Arrow – The Promise

Data/Hora 13/03/2014, 12:00. Autor
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A promessa com certeza foi cumprida.

No meio de janeiro deste ano, Stephen Amell (Oliver Queen) postou uma foto em seu Instagram atentando para o fato de que ele estava mais do que EMOCIONADO para que nós, fãs de Arrow, assistíssemos logo ao episódio 15, mas sentia muito pelo episódio ser exibido só depois de dois meses. A espera finalmente acabou e devo dizer que estamos diante do melhor episódio da temporada até o momento.

Quando Slade finalmente apareceu, no fim do episódio anterior, estava mais do que óbvio que teríamos o início de uma guerra que pendurará por muito tempo. Infelizmente, não vimos isso, pelo menos não por agora, mas isso não tira nem um pouco o crédito do episódio. Até o momento, esse foi o melhor episódio com flashback da série. No episódio 1×14, The Odyssey, tivemos também um flashback bem interessante, que durou quase o episódio inteiro, mas diria que o atual foi mais bem construído e muito mais desenvolvido.

Sabíamos que Slade iria descobrir a verdade sobre Shado e que isso seria o motivo da grande briga e da “morte” do personagem na Ilha de Lost. Sabíamos também que Sara tentaria acabar com as chances de Oliver e Slade terem um relacionamento de irmãos de verdade. O plano deles foi muito bem orquestrado, mas sabíamos como terminaria. Ivo seria o mais pedante possível, tentando colocar toda a culpa da morte de Shado em Oliver. Tudo para tentar se safar. Pena que sua mão não conseguiu a mesma proeza.

Muito hipócrita da parte de Ivo jogar a frase “eu SÓ apontei para ela, você que terminou de fazer o serviço” para cima de Oliver… ficamos sabendo que a verdadeira motivação de Ivo é encontrar a cura para sua esposa, que sofre de uma doença, provavelmente de cunho degenerativo, já que a moça pareceu não se lembrar dele. Porém, isso não é desculpa para torturar Deus e o mundo. Tudo isso só prova que o personagem, além de instável, não sabe lidar com a perda, o tornando bastante perigoso. Pior ainda é ver Slade acreditando em tudo que o doutor falava, mesmo sendo verdade. Claro que temos o Mirakuru para culpar por todo esse problema, mas depois de seis anos, o normal é que a pessoa consiga superar.

Oliver iria ser desmascarado, todo mundo já sabia disso. O que realmente foi imprevisível foi ver Slade tomando conta do navio, mostrando quem é o novo capitão dos japas. Entretanto, os roteiristas foram muito preguiçosos ao anunciar o motivo da volta de Slade como um vilão. O tema vingança por causa de uma mulher é muito batido, principalmente vindo do eterno campeão de Cápua. Mas a série continua a empolgar, principalmente por causa do nosso eterno gladiador. Muito está acontecendo e ainda está para acontecer – várias possibilidades épicas pra o futuro, mas o Deathstroke continua crescendo como um vilão maravilhoso, mesmo que a sua motivação não seja tão inspirada.

Enquanto tudo isso acontecia na Ilha, fomos presentados com um passeio pela mansão Queen, enquanto toda a equipe Arqueiro se mobilizava para acabar de vez com Slade. O episódio já havia deixado claro que iria focar mais nos acontecimentos da ilha, então não há reclamações nesse ponto, pela parte da mansão ter sido tão entediante. Pelo menos a equipe da edição e fotografia fez um ótimo trabalho, já que os cortes da ilha para a mansão e vice-versa eram muito bem feitos e condizentes com o enredo. Ainda há muito para acontecer e não faria sentido se os roteiristas jogassem todas as cartas na mesa em um só episódio.

P.S: Arrow volta só dia 19 de Março com um episódio dedicado ao Esquadrão Suicida.

The Following – The Messenger

Data/Hora 13/03/2014, 09:41. Autor
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Na review de Sacrifice joguei um palpite de que Mike iria entrar de cabeça na caça de Joe e Lily. Antes querendo desistir da investigação por não suportar mais a situação, Mike acaba mudando de opinião depois que a questão se tornou ainda mais pessoal. Além de Debra, Mike quer agora vingar a morte do pai, vingar todos aqueles que Lily e Joe feriram. Ryan renega a ajuda do amigo. Vê nele um novo Ryan sendo criado, alimentado pela mesma força que move Hardy: o desejo de vingança.

Ryan e Max não conseguem impedir Mike de auxiliar na investigação. Sorte de Ryan, que logo se meteu em uma encrenca das grandes. Quando Hardy foi questionar o mentor de Carroll na época do internato, Doutor Arthur Strauss, acabou preso e obrigado a assistir a jornalista Carry Cooke – autora do livro “A Tragédia de Havenport” – quase ser cortada aos pedaços. Mike e Max chegaram a tempo de impedir a brincadeira de Arthur e de seu novo discípulo, Cole. Em consequência, Ryan conseguiu arrancar poucas, mas boas informações do mentor de Joe em um interrogatório nada convencional, mas bastante divertido.

The Following 2x08 Korban

Enquanto isso em Korban, quando você acha que as coisas não podem ficar mais insanas, elas te surpreendem. Micah confessa a Joe que quer matar pessoas e começa envenenando alguns de seus seguidores, os quais ele acredita que serão enviados para seu verdadeiro lar, que, segundo Micah, é o nono planeta logo após Netuno. A cara de Joe quando ele soltou essa explicação foi uma das melhores coisas do episódio.

Entre as pessoas envenenadas por Micah – através de uma coisa que se parecia muito com uma hóstia – estava Eric, um menino que se encantou com Mandy antes mesmo dela retirar a máscara do Fantasma da Ópera. O início de um romance entre Mandy e Eric até divertiu Joe e Emma, pena que durou pouco, muito pouco.

Não sei se é a loucura de Korban, ou o poder de Joe em encantar as pessoas, mas na segunda temporada de The Following Carroll está deixando o espectador com vontade de torcer por ele. Quando Joe esnoba a religião de Julia e Micah, Julia fica furiosa e afirma que tal comportamento não será tolerado. Já Micah toma decisões sem a participação da esposa, como o assassinato coletivo. Enquanto isso, Carroll acompanha tudo tentando achar a sua brecha para tomar conta de Korban. Com base nesse plano, ele também tenta convencer Emma a permanecer no local, mesmo após ela ter tido os pulsos cortados.

The Following 2x08 Emma

Outro ponto alto em relação ao que acontece em Korban foi a conversa de Joe e Micah, principalmente quando Micah erra o nome do livro de Carroll e as caras que Joe faz para ele, não acreditando no que Micah diz. Carroll também tenta fazê-lo entender que a sua vontade de matar baseia-se em uma necessidade psicótica de fazer isso. Já Micah acredita que matando pessoas estará salvando suas almas e Joe não consegue entender o sentido disso, assim como o sentido de muita coisa que Micah diz.

Do outro lado do tabuleiro, a melhor notícia de The Messenger é que agora Ryan tem todo o suporte que precisava do FBI e ainda pode agir por baixo dos panos, extraoficialmente. Isso tudo graças ao diretor do FBI, Tom Franklin. Muito demais. Ryan já conseguiu um avanço muito significativo quando descobriu que a informante de Joe no FBI é uma mulher. Hardy conseguiu um grande avanço em seu plano de matar Carroll, e também está mais emotivo. Ficou muito tocado com a morte do pai de Mike e tentou impedir o amigo de continuar nas investigações. Além disso, o abraço dele em Max antes de sair para interrogar Arthur foi muito meigo e ao mesmo tempo engraçado, até Max precisou rir da situação.

The Following 2x08 Ryan e Max

The Following atingiu um nível alto em sua segunda temporada, com episódios intrigantes, angustiantes e um tanto arrepiantes em algumas cenas. O novo desafio de Joe e a caçada de Ryan, Max e Mike – amparados extraoficialmente por todos os recursos disponíveis no FBI – ainda têm muito potencial a ser apresentado. Os episódios estão sendo diretos, como The Following impôs na maioria de suas apresentações desde sua estreia. As histórias não têm enrolações, iniciando e encerrando assuntos em um mesmo episódio. A investigação e caçada de Arthur começou e também foi encerrada em The Messenger. Também tivemos a primeira amostra do Micah assassino que, de certa forma, já está se tornando um novo discípulo de Joe.

E o que podemos esperar de The Following daqui para frente? Que o mundo todo descubra que Joe Carroll está vivo, como prometeu o próprio Joe a Emma.

PS: A trilha sonora de The Messenger chamou a atenção, outra marca registrada de vários episódios de The Following.

How I Met Your Mother – Daisy

Data/Hora 13/03/2014, 09:00. Autor
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De um lado a totalmente desconhecida mãe de Robin e de outro o mistério de Lily. Estes são os plots que carregaram Daisy para um final lindo e que, com certeza, ficou entre os mais queridos dos fãs da série e principalmente do casal Marshmallow e Lilypad. O episódio conta com a volta do Capitão, que é literalmente interrogado pelo juiz Marshall sobre a noite em que Lily passou em sua casa. Já no hotel, ouvimos as histórias da mãe de Robin e do quão parecido com seu futuro sogro é Barney.

Divertida – mas ao mesmo tempo estranha -, uma típica canadense, diga-se de passagem. Essa é a mãe de Robin. Não entendo porque a personagem nunca havia dado as caras na série, mas que bom que apareceu. Ela modificou os diálogos já sem graças entre Lily e Robin. Foi um show de horrores na cabeça de Robin saber que seu futuro marido é tão parecido com seu pai. Essa é uma teoria que How I Met Your Mother já tinha explorado com uma cena hilária mostrando os pais de Lily e Marshall na cama tempos atrás. O resultado disso tudo? A cabeça de Robin balançou. O diálogo final entre ela e sua mãe foi no mínimo perturbador. A cada frase, a cada característica que sua mãe dava e que definia o homem certo para se casar, mais claro ficava de que esse homem parecia muito mais Ted, e não Barney.

Lembram-se da cena em que Robin, vestida de noiva, chama Ted para seu quarto? Isso mesmo. Parece que o que ninguém mais aguenta ver vai se repetir. O jeito é torcer para que isso tome o menor tempo possível desses últimos episódios que ainda nos restam para o final da série.

How I Met Your Mother - Daisy 2

Não era difícil imaginar como Marshall e Lily terminariam a série, e isso não é demérito nenhum para os dois. Família é, e sempre vai ser, o bem mais precioso que qualquer um pode ter. É com ela que compartilhamos os momentos felizes, mas também nos agarramos para não desabar nas dificuldades.

Quando Marshall, no calor de uma discussão, questionou sua esposa sobre o que realmente importava para ela, se era sua família ou seu sonho, não sabíamos a situação em que ela se encontrava. Digam o que quiserem, mas a Alyson me convence como poucos quando chora – é tocante. Desde a busca de Marshall por sua honra, duelando com o Capitão, até o momento da revelação da nova gravidez de Lily. Tudo funcionou perfeitamente bem.

O “final antecipado” do casal convence e toca até mesmo quem nunca foi tão chegado nos dois. Existiram poucos casais tão cúmplices, tão apaixonados e tão em harmonia como eles na televisão. Sua cena final na Itália é, além de engraçada, linda.Vê-los juntos e felizes é o que nos acostumamos a acompanhar e é bom assistir a isso uma última vez.

PS: Marshall falando italiano foi a melhor coisa que aconteceu nessa temporada!

Nashville – They Don’t Make’Em Like Daddy Anymore e Guilty Street

Data/Hora 12/03/2014, 14:00. Autor
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Uma vida repleta de mentiras. Uma jornada pela estrada da culpa. A hora da verdade.

Foi assim que Nashville retornou de seu breve hiatus.

Com a morte de Lamar, Nashville fecha um importante ciclo em sua trajetória e, respondendo às críticas sobre o excesso de dramas supérfluos em seu roteiro, nos manda um recado em alto e bom som: o foco, a partir de agora, será na indústria da música country. No more drama. Ou quase isso.

E, se em um primeiro momento a morte do patriarca da família Wyatt não foi capaz de comover ninguém – com exceção de suas fofíssimas netas Maddie e Daphne –, logo pudemos perceber que para Tandy e Rayna, o buraco era bem mais embaixo. Irônico perceber, entretanto, que esta foi a segunda morte na trama da atual temporada que foi absolutamente incapaz de provocar uma única lágrima. Assim como Peggy, Lamar não era um personagem querido – longe disso! – ou mesmo útil dentro da série. Cada vez mais avulso, a melhor saída para ele foi mesmo a morte. Como já discutido exaustivamente em reviews anteriores, vejo isso como um sintoma da “novelização” que a série sofreu especialmente nesta segunda temporada. O excesso de dramas supérfluos, que deram à personagens e arcos secundários maior tempo de tela, não funcionou, e a audiência debandou quase que imediatamente, deixando Nashville em sérios apuros quando o assunto é uma possível renovação.

Sendo assim, vejo de forma positiva todos estes plot twists que temos visto nos últimos episódios. Sinal de que a criadora da série Callie Khouri está atenta ao que o público cativo de seu show tem a dizer e, mais do que isso, está disposta a corrigir os erros cometidos até aqui numa tentativa de trazer Nashville de volta à sua trama original. Que assim seja!

Bom, sobre Tandy e suas lágrimas de crocodilo, eu realmente não tenho muito a dizer… Covarde como sempre foi, fica dividida entre a dor pela perda do pai e o desespero pelo rompimento com a irmã. Mais um drama que não comove para uma personagem que não funciona. Agora, com a morte do pai e o seu possível desligamento da Highway 65, prevejo uma Tandy cada vez mais avulsa e inútil na série. Se tomasse um chá de sumiço ou seguisse os rumos de Peggy e Lamar, não faria nenhuma falta.

Rayna bem que tentou manter aquela fachada durona, forte, fingindo que não estava nem aí para a morte do pai e que, no fim das contas, ele teve o que mereceu. Mas essa postura não durou muito, não é? Mesmo com todas as mentiras e todos os erros, Lamar ainda era seu pai. E assim como Deacon já havia alertado, vimos Rayna desmoronar naquela que, sem sombra de dúvida, foi a cena mais comovente do episódio. Difícil saber, afinal, se Rayna chorava pela morte do pai ou pela grande teia de mentiras em que a sua vida familiar se transformou.

TeddyMegan

Capítulo encerrado, no episódio seguinte mal lembramos de Lamar e da bagunça que ele deixou para trás. Exceto por Teddy. Confrontado pela verdade sobre sua falecida esposa Peggy e suas incontáveis mentiras sobre sua gravidez – o que eu achei muito “wtf?” a essa altura do campeonato, mas enfim… –, ele passa a alimentar um enorme sentimento de culpa pela morte do ex-sogro. Ele sabe muito bem que sua omissão de socorro foi decisiva e contribuiu para o falecimento de Lamar. E onde ele foi buscar consolo? No colo de Megan, óbvio. É… A culpa realmente é um sentimento poderoso.

Desenvolvimento bastante previsível, considerando a proximidade cada vez maior dos dois nos últimos episódios. Assim, ao roubar sua mulher, Teddy dá o troco à Deacon. Enfim, vingança. Mas… Quer saber? Plot chato, preguiçoso e desnecessário. Aliás, que baita retrocesso Teddy descobrir apenas AGORA todas as mentiras de Peggy! Seriously? No mais, eu digo e repito: não acredito nesse amor que ele costuma declarar aos quatro ventos. Desolado, tem a coragem de dizer para Megan que ele teria casado com Peggy mesmo após o seu aborto. Oi? Alguém aí lembra de Teddy escorraçando a sua então amante quando ela lhe conta que está grávida? Alguém mais lembra de que ele disse a ela que não criaria aquele filho e que ela estava sozinha nessa? Ou sou eu que estou ficando louca? Nada neste arco faz muito sentido para mim. E até por isso mesmo, tenho uma certa má vontade com Teddy, admito. E agora, tenho também raiva de Megan. What the hell? Deacon não merecia isso.

GlennJuju2

Juliette, por outro lado, continua sendo o ponto alto da série nesta temporada. Depois de ver sua carreira destruída, eis que surge uma luz no fim do túnel. Seu ato de rebeldia ao cantar Don’t Put Dirt On My Grave Just Yet em sua indução ao Grand Ole Opry pode, afinal, significar a sua redenção. Ver um poderoso executivo como Howie V tão investido em reconstruir a sua carreira falida certamente foi revigorante para Juju, mas… A que preço?

No fim das contas, ambos os episódios trouxeram uma única pergunta para a cantora: até onde ela estaria disposta a ir para refazer sua carreira? Estaria ela disposta a comprometer sua identidade musical e sua liberdade criativa em nome da fama? Em um estalar de dedos, Howie V poderia transformá-la em uma estrela da música pop… Músicas orquestradas, os estúdios mais modernos, capa da Rolling Stone, uma mudança de endereço para Los Angeles… Mas… O que tudo isso significaria para ela?

Se tem uma coisa que Juliette sempre foi é autêntica. Como Rayna mesmo disse, ela nunca fingiu ser alguém que não é, nunca deu desculpas esfarrapadas para justificar aquilo que lhe é verdadeiro. Sob pena de representar um tremendo retrocesso na linda evolução da personagem que testemunhamos desde o início da temporada, agora mais do que nunca não poderia ser diferente. Defeitos à parte, Juju sabe muito bem quem é e o que quer da vida e de sua carreira. Como diria a saudosa Brooke Davis (One Tree Hill, anyone?): “I am who I am. No excuses.”

E talvez por isso mesmo tenha sido tão emocionante acompanhar a “despedida” de Glenn. Ele enxergou em Howie V a grande oportunidade que sua pupila esperava para se reerguer, e seu apreço por Juliette é tanto que ele estava disposto a sair de seu caminho para não se transformar em um fardo em sua carreira. Mas lindo mesmo foi vê-la correndo atrás de seu mentor, daquele que a descobriu e lhe deu a sua primeira oportunidade quando ela não passava de uma garotinha judiada pela vida, mas com um grande potencial. Ela sabe que, em meio à crueldade desse meio artístico, ele é o único que acredita nela por quem ela é. Ele a respeita, a admira, e foi lindo vê-la reconhecer isso. Não, Glenn. Você não vai a lugar nenhum.

Veterana da indústria fonográfica, nem mesmo as propostas de todas as grandes gravadoras e as promessas de mundos e fundos a deslumbraram. Juliette não quer saber de Hollywood, nem de ser uma super star do mundo pop: ela quer Nashville e a sua música country, nada mais. E quem diria que Fordham e a Edgehill a quereriam de volta com tanta rapidez? O mundo realmente dá voltas…

RaynaJuju

Mas, chegada a hora da verdade, Juju busca mesmo é a ajuda de Rayna e sua Highway 65 – agora em sérios apuros por pura incompetência de Tandy. Quem mesmo achava que envolvê-la nos negócios da gravadora era uma boa ideia? No fim, todos os caminhos levam Juliette à Highway 65, e, apesar de previsível, eu fiquei muito satisfeita ao ver que Rayna deixou as portas abertas para recebê-la como sua nova artista. Ambas saem ganhando: Rayna adquire um importante reforço para seu selo, enquanto Juliette reconstrói sua carreira sem precisar sair de Nashville e, mais do que isso, sem precisar sacrificar sua liberdade artística. Rayna, apesar do passado, também a respeita como artista.

Por outro lado, tenho que dizer que Avery me irritou profundamente, especialmente neste último episódio. Com uma atitude bastante machista e imatura, percebi nele um enorme retrocesso. O Avery que vimos em Guilty Street nos fez lembrar muito mais daquele sujeito arrogante e insuportável que conhecemos na primeira temporada do que o cara bacana que buscava sua redenção na atual temporada. Chateado porque Juliette sempre banca os jantares e saídas deles? Really? Avery, querido, em que século você vive? O comportamento dele em relação à Gunnar, Zoey e sua recém-formada banda também foi de uma babaquice incrível. O que ele espera da vida? Ao contrário de sua namorada, ele parece não fazer a menor ideia. Não quer participar da banda apenas por que foi Gunnar quem tomou as decisões? Não quis se beneficiar do contrato de Juju com a Edgehill porque não admite ser um coadjuvante na história de ninguém? Zzzzzz… Que preguiça. Espero que o Avery desta temporada volte logo, porque este não me agrada em nada. Em sua defesa, pelo menos posso dizer que Juliette de volta à Edgehill seria um desastre completo, uma vitória para Fordham e sua falta de caráter. Quem sabe agora Juju possa também servir como um porto seguro para Avery, para chacoalhar um pouco a ordem natural das coisas? Ela tomou a decisão certa ao recusar a proposta da Edgehill, mas apenas porque queria manter o respeito de Avery. Será que ele conseguiria fazer o mesmo por ela?

BandDeacon

Dito isso, serei eternamente grata à Deacon por ter colocado Avery, Gunnar e Zoey na mesma banda. Agora sim, sinto que veremos estes três personagens serem bem aproveitados. Chega de triângulos e quadrados amorosos insossos e sonolentos. Nashville, assim, prova que está mesmo dando passos largos de volta ao seu rumo original. Agora, só falta Gunnar deixar de ser idiota e começar a tratar Zoey com um pouquinho mais de consideração e respeito! #ficadica

Aqui, preciso também fazer um pequeno parênteses para elogiar os números musicais apresentados nesses dois últimos episódios. Mais um bom sinal de que a boa e velha Nashville está de volta e não está para brincadeira! A qualidade de todas as apresentações foi impecável, e a versão orquestrada de Don’t Put Dirt On My Grave Just Yet me encantou, assim como todas as músicas apresentadas por Deacon, Avery, Gunnar e Zoey, naquela que provavelmente foi a melhor banda improvisada de todos os tempos. (Charles Esten, que voz linda você tem!) Eis que Nashville, enfim, volta a ser uma série musical. Ou melhor: uma série sobre música com uma trilha sonora irrepreensível.

Scarlett_Liam

E Scarlett? Continua mais perdida do que nunca. Mais avulsa do que nunca. Mais aleatória do que deveria. A cena em que Deacon e sua banda improvisada tocam no Bluebird enquanto Scarlett os observa pela janela do lado de fora é bastante simbólica da situação da personagem, que parece não pertencer mais a lugar nenhum dentro da trama da série. Seus amigos seguiram suas vidas sem ela – e parecem não sentir a mínima falta, é verdade –, e ela ainda não conseguiu se adaptar às agruras de ser uma jovem promessa da música country. Mas… Até quando? O arco da personagem parece não ter evoluído em (quase) nada desde o início da temporada, e a verdade é que esse seu mimimi já se tornou extremamente cansativo. O affair nonsense que teve com Liam foi bastante sintomático nesse sentido, mostrando que Scarlett realmente não faz a menor ideia do que quer ou a que veio. Gostei de ver Rayna tomando as rédeas da situação e demitindo o produtor. Quanto tempo mais ela precisará para gravar e lançar seu álbum de estreia? Ainda existe esperança para a personagem?

Para terminar, a audiência da série continua patinando bastante e não tem registrado números muito superiores aos 5 milhões de telespectadores e cerca de 1.3 ou 1.4 na demo. Mas estes números não são nenhuma novidade. As chances de renovação aumentaram um pouco, mas ainda sofreremos pelo menos até maio para descobrir, enfim, qual será o destino de Nashville.

O episódio desta semana promete! Ou alguém realmente achou que tudo seriam flores nessa nova reunião entre Rayna e Juliette?

 

Até a semana que vem!

PS: Alguém aí realmente se importou com o arco de Will e Layla? Não? Nem eu. Minha reação foi tão animada quanto a deles…

WillLayla

Aliás, fazer Layla de coitadinha – a que se guardava para o casamento até conhecer Will – a essa altura do campeonato não dá, né? Please, don’t.

PS2: Luke WHO? Mais um personagem completamente solto na série…

PS3: Lindo ver a carreira solo de Deacon deslanchar e vê-lo tentando fazer a coisa certa. Compareceu às reuniões do AA, dispensou a velha amiga cheia de segundas intenções, cuidou de sua mão machucada, afastou-se das bebidas e das festas típicas da vida de um astro da música… Apenas para ser traído por Megan, que achou bacana ter um caso com Teddy, of all people… Raiva é pouco pra você, querida. Why, God, WHY?

Grimm – Mommy Dearest

Data/Hora 12/03/2014, 11:00. Autor
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“Eu estou indo para uma casa e invadirei feito uma cobra… eu devorarei seus bebês e farei seus corações doerem”.

O que foi mais assustador em Mommy Dearest? O bebê de Adalind ou o wesen Aswang? Difícil dizer. No entanto, vale a pena comemorar o fato de que a filha de Adalind e Renard (será?) vai continuar nos assombrando nos próximos episódios. O que foram aqueles olhinhos azuis brilhantes? Assustaram até o fortão do Meisner.

Grimm 3x14 Baby Adalind

O mais intrigante em Mommy Dearest foi a dúvida e o debate entre Nick, Hank e Monroe sobre contar ou não a verdade sobre os wesens para o sargento Drew Wu. Hank, que já passou por situação semelhante, defende que ele deve saber sobre a existência do mundo wesen, já que Dana foi vítima de um Aswang e Wu teve a infelicidade de presenciar o wesen atacando sua melhor amiga. No entanto, Nick e Monroe primeiramente acreditam que não é necessário, mas depois que Wu se interna em uma clínica psiquiátrica é possível que os dois mudem de ideia. Enquanto os três debatiam o que fazer, o mais engraçado foi o comentário de Juliette:

Juliette: – Se o caso tiver a ver com wesen como vocês informarão Wu?

Nick: – Vamos mentir.

Juliette: – A base das relações duradouras.

Grimm 3x14 Hank, Wu e Nick

Mais engraçado ainda foi a cara do Hank para o Nick quando Wu chegou contando sobre as suspeitas dele e sobre a lenda filipina do Aswang. Um pouco antes, Hank tinha perdido a votação quando Nick, Monroe e Rosalee concordaram em não contar nada a Wu. Ao escutar o depoimento do sargento, o Grimm ficou em uma situação complicada entre os dois amigos e colegas de trabalho.

Vamos combinar né, está mais do que na hora do Wu ser apresentado ao mundo wesen. Esse “acordar para a realidade” dos personagens só tem feito bem ao seriado. Mais tarde, quando o Aswang atacou Wu, ele viu o wesen se transformando e enlouqueceu, Hank só sabia fazer a cara de “eu avisei”. Nick tentou acalmar o sargento, mas o melhor que ele teria feito pelo colega é ter dito que viu a mesma coisa que ele. No entanto, depois da visita de Hank e Nick no local onde Wu se internou fica parecendo mesmo que eles vão tentar manter o sargento no escuro.

De qualquer forma, é importante que Drew Wu retorne logo ao dia a dia da Polícia de Portland. O personagem, apesar de secundário, é simpático e protagoniza tiradas engraçadas na série. Uma coisa é certa, o número de wesens em Portland vai aumentar cada vez  mais e a filha de Adalind vai movimentar, e muito, o mundo wesen. Sem falar do que a criança poderá acabar interferindo nas vidas de Renard e Nick, no comportamento da perigosa Família Real e nos conflitos em Viena e Portland. Se Wu ficasse por dentro do “mundo real” que existe lá fora, poderia ser mais uma arma nas mãos de Nick. Vamos combinar que mais pirado do que ele já ficou, não vai ficar.

Chicago Fire – Virgin Skin e Keep Your Mouth Shut

Data/Hora 12/03/2014, 10:00. Autor
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Chicago Fire retornou do breve hiato de modo emocionante! Em mais um crossover com Chicago PD, a série mostrou que os episódios com a participação dos policiais serão cada vez melhores e mais intensos, já que os personagens estão começando a se conhecer um pouco mais. Em Virgin Skin, acompanhamos o desfecho – em partes – do sequestro de Katie e o exame final de Dawson, que não conseguiu seu objetivo. Em Keep Your Mouth Shut, somos apresentados a uma nova Jones – agora sendo a “vilã” do batalhão.

O sequestro acabou e enquanto Katie tenta se recuperar psicologicamente com o ocorrido, Severide busca vingança. Descobrir que sua irmã foi violentada foi um baque não só para ele mas também para Lindsay. Um caso como esse deve ser tratado com uma delicadeza tremenda e todas as partes já tomaram suas providências. O problema é que, enquanto a irmã resolve se mudar para tentar esquecer tudo isso, Severide prefere fazer justiça com as próprias mãos. Foi assim que ele encontrou a irmã e, para vingar seu sequestro e maus tratos, não poderia ser diferente. Para o bem do bombeiro, Lindsay deixa bem claro que é para ele se manter longe do acusado para evitar maiores atritos, mas nós sabemos que Severide não leva desaforo pra casa. O único problema disso é que o bombeiro pode se dar muito mal. O final de Keep Your Mouth Shut mostrou que, no sumiço do sequestrador de Katie, Severide tem tanta culpa no cartório quanto Otis, Capp e Clarke, e Lindsay sabe muito bem disso. Desta vez, Severide pode ter se metido em uma situação que pode lhe custar seu posto como bombeiro e eu, sinceramente, espero que isso não passe de um mal entendido e nada de pior aconteça.

Chega o grande dia para Dawson e a futura bombeiro deixa escapar a oportunidade de se tornar um recruta de algum batalhão. Eu, que esperava que a vaga do 51 fosse preenchida pela paramédica, fui surpreendida ao ver Jones tomando o posto que poderia ser de Dawson. Jones chegou chegando e nos fazendo odiá-la a cada segundo em cena. Depois de fazer de tudo para conseguir passar na prova, descobrimos que um dos motivos do comportamento peculiar da futura bombeiro é o fato de seu pai achá-la o ponto fraco da família – e de fato é. Por trás de todo esse comportamento bitch de Jones, eu acredito que ela seja uma pessoa extremamente frágil, mas usa de perversidades para não transparecer isso. Além de tumultuar o batalhão e atrapalhar alguns procedimentos no resgate, ela vai tumultuar o relacionamento de Casey e Dawson. Vamos acompanhar!

Dawson voltou ao batalhão 51 e retomou seu posto de paramédica. Mas antes disso acontecer, tivemos a despedida – precoce – de Rafferty. Após um resgate com procedimentos que não agradaram seus superiores, a paramédica que substituía Dawson foi afastada. Queria muito ver como o relacionamento entre ela e Shay iria se desenrolar, porém, mais uma vez, as coisas aconteceram rápido demais na trama e Rafferty acabou sendo mais um tapa buraco de Dawson do que um personagem relevante. Espero que ela volte porque, apesar de tudo, o personagem me cativou. Volta, Rafferty!

Terminados os plots principais dos episódios, ainda vimos Herrmann com um futuro promissor. Agora que o Molly’s está trazendo bons retornos – pelo menos por agora – o bombeiro, finalmente, conseguiu o cargo de tenente e espera ansioso para assumi-lo. Enquanto isso, nós ficamos torcendo para que as coisas comecem a dar certo para o bombeiro. Casey continua sendo Casey e, cumprindo seu papel de tenente, colocou Jones em seu devido lugar – ou, pelo menos, tentou. Além disso, ainda vimos um Chief Boden com medo de se envolver um pouco mais sério com outra pessoa. Por trás daquele baita homem com cara de mau existe um medroso de mão cheia quando o assunto é o coração.

Com dois episódios bons, Chicago Fire consegue manter ótimo ritmo nessa temporada e promete, a cada dia, episódios eletrizantes.

 

Modern Family – The Feud e Spring-A-Ding-Fling

Data/Hora 11/03/2014, 09:32. Autor
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Naturalidade sempre foi, para mim, uma das melhores palavras para descrever Modern Family. Isso porque a série consegue mostrar de forma natural várias situações que acontecem, aconteceram ou acontecerão com alguns de nós. Em The Feud, a comédia conseguiu mostrar dessa forma a insegurança dos personagens.

Dessa vez, os pouco mais de vinte minutos do episódio mostraram o quão devastadora uma criança com piolhos pode ser. Lily foi o centro da trama e seu problema com os bichinhos super incômodos foi o responsável por reunir alguns personagens e dar o tom cômico do episódio. Esse contraste com a insegurança dos membros da família rendeu mais alguns grandes momentos para o currículo da comédia.

A família Dunphy foi a campeã de insegurança. Phil viu seu nêmeses estar muito mais presente em sua vida do que gostaria – os Thorpe mostraram que são extremamente desagradáveis em três gerações: avô, pai e filho. Com seus problemas estendidos para Luke e Jay, cada um com seu respectivo nêmesis, Phil vê uma oportunidade para se aproximar do sogro. O ódio compartilhado entre a família é uma das poucas coisas que fazem com que Jay se una Phil sem reclamar – ou quase isso. Luke não vê problema em perder a luta para o filho de Gil mas, por outro lado o pai do garoto vê a oportunidade perfeita para se vingar: tentar passar os piolhos de Lily para o inimigo. Essa foi, sem dúvida, uma das cenas mais engraçada de Phil até agora.

Enquanto isso, Claire está insegura por participar de uma reunião com um dos planejadores do casamento de Cam e Mitchell. A situação complica quando ela descobre que Lily lhe passou piolho mas, entre uma coçadinha e outra, a loira consegue sair bem da situação. Já na casa da família, Haley e Alex tentam se livrar de um gambá que apareceu no porão. Além de terem que enfrentar o bicho, Haley queria um espelho para enfrentar a solidão. Depois de anos dividindo quarto com a irmã mais nova, a garota descobriu que ficar sozinha, às vezes, não é tão legal quanto parece e, segundo ela, um espelho no quarto resolveria seu problema.

Manny e Gloria tiveram um plot mais fraco do episódio, mas nem por isso desinteressante. O ponto forte foi mostrar que Gloria, mesmo sendo aquele mulherão, morre de medo de ser flagrada com o rosto vermelho de alergia ou descabelada por conta de um incidente. Manny, por sua vez, tem receio de que seus sapatos barulhentos lhe rendam um apelido maldoso na escola. Os dois acabam abrindo mão do medo e se mostram corajosos ao ponto de enfrentar as outras pessoas e Manny, foi o verdadeiro gentleman que sempre mostrou ser e salvou a mulher da sua vida de uma grande vergonha. Taí a insegurança, mais uma vez, unindo os familiares. E Modern Family, mais uma vez, sendo espetacular.

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Se por um lado The Feud mostrou a famosa receita da série – situações do cotidiano sendo tratadas naturalmente – por outro, Spring-A-Ding-Fling mostrou que a série tenta se reinventar. Os personagens do núcleo infantil cresceram e – como já falei em outras reviews – a necessidade de explorá-los ainda mais se torna necessária. Haley foi, mais uma vez, a cobaia dos roteiristas nesse quesito e o principal destaque do episódio – quando falamos nessa reinvenção. Nessa temporada estamos acompanhando uma garota muito mais madura e capaz de ser a protagonista de situações importantes, algo que seria impossível de ver nos quatro primeiros anos da série.

Mitchell começou no novo emprego e, por pouco, numa sequência de mal entendidos, não é demitido. Enquanto isso, Cam tenta voltar a ser o centro das atenções na escola. A essência do personagem é essa e é por isso que ele combina tanto com Mitchell. O contraste dos dois é o equilíbrio da relação e isso bem sendo explorado bem já que o casamento está chegando.

Outro casal no qual o contraste tão grande de personalidade é bem forte e necessário é Jay e Gloria. O pequeno Joe começa a dar seus primeiros passos e o casal não quer perder esses detalhes. Aqui, Lily e sua esperteza são o destaque e a garota, que tem um ar irônico e malvado desde cedo, é a responsável por culpar Joe pelas bagunças que ela mesmo faz. Com poucos anos de idade, a garota é capaz de manipular os adultos e isso é o grande trunfo da personagem que, a cada dia, ganha mais destaque.

O importante, na verdade, é perceber que, apesar de estar tentando se reinventar essa “temporada teste” da série está rendendo bons momentos e os personagens estão indo por caminhos certos e nos surpreendendo a cada dia.

Agents of S.H.I.E.L.D. – T.A.H.I.T.I.

Data/Hora 10/03/2014, 21:00. Autor
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Marvel voltou depois de mais um hiato, mas não conseguiu manter a boa sequência de episódios e tivemos uma pequena queda de qualidade.

Foi um episódio de encerramento da trama da ‘morte’ de Skye, mas que, na realidade, foi mais uma preparação para o plot da morte de AC e a introdução de dois novos personagens, Garret e Triplett, que pode ser o novo par romântico de Simmons. Gostei da adição do Bill Paxton, interpretando Garret, que surgiu para levar Quinn para o interrogatório, mas que, no final das contas, acabou ajudando o Team Coulson a salvar Skye. A série criou um laço, logo de cara, ao fazer Garret como antigo OS de Ward. Além de tudo, o personagem de Garret existe de verdade nas histórias da Marvel como agente da SHIELD e acho que vai dar um acréscimo interessante nas suas futuras aparições.

O episódio retornou exatamente de onde havia parado, e logo de cara mostrou que Skye não sobreviveria – pelo menos não com os métodos médicos normais! E qual a solução? Recorrer ao T.A.H.I.T.I, tentar achar o local onde Coulson foi ressuscitado e vasculhar os arquivos médicos entregues ao AC pelo diretor Nick Furry. Vocês repararam em como os roteiristas solucionaram fácil essa questão do ‘segredo’ da morte de AC? Em segundos a equipe inteira ficou sabendo o que aconteceu com Coulson.

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Descobrimos, enfim, que Clarividente ordenou que Ian Quinn atirasse em Skye para forçar AC a achar o local onde foi revivido, pois como já disse ‘a garota do vestido florido’, o Clarividente vê tudo, menos a ressurreição de AC. Gostei que a série não perdeu muito tempo com um provável ‘dilema’ entre revelar o local ao Clarividente ou salvar Skye, pois era óbvio, pela conexão da equipe de AC, que não haveria o que se cogitar. E o episódio também não enrolou muito para localizar o local, que, no fim, não constava expressamente nos arquivos da SHIELD, nem o medicamento que poderia salvar Skye e, nesse ponto, o episódio conseguiu linkar a quase morte de Skye com a ressurreição de AC – o que acabou se tornando o interesse maior do episódio.

Interessante ver, também, como os roteiristas nos fizeram sentir falta de Skye, que apesar de não ter o apelo tático de Ward ou May, nem os conhecimentos técnicos de Fitz ou Simmons, fez falta à equipe em diversos momentos em que foi necessário um hacker. Aqui, mais uma vez, a expectativa e o óbvio prevaleceram. Evidente que eles acharam o medicamento e salvaram a vida de Skye, que jamais morreria, inclusive por ser um 0-8-4.

O episódio foi legal, muitos tiros foram trocados, algumas explosões aconteceram e uma sequência bem bacana do Ônibus quase sendo tragado pela explosão foi mostrada, mas, no fim, tudo acabou bem como o previsto. O que realmente se tornou interessante de ver foram as descobertas de AC e seu sofrimento a cada nova sala achada nas instalações. Em especial quando ele encontra o T.A.H.I.T.I, que dá nome ao episódio.

E lá se encontra um corpo pela metade, com aparência humanoide, mas que não parecia humano, ligado a diversos fios, que aparentemente criam o medicamento misterioso que regenerou e salvou a vida de AC e acabou por fazer o mesmo com Skye. E a série conseguiu criar um novo mistério de interesse. Quem seria essa criatura? Qual sua origem? E sua utilidade? Estaria ela viva? O que é o T.A.H.I.T.I.? A criatura ‘sobreviveu’ à autodestruição das instalações médicas? Muitas perguntas e nenhum indicativo de resposta no momento.

Assim, a morte de AC, aparentemente ‘resolvida’, ganha uma nova rodada de elementos e vê seu interesse se tornar ainda maior. Aqui também me questiono se a explicação dada por AC, do porquê não se devia dar o medicamento para Skye, foi realmente verdadeira.

No saldo, foi um bom episódio, mas seu foco maior foi o de preparação, o de lançar indagações e de criar motes para a sequência da série. Por isso funcionou bem. Mas como episódio em si, não manteve a qualidade dos anteriores. No fim, ainda vimos o episódio apresentar Lorelai e deixar o gancho para a participação da Lady Sif no próximo episódio!

Nos vemos lá!

Grey’s Anatomy – You Got to Hide Your Love Away

Data/Hora 10/03/2014, 19:01. Autor
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Seriously, Shonda? SERIOUSLY?

Nunca fui Crowen. E embora eu reconheça que o casal tenha tido uns – poucos – bons momentos, acho que acabou tarde demais. Demais mesmo. Imaginem, então, o meu desespero, ao perceber que a noite de Cristina e Owen não foi apenas uma recaída. E Owen, com isso, passa ao rol dos personagens mais contraditórios da história dos seriados.

Se eu fosse a namoradinha do Owen, teria feito um barraco. E uma cara de espanto ainda maior. Não é possível falar sobre alugar uma casa juntos, dar corda para história sobre os 3 filhos, e depois acabar tudo porque quer UMA MULHER QUE CONVERSE SOBRE CIRURGIAS QUANDO ELE CHEGAR EM CASA. Assim mesmo, em caixa alta, pra mostrar o tamanho da agressão da Shonda. Owen não queria ser pai? Não era tipo o objetivo de vida dele? A incompatibilidade “familiar” entre ele e Cristina não foi a gota d’água e o motivo maior pra separação? FOI! O que ele pretende, então? Quer um filho, mas de uma mulher que pouco ligue para as crianças? Hm, talvez ele queira ser esposo da Mer, que consegue (ainda que aos trancos e barrancos) conciliar a dupla jornada. Ou melhor: CASEM BAILEY E OWEN. Eles querem uma família, mas também querem conversar sobre cirurgias em casa, querem um parceiro que entenda a rotina das salas de operação. Taí, Owen e Miranda são endgame e nunca havíamos percebido.

O pior de tudo é que por mais que Cristina sinta falta do corpo do Owen, ela sabe que os dois não funcionam. Ainda mais agora que ele sabe como é genial namorar alguém que se preocupa com o cortinado (?) da casa. Cristina continua sendo a mesma: aficcionada por cirurgias, não pretende constituir família. Ela NÃO QUER filhos. E a não ser que toda a vida do Owen, toda sua história, tenham sido jogadas no lixo, ELE QUER, mesmo que queira conversar sobre cirurgias com a progenitora da criança.

Plus: Sandra Oh tá quaaaaaase saindo de Grey’s. Qual o sentido de trazer Crowen de volta? Qual o sentido do término do namoro de Hunt? Ele vai ir embora com a Yang, ou vai ficar chorando pelos corredores do GSMH por ter perdido a mulher que ama e todas as outras? Tô chateada com Shondão. Muito.

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Outro plot ruim: a regra de não confraternização. Na review passada eu até falei que o plot poderia render uma história legal. Mas ou eu me enganei ou os roteiristas não souberam aproveitar a coisa toda. Vejamos: não estão proibindo a existência do casal. Estão proibindo a fornicação dentro do hospital. Aliás, deveriam proibir a fornicação pros casados também, já que milhares de pacientes morreram por que seus médicos faziam coisa mais interessante do que medicar e operar. Qual o absurdo da proibição? Nenhum.

Mas, apesar disso, eu continuo achando a denúncia BEM descabida. E não foi Steph mesmo a acusadora. Foi a idiota da Leah. A educação dela não ficou prejudicada por causa do sexo com Arizona. Ficou prejudicada porque ela é obssessiva e acha que todos os seus relacionamentos vão acabar no altar. Se ela não tivesse surtado, se talvez ela tivesse a cabeça e a “serenidade” da Stephanie, ela teria seguido a vida e FIM. Sem acusações, sem alvoroço.

E por falar em alvoroço: Shane (o novo Weber, guia espiritual e mentor da gurizada), me poupe de dizer que surtou porque estava “ocupado com Yang”. NÃO! A Shonda resolveu que a cota de absurdos dessa temporada ficaria concentrada nesse episódio, é isso? É! Ele surtou porque resolveu ser “o tubarao”, o bam bam bam. Não porque estava dando uns pegas na supervisora. Francamente…

Desse plot ruim, só restam duas certezas: Jolex (AMEI o rompimento falso, cheguei a ter dó da Jo) vai passar por problemas, porque ela é muito certinha e o Alex é muito rebelde, e Calzona vai voltar ao mimimi.

Sim, porque ninguém tá conseguindo comprar a felicidade efusiva das duas. Arizona parece um robozinho mostrando seu anel novo para os colegas, e a felicidade da Callie não parece mais autêntica. Shippei muito Calzona, acho que as duas tem uma história linda e que ainda tem momentos fofos juntos, mas acho que já deu, né? Traz a Lauren de volta, acho que a médica levou com ela, além da gigantesca química com Robbins, o restinho da química Calzona. Até a tosca da Leah conseguia ter mais química com Arizona do que a Callie tem agora. Antes que essa história nos faça querer parar de ver Grey’s Anatomy, Shonda deveria parar com ela.

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Mas se quase tudo me desagradou nesse episódio, o mesmo não se pode dizer da trama de Mer e Yang e de Mer e Der (Mer, sempre ela <3).

Meredith e Cristina estão, aos poucos, voltando ao seu padrão de amizade. E ficar bêbadas juntas é uma marca registrada da dupla. Foi delicioso vê-las compartilhando suas dores e preocupações. E achei interessante que enquanto Mer buscava em Yang conselhos profissionais, Yang desabafava com ela sobre questões pessoais. Uma prova de que mesmo tão diferentes, elas continuam se complementando. Fofíssimo.

Quanto à trama de Derek, eu ainda não sei muito bem o que pensar dela. Mas por mais infantil e birrento que Mer tenha sido nessa história da greve de sexo, não pude deixar de rir da interação dos dois. Ficou bem óbvio que Meredith não estava legitimamente brava ou magoada com o marido. Ela queria, sim, puní-lo por “mentir”. Mas tudo não passou de uma grande brincadeira, que acabou apimentando as coisas entre o casal. Afinal, nada mais excitante do que um marido que vai gerenciar um projeto para o presidente Fitz dos Estados Unidos, não é, Mer?

O outro ponto alto do episódio foi a interação entre os 5 residentes. Eles voltaram ao número do “quinteto mágico”, e estão cada dia mais interessantes como personagens (isso não quer dizer que já tenham conseguido ser interessantes, se é que me entendem). E foi bem bacana vê-los trabalhando juntos, tentando deixar todas as tramas e os dramas pessoais de lado e priorizando o paciente.

Aliás, foi triste o caso da garota com câncer, que acabou morrendo. E foi mais triste ainda ver o efeito da sua morte na família. Um caso marcante, sem sombra de dúvida. E seria interessante ver algo relacionado à irmã dela no futuro.

Sobre o outro caso, apenas duas palavras: vergonha alheia.

Pra encerrar, Japril é fofinho, tá casado e de bem. Mas não precisa ficar se esfregando na cara do povo, né? Combinado.

Nessa quinta-feira vai ao ar Throwing it All Away. Espero que seja um episódio melhor que You Got to Hide Your Love Away. Ou melhor, menos absurdo. Já está de bom tamanho.

P.S.: Bailey? ZZzzZzZ. Até Ben consegue ser – bem – mais interessante do que ela.

The Vampire Diaries – No Exit e Gone Girl

Data/Hora 10/03/2014, 17:00. Autor
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Os dias de Katherine Pierce provavelmente acabaram, e juntamente com uma das mais expressivas personagens da série – para não dizer que foi a mais – The Vampire Diaries abriu mão de um dos melhores elementos de sua trama.

Desde que Katherine tomou posse do corpo de Elena com ajuda de Nadia e resolveu ficar em Mystic Falls para conquistar Stefan, eu já vinha mencionando que seria questão de poucos episódios para ela ser descoberta e o pior acontecer, afinal com todos sendo grudes na vida da Elena como sempre foram, seria difícil se passar pela moça por muito tempo. O problema é que era de Katherine Pierce de quem estávamos falando, aquela que já abandonou Stefan (e até Damon) uma vez para sobreviver, então não fez muito sentido ela se arriscar dessa maneira para se salvar, dando a impressão de que a morte da personagem foi forçada. Não era de Katherine esse comportamento, mas o colocaram assim para que ela morresse e pronto, numa tentativa desesperada de ter um momento chocante na série.

Foi chocante e desesperador? Foi. Desde o momento em que a descobriram até o instante em que ela se entregou à morte na mansão dos Salvatore, mas não foi chocante e surpreendente no bom sentido. Não é de hoje que várias séries, inclusive da CW, passam por altos e baixos em suas tramas, mas há tempos alguma não vinha se autodestruindo tanto quanto The Vampire Diaries anda fazendo. Começou com os Originais, que foram uma grande sacada dos criadores para a série e devido a tal sucesso ganharam seu próprio programa. Não entrarei no mérito de The Originals ser uma série boa ou ruim, mas para a criação de tal spin-off, The Vampire Diaries abriu mão de um grupo de personagens que por muito tempo chegou a chamar mais a atenção do que o próprio trio principal (Elena, Stefan e Damon). A única coisa boa que aconteceu com a saída de Klaus foi o retorno definitivo de Katherine a Mystic Falls, e agora ela também se foi.

Nadia

E Nadia? Bem, desde o começo ela era uma personagem que deixava claro que estava ali de passagem, que provavelmente cumpriria sua missão – que no caso seria conhecer Katherine – e acabaria indo embora com ou sem a mãe, voltando à vida nômade que sempre teve. A cena da morte da moça então foi mais triste do que sua própria saída da série, em grande parte por ter um momento tão sentimental de Katherine executando a clichê – mas nem por isso menos emocionante – manipulação de memórias para dar à filha um último momento feliz antes de as duas morrerem praticamente juntas.

Tirando todo o drama da morte de Katherine e Nadia, o outro assunto tratado anda sendo Damon e seu canibalismo. Surpreendeu a amizade de Enzo continuar assim que Damon virou experimento para o tal vírus de Wes, e mais surpreendente do que isso foi o próprio azar do vampiro. Não bastasse ele ter tomado o fora de Elena (que na verdade era Katherine), ele – que é o mais problemático e impulsivo da trama – recebeu o vírus de Wes que faz com que ele cace vampiros. Até que seria bom se ele pudesse se controlar, já que vampiros se regeneram quando Damon sabe quando parar e não arranca a cabeça de suas vítimas, mas estamos falando de Damon, que além de ser impulsivo está com raiva.

Kath_Damon

Tudo bem que Damon sofre e não merece metade do que lhe acontece, mas de vez em quando ele faz burradas, geralmente escolhendo a pior ocasião possível. O que deu nele matar o Dr. Wes? O cara não vale nada, mas se tinha alguém que poderia curá-lo, era o médico. Então sequestrasse, prendesse no porão, torturasse… Mas não matasse o homem. O fato é que tal atitude cheia de raiva e impulsividade do Damon não só complicou sua própria vida como sem saber a de Elena, já que Katherine (Diva) Pierce apesar de se entregar não o fez de bom grado e devolveu como brinde no corpo da Elena uma versão 2.0 do vírus canibal de Damon. Agora, imaginem: sem o médico para curar os dois, teremos Damon descontrolado de um lado e Elena também descontrolada, mas falando “I can’t, I can’t, I can’t” o tempo todo até que alguém se sacrifique novamente por ela e resolva seus problemas. Todos esses pensamentos levam à conclusão de que a série estava melhor sem a protagonista, tendo como centro a doppelganger. Descanse em paz, Katherine.

P. S. [1]: Dentre toda a coleção de absurdos dessa série, Katherine ter ido para o lado sombrio foi o pior. Ela fez coisas más e ninguém nega isso, mas Damon também fez, assim como Klaus e até Stefan e Elena. Só que todos fizeram para sobreviver, e mesmo assim somente Katherine teve que ser punida por se defender?! Alguém, por favor, faça um feitiço para trazer o espírito de Katherine de volta!

P. S. [2]: Enquanto isso, Liv (a nova bruxa, aprendiz de Bonnie) já anda mostrando potencial para causar pela cidade e mais utilidade do que Matt e Tyler juntos. Diva.

Rizzoli & Isles – Just Push Play

Data/Hora 10/03/2014, 15:14. Autor
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Sabe quando você se reapaixona? Então… cai de amores por Rizzoli & Isles, novamente.

Há muito que eu praticamente só reclamava da série. Quando gostava de algum episódio, apenas gostava, não adorava. E era sempre episódios com algum “evento” especial. Com Just Push Play foi diferente. O caso não foi grandioso, não houve risco de vida para nenhum dos nossos adorados personagens. Foi apenas o trivial, mas foi absolutamente delicioso.

Acho que eu estava sentindo falta de ver os Rizzoli como a grande e complicada família italiana. E foi legal ver Frank Rizzoli de volta depois de todas as suas canalhices. Foi legal ver as reações dos seus três filhos ao seu retorno. E foi absolutamente delicioso ver como Angela reagiu a isso tudo.

Depois de passar por maus bocados ao ser abandonada por Frank, de ver a paternidade do seu neto ficar em xeque – já que Frank dormiu com a namorada do filho – e de ficar com as dívidas do ex-marido e ter que dar um jeito de quitá-las, Angela precisou ser o porto seguro de Frank. E fez isso com garbo e elegância, e dando lições que só a Mama Rizzoli consegue dar.

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Eu temi – ainda que por alguns poucos segundos – que o lado “mãe de família submissa” de Angela voltasse a falar mais alto, e ela acabasse reatando o seu casamento com o Sr. Rizzoli. Mas não foi isso que aconteceu: Angela encontrou o equilibrio entre dar suporte e não se deixar dominar. Apesar de não deixar Frank desamparado, fez as coisas do seu jeito, incluindo Cavanaugh e, especialmente, Maura. Nos relembrou que a família nem sempre é a de sangue, e nos entregou um belíssimo final de episódio. Assim como Angela e Jane (e eventualmente Frankie e Tommy) são a família de Isles, ela é família para os Rizzoli também. Uma prova de que amizade pode – e frequentemente significa – significar mais que laços sanguíneos.

Frank também teve um papel interessante e bonito nesse episódio. Além de ter sido porta-voz da importante bandeira da luta contra o câncer de próstata (dando provas de que o diagnóstico precoce evita maiores problemas), também trouxe a tona a questão de assumir os seus próprios erros e se desculpar por eles. E o mais interessante foi que o câncer não transformou Frank em um mártir ou coisa do tipo: os porblemas continuaram ali, e a redenção (ainda que parcial) do personagem teve que ser bastante trabalhada. Gostei da aparição dele, da forma como a história se desenrolou. Mas adorei sua partida.

Além do mais, o caso foi interessante. A vida dupla da talentosa musicista abriu várias linhas de pensamento, e embora eu tenha conseguido desvender o final do caso, isso não o tornou menos instigante.

Mas o melhor do episódio, mesmo, foi ver que Frost, Korzak e Maura estão SEMPRE dispostos a ajudar Jane. Mesmo que seja difícil acessar seus reais sentimentos, eles estão sempre por perto. Fofíssimo. E Rizzoli & Isles é isso: amizade e família, sempre com casos interessantes como pano de fundo. Por isso adorei tanto  Just Push Play e me reapaixonei por R&I.

Torço pra que os dois últimos episódios dessa temporada sejam tão legais quanto Just Push Play. E que esse sentimento legal, de encantamento, seja o que reste da era Janet Tamaro!

Elementary – Ears to You

Data/Hora 09/03/2014, 20:35. Autor
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Não sei mais o que fazer em relação a Elementary. Cada vez que assisto a um episódio, sempre fico extasiada, pensando que ele foi o melhor da série. Mas, aí, vem o próximo capítulo e percebo que ele foi melhor ainda. E não tem muito o que fazer: já havia dado a nota máxima nos episódios anteriores e dizer, toda vez, que ele é o melhor da história do programa já está ficando cansativo. Pois bem. Ears to You foi, sim, o episódio mais inteligente da série… até a próxima semana. Faz sentido?

Basicamente, Sherlock e Watson precisam lidar com dois dramas: um era Lestrade, que permanecia na casa deles (bem como as galinhas). O outro dizia respeito ao caso de polícia da semana. Vamos começar pelo mais fácil.

Lestrade não parecia muito empenhado em arrumar emprego e Sherlock queria vê-lo, desesperadamente, “pelas costas”, deixando Nova Iorque. Apesar de algumas ofertas de trabalho – incluindo em São Paulo, Brasil (achei bonitinho ele dizer “Brasil”, com o nosso “R”, e não com sotaque americano “Brazil”) -, Lestrade não se sentia motivado por nenhum deles. A Watson, sendo boa como sempre, bem que tentou ajudar o pobre ex-detetive, mas Sherlock pedia para que ela ficasse longe. Holmes, apesar de se esforçar para parecer indiferente ao amigo, estava, sim, muito preocupado.

Mas o destino de Lestrade mudou quando, quem diria, ele foi assaltado. Motivado por Watson a descobrir seu assaltante, ele iniciou as investigações – que incluíram até uma bicicleta verde e amarela – e pegou o criminoso. O problema é que, na casa do ladrão, ele encontrou uma pena de galo e teve certeza de que Holmes havia planejado tudo. Ele não só voltou ao lar de Holmes e jogou umas verdades na cara do detetive, como, também, ainda advertiu Watson sobre Sherlock. Nesse momento, pensei que, em um futuro não muito distante, a relação dela e do detetive vai sofrer uma crise séria. Afinal, já há algum tempo, ela não concorda com algumas ações do amigo. Mas, depois, Holmes jurou de pé juntos que nada tinha a ver com o caso do Lestrade e que era tudo imaginação dele. Não sei se ele foi sincero ou não, mas é impossível ter certeza. Pelo menos agora.

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Já o caso de polícia envolvia um homem aparentemente rico, cuja esposa estava sumida há quatro anos. Todos – incluindo a imprensa – acreditavam que ele havia a matado. Só que, em 2014, esse rapaz recebeu um par de orelhas cujo DNA combinavam com o de sua esposa e um pedido de resgate. A grande pergunta era se ele era culpado ou não (e o caso fazia referência às pessoas que, sem julgamento, são dadas como culpadas pela mídia e, consequentemente, por toda a população). E, durante o episódio, mudamos de opinião algumas vezes. Primeiro, porque ele matou o cara responsável por pegar o dinheiro do resgate. Depois, porque a mulher dele estava viva e disse que o DNA na escova, analisada pela polícia como sendo dela, era, na verdade, de uma amante do ex-marido.

O problema é que, agora, a mulher tinha mudado de identidade e estava casada com um cirurgião plástico e, ela mesma, em 2011, havia telefonado para o ex-marido fingindo estar em cativeiro. A partir daí, era óbvio o que tinha ocorrido (apesar da Watson não ter conseguido chegar a essa conclusão sozinha): as orelhas enviadas em uma caixa eram dela, mas o atual marido, cirurgião, havia feito crescer outras orelhas em suas costas e, depois, colocou essas novas cartilagens no devido lugar, na cabeça. Bem complexo, mas não impossível.

Por fim, o ex-marido bonitão era mesmo inocente. E acho que a gente, apesar de hesitar um pouco com as evidências, sabia disso desde o princípio. A partir do momento, ainda no início do episódio, que o personagem disse à NYPD que queria a esposa de volta, não por sentir falta dela, mas por estar cansado do olhar cheio de julgamento que as pessoas lançavam para ele, acho que ele provou que era inocente. Foi uma frase de efeito!

Elementary está chegando ao final da temporada e, nossa, nem tinha me dado conta disso. Que série fácil e gostosa de assistir…

p.s.: achei engraçado a Watson perguntando ao Lestrade se ele falava português. Vontade de responder “filha, aqui no terceiro mundo, a gente tem que aprender inglês na marra para falar com vocês… mesmo que a gente esteja no centro do Rio de Janeiro, no nosso país!”.

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