TeleSéries
Dracula – Of Monsters and Men
10/12/2013, 12:22.
Gabriela Pagano
Reviews
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Depois de um começo de temporada morno, a segunda metade da série Dracula começou a pegar fogo – literalmente! Aliás, não foi apenas a série que quase ficou em chamas, como, também, o Drácula propriamente dito. Nesse episódio, o vampiro, tão bem interpretado pelo Jonathan Rhys Meyers, precisava sair à luz do dia a fim de manter seu disfarce como empresário americano frente à Ordem do Dragão. Apesar de todo o sofrimento, ele conseguiu.
Foi interessante ver como toda a história de sair à luz do dia se desenrolou. Começou com a Mina que, enquanto testava, escondida, alguns medicamentos na sala do Van Helsing, foi flagrada pelo mentor. Quando ele entrou na sala de surpresa, confesso que fiquei feliz, porque Mina está se transformando em uma dessas mocinhas irritantes, perfeitinhas e, sem dizer, extremamente intrometida. Mas notar que Van Helsing iria estourar o cérebro dela com um martelo, para proteger seu segredo, foi bastante assustador. Digo e repito: Van Helsing é muito pior que o Conde Drácula.
Já Drácula precisava provar para a Ordem que não é um vampiro. Para isso, ele teria que comparecer a uma reunião marcada ao meio dia. Diante da urgência, Van Helsing precisou aplicar uma nova técnica diretamente no personagem, sem usar cobaias previamente. O resultado disso foi que Drácula compareceu ao almoço sem saber exatamente quanto tempo teria, antes que ficasse em chamas, deixando Renfield – e, nós, pobres espectadores – aflitos! O disfarce, como era de se esperar, funcionou, mas Drácula começou a queimar (discretamente) ainda na reunião. Para se curar das queimaduras, ela precisou recorrer (se é que vocês me entendem) a uma velha conhecida, uma atriz que ele havia contratado previamente para enganar Harker…

Por essa, nem Harker, nem eu, esperávamos! Drácula não contratou o jornalista chato apenas para conseguir informações privilegiadas – até porque, quem consegue esse tipo de coisa, na verdade, é o próprio Renfield -, mas, acima de tudo, para manipulá-lo e, assim, conseguir o que deseja da Ordem. Mas agora que Harker sabe que seu patrão o enganou, o vampiro pode estar com os planos em perigo. Tudo isso aliado ao fato de que Mina também não se deu por convencida com a explicação de Van Helsing sobre os medicamentos que podem burlar a morte. O casal insosso pode, quem diria, vir a dar trabalho. Por outro lado, não sei se o bobo do Harker percebeu que quem havia contratado a atriz para se passar por contadora e fazer denúncias falsas foi Drácula. Do jeito que ele é lento, deve estar achando que o patrão foi enganado por tabela. Perco minhas esperanças na humanidade nessas horas. Melhor ser vampiro. Se bem que o Drácula anda tão bonzinho, que, ai, melhor ser Van Helsing. Enfim, prossigamos.
A Lucy, coitada, meteu os pés pelas mãos. Influenciada por Lady Jayne, que provavelmente quer seu caminho livre para conquistar o coração de Drácula, a loira acabou se declarando para Mina, que, assim como o noivo, é bastante lenta e ainda não tinha percebido que a amiga suspirava por ela. A amizade, nesse primeiro momento, acabou… mas não dá para saber como isso vai ficar. Para Lady Jayne, tenho uma má notícia: o coração de Drácula nunca vai bater por ela… nem com a ajuda das pesquisas do Van Helsing.

Fato é que, agora que Drácula pode passar mais tempo exposto ao sol, muita coisa deve mudar, tanto em relação a Ordem quanto à Mina. Ao que parece, a série – e apenas a série – vai realmente começar a pegar fogo. E ninguém chame os bombeiros do Chicago Fire, porque é agora que a coisa vai ficar boa! haha Por falar em pegar fogo, o casal é tão desinteressante que quase esqueci de comentar: Mina e Harker tiveram a primeira noite de amor (nem que o amor seja só por parte dele). Achei a Mina bem “para frente” para a época, mas, só para variar, foi uma cena sem graça… até Lady Jayne e Drácula se divertem mais.
O próximo incêndio, digo, episódio, só no dia 3 de janeiro de 2014. Até lá!
p.s.¹: na primeira cena do episódio, Drácula entra em um jardim com uma fonte, e sente o sol no rosto. O cenário era tão parecido com a casa da Lucy, no filme do Coppola, que fiquei tão chocada e quase não notei que o Drácula estava no sol! Prioridades…
p.s.²: e aquele efeito de visão do Drácula, de enxergar com zoom, lupa, seja lá o que for? Não sei se gostei ou não, mas é inesperado e diferente.
p.s.³: o Harker é tão bobo que, naquela cena do restaurante, em que ele estava com a Mina e o Drácula chegou, bastou o vampiro fazer um joguinho de baralho para ele, usando uma poesia barata com Rainha de Copas e blá blá blá, que ele já se derreteu. Depois, ele ainda quer falar da Mina encantada com os truques do garçom. Por favor, jornalista, você envergonha a classe.
Glee – Previously Unaired Christmas
10/12/2013, 11:18.
Júlia Berringer
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Como todos os episódios natalinos de Glee, esse foi memorável, mas não tão bom assim. Nessa época, Glee produz episódios cheios de drama leve, comédia, atos de bondade, e, claro, muitas músicas temáticas. Mas Previously Unaired Christmas foi simplesmente estranho. Desde seu ínicio, com Jane Lynch, até o final de Kurt, Rachel e Santana dentro de uma vitrine de loja. Como disse, estranho.
Tudo começa na sala do coral, quando Will conta para as “crianças” que o tema para o concurso anual de decoração de McKinley é “O verde é bom”. Sam pede a ajuda de todos para vencer, mas Tina simplesmente exige. Blaine começa a cantar, mas ninguém está de bom humor (o que para mim, foi muito engraçado). Mais tarde, Beiste chama o clube de Natal para a ordem e depois de saber que o presépio que Figgins montou foi desmontado, resolve fazer sua peça de Natal. Jake é escolhido para ser José, e Marley para ser a virgem Maria, o que não choca a Kitty em nenhum ponto.
Enquanto isso, Santana e Kurt trocam presentes e bebem gemada em Nova York. Nessa época, Kurt estava solteiro e Santana tinha acabado de terminar com Brittany, então eles vão passar o feriado juntos com Rachel, que está muito animada porque conseguiu um emprego de elfo no shopping para ela e Kurt, e agora, também para Santana.
No Midtown Shopping as crianças estão muito revoltadas porque o Papai Noel está demorando muito e quando ele aparece, ele está mais bêbado do que nunca. Confesso que essa cena foi uma das que mais me agradaram porque Santana estava arrasando como uma elfa não-comportada e Rachel realmente era a melhor elfa judia de todos os tempos.
Quando o Papai Noel some, um novo e sexy aparece para salvar a vida dos três elfos de shopping e acaba se convidando para o jantar de Natal, o que muito agrada Kurt. Depois de música, Alvin e Os Esquilos, muita, muita, muita bebida e beijos calientes, Rachel e Santana acordam de ressaca na manhã seguinte para encontrar a casa totalmente saqueada e Kurt (usando chifres) amarrado na cama.
No McKinley, Marley e o Glee Club inventaram um plano para fazer Kitty se achar digna o bastante para interpretar Maria, e isso acontece de um modo muito estranho – e talvez até um pouco racista. Unique seria a nova Maria, e o bebê Jesus estava usando uma fralda cheia de brilho e lantejoulas (o que eu achei muito estiloso e legal). Kitty fica horrorizada e se recusa a deixá-los destruir a mais bela história já contada e então diz que vai interpretar a virgem Maria na peça.
Apesar de terem ganhado a competição das árvores, Tina e Sam entregam o prêmio para Becky, que fica muito emocionada e topa interpretar o menino Jesus no espetáculo de Natal que o Glee Club está organizando.
No final de tudo, o episódio ainda tem algumas das qualidades de outras especiais, mas faltava um ingrediente importante: o espírito do feriado. Claro, havia neve, elfos cantando e árvores bonitas, mas não houve atos reais de bondade. O que aconteceu com as lágrimas que eu sempre derramava quando eles cantavam para as crianças? Ou quando eles tornavam os sonhos de alguém realidade? Parecia que todo mundo estava muito em seu próprio mundinho pra pensar nos outros.
E aqui vamos nós novamente com um hiato. Glee retorna dia 25 de fevereiro de 2014 em seu antigo-novo horário (terças-feiras, às 20 horas no horário americano). Tenho esperança de mais Nova York, mais Broadway e mais relações sólidas na 5B.
The Vampire Diaries – The Cell
10/12/2013, 10:17.
Mônica Castilho
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Episódio bom é aquele que a gente fica durante todos os minutos sem conseguir nem piscar direito e perguntando mentalmente: “O que vai acontecer agora? E agora? E agora?”. Bem, The Vampire Diaries foi assim esta semana.
Já tínhamos visto que Damon foi um vampiro da Augustine, uma sociedade que tortura vampiros com a desculpa de fazerem avanços na ciência, e neste episódio foi explorada mais essa história do período em que ele foi prisioneiro. De fato, o episódio foi uma questão de enfrentar traumas não somente para Damon como também para Stefan, que mesmo sob diferentes circunstâncias, também enfrentou memórias de um período de cativeiro.
Damon está de volta a Augustine, agora com Elena, que ironicamente foi capturada pela sociedade da qual seu pai era um dos membros e que também tem como integrante Aaron, seu até então aparentemente inocente colega de universidade. Ao ver o óbvio desejo de Elena para fugir do lugar, Damon vê-se obrigado a contar como o fez alguns anos antes com a ajuda de Enzo, outro prisioneiro, e acaba revelando que abandonou Enzo para a morte durante a fuga a fim de salvar a própria vida.

Levando em conta a primeira fuga de Damon, seriam necessários dois vampiros para tal ato, ou seja, Elena e ele. Além disso, se a história se repetisse, um dos dois morreria. Sem contar que é um tanto improvável que ainda levem vampiros para os jantares da Augustine após tal fuga, o que não daria o cenário necessário para a mesma. A esperança pareceu surgir apenas quando Aaron – ainda assustado por ter descoberto sobre os vampiros e a Augustine – encontrou Damon e Elena em suas celas, mas essa esperança também logo findou-se.
Wes plantara a semente do ódio contra os vampiros em Aaron por algum da espécie ter dizimado sua família, mas o garoto ainda estava num misto de dúvida e raiva. Por isso – numa atitude até compreensível – acusou Elena dos crimes, mas Damon não somente os assumiu para salvar a namorada como verdadeiramente confessou os assassinatos até para Elena, que horas antes não fazia nem ideia da existência de Augustine. O problema é que Damon mente e até manipula quando quer, e eu me pergunto o motivo de ele não ter feito isso no momento, para então salvar a si mesmo e a namorada. Está certo que ele quer ser sincero com Elena, mas ambos continuarem prisioneiros não é um preço muito interessante a se pagar por tal sinceridade.
Stefan seria uma boa alternativa para o resgate se ele soubesse da tal Augustine. E, como eu disse, também foi o dia de ele superar seus traumas referentes ao tempo em que ficou no preso no tal baú e se afogando sucessivamente, contando com a ajuda de Caroline e Katherine. Apesar de um tanto espalhafatoso, o jeito e o método de Caroline foram o que mais surtiu efeito para “curarem” Stefan, e para quem viu a garota desde o começo do seriado até agora, é uma surpresa ela estar se saindo tão bem na tarefa de ser a conselheira e cuidadora dos amigos. Katherine também foi importante para o processo. Ela, que está num misto de redenção com o fato de não dar importância mais para nada, aproveitou que conhece bem o vampiro para lhe falar umas verdades e fazê-lo tomar um pouco de vergonha na cara. Adiantou. Na verdade, adiantou até demais. Katherine não só curou o bofe como finalmente teve uma chance com ele.
Por fim, para piorar a situação e de volta à Augustine, Elena é levada para ser a cobaia da vez e descobre que ela e o namorado não são os únicos vampiros “afortunados” dali. E como se não bastasse descobrir a existência de outro vampiro, este tem um nome muito familiar: Enzo! Sim, o mesmo que Damon abandonou, segundo ele, para a morte. Agora imaginem quando Enzo estiver cara a cara com Damon novamente. Algo me diz que desta vez o vampiro não ajudará ninguém na fuga, por motivos óbvios, e que Elena finalmente terá um motivo real para chorar em sua estadia na Augustine.
P. S. [1]: Parece que a relação de Damon e Elena está realmente fadada a não ser tranquila e ter crises constantes. Antes mesmo do episódio de Augustine, Elena estava se identificando demais com Aaron, a proximidade de ambos era perceptível, e não era para menos: ambos são solitários, sofrem constantemente com a morte de pessoas próximas e se sentem até mesmo culpados por tudo. A confissão de que Damon matou justo a família de Aaron só complicou as coisas e não nos resta apenas esperar para como ficará a relação Delena, e sim se esta de fato continuará.
P. S. [2]: Fiquei mais surpresa com Stefan e Katherine do que se ele tivesse ficado com Caroline e, ao contrário do que eu mesma achava, acabou me agradando a ideia dos dois juntos. Espero que isso sirva de motivação para ele encontrar uma cura para a ex-vampira e não deixá-la simplesmente morrer.
P. S. [3]: Katherine é a primeira cujo diário não é tedioso.
The Blacklist – Anslo Garrick e Anslo Garrick – Conclusion
09/12/2013, 17:05.
Mariela Assmann
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Que episódios, senhoras e senhores. QUE EPISÓDIOS.
Eu assisti Anslo Garrick beeeem atrasada. E, no final das contas, isso foi uma coisa ótima. Não sei como eu esperaria uma semana inteira pra saber a conclusão da excelente história contada por Joe Carnahan, Jason George, Lukas Reiter e J. R. Orci (os dois primeiros responsáveis pela parte 1, os dois últimos pela parte 2). História essa completinha, já que teve de tudo: muita tensão, bastante suspense, ação pra dar e vender, descobertas, mortes, lágrimas. E sangue, muiiiiito sangue.
Logo de cara fiquei tensa. Afinal, segundo Ressler, Liz havia sido capturada. Mas tudo não passava de um engodo para atrair Red pro buraco do FBI. E o criminoso confirmou sua astúcia entregando o plano de Anslo assim que ouviu seu nome. Não deu outra: o ex-associado de Red logo invadiu o prédio secreto da agência em uma sequência de cenas de ação tensas e de tirar o fôlego.
Enquanto Cooper, Malik e Aram tentavam impedir que o exército de Garrick tomasse completamente o prédio e Ressler – com a perna destroçada, doeu em mim o tiro que ele tomou – e Red iniciavam uma improvável parceria, Liz discutia a relação com Tom. E foi o mimimi do marido (porque ele não morreu quando “teve oportunidade”, mesmo?) que acabou fazendo com que ela ficasse presa no elevador e funcionasse como elemento surpresa. Sim, senhoras e senhores. Anslo Garrick, em suas duas partes, funcionou perfeitamente como um bom filme de ação. Roteiro genial, boas tomadas, todos os clichês necessários para história ser surpreendente, enfim… vocês compreenderam.
Depois dos músculos se exercitarem, foi a vez do cérebro trabalhar. E outra dupla improvável surgiu – e se mostrou competente: Aram e Liz. Foi muito bacana ver os dois restabelecendo a comunicação do prédio com o FBI sorrateiramente. E como as coisas no andar de baixo estavam extremamente tensas e degringolavam a cada segundo, foi impossível não ficar roendo as unhas, na torcida para que a duplinha se desse bem.
Especialmente porque Ressler estava morrendo. E todos os esforços de Red para que isso não acontecesse pareciam infrutíferos. Confesso que achei bastante surpreendente Reddington ter trabalhado tanto para manter o agente vivo. Ele já havia dado provas de humanidade antes, mas elas ficavam meio que restritas “ao seu pessoal” e à Liz. O próprio Ressler ficou meio chocado com isso, especialmente por causa do evento que envolveu a traição de Garrick. Foi bacana saber que Ressler persegue pessoalmente Red à muitos anos, e de quebra descobrimos mais sobre o seu passado, já que a relação com a noiva foi para o ralo por causa da obsessão dele pelo criminoso (ficou meio Hardy e Carroll em The Following, mas vou deixar passar, já que toda relação agente/criminoso procurado no mundo das séries e do cinema é meio parecida). Além disso, ainda vimos mais do próprio Red, que fez um belíssimo discurso sobre o porquê de não querer morrer naquele momento, sobre suas vontades e seus anseios. Ouro puro.
E para nossa alegria, enquanto o (bom) sentimentalismo rolava frouxo no andar de baixo, Aram e Lizz conseguiram restabelecer a comunicação do prédio com o FBI. Quer dizer, Aram meio que acabou a missão sozinho, já que Liz foi capturada. Mas foi a parceria deles que salvou Dembe. E eu, que nunca pensei que torceria tanto pela sobrevivência do rapaz, quase dei pulinhos de alegria quando descobri que ele estava vivo. O mérito vai todo para a produção do seriado, que fez da morte de Zheng e da quase morte de Dembe uma cena linda. E até lembrei um cadinho de Star Trek Into Darkness (sacaram? Dois grandes amigos, um “vidro”, uma “morte”…). Foi de arrepiar.
Claro, Liz acabou tomando o lugar de refém de Dembe (aproveito para dizer que a única coisa que não curti nos episódios foi Anslo atendendo a ligação de Tom. Mas suspeito que pela cara do cretino do Tom, isso tenha um significado maior. Até mesmo pelos esforços que ele tem feito para afastar Lizzie do FBI), já que é beeeeem evidente a conexão de Red com ela. E é claro que a porta abriu, no final de contas, já que Reddington nunca deixaria a filha morrer – nem que pra isso tivesse que acabar de matar Ressler.
Depois disso, vimos mais ótimas cenas de ação na sequência, com direito à Liz dando choque nos bandidos e pulando de uma ambulância em movimento, enquanto Dembe corria atrás da mesma para encontrar o chefe/amigo. Isso tudo ao mesmo tempo que Cooper só não morria porque Ressler teve forças para disparar um último tiro. Mais alguém aí estava sem respirar há tempos quando a cena finalmente acabou?
E aí que o episódio de conclusão, que já estava na metade, trouxe uma surpresa. Anslo foi só o extrator de Red. Tudo indicava que ele queria se vingar pelo tiro no olho. Mas não (só isso)! Em uma reviravolta bastante surpreendente, descobrimos que ele só “deu uma carona” para o ex-chefe. E que, na verdade, a questão era muito mais profunda e envolvia, inclusive, a equipe que estava hospedada na casa ao lado da de Liz. Caramba!
E Liz, após o FBI cancelar a missão, passou para o lado negro da força e se juntou aos empregados de Red (que deu a dica para a garota antes de ser levado por Garrick), com a ajuda mais que bem vinda de Aram – os “nerds sempre salvam o dia! Quando todos os esforços se revelaram infrutíferos e o FBI descobriu que estava sendo vigiado de perto, a “missão Red” foi restabelecida. E no final das contas tudo deu certo.
Ops, não foi bem assim.
Depois que Red descobriu que na verdade era o personagem interpretado por Alan Alda o seu captor (não antes de ser torturado por Garrick e seu soro da hipersensibilidade), ficamos sabendo que o criminoso tem um acordo antigo com um grupo X, ainda não nos apresentado. Acordo antigo = da época de seu sumiço, correto? Acho que sim. O que comprova que Red deve ter abandonado a família apenas para protegê-la. Não sei qual o grande segredo que o criminoso carrega, mas é algo realmente grande. E sua morte pode, aparentemente, desencadear algo que eu não compreendi muito bem o que é. A única certeza que tenho é que Alan Alda voltará para o seriado. Afinal, um ator que venceu 6 Emmys não aparece para fazer uma pontinha e vai embora. Vem coisa muito boa por aí, disso eu tenho certeza.
E Anslo, que não pode matar Red por ordens do personagem – sem nome – de Alda, resolveu ameaçar Liz. Jogou errado, colega. E morreu. Já que o sorrateiro Reddington roubou uma tesourinha do bolso do médico que o colocou sentando. Rá! Perdeu, Anslo. E mais um integrante da lista negra se foi.
Assim como Red, que escapou antes que o FBI chegasse ao seu cativeiro. Apesar disso, a conclusão de Anslo Garrick serviu pra mostrar que Liz e cia também raciocinam, e conseguem resolver quebra-cabeças sem as dicas quentíssimas de Red. E depois do hiato, a lista negra passa a ter apenas um nome: Raymond “Red” Reddington. Mas não acredito que isso dure muitos episódios (assim não acredito que Liz se mudará com o marido e que o bobão do Ressler volte para a ex-noiva – AI MEU SHIP), já que a ligação de Red para Liz é um sinal de que ele pretende retornar em breve.
E por falar em ligação, COMO ASSIM RED NEGOU SER O PAI DE LIZ? Fiquei chateada quando ela questionou a ele sobre sua paternidade e ele negou. Ele está mentindo, é evidente. Resta-nos descobrir o porquê. Aposto que tem a ver com o tal grupo misterioso que acompanha os passos de todo mundo e tem esse acordo bombástico com Red. E acho que a segunda parte da temporada de The Blacklist será também sobre isso.
Antes de me despedir definitivamente, preciso dizer que fico muito feliz por The Blacklist ter sido renovada e, especialmente, por ter mantido nesses 10 primeiros episódios todos os elementos que nos cativaram no piloto. O efeito The Following não ocorreu, e a trama não ficou arrastada. Pelo contrário, todos os episódios trazem novos elementos, todos de qualidade.
Episódio novo agora só em 13 de janeiro. Espero que descubramos logo no alvorecer de 2014 quem é o grupo misterioso, qual o grande segredo de Red. E, especialmente, quem é – o ordinário do – Tom. Até lá.
P.S.1: palmas para Ritchie Coster, que foi muito bem interpretando Anslo Garrick.
P.S.2: espero que Meera Malik seja mais utilizada na sequência da temporada. o personagem tem potencial.
Grimm – El Cucuy
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“Dorme, dorme, criança, ou o bicho-papão virá te pegar.”
Cuidado com a Cuca, que a Cuca te pega. É exatamente nesse ritmo que o enredo de El Cucuy se desenrola em Grimm. O wesen que é apresentado no episódio, descrito como um bicho-papão, vem do folclore hispânico e português e também é chamado de Coco, Cuco, Coca ou Cuca. Com certeza, El Cucuy, foi um dos wesens mais divertidos e interessantes apresentados até agora. Além de aparentar uma inofensiva velhinha de 77 anos que vira um monstro, o El Cucuy tem como alvo bandidos e criminosos.
Nick e Hank desvendaram o mistério sobre as mortes brutais que estavam ocorrendo em Portland, mas não puderam fazer muito além disso. Como explicar que o responsável era o “bicho-papão”? Ou pior, uma velhinha que parece extremamente indefesa? As crianças de Portland não dormiriam mais tranquilas depois dessa, mas também seriam mais obedientes, sem dúvida. Quem nunca ouviu dos pais que se não comportasse direitinho, o bicho-papão ou a cuca ia aparecer pra te pegar?
Paralelo ao bicho-papão, a crise de ciúmes de Juliette incrivelmente não se desenrolou no ritmo sem graça que normalmente envolve a personagem. A partir do e-mail misterioso, Nick aproveitou para contar para a namorada que sua mãe na realidade está viva. A cena foi uma ótima forma de ajudar o público que acompanha a série a relembrar dos acontecimentos na época em que Juliette estava em coma e a mãe de Nick apareceu em Portland, viva e assustando todo mundo.
O mais interessante é que Juliette até achou uma forma de ajudar Nick a encontrar a mãe e está se tornando mais uma peça no time do Grimm para enfrentar todos os inimigos que não param de chegar em Portland e na sua vida. Além disso, Juliette, como veterinária, ainda ajudou a identificar as marcas das mordidas das vítimas do bicho-papão. Quem diria, Juliette se tornando cada vez mais útil na série. Até pesquisa no trailer da tia Marie ela já fez.
El Cucuy ganhou muitos pontos como episódio por manter o mistério de quem era o bicho-papão por um longo tempo. A velhinha esteve presente em várias cenas, mas demorou até que fosse mostrado que ela era o verdadeiro monstro que pegava os bandidos ou “meninos maus.” Essa forma em que se desenrolou o roteiro ajudou a criar um clima de mistério no episódio.
Quem explicou a lenda do El Cucuy foi uma velha conhecida personagem da série. Pilar já havia aparecido em outros episódios de Grimm e teve papel importante na reabilitação de Juliette depois de sua perda de memória. A mitologia e as crendices populares ganharam vez em El Cucuy e mostraram riqueza cultural na série. Grimm segue mantendo um ótimo nível, e o cheiro de quarta temporada está pairando no ar.
The Walking Dead – Too Far Gone
09/12/2013, 10:08.
Felipe Ameno
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A batalha que estávamos esperando desde quando conhecemos o prepotente Governador e a sua próspera Woodbury, lá no início da terceira temporada, finalmente aconteceu. Too Far Gone foi emocionante, tenso e com a presença de todos aqueles elementos pelos quais nós nos apaixonamos por The Walking Dead. Mas se avaliarmos única e exclusivamente esse episódio, já que essa primeira metade da temporada deixou muito a desejar.
Liderança, o poder da palavra e mitomania.
O cara não recebeu o título de Governador à toa! Com um espirito de liderança nato, ele consegue mobilizar a todos em sua volta. E com o grupo nas mãos, ele pinta, borda e os envolve nas mais absurdas mentiras. No fundo acho que ele realmente acredita que as histórias que inventou são verdadeiras. Afinal de contas, isso é uma doença, a mitomania.
Na verdade o Governador nunca bateu muito bem da cabeça. Sua gestão pelos grupos que passou sempre foi excelente, mas algumas atitudes contraditórias. Quando Michonne finalizou sua filha e Woodbury foi invadida, ele chegou ao auge da perturbação. Ficou sumido por um tempo e ao retornar estava completamente diferente. Por um momento, curto eu confesso, pensei que ele fosse mudar, mas logo o nosso querido, velho e perturbado Governador estava de volta. Um personagem complexo e muito bem defendido por David Morrissey. Vai fazer falta.
Prisão
Se entende o que é ter uma filha, como pode ameaçar a matar as filhas dos outros?
Porque elas não são minhas…
Completamente obcecado pela prisão, Governador sequestra Michonne e Hershel, para os utilizar como moeda de troca. E depois de uma palestra motivacional (que deixou as de muitas empresas no chinelo), o grupo começa a se organizar para invasão. Lilly e Meghan ficam no acampamento, que está instalado próximo de um rio, já que os walkers não sabem nadar.
Já a galera da prisão – nem imaginando o perigo iminente – segue sua vida. Glenn sonhando com férias na companhia de Maggie, Rick finalmente fala pra Daryl que expulsou Carol e eles seguem para contar a Tyreese. Quando o encontram, eles se deparam com um objeto estranho (confesso a vocês que não consegui identificar o que era), mas nem tem muito tempo para conversar, já que são surpreendidos com uma explosão.
Batalha
Apesar de todo seu esforço para tentar evitar um confronto, Rick acaba cedendo ao Governador (temendo a vida de Hershel e Michonnne) Contudo, também não quer abri mão de seu “lar”. Por isso, paralelo a negociação, o grupo da prisão se prepara para o embate. Como não estava para brincadeiras e nem um pouco disposto a negociar, o Governador saca a espada e acaba com a vida de Hershel, começando assim a guerra.
Depois disso aconteceu tanta coisa junto que fica difícil falar de tudo. Então vou falar das três coisas que me chamaram mais atenção – e acredito que de vocês também: Daryl quase foi mordido, Lizzie matou friamente Alisha a queima roupa (Carol ensinou essa galera direitinho), o embate entre Governador x Rick e o clímax com a morte do primeiro.
Especulando sobre o futuro…
Esse mid-season finale deixou muitas questões em aberto e vou compartilhar com vocês o que acho que aconteceu/vai acontecer:
– Acho que a Carol estava acompanhando o grupo de longe e quando viu a invasão e que Judith estava em perigo, salvou o bebezinho. Seria uma ótima forma de trazê-la de volta.
– Finalmente Rick e Carl vão ter o seu momento pai e filho. Acho que agora eles vão estreitar ainda mais seus laços e Rick vai enfim se convencer que seu filho não é mais uma criança.
– Depois de um acampamento, algumas casas, fazenda e uma prisão, onde será que o nosso grupo vai se instalar? No tal do Santuário, que foi mencionado na mensagem que Daryl, Tyreese, Michonne e Bob ouviram no carro a caminho da faculdade de veterinária?
E vocês, que acham? Esqueci de alguma coisa? Comentem e compartilhem suas teorias nos comentários!
Balanço da Temporada
Como disse no início do texto, esse episódio foi muito bom, mas achei ele completamente desconectado dessa metade temporada como um todo. Metade de temporada essa que foi segmentada em várias histórias que pouco conversavam entre si: a doença na prisão, a expulsão da Carol, a volta do Governador e a batalha. Faltou liga, conexão.
Não sei se a estratégia de mostrar as histórias em blocos foi a melhor, eu preferia ter visto tudo misturado. Assim você não teria episódios muito arrastados e outros muito tensos, criaria um equilíbrio e na média ficaria bom (olha meu lado estatístico falando mais alto). Sem contar que daria tempo para mostrar coisas que realmente importam.
A expulsão da Carol, por exemplo, foi pouquíssimo explorada. Queria ter visto a reação da galera e principalmente do “conselho” sobre a decisão do Rick. A doença também ficou sem definição. Claro que eles não têm tecnologia suficiente para encontra a cura, mas foi um plot que começou promissor e agora vai ficar meio esquecido. Só serviu para matarmos a saudade do Greg (Todo Mundo Odeia o Chris). Depois dos acontecimentos de Too Far Gone vocês acham que alguém vai pensar nisso, com coisas muito mais importantes para pensar? Acho difícil…
Agora falando especificamente do oitavo episódio, onde foi tudo muito rápido e nem tive tempo de ficar triste com as mortes de Hershel e Meghan ou saborear a morte do Governador. Não curti que ele foi finalizado por Lilly, queria que a Michonne tivesse dado o golpe de misericórdia.
Enfim, vejo muita gente reclamando da série, mas a audiência é inversamente proporcional e cresce a cada semana. Mas mesmo com todos os “problemas”, teremos um longo verão pela frente e fevereiro nunca pareceu tão distante. Ainda tenho fé que The Walking Dead vai encontra o seu eixo de novo. Até a volta!
Considerações Finais:
– Impressão minha ou a Sasha estava jogando todo o seu charme moribundo pra cima do Bob?
– Gostei da Tara e da Lilly. Tomara que elas sejam incorporadas ao grupo.
– Depois de um tempo sumida, Beth finalmente apareceu!
– TWD Tecnicamente é uma das séries mais bem feitas da atualidade. Elenco, direção, produção, trilha sonora, tudo muito bom.
– Queria pedir desculpas pela demora no texto, tive uma semana complicada. Na volta do hiato, pretendo voltar a subir os textos no dia seguinte à exibição do episódio.
– Deixo um agradecimento especial a Mariela, por ter confiado no meu texto; ao Toledando, pela ajuda nessas últimas semanas; e aos que sempre comentam e fazem as reviews de The Walking Dead bombarem. Muito Obrigado!
Modern Family – The Big Game
09/12/2013, 09:47.
Maísa França
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A quinta temporada de Modern Family ainda está tentando se encontrar. Longe de ser o melhor ano da série, a fórmula da comédia mudou um pouco e agora está sendo testada personagem a personagem para captar a essência de cada um, já que houve muitas mudanças em cada um deles. O nono episódio da temporada veio explorar um pouco mais dos personagens e mostrar que, as vezes, um dia que começa ruim pode terminar muito bem.
A relação de Jay e Claire vem sendo explorada pouco a pouco a cada episódio. Claire sempre se mostrou uma pessoa muito independente e, no trabalho com o pai, não poderia ser diferente. O fato dela trabalhar com Jay não significa que ela queira ser “a filha do chefe”. Pelo contrário, como mostrado em episódios passados, ela faz de tudo para se virar sem o pai no trabalho. Mas Jay, quando nota isso, consegue fazer com que a filha caia nas próprias armadilhas, mostrando que, apesar de tudo, a conhece como ninguém.
Enquanto Claire tenta provar sua independência, Cam precisa provar, pra si mesmo e para o resto da escola, que é um bom técnico. O lado treinador do personagem mostra o quão másculo ele pode se tornar em algumas situações e isso é sempre um motivo de alegria para quem está do outro lado da tela. Manny foi o responsável por fazer com que o time da escola saísse vitorioso e pudemos ver um pouco mais de perto esse lado atleta do personagem e essa outra abordagem que estão dando a ele. Com a vitória, Manny agora é o herói do time e se isso for explorado, pode se tornar algo bem legal de se ver.
Mitchell, por sua vez, precisa pedir demissão do escritório, mas está sempre arrumando uma desculpa para isso. Aqui podemos perceber o quão diferente ele é da irmã. Mitchell quase sempre precisa de um empurrãozinho para conseguir alguma coisa. Enquanto Claire é destemida e capaz de enfrentar qualquer obstáculo com bravura.
O plot das irmãs Dunphy foi mais do mesmo e o de Luke, um pouco forçado. Mas se essas crianças foram pouco exploradas no episódio, Lily se saiu muito bem em sua relação com Gloria. Os plots com a garotinha são sempre hilários de se ver e, dessa vez, não poderia ser diferente. Lily começa a despertar sentimentos pelos garotos da escola e Gloria tenta aconselhar a neta nas “técnicas de sedução”. A garota coloca em prática as dicas recebidas mas elas não saem como o esperado e acabam por assustar tanto o colega de turma quanto a própria professora.
Mas quem roubou a cena no episódio foi Phil. Ty Burrel mostra, mais uma vez, o motivo de todas as suas indicações ao Emmy. O personagem foi o responsável por grande parte das cenas mais engraçadas do episódio, fazendo de tudo para conseguir fechar a compra de uma casa para não terminar o mês sem nenhuma venda. O melhor do personagem é esse sentimento que ele tem de não desistir das coisas e pensar que tudo vai acabar bem. Phil é um eterno batalhador e isso sempre será o trunfo do personagem.
How I Met Your Mother – The Rehearsal Dinner
08/12/2013, 11:20.
João Freitas
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Contar histórias, sejam elas verdadeiras ou não, sempre foi um grande ponto forte de Barney e de How I Met Your Mother. Começar um episódio com ele algemado foi um tanto quanto ousado, mas não 100% original. Ainda lembro de uma das mais ilustres participações femininas que a série já teve, a de Jennifer Lopez, cujo episódio começava da mesma maneira. Mas mesmo com um histórico tão grande de histórias “lendárias”, mergulhamos na explicação de como Barney e Robin foram parar na segurança de um prédio para jogar Laser Tag.
Tudo começou quando…
No bar, Robin revela que gostaria de ter seu casamento realizado no seu país de origem, o Canadá. Vejam bem, para os americanos os canadenses são tão motivo de piada como os portugueses são para nós brasileiros. Tendo isso em mente, não há como não rir junto do verdadeiro bullying que é sofrido por Robin. Aquele momento poderia ser esquecido por Barney, assim como a vontade de Robin, mas ele não foi.
Durante todo o episódio, vemos um Barney extremamente irritante com toda aquela coisa de Laser Tag. Cheguei a imaginar, em alguns instantes, que devido a toda insistência, algo estaria mesmo sendo preparado por ele. No entanto, sempre esquecemos que quando as coisas são planejadas por Barney, nem mesmo uma orquestra de instrumentos azuis é o bastante. Ele quer mais, ele quer que tudo alcance o máximo.
Mais uma vez ele prova que o antigo Barney continua vivo. Prova que o amor dele por Robin – o qual muitos associam à monotonia dos últimos anos da série – não tirou seu brilho. Pelo contrário, essa chance mostrou um lado a mais do personagem. É gostoso assistir a todas aquelas maluquices com um propósito maior do que pegar garotas no bar.
Barney fez em todo o episódio o que ele faz de melhor. Irritou todos ao seu redor, acreditou nas próprias mentiras que contava e tudo somente por um propósito. Além do fato de ter algum parafuso a menos na cabeça, ele queria apenas fazer a vontade de sua futura esposa. Não houve espaço para mais ninguém, porque tudo parecia pequeno perto da surpresa que foi preparada. É coisa de casal em série de humor – parece não funcionar, mas funciona genialmente. Seja com a música cantada por Alan Thicke, pela performance de James ou pelo lindo tombo de Ted no gelo. Você dá gargalhada e a felicidade de Robin é o “algo a mais” para quem torce pelo casal. O jantar de ensaio foi um sucesso, e nem mesmo a Mãe vai fazer o jantar verdadeiro ser tão brilhante como este foi para Robin.
PS: Para os mais desatentos, prestem atenção quando Ted diz que as piadas sobre o Canadá não estavam nem perto do fim. Ele realmente estava falando sério. Ao fundo, durante os flashbacks, vemos um casal noivar, o filho deles se formar e até mesmo eles velhos, enquanto as piadas continuam. São detalhes que às vezes passam despercebidos, mas que quando notados, fazem toda a diferença.
Elementary – Tremors
08/12/2013, 10:13.
Gabriela Pagano
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São 2h43 da madrugada de sexta para sábado e eu estou num dilema existencial gigantesco, sem poder recorrer a quaisquer amigos (que ou estão na balada, ou estão dormindo). Elementary, aquela série que, semanalmente, faço questão de repetir que é genial e, também, quase religiosamente, avalio com a nota máxima (5.0), se torna melhor e melhor a cada episódio. Eis que me pergunto: será ruim dar nota máxima a todos os capítulos? Mas se o próximo é melhor do que o atual, não estaria sendo injusta e incorreta? Desculpa, mas não sei responder. Então, vou ficar com a “nota cinco” mesmo. E prossigamos.
O décimo episódio da segunda temporada da série parecia Sleepy Hollow meets The Good Wife. Primeiro, porque a história começou com um homem invadindo a NYPD e dizendo que era um cavaleiro, que havia matado sua rainha. Oi? Mas, ao contrário de Ichabod Crane, o protagonista de Sleepy Hollow da Fox, esse homem era mesmo esquizofrênico. Em seguida, soubemos que aquilo a que assistíamos era, na verdade, um flashback, mostrado através da perspectiva de Sherlock Holmes, que narrava os acontecimentos na corte – ou mais ou menos isso. Ele estava sendo julgado porque um policial havia sido ferido por culpa dele. E era toda a informação que tínhamos até então.
Durante seu depoimento, Holmes tratou de dar detalhes sobre um caso em que ele e Watson trabalharam. Acho que, no fundo, aquilo tudo não tinha relevância para o julgamento e servia apenas para que um enredo fosse contado ao espectador. Contar uma história audiovisual a partir do depoimento ouvido em um julgamento não é uma técnica exatamente nova, mas, tirando as séries jurídicas, não é sempre usada. Imagino que porque, na maioria das vezes, seja difícil se concentrar e acompanhar um episódio assim. Mas como os roteiristas de Elementary são… sim… geniais… claro que funcionou super bem!

Basicamente, a namorada do paciente esquizofrênico foi assassinada e ele se declarava culpado. A moça, no entanto, fazia um tratamento agressivo contra um câncer e precisou recorrer a uma firma de seguros para pagar a medicação – aí, tínhamos outros dois suspeitos em potencial: o médico e o homem do seguro.
Se, em um primeiro momento, todos tinham certeza que a culpa era do funcionário da seguradora, depois, descobrimos que o assassino mesmo era o médico, que queria abafar os efeitos colaterais do tratamento que aplicava na vítima. Ele, então, se utilizou das deficiências mentais do namorado dela para fazê-lo pensar que o culpado era, na verdade, ele.
Mas lembra do cara do seguro? Pois bem, ele não apareceria na história por nada. Só nos dez minutos finais do episódio soubemos o que aconteceu de verdade, por que o julgamento acontecia. Enquanto Holmes, Watson e o detetive Bell deixavam a delegacia, depois de fechar o caso da moça, o segurador os abordou na rua e estava enfurecido com Holmes, dizendo que ele era o responsável por sua demissão. Holmes reagiu da pior maneira possível – ele anda mais amargurado desde o episódio passado – e o homem tirou uma arma do bolso e puxou o gatilho. Bell se colocou na frente e, desde então, pode nunca mais retornar à polícia, devido ao estado de saúde crítico.
Apesar de não terem revelado no começo do capítulo que Bell era o policial ferido, a gente soube disso um pouco antes dessa cena em frente à delegacia. Imagino que o fato de ser Bell a vítima devesse ser uma grande surpresa para o espectador, mas eu já sabia que era ele, devido a um post na página do Facebook da série (muito obrigada CBS; só que não). Depois de ver a cena em que o ato ocorreu, fiquei me perguntando: Bell gostava tanto de Holmes assim para, sem nenhum colete à prova de balas, se colocar em frente ao detetive-consultor? Não sei quais são as recomendações éticas nesse caso, mas, naquela situação, parecia uma questão de trocar a vida dele pela de Holmes. Uma coisa interessante é que o personagem, durante boa parte da primeira temporada do programa, ficou de escanteio e era quase descartável ao seriado. Agora, não, nesse segundo ano, Bell tem se envolvido diretamente em praticamente todos os acontecimentos mais importantes. Que bom!

O Holmes, como era de se esperar, não foi visitar seu salvador no hospital e só o fez no final do episódio, depois que Bell salvou sua pele pela segunda vez (agora, sem tiros). É que, no julgamento, o juiz sugeriu que Watson e Holmes não deveriam mais prestar consultorias a NYPD, mas a decisão de verdade cabia a um conselheiro, que, antes de tomar a decisão final, foi vistar Bell (outra grande sacada). Sherlock não queria ver o detetive porque, segundo ele, não tinha nada a oferecer além de uma conversa meio fiada, dessas que a gente diz quando alguém está em uma situação ruim. E foi aí que Watson surpreendeu e revidou: e quem disse que isso não é o suficiente? O que faz todo sentido. Quando a gente está mal, qualquer palavra amiga means the world, mesmo que a gente saiba que não é verdade.
As surpresas não pararam por aí, não: quando Holmes foi visitar Bell e até ofereceu ajuda financeira para o tratamento do braço lesionado, Bell não só recusou como, também, disse que não queria mais ver Sherlock por lá. Não esperava essa reação, não esperava que ele, de certa forma, culpasse Holmes pelo ocorrido. Vamos ver como isso se desenrola. Nessa cena, também foi interessante acompanhar a enorme e sofrível dificuldade do Holmes em fazer duas coisas; pedir desculpas e agradecer a ajuda. Até então, a gente só tinha visto o detetive ser sentimental, de maneira mais pessoal, com a Watson. Um progresso e tanto depois da cena final do episódio passado, lembram? Em que ele foi super ríspido com a amiga e disse que é essencialmente um pessoa ruim.
Momentos engraçados:
Durante o julgamento, enquanto Holmes narrava uma passagem na delegacia de polícia, ele diz que, ao ser questionado por Watson sobre trabalho, o Capitão Gregson a interrompeu dizendo “Dê um tempo a ele, ok? Ele é um bravo e brilhante instrumento de justiça. Tudo o que temos que fazer é ficar fora de seu caminho, que ele nos guiará precisamente a verdade.” Quando o juiz diz que conhece Gregson e sabe que ele não diria uma coisa dessas, Holmes replica cinicamente, “Ele pode ter usado outras palavras para dizer a mesma coisa”. Claaaaro.
Ainda sobre o julgamento, Holmes – que trabalhava em sua própria defesa, obviamente – decide fazer algumas perguntas à Watson, que estava sendo entrevistada como testemunha. “Devo referir a mim mesmo como ‘seu companheiro’ ou devo referir a mim mesmo em primeira pessoa?”, pergunta ele ao juiz, que responde que “tanto faz”. O detetive, é claro, escolhe a forma mais peculiar… “seu parceiro”.
O que foi Sherlock fazendo pudim e, em seguida, jogando no lixo, porque não gosta de comê-los? Passei vontade.
O ponto alto mesmo foi durante a cena da visita ao detetive Bell no hospital. Holmes bem que se esforçou, mas… essa é a cara de “Obrigada” do Sherlock:

Cara feia, para mim, é fome. Vai pegar os pudins do lixo, detetive! 🙂
P.S.: para quem gosta de histórias narradas a partir de um depoimento, de um julgamento, sugiro um filme francês chamado Esses Amores (Ces Amours-là), do Claude Lelouch. Nunca vi a técnica ser TÃO bem utilizada! A primeira metade do filme é arrastada, mas persista, você vai ficar satisfeito por chegar até o final. É incrível.
Chicago Fire – You Will Hurt Him
08/12/2013, 09:07.
Maísa França
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A primeira coisa que pensei quando vi o título do episódio dessa semana foi “Pronto, Dawson vai conseguir estragar seu relacionamento com Casey, vai ferir os sentimentos do coitado e tal”. Felizmente eu estava enganada, e o verdadeiro ferido de You Will Hurt Him foi Joe Cruz já que o casal Dawsey anda mais quente do que muito incêndio por aí.
A história de Cruz, retomada no episódio anterior, chegou ao final e a consequência disso é um bombeiro ferido duas vezes: com a partida de Leon e o rompimento (se é que isso pode ser chamado assim) com Zoya. Leon se arriscou e quase perdeu a vida para que o criminoso responsável pela morte da garotinha do episódio passado fosse preso. Como consequência, ele deverá mudar de cidade para evitar que membros de outras gangues possam prejudica-lo.
“You will hurt him for me”
Já a atitude de Zoya, por mais que ela tenha pensado no melhor para o bombeiro, achei infantil. Não se termina uma relacionamento assim em nenhum lugar do mundo (a não ser que na Rússia as pessoas consigam ser frias a esse ponto). Por mais que a atitude de Cruz, ao pedi-la em casamento, tenha soado um tanto quanto precipitada para todos – menos para ele -, ele não merecia um término assim. Nós sabemos que Zoya terminou com ele, mas o próprio Cruz ainda não sabe disso e o responsável por entregar essa notícia nada a agradável ao bombeiro será Otis. Como será que ele irá reagir?
Se Zoya queria tanto ficar no EUA, porque então agir assim? Cruz sabia muito bem que o maior objetivo desse casamento era fazer com que a prima de Otis conseguisse permanecer no país. Ela sabia que ele tinha sentimentos por ela – e que estes não iam levar pra lugar algum – mas mesmo assim, decidiu iludir o bombeiro. Quando foi pra correr pros braços de Severide o pedindo em casamento, ela foi e levou um lindo e sonoro não. Agora, quando a oportunidade bate à porta, ela recusa? Tá na cara que o problema era Cruz. Triste, porém verdade.
Otis, além de ter que machucar Cruz com essa notícia, deixou Severide um tanto quanto desapontado. Depois do roubo do episódio anterior, o bombeiro achou que seria melhor que ele se mudasse mas, como não queria deixar as coisas num clima mais estranho do que já estava, ao invés de dizer logo o que queria, resolveu importunar Severide agindo estranhamente, de modo com que ele fosse expulso. Como nada do que ele pensou resolveu, confessou para o amigo que ele irá se mudar. Agora que o lugar tem um quarto livre e Cruz não tem mais a companhia do irmão, será que ele pode se tornar o novo roommate de Severide e Shay?
Dawson, depois de levar um belo de um pito de Severide, finalmente exerceu seu papel de amiga na trama. Precisou do bombeiro ir atrás da paramédica para que ela se tocasse de que Shay realmente estava precisando de ajuda. Essa breve saída da paramédica do batalhão 51 serviu pra mostrar que 1) é muito difícil dar o braço a torcer quando se acha que tem razão no ocorrido – vide Dawson e 2) pra Dawson perceber que não há parceira de trabalho melhor do Shay porque, convenhamos, cada figura que apareceu para substituir a loira. Esse último conseguiu ser ainda mais bizarro do que o primeiro que encontraram. O tom de pessimismo dele durante os resgates deu um toque de humor à trama mas já era hora de Shay voltar – só porque ninguém mais estava aguentando… Welcome back!
Já Severide está se mostrando um irmão e tanto. Depois de ir à formatura de Katie e mostrar um grande orgulho disso, o bombeiro ainda preparou uma festa surpresa no Molly’s, tudo para provar que não vai sumir da vida da garota como o pai. Enquanto isso, Mills descobre que não foi usado por Isabella – fiquei surpreendida, confesso – e que foi injusto com a mulher. Não vejo esse relacionamento indo pra frente e, para mim, essa Isabella já poderia ter sumido porque, até agora, ela não teve um papel muito significante na trama – além da campanha de Mouch.
Além de descobrir que não foi usado, Mills também descobriu que foi aceito na polícia. Antonio foi o responsável por dar a notícias ao jovem que, agora, está em cima do muro. Prefiro pensar que Mills ainda vai continuar no batalhão 51, apesar de saber do relacionamento de Dawson e Casey e de todas as dificuldades que os bombeiros vêm passando com a ameaça do fechamento do batalhão por causa de McLeod, claro!
Ela fez questão de aparecer para fazer com que o episódio terminasse com um cliffhanger daqueles! McLeod apareceu com um processo contra o batalhão devido ao resgate em que os bombeiros estragaram aquele depósito de lixo e dizendo aos bombeiros que aquele é o último turno deles juntos. Apesar de tudo, só tenho a agradecer à essa personagem porque ela tem sido a responsável por esse começo incrível de temporada.
The Voice Brasil – Tira-Teima II
06/12/2013, 11:09.
Lucas Leal
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Retornamos para mais um programa ao vivo e o último episódio do tira-teima, no qual os participantes batalham em trios.
E renovo as minhas críticas da semana passada: não era mais fácil ter deixado o programa segmentado entre dois times (CL e Lulu) e deixado os outros dois para essa semana (Daniel e CB)? Ao não agir assim a emissora já antecipou dois trios, do time de CL e Lulu. Por causa disso, já começamos sabendo que batalhariam Débora, Julie e Gabby (pelo time CL) e Dom Paulinho, Amanda Amado e André e Kaduh (pelo time Lulu Santos).
Críticas a partes, o programa começou com CB montando seus trios (dessa vez nem foi ao vivo a montagem). Ele escolheu: Lucy (que pra mim era a favorita), Heverton e Ângelo e Angel. O primeiro número, da dupla (não gosto de nenhuma delas), foi Te Amo Cada Vez Mais (João Paulo e Daniel). Na sequência, Heverton apresentou-se com Sexual Heling (Marvin Gaye). E exageros a parte, ele é um candidato que me agrada. Só que dessa vez achei que o número começou bem abaixo dos anteriores do participante, embora com menos exageros. Não me empolgou. Daí veio a avassaladora Lucy Alves, de novo com a sanfona na mão, para performar Segue o Seco (Marisa Monte). Achei que ela começou muito baixo, quase inaudível, mas depois melhorou muito. Me impressiona como a voz dela lembra a Elba Ramalho em alguns momentos. Ela canta demais e é uma das participantes que eu mais torço e gosto.
Só que Lucy podia sair sim, já que contar com o voto do público é jogar com a sorte, ainda mais com a votação encerrando menos de 20 segundos depois da sua apresentação. E quando Tiago Leifert anunciou Ângelo e Angel como um dos escolhidos do público, como eu temi que Lucy saísse. Mas saiu Heverton, injustamente, diga-se de passagem, já que ele é melhor que a dupla. E Brown fez o óbvio e se despediu da dupla. Mais: assumiu que seguiu com Lucy por estratégia. Contudo, se Lucy quer seguir na briga, precisa voltar ao ritmo das apresentações anteriores.
A próxima apresentação foi também do CB. Se enfrentaram os candidatos restantes: Bruna Barreto, Marcos Lessa e Rafael Furtado. Comecei torcendo por Lessa, e acho que ele é o favorito de CB. Mas logo no primeiro número mudei a minha torcida. Isso porque achei demais a escolha da música de Bruna, Podres Poderes (Caetano Veloso). A canção é fantástica e atemporal e foi brilhantemente interpretada por Bruna. Como a escolha da música e a identificação com o artista pesa demais, Bruna me ganhou aí.
Marcos Lessa veio com Quem te Viu, Quem te Vê (Chico Buarque), que casa bem demais com sua voz, e fez assim um ótimo número. Pra finalizar, vimos Rafael Furtado cantando Porque a Gente é Assim? (Cazuza). Se tem um músico que, por mais versões que façam, eu sempre vou imaginar o original cantando, ele é o Cazuza. Mas o número foi bom demais, deixando a disputa extremamente acirrada e fazendo necessário o uso do peguei entre quem não fosse limado pelo público. E apesar da minha torcida, e como a apresentação de hoje não conta nada, Bruna Barreto acabou saindo.
Brown se despediu de Rafael e seguiu com Lessa, que era seu favorito. Daí veio a realidade, a palhaçada que foi anunciada no começo do programa: a ausência do “peguei”. Confesso que achei que era brincadeira, não fazia sentido. Claudinha vai ficar com uma participante a mais? E quem se apresentou semana passada e não foi salvo porque guardaram para essa semana? Que regra absurda é essa, mudada no meio do programa.
Depois dessa palhaçada, se apresentaram os dois trios do time Daniel, separados por sexo. E foram primeiro as damas: Marcela, Anne Marie e Alessandra Crispin (uma das que não é “favorita”, mas por quem eu torço muito). Alessandra cantouCai Dentro (Elis Regina), se aproveitando dos comentários de que sua voz parecia a de Elis – e realmente parece. E mais uma vez a candidata investiu no samba. Gostei demais da apresentação, gosto muito dela, mas queria ver ela se apresentando fora da zona de conforto, ousando. Apesar disso, a música é dificílima e ela tirou de letra.
A Anne Marie cantou One and Only (Adele), também em um ótimo número. E fechando o tira-teima vimos e ouvimos Amor de Índio (Roupa Nova), cantado por Marcela, que se beneficiou de ter feito um número romântico com o sonho de consumo das fãs teens do programa, Sam Alves. Confesso que gostei da apresentação de ambos, mas não gostei tanto do número de nenhum dos dois na fase do tira-teima.
Marcela, tal qual Sam, parecia que estava cantando em inglês e nem de perto teve a qualidade de Anne Marie ou de Alessandra, mas mesmo assim não tinha dúvida que ela não seria excluída pelo público e provavelmente também não seria pelo Daniel. E realmente foi o que aconteceu, Alessandra se despediu, mostrando a ignorância do público – e da platéia. E Daniel, pensando na estratégia e não na qualidade, seguiu com Marcela, que era a pior das 3 e a que se apresentou pior entre as 3.
No trio dos homens, começamos ao som de Heaven (Bryan Adams), interpretada pelo Gustavo Trebien – outro forte candidato do Daniel, para mim o favorito para prosseguir nesse emparelhamento. A apresentação foi muito boa, mas a presença de palco não me agradou. Tal qual Lucy, ele precisaria se aprimorar para brigar mais na próxima etapa.
Na sequencia Herli – o “João Paulo” do Daniel no programa – o pior peguei da fase das batalhas, cantou Quando Amanhecer (George Henrique e Rodrigo Sertanejo). Não conhecia a música e preferia ter continuado sem conhecer, porque foi a pior apresentação dessa fase (contando as da semana passada) e quem sabe uma das piores do programa. Não sei nem por onde começar o que não gostei, já que não gostava do participante, mas achei tudo péssimo, ainda mais vindo na sequencia do Gustavo.
Encerrando o trio, Rubens ousou a cantar uma música difícil, Yellow (Coldplay) e tal qual Lucy, do time CB, começou muito baixo. Mal dava para ouvi-lo. Depois melhorou muito a apresentação, mas não achava que seria o suficiente para roubar o lugar de Gustavo. Só que foi!
O público fez o óbvio, eliminou Herly; e Daniel não fez o óbvio e seguiu com Rubens Daniel. Nenhum absurdo aqui, mas Gustavo Trebien tinha ótimas chances de ser roubado. Acontece que pela “regra” inventada de última hora, foi eliminado. Uma pena.
Destaque para os comentários de Daniel criticando Boninho, que nunca dá tempo suficiente para ele falar! Aleluia!!! Daniel mostrou a cara no programa, só faltou criticar a mudança de regra.
Iniciando a parte final, se apresentou o trio de Lulu, que já estava definido. Dom Paulinho era franco favorito contra André e Kadu – o segundo pior roubei da fase das batalhas – e Amanda Amado.
A candidata cantou Tanta Saudade (Ana Carolina) e fez uma apresentação muito boa, mantendo a qualidade das anteriores. Nas não achei o suficiente para fazer Lulu abrir mão de Dom Paulinho. Na sequência veio a dispensável dupla André e Kadu, cantando Só Hoje (Jota Quest). Achei que essa apresentação teve o mesmo problema das anteriores: gosto da primeira voz, não gosto da segunda. Apesar disso achei que o dueto funcionou melhor do que imaginava nessa música e não me desagradou como a outra vez, mas mesmo assim o número foi no máximo ok.
Pra encerrar a disputa, Dom Paulinho Lima cantou George On My Mind (Ray Chales), dificílima e uma das minhas músicas favoritas. Mas não sei o apelo que a música tem com o público, que provavelmente não a conhece. O número não manteve a qualidade das outras apresentações do participante e achei inferior ao da Amanda. Se fosse para decidir, seguiria com Paulinho pelo histórico, mas com Amanda pela apresentação da noite. Dom Paulinho também precisa melhorar para as próximas apresentações.
Mas, mais uma vez, como as apresentações de hoje não contam nada, Dom Paulinho passou ileso, e ganhou a disputa com André e Kadu, após o público excluir – injustamente – Amanda Amado. Engraçado que Lulu jogou mais uma vez para os excluídos, que concordaram que o número teve problemas.
Pra fechar a noite, veio o último trio, do time de CL. E ele já estava definido com duas participantes que não me agradam. Julie e Débora. Também não sou fã de Gabby, mas torcia por ela, pois era a melhor das três.
Débora cantou Logo Eu (Jorge e Matheus), Gabby Pescador de Ilusões (O Rappa) e Julie se apresentou com Os Outros (Kid Abelha). A apresentação de Débora, tal qual na blinds, foi bem abaixo da qualidade média do programa. Achei o número muito ruim. Gabby fez uma apresentação muito boa, e embora tenha tido alguns problemas, a platéia aplaudiu bastante e vibrou muito. Julie cantou uma música que casa bem quem tem voz fraca, afinal Paula Toller é a cantora com a voz com menor extensão que mais permanece fazendo sucesso (porque ela tem afinação, doçura e outras qualidades que suprem a falta de extensão). Já Julie achei que, mais uma vez, deixou a desejar. Só que ela é queridinha do público e achava que era a favorita para seguir.
Gabby conseguiu tirar Débora na escolha do público e fiquei na torcida para que conseguisse tirar Julie também. O apelo da plateia por Gabby era grande, e Claudinha seguiu com ela, fechando o programa com pelo menos uma justiça. Detalhe que antes de eleger, Claudinha afirmou que existiram erros, mas não falou de quem nem onde, ajudando muito na crítica construtiva.
No fim do programa, ponto positivo: pelo curto tempo de programa não tivemos a apresentação dos técnicos.
Encerramos mais uma etapa, e agora só restam 13 pessoas. Obrigado pelo número ímpar, Boninho.
Agora os times estão organizados da seguinte maneira:
Lulu Santos – o forte (e um dos favoritos) Dom Paulinho; a controversa Luana Camarah; o azarão Pedro Lima e X, que seria seu roubo. Obrigado Boninho!
Claudinha Leitte – outro dos favoritos, Sam Alves; as surpreendente Khrystal e Gabby e seu roubo Rully Anne.
Carlinhos Brown (na briga pelo bi campeonato) – os fortíssimos e favoritos Rodrigo Castellani e Lucy Alves; Marcos Lessa e Y, roubado por escolha do Boninho.
Daniel – uma das favoritas, Cecília Militão, Marcela Bueno, Rubens Daniel e Z, roubado pelo team Boninho.
E agora, qual técnico tem o melhor time? E qual participante tem mais chances? Aposto no Z roubado do team Boninho, afinal podemos ter uma mudança de regra de última hora! Dá-lhe Globo, dá-lhe Boninho!
E as regras? Quais suas apostas? Seguiremos igual no ano passado (e tal qual o The Voice UK), com os participantes brigando dentro do próprio time para seguir na competição, ou iremos tal qual o The Voice EUA, com os participantes brigando entre si, independente dos times, e os menos votados sendo excluídos? A conferir na próxima semana.
PS: Como vou casar nesse final de semana e depois sair em lua-de-mel, pelas próximas duas semanas a coluna seguirá aos cuidados de outro colaborador! Tenho certeza que estarão em boas mãos! E espero retornar para final.
PS 2: Meu voto pelo episódio em si, pelas apresentações seria 4, mas dei número 1 pela mudança de regra.
Homeland – Good Night
05/12/2013, 13:12.
Mayra Gonçalves
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Em uma das primeiras cenas do episódio Brody e os militares barbudos sentam em torno de uma fogueira apreciando a carne de uma cabra, enquanto discutem a melhor maneira de conduzir o animal ao abate. Um de seus camaradas lembra que é preciso deixar o animal relaxado antes de cortar sua garganta, caso contrário sua carne pode ficar ruim ou até perder sua utilidade. Essa cena pareceu um simbolismo, se de fato esses forem os episódios finais de Brody. E Good Night não foi uma caminhada tranquila até o carrasco. Ao contrário, o diretor Keith Gordon e os escritores Alexander Cary e Charlotte Stoudt resolveram enfiar a faca (de mesa) com um episódio tenso no melhor estilo de Zero Dark Thirty, mas também um ótimo episódio que, talvez, seja o melhor episódio de missão da série.
Acredito que esse episódio, bem como os últimos três ou quatro, foi bem sucedido porque teve foco. O começo da temporada provou que Homeland pode ter algum (muito) trabalho para manter mais de uma storyline correndo ao mesmo tempo. Quando um episódio se passa no meio do deserto e em alguns momentos na base da missão, ele se desenrola melhor que quando ele trata de agentes duplas, momentos de quase loucura, romances adolescentes, casamentos problemáticos… enfim, tudo ao mesmo tempo.
Pois bem, o episódio coloca em prática a fase 2 do plano de Saul, que deve ter recorrido até a cueca da sorte para tudo ocorrer conforme o planejado pelo o caminho do Iraque até a fronteira do Irã. Mas é claro que no momento que Saul começa a mastigar seu “chiclete da sorte” as coisas começam ir ladeira a baixo, e em velocidade máxima. A conexão com base cai, e enquanto aguarda novas instruções o time de Brody esbarra com um grupo de policiais iraquianos. Então seus companheiros são obrigados a dizer Good Night, numa ordem para matar os curdos e salvar Brody e, como consequência, a missão. Assim, o que era para ter sido a parte mais simples da missão se estragou, e Brody desmorona junto com ela, ao ver que ele foi responsável, mais uma vez, pela morte de mais pessoas inocentes.
Para dar continuidade à missão, Brody e o líder do grupo que faz sua escolta são obrigados a tomar uma rota alternativa. Isso até o momento em que o carro em que estavam é explodido por algo que provavelmente era uma mina terrestre. Depois de algum tempo de mistério, nos é revelado que ambos sobreviveram e Brody, menos ferido, toma as rédeas da situação em contraste do seu eu de poucos minutos atrás. E mesmo depois de ter tido ordem de abortar a missão ele decide tentar a sorte e correr até a fronteira do Irã, sem reforços e sem um “plano B”. Com a ilusão, talvez, que Carrie vai encontrar uma maneira de levar-lo pra casa – até mesmo ela acha surreal. Parece que o homem ressurgiu das cinzas depois dessa última bomba, com vontade e fé renovadas. O plano “funcionou” e Brody finalmente está sob a guarda de Javadi.
Homeland realmente me conquistou novamente nos episódios finais dessa temporada. Embora ela tenha tido uma falta de momentos de “grande risco”, icônicas no seriado, este foi sucedido nesse episódio ao criar perguntas complicadas sobre amor, patriotismo, enquanto entregava cenas extremamente tensas. Acredito que isso tenha sido porque finalmente há foco na história, e não quinhentas storylines (desnecessárias) ao mesmo tempo. Muito bem, Homeland, continue assim, que nós continuaremos ansiosos a cada semana por episódio novo.
– A cena com a silueta de Brody rezando foi muito bonita.
– Achei interessante a maneira em que “encaixaram” Fara na história novamente.
– Homeland: fazendo você ter simpatia por um personagem e depois dando um tiro na cabeça dele.
– Alguém pode fazer uma compilação com todas as vezes que a Carrie fala f*ck?
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