TeleSéries
Pretty Little Liars – A is for Answers
21/03/2014, 15:17.
Ariel Cristina Borges
Reviews
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Agora, recuperada do choque do final de A is for Answers, posso analisar os acontecimentos quase racionalmente e escrever isso aqui. O nome da season finale de Pretty Little Liars prometeu respostas. E o episódio cumpriu 75% do prometido. Confesso que fiquei revoltada com o final, mas depois entendi a necessidade daquilo. E não há como dizer que um episódio onde Alison Di Laurentis apareceu viva de vez e finalmente explicou tudo o que aconteceu na noite em que ela desapareceu foi ruim.
Alison não é tão ruim quanto todos nós pensamos que ela fosse durante quatro anos. No fim das contas, boa parte do que ela fez e que apareceu para nós como ações dissimuladas e completamente maldosas através de flashbacks, era para se defender de A. Nada de muito surpreendente, já que se alguém resolvesse dar uma aprofundada e estudar bem a história da série, poderia ter suposto isso (e provavelmente alguma teoria da internet já o fez), mas eu confesso que para mim, Alison sempre foi a bitch mor e todas as outras eram apenas aprendizes.
Só que, na última terça-feira, descobrimos que em Rosewood há, no mínimo, mais duas bitches piores que Alison (eu nunca achei que isso fosse ser possível). Bitch número 1: Mona. Todo mundo já estava cansado de saber que Mona não vale o chão que pisa, mas daí saber O TEMPO TODO que Ali estava viva e se escondendo e não contar para ninguém é demais, não? Bitch número 2: Jessica DiLaurentis. Meu Deus, a mulher teve sangue frio para enterrar a própria filha depois de achar que ela tinha morrido e de ter visto o rosto da pessoa que a feriu. E sim, eu já cheguei a considerar que essa pessoa estava mascarada, mas se ela estivesse mesmo de rosto coberto, por que Jessica ia correr para enterrar a filha sem ninguém ver? Isso me leva a crer que Jason é a pessoa que atingiu Ali. Só ele despertaria esse comportamento em Jessica. E agora ninguém vai saber quem foi, pelo menos não por ela, já que Rosewood é muito pequena para três DiLaurentis ao mesmo tempo. Alison voltou, Jessica morreu. Ponto.
Ah, Noel Kahn! Foi muito bom te ver novamente (ainda mais sabendo que você vai voltar na próxima temporada). Sempre tive uma quedinha oculta por ele e agora que sabemos que ele é do Team Ali e não do Team A, eu posso admitir isso sem culpa. Admito também que seria muito legal se o irmão dele desse as caras de novo, mas o Stephen Amell está em outra série. E falar dele lembra a festa em que ele apareceu na temporada passada. Festa que foi numa cabana. E cabana lembra… Ezra.
Ezra Fitz(gerald), eu estou me sentindo oficialmente mal e culpada por ter te odiado por mais de dez episódios. Me perdoa? Por favor, diz que você vai ficar vivo pra perdoar a Aria e me perdoar junto? Nossos nomes são até parecidos, vai!
Ezra foi a minha maior surpresa nesse episódio. Acho que trabalharam tanto nas caras de psicopata do Ian Harding nos últimos episódios que nós esquecemos que ele consegue ser quase angelical normalmente. E foi assim que ele pareceu em sua última cena. Aquele “It’s so beautiful” vai, com certeza, ficar marcado para todos os fãs de PLL, principalmente se a quinta temporada começar no enterro do Ezra (por favor, não, Marlene). PS: Alison não pode ser julgada por ter dado em cima de Ezra no bar, porque qualquer cara que leva um livro para um bar deve ser recompensado. PS2: Não vou me surpreender se no último episódio da temporada, Ezra e Aria lançarem um livro sobre a história deles.
Foi um alívio ver que Spencer, por mais que estivesse sob efeito de drogas, não foi responsável por machucar Ali. Com o histórico dela, provavelmente, piraria de vez. Mas, se ela não fez, quem foi? Tenho a impressão de que Melissa sabe. Nunca confiei de verdade nela, e confiei ainda menos depois do segredo compartilhado com Papa Hastings na delegacia.
Falando em delegacia, Cece Drake voltou! O que a falta de maquiagem não faz com uma pessoa, hein? Pela primeira vez alguém esteve detido e com cara de quem está detido nessa série. Sinceramente, ainda não sei se confio nela ou não. Pelo visto, só descobriremos isso na próxima temporada. A vantagem é que agora todo mundo sabe onde ela está.
Nesse momento, estou esperando ansiosamente que junho chegue logo. Tipo. Agora.
Person of Interest – / ou Root Path
21/03/2014, 13:00.
Regina Monteiro
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Um episódio. Dois títulos. Uma mesma mensagem. / ou Rooth Path. Segundo David Slak, roteirista da série, em seu twitter: “em Unix, / é o diretório raiz, ou “caminho da raiz”, que é o título do episódio para aqueles determinados a falar em inglês”.
A primeira coisa que me surpreendeu, neste episódio, foi o título. Somente depois de pesquisar encontrei, no twitter, esta frase de David Slak. Afinal o que significava / em linguagem de programação ou engenharia de hardware?
Embora eu pareça repetitiva e correndo o risco de, efetivamente, ser repetitiva, não posso deixar de falar novamente da equipe criativa: é muita ousadia nomear com um símbolo, que a maioria das pessoas, assim como eu, não tem sequer idéia do que quer dizer, um episódio/capítulo da série. Um símbolo que definiu o episódio de varias formas.
Embora o título em Unix tenha o significado atribuído por Slak, pode também significar, em linguagem matemática, uma negação lógica. E, mesmo nesta outra concepção,o título continuaria a ser perfeito, porque o episódio não mostrou somente a trajetória de Root, mas também como ela e Finch aprendem um com o outro, através da intervenção da Máquina, mesmo que, logicamente, possam sustentar as convicções das quais não querem abrir mão.
Root voltou. E com ela o lado da série em que é proibido olhar-se somente a ação. Ela tornou-se a presença palpável dos dilemas enfrentados por Finch. Assim, ela tornou-se uma metáfora. E (parodiando Mark Suzak, autor de A menina que Roubava Livros), sendo metáfora, na série, ela é dupla: é mensagem e mensageiro ao mesmo tempo.
Foi assim em /.
Como mensageira do apocalipse, na sua melhor forma, em uma ação coordenada pela Máquina, ela parou um carro de transporte de prisioneiros, invadiu uma firma de software, “seqüestrou” um faxineiro que era alvo da Vigilância e da Decima Technologies (organização que detêm a posse do Samaritano), encontrou-se novamente com Finch e sua equipe e, ao final, partiu para o Paraguai.
Embora já pressentíssemos, os eventos sobre os quais ela falou esta temporada inteira, estão ligados ao Samaritano. Uma outra máquina, tão poderosa quanto a criada por Finch; uma outra máquina capaz de destruí-la. No início do episódio é somente com isso que Root se importa. Com a possibilidade da guerra e de como essa guerra poderá afetar a Máquina. O Samaritano é um inimigo potencialmente capaz de destruí-la. Os humanos são perdas irrelevantes. Sua decepção com a raça humana levou-a a desprezá-la, e, classificá-la como irrelevante, parece-lhe correto.
Mas, e esse é o anticlímax, o que está posto, é se o Samaritano será tão escrupuloso quanto a Máquina ao atribuir valor à vida humana. Uma guerra anunciada em que deuses se enfrentarão sim. Mas a que custo para a vida humana? Finch ensinou sua máquina a se importar, Greer não parece embuído dos mesmos escrúpulos.
Por isso, a Máquina também tem uma lição a ensinar a Root. Uma que aprendeu com Finch. E o dilema é jogado em seu colo na forma de um faxineiro (aparentemente irrelevante!), que já havia cruzado seu caminho anteriormente. E, pela primeira vez, Root escolheu a vida humana, ainda que isso tenha lhe custado a perda de um elemento essencial para evitar a guerra que está por vir.
E, assim, ela tornou-se a mensagem que Finch tem que desvendar. Ao ser atingido pelo próprio conceito que criou (a morte de Nathan, de Dilinger, de Carter, o fez compreender que não há irrelevantes) ele se afastou da Máquina. Ela tornou-se, para ele, o que ele acredita que ela deveria ter sido desde o princípio: um objeto (hardware e software) que existe em função da vida humana. Mas, através de Root, a Máquina está lhe dizendo que ela também se importa, que ela não pode ser reduzida a ser um simples objeto sofisticado. Que, como Root, ele também deveria compreender essa simples verdade.
E, porque a mensagem é convincente somente se ela puder ser a traduzida por paixão, a Máquina elegeu Root para mostrar isso a Finch. Ela é apaixonada, a ponto de, uma vez feita a escolha, ser capaz de dar a vida por ela, com um desprendimento total. Foi isso que ela fez ao caminhar para Cyrus em meio a uma troca de tiros entre Reese, Fusco e os homens de Greer. Talvez por isso a Máquina a tenha escolhido.
Se a certa altura, Finch critica Root por sua arrogância, que acredita ser infalível porque tem o apoio da Máquina, a Máquina o critica de volta, ao lhe mostrar que ele próprio esta sendo arrogante ao acreditar que somente a ação que ele espera que ela execute (enviar os CPFs de pessoas em perigo) é o que realmente importa.
E, embora, a participação de Reese, Fusco e Shaw tenha sido periférica, neste episódio, o que ele trouxe de suporte para o desenvolvimento da história, merecia uma nota maior que cinco. Por que de resto o prenúncio do apocalipse esta feito.
Bates Motel – Caleb
21/03/2014, 11:00.
Gabriela Pagano
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Que episódio fantástico em Bates Motel! Comparado ao da semana passada, este foi bem mais assustador e deixou a gente com os nervos a flor da pele por boa parte do tempo. A começar pela chegada do irmão da norma, o Caleb, que abusava dela quando ela era criança.
O primeiro membro da família Bates que Caleb encontrou, ao chegar ao motel, foi justamente Dylan, o filho ignorado da Norma. Apesar da desconfiança inicial, o rapaz se afeiçoou ao tio então desconhecido e, embora a Norma repudiasse a presença do homem, Dylan parecia atraído por ele. E a química entre os dois personagens era tão grande que, logo de cara, considerei que Caleb fosse o pai do Dylan. Depois, pensei que isso seria muito bizarro, já que ele é irmão da Norma e só a ideia dos dois terem tido um filho causava rebuliço no estômago. Mas, pelo jeito, não existem limites para construir a narrativa de Bates Motel e Caleb é mesmo o pai – algo que ficamos sabendo apenas na última cena do episódio.
Agora, surgem algumas perguntas: quem era o homem que Dylan acreditava ser seu pai? Seria Caleb irmão de Norma mesmo ou existe alguma história ainda mais obscura em relação a isso? A julgar a velocidade com que as coisas acontecem na série – White Pine Bay está pegando fogo! -, teremos as respostas em breve. Uma coisa interessante é o tamanho que o Dylan vem ganhando na história. Se, na primeira temporada, ele era apenas o filho não amado (e agora sabemos o motivo), nesse segundo ano, ele praticamente manda nos negócios da cidade e a vida pessoal do personagem é central para todos os desdobramentos do enredo. O que é ótimo, já que o Max Thieriot é um excelente ator, cheio de talento e carisma.

O Norman anda cada vez mais perturbado e escolhe sempre as pessoas mais problemáticas do lugar para se aproximar. Algo que pode ter herdado da mãe, que acaba de fazer uma nova amiga ricaça e, como todos que têm dinheiro naquela cidade, deve ser vista com muita desconfiança.
A Bradley, até segundo aviso, segue morta na história e mal posso esperar para ver como isso vai se desenrolar. Não acredito que simplesmente irão sumir com ela da história e fim. Quem sabe ela apareça na season finale?
Mas, voltando a falar da cena final do episódio, quando o Dylan tentou dizer à mãe que Caleb era uma pessoa legal…. como eu disse, até desconfiava que ele fosse o pai do rapaz. Só que jamais imaginei que, com a Norma contando sobre o estupro sofrido, o Dylan não fosse acreditar nela. E, agora, não só o personagem está em dúvida, como ele também colocou a “pulguinha atrás da orelha” dos espectadores. Afinal, a gente sabe que a Norma é uma mulher extremamente manipuladora e diria qualquer coisa para conseguir o quer. Mas, juntando as pecinhas – Caleb é pai do Dylan -, tudo leva a crer que ela diz, sim, a verdade. O problema do Dylan (em não acreditar na mãe, ficar do lado do criminoso) não é falta de caráter, mas ausência de amor. Ele encontrou alguém que o ouvisse de verdade, o olhasse nos olhos, e simplesmente se sentiu cativado. Não vai ser fácil para a Norma recuperar o filho.
Por fim, o que foi aquela cena de luta entre o Norman e o Dylan? Debaixo do mesmo teto que o Norman, ninguém está seguro…
Bones – The Repo Man in the Septic Tank
21/03/2014, 09:00.
Maria Clara Lima
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Há algum tempo eu venho evitando esse dia. Pois hoje não é um dia qualquer. Talvez, eu o evite por não ter palavras para dizer o que tenho que dizer. Como “reviewer” de Bones, eu aprendi muita coisa sobre a vida, sobre o amor, sobre amizade, sobre fatos em geral, mas nunca acreditei que teria que aprender a dizer adeus.
Estou há três episódios atrás de vocês e sei que isso não é leal com o leitor. Peço desculpas antecipadamente, mas se eu escrevesse apenas por escrever, isso não seria certo. Quem me acompanha aqui sabe que a crítica vai além de um “recap” do episódio. E mesmo se fosse, não saberia o que dizer, pois desses três mal lembro do último.
É engraçado lembrar de uma época que aprender com Bones era moda, e enchia a minha timeline de coisas engraçadas. E quando eu falo que agora vem o mais difícil, não pensem bobeiras antes de eu terminar essa singela crítica.
Antes de tudo, não sou americana, não recebo episódio em CDs, nem me gabo por ser próxima do Hart Todo Poderoso, até porque não sou. Não sou nada disso, e tenho a consciência de que a minha opinião vale para pouca gente. Às vezes me pergunto qual o propósito de reclamar de algo se nunca vou ser ouvida. Aí, percebo que mesmo assim, eu preciso falar algo, porque se eu ficar em silêncio, seria conivência com algo que eu amo muito.
Então, eu digo.
Há três episódios que eu me sinto enganada. Mas antes de você começar a discordar de tudo o que falo, é só ter um pouco de paciência. Não vou dizer em nenhum momento que a série morreu, que seria melhor ter acabado na quinta ou nem que sinto saudades das primeiras temporadas. Isso seria mentira, e estou procurando ser o mais sincera possível. The Repo Man in the Septic Tank foi apenas mais uma evidência no meu julgamento de que até agora eu não consigo me convencer de que a renovação para a décima temporada foi um bom negócio – tirando o fato de que sofro de um amor egoísta, e assistiria Bones até a temporada infinita.
A falta de cuidado, argumentos e criatividade com esses últimos episódios me fizeram pensar sobre o que os roteiristas dessa série fazem quando se encontram para discutir ideias para os episódios. Eles devem dançar, beber e depois rir da nossa cara. O problema não é a série, que tem um fôlego incrível, e sobrevive a qualquer coisa, nem a química entre B&B – me desculpem pessimistas, mas vocês perderam. O problema é que essa história de ser por apenas ser me cansa muito. Não é porque a série é um procedural que devo me a ter às banalidades. Os episódios estão mal escritos, os casos tediosos e os personagens estão sendo destruídos pouco a pouco.
O Batismo
Booth é católico e a Brennan é ateia. Isso não é novidade para ninguém. Bones não acredita no “mito” do bebê Jesus. Apesar de ser dado a luz ao lado dos Três Reis Magos, a cientista apenas escolheu a razão. Em muitos episódios, isso é engraçado. Mas após quase uma década juntos, usar a religião para causar qualquer tipo de constrangimento entre os dois soa barato. Há um poema de Vinicius de Moraes que diz:
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
As questões trazidas pela série, por mais bobas que possam parecer, me marcaram profundamente. Quando lembro deste poema do Vinicius de Moraes, é minha mente me lembrando o quanto esta história me marcou e por causa disso, a presença dela na minha vida não deveria se transformar em uma ausência.
Gostaria de dar mais detalhes sobre o episódio, mas a ausência de vontade ou de lembranças me consomem. Então me resigno a comentar apenas o que mais me marcou. E foi isso, a falta de cuidado com a história.
Qual o propósito da Brennan batizar Christine (em uma das mais belas cenas da série) e simplesmente chegar para o marido e dizer: “eu concordei com isso por você…”. Sabemos que foi por ele, um ato de amor que superou qualquer crença. Mas falar isso como se fosse algo que ela fez para por fim a uma discussão? Isso é barato.
Trazer estagiários polêmicos – para depois sumir com eles – não é uma boa estratégia. Onde está o Luke? E tantos outros que sumiram? Para mim, a descontinuidade das coisas é mais uma prova da falta de cuidado. Sempre me pergunto como o Pelant sumiu com todo o dinheiro do Hodgings e mesmo assim o Jeffersonian não deixou de existir? Ou a repercussão disso parece ter sido algo bem local: dentro do ciclo de amigos do etimologista. E aquela agente Shaw, que parecia ter uma boa história ali? Sumiu.
De qualquer modo, o latino me foi um soco no estômago. Era tanta baboseira que saia da boca dele, que juro, tive vontade de socar minha pobre televisão. Um idiota, escrito por alguém sem conhecimento algum sobre Cuba ou qualquer coisa perto disso. Aquilo foi uma falta de respeito e me causou uma vergonha profunda. Nem os comentários sobre o capitalismo americano salvaram a patifaria do esteriótipo. Faltou sensibilidade para tratar de um tema tão delicado, então não. Apenas não.
O pior de tudo é que o episódio foi escrito pelo Michael Peterson, roteirista que está com a série há anos e fez episódios lastimáveis como The Warrior in the Wuss. Ou seja, eu deveria esperar que bombas estavam por vir.
Outra vergonha é tratarem a Brennan como a tratam. Bones é uma das personagens mais fascinantes das séries. Uma personagem que poderia servir, poderia não, serve de exemplo para muita gente. Um exemplo de brilhantismo e superação, de coragem e de muita doçura. Fazer com que ela seja grossa, e muitas vezes uma completa imbecil, me dói. Até porque para alguém tão inteligente como ela não é justificável ter esquecido todas as “lições de vida” as quais ela já experienciou. Tratar mal os colegas e os novos estagiários é tão contrário a alguém tão disposta a aceitar os outros, mesmo isso sendo difícil para ela, mais do que para qualquer um.
Para mim, Brennan soa cada vez mais falsa, perdida, um reflexo da patifaria por trás desses episódios.
A Ausência
A ausência da Christine é algo que realmente não compreendo. Não compreendi no casamento e não compreendo até hoje. Não creio que seja por indisciplina do elenco infantil, e aí preciso incluir o Michael Vincent nesse pacote. A ausência deles é outra prova a ser analisada nesse julgamento da falta de competência do Hart, Stephen, Dean ou seja lá quem se intitule o culpado. Tem um poema do Drummond, também chamado Ausência, que diz:
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
E é assim que penso agora. Porque a ausência não é só o fato das crianças não aparecerem, é um atestado da falta de cuidado com a série.
São tantas coisas que sinto falta. Das cenas entre a Angela e a Bones – ao menos umas que a Angie não esteja dando lição de moral na amiga. Sinto falta daquele Booth galante, ou até mesmo dos casos, que de tão bons, podiam ser conectados à vida dos personagens. Ah, essa ausência bandida…
A Presença
A parte do sexo – apesar de barata, e sexo barato é o ponto mais baixo da vida de alguém como eu, que vende o corpo e a alma por algo que nem tem me dado assim tanto prazer – foi uma surpresa para mim. Por ser algo velho em meus ouvidos, me surpreendi como a coisa foi colocada para fora (perdão do trocadilho).
A declaração da Brennan foi uma conexão bem feita com todas as cenas que ela escolheu defender que sexo era apenas sexo. Mesmo quando ela concordou com Booth que sexo seria quebrar as leis da física, o ato me parecia mais carnal do que afetivo. A primeira noite deles – aquela que não vimos AINDA – deve ter sido assim. E toda vez que sexo é mencionado entre os dois, a referência é para o ato. “Sexo com a Bones é ótimo”, acho que foi isso que o Booth disse por último, e fez, como consequência da afirmação, alguma carinha marota.
Já que não vemos o sexo, poderíamos ao menos senti-lo, e por muito tempo, essa foi a primeira vez que acho que vi algo acontecer entre os dois. A declaração romântica da Brennan foi bem bonita. “Você me nutre, você me protege, você é meu lar”. Poderia ser sempre assim. Não é?
Mas, infelizmente, somos ludibriados com essas migalhas deliciosas. Assim como as cenas finais, que a Emily e o David fazem ser tão bonitas, tão simples, e tão verdadeiras, a desse episódio, em particular, encheu meu coração de alegria e amor (com as risadas e chamegos entre os dois). Disso eu tenho certeza ao menos, nada, mas nada, abala o amor entre B&B e o amor que sinto por esses personagens.
Comecei esta crítica dizendo que eu tinha que falar coisas que não queria, mas ainda não o fiz por medo. Mas como tenho que chegar ao fim deste texto, nada mais justo do que dizê-las. A verdade é que tenho medo de dizer adeus. Como diz aquela música brega, isso foi a única coisa que não aprendi com Bones. E sei que o fim está próximo. Gostaria muito que quando a série acabasse, toda essa jornada tenha valido a pena. É por isso que ocupei as linhas desta review para dizer: espero que minha opinião sirva para ao menos uma reflexão: será que merecemos que Bones termine assim? Que a série passe a ser um resquício de boas cenas? Quando penso nisso, tenho vontade de fingir que ainda estamos no quinto ano e que temos ainda muito o que andar.
Mas a verdade é que a estrada, mesmo longa, um dia termina. E espero, que no fim de tudo, ainda tenhamos fôlego para lembrar da série para sempre como algo que aquece nossos corações, que nos faz rir, chorar, ficar com raiva, triste e se questionar. Uma série com emoção.
Star-Crossed – Dreamers Often Lie
20/03/2014, 21:09.
Regina Monteiro
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Um indulto de um dia para que atrianos pudessem andar livremente por Edendale e conhecer parte da cidade.
A ideia era interessante e poderia ter gerado um roteiro menos morno. Tinha potencial para isso. Mas Dreamers Often Lie caiu na armadilha recorrente de Star-Crossed: os roteiros continuam a não comportar todos os plots que se tenta desenvolver em cada episódio e, como resultado, episódio após episódio, temos uma história picotada.
Desta vez tivemos mais uma ação dos Falcões Vermelhos que, via de regra, têm sido ridiculamente desastradas; os Trags levando a Cyper Negra para fora dos muros do setor de confinamento, de um modo um pouco mais organizado, ao que tudo indica, do que fariam os Falcões Vermelhos, mas, ainda assim, a solução encontrada para que a planta pudesse se desenvolver, se não foi inverossímil, foi, ao menos, bizarra; Ronam buscando por Eljida que, óbvio, mesmo existindo, não lhe foi dado descobrir, e mais um passo na história do triângulo amoroso Grayson-Emery-Ronam que, no entanto, não saiu do lugar. Sem falar que ninguém ainda sentiu a falta de Beaumont!
No meio desta história que não consegue engrenar, os personagens secundários ganham cada vez mais a cena e, em Dreamers Often Lie, salvaram o episódio. Drake, Teri, Taylor e Sophia protagonizaram os melhores momentos da história; impediram que tudo desmoronasse, mesmo que para isso ela pareça ter sido reduzida a uma coleção de mal entendidos, quando poderia ter se transformado em uma ação perigosa orquestrada pelos Trags para levar e disseminar a Cyper Negra em Edendale, com direito a toda tensão que esta perspectiva poderia imprimir ao episódio. Mas, ainda que o mote principal da história tenha padecido deste reducionismo limitador, Drake, Teri, Taylor e Sophia cumpriram, com maestria, seus respectivos papéis na história e, dessa perspectiva podemos esperar (quem sabe?) um triângulo amoroso inusitado: Drake-Taylor-Sophia.
Mas se tem algo que se repete em Star-Crossed desde seu primeiro episódio e que, pela repetição, já está ficando um pouco batido, é a perfeição de Emery. Ela nunca erra e, de quebra, sempre salva a situação em um momento de perigo. Já deu!
Está cansando também aquela expressão de: “Ah! Eu sou legal e sempre faço a coisa certa, mas… deixa pra lá, né!”. Argh! Quase fico com pena do Grayson, que ganhou a garota no jogo de gato e rato entre Trags e Falcões Vermelhos.
Ah! Quase me esqueço, também, de falar do Ronan… talvez porque ele tenha sido, realmente, esquecível!
Once Upon A Time – Witch Hunt
20/03/2014, 14:23.
Júnior Melo
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Incrível notar como os roteiristas da série aprenderam com os erros da primeira parte da temporada, o episódio foi muito bem trabalhado. Os diálogos, os plots e as cenas, tudo chegou muito perto da perfeição. Se esse episódio fosse um livro estaria repleto de marcações nas “citações favoritas”.
Emma está de volta a Storybrooke com a missão de ajudar a população a descobrir mais e enfrentar a nova maldição. Ela descobre que as pessoas estão desaparecendo, por isso deve agir rápido antes que mais alguém suma. Em meio as discussões entre as pessoas da cidade, era óbvio que eles iriam colocar a culpa em Regina, foi até bem sacado usarem essa mesma cena – que já está batida – e fazer uma nova. Um acordo entre Emma e Regina para descobrir quem está por trás de tudo isso. As cenas de Emma e Regina foram ótimas, com bons toques de humor – na tocaia no carro –, drama – as cenas onde se falava do Henry – e teve até um pouco da tensão de sempre que os roteiristas fazem questão de levantar quando se trata das duas. Enquanto as duas investigavam, Charming, Robin e Hook iam em busca do Little John que fora raptado por um dos macacos da Wicked. Ainda não entendo qual o plano dela, tudo ainda está muito solto, mas acredito que tenha relação com uma nova maldição por causa do bebê da Snow – muito estranha aquela aproximação dela no Granny’s.
No conto de fadas, Regina decide entrar no castelo por meio dos túneis que não foram atingidos pelo feitiço da Wicked. O ritmo da trama está totalmente contrário ao que foi em Neverland – onde tivemos 5 episódios de puro nada – aqui nós já fomos lançados para dentro do castelo com Regina e Robin Hood – um highlight para as cenas dos dois que foram muito bem feitas. O entrosamento dos atores vai ajudar muito na história do casal. O ponto negativo da trama do conto de fadas foi o confronto entre Wicked e Regina. Não que a cena tenha sido ruim, em momento algum teve um nível baixo, o problema foi: Wicked é meia-irmã da Regina. Até quando os roteiristas vão ficar voltando nesses parentescos? As coisas já estão começando a ficar confusas entre os personagens. Em algum momento isso vai causar confusão até na própria produção. Retirando esse pequeno detalhe, as coisas seguiram da maneira que deveriam seguir.
Da metade para o final do episódio foi como se as cenas passassem despercebidas de tão gostoso que estava de assistir. Wicked quase sendo descoberta por Emma e Regina, o Little John virando um macaco voador e a descoberta de que Wicked está por trás de tudo tanto nos dias atuais, como no conto de fadas. As coisas foram se amontoado como uma bola de neve, o ar foi faltando e quando se pensou que poderia respirar de novo, a cena final surgiu. De forma alguma vi aquilo chegando. As perguntas agora se acumulam aos montes: O que aconteceu na Enchanted Forest? Como Rumple foi trazido de volta? Peter Pan vai vir junto? David nunca vai lembrar que engravidou a Snow? Essa temporada não pode ficar ruim. Esse é o momento de mostrar que Once Upon A Time é uma grande série, só nos resta aguardar para saber como tudo vai caminhar. Até semana que vem e you feed the madness and it feeds on you.
Modern Family – Other People’s Children
20/03/2014, 09:00.
Maísa França
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Other People’s Children veio pra mostrar um lado um pouco diferente dos personagens. Ultimamente tenho achado a série um pouco mais sensível em relação aos membros dessa família moderna. A delicadeza aliada ao humor vem sendo o ponto chave para mostrar, a cada dia, a personalidade de cada um dos personagens e nos mostrar que, por mais moderna que seja, essa família ainda tem muito o que ensinar.
No episódio dessa semana vimos os elencos misturados e uma cumplicidade muito boa entre os personagens. Com o casamento de Cam e Mitchell chegando, Claire e Gloria têm a missão de escolher o vestido perfeito para a daminha, Lily. Entre um vestido e outro, e uma garotinha já irritada, as adultas trocam confidências e vemos em Claire aquela mulher sem tempo para se arrumar, que veste qualquer roupa que esteja pela frente, enquanto Gloria é o oposto da enteada e o melhor exemplo de mulher vaidosa. Enquanto Gloria tenta convencer Claire de que usar vestido – e se arrumar um pouco mais – é legal, Lily vai em busca de seu vestido dos sonhos: o da princesa Bela, da Disney. E a primeira lição que aprendemos aqui é que nem toda mulher tem a obrigação de ser extremamente vaidosa. As vezes, ser uma Claire – batalhadora e que se desdobra para cuidar da família – mal arrumada vale mais que ser uma Gloria bem arrumada e que não precisa trabalhar.
Enquanto isso, Cam e Mitchell vão ao museu com Alex e Manny. Num plot que tinha tudo pra ser chato, afinal, ver Manny pagando de intelectual é um dos incômodos da série, os personagens conseguiram mostrar que nem sempre fazer parte de um grupo é tão legal. Infelizmente, para fazermos parte de um grupo, nós precisamos saber tanto quanto ou mais do que os membros desse grupo. E foi exatamente o que aconteceu aqui. Numa escala de inteligência que vai de Alex à Cam, o primeiro a desistir da experiência com o grupo cult foi Cam, que admitiu para nós espectadores, que se sentia um peixe fora d’água perto dos outros integrantes do grupo. O mesmo aconteceu com Mitchell e Manny – quem diria! Se por um lado os meninos estavam incomodados por saberem menos do que Alex, o que incomodava a garota era o oposto. Onde já se viu ficar se fingindo de burra por aí? Para a personagem isso é uma das maiores afrontas.
Phil e Andy aproveitaram a casa dos Dunphy livre e montaram um estúdio no melhor estilo Phil para que o babá de Joe filmasse uma declaração de amor para sua namorada. Aqui, o mais legal de observar é o contraste entre o comportamento de Andy e Haley. Os papéis foram e enquanto a garota queria provar que o amor não é mais idealizado como antes, Andy queria provar que romantismo ainda é essencial. Nem sempre elas preferem os fortões, mas nem sempre os garotos preferem as menininhas. Entre um take e outro, Haley percebe que Andy estava certo, mas admitir isso, jamais! Se por um lado essa tensão tomava conta de Haley e Andy, por outro Phil se divertia com as filmagens com direito a uma adaptação de Gravity e um Phil realizado. E por falar em realização, Jay se sentiu o homem mais feliz do mundo por passar seus ensinamentos para Luke. As cenas entre avó e neto foram tocantes como devem ser e conseguiu fechar o episódio muito bem, mostrando que cenas como essa fazem da série esse sucesso.
Castle – The Way of the Ninja
19/03/2014, 20:54.
Ana Botelho
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Eu não sei vocês, mas esse hiato não serviu de nada para acalmar meus ânimos após aquela loucura que foi In the Belly of the Beast. E talvez esse meu coração ainda ligado no 220 tenha sido o grande responsável por eu ir com tanta expectativa pra esse episódio e dar um pouquinho com os burros n’água. Mas acalmem-se, o episódio não foi ruim. Só não foi eletrizante.
Não que isso seja ruim, claro que não. Afinal, essa sexta temporada tem sido tão elétrica, que respirar um pouco faz bem. Ou melhor, rir faz bem, e como eu ri nesse episódio, ein. Ri como se eu estivesse assistindo a segunda temporada. Resolveram trazer de volta, no mesmo episódio, um caso um tanto quanto peculiar, as teorias loucas e as piadas que só saem da cabeça do Castle, as tiradas da Beckett, romance e o meu querido bromance. É, eu realmente estava assistindo a segunda temporada.
Todo mundo tem aquela amiga (o) da escola que conheceu alguém, casou, está rica (o) ou bem na vida e adora te ligar, marcando um jantar, para passar horas e horas falando da sua linda e maravilhosa vida. Se até eu tenho, Beckett também tem. E The Way of the Ninja começou assim, despretensioso, jogando uma isca que só seria fisgada lá pra mais da metade do episódio.
Contudo, o episódio não foi somente sobre Castle e Beckett. Foi, também, sobre Castle e Gates, Castle e os meninos e claro, sobre a vítima, Jade Yamata. Mas antes de ir ao assassinato, eu queria comentar sobre todas as relações que foram exploradas nesse episódio e que não eram vistas – juntas – há muito tempo. Foi realmente muito bom ver Castle, Espo e Ryan indo à rua fazer o trabalho de campo da vez. Claro que o local permitiu que eles nos proporcionassem cenas ainda mais hilariantes, mas mesmo sem bares e dançarinas travessas querendo sentar no colo de quem não deve, qualquer investigação que tenha os três trabalhando juntos e sozinhos é algo a mais no episódio. Engraçado foi, também, toda as cenas Castle-Gates. Penny é uma grande atriz e a parceria de Gates com o escritor sempre me faz rir que nem uma louca. Quem não lembra da vez em que Castle quebrou a boneca de que ela tanto gostava? Por favor.
Mas em meio a tudo isso, tinha o assassinato da jovem bailarina japonesa Jade Yamata. A moça foi encontrada como tantas outras já foram: em um beco, vítima de uma agressão cruel. Mas o que caminharia como qualquer outro caso da NYPD, trocou de rua e seguiu por uma avenida beeeem diferente. Se os pedidos de Castle são uma ordem, o escritor finalmente conseguiu o que tanto queria. Depois de anos e anos, temporadas e temporadas, pedindo que o assassino dos casos fossem um ninja, ele não esperava que dessa vez isso realmente iria acontecer. E a cara dele quando um ninja apareceu e roubou a arma do crime e saiu pelo vento afora, enquanto ele e Beckett investigavam um prédio velho, foi IMPAGÁVEL. Impagável mesmo. Voltei umas três vezes e, mesmo assim, não fiquei satisfeita.
E logo depois de Beckett não acreditar no que Rick viu, muito menos Gates, vem a fatídica hora em que os meninos precisam ir a um bar investigar umas pistas encontradas do assassinato de Jade. Fatídica porque, se eu pudesse, socaria a cara daquela gueixa. Ou será que posso?
Quando no início do episódio Beckett fala para Castle sobre seu jantar chato e inconveniente, ela pede ao noivo que ligue para ela às 22h para tirá-la de lá. Você ligou? Pois bem, nem o Castle. Na hora combinada, Castle estava naquele trabalho de campo com Espo e Ryan, mais especificamente em um quarto privado com uma gueixa que tinha ACABADO de beijá-lo. Sim, aquela vaca japonesa dos infernos roubou um beijo e teve uma cena mais quente com Castle do que Beckett tem há semanas! Há meses! Surtei, mas só um pouquinho.
É claro que não demorou para descobrirem que os galãs do bar, na verdade, eram policiais, e Castle, Espo e Ryan foram expulsos com um pontapé na bunda, uma jogada de casaco na cara e uma conta de 6 mil dólares. E isso tudo só não era pior do que a bronca que Kate daria em Castle quando chegasse em casa. E foi nesse exato momento que a isca jogada lá no início do episódio foi pescada. Como a gente vem acompanhando, em cada episódio há uma espécie de plot especial do casal – e isso vem ocorrendo com mais frequência depois que eles ficaram juntos. Após a evolução do relacionamento na quinta temporada, o que mais vem aparecendo nessa sexta são conversas ligadas ao casamento, ou seja, as escolhas de cada pedacinho que irá constituir esse grande dia na vida deles. E como era esperado, nessa semana esse plot também surgiu. De uma forma mais leve, mas surgiu.
Após uma bronca um pouco exagerada por ele não ter telefonado para ela, Castle logo desconfiou de que o beijo da gueixa e o não-telefonema não eram as únicas coisas que estavam deixando Kate irritada. Na verdade, a insegurança estava batendo na porta da nossa querida detetive mais uma vez e ela mesma contou ao Castle sobre isso. No seu encontro, Beckett percebeu que após se casar, a sua amiga estava entediada. O casamento havia transformado-a em uma pessoa que só sabia reclamar da vida e do quão chata ela estava e Kate levou isso para casa. Afinal, ela não quer que a magia existente entra ela e Castle acabe. Não quer que os dois estejam em casa, num domingo, sentados no sofá e se olhem e pensem “o que eu estou fazendo com essa pessoa?”. Não quer que Castle seja obrigado a procurar outras opções para matar o tédio, como os caras que estavam naquele mesmo bar que o escritor havia ido. É por isso que ela, numa tentativa de afastar o medo, diz ao Castle que eles não serão esse tipo de casal. É claro que nós sabemos que isso não vai acontecer aos dois, mas quem consegue dizer isso ao assustado coração de Beckett?
Castle: Vamos botar isso nos nossos votos. Uma promessa para cada um de que mesmo casados, isso não significa que não haverá mais romance. E que nós nunca, nunca mesmo, ficaremos entediados.
Depois do ataque de fofura do Castle ao acalmar a nossa pequena e dos beijinhos fofos, eu fiquei pensando e pensando. Pensando coisas que não deveria e cheguei a uma ideia meio louca. Já falei em reviews anteriores que eles sempre estavam escolhendo, tentando se decidir, coisas sobre o casamento, mas que nunca eles realmente escolhiam algo. E tudo está tão linear (vestido, data, local, música), que eu realmente começo a me assustar sobre a sequência dos próximos episódios. Bracken, Vulcan e 3xk não foram (re)inseridos na série por nada. Castle e Beckett até agora não possuem nada certo e tudo está um conto de fadas. E se tudo vai muito bem em Castle, a gente sabe que algo de ruim vem por aí. A minha ideia não é uma indecisão por parte da Beckett que acarretará em uma desistência, mas tô começando a apostar em uma interferência. Pode ser de Bracken, de Vulcan, do 3xk. Seja lá de quem for, saio desse episódio com essa intuição e, pela primeira vez, espero estar errada.
Nada nunca foi fácil para Castle e Beckett, e assim como surgiu essa ideia, eu também sei que eles podem lutar contra qualquer coisa. Quem já escapou de congelar, de ser comido por um tigre, de um afogamento, de uma bomba e de tantas outras coisas, pode sair de qualquer perigo no futuro.
The Way of the Ninja não foi eletrizante, mas foi importante. A resolução do caso de Jade acabou bem triste, infelizmente. Descobrimos que a moça havia escapado do assassinato que matou toda a sua família e havia, com sua irmã, mudado de nome e tudo mais para que pudessem seguir em frente. No final das contas, o que fica do episódio é a incerteza sobre o futuro de Castle e Beckett e seus passados obscuros. Sei que a nossa season finale está marcada para o dia 12 de maio e sei, também, que ela promete fortes emoções. Minha bomba de oxigênio já está pronta para esse finalzinho de sexta temporada e espero, ansiosa, a próxima semana. Será que a gente sobrevive? Veremos.
Até semana que vem 🙂
PS1: Era um iPhone 5, seu ninja malvado. Um iPhone 5.
PS2: Nada contra o legista careca, mas será que podem deixar a Lanie como fixa em todos os episódios? Grata.
PS3: Minha seleção de cenas preferidas aumentou. E Castle atingindo Gates com aquela arma ninja que eu não sei o nome com certeza está no topo da lista.
PS4: O figurino da Beckett sempre está lindo, mas nesse episódio estava espetacular!
How I Met Your Mother – Gary Blauman
18/03/2014, 22:15.
João Freitas
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Demorou, é verdade, mas ele veio. Os trajes já foram vestidos, o casamento está para se iniciar e, junto com ele, o clima de despedida aparece e toma conta da tela. É assim que o episódio da semana traz, talvez, a lição de vida mais manjada que existe. No entanto, é impressionante como o episódio a faz funcionar da maneira que só How I Met Your Mother sabe fazer.
A história contada acontece em meio a um encontro entre Ted e a Mãe, e traz o personagem que dá nome ao episódio como centro da discórdia. Melhor que descrevê-lo, é deixar os próprios personagens falarem sobre ele. De um lado temos Robin, Lilly e William Zabka que o consideram uma pessoa legal. Do outro Ted, James e Barney que não gostam do sujeito. O conflito? A permissão ou não para que o mesmo possa ver o casamento juntamente com os convidados.
Em meio a tudo isso podemos ver, talvez exclusivamente dessa vez, um encontro entre Ted e a Mãe. Mas não um encontro qualquer, o primeiro. Algumas coisas valem a pena ser destacadas sobre a caminhada dos dois. Primeiramente o fato de Ted não ter esperado mesmo! Que ir pra Chicago que nada. Ele conhece a Mãe no casamento e desiste dos planos? Parece que eles vão viver grandes emoções quando se conhecerem. O segundo é o amadurecimento de Ted, fazendo ele tomar decisões que antes não tomaria. Quando se despede da Mãe, ele cita indiretamente seu discurso que fez no piloto da série para Robin, em uma cena no mínimo parecida, e diz que naquele momento sabia que aquilo não era necessário, que de alguma forma as coisas dariam certo. Toda essa cena só reforça o já batido discurso, repetido tantas e tantas vezes por Ted, justificando suas histórias como um ciclo para se transformar no homem que precisava ser para encontrar a mulher de sua vida.
Com o encontro de Ted e a Mãe resolvido, é hora do juiz Marshall resolver o conflito principal do episódio. Conforme os motivos de amor e ódio são revelados, podemos perceber que, na verdade, Gary era uma pessoa boa ou, no mínimo, decente. O tribunal, muito bem controlado por Marshall e seu sapato, dá o veredicto a favor do personagem que, no fim, recebe sua permissão para ficar junto a todos no casamento.
O final é aquele clássico: um discurso que já nos acostumamos, uma montagem de cenas sensacional e um ingrediente especial – o final de muitos dos personagens que cruzaram a vida de nossos amigos durante esses nove anos. Em especial James, que reatou com seu antigo namorado e ainda deixou a bola quicando para o spin-off da série que está para chegar, How I Met Your Dad. Bonitos e engraçados, os finais te confortam e ao mesmo tempo te fazem rir com alguns bem bolados e inesperados.
Bob Saget, a voz por trás do Ted no futuro, define perfeitamente o que acontece ao longo dos anos: pessoas próximas acabam ficando mais distantes e se tornando, eventualmente, apenas conhecidos. Nunca aconteceu com você? Pessoas que você se importava, mas que de algum jeito escaparam do seu convívio, e uma amizade que já foi grande um dia se tornou apenas uma memória. É por isso que “quando encontramos uma pessoa que queremos manter por perto, fazemos algo a respeito“.
The Walking Dead – Alone e The Grove
18/03/2014, 21:19.
Felipe Ameno
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Alone
De todos os grupos formados depois da invasão à prisão, o composto por Bob, Sasha e Maggie era o que eu menos me importava. Muito desse desinteresse se devia ao fato de não ir muito com a cara do Bob, dos roteiristas tentarem enfiar goela abaixo o romance dele com Sasha e a chata da Maggie.
O início do episódio foi totalmente dedicado a mostrar como Bob foi incorporado ao grupo liderado por Rick. Confesso que não entendi muito bem o objetivo, mas tenho que dar um salve à produção que mais uma vez arrebentou. E a cereja do bolo foi a música escolhida: Blackbird Song, do não tão desconhecido Lee DeWyze. Para quem não sabe, ele foi o grande vencedor da nona edição de American Idol.
Mas para a minha surpresa o episódio não foi de todo ruim. Finalmente comecei a ver uma química, bem tímida, diga-se de passagem, entre Sasha e Bob e esse plot serviu para mostrar que é impossível ser feliz sozinho. Só faltou os Três Tenores cantando Amigos Para Sempre no final do episódio.
E para a nossa alegria o novo casal do momento, Beth e Daryl, também apareceu. E como se a série já não tivesse mistérios suficientes, eles resolveram apresentar mais um. Que cemitério mágico é esse? Eles ofereceram um enterro digno para os walkers e uma dispensa cheia para os humanos.
Parece que Daryl realmente mudou – pelo menos por enquanto. Foi muito bonito ver ele admitir isso e, acima de tudo, creditar essa mudança à Beth. E depois de terem sofrido tanto, foi muito bom vê-los como pessoas normais, com um cachorro caolho e tudo! Pena que durou muito pouco.
Agora fica a pergunta: será que Daryl vai voltar a ser o que era ou vai continuar procurando pela Beth, assim como fazem Maggie e Glenn? É esperar para ver. Que venha The Grove!
Opa, não precisam esperar muito, ele já está aqui! Queria pedir desculpas pela falta de texto na semana passada e principalmente pela demora para responder os comentários, porém essa vida de trabalhador, universitário e “escritor” não é fácil. Mas chega de mimimi e vamos ao que interessa.
The Grove
Ao contrário do grupo do episódio passado, o mostrado em The Grove é de longe o mais interessante: uma babá quase “perfeita”, uma incendiária, aprendiz de psicopata, Mika e little Judith.
Ao vê-los todos felizes naquela casa do campo, comendo nozes, caçando, deitados ao redor da fogueira, você acaba esquecendo da realidade de The Walking Dead, só que ela não demora para bater em sua porta. E a cada episódio, a produção nos surpreende e dessa vez tínhamos walkers on fire. Contudo, fiquei curioso para saber de onde vinha aquele fogo.
Assim como os walkers, a verdade é sempre muito dolorosa. Estava esperando o momento em que Carol ia abrir seu coração para Tyreese e contar toda a verdade sobre a Karen. Ela teve muitas oportunidades e até certo ponto pensei que ele fosse jogar a culpa em Lizzie, mas isso não aconteceu.
Apesar de todos os esforços de Carol, Lizzie era um caso perdido. Ela sempre demonstrou uma instabilidade emocional e de fato era um perigo para o grupo. Enquanto Mika brincava com Griselda, uma boneca de pano, Lizzie também brincava com Griselda, só que uma walker. Mas nunca pensei que ela fosse capaz de matar a própria irmã a sangue frio. Contudo, é muito complicado julgar essas atitudes, principalmente quando não está se passando o que eles estão vivendo.
O mesmo se aplica à Carol. Apesar de todo mundo criticar suas atitudes, principalmente a tomada em The Grove, ela teve os seus motivos e sempre foi coerente no seu discurso: o bem do grupo. Analisando seu histórico, não achei tão chocante ela matar Lizzie. Entretanto, eu, Felipe, acho que matar a Karen, David e a Lizzie não era a solução, mas como já disse, é difícil julgar de fora.
O que mais me impressionou e me chocou foi a atitude de Tyreese quando ela finalmente criou coragem e contou toda a verdade. Matá-la seria a solução mais óbvia e iria sanar uma dor imediata. Porém, decidir deixá-la viver com a culpa de todas essas mortes nas costas foi uma penitência muito maior.
Com isso, a caminhada continua. Rick, Michonne, Carl, Glenn, Maggie, Sasha, Bob, Carol, Tyreese e Judith a caminho de Terminus. Será que eles vão conseguir chegar lá? Façam suas apostas.
Ps: Fiquei pensando sobre qual nota atribuir a esses episódios. Uma média seria a solução mais correta, porém seria injusto com The Grove, que mereceu nota máxima por ser um dos episódios mais densos e fortes de The Walking Dead!
Ps2: Saudades, Richonne e Carl!
Que venha Us!
The Crazy Ones – Zach Mitzvah e Heavy Meddling
18/03/2014, 10:00.
Gabi Guimarães
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Noah loves Chicago… Mazel Tov!
The Crazy Ones retornou de um breve hiatus apresentando dois episódios que, se não foram sensacionais como os seus antecessores, cumpriram seu papel com competência. Ao som de Hava Nagila e I Don’t Want to Wait, Zach Mitzvah e Heavy Meddling foram episódios bons, e apenas isso.
No primeiro, vimos os nossos publicitários favoritos batalhando pela campanha da maior cadeia de motéis dos EUA… Mas claro que, em se tratando do pessoal da Lewis, Roberts & Roberts, a coisa não seria tão simples assim, e, no final das contas, o destino da campanha passou a depender dos talentos de Zach – e seu Dr. Z! – para organizar um bar mitzvah para o filho pré-adolescente da cliente em apuros.
“Pai, vamos mesmo usar o Zach para conseguir um cliente? E o mérito?” – Sydney
Mas Simon ainda é adepto da estratégia de cortejar os clientes até ganhar a campanha e fazê-los assinar seus contratos antes que se arrependam – “como no Banco Imobiliário”. Para isso, os “talentos judaicos” de Zach serão fundamentais. Afinal de contas, organizando a festa, a agência será responsável pelo melhor momento da vida do menino Noah, e a cliente não terá outra alternativa senão contratá-la para a campanha de sua rede de motéis. Plano infalível… Certo?
“Vamos festejar como se fosse 5078!” – Simon
Ver a agência – com sua bela vista panorâmica de Chicago – se transformar num grande salão de festas foi bastante divertido e inusitado e – quem diria? – Zach se saiu muitíssimo bem em seu papel de “animador de festas”.
Aliás, um dos grandes méritos deste episódio foi justamente ter nos mostrado um pouquinho do passado de Zach, como ele e Simon se conheceram e se tornaram praticamente pai e filho. No mínimo hilária a descoberta de que tudo começou em um bar mitzvah, e que Zach, a princípio, achou que Simon estava dando em cima dele. Aparentemente, Zach é tão talentoso como um “showman de bar mitzvahs” – isso é uma profissão? – que despertou a atenção e o interesse de Simon a ponto dele lhe oferecer um emprego na agência. Uau. Eu nunca teria imaginado isso, e vocês?
O problema com a festa foi que os seus organizadores não entenderam qual era o tema. Sim, Noah loves Chicago… o musical! E agora? Tudo estará perdido? Todo o esforço e trabalho de Zach terão sido em vão?
“Se algo der errado, apenas grite ‘Hora’! Não conheço um judeu que resista a uma dança festiva.” – Zach
“É como a ‘Dança da Galinha’ para os gentios.” – Simon
Ri demais da quantidade estapafúrdia de vezes que Simon precisou gritar “HORA!” e dançar Hava Nagila para tentar disfarçar alguma situação esdrúxula, provocada por um transtornado Zach. Um dos pontos altos do episódio, sem dúvidas.
Mas… Por que Zach estava tão transtornado?
Zoe Gold. Aí descobrimos que a cantora da festa é ninguém menos do que a (provavelmente única) garota a dar um fora em Zach e partir o seu coração. A coisa foi tão séria que – vejam só – Zach ficou sem lavar os cabelos por três dias inteirinhos (a não ser pelo shampoo a seco, claro)! Receita certa para confusão.
“Diga-me: onde fica esta terra dos sonhos onde existem urubus e ursos polares? Nárnia?” – Owen
Outro ponto positivo foi a introdução de Owen, novo interesse amoroso de Syd. Charmoso, despojado e cheio de segundas intenções, o rapaz não demorou a cair nas graças da filha de Simon… Ou algo assim. Adorei o fato de, logo de cara, ele ter incentivado Syd a sair de sua zona de conforto, a ser mais aventureira – afinal, “o seu problema é não experimentar!” – e nós sabemos que ele tem razão. Para nossa sorte, o garçom bonitão é duro na queda e não pretende desistir de Syd assim tão facilmente. #TeamOwen
A sequência dos dois discutindo foi fofa e engraçadinha, mas… Será mesmo que Syd demitiu Owen porque ficou com vergonha de sair com um “mero garçom”? Eu não acredito nisso. Syd teve problemas apenas em aceitar a natureza, digamos, “desafiadora” de seu pretendente – e, aliás, completamente oposta à sua. Pra que sair da zona de conforto, afinal?
“E Amy Irving estava apaixonado por ela, mas ela estava apaixonada por Mandy Patinkin, que um dia deixou a sinagoga e foi lutar contra o terrorismo com Claire Danes.” – Simon
No fim das contas, Zach deu a volta por cima, e como não poderia deixar de ser, tudo terminou em All That Jazz…
PS: “É estranho eu ficar chapada em uma festa para crianças?” – Lauren
Sim, Lauren. É BEM estranho!
PS2: “EU ESTOU SUSSURRANDOOO??” – Lauren
Não, Lauren. Você está gritando!
PS3: “Onde está a cantora de quem te falei?” – Zach
“A que te dispensou e você deu uma de Taylor Swift”? – Lauren
Melhor. Diálogo. EVER. Ah, Lauren… Sempre você!
“Don’t judge me!”
E assim chegamos a Heavy Meddling… E se Zach Mitzvah foi obviamente centrado em Zach, seus talentos obscuros e confusões amorosas, desta vez o episódio foi todo de Sydney.
Interessante observar que, pela segunda semana consecutiva, The Crazy Ones apresentou um roteiro que deixou a agência e suas campanhas publicitárias em segundo plano, e, também pela segunda semana seguida, deixou um pouco a desejar. Heavy Meddling foi apenas mediano, e definitivamente mais fraco que seu antecessor.
No fim de Zach Mitzvah, descobrimos que a demissão de Owen por Syd o transformou em um sem-teto, já que o garçom desajeitado basicamente morava no trabalho. Com isso, vimos a evolução mais absurdamente rápida de um relacionamento em uma série, com o episódio começando já com Owen e Syd morando juntos. E, apesar de proporcionar alguns momentos engraçadinhos, na minha opinião, a coisa toda não funcionou.
Todos nós já estávamos carecas de saber desde o início que este relacionamento estava fadado ao fracasso, então todas as tentativas de Syd de tentar manter o seu “melhor comportamento” na frente do namorado, estando sempre arrumada, evitando comidas gordurosas e usando o banheiro da mercearia na frente de casa soaram um pouco forçadas e fora de lugar. E o pior: Owen ainda sequer tinha começado a procurar por um novo emprego.
“Acabou, Lauren. Meus netos já eram. Adeus, Benjamin Simon! Ciao, Simone Simon! Até mais, Lou Diamond Simon!” – Simon
Conhecendo o histórico bastante exigente de sua filha – que aparentemente já terminou com um cara porque ele disse “molho legal” – Simon decide intervir, e dá um emprego a Owen na agência – o que obriga Syd a se comportar como uma lady 24 horas por dia, poor thing!
Problema resolvido? Claro que não. Como “a honestidade é a chave para um relacionamento perfeito”, Owen logo confessa que, além de ter pânico de trovões – “é eletricidade no céu!” –, ele também é…
“Aracnofóbico, claustrofóbico e pedofóbico.” – Owen
Calma… Medo de bebês? Sério?
“Estou vivendo com um louco! E isso não é um problema…” – Sydney
Talvez Syd estivesse apenas tentando convencer a si mesma, mas Simon e sua incontrolável vontade de ser avô não deixariam isso por menos… Pra que deixar que Syd cuide de sua própria vida se ele pode interferir, não é mesmo?
“Se eu tivesse um grupo de bebês fofos em fantasias fofas para jogar Owen no meio…” – Simon
E, obviamente, ele tinha.
Que terapia melhor para o novo amor bizarro de Syd do que fotografar um bebê vestido de aranha? Ok, talvez aqui eu tenha dado uma bela gargalhada, confesso.
O tiro sai pela culatra, claro, e o relacionamento de Syd vai para o brejo de vez. Owen, é preciso dizer, não vai deixar saudades.
“George é apenas um parceiro muito generoso. Não significou nada!” – Andrew
“Acho que devemos trabalhar com outras pessoas.” – Zach
Por outro lado, o arco de Zach e Andrew veio para salvar o episódio da monotonia e funcionou muito bem. Todo o drama do “eu-trabalhei-com-outra-pessoa-enquanto-você-estava-de-férias” e as consequentes DRs que se seguiram entre Andrew e Zach foram hilárias. A inevitável conclusão de Zach de que “devemos trabalhar com outras pessoas” foi pontual e nos proporcionou momentos fantásticos, como essa fala de Lauren (eu te amo, Lauren!):
“Lembra aquela vez que você e o Andrew tentavam se beijar e você acertou uma no olho dele, e ele teve catarata com o trauma e teve que operar?” – Lauren
Pois o auge de Heavy Meddling nada teve a ver com o arco principal que inspirou seu título. A cena da reconciliação entre os dois foi no melhor estilo Dawson e Joey (ou seria Pacey?), com direito à cena em câmera lenta ao som de Paula Cole e sua I Don’t Want To Wait como trilha sonora. Épico, apenas.
“Não entre naquele avião… Digo, naquela conta!” – Zach
Quem era Joey e quem era Dawson nessa bizarra relação? Ou seria Pacey? Façam suas apostas!
Fazendo um balanço geral, fica fácil perceber que The Crazy Ones apresenta o seu melhor quando foca seus episódios na agência e em suas loucas campanhas publicitárias. A força da série está aí, no brilhante trabalho de seu afiado elenco, especialmente quando seus personagens têm a oportunidade de trabalhar em equipe, elaborando planos mirabolantes.
A notícia triste é que a série é uma das comédias de menor audiência da CBS, que na semana passada renovou nada menos que 18 séries de uma tacada só. The Crazy Ones não era uma delas, e já figura entre os sites de análise de audiência como “perigo de cancelamento”. Se esta previsão se concretizar, será muito triste ver uma comédia com tanto potencial ser ceifada tão precocemente. Infelizmente, só nos resta esperar.
Até a semana que vem!
PS: “Abraham Lincoln era gay?”
New Girl – Fired Up
18/03/2014, 09:00.
Carla Heitgen
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O segredo da felicidade é não ter expectativas.
Com esta pérola motivacional apresentamos o episódio de New Girl da última semana. Após uma série de decepções, a comédia resgatou a atmosfera nonsense da primeira temporada, enfocando nas peculiaridades do grupo de amigos tão desajustados quanto unidos. Os diálogos rápidos e aleatórios também apareceram para dar um alô.
Para começar, Nick, que nunca tem muita coisa pra fazer, quer provar a si mesmo que poderia advogar, se quisesse. Depois de passar uma manhã inteira esperando por uma mosca para estrear sua raquete elétrica (!), ele, junto com Winston, ajuda Schmidt a levar sua mobília pretensiosa para a loja que alugaria para a irmã de Jess. O investimento frustrado deixou o publicitário falido e sem opção: ou levava sua mudança para o apartamento dos amigos, para o qual ele voltou e onde não existe espaço para acomodar seu gosto refinado, ou usaria o estabelecimento para guardar suas coisas até se acertar.
Durante a mudança, porém, um chef de cozinha, supostamente interessado em fazer oferta por um abajur, acaba se acidentando e processa o já cheio de problemas Schmidt. Sem dinheiro para pagar advogados competentes e sem contar com “o direito que todo judeu deveria ter a um advogado particular”, o rapaz relutantemente aceita a ajuda de Nick “Vivica A. Drop Out” Miller , advogado não praticante. Para Nick, exercer o Direito é igual a andar de bicicleta: não se esquece.
Realmente, Nick Miller, como advogado, é excelente barista. Até Winston, seu sócio na firma Cooper, Bishop & Ferguson (lembram do gatinho?) se sai melhor do que ele. A empolgação com dramas de tribunal é tanta que influencia até seu gosto para as cores e garante um show à parte entre Nick e Winston. Perdão. Courtroom Brown (“Marrom de Tribunal”).
– Você inventou agora? É perfeito.
– Courtroom Brown.
– É como se fosse seu nome.
– Sou eu. Se você disser Courtroom Brown, eu respondo.
– Ei, Winston
…
– Ei, Cortroon Brown!
– Pois não?
A outra trama é a de Coach e Jesse. A professora consegue uma vaga de treinador (coach) para Ernie na escola onde trabalha, mesmo ouvindo do próprio que “não gosta de crianças, não gosta de dar aula, apenas gosta de contracheques”. Mas a intuição da senhorita Day está apurada. Coach ama o trabalho e as crianças o amam de volta, apesar de seu método um tanto, digamos, agressivo.
E você achava que o bizarro da turma era o Winston.
Jess ajuda Coach, porém este utiliza seus gritos sua persuasão para retribuir o favor. O sonho da personagem de Zooey Deschanel é ser vice-diretora e poder fazer mais pela escola. Aliás, ela já assume várias funções extras, sem o devido reconhecimento. Em sua lista de tarefas estão cortar grama e apagar as “espigas de milho”, modo gentil para se referir aos desenhos fálicos grafitados da parede. O treinador a convence de que se ela quer o cargo de fato, não pode simplesmente assumir atividades esperando que seus superiores notem e a recompensem com uma promoção. A dedicada profissional consegue a vaga, e logo recebe a ingrata missão de cortar gastos, ou seja, demitir colaboradores, incluindo Coach, solução que acaba sendo descartada por iniciativa de Jess em propor alternativas para os problemas da escola.
A dupla funcionou muito bem, a propósito, com a aparente dureza de Coach (que virou Coach Coach) contrastando com a demonstração de afinidade e a cara de pau de rir das quedas da amiga, cuja inabilidade para o esporte nos proporcionou um pouquinho de comédia física, já que, aparentemente, a cabeça de Jess atrai bolas de voleibol. O trio formado por Schmidt, Nick e Winston também rendeu boas gargalhadas.
Cece conheceu um cara novo, seu gerente inconveniente queria o rapaz, mas foi tão paralela sua história que vale apenas a menção. Cece merece seguir em frente e parece que Schmidt apoia a moça e já está em um nível em que pode zoar das paqueras dela.
Fired Up, uma referência ao estado de Jess após beber algumas com Coach, lembrou a saudosa primeira temporada. Com ênfase nas esquisitices dos personagens e sua dinâmica de se meterem um na vida do outro, o episódio teve um nível elevado de risadas, mesmo quando assistido pela segunda vez. Coincidentemente, a interação entre Jess e Nick foi mais de colegas de apartamento do que de namorados. Como sonhar ainda não paga imposto, vamos esperar que New Girl volte às suas origens.
Esta semana será reprisado o episódio Prince, muito bom também, então inédito, só na próxima terça.
Você acha que New Girl ainda tem jeito?
Até a próxima!
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