TeleSéries
Girls – Dead Inside
27/01/2014, 22:37.
Matheus Odorisi
Reviews
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Essa semana tivemos um episódio temático em Girls: Dead Inside foi sobre morte. Na verdade, o episódio escrito a quatro mãos por Lena Dunham e Judd Apatow foi sobre como as personagens lidam com a morte. O estopim da discussão é a morte repentina de David, editor de Hanna. Como a própria diz, “um dia você está num bar usando um app gay e no outro está boiando morto em um lago”. Hanna descobre o fato após esperar o editor para uma reunião que ele nunca aparece por motivos óbvios. O fato é que, como poderíamos esperar da escritora, ela não sente nada. A primeira preocupação de Hanna, para o espanto de Adam, é quem substituirá David em sua função, e se tudo isso atrapalhará a publicação de seu livro.
Hanna conta o ocorrido para Jessa, que se também se incomoda com a insensibilidade da amiga. A neo hippie acaba lembrando-se de uma amiga que perdeu na época de escola, e quando decide ligar para conhecidos a fim de visitar o túmulo pela primeira vez, acontece um daqueles fatos bizarros de Girls: a menina, na verdade, não está morta. Jessa vai atrás da Walking Dead e descobre a garota bem, com um filho e um marido hipster. Outro momento de confronto com a realidade para a personagem, de conflito entre o que se acredita ser e o que os outros pensam. A amiga explica que fingiu sua morte para Jessa porque queria se afastar de quem considerava ser a culpada por sua vida de vício. É, a amizade tinha das versões nessa história. Jessa fica irritada, é claro, e percebemos que ela não mudou muito depois da rehab: sai da casa da ex-amiga gritando que aquela vida dela, com marido, filho e casa bonita, não iria durar muito. Mas depois de sair, parece ao menos ficar feliz em saber que a amiga está viva.
Quem compartilha com Hanna a mesma apatia em relação a morte é Shoshanna. Em uma conversa com Jessa, diz que também perdeu uma amiga no high school, mas que logo a substituiu no grupo. O que aconteceu com Shosh? A personagem não está fazendo sentido nessa temporada, e começo a achar que ela sofre de problemas cognitivos ou psiquiátricos. Espero que não, que em algum momento a gente descubra que ela passou os esses episódios sob efeito de medicamentos pesados que não serão mais necessários. A personalidade de Soshanna era girly, não idiota.
Uma cena dispensável do episódio é a corrida pelo cemitério de Hanna, Laird e Caroline. Antes de criticar, temos que dar o parabéns para os realizadores por conseguirem reunir um grupo tão bizarro e engraçado. Mas nem toda a bizarrice justifica a infantilidade de brincar de corrida entre túmulos. Pelo menos a brincadeira rendeu uma ótima interação entre os três, no momento em que Caroline tenta explicar a razão de Adam cobrar uma reação mais sensível de Hanna em relação a morte. Caroline conta uma história sobre uma prima que sofria de uma doença grave, e cujos últimos desejos Adam se empenhou em realizar, e perante ao choro de Laird e a indiferença de Hanna, confessa ser uma mentira inventada apenas pra testar a reação da cunhada. Mais tarde, quando se encontra com Adam, Hanna conta a mesma história, dessa vez se colocando como prima da enferma imaginária, para justificar sua reação perante a morte de David. É, em Girls um namoro exige que se finja alguns sentimentos, até mesmo quando eles não dizem respeito ao companheiro. O episódio, apesar de fraco, reforçou o processo de autoconhecimento das personagens nessa temporada. Por ser escrito por Judd Apatow, confesso que esperava diálogos mais ágeis e um pouco mais de humor. Valeu pela novamente ótima Gaby Hoffman e pela sempre bem vinda participação de John Glaiser.
PS.: A demissão de Marnie não foi maravilhosa? A personagem está conseguido representar muito bem o desacerto sobre o qual Lena Dunham adora escrever. Ponto para Allison Williams.
The Vampire Diaries – 500 Years of Solitude
27/01/2014, 20:29.
Mônica Castilho
Reviews
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500 Years Of Solitude não foi somente mais um episódio, e isso ficou claro desde antes de ser exibido. Este foi o centésimo episódio de The Vampire Diaries, uma série que teve tantos – e cada vez mais frequentes – altos e baixos ao longo de seus cinco anos de exibição. Este foi com certeza um dos pontos altos, algo merecedor da nota máxima que posso atribuir, e não somente porque tratou sobre uma das personagens mais expressivas e marcantes da série até então, mas também porque mesmo que não soubéssemos anteriormente que se tratava de um episódio especial, ele fez seu papel e demonstrou sê-lo.
Este foi, por muitos, um episódio mais aguardado do que um de início de temporada. A morte batia na porta, e quem estava prestes a recebê-la – não de muito bom grado – era Katherine, e por isso o foco todo na personagem. Sendo tão grandiosa e digna de grandes feitos (embora nem todos bons), ela não poderia ter uma morte pequena, algo simplesmente rápido como de tantos outros que passaram pela trama. E, como se não bastasse seu meio milênio de vida, nesta temporada ela teve experiências que valeram praticamente como mais quinhentos anos: foi curada, teve seus vulneráveis dias humanos, conheceu a filha que lhe foi arrancada dos braços, envelheceu e se viu definhar até a morte. Bem, apesar de importante, não significava que a morte de Katherine fosse algo a se lamentar e, com raras exceções, foi feito exatamente o oposto disso.
Sempre respeitei muito a dor do Damon, até com mais empatia do que dedicava aos outros personagens, mas a atitude de dar uma festa enquanto Katherine sofria até a morte e depois torturá-la mentalmente o fez perder pontos em meu conceito. Muitos pontos. Em compensação, Stefan – a quem eu nunca dei muito destaque quando fora da mentalidade estripadora por estar metade do tempo sofrendo por Elena e a outra metade por si mesmo – esteve ao lado de Katherine e quis lhe proporcionar uma última lembrança feliz pois, apesar de todo sofrimento que ela lhe causou, ele compreendeu que, assim como todos ali, Katherine também é nada mais do que uma vítima que sofreu demais ao longo de sua vida.
Não só pela comemoração do Damon, a morte de Katherine pareceu uma verdadeira festa com direito a Klaus, Tyler, Rebekah pessoalmente, Jenna, Elijah, John no mundo da imaginação e Alaric e Vicki espiritualmente. Um bom pretexto para no centésimo episódio fazer uma homenagem a todos os personagens que marcaram em algum momento na série, embora tenham faltado Anna e Lexi, em minha opinião. Bem, isso sem contar as dezenas de Viajantes convidados por Nadia.
Por falar em Nadia, esta além de vir conquistando cada vez mais o seu espaço na série, não pode mesmo ser chamada de egoísta após oferecer o próprio corpo para a mãe. E, se Katherine não é capaz de amar como muitos dizem, não sei o que se chama tal sentimento quando ela preferiu morrer a ser uma parasita no corpo da filha. Cadê meus lenços de papel para enxugar as lágrimas, meu povo?
Antes que o fandom de The Vampire Diaries causasse enchentes ou revolta (ou ambos), Elena foi colocar a última cereja do bolo ao ir falar com Katherine e dizer que a perdoa, como se Kath tivesse em algum momento pedido perdão ou demonstrado arrependimento pelo que fez com Elena para salvar a si mesma. Pior ainda foi que Elena disse ao Stefan que não pode julgar ninguém, mas foi lá dar uma de superior e perdoar. Elena, se poupe.
Apesar dos momentos de hipocrisia de Elena – que ultimamente andam se tornando cada vez mais frequentes –, este com Katherine valeu a pena e o jogo foi virado novamente. Exatamente, a VampBitch está de volta em seu episódio de morte, que acabou sendo o episódio onde ela retornou ainda melhor e humilhando todos com sua astúcia, voltando a ser linda, jovem e vampira como antes. A morte batia na porta, mas como Katherine mesma disse, ela é uma sobrevivente.
P. S. [1]: A única coisa mal explicada foi que, após a transformação de Katherine, Nadia ligou junto com a tal aliada Viajante que ela arranjou, como se já soubesse o que a mãe faria, sendo que não tiveram tempo para combinar tal feito.
P. S. [2]: Outro enigma – o qual eu acredito que será explicado em breve – foi o motivo pelo qual os Viajantes quiseram o sangue de Stefan e Elena. Algo a ver com os doppelgangers, claro. Mas o quê?
P. S. [3]: Já que Caroline ama tanto o Klaus, ou o deseja tanto pelo menos, foi totalmente inaceitável e sem sentido ela ficar com ele às escondidas e desprezá-lo em seguida como um cachorro (ou diria meio-lobisomem?) sem dono.
P. S. [4]: Por fim, por mais que seja interessante ver Katherine no corpo de Elena e a série ficar livre dos dramas da protagonista por um tempo, é evidente que Elena não dirá adeus para sempre da trama, até porque é a principal. Com isso, o risco de morte está se aproximando novamente de Katherine, e provavelmente terá que decidir entre ir para outro corpo ou morrer de vez.
The Blacklist – The Good Samaritan (No. 106) e The Alchemist (No. 101)
27/01/2014, 14:53.
Mariela Assmann
Reviews
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The Blacklist voltou do hiato e a reviewer não voltou. Não foi beeeem assim a história, mas foi quase isso. Minha rotina tá mais doida do que nunca, e acabei me atrasando com a série. De qualquer forma, ao mesmo tempo que me desculpo pelo atraso, prometo assistir The Cyprus Agency (No. 64) logo e fazer a review dele ainda essa semana. Dito isso, vamos à review dos dois últimos episódios.
The Good Samaritan marcou o retorno de The Blacklist após o hiato de Natal. E foi um retorno eletrizante, como a temporada toda tem sido. E vimos, de certa forma, duas buscas distintas.
De um lado, acompanhamos Red e sua busca pelo traidor, pelo delator, pelos responsáveis por sua captura nos últimos episódios pré-hiato. E de pedaço de pão em pedaço de pão, o criminoso foi seguindo a trilha que levava à Aram. Eu confesso que suspeitei dele, já que ele é o gênio tecnológico da equipe. Mas se eu me deixei enganar com a descoberta do culpado, Red não se deixou. E com uma jogada genial – claro que Aram não se deixaria rastrear tão fácil assim – Red chega no verdadeiro culpado, que é entregue para o FBI pelo próprio Aram.
O culpado, na verdade, era Newton Phillips. O capanga e braço-direito de Red. Claaaaro que o cara foi executado, já que ele havia traído o patrão. Mas a cena chegou a ser bonita, parecia que Red não estava contente em fazer aquilo. De qualquer forma, ficou esquisito que o culpado não fosse do FBI, e por isso eu acreditei que veríamos um novo culpado em breve. E eu estava certa nas minhas desconfianças, como The Alchemist provou.
De outro lado, acompanhamos a investigação da semana. A princípio, Liz e os colegas não iriam participar de nenhuma operação, já que estavam sob suspeita de serem o informante. Mas como o “bom samaritano”, um serial killer do passado de Liz reapareceu, ela assumiu as investigações. O caso foi bastante interessante. Na verdade, todas as vítimas do criminosos eram pessoas abusivas, e o Bom Samaritano apenas reproduzia nas vítimas as lesões que elas haviam causado nas próprias vítimas. O criminoso era, portanto, a sua maneira, um justiceiro. E sua motivação era ter sido, ele próprio, abusado fisicamente pela mãe.
O cara acabou o episódio morto, já que Liz conseguiu juntar as peças do quebra-cabeça. Mas não sem uma grande ajuda de Red, é óbvio. Aliás, o nível de tapadismo do FBI é cada vez mais gritante. A Lizzie é uma especialista em perfis, mas precisou do Red pra avisar pra ela que a melhor coisa a fazer era procurar uma explicação pessoal pra conduta do Bom Samaritano. E essa dica teve que ser dada novamente em relação ao Alquimista. E duas vezes. É duro de acreditar que o FBI é tão burro assim. Quero crer que não seja.
Ah, nesse episódio Tom – eeeeeeeeeeeeeeeew – e Liz resolveram se amar novamente e tentar mais uma vez. Tudo muito lindo e feliz, só que não. Por que mesmo ele não morreu quando foi ataado? Preguiça.
The Alchemist foi outro bom episódio. Apesar do enfoque que deu pra vida pessoal de Elizabeth e de ter destruído meu ship – aquele que só eu shippo, Ressler e Keen, tão lembrados?
O caso foi muiiiito bom, mais uma vez. Na verdade deu o maior medinho de saber que vários alquimistas podem andar por aí, fazendo verdadeiros milagres e transformando “uma pessoa em outra”. E o cara era realmente um mago na sua profissão, tanto que era melhor que o Red. Imaginem a quantidade de gente morta que na verdade está viva graças ao cara? E mais: imaginem a “diversão” que Red terá ao caçar – ou fazer negócios – com essa gente toda, já que agora ele tem a listinha dos “mortos-vivos”? Não irei ficar admirada se essa história voltar a aparecer na série, dessa vez fazendo parte da caça de outros criminosos.
Além de ajudar Liz com o Alquimista, Red ainda encontrou o verdadeiro traidor. Quem diria que aquele montão de tirinhas de papel – aliás, a cena da reconstrução dos documentos me lembrou a cena de reconstrução das fotos do ótimo Argo – revelaria o nome de … Meera Malik. E que final de episódio, senhoras e senhores! Será que Red vai matar a agente? Claro que não sem ela revelar o porquê da traição antes. A propósito, estou BEM curiosa, já que ela foi a primeira suspeita descartada pelo FBI, em The Good Samaritan. Deve ter outro alguém por trás disso tudo.
Enquanto isso, Liz, além de correr atrás do Alquimista, viveu momentos em família com Tom. Mas a felicidade está ruindo – mais uma vez – e acho que ela logo vai ser traída pelo bonitinho e ordinário/ex-fofo Tom. É esperar pra ver, e estou na torcida. Só o que falta agora é o bebê chegar no meio desse caos todo. Ou seja: é o que deve acontecer nos próximos episódios. Quero só ver como Liz vai se virar com um bebê.
E o Ressler, ao que tudo indica, vai voltar com a ex-noiva. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! Logo agora que o casamento de Liz tá indo pras cucuias mais uma vez! Continuo torcendo pelo casal de agentes, mas a probabilidade de acontecer algo é cada vez menor.
Hoje a noite vai ao ar nos EUA The Cyprus Agency (No. 64), o último episódio antes de mais um hiato de um mês. Aposto que vai acabar DAQUELE jeito. Quais suas apostas?
Chicago Fire – Out With a Bang e Tonight’s the Night
27/01/2014, 11:00.
Maísa França
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Com Out With a Bang, Chicago Fire apresentou um episódio um tanto quanto morno. E quando digo morno, não é que ele tenha sido ruim, mas, o comparando com os episódios anteriores, ele teve um clima um pouco mais ameno, porém super importante. Importante porque mostrou bastante a relação de amizade de muitos membros do batalhão – o que, no fundo, é um dos combustíveis da série.
Shay foi o centro do episódio. Quem imaginava que o advogado que estava atrás dela queria, na verdade, entregar os documentos que mostravam que ela era a herdeira dos bens de Daryl? Fiquei bastante surpresa com tudo isso porque pensei que esse plot só serviria pra nos mostrar a intensidade da amizade de Shay e Dawson. O que importa é que a história rendeu, e rendeu muito! Com a notícia da herança, Shay foi a responsável por salvar o Molly’s que estava com os dias contados, mas agora já vê um futuro próspero. E foi por causa de Shay que nós descobrimos um pouco mais sobre a nova paramédica do batalhão. O comportamento agressivo de Rafferty é consequência de uma perda que ela teve e o seu modo de lidar com o sofrimento causado pela morte do marido. A amizade entre as duas tem tudo pra crescer e se tornar uma das coisas mais legais de ver na série.
Dawson passa por diversas situações difíceis nos treinos da academia. Em uma delas, é salva por ninguém menos que Jones e a deixa em uma saia justa: contar ou não para o Severide que sua nêmesis colou no teste? Colou mas salvou sua vida. Esse “empate” ainda promete deixar nossa candidata super confusa e fazer com que ela tente se empenhar um pouco mais nas tarefas para não ter que passar, de novo, por momentos como esse. Força, Dawson!
Casey ainda enfrenta as sequelas deixadas pela cirurgia e, finalmente, dá o braço a torcer e pede ajuda de Severide para fazer um relatório. Para quem começou trocando farpas, os dois até que conseguiram construir uma amizade verdadeira. Enquanto o bombeiro não melhora, a gente torce para que as sequelas não prejudiquem ainda mais a rotina dele, já que todo mundo vê que tem algo de errado, mas ninguém vai atrás pra ajudar.
O lado cômico do episódio fica por conta de Otis (claro!), que resolveu pedir a permissão de Severide para poder chamar Katie para sair. Após uma leve ameaça com uma serra elétrica, Severide dá a bênção ao casal e Shay já até prevê o futuro do relacionamento para Otis. São esses momentos de descontração que mostram o quão verdadeira é amizade de todos ali no batalhão.
Esta noite é a noite (interpretem como quiser)!
Chicago Fire só retorna dia 25 de fevereiro e, com um mês de hiato, é claro que iríamos ser surpreendidos com algum cliffhanger daqueles. Pra quem já estava sofrendo antecipadamente, Tonight’s the Night foi um prato cheio pr’aquela angústia e o roer de unhas que rodeiam a espera. Se você ainda não roeu todas as unhas, vamos para o que aconteceu nesse episódio.
A receita de fazer um caso que dura o episódio inteiro tem dado cada vez mais certo na série. Dessa vez, um resgate foi o responsável por um blecaute em uma região da cidade. E um blecaute é oportunidade perfeita para as gangues da região agirem como elas gostam: livres, leves e soltas.
Essa é a situação perfeita para o caos tomar conta da vizinhança e, sabendo das ameaças que os moradores poderiam sofrer, Chief Boden abre as portas do batalhão 51 para que eles possam se instalar até que a luz volte. A tentativa de instaurar a ordem no bairro dá certo até que o batalhão é invadido por um membro de uma gangue com sede de vingança pelo acidente. Severide vai de salvador a alvo nessa situação e é aí que a Detetive badass Erin Lindsay (de Chicago PD) aparece.
A polícia de Chicago está a postos para evitar saques e demais atos de violência durante o apagão, e Lindsay aparece para avisar que Severide corre perigo. Por conta das ameaças, o bombeiro é levado para a delegacia até a poeria baixar, até que *BOOM* somos surpreendidos por um dos melhores cliffhangers da série e a gangue acerta o calcanhar de Aquiles do bombeiro nessa temporada: Katie. Teremos que digerir essa informação por um mês e já criar diversas teorias sobre a reação do bombeiro, como será o resgate e tudo mais. Pode esperar mais um crossover por aí!
Enquanto a gente precisa sofrer com esse final, vale comentar aqueles pequenos detalhes que fazem a trama prosseguir: Otis sendo pego no flagra por Boden – e dando o troco depois -; Shay sugerindo uma noite lésbica pro futuro do Molly’s (uma ideia sensata, afinal) e Casey vendo sua recuperação ir por água abaixo com um sangramento suspeito no ouvido. Tá na hora de pedir ajuda porque a gente não aguenta mais!
Girls – Females only/ Truth or Dare e She Said Ok
27/01/2014, 09:55.
Matheus Odorisi
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Girls me pegou desde o primeiro episódio por identificação. O pulo do gato de Lena Dunhan é conseguir fazer com que situações como consumir crack em um beco de uma festa estranha ou entrar em uma caixa com televisões passando imagens aleatórias em um date com um artista pareçam familiares. É como se tudo isso não só fosse possível, mas que se encaixasse em nossas vidas, mesmo que na verdade nossa semana se resuma em entregar textos nos prazos pra não perder o emprego.
A atriz, produtora, roteirista e diretora de alguns episódios de Girls consegue captar a nossa geração tão bem que mesmo em situações esdrúxulas a gente se vê ali. Lena conhece a geração de que fala: uma geração de perfeccionistas, mas que busca a perfeição imediata. E é exatamente na crítica dessa geração que são construídos os personagens e a terceira temporada, até agora, parece ser a corroboração disso. Ninguém consegue ser perfeito em Girls, e toda vez que chega perto de algum sucesso, leva uma rasteira. Isso porque estão sempre tentando chegar rápido demais, se cobrando demais, e pensando de menos no que fazem. Estão justamente naquela fase da vida em que só aprendem com os próprios erros, e continuam assim, errando. Dunham construiu antiexemplos e continua insistindo em que nenhum personagem de sua série deva ser admirável.
Na estreia, que contou com episódio duplo, o foco não caiu sobre Hanna, ao contrário da grande totalidade dos episódios da segunda temporada. Tivemos muito de Adam e Jessa, pra começar. O namorado de Hanna tem ganhado muito destaque desde a última temporada e ninguém tem o que reclamar sobre isso. Addam Sackler entrega muito bem o papel e seu personagem é um dos mais interessantes da série, e sem dúvida o personagem masculino mais complexo.
Na primeira cena de Females Only, Adam conversa com Hanna na cafeteria quando é abordado por uma ressentida Natalia, sua ex, acompanhada da amiga loira. A ex abandonada descarrega, sob os incentivos de sua amiga, tudo o que queria falar sobre o cara, como insultos que incluem “seu Neanderthal sociopata viciado em sexo”, e não poupa Hanna ao falar que ela terá um filho com ele, não saberá cuidar e cometerá infanticídio. Na maravilhosa sequência de discussão, que tem o tom típico das brigas das produções de Judd Apatow, excluindo as previsões sobre a maternidade de Hanna, Natalia tem toda a razão. Tudo o que ela fala sobre Adam, apesar do tom de humor devido a ênfase da discussão, é verdade. Esse é um dos pontos dos dois episódios de estreia: personagens são confrontados com a realidade a partir da visão que os outros tem deles. Isso é muito comum em Girls, e muito comum na vida de todo mundo que assiste a produção da HBO. É o nosso famoso choque de realidade.
Adam não gosta dos amigos de Hanna, e descobrimos isso enquanto ela prepara uma social em sua casa. Na verdade, Adam não gosta mesmo é de socializar e isso o torna um namorado perfeito para a egocêntrica personagem de Lena Dunham, que precisa de muita atenção o tempo todo. Na road trip que fazem para buscar Jessa na rehab (da qual Hanna reclama de ser muito comum, de não proporcionar nada para que ela escreva sobre), Shoshanna diz para Adam que é bom para o seu namoro que ele não seja uma pessoa normal, e que só tenha que se ocupar com uma atividade sociável, que é o seu relacionamento. É como se para atender Hanna, fosse necessário não ter mais nenhum problema. E Adam parece não ter, ou melhor, não se preocupar, o que faz o personagem ocupar o papel que cabia a Marnie na primeira temporada: equilibrar o caos emocional apresentado pelos personagens de Girls.
Já Jessa, outro foco dos episódios, encontra-se internada em uma reabilitação da qual é expulsa, após hostilizar vários pacientes, ironizar os problemas de todo mundo, e chegar no ápice de fazer sexo com a personagem lésbica da ótima Danielle Brooks, de Orange is The New Black (que, aliás, foi mal aproveitada nessa curta participação). O problema de Jessa na rehab, e talvez em sua vida em geral, é achar que é muito benevolente ao sempre falar a verdade. Mais agressiva do que empática, a hippie sai “resolvendo” os issues de todo mundo de seu grupo de apoio, disparando coisas como “dizer que seu tio te abusou não e desculpa para se ferrar na vida”. E o que temos é novamente um confronto do que ela acha que é, sincera, com o que as pessoas pensam que ela é, maldosa. A diretora da clínica chega a perguntar para Jessa se ela é uma sociopata. A passagem pela rehab parece fazer com que a personagem pense sobre o que ela considera verdade, e aponta para mudanças em seu comportamento nessa terceira temporada.
Falando em mudanças, é impossível não notar que Soshanna parece outra personagem nessa temporada. Sosh agora divide a semana com dias em que intercala estudos e boate, e acaba dormindo na biblioteca nos dias em que não sai pra dançar. A garota tá pegando todo mundo, pensa que uma mulher não pode ser presidente por conta da TPM e se diverte com sitcoms. Onde está Soshanna que conhecemos e aprendemos a amar? Devolvam o cérebro dela, por favor!
Marnie passa por uma fase pós término com Charlie, que sabemos ser um plotline que não estava nos planos dos roteiristas, mas virou a solução após o pedido de demissão de Christopher Abott (que ainda vive em nossos corações). A personagem interpretada pela linda Allison Williams passou por muitas mudanças que destruíram a sua imagem segura que víamos na primeira temporada. Mais uma vez, Lena Dunham destruindo vidas no seriado. Marnie chora pelos cantos pelo término, está morando com sua mãe e chega atrasada em seu novo trabalho, como barista no café de Ray. Só descidas para ela. Confesso que eu torço muito pela Marnie, que em algum momento da série se tornou tão dependente de seus relacionamentos que dá realmente vontade de passar uns conselhos pra ela, que só pode ter daddy issues pra justificar esse comportamento.
Hanna volta pro foco no segundo episódio (na verdade o terceiro, contando que o primeiro é duplo), She Said Ok. Em seu aniversário estão presentes seu editor (que descobrimos ser gay e cafona), um muito mais bem sucedido Ray – já gerente da rede de café – ,Shoshanna de vestido de couro e nem ligando pro ex, Jessa, Marnie querendo cantar, os pais de Hanna, Adam, e sua irmã, personagem que nos é apresentada nesse episódio, interpretada por Gaby Hoffman. A ótima atriz faz o mesmíssimo papel que ela interpretou em Crystal Fairy and the Magical Cactus, produção encabeçada por Michael Cera, mas funcionou na série tão bem quanto funcionou no filme. A personagem é a deixa pra conhecermos um pouco mais de Adam, que finalmente apresentou um issue familiar: odeia a inconsequente irmã.
Girls voltou com muito mais fôlego do que apresentava na segunda temporada. A série, nos três primeiros episódios, explorou de maneira mais equilibrada os personagens sem parecer que tudo se trata de Hanna. A desconstrução da identidade e a crítica ao perfeccionismo e ao imediatismo está mais direta, mais ácida, mostrando que Lena Dunham ainda conhece a geração para quem ela fala e ainda sabe muito bem como fazê-lo.
Sleepy Hollow – The Vessel e The Indispensable Man/Bad Blood
26/01/2014, 15:00.
Mônica Castilho
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A curta temporada de Sleepy Hollow chega ao fim e, apesar de ter se adiantado com uma season finale dupla (ou com um grande episódio de quase uma hora e meia de duração), a série soube se justificar sem cansar o espectador pela jornada dobrada. De fato, Sleepy Hollow mal teve tempo de voltar do hiatus com seu episódio The Vessel, e logo teve o encerramento da primeira temporada.
Desde seu início, o ponto favorável do seriado foi que conforme a história prosseguia, dúvidas iam surgindo enquanto outras eram sanadas, de modo que a espera por uma resposta nunca cansa mas ao mesmo tempo o interesse nunca acaba, por novos suspenses sempre serem apresentados. Outra vantagem que se confirmou nesse final de temporada é que a história nunca foi e nem será somente sobre o Cavaleiro Sem Cabeça que, embora tenha uma grande importância, não age exclusivamente, nem sozinho.
Tanto quanto o próprio Cavaleiro, ou até mais, outro elemento que ocupou os pesadelos de Abbie e Ichabod durante a temporada inteira foi Moloch, o demônio que apareceu para Abbie e a irmã quando ainda eram crianças e foi responsável por abalá-las psicologicamente até hoje. Para os apreciadores do sobrenatural, o termo “vessel” pode ser muito familiar, significando o receptáculo; ou seja, a pessoa que recebe a possessão.
Como receptáculo, a opção por Macey – filha do Capitão Irving – me pareceu mais como uma tentativa dos criadores de voltarem atrás no clima que acontecia entre o pai da garota e Jenny, já que após o exorcismo a família voltou a ficar mais unida e foi como se os flertes nunca tiveram existido. A única coisa que não deu para remediar e surpreendeu foi o destino pelo menos temporário de Irving, pagando por um crime que não cometeu.
Apesar de todo o tormento causado, o real propósito da possessão era a tão disputada Bíblia de George Washington, que vem sendo citada desde o começo da trama como guardadora de segredos codificados, e que veio de brinde para os nossos tempos juntamente com Ichabod. Uma temporada depois de a tal bíblia continuar dando sopa, finalmente descobrem que George Washington voltou dos mortos e escreveu em código nas páginas o caminho até um mapa. Então vira uma espécie de Código Da Vinci, com tumbas para serem exploradas, corpos para serem encontrados e finalmente o tal mapa com o caminho de ida e volta para o purgatório.
Não sei qual o fetiche que séries sobrenaturais tem com assuntos ligados ao purgatório e visitas ao mesmo, e também com profecias. Mas o fato é que em Sleepy Hollow esses clichês até que caíram bem para resolverem um problema que se arrastava desde o começo da série e se tornaria cansativo se ficasse sendo arrastado por outra temporada: o resgate de Katrina. E tal resgate, além de obrigar Ichabod a usar o mapa que com certeza traria a desgraça para todos, cumpriu a profecia contra a qual lutou inutilmente, entregando então Abbie para Moloch.
Apesar do elemento “purgatório” e de Abbie ter ido parar no mesmo para ser perseguida eternamente – pelo menos enquanto estiver lá – por Moloch, a surpresa mesmo foi em relação a Henry, também conhecido como o Devorador de Pecados. Assim que apareceu na série, o personagem conseguiu conquistar a simpatia do público, principalmente por salvar Ichabod do suicídio e a partir de então dedicar a vida para salvar a Crane e Abbie enquanto ambos fazem a missão das Testemunhas. Foi um personagem de nos causar apatia, por ser o idoso que sofre até fisicamente para um bem maior. A idade, inclusive, tornando-o um ser mais frágil ajudou nessa comoção, e foi uma surpresa quando ele se revelou filho de Ichabod e Katrina.
Henry é Jeremy, um personagem que quando foi citado pela primeira vez despertou curiosidade e aquele desejo de vê-lo logo por aí, saber quem ele é. Não foi exatamente uma decepção, mas um choque saber que o próprio protagonista é o pai de um dos cavaleiros do apocalipse, e mais ainda porque nos foram dados vários sinais disso ao longo das temporadas, mas que só puderam ser notados ao Henry (Jeremy) explicar os mesmos. Abbie também descobriu, mas assim como seu companheiro de missão, foi tarde demais.
A temporada se encerrou de uma boa maneira, cumprindo o que prometeu em seu início mas sem deixar de ter ganchos para a próxima. O Cavaleiro Sem Cabeça que andou sumido retornou para levar sua amada, Katrina, até onde ninguém sabe, enquanto passa a vez para o da Guerra (Henry), sem que Abbie ou Ichabod possam impedir qualquer coisa. Só restam Irving e Jenny, mas ele está preso e ela sofreu um acidente que sabe-se lá como ficará. Aliás, não entendo porque o Cavaleiro não cortou a cabeça dela como o das outras vítimas. De qualquer maneira, se a situação não começou boa nesta temporada, na segunda estará ainda pior, já que a atual se encerrou com todos os personagens “do bem” separados por distintas razões. Então, nos veremos na próxima, e enquanto isso desejamos sorte para nossos heróis!
P. S. [1]: A tão aguardada mudança de figurino de Ichabod ocorreu, mas ele ainda está usando o mesmo casaco! Pode isso produção?!
P. S. [2]: Nunca deixará de ser engraçada a relação de Ichabod com a modernidade, que desta vez se resumiu com ele mandando sms e aprendendo o que são emoticons. Se bem que alguém que não consegue usar uma roupa mais moderna não pode exigir um celular melhor (embora seja uma comédia ele exigindo).
P. S. [3]: Agora que a temporada já acabou, posso dizer: John Noble sempre me fará pensar que a qualquer momento ele encarnará o Walter (de ). Não adianta.
Dracula – Let There Be Light
26/01/2014, 11:00.
Gabriela Pagano
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E a série Dracula, finalmente, chegou ao final – ou, pelo menos, ao final desse primeiro ano. Depois de uma temporada narrativamente arrastada, com índices de audiência baixíssimos, o programa teve uma season finale até que interessante, com índices de público um pouco mais altos.
O episódio passado tinha acabado na cena em que Drácula transformava Lucy em vampira e, com certeza, muitos espectadores esperavam saber quais seriam as consequências disso. Para a tristeza dessas pessoas, o acontecimento foi pouco explorado e o desenrolar dessa história ficou para a próxima temporada – se é que ela vai existir. Entendo as razões que levaram os roteiristas a não trabalharem essa parte do enredo agora. Afinal, com a escassez de conteúdo que a série apresentou em seu primeiro ano, melhor guardar um pouco para o segundo (insisto: se ele existir). Mesmo assim, ver Lucy transformada e conhecer algumas implicações disso teria dado uma movimentada na season finale que, apesar de ter tido cenas instigantes e até um cliffhanger digno, foi parada na maior parte do tempo. A coisa só pegou fogo nos dez minutos finais. Mas não vamos falar disso ainda.
Lá para a metade do episódio, algo surpreendente aconteceu. Van Helsing destruiu o local onde armazenava os ingredientes necessários para fabricar a poção que permitia que Drácula saísse ao sol e ainda matou Renfield, que o pegou no flagra. Não bastasse todas essas maldades, ainda descobrimos que ele transformou os filhos de Browning em vampiros, cortou o dedo de um deles e, em seguida, quando as crianças já estavam reunidas com o pai, matou todos eles queimados. Claro que a gente tem que considerar o que Van Helsing viveu no passado, ele testemunhou toda sua família ser assassinada. Mas, mesmo assim, todas essas ações foram extremamente malignas se considerarmos a imagem de Van Helsing que construímos a partir de histórias (literárias ou audiovisuais) que nos foram contadas até agora. E isso não é uma crítica. Só quero sustentar um argumento que formulei ainda no primeiro episódio da série: de que, na versão da NBC, Drácula e Van Helsing teriam seus papéis invertidos; o primeiro é bonzinho e, o segundo, o grande vilão.
E isso soa bastante estranho (não de um jeito negativo, apenas peculiar). Mesmo que consideremos tudo o que Van Helsing viveu no passado, a sede por vingança, ele ainda era o personagem humano da história e seus atos não demonstraram nenhuma humanidade. Ele não cogitou perdoar e, para tornar as coisas mais trágicas, também assassinou crianças que nada tinham a ver com os atos do pai. Ele foi cruel como poucos seres humanos conseguem ser. Drácula, o vampiro sem sentimentos, na tradição, teria sido mais piedoso…
Afinal, Drácula teve piedade de Lady Jayne em seus últimos suspiros de vida. A loira, que tentou exterminá-lo após descobrir a verdadeira identidade de Alexander, não foi boa lutadora. Sem dificuldade, Drácula a venceu e mostrou que ele era imune a todas as armas utilizadas por ela. Mas por quê? Seria pela idade? Ele é um vampiro mais forte? Pode ser.

Já de volta para a casa, Drácula se deparou com Mina em sua sala. Ela observava o retrato de Ilona e não se incomodou com nada. Em uma história normal, o fato de Drácula ser apaixonado por alguém que era a cópia dela seria motivo para muito “mimimi”. O primeiro: Drácula não gosta dela, mas sim da cópia que ela representa da esposa dele. Mina, no entanto, não se incomoda com isso e acha, realmente, que existe uma ligação de vidas passadas entre os dois. Isso, com certeza, é verdade. Mas, se a segunda temporada existir, espero que as coisas não sejam tão simples assim.
No que depender de Van Helsing, não será. Quando já estávamos perplexos com toda a maldade que ele fez no episódio, a cena final nos deu certeza de que, a partir de agora, ele é o grande inimigo de Drácula (e não mais a Ordem, que foi enfraquecida com a morte de seus principais integrantes). O professor contou a Harker que Alexander é, na verdade, Drácula e, ao que tudo indica, ele vai ensinar o ex-jornalista a matar o vampiro. Mas, cá entre nós, se nem Lady Jayne conseguiu tal feito, irá Harker, o bobo, ser capaz de tamanha missão? Quando penso nisso, confesso que uma pontinha de curiosidade nasce em mim e quase chego a torcer pela segunda temporada. Mas penso melhor e, não, I’ll pass. Que furada, hein, Jonathan Rhys Meyers?
Apesar de tudo, para quem gostou da série, acredito, sim, que a NBC possa dar uma segunda chance ao seu projeto que, antes de mais nada, foi bastante divulgado pela emissora (o canal apostou alto na versão moderna-só-que-não das histórias de Bram Stoker). O cancelamento também não seria uma surpresa e ainda aposto mais nisso. Se o segundo ano acontecer mesmo, vou sentir saudade de Renfield. Será que ele morreu de verdade? As perguntas são muitas, as expectativas são altas e as respostas são sempre vagas. Pelo menos, tem o Jonathan Rhys Meyers para dar uma alegrada aos olhos. Que furada!
Obs.: dei a nota ao episódio considerando sua qualidade em relação aos outros episódios dessa mesma série exibidos até aqui e não sua qualidade como uma obra audiovisual em uma indústria. Comparada a outras séries, Dracula deve muito.
Modern Family – Under Pressure e Three Dinners
25/01/2014, 18:00.
Maísa França
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Quando o fardo que você carrega começa a se tornar pesado demais, é sinal de que você precisa de ajuda. Em Under Pressure, os roteiristas de Modern Family nos surpreenderam e fizeram do episódio um dos melhores da série. Não por conta de cenas engraçadas e sacadas geniais, mas sim pela carga dramática que foi despejada nesses pouco mais de vinte minutos de história.
Nem as participações especiais do episódio Jane Krakowski, Jesse Eisenberg e John Benjamin Hickey conseguiram ofuscar o brilho de Ariel Winter, que cresceu, deu aquela encorpada e roubou a cena nos mostrando uma interpretação emocionante de um lado ainda não explorado de sua personagem. O sweet sixteen finalmente chegou mas ele pode não ser tão doce quanto parece. Enquanto a maioria das adolescentes surtam em seus lindos bailes, Alex surtou com uma comemoração particular. Afinal, estamos falando de Alex, uma adolescente fora dos padrões da sua idade.
A menina que até há pouco estava tímida e escondida na trama da quinta temporada – e em toda a série, no geral – decidiu desabafar. Como mostrou o episódio anterior, crescer não é fácil e, quanto mais o tempo passa, mais aumenta a pressão que nos rodeia. E, Alex, que já vinha sofrendo com um pressão desde sempre, explodiu. Quem se deparou com o surto da menina esmagando a vela no bolo e o comendo com as próprias mãos não poderia imaginar que, após essa cena engraçada, a personagem seria o arco dramático do episódio. Parabéns ao roteiristas porque, olha, vocês surpreenderam todo mundo!
Enquanto ouvíamos todos os desabafos de Alex em sua “sessão de terapia”, fomos apresentados aos adultos mais uma vez se tornando adolescentes. Essa inversão de valores, afinal, vem sendo bem explorada na trama como um todo. Dessa vez, eles voltaram ao mundo da escola e se tornaram aqueles personagens caricatos que estamos acostumados a ver por aí: o nerd (Phil), o quarterback (Jay), a estudante estabanada (Claire) e a líder de torcida (Gloria). Tomando os estereótipos que marcam a adolescência de todo mundo, as situações na escola acontecem de modo engraçado, dando o tom cômico que o episódio merecia – e que estamos acostumados a ver. Foi necessária essa volta ao ambiente escolar para Claire perceber que precisa voltar a ter o comando sobre a filha. Não dá pra culpar a Claire por essa situação porque Alex sempre foi muito madura para sua idade e isso criou essa zona de conforto que presenciamos até agora.
As participações especiais foram pouco exploradas e, bem, o plot de Mitchell – apesar de ter a Lilly – conseguiu ser tão chato quanto seu vizinho ecologicamente correto, interpretado por Jesse Eisenberg.
Se por um lado, Under Pressure foi um episódio sensacional, Three Dinners conseguiu ser mais uma episódio mediano que explorou, mais uma vez, a sagacidade de Haley. A história foi divida em três jantares distintos, com objetivos diferentes mas faltou, justamente Alex, Luke e Lily para dar um gás nas histórias.
Apesar do jantar de Cam e Mitchell ter sido o mais engraçado, o jantar que mais me agradou foi o da família Dunphy porque Haley tem se mostrado uma personagem muito madura e por enquanto, só seus pais não perceberam isso. Ela é a típica estudante de faculdade que faz o mínimo possível nas aulas mas que surpreende à todos uma hora ou outra. Dessa vez, a surpresa foi ela já ter todo seu futuro planejado e ainda ter dado uma aula sobre isso para seus pais que, constantemente, a confrontam sobre questões mais sérias. A menina já tem decidido o que vai fazer da vida e seus pais não tinham nem ideia da capacidade dela. Bom, por um momento, nem a gente tinha ideia disso, não é mesmo?
Cam e Mitchell foram os protagonistas de um super desencontro entre um casal que conheceram no restaurante. Como sempre, Cam roubando a cena de um modo nada convencional. Quanto mais ele tenta não chamar a atenção, mais atenção ele chama e isso é inevitável já que a presença do personagem é algo muito forte em todas as cenas. De um jeito ou de outro, ele sempre acaba ofuscando Mitchell. Ele é a luz do casal, não importa aonde estejam.
E pra fechar esse episódio no qual as famílias não se encontraram, temos Jay tentando ser durão quando, na verdade, não passa de uma manteiga derretida. Pra evitar maiores sofrimentos, ele afasta as pessoas antes que elas se afastem dele – e pensar que tanta gente assim no mundo…
Para evitar sofrer com a mudança de seu amigo Shorty, ele tenta fazer de tudo para que o companheiro desista de embarcar em sua nova vida na Costa Rica. Manny e Gloria são os responsáveis jogar na cara de Jay esse comportamento inútil e abrir o olho do velho em relação à isso. O resultado? A mais singela forma de demonstrar a amizade: um abraço apertado entre Jay e o amigo, seguido de choro que, segundo Gloria, foi muito mais feminino do que o esperado.
Parenthood – You’ve Got Mold
25/01/2014, 14:57.
Karina Mochetti
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Finalmente tivemos um pouco de Hank e Sarah novamente. Foi muito pouco, na minha opinião, e pouco desenvolvido. Que haveria conflitos no início dessa parceria era óbvio, mas achei que foi por um motivo tão bobo e que tudo se resolveu de forma mais boba ainda. Espero que os próximos episódios consigam tiram melhor proveito de Lauren Graham e Ray Romano juntos, eu gosto muito da química dos dois em cena.
Enquanto isso, a vida escolar de Max continua ganhando mais destaque na história. Ainda acho estranho, depois de tanto tempo, eles simplesmente voltarem a dar atenção para isso, como se por um tempo tudo estivesse bem na escola, quando na verdade não estava. Em todo caso, os problemas de Max na escola deixaram aberto um novo arco para Kristina, que eu temo que acabe sendo muito parecido com a primeira metade da temporada, quando ela tentou entrar para o mundo da política. Abrir uma escola para ajudar crianças como Max me pareceu um pouco “mais do mesmo”. Espero estar enganada.
Já Crosby e Jasmine são expulsos de casa por causa de mofo. Acho que essa temporada eles estão sendo pouco aproveitados, já que participam de histórias curtas e sem muita conexão. Estão quase mais coadjuvantes do que Hank, que está tendo bastante destaque. Talvez essa mudança temporária de casa renda alguns episódios, veremos, mas até aqui acho que faltou uma grande história para eles, ainda mais se lembrarmos que eles começaram a temporada tendo uma filha.
E finalmente a separação de Joel e Julia aconteceu de verdade e eles tiveram que enfrentar a parte mais delicada da situação: contar para as crianças. Eu achei a cena rápida e direta demais. Depois de enrolar a separação por diversos episódios, as crianças tiveram pouquíssimo espaço e o foco continuou sendo em Julia, que mais uma vez olhou para a cama vazia e mais uma vez foi chorar nos braços de alguém da família.
Cada episódio gosto mais de Camille. Ela mudou muito e não voltou completamente da Itália. Uma parte dela ficou por lá e ela está desesperadamente tentando sobreviver ao seu retorno mantendo contato com tudo que tenha uma ligação com sua viagem. Isso claramente afetou Zeek, que percebeu da pior maneira como a sua teimosia e aversão a mudanças estava deixando Camille infeliz. Precisou de tudo isso para ele finalmente aceitar vender a casa e se mudar. O problema é que eu não acho que agora isso seja suficiente para Camille, agora ela vai querer continuar suas viagens e não sei se Zeek está preparado para lidar com isso.
No geral foi um episódio bem mediano, que não empolgou nem evoluiu muito nenhuma das histórias e não me deixou ansiosa para que 27 de fevereiro chegue logo. Uma pena.
New Girl – Birthday
24/01/2014, 16:48.
Carla Heitgen
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Quem acompanha Jessica Day desde a primeira temporada sabe que a professora sempre espera o melhor das pessoas. Só que sua grande virtude tem uma maldição, a de criar expectativas irreais. Outra característica que a distingue é sua imaginação, a menina pensa fora da caixinha o tempo inteiro, portanto, lógica é uma palavra que conhece apenas na teoria. Por isso, surpreendê-la é uma tarefa quase impossível.
Nick, seu namorado, porém, é tão muquirana quanto persistente. Quer que a data de nascimento da Senhorita Day, a primeira que irão comemorar como um casal, seja especial, e prepara uma festa surpresa. Cada amigo fica encarregado de uma parte do evento. O que o pragmático bartender não pensou era que planejar uma festa que ocorreria de noite não excluía a manhã e a tarde da data e Nick não tem ideia de como preencher o dia especial da namorada enquanto os preparativos acontecem em seu apartamento.
Ele até tenta enrolar no café da manhã, sugere uma soneca de 7 horas e inventa umas coisinhas para fazer. Mas nós sabemos que os planos de sair da rotina desse pessoal não costumam dar nada certo. Em sua agenda improvisada de atividades comemorativas ele inclui uma visita à farmácia, um passeio em um parque, onde Jess rouba a festa de uma garotinha sem querer e… opa. Ela percebe que Nick não havia planejado nada e, sem saber da reunião programada para mais tarde, volta para sua casa triste, muito triste. É claro que Nick, do jeito dele e com a ajuda de seus amigos, consegue elaborar uma me(i)ga surpresa, daquelas que nos deixam com olhos de ternura do gatinho do Shrek e que de tão elaborada nem parece improviso. Destaque para os depoimentos e suas respectivas legendas.
Nas demais histórias, Schmidt ajuda Cece, que ainda não pegou o jeito de trabalhar em um bar. O publicitário, sob o pretexto de ver se a ex-namorada está bem na ausência de seu mentor, Nick – que aparentemente encobre seus erros de novata – a acompanha em suas desastradas tentativas de ser eficiente e a lidar com a implicância de um colega que deseja dedurá-la para a gerência. Schmidt a lembra da mulher forte e confiante que é, o que a motiva a não desistir e a chamá-lo de amigo pela primeira vez desde o confuso e traumático fim do relacionamento dos dois.
Winston e Coach, encarregados do bolo e da decoração, deveriam colocar sua rivalidade de lado em prol de seus objetivos comuns, se isso fosse possível. Com a competição aflorada desde o tempo em que jogaram juntos é hora de saber quem faz o melhor bolo. Interessante que, na cozinha, os dois tentam um ultrapassar o outro com dribles como se estivessem em uma quadra de basquete e fica claro como Coach se sente intimidado por Winston, apesar de toda sua pose de machão autoconfiante. A cena em que fazem de tudo para esconder a decoração da festa de Jess, que voltou inesperadamente para o loft, foi uma das mais engraçadas do episódio, especialmente o salto de ginasta de Coach para alcançar um item que estava atrás do sofá. No fim, apesar da disputa, a amizade (e o bolo) os une novamente.
Desde o México, o Dia de Ação de Graças e outras oportunidades em que o grupo de amigos e companheiros de apartamento tentam algo elaborado para fugir da rotina, o rumo do humor parece se perder. Se por um lado foi um daqueles episódios fofos em que a amizade prevalece, por outro teve momentos engraçados, mas nada comparado a histórias anteriores, a não ser pelo Schmidt, claro, que em vez de gravar um depoimento para a aniversariante, a parabenizou de um jeito bem megalomaníaco, como ele próprio.
New Girl mais uma vez mostrando a irregularidade de sua terceira temporada. Ansiosos pela participação do “cantor conhecido anteriormente como Prince”? Zooey já postou foto dos bastidores!
Semana que vem a série não será exibida, pois a Fox transmitirá pronunciamento do Presidente Obama.
Até a próxima!
Pretty Little Liars – Love ShAck, Baby e Close Encounters
24/01/2014, 09:43.
Ariel Cristina Borges
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Eu sabia que Pretty Little Liars ainda tinha salvação. Sabia que valia a pena continuar assistindo uma série de episódios com mais do mesmo e fui recompensada com os dois últimos episódios. Claro, ainda aconteceram coisas que eu ainda não sei se encaro como ingenuidade ou burrice das meninas e outras que foram de olhar para a tela e perguntar para o nada “sério mesmo, produção?”, mas, mesmo assim: NÓS ESTAMOS EVOLUINDO! e eu nunca achei que ia ser tão angustiante saber que é A. Mas vamos por partes. Essa fica para o final.
Love ShAck, Baby foi, visivelmente, o mais fraquinho dos dois. O diário de Alison foi só mais uma das muitas coisas da amiga que elas pegaram e que, logo depois, sumiu misteriosamente. A única diferença é que agora, nós sabemos quem pegou e como isso aconteceu. E essa foi a grande graça do episódio. Como pudemos nos deixar enganar por aqueles malditos olhos verdes por tanto tempo? Como olhar para o Ezra sem sentir enjoo agora que conhecemos as verdadeiras intenções dele? Acho que eu estou meio que sofrendo por antecipação por tudo o que a Aria vai passar quando descobrir. Não adianta dizer que ela é burra por confiar nele agora. Assim como nós, ela foi enganada por quatro anos e ainda está apaixonada pelo cara… Poor girl.
Agora, podemos dizer que ela e as outras três são burras por outra coisa: elas ainda escondem segredos umas das outras, mesmo sabendo que isso é uma arma que Ezra tem contra elas. Eu desconfiaria de todas as paredes, carros e celulares depois de tanto tempo sendo chantageada.
Achei que os segredos que estavam no diário iam ser mais bombásticos e que nós íamos descobrir coisas realmente úteis antes do Ezra conseguir pegá-lo de volta. De repente alguém tivesse sido testemunha de um assassinato ou algo parecido, mas… a Hanna pegou o Mike. Wow. Pelo menos isso serviu para mostrar o poder que Alison tinha (e ainda tem) de fazer com que elas acreditem que sempre estão erradas. Qual é o problema em dar uns amassos no irmão mais novo da amiga, gente?
Spencer vem, finalmente, ganhando destaque por motivos diferentes. Desde Who’s in That Box? ela não é mais o único cérebro delas quatro. As pesquisas de Hanna sobre a menina que pode ter morrido na mesma época que Alison e o sistema de Emily para marcar as histórias do diário poderiam ter sido atribuídas a ela sem pensar duas vezes. Pode ser que os escritores tenham percebido que ela chamava mais atenção que as outras há um tempinho e decidiram mudar isso. Mesmo assim, a minha liar preferida conseguiu ser diva até saindo de casa para morar com o Toby, coisa que ela já devia ter feito há muito tempo, diga-se de passagem. Com pais daqueles e com a grana que ela tem, já podia ter dado um grito de liberdade há muito tempo.
Ainda falando sobre os Hastings, Peter e Jessica estão escondendo alguma coisa e não é a reabilitação de Jason. É só uma questão de tempo para descobrirmos a verdade.
Close Encounters marcou Emily como o episódio em que ela se revoltou e se deixou manipular pela Alison novamente. Ok, elas estavam em segurança ali e Alison parece estar realmente fugindo de alguém, mas ninguém pode garantir que ela não está jogando com as meninas novamente, como Spencer disse. Não me surpreenderia se, no fim das contas, elas quatro acabassem como marionetes nas mãos de Alison e de Ezra.
E, quem diria? Shana estava esse tempo todo usando os poderes para o bem. Foi estranho descobrir que ela não é assim tão ruim. Mesmo assim, acho que ela ainda tem coisa a esconder.
Graças aos céus, a fossa da Hanna não durou muito. Não ia aguentar mais alguns episódios com aquele humor maravilhoso com que ela passou os dois últimos. Até dar uns bons beijos no Travis (já era completamente óbvio que isso ia acontecer) e quebrar uns pratos na parede com sua mãe (fiquei morrendo de vontade de tentar essa terapia. Deve ser reconfortante.) ela estava INSUPORTÁVEL. Agora é superar o Caleb e bola pra frente, fica com o Travis que teu ex tá apaixonado por uma menina que morreu no primeiro episódio da outra série (juro que parei com Ravenswood depois disso).
Preciso fechar essa review com sinceros pedidos de desculpas ao Jake e por todas as vezes em que eu disse que queria que ele sumisse. Pelo visto, é ele quem vai ajudar Aria a descobrir quem Ezra é de verdade. Senti dor no coração quando ele machucou o pé com aquelas facas escondidas, apesar de a reação de Ezra ter sido previsível. Agora ele só precisa juntar os pontinhos. Já viu a reação violenta do professor com a tal mulher desconhecida (quem é aquela, meu Deus?), contou para Aria que desconfiava dele e depois que fez isso, teve um de seus equipamentos de treino sabotados. Espero que ele não seja tão lento quanto elas quatro.
A segunda parte da temporada de Pretty Little Liars está ganhando ritmo. Nos resta torcer para que ele não seja perdido até o episódio final.
Nashville – I’ll Keep Climbing
23/01/2014, 21:21.
Gabi Guimarães
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Adeus, Peggy.
E é assim, sem muitas delongas, que Nashville faz sua estreia em 2014, em um episódio quase perfeito. Sem qualquer rodeio ou mistério, já no primeiro minuto de I’ll Keep Climbing ficamos sabendo – com grande alívio, há que se dizer – que a personagem que deixa a série, afinal, é a insossa esposa de Teddy.
Devo dizer que não engoli nem por um segundo toda aquela história de que o atirador, na verdade, tinha Teddy como alvo, pois culpa o prefeito pelo seu desemprego crônico. E mais do que isso: que ele teria sido encontrado morto pela polícia de Nashville em um aparente suicídio. Teddy – que pode até ser um completo babaca, mas não é ingênuo – também desconfiou desta versão tão simplista e sem sentido dos fatos, e está certo de que existe algo muito maior por trás desta tragédia. Sua certeza de que algo está errado é tanta que ele decide manter distância até mesmo de Maddie e Daphne, por uma questão de segurança. Continuo apostando em Lamar, afinal, o ex-poderoso chefão de Nashville ainda pensa que foi seu genro quem o denunciou para a polícia e, portanto, responsabiliza-o pela sua derrocada.
Desnecessário dizer que Peggy já foi tarde e não vai fazer nenhuma falta à série. E, apesar de seus tremendos esforços, voz embargada e choro desesperado, Teddy não conseguiu me comover por uma simples razão: eu nunca acreditei no amor que ele dizia sentir pela esposa. Todo aquele arco da falsa gravidez e do aborto simplesmente não funcionou, não mostrou a que veio, e ficou completamente solto, aleatório, quando considerado dentro do contexto da série. Fico satisfeita ao ver que os roteiristas perceberam esta falha e optaram por matar uma personagem que era inútil, no fim das contas. Peggy, talvez, terá maior utilidade para Nashville em sua morte do que quando estava viva e planejando seu próximo golpe. Tudo depende de como este novo arco que se inicia será desenvolvido daqui pra frente.
Mas nada disso importa diante do enorme alívio que eu senti ao ver que Will está vivo. Apesar de todo o asco que sente de si mesmo, o cantor não teve a coragem – ou a enorme covardia – de tirar a própria vida. Ao invés disso, ele foge para as montanhas, literalmente. Na minha opinião, o destaque do episódio foram as cenas do cowboy com seu amigo Gunnar. Enfim, um pedido de ajuda. Enfim, alguém pode dizer para ele que tudo vai ficar bem, que as coisas vão melhorar. It’s ok to be gay.
“Estamos no século XXI. Não tem problema ser o que você quiser. Você é muito bom para desistir. Especialmente da sua vida.” – Gunnar
A jornada para a autoaceitação de Will será longa e cheia de obstáculos, mas eu fico feliz que os roteiristas tenham escolhido este caminho para o personagem, pois ele abriu um leque enorme de possibilidades para a sua história. Emocionalmente instável e ainda muito abalado, Will insiste em continuar se reprimindo; prefere fingir ser o que não é a encarar a realidade e o julgamento das pessoas – especialmente quando a fama faz parte desta equação. Mas o primeiro passo foi dado, e pela primeira vez posso dizer que estou ansiosa para ver onde este arco o levará. Diferente de antes, pelo menos agora ele sabe que tem um verdadeiro amigo em Gunnar. (Confesso que fiquei um pouco surpresa, já que depois da investida de Will no amigo ainda na primeira temporada, não imaginava que Gunnar estaria tão disposto a estender a mão a ele de maneira tão aberta e honesta. Good for him.)
Falando em Gunnar, isso me traz ao plot que menos me agradou em todo o episódio. Não, a culpa não foi dele (muito pelo contrário), mas… Quem aguenta Scarlett? Já comentei isso na review passada, mas, diante de suas atitudes, é impossível não tocar na mesma tecla novamente: a personagem se transformou em uma pessoa egoísta, fraca, amarga, e que adora se fazer de vítima.
Diante daquela que foi provavelmente a oportunidade de sua vida até agora, Scarlett preferiu deixar seu profissionalismo de lado para dar lugar ao seu eterno mimimi (porque isso não tem outro nome). Coitadinha, sempre vítima das circunstâncias, preferiu olhar Kelly Clarkson (em sua minúscula participação) nos olhos e ter a cara de pau de dizer que ela e Gunnar não tinham mais condições de trabalhar juntos a encarar uns dias reclusa com seu ex para compor algumas músicas inéditas para a queridinha da América. Como assim? A cena foi patética e me deixou com ainda mais raiva da personagem. Scarlett está se transformando na personagem mais contraditória e incoerente da série com uma velocidade assombrosa. Não gosto nem um pouco do que estou vendo, e temo pelo futuro da personagem, que rapidamente está se tornando um peso e nada mais em Nashville.
Outra coisa que eu não entendo em Scarlett é a sua atitude de “mulher traída” em relação à Gunnar e Zoey. Enquanto o novo casal claramente seguiu em frente, apesar da amizade arruinada, Scarlett se recusa a fazer o mesmo, não perdoa e nem esquece o que houve. Até quando, meu Deus? Isso só deixa claro que a cantora ainda sente algo pelo ex, o que não faz sentido nenhum se considerarmos que foi ela quem terminou com Gunnar, não é mesmo? Ainda na review passada, comentei o quanto insistir em um remember entre Scarlett e Avery era um tremendo erro, na minha humilde opinião, e os roteiristas parecem ter ouvido as minhas preces. Scarlett apenas disse o óbvio: ela e Avery estava juntos apenas porque era confortável. E, assim, jogou o rapaz praticamente nos braços de Juliette.
A relação entre os dois está bastante estranha, cheia de dedos e de momentos embaraçosos desde que Juliette abriu seu coração para Avery apenas para se deparar com uma Scarlett seminua em seu apartamento e ter seu coração partido mais uma vez. O término dos dois nos dá um fiozinho de esperança de ver este novo casal florescer diante de nossos olhos. Ele traz à tona o que Juliette tem de melhor, e será no mínimo interessante ver como os dois funcionarão, enfim, como um casal.
Mas este não é o único drama na vida de Juliette. Imersa numa tremenda ressaca moral, a cantora ainda sofre as consequências de seu affair com Charlie e sua recém-conquistada fama de “destruidora de lares”.
“Deus não existe.” – Juliette
Todos nós sabemos que não foi bem isso o que Juliette disse. Layla também sabe, e foi desconcertante vê-la posando de boa moça na frente das câmeras e salvando o dia (ou tentanto). O problema agora é que Juliette ficou “devendo uma” à novata. Nas mãos de sua arqui-inimiga, quem duvida que isso ainda vai lhe render uma boa dor de cabeça? Péssima ideia, Jules. Não faço ideia do que vem a seguir, mas sei que vai ser doloroso assistir. Fico apenas ansiosa para ver a derrocada de Layla, e espero em um futuro não muito distante vê-la caindo nas mesmíssimas armadilhas da fama que hoje condenam Juliette.
E Rayna? Como dona de sua própria gravadora, ela não se mostrou tão talentosa ou mesmo segura de suas decisões. Liam retornou para sacodir um pouquinho as coisas e mandar às favas a tal “pesquisa de mercado” feita por Fordham que não sai da cabeça da cantora. O que está em jogo para ela não é apenas o sucesso de seu novo álbum. Rayna arriscou tudo em nome de sua liberdade artística, e agora está receosa sobre seus próximos passos profissionais. No fim das contas – e a contragosto de Liam – teremos um novo single para o álbum: Rayna decidiu ouvir a voz da razão. Mas… Isso será suficiente para garantir o sucesso de sua nova empreitada?
Por outro lado, Luke Wheeler e sua participação mínima – pelo telefone! – me fazem ter a certeza absoluta de que este romance realmente esfriou, como suspeitei na última review. E Liam não fez a menor questão de esconder seu desgosto pelo relacionamento dos dois. Seria esta uma oportunidade para uma reaproximação entre eles? Ou talvez – e apenas talvez – entre Rayna e Deacon?
Nosso guitarrista favorito também não ficou longe do drama. Pressionado pela gravadora que pretende lançar sua carreira solo, Deacon não reage bem. Briga com Megan, surta, vai à loja de bebidas, tudo porque não consegue compor boas canções de um lugar que não seja a dor, a decepção e a frustração. Ser feliz definitivamente é uma novidade para ele, e, a princípio, ele não consegue lidar com isso. Deacon precisa, de uma vez por todas, aprender a fazer sua vida funcionar também nos momentos bons, de amor e realização. E quem mais poderia ajudá-lo nessa nova fase além da doce Maddie? O fim de “I’ll Keep Climbing” nos presenteia com mais um número musical entre pai e filha, que é sempre lindo e funciona tão bem. Não sei o que o futuro reserva à você, Deacon, mas vai ser um prazer acompanhar a sua jornada.
A má notícia para os fãs de Nashville é que a série estreou em 2014 com uma sensível queda, registrando a pior audiência de sua história, com apenas 5,10 milhões de telespectadores e marcando 1.3 na demo. Isto, infelizmente, torna a sua situação cada vez mais complicada quando o assunto é renovação. Resta-nos apenas torcer!
Até a semana que vem!
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