TeleSéries
Looking – Looking for $220/hour e Looking for the Future
20/02/2014, 21:05.
Matheus Odorisi
Reviews
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Já brincaram com os amigos de “quem é você em Looking”? Acho que a maioria dos telespectadores da série da HBO já fez isso, e já devem ter percebido que, diferentemente de outras séries como Girls ou Sex and The City (só pra citar produções famosas da mesma emissora), os personagens de Looking não são tão marcados e exagerados em suas características. Talvez pela escolha da abordagem naturalista dos realizadores, ou da estreia recente, descobrir quem é você em Looking é um pouco mais difícil do que se classificar como uma Hanna ou Carrie.
Por ser o personagem mais explorado e até agora o mais carismático, é mais fácil nos identificarmos com Patrick. Nesses três primeiros episódios vimos que o designer de games é uma pessoa que além de estar procurando, está tentando. Mesmo passando sinais trocados é impossível não dar um crédito pro cara, e impossível também não torcer para que ele se dê bem em algum episódio.
Mas na verdade, mais do que truques do acaso, o que joga contra Patrick é ele mesmo. Esse parece ser o ponto de Looking for $220/hour.
O episódio começa com Patrick e seu chefe Kevin trabalhando sozinhos em um domingo no escritório, enquanto a Folson Fair Street, famosa feira americana de contracultura sadomasoquista, rola nos arredores. O contexto dos dois estarem sozinhos no escritório em cima de uma feira de temática sexual, somada à premissa do interesse declarado de Patrick, é muito favorável para um flerte. E é exatamente isso que acontece em algumas da cenas mais sexies de Looking (e olha que até agora já tivemos uma cena de sexo casual de Dom e um início de ménage). Mas nesse episódio, a sensualidade é vestida, e está nas linhas soltinhas do diálogo e nos closes generosos. Kevin provoca Patrick o tempo todo, partindo sempre para o assunto sexual, tomando a feira de pretexto. Patrick se deixa levar, entre o seu desconforto que parece projetadamente fofo e sua vontade de parecer mais ousado. O chefe parece deixar claro em vários momentos que não está contente com alguns aspectos de seu relacionamento. Sugere que seria mais feliz com alguém que entendesse seu trabalho – olhando para Patrick que trabalha no mesmíssimo setor que ele -, reclama que não pode comer fritura em casa e ainda esquece de buscar o namorado no aeroporto – uma deixa de que o dia de trabalho que mais parece um date estava muito interessante para que ele pensasse em outras coisas.
Enquanto Patrick tem uma reunião de trabalho que parece date, Dom chama Lynn, o florista que conheceu na sauna, para um date que na verdade é uma reunião de trabalho. O garçom quer dicas para abrir seu negócio, e quando torna claro sua intenção, Lynn pergunta “ah, então isso aqui não é um date?”. Não, Lynn, não é, porque Dom ainda vai demorar alguns episódios pra entender que ao invés de buscar novinhos no Grindr, deveria investir em você.
Quando Kevin sai pra buscar seu namorado, Patrick acaba descendo pra feira. Não vemos muito a Folson Fair no episódio, mas vemos Patrick se mostrar incomodado em usar um colete de couro e nenhuma camisa por baixo. Os momentos em que ele tenta fechar a todo custo o colete é a metáfora perfeita de seu personagem: quer se mostrar ousado, mas não supera a própria insegurança. Seria bem mais fácil ele não usar o colete, ou usar uma camisa por baixo para se sentir confortável, mas frente às provocações dos amigos, ele não quer se sentir o certinho – mas no fundo ele é.
Quando Kevin volta pro escritório, retoma o flerte com Patrick e é nesse momento que o protagonista acerta, acho que pela primeira vez na série. Ao convidá-lo pra pedir comida, Kevin deixa ainda mais claro que o real motivo de estar ali não é o trabalho. Podendo escolher continuar com o joguinho com alguém que claramente não está disponível e é de difícil acesso, Patrick decide ir embora e voltar pros seus amigos. A decisão o leva a encontrar Richie em uma boate, e impulsionado pela mesma retidão que o fez cortar o flerte de Kevin, se aproxima do latino e pede desculpas.
As desculpas dão certo, e é isso que vemos em Looking for the Future, episódio que acompanha um date inteiro de Patrick e Richie. Quem já assistiu ao filme Weekend, do Andrew Haigh, percebeu que o episódio segue a mesma fórmula: mostra um date, e nada mais. Se formos resumir a trama, seria: Patrick e Richie andam, conversam e fazem sexo. A monotonia em relação à ação não quer dizer que o episódio seja ruim. Na verdade, Looking for the Future é um dos melhores episódios da série até agora.
O que é interessante notarmos em Looking é que a série ganha muito pela identificação que causa em quem assiste, principalmente nos fãs gays da série. Grande parte do motivo desse triunfo deve-se ao fato da produção ter gays escrevendo sobre gays e gays interpretando gays. Recentemente, Jared Letto, que fez uma incrível interpretação de um transexual no filme Clube de Compras Dallas, foi perguntado por uma moça, em um evento, sobre o fato de ele ser hétero interpretando um transsex não mostra que ainda somos preconceituosos. A moça não foi compreendida, e ainda chamada de preconceituosa pelo ator e por sites que noticiaram o ocorrido. O que nem Jared nem a maioria dos sites notou é que a moça tem razão. É claro que personagens gays não devem ser somente interpretados por gays, mas quando pensamos que a maioria desses papéis ainda são dados a atores héteros nos mostra, no mínimo, que ainda há uma grande falta de atores assumidos, o que indica, de quebra, que ainda há muito preconceito no meio.
Fazendo um paralelo mais radical, é como pensarmos nos menestréis da década de 20, atores brancos que pintavam a face para interpretar negros. Dessa maneira, é inegável a importância de uma produção cuja temática seja gay ser assumida. Politicamente falando, é um avanço na representação do homossexual, e em termos do produto em si, o torna mais real. Looking for the Future é um episódio que através da sensibilidade dos closes nas cenas de sexo, e nos detalhes como o banho após o ato e a discussão do “ativo/ passivo” nos traz uma realidade muito fácil de se identificar. Os caras sabem de quem estão falando, sabem a diferença do sexo gay para o hétero, e sem intenções de romantizar, criaram uma das cenas mais delicadas de sexo da HBO, mesmo com certa nudez.
Um date comum, realista – e que mesmo assim causou inveja na maioria que assistiu -, tomou todo o episódio e nos fez pensar que por agora Patrick pode parar de procurar. Podem trazer Dom a Augustín de volta (e Doris claro), mas que nunca levem embora a direção cuidadosa de Andrew Haigh.
PS.: Eu não esperava pela referência de Friends. Talvez de Sex and the City, ou Queer as Folk, mas Friends?
The Walking Dead – Inmates
20/02/2014, 08:00.
Felipe Ameno
Reviews
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Acho que ainda estou tentando recuperar o fôlego depois de tantas emoções, pois nunca imaginei que em apenas um episódio tantos questionamentos seriam respondidos. Mas confesso que quando o Inmates começou, pensei que seria mais um episódio focado em outros sobreviventes e que seria esse o ritmo da temporada daqui pra frente: mostrar como cada grupo se virou depois do ataque da prisão. Porém, para nossa alegria, isso não aconteceu!
Foram 43 minutos e 12 segundos de muita, mas muita emoção e bem diferente daquela mostrada em After. A angústia do limite cede o lugar a uma força para seguir em frente. Se por algum momento Carl, Michonne e Rick quase desistiram, os outros não tiveram tempo para pensar nessa possibilidade e tiveram seus instintos de sobrevivência testados à exaustão.
Um episódio com um roteiro bem estruturado, sem furos e que deixou muita gente de cabelo em pé. Não quero comemorar e ter muitas esperanças, pois ainda faltam 6 episódios para a temporada acabar, mas a dobradinha After e Inmates chegou para dar um sopro de esperança para quem assiste a série.
Beth: O problema é que comecei a ficar com medo, porque é mais fácil ter apenas medo.
Se não há esperança, então qual a razão de viver?
A primeira dupla mostrada foi Beth e Daryl. Achei muito interessante como a cena foi construída: enquanto eles fugiam dos walkers, ouvíamos de fundo Beth lendo as folhas de seu diário, onde filosofava sobre as dificuldades desse novo mundo e que a esperança de um futuro melhor era o que a motivava a levantar todos os dias.
Beth provavelmente leu o livro O Segredo, pois fazia de tudo para manter o pensamento positivo, mesmo depois de tudo que tinha passado. Pena que em sua companhia tinha uma pessoa tão sensível quanto uma parede de concreto: Daryl. Ele fez todas as grosserias possíveis e, por fim, conseguiu desestabilizar a menina.
Do outro lado, Maggie só queria saber do Glenn e vice-versa. Enquanto ela fazia companhia para o “casal” Sasha e Bob (mais sem sal que margarina light), ele ainda estava na prisão completamente tomada por walkers.
Movida pela esperança de encontrar seu marido (e a irmã que se exploda), Maggie sai em busca do ônibus que escapou da prisão. Com Sasha e Bob a tira colo, eles encontram, porém tarde demais. Mas para a sua alegria e consequentemente a nossa, o japinha mais querido (e único) da série não estava lá.
Tara: Por que você quer minha ajuda?
Glenn: Eu não quero, eu preciso.
Movido pela esperança de encontrar sua esposa, Glenn reúne todas as suas forças – e os suprimentos que encontrou na prisão – e consegue sair. No caminho encontra Tara, perdida e desolada. Ele a resgata e os dois seguem juntos, mesmo ela se sentindo muito culpada, afinal de contas, foi uma das enganadas pelo Governador e estava presente no massacre da prisão.
E com a mesma velocidade que os personagens se vão, outros chegam e finalmente fomos apresentados a Abraham Ford, Eugene Porter e Rosita Espinosa. Pouco foi mostrado e ficaremos sabendo mais sobre eles no próximo episódio, mas aposto que eles chegaram para mexer com as estruturas da série. É esperar para ver.
Que venha Claimed!
Considerações Finais:
Vocês acharam mesmo que eu ia terminar essa review sem comentar sobre a volta triunfal de Judith e Carol? Sobre a psicopata mirim Lizzie? Dizem que o melhor fica sempre reservado para o final, mas os roteiristas de The Walking Dead não acreditam nisso e mostraram o melhor “grupo” logo no começo do episódio. Mas como eu acredito, só vou comentar agora!
Levei um susto quando Tyreese virou e Judith estava em seus braços. E vamos combinar que as crianças não poderiam estar em melhor companhia. Tenho certeza que antes do apocalipse zumbi Tyreese era babá. Só isso para explicar toda sua “psicologia” e “pedagogia” com as crianças. Só mesmo uma babá de renome para abandonar duas crianças e um bebê no meio de uma floresta infestada de zumbis. Supernanny perde!
Mas coitadinha mesmo da Judith. Depois de ter sido negligenciada por tanta gente, seu pai inclusive, ela termina nos braços da aprendiz de psicopata, Lizzie. Ela demonstrou um prazer indescritível ao matar o coelho e sufocar o bebê. Tenho medo dessa garota.
E quando você achava que as emoções tinham acabado, Carol reaparece para salvar as meninas dos walkers e Judith de Lizzie. E que ironia do destino unir no mesmo grupo Tyreese e Carol. Ela não teve coragem de dizer o real motivo pelo qual não voltou com Rick, inventando uma mentira marota.
Tenho certeza que ela montou um acampamento próximo à prisão e ficou na encolha observando a movimentação. E quando viu Tyreese fugindo com as crianças, foi atrás e esperou o momento certo para se “infiltrar” no grupo novamente.
Será que eles vão conseguir chegar a Terminus? Esse lugar é o tal santuário que foi mencionado na frequência do rádio? Vamos aguardar para ver.
Agora sim, que venha Claimed!
Castle – Smells Like Teen Spirit
18/02/2014, 22:03.
Ana Botelho
Reviews
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“Nothing goes as planned
Everything will break…”
Uma coisa que eu nunca gostei sobre séries de televisão e emissoras é o quão reveladoras são as informações que elas entregam sobre os episódios. Outra coisa, também, é o quão oportunistas algumas emissoras se tornam ao adiarem episódios apenas por uma maior audiência. Mas, por incrível que pareça, nada disso me irritou nessa semana. Porque tudo poderia ter sido revelado, assim como o episódio poderia ter demorado ainda mais outras infinitas – e dolorosas – semanas, que ainda assim valeria a espera. Valeria porque o caso foi ótimo, valeria porque a série é ótima e valeria, principalmente, porque nenhuma espera é maior que a alegria e satisfação que Castle me proporciona.
“Everything will change
Nothing stays the same…”
Eu poderia começar dizendo que o caso se tornou secundário para o grande final (e proposta) que o episódio nos entregou, mas aí eu estaria mentindo – e muito. Se tem uma coisa que eu sempre gostei na série, e temi quando eles terminaram com o eles vão/eles não vão e tornaram Caskett algo real, era que a série fugisse, por causa do casal, do seu real intuito: ser uma série policial, com uma dose alta de romance, que consegue correlacionar as duas coisas sem cair no clichê. E não é que continuamos assim, mesmo depois de 5 anos? Com um episódio de duas vertentes, Castle veio, nessa semana, mostrando que veterana não perde o brilho quando é escrita por uma majestade.
“Nós não temos uma música?”
Quem conseguiria imaginar um episódio que misturasse telecinese com a escolha da música do casal? Com a morte inicialmente sobrenatural de Madison Beaumont, uma menina rica, popular e malvada de uma high school, Castle entregou a segunda vertente do episódio – a primeira eu deixo pra daqui a pouco, porque cereja só vai pro bolo no final.
Como eu disse, com uma morte muito estranha, tendo sido presenciada por duas amigas de Madison enquanto elas se falavam pelo facetime, todas as suspeitas caíram para cima de Jordan, uma menina acanhada e que servia de piada para Madison e seu grupo. Tudo isso porque Jordan, em um vídeo, inexplicavelmente foi filmada numa cena em que cadeiras voaram em direção à vítima. É claro que pouco tempo faltou pra uma teoria louca de Castle entrar em cena – mas dessa vez elas foram bem cult. Gostei da citação de Carrie (no Brasil Carrie, a estranha), de Stephen King. A teoria do escritor de que Jordan teria telecinese (capacidade de mover um objeto físico só com a mente) fazia todo o sentido e deu ao caso um ar todo diferente, inovador, isso até o final, claro. Mas o bom mesmo foi o desfecho, que eu DUVIDO alguém ter acertado antes da revelação. Só aí Castle já ganharia nota 5. Mas tem mais, muito mais.
“Nobody is perfect
Oh, but everyone is to blame…”
Logo no início do episódio nós presenciamos mais uma ponta de um todo que o casamento de Castle e Beckett formam. Dessa vez, a grande questão do episódio parecia ser: banda ou DJ? Só que as ideias iam divergindo (como sempre <3), mas fundo os dois iam entrando nessa questão. De um minuto para o outro, banda ou DJ se transformaram em: nós temos uma música? Pois é. Eles têm? Engraçado que eu sempre me perguntei isso. Já foi falado, por eles mesmo, sobre nome de shipper, sobre momentos juntos, sobre tiradas e tudo mais que vimos naqueles flashs em Still, mas e sobre a música? Eles não só estavam entrando a fundo em mais uma questão sobre o casamento, como, também, sobre eles mesmo. Mas, afinal, eu pergunto: qual a música deles?
Seria Stop and Stare, que serviu de plano de fundo para o “primeiro momento” entre Castle e Beckett? Ou seria o piano de Duncan, que tocava furioso enquanto os dedos de Castle – também furiosos – despiam Beckett? Todas essas, e mais outras, que formam a trilha sonora de Castle ao longo desses anos poderiam ser a música deles – isso se já não existisse uma perfeita.
“Oh, you’re in my veins,
and I cannot get you out”
Não vou ser hipócrita: eu não imaginava qual seria o desfecho da pergunta. Não imaginava porque fiquei longe de todo e qualquer spoiler durante essa longa semana de espera – e não me arrependo. Indo atrás da verdadeira culpada pela morte de Madison, o casal volta, mais uma vez, à escola em que Castle quase se formou (o que achei muito bacana terem inserido na série porque sempre é muito bom saber mais do passado de Rick). Depois de prenderem uma das amigas de Madison, eles vão até o salão de festas ter, talvez, o que eles nunca tiveram ou reviver, de uma forma melhor, uma experiência memorável. A razão pela qual eles dançavam, na verdade, não importa muito. Sabe o que importa? Vou dizer pra vocês, ou melhor, vou deixar o Castle dizer:
“Tudo que eu já fiz, cada escolha que eu tomei, cada terrível e maravilhosa coisa que tenha acontecido comigo, tudo isso me levou para aqui. Para esse momento. Com você.”
Agora você me diz, tem como não surtar? Tem como não deixar o coração saltar pela boca? E todo esse cenário de amor, amizade e turbilhão de sentimentos se transformou em algo bem maior ao som da música que estava tocando. A música deles. In My Veins – que ecoou na cabeça de Beckett mais forte que aquela chuva em Always e a fez refletir sobre o grande passo que ela estava prestes a dar em relação a Castle – foi a grande escolhida para se tornar, oficialmente, a música deles.
Agora, eles possuem nome, música, amor e um caminho muito bonito para trilharem. Tudo que eles precisam é ficarem juntos. Always.
“Oh, you’re all I taste,
at night inside of my mouth”
Bem, nem preciso falar que eu gostei do episódio, né? Smells Like Teen Spirit foi uma surpresa boa, bem boa, aliás. Eu estou gostando demais desse passo a passo quando se trata do casamento, mas se me permitem, só há uma coisa que me incomoda: já perceberam que eles sempre estão escolhendo algo, mas que nunca chegam a finalizar a escolha? Isso me deixa receosa por: 1. criarem expectativas nas escolhas e, no final, fazerem algo totalmente contrário; 2. adiarem, adiarem, e perderem o timing certo para o casamento ser inserido. Mas essas preocupações são pequenas e vou deixar rolar para ver o que realmente acontece. Enquanto isso, a gente curte essa temporada maravilhosa e, se tiver um tempinho sobrando, vá rever essa cena final porque, né, não preciso nem falar mais. Até semana que vem!
PS1: Quero mais gates, quero mais Lanie e, por favor, Castle tem uma filha. Deem algo para ela ser útil na série, por favor.
PS2: Na hora em que Castle e Beckett estão na cozinha e eles vão brindar, perceberam que ela põe a língua entre os dentes? Era Beckett ou Stana ali? Eis a questão.
A Teia – Episódio 3
18/02/2014, 13:32.
Simone Miletic
Reviews
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Reduzindo um tanto o ritmo, o que significou uma bem-vinda redução nos cortes abruptos de cena, a investigação do crime do aeroporto avança, ainda que Macedo não tenha conseguido as respostas que esperava ao visitar Oliveira na prisão em Fortaleza. Sim, Oliveira conhece os envolvidos e até poderia soltar o nome de Baroni, mas a questão é que ele simplesmente não sabia do que estava acontecendo a quilometros de sua atual moradia. Deu para perceber o tanto de decepção de Macedo de longe quando ele percebe saber mais que o bandido.
Sorte a dele que a dupla Libânio e Taborda – que já entrou para o hall de personagens queridos de todos, acredito eu – avançou bem na pista do tal Zé Cabelo. O único problema é que ao mesmo tempo em que descobrem qual funcionário do aeroporto havia sido comprado, esse mesmo funcionário acaba morto em frente a tal boate do recibo inocente encontrado por Macedo na cena do crime.
Joel era sem dúvida a melhor pista, até porque tinha todo o jeito de que abriria a boca na primeira ameaça de prisão ou promessa de liberdade. Com a morte dele o trio vai ter de voltar a se dedicar ao que tem em mãos e vai tirar água de pedra disso, a não ser que algo novo aconteça – já esgotaram o testemunho do tal motorista e o recibo, sobram as balas que continuam incomodando Macedo.
Enquanto isso Baroni continua tentando amarrar todas as pontas soltas, mas pode ter cometido um grande erro ao colocar a arma no carro do tal bêbado. Pensem comigo: ele quer se livrar dela, mas acaba por colocá-la num local em que ela será encontrada mais rápido. Ao invés de incriminar o cara, que pode ter um álibi para a morte do Zé, ele pode apenas indicar que caminho está seguindo.
Pelo menos ele conseguiu convencer Celeste de que os tais passaportes não são realmente importantes, mas acabou soando estranho ele dizer que o que importa é somente ela depois dele fazer questão de dizer que não ia largar o filho dele. Como a moça já sofreu seu tanto na vida ela prefere guardar o tal celular da discórdia mais um pouco, uma decisão inteligente.
E, solto como quem não quer nada no meio da trama, temos a jornalista cantando a bola para Macedo que o nome da sua mãe apareceu ligado a uma moto em uma das concessionárias do senador. Como a gente já sabe que Eduardo não presta e vimos o moço pedindo para sua mãe assinar uns papéis, bem, já sabemos que Macedo terá mais um motivo para quebrar a cara do “caçulinha”.
P.S. Adoro Macedo, mas Libânio é um verdadeiro achado! O momento em que ele responde “não trouxe dinheiro, chefe” foi daqueles em que você pensa: perfeito. Irônico, sarcástico, mas não caricato.
P.S. do P.S. Cara, Miltinho era muito burro! Até que demorou para acabar morrendo em alguma confusão. O tiro dentro do caminhão assustou até a mim.
P.S. do P.S. do P.S. Gostei bastante da esposa de Macedo e de sua filha. Vamos falar a verdade: não tinha como a menina ser menos petulante com um pai desse, tinha?
P.S. do P.S. do P.S. do P.S. Trilha sonora continua deliciosa!
*Esse texto foi publicado originalmente no Só Seriados de TV.
The Following – Family Affair
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Joe Carroll voltou. Não ainda aos olhos do grande público, mas voltou. Voltou para os braços de Emma e tudo indica que logo também vai parar nos braços de Lily. Mas, por enquanto, não vamos criar picuinhas na nova “família” de Joe. Para recepcionar Carroll, a bilionária Lily Gray reuniu, em uma casa afastada dos grandes centros e cercada por uma paisagem linda, a sua bem peculiar família. Além dos gêmeos Mark e Luke, adotados logo que nasceram, como já descobriu o FBI (palmas pra eles finalmente), Lily já apresentou mais três filhos adotados: Sami, Jamel e Radmila, todos com origens estrangeiras.
A família se reuniu, já aumentou e agora quem também está sendo atraída para os braços de Lily é Emma. No entanto, como já conhecemos a moça de outros carnavais, dá para entender a desconfiança de Emma com Lily e os novos seguidores de Joe. Emma já conviveu com pessoas muito estranhas, até com ela mesma, mas agora com cabelo roxo e piercing na boca, algumas coisas ainda parecem demasiadamente estranhas e passíveis de desconfiança pela moça. Ainda mais agora que ela descobriu que passou um ano acreditando que Carroll estava morto.
Mesmo assim, a ligação de Joe abalou as estruturas de Emma, que já não estavam assim tão firmes. É evidente que Emma não se vê segura ao lado de Lily, mas mentiu para Joe porque, do contrário, Carroll podia sumir novamente e nunca mais Emma poderia vê-lo. Joe gostou do que viu na casa de Lily, mas agora vai precisar organizar seu novo grupo de seguidores. Mandy e Emma terão que conviver com o grupo de Lily e tudo indica que o ambiente vai gerar conflitos bem interessantes. Emma já tem experiência em grupos grandes e diversificados, mas Mandy é uma adolescente, e uma adolescente serial killer. São muitos hormônios para apenas uma seguidora.
Enquanto isso, em New York, o FBI errou feio ao ter a certeza de que David seria um cúmplice de Lily, quando, na realidade, ele era uma vítima sobrevivente. Ao invés de organizar uma proteção para David, o FBI ficou preocupado em conseguir um mandato para obrigá-lo a falar. Ryan descobriu onde David estava, mas chegou atrasado. Giselle recém havia terminado o serviço. A fuga da moça foi um dos melhores momentos do episódio, principalmente porque envolveu também Max. A personagem, única parceira de Ryan atualmente, tem agregado valor ao seriado, principalmente no que diz respeito ao núcleo de pessoas que convive com Hardy.
No geral, dois pontos são interessantes de se lembrar de Family Affair. Primeiro, a visitinha de Mike à Max em uma tentativa de intimidá-la. Ninguém merece. A situação foi completamente desnecessária e gerou até uma vergonha alheia de Mike. Ele tenta alertar Max sobre o fato de que a teoria de Ryan está errada e Max não dá bola. E o público assiste a tudo já sabendo que Hardy está certo e Carroll vivo. A segunda questão são os agentes do FBI que “tentam” seguir Ryan. Engraçadíssimo. “De tênis hoje pessoal? Legal”, brinca Ryan com a dupla de agentes. Ri muito.
Ah. Parem tudo. Jana Murphy (Leslie Bibb, de E.R. e Homem de Ferro), apareceu em Family Affair como uma grande amiga de Carroll. No entanto, logo depois também descobrimos que ela é uma ex-agente do FBI e tem dois filhos que cuida em guarda compartilhada com… a agente Mendez. What? The Following está gostando de surpreender o público nessa segunda temporada com relações e encontros inesperados. E não é à toa que o FBI só vem dando mancada. A agente que coordena o caso dos novos seguidores de Joe Carroll divide a guarda dos filhos com uma antiga seguidora. E depois é o Ryan que tem problemas.
Em Family Affair também foi possível conhecer um pouco mais da construção de personagem de Lily. Ela foi adotada quando criança por um homem rico e acabou herdando toda a sua fortuna. Hoje em dia ela adotou outras crianças que estavam em situação parecida com a dela. Segundo Lily, são crianças que ninguém quis, negligenciadas ou violentadas. Quando criança, seu pai biológico matou a mãe e logo depois se suicidou. Os fatos do passado ajudam a entender quem Lily é hoje em dia. Mesmo com todo o dinheiro que poderia gastar, Lily afirma que cresceu sem o amor de um pai e uma mãe e com isso ela tenta criar uma identificação com Emma.
O episódio terminou com ponto para Max e Ryan que conseguiram perseguir Giselle, com Max ainda seguindo no trem no encalço da moça. O FBI beirou a tragédia com a morte de David e a revelação de Mendez como ex de Jana. Já os seguidores de Joe também marcaram um ponto com a volta de Carroll e a reunião na casa de Lily.
PS: Onde está Wally? Propaganda do Windows 8 bombando em Family Affair.
Nashville – Too Far Gone
15/02/2014, 13:28.
Gabi Guimarães
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“Você matou a minha mãe? Você tentou assassinar o pai das minhas filhas?” – Rayna
Drama. Assim podemos definir Too Far Gone.
Se Rayna andou um tanto apagada nas últimas semanas de Nashville, este episódio veio para acabar com qualquer resquício de calmaria em sua vida, ao mesmo tempo em que prepara o território para a última metade desta temporada, que pode (ou não) ser a última da série.
Enfim, Tandy abriu o jogo com sua irmã e contou à Rayna que foi ela quem denunciou o pai às autoridades. E mais: confessa que fez isso porque foi ele quem assassinou a mãe delas há muitos e muitos anos. Covarde e sem caráter como sempre foi, óbvio que ela sequer chega a mencionar o fato de que estaria em sérios apuros caso não colaborasse com a Promotoria (aliás, muita ingenuidade de Rayna achar que a irmã – braço direito do pai por singelos 15 anos – não estaria a par de toda a sujeira escondida debaixo dos tapetes das Indústrias Wyatt). Além disso, claro que a confissão não se deu de forma espontânea: um Teddy cada vez mais transtornado e obcecado por descobrir a verdade sobre o assassinato de Peggy tratou de contar à Rayna tudo o que sabia. Acuada, Tandy se viu obrigada a falar a verdade.
O encontro entre ela e o pai foi no mínimo desconcertante. Desta vez, aquela que sempre pareceu ser “a filha favorita” de Lamar sequer conseguiu olhar em seus olhos e encará-lo de frente. Não era óbvio que algo estava errado ali? Aquela festa de “boas-vindas” só não foi mais melancólica e bizarra porque Maddie e Daphne estavam lá, fazendo o que sabem de melhor: cantando – pela primeira vez junto com a mãe! – e conferindo enorme doçura à cena.
Mas de nada adiantou. Na hora do acerto de contas, percebemos que, apesar do difícil relacionamento, é Rayna a filha que Lamar respeita. Aliás, aí percebemos uma gigantesca diferença entre as irmãs: enquanto Tandy é covarde e fraca, Rayna é o seu completo oposto. Direta e dona de uma sinceridade quase brutal, não hesita nem por um segundo ao tirar satisfações do pai.
Enquanto perguntava a Lamar se ele havia matado sua mãe – em uma atuação magistral de Connie Britton, há que se dizer – vimos toda a raiva, frustração e decepção tomarem conta de Rayna. Enfim, a verdade. Ou coisa assim. Não sei se consigo acreditar nessa versão “ela já estava morta, então eu fugi” da história. Ainda mais porque, logo em seguida, Lamar é incapaz de negar que está envolvido no atentado contra Teddy – pai de suas netas, vale lembrar –, provando mais uma vez que está disposto a fazer qualquer coisa para defender seu poder e seus interesses, custe a quem custar. Rayna não tolera tamanha falta de caráter e rompe com seu pai e irmã. Um tempo longe de tanta hipocrisia certamente lhe fará bem. Melhor assim.
A cena final, entre Lamar e seu ex-genro, foi… Inusitada. Sem qualquer cerimônia, Teddy joga na cara do sogro que Tandy é a responsável por sua quase ruína, e o que se segue me fez revirar os olhos por um momento. Pensei: “outro ataque cardíaco? Really?”, mas assim que percebi que Teddy não tinha qualquer intenção de pedir socorro, entendi o recado. O viúvo enlutado quer vingança, e, ao que parece, não pretende desperdiçar a oportunidade que lhe foi oferecida. Apenas Teddy e Lamar, e a chance de fazer justiça com as próprias mãos. A impressão que fica é de que o velho desta vez vai provar do próprio veneno – afinal, Teddy aprendeu tudo o que sabe com ele –, e não sobreviverá para contar a história. Será?
“(…) Eu não poderia te derrubar, mesmo se eu quisesse. Apenas alguém que estava com você e trabalhou para você por 15 anos e que sabia onde os corpos foram enterrados poderia fazer isso. Seu próprio sangue.” – Teddy
Enquanto Rayna vivia todo este drama, vimos uma Juliette em situação oposta, completamente acuada e resignada com a desastrosa situação de sua carreira. Cansada de remar contra a maré e de ser vítima constante de sua própria fama e personalidade difícil, Juju decide… que não quer decidir absolutamente nada por enquanto. E se afasta. De tudo e de todos. Exceto de Avery. Ela busca refúgio em sua casa, redecora o seu apartamento, cozinha, passa o dia comendo pipoca e assistindo aos filmes de Fellini – chamando-os carinhosamente de “filmes italianos estranhos de ficção científica” –, recusando-se a atender os insistentes telefonemas de Emily ou a encarar sua nova realidade de frente.
Neste processo de humanização que a personagem vem sofrendo ao longo da temporada, acho importante, e muito válido, que ela passe por esta fase, mas Avery, que tem sido o seu grande porto-seguro e sua única constante neste processo, precisa puxar as suas orelhas e trazê-la de volta para o mundo real:
“Não é porque você fecha os olhos que você se torna invisível.” – Avery
Simples, não? E uma grande verdade. Juju não é burra, entendeu bem o recado e pretende utilizar o enorme talento de seu novo namorado como produtor para reconstruir sua carreira, um pequeno passo de cada vez. Don’t Put Dirt On My Grave Just Yet já começou a despertar o interesse de outras gravadoras e é uma excelente maneira de recomeçar. Daqui para frente, parece que não veremos mais esta Juliette apática e sentindo pena de si mesma. Mãos à obra!
“Acontece que eu odeio ser invisível mais do que odeio estar errada.” – Juliette
A parte decepcionante do episódio ficou, mais uma vez, por conta de Will Lexington. Depois de sua tentativa de suicídio, o cantor parece não ter mudado e isso é muito frustrante. Apesar de ter aberto uma enorme gama de possibilidades para o personagem, o roteiro escolheu a saída mais preguiçosa e… absolutamente nada mudou. Rapidamente, Will voltou a ser o menino medroso e cheio de nojo de si mesmo, repetindo os mesmos erros over and over again, demonstrando que não foi capaz de tirar nenhuma lição da experiência traumatizante que viveu. E do que é feita a vida senão de nossos tropeços e suas lições? O que Will espera conseguir com suas atitudes? No fim das contas, sobrou para Brent.
“Eu sei o que quero, e não deixarei que ninguém fique no meu caminho” – Will.
Sem saber como lidar com seus sentimentos por ele (sem mencionar a noite que passaram juntos!), Will age como um babaca homofóbico e vai correndo se queixar para Jeff (of all people!). Tem a pachorra de insinuar que Brent está agindo de maneira “imprópria” e coloca em xeque também a competência profissional do rapaz. Jeff, depois de perder as duas maiores artistas da Edgehill, está apostando alto em Will – inclusive adiantando o lançamento de seu álbum de estreia para 1º de maio, numa estratégia desesperada para concorrer com o novo álbum de Rayna –, e não está em posição de contrariar sua maior estrela. Resultado? Brent é demitido, e Mr. Fordham cuidará da carreira de Will pessoalmente daqui para frente (um bom castigo por si só).
Mas desta vez temos Gunnar para chamar a atenção de Will e trazê-lo de volta para a dura realidade. Será que ele realmente acha que Brent é o problema? Que basta tirá-lo da sua vida – custe o que custar – para que ele seja “curado” de sua homossexualidade? Que tipo de pensamento é esse, meu Deus? Como muito bem lembrado por Gunnar, Will tentou beijá-lo não muito tempo atrás. E ainda foi categórico ao afirmar que todos ao redor percebem que existe algo entre eles. Será que ele não percebe? Às vezes tenho a impressão que Will vive na década de 50. Esqueceram de avisar para ele que estamos no século XXI. A compaixão que eu senti por ele naquele último episódio de 2013 – e que já parece tão distante – sumiu por completo. Para ele, vale tudo nesta incessante busca pela auto aceitação, mesmo que para isso ele tenha que passar por cima de si mesmo – e de quem mais ousar atravessar seu caminho. Azar de Brent, que não fez absolutamente nada de errado. Patético e decepcionante, nada mais.
Enquanto isso, se por um lado Gunnar está desempenhando o papel de bom amigo para Will, com Zoey ele não passa de um namorado medíocre. Aliás, a linda moça tem se mostrado uma das personagens mais avulsas da série. Neste episódio especificamente, o roteiro até tentou dar um propósito à personagem que fosse além de namorada-do-Gunnar-e-ex-melhor-amiga-da-Scarlett, mas o tiro saiu pela culatra. Não consigo sentir empatia por ela, e a vejo bastante deslocada na trama. Se nem mesmo Gunnar se importa com os anseios e aspirações de Zoey, quem mais se importaria? Menção honrosa para o machismo e a babaquice colossais do nosso compositor favorito, quando diz à namorada que ela deveria se contentar em ser sua namorada e assistir seus shows da tão cobiçada primeira fila. Seriously, Gunnar? Quando lembramos que outro dia ele a comparou com Scarlett, não fica difícil concluir que este romance não tem um futuro muito promissor. O que será de Zoey, então? Pensando por este lado, uma carreira como backing vocal até que não é uma má ideia. Ainda mais porque a atriz Chaley Rose, intérprete de Zoey, tem uma bela voz e poderia dar mais certo quem sabe dando mais ênfase a uma possível carreira musical do que a seus relacionamentos fracassados.
E o que dizer de Scarlett, então? Com ela, é sempre assim: one step forward, two steps back. Sem Liam, a personagem novamente se perdeu e ficou à deriva. Numa tentativa desesperada de acompanhar o ritmo alucinante de sua nova carreira, Scarlett se agarrou com todas as forças à válvula de escape errada e está rapidamente se tornando uma viciada em remédios controlados. Até quando a veremos nesta espiral destrutiva? Aquela incômoda sensação de que desconstruíram – e destruíram! – a personagem ainda me acompanha. Scarlett não consegue lidar com o que a carreira exige dela, e continua variando entre o amor e o ódio pela profissão. Até onde ela será capaz de se sacrificar? Que preço estará disposta a pagar por isso? Pelo menos vimos que aqueles que realmente a conhecem e se importam com ela já perceberam que tem algo estranho, fora do lugar. Deacon, Zoey, Avery, e até mesmo Juliette… Todos ficaram surpresos com suas atitudes tão atípicas. E Liam, que papel terá nisso? Ele será a salvação ou a perdição de Scarlett?
Seu tio Deacon, por sua vez, teve um episódio bastante movimentado. Eu tinha certeza absoluta que o fato de Megan estar ajudando Teddy na investigação do assassinato de Peggy traria ainda mais conflitos para os dois, afinal, não basta brigar “apenas” pelo amor de Rayna e Maddie.
“Por isso você está comigo. Sou esse bêbado esquentado que você seduziu para satisfazer seu complexo salvador. (…) Estou falando de você se trancar em salas com pessoas que tem problemas para se sentir melhor consigo mesma.”
Confesso que fiquei um tanto assustada com a reação de Deacon. Ok, a cena que ele interrompeu entre Teddy e sua namorada dava margem a muitas interpretações, mas precisava tanto? Assim como vimos acontecer no episódio em que ele foi pressionado por sua nova gravadora, é nessas horas que percebemos o quanto ele se sente inseguro e indigno da felicidade e do amor. Sempre procurando razões para desconfiar de Megan e de seu amor por ele, sempre à espreita de um motivo para arruinar tudo. E vocês? Também veem as intenções de Megan com desconfiança? Acham que ela só está com ele por pena, por um desejo de “consertá-lo”, ou – para usar as palavras de Deacon – porque ela é “viciada em tragédias”? Eu acho que não. De uma vez por todas, Deacon precisa aprender a ser feliz. (e eu sinceramente espero que Megan não abandone o caso por causa deste mal-entendido.)
O casal fez as pazes na gravação de seu álbum de estreia como artista solo no Bluebird. Tudo terminou bem. Mas… Por quanto tempo? Apesar de achar que Megan faz um bem enorme a ele, sinto que este romance também está fadado ao fracasso. Ouvir a voz de Charles Esten, por outro lado, é sempre um privilégio. Linda voz, belíssima canção. Um brinde à carreira solo de Deacon, por favor!
Nashville entra em novo hiatus e retorna com um episódio inédito e cheio de emoções no dia 26 de fevereiro. Qual será o destino de Lamar?
A má notícia é que a audiência da série continua oscilando, e nesta semana novamente registrou números muito baixos, com pouco mais de 5 milhões de telespectadores e 1.3 na demo. Essa inconstância nos índices é angustiante, e nós ainda sofreremos por mais alguns meses até que seja anunciado o destino da série. Cancelamento à vista ou renovação? Torçamos!
Até a volta!
New Girl – Sister
15/02/2014, 10:00.
Carla Heitgen
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Não sei vocês, mas eu não decidi se desisto de New Girl ou se compro uma bicicleta. São tantos altos e baixos, tantos sentimentos misturados, é como a vida, um vai e vem de momentos bons e ruins e… bem, não vou monologar mais. Vamos ao episódio Sister.
Esta semana conhecemos mais uma personagem da família Day – desta vez, a irmã louca de Jess. Sim, porque perto dela a professora parece uma senhora conservadora. A garota foi presa e a mãe pede que a filha mais comportada vá buscá-la e levá-la ao aeroporto. Pela sua reação, percebemos que não tem exatamente orgulho da dita irmã, porém aceita a tarefa fazendo um esforço gigantesco para que Nick não a conheça. A única que sabe de seus podres é Cece que, sem querer, acaba revelando o que a senhorita Jess realmente pensa sobre a parente.
Após a saída da cadeia, o plano é que Abby Day volte imediatamente para a casa de sua mãe. A moça, porém, decide ficar mais tempo e, de um jeito nada honesto, remarca a passagem, adiando a volta, para passar mais tempo com a irmã certinha e, quem sabe, conhecer seu namorado, Nick. Elas até começam a se entender, principalmente quando tiram sarro das manias da mãe, até o momento em que Jess vai pegar um álbum de fotografias (apelou no vintage, hein, Jess?). Abby vê o torpedo de Cece perguntando se a ela já tinha “estragado tudo” e foge.
Ei, você viu minha irmã? Ela é parecida comigo, mas com caos em seus olhos. – Jess sendo Jess.
E por falar em Cece e torpedos, o episódio desenterrou a ficada dela com Coach e o climão, esquecido por algumas semanas, voltou a pairar sobre os dois, já que foram obrigados a passar um tempo sem a multidão que comumente habita o flat. A convite da namorada de Winston, que fará um rodízio de sopas à base de creme (!), o treinador e a modelo/barista são os únicos que não dão bolo e vão ao jantar, o que acaba parecendo um encontro entre dois casais de namorados.
A Bertie sonhou que me matou. – Winston, tentando quebrar o silêncio constrangedor, sem sucesso.
A oportunidade trouxe à tona “o maior e mais quente erro” da vida do dois, isto é, Coach nunca entendeu porque após um encontro ardente não obteve resposta de sua mensagem-do-dia-seguinte, um “Feliz Domingo” que a morena não soube como retornar. Eles até tentam um repeteco daquela noite e por mais que se se esforçassem em reconstruir o romance, no mesmo lugar e com as mesmas posições, percebem que a magia acabou e o momento passou. Embora tenha sido um daqueles assuntos que reaparecem do nada, foi bom ver que ambos resolveram seguir adiante e voltar para a zona da amizade.
Pergunta: Que fim levou o Ferguson, o gato do Winston? Alguém sabe?
Bom, enquanto o nosso segundo casal preferido (Schmidt & Cece) não se acerta, acompanhamos o querido d-bag flertando com uma mulher de sua religião em nome da “continuidade judaica” e o mais importante, colocando em prática a excelente dobradinha entre ele e seu amigo, Nick, que por ser PhD em vergonha alheia e cara de pau, o ajuda a ficar bem na fita. Entre os truques para impressionar as garotas, o golpe do “vejam, mulheres, existem homens sensíveis”:
Poxa, Schmidt, eu estou quase feliz de ter sofrido aquele acidente e ter você mais dias comigo, me ajudando a passar por este momento difícil.
Como um cara tão rico pode ser tão generoso com seu tempo?
A história entre Jess e sua irmã Abby foi o foco, porém os momentos mais divertidos da semana foram a desastrada tentativa de Coach e Cece de retomarem a atração de onde eles pararam e Nick pagando muito mico para que seu amigo Schmidt parecesse o melhor dos partidos.
Outra nova garota foi acrescentada ao já lotado apartamento, pelo menos por uns meses. Depois de perceber que sua mãe (Jamie Lee Curtis, sempre ótima em suas aparições) ainda a considera uma criança e, portanto, o “baby”, pelo qual a chama e que não é apenas carinhoso e sim uma afirmação de sua opinião, a professora acolhe sua irmã problemática para tentar colocar um pouquinho de juízo em sua cabecinha. Abby Day é interpretada por Linda Cardellini, um rosto conhecido por seus papeis em E.R como a enfermeira Samantha Taggart, em Freaks & Geeks, como Lindsey Weir e em Mad Men, como Sylvia Rosen, vizinha e amiga do casal Draper.
No geral foi até legal, com destaque para Nick (como queima-filme e querendo impressionar a irmã de Jess), seguido de Coach e Cece. Winston, para variar, ficou com um fiapinho de trama. Seria bom vermos mais do inusitado casal formado por ele e a ruiva (e amante de sopas) Bertie. A irmã de Jess foi meio chatinha e a pergunta não cala: por que ficar acrescentando personagens novos em vez de dar força aos que já existem?
Eu até acho que teria sido melhor ver o filme do Pelé, ou, para combinar com o Valentine’s Day, rever o décimo quinto episódio da segunda temporada, Cooler, quando Jess e Nick finalmente ficam juntos. Mas pelos momentos hilários que passamos juntos, ignoramos as falhas e continuamos a amar essa garota… por enquanto.
Semana que vem não tem New Girl. Em seu lugar, um episódio especial de American Idol vai ao ar.
E só para enfeitar este post, a Zooey com a irmã de verdade, Emily.
E vocês, o que têm achado da série?
Até a próxima!
The Vampire Diaries – The Devil Inside e Total Eclipse of the Heart
13/02/2014, 21:03.
Mônica Castilho
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Desde que tapeou a morte no centésimo episódio e tomou o corpo de Elena, Katherine Pierce vem causando o que eu chamo de “efeito Katherine” em The Vampire Diaries. Elena era a personagem que mais influenciava os demais. Era só ela correr perigo ou choramingar para que a maioria dos personagens se mobilizassem em planos arriscados somente para salvá-la. Bem, o que ninguém sabe é que Elena agora é Katherine, e os frutos da moça no comando já começaram a surgir.
Elena, em teoria, saiu de cena definitivamente, já que mesmo após tentar arduamente lutar contra e fugir, Katherine se apossou do corpo da jovem permanentemente. O problema é que, como mencionei na review do centésimo episódio quando Katherine se apossou do corpo pela primeira vez, Elena é a principal e é bem pouco provável que saia de vez da série. Então, mesmo Katherine contando com a ajuda de Nadia e a ajuda à força de Matt para se passar por Elena, e de quebra reconquistar Stefan, logo é bem provável que alguém descubra o que está acontecendo. Enquanto isso, além de tentar conquistar o Salvatore – por quem sempre foi apaixonada -, se vingou de Damon ao partir o coração do pobre vampiro se passando por Elena.

Direta ou indiretamente, são indiscutíveis os efeitos que Katherine causa em Damon. Lá na primeira temporada, quando ele ainda era apaixonado pela vampira e achava que a mesma estava na tumba, foi o “cara mau” que fez de tudo para tirá-la dali… Obviamente em vão, já que ela esteve bem viva e longe durante todo aquele século. Agora, mais uma vez, Katherine – se passando por Elena – trouxe de volta o Damon louco e impiedoso que até tinha seu charme na primeira temporada, mas que agora não passa de alguém revoltado e louco para chamar a atenção (no caso, de quem ele acredita ser a Elena). E, já que estamos falando em relacionamentos destruídos por Katherine, ela também conseguiu destruir o de Tyler com Caroline. Entretanto, este foi um tiro no próprio pé, já que fez com que Stefan defendesse Caroline da raiva de Tyler e aproximasse ainda mais os dois, que já estavam bem próximos com direito a um clima.
Então começou o jogo de percepções: Katherine percebendo o clima entre Caroline e Stefan, Matt e Tyler percebendo que há algo de errado com Nadia por ela sempre perguntar demais sobre Elena, e Stefan já desconfiado da maneira desesperada com que “Elena” se joga para cima dele, sendo que, das três alternativas, a mais catastrófica seria a última, com certeza. E esta última, inclusive (e infelizmente), nos dá uma pista de como pode ser o fim da farsa de Katherine, que mesmo sendo o ponto mais interessante da trama atualmente, tem sido o mais revoltante simplesmente por não combinar com a personagem. Ela que há mais de um século antes desistiu de Stefan e até de Damon para se salvar, não tem sentido algum se arriscar a morrer desse jeito agora que conquistou uma de suas maiores vitórias: enganar a morte. Para mim, isso soou como uma tentativa preguiçosa de justificar uma possível futura morte de Katherine.

Por fim, temos novamente Damon com seu mais novo cúmplice, Enzo. Damon é outro teimoso que insiste em coisas que oferecem potencial risco de o matarem. O resultado disso foi ele se tornar o mais novo “vampiro canibal” da Augustine, e agora eu quero ver se Enzo continuará insistindo nesse companheirismo e tentará salvar o “amigo”, o que não será tão fácil após Wes conseguir o apoio dos viajantes ainda sem motivo explicado.
P. S.: Estava demorando, mas finalmente trouxeram outra bruxa para o lado bonzinho da força no seriado, afim de que – como sempre – possam voltar a dar todos os pepinos para as bruxas resolverem com magia, o que andou impossibilitado no momento por Bonnie ter perdido os poderes. E por falar em Bonnie, ela ultimamente anda mais inútil do que o Matt na série. Se bem que agora ele conseguiu uma função: servir de informante para Nadia.
The Walking Dead – After
11/02/2014, 14:20.
Felipe Ameno
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O tempo passa, o tempo voa e The Walking Dead continua na mesma. Tranquilo e calmo como água de poço… com dengue! Não que isso seja ruim, até porque gostei muito de After. Na realidade, não consigo afirmar se amei o episódio ou se estou me acostumando com a forma como os roteiristas estão conduzindo a história. Acho que os dois!
Depois de uma primeira metade de temporada cheia de altos de baixos, voltamos de um longo hiato não respondendo a nenhum questionamento deixado no ar e tivemos um episódio focado somente em dois personagens. Assisti com um certo preconceito, já que da última vez que isso aconteceu o resultado não foi muito bom.
Quem se lembra de Indifference? No quarto episódio desta temporada, os protagonistas foram o desconhecido Bob e a incendiária Carol. Um dupla mais sem sal que margarina light! Eles cederam o lugar para um dos adolescentes mais odiados da televisão mundial (posto dividido com a Dana, carinhosamente apelidada por mim de Dana-se, de Homeland), Carl e a inconstante, emocionalmente, Michonne.
Se a primeira dupla não conseguiu segurar minha atenção, a segunda fez isso com louvor. Com atuações brilhantes de Chandler Riggs e Danai Gurira, After foi um episódio repleto de cenas tensas, mas não por causa dos possíveis walkers que poderiam aparecer a qualquer momento, mas para mostrar o quão debilitados, mentalmente, essas pessoas estão.
Mas agora, você não é nada… Eu ficaria bem se você morresse.
Assistimos ao longo desses quatro anos o crescimento de Carl. Não só fisicamente, mas principalmente em suas atitudes. Ele passou de uma criança mimada para um adolescente chato, que acha que sabe de tudo. Mas até aí tudo bem, pois todos os adolescentes são assim. Fase difícil de se compreender e ser compreendido.
Engraçado que mesmo passando por tantas coisas ele não perdeu o brilho no olhar ao ver um vídeo game ou uma lata de pudim. Nem que seja por uma fração de segundos, aquela inocência estava lá e não existe apocalipse zumbi que consiga apagar essa reação.
A combinação de imaturidade e se achar o dono da razão é a falta de cuidado. Apesar de estar se saindo muito bem, cuidando de si e de seu pai, Carl comete alguns erros que poderiam ter custado sua vida.
Cada um lida com as suas frustrações de maneiras diferentes. Uns bebem, outros plantam e Carl grita. E como o bichinho gritou! Colocou para fora tudo aquilo que estava entalado na sua garganta. Não poupou o pai nem um minuto e Rick também não fez muito esforço para tentar parar o filho (até porque o menino estava certo). Vibrei quando ele falou do Shane! #ChupaRick
Mas apesar de toda essa fúria acumulada, na hora que se viu diante de um possível pai walker, ele foi incapaz de terminar o serviço e jogou a toalha. Uma das cenas mais emocionantes que eu já assisti.
Você estava errado, pois eu ainda estou aqui. Você poderia estar também… Assim como ele…
Michonne surpreendeu a todos quando mostrou diversas versões de si mesma ao longo desses nove episódios: riu e chorou com uma facilidade nunca antes vista. Confesso a vocês que não fiquei tão surpreso ao saber que ela tinha um filho (provavelmente devorado por um walker). Todas aquelas lágrimas com Judith em seus braços não foram de graça.
Logo no início do episódio, pude ver um resquício daquela valente e coração gelado Michonne que conhecemos assim que a personagem foi introduzida na série. Vê-la finalizando o que restou de Hersel e arrumando outros novos “acompanhantes” foram fatores decisivos para concretizar que the bitch is back!
Mas depois de passar por tantas dificuldades e decepções, você cria barreiras para evitar novos sofrimentos. Era isso que Michonne estava tentando fazer, ao reprisar um passado tão recente. Contudo, ao reparar que andava novamente no meio dos walkers, ela realizou que não era com esse tipo de “pessoa” que devia estar. E qual foi a solução? Finalizou a todos e foi atrás de quem realmente importa.
Quem é?
É pra você!
Elementary – Corpse de Ballet
11/02/2014, 13:17.
Gabriela Pagano
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Elementary começou, assim, de um jeito peculiar (se bem que, nem tanto, se considerarmos que o protagonista em questão é Sherlock Holmes). No episódio, ao entrar na cozinha de seu lar, doce lar, em Nova Iorque, Watson se deparou com um aviso: coito acontecendo ou recém ocorrido. De lá de dentro da sala, instantes depois, saiu uma moça em roupas sociais, chamada “Tatiana”. O fato não teria a menor importância se, minutos mais tarde, o sexo não tivesse sido feito justamente com a suspeita do crime que Holmes investigava. Mas, como digo sempre, vamos por partes.
Como é típico de uma história que se passa na Big Apple, a série teve um assassinato na famosa companhia de balé da cidade Cisne Negro feelings. Lá, uma das dançarinas principais foi cortada ao meio e cabia à NYPD resolver esse mistério. A suspeita inicial era a bailarina “número um” do mundo, já que um canivete que pertencia a ela foi usado para dilacerar a vítima. A moça, é claro, negou e disse que o objeto foi roubado dela há algumas semanas. Holmes não só estava convicto de que ela era inocente, como também, nas palavras da própria Watson, se comportou como um verdadeiro “fanboy” diante da diva da dança. Ele estava tão extasiado que até dormiu com ela – tudo pelas investigações do homicídio, é claro.
Mas, quanto mais o detetive tentava acreditar na inocência de sua musa, mais provas apareciam contra ela. A primeira era bastante clichê: apesar da genialidade, a bailarina não estava se encaixando bem ao papel do novo espetáculo e a menina morta havia sido cogitada para substituí-la. Portanto, ela tinha interesse na morte da moça por se sentir ameaçada. Eis que Sherlock deixa escapar uma pérola ao comparar a “dançarina número um” ao “detetive número um” – ele, of course. Segundo Holmes, a bailarina jamais se sentiria ameaçada por alguém, seria como se ele mesmo se sentisse ameaçado pelo “detetive número dois” do mundo. Então, tá. Confesso que, nesse momento, torci para que Sherlock estivesse errado e a moça fosse, de fato, a culpada. Ele estava mais ou menos errado.
A bailarina não cometeu o assassinato, mas ela se sentiu, sim, ameaçada pela jovem dançarina e seduziu a menina, tentando reverter sua situação no balé. O culpado mesmo era o advogado da bailarina que, sedento pelos holofotes, planejou um crime que ganhasse a mídia. Elementary tem casos geniais e bem amarrados, mas, na maioria das vezes, é fácil prever o assassino/criminoso. É, quase sempre, a pessoa menos carismática e com maior frieza em cena. Dessa vez, a técnica não falhou. Dito e feito – ou dito e escrito por esses, ainda assim, criativos roteiristas.
A Watson também investigava um caso paralelamente e, embora essa fosse uma prática comum na primeira temporada, ela ainda não havia acontecido nesse segundo ano. É que um homem sem teto, que morou em um abrigo em que ela era voluntária, se envolveu com a polícia. Ao tentar ajudar o rapaz, ela descobriu que outro morador de rua estava desaparecido. No final das contas, uma mulher que se dizia irmã dele o mantinha em cativeiro, junto com outros rapazes também ex-militares – assim, ela podia receber benefícios pagos aos parentes de ex-veteranos de guerra. Como ela conseguiu fazer isso, não nos foi explicado. Aí, sim, fiquei surpresa, porque realmente acreditei que a mulher era boa pessoa. As aparências enganam, às vezes.
Devido a esse acontecimento, tivemos mais uma descoberta sobre a vida difícil dos dois protagonistas de Elementary: o pai de Watson é um morador de rua e sofre de esquizofrenia (o homem que conhecemos em um episódio passado era, na verdade, padrasto dela). Sherlock ficou comovido e até se ofereceu para levar cobertores aos moradores de rua, pois a noite era fria em Nova Iorque. Watson foi pegar o casaco.
Por mais melodramática que a vida dos personagens possa parecer (“nossa, mas tudo nesse mundo foi dar errado com eles, hein?”), achei que colocarem esse fato na história foi algo extremamente válido e bonito. A esquizofrenia é uma doença que afeta drasticamente a vida de todos aqueles que convivem com quem tem a doença e, muitas vezes, as pessoas não sabem lidar com o doente. Tenho amigos cujos pais sofriam disso e é realmente muito delicado e algo que a sociedade precisa discutir mais, para que todos tenham informações e lidem com o problema sem preconceito, com paciência, com humanidade. Ao final, o episódio que já havia sido ótimo por si só, com seus dois casos de polícia bem escritos, atingiu a excelência pela sacada inteligente – e social. Elementary não está aí apenas para nos entreter.
p.s.¹: já tinha reparado no episódio anterior, mas nesse estava ainda mais evidente; a voz do Jonny Lee Miller anda muito esquisita.
p.s.²: se tem uma coisa que eu AMO nessa vida são os trocadilhos, os mais infames possíveis. Achei o título desse episódio genial. “Corpo de balé”, em inglês, é “corps de ballet”. Já “Corpse”, em inglês, é “cadáver”. Ou seja… Colocou uma letra e… hehehe Em português, não teve tanto impacto, eu sei, mas vai dizer que o trocadilho não foi criativo?!
The Crazy Ones – Simon Roberts Was Here
11/02/2014, 09:00.
Gabi Guimarães
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Ciência x Criatividade.
Qual delas é mais importante no mundo da publicidade? Adicione um gato inglês chamado “Mr. Princess” nesta equação, e aí está a receita para mais um episódio impecável de The Crazy Ones – daqueles que a gente adora e faz questão de assistir de novo.
“Fofo” foi o primeiro adjetivo que me veio à cabeça quando pensei em descrever Simon Roberts Was Here. A campanha publicitária da vez era para a “Gatos da Realeza”, uma ração para os bichanos. Mr. Princess, claro, foi passar uns dias na Lewis, Roberts & Roberts para servir como fonte de inspiração “felina” à nossa amada equipe.
Todo o problema começa quando Simon descobre que Judy Mills – a cliente – escolheu a LR&R para a campanha de sua empresa apenas por sua “ênfase em números concretos e dados”. Por que investir no processo criativo de uma campanha quando números e estatísticas podem fazer todo o trabalho?
“Quem diabos é você?” – Simon
E é aí que conhecemos Colin, o novo “analista quantitativo sênior” – ou “Quant”, como prefere ser chamado – da agência. A ideia de contratá-lo foi do sempre burocrático Gordon, claro (saudade, Mr. Lewis!), e Simon, defensor ferrenho da criatividade, foi voto vencido.
“Uso os dados profundos combinados com algoritmos únicos para monitorar consumidores e aumentar a quota de mercado.” – Colin
Sem opção, Simon é obrigado a tolerar seu novo funcionário contra a sua vontade. O problema fica ainda mais sério quando Colin refuta a campanha idealizada por ele, Zach e Andrew porque “os dados dizem o contrário”. Afinal, não há garantias de que “o humor venda comida de gato”.
“Não há, porque propaganda é arte, não ciência.” – Simon
“Era arte. Mas estatísticos como eu estão transformando-a em ciência.” – Colin
Simon, por sua vez, fica irritado com essa nova maneira “racional” de lidar com a publicidade, e acha todas as sugestões do analista “óbvias” e “irritantes”. “Já há poluição visual o suficiente no mundo”, ele filosofa. Nostálgico, lembra de um outdoor que fez para o “Planetário Adler” que nunca teria existido se tivesse ouvido a tal pesquisa de mercado. Para ele, é isso que faz seu trabalho valer a pena. Não quer apenas vender o produto, mas, através de sua criatividade, quer inspirar. Quer ter orgulho de suas campanhas para poder dizer: “Simon Roberts esteve aqui”, fazendo uma perfeita alusão ao título do episódio.
Confesso que achei esta abordagem tão diferente do que já havia sido apresentado pela série até aqui nada menos que genial, capaz de nos mostrar um lado ainda um pouco desconhecido – e muitas vezes desvalorizado – de todo trabalho criativo (não apenas o publicitário).
Foi uma surpresa extremamente agradável e positiva, e o que se seguiu permitiu que a série exibisse a sua melhor forma. Simon, cabeça-dura que é, jamais entregaria os pontos e fez questão de provar que nem só de números e dados concretos vive o mundo corporativo. Um pouquinho de criatividade não faz mal a ninguém, e a série soube retratar uma questão “polêmica”, por assim dizer, com leveza e humor.
A tristeza e a inquietação de Simon ao perder a aposta que decidiria por qual caminho a campanha seguiria foram, talvez, aquele “empurrãozinho” de que ele tanto precisava para passar a aceitar esta nova realidade do mundo publicitário. Afinal de contas, Colin também provou que seus dados e estatísticas não são assim tão inúteis. Sinal dos tempos modernos, Simon. Keep up!
Ver a lâmpada de sua caricatura na entrada da agência ser substituída por um gráfico cheio de números não poderia ter enviado a mensagem de forma mais clara: Simon entendeu o recado, e este é um sinal de novos tempos na LR&R. (Ok, talvez promover a copiadora à “Chefe do Departamento de Comunicação” tenha sido um pouco radical e demonstrou que ele estava em negação, mas pelo menos Simon ainda não havia recorrido à sua “gaita de foles triste”.)
Isso aconteceu apenas quando Colin apresentou sua desastrosa campanha para a ração de gato, desenvolvida de acordo com seus preciosos números. O outdoor que Andrew e Zach fizeram para homenagear Simon foi um lindo gesto (ah, a fofura desses dois!), e, apesar de ter causado a sua prisão, representou também a salvação do gênio da publicidade… e da campanha.
Por que não combinar ciência e criatividade? Com a ajuda de Anastasia, seu colega de cela (!) – com quem aparentemente divide “o oficial de condicional e o amor por saltos altos” (!!) –, Simon provou para sua cliente que quando juntamos duas coisas que não combinam – como “peitos e bojos” ou “ciência e criatividade” (!!!) –, é possível criar algo único e especial. Obviamente, tudo terminou numa inusitada e divertidíssima dança de can-can.
Bem-vinda de volta!
“Não gosto muito de gatos.” – Sydney
Tem certeza disso, Syd? A herdeira da LR&R foi a grande responsável pela enorme dose de fofurice do episódio. Ao som de One Is The Loneliest Number, mais uma vez vimos o roteiro focar em sua vida amorosa. Ou melhor, na quase inexistência dela. Da assinatura da revista “Noivas Mais Velhas”, e do relacionamento com o gatinho (e seus irresistíveis 50 tons de cinza) – da negação até a aceitação de seu amor pelo bichano – ao potencial relacionamento com seu novo vizinho (veterinário, of all things!)… Tudo girou em torno do status amoroso da nossa publicitária favorita.
Se no episódio anterior tivemos uma baita DR entre Syd e Andrew, que deixou bem claro o porquê dela não querer se envolver romanticamente com seu colega e amigo, desta vez o roteiro destacou o medo que Syd tem de terminar sozinha, de nunca encontrar sua “alma gêmea”. E foi Simon que, mais uma vez, veio ao socorro de sua filha e salvou o dia.
Ter um gato, no fim das contas, não é o primeiro passo para morrer “sozinha e mal-amada”. Como bem observado por Simon, algumas coisas na vida simplesmente não são quantificáveis: o futuro é uma delas. Se ela seguir seu coração, quem sabe Syd não contrarie as probabilidades e encontre um amor (mesmo tendo um gatinho de estimação)?
“Vá buscar a sua bola de pelos!” – Simon
PS: Ri alto com a obsessão de Andrew pelos “petiscos felinos”!
PS2: Poxa, Simon! Andrew é o número 14???
PS3: Lauren e seus pertinentes diálogos com Mr. Princess… Como não amá-la?
A Teia – Episódio 2
10/02/2014, 21:03.
Simone Miletic
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Depois de um começo acertado, A Teia usa seu segundo episódio para nos contar um tanto da história do assalto ao aeroporto e do passado de Macedo, além de vermos que as coisas não serão tão fáceis assim para Baroni e Celeste, mesmo que eles tenham conseguido passar numa boa pela polícia carregando o ouro.
Conhecemos o passado de Celeste, um dia prostituta, e entendemos que, além do deslumbramento visto no episódio passado, Baroni representa a esperança de uma vida melhor para ela e sua filha, talvez a única chance de mudança. Ao mesmo tempo ela se sente não merecedora dessa nova vida, ou ainda pensa que com ela tudo sempre dá errado, o que explica como ela recebe mal os comentários de Charles, braço direito de Baroni e alguém que me causa muito mais arrepios do que o chefe.
E a descoberta dos tais passaportes enterrados me diz que ela pode ter alguma razão em ter medo de tudo complicar.
Já a investigação de Macedo progrediu mais do que o esperado, e isso graças a ajuda de dois improváveis agentes que agora são sua equipe: Libânio e Taborda. Graças a eles Macedo consegue encontrar uma casa abandonada em que o grupo de assaltantes parece ter se reunido antes do golpe e aonde o “Zé” que não seria deixado para trás, bem, foi. Ou melhor: deixado dentro de um poço.
Não à toa um flashback nos mostra que o Zé do poço é filho do homem que arquitetou o primeiro roubo, um ano antes, e que, algo me diz, tinha alguma dívida com Baroni.
Isso tudo enquanto a imprensa continua na cola dele, com ajuda de alguns policiais que preferem ver o cearense pelas costas, e com tempo para acabar com a graça do novo namorado de sua mãe. Fica cada vez mais claro que Macedo é do tipo correto sempre – lembrando bastante o Capitão Nascimento de Tropa de Elite – e que ele não esquece. Nunca.
A conversa de Macedo com o motorista que fez a denúncia, diga-se, foi um dos melhores momentos do episódio – um passeio do João Miguel.
P.S. Algo me diz que a câmera de Celeste ainda vai ser bem importante nessa história.
P.S. do P.S. O segundo episódio me pareceu errar um tanto no ritmo: o excesso de cortes prejudicou um pouco da narrativa para mim.
P.S. do P.S. do P.S. Tudo por conta dos pixels.
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