TeleSéries
Girls – Only Child
04/02/2014, 19:59.
Matheus Odorisi
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É possível que haja algum texto meu defendendo a segunda temporada de Girls como a melhor. Como não estamos nem na metade da terceira, ainda mantenho minha opinião. Algo que justifica essa minha opinião é a construção tão perfeita da personagem de Hanna, que foi destrinchada nos episódios do ano passado, nos permitindo olhar bem fundo para a personagem principal. Sabemos que Hanna é boa escritora, e entendemos seu modo de pensar e de trabalhar graças a segunda temporada. A protagonista de Girls cria situações que julga serem relevantes para a sua escrita, fazendo de si mesma sua cobaia, e com isso justifica ações como fazer sexo com um estranho em sua casa e usar cocaína em uma festa. Tudo vale a pena a fim de criar novas experiências e emoções, que são transformadas em páginas de seu livro.
Se na segunda temporada descobrimos que Hanna realmente tem a alma de escritora, na terceira estamos entendendo o motivo pelo qual ela não faz sucesso. É inegável, nesses cinco primeiros episódios, que o egoísmo da personagem às vezes supera o seu talento. Hanna parece só pensar em si mesma e viver em um mundo que ela mesmo criou, considerando as únicas experiências importantes aquelas que ela provoca em si mesma, em um tipo de egoísmo documental. O que falta em Hanna é empatia, pois ela acha tudo que foge ao seu controle desinteressante. Esse egoísmo faz com que o talento dela seja puramente autobiográfico e, dessa forma, limitado.
Em Only Child, Hanna vai com Adam ao funeral de David, e como vimos no episódio anterior, a morte de seu editor ainda não parece significar nada para ela. Numa situação que poderia ser altamente produtiva para um escritor – um enterro com personagens como um hipster ninfeto e uma viúva que aceitava o marido que “era gay de vez em quando” -, Hanna só se preocupa com a publicação de seu livro. A situação social torna injustificável seu egoísmo artístico, e aqui ela soa apenas como uma babaca.
Em outro momento do episódio, Hanna tenta mediar uma conversa entre Adam e sua irmã, Caroline. Nesse momento, ela claramente está criando uma situação sobre a qual quer escrever. Quando inicia a conversa, pede que Caroline diga que a ama, e depois pede o mesmo para Adam, que responde “por que temos todos que dizer que amamos você?”. Durante o debate, Marnie liga para Hanna para contar que adotou um gatinho na rua que ela precisa ver, e a escritora ignora dizendo que está ocupada. Qualquer um pode ver que Marnie é uma pessoa em crise a ponto de explodir, e Hanna, supostamente sua melhor amiga, ignora a situação, talvez por pensar que Marnie não é um personagem interessante. Ou simplesmente por não prestar atenção mesmo.
A falta de empatia de Hanna a limita como artista. A única pessoa que ela quer alcançar parece ser ela mesma, seu único tema, seu único personagem. Quando Caroline sai do seu controle, na conversa em que Hanna conta não poder mais publicar o livro por conta de ter vendido os direitos para a editora em que David trabalhava, Hanna a expulsa do apartamento. Diz que “no começo a achava engraçada, mas agora ela é irritante”. Na briga, antes de ir embora, Caroline diz que Hanna nunca terá sucesso por conta de não entender o sofrimento das outras pessoas. É esse exatamente o ponto, gritado por uma personagem que tem claros problemas psicológicos, mas que foi a única até agora a conseguir falar a verdade para Hanna.
PS1.: Veremos Caroline outra vez? Espero que sim!
PS2.: Soshanna está voltando ao normal, é isso mesmo?
PS3.: Alguém por favor dê um toque na Marnie, que na busca de atenção se humilha mais em cada episódio.
PS4 (desculpem).: A entrevista da Hanna com a nova editora não foi a cena mais engraçada da temporada até agora? Sou só eu ou essa temporada está mais Judd Apatow do que Lena Dunhan?
Revolution – Captain Trips e Happy Endings
04/02/2014, 14:00.
Carol Cadinelli
Reviews
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Captain Trips conseguiu ser melhor que Mis Dos Padres. E Charlie, Gene e Aaron sumiram!
Bom, sabemos que não, mas quando Rachel, Bass, Miles e Connor chegam ao esconderijo, é o que acham ter acontecido. E depois descobrem que neta e avô estão na colônia de tifo. Eu gosto bastante do fato de que agora os dois núcleos voltaram a ser um só, dá pra resumir. Com essa descoberta, Rachel se une à filha e ao pai no socorro dos doentes e o trio acaba descobrindo que a epidemia de tifo foi, na verdade, plantada pelos patriotas para eliminar a “escória” da população – viciados, alcoolatras, aleijados, etc. Nada justo, mas um plano muito bem pensado: patriotas acabariam com os considerados máculas da sociedade e ainda pagariam de herois, tentando salvar a população. Descobrindo isso, e vendo seu pai cair, infectado pela doença, Rachel encontra um jeito de avisar a Miles, Bass e Connor – que, de início, não queria ajudar, mas acabou entrando na brincadeira quando o papai prometeu recuperar a República -, os quais conseguem capturar o líder patriota de Willoughby, Truman. De uma forma bem cruel e indubitavelmente necessária, Miles o convence a entregar a cura para o tifo, e Captain Trips, para o núcleo principal, termina com o baby Bass encontrando a suposta cura.
No núcleo Spring City, Aaron e Priscilla estão tentando descobrir, novamente, e com a ajuda de Grace, como funciona a nanotech e por que logo eles. Na verdade, não tem muito o que descobrir: a nano é uma inteligência artificial – tipo o Haley Joel Osment no A.I. – que responde ao casal pelo simples fato de ter sido criada por eles. Nesse ponto, descobrimos que Priscilla contribuiu para a criação das mini-máquinas e que talvez exista um terceiro membro controlador: “Our friend Peter, he helped too.” Confesso que as minhas expectativas para esse Peter ficaram bem altas. Apesar de a Priscilla ser chatinha, tô começando a me acostumar com ela, e tenho a sensação que esse trio vai colocar muito fogo na série. Se Deus – ou a nanotech, de acordo com a Grace – quiser. E outra coisa MUITO MANEIRA que aconteceu também foi a volta da Cyn <3 Bom, não ela, ela mesma, mas a nanotech tomando sua forma e dizendo que Aaron e Priscilla deveriam ir para Lubbock, no Texas. A mocinha, inicialmente, se mostra resistente e diz que não vai, mas depois de um acidente na estrada em que ela quase morre, resolve acompanhar o ex marido.
Já no núcleo Neville, as coisas esquentaram MUITO em Captain Trips: Jason, após acusado de invadir o gabinete do marido de Julia, foi levado para algum lugar desconhecido. Papai e mamãe ficam uma pilha de nervos, obviamente, mas inicialmente, depois de uma conversa discreta entre Tom e Julia, descobrir a localização do baby Neville não parece tão difícil. E aí é que a coisa fica legal com força: Tom, ao tentar emboscar o marido de sua viúva – o quão engraçado é isso? LOL -, se depara com a mesma descoberta e a capturada pelo político. Após muito chitchat e muitas ameaças, os capangas do poderoso levam Julia embora, prometendo que Tom nunca mais a verá. Foi triste, eu shippo os dois.
Se eu já tinha achado Captain Trips um bom episódio, Happy Endings então foi excelente. A nanotech finalmente ouviu as minhas preces e, com a sua graça, o meu pedido estará em vigor por um bom tempo.
No núcleo Willoughby, o tifo foi controlado. Connor, com a ajuda de Bass e Miles, encontra a cura e a utiliza nos doentes – incluindo no Truman, o que eu achei de uma caridade tocante. Voltando à companhia das moças, Bass e Miles decidem que é hora de começarem a lutar efetivamente contra os patriotas. Como? Contratando mercenários. Onde? New Vegas (é, a cidade em que a Charlie encontrou o Bass, no início da temporada). Com que dinheiro? Ah, isso a gente resolve depois. E aí o núcleo se separa novamente. Mas eu gostei muito do resultado dessa vez. Charlie vai a Vegas com Bass e Connor. Claro que rola um climão entre ela e o baby Bass – o que me deixou meio indecisa sobre meu ship. Connorlie ou Chass? – e, havendo oportunidade, BAM! Connorlie em ação! Eu nem amei, imagina. Nem curto um bom ship em que a garota é mais macho que o cara. E amei que o Bass ficou bolado também. É manjado, eu sei, essa coisa de triângulo amoroso, mas eu acho que esse seria incrível.
Voltando aos mercenários, precisamos pagar por eles, certo? Então roubemos! Bass é reconhecido como o lutador Jimmy em Vegas, sendo assim uma boa distração para o povo enquanto Charlie e Connor correm atrás dos diamantes. E, cara, os esquemas de distração que os dois armaram, PUTZ. Muito maneiro. Pena que, na fuga, Bass e Connor acabaram descobertos, deixando questões boas para o próximo episódio. Miles, Rachel e Gene ficaram em Willoughby, e os pombinhos tiraram um tempo pra namorar. Pela primeira vez, eu achei Miles e Rachel um casal suportável. Por enquanto, é isso, até que outro núcleo se une.
Pois sim, os mocinhos Neville estão de volta a Willoughby, com a tarefa de exterminar Bass para salvar a vida da mamãe Neville. Eis o que ocorreu: Tom foi preso e levado ao presidente que já sabia de todos os planos dele. Isso aí não foi muita surpresa. Daí, o presidente, que de bobo não tem nada, mandou o bom soldado atrás do inimigo. Tom foi esperto, como sempre é, e disse que precisava do Jason. Matou um problema: o filhinho voltou para os braços do papai, são e salvo. Eu amei quando o Neville foi falar com o Truman, assim que os dois chegaram a Willoughby, coisa e tal, meio que curti ver o Tom subjugado, mas sem sangue. E, sei lá, o Truman anda tão desmoralizado que é até divertido vê-lo dando ordens. E então, os dois Neville se dirigem para o esconderijo de Gene, Miles e Rachel. E a coisa se encerra dessa forma. Próximo episódio, muita coisa pode rolar: Tom vai conseguir pegar o Bass? Se conseguir, vai ter coragem de matá-lo? E a Charlie, vai ficar mexida com a volta do Jason?
Quanto a Aaron e Priscilla, chegam a Luddock e descobrem seu amigo Peter, que agora é um “pastor” (não dá pra dizer se é essa a nomenclatura, visto que não sabemos qual religião a igreja de Peter segue) que cura as pessoas através do seu poder sobre a nanotech, e acredita que é um escolhido de Deus. O casal conta a Peter o que descobriram sobre a nanotech, e o moço, apesar de crer, não quer que os fiéis de sua Igreja saibam, para que não percam a fé. Achei a discussão colocada nesse núcleo extremamente forte e importante: Será que só porque é a nanotech curando, não é um sinal divino? Será que não foi Deus que os levou ao acidente de controlar uma inteligência artificial? É algo para se pensar. Obviamente, achei errado Peter querer esconder dos fiéis o fato sobre a nanotech. Acredito que aqueles que realmente têm fé veriam a manipulação da inteligência como uma dádiva concedida por Deus. Mas também não concordei muito com a posição do Aaron, de descrença. Mas isso aí já é uma opinião muito pessoal, cada um com sua crença. Esse núcleo, com toda a mudança do Peter e essa batalha “É Deus x É Nanotech x A Nanotech é Deus” ainda vai dar muito pano pra manga.
Episódio novo tá quase aí, né, gente? Então bora matar a curiosidade!
Castle – Dressed to Kill
04/02/2014, 13:00.
Ana Botelho
Reviews
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Depois de um hiato forçado, muita expectativa e as fotos e vídeos coçando nas pastas do computador para serem vistos, Dressed to Kill finalmente nos foi entregue… adiantado! Já não é a primeira vez que um episódio de Castle vaza antes da exibição e eu, sinceramente, não sou mal agradecida e curto muito quando isso acontece – ainda mais quando é um episódio desses. Mas a verdade é que o episódio esteve longe de ganhar uma nota máxima, mas também esteve longe de ser ruim. Pelas questões tratadas, pelo aprofundamento, e por trazer partes da vida da Beckett que pareciam estar esquecidas, o episódio merecia sim algo beirando o cinco estrelas. No entanto, achei a pegada do episódio meio lenta, pouco dinâmica, mas o que não impediu Castle de ter uma grande semana.
Antes de qualquer coisa, sabem o que eu aprecio muito na série? A forma como eles trabalham os casos e as problemáticas inseridas na história do show. Quando Castle a pediu em casamento, lá em Watershed, eu jamais pensei que eles mostrariam etapa por etapa do processo. Mas, felizmente, é isso que a gente tem visto: escolha de data, escolha do local e até prova de vestido. Tenho eu algo pra reclamar de um seriado que entrega tudo redondinho pra gente? Tenho não.
Agora, indo de fato para o episódio, vou confessar que não me prenderei no caso por motivos óbvios: muitas questões profundas a ser tratadas. Aliás, a ABC tinha prometido que a prova do vestido não seria a única vertente do episódio, e não foi mesmo. Dressed to Kill foi sobre moda e não foi, ao mesmo tempo. Gosto de olhar os episódios bem atentamente, de maneira mais profunda que um caso e histórias alheias a ele. Então, visto de cima, o episódio era sobre uma aspirante à estilista que foi morta pela máquina cruel que é o desejo de ser melhor, e que teria Beckett experimentando um vestido de noiva. Mas, visto com cuidado, os 42 minutos eram sobre a própria Beckett. O que ela pensa sobre o casamento, os seus gostos, as suas memórias e medos. Afirmo isso com a primeira cena, na qual a linda-fofa-sogrona Martha apresenta à Beckett o mundo das revistas de casamento. Primeiro: AMO cenas com os três e sinto falta (ouviu, Marlowe?) e segundo que a carinha de felicidade e o lugar pretendido por ela mostram que Beckett, por mais durona que seja, é igual a quase 90% das mulheres: sonham com o dia do casamento. Só que as descobertas não pararam por aí.
Quando eles precisam ir à Modern Fashion para investigar a morte de Ella Hayes, ex-secretária do local, além de lidarmos com uma fashionista que mais parecia a Miranda Priestly (de O Diabo Veste Prada), também descobrimos um fato curioso sobre Beckett. E quem podia imaginar que a detetive mais badass da NYPD já foi modelo? Tudo bem que foi só por uns 15 minutos e há mais de uma década atrás, mas mesmo assim é algo que te desorienta. Se o episódio não tivesse me dado ainda mais coisas sobre Beckett depois dessa revelação, eu com certeza ficaria imaginando-a desfilando por mais tempo que os 10 minutos que fiquei.
Enquanto Castle e Martha (mais uma cena com os dois, ain <3) iam ao local escolhido por ele e Beckett ver se tinha disponibilidade, Beckett era feita, pela segunda vez, de modelo pela Miranda Matilda. Só que o mundo é pequeno e as coincidências são grandes, e o vestido que Beckett teria que vestir era um de casamento – daqueles casamentos bem brilhosos, diria eu. Minha primeira reação ao vestido foi: meu Deus, não, nunca, não faça isso comigo, Miranda, Matilda, Beckett, quem quer que seja. Mas, reparando bem, olhando como ela fica linda com um vestido desses, até que ele não é tão mal assim. Claro, na minha concepção, é longe do que eu achava que combinava com a Beckett. Mas a ideia não é fazê-la gostar e fazê-la se sentir confortável? E ele não fez? Então que seja esse mesmo! Ok, ela não estava tão confortável assim. Mas não era nem um pouco por causa do vestido.
“Eu não quero perder mais nenhum tempo para darmos o próximo passo”
Mais uma vez, como o mundo é pequeno e as coincidências são grandes, o local escolhido só tinha vaga para 2015, o que deixou Castle triste – mas por pouco tempo. É que um casal tinha acabado de se separar e havia uma vaga para a primavera. É claro que é bem antes do planejado, e pegou Castle de surpresa, mas por que não, né? Mas, ao ligar para Beckett para saber a opinião dela, ele ficou ainda mais surpreso por ela dizer que não era uma boa ideia. Nessa hora meu coração apertou. Achei que ela ia jogar tudo para o alto e iria desistir. Ela estava feliz, dava pra ver, mas ao mesmo tempo, quando olhava pro vestido, havia dor. Assim como Castle, eu não estava entendendo nada, mas ficou bem claro quando ela falou da Johanna. O problema é que Beckett nunca teve a figura feminina da mãe enquanto crescia e essas coisas machucam quando, em uma situação de escolha de vestido de casamento, a mãe não está presente. Beckett teve que enfrentar várias fases da vida, dessas que todas as mulheres têm, sem a figura materna para servir de apoio, e é claro que, em certos momentos, a falta da mãe torna-se ainda mais insuportável. É um passo muito grande e não poder contar com a Johanna foi o que a fez vacilar.
Mas se Beckett não pode contar com a presença da mãe, ela tem Castle para apoiá-la. É claro que quando ela explicou a ele o porquê de ter recusado se casar na primavera, ele não demorou a entendê-la. Acho fofo a maneira como ele é solícito em tudo que diz respeito a ser o ombro de Beckett e estar ali para ela. Quando ele dizia, em várias situações, que estava ali para ela sempre, ele não estava brincando. Se a morte da mãe ainda dói? Óbvio que sim. Dói, e sempre vai doer, em vários momentos da vida da Beckett, mas ela sabe que Castle está ali para segurar a barra, e acho que saber que pode contar sempre com esse mesmo alguém é o primeiro passo para ter a certeza de que o casamento é a melhor escolha. Inclusive nessa primavera.
Dressed to Kill foi, desde que Castle a pediu em casamento, o episódio que mais entrou fundo nessa fase do relacionamento deles. Já disse e repito: acho interessante a forma que a série divide as etapas dessa fase pré-casamento, entregando cada parte em um momento singular do show. Gostei bastante desse episódio por mostrar uma Beckett mais vulnerável, tanto em relação às bobeirinhas para ajeitar do casamento quanto sobre a morte da mãe. Não sei se todos sabem, mas teremos mais uma semana de hiato. Então vejo vocês no dia 17 desse mês. Até lá!
PS1: Casos sobre moda tendem a ser chatos, e até mesmo piegas, mas o que se torna comum quando Castle decidir renovar o guarda-roupa de piadas e colocá-las todas em um mesmo episódio? Pode ter sido bem ruinzinha, mas quem não riu do cabelo azul da Katy Perry?
PS2: Depois de um tempão, Beckett voltou ao seu apartamento. Coincidência ou não, o apartamento de Beckett sempre está ligado a um episódio que traz algo de importante para o casal ou é feito de refúgio para Beckett.
PS3: 9 episódios sem beijo (segundo a melhor fonte: o fandom) e, finalmente, a ABC nos dá um. Se não fosse pela cena em si, e por tudo que ela representa, eu meteria o malho no beijo. Mas vou deixar pra lá.
PS4: Gates, I miss you.
Looking – Looking for Uncut e Looking at your Browser History
04/02/2014, 09:00.
Matheus Odorisi
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O segundo episódio de uma série estreante é sempre decisivo. Depois da euforia do piloto, é no seguinte que conhecemos o seu verdadeiro ritmo (já que pilotos tem acontecimentos geralmente mais acelerados), confirmamos as características dos personagens e da direção. No caso de Looking for Uncut, nenhuma surpresa: continuamos com os diálogos soltinhos, a preferência do diretor de arte por verde e Patrick continua com os piores dates do mundo.
No episódio dirigido por Andrew Haigh, Augustín faz a mudança anunciada no episódio anterior, com a ajuda de Patrick e Dom, o que rende um ótimo momento para nos aprofundarmos mais em cada um dos personagens. Há uma clara relação de oposição entre Patrick e Augustín. Amigos de longa data, enquanto o loiro se coloca como mais conservador quando se trata de sexo, o latino o confronta com um pensamento muito liberal. Isso nos faz pensar até que ponto Paddy realmente tem esses tipo de pensamento, ou só o faz para parecer fofo, porque eu consegui ouvir da minha casa vários “ooowns” no momento em que – com uma entonação que faz muito vídeo de gato no Youtube parecer programa de venda de joia – diz que sexo e intimidade são intrínsecos. Ele sabe que pareceu a pessoa mais fofa do mundo falando isso, certo?
Quando Augustín revela sobre sua experiência a três, Paddy fica surpreso, enquanto o amigo discorre sobre a impossibilidade da monogamia. Que atire o primeiro DVD de Sex and the City quem nunca teve esse tipo de conversa com amigos, ou mesmo que nunca pensou sobre.
Já que o tema da conversa é sexo, os amigos perguntam para Patrick se ele já pegou Richie, seu pretendente que conhecemos no piloto. Ele diz que não, já que só se encontraram na boate em que Richie é hostess e que não daria pra fazer nada lá. É claro que Augustín pergunta se o banheiro do lugar não foi uma opção para Patrick, e claro que a resposta dele é não. Patrick vai fazer pegação no mato, mas banheirão já é demais. O próximo tópico é o hipotético prepúcio de Richie. Segundo Augustín, latinos não são circuncidados e, no debate sobre a nacionalidade de Richie, os amigos beiram o racismo ao chamar o cara de cholo. É uma abordagem interessante para a série que, pelo o que vemos até agora, pretende tratar os rapazes gays como rapazes comuns. Piadas que poderiam ser racistas, o que nem foi o caso, também podem surgir em conversas gays, assim como em qualquer tipo de conversa. O humor nem sempre correto dos personagens mostra que o objetivo aqui é mostrar pessoas, não exemplos. Em um dos momentos, Augustín diz: “eu não posso ser racista, eu sou latino”, quando poderíamos esperar por “eu não posso ser racista, eu sou gay”.
Isso nos leva para um ponto polêmico quando se trata de uma série com personagens gays: as pessoas acharem que precisa ser panfletário. Muitos dos comentários negativos em relação a Looking giram em torno do fato dos personagens falarem muito sobre sexo, ou fazerem muito sexo, ou irem a locais em que o sexo é o objetivo. Ora, grande parte da vida adulta é dedicada ao sexo, e não haveria porquê fugir disso ao se retratar personagens homossexuais. Uma ótima qualidade de Andrew Heigh, parte considerável na realização da série, é mostrar os personagens de uma maneira quase documental, soltinha, e bem real. Não é intenção dele, e parece não ser a de Looking, mostrar algum modelo a se seguir, mas sim apresentar personagens que vivem seu próprio estilo de vida e defendem suas próprias visões. Isso quer dizer que veremos gente fumando, bebendo, usando drogas, fazendo sexo, trabalhando, traindo, sendo traído, pegando o metrô (aliás acho ótimo o interesse de Heigh pelo momento do transporte público).
Enquanto Patrick planeja seu encontro com Richie, vemos Dom confrontando Ethan, seu ex, o que levou oito mil dólares dele e que foi um babaca. Na conversa, Ethan se desculpa com Dom, não dá muita oportunidade do cara falar e ainda o faz, mesmo que involuntariamente, pagar pela sua comida que inclui um refresh da Starbucks (que em Looking é sinônimo de frescura mesmo). Dom sai mal do encontro e vai procurar consolo em uma transa de Grindr. O parceiro instantâneo chega no apartamento falando muito, enquanto Dom só quer finalizar seu objetivo sexual. Enquanto a encomenda canta no chuveiro, após o ato, Dom conversa com Doris com uma impessoalidade total sobre o garoto, o que contrasta com o fato dele estar tomando banho em seu apartamento, sinal de intimidade.
Dom não se dá por satisfeito, não em relação ao sexo, mas em relação ao encontro com Ethan. O garçom volta a encontrar o ex e, dessa vez, pede seu dinheiro de volta. Ethan é completamente babaca quanto a isso, o que faz com que Dom perca a cabeça e o chame de drogado na frente dos clientes. A reação nervosa diz muito sobre o tipo de abordagem de Looking: ao invés de muita articulação, temos respostas imediatas, dinâmicas e cruas.
Em seu date, Patrick claramente tenta embebedar Richie e chegar aos finalmentes (alguém ainda usa essa expressão?). Richie quer ir para outo lugar após o bar, e Patrick logo se apronta a oferecer a sua casa, mas ainda não. O cara leva Paddy para uma boate onde toca Cazwell, e a questão do banheirão soa como desafio para o loiro. Patrick diz que apesar do que os amigos pensam sobre, ele faria sexo no banheiro. Finalmente, consegue levar Richie para a cama e, quando tira sua roupa, fica desapontado em ver que o cara é circuncidado (Patrick, em um momento Hanna de Girls, havia pesquisado na internet sobre pênis circuncidados). A decepção é notada por Richie, e Patrick só piora, tornando evidente a objetificação do amante latino. O hostess pede desculpas, diz que vai embora e que não está procurando a mesma coisa que Patrick. Bom, ao menos Patrick sabe o que ele mesmo está procurando?
No terceiro episódio, Looking at your Browser History, confirmamos que Patrick tem sérios problemas em dar e perceber sinais. O cara vai a uma festa em um navio para o lançamento de um jogo de seu estúdio com tema naval. Em uma roda, é apresentado a algumas pessoas e revela seu descontentamento com o fato do jogo não disponibilizar personagens femininos, os quais afirma serem os seus preferidos. Ao ser questionado, diz que mulheres são outsiders nos games, assim como os gays são na vida. Se fosse outro seriado, talvez a explicação fosse mais detalhada, mas como já percebemos, Looking aposta mais na identificação do que na argumentação. Certamente, muitos gays que escolhiam a Kitana ao invés do Scorpion, ou a Chun Li ao invés do Ryu, se reconheceram na afirmação de Patrick. O designer bebe demais na festa (o que não é novidade) e coloca sua mira no britânico Kevin. Ao segui-lo, o vê jogando videogame sentado em um torpedo e se junta a ele. Dando em cima de um jeito Patrick de fazer – reclamando do torpedo frio ao sentar e tentando descaradamente perguntar se o cara é gay, mas jurando que está sendo discreto – descobre que sim, Kevin é gay, mas que ele tem namorado. Descobre também que ele é seu novo chefe.
Aconselhado por Owen, seu colega de trabalho, Patrick vai se desculpar com Kevin. O chefe diz estar tudo bem, mas que está mesmo preocupado com o desempenho profissional do funcionário. Kevin viu o histórico de navegação de Patrick e, numa das cenas mais embaraçosas do personagem (vamos fazer um ranking, qualquer dia?), lê sites como Ok Cupid e Manhunt. Pronto, para Kevin, Patrick é um solteiro desesperado que dá em cima de chefes sentados em torpedos e que entra em site de pegação no trabalho.
Continuando a explorar os personagens no trabalho, Dom conta para Doris, em uma estranha aula aeróbica na qual ele é o único homem, que vai abrir um restaurante português. Porém, ao procurar apoio de uma chefe amiga, vê que as coisas não serão fáceis.
Augustín revela também seu descontentamento com o trabalho, não só para seu namorado como para a própria chefe. A artista o questiona sobre a sua própria produção e o demite. Augustín vai comer, porque comer é o que nos resta em um dia ruim, e lá flerta com um loiro que parece um integrante do Kings of Leon. O hispter descobre que o loiro é michê, que se orgulha de seu trabalho e talento, e inclusive pega o cartão dele. Veremos o loiro novamente na série, claro ou com certeza?
Descobrimos que a relação de Patrick e Augustín é realmente forte. Ao invés de ir pra nova casa, o artista demitido vai pro seu antigo apartamento se consolar com o ex roommate. Lá, fumam maconha, pedem comida e Augustín diz que sentiu inveja do orgulho com o qual o michê que conheceu fala de seu trabalho. Reclama que estava preso trabalhando com a antiga chefe, o que para um criativo nunca é bom. É legal ver que a série talvez explore o mercado de trabalho de São Francisco, que atualmente é inspirador para qualquer criativo, com muitas startups bombando e coletivos que atraem todo tipo de gente, desde designers a músicos, que trabalham juntos em projetos em um sistema bem longe do ortodoxo esquema escritório oito horas por dia.
Patrick trabalha em casa enquanto vê o Facebook de Richie. Dom vai relaxar da maneira que parece ser usual: procurando sexo. Dessa vez, o cenário é uma sauna, e é claro que teríamos uma sauna em algum momento em Looking. Dom socializa com um florista um pouco mais velho, que diz que no tempo dele as pessoas conversavam mais. Corroborando a sua teoria, Dom troca algumas frases com ele, mas vai atrás de um pretendente mais novo que se insinuava pra ele. A situação diz mais do que precisaríamos explicar, certo? Veremos o florista novamente, claro ou com certeza?
Looking mostrou nos episódios seguintes ao piloto que é uma série crua, beirando naturalista, com pouca edição, iluminação quase que natural e com diálogos não muito articulados, tudo para ajudar a contar uma história que pretende, antes de ser panfletária, soar casual. Não sei você, mas essas pretensões me agradam mais do que se fosse o contrário.
White Collar – Diamond Exchange
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Depois de uma ótima temporada, White Collar chega a sua season finale, que não teve nada de extraordinário, mas manteve o alto nível do seriado. Diamond Exchange começou com situações já esperadas, desde o final do episódio anterior, Taking Stock. Rebecca fugiu da prisão, Neal e Peter precisaram capturá-la novamente, mas a situação complicou um pouco quando os dois descobriram que Mozzie foi envenenado por Rebecca e ela só concordaria em dizer qual era o antídoto correto após ter em mãos o Diamante Esperança.
Enquanto Peter, Neal e Mozzie tentam desvendar a localização do diamante, Diana e Jones partem para outra alternativa e buscam descobrir qual foi o veneno utilizado por Rebecca. Para isso, os dois usam um conhecimento que aprenderam com Neal: como um criminoso age. Diamond Exchange tem um bom envolvimento de todos os personagens principais da série e essas relações resultam em cenas mais emocionantes e também muito engraçadas, como Mozzie chamando Peter de Peter, ao invés de “engravatado” e posteriormente delirando no hospital. Ok, foi trágico, mas também foi muito engraçado.
Mozzie não aguentou muito a busca pelo tesouro maçônico, mas conseguiu ajudar, e muito, Peter e Neal a encontrarem o diamante. O problema é que eles não estavam sozinhos. Como previu Neal, só que um pouco tarde, Rebecca os perseguiu e esperou que encontrassem o valioso diamante para pegá-los desprevenidos. No entanto, o que parecia ser um grande plano, acabou sendo desmantelado por Neal e Peter, e Rebecca voltou para a cadeia.
A prisão da psicopata ex-namorada de Neal provou que Caffrey é muito bom consultor do FBI e tem mais habilidades que a maioria dos criminosos que a Divisão de Crimes do Colarinho Branco encontra por aí, inclusive Rebecca. Por esse motivo, a liberdade que parecia tão próxima, depois de Rebecca presa, Mozzie salvo e Peter aceitando dar a indicação para que Neal fosse liberado das acusações, caiu por terra. De acordo com o que Burke descobriu, o FBI não quer se desfazer de Caffrey porque o considera um agente muito bom e, vamos combinar, é mais barato mantê-lo com a tornozeleira cumprindo pena do que libertá-lo e oferecer um emprego de verdade na Divisão de Crimes do Colarinho Branco.
A péssima notícia de Neal também acabou mexendo com Peter, que desistiu de seus planos em Washington. Por um lado, os fãs da série ficaram felizes com a situação, porque com Neal solto e Peter se mudando para Washington só poderíamos considerar uma coisa sobre a série: seu iminente cancelamento. No entanto, pelos acontecimentos dos últimos minutos de Diamond Exchange, White Collar ainda tem muitas histórias para contar.
Uma sexta temporada se tornou necessária para a continuidade do ótimo novo plot criado em Diamond Exchange. Peter decide continuar em New York uma noite antes do caminhão da mudança buscar suas coisas e de Elizabeth. Para Burke, o trabalho atrás de uma mesa e com muita burocracia não tem muito a ver com ele. Vamos combinar que Peter demorou para se tocar disso, mas o que aconteceu com Neal também o ajudou a ver como as coisas funcionam em Washington.
Com a sacanagem feita com Caffrey, Burke decidiu que realmente não podia deixar New York e a Divisão de Crimes do Colarinho Branco. No entanto, El não mudou seus planos e continua pretendendo se mudar para Washington e trabalhar na Galeria Nacional. Claro que, como El é o máximo, ela seguiu apoiando Peter em sua decisão, mesmo deixando-o chocado quando comunicou que não desistiria da proposta de emprego.
Enquanto isso, em algum lugar de New York, Neal é raptado por um estranho homem que o seguiu por vários lugares. Mozzie não ficou sabendo do que aconteceu, mas deve ter notado o seguidor de Neal. A parte triste sobre Caffrey é que ele mostrou, antes de descobrir a sacanagem do FBI, que tinha intenções sérias de se manter na linha, abandonar os crimes e descobrir quem ele realmente é quando não é um criminoso. No entanto, essa pergunta ainda vai ficar sem resposta e, com esse final de temporada, White Collar conseguiu deixar todos os fãs angustiados até a notícia da renovação da série e seu posterior início de sexta temporada. Oremos.
Pretty Little Liars – Bite Your Tongue
02/02/2014, 11:30.
Ariel Cristina Borges
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Emocionada, gente. É assim que eu estou porque Pretty Little Liars teve mais um episódio ótimo! E Bite Your Tongue não foi nem finale. Isso é tão feliz que eu não vou enrolar no primeiro parágrafo como sempre faço, vou direto ao que interessa.
E vou começar com a única parte chata. Emily Fields. Ela já está beirando o limite do insuportável. Em Bite Your Tongue, ela começou com a birra desnecessária com a Spencer. Parecia uma criança de 5 anos brigada com a amiguinha da escola. Depois de tudo o que elas passaram, era natural que a amiga se preocupasse. Não precisava entrar no galpão chamando tanta atenção, mas o que importa é a intenção. A única coisa realmente relevante para os chiliques dela é a doença de seu pai. Não faz ele morrer não, Marlene! Papa Fields é o único pai íntegro daquela cidade.
Ainda estou me perguntando como Emily conseguiu ficar sozinha na escola, à noite, esperando um professor. Ainda mais Ezra, que já tem um histórico de relacionamento com estudantes. Cadê o diretor dessa escola nessas horas? Por isso, mais uma vez, -A (que não dá para saber se é Ezra ou não) quase fez picadinho da rainha do mimimi. Aprender com os erros antigos é uma coisa que ela e as outras meninas não aprendem, de forma alguma.
Mike e Mona estavam há um tempinho sem aparecer e foi só a gente dar falta que eles apareceram de novo. E juntos. A ex-team A ainda é uma grande incógnita para mim e eu não sei dizer se ela realmente se interessou pelo Montgomery mais novo, ou se ela só quer ter acesso fácil ao quarto e aos pertences de Aria por alguma razão desconhecida.
Estou adorando essa fase inteligente da Hanna. Ela precisou ficar sem interesse amoroso pela primeira vez para isso e foi uma das melhores coisas que podiam acontecer à personagem. Me identifiquei com o monstro devorador de livros em que ela se transformou, confesso. Agora, resta saber se ela vai cair nas graças do detetive Holbrook, que foi super solícito ao indicar autores e livros novos ou se vai preferir ficar com o Travis. Ela vai ficar com um dos dois, é inevitável, mas mesmo assim, eu preferia que ela passasse mais um tempo solteira.
E, além de sem namorado, espero que ela passe mais um tempo sem ir ao dentista. Ser dopada e ter um bilhetinho inserido na sua arcada dentária não deve ser nem um pouco fácil. Uma pena que as pistas sobre quem esteve no consultório dentário depois da morte de Alison se foram junto com quem quer que tenha feito isso com a mais nova inteligente de Rosewood.
Mas, não importa o quão inteligente Hanna se torne, o título de investigadora quase profissional das Liars é, e sempre vai ser, de Spencer. Tudo bem que ela deu uma sorte incrível de ter ido ao The Hart and The Huntsman bem na hora em que o Ezra estava por lá e comendo exatamente a mesma comida estranha que Alison relatava no conto em seu diário, mas mesmo assim, até agora, ela é a mais próxima de descobrir que o lindomaravilhosotudodebom professor E namorado da melhor amiga não é tão inocente quanto parece. Já estou com pena antecipada da Aria quando ela descobrir.
PS: Ezra estava mesmo mandando uma SMS para a Alison avisando que “houve um retrocesso” em alguma coisa desconhecida? Oi?
The Following – For Joe
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Os gêmeos Luke e Mark, novos seguidores de Joe, seguem seu roteiro de mortes teatrais. Desta vez o alvo é uma família, na qual apenas o filho pequeno foi preservado. Pai e mãe participaram de um jantar especial, preparado de forma arrepiante pelos fãs de Carroll. Ryan segue na cola e já descobriu que Luke tem um irmão gêmeo. Por outro lado, o ex-agente do FBI conseguiu irritar, e muito, seus ex-colegas, principalmente Mike.
Além de Ryan incomodar o FBI, outras coisas se repetem no roteiro de The Following e até parecem propositais. Ryan ficou próximo da sobrevivente do ataque no metrô, Lily Gray, que já parece muito atraída por ele. Em algum momento, Lily deveria ter parado para pensar que não seria uma boa ideia se envolver com Ryan, já que a última loira que fez isso acabou morta e a responsável pela morte também foi uma ex-namorada de Ryan. No entanto, Lily explica muita coisa quando diz que estava fora do país no último ano. Mesmo assim, nessa altura do campeonato, ela já deve ter percebido a encrenca em que se meteu.
Outra história que se repete é a criança escondida dos seguidores de Joe, no andar de cima da casa, e encontrada por Ryan. Certamente, o ex-agente do FBI teve um déjà vu quando encontrou Ben escondido dentro do armário. Pelo menos até agora os seguidores de Carroll mostram ter um pingo de coração e não incluem crianças entre suas vítimas. A ideia de fazer Ryan se sentir culpado pelas mortes também continua, mas essa questão já anda bastante batida. Nessa altura da situação, acredito que Ryan já se sente uma pessoa bem ruim com tudo que aconteceu. Deve ser difícil se sentir pior, Ryan já está anestesiado.
Uma característica que também continua forte em The Following e dá um ar especial à série são as ligações das histórias do roteiro com a literatura. No entanto, ainda falta um pouco mais de Edgar Allan Poe na segunda temporada do seriado. Com as referências literárias aplicadas nas mortes que aconteceram até agora, Ryan já pescou o que Luke e Mark tentam fazer com suas ações. Querem atrair Carroll para o centro do palco novamente e tirar ele de seu esconderijo. E estão conseguindo.
Em um lugar remoto do interior dos Estados Unidos, Carroll tenta manter uma vida pacata ao lado de uma nova mulher e a “sobrinha” Mandy, que já está encantada com ele e mostra que está se tornando uma nova seguidora de Joe, mesmo que ele tenha construído isso quase que sem querer. Depois de For Joe, as coisas vão mudar no esconderijo de Carroll. Com a ajuda de Mandy, ele matou o reverendo que atuava na região e que, entre visitas íntimas – e pagas – à mulher de Joe, acabou descobrindo quem realmente era o simpático “tio Daryl”.
The Following ainda não explicou como a morte de Carroll foi confirmada no final da temporada passada por restos da arcada dentária encontrados após o incêndio. Seria mais um seguidor de Joe infiltrado na Polícia ou no FBI? Não seria nada espantoso. A verdade é que, um ano depois, Joe não mudou. Quando volta a matar novamente, mata com o mesmo prazer de um ano atrás. O reverendo tentou convencer Carroll a procurar ser uma pessoa melhor, mas vamos combinar que esse reverendo não tinha uma índole muito elogiável para tentar ser a salvação de Joe. É, Mandy… mamãe vai chegar daqui a pouco… e vai ficar zangada.
Nashville – Just For What I Am
31/01/2014, 09:52.
Gabi Guimarães
Reviews
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Depois da tempestade, a bonança. Após apresentar dois episódios tensos e cheios de emoção nas últimas semanas, Just For What I Am vem apaziguar os nossos pobres coraçõezinhos. Mas nem tanto.
Muito se tem falado sobre os rumos de Nashville, e mais que isso, sobre um excesso de drama, uma “novelização” excessiva da série. Um show que, a princípio, deveria retratar os bastidores da indústria da música country em seu berço, foi, aos poucos, cedendo lugar aos dramas pessoais de personagens periféricos, aos lugares-comuns, ao mesmo tempo em que se afastava dos conflitos entre Rayna e Juliette – foco de toda a primeira temporada. O resultado? Uma sensível queda na audiência e a ameaça constante de um cancelamento iminente.
Confesso que não sei muito bem o que pensar sobre esta polêmica, mas o fato é que Nashville parece estar voltando às origens. Pouco a pouco, estamos vendo o roteiro da série retornar aos trilhos e voltar seu foco novamente à música country e ao seu trio de protagonistas: Rayna, Juliette e Deacon. E isso muito me agrada.
Para quem estava sentindo falta de Jeff Fordham, eis que o crápula – em toda a glória de seu espírito suíno – retornou à Nashville dando um belo chacoalhão em Juliette. A cantora parece ser incapaz de se livrar de seus próprios demônios e controvérsias – sejam eles verdadeiros ou não. O público da cantora parece ter deixado de lado por um momento toda a história dela ter sido pivô da separação de Charlivia, mas agora a crucifica por um “crime” ainda mais grave: ser uma “Godless bitch”. Os esforços de Layla – cheia de segundas intenções, é verdade – não ajudaram em nada a causa da nossa antagonista, e agora ela vê sua carreira correndo sério risco. Seus shows foram cancelados, um a um, e ela é obrigada a enfrentar a ira do executivo, repreendido pela má repercussão de sua artista.
“Você acha que é talentosa? Hein? Você acha que merece esta casa? Porque eu acho que você está só de visita, que é uma sem valor escondida sob lantejoulas. Você devia agradecer por sua boa sorte, e não negar que Deus existe. (…) Você é uma mentira. Uma mentira sem educação, com o mínimo de talento, e você sabe disso.” – Jeff Fordham
Eis que Juliette leva mais uma porrada da vida ao ouvir as duras – e injustas! – palavras de Jeff. Há quem concorde com ele, eu aposto, mas ao longo desta temporada e meia, eu aprendi a respeitá-la e a entendê-la melhor. Juliette não é apenas uma garota mimada que deu sorte na vida e ficou famosa. Quem acompanhou a sua trajetória até aqui, foi testemunha da tremenda evolução da personagem. E vou além: ainda que cheia de defeitos e falhas de caráter graves, impossível não ter um mínimo de empatia por ela. Impossível, também, concordar com Jeff. Mas ainda bem que temos Avery – sempre ele – para salvar o dia!
Para mim, mais uma vez ele foi o responsável pelo ápice do episódio. Já venho batendo nesta mesma tecla há algumas reviews, mas é incrível como ele consegue ser o contraponto perfeito para a difícil e muitas vezes destrutiva personalidade de Juliette. A cena em que ele prova para ela que Jeff não tem a mínima ideia do que está falando é simplesmente linda. Tocante. Assim como tem sido todos os momentos envolvendo os dois, nessa eterna dança, nesse eterno flerte. Anseio pelo momento que eles serão um casal: na companhia de Avery, estejam certos de o melhor de Juliette ainda está por vir. E aliás, mesmo com o sucesso de seu show anônimo, Jules ainda está receosa pelo que o futuro lhe reserva. Será que ela realmente sempre terá a música e o sucesso na sua vida? Talento, no fim das contas, não é tudo neste meio.
Enquanto isso, no outro lado do que um dia foi aquele incômodo “quadrado” amoroso, temos Gunnar e Zoey… Em crise. Não tenho palavras para dizer o quanto me incomodou o momentâneo – porém inesquecível – “lapso” de Gunnar ao comparar Scarlett e Zoey. Provando que não entende absolutamente nada sobre as mulheres, será que ele realmente achou que sua namorada encararia uma crítica tão “sutil” numa boa? C’mon!
Mas é no âmbito profissional que sua vida vai de vento em popa. Reconhecido pelo seu belo trabalho como compositor, sua carreira deslancha com uma velocidade assustadora. Passa a colaborar com artistas renomados como Jay DeMarcus (Rascal Flatts), e é o protagonista de uma festa patrocinada pela Edgehill para celebrar o sucesso de seu primeiro hit para Luke Wheeler. Apesar de alguns deslizes, fico satisfeita ao ver o sucesso do personagem e o julgo merecedor de todos os louros que estão por vir.
Entretanto, sinto que, apesar de ter tido seu próprio arco, mais uma vez ele foi ofuscado pelos intermináveis chiliques de Scarlett. Apesar de tê-lo prejudicado quando a oportunidade de compor para Kelly Clarkson apareceu, a moça parece não estar satisfeita. Aquela que era a minha personagem favorita na primeira temporada conseguiu se transformar em alguém que eu simplesmente não reconheço. Entendo um pouco a reação dela diante da descoberta de Gunnar e Zoey, afinal, nunca é fácil ver um ex (por quem ela claramente ainda tem sentimentos!) declarando amor eterno à sua melhor amiga. Ok, é compreensível. Mas o injustificável é ela não conseguir seguir em frente, não conseguir evoluir, seguir com a sua vida. A amizade com Zoey já não existe mais, e ela faz questão de arruinar sua relação com Gunnar sempre que tem uma chance de fazê-lo. Ela parece estar completamente imobilizada por sua própria vida, e isso inclui também a sua carreira. E aqui, a verdade é que consigo entender melhor suas atitudes e reações. Sua personalidade, seus valores e seu caráter parecem incompatíveis com uma carreira na música. Sua solidão, sua exaustão e toda a sua tristeza são compreensíveis. Mais do que isso: são legítimos. Scarlett está lutando para se estabelecer na música country, mas ninguém disse que o caminho até lá seria fácil.
“Não tenho controle sobre a minha vida. Nem queria vir à esta festa. Você pode ter relacionamentos estranhos e dependentes com seus ex-namorados, mas eu não. (…) Se você disser a ele para pular, ele sempre perguntará de qual altura. Não aguento mais isso.” – Scarlett
Mas, se por um lado, ela pareceu bastante confortável no palco com a Zac Brown Band, por outro, nem toda a empatia do mundo poderia servir como justificativa para algumas de suas ações. A personagem ainda patina em sua própria confusão e parece meter os pés pelas mãos com mais frequência do que deveria. Aquela agressão gratuita à Rayna – embora em meio a algumas verdades – foi no mínimo constrangedora. A sorte de Scarlett é que Rayna entende como ninguém as dificuldades de se fazer uma carreira na música, e está disposta a ser mais do que sua empresária e passar toda a sua experiência à sua pupila. Mas… Até quando? Se Scarlett não mudar sua postura em um futuro próximo, todos começarão a desistir dela, inclusive eu.
O motivo da birra de Scarlett com Rayna, como não poderia deixar de ser, atende pelo nome de Deacon. Em busca pelo single perfeito, a cantora sente que seu novo álbum precisa de um pouquinho daquela “Deacon magic”. Gostei muito da reaproximação dos dois, pois sou uma shipper confessa do casal, e há muito sentia falta desta interação bacana entre eles. Maddie, claro, contribuiu muito para um bom relacionamento entre os dois, mas é quando eles estão juntos também na música – compondo ou dividindo o palco – que o casal funciona melhor.
Apesar de tudo isso, sabemos que Scarlett tinha um pouco de razão ao esbravejar com Rayna, afinal, sempre que ela chamar, Deacon estará lá. Mesmo que, para isso, ele tenha que abrir mão de si mesmo. E acho que foi exatamente por isso que eu fiquei tão feliz quando ele decidiu se colocar em primeiro lugar – talvez pela primeira vez na vida – aceitando o tão sonhado contrato com a gravadora e dando o pontapé inicial à sua carreira solo. Também fiquei feliz por Rayna entender a sua decisão: ela também sabe, no fundo, que Scarlett tinha razão. Apesar de torcer pelo casal, sinto que essa separação é necessária; necessária para que Deacon possa descobrir quem ele é sem a sombra de Rayna. E olha, serei obrigada a dar o braço a torcer: Megan está fazendo um bem enorme à ele.
Não posso dizer o mesmo sobre Ruke (ou Layna?). Depois de dar a impressão de que o romance havia esfriado sem motivo aparente, eis que Mr. Wheeler retorna à Nashville já assumindo seu romance com Rayna (após uma breve hesitação da cantora). Confesso que fiquei surpresa e não sei bem o que achar sobre isso, mas ainda não o vejo como um romance duradouro.
E eis que, no final do episódio, fomos gentilmente lembrados pelos roteiristas que Megan não é apenas a namorada de Deacon em Nashville. Em um plot twist genial, descobrimos – junto com Teddy – que a competente Megan é a nova advogada da família de Donald Stoffel, o assassino de Peggy. Whaaat?
E mais do que isso: foi ela que revelou a um Teddy visivelmente transtornado que o atirador trabalhava para a Hollander Enterprises – uma subsidiária “não oficial” das Indústrias Wyatt – permitindo, enfim, que o prefeito ligasse Lamar de uma vez por todas ao crime. Além disso, está claro que o atirador não se matou, como acredita a polícia de Nashville.
Que Lamar estaria envolvido na morte de Peggy eu não tinha dúvida nenhuma, mas foi uma bela sacada do roteiro colocar Megan como peça fundamental no desenvolvimento do caso. Isso significará ainda mais conflitos entre Teddy e Deacon? I can’t wait!
A audiência de Nashville continua patinando, e a série se manteve na casa dos 5 milhões de telespectadores nesta semana, marcando 1.4 na demo. Números um pouco melhores que os da semana passada, mas ainda preocupantes. Continuemos na torcida!
Até a semana que vem!
Grimm – The Wild Hunt
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“Volte quando anoitecer. Trancarei a porta para que os caçadores selvagens não entrem.”
O episódio The Wild Hunt mostrou duas histórias muito distintas. Enquanto Nick e Hank trabalhavam em um caso de um wesen que matava e escalpelava policiais, militares e homens “honrados”, Monroe e Rosalee comemoravam o noivado, com direito a jantar em restaurante caro e cuco entregador de aliança. Enquanto isso, Juliette – que de chata e bela adormecida não tem mais nada – ficou no ócio e decidiu conseguir informações sobre o paradeiro da mãe de Nick.
Quem se deu melhor no final das contas foi Juliette, que rapidinho conseguiu manter contato com a sogra e atualizou as informações que ela e Nick tinham sobre seu paradeiro. Monroe e Rosalee, com o noivado, se prepararam para enfrentar muitos problemas parecidos com os quais os humanos vivem normalmente. O principal deles foi contar aos pais de Monroe sobre Rosalee e o casamento. No entanto, os noivos acabaram recebendo uma visita inesperada, e um problema que era comum também a humanos se estendeu a um grande conflito entre wesens. A situação não melhorou nada com a chegada de um Grimm bem no ápice do conflito entre Monroe e seus pais.
Nick foi buscar a ajuda do amigo porque também estava com problemas. No entanto, Nick tinha mais problemas de Nick do que problemas de Grimm, mas pelo jeito vai acabar equilibrando a balança. Na review passada, uma leitora comentou que sentia falta de ver o Nick mais “Grimm” e menos policial que trabalha em casos normais, mas que no final incluem algum wesen. E é verdade. O nosso Grimm está devendo mais exibicionismo de seus superpoderes, precisa ser mais ativo e não aparecer somente atendendo casos banais da Delegacia de Portland.
A história de The Wild Hunt vai continuar no próximo episódio, Revelation, e é possível que o Nick precise voltar a ser mais Grimm e menos policial. Pelo menos as últimas cenas de The Wild Hunt mostram que ele vai precisar ter uma postura bem firme. Ao invés de apenas pedir uma ajuda a Monroe, Nick vai acabar tendo que cooperar muito com o amigo para acalmar seus pais e tentar uma reconciliação da família junto com Rosalee.
Enquanto isso, em Viena, na Áustria, as coisas também não andam muito fáceis para Adalind. A moça percebeu que está em perigo constante e já não tem certeza em quem confiar, por isso anda bastante cautelosa – pelo menos até terminar de recuperar seus poderes de hexenbiest por completo. Sua narrativa, que andava um tanto monótona, ganhou um gás depois que a moça não entregou o real motivo da visita de Sean a Viena, quando questionada pela Família Real. Adalind também chamou a atenção através de seu bebê e suas mãozinhas assustadoras.
No final das contas, Nick e Hank conseguiram descobrir que o responsável pelos escalpes é um wesen chamado wildesheer e que faz isso com o objetivo de confeccionar um casaco com vários escalpes de homens honrados. Nick não vai precisar de muita ajuda para achar o wesen, pois também já está na mira do escalpelador. No entanto, o Grimm foi buscar a ajuda de Monroe e acabou metido bem no meio de uma muvuca Blutbaden! O resultado? Só no próximo episódio! “Oh #*@%!!!”
Bones – The Master in the Slop
29/01/2014, 20:29.
Maria Clara Lima
Reviews
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Essa semana me peguei pensando em uma coisa boba. Uma curiosidade, uma brincadeira. Tentei imaginar com quantas palavras eu conseguiria descrever a personalidade da Temperance Brennan.
O joguinho foi longe, e as palavras saltavam em minha mente. Descartei logo a temperança, pois nem pela justificativa do trocadilho a palavra serve para descrevê-la. Mas outros adjetivos apareceram com facilidade. Os mais óbvios como teimosa, competitiva, inteligente, racional… e alguns outros que precisaram de um pouco mais de esforço, afinal, a Brennan não é uma pessoa tão evidente assim. Restringi-la a apenas quatro ou cinco características seria um insulto para a personagem.
Decidi, então, listar e analisar mais alguns traços de comportamento da cientista, e eis que concluí que os mais importantes são:
– Justa
– Prudente
– Ressentida
– Carinhosa
– Forte/Resiliente
– Terna
– Espontânea
– Curiosa
Sei que ainda são poucos, mas não vou me alongar mais do que o necessário. Esse exercício é apenas para mostrar que há muitas coisas que podem ser exploradas sobre a Brennan, muitos outros traços da sua personalidade, então gostaria de saber por que ainda insistem em escrever inúmeros episódios reforçando a competitividade (infantil, devo pontuar) da Bones? São vários e vários episódios sobre isso, o que me faz pensar se ela já não aprendeu a lição. Daqui a pouco a Christine está dando uma palestra para a mãe sobre o quão ridículo esse comportamento dela é.
O problema não é a competitividade em si, mas o jeito que eles escrevem a personagem quando o assunto é “ser a melhor”. A franqueza inicial agora passou para um nível que beira a palhaçada. E The Master in the Slop trouxe, mais uma vez, essa premissa repugnante de que a Brennan é incapaz de reconhecer que ser extraordinária não é o bastante. Além disso, o episódio foi escrito pelo comediante/ator/e agora roteirista Dave Thomas – o que para mim é um perigo eminente. Mesmo assim, apesar dessa enorme ressalva, o episódio não foi tão ruim quanto poderia ser, e nunca pensei que diria isso, mas o caso foi a melhor coisa que aconteceu na última sexta-feira.

Rainha, Rei, Cavalo e Xeque-Mate
Lance Sweets não é um dos personagens mais queridos da série, mas em The Master in the Slop ele esteve genial. A super inteligência do garoto prodígio, Phd aos vinte e poucos anos, e funcionário exemplar do FBI foi um dos principais fatores para a resolução do crime. Uma maneira bacana de usar o personagem sem ter que forçá-lo dentro da história – o que acontece quase sempre.
Lance Sweets também não é lá um dos personagens mais necessários. Quando tentaram enfiá-lo nas rotinas de rua do agente Booth durante a sétima temporada, apenas a incapacidade da Emily Deschanel de ficar zanzando entre uma cena e outra justificava essa quase troca de parceria com o Booth. A ida do Sweets a campo não me convencia.
O tempo me provou diferente, e ter um psicólogo acompanhando as investigações de Booth talvez seja até mais coerente do que o agente carregar por aí uma antropóloga desvairada – que por várias vezes quase pôs a perder o caso com comentários e comportamento inapropriado. A dinâmica entre B&B, louca, improvável, até funcionava, mas as coisas mudam, e acho que isso mudou também. Mesmo assim, devo dizer que sinto falta de B&B juntos, e que talvez fosse a hora do Booth voltar a frequentar um certo laboratório.
Mas isso tudo para dizer que o envolvimento do Sweets no caso foi algo que me surpreendeu. Não só pela a “ajuda” do psicólogo, mas pela dinâmica dos acontecimentos. Tim Levitt, o jovem-gênio e assassino da semana, roubou minha atenção durante todo o episódio, no qual ele manipulou o jogo durante toda a história. Ele me lembrou um pouco o Webbs e me fez desejar que ele fosse o “vilão da temporada” ao invés de uma fantasma ou a alma do Pellant.
Mas não foi só o Sweets que “apareceu” no episódio. Todo o time do Jeffersonian (e isso inclui a Brennan) colaborou para que o caso fosse desvendado. Dá até para entender porquê esse time é tão aclamado no mundo científico.

Cientistas e biquínis
Tão aclamado que se pode dizer que o Jeffersonian tem as cientistas mais brilhantes – e mais sexies – do mundo. Bom, não é para tanto. Não dá para deixar de notar o grande pedaço de nada que essa parte da história trouxe para a série. E é aqui, mais uma vez, que voltamos para a má intenção quase proposital de transformar a Brennan numa zero à esquerda. Como dizem por aí, qual a necessidade disso?
O fato da Cam ser reconhecida ou até mesmo a Angie não deveria, nem um pouco, afetar a Brennan. Lidem com o simples fato de que a Brennan, por mais competitiva que seja, tem como um dos seus traços o sentimento de justiça. Isso dá a ela a capacidade de reconhecer quando alguém em seu trabalho faz algo brilhante. Nem preciso citar os inúmeros discursos de encorajamento que ela já teve com seus estagiários, a ponto de dividir créditos em artigos científicos. Então, digo não. Não consigo mais comprar essa história de que a Brennan é mais boba que uma criança de 3 anos de idade.
E, por falar nisso, ainda tem toda a história com o Dr. Filmore. Outra vez.

Culpe o Canadá
Adoro todo o lance cultural dos canadenses. Hart Hanson, canadense da gema, sabe muito bem como explorar o máximo de comicidade dos maneirismos do seu país. Não é à toa que o podólogo forense é um dos personagens mais engraçados da série, mas como tudo o que é bom em Bones, quase nunca é bem aproveitado.
Mas a culpa não é dele, nem do Canadá. A culpa é de quem acha que a mesma piada contada várias vezes tem a mesma graça. A delicadeza terna dos canadenses versus a franqueza intolerante americana é tão manjado que tem o direito apenas de ser engraçado uma única vez. Não mais que isso.
Não é possível que toda as vezes que o personagem retornar a série, ele vai aparecer com a mesma missão. O que seria uma pena, pois ele é um personagem divertido.
Talvez, se for para utilizá-lo como contra-ponto à “parte ruim” da Brennan – nota mental, bater no Booth pelo comentário agridoce sobre o lado bom da esposa -, é melhor que ele não apareça. E se forem sobressaltar algum traço da doutora, talvez, só pelo acaso da mudança, os roteiristas o fizessem de modo que não fosse algo ruim. Que tal falar do senso de justiça dela, da prudência, ou de como ela é espontânea, forte e resiliente. Apesar da racionalidade e um pouco de frieza, Brennan é terna e carinhosa. Ou se o problema é fazer da série algo mais engraçado, falem de curiosidade, e de como isso pode levá-la a explorar coisas que jamais pensou.
Só uma sugestão.
White Collar – Taking Stock
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O penúltimo episódio da quinta temporada de White Collar foi marcado por um clima de despedida de Peter e pelo retorno de Diana, desta vez com o pequeno Theo. Não podemos esquecer também da nova postura de Neal, que se apresentou em Taking Stock fazendo um esforço sobrenatural para vencer a raiva de Rebecca e esquecer que chegou a se apaixonar por ela. Caffrey também comunica a Burke que vai tentar conseguir revogação da sua pena junto à Justiça americana, e vai usar seu histórico de casos de sucessos ao lado de Peter para tentar voltar a ter uma vida sem a tornozeleira.
O retorno de Diana foi uma das melhores surpresas do episódio. Apesar da quinta temporada de White Collar ter atendido as mais altas expectativas, com certeza teria sido muito mais interessante com a agente ao lado de Jones, sempre implicando com Caffrey e sendo mais um membro do FBI de confiança de Peter. Sem falar que agora Diana retorna com o pequeno Theo, que vai desenrolar uma narrativa muito boa junto com Mozzie, o seu “chará”. Ver Mozzie como babá de Theo e preocupado com as influências da criança e o seu desenvolvimento de habilidades foi ótimo. Diana não vai precisar se preocupar com uma nova babá tão cedo. Até porque a primeira já desistiu, depois de conhecer Mozzie.
Além de retornar para matar a saudade dos fãs, Diana chegou com muita vontade de trabalhar e colocou toda a sua vontade no caso que envolvia Rebecca e um possível novo cliente da criminosa ex-namorada de Neal. No entanto, Caffrey e Burke não imaginaram na notícia que iriam receber mais tarde. Rebecca acabou fugindo do presídio e pôs em perigo a vida de Diana durante o caso.
Com tantas coisas acontecendo em White Collar, até ficou difícil dar atenção para o caso em si, mas vale a pena chamar a atenção para Neal – sempre ele -, quando invadiu a casa de um empresário para roubar o pen drive que continha o algoritmo, alvo do cliente de Diana/Rebecca. Caffrey precisou fingir que era amante da mulher do dono da casa para conquistar a parceria da prostituta/amante do empresário e fugir sem ser visto. Divertidíssimo. Também não podemos esquecer de Mozzie contanto para Theo a história de como Apollo aterrissou na Lua, ou de como seis espaçonaves aterrissaram na Terra. “O que eles querem que você pense e o que eles não querem que você saiba.”
Falando em Mozzie… o melhor amigo de Neal vai ficar novamente em perigo. Rebecca fugiu e foi até o apartamento de Cafrey, onde presenciou Mozzie ligando para Neal e contando que havia descoberto como decifrar a localização do diamante. Aliás, onde Neal estava às 4h da manhã? Enquanto não recebemos essa informação, as últimas cenas de Taking Stock esquentaram o clima para a season finale de White Collar. Além de Mozzie estar com a vida em perigo, será que o diamante finalmente terá sua localização conhecida? Peter e Elizabeth irão mesmo para Washington? Neal ficará livre? São muitas questões a serem trabalhadas no último episódio da temporada e infelizmente a maioria delas tem um ar de despedida. Já que a série ainda não foi renovada pela USA, o público fica com o coração na mão.
How I Met Yout Mother – How Your Mother Met Me
28/01/2014, 21:11.
João Freitas
Reviews
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Com direito a abertura modificada, o episódio comemorativo de número 200 de How I Met Your Mother trouxe a Mãe como foco e, de um jeito diferente, deixou sua marca. Pelo título, esse talvez fosse o episódio mais aguardado desta temporada, mas surpreendentemente ele deixou a pergunta que não quer calar sem resposta. Para alguns, esse foi o pecado do episódio, mas há muito mais nos rápidos flashbacks da vida da Mother do que pode parecer.
Como não poderia ser diferente, esse episódio foi, acima de tudo, uma grande homenagem a toda a história da série. Começando exatamente pelo episódio piloto, onde vemos que enquanto conhecíamos Ted e seus amigos, a Mãe tinha uma das maiores perdas de sua vida.
Passeando pelos flashbacks lembramos de grandes episódios, só que de uma perspectiva diferente. Passamos pelo eterno No Tomorrow, no qual Barney e Ted comemoram o Saint Patrick’s Day em uma boate e pelo grande centésimo episódio, marcado pelo musical de Barney e seus ternos. Temos lembranças que nos fazem rir como o Naked Man e até a primeira aula de Ted como professor.
Após toda essa boa refrescada de memória, voltamos ao presente. Vemos o início do relacionamento da Mãe com seu namorado e como os dois se conheceram. A fragilidade para relacionamentos em que ela vivia logo é notada quando o discurso sobre “jogar na loteria” surge. Entretanto, ela segue seu relacionamento, tentando seguir em frente mesmo com sua fragilidade.
No entanto, o pedido de casamento a choca tanto quanto a nós. E, nesse momento, o real motivo pelo qual ela se manteve longe das relações aparece. A Mãe ainda não havia superado a perda daquele que ela considerava ser o amor da sua vida e, como Ted disse, o que ela tinha no presente não era amor, fazendo-a, assim, rejeitar o pedido.
Gosto muito da maneira como How I Met Your Mother define o amor, ou melhor, como define o que não é amor. A série não se preocupa em tentar explicar o que o personagem sente, mas sim em deixar claro que ele sente, que tem aquilo entranhado dentro de seu coração. Porque, de alguma forma, nem as próprias pessoas que têm dentro de si esse sentimento tão bonito sabem explicar, elas simplesmente sentem.
Ao fim do episódio, mais uma vez o bom gosto musical volta à tona na série em uma interpretação tocante de La Vie en Rose. E, assim, tão perto, mas ao mesmo tempo tão distantes, se mantêm os personagens – cheios de incertezas e incapazes de imaginar o que virá pela frente.
Mesmo não tendo um encontro olho no olho como o título sugeriu, não posso considerar How Your Mother Met Me um episódio fraco. Ele deu a carga necessária para a Mãe, que era perfeita demais até esse episódio. Ted tem uma barreira muito maior a cruzar do que a parede que os separa nos quartos do Hotel. Ele tem que fazer a Mãe perder o medo de amar novamente. E mesmo não acreditando que a série trabalhe esse lado entre os dois, é bom saber que, durante todos esses anos, não estávamos falando de um amor da Disney repentino.
PS: Barney, cadê você, meu filho?
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