o agarrou e lhe tascou um beijo na boca.

“Tive que ser honesto, mesmo mentindo.” – Andrew

Ahã, tá bom, Andrew. Mas tudo é válido, afinal, o ciúme de Nancy fez o sexo muito melhor!

Diante disso, Syd passa a fazer de tudo para agradar Nancy e tirar tamanha má impressão. Por incrível que pareça, Syd quer ser sua amiga! (Impressão minha ou Syd a odiava quando a mencionou pela primeira vez? Aliás, todos a odiavam! Furinho no roteiro ou apenas uma tentativa desesperada – meio Monica Geller! – dela de agradar a todos?)

“Seu cabelo é tão perfeito que parece uma peruca!” – Sydney

Para começar, dá de presente para o casal um cupom de massagem num spa chiquérrimo de Chicago. Quando as coisas pareciam estar melhorando no relacionamento entre as duas, eis que chega o dia do famigerado jogo…

“Hey ho, let’s go!”

Simon é sabiamente deixado por último, com seu fiel escudeiro Zach oferecendo valioso apoio moral. Um a um, os “Criativos” vão cumprindo seu papel no jogo em momentos bastante divertidos. Lauren sem saber o que fazer depois de rebater a bola – “RUUUUUN!” – foi impagável, e o que dizer de Zach sensualizando loucamente com a adversária?

“Não costumo passar tanto tempo na 1ª base. Se você quiser, podemos ir para a 2ª ou a 3ª…” – Zach

Simon entra em campo ovacionado: “eu sou uma lenda.”

E não é que a estratégia de intimidação dá certo? Toda vez que Simon entra em campo, os “Comerciais” fazem corpo mole.

 “Obrigado, Jesus do baseball.” – Simon (mas… não era softbol?)

Quando decidem efetivamente jogar, por pressão dos próprios “Criativos”, que estão confiantes demais em seu taco, Simon confessa a Zach que gosta de ser uma lenda e não quer perder a sua fama. Egoísmo? Não, Simon, imagina!

“É a definição de egoísmo.” – Zach

“Como faço para que isso seja sobre mim sem ser egoísta?” – Simon

Tremendo de medo de rebater sua primeira bola e revelar para o mundo que é péssimo no esporte, Simon é salvo por sua coluna reumática. Sai de campo carregado por Gordon.

No intervalo do jogo, Nancy se aproxima de Syd para agradecê-la pelo presente e a convida para almoçar. Ri demais com a empolgação dela dizendo para Nancy que toparia comer QUALQUER coisa.

“Você viu?” – Sydney

“O que? A sua derrocada para a diabetes tipo 2?” – Andrew

Andrew, visivelmente desconfortável com a aproximação das duas mulheres de sua vida, fica possesso e as proíbe de se tornarem amigas, alegando que fica confuso pela “história de dois segundos” entre eles. Ahã, tá bom, Andrew.²

Mas a alegria de Syd com essa nova amizade dura muito pouco, já que na sua vez de jogar ela acerta Nancy no olho. Poxa, Syd! A moça, revoltadíssima, diz que ela é um monstro e revela para todos que ela correu atrás de seu namorado. É, a casa caiu. A melhor cena do episódio, sem dúvidas, foi ver a reação de todos – Zach e Lauren, estou falando com vocês! –, e Syd vestindo a carapuça da “destruidora de lares” para não desmascarar a mentira de Andrew.

“Se eu não posso tê-lo, nenhuma mulher pode.” – Syd

Meu Deus, como eles ainda podem insistir nessa ideia de que tudo não passou de um “momento de dois segundos”? A confissão de Andrew de que a amizade entre as duas o deixa confuso, e Syd protegendo a sua mentira foram um mimo para os fãs do casal. Já estou shippando Sydrew (ou seria Andney?) e espero ansiosamente pelo momento em que este arco será explorado como merece.

The Crazy Ones 3

Eis que depois de toda esta confusão, todas as atenções se voltam para o jogo novamente quando Simon volta ao campo completamente chapado após tomar um relaxante muscular injetável para aliviar a dor em suas costas. Em sua mente dopada, ele volta ao jogo, rebate a bola com extrema facilidade, a torcida enlouquece, a bola destrói o placar, e até Flizz – personagem fofo criado por Andrew para a campanha do “Rice Krispies” – faz uma aparição especial e lhe manda um beijinho, mas…

“Por que ele está correndo? Ele não acertou a bola.” – Syd

“Porque ele é uma lenda.” – Zach.

Tudo não passava de uma alucinação. #euri

Os “Criativos” perdem o jogo, claro, e quando Simon está quebrando a cabeça tentando decidir quem será demitido – “são como filhos para mim!” –, Gordon chega para salvar o dia e diz que o jogo não valeu porque Simon estava fora de si.

“Vamos decidir isso como profissionais!” – Lewis

… como só na Lewis, Roberts & Roberts: em uma corrida de mini-motocicletas!

Na minha opinião, esse episódio ficou um pouquinho abaixo dos apresentados até aqui. Confesso que não foi nem de longe meu episódio favorito, mas também não foi um desastre completo, teve seus bons momentos. Apesar de raros, os momentos que me fizeram dar risada fizeram valer o episódio.

Essa semana não tivemos episódio inédito de The Crazy Ones nos EUA em virtude do feriado de Thanksgiving, mas semana que vem estarei de volta com mais uma review. Até lá!

Person of Interest – The Devil´s Share

Data/Hora 30/11/2013, 10:08. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Johnny Cash e The Devil´s Share estavam predestinados a se encontrar. Hurt é a canção que retrata, neste momento de perda, o que vai na alma de Finch, Shaw, Reese e Fusco. Quatro minutos que valem o episódio.

 

 

 

Hurt pode ser também um hino à memória de Carter. E é essa memória, que move o presente dos personagens, que vai impulsionar seu modo de agir. Mas essa ação vem eivada por marcas deixadas por um passado recente. E cada um, por sua vez, irá viver o conflito de, no presente, desejar agir como o faziam ou corrigir o que fizeram de errado, mas já não poder, porque, na sua convivência, eles foram modificados. E são os flashbacks que vão nos contar, como espelhos invertidos pelo qual se olha o presente, sobre como sentimentos e comportamentos construíram essas pessoas que agora tem que lidar com um misto de perda e culpa.

Finch, mesmo alertado por Nathan, ignorou a insistência com que a Máquina apontava a existência de efeitos colaterais: pessoas comuns que corriam perigo, mesmo não sendo uma ameaça terrorista. Uma atitude que fez com perdesse seu melhor amigo. No fundo ele se pergunta se a história não esta se repetindo, se ele não cometeu o mesmo erro novamente. E o peso da tragédia que pode se repetir cai sobre ele de forma devastadora. Finch deixa exalar por todos os poros a tensão e a ansiedade da qual é vítima.

A convivência com Reese, Finch, Fusco, Carter e Root podem ter afetado Shaw, ainda que seja somente para que ela consiga um avanço em direção à percepção emocional do outro. Entre deixar de  matar e somente imobilizar, convenhamos que, para ela, já é um grande passo. Mas, talvez a objetividade com que ela olha o mundo, despida de sentimentos paralisantes, neste momento, seja a salvação de Reese. A perfeição técnica, citada no flashback, no presente, atende por um nome: Root. E cabe a Shaw fazer com que Finch tenha a coragem de fazer aquilo que em 2010 ele não pode fazer: abrir mão da segurança e se arriscar ouvindo o que a Máquina, insistentemente, mais uma vez, teima em lhe dizer.

Somente quando chegamos a Reese, é que a motivação que o sustentava no passado parece que vai fluir no presente. Se, para ele, os fins justificavam os meios, neste momento continuarão a fazê-lo. Por isso, nas mãos de Reese, não se tratava de dar uma opção a Alonzo Quinn. A sentença já havia sido determinada. Mas, por um instante ele parece hesitar, quando Finch tenta impedi-lo de atirar em Quinn. Neste momento, Finch sabe que se Reese fizer o que deseja, estará perdido para sempre, assim como Nathan. E Finch não consegue se imaginar vivendo com mais esta perda. Mas a redenção de Reese, afinal, vem da bala que não estava no tambor quando ele puxa o gatilho.

E então, um endereço escrito em um papel caído no chão e pensamos que viria pelas mãos de Fusco o que Reese e Shaw tentaram fazer e Finch impedir. Mas, em Person of Interest, devemos tomar cuidado quando damos de cara com o óbvio. Jonathan Nolan nunca opta pelo caminho mais fácil. E…  será Fusco quem, finalmente, colocará em palavras, a metamorfose pela qual todos haviam passado desde que seus caminhos se cruzaram. Já não são mais os mesmos. São pessoas melhores. Não perfeitas. Simplesmente melhores. Um tributo a Carter. Um tributo a eles próprios.

Mas Person of Interest não doura a pílula. Assim como a vida, a série não se passa em um mundo colorido em tons pastel. A vingança vem na forma de justiça poética e também tem um nome: Elias.

A única que parece imune ao caos que se instalou ao seu redor é Root, talvez porque somente a ela foi dado conhecer uma parcela do que está por vir. Ou porque, se não conhece de fato, sua relação com a Máquina é tão simbiótica que não lhe importa saber o que acontecerá, mas apenas sentir o inevitável. Por isso é óbvio que ela iria voltar para a cela onde Finch a havia confinado. E diante da incompreensão desta simples verdade, representada pelo ato de Finch trancar novamente a porta, resta saber se ele continuará a atravessar  a ponte que Shaw o forçou a construir para chegar a Root.

New Girl – Thanksgiving III

Data/Hora 30/11/2013, 09:07. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Episódios temáticos costumam render boas histórias. E as tentativas de Jess de comemorar o Dia de Ação de Graças sempre deram errado para ela, mas certo para nós, espectadores. Desta vez, entretanto, a ideia de como celebrar a data foi de Nick, após uma provocação de Coach sobre o relacionamento com Jess aflorar demais o lado feminino dele. É até compreensível a bronca do treinador, afinal, todos conhecemos alguém que mudou após começar um namoro, mas o amado de Jess levou as observações de Coach muito a sério.

New Girl - T3E10 - Nick - pink pants - TS

Tudo bem. Usar a calça do pijama de Jess não ajudou muito em sua argumentação, assim como perceber que sua tolerância ao álcool caiu para míseros três copos de cerveja. E sonhar que estava penteando um cavalo o fez questionar ainda mais sua virilidade. Então, para provar que ainda era macho, no sentido primitivo da palavra, decidiu que todos iriam acampar e comer somente aquilo que pudessem colher ou caçar. Claro, conhecendo o senhor Miller, sabemos que apenas foram levadas 96 latinhas de cerveja – uma necessidade à sobrevivência. Schmidt e Coach mal chegam e já começam a competir sobre quem é o melhor, coincidentemente quando Cece se une ao grupo. A modelo, que levou um carregador de celular movido à energia solar, e Winston, por sua vez, têm uma rara e interessante aproximação ao revelarem suas dependências tecnológicas.

New Girl - T3E10 - woods - TS

Jess tenta animar a todos e apoiar o plano de Nick, por mais absurdo que pareça. E depois de uma leve elevação de testosterona em que os homens se empolgam para encontrar comida na floresta – isto é, até Schmidt perder seu chapéu de cowboy -, cada grupo segue para cumprir sua missão. Jess, Cece e Winston ficam encarregados de encontrar frutas comestíveis e, mesmo com o manual entregue por Miller, fica complicado distinguir o que pode alimentar do que pode matar. Com celulares a postos, eles encontram um mercadinho empoeirado e vão até ele fazer compras de itens que podem ser encontrados na natureza. Um belo plano, ao estilo Coiote tentando enganar o Papa-Léguas.

Enquanto isso, Nick Miller coloca seus instintos à prova de tudo e sai em busca de alimento para a janta. Provavelmente, o desejo de afirmar sua masculinidade confundiu seu raciocínio, porque pegar um peixe que foi encontrado morto em um lago suspeito não pareceria uma boa ideia para ninguém em sã consciência.

New Girl - T3E10 - nick fishing - TS

Quando todos se reúnem para dividir a pesca e as compras, Nick se sente traído ao descobrir que grande parte do jantar foi “colhida” em uma mercearia. Sim, porque Jess esfregou as frutas na terra para parecerem retiradas de arbustos, mas esqueceu de tirar as etiquetas que identificavam os produtos. Afastado, e para provar seu argumento, o barman vai cozinhar sua refeição. É claro que alguma coisa ainda vai dar errado, já sabemos, mas o que estava por vir foi… surpreendente. E não no bom sentido.

Sentindo-se culpada pela armação do mercadinho, Jess tenta convencer seu namorado de que sua ideia é boa, comendo (eca) o peixe que Nick pegou. Segundos depois, começa a ter alucinações e a dizer coisas que não fazem nenhum sentido, e olha que estamos falando de Jessica Day. Os delírios a levam a cair na armadilha que Nick fez supostamente para pegar um urso, o que permite ao machão em crise uma última prova de heroísmo: tirá-la dali e levá-la a um hospital.

O final foi fofo, com uma aconchegante cena de todos reunidos, um tirando sarro do outro, como a grande família que são. A identificação de Winston e Cece foi uma grata surpresa. Schmidt, com sua vaidade e espírito competitivo, proporcionou alguns bons momentos. Coach parece mais entrosado ao grupo (embora tenha sugerido tirar o Winston do loft no início do episódio). O que teve de bom foi que todos os personagens tiveram seus momentos A dinâmica Coach-Schmidt, Cece-Winston e Nick-Jess funcionou, não fossem os exageros do casal. Houve momentos de humor, mas não suficientes. Acontece que conhecemos o potencial de New Girl e sentimos falta da comédia em equilíbrio com as esquisitices individuais e coletivas dos personagens.

Semana que vem não haverá episódio inédito, e sim a reprise de All In, que abriu a terceira temporada.

Você gostou do terceiro Dia de Ação de Graças de Jess e seus amigos?

Até a próxima!

The Voice Brasil – Tira-Teima I

Data/Hora 29/11/2013, 01:34. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

A fase ao vivo começou nos mesmos moldes do The Voice UK, como antecipado pela ‘técnica’ titular, Gabriela Assmann. Serão dois programas ‘tira-teima’, e em cada um deles teremos 18 apresentações. Serão despedidas rápidas, e de 36 candidatos passaremos para 16 (avançam 12 pelo tira-teima e 4 pelo peguei).

A fórmula é a seguinte: os candidatos serão separados em grupos de 3. Ao contrário das batalhas, aqui cada um faz sua apresentação e canta uma música sozinho, e apenas um candidato avança. A votação é através do público, e o menos votado está fora. Entre os dois restantes, o técnico escolhe quem avança. Desses dois um pode ser salvo pelos técnicos adversários, que terão apenas um peguei cada. E não sei vocês, mas preferia que o peguei pudesse ser usado no momento da eliminação do público.

Enfim, tal qual ano passado, os votos são possíveis apenas durante o programa! As votações são abertas antes mesmo dos candidatos se apresentarem. Não aprendemos nada com a edição passada? Quando a Vênus platinada vai aprender a deixar o público ter tempo para votar? Falta de inteligência da emissora, até para ganhar dinheiro com o programa. Nessa fase ao vivo são necessários pelo menos dois programas semanais, ou que no mínimo se amplie o tempo de programa e deixe para dar os resultados na próxima semana.

Como se não bastasse, ainda tivemos a volta da Miá Mello, tomando um bom tempo de programa sem nenhuma necessidade! Miá, como apresentadora, é uma ótima atriz.

Dito isso, partimos de onde “paramos” na semana passada. E a situação dos times e de cada um dos 9 candidatos já foi ressaltada na última coluna. Portanto, vamos ao que de fato interessa.

O programa começou com Lulu montando seus dois trios. No primeiro tivemos Luana Camarah, Luciana Balby e Rully Anne; enquanto que no segundo tivemos Carina Menitto – salva por Lulu após ser mal eliminada por CL – Nando Motta e Pedro Lima.

Os demais só se apresentam na semana que vem, foram dispensados e vieram só fazer figuração. Um questão: porque não fazer igual ao UK, no qual num programa SÓ se apresentam candidatos de dois time e no outro só candidatos dos outros dois? Podia ser hoje só o Lulu e a CL, deixando CB e Daniel para semana que vem.

Bom, a primeira a se apresentar foi Luana, ao som de Sweet Child O’ Mine (Gun’s). Vou me abster de comentar o inglês. O que não me agradou foi o número. Luciana Balby veio ao som de Jorge Maravilha (Chico Buarque). Bom número, me agradou bastante, o melhor do trio. Por fim, tivemos Rully Anne cantando Elevador (Ana Carolina). Gostei, mas a voz dela mimetiza muito a da autora da melodia e isso me desagradou um pouco.

Pelas apresentações de hoje, talvez escolhesse Luciana, mas pelo histórico apostava em Rully Anne, até pelo aplauso do público. O chato é que o número de hoje não conta nada, porque a votação, aberta antes dos números começarem, se encerrou 1 minuto após o último número. Tempo para votar, cadê? A votação acabou salvando as que já eram favoritas do público, Luana Camarah e Rully Anne. Luciana, a melhor apresentação das 3 já foi eliminada.

Entre Luana e Rully, imaginei que a segunda ficaria, mas Lulu bizarramente escolheu Luana, a pior apresentação das três. E aí o peguei valeu e salvou bem a Rully, fortalecendo o quarteto final da Claudinha Leitte.

img_6037

Em relação ao segundo trio, palpitaria por Carina eliminada de cara, com Pedro saindo em seguida, pois imaginava Nando avançando por escolha do Lulu. Ocorre que as apresentações da noite podem não servir pro público, mas servem pros técnicos. E meu prognóstico se provou equivocado.

A primeira a cantar foi a bela Carina Menitto, usando bem sua beleza num lindo vestido e cantando Chain Fools (Aretha Franklin). Gostei da voz sussurada e do charme de Carina, mas achei que seria insuficiente para salvá-la na votação popular, porque a música não tem tanto apelo com o público. E foi exatamente o que aconteceu. A seguir veio Nando Motta com Dois Rios (Skank) em um número apenas ok. Por fim, vimos Pedro Lima cantando Michael Jackson (I Be There). Ele começou morno, até um pouco atrapalhado, mas depois foi buscar e soltou a voz, levantando os técnicos e o público.

Foi o suficiente para Lulu chorar ao final do número de Pedro, já deixando sua escolha estampada – até pelo número comum de Nando. A cereja do bolo foi que Lulu revelou que Nando era um dos seus favoritos e que ele teria futuro, mas acabou escolhendo Pedro Lima pela apresentação da noite. Mais, ainda jogou pro Nando que ele também escolheria Pedro – e o candidato concordou. Nando não foi salvo e é mais um eliminado.

Aí fomos para o time de CB, que separou apenas um trio e dispensou 6 candidatos para semana que vem. Hoje vimos Nenê Oliveira – que vinha na crescente após eliminar o Elias – Rodrigo Castellani e Raíza Rae, que foi a única candidata que eu esqueci de incluir na última coluna. Nenê iniciou o ao vivo do team Brown, ao som de Mutante (Rita Lee). E mesmo com toda a evolução que a candidata apresentou, foi eliminada pelo público. Raíza Rae , que veio ao som de O Vento (Jota Quest), até fez um bom número, mas achei que ficou abaixo da apresentação da Nenê. Apesar do público discordar, a sorte da candidata acabou na sequência. Ou seja, o vencedor do tira-teima foi Rodrigo, que disputou a vaga ao som de Maybe I’m Amazed (Paul Mccartney). E apesar de novamente o inglês ter desagradado um pouco, considero que de fato ele fez o melhor número dos 3 do Team Brown. Vitória merecida, ele canta muito.

O programa seguiu com os dois trios de Claudia Leitte. O primeiro deles foi composto por Júlia Tazzi, Bruna Goés e Sam, aclamado pelo público na rede social e na platéia do programa. O segundo foi formado por Guto, Khrystal, Maylssonn. E eu apostaria em Sam e Guto avançando.

Bruna começou contando Wake Me Up (Avicci). Gostei da versão, mas achei que ficou abaixo da apresentação da semana passada. A candidata depois revelou que estava rouca, e saiu eliminada pelo público, uma pena. O programa perde uma grande voz. Júlia veio arrasando com Puro Extâse (Barão Vermelho), querendo dificultar a escolha de CL. Sam fechou a apresentação do trio cantando Legião (Pais e Filhos), para mostrar que sabe cantar em português! O rapaz é bom, mas tem muita espuma em cima dele. Ele apenas mostrou que canta em português como se tivesse cantando em inglês, com trejeitos vocais e abrindo o ‘A’. Apesar disso, não duvidaria que Sam avançaria, e foi o que CL fez. Mas, levando em consideração apenas a apresentação de hoje, eu teria escolhido Júlia. E CL me assustou ao apertar seu botão para falar que queria ficar com Júlia. Achei que alguém tinha salvado a candidata. Mas não, e ela acabou eliminada.

Iniciamos o outro trio de CL com Guto Santanna, ao som de Não Vá Embora (Marisa Monte). Foi um bom número, melhor que os anteriores do participante, que demonstrou evolução. Aí veio Krystal cantando A Carne (Elza Soares). O número me agradou demais, gostei da ousadia da escolha da música. E fechando o tira-teima veio Maylssonn cantando música do técnico Lulu, Condição. Achei ousada a escolha, mas ele cantou em clima de pagode e não me agradou – e nem ao público, já que ele acabou eliminado de cara. Mas não pelo número de hoje, porque a votação foi encerrada assim que Maylssonn acabou o número. Sem comentários.

A platéia pediu Khrystal e CL ouviu a voz do povo! Realmente, ela foi a melhor dos 3 hoje. O engraçado foi Tiago Leifert querendo agitar o peguei e os técnicos fora do lugar cumprimentando Khrystal!

time_daniel-3355

Para fechar a primeira noite de tira-teimas, Daniel veio com o trio Ana Lonardi, Samya e Cecília Militão. Ana cantou Para Ver as Meninas (Paulinho da Viola). E cantou bem, mas errou feio, errou rude na escolha da música,que não tem apelo popular. Já Cecília veio com Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero, d’O Rappa) e comprovou que é uma das vozes mais fortes do time do Daniel. Ousada a escolha, que me lembrou Késsia Estácio cantando Me Deixa (O Rappa) na semi-final do ano passado. Samya se apresentou ao som de Quase Um Segundo (Cazuza), em uma ótima escolha da música. A candidata mostrou muita evolução, melhorou muito os trejeitos de inglês na música e o número foi muito bom. Só que não o suficiente para tirar Cecília. Acabou nem sendo salva pelo público, apesar de ter ido melhor que Ana Lonardi hoje.

Daniel foi inteligente e montou esse trio para seguir Cecília e foi exatamente o que aconteceu, sem suspense, sem delongas! Ana acabou eliminada. Se continuar usando sua astúcia, Daniel pode acabar conseguindo eliminar os fracos e ficar com um time para brigar de fato.

E o que vocês acharam do programa de hoje? Não vou nem comentar os números musicais dos técnicos, apesar de adorar os cantores convidados. Porque não usar mais o tempo para uma edição decente? Eu achei o programa desnecessariamente corrido e bagunçado. E a culpa é de que? De termos apenas um programa por semana! Vamos ver se melhora semana que vem.

*Aviso da moderação: comentários com ofensas ao reviewer ou aos outros leitores serão removidos*

« Textos mais antigos | Topo da Página | Textos mais novos »