New Girl – Sister II

Data/Hora 28/02/2014, 13:05. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Ela foi procurada nos locais onde poderia se esconder, mas nenhuma pista foi encontrada. Nem debaixo do colchão do Schmidt, tampouco no notebook do Winston. Nos equipamentos de treino do Coach também não estava. No armário cheio de vestidinhos da Jess nem espaço tinha. Afinal, onde foi parar a graça de New Girl?

A terceira temporada da comédia estrelada por Zooey Deschanel tem sido alvo de controvérsias e reclamações. Há um consenso, entretanto, quanto à irregularidade dos episódios, que ora são bons, ora dão vontade de desistir da série. Este foi um episódio preocupante. Muitos questionaram se os roteiristas e produtores perderam a mão. A começar pela garota do título, que desde o início do namoro com Nick, e agora como babá da irmã, perdeu suas peculiaridades, tão estranhas e queridas.

Em Sister II, Abby Day, irmã da Jess, está mais do que familiarizada com os meninos. Eles jogam Sky Knife, que, como o nome sugere, consiste em jogar facas para o alto com o objetivo de cravá-las o mais perto possível da lâmpada. Sim, é tão perigoso quanto parece, em especial quando Jess começa a contar sua história sobre ter visto uma águia e precisa ser salva por Nick de uma faca que caiu do céu.

New Girl - T04E17 - Sky Knife - TS

A professora procura um apartamento para a irmã morar com a ajuda de Cece, sem que ela saiba. Enquanto acha um lugar, de preferência bem longe e seguro, Nick fica encarregado de bancar a babá de Abby e enrolar a menina-que-não-quer-crescer até que sua namorada cumpra sua missão.  Para passar o tempo, ele a leva em um museu de carros e a moça sobe no capô de um deles como chantagem para que o personagem de Jake Johnson fale quais são as verdadeiras intenções de Jess sobre ela. Nem a engraçada senhorinha que cuida do lugar consegue tirá-la de lá. Apenas Schmidt, que entende bastante de mulheres, inclusive as loucas, consegue fazer com que ela desça do carro e pare com a birra.

Ei, Abby, olhe para mim. Vamos comer taco. – Schmidt falando a língua de Abby.

Neste ponto, Abby já sabe que Jess não quer morar com ela, Schmidt se encanta com o lado selvagem da moça ficando com ela e Nick não consegue dizer à amada que sua irmã já sabe de seu plano para convencê-la a se mudar. Tanto que concorda em decorar as falas escritas pela senhorita Day em um jantar em que Nick definitivamente prova que não sabe mentir.  Jessica fala a verdade sem rodeios para a irmã inconsequente que, por sua vez, decide se mudar sim, mas para o apartamento de Schmidt.

New Girl - T04E17 - Abby e Schmidt - FI - TS

O destaque da semana, entretanto, foi a dinâmica da dupla Coach-Winston. Desde que o ex-jogador de basquete descobriu que seu sonho era ser policial ele fala em entrar para a corporação. Mas seu medo de fracassar é tão grande (e as conversas com Abby só agravam a situação) que ele inventa mil atividades para não precisar ver o resultado da prova de admissão. Com isso, ele reserva toda a tarde de Coach para treinar,  atrapalhando o flerte do treinador com uma aluna. O mais legal foi ver que, para não confrontar as dificuldades de realizar seu sonho, ele aceitaria até mesmo um emprego em uma lanchonete ruim. A entrevista de emprego e as duras palavras de Coach dão, ao até então “perdido na vida” Winston, o choque de realidade que ele precisava para seguir seus desejos profissionais.

E foi isso. O episódio acabou meio de repente, com alguns ganchos interessantes: vamos ver o ciúme de Cece em relação ao Schmidt, que está de rolo/morando com Abby? Como será o Winston policial?

Fora os pontos ressaltados, está mesmo difícil acompanhar New Girl. Quando a abertura da série começou com a música tema de Jess, deu saudade do início da história, quando ela era a garota nova! Vamos ver se os produtores se lembram de quem é esta garota (é a Jess) nos próximos episódios.

Até a próxima!

Star-Crossed – These Violent Delights Have Violent Ends

Data/Hora 28/02/2014, 10:00. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

… E Nox acabou morto mesmo!Nem dois corações e nem Cyper puderam salvá-lo.

Fiquei me perguntando de que vale ter uma droga que pode salvar uma vida se, quando mais se precisa dela, não se pode usá-la? Talvez para ele não restasse, como no caso de Julia, um sopro de vida que pudesse ser estimulado. Ou, talvez, a morte de Nox seja um símbolo de que a crença na possibilidade de convivência entre diferentes, requeira mais que simples esperança cega. Talvez requeira vozes que não se intimidem diante da adversidade e ouvidos suficientemente atentos para ouvi-las. Ou, talvez, o segredo seja mais simples: ele pode estar em uma pulseira azul, ganha, inocentemente, em uma barraca de um parque de diversões!

O desenvolvimento da história, um pouco mais lento que no episódio anterior, ainda trouxe surpresas: Grayson, a maior delas. Roteiro sagaz, que ainda aposta da arte da desconstrução! Primeiro, estimulou a crença em um bom-mocismo espontâneo. Quase dava para torcer para Emery se interessar por ele! Depois, mostrou que o bom-mocismo pode ser apenas uma fachada para uma possível vingança pela morte do irmão.

Aliás, vingança deu a tônica do episódio. E ela adquiriu uma face de cada lado do conflito: Tracks e Falcões Vermelhos. Grupos atriano e humano. Ambos com sentinelas e espiões disseminados por toda cidade e pelo setor de confinamento.

Nesse cenário de mágoas expostas como feridas latentes, ódios viscerais transformados em violência explícita e vinganças tramadas em surdina, a relação entre Roman e Emery vai sendo alimentada a conta-gotas: um gesto, um olhar e… reticências. É nesse espaço de reticências que se constroem os personagens: ela, na arte de expressar sentimentos dentro de uma razoabilidade inequívoca, na inocência da crença de que barreiras sociais podem ser apenas cortina de fumaça.  Ele, equilibrando-se na tênue linha que divide o suposto dever de honrar a memória do pai e a percepção da impotência para fazê-lo, pois a tradição diz que um líder não prioriza a mulher amada em detrimento do coletivo.

Entre um passo e outro, Star-Crossed pode estar, também, desconstruindo estereótipos. Talvez sejam tempos em que, parodiando Rita Lee, “toda mulher é meio Leila Diniz” e todo homem caminhe para um lugar onde possa retirar dos ombros o peso de lágrimas não derramadas.

De qualquer forma, ainda estamos na fase em que a mistura precisa decantar. São muitos elementos que não adquiriram um rumo próprio: nem uma história de amor impossível; nem uma história de conflitos político-sociais.

Por enquanto, a única certeza, na trama, é a inversão de faixa etária: adolescentes liderando um bando de adultos. Mas este pode ser um viés que agrade ao público da CW.

Teen Wolf — Echo House

Data/Hora 27/02/2014, 15:11. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Em Echo House, Stiles se interna em uma clínica (leia-se hospício) e tenta encontrar um pouco de sossego enquanto a Letharia Vulpina ainda faz efeito em seu corpo. Conseguiria, se uma raposa e um coiote não o tivessem seguido até lá.

O episódio foi, basicamente, todo focado em Stiles. A grosso modo isso pode parecer um pouco ruim, mas quando se trata de nosso Robin preferido, nada é tão simples assim. Ver um pouco do bom Stiles acalentou um pouco o coração, mas não o bastante para acalmar os nervos. Novamente, tudo o que acontece na série é em ritmo frenético. As cenas com Scott e os outros são extremamente importantes no papel de nos lembrar que Stiles não está lá sozinho. Mostra que todos estão preocupados e todos querem ajudar, mas esses momentos acabam quebrando o ápice de cada boa cena das 72 horas que Stiles passará na Casa do Eco.

O problema dos plots envolvendo o Scott e o grupo no episódio é que as cenas não tem metade da tensão encontrada nas cenas com Stiles. Claramente, Teen Wolf e hospícios funcionam perfeitamente juntos. Portas fechadas, Kitsune para todos os cantos, psicopatas possuídos e outros elementos são a prova viva (ou morta) disso.

echo house teen wolf 3x20

Na medida do possível, o enredo de Eco House é um pouco leve. A maior parte do episódio é sobre Stiles tentando não dormir. Seu objetivo é pesquisar o porão em busca de pistas antes que a marca do “veneno” que Dr. Deaton injetou nele desaparece. Em meio a isso tudo, Stiles dá de cara com a nossa coiote de sobrancelhas bem feitas. Malia está também internada, o que não é muito de se espantar. Imagine chegar em casa e dizer ao pai “Oi, pai! Sumi por todos esses anos porque era uma coiote, e em noite de lua cheia matei sua esposa e sua outra filha. Tem biscoitos no armário ?”.

Com a ajuda de Malia, Stiles consegue entrar no porão prometendo a ela que Scott a ajudaria a se transformar em lobo novamente (quando ela quisesse). Lá, ele explica o que está acontecendo, e como nada grita “vamos tirar nossa virgindade aqui” mais do que um sofá de couro dentro de um porão no hospício, boom. Lydia who? Confesso que já estou shippando os dois fortemente, talvez porque nunca tenha superado o fato de que Jackson foi embora e deixou a nossa ruiva sozinha.

Depois de todo o romance, os dois descobrem um “corpo” atrás da parede. No bolso do “cadáver” eles encontrar um bilhete mas, naturalmente, não estamos a par de seu conteúdo antes do ataque do companheiro de quarto facilmente manipulado de Stiles. O garoto, sob o poder da raposa má, quase mata ele e Malia. Presumivelmente, o bilhete é algo que será fundamental para desvendar a sua cura, mas agora que Stiles está novamente possuído, quem sabe quando essa informação vai sair? No final do episódio, Malia sai em busca de Scott para ajudar ela e Stiles. Só nos resta esperar. Mais um pouco.

echo house teen wolf 3x20 review 20

Outras considerações sobre o episódio:

  • Isaac ? 🙁
  • Papa Argent e Derek permanecem na cadeia com pouco a fazer. Não que esteja fazendo tanta diferença ai…
  • O quão estranho é ter Ms. Morell de repente na Casa do Eco? Ela sempre aparece e some do nada, e não é tão legal quanto o irmão dela. Hilariamente, nenhum esforço é feito para explicar sua presença. Apenas aceitamos e deixamos seguir em frente, como sempre.
  • Eu nunca deixo de apreciar o quão inútil Lydia é durante uma batalha. Kira e Allison não fazem grande impacto, mas pelo menos tentam. Lydia apenas fica ali sendo amável e ajudando Allison a se levantar e mesmo assim, ainda consegue roubar a cena.
  • Finalmente, o pergaminho que os gêmeos ajudam roubar o caminhão da polícia – escondido na dedo de Silverfinger – revela que o espírito pode ser forçado a sair de Stiles se eles podessem “mudar” o seu corpo. Eu admito que pensei que significava transferi-lo para outro corpo, mas o pensamento de Scott imediatamente mostra que uma opção é transformar Stiles em um lobisomem. É um tanto interessante, mas não quero que Beacon Hills se torne Mystic Falls de The Vampire Diaries (onde todos são seres sobrenaturais, menos um).

How I Met Your Mother – Rally

Data/Hora 26/02/2014, 18:00. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Não é a primeira – e também não vai ser a última vez – que um episódio começa com Ted e a Mãe. No entanto, tenho que confessar que esses inícios de episódios com flashfowards dos dois tem todo um charme em especial. Do diálogo descompromissado entre eles surge um episódio gostoso e engraçado de assistir. Rally trouxe novas e velhas piadas, e fez os protagonistas mostrarem que não há ressaca que o elixir do amor não possa curar.

How I Met Your Mother - Rally 2

O episódio gira em torno da ressaca de Barney, e na busca de seus amigos pelo elixir (é sério que eles realmente achavam que funcionava?) milagroso contra a ressaca. O motivo disso tudo? Evitar que Barney queimasse o filme com o sogro-metido-a-birrento-canadense em uma sessão de fotos organizada pelo pai de Robin.

Enquanto Ted e Marshall correm atrás da receita da Ana Maria Braga com os ingredientes para o tal elixir, Lily e Robin se aprofundam na sua relação homoafetiva que nasceu desde os primeiros episódios da série.

Gengibre, bananas, cebolitos e até mesmo o famoso Tantrum são coletados. A cena com o refrigerante continua funcionando igualmente bem como da primeira vez, umas quatro temporadas atrás. No entanto, de todas as piadas, nenhuma se equiparou a do bacon. Cheguei a sentir uma certa pena da inocência de Ted quando ele disse “Eu nem sei se gosto de bacon” e “Eu vi a face de Deus” reflete bem o sentimento de todo mundo que é adepto a um bom pedaço dessa belezura idolatrada nas terras americanas.

How I Met Your Mother - Rally 1

Aos poucos, todos eles vão percebendo o quão grave pode ser uma ressaca das grandes e que tomar decisões em momentos como estes, definitivamente, não é uma boa escolha. Um a um, eles juram não mais beber (haha) durante o episódio e ao final, temos a sensação de que não importa o tamanho da desilusão que tenha dado motivo a ressaca (não que precise de uma para beber, não é?), sempre podemos confiar em quem está do nosso lado para continuar em frente.

O último hiato da série se foi. Não vai haver mais intervalos daqui para o final e é estranho pensar nisso após um episódio tão leve e cômico como esse. Gostaria que essa temporada tivesse tomado um caminho diferente, menos filler e mais direto, mas não foi assim que se sucederam os episódios. Desejo apenas encontrar, no final da série, motivos para sorrir, e quem sabe uma liçãozinha de moral pequena em segundo plano – pois foi isso que ela me proporcionou durante uns bons anos.

PS: Robin, demorou nove temporadas para você se revelar assim, minha filha?

The Following – Reflection

Data/Hora 26/02/2014, 17:00. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Joe Carroll voltou a ser mais parecido com o Joe que conhecemos na primeira temporada de The Following. Barba feita, nos braços de Emma e, logo depois, nos braços de Lily. Uma morte ao som de boa música, um drink e um interesse obsessivo em Ryan Hardy. Carroll voltou a morar em uma casa luxuosa, com aposentos feitos sob medida para seus interesses e vários seguidores/fãs para admirar sua presença.

Além do cenário e dos hábitos parecerem os mesmos, Carroll já vem vivenciando situações conhecidas. Ryan mata, em Reflection, dois seguidores em potencial de Joe. Pela primeira vez o novo clã de seguidores de Carroll sente uma dor mais profunda, causada pela morte de alguém próximo. Luke sentiu a dor de perder Giselle, um outro lado do hobby que ele tanto pratica. O irmão gêmeo e mais velho de Mark sentiu na pele o que mexer com Ryan Hardy e se aliar a Carroll pode causar.

The Following 2x05 Ryan e Max

No outro lado, Ryan também sofre um baque forte. A curta mentira de Giselle, que o fez acreditar que Max estava morta, mexeu com o ex-agente do FBI. A partir do próximo episódio é provável que Ryan considere fortemente a ajuda policial, antes que corra novamente o risco de perder mais um parente próximo para Carroll e seus seguidores.

Enquanto isso, o FBI segue nos rastros de Ryan, e seguem bem atrasados. No entanto, já conseguiram chegar até a prostituta e o reverendo, mortos por Mandy e Joe, mas até agora não conseguiram fazer uma ligação direta com Carroll. A foto das câmeras de segurança, que mostra Joe disfarçado, mexeu com a mente de Mike. Não é possível ter certeza de que se trata de Carroll, mas as semelhanças são evidentes e elas já estão atormentando a cabeça do agente do FBI. Já Max começa a acreditar mais fielmente que Joe está vivo, depois que Giselle não se surpreende e nem refuta a informação.

The Following 2x05 Lily e Joe

Quem empolga em Reflection é Emma, que tenta convencer Joe de que Lily e sua família são completamente malucos. Apesar de Emma não ser a pessoa mais normal que poderíamos utilizar para julgar a família de Lily, é inegável que ela está certa em seu pensamento. Joe chegou a desconfiar das regalias que estava recebendo, mas acaba por se render a Lily. Já Emma leva outro susto com Mark, que além de trancá-la em um estúdio de arte para que a mãe pudesse ter um tempo a sós com Joe, também tem um ataque histérico quando tenta beijar Emma e ela o toca no rosto. Além de um serial killer, Mark tem afefobia, o medo exagerado de ser tocado. Problemas na infância? Parece ser o retrato da grande maioria dos seguidores de Carroll.

Outro problema no mundo de Lily Gray é a tensão que já se instaurou entre ela e Emma, e ela e Luke. O filho mais velho não gostou nada de ver a mãe tão próxima de Joe e discordando dele nas decisões das ações do grupo. Vale ressaltar que Emma está com a personalidade mais forte do que nunca e assisti-la confrontando Joe – “Não sou qualquer uma” – foi ótimo para ver o quanto Carroll ficou desconcertado (cena rara).

The Following 2x05 Emma e Joe

Reflection terminou apresentando vários “casais” de The Following em situações diferentes. Luke lamentando a morte de Giselle, Emma vendo Mark dormir, Ryan aliviado ao encontrar Max e Lily e Carroll… bem, essa cena todo mundo já esperava. Agora resta saber quais serão as consequências de tudo que aconteceu nesse episódio para a sequência da série. Uma coisa já é certa: o FBI seguirá os rastros de Ryan, e Carroll está cada vez mais próximo de ser diagnosticado como “vivo”. Vai cair a casa no FBI.

The Walking Dead – Claimed

Data/Hora 26/02/2014, 16:05. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Não sei bem explicar o que aconteceu, mas que alguma coisa mudou, disso eu tenho certeza. The Walking Dead não é mais a mesma! Não que isso seja ruim, muito pelo contrário, estou gostando do contorno que a série está traçando. Contudo, toda mudança causa certo incômodo no início, mas aos poucos vamos nos acostumando.

Esse movimento não é de hoje. Essa transição foi iniciada no final da primeira temporada, quando a série deixou de ser uma ficção científica sobre o fim do mundo e passou a ser um drama sobre como aquelas pessoas iriam sobreviver nesse novo mundo. Muita gente foi atraída pelo seu enredo catastrófico, mas poucas se preparam para essa importante mudança – eu, inclusive!

Mas você deve estar se perguntado: por que essa reflexão só agora? E eu respondo: só consegui ver claramente essa transição agora, graças a esses três episódios pós-hiatos. Eles foram realmente muito bons. Não que tudo que aconteceu tenha sido bom, mas poderia ter sido melhor, principalmente no que se trata sobre Woodbury, Governador e Prisão. Mas enfim, águas passadas.

Danai Gurira e Chandler Riggs mais uma vez roubaram a cena. Já comentei sobre eles na review de After e inclusive estou revendo meu conceito em relação ao Carl, que na presença de Michonne, deixa de ser um garoto mimado e chato e se torna uma criança que precisou amadurecer muito rápido e ainda não sabe lidar com tudo isso. Em contrapartida, ela fica mais acessível, engraçada e disponível, bem diferente da monossilábica Michonne das primeiras temporadas.

Michonne e Carl - R

Nunca pensei que fosse ver Rick com medo. E muito menos aterrorizado e escondido embaixo de uma cama. Confesso que fiquei muito tenso durante essa cena. Já tem um tempo que os walkers deixaram de ser o maior dos problemas desses sobreviventes, pois em um mundo sem leis, os humanos são seus maiores inimigos agora.

Rick - R

Posso shippar uma família, ou esse termo só serve para casais? Agora Rick, Michonne e Carl, a.k.a Happy Family, também estão seguindo para o “santuário”. Não vejo a hora deles encontrarem Tyreese Nanny, Incendiária, Psicopata Mirim e Mika.

Impressão minha ou o Sargento Abraham Ford, Rosalita Espinosa e Dr. Eugene Porter – que como atirador deve ser um excelente cientista – estão procurando aquele lugar que explodiu no final da primeira temporada? Achei que o Glenn ia lembrar e comentar alguma coisa. Apesar do foco ser encontrar a Maggie, Glenn fica muito mais badass quando não está do lado dela. Essa distância está fazendo bem ao casal.

Tara: Não precisa me dizer porquê. Só não minta para mim.

Como é de costume, deixo o melhor para o final. Desde Inmates uma personagem vem chamando minha atenção: Tara. Apesar de ser muito influenciável, gosto dela, assim, de graça! Agora ela parece determinada a ajudar Glenn, provavelmente querendo limpar sua consciência depois de ter ajudado o Governador no ataque à prisão. Ponto alto foi seu embate com Abraham, que a questionava sobre o motivo pelo qual ela segue Glenn. Tomara que ela tenha chegado pra ficar!

Abrahan e Tara - R

E, para finalizar, um comentário técnico. Tenho achando a direção desses episódios diferente, mais ágil, com uma “câmera nervosa” e em primeiro plano. Esse recurso é bastante utilizado nos filmes de ação atualmente e não me lembro de ter visto em The Walking Dead. Tomara que tenha chegado pra ficar (2)!

Ps: Impressão minha ou a Michonne estava jogando todo seu charme pra cima do Rick, na cozinha, com aquela camisa amarrada nas costas?

Que venha Still!

 

Castle – Room 147

Data/Hora 26/02/2014, 09:57. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Recuperado o fôlego de dois episódios que vieram para ferrar com nosso emocional (Dressed to Kill e Smells Like Teen Spirit), Castle trouxe, nessa semana, um plot que foge do padrão dos últimos pares de episódios. Focando no caso – caso esse, diga-se de passagem, muito diferente de tudo que já vimos na série -, o episódio não tratou de vestido, bolo, cerimonia, nem vela. Saindo um pouco, depois de muito tempo, da esfera “casamento”, Room 147 trouxe Alexis de volta para casa, trouxe mais um caso genial e trouxe, também, a terceira coisa que eu mais amo na série: Beckett se preocupando com os sentimentos de Castle – os quais , dessa vez, não se referem nem um pouco a ela.

Antes de qualquer coisa, um minuto para: Gates está de volta! Até que enfim, gente. Já não aguentava mais esperar pela presença dela e terminar o episódio chupando dedo. E quando tem Gates na parada, há, no mínimo, a ideia de que vai ser um caso bom, consistente e daqueles que te prendem o olho na tela do pc. E não é que foi tudo isso e muito mais? Foram tantos enigmas e tantas perguntas sem respostas, que o caso dessa semana conseguiu a proeza nunca antes vista: fez com que Castle não tivesse teoria alguma em sua cabeça. Aliás, a única coisa que ele tinha em mente era o grande nó que a morte de Justin Marquette formou, e não só na dele, como na minha e na de vocês, provavelmente.

Para se confessar, pegue a senha e espere ao lado

Quando Justin Marquette é encontrado morto em um quarto de hotel, tudo parecia caminhar como sempre para o pessoal da NYPD. Mas, ao serem surpreendidos com uma mulher que dizia querer confessar a morte de Justin, a pulga já podia ser sentida atrás da orelha. A questão é que a confissão durou 11 segundos – o que já era para se presumir que vinha coisa por aí, e das grandes. Um dos pontos que me ganhou com certeza foi a escolha desse caso. A cada segundo do episódio mais pistam iam aparecendo, só que em vez de ajudarem, elas só iam fazendo com que a história se embolasse ainda mais. Isso porque, no momento, a segunda testemunha ainda não tinha aparecido e eu nem fazia ideia de que haveria uma. Que dirá uma terceira.

castle - room 147 01

E quando a segunda testemunha apareceu, a minha cara foi exatamente a mesma do Castle. Como se já não bastasse a primeira testemunha, Anita Miller, ter descrito perfeitamente a cena do crime embora não tenha estado lá, como foi descoberto por Espo e Ryan minutos depois, a segunda pessoa a confessar falou a mesma coisa que ela, com as mesmas palavras. Casos curiosos assim me envolvem e eu estava sentindo falta de um desses nessa temporada. Mas o bacana mesmo dessa semana é que, além de um caso super bem trabalhado, outras questões foram trazidas do limbo da série, já que quase tudo havia se tornado sobre o casamento. Não que eu não estivesse gostando, longe de mim. Mas vocês sabem que a série é feita de um todo, e esse todo voltou a aparecer. Gracias.

“Deve haver outra razão para Alexis não voltar para casa.”

Logo no início do caso, a gente pode perceber que o episódio não trataria apenas da estranha morte de Justin. E foi logo nesse início que eu acho que a série pecou. Achei que tivemos uma carga de informações muito grande para que pudéssemos digerir em menos de 10 minutos de episódio. E quando digo grande carga eu to falando de: 1. saber que Alexis e Pi já se separaram e 2. que Beckett ainda tem receio de estar atrapalhando/se metendo na vida de Castle de uma maneira que afeta a ele e a filha. Porque eu realmente achei que essa questão havia sido resolvida logo no início do relacionamento deles. Mas como não foi, também teve seu lado bom: serviu para vermos, mais uma vez, Beckett e Alexis conversarem. E, pelo menos ao meu ver, essa foi a primeira vez que eu realmente percebi que as duas estavam relaxadas uma com a outra.

castle - room 147 02

Talvez essa seja a parte mais viajada da review, ou talvez eu esteja emocional demais, mas vou dizer o que achei dessa cena. ADOREI. Sim, gostei mesmo. Sei que muita gente não é fã da Alexis – vulgo eu -, mas essa cena tem seu toque especial, que se você ver a fundo, vai entender. Mas para isso a gente tem que voltar lá na história de Beckett, bem lá trás mesmo. Como a gente sabe, Beckett cresceu sem a mãe por perto, então tudo que nós, meninas, passamos e pudemos contar/compartilhar com nossas mães, ela passou também, mas sem a figura materna para poder se apoiar. Claro que Jim sempre esteve lá, mas um homem não consegue suprir o papel da mulher em determinadas – e específicas – horas. Bem, disse isso tudo para chegar no ponto de que acho que Beckett enxerga em Alexis ela mesma, de uma forma bem generalizada. Então por isso, não só de hoje, percebo um tom maternal na voz dela, até mesmo nos olhares, quando o assunto é aconselhar Alexis. Porque a única explicação para uma pessoa que até pouco tempo atrás construía um muro para se distanciar das emoções e que agora dá conselhos e se envolve dessa forma com um problema que passa do adolescente para o familiar, é que Beckett quer proporcionar à Alexis, ou até viver mesmo, o que ela não teve com Johanna. Ou vocês não concordam que assim como Alexis, Beckett também precisou de alguém para ouvi-la?

Mas passado o momento nostalgia e loucura da pessoa que vos escreve, o episódio seguiu com a mesma pegada: cada hora aparecia uma pista (ou testemunha) que os levavam para um lugar ainda mais identificado do caso. Nessa altura do campeonato, três testemunhas haviam confessado, um doutor de hipnose já havia sido consultado e, no final das contas, o desfecho foi tudo, menos o que eu esperava. Depois de saber que Justin tinha sido morto por vingança, eu pude parar e pensar, de fato, no que mais o episódio estava nos dando, já que eu estava tão curiosa pelo caso e tão emocionada pelas atitudes de Beckett, que deixei passar uma das coisas mais legais dessa semana.

Castle: Você deveria saber isso, já que você está noiva de um gênio.

Beckett: Sim, um gênio em me irritar.

Vocês repararam na quantidade de piadas, “retrucagens” que esse episódio teve? Quando Beckett responde que ele é um gênio em irritá-la, logo me lembrei de um outro diálogo bem parecido com esse, só que lá no início de tudo, quando os dois ainda fingiam que não se queriam: “Do I look like a killer to you?” “Yes, you kill my patience”. Sabe, é legal você chegar no sexto ano da série, com tanta coisa mudada, tantos caminhos tendo sido tomados, e ver que a essência mesmo – o pilar da história – continua ali. Talvez não tão recorrente quanto era na segunda temporada, mas de uma outra forma. Se ela diz pra provocar? É claro. Mas antes ela provocava um escritor de best-sellers que a irritava profundamente. Agora ela provoca o homem que vai deitar do outro lado da cama.

castle - room 147 03

O final do episódio foi bem fofo, bem mesmo. Tirando o fato da Alexis ter impedido um beijo – que, caramba, já está difícil da gente conseguir -, a última cena me fez suspirar. Não sou a maior fã dela, mas sou a maior fã da relação que Castle tem com a filha. E se as “retrucagens” que eu falei continuam na série, o amor entre os dois também. Só que o Castle merece uma salva de palmas a mais por não ter julgado, feito perguntas, ou ser o idiota que às vezes ele é, involuntariamente. Ele apenas abriu os braços e a recebeu como todo bom pai deve fazer. Valeu o episódio, com toda certeza.

Se a sexta temporada ainda não era a minha preferida, agora é. Tenho tudo o que eu esperava para quando eles finalmente ficassem juntos, com exceção da falta de carinho que às vezes não é vista em um episódio ou outro. Mas a temporada em si, nossa, mais completa impossível. Room 147 foi só mais um dos inúmeros maravilhosos episódios que ainda estão por vir. Será que a gente aguenta? Bem, depois de ver a promo do episódio da semana que vem, acho que alguns desfibriladores precisarão ser acionados. Espero vocês aqui. Até!

PS1: A franja dá Alexis estava MUITO torta na hora que ela conversa com Beckett, ou eu que estou vesga?

PS2: Nathan deu um show nas caras e bocas nesse episódio. Passa ano, entra temporada, e o menino brincalhão e bobo não abandona o corpo do escritor  <3

PS3: É pedir muito para Stana aparecer de lingerie igual em Hamptons? Tô cansada de só vinho no sofá. Existe quarto e cama, minha gente.

The Crazy Ones – Dead and Improved

Data/Hora 25/02/2014, 12:00. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

“We’ll put the ‘fun’ in ‘funeral’!”

A morte súbita de um amigo. Uma filha enlutada, que deseja que o pai seja lembrado com carinho. Um funeral forçado para criar um legado. Uma missão impossível para Simon. Mais um episódio impecável. Assim podemos resumir Dead and Improved.

Como no episódio anterior, The Crazy Ones mais uma vez abordou com originalidade um tema talvez um tanto controverso no mundo da publicidade. E o fez com humor e leveza, brincando um pouquinho com a profissão de publicitário, ensinando-nos mais uma vez a não levarmos tudo tão a sério. Se antes tivemos um embate entre ciência e criatividade, agora paramos para nos perguntar: afinal, a mentira faz mesmo parte do jogo? Vale tudo para vender uma ideia ou um produto? Pois Dead and Improved foi perfeito ao nos chamar para esta reflexão.

“Na publicidade, os comerciais começam com uma mentira e isso é o que cria a propaganda. Uma boa campanha começa com a verdade, e depois cria a mentira.” – Simon  

O episódio gira em torno da morte de Conrad, um célebre escritor de jingles – “snap, crackle & pop!” – e amigo pessoal de Simon… Ou coisa parecida. Logo de cara, ficamos sabendo que o morto não era exatamente uma pessoa amada ou mesmo bem-quista por todos que tiveram o privilégio – ou infortúnio? – de cruzar o seu caminho. Que o digam suas ex-mulheres e seus cachorros!

A única que parece se importar minimamente com a sua partida é sua filha Melora, em uma participação especial de Missi Pyle (A Fantástica Fábrica de Chocolates, O Artista). Arrasada (será mesmo?), a herdeira, sua cara de vítima e seu queixinho tremendo (ou “espasmo labial”, como prefere Zach), vão até a Lewis, Roberts & Roberts pedir encarecidamente que Simon faça o seu discurso fúnebre. Afinal, até mesmo a vida de um homem tão odiado como Conrad merece ser celebrada. Certo?

 “Eu realmente acho que havia um homem feliz no fundo, no fundo, bem no fundo, doido para sair. Mas ele nunca saiu.” – Melora

O problema é que Melora não quer nada triste, muito pelo contrário. Ela quer pompa, circunstância, quer um espetáculo onde seu pai seja lembrado como alguém que foi amado. Entretanto, nem Andrew e toda a sua fofura e vulnerabilidade seriam capazes de operar tamanho milagre.

“Quando você terminar, quero ele irreconhecível!” – Melora

“Darei ao desgraçado o melhor funeral que ele não merece! As pessoas vão pensar: ‘por que ele não morreu antes?’” – Simon

A cena em que Sydney e Simon tentam “tirar leite de pedra” ao buscar pelas qualidades do homem que precisam homenagear é fantástica e ilustra com uma precisão dolorosa a realidade do mundo da publicidade. Aí, Conrad se transforma em um personagem “ativo na comunidade filantrópica”, cujas paixões – e, por “paixões”, por favor entendam “ódios mortais” – se resumem a flores, filhotes, canto dos pássaros, sorrisos e… bolo.

Para criar maior empatia, o jeito é apelar para ninguém menos que Fred Melamed, a voz que – aparentemente – transforma tudo o que diz em uma verdade absoluta. Quase como um Morgan Freeman. Pela barganha de dez mil dólares, o locutor topa participar desse show de absurdos. Mas nem mesmo apelando ao General Patton Simon consegue encontrar inspiração para dar forma à este pesadelo.

E é Sydney quem salva o dia, em uma das cenas mais honestas e ternas da série até hoje. Ao confessar à filha que suas campanhas são nada menos que uma representação de si mesmo, de sua personalidade e de sua loucura, Simon se dá conta de que ele mesmo é um grande “artifício da percepção”. Basta colocar uma enorme foto sua na parede da agência para que as pessoas acabem acreditando em sua grandeza e em qualquer baboseira que queira vender. Mas… O que elas realmente estão comprando? Qual será o seu legado, afinal? Ele será conhecido apenas por saber distorcer a verdade como ninguém?

“Papai, com você é sempre primavera. Você tem um jeito de fazer com que todos vejam as coisas assim também. Você é incrível. E nem precisa vender isso.” – Sydney

O funeral, claro, foi um sucesso de proporções épicas que só mesmo Simon Roberts poderia oferecer. Um coral gospel que faria jus à Whoopi Goldberg em “Mudança de Hábito” se encarregou da trilha sonora, e – vejam só! – até Victor Hugo e seu Os Miseráveis deram o ar da graça.

“Quanto do que falei sobre Conrad é verdade? Nenhum de nós realmente o conhecia. Exceto a filha dele. Melora, você queria que eu vendesse o seu pai como amado. Bem, querida, ele era amado, por você.” – Simon

E quem disse que a comédia tem como missão única e exclusiva fazer rir? The Crazy Ones, desta vez, emocionou. E muito. No fim das contas, o riso não exclui as lágrimas. Uma emoção não tem o poder de anular a outra. Não foi só Syd que salvou o dia. Simon também o fez, e devolveu a gentileza fazendo um lindo discurso em homenagem à filha. Sim, aquele discurso fúnebre cumpriu seu papel com maestria – finalmente colocando “Conrad” e “uau” na mesma frase –, mas não há como negar que ele foi feito para Sydney. E, em última instância, The Crazy Ones é sobre a relação entre pai e filha. Simon e Sydney.

“Quer o verdadeiro retrato de um homem? Veja-o através dos olhos de sua filha. Esse é o seu legado.” – Simon

No fim das contas, é isso que importa: ser verdadeiramente amado pela pessoa que melhor te conhece. It is as good as it gets.

Melora_Syd_Lauren

A participação de Kurt Fuller e seu insano Mitchell não me passou despercebida, vale dizer. Muito pelo contrário: o arco de seu papel higiênico que dominaria o mundo, derrubando um lenço Kleenex de cada vez, foi pontual e serviu como perfeito alívio cômico para equilibrar o tom emocional que permeou todo o episódio. Sem ele, a epifania de Simon não teria acontecido, e o arco principal teria perdido muito do seu brilho. E a grande lição de sua breve passagem pela LR&R foi: “curta a cagada!”. Apenas.

Até a semana que vem!

A Teia – Episódio 4

Data/Hora 25/02/2014, 10:23. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

O quarto episódio de A Teia ficou marcado como aquele em que Macedo, a despeito de sua esperteza, foi derrotado duas vezes: primeiro quando deixou um informante livre leve e solto por aí, confiando inocentemente no que ele lhe vendeu, segundo quando foi pego por uma traição interna. Esperada, diga-se de passagem.

O começo do episódio já indicava que Macedo logo ia esbarrar na parte corrupta da polícia. Isso e em um delegado “ciumento”, que viu nisso a oportunidade de trazer os holofotes para si próprio.

Junte-se a isso a burrice de Cleyton, o tal informante que estava na verdade interessado em proteção e em conseguir  sua parte na grana resultante do roubo, e  a esperteza de Jesus – o homem rico o bastante para comprar 61 quilos de ouro em meio a barracas de camelô – e temos o cenário ideal para que tudo dê errado. Alguém tinha dúvidas de que o trio de agentes seria percebido de longe pelos bandidos?

Questão é que o trio acaba no shopping errado e Baroni consegue fazer a troca e ainda percebe que a polícia está mais perto dele do que ele imaginava – isso porque ele nem sabe que já descobriram quem era o informante e que já acharam o corpo do Miltinho. Diga-se de passagem, continuo achando que essa morte vai ser justamente a que vai acabar com a graça do bandido, provavelmente porque ele é o elo com o crime do ano anterior, do qual eles têm mais informações.

O problema é que agora Macedo está fora da operação. Ainda bem que ajuda de fora, do sul, está vindo, porque Macedo realmente está precisando.

E se você, como eu, também anda aumentando o volume por conta da trilha sonora, clica aqui que vai encontrar a relação completa das músicas.

*Texto publicado originalmente no Só Seriados de TV.

The Fosters – Padres e Us Against The World

Data/Hora 23/02/2014, 13:25. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Foram dois episódios lindos. O primeiro me deixou bastante triste e o segundo, bastante preocupada, apesar de os dois terem tido os momentos fofos que eu amo em The Fosters.

Padres foi basicamente centrado no funeral do pai de Stef. Temático do time favorito do velho, o Padres. Claro que a comoção foi pesada no episódio – especialmente dada a condição do relacionamento de Stef com o pai -, mas a distribuição de foco entre as várias tretas problemáticas foi bem feita.

Callie comparece ao funeral, e seu reencontro com Brandon é um tanto tocante. A parte que ele reconhece que ferraria com tudo para ela se os dois insistissem em ficar juntos quase me fez sair correndo pelo quarto fazendo a dança da girafa bêbada. Finalmente! Claro que o clima entre eles não acaba ali, mas já foi um começo. Quanto aos gêmeos, Mariana não recebe muita atenção no episódio, pra variar um pouquinho – ela sempre tem um bloco da história só pra ela, né? -, e Jesus recebe a visita de Emma em casa, durante a recepção pelo funeral. Emma e Lexi acabam por se conhecer, virtualmente, e é meio bem estranho. Jude é outro que não ganha muito destaque, é mais na cena em que ele e Mariana conversam sobre a morte da mãe dele. Falando da mãe Jacob, a morte dela ganha um destaque legal no episódio, com direito a flashbacks e fricotes/chiliques/não acho uma palavra menos pejorativa pra designar.

Quanto a Stef e Lena, o plot delas é mais carregadinho: Stef, além de ter de lidar com a perda do pai, recebe a notícia de que o caso contra Mike – da noite em que ela levou o tiro – foi reaberto, o que é bem pesado para ela por conta de ter declarado estar inconsciente quando seu parceiro atirou. Stef também descobre sobre o desejo de Lena: ter um bebê. Mas descobre sozinha, não porque a esposa revelou tal desejo, o que a deixa meio brava. Claro que, no fim, as duas chegam a termos.

Sendo sobre funerais, dá pra dizer que o episódio é recheado de saudades. E eu chorei nos momentos “Callie e Jude se lembram de mamãe”.

HAYDEN BYERLY, MAIA MITCHELL

Us Against The World é um episódio mais aberto, e me deixou preocupada por diversas razões, a começar pela falta de Jesus. Em todas as cenas em que ele deveria estar presente, “Jesus queria estar aqui, mas teve treino”, o que me deixa com a pulga atrás da orelha sobre se aconteceu algo entre o ator e a produção, e sobre o futuro do personagem na série. Outra coisa que me preocupou foi as tendências apresentadas por Brandon no episódio e o que ele aceita fazer pra ganhar dinheiro: falsificar carteirinhas de estudante. O fato de a personagem ter entrado no meio disso me assusta um cado. Ele não é assim, e se ficar assim pra valer, vou ficar MUITO triste e magoadinha.

Callie volta para casa, e a despedida dela da Girl’s United é linda – especialmente nas partes do Cole <3. Não tem a melhor das recepções, mas eventualmente deve se reacomodar, certo? Certo. Bom, Mariana e Callie voltam à escola, e logo de cara são convidadas para uma festa. Após muita luta, conseguem convencer as mães a deixá-las irem, e é claro que dá treta: Callie e Brandon se encontram e rola um clima meio tenso, depois Callie é bastante humilhada por Talya. Mariana se estranha com Kelsey e, logo depois, com seu amigo Zac; além disso, fica com Chase e o garoto se mostra um babaca, como esperado pelo público. Fazendo com que todas nós, babies românticas, ficássemos com raiva da Mariana por ela ter dispensado o Zac quando ele ia se declarar. Chorei.

Brandon, além das tendências e de ir à festa, se muda para a casa de Mike, onde se depara com uma surpresa: seu pai tem dormido com uma mulher… Que acaba dando em cima dele! Gente, absurdo! Outra coisa é que ele tem de tapear Mike sobre as aulas de piano, o que não deve acontecer por mais muito tempo. Além disso, Brandon salva o emprego de Stef, mas falo disso daqui a pouco.

Stef e Lena estariam perfeitamente bem, se a loura não tivesse sido chamada para prestar depoimento sobre o acontecido na noite do tiro. O medo de perder o emprego era grande, mas Stef foi corajosa e disse a verdade. Já estava certo que ela perderia o emprego, quando Mike chega com boas notícias: Ana – a mãe biológica dos gêmeos, lembram-se? – mudou seu depoimento. Disse a verdade, fazendo com que o caso fosse fechado e que o depoimento de Stef não chegasse nem a ser lido. O papel de Brandon nisso? O garoto suborna Ana para que ela conte a verdade.

Por último, mas não menos importante: é aniversário de Jude! E eu que achava que essa série não poderia ficar mais fofa. Jude foi registrado com a data de nascimento errada, então seu aniversário real é uma data especial para ele e a irmã. O garoto, durante a semana, vai descobrindo diversas pistas: doces com uma palavra em cada. Com a ajuda de Connor (<3), Jude encontra onze das pistas, e é surpreendido na manhã de seu aniversário pela irmã, trazendo um presente. Um livro *o* Com uma citação muito importante para eles. E aí ele diz: “But I never got ‘happiness’.”

“Happiness is downstairs.” – Callie replica. Eu amei o que eles fizeram aí. Ao chegar em ‘downstairs’, temos uma família Foster (quase) completa esperando por ele. E comemorando. E então ele diz: “You told them? About my secret birthday?”. E ela diz: “Yeah. We don’t have to keep it a secret anymore.” O quão lindo é isso? <3 Acho que foi a parte mais tocante do episódio. Quase me senti parte da família. A gente te ama, Jude!

Bom, por agora, é isso. Até a próxima semana!

Pretty Little Liars – Shadow Play e Free Fall

Data/Hora 22/02/2014, 12:25. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Os finais de temporada de Pretty Little Liars são sempre incrivelmente cheios de ação. Esse não parece que vai ficar para trás. Free Fall foi a última prova que precisávamos para comprovar isso. Shadow Play, pelo contrário, não foi assim tão proveitoso. Sinceramente, eu achei que o episódio em preto e branco e todo o carnaval que fizeram em cima dele bem desnecessários.

Acontece que Shadow Play teve, em meia hora dos quarenta e cinco minutos de duração, uma alucinação meio bizarra da Spencer. Causado pelo excesso de remédios que ela vinha tomando,  no “sonho” Spencer, Aria, Hanna, Emily, Toby, Paige, Ezra e Mona ficam presos nos anos 40, com direito a figurino e maquiagem de época. Ele foi muito bem produzido, não posso negar, mas em relação ao conteúdo, pareceu que foi apenas um episódio para contar na numeração. Tudo bem, por causa desse sonho, Spencer percebeu que o diário de Alison que ela, Hanna e Emily encontraram na mesa de Fitz estava alterado, mas ela poderia ter descoberto isso de outra maneira, não acham? Além disso, esse episódio só serviu para mostrar às meninas que Aria estava se encontrando às escondidas com Ezra. Se elas tivessem um pouquinho mais de desconfiômetro, teriam descoberto isso há muito tempo, para falar a verdade.

Mas Free Fall veio para redimir os erros de Shadow Play (e algo me diz que She’s Come Undone, o episódio de semana que vem, vai ser melhor que esse). Como sempre, deixando a melhor parte para o final, meu coraçãozinho Spoby ficou feliz ao ver Toby de volta. Não posso dizer o mesmo do cabelo dele que podia ter sido cortado. Mas o cabelo não é o único drama da vida deles dois. Ela deu um bolo gigante no Toby em mais uma das tentativas frustradas de confirmar a identidade de –A e ele achou que ela o estava evitando de propósito. Ao mesmo tempo, o “vício” de Spencer nos remedinhos que tiram o sono foi descoberto e pelo que mostrou a promo do próximo episódio, os pais dela vão dificultar bastante sua liberdade.

Pretty_Little_Liars_S04E20_KISSTHEMGOODBYE_NET_1430

E o pior: dessa vez, Spencer não tem a quem culpar. Foi ela quem quis começar a tomar os remédios e para conseguir mais, fez contato com um médico que acabou a denunciando para sua mãe. Nessa parte não teve dedo de –A. Ou de Ezra, como preferir.

Ezra apenas interferiu na facilidade com que Aria descobriu a verdade sobre ele. No fim das contas, o fato de ter tentado a colocar contra Spencer, Hanna e Emily foi o que plantou a desconfiança em Aria. Ou seja, Ezra também sofreu as consequências merecidas de seus próprios atos. O que ninguém esperava era que tudo começou porque ele é um escritor bem dedicado que teve um affair com Ali enquanto estava na faculdade e a engenhosidade das mentiras da ninfeta o fez ter inspiração para escrever um livro. E Aria descobriu a ligação deles da pior forma possível: encontrando o rascunho desse livro.

Pretty_Little_Liars_S04E20_KISSTHEMGOODBYE_NET_1517

Depois disso, confesso que perdi o fôlego algumas vezes e quase dei um grito quando Ezra surgiu ao lado de Aria no carrinho de ski. Lucy Hale convenceu bem no papel de namorada traída. Não que ela não seja talentosa – pelo contrário, acho que ela e Troian salvam o quarteto principal no quesito atuação – mas essas cenas podem ter sido a melhor forma de Aria em quatro temporadas. Não sei se consegui acreditar em Ezra quando disse que se apaixonou verdadeiramente por ela. Tudo bem, a senha de segurança da cabana deles era “B26”, nada menos do que o número da música que eles ouviram no jukebox no episódio piloto e o nome de um poema que ele escreveu para ela (obrigada por essas respostas, Google). Mas ele foi o cara que transformou a vida de Aria e suas amigas num inferno. E tudo por causa de um livro que ele podia ter escrito usando a imaginação. Eu nunca mais confiaria em ficar a menos de 300 metros de distância dele e espero mesmo que Aria também não. E vai ser melhor ainda se ela tiver o Jake de guarda-costas.

Enquanto Aria e Spencer estavam tendo problemas de tirar o sono (literalmente, para Spencer), Hanna e Emily serviram de fantoches nesse episódio. Até Mona, a rancorosa, teve um plotzinho individual essa semana. Aquela tentativa de desistir de ajudar nos planos de Ezra foi porque ela ficou arrependida por continuar ajudando a infernizar a vida das meninas ou foi porque ela está realmente apaixonada por Mike? Será que essa vai ser a redenção dela?

Enquanto o próximo episódio não chega, a gente vai criando expectativas para a cena de Aria quebrando tudo no apartamento do Ezra que saiu na promo de She’s Come Undone (para vocês verem, eu não resisti e assisti a promo da semana que vem e eu nunca faço isso. A ansiedade está a mil).

Chega logo, terça-feira!

Teen Wolf — Riddled e Letharia Vulpina

Data/Hora 21/02/2014, 09:00. Autor
Categorias Reviews


Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23
thumb image

Teen Wolf teve duas semanas extremamente agitadas. Nos fez perder o fôlego, a cabeça, e todo o resto de sanidade que existe dentro de nossos pobres e fanáticos corpos.

Em Riddled, as coisas começam de um jeito diferenciado. Scott recebe um telefonema desesperador de Stiles. Claro que como público, nós já sabíamos ali quem era o grande vilão da temporada, mas as coisas ainda eram de causar grande pressão. Mesmo depois de encontrarem Stiles, nada diminui o impacto do diagnóstico dele — muito menos o impacto e as lágrimas que aquela cena entre ele e Scott causaram em mim.

teen wolf 3x18 review cena mais triste da minha vida ai corassaum

< / 3

Em um episódio que equilibra com maestria mudanças no tom e informação, a notícia de que nosso pobre Stiles foi tomado por seu lado sombrio é emocionante. Teen Wolf transformou o personagem mais simpático do seriado todo em uma pessoa que daria nojo, se não fosse quem é.

Na cena final Stiles confrontou a mãe de Kira e seus Oni. É uma cena chocante e um tapa na cara. Um personagem secundário que de repente é responsável pelas criaturas que achávamos que eram os vilões, mas que realmente estão tentando proteger as pessoas envolvidas.

Em Letharia Vulpina eu quase desejei ter um cinto de segurança pra prender na cadeira. Esse episódio é quase um trem da CPTM em São Paulo. O resultado é uma hora incrivelmente acelerada que mantém as coisas em movimento, mas sofre um pouco porque nada tem a chance de ressoar antes que paremos em outra cena.

Nós não sabemos o que se deu depois do último episódio, mas tudo o que acontece aqui gira em torno do Stiles do mal. Quando Scott procura Kira para falar sobre o Kitsune, ela diz a ele que o espírito de raposa é um malandro que se deleita em provocar o caos – eles são realmente perigosos apenas quando eles se sentem ofendidos. A julgar pelos acontecimentos, Stiles do mal foi gravemente ofendido porque ele provoca estragos cheios de sangue por toda Beacon Hills. O truque está incorporado em todos os planos que Stiles estabelece para Scott e os gêmeos Max e Charlie, quando eles descobrem que ele está escondido no porão da escola. As regras são simples: se as pistas forem decifradas a tempo, a destruição pode ser prevenida. Isso significa que Isaac está (literalmente) frito no hospital, Coach leva uma flechada na floresta e vários membros da força policial da cidade são bombardeadas no escritório do xerife. O objetivo é , na verdade, relativamente simples: o Kitsune quer forçar Scott a assumir para si a dor de todos, para ele, assim, poder roubar toda essa energia maligna.

teen wolf 3x19 review D

É tudo muito cheio de curvas, de fato. E poderia ter sido pior para Scott se Dr. Deacon voltasse, depois de uma longa ausência, para salvá-lo. O veterinário tem um retorno frio e divertido, e acredito que tenha muita coisa que sabe e não diz (como sempre).

Outras considerações sobre o episódio:

  • A mãe de Kira tem um número limitado de Onis sobrando, mas ela pode torná-los mais fortes. É estranho estar torcendo para eles agora, eu sei.
  • Aparentemente Kira é uma super heroína quando ela coloca isso na cabeça.
  • Enquanto isso, Lydia e Allison vão até Peter para ajudá-lo a descobrir o que as garras de sua irmã morta escondem. Ao que parece, Tio Peter é pai de Malia (a menina lobo de sobrancelhas perfeitas). Isso veio no momento certo. Fiquei pensando se iriam simplesmente ignorar o fato de que em algum momento ela apareceu na série.
  • Derek e Papa Argent estão algemados um ao outro (romântico) e reclamando um com o outro. Isso me soa como um spin-off.
  • Se os homens assistem a série para ver meninas de saia no meio da floresta, posso dizer também que me apaixonei por aquele policial novinho. Lindo!
« Textos mais antigos | Topo da Página | Textos mais novos »