Elementary – Internal Audit

Data/Hora 15/12/2013, 20:47. Autor
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Mais um excelente episódio na lista de Elementary. Internal Audit misturou um bom caso de polícia com a vida pessoal dos personagens principais, sendo que não dava para separar as duas coisas; ela estavam assim mesmo, misturadas. Para começar, Holmes e Watson foram chamados para cuidar de um assassinato envolvendo um homem poderoso e a mulher que encontrou o corpo da vítima era, justamente, uma ex-paciente da Watson.

Isso foi bem interessante, porque, ao mesmo tempo em que pudemos conhecer um pouco mais sobre a ex-médica (Elementary sempre propicia descobertas inesperadas sobre seus personagens), ainda tivemos que acompanhar os dilemas éticos da agora-detetive, que se via emboscada entre as condutas morais de seus dois ofícios: no primeiro, como ex-companion, ela deveria manter a identidade de sua ex-paciente preservada; na segunda, como alguém que ajuda a polícia, ela não deveria esconder os fatos. O Holmes, é claro, não facilitou a vida da amiga e, a muito custo, manteve o segredo da mulher entre eles.

Quem também apareceu na história foi Alfredo, o padrinho do AA de Sherlock, que o ajudou em sua saga para ficar sóbrio. Como uma fã entristecida com o cancelamento de Copper, na BBC America, sempre fico feliz quando o ator Ato Essandoh participa da série, ele é excelente! Alfredo tinha uma proposta importante a fazer ao detetive: que Holmes se tornasse o padrinho de um ex-viciado também. Nesse momento da história, em que Sherlcok está tão amargurado, em que ele praticamente perdeu a compaixão pelo próximo – ou a colocou para dormir -, é uma condição que pode ser crucial para o personagem, que pode fazê-lo redescobrir aquele “Sherlock fofinho” a que estávamos acostumados. Estou bastante interessada em ver como esse plot vai se desenvolver e que tamanho ele terá na série – apesar disso, imagino que o novo personagem será apenas recorrente, como é o Alfredo.

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O detetive Bell apresentou melhoras em relação ao trauma sofrido na braço, mas ainda não conseguiu superar outro trauma: Sherlock Holmes. É evidente que ele culpa Holmes, de alguma forma, pelo que aconteceu a ele e o próprio Holmes se martiriza por dentro, mesmo que faça questão de provar para si mesmo que não fez nada de errado e tudo foi um acidente de percurso. Bell, que agora realiza um trabalho mais burocrático na NYPD, já que não consegue carregar uma arma, recebeu uma oferta: ir para outra divisão da polícia, que trabalha com serviços de inteligência. O homem que fez o convite frisou que ouviu dizer que Bell era uma detetive excepcional e isso me deixou um tanto contrariada.

Para mim, o Bell só se destacou nessa segunda temporada. No ano de estreia do programa, o personagem se limitava a anotar no caderninho tudo o que Holmes ia dizendo na cena do crime. Nada excepcional, convenhamos. Uma criança de sete anos faria isso. Se Bell vai aceitar a proposta ou não, ainda não temos a resposta. Quem sabe Sherlock tenha um papel determinante nessa decisão? Alguma mudança vai acontecer aí. Para descobrirmos mesmo, só em janeiro, já que a série entra em um hiato de três semanas a partir daqui. Boas festas, meus caros leitores! 🙂

Parenthood – All That’s Left Is the Hugging

Data/Hora 15/12/2013, 19:41. Autor
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Difícil acreditar que uma mulher comendo um bolo gigante direto com um garfo, sem nem pegar um prato, está bem, mas Kristina fez de tudo pra provar pra todos – e pra ela mesma – que perder a eleição não foi nada demais.

Bom, eu não acreditei, e nem Adam, o que gerou uma cena muito divertida com os ovos. Eu vou sentir falta da Heather, mas tenho a impressão que ela volta antes do que a gente imagina.

Carl está jogando com todas as armas pra cima de Sarah e está tendo resultados. Imagino que se algo mais concreto acontecer poderemos finalmente ter o confronto com Hank que eu espero desde o começo da temporada.

Já a teimosa — ou muito apaixonada? — Amber brincou tanto com fogo que acabou se queimando. Sempre achei Ryan instável demais, chegando ao ponto de ser perigoso. Não que ele seja uma má pessoa, mas acho que ele ainda precisa se tratar muito até poder casar e ter um relacionamento mais sério. Só achei bem estranho Zeek conversando e aconselhando Ryan. Por mais que ele entenda e seja amigo de Ryan, acho que ele deveria ficar um pouco mais preocupado com Amber, a neta dele.

Gostei de Joel e Julia tentando fazer as pazes porque gosto deles como casal, mas infelizmente está tudo errado nessa história. Primeiro que os filhos não deveriam ser um motivo pro casal ficar junto, segundo que me pareceu mais que eles estavam fugindo do problema do que realmente resolvendo. Outra coisa que me incomodou foi a cena de Julia e Ed, eu acho o Ed um cara legal, mas não consigo ver uma química dele com a Julia, vejo só bons amigos, nada mais. Talvez seja porque gosto muito do casal Julia e Joel ou talvez porque Ed seja um personagem divertido e engraçado e não do tipo romântico, mas ver os dois juntos foi algo estranho pra mim. Detalhe aqui para o tanto que Ed teve que abaixar para beijar Julia, a diferença de altura dos dois atores é bem grande, coitado do câmera que teve que enquadrar os dois de close naquela cena.

E Natalie resumiu Drew cruelmente dizendo que ele era uma pessoa doce, mas que isso acaba ficando entediante. Adoro Natalie, mas ela não serve pro Drew, de jeito nenhum. E ele foi pedir conselho justamente para o Crosby! É óbvio que ele ia tentar fazer o Drew aproveitar e tal, eu até acho que ele deveria aproveitar a faculdade e ser menos certinho, mas acho que não é da natureza dele, ou eu realmente desisti do personagem mudar na série. Agora é aguardar o que a volta de Amy pode trazer.

Apesar de exibido algumas semanas depois do último, os acontecimentos desse episódio começam logo depois do anúncio do resultado da eleição. Achei isso um pouco confuso, foi um contraste com o piloto dessa temporada, que deu um pulo no tempo equivalente aos meses que a série ficou fora do ar. Além disso, senti que o episódio passou muito rápido e pouca coisa aconteceu (exceto eu ficar com uma vontade louca de comer um bolo gigante direto com o garfo). O lado positivo do episódio, como sempre, foi Lauren Graham e Mae Whitman roubando a cena. Gosto muito dessas duas junto e espero que caso Parenthood seja cancelada — *bate três vezes na madeira* — que as duas trabalhem juntas na versão para TV de Someday, Someday, Maybe, o livro escrito por Graham.

The Voice Brasil – Quartas de final

Data/Hora 13/12/2013, 01:07. Autor
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Hey guys! Xtina assumindo de volta a cadeira que foi brilhantemente ocupada pela Shakira no período em que tive que me ausentar. Brincadeiras a parte, como vocês sabem o Lucas teve que se afastar e eu voltei pra fazer as duas reviews antes da final. Na final teremos uma surpresinha pra vocês que nos acompanharam durante essa temporada e fizeram a nossa vida mais feliz, porque nada deixa um blogueiro mais feliz do que comentários e vocês tem sido ótimos nisso!

Mas vamos lá, antes de tudo preciso enfatizar novamente – especialmente pra quem talvez ainda não me conheça – que grande parte dos meus comentários serão baseados em gosto pessoal, porque se a galera acha que a Cláudia não tem condições de julgar cantores, imagina eu. Hahaha.

Posso estar sendo repetitiva, mas preciso mencionar de novo três fatos marcantes: 1) é inadmissível ter só um programa por semana. Não existe credibilidade com esse sistema de votação. 2) Foi bizarro só a Cláudia Leitte ter quatro candidatos porque resolveram mudar ridiculamente as regras no meio da competição. 3) Porque tão ruim, edição? Eu adoraria ver os jurados comentando as apresentações dos candidatos ao invés daquele momento vergonha alheia do “agora sou famoso”. Não sei porque fizeram os coitados se sujeitarem a isso. Sério.

E agora passamos ao que realmente interessa: a música. Em geral achei o programa de hoje bom. Continuo achando que o nível do ano passado a essa altura da competição estava mais alto, mas não dá pra ficar chorando pelo leite derramado o resto da vida, então é aceitar e procurar ver as qualidades da galera que tá ali.

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#TeamCL – Achei as apresentações de Gabby e Khrystal muito paradas. Não estou dizendo que foram ruins, pelo contrário, só acho que não foram as escolhas de repertório mais acertadas pra um reality show musical, especialmente nesse momento da competição. Não achei que foi a melhor apresentação de nenhuma das duas. Não sou fã de Sam, mas hoje até que gostei dele. Rully Anne foi mediana e realmente não tinha mais lugar pra ela no The Voice Brasil. Como era previsto, Sam foi salvo pelo público com incríveis 59%, e Cláudia tomou uma decisão polêmica ao se render aos gritos da plateia e escolher Gabby como sua segunda semifinalista. Não acho que foi a melhor decisão e vi muita gente reclamando nas redes sociais, mas também acho que pedir a opinião da plateia, como ela fez, e não ouvir é um pouco de arrogância. Humildade às vezes faz bem, viu Lulu? Cláudia segue com o franco-favorito Sam Alves e com Gabby Moura. Ao mesmo tempo que acho que não tem nada mais representativo do que o vencedor do The Voice Brasil ser um cara pra quem não viraram nenhuma cadeira no The Voice USA eu fico me perguntando que tipo de cd ele vai gravar caso vença.

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#TeamLulu – Acho que Lulu tinha o time mais parelho da competição. Com os três cantores dele tudo podia acontecer. Ao meu gosto pessoal nenhum deles satisfaz, mas sei que são talentosos. Mas depois de toda pimpação que a Globo vem fazendo com o Pedro “Bigode Grosso” é perfeitamente compreensível ele ser aprovado pelo público. Preciso falar que acho exagerada essa promoção em torno da questão da Ana Maria, do mesmo jeito que acho exagerada a menção ao The Voice USA do Sam. Eu até gostei da audição do rapaz, mas depois não gostei de quase mais nada que ele fez. Mandaria pros calouros do Raul Gil. Sobraram então Luana Camarah e Dom Paulinho Lima. Lulu pediu a opinião da plateia só pra ser do contra. Enquanto a plateia clamava por Dom Paulinho ele escolheu Luana (vale mencionar que ele promoveu uma enquete no Twitter essa semana e ela venceu). Dom Paulinho não ficou muito feliz, e achei inclusive bem feia a reação dele a eliminação. Lulu segue com Pedro Lima, que vem em uma crescente e pode barrar Sam, e Luana Camarah, que pra ser justa preciso mencionar que também não imagino o que ela poderia cantar em um eventual cd que vá gravar, caso vença.

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#TeamBrown – Brown saiu das blinds com o time mais fraco, na minha opinião, mas conseguiu se sair bem nas batalhas e hoje tem um dos times mais fortes do The Voice Brasil. Depois da saída de minha favorita a minha torcida hoje é toda pra Lucy Alves. Amo a brasilidade, a doçura e o talento dela. Me lembra um pouco Elba e amei o fato de ter surpreendido à todos tocando lindamente um piano, quando todos achavam que a sanfona era a “muleta” dela. Rodrigo Castellani também foi bem em sua apresentação, enquanto Marcos ficou um pouco aquém, talvez pela música emblemática e difícil que escolheu. Arrastão não é pra qualquer um. Como esperado, Brown optou pela brasilidade de Marcos, mantendo a coerência, ainda que Rodrigo seja ótimo. O “cacique” segue com Lucy Alves que teve 61% dos votos pra seguir (em porcentagem é mais do que Sam, mas ele concorreu com 3 e ela só com 2) que vem comendo pelas beiradas e pode surpreender em uma eventual final, e Marcos Lessa, com seu timbre peculiar.

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#TeamDaniel – Daniel decaiu essa semana. Ele vinha de bons desempenhos, inclusive no que se refere a escolha de música de seus candidatos. Essa semana do time dele eu só gostei da apresentação de Cecília Militão. Ela é infinitamente superior quando canta em português e eu gostei de ver a versatilidade da voz dela ao cantar algo mais calmo. Adoro o Rubens, mas achei que hoje foi a pior apresentação dele, bem como a da Marcela. Surpreendentemente (pelo menos pra mim) o povo levou Rubens adiante e Daniel escolheu a talentosa Cecília, deixando a fofa (e até semana passada apontada como provável semifinalista) Marcela pra trás. Daniel segue, então, com o carismático Rubens Daniel e a poderosa Cecília Militão.

Semana que vem eu não sei se os votos serão do público ou dos técnicos, embora eu ache que isso não influencia no resultado. Ano passados todos os técnicos seguiram a opinião do público na hora de fazer suas escolhas para a final. Na minha opinião o time mais parelho é o do Lulu, no qual tudo pode acontecer, mas cabe um parêntese pra dizer que ao time do Daniel o mesmo se aplica, porque embora Cecília seja ótima cantora, não caiu nos gostos do público ainda, já que hoje não foi salva. O time mais forte segue sendo o de Cláudia Leitte, pois pelas observações que tenho feito é o time que tem o candidato com mais popularidade pra vencer. Mas vale lembrar que Sam é forte na internet, não sei como está com a galera do telefone e isso influencia bastante o resultado no fim das contas. Seguindo a lógica do que aconteceu ano passado e lembrando que as performances da noite não influenciam no resultado por pura de falta de tempo e boa vontade da Globo eu aposto que a final será: Sam Alves, Pedro Lima, Lucy Alves e Rubens Daniel. Só aposto com certeza Sam e Lucy, deixando as outras duas vagas em aberto. E vocês o que acham? Concordam comigo?

Grey’s Anatomy – Man on the Moon

Data/Hora 12/12/2013, 11:33. Autor
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Tudo na vida se resume à uma jornada composta por tentativa fracassadas e bem sucedidas. Em resumo, foi isso que o último episódio de Grey’s Anatomy provou. E me fez perceber que a própria jornada da série é formada por fracassos e acertos. Mais, que é esse conjunto esquisito – e, por vezes, disfuncional – que faz com que a série seja tão maravilhosa. E acho, sinceramente, que estamos vivendo uma fase de preponderância de acertos. Por isso fico tão chocada com a quantidade de gente reclamando da série, por aí. Mas deixando essa reflexão de lado, vamos ao que interessa: o episódio.

Dois grandes eventos movimentaram o GSMH na semana passada. Duas grandes operações, capazes de mudar o rumo da medicina. Ou é isso que alguns dos envolvidos querem pensar. Duas operações, com protagonistas distintos e resultados antagônicos.

Sendo assim, uma das cirurgias dá certo. Dá bons frutos quase que imediatamente. É a cirurgia da repercussão, do auê. É a cirurgia que atrai os olhos do mundo, que ficará marcada para a posteridade. É a cirurgia da Deusa da Cardio Cristina Yang. E escolhi começar falando sobre o que deu certo para confessar que, pra mim, é exatamente isso que deu errado. E para dizer que eu não sei em que ponto da jornada Cristina se perdeu, mas não temo em dizer que ela se perdeu.

Sempre soubemos que Yang se considera – com o perdão da palavra – fodona. Porque ela é. Não há cirurgiã mais brilhante do que ela. E na contramão do brilhantismo cirúrgico há uma espécie de falta de tato com seres humanos. Yang é sarcástica, e isso é engraçado. O ponto não é esse. O que não é engraçado – e muito menos agradável – é quando Yang é cruel. E a crueldade dela sempre foi controlada, ironicamente, por seres humanos. Ter Burke perto dela a humanizou. O relacionamento com Owen a humanizou. Mas, especialmente, sua relação com Meredith a humanizou.

Em relação aos relacionamentos românticos, Yang sempre correu quando sentiu que a sua parte médica estava ameaçada pela sua parte esposa. Sim, eu sei que foi Burke que abandonou ela no altar, mas foi por compreender que aceitar o casamento era a coisa mais não-Yang que ela já havia feito. E o afastamento de Owen também foi por não querer abrir mão da sua parte médica preponderante. E eu não julgo, e nem culpo, como vocês já estão cansados de saber. A decisão é dela, e cada um sabe das suas prioridades pra vida. Não tem problema nenhum você não querer ser mãe para não sacrificar sua profissão. Mas há problema em você não saber compreender e respeitar quando os outros fazem essa opção. Especialmente quando “os outros” é Meredith.

Cada vez mais fica evidente pra mim que toda essa disputa entre as persons se resume ao fato de que Yang não aceita. Não compreende. E, de certa forma, em razão de não compreender, não respeita mais Meredith como a pessoa que ela “costumava ser”. É claro que (como já falei N vezes) a culpa da briga não é só da Yang. Mer também foi egoísta em diversos momentos, mesquinha ao revidar as agressões, fraca em tentar se reaproximar. Mas vejo ela tentando se acertar com Yang. E não vejo boa vontade do outro lado.

Grey's Anatomy - Man on the Moon 2

O diálogo das duas sobre Shane é um exemplo disso. O cara tá insuportável, sem noção e sem limites (é, Shonda matou a interna errada). E como “mentora”, cabe à Yang ensiná-lo, inclusive a ser ético. Mas por causa das voltinhas que eles andam dando, e do orgulho em admitir que está errada, Yang age como se Shane estivesse certo. Como se todas suas ações fossem legítimas. É duplamente errado, então, brigar com Meredith quando ela aponta essa responsabilidade de Yang.

Acho que essa briga terá um novo capítulo hoje à noite. E como estamos falando do último episódio antes de um longo hiato, acho que esse capítulo terá proporções épicas. Já não sei mais como isso tudo acabará, muito embora permaneça na esperança que acabe.

E minha esperança foi alimentada ao assistir a cirurgia que não deu certo. A cirurgia na ovelha, desvalorizada e abandonada. A cirurgia do erro. Mas também do aprendizado, do acerto futuro. Assim como a cirurgia de Meredith, acho que as tentativas falhas feitas em relação ao relacionamento das duas acabarão significando aprendizado e êxito. Bom, assim espero.

Antes de encerrar esse “plot” da review, só quero dizer que embora compreenda, me desgosta assistir a briga. Me desgosta saber que Shonda Rhymes escolheu construir dessa forma a despedida de Cristina Yang. E não importa quão fabuloso seja o desfecho dessa história. Esses tantos episódios que perdemos do melhor sismance da televisão não voltarão mais. Uma pena.

Mas além de Mer e Yang, várias outras jornadas nos foram apresentadas no episódio.

O Chief teve alta, finalmente. Mas nem deu tempo de sentirmos saudade dele, já que ele voltou para o hospital para treinar suas habilidades médicas. Mais do que isso: o retorno dele propiciou que a Bailey confrontasse o seu TOC e admitisse que precisa de ajuda. E que isso não é feio. Fiquei satisfeita com a evolução do plot, mas vamos ver como ele seguirá se desenvolvendo. Torço muito pela Bailey, ela é um ótimo personagem, merece voltar a ser bem aproveitada.

Outra questão que parece estar se encerrando é a da crise Calzona. De cara percebemos que a tentativa das duas não está dando muito certo. E que as mágoas e agressões verbais só aumentam. Mas – talvez inspirada belo caso médico conduzido por ela e por Derek – Callie percebe que quando mais se deseja desistir é a hora crucial para se focar na tentativa. E com isso a morena percebe que falar não vai melhorar as coisas. O que deixou os fãs da dupla bem felizes, e os fãs de Callie um pouco irritados, pelo que pude perceber.

Sei que as coisas não voltarão a ser mágicas em um piscar de olhos. Mas já que a escolha foi pela tentativa, um yay pelo fato delas estarem realmente tentando. E agora só nos resta aguardar as cenas dos próximos episódios para descobrir se Calzona encontrará um pouco de paz. Já é tempo.

Quem também poderia voltar a ter paz é Alex. O pai dele voltou pro hospital, já que está tentando se manter limpo. E foi bem doloroso assistir o velho agindo tal qual agia quando os filhos eram pequenos. Dá para entender ainda melhor o porquê de todos os problemas do Alex. E foi legal ver Jo ficando do lado do namorado e ainda assim cumprindo seu dever médico. Espero que o ocorrido sirva para fazer Jo compreender melhor Karev e fortalecer o relacionamento deles.

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E pra encerrar essa – muito – longa review, preciso falar de April. Eu oscilo muito em relação ao personagem, e nesse episódio simplesmente amei Kepner. Não deve ter sido fácil crescer no meio das irmãs, especialmente sentindo-se excluída e desvalorizada. Achei muito legal ver ela se impondo e mostrando que patinhos feios viram ótimos cisnes cirurgiões.

A expectativa, agora, é pro casamento. Creio que ele acontecerá. O que me aflige um pouco é saber como as madrinhas em guerra Meredith e Yang se comportarão, e imaginar se Avery estará lá pela amiga ou não.

Depois do episódio de hoje, Grey’s Anatomy só retorna em fevereiro. E pelo que li no Twitter, o final do episódio 12 promete, enquanto que o 13 será LOTADO de drama. Palpites? Alguém quer apostar que Shondanás aprontará mais uma das grandes? MEDO!

 

Revenge – Surrender

Data/Hora 12/12/2013, 10:40. Autor
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Depois de um hiato de três semanas, Revenge voltou com Surrender, um episódio com o claro objetivo de eliminar rebarbas antes do casamento de Emily e Daniel. E quando falamos de rebarbas, é claro que estamos falando – principalmente – de Sarah.

A história de Sarah e Daniel é bem chata, convenhamos. Nenhum dos dois personagens tem carisma, e como casal tem tanta química quanto aquele casal da Paola Oliveira com o Malvino Salvador na novela das nove. E o que faz com que esse plot fique ainda mais chato é o fato de já sabermos que o casal não tem futuro. A gente já sabe, de antemão, que o casamento vai rolar, desde o início dessa temporada, então esse casinho era só enrolação.

Outra pedra no caminho de Emily era Charlotte jogando contra. Eu nem lembro mais porque ela decidiu ser má com a irmã, mas nesse episódio, depois de saber da gravidez, resolveu ser team Ems. Pronto, tudo preparado pro casamento?

Esquecemos de Lydia. A loira voltou no último episódio, mas só nesse descobrimos que quem a salvou do avião fadado a explodir foi Victoria. Aliada (mesmo que somente por dois intervalos comerciais) à Margeaux, a ex secretaria de David Clark quer acabar com Conrad (também somente por dois intervalos comerciais). Ao ver o marido de Victoria, o espírito de biscate bate em Lydia, que perdoa Conrad – estamos falando de um perdão por tentativa de assassinato – e já leva o coroa pra cama. Mas como conhecemos Revenge, no próximo episódio Lydia pode estar atirando em Conrad, vai saber.

Mas um fato mais importante sobre a loira que voltou para Hamptons é que enquanto Conrad junta umas fotos antigas da família, Lydia encontra a famigerada foto em que Emily está presente, de garçonete e peruca morena, numa festa antiga da empresa, quando ainda não tinha se mudado pra antiga casa do pai. Sabíamos que essa volta da personagem não seria só pra ser bipolar, né?

Agora, podemos ter um programa matinal com Emily e Victoria na mesa tomando café? Todos os encontros das duas à mesa dessa temporada são maravilhosos. Ninguém tá mais preocupado em manter o desgosto na bolsa: é só jogação na cara! Após mais um desses maravilhosos encontros, Ems dá de cara com Lydia, que reafirma seu ódio não só jurando que vai descobrir qual é a dela, como também a empurrando. Isso gera expulsão do BBB hein! Mas é nessa que Vics descobre a gravidez falsa da norinha.

Tá tudo muito bem entre Emily e Aiden né? Bem até demais, no ponto de fazer com que a sua perda seja um impulso a continuidade da vingança. Só eu acho que o cara está na mira dos roteiristas?

O episódio antes do casamento acabou não sendo a calmaria antes da tempestade. Bem movimentado, colocou os personagens a postos para o midseason finale. Nos quarenta e cinco do segundo tempo, Vic aparece na casa de praia e diz pra Emily que não irá na cerimônia. Outro problema pra metade do episódio seguinte.

Os roteiristas querem que a gente se pergunte quem atirou na Emily. Acho difícil mesmo que tenha sido a Victoria, apesar dos teasers indicarem que foi. Palpites?

Nashville – I’m Tired of Pretending

Data/Hora 12/12/2013, 10:05. Autor
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Nashville está de volta – após um breve hiatus – com um episódio bom (mas não ótimo), cheio de altos e baixos. A seguir, tentarei explicar por que gostei e não gostei de I’m Tired of Pretending, o nono episódio desta segunda temporada da série.

Gostei, em primeiro lugar, porque ele soube explorar os pontos fortes da série: o fortalecimento da relação pai x filha entre Maddie e Deacon, o papel fundamental que Rayna desempenha na relação de Maddie com seus dois pais, a explosiva personalidade de Juliette e seus relacionamentos fracassados – tanto pessoais quanto profissionais –, e a situação de Lamar, praticamente esquecida desde o episódio em que ele foi preso.

Por outro lado, sinto que é necessário insistir em alguns pontos negativos que eu já mencionei diversas vezes em outras reviews, mas que se fizeram mais presentes do que nunca no episódio da última semana: Will Lexington, Layla, Teddy e Peggy, além daquele horroroso “quadrado amoroso” formado por Gunnar, Zoey, Scarlett e Avery, ganharam um excessivo tempo de tela, na minha opinião, tornando os 42 minutos lentos – e sonolentos! – em mais momentos do que eu gostaria de admitir.

“Quero ver minhas netas de novo, antes que eu morra aqui.” – Lamar

Bom, impossível não começar esta review falando de Lamar. He’s FINALLY back, baby! E nossa, como demorou! Quando Rayna vai visitá-lo na cadeia, Lamar não me parece muito diferente que o usual: forte como uma pedra, ele não parece estar muito abatido ou incomodado com a sua situação (certeza da impunidade, talvez?). Não demora a contar para Rayna que seus advogados pedirão prisão domiciliar, mas que, para isso, precisa de testemunhas de caráter – piada pronta! – para afirmar que ele não representa qualquer risco de fuga. Mas enganou-se redondamente quem pensou que era a ajuda de Rayna que ele queria: Lamar não é idiota, sabe bem que nunca teve um bom relacionamento com sua filha famosa, e sequer esperava que ela aparecesse na audiência. O que ele queria era saber de Tandy, a filha que um dia foi seu braço direito, que não só trabalhou com e para ele, mas também sabia melhor do que ninguém o que ele fez ou deixou de fazer no exercício de sua profissão. A mesma filha que, mal sabe ele, trocou todos os seus segredos mais sujos por sua imunidade, e é nada menos que a principal testemunha da Promotoria.

Quando Rayna a confronta sobre o pai, Tandy deixa claro que não tem a intenção de defendê-lo publicamente (mas não é isso o que vemos a seguir, não é mesmo?). Rayna diz que ela deveria pelo menos considerar a possibilidade, mas ao mesmo tempo, conhecendo a (falta de) caráter do pai, não sabe se ela mesma é capaz de apoiá-lo.

Tandy, claro, está numa situação bastante delicada. Ela confessa ao Promotor que está sendo muito difícil para ela esconder tudo da irmã, que está enlouquecendo com as mentiras e as “saídas pela tangente”, e que – pasmem! – está considerando testemunhar a favor do pai, apesar de tudo. Quer dizer que a Promotoria apresenta provas irrefutáveis de que Lamar está envolvido até o pescoço na morte de sua mãe, e nem mesmo isso é capaz de demover Tandy da ideia de defendê-lo em sua primeira audiência? Uau. Isso é baixo até mesmo para você, Tandy! Ela é “convencida” a manter sua posição inicial apenas quando o promotor garante que, neste caso, ele seria obrigado a expô-la como sua testemunha-chave, já que Lamar representa perigo real aos seus inimigos.

“Você está disposta a fazer isso apenas para que ele possa ficar no conforto de sua casa?” – Promotor de Justiça

Ao final do episódio, acho que ninguém ficou surpreso quando Tandy não compareceu à audiência do pai, fazendo com que Rayna testemunhasse em seu lugar. Foi no mínimo estranho ver Rayna dizer que Lamar não faria nada para comprometer sua família. Really? Tem certeza disso, Rayna? O pedido é negado (tá aí, uma das muitas diferenças entre os Estados Unidos e o Brasil!), e Lamar volta para sua solitária cela. Fiquei pensando em como Tandy conseguiria explicar sua ausência e a mudança em seu comportamento com o pai, mas, quando questionada pela irmã, ela apenas se limita a dizer que precisa manter a distância por um tempo, já que percebeu “que não o conhecia tanto quanto imaginava”. Acho que não vai demorar muito para Rayna perceber que algo está muito errado nesta história.

Mas este não foi o único momento de fortes emoções para a nossa protagonista neste episódio. Em meio ao drama envolvendo Lamar, vimos Rayna também ao lado de Teddy e Maddie, que surpreendeu ambos ao perguntar se poderia ter aulas de violão com Deacon. Teddy fica obviamente contrariado com o pedido da filha, mas Rayna garante a ele que ninguém está tentando substituí-lo e argumenta que de nada adiantaria tentar separar Maddie de seu pai biológico, pois seria inútil e doloroso.

Rayna merece ganhar o prêmio de mãe do ano pela forma madura e amorosa com que tem lidado com todo este caos na vida de sua filha mais velha. Ela tem apoiado Maddie de todas as maneiras possíveis, dando-lhe carinho, amor, e os melhores conselhos, tomando todo o cuidado para não afastar nem Teddy, nem Deacon da vida da menina. Pena não poder dizer o mesmo sobre Teddy, que é um completo babaca e, sem sombra de dúvidas, tornará este momento tão importante muito mais difícil para todos, especialmente para a filha a quem ele diz amar tanto.

Nashville - I'm Tired of Pretending 3

“Três acordes e a verdade.” – Deacon

Segundo Deacon, é tudo o que você precisa para escrever uma canção. Mais uma vez, Maddie e Deacon foram responsáveis por um dos momentos mais bonitos da série. A “estranheza” da primeira aula de violão, a confissão de Maddie de que não consegue parar de ouvir o álbum do pai – e a confissão dele, ao dizer que tem planos de gravar outro! –, o convite de Maddie para que ele a veja tocar no festival de música, enfim, todos os momentos entre pai e filha são de uma delicadeza incrível, e eu não me canso de dizer como é bonito ver os dois se descobrindo, pouco a pouco.

Como não se emocionar com o mais aguardado dueto desta temporada? Ver Maddie e Deacon, enfim, juntos no palco foi um presente para nós, fãs da série. Ao som de A Life That’s Good, vimos os dois, lindos, complementando um ao outro, como pai e filha devem fazer.

“Sittin’ here tonight

By the fire light

It reminds me I already have more than I should

I don’t need no fame, no one to know my name

At the end of the day

Lord I pray, I have a life that’s good (…)”

Não, Teddy. Desculpe cortar o seu barato, mas nem o seu chilique ridículo foi capaz de estragar esse momento. E gente, acho que não estou sozinha, mas eu vibrei muito com a reação do nosso (ex?) guitarrista favorito. Enfim, Deacon mostra o homem que é, e levanta a cabeça para lutar pelo que acha certo, por aquilo que quer.

“Você ainda deveria estar preso por todo o mal que causou à minha família.” – Teddy

“Todo o mal? Que tal se casar com sua amante e pedir para suas filhas cantarem no casamento?” – Deacon

Clap, clap, clap… *standing ovation* Ninguém poderia ter dito melhor, Deacon! Que orgulho!

As consequências desta discussão foram muitas, e sobrou para todo mundo: de um lado, Peggy tira satisfações com Teddy pela briga com Deacon (e aqui um breve parênteses: eu juro que não lembrava que ela não sabia que Maddie é, na verdade, filha de Deacon!). Por outro, Megan questiona um Deacon muito revoltado:

“Você está preparado para ser uma parte permanente da vida da Maddie?”

Esta é a pergunta que não quer calar desde a bombástica finale da primeira temporada, mas essa história ainda tem um terceiro lado, e talvez o mais importante: Maddie. Ela fica tão chateada, que começa a se questionar se não seria melhor simplesmente eliminar os dois de sua vida de uma vez por todas. E aí, o que seria de todos se não fosse a Rayna?

“O engraçado nas pessoas é que cometem muitos erros que acabam machucando quem está à volta. E o que percebi é que isso não os faz te amar menos.” – Rayna

A pequena “reunião” entre Rayna, Teddy e Deacon serve apenas para ilustrar o meu argumento: Rayna é uma excelente mãe, e está disposta a colocar o bem-estar da filha acima de qualquer coisa, inclusive de si mesma. Pede cautelosamente que Deacon e Teddy não deem à Maddie “um motivo para se afastar dos dois homens mais importantes da vida dela.” Tenho a certeza absoluta de que Deacon a ouviu com todo o seu coração, mas… O que falar de Teddy? Tão maduro quanto uma criança de 5 anos, mexe seus pauzinhos e retira o nome de Deacon da lista de apresentações do festival da prefeitura. Que vergonha, Teddy. Uma combinação de péssimo pai, péssimo caráter e falta de vergonha na cara estão me fazendo criar uma aversão total pelo personagem. Apesar dos esforços de Rayna, Maddie certamente tem muito mais a ganhar se afastar-se de seu pai adotivo.

Nashville - I'm Tired of Pretending 2

Enquanto isso, Scarlett, Avery, Zoey e Gunnar continuam com seu chatíssimo “quadrado amoroso”. Aquela cena das ligações telefônicas foi no mínimo embaraçosa, e eu começo a duvidar da amizade de Zoey por Scarlett. Se elas são melhores amigas, por que diabos Zoey decidiu esconder dela seu affair com Gunnar? Isso não faz sentido nenhum. Entre melhores amigas, não existem – ou não deveriam existir! – segredos, certo?

Mais uma vez, fiquei com pena de Scarlett ao vê-la se sentindo tão deslocada. Ao contrário de Gunnar, que aparentemente faz amizade “com tudo que se mexe”, a personalidade de Scarlett não permite que ela seja ou aja assim, tão despreocupada e extrovertida. A novidade é que a essa sensação de “deslocamento” agora não diz mais respeito apenas à sua nova vida de artista. Ao se encontrar com Zoey, Avery e Gunnar e ver o quanto a amizade deles floresceu enquanto ela estava fora, ela percebe que também não se encaixa mais em sua antiga vida de garçonete do Bluebird. Isso a deixa bastante desconcertada, e, em seu sentimento de “não pertencer à lugar nenhum”, ela recorre justamente à Zoey para desabafar. Zoey, claro, faz o papel da boa amiga, com aquele belo discurso do everything’s-gonna-be-alright, que termina com um abraço e um incômodo “eu não sei o que faria sem você”. Dica: Nós sabemos como isso vai terminar, Scarlett, e não vai ser legal para você.

Desnecessário dizer que Scarlett obviamente flagra Zoey e Gunnar se beijando na porta do quarto do hotel, e ficamos agora na expectativa (ou não) para saber qual será a reação dela. Confesso: para mim, este arco continua absolutamente insosso, e é, de longe, o mais desinteressante da série (Will Lexington manda lembranças). Boooring, mas… Até quando? Scarlett e Gunnar formam um casal muito mais interessante, assim como a eterna possibilidade de um romance entre Avery e Juliette (Ah, Avery, por que você ignorou o recado dela?).

Nashville - I'm Tired of Pretending 4

Falando em Juliette, nossa rainha evil was on fire! Estou adorando os arcos dela nesta temporada, e, mais uma vez, digo que Hayden Panettiere é merecedora de todos os elogios por ser capaz de interpretar com perfeição uma personagem tão difícil, tão cheia de “camadas” como ela.

Eis que Layla, enfim, mostra a que veio. Me diverti horrores com a briga de egos entre as duas durante todo o episódio, mas confesso que, apesar dos pesares, sou #TeamJuliette até o fim. E que festival de bitch slaps presenciamos!

“Difícil lidar com uma diva e uma diva em treinamento.” – Brent

Will – com sua atitude infantil de “só estou tentando viver como uma estrela” – que o diga! Ficou no meio do fogo cruzado, e pelo jeito assim ficará por muito tempo ainda.

Depois de ser passada para trás por Layla em seu último show, quando a novata estendeu seu set list “sem querer” e, assim, diminuiu o seu tempo no palco, Juliette toma as rédeas da situação – passando por cima de seu empresário, como sempre – e se vinga da menina ao trocar a ordem de seu show, deixando-a por último, depois de Will. Tudo isso, claro, com a “melhor” das intenções, já que Layla precisava chegar em casa cedo para dormir. Ha.

Layla, por sua vez, decide tirar proveito da situação e cantar um dueto com Will. Juliette, claro, toma o lugar da menina na última hora e entra no palco de Will em seu lugar, para surpresa de todos – “Ela que começou!”. Mas o que Juliette – e ninguém! – esperava era o desfecho dessa história. Provando que Will e Juliette tinham toda a razão quando a chamaram de manipuladora, Layla faz uma ligação anônima para o TMZ (of all places!), e…

“Quer saber por que Charlie e Olivia Wentworth se separaram? Duas palavras: Juliette Barnes.”

No fim das contas – quem diria? – eu não estava completamente enganada quando falei aqui que Juliette seria vítima de um slut shaming muito público. As coisas só não aconteceram da maneira como eu esperava!

Justo agora que a história com Charlie parecia ter se resolvido da melhor maneira possível…

Ele bem que tentou convencê-la de suas boas intenções, de que realmente queria construir uma vida com ela, mas Juliette é muito mais esperta e não acredita nele, mesmo quando o bom moço anuncia publicamente sua separação da sofrível Olivia. Juliette afirma gostar da forma que Charlie a vê, afinal, ele tem todo um jeito de fazê-la se sentir especial. No entanto, ela está preocupada com sua imagem recém reconstruída, e não quer adicionar “destruidora de lares” à lista de seus escândalos pessoais (irônico, não?).

 “Eu acho que você gosta de jogos, e eu não sou um brinquedo.” – Juliette

E é exatamente em dois momentos que aparentemente nada tem a ver que Juliette percebe que Charlie não é o homem da sua vida. Em mais uma de suas intermináveis discussões, Glenn mostra para ela que, apesar de Charlie não ter nada a ver com sua carreira, ele tem um jeito de trazer à tona o que de pior ela tem. Juliette não dá a mínima para o comentário, até ouvir as sábias palavras de Will Lexington (que só não é capaz de usar o conselho em sua própria vida, mas enfim…):

“Se eu tiver sorte, quem sabe um dia encontre alguém que me faça sentir como a melhor versão de mim mesmo.”

E para que mais serve o amor, não é mesmo? A “hora da verdade” entre Juliette e Charlie me surpreendeu justamente pela maturidade que ela demonstrou. Sem querer, Glenn e Will mostraram para ela que Charlie não a ama de verdade, ama apenas o desafio que ela representa, um impulso, nada mais. O próprio Charlie admite, ao final, que não a ajuda a ser a melhor versão de si mesma, muito pelo contrário… Mas agora, com a “ajudinha” de Layla, o que vai acontecer?

Eu estou muito ansiosa por essa Winter Finale. O último episódio de Nashville em 2013 vai ao ar esta semana nos Estados Unidos, e em breve estarei de volta com mais uma review. Até lá!

PS: Luke, cadê você?

Bones – The Spark in the Park

Data/Hora 11/12/2013, 17:47. Autor
Categorias Reviews


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Quando se tenta equacionar o amor, tem logo alguém que diz: o amor é um sentimento, não é matemática.

Errado. Tudo pode ser equacionado, até o desconhecido. Essa é a grande lição dos gênios incompreendidos, que somam e subtraem coisas que não se podem ver, na maioria das vezes. E=mc², por exemplo, uma das mais famosas equações do mundo mede o que? A energia, que não enxergamos. Mesmo assim, sabemos que ela existe e conhecemos suas consequências.  Ela é o que nos move, e faz menos abstrato o grande mistério da vida. Ou o mistério que separa a vida e a morte.

E é aí que está o ponto principal desse episódio. Se eu pudesse dar outro nome a The Spark in the Park, ele seria algo como A Razão na Emoção. Apenas para mostrar que razão e emoção não precisam ser antônimos na mesma frase. Essas palavras podem ser complementos em uma só existência.

Temperance Brennan é o resultado dessa equação, que coloca a razão e a emoção do mesmo lado, em uma soma cujo o resultado é uma experiência gratificante de quem assiste, de uma vez por toda, um processo que está prestes a se concluir. Por causa disso, da atuação belissimamente executada pelo elenco principal e de apoio, pelo excelente roteiro e boa direção, que esse episódio levou nota máxima. Mas se alguém se importa com números, pode ir fazendo as contas. Não precisa ser um gênio para ver que  essa temporada mostra justamente o que há de mais improvável nessa louca relação entre a lucidez e comoção. Essa dualidade de sentimentos representa os fãs de Bones verdadeiros, que devem estar pensando nesse exato momento: depois de um episódio como este, como é que podem conceber o fim da série na nona temporada?

É, não faz sentido algum.

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Princípio da incerteza de Heisenberg

Se podemos ter certeza de alguma coisa nesta vida, é de que nada é certo, na verdade. No início do século passado, um físico alemão conseguiu colocar no papel uma premissa bem interessante. Não vou dar nenhuma aula de Física ou Química, pois essa teoria é algo como Filosofia. Ela diz que devido às propriedades dos átomos e suas partículas, é possível dizer que o que você está vendo pode não ser o que existe realmente. É como se você pudesse estar aqui e lá ao mesmo tempo. E está tudo lá, calculado e comprovado em fórmulas.

Uma investigação policial já começa incerta. E é esse princípio que conduz todo o caso. The Spark in the Park teve um dos melhores casos da série, não só pelas relações demonstradas em torno da jovem vítima, mas pela simplicidade e delicadeza como tudo foi mostrado – ou quase tudo.

Pode ser ou não ser. E é assim que começa cada episódio. Esse é o maior mistério de todos, o mistério da incerteza. Por que aquela jovem estava morta? Por que alguém tinha matado alguém com uma vida tão normal? Quem teria feito aquilo?

Já são mais de 170 casos, alguns bem mais difíceis e tocantes do que outros. Muitos sobre pais que perdem os filhos. Mas esse teve algo que fez com que ele se tornasse mais do que a história sobre a jornada de um pai sem a filha. Talvez seja por causa da Christine, talvez seja por isso essa ligação pai-filho esteja mais evidente.

Como a maioria dos assassinatos, esse não fugiu a regra. Um ato impensado tirou a vida da Amanda Watters. O que poderia ter sido resultado de uma cobrança excessiva do treinador da ginasta, da competição entre as colegas de modalidade esportiva, ou punição extrema dos pais da menina, foi na verdade, resultado da quebra de uma promessa entre amigas. Nesse tipo de crime não há vilões ou mocinhos, apenas uma sequência de atos tristes.

O que me chamou atenção na investigação foi o jeito afoito e acusador do Booth, e a improvável temperança da Brennan. Por anos ela tentou conduzir seu trabalho com o mínimo de empatia. Lembro dela na primeira temporada, sendo orientada a falar com a família da vítima de forma menos direta, e ao longo dos anos, de se importar com elas. Apesar do bipolaridade que tratam a personagem, que horas é um boneco de gelo e outra hora é um vulcão em erupção, não podemos esquecer que ela é como o Booth disse no episódio do sonho: A Islândia. A tênue linha que define a personalidade da antropóloga pode ter um belo resultado como neste episódio.

“Você quer terminar isso, Dr. Watters?” – ela pergunta.

Não é frieza se jogar no trabalho, nem menos humano não chorar a morte de alguém tão querido. Cada um lida com a dor de uma forma muito pessoal. Booth não entendia a aparente frieza do físico, do tal “freakazóide”, e coube a Brennan traduzir a linguagem daqueles sentimentos. Aí tudo faz sentido. A incerteza, os números, os atos impensados e seus resultados.

O caso mostrou que coisas assim acontecem. É o ciclo da vida. E que esse ciclo é interrompido toda hora. Mas o mais importante é perceber que apesar de um ciclo acabar, a vida continua, e a última cena provou isso, e mostrou a Bones tentando dar forças ao Dr. Watter a continuar seu próprio ciclo. Aí está um dos melhores casos da temporada, talvez da série.

Vou terminar com uma pequena crítica em relação ao Hodgins. Sabemos que ele é entusiasmado com o trabalho, mas às vezes esse entusiasmo beira a falta de respeito com o corpo despojado.   A vítima não é apenas um saco de ossos, apesar da vida não existir mais, para a família e entes queridos, o ser vive para sempre. Nesse episódio, até o comportamento da Brennan foi meio fora de mão. De certo ela se empolga com os ossos, mas nunca com falta de respeito. Lembro dela repreendendo o Zac por falar certas coisas na frente da vítima, e gosto de pensar que ela também pensa assim.

Acho que isso me incomodou um pouco mais pela ligação que foi criada com a história da vítima. No final das contas, aquela morte parecia algo errado demais.

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Relatividade geral

Outra teoria que se pode aplicar ao episódio é a de que tudo é relativo. Acho que na verdade, essa teoria pode ser aplicada em qualquer situação na vida. É mais simples do que os números aparentam que ela seja, e diz, tudo depende do ponto de vista. A relação entre espaço/tempo, coloca o referencial como uma das coisas mais importantes na vida. Em The Spark in the Park, tivemos basicamente três histórias se desenvolvendo. A do caso, a da Cam e a da Brennan.

O enredo que mostra uma ex-amiga da Camile sendo a autora do furto do dinheiro e da identidade (e do bom nome) da doutora ainda me intriga. Não sei onde isso tudo vai levar, mas como estamos falando em relativização. O que é um claro crime – antes de tudo, um crime sério – foi visto por Arastoo como um simples engano. Apesar de convencida de que a ex-amiga merecia morrer na cadeia, Cam resolveu experimentar a situação pela perspectiva do estagiário, mesmo que o resultado disso não tenha sido diferente do que ela pensou no começo. Mesmo assim, achei válido essa contraposição.

É o que tem acontecido com B&B. Ambos têm se mostrado dispostos a se por um no lugar do outro. Mesmo o Booth tendo sido um pouco exagerado neste episódio, com seu julgamento e predisposição de condenar o Dr. Watters por causa de suas próprias crenças, no final, ele reconheceu que tudo na vida é relativo. O que é um comportamento anormal para ele, pode ser (e é) apenas outro padrão de comportamento. O que é interessante é que ele mesmo já havia se convencido de que comportamentos assim, mais distantes, existem e fazem parte da personalidade da companheira, quando ele gravou aquele vídeo para a Chris e alertou a filha a cuidar sempre da felicidade da mãe. “Por que se ela não for amada, ela não se lembrará de sorrir”. Espero que isso se aprofunde nele, e nas falas dele, porque ao longo dos anos, vemos a Brennan evoluir, e o Booth continua o mesmo cavaleiro da armadura branca que ele sempre foi. Não que isso seja ruim, mas cavaleiros de armadura branca só existem em contos de fadas, e Bones é uma série que preza a realidade dos fatos.

No final das contas, se há alguém que anda precisando se ajustar, esse alguém é ele.

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Lei da gravitação universal

Para terminar, deixo a todos com uma das mais bonitas leis da Física. A Gravitação Universal, de acordo com os livros, é uma força fundamental de atração que age entre todos os objetos. Isso acontece por causa de suas massas, isto é, a quantidade de matéria de que são constituídos. É essa força que mantém o universo unido. E ao mesmo tempo, os corpos separados.

Termino com a Lei da Gravitação Universal porque acredito que ela resume bem o sentimento dos fãs da série ao final desse episódio, resume bem o sentimento do fãs com a série, e dos personagens que tanto gostamos.

Quando a última cena entre Booth e Brennan acabou ainda restavam generosos minutos para o fim do episódio. A incerteza era se eu gostaria de “perder” esses minutos com uma cena entre a Brennan e qualquer outra pessoa. Mas isso foi logo superado, porque nos instantes seguintes, tivemos uma daquelas que chamamos de “cenas épicas”. Uma declaração de amor das mais bonitas que já vi.

Esse foi o primeiro trabalho da roteirista Emily Silver em Bones. Dizem que ela era fã da série antes de ser contratada para a equipe de roteiristas, e posso dizer que ela estreou com o pé direito. Se ela é mesmo fã, talvez tenha sido intencional essa ligação que até agora eu creditei ao acaso. Mas a cena final de The Spark in the Park me lembrou da cena de encerramento de Death in the Saddle.

O paralelo entre os dois episódios é encantador, se você puder revê-los, poderá entender melhor o que quis dizer sobre a Gravitação Universal, e o que nos aproxima, até hoje, dessa série.

Ah, antes que eu me esqueça. Destaque especial para a ginasta americana medalha de ouro nas Olímpiadas de Londres, Mckayla Maroney. Esse episódio também foi uma medalha de ouro para todos os fãs da série.

 

Mas entre certezas e incertezas, e entre probabilidades loucas e relativas, o que podemos dizer é que nada é infinito, e é isso que nos torna humanos. Mesmo assim, sempre tentamos driblar esse detalhe, deixando eterno o amor, enquanto ele dura.

Bom, é isso aí pessoas. Até 2014!

Scandal – Vermont is for Lovers, Too e YOLO

Data/Hora 11/12/2013, 16:00. Autor
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BAPHOS, BAPHOS ALL OVER THE PLACE! Gente, o que se passa na cabeça dos roteiristas de Scandal? Digo, a série tá uma belezura só, mas o povo por trás da série é altamente perturbado, né? Só pode!

Mais uma vez, me atrasei horrores pra fazer a review. Na verdade, consegui ver os dois episódios só nessa madrugada. E no final das contas isso é quase que algo bom, já que a espera por A Door Marked Exit não será tão longa, bem como por não ter sofrido com o intervalo entre Vermont e YOLO. Só que escrever a review será tarefa difícil, já que são muiiiiiiiiiiiiiiiitos os acontecimentos para comentar. Então vou mudar um pouquinho a “fórmula” da review e falar dos acontecimentos em si, aglutinadamente, e não dos episódios em separado. Vamos ver se fica mais fácil.

Fitz e Liv, Liv e Fitz. Comecei minha jornada através dos episódios atrasados de Scandal toda orgulhosa de Olivia, que parecia toda determinada da ficar longe do presidente e de toda suas mentiras e omissões. Mas é claro que eu estava apenas me iludindo, e que a razão estava com o Jake, bem mais esperto do que eu. Foi só Fitz dar uma apertadinha que Olivia concordou em vê-lo, e foi só despejar um pouco de mimimi (ok, confesso que as lágrimas nos olhos dele quase me comoveram. QUASE!) que ela já correu pros braços do ex/futuro amante. Seriously, Olivia? Um pouco mais de determinação (e vergonha na cara, também) não te faria mal.

Scandal - Vermont Is For Lovers Too

O fato é que ela ainda ama o Fitz (apesar de não responder os I love you dele com outros I love you), e como ele é insano por ela, vivemos nessa montanha-russa destruidora e a casa de Vermont não será vendida. Ainda, como bem pontuado por Pope. Porque logo os dois brigam de novo e a casa vai a venda. Aí eles se reconciliam e cancelam a venda. E aí… enfim, vocês compreenderam.

Quem se ferra nisso tudo, cada vez mais, é a DIVA da Mellie. Ela pode ser espertíssima (Fitz não atende? Liga pra Olivia Pope), mas sofre muito com o fato de que o homem que ela ama (e pelo qual cedeu a alma ao diabo) ama outra. E faz coisas constantemente com essa outra. O discurso de Mellie pro Cyrus, sobre estar entorpecida ou algo semelhante, retrata bem o sofrimento. E já que falei disso, devo dizer que sei que não se fala bem feito pro sofrimento alheio, mas BEM FEITO, Cy!

Mellie bem que avisou que o plano de jogar James nos braços do Sr. Langston não ia dar certo. Mas ele resolver ser uma vadia malvada e dizer “meu marido não é como o seu”, e aí a vida, que é mais vadia que o Cyrus, jogou umas fotos na cara dele em retribuição. Deu dó ver ele chorando e chateadíssimo, mas depois que ele mentiu NOVAMENTE pro James sobre não ter mostrado as fotos pra ninguém, sendo que ele esfregou elas na cara de Sally, fiquei fula da vida com ele e o dó passou.

E deu pra sentir que a Sally – que tava sambando de salto phyno na cara do Fitz com a ajuda do corajoso Leo – ficou nervosa com as fotos. Mas NUNCA NA VIDA eu esperaria aquele final. Pecou feio, pecou rude Sally! E agora? Como ela e Cyrus consertarão tudo?

A vice-presidente, depois desse pequeno lapso de conduta, está obviamente fora da próxima corrida presidencial. E as coisas ficam a cada dia melhores para Fitz, já que Pheebs Marcus também caiu fora. Pelo menos por enquanto.

Digo por enquanto porque ainda torço pra que ela volte atrás na decisão dela. A esperança é pequena, já que assumir a culpa no lugar da filha é bem a cara da congressista. E dava pra saber que a pirralha ia fazer besteira desde o princípio, e nem mesmo Harrison foi capaz de mantê-la sob controle. Mas como a esperança é a última que morre, vou torcer pra Marcus voltar e tirar Reston da disputa. Go Pheebs!

scandal - YOLO

E por falar em torcida, é feio dizer que QUASE torci pra Huck dar cabo em Quinn? Fora isso, QUE PLOT TENSO! Foi difícil assistir a tortura da garota pelo seu “mentor”. Ela quase mereceu, já que foi se meter com o B613. Mas foi tenso ainda assim. E confesso que antecipei o final desse plot, já que o Huck NUNCA sairia pra dar uma voltinha e deixaria a garota lá, pronta pra ser encontrada pelo inimigo. A atuação de Quinn fez minha certeza pelo jogo duplo vacilar, mas fiquei exultante no final do episódio. E estou insana pra saber como isso tudo vai acabar, já que Papai Pope não deve mais morrer. Mas pode. Enfim…

Que plot twist, né? Maya está viva. BAM! Maya foge e aparece pra Liv. BAM! Maya é Marrie, e Marrie é TERRORISTA! BAM BAM BAM! E a terrorista fugiu do país devido aos esforços dos Gladiadores e DO PRESIDENTE! No final das contas, Papai Pope só estava protegendo a nação e a filha da monstruosidade de Maya. E até teve bom coração em deixar a mulher viva. É, leitores. Nos enganamos feio nessa.

Agora, Olivia e os Gladiadores terão que correr atrás do prejuízo. Trazer Maya de volta ou matá-la. Tentar fazer com que Fitz não se ferre muito por ter ajudado uma terrorista a fugir (só porque queria ser o herói de Olivia, Fitz. Todo mundo sabe, não importa a bullshit que você fale pro Jake). Ah, e enquanto lidam com Quinn, que não se sabe se matará ou não Rowan. E tem o árabe inimigo do Harrison na área também, pra ajudar. Aaaaah, e tem a crise de Sally, que matou o marido porque Cy jogou sujo. Enquanto Olivia e Fitz fornicam e Mellie sabe de tudo e sofre em segredo. Acho que deu pra vocês entenderem que plot pros episódios restantes da temporada não vai faltar, né?

Amanhã vai ao ar A Door Marked Exit, o último episódio do ano. Depois disso, episódio inédito só no longínquo 27 de fevereiro. Tenho certeza que o 10° episódio dessa temporada será épico e que o hiato será torturante. Alguém mais?

P.S.1: preciso dizer que amo o Jake mais e mais a cada dia. Bati palmas lentas pra fala dele direcionada a Fitz. E quero que ele dê uns socos no presidente, também.

P.S.2.: quando a Maya mostrou suas habilidades ninjas e aniquilou o médico boa praça que ia sedar ela deu pra ter certeza que ela não era tão inofensiva assim. Mas o joguinho como mãe zelosa e interessada me fizeram ficar surpresa com a revelação do final do episódio.

Haven – When the Bough Breaks

Data/Hora 11/12/2013, 14:54. Autor
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Tempo. Esta é a palavra para definir When the Bough Breaks. Tanto na sua urgência quanto na sua transcendência.

A premência do tempo nunca esteve tão presente em um episódio de Haven, e isto porque William foi simplesmente genial. Afinal, impossível argumentar com um bebê e explicar-lhe que seu choro pode matar pessoas. Desta vez Audrey não podia argumentar, e a premência do tempo a colocou exatamente aonde William queria: na posição de ter que criar uma perturbação para neutralizar esta outra e experimentar a sensação de poder que este ato continha.

Porque William também estava, ele próprio, preso à premência do tempo. A cada minuto que passava, Jennifer estava mais próxima de encontrar o coração de Haven e a porta que poderia reconduzi-lo à realidade de onde ele conseguira escapar. Ele precisava que Audrey experimentasse o gosto inebriante do poder na esperança de tê-la de volta;  Audrey precisava que cessasse a perturbação produzida por William, antes que mais pessoas morressem; e Jennifer precisava encontrar a porta no coração de Haven, porque não importava que se resolvesse o problema criado momentaneamente por William, amanhã seria outro dia e outra perturbação poderia ser criada.

Mas o tempo não estava presente somente na urgência de cada situação. Ele se fazia sentir também nos ecos de uma história por desvendar. Porque mais uma vez as respostas estavam no passado: na origem dos Guardiões, nas tradições transmitidas de geração a geração, na identidade de algumas pessoas e nos motivos de sua existência, nos enigmas revelados a conta-gotas e decifrados a duras penas.

Por tudo isso, When the Bough Breaks foi o retrato perfeito desta temporada, na qual não se tratou apenas de se resolver mais algumas tantas perturbações que afligem Haven, mas de se perguntar porque elas existem e por qual razão em Haven. Pois Haven se define essencialmente por sua História e a memória – esse ser que, se não cultivado, torna-se nosso próprio algoz – é, no caso de Haven, também a melhor arma contra o caos.

É, na memória de um passado que corre o risco de ser inalcançável, que reside a solução do enigma sobre identidades e propósitos de alguns personagens de Haven e dela própria:

  • de Jennifer, porque, afinal, ela é a filha da ruína, ou não é a ela que o livro faz referência? E o que seria isso, enfim?
  • de Howard, e porque era o protetor de Audrey e de Jennifer?
  • de Vince, e sobre qual o seu papel na solução dos enigmas propostos pelo livro de Jennifer?
  • de Dave, que também foi adotado e, com frequência, é a voz da razão quando se trata de se lidar com o caos;
  • de Duke, porque, se para cada perturbação, há o seu oposto, ele seria o oposto de Audrey e William? Duke poderia atingi-los ou eles são imunes ao poder dos Crockers? Isso não dependeria de quem criou a perturbação dos Crockers?
  • de Nathan, porque, afinal, qual papel ele deve cumprir na vida de Audrey?
  • de Audrey, já que ela e William criaram as perturbações, porque somente a ela foi permitido desfazer o que começou?
  • quatro pessoas devem ocupar seus respectivos lugares junto ao portal encontrado por Jennifer. Quem são essas pessoas?
  • quem criou o livro que, agora, parece ser a única pista sobre como lidar com William?

Tempo, memória, história. Tríade presente em When the Bough Breaks. Tríade que define esta temporada.

Agents of S.H.I.E.L.D. – Repairs

Data/Hora 11/12/2013, 11:47. Autor
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Renovo o pedido de desculpas aos meus leitores e ao pessoal do TeleSéries, feito na última coluna. O atraso se deu por conta do casamento, novamente, mas agora casado não vai mais se repetir. Mas vamos ao que interessa. Talvez pelo clima de casamento, confesso que fiquei feliz pelo andamento da história e pelo casal formado.

Sim, é isso mesmo: Melinda May e Agente Ward realmente tem um caso. A série não enrolou e logo no início deixou claro o que aconteceu no quarto de hotel no último episódio. Agora, se esse caso envolve apenas sexo casual ou também trata de amor ainda não sabemos. Temos apenas a certeza que ele já acontecia antes e que vai continuar acontecendo. Óbvio que com isso os fãs de Skye devem ter se desapontado bastante, mas achei que o casal pode prosperar dentro da série. Até eu, que desgostava do Ward, passei a achá-lo mais enigmático só por ele ter esse caso com MM. E por termos demorado tanto a descobri-lo.

A trama da semana também foi bem interessante. Depois de termos nos aprofundado mais no passado de Ward e de termos desenvolvido mais Fitz e Simmons, agora foi a vez de MM ser o foco da trama. Além disso, a parte cômica do episódio funcionou bem, com Fitz e Simmons fazendo um trote em Skye, o que desembocou na parte séria do mesmo, com Skye procurando saber a real origem do apelido “Cavalaria” de Melinda May. Tivemos diversas versões do que aconteceu em Bahrein, e a questão foi semelhante ao que aconteceu com a história do Coringa no último Batman, ficando em aberto qual seria realmente a verdadeira. A de Ward ou a de Coulson? Evidentemente que a de Fitz e Simmons era apenas uma piada para Skye.

Aaaah, e o destaque aqui vai para cena na qual Skye fala que MM tem que transar e a reação de Ward ao comentário. Foi demais. O fato é que o ocorrido, que gerou o apelido de MM, a marcou para sempre e a fez desenvolver essa personalidade soturna. AC fala que ela sempre foi brincalhona e praticava pegadinhas – algo impensável para a personagem que conhecemos hoje.

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Mas no fundo, ficamos sabendo que ela continua sendo a mesma, pois como vimos na cena final do episódio ela armou uma pegadinha com Fitz e ficou rindo sozinha. O detalhe é que, dada sua personalidade, ninguém sequer desconfia dela. Boa, MM!

A trama em si, que gerou essas revelações sobre o passado de May, se deu em razão da possibilidade de um novo super poder descoberto: a telecinese de Hannah Hutchins, que acabou se envolvendo em um acidente no local de trabalho que matou 4 pessoas. Ao longo do episódio vimos a reação da população ao acidente e aos outros incidentes que ocorrem durante o episódio. Hannah acaba indo parar no “Ônibus”, confinada para que não cometa novos acidentes, dado que não conseguia controlar seus poderes. Mas no fim descobrimos, no melhor estilo Person of Interest, que Hannah não era a detentora de poderes, mas sim um dos funcionários da empresa onde Hannah trabalhava, Tobias. Devido a um incidente, ele ficou preso entre dois mundos e agia como um “fantasma”, se materializando e desaparecendo logo após.

As cenas de luta foram bem filmadas, em especial para batalha com MM ao final do episódio. O efeito do desaparecimento ficou bem interessante, lembrando o de Noturno do X-Men. Destaque aqui para as atitudes de MM quando resolve fugir do avião, em especial quando está prestes a ser atacada, a cena foi muito bem filmada e Ming-Na Wen conseguiu elevar sua personagem a um outro nível!

E no fim Tobias na verdade não era um vilão. Ele era apenas um cara que, muito embora não quisesse se revelar, desejava apenas defender Hannah, que acabou sendo responsabilizada pelo acidente. Ele sempre gostou de Hannah e causou uma falha – a que gerou o acidente – de propósito para tentar chamar a atenção dela. Bom, errou feio, errou rude. Mas no fim, o que ele queria mesmo era protege-la. Protege-la da população que se revoltou com Hannah e protege-la da S.H.I.E.L.D., afinal ele não sabia das intenções do Team Coulson.

O episódio também teve muitos diálogos acerca de religião e punição por pecados, dentre outros. Achei um pouco clichê alguns dos comentários, mas em geral me agradou o andamento da questão. No fim, após um belo discurso de MM, Tobias acaba sumindo em definitivo e deixando Hannah em paz, em razão do carinho que tinha por ela. Aqui mais uma migalha que a série no entrega que pode ser mais abordada no futuro, já que AC pergunta para MM o que ela disse para Tobias e a resposta foi “as mesmas palavras que me disse em Bahrein”.

PS: Agora saio de lua de mel e a coluna passa para as mãos da Mariela para a review de The Bridge. Quando a série voltar do hiato de final de ano, eu reassumo as reviews. Até breve.

Grimm – Stories We Tell Our Young

Data/Hora 11/12/2013, 09:41. Autor
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“Nós não acreditamos, apenas temos medo.”

A terceira temporada de Grimm vem surpreendendo, pois mesmo com um ritmo constante a série não se torna cansativa. Um dos elementos pontuais está sendo uma inovação ou curiosidade peculiar que sempre é aplicada em cada episódio. Em Stories We Tell Our Young, Nick e Hank se deparam com um caso policial complicado, mas que no final das contas não é bem o que aparentava ser.

O menino Daniel sofre de um mal não diagnosticado pelos médicos e é levado a fazer um exorcismo que não acaba nada bem. Acreditando ser Daniel um wesen, Nick acaba descobrindo que está em frente a um Grausen. Pela primeira vez na história dos Grimms, ou pelo menos na história documentada no trailer da tia Marie, Nick consegue descobrir uma cura para o Grausen e, atenção, com a ajuda de Juliette. A personagem parece ter sido salva da chatice pelos roteiristas da série. O que nos resta é comemorar e aproveitar os próximos episódios, pois Grimm recém chega a sua sexta exibição na temporada.

Grimm 3x06 Nick e Juliette

Enquanto Juliette vai melhorando sua participação como personagem, a história paralela da Família Real e de Adalind fica cada vez mais chata e cansativa. A viagem de Renard para Viena quase empolgou, mas tudo que envolve Adalind parece estar cada vez mais desnecessário na série. Nem os mistérios apresentados pela Família Real foram capazes de causar muita curiosidade. Por exemplo: quem é o novo príncipe? Ficaremos bem até a série resolver apresentá-lo.

Já o tema diferente tratado nesse episódio deixou o núcleo que envolve Rosalee e Monroe muito mais divertido. Nick e Hank não entenderam muito bem a explicação dos dois amigos wesen – e vamos combinar que nem nós entendemos direito – mas foi muito cômico ver Rosalee e Monroe explicando sobre kehrseite, bienen-wesen, kehrseite-gentrager, grundverschiedene e vorherrscher. É né? Nem eu, ou como disse Monroe sobre as leis wesen: oh baby!

Grimm 3x06 Monroe e Rosalee

Muito mais complicado que entender a explicação de Rosalee e Monroe foi descobrir como salvar Daniel. Após ser identificado como um Grausen, o menino ficou em perigo, pois Rosalee se obrigou a comunicar o Conselho Wesen sobre a sua existência. Por sua vez, o Conselho só tem uma ação contra o aparecimento de um Grausen: o seu desaparecimento (ou seja, morte). Com a fundamental ajuda de Juliette, Nick consegue descobrir a causa e também a cura do estado Grausen em que se encontrava Daniel. Além de salvar uma vida, Nick fez sua primeira inclusão de informação nos livros de sua tia Marie. Orgulhos do nosso Grimm né? Boletim do Nick no final de ano: ótimo, continue assim.

PS: O que aprendemos com Stories We Tell Our Young? Sem mergulhos no Rio Jordão.

Once Upon A Time – The New Neverland

Data/Hora 10/12/2013, 22:23. Autor
Categorias Reviews


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Após o fim de tirar o fôlego do episódio passado e das muitas cenas de ação, essa semana a série trouxe um episódio morno e mais tranquilo – talvez para preparar o coração dos fãs para o que está por vir na Winter Finale. Depois de descobrirmos que Henry e Pan tinham trocado de corpos, a pergunta que ficou no ar foi: quando vão perceber a verdade? Não demorou muito, mas até que descobrissem, as coisas caminharam a passos lentos.

Nossos heróis finalmente retornaram a Storybrooke, sua terra querida e amada. Confesso que até estava com saudades, depois de tantos episódios – muitos deles cansativos – em Neverland. A primeira parte do episódio pode ser resumida com rotina. Vimos a festa no Granny’s e os personagens interagindo entre si, o que foi bem legal, já que cenas como essa trazem a lembrança daquilo que Once Upon A Time nos mostrava na primeira temporada, embora não acrescentem muita coisa. E por falar nisso, as referências à primeira temporada estão cada vez mais frequentes, o que me deixa muito feliz.

OUAT 23

As coisas começaram a esquentar quando Pan, no corpo de Henry, decide colocar o seu plano em ação. O vilão conheceu a história de Regina através do livro – mais uma referência – e montou um plano rápido para retomar o poder. O Jared Gilmore estava menos canastrão nesse episódio, mas ainda assim não chegou perto do Pan de Robbie Kay. Fiquei surpreso com a morte da Fada Azul, mas não sofri tanto. A personagem sabia como ser irritante e mal aparecia. O único fator ruim da morte dela é que as coisas ficaram complicadas para Sininho.

Um pouco desnecessária a repetição do plot, mesmo que rapidamente, da briga entre Emma e Regina pelo amor do Henry. Quando se acha que as duas superaram isso, elas retornam. Sei que sempre vai haver um tipo de intrigazinha entre elas para provar quem é a melhor mãe, mas a forma como foi feita nesse episódio repetiu algo do começo da estória, – quando a relação entre Emma e Regina já avançou muito para que se trate da mesma maneira esse assunto. Parece que quando as pessoas retornam a Storybrooke, tudo volta ao zero. É uma pena, também, terem apressado tanto o reencontro da Ariel com o Eric. Pensei que teria algum “drama”, mas acabou no belo “felizes por enquanto”. Adoraria ver um desenvolvimento maior e um pouco mais de conflito na relação dos dois, pois não quero que Ariel se torne mais uma personagem coadjuvante que aparece de vez em nunca.

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No flashback, a estória foi bem aleatória de início, mas acabou encaixando bem com o episódio. Snow e Charming acabaram de casar e estão se preparando para sair em lua-de-mel. Entretanto há um problema. Snow não tira Regina da cabeça, e então resolve caçar a Medusa para quem sabe assim, acabar com a Evil Queen. Gosto do fato de os roteiristas estarem misturando contos de fadas com mitologia greco-romana, porque isso abre um leque enorme de opções para novas estórias. Espero que algum dia – em alguma temporada – eles invistam no mito do Hércules. A trama foi gostosa de se assistir, mas passei o tempo inteiro me perguntando o que isso realmente tem a ver com o presente? Aconteceu que a ligação entre as estórias se deu com a conversa da Snow e do seu marido, ao fim do flashback. Foi bom ver a Snow e o Charming sendo legais outra vez e não o casal chato e insosso que eles acabaram se tornando.

Se o começo do episódio foi lento, o final foi muito corrido. Tudo foi acontecendo de uma vez só. Tivemos Pan prendendo Regina, Emma salvando Henry, Emma e seu grupo salvando Regina e todos nós descobrindo a verdade sobre os planos de Pan. Isso tudo em torno de dez minutos de episódio. Talvez, se tivessem dividido melhor, o episódio teria sido tão bom quanto o anterior. Agora só nos resta esperar até o próximo domingo e chorar, já que é o último desse ano. Até semana que vem e cuidado com a fumaça roxa!

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