The Fosters – Kids in the Hall e Escapes and Reversals

Data/Hora 06/03/2014, 09:00. Autor
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JESUS VOLTOOOOOOOOOU! Cara, eu senti falta dele de verdade. E foi tão linda a sua volta que nem posso reclamar de nada. Kids In The Hall foi um dos melhores episódios da temporada, se não o melhor. Tivemos tretas em todos os núcleos.

Começando por Callie, que impressionantemente foi a menos problemática do episódio: a menina, depois de sofrer com a posição de Talya na festa, não consegue fazer amigos e não se anima a participar de nada na escola. Stef não parece satisfeita com a amizade da jovem com Kiara e Daphne –  o que eu achei de um preconceito INFINITO, me deixou muito triste -, mas depois de Kiara ter sido adotada por causa de uma das fotos de Callie, as mães apoiam o desejo da moça de tirar mais fotos de crianças e jovens para ajudá-las na adoção. O problema é que, durante a sessão de fotos, algumas coisas somem do escritório na escola, e todos desconfiam de Daphne, que não fica nada satisfeita, e com razão, já que o culpado pelo sumiço foi Vico, o novo amigo de Brandon, que “deu uma passadinha” no escritório de Lena pra pegar as bases das carteirinhas falsas e achou que não tinha problema passar a mão em algo mais. Pois bem, Brandon já está bem enrolado com essa amizade. Em uma de suas saídas, vê a namorada do pai no bar, bebendo, e Callie, pelas fotos que tirou, descobre que Brandon mentiu sobre estar na escola no dia da sessão de fotos.

Jesus e Mariana estão, ambos, em situações complicadas. Começando por ele, que é obrigado a lutar com Emma pelo lugar na equipe e claramente a deixa vencer. Ela, obviamente, fica muito brava, mas como pedido de desculpas, ganha um beijo e uma declaração de amor do amigo, que promete dar um jeito em sua situação com Lexi para ficar com ela – isso vai ser tenso, tenso, tenso. Mariana, por sua vez, sofre com a gozação dos amigos de Chase e recebe uma prova de amizade das mais lindas: mesmo aborrecido com ela, Zach escolhe lutar do seu lado e acaba com Chase em sua review da peça.

Quanto às mães, temos o problema do jantar: Stef convidou Mike e a namorada para que a moça conhecesse a família, e Lena convida Timothy, uma sem a outra saber. Daí a coisa fica desconfortável porque Lena passa todo o jantar elogiando Timothy, querendo que Stef o aprove como doador de esperma, e não é nada fácil para a loura ver o ex marido com outra de quem nada sabe. Ao fim do momento, Stef deixa bem claro que, por mais legal que Timothy seja, não quer Lena se encontrando com o pai do filho delas e que, por isso, prefere que seja um doador anônimo.

Não foi fácil pra ninguém nesse episódio e sobrou pra todo mundo. É assim que eu gosto, haha.

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Em Escapes and Reversals, o pessoal não deixou a peteca cair e, por isso, The Fosters me surpreende a cada episódio.

O episódio gira em torno da VOLTA DE LEXI. #chocada. Pois é, a mocinha veio visitar o namorado, que acabara de mandar um e-mail terminando com ela. O desconforto de Jesus é claro, não sei como ela não sacou. Lexi vai à escola visitar as amigas e ficar com Jesus e conhece Emma. Claro que o clima entre elas fica MUITO estranho. O papel de Lexi no episódio é atuar com Jesus – ela eventualmente descobre o e-mail do garoto e resolve terminar com ele, inventando uma mentira sobre um garoto em Honduras – e ser o pontapé inicial para o relacionamento de Zach e Mariana, que, ao que parece, não vai dar muito certo, de início: o garoto, depois de ter um momento estranho com a mãe na frente de Mariana, vai até a casa dela e diz que não vai rolar os dois saírem. Cara, me doeu muuuuito, porque já estava shippando há um tempão. Jesus, por sua vez, fora do âmbito Lexi, tem seu momento no clube de luta: entra numa competição com o time, uma vez que Emma conseguiu quebrar um dedo na porta do armário, e garante ao Beach Anchor a vitória.

Callie se infiltra nos esquemas de Vico, descobre o que Brandon está armando e confronta o amado. Cara, eu adorei o fato deles terem brigado. Não estava mais aguentando o status “Romeu e Julieta” deles. Fora isso, a menina só aparece mais umas poucas vezes durante uma conversa sobre a adoção – muito importante, porque ficamos sabendo que, para serem adotados, Callie e Jude precisam da autorização do papai Jacob, o que leva Callie a visitá-lo. Brandon, por sua vez, tendo conseguido o dinheiro para pagar o que deve ao pai – o que faz, e é uma cena que eu gostei muito -, resolve sair do esquema e, como vingança, Vico usa Callie, colocando o nome da garota na lista de clientes.

Quanto a Stef e Lena, o casal que estava se estranhando, voltam a se entender. Stef aceita que Lena peça a Timothy que seja o pai do filho das duas. E o quão bonito é isso? *o* Depois disso, uma cena quentinha das duas só pra agitar os ânimos, haha.

O episódio termina com Callie encontrando o pai. “Você é igualzinha à sua mãe”, Donald diz. Deixou MUITO o que esperar. Don’t Let Go, venha para nós!

Grey’s Anatomy – Take It Back

Data/Hora 05/03/2014, 16:03. Autor
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Quase três meses se passaram depois que Avery resolveu ser ousado e insano e declarar seu amor por April quando sua melhor amiga estava pronta para se casar com Matthew. E a espera pelo desfecho do triângulo amoroso acabou assim que o episódio começou. Ou melhor, quase isso.

Confesso que gostei bastante da forma como Japril foi tratado nesse episódio. Não é novidade para ninguém que April e sua chatice insegurança me irritam ao extremo, e que o relacionamento te-quero-mas-não-tenho-coragem-de-te-assumir dos dois já havia se desgastado, aos meus olhos. E foi justamente por Shonda ter brincado com esse desgaste e com a personalidade da Kepner que eu curti a história (eu sei, sou doida). Cheguei perto de arrancar os cabelos no meio do episódio, claro. Mas no final das contas cai de amores.

Logo que o episódio começou, vimos que April escolheu Avery. E os dois sairam felizes e saltitantes igreja/celeiro afora, prontos para viver o amor deles, enfim. Mas já dentro do carro April começou a dar mostras de que vacilaria. E a história do que aconteceu entre os dois na sequência foi sendo contada de forma recortada, em uma tática narrativa característica de Shonda que mais uma vez foi bem utilizada.

Grey's Anatomy - Take it Back 2

Na metade do episódio, depois do surto de Kepner e de sua fuga do carro, tive certeza de que os dois estavam separados. Somando-se a essa impressão o fato de que os dois nem se cruzaram no hospital, e de que ambos demonstravam estar sentindo muita dor e desconforto com a situação. Mas no final do episódio, BAM! Uma grande surpresa: Avery impediu a fuga de Kepner. Mais que isso, convenceu-a a aceitar o amor que sente por ele e casar. SIM, senhoras e senhores. April e Jackson são casados, agora. E ela vai poder brincar no parque de diversões do moço QUANTAS VEZES QUISER, sem aquele mimimi culpado de todo pós-transa. YAY! Obrigada, Shonda, por colocar um final nisso.

Mas é óbvio que nem tudo serão flores nesse início de casamento. Alguém denunciou um dos “superiores” por assédio sexual. E as suspeitas recaem sobre Stephanie. Mas podemos nos surpreender com o desfecho desse caso, no final das contas. Murphy pode ser a acusadora, também. Quem sabe Shane (ele tá doidão, mesmo)? Ou um “who” qualquer. Mas não importa de onde veio o tiro, o que importa é que esse plot renderá bastante, ainda. Especialmente porque atingirá muiiiitos relacionamentos do hospital, já que como nós estamos mais que cansados de saber, o SGMH é movido à sexo nas salinhas de descanso.

E não importa qual seja o acusador. Shane, Steph, Leah, nenhum deles foi pra cama com o supervisor porque foi coagido ou forçado. Acho uma sacanagem a acusação. SACANAGEM!

Um dos relacionamentos mais atingidos será Jolex. Alex é azarado MESMO. Quando parecia que ele seria, enfim, feliz, a vida lhe pregou uma peça dupla. Primeiro, seu pai reapareceu e acabou morrendo. Depois, sua “noiva” acaba questionando a “proposta” e o relacionamento deles acabará entrando no rol dos proibidos.

Não sei como Jo e Alex farão para driblar isso. Talvez se uma das outras residentes forem a acusadora, Jo consiga convencê-las a desistir (se bem que aí tem a pedra Hunt no caminho). E também não sei quais as consequencias que a volta do pai – e sua morte – trarão para a vida do médico. Se Shonda pretendia com isso fazer o rapaz entender o papel de uma família e fazer ele desejar ter uma, claramente fracassou, já que Alex parece não ter entendido o recado.

Grey's Anatomy - Take it Back 3

Mas foi legal ver que apesar da opinião da ex-mulher do seu pai, Alex não foi um idiota. E confortou o pai na hora da morte dele, oferecendo o afeto e o suporte que tanto buscou e não encontrou. Outra coisa baca foi ver que Jo é dura na queda, e por mais esquisito e problemático que Alex seja, ela continuará por perto. Sem contrar a cena entre Alex, Yang e Mer. Ver Alex sendo contido e amparado por Meredith foi o máximo, assim como ver Mer e Yang em sua tentativa de defender o amigo de possíveis consequencias por ter dado um soco em Shane.

Já que falei de Shane, tenho que dizer que o plot dele ficou meio esquisito. Ele voltou às cirurgias muito cedo. Ele voltou às cirurgias meio estranho. E se o papel paizão de Richard nessa história toda foi meio demais, o que dizer do papelão de Hunt? Seria a crise de fúria do chefe de cirurgiã uma demonstração de ciúmes? Não consegui compreender, e mesmo Richard tendo sido meloso demais, estou com ele: eu também questionaria os métodos de liderança de Owen. E muito.

E por falar em questionar, chega aqui, Shonda. Deixa eu questionar quando você vai dar uma história decente pra Bailey. Sério que ela quer um marido cirurgião pra ser completamente compreendida? Sério que ela vai tratar Ben como se ele fosse o irmão mais novo do Tucker? Sério que ela vai tentar se aproveitar da proximidade do marido com os residentes para saber as FOFOCAS do hospital? NÃO! Essa não é a Bailey. Exijo a Nazi de volta.

Pelo menos dá pra comemorar a volta da amizade mais linda e legal do mundo dos seriados. Tá certo que a amizade de Mer e Cristina ainda não está essa Coca-Cola toda, mas elas já estão mais parecidas com as person que aprendemos a amar. E foi bem divertido ver as duas passando um tempo juntas (operando, é claro) e discutindo sobre Shane e Derek. E que bom que Yang concordou com Meredith – que tá fazendo birrinha com Derek, mas tá um tanto brava com ele, de verdade -, porque não íamos curtir uma nova desavença.

E até porque Mer tem uma nova desavença pra chamar de sua, já que Fitz o Presidente falou com Derek no telefone e ele jogou no lixo a promessa que fez pra Mer, de trabalhar menos. Mas dá pra entender, né? Afinal de contas é o presidente. O que não dá pra entender é porque raios colocaram a história do menino e do hoquei. Juro que não entendi. Foi só pra que a gente sacasse que Derek acha que precisa consertar os erros do passado? Foi pra entender o complexo de Deus dele? Não sei se essa história voltará a ser abordada. Se não voltar, vou seguir achando que foi BEM desnecessária. A única coisa interessante do papo de Derek com a galera da Casa Branca foi saber que Amelia (alô, fãs de Private Practice) vai bem, obrigada, na luta contra o vício. Yay! E do papo com a Mer? Ela fingindo que tava dispensando ligação do Presidente. Hilário.

Pra encerrar a review, Calzona. Confesso que não sei o que pensar da história das duas. Já quis que se separassem, já quis que ficassem juntas, já entendi uma, a outra… enfim, não sei o que pensar. Só sei que agora a coisa se inverteu, aparentemente. Depois do “casamento”, Arizona desabafou com Callie. Disse que não precisa – e nem quer – ser consertada. Que a casa “delas” não era mais dela. Ela praticamente pos um fim no relacionamento, meio que disse “pra mim não tá bom assim, prefiro encerrar tudo”.

E ver Robbins comprando uma casa deixou a impressão de que ela estava seguindo adiante. E então BAM. Lá estava Callie, toda amedrontada, meio reticente em comprar a casa. Mas, ainda assim, lá. Não sei se o fato de Arizona não enxergar mais a sua deficiência em forma de casa vai salvar o casamento das duas. Não sei se Calzona voltará a ser o casal fofo que já foi outrora. Não sei nem mesmo se ainda acho válido que elas sigam tentando. Enfim, não sei o que penso sobre Calzona. Vou esperar as cenas dos próximos episódios (e torcer pra Leah, que aparentemente estava amadurecendo, não estragar tudo) para descobrir onde eu estou em relação as duas.

Amanhã vai ao ar You Got to Hide Your Love Away. E final de semana estarei por aqui para comentar o episódio com vocês. Até lá!

P.S.: será que o conselho de Yang e a revelação de que a impressora da Mer a ousadia de Shane salvou a vida do bebê serão suficientes pro garoto voltar pros eixos ou será que Ben será o seu “substituto”, no final das contas?

The Walking Dead – Still

Data/Hora 05/03/2014, 15:00. Autor
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A grande diferença está em como eles lidam com as perdas, com o passado e as perspectivas de um futuro…

Este ano o carnaval foi generoso com aqueles que não curtem a folia. A maioria das séries voltaram do hiato e o Oscar foi marcado para o domingo, e na segunda-feira, felizmente, muita gente não teve hora para acordar e trabalhar. E no meio disso tudo, The Walking Dead nos entregou mais um episódio de primeira linha.

There’s bound to be a ghost at the back of your closet

No matter where you live…

Desde o ataque à prisão, quando viu seu pai ser decapitado e se separou de sua irmã, Beth tem se mostrado muito centrada em se manter viva e principalmente encontrar um motivo que a faça querer levantar todas as manhãs. Pelo que me parece, esse motivo tem um nome e sobrenome: Daryl Dixon.

Mas esse objetivo não é tão simples quanto parece, já que Beth quer romper a barreira construída por Dixon entre ele e o mundo. Uma barreira muito bem fundamentada que bloqueia todos os sentimentos que não quer enfrentar. E uma vez derrubada, ele terá que encarar esses fantasmas.

01

There’ll always be a few things, maybe several things

That you’re going to find really difficult to forgive

Beth não estava só obcecada em Dixon, mas também em tomar um porre. Essa fixação ocupa boa parte do episódio, mas foi importante para mostrar a diferença de mentalidade entre esses dois personagens. Enquanto ela busca a bebida e outros itens de sobrevivência, ele pega dinheiro e jóias, coisas que nesse novo mundo não têm mais valor.

A bebida entra, a verdade sai, já dizia a voz do povo. Acabou que essa obsessão pela bebida era uma tática de Beth para fazer com que Daryl baixasse a guarda e colocasse para fora tudo que estava sentindo. Descobrimos que o seu maior arrependimento foi ter deixado de procurar o Governador, ou seja, ele se sentia culpado e responsável por tudo que aconteceu à prisão e àquelas pessoas.

Como era de se esperar, Daryl é o personagem mais abalado emocionalmente de The Walking Dead, quiçá do mundo televisivo. Depois de uma infância difícil, com um pai bêbado e mãe ausente, ele viveu à sombra do irmão por muito tempo. Quando conseguiu se livrar desse fantasma – um dos momentos mais memoráveis da série – ele continuou coadjuvante, dessa vez de Rick. Será que depois de Still, Daryl ainda será o mesmo? Espero que não.

02

It’s going to take you people years to recover from all of the damage

03

There’s going to come a day when you feel better

You’ll rise up free and easy on that day

And float from branch to branch

Lighter than the air

Just when that day is coming, who can say? Who can say?

Agora com as esperanças oficialmente renovadas e assistindo a série com outros olhos, já não fico entediado com episódios como Still. E assim como vem acontecendo com a dupla Carl e Michonne, a química apresentada por Daryl e Beth foi mágica. Meio brega essa afirmação, porém não encontrei melhor forma para descrever.

Aposto que você nunca poderia imaginar que a pessoa mais bem preparada, psicologicamente, para sobreviver a um apocalipse zumbi seria a doce Beth e não o truculento Daryl. E, para ficar ainda mais brega, concluo: ele é a força e ela a razão, e por isso se completam.

Ps: os trechos em destaque ao longo do texto foram retirados da música Up the Wolves, da banda The Mountain Goats, que é a trilha que embala o final de Still.

Que venha Alone!

 

Rizzoli & Isles – Tears of a Clown

Data/Hora 05/03/2014, 14:00. Autor
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Só uma coisa não demorou mais que essa review: o retorno de Rizzoli & Isles. O hiato de meio de temporada foi tãããão longo que confesso que tive que usar de um artifício para reacender a minha memória: li as últimas reviews que escrevi antes da pausa de inverno. Só pra me dar conta que eu já não sabia mais, MESMO, o que se passava na série.

Mas cá estamos nós, depois de CINCO MESES E MEIO, para os QUATRO episódios finais. Insano, não? Como a TNT espera manter – ou aumentar, o que não seria má ideia – a audiência com uma estratégia dessas. E sim, eu sei que Lee Thompson Young morreu e a emissora e a produção precisaram se ajustar a isso. Mas ainda penso que seria melhor antecipar as season finale e premiere do que quebrar a sequência narrativa desse jeito.

Dito tudo isso, vamos falar de Tears of a Clown e dos problemas que a série, infelizmente, trouxe com ela do hiato.

Na review de Partners in Crime eu havia dito que esperava algum desdobramento da história do vovô Doyle, já que ele acabou indo para a casa de repouso meio contra a vontade de Maura por causa de Jane. Isso ficou esquecido. Como quase tudo nessa temporada de R&I, aliás, na qual os plots parecem ser jogados nas nossas vidas como o sal é salpicado na batata-frita. E como vocês estão cansados de saber, isso me incomoda demais. E incomoda porque a essência da série está ali, o casos tem um bom potencial, os personagens maravilhosos interpretados por atores mais que competentes estão presentes. E as coisas não saem como deveria. Então, para não ficar batendo sempre na mesma tecla, prometo que vou dar um bônus para R&I: não vou reclamar disso nesses 3 últimos episódios da era Janet Tamaro. Vamos ver como as coisas ficarão quando a Jan Nash assumir a condução da trama.

A boa notícia de Tears of a Clown, pra mim, foi a partida de Casey. Não preciso nem dizer que acho que ele foi BEM tarde, já. Mas vamos ressaltar a metade cheia do copo e brindar à partida do moço. E torcer pra que ele não volte mais pra Boston, que vire General e seja feliz com seus comandados amém.

O ponto alto da trama casa-não-casa de Casey e Jane foi… MAURA! Sempre ela. Deu uma dorzinha no coração ver Isles sofrendo com a possibilidade de perder sua melhor amiga. Ainda mais quando ela se complicou ao aconselhar a barista namorada do Frost e ser alvo de todo o desgosto do detetive. Existe coisa mais fofa do que a Maura?

Foi MUITO sem noção ver Casey achando que Jane deixaria de lado sua personalidade para ser a esposa perfeita e dedicada. Interromper a moça no meio da investigação foi um exemplo bem claro de que ele não conhece Jane. Mas toda essa falta de noção teve um resultado bacana: quem não se divertiu vendo Maura “brincando de ser Jane” por um dia? A cara do Korzac ao ver a loira fazendo o papel de policial foi impagável.

No final das contas, Isles continua com sua melhor amiga bem pertinho (o que nós agradecemos). E toda cheia de amor, carinho e sessões de massagem relaxante para dar. <3

Rizzoli and Isles - Tears of a Clown

Quanto ao caso, devo dizer que ele foi bem instigante. Claro que não tínhamos elementos para “adivinhar” ou concluir o assassino, mas a história toda foi bem conduzida. Apesar de histórias envolvendo abuso infantil e adultos atordoados não ser inédita, o caso da semana teve seus momentos de imprevisibilidade, como o pai utilizar o próprio filho para forjar o suicídio do palhaço abusador. Também foi bacana ver a equipe trabalhando em outro caso não encerrado, dessa vez dos anos 80. Esses casos são sempre instigantes e oferecem um sem-número de saídas criativas. Ponto à favor de Ken Hanes, Matt MacLeod & Janet Tamaro, que ficaram encarregados da história de Tears of a Clown.

Ontem foi ao ar Just Push Play. Pretendo ver hoje e soltar a review amanhã, já. Mas confesso que estou ansiosa mesmo por You’re Gonna Miss Me When I’m Gone, o último episódio da temporada, e o último de Tamaro. Além da expectativa pela grande despedida que Janet deve estar preparando (será que sentiremos tanta saudade dela, quando ela partir?), o nome do episódio aguça minha curiosidade (e aperta o peito, devo confessar). Teria o episódio, também, relação com Lee? Qual o destino que a produção preparou pra ele? Será que irão usar esse gancho da viagem da namorada para a China?

Muitas perguntas. E espero que as resposta sejam de alto nível. Sei que Rizzoli & Isles é capaz de dá-las.

A Teia – Episódio 5

Data/Hora 05/03/2014, 12:00. Autor
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A gente sabia que macedo não ia largar o osso assim, só porque foi traído, então nosso delegado parte para o Paraná a procura de novas pistas. Com isso somos apresentados a Germano, que havia passado a Macedo a pista sobre o número de celular que já conhecíamos. E, eu devo dizer: Macedo e Germano formaram uma dupla e tanto, mesmo que o ricaço curitibano tenha conseguido passá-los para trás.

Além de Germano o episódio trouxe muitos personagens novos. Mais que isso, foi um episódio para nos fazer entender melhor Baroni e preparar terreno para o segundo golpe, que deve acontecer logo, já que não falta gente interessada no dinheiro, seja a família do bandido, sejam os comparsas insatisfeitos com os resultados do primeiro roubo.

Entre os novos personagens o destaque vai para Valéria/Letícia, ex-mulher de Baroni que comanda uma operação de lavagem de dinheiro através de postos de gasolina e me pareceu bem mais vilã que ele – na verdade todas as figuras femininas da vida dele me dão arrepios, como escapar de se tornar bandido?

A ação ficou apenas para a fuga-espetáculo  de Oliveira, que inicialmente parece acrescentar pouco a trama atual, mas que nos entrega algo importante quando revisamos a divisão de dinheiro feita por Baroni: ele diz que ninguém sabe nada sobre ninguém e diz não saber quem foi responsável pela morte dos Zé, mas a gente sabe que ele pode apenas ter amarrado as pontas soltas.

Mas o momento mais importante do episódio veio só no finalzinho e está ligado ao ursinho de Ninota, o mesmo ursinho das cenas iniciais lá no primeiro episódio. O ursinho aonde a menina esconde o celular para poder falar com o seu pai. Justamente a melhor pista do Macedo.

P.S . Era óbvio que a Celeste não ia confiar em Baroni depois dele descartar a ex tão fácil  e ela continua em contato com o ex-marido, nem que seja para manter feliz sua menina. Se eu fosse o ex ia acabar tão fulo da vida com o afastamento de sua filha por causa de Baroni que ia “dar um jeitinho” de ajudar a polícia em sua missão. Você também?

P.S. do P.S. Inclusive, com uma sogra dessa, aff, eu corria na certeza de estar me enfiando na maior cilada. Isso sem falar da ex que chama o Baroni de “Marco Aurélio” e tem um poder bem grande sobre ele.

P.S. do P.S. do P.S. As cenas do próximo episódio me deixaram com muito medo da tal Vanda, affff!

*Texto originalmente publicado no Só Seriados de TV.

Bates Motel – Gone But Not Forgotten

Data/Hora 05/03/2014, 10:30. Autor
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Bates Motel é como um desses hotéis em que a gente vai todo ano em busca de descanso e… diversão. E o retorno da série, ainda mais durante  o tedioso carnaval, soou como um pacote perfeito para os dias de folia. O seriado voltou para uma temporada de dez capítulos fazendo o que sabe de melhor: contar uma boa história de suspense!

Como era de se esperar, o episódio se centrou, em especial, na morte da professora “Miss Watson”, que foi assassinada brutalmente na season finale do primeiro ano. Agora, Norman estava completamente obcecado com o caso e, ao que tudo indica, levantou suspeitas inclusive do xerife Romero (algo me diz que a Norma vai precisar fazer muito “favorzinho” para ele nessa temporada).

A grande resposta sobre quem matou a professora, no entanto, não nos foi dada logo de cara (era de se esperar que não, né?) e, ao invés disso, não temos dois suspeitos, mas agora três. É que, se antes desconfiávamos do próprio Norman e do namorado da moça (cuja identidade ainda não conhecíamos), agora, um personagem novo também pode ser o culpado – estou falando do homem na sepultura da professora. Sim, porque o namorado, ao que sabemos, é um dos chefes do Dylan e não o novo personagem no cemitério, como o Norman acreditava. Ou esse “novo homem” também estava envolvido com a professora – que, de santa, só tinha a cara -, ou ele é alguém da família, um amigo; algo que até acredito mais.

As surpresas não pararam por aí, não. Provavelmente, a informação mais chocante que recebemos no episódio era de que o pai da Bradley (também já assassinado) era amante da professora. Ou seja: o assassino de ambos tem tudo para ser o chefe do Dylan, com quem o pai da Bradley também trabalhava. Ao mesmo tempo em que isso pareceria óbvio demais. Aguardemos.

Bates Motel 2X02

Já a Bradley, coitada, está totalmente perdida. Tentou cometer suicídio e, depois, ainda seduziu o provável assassino do pai dela e o matou também. O que significa uma grande preocupação para a Norma, que, além de ter que cuidar para que o filho não vá mais ao cemitério, seguindo às recomendações do xerife, agora vai ter que encarar suspeitas ainda mais fortes sobre o menino. Afinal, depois de matar o homem, Bradley correu para o Bates Motel e pediu a ajuda do Norman para, provavelmente, se livrar da arma. Do jeito que o Norman gosta de guardar souvenir dos crimes com que tem alguma relação (ele está com o colar da professora e, no ano passado, guardou o cinto do homem morto no motel), é capaz de ele colocar o revólver embaixo do colchão.

Pobre, Norma! Como se ela já não tivesse preocupações suficientes com a construção do viaduto. Ela bem que tentou impedir as obras durante uma reunião na cidade, mas foi humilhada (e humilhou também, porque essa é uma mulher determinada!). Algo que me diz que ela e o homem da reunião terão história…

O Dylan, que tentava fazer o bom filho e ajudar a mãe com dinheiro, pagando o aluguel, foi contrariado. Norma não quer saber do dinheiro “sujo” proveniente da plantação de maconha. Acho intrigante o quanto ela é relutante em relação à droga, mas aceita (ou finge não ver) os crimes potencialmente cometidos pelo Norman. Um julgamento de valores, no mínimo, desequilibrado. Mas, aí, acho que a questão envolve muito mais os filhos – o Norman é o “queridinho” e o Dylan é sempre a “ovelha negra” – do que os atos em si.

Em suma, o primeiro episódio desse segundo ano foi muito bom e acho que nos preparou para as fortes emoções que vêm a seguir. Em uma das cenas, Norma disse ao filho, com muita ênfase, que “essa é a rodovia que vai arruinar as nossas vidas”. Quem viu o filme, sabe que é a mais pura verdade.

Fora isso, só tenho a dizer que a senhora Bates nos recebeu de volta ao hotel mais charmosa do que nunca com o novo corte de cabelo e o vestidinho marcado na cintura. Já o Norman está mais fortinho, né? O jardim do Bates Motel também está uma gracinha, todo florido. Bom, ainda teremos muito tempo para “tricotar” sobre a vida da família mais psicótica da telinha… Puxa uma cadeira aí! 🙂

The Following – Fly Away

Data/Hora 05/03/2014, 08:02. Autor
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Fly Away foi o melhor episódio da temporada até agora. Em pouco mais de 40 minutos The Following teve diversas mudanças de rumo. O clã de Lily Gray mal foi formado e já está destruído por Joe Carroll, ou será que Lily terá ainda forças para formar uma nova família? Enquanto isso, Joe segue na estrada com Emma e Mandy, um grupo pequeno, mas fiel e prestativo.

O trio parte para a execução de um plano que Carroll já tem em mente e que já despertou a curiosidade dos fãs da série. Joe confessou a Emma que não é um bom escritor e precisa parar de fantasiar isso, parar de fingir ser algo que não é, pois assim acaba decepcionando mais pessoas. É difícil acreditar em Joe, principalmente na situação em que ele se encontrava, precisando conquistar Emma novamente e fazê-la querer voltar a ser seu braço direito.

The Following 2x06 Ryan e Mike

No lado da polícia, as coisas andaram se rachando também. Mike finalmente perdeu a paciência com a agente do FBI Gina Mendez e botou para quebrar, literalmente, na tentativa de captura de Carroll e dos membros da família de Lily. Fly Away mostrou um dos motivos do FBI ter sido sempre tão ineficiente desde a primeira temporada. Jana, amiga de Carrol e ex de Mendez, é uma ex-agente do FBI, mas ela ainda é consultora e tem contatos e formas de descobrir informações que têm beneficiado Joe e seus seguidores.

O episódio foi uma quebração de pratos do início ao fim. O único núcleo que não brigou foi o de Ryan e Max, que agora também estão com o apoio de Mike. Além do climinha entre os dois últimos, Ryan também percebeu que o amigo anda bem instável e acabou descontando sua raiva ainda contida em Luke. Não que o irmão gêmeo de Mark não merecesse, mas Mike vai precisar de atenção de Ryan e Max. O agora ex-agente e ex-consultor do FBI parece um pouco fora de si, parecido com Ryan em seus piores momentos de depressão.

The Following 2x06 Max e Luke

O saldo final do episódio foi violento. Lily teve quase toda a sua família morta, só ela e Mark escaparam e Luke foi enviado para o hospital em estado grave. Do lado de Ryan, Mike preocupa pelo seu estado psicológico. Já Emma, Joe e Mandy estão muito bem, obrigado. Já na turma do FBI não ocorreu nenhuma baixa, já que, como sempre, quando eles chegaram no alvoroço, todo mundo já tinha escapado.

The Following 2x06 Fly

Um dos pontos interessantes em Fly Away é que o bem e o mal ganharam mais lados. Agora não é mais o FBI contra Joe Carroll. Existem quatro núcleos que por motivos diferentes se confrontam na série: Ryan, Carroll, Lily e o FBI. Mas os momentos mais empolgantes ficaram por conta de Joe. Ele, Emma e Mandy despertaram até uma certa simpatia e torcida do público. Carroll quer colocar em prática um novo plano e esteve mais sedutor do que nunca em Fly Away. A conversa dele por telefone com Lily foi boa demais. Quem aí não vibrou com o Joe? “Já cansei de você Lily. De você e da sua casa de psicopatas internacionais”. Muito bom.

Castle – In the Belly of the Beast

Data/Hora 04/03/2014, 19:55. Autor
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“Porque amor é justamente isso, é ficar inseguro, é ter aquele medo de perder a pessoa todo dia, é ter medo de se perder todo dia. É você se ver mergulhado, enredado, em algo que você não tem mais controle.” – Fabrício Carpinejar

E quem pode controlar as emoções? Alguns diriam que Beckett pode, mas nem ela consegue mais. Uma vez que amamos alguém além do que podemos nos permitir, a história passa da razão para o que a mente já não pode mais controlar. É aí que o medo e a insegurança passam a rondar o dia-a-dia de quem ama, mesmo que não haja nenhum motivo para isso. Nós vivemos tentando entender que amar é saber que um dia se pode perder, assim como é saber que o infinito mesmo é o que se vive hoje. Mas quem disse que é fácil não clamar pela eternidade? Eu sei disso, você sabe disso, e Castle e Beckett também.

Eu juro: não sei o porquê de eu estar aqui, escrevendo, tentando comentar pra vocês sobre In the Belly of the Beast. Porque o que deveria ter, no mínimo, imparcialidade, sobriedade e conjuntura – para que as frases saiam claras e nenhum erro seja cometido -, vai ser, definitivamente, um relato de uma experiência de uma fã que viveu o suficiente (obrigada, Deus) para ver/sofrer/entender/amar uma série por completo. Me chamem de louca, de estranha, mas Castle não é só um roteiro pra mim. Tampouco Beckett é apenas uma personagem qualquer, até porque se fosse, minhas unhas não estariam todas roídas, meu coração não estaria na boca até agora e eu, com certeza, não teria sofrido tanto como sofri nesses exatos 41 minutos e 9 segundos.

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Quando o episódio começou, ele já se tornou amado por motivos de: cena caseira. Fui praticamente jogada nas emoções e lembranças da quinta temporada, que mostrou os primeiros passos da até então nova relação entre Castle e Beckett. Também lembrei que, assim como vimos em After the Storm, qualquer hora vaga para eles sempre acabará em uma coisa – pena que a gente não tem visto “essa coisa”, né? Mas todos sabiam que o episódio não ia ser doce assim, e o chamado para a realidade tocou no telefone de Beckett. Confesso que quando Gates pediu para que ela fosse sem Castle meu coração já começou a palpitar. Nunca gosto quando ela entra em uma missão em que Castle não sabe de nada, deixando o escritor com o coração na mão quando algo dá errado. É aí que começa o brilhantismo do episódio de uma série que – e me perdoem todos o que vão contra – desde o início deveria ter o nome dela: Beckett.

Stana deu um baile nesse episódio. Ela conseguiu se superar. Desde o piloto a gente conseguiu ver o que a atriz de cabelo curtinho e que usava pouca maquiagem tinha para mostrar. Ao longo dos anos, Stana simplesmente se tornou o coração da série. Episódio focado nela é episódio que vai te tirar o chão. Ela passa verdade, entusiasmo, emoção, e a minha vontade é de pegá-la e guardá-la em um potinho. E não diferente de todas as vezes que ela esteve em perigo ou teve a sua história tratada como principal em um episódio, a tensão no episódio foi grande. Mas nessa semana meu coração ficou um pouquinho mais apertado.

“Eu preciso que você saiba que a nossa parceria, que o nosso relacionamento, é a melhor coisa que já aconteceu comigo.”

O que era apenas uma missão sobre traficantes na qual Beckett atuaria infiltrada acabou se tornando algo bem mais obscuro – e tudo aconteceu muito rápido. Quando apontaram a arma para ela no elevador, eu já tinha entendido que as coisas não iriam funcionar no modo easy e isso me assustava. Eu sentia o cheiro de algo “grande” no ar, entende? Sabia que alguém do passado de Beckett com certeza iria voltar, e como Marlowe não dá ponto sem nó, a certeza só ia crescendo. De todos, nunca passou pela cabeça que seria Vulcan Simmons – aquele que ela pôs contra a parede, literalmente, no mais perfeito episódio do mundo, vulgo Knockdown.

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Mas antes de (re)encontrar Vulcan, Beckett passou por maus momentos. Momentos esses que, se ela não fosse uma policial tão bem treinada, iriam ter consequências bem piores que tiveram. E, como eu falei logo no começo, por mais que Beckett seja a maior badass da NYPD de todos os tempos e uma mulher incrivelmente forte, o medo a rondava. Mas não o puro e simples medo da morte, mas sim de morrer e não poder viver ao lado de Castle. Quando ela começa a escrever na carta sobre como a relação deles foi a melhor coisa que já aconteceu a ela e sobre como Castle é um homem maravilhoso, um filme de toda a história deles passou pela minha cabeça. Não há palavras para descrever a mudança que Castle fez na vida de Beckett. Beckett era como um passarinho preso em uma gaiola – você só troca o passarinho por uma mulher e a gaiola pelas suas próprias emoções e lembranças. As paredes que a encarceravam naquele mundo em que só existia a dor e a vontade de vingar a morte da mãe, sensações e sentimentos estes que foram lentamente derrubados por Castle, tornando Kate, assim, uma pessoa mais forte e vulnerável, ao mesmo tempo.

Quando Beckett finalmente se permitiu ser feliz, em Always, a gente viu que para que ela tomasse a coragem de ir atrás do que o coração mandava, ela precisou sentir a vida escorregar pelos dedos. Assim foi em Still, quando em cima de uma bomba, a sua vida era regida por uma simples movimentação nos pés, Beckett disse que o amava. Mas, no início do episódio, sem nenhuma bomba a ameaçando ou nenhum cara jogando-a terraço a fora, ela proferiu as mesmas três palavras. Foi aí que eu percebi que ela finalmente se encontrou. Que ela finalmente se abriu por completo para Castle e, se antes a morte de sua mãe era o que a fazia ter forças, Beckett, agora, encontra seu foco em Castle e no lindo futuro que os dois têm pela frente. Por isso, em todo o momento, Beckett era forte e vulnerável: forte para lutar e seguir em frente com a loucura de se fazer passar por uma pessoa que ela nem conhecia para poder sobreviver e viver com Castle o que ela sempre sonhou em segredo, e vulnerável pelo medo de ser perder e, assim, acabar perdendo-o também.

Vulnerabilidade a parte, o que com certeza a fez ficar cara-a-cara com Vulcan sem titubear, sem entregar a missão, sem se deixar levar pela água congelante no rosto, foi Castle. E esse amor também foi o porto seguro em que Beckett se ancorou para aguentar aquele maldito, son of a bitch, desgraçado do Vulcan falando de sua mãe. Nessa hora, eu juro que queria entrar no computador e pegar aqueles gelos e… deixa pra lá.

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Eu não sei o que se passa na cabeça do Marlowe e nem em como ele consegue construir tramas tão geniais, mas eu agradeço. Como nada se perde em Castle, e como uma boa história que não se fecha, quando Beckett é finalmente salva por Helena, a nossa detetive descobre que alguém a quer viva. Pelo menos na minha cabeça, só há um nome: Bracken. Aparentemente, só Beckett sente que o senador é quem está envolvido na grande lavagem de dinheiro e quem mandou Helena impedir que a matassem, mas tenho certeza que não vai faltar muito para que toda a história apareça. E Beckett vai caçar, caçar, caçar até toda a poeira sair debaixo do tapete.

Continuo, de verdade, com as emoções em frangalhos. Acho que por trás de toda a sujeira de Bracken, de todo o satanismo na voz e pessoa do Vulcan e de toda tortura e dor que causaram em Beckett, a beleza do episódio ficou mesmo na relação de cumplicidade, afeto, carinho e amor entre Castle e Beckett. Quando em Countdown, quase congelando, ela disse obrigada por ele estar ali e ele respondeu “always”, eu tive a certeza de que ele realmente estaria ali para ela sempre. E, desde então, a lealdade que um tem com o outro, mesmo antes dos dois ficarem juntos, é o “que” a mais que faz Castle ficar na frente de outras séries que possuem, também, histórias de casais. Porque Caskett nunca foi e nem será um casal normal, comum. Porque só eles completam as frases do outro, só eles conseguem se beijar com um aperto de mão, só eles permanecem juntos em meio a tigres, assaltantes, frio, algemas e qualquer outra coisa que possa aparecer pela frente. Porque só ela bate na porta dele, molhada, e diz que tudo o que ela quer é ele. Porque só ele vai levar café para ela somente para fazê-la sorrir. Porque só eles had no idea de como completariam um ao outro, porque se tivessem, já estariam juntos há muito tempo.

Bem, eu acho que nem preciso dizer que In the Belly of the Beast virou top 5, né? Se vocês sobreviveram até agora, façam mais um esforcinho para permanecerem assim até o final dessa temporada, porque muita coisa ainda está por vir. Marlowe já introduziu o gancho para um possível season finale e eu mal posso esperar para que casamento, Bracken, Vulcan e tudo mais seja resolvido e trabalhado na série. Espero que não tenha ficado cansativo esse tanto de coisa que eu escrevi, porque foi a única forma que encontrei para conseguir expressar tudo que estava na minha cabeça. Nós teremos, mais uma vez, um infeliz de um hiato, então vejo vocês no dia 17 desse mês. Até lá!

PS1: Russo já é lindo, na voz da Stana é de matar.

PS2: Gates sendo Gates é muito bom. All the awards para a mão na cintura e a cara de brava, por favor!

PS3: Castle fica gostosinho com aquela calça larga de dormir que o faz parecer não estar usando cueca. Fica sim, e eu nem te conto o porquê.

*Dedico a review a todas as meninas do OCD que sempre estão ali para mim quando eu preciso surtar. I Love you, always.

Elementary – The One Percent Solution

Data/Hora 02/03/2014, 15:01. Autor
Categorias Reviews


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Elementary voltou a ter episódio inédito, nos Estados Unidos, depois de um hiato de duas semanas. Eu adoro a série, mas, se existe alguma coisa extremamente irritante sobre ela, são esses hiatos recorrentes, que surgem do nada e a gente nunca tem certeza de quando o seriado retorna. Bom, dito isso, Elementary retornou, na minha opinião, com um dos episódios mais fracos da temporada até agora. Não que tenha sido ruim, só não foi ótimo.

O episódio começou com uma bomba caseira explodindo em um restaurante de hotel e, em seguida, já na casa de Holmes, vimos que o detetive tentava conseguir com que dois galos – que ele recuperou de uma dessas “brigas de galo” – fizessem as pazes. O fato, que parecia isolado no contexto do capítulo, tinha, na verdade, um propósito para lá de poético: os galos representavam Sherlock e Lestrade, que, no caso de polícia da semana, teriam que voltar a conviver no trabalho, apesar das enormes diferenças.

É sempre legal ver um personagem clássico das histórias de Sherlock Holmes na série, mas o Lestrade, particularmente, não me agrada. Não sei se é por causa da minha adoração ao personagem extremamente carismático da série da BBC (bjs, Rupert Graves) e porque me apeguei à imagem dele, ou se é por causa dessa aparência bêbada e, necessariamente, incômoda do personagem na série americana (e, veja, não estou culpando o ator Sean Pertwee, nada contra). O personagem é que é um chato de galocha mesmo. Bom, Lestrade reapareceu na história porque ele trabalhava para o executivo do banco cujos funcionários foram assassinados no hotel e seu contrato de trabalho dizia que ele teria total acesso às investigações da NYPD. Sim, achei meio forçado, mas tudo bem. Isso é o mundo fictício, não o mundo real, e tudo é permitido para o bem de uma boa história.

Durante a explosão no restaurante, alguns funcionários sobreviveram, dentre eles uma moça que não tinha uma função muito alta na empresa e, por isso mesmo, ela estava sentada ao final da mesa, uma posição que acabou sendo vantajosa quando a bomba explodiu. Apesar dela ter sido esquecida ao longo do episódio, a gente logo desconfiava dela – afinal, não é raro que em Elementary a primeira testemunha entrevistada, seja, na verdade, a culpada de tudo.

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E assim foi. Claro que, no desenvolver da história, outros potenciais autores do crime foram considerados – incluindo Lestrade e até um “terrorista” que explodia lugares em Nova Iorque desde 2006 -, mas a moça era, sim, a culpada e o motivo era clichê: ela queria subir na vida.

Ao final, os galos fizeram as pazes – bem como Lestrade e Holmes. Ou, pelo menos, eles deram uma trégua (e eu estou falando dos seres humanos). Má notícia apenas para a Watson, que, além de ter que aguentar o “mala” do Lestrade em casa – ele perdeu o emprego com o executivo depois de demonstrar que ainda lhe restava alguma integridade -, ainda vai ter que dividir o teto com dois galos. Em plena Nova Iorque! Inusitado e nenhum pouco elementar… pensa no barulho!

p.s.: e aquele ringtone do Holmes? Jurava que seria uma zoeira do tipo Justin Bieber, mas me decepcionei ao descobrir que era Daniel Powter (música Bad Day).

Parenthood – Just Like Home

Data/Hora 02/03/2014, 12:46. Autor
Categorias Reviews


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Começamos com Drew e sua história com Amy. Essa foi uma das únicas reais evoluções do episódio. Natalie pode até estar enciumada, mas ela está certa e Drew sabe disso: Amy está colada nele e isso é muito chato. Fiquei me indagando se isso era inclusive possível, será que Drew não teria problemas com a faculdade em ter uma pessoa a mais morando com ele? E que colega de quarto legal esse do Drew, hein? O lugar já é pequeno e ele tem que dividir com um casal? Em todo caso, o episódio foi decisivo para o casal e resta esperar para ver o que acontecerá com Drew e Natalie agora.

Como eu já havia imaginado, vender a casa não será fácil. Camille pode ter passado pelo mais difícil, que era convencer Zeek, mas ainda restam 4 filhos para convencer. E por mais que eu concorde que não é uma decisão deles, eles ainda podem dar um certo trabalho para Camille. Achei que essa parte da história ficou jogada no meio do episódio. Foram pouquíssimas cenas e não houve nenhuma evolução. Talvez fosse melhor deixar para um próximo episódio e focar em outras histórias nesse.

Também não vi muito propósito para as cenas com Kristina e Adam no tal spa. Não acrescentou em nada na história e minha impressão é de que desde o fim da eleição para prefeito, nem Kristina, nem os próprios roteiristas sabem o que ela vai fazer daqui pra frente. Só espero que a história do câncer não volte. Meu coração não aguenta mais daquilo não, juro.

E por que Sarah continua insistindo para todos, inclusive para ela mesma, que sai para jantar com Carl, mas não é um encontro? Essa enrolação dela já deu e ela precisa se decidir nessa história. Enquanto isso, os conflitos com Hank só aumentam e era exatamente isso o que eu esperava quando os dois começaram a trabalhar juntos. Apesar de não torcer pelo casal, realmente adoro ver os dois juntos, possivelmente porque em Lauren Graham e Ray Romano o que não falta é talento. Só acho que o Hank ir ao psicólogo e decorar o que ele deveria falar para a Sarah é como colar na prova – só que na vida. Ele tem que entender o que acontece e tentar se comunicar e não somente falar o que o psicólogo falou. Se ele for por esse caminho, vai perder o psicólogo rápido (ainda mais se ficar ligando para ele no fim de semana por causa de “emergências”). Quero que esse triângulo amoroso tenha logo seu clímax, porque estou esperando um grande conflito entre Sarah e Hank desde o começo da temporada.

Como nos últimos episódios, o foco continua sendo para a separação de Julia e Joel, e apesar do mau humor de Sydney e a difícil adaptação das crianças a passar um fim de semana em outra casa, quem roubou a cena foi Julia sozinha em casa. Eu fiquei com dó dela e ela estava claramente tentando lidar com a situação sozinha, mas estava precisando de ajuda e nesse momento tivemos a cena que valeu o episódio: Adam, Julia, Sarah e Crosby, os quatro irmãos Braverman, sozinhos, se divertindo. Com uma família tão grande e tantos personagens e histórias em paralelo isso é algo raro de acontecer em Parenthood, mas, no final, são esses quatro personagens que fazem de Parenthood uma série tão cativante. E essa cena deixou isso muito claro.

Person of Interest – Last Call

Data/Hora 01/03/2014, 12:31. Autor
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Ainda estamos em stand by.

Tal como no episódio anterior, a Máquina apresentou um CPF e toda a equipe – Finch, Reese, Shaw e Fusco – participaram da ação. Verdade que já está virando praxe a ligação entre dois casos que, aparentemente, nada têm em comum. No caso de Last Call, a investigação, liderada por Fusco, de um caso de homicídio e o trabalho do restante da equipe em torno da pessoa indicada pela Máquina. E nisso houve coerência, porque a promessa do final do episódio anterior se cumpriu: todos participaram da ação e, finalmente, parece que Fusco será melhor aproveitado.

No entanto, a trama – aparentemente um pouco mais do mesmo – trouxe a marca de seu criador: uma migalha a ser explorada posteriormente. Uma migalha que poderá assumir grandes proporções. Finch foi o centro de Last Call: ele não somente coordenou a equipe a partir de sua parafernália eletrônica-virtual, mas participou efetivamente da ação. Dessa forma, ganhou um inimigo pessoal. Não uma organização interessada em sua criação, mas uma única pessoa, interessada em vingança. Um inimigo quase tão eficaz quanto ele próprio. E, neste ponto, Finch está em desvantagem: o inimigo conhece o seu rosto. Finch, pela primeira vez, foi intimidado por quem é, e não pelo que criou. Isso adiciona um certo grau de instabilidade à trama.  Como consolo, nos resta saber que a Máquina conhece a todos, inclusive a face por trás da voz que ameaçou Finch.

Last Call marcou também pelo silêncio em torno de toda a expectativa criada em Aletheia. Expectativa em torno dos próximos passos a serem dados pela Máquina, sobre quais as próximas ações de Root, e de como o Samaritano deverá ser utilizado em contraposição à criação de Finch. As promessas de Aletheia insinuavam uma outra direção para a história, pois, uma vez que a Máquina esteja no controle total da ação, o grau de ficção científica a ser incorporado à trama deveria ser maior do que a premissa da série comporta. Neste sentido, 4C, Provenance e Last Call podem ser tanto um anticlímax como uma correção de rumo.

De qualquer forma, restam algumas perguntas: por que a Máquina voltou à sua posição anterior de simples intermediária na ação da equipe? Por que abdicou do protagonismo da história? Onde Root está e como estarão se desenvolvendo os eventos sobre os quais ela alertou Finch tão enfaticamente?

Certamente, a migalha, jogada tão displicentemente neste episódio, poderá render uma boa história posteriormente. Mas é certo também que continuamos na expectativa da realização das promessas insinuadas até agora.

Somente não existe dúvida de que, episódio após episódio ficamos mais enredados pela criação de Jonathan Nolan.

Pretty Little Liars – She’s Come Undone

Data/Hora 01/03/2014, 11:20. Autor
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She’s Come Undone conseguiu superar as minhas expectativas. De verdade. Eu sempre fico extremamente empolgada com os finais de temporada de Pretty Little Liars, por isso meu julgamento pode estar sendo um pouquinho tendencioso, mas depois de uma temporada morna, ter essas loucuras de episódios seguidos é de encher os olhos de qualquer fã. Só o fato de, essa semana, terem lembrado que a série tem quatro protagonistas e não apenas duas, já valeu a pena. E a cena da Aria quebrando o apartamento do Ezra foi A+.

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Inclusive, esse surto de Aria é, em minha opinião, um divisor de águas na vida da personagem. Desde o primeiro episódio, os maiores dramas da vida de Aria são relacionados a Ezra. Ok, ela teve momentos delicados com a família, mas se comparada com as outras liars, ela foi quem sofreu menos. Os segredos que Alison (e, consequentemente, A) tinha contra ela nunca foram dos piores. Ela nunca teve aquele senso de brincar de detetive e realmente se arriscar sozinha para descobrir alguma coisa importante sobre A. E, agora, essa bomba cai no colo dela.

O cara que foi a razão da existência de Aria durante quatro temporadas estava com ela porque queria escrever um livro. E, agora, nem eu tenho mais tanta certeza de que ele é Big A. Ele pode ter ido a Nova Iorque para mandar parar a produção do livro como disse à Aria que faria. Ou ele realmente foi combinar a data de publicação e não há mais salvação para a alma de Ezra Fitzgerald.

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E Aria está para Ezra assim como Spencer está para as drogas. Aria descobriu que o vício não a fazia tão bem e Spencer teve o vício descoberto.  E por mais que ela dissesse que tinha tudo  sob controle, ela ainda é uma viciada. Então, que tipo de amiga é aquela que deixa a amiga chocólatra de dieta com uma barra de chocolates na bolsa? Essa é a tapada da Emily. Não há outra palavra para defini-la no momento em que ela deixou Spencer ir embora com um frasco de pílulas dadas por A. E podemos definir Spencer com a mesma palavra por ter tomado pílulas que podem, muito bem, estarem trocadas, batizadas ou algo do tipo. Ela realmente precisa de ajuda, já que agora nem ela mesma sabe se machucou Alison na noite em que ela desapareceu ou não. Será que a pessoa  que elas procuram há tanto tempo está mais perto do que todas elas imaginam?

Eu e Emily temos uma relação de amor e ódio há muito tempo e eu confesso que estava pendendo para o lado do ódio quando ela fez o que fez com Spencer. Mas aí ela deu um fora na mosca morta da Paige e eu gostei dela mais 2%. Não mais do que isso. Até porque ela podia ter arrancado o envelope da mão da namorada intrometida e ter enviado sem precisar contar que Alison está viva. E agora, graças a isso, a polícia e logo toda a imensa cidade de Rosewood vai saber também. Bom para nós, ruim para elas. Essa, provavelmente, será a deixa para a o retorno triunfal de Alison DiLaurentis. E aí todo mundo vai saber se ela ainda é a bitch de sempre.

E Hanna… Alguém tem que dizer a ela para parar de sair beijando todos os caras que aparecem pela frente. Tá ficando feio, little Hanna. Você acaba de pedir desculpas porque beijou um e, automaticamente, beija outro? Ok, Entre Travis e Holbrook, eu também ficaria em dúvida. Mas seria bom se decidir antes de sair tentando trocar saliva com eles. Principalmente quando se tem uma amiga em colapso tentando colocar fogo no mundo esperando em casa.

Que venha Cover For Me!

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