Grimm – Blond Ambition

Data/Hora 21/05/2014, 14:03. Autor
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“Retroceda, retroceda, você noiva bonita, dentro dessa casa você não deve permanecer. É aqui que as coisas más acontecem”.

Ser ou não ser um Grimm, eis a questão. Em Blond Ambition, um nome muito sugestivo para o episódio já que pode ser traduzido como “ambição loira”, Nick se vê pela primeira vez com essa opção de escolha. No entanto, a opção foi a princípio uma imposição de Adalind e sua incansável ambição de ter o que quer, independente de quem precise machucar para isso.

Nick tirou os poderes de Adalind ainda na primeira temporada da série no episódio Love Sick. Agora, após recuperar seus poderes ao longo dessa temporada, a hexenbiest deu o troco em Nick. Renard não conseguiu impedir a tragédia, mas chega a avisar Trubel que Nick precisa tomar da poção verde. Como mencionei na review do último episódio, The Inheritance, Trubel deveria ser de grande ajuda para que Nick enfrentasse mais essa investida de Adalind e isso se confirmou.

Grimm 3x22 Trubel

Apesar de não ter conseguido entregar a poção para Nick e ter destruído o casamento de Monroe e Rosalee, foi por causa de Trubel que Nick descobriu cedo que tinha perdido os poderes e também foi por causa dela que Renard recebeu um rápido atendimento após ter sido baleado pelo hundjager. Agora, também devido a Trubel, Nick sabe o que é preciso ser feito para que ele recupere seus poderes de Grimm. No entanto, por enquanto só Renard sabe onde pode existir mais da tal poção e ele está à beira da morte.

Será que vamos perder o capitão logo no início da próxima temporada? Acredito que não. E também acredito que o resto da poção de Adalind será achada facilmente, já que Wu sabe onde Renard foi atrás da moça antes de chegar na casa de Nick e ser baleado. Do início da próxima temporada o sargento não deve escapar de ficar por dentro do mundo wesen. Não depois dos desenhos que viu na casa de Nick e que o fizeram relembrar de seus pesadelos. Vamos combinar que ele não merece mais viver às cegas. #ForçaWu.

Grimm 3x22 Wu

Para a próxima temporada, o sargento deve ser uma peça chave para dar a opção a Nick de voltar a ser um Grimm. Com acesso ao resto da poção e sabendo que precisa tomá-la para recuperar seus poderes, o óbvio é que Nick volte a ser um Grimm, ou então, perderíamos o sentido da série. No entanto, essa decisão terá um custo. Juliette deixou bem claro, logo depois de descobrir o que Adalind havia feito, que não sabe se conseguirá seguir vivendo ao lado de Nick com todas as consequências que ele ser um Grimm traz para a vida dos dois. Por outro lado, continuar sendo um Grimm também deixa Nick apto a ajudar Trubel contra as investidas da Família Real e, dessa forma, manter seguras as pessoas que ele ama.

Além de correr o risco de perder Juliette, Nick sabe que no geral sua vida não ficou nem um pouco melhor depois que descobriu ser um Grimm. Ele confidenciou isso a Trubel um pouco antes de perder seus poderes. Na ocasião, Nick acreditava que deixar de ser um Grimm era impossível apesar de alguns como Rolek tentarem levar uma vida normal. Já Trubel acha bem melhor ser uma Grimm do que ser louca. Como não adorar a Trubel?

Em meio a isso tudo, o casamento de Monroe e Rosalee ficou um tanto pra escanteio e foi nervoso, considerando as coisas que ocorriam ao mesmo tempo em outros locais de Portland, como Renard sendo atendido na ambulância e Trubel tentando chegar ao casamento. Mesmo assim, a cerimônia foi bonita. Com Rosalee usando um vestido lindo, bem diferente do que herdou da família e que a irmã destruiu na madrugada antes do casamento.

No final das contas, todo o cuidado com Nick utilizando óculos escuros na cerimônia foi inútil e desnecessário. Isso porque ele já não era um Grimm naquele momento, apesar de não saber, e também porque Trubel chegou e acabou com a paz do lugar. Por outro lado, o “até que a morte nos separe” de Monroe e Rosalee se estendeu às suas famílias. Apesar de todos os problemas de relacionamento que eles apresentaram durante a série, o casamento mostrou que a atual situação é bem diferente. Bonito, não?

Grimm 3x22 Nick

A cena final de Nick desolado no carro afetou todos, sendo também um ótimo trabalho do ator David Giuntoli. Hank dirigia preocupado, Juliette ficou assustada com o desespero no olhar do namorado e Trubel voltou a se sentir sozinha no mundo. Grimm novamente encerra uma temporada com um cliffhanger interessante. Apesar de não encerrar a história e deixar algo para ser definido no próximo episódio, o seriado não deixa o fã completamente frustrado. Foi um bom cliffhanger, que deixou uma discussão aberta e a curiosidade dos fãs aguçada.

PS: Foi bom demais ver Trubel acabando com o hundjager, não? Vale ressaltar que a desconhecida atriz Jacqueline Toboni fez um ótimo trabalho em Grimm e seria ótimo que ela continuasse no elenco fixo da série.

Revolution – Tomorrowland e Memorial Day

Data/Hora 21/05/2014, 13:13. Autor
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Foram dois episódios ousados, inovadores e bons. O que me faz pensar: “Por que raios vocês não fizeram isso antes de a série ter sido cancelada?”.

Tomorrowland traz a grande questão do Gás Mostarda. O núcleo é semi-uno, então a história do episódio ficou deliciosamente contínua, e achei a introdução de uma ferramenta de extermínio em massa muito interessante, apesar de tardia.

Priscilla ainda está dominada pelo ritmo da ragatanga pela nanotech, e vem dando um trabalhão para Aaron. Em compensação, é ela quem avisa do perigo, fazendo com que os seres humanos de Willoughby corram e se escondam a tempo, além de matar uns patriotas que chegam com máscara de gás – pois é, nanotech maneirassa, o corpo da Priscilla resiste a tudo!

Depois disso, nossos queridos vão atrás de respostas: o que era aquele gás amarelo? De onde veio? O que faz? Como vamos parar os Patriotas e roubar essa treta que parece muito legal, se usada a nosso favor?  Acontece que o gás foi a arma escolhida por Truman (que virou hominho e mandou o presidente parar de encher o saco e deixar ele agir) para assassinar Miles e Bass, os quais, por sua vez, são manés o suficiente pra brigarem e se separarem. Pois é. Bass então pega sua escova de dentes e seu filhinho e vai embora. “Não precisamos do Miles”. Bate o pezinho umas vezes, pega armas que escondeu e, surpresa! Neville tem um faca no pescoço de Connor, e não é pra bancar o barbeiro (por mais que a posição da faca tenha ficado muito parecida com isso xD).

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E então veio Memorial Day, para nos mostrar a que Neville veio. Querendo vingar a morte de Julia, vai atrás de uma aliança com Bass, que aceita sem titubear. Enquanto isso, Miles se alia a Marion – sim, a mesma que sacaneou ele e o Gene há uns episódios – para descobrir os planos de Truman. Pois ela descobre, arranja uns team mates para Miles (poucos, mas quem não tem cão caça com gato, né?) e depois volta a posar de noiva modelo, enquanto o time arquiteta um plano que, teoricamente, é perfeito: sequestrar o trem com o carregamento de gás mostarda. A cena do sequestro foi bem legal, e eu meio que curti ver a Charlie toda felizona em cima do trem, enquanto o maquinista fazia póóón! apitava. Mas legal, legal mesmo, foi o que veio depois. Bass, Neville e seu grupo abordam o trem e dizem que “isso é um assalto”. Daí eles descobrem que o vagão onde o gás deveria estar, na verdade, está vazio. Agora me digam: quem é que rouba uma mercadoria sem antes conferir se está tudo certo com ela? Claro que eu ri um bocado das caras de tacho de todo mundo e dei uma de “cumpáde Uóxito”: Sabe de naaaaaaaada, inocente!

Nisso, Rachel está com Aaron e Priscilla na casa que a moça tomou no episódio anterior e que eu esqueci de comentar. A nanotech tem Aaron na mão, e com a chegada de Rachel, a coisa muda um pouco de figura. Depois de chamar Priscilla de “meu projeto de ciências”, o que eu achei incríííível, deu um tapa na cara dela! Confesso, babei muito ovo pra Rachel nesse episódio. Toda a chatura que ela apresenta quando está perto da trupe se esvai quando ela tá com o Aaron e brincando na parte efetivamente científica da série. Pois bem, Rachel trata de irritar a nanotech um tantinho depois de matutar um plano massa, mas bem rudimentar – era o que dava pra fazer, gente – com Aaron. Tentam queimar o circuito com água e eletricidade. E quase funciona. Claro, se tivesse funcionado seria decepcionante. Imaginem, a bagaça tá dominando o mundo há mais de vinte anos e, um belo dia, com água e energia elétrica, conseguem queimar a nanotech? Broxante. Derrotar a criatura é o grand finale dos criadores, tem que ser algo dantesco, senão não tem graça.

Terminando o episódio temos então Marion, numa reunião do povo em que Truman está fazendo discurso. O patriota então chama seus convidados especiais: o presidente dos EUA e o do Texas. Retira-se e leva a noiva para o andar de cima, onde está… *tambores rufando* O GÁS MOSTARDA! E aí a gente descobre que o Truman quer matar todo mundo e acaba o episódio.

Bem, revolucionários, apenas mais um episódio para o fim. Muito a se esperar do finale, muito. Sabemos todos que a série teve pontos baixos demais, mas oremos para que não tenha um series finale estilo Dexter.

Star-Crossed – This Trick May Chance to Scathe You e Passion Lends Them Power

Data/Hora 20/05/2014, 19:50. Autor
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Star-Crossed é um bom exemplo de como uma ideia que tinha muito futuro pode ser facilmente destruída se não for tomado o mínimo cuidado em seu desenvolvimento. Faltou equipe de criação, sobraram personagens e situações a serem desenvolvidas; personagens secundários destacaram-se mais que os principais e a história patinou, patinou… e não saiu do lugar. Uma pena! Star-Crossed prometia.

Recheada de situações que se atropelavam, e quando não, eram óbvias demais, a série abusou do excesso de informação e desfechos rápidos. Não sobrava tempo para ansiedades e especulações. E o fato de que, da equipe “teen”, Emery e Roman eram os que menos despertavam empatia realmente não ajudou.

Não sei qual era a dinâmica de criação da série, mas acredito que faltaram os olhos da criadora, pois, curiosamente, os melhores episódios têm a sua colaboração na confecção do roteiro (o episódio piloto, o segundo episódio e a season finale). Meredith Averill, criadora da série, tem no currículo episódios de Life on Mars e The Good Wife, não é uma debutante com uma boa ideia! Alguns diretores e roteiristas também já são conhecidos do público. Mas o contra-senso é que ou dirigiram dramas como The O.C., Gossip Girl, Pretty Little Liars ou escreveram ficção científica como Andromeda. Ou seja, ou fizeram dramas ou ficção científica e terror.

Talvez o maior erro tenha sido da CW, que tentou emplacar um drama romântico de ficção científica e não disponibilizou uma equipe que conseguisse uma mediação entre esses dois conceitos fundantes da ideia original: romance e ficção científica. Porque, no fundo, a série, episódio após episódio, perdia-se no vasto labirinto da conciliação dos relacionamentos atrianos/humanos e parafernálias futuristas que colocariam a humanidade em cheque.

Mas pior do que insistir em acompanhar a série, episódio após episódio, torcendo para que houvesse um momento de genialidade e a história fosse colocada nos eixos, foi ver um instante final que, pela primeira vez, após onze infelizes tentativas (o episódio piloto e o segundo episódio não foram ruins), parecia que poderia mudar os rumos da série. Infelizmente, se para sim ou para não, jamais saberemos!

Certeza mesmo é que This Trick May Chance to Scathe You e Passion Lends Them Power insistiram no erro. Entre roubar o Suvek, que se acreditava ser um arma de destruição em massa e orientar as relações entre humanos e atrianos, as situações continuaram a se atropelar e, o maior absurdo, Zoe ressurgiu, literalmente, das cinzas. Os adultos continuaram a parecer idiotas facilmente enganados por um bando de adolescentes; um veneno mortal foi facilmente neutralizado pelo Cyper; o amor uniu inimigos e a destruição da humanidade não passou, mais uma vez, de alarme falso.

Não há mais o que dizer sobre This Trick May Chance to Scathe You e Passion Lends Them Power!

Faltou arte, mesmo que fosse simplesmente para que os insistentes fãs pudessem acreditar nas situações inverossímeis. Faltou calma para que sequências fizessem sentido. Faltou despertar emoções que nos identificassem com a trama. E, já que o personagem mais consistente era Vega, mais pelo talento da atriz (Merle Dandrigde) do que pelo personagem em si, é realmente uma perda não assistirmos à nave atriana comandada pelo pai de Teri, pousar na Terra. Quem sabe, com ele, não viesse a força necessária para mudar o destino de Star-Crossed!

Elementary – The Grand Experiment

Data/Hora 19/05/2014, 10:00. Autor
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A season finale de Elementary não teve cara de season finale. Depois de uma temporada com episódios dramáticos, inteligentes e eletrizantes, o último capítulo do segundo ano da série foi apenas… mediano. O episódio dava continuidade à história iniciada uma semana antes, quando Mycroft revelou que era agente da MI6 e caiu em uma armadilha feita por um de seus colegas na agência de inteligência britânica.

Ao contrário do que eu pensei na semana passada, Sherlock não acreditou que Mycroft era mesmo um espião e fez tudo o que pôde para provar a inocência do irmão. Com a ajuda da Watson, eles iniciaram uma investigação um tanto entediante, complexa e confusa, e provaram que Mycroft é mesmo um bom rapaz. O problema é que o irmão de Sherlock agiu precipitadamente (ou não, nunca se sabe…) e acabou fazendo um acordo com a NSA para salvar a própria pele e a pele de Watson e Sherlock, que estavam ameaçados por um grupo criminoso. Para isso, os agentes americanos decidiram forjar a morte de Mycroft, que, agora, vai precisar “sumir” do mapa.

E isso é muito triste. Primeiro porque o Mycroft é um personagem cativante, a presença dele na série é bem-vinda e dá uma dinâmica interessante ao enredo, já que a relação dele com Sherlock é de amor e ódio, uma típica relação de irmãos. Não bastasse isso, ele ainda se envolveu com a Watson e, aí, inúmeros conflitos deliciosos nos são propiciados. O primeiro é o caso amoroso por si só. Shippar dois personagens é uma das coisas mais divertidas que um telespectador pode fazer. A segunda diz respeito ao fato de dois irmãos se apaixonarem pela mesma mulher – tema que sempre atraiu interesse das civilizações, desde os primórdios… É verdade que a gente não sabe se Sherlock é realmente apaixonado pela Watson ou apenas nutre um amor incondicional por ela como amigo. Fato é que a dúvida nos foi colocada, especialmente nessa temporada, e o triângulo amoroso entre eles foi, definitivamente, considerado.

Elementary 2X24 2

Só que, agora, com Mycroft se afastando, a gente pode esperar que a terceira temporada seja totalmente diferente. Afinal, esse segundo ano se tratou, basicamente, de explorar a relação de Sherlock e Mycroft, uma relação extremamente ruim na primeira temporada, mas que, nessa segunda, conseguiu evoluir bastante, ao ponto de chegarmos a essa season finale e vermos Mycroft dizer um emocionado “Eu te amo” ao irmão. Não foi dessa vez que Sherlock retribuiu as palavras, mas foi, sim, importante para a relação dos dois.

Mycroft vai mesmo sumir na terceira temporada ou é apenas um conflito típico de todo final de temporada e que, com certeza, será resolvido no início da próxima? Para ser sincera, não acredito que essa relação dos irmãos será, ainda, tema principal da série. Acho mesmo que Mycroft terá a participação reduzida. Ao que tudo indica, o terceiro ano de Elementary irá se focar na relação de Sherlock com Joan (teremos nossas perguntas finalmente respondidas?). Tanto que, em uma das cenas finais desse último episódio, vimos Sherlock pegar um pacote de heroína que estava escondido na sala de sua residência. Caso ele use mesmo a droga, existem duas possibilidades: ou a saída de Watson de casa realmente mexeu com ele e ele está depressivo… ou é uma maneira de ele obrigar que ela fique na casa que os dois dividem, pura manipulação. Talvez, ambas as coisas. Mas ainda não sabemos se ele terá coragem de usar a substância…

Apesar de a possível recaída de Sherlock ser um conflito instigante, a gente espera que o cliffhanger de uma season finale seja mais bombástico do que isso. De disparar o coração. Não foi o caso, achei fraco. Elementary veio de uma temporada inteira de episódios incríveis e parece ter perdido o fôlego no final. Bom, os roteiristas têm até o segundo semestre para o recuperar, quando o seriado retorna para o terceiro ano. Assim espero – e acredito.

The Voice – Live Show 4 e Resultados

Data/Hora 19/05/2014, 09:25. Autor
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Como a final será na terça e provavelmente o canal Sony irá transmitir (pelo menos foi assim na temporada passada) resolvi antecipar a review dos episódios dessa semana. Provavelmente o texto com os comentários da final estará disponível na quarta-feira. Então, se você está acompanhando pela Sony e ainda não sabe os finalistas, para de ler AGORA! Mas prometa que vai voltar, ler com carinho e deixar o comentário!

Ainda me recuperando de todas as eliminações da semana passada, chegamos às semifinais. Cada participante cantou duas músicas, sendo uma escolhida pelo técnico e a outra como uma dedicatória à alguém especial.

Com tantas emoções no episódio da semana passada, acabei esquecendo de falar da mudança radical de visual do Adam. Claro que Blake não ia perder a oportunidade e tirou muito sarro do seu “amigo”. Acho que essa mudança não fez muito bem ao nosso querido Adam, pois achei as apresentações de suas duas candidatas bem aquém do que elas vinham apresentando nos últimos programas, tanto que isso ficou claro nos resultados.

Quando comecei assistir ao The Voice, não gostava do Blake por alguns motivos: primeiro por pura ignorância, já que não conheci seu trabalho e; segundo pelo fato de achar ele um pouco arrogante, já que ele tinha ganhado três vezes consecutivas o programa. E confesso que na temporada passada fiquei muito feliz que ele não chegou nem na final. Mas isso tudo mudou essa semana e já explico o porquê.

Adam, Shakira e Usher estão desesperados para ganhar o programa. O primeiro, pra alcançar Blake; a segunda pra ser a primeira mulher a ganhar; e o terceiro para tirar essa sensação amarga da boca, já que na outra temporada que participou ficou em segundo. Isso em alguns momentos chega até ser chato e já se transformou em uma obsessão. Seus comentários estão cheios de frases prontas, e um blá blá sem fim. O Adam então, estava extremamente chato nesses episódios e queria enfiar goela abaixo Kat e Christina de qualquer maneira! Sem contar que não perdia a oportunidade de lembrar a todos que Josh originalmente era do seu time… Meio um troféu de consolação!

E com isso voltamos ao Blake. O cara está ali pra curtir as apresentações, nunca exige demais de seus candidatos, as apresentações são sempre simples e nem por isso ruins. Muito pelo contrário, faz com que eles se conectem cada vez mais com seus fãs e com isso conseguimos efetivamente ver o talento dos candidatos. Claro que tudo isso tem um risco, basta ver Jake que por semanas achei que não estava se apresentando bem, se comparado com os outros. Mas na verdade ele nunca deixou de ser o mesmo que se apresentou nos blinds e se manteve estável por toda a competição.

Essa estabilidade também aconteceu com Sisuandra e Audra, mas Jake foi o que mais cativou a plateia, dentro e fora dos palcos. Como os técnicos gostam de chamá-lo, o real dude (cara real, em tradução livre) é country da ponta do pé até o ultimo fio de cabelo, um dos estilos mais populares lá fora. E agora ele é o último candidato do time do Blake, que pode concentrar seus votos, antes divididos, em um único artista. Alguém duvida que ele estará na final, ou até mesmo que ganhe o programa?

Apresentações

Abrindo o programa das apresentações, tivemos Usher mostrando seu novo single, Good Kisser, e muito bem acompanhado, diga-se de passagem. A música é mais ou menos e assistindo a apresentação só conseguia compartilhar o calor que ele estava sentindo, ele parecia estar derretendo.

Usher

Kristen Merlin (Team Shakira) dedicou Gunpowder & Lead, da Miranda Lambert, para todos que estão torcendo por ela. Finalmente pudemos ver ela um pouco mais animada, dominando o palco. Sem sombra de dúvidas ela tem uma das vozes mais bonitas e puras que já ouvi e apresentação foi impecável.

Depois Josh Kaufman dedicou o sucesso do momento, All of Me, do John Legend, para sua linda família. Como em time que está se ganhando não se mexe, semana após semana, Josh continua apresentando sólidas performances e essa foi mais uma. O palco estava extremamente bonito, com um piano com as fotos da família Kaufman. Bem legal!

Josh

Diferente dos outros técnicos, os artistas do Adam se apresentaram as músicas na ordem contrária, ou seja, cantaram primeiro a escolha do técnico e na sequência, a de dedicatória. Adam escolheu Chandelier, da Sia. Quando descobri que ela ia cantar essa música fiquei doido, pois sou complemente apaixonado pela versão original (e muito pouco conhecida, ainda) e já fiquei imaginando a poderosa Kat cantando essa música. Só que toda essa expectativa foi por agua abaixo no momento que apresentação começou. Simplesmente não funcionou. E vamos combinar que conseguiram deixar ela feia, com o cabelo estilo Cruela do 101 Dálmatas.

Kat

Jake Worthington (Team Blake) dedicou Good Ol’ Boys, do Waylon Jennings, para seus melhores amigos. Diferente das últimas semanas, ele ficou parado e tocou o violão e que diferença isso fez. Vamos combinar que ele não tem um porte físico de atleta, logo perde o fôlego rápido, o que para um cantor é muito ruim. Parado, ele arrebentou nos vocais! E mais bonito foi ver sua mãe e melhor amigo emocionados com a apresentação.

E pra fechar a primeira etapa, Christina Grimmie (Team Adam) cantou Hide and Seek, do Imogen Heap escolha do seu técnico. Eles usaram um codificador vocal, que confesso a vocês não entendi muito o que não pesquisei, mais achei a apresentação muito boa e diferente de tudo. Lembrou muito um coral de igreja! E os vocais de Grimmie, impecáveis!

Christina

Começando a segunda etapa, Josh retornou ao palco para cantar a escolha de Usher, Love Runs Out, do OneRepublic. Uma versão rock’n roll de Kaufman e que o serviu muito bem. Já estava meio cansado de vê-lo em versões quase acústica e queria ver sua performance dominado o palco e ele não decepcionou.

Let It Go, tema do filme Frozen, foi a música que Kat (Team Adam) dedicou as crianças que ela cuidava antes do programa. Mais uma vez criei uma grande expectativa, já que não esperava que ela cantasse essa música. E mais uma vez não funcionou. Achei tudo muito estranho, não sei explicar direito, mas não conectei com a apresentação.

Kristen retornou cantando o sucesso Foolish Games, da Jewel. Demorou, mas Shakira finalmente acertou e em cheio! Nem tenho nada pra comentar já que achei a apresentação linda e impecável!

Fechando o time do Adam, Christina dedicou Some Nights, do Fun, à sua cidade natal, amigos e família. Tinha tanta coisa no palco que quase não conseguia vê-la. E pra fechar uma chuva de bolas. Enfim, tudo muito e pouca música. Não curti.

E pra fechar o programa, Jake cantou uma versão country Heaven, da Bryan Adams, escolha de Blake. Simplesmente sensacional, o arranjo e principalmente os vocais. E uma das coisas que achei mais bacana é que ele não estava se sentindo bem, com problemas na garganta e em nenhum momento usou esse drama e justificativa para um eventual apresentação ruim, que acabou não acontecendo. Só ficamos sabendo desse problema pois Usher comentou. Mais um ponto positivo pro Jake!

Jake

Resultados

Um programa recheado de apresentações e a volta dos três finalistas da temporada passada. Todos apresentando seus singles. A segunda colocada, Jacquie Lee, apresentou Broken Ones. Depois foi a vez de Will Champlin, em uma versão rock’n roll, cantando Eye of the Pyramid e pôr fim a vencedora Tessanne Chin cantou Everything Reminds Me of You e mostrou o porquê foi a vencedora!

Tess

Como o número bem reduzido de candidatos, não tivemos muito suspense para saber quem foram os finalistas: Jake e Josh, deixando Kat (terceira vez seguida), Christina e Kristen para o instant save do Twitter. O curioso é que Kristen tinha conseguido o bônus do iTunes, porém isso não foi suficiente.

Resultado

Merlin foi a primeira a se apresentar, com Blown Away, da Carrie Underwood. Seguido por Kat, curiosamente também com um música de Underwood, só que dessa vez Good Girl. E por fim, Christina cantou Apologize, do OneRepublic. Eu particularmente gostei mais de Kat, que estava muito mais à vontade do que nas apresentações do programa passado, porém Christina foi a escolhida com quase o dobro de votos da segunda colocada.

Shakira

E com isso, Shakira termina sua participação no The Voice, já que anunciou que não vai mais retornar e na terça saberemos que será o grande vencedor. E vocês, estão torcendo pra quem? Até lá!

Chicago Fire – Real Never Waits

Data/Hora 19/05/2014, 09:00. Autor
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Tenho que admitir que a segunda temporada de Chicago Fire foi extremamente melhor que a primeira, principalmente no que diz respeito ao roteiro. Apesar de alguns altos e baixos e uns errinhos aqui e ali, a qualidade de toda a trama aumentou bastante e o último episódio da temporada surpreendeu.

Surpreendeu porque – apesar de esperarmos -, finalmente mostrou que Dawson será um cadete do corpo de bombeiros. As dúvidas, os medos e, principalmente, os preconceitos foram vencidos e ela conseguiu seu objetivo de entrar para o corpo de bombeiros. Além disso, pudemos ver seu relacionamento com Casey amadurecer e os dois se tornarem um casal, de fato, com direito a pedido de casamento, que só será respondido na próxima temporada – ou não.

Surpreendeu porque mostrou um Severide super sensível (e nós adoramos isso) frente a uma situação delicada. O incêndio no colégio interno deixou uma vítima em estado gravíssimo e a culpa rondou o bombeiro por todo o episódio. Mas apesar do lado sensível ser explorado, o bombeiro ainda sabe ser durão. E foi assim com Devon, quando não mediu palavras para falar as verdades que a moça deveria ouvir, afinal, sua melhor amiga pode estar sendo enganada de novo.

Surpreendeu porque o Chief Boden foi surpreendido. Na segunda temporada pudemos ver um pouco mais do lado humano e dos medos de Boden e o último deles era se apaixonar. Depois de dar o braço a torcer pro amor e pedir Donna em casamento, chegou a hora de ir pro altar. Apesar da rapidez dos fatos (entre o pedido e o casamento) foi emocionante acompanhar essa pequena jornada do bombeiro rumo ao final feliz. E aqui, mais uma vez, a união do 51 foi mostrada. Quando Herrmann teve dificuldades para encontrar a igreja onde a cerimônia se realizaria, alguns dos bombeiros se mobilizaram a ajudá-lo e seria tudo perfeito, não fosse um chamado.

Surpreendeu porque a equipe da série colocou todo o time de bombeiros (exceto Boden) dentro de um prédio e explodiu a construção num piscar de olhos deixando todos os telespectadores boquiabertos e ansiosos pela nova temporada. Depois desse final, e com um monte de perguntas pra responder, que a terceira temporada seja ainda melhor!

 

Modern Family – The Wedding (Part 1)

Data/Hora 18/05/2014, 22:06. Autor
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O dia perfeito chegou! Bom, nem tão perfeito assim. A ocasião mais esperada da quinta temporada da série, finalmente, chegou e os maiores felizardos fomos nós, por termos sidos presenteados por um episódio tão gostoso de assistir. A primeira parte do casamento de Cam e Mitchell mostrou os preparativos da cerimônia e a correria dos noivos e convidados no grande dia.

Como de costume, os núcleos foram divididos, mas, dessa vez, para mostrar como cada um levava esse dia tão esperado. Começando pela casa de Jay e Gloria, onde as mulheres preparavam seus penteados para a cerimônia. Os pais de Cam estavam hospedados na casa de Jay e, enquanto Gloria preparava a mãe de Cam, Jay e o Sr. Tucker foram passar o dia juntos. Apesar das cenas engraçadas e da aceitação dos pais dos noivos terem aumentado – e MUITO! – desde a primeira temporada, ainda dá pra perceber que eles têm certo receio em dizer ao mundo que seus filhos são gays. Jay melhorou bastante o seu comportamento, mas ainda assim não considera “normal” o casamento do filho. Apesar dos pesares, ele não esconde que faz de tudo para estar presente na vida de Mitchell.

Na casa dos Dunphy, tivemos uma inversão de papéis propositalmente elaborada por Claire. Com isso, Phil teve que passar o dia com Alex, e Claire passou o dia com Luke. A preferência que Phil tem pelo filho nunca foi segredo, mas, dessa vez, ele se superou ao dar indícios dessa preferência na frente de Alex. Ok, Phil, até nós já estamos com saudade de suas maluquices com Luke <3 Enquanto Claire e Phil tentam fazer seus papéis de pais legais, as crianças tentam ao máximo ser como o outro irmão. Luke confessa que não aguenta mais ouvir que é impossível que ele seja irmão de Alex e a menina, por sua vez, consegue ser legal com seu pai, a ponto de tirar risos dele. Essas experiências familiares dos Dunphy nos mostra, sempre, que por mais que as crianças sejam diferentes, elas são muito parecidas.

E por último, mas não menos importante, os noivos. Os detalhes do casamento que foram escolhidos e colocados na trama de modo sutil, durante a temporada, finalmente tomaram forma: vimos Pepper e a decoração simples e delicada da cerimônia e Lily dando forma ao vestido que escolheu para ser daminha. Mas antes disso, como tudo isso não poderia sair perfeito, vimos os noivos desesperados por conta do terno de Cam, a ponto de deixarem, ou melhor, fazerem com que Lily invadisse a loja para recuperar o terno. Depois da confusão, o terno foi recuperado e tudo ocorreria às mil maravilhas não fosse o fato de que um incêndio se alastrava próximo ao local. Com isso, a cerimônia foi adiantada, pegando todo mundo de surpresa. E o final dessa confusão nós veremos no próximo episódio 😉

Person of Interest – Deus ex Machine

Data/Hora 17/05/2014, 13:28. Autor
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E lá se foi mais uma temporada!

Olhando para frente, os meses se tornam uma eternidade para descobrirmos como é que será a vida de Finch e companhia agora que se tornaram apenas um CPF. Olhando para trás, é impossível já não sentir certa nostalgia por uma temporada que começou muito mal das pernas e depois se tornou a melhor parte dessa história que teve seu início com um encontro entre Finch e Reese em 2010 e uma ideia sobre como, em um futuro não tão longínquo assim, a tecnologia poderia fazer parte de nossas vidas de uma forma que nem ousaríamos sonhar, a não ser, metaforicamente, como uma anedota futurista.

Entre salvar vidas, serem perseguidos pelos mais diversos tipos de inimigos e enfrentar demônios pessoais, Finch e Reese viram seu staff crescer. Outros personagens foram incorporados à história. Aprendemos a amá-los pelo que eram: representações de situações que encontramos, transitando nas ruas de cidades reais; representações de sentimentos e caráter que, mesmo inconscientemente, desejamos encontrar transitando pelas ruas de cidades reais.

Este ano, de forma um tanto traumática, despedimo-nos de Carter. Não somente porque a história precisava de um momento impactante, mas porque a verossimilhança com um mundo possível pedia o sacrifício de um deles. Afinal, como diria Jonathan Nolan, neste tipo de história perdas acontecem, e quem fica tem que aprender a conviver com elas: Reese, Finch, sua equipe, eu e você, que, semana após semana, vivemos esse universo denso de possibilidades chamado Person of Interest.

Deus ex Machine talvez seja o início de uma nova fase nessa história a qual os “irrelevantes” de Finch sejam a humanidade inteira submetida ao jugo do Samaritano, orientado pela mente doente, mas sagaz de Greer. Afinal, quem iria pensar que a Vigilância era produto de uma articulação que começara antes mesmo de sabermos de sua existência?

Parodiando Greer, podemos estar observando a “aurora de um novo mundo”, onde, como deuses, uma inteligência desprovida de sentimentos poderá ser capaz de submeter os homens a uma convivência em que se recupere o sentido da palavra Humanidade. Contraditoriamente, um conceito que comporta menos razão e mais emoção.

Greer e Root partilham da mesma descrença pelo ser humano e o fascínio pela perfeição de diretrizes construídas por bytes e bytes de linhas de comandos em inteligências cibernéticas que, teoricamente, as tornam infalíveis.  A ironia é que a imperfeição é o que nos leva à possibilidade de uma convivência mais humana, na medida em que somos capazes de sentir e sentir pelo outro, ainda que o exercício desta simples premissa esteja cada vez mais em desuso.

O Samaritano ganhou vida! A Máquina a tinha há algum tempo. Talvez este seja um dado relevante na guerra que se avizinha. Porque parece que ela consegue, ao menos com Finch e sua equipe, certa empatia. E empatia é um sentimento, não uma racionalização conseguida a priori, inscrita em suas linhas de comando. Na “aurora de um novo mundo” isso, talvez, faça toda a diferença.

Nesse futuro que se avizinha, o tempo também pode ser fundamental. Para Finch e sua equipe se reestruturarem. Para o Samaritano se humanizar. Para a Máquina se aperfeiçoar. Ou não. Pois o tempo pode simplesmente mostrar que o caminho mais fácil para a preservação do mundo seja a eliminação dos homens. E na quarta temporada este pode ser o grande dilema: os deuses estarão aqui para nos punir ou nos proteger?

Eis um ponto em que Greer e Finch divergem e a qual lado cabe a razão ainda é uma incógnita. Certeza mesmo é que a Caixa de Pandora foi aberta e se a esperança ainda resta dentro dela, resta torcer para que não seja em vão.

Mas que venha a quarta temporada. E o mais rapidamente possível.  Enquanto isso vamos curtindo a saudade e perdoando os pequenos deslizes que aconteceram aqui e ali durante esta fall season, inclusive nesta season finale.

Grey’s Anatomy – Fear (of the Unknown)

Data/Hora 16/05/2014, 12:34. Autor
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Sentem-se. Procurem uma posição confortável. Apertem o play. E deixem ela ir.

Todos sabíamos há bastante tempo que na season finale da 10ª temporada de Grey’s Anatomy Cristina Yang iria embora. Tivemos todo o tempo do mundo para nos prepararmos. Porque doeu, então, tanto? Não nos preparamos da forma adequada?

“You only know you love her when you let her go … and you let her go”

Esse trecho da música Let Her Go, do Passenger, é apropriado para o momento. Muito embora saibamos há muito que amamos Cristina Yang, foi ao deixá-la ir que nos demos conta do quão devastador será seguir sem ela. Não havia preparação adequada. Mas nós precisávamos deixá-la ir.

Em No Man’s Land, o 4° episódio da primeira temporada, Yang perdeu uma paciente muito querida pelo Seattle Grace, já que havia sido enfermeira do hospital por muitos e muitos anos. E ela enfrentou ali sua primeira grande perda. Consequentemente, teve problemas para lidar com isso, especialmente sendo “coração gelado”. Mas o Burke, nas escadas, deu um conselho para sua pupila “Let her go. We need to let her go”. Talvez Shonda tenha usado Where Does the Good Go, de Tegan and Sara, na cena da despedida definitiva de Yang para que nos lembrássemos dessa cena. Não foi à toa, certamente, que Meredith escolheu essa canção como swan song.

“And how do you know when to let go?”

Assim como Meredith, nós sabíamos. Apenas sabíamos. E sabíamos também que Cristina não faria isso sozinha. Afinal de contas, ela sempre teve Meredith ao seu lado, e agora não seria diferente. Com a impressão de que as coisas não estavam de fato concluídas, Cristina tentava adiar sua partida. E sabedora de que o momento da despedida havia chegado, Meredith levou Cristina Yang para sua última ronda.

Foi quando Yang se despediu de Derek que eu comecei a chorar de verdade. Alex ouviu palavras bondosas de Yang, que confirmou que embora ele não seja “nenhuma Cristina Yang”, ele é um cirurgião muito bom. O chief e a Bailey também foram agraciados com um abraço (Weber, nós estamos muito orgulhosos dela). A cena da despedida de Cristina e Owen foi muito Crowen. A vontade de estar perto e a aceitação de que a distância era melhor e de que nunca o adeus seria suficiente preencheram a cena. Mas nem por isso foi menos difícil foi ver Owen deixá-la ir. E então restava apenas uma despedida. A mais difícil.

Meredith mostrou, ao se despedir de sua person, a mulher forte que se tornou. Vê-la obrigando Yang a entrar no táxi e ir embora, enfim, foi agridoce. Deu orgulho do meu bebê, mas a tristeza por vê-la “abrindo mão” de sua person quebrou meu coração.

“What do you need, an ‘I love you’? I love you.”

Quando Cristina acenou para uma Meredith forte, porém devastada, eu achei que o ponto final na trama de Cristina Yang havia sido colocado. Felizmente, estava enganada. A cena final entre Ellen Pompeo e Sandra Oh foi uma das mais belas da história de Grey’s Anatomy. 

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“Wait, we’ll call each other at least twice a month and we’ll text each other all the time. Don’t let Owen get all dark and twisty. Take care of him. And Alex, take care of Alex. He needs to be mocked at least once a day or he’ll be insufferable. Don’t get on any tiny little planes that can crash or stick your hand in a body cavity that has a bomb in it or off your life to a gunman. Don’t do that. Don’t be a hero. You’re my person. I need you alive. You make me brave. Okay, now we dance it out”.

E então, elas dançaram. Dançaram como muitas outras vezes. Dançaram como nunca antes haviam dançado.

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E em um último ato de amor, Yang fala para Meredith tudo o que ela precisa ouvir. E nos deixa, enfim, com uma das falas mais bonitas do seriado:

I gotta go. You stay here. You are a gifted surgeon with an extraordinary mind. Don’t let what he wants eclipse what you need. He’s very dreamy, but he’s not the sun. You are.

Obrigada, Shonda Rhimes. Por permitir que Yang partisse sem morrer. E, especialmente, por lhe dar uma despedida tão bonita.

Obrigada, Sandra Oh, por essa linda jornada. And thank you, Cristina Yang, to be our person.

“You don’t feel finished because this isn’t the end for you. There’s no finish line. There’s no end point. You just have to go”

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——-

Peço desculpa por essa review não ter sido uma review. Eu não consigo escrever algo coerente. Eu precisava, também, deixar Cristina Yang partir.

Mas para não deixar de falar de todo o resto, algumas considerações:

1 – April e Jackson se reencontraram, aparentemente. E as belas palavras da Mama Avery para a nora fizeram toda a diferença.

2 – Shonda, your bitchless heart! Como assim a nova chefe de cardiologia é filha de Elis Grey COM O CHIEF WEBER? Estou em choque.

3 – Calzona vai optar pela barriga de aluguel. Só eu acho que vem muito drama por aí? Do tipo a barriga de aluguel resolver não entregar o bebê na última hora? É a cara da Shonda.

4 – Bailey vai se dar mal, MUITO MAL, porque Alex se deu bem, MUITO BEM! Yang deixou o hospital e, consequentemente, seu lugar no conselho para o amigo. Achei lindo <3

5 – Meredith, o sol, não quer ir pra Washington. E Derek, que foi egoísta mesmo e se acha, desde sempre, O cirurgião mais importante do mundo, não irá compreender isso facilmente. Só espero que não venha drama MerDer por aí.

6 – Shonda estava bondosa quando deixou que William Harper desse um final super bonito pra Leah. E que deixasse o Shane ir embora também, para ser feliz ao lado da mentora (eu disse que isso ia acontecer). É muita caridade dela deixar tanto ator sair sem matar seus personagens.

Até setembro, pessoal. Deixei Cristina Yang partir, mas ainda não estou pronta para fazer o mesmo por Grey’s Anatomy.

The Crazy Ones – The Monster e The Lighthouse

Data/Hora 15/05/2014, 10:11. Autor
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É chegada a hora de dizer adeus.

A notícia é triste, mas já esperada: no último fim de semana a CBS anunciou o cancelamento da nossa amada The Crazy Ones. E a hora derradeira do pessoal da Lewis, Roberts & Roberts não deixou a desejar. Muito pelo contrário: deixou um gostinho agridoce, de quero mais.

Os dois últimos episódios da série – The Monster e The Lighthouse – foram exibidos no dia 17 de abril. Antes, portanto, de sabermos qual seria o seu destino. Embora não tenham sido exatamente uma series finale, ambos cumpriram seu papel com louvor, ao surpreendentemente não focarem na comédia, por assim dizer.

Enquanto The Monster girou em torno de um trabalho pro bono de Simon para salvar uma biblioteca em perigo através de uma campanha de queima de livros (oi?), The Lighthouse nos presenteou com uma verdadeira dramédia familiar, trazendo à agência ninguém menos do que Paige, a famigerada mãe de Sydney.

O que ambos os episódios tiveram em comum? O arco da possível venda da Lewis, Roberts & Roberts para a Hamasaki – uma gigante corporação – e, com isso, o embate entre Simon – contra a venda e a “morte” de sua liberdade criativa, e Gordon – a favor da venda e principalmente dos US$ 47 milhões que ela representaria.

“Eles tem uma ótima ética corporativa.” – Gordon

“Isso é como dizer ‘republicano pró-escolha’ ou ‘circuncisão parcial’. Eles não existem!” – Simon

Tudo começa quando, em The Monster, Gordon se desespera com a perda de um grande cliente – a UPS, e suplica a toda a equipe da agência que consigam substituí-la com um cliente à altura, como a indústria do tabaco ou a farmacêutica, ou… a Coreia do Norte (!).

“Lauren, querida, ligue para Kim Jong-Un!” – Gordon

“Não ligue, Lauren. Vai acordar o Dennis Rodman!” – Simon

Simon, como de costume, completamente alheio às questões mais burocráticas e financeiras de seu trabalho, não só não dá a mínima importância para o desespero de Gordon, como pretende salvar a Biblioteca Pública de Naperville em uma grande campanha pro bono.

“Fechem aquele museu de livros estúpido! Quem se importa?” – Gordon

Bom, Simon se importa. Gordon retalia e se recusa a liberar qualquer verba para a realização da campanha. Ah Gordon, você deveria saber que isso não daria certo…

“Você é um vilão. Só falta a maçã envenenada e um espelho mágico!” – Simon

“Você ainda nem começou a ver a Rainha Má que eu posso ser.” – Gordon

E neste conto de fadas às avessas, o pobre Gordon levou a pior, claro. Numa campanha completamente maluca – rabiscada com caneta permanente em um monitor de 5 mil dólares (ouch!), Simon involuntariamente transformou seu sócio desengonçado em um verdadeiro monstro. Já que bibliotecas, aparentemente, são lugares com “internet ruim”, “garotas feias”, “cheiro de livro velho”, e onde os “sem-teto vão para se masturbar”, o jeito foi inventar uma campanha às avessas, que incentivasse o fechamento da biblioteca e ainda o comemorasse com uma grande queima de livros. Whaaat?

Explicando melhor (ou quase isso!): o povo de Naperville está revoltado com o aumento de seus impostos, portanto não se importam com a biblioteca. Sendo assim, o que mais despertaria a sua atenção para a causa do que uma queima de livros? Ah, Simon…

O que faltava para a campanha era um rosto que “as pessoas pudessem odiar”. E é aí que entra Gordon, com seus fotogênicos “traços mediterrâneos suados”…

“Se eu sou o vilão, é porque você precisa que eu seja um vilão. Serve à sua necessidade patológica de ser um herói… Sou só a Bruxa do Mar para a sua Pequena Sereia… Fale com o tentáculo!” – Gordon

Gordon garante que a campanha pro bono de Simon nada tem a ver com a biblioteca, mas como a necessidade que ele sente de ser amado. Mas… Quem se importa? É tarde demais. Gordon já é o grande “queimador de livros” de Naperville, Illinois, e sente na pele a retaliação de sua população – “Meu café tinha um dedo médio desenhado na espuma!”.

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Com a promessa de ser transformado no grande herói no grande plot twist planejado por Simon, Gordon não vê outra saída a não ser concordar com toda aquela insanidade. Incêndios e tentativas de linchamento a parte, (quase) tudo sai como o planejado, e, mais uma vez, a Lewis, Roberts & Roberts salva o dia ao revelar que tudo não passava de uma campanha publicitária genial.

“Isso me lembra de alguma coisa!” – Sydney

“Crepúsculo?” – Lauren

“Jogos Vorazes?” – Zach

“Sério?” – Andrew

E tudo termina com “numerosas e excruciantes” feridas de tridentes (!!), e Gordon se transformando em um “vilão da nação, porém um herói da biblioteca.” Ufa!

“Você é a Fera da minha Bela. O Garfunkel do meu Simon.” – Simon

Mas essa declaração de amor (?) não foi suficiente para salvar a LR&R de sua iminente venda, e em The Lighthouse a queda de braços entre Simon e Gordon continuou, levando a decisão final sobre o assunto para a Diretoria da agência.

“Por que Simon tem tanto medo da Diretoria?” – Lauren

“Porque é composta por pessoas que só se preocupam com dinheiro.” – Andrew

“E a minha mãe.” – Sydney

E então somos apresentados à Paige, a mãe ausente e louquinha da nossa Syd:

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“Não façam movimentos bruscos. Finjam-se de mortos até ela sair com metade de tudo o que vocês tem.” – Simon

“Minha terapeuta se refere a ela como um farol. Quando a luz brilha em você, é ótimo. E quando está longe, você foi apenas deixado no escuro para bater nas rochas das neuroses da sua infância.” – Sydney

Como nada é simples na LR&R, o voto de minerva da Diretoria fica a cargo de Paige. Mas a verdade é que nada disso foi assim tão importante para o desfecho deste episódio – e da série. The Lighthouse se esforçou em nos mostrar a dinâmica familiar entre Simon, Sydney e Paige, suas aventuras, desencontros, brigas e reconciliações, tornando esta series finale uma verdadeira dramédia familiar.

Volúvel ao extremo, Paige promete seu voto tanto para Gordon, quanto para Simon, aproveitando neste meio termo o que de melhor ambos tinham a lhe oferecer: uma noite de sexo, como nos velhos tempos (“lembra quando você queria que eu votasse em Clinton?”), ou uma maratona com os piores filmes já estrelados por grandes divas do cinema e da música (Mariah Carey, Cher e Christina Aguilera, estou olhando para vocês!).

Ao vermos que até hoje Sydney sofre com as promessas vazias de sua mãe, entendemos melhor porque ela venera tanto seu pai excêntrico e atrapalhado, que, by the way, NÃO a esqueceu sozinha num shopping quando ela tinha 5 anos.

Pelo menos Paige prestou para dar um bom – e inédito! – conselho à filha: nós só nos arrependemos por aquilo que não fizemos. Ao colocar este conselho em “uma linguagem que ela seria capaz de entender” – e depois de ler o seu diário no Dropbox (“12345678”, anyone?), Simon deu o seu aval para aquela que talvez tenha sido a atitude mais ousada da vida de Syd.

Pobre menina. Acho que crescer com pais que saltam de carros em movimento enquanto brigam te ensinou a usar cinto de segurança. Apesar de nossas culpas, queria que agora você tivesse um pouco da nossa imprudência.” – Simon 

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Mas… E agora? Bom, agora a resposta de Andrew ficará a cargo das nossas imaginações férteis. Obrigada por isso, CBS! Quanta crueldade! O que nos diz o fato de Syd querer acompanhar a mãe pelo Marrocos mesmo depois de ela ter decidido ficar em Chicago? Teria Andrew dado um fora na nossa publicitária favorita? Prefiro acreditar que não. (Até porque, tivemos uma certa insinuação da parte dele de que as coisas não iam assim tão bem com Allie, não é mesmo?)

No fim das contas, Paige fez a coisa certa ao votar a favor de Simon: a Lewis, Roberts & Roberts está a salvo, e a liberdade criativa de Simon, intacta e pronta para atacar novamente!

Em nossas memórias, ficarão os ótimos momentos proporcionados pela equipe mais louca do mundo publicitário. Inclusive os ótimos plots secundários envolvendo o “bromance” de Zandrew. Ver um Zach tão ciumento com “Aandrew” (Andrew + Allie = Aandrew, sério? hahaha) só não foi mais impagável do que o seu quase romance com o vizinho de Syd, e a inversão de papéis com Megan, a amiga-gata-e-ex-ginasta de Allie, que usou e abusou do nosso bonitão justamente quando ele tentava, em conversas imaginárias com Andrew (ou seria Scrooge?), ser um “homem melhor”.

Zandrew

É… Eu já estou com saudades.

Foi um prazer acompanhar as aventuras de The Crazy Ones, e dividir minhas reviews com vocês.

Até logo, Simon!

Castle – For Better Or Worse

Data/Hora 14/05/2014, 19:14. Autor
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Sabe, essa nota que eu preciso sempre atribuir aos episódios é uma faca de dois gumes: ela pode representar exatamente o que eu penso sobre o episódio, assim como pode ser totalmente injusta. No caso de For Better Or Worse, a nossa tão esperada season finale dessa temporada que eu considero a melhor, a nota será totalmente injusta. Infelizmente, não posso atribuir cinco, mas também não acho que eu tenho o direito de dar menos que quatro. E o maldito 4.3, que supostamente deveria ser uma média, ainda me soa injusto. O problema, no final das contas, é que eu sei o que essa season finale NÃO foi: não foi maravilhosa, não foi ruim, não foi condizente com o nível da temporada. Agora, dizer o que ela realmente foi é o que eu tentarei nas linhas a seguir.

Quando Watershed foi ao ar, eu sabia que o ano seguinte seria mágico e totalmente diferente. A sexta temporada chegou para a gente, já na sua estreia, com um peso gigante: iríamos descobrir ali, nos balanços, a resposta de Beckett. Com o “sim” que Kate deu ao Castle, iniciou o que eu chamo de a temporada da coragem. Coragem para assumir um compromisso maior, para vencer as amarras do passado – principalmente para Beckett e a história de sua mãe -, para deixar o medo de lado e lutar pelo o que quer até o fim. Com episódios românticos, assustadores, tristes, perfeitos, a sexta temporada se tornou a minha favorita e talvez uma das mais redondinhas que Castle já teve. Ela trouxe Bracken, Vulcan e 3xk de volta, ao mesmo tempo que trouxe a escolha da música perfeita para o casal, a data do casamento, o local, o vestido… é como se a dosagem entre o drama e o conto de fadas nunca tivesse sido tão boa. E por isso, só por isso, pela sexta temporada ter acertado 99,9% dos pontos que quis alcançar, que eu acho que For Better Or Worse não fez jus ao ano que nós tivemos. Contudo, eis aqui uma das artimanhas que Castle tem: mesmo o episódio não sendo tão bom, ele é bom e sempre, sempre mesmo, terá cenas que valerão todos os 42 minutos.

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Desde o início do episódio a gente percebeu que as coisas não caminhariam do jeito que foram planejadas em toda a temporada. Surpresas viriam, mas quem imaginou que seria assim, tão depressa? Quando Castle e Beckett vão ao cartório, o escritor entrega a papelada do divórcio que já teve e a balconista fica olhando para a cara da Beckett como se estivesse esperando algo. Assim como eu, Beckett não estava entendendo nada, mas a moça logo tratou de explicar: Beckett já foi casada e, pelo o que parecia, continuava sendo. Aí nessa hora eu soltei um “what the hell?” bem básico e agradeci não ter lido spoilers porque a surpresa foi maravilhosa. A verdade é que a nossa detetive mais badass e certinha tem, assim como todo mundo, um passado negro e ele diz respeito a um casamento em Vegas, há quinze anos atrás. Parece que tudo o que acontece em Vegas, não fica em Vegas, não é, Kitty Kat?

Mas claro que tinha um jeito de reverter essa história e subir ao altar para se casar com Castle em três dias. Ela só precisava achar Rogan – o querido maridinho -, explicar o que aconteceu e fazê-lo assinar os papéis do divórcio – porém, seria fácil se O’Leray Rogan não fosse um vigarista, bandido, metido em várias encrencas e, pior, chantagista. Para que ele assinasse, ela teria que fazer algo por ele e, obviamente, não seria um serviço limpo. Aliás, se Beckett estava preocupada com o que dizer em seus votos, acho que a prova de amor, ao se deixar ser chantageada, que ela fez por Castle e pela cerimônia que eles teriam em poucos dias com certeza ficaria bem bonita em palavras ditas na frente de todo mundo.

Enquanto Beckett tentava lidar com  seu marido Rogan, em um plot chatíssimo e longo demais pro meu gosto – tirando pela Stana que atua bem demais -, Castle tentava lidar com os problemas que surgiam e indicavam que o casamento ia por água abaixo. Uma ligação o avisa que o espaço alugado para a cerimônia estava inválido e ele, Alexis e Martha surtam. Nessa hora, eu sussurrava um nome, nome esse que eu disse em uma de minhas teorias que seria o local do casamento. Não demorou muito e Hamptons surgiu na conversa, me fazendo surtar um pouco (muito) no meu sofá. Era como se tudo estivesse dando errado para que, no final, tudo desse certo, do jeito que realmente deveria ser.

Em todo conto de fadas tem um príncipe; no deles, ele se chama Castle

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Histórias de contos de fadas, literatura, poesia, todas têm a mesma função: fazer com que a gente saia da realidade e vá para um mundo onde a gente pode ser o que quiser, quando quiser, com quem quiser. Porém, todo ato de fingir traz um pouco de realidade, e em Castle não é diferente. Castle e Beckett é o casal mais comum que já vi em série de TV – muitas vezes parece que são reais, como se fossem um daqueles muitos casais com quem esbarramos na rua andando de mãos dadas. E, assim como qualquer casal, têm seus problemas, suas brigas, seus obstáculos. E quando tudo estava dando errado, quando Rogan estava desaparecido e os dias corriam, quando o vestido dado por Matilda havia sido totalmente estragado, Beckett desabou. Desabou de uma maneira que cortou meu coração, porque não estamos acostumados com uma Beckett vulnerável, frágil, e a cena em que ela diz ao Castle, com os olhos marejados de lágrimas, que o casamento era pra ser perfeito e estava sendo arruinado, seja lá o que eu tenha achado dessa season finale, valeu todo o episódio.

E eu percebi que todos esses anos amando Beckett e estando com ela fizeram do Castle não um homem melhor, mas um homem totalmente diferente. O Castle de hoje não tem absolutamente nada do Castle de antes, tirando suas piadas estúpidas/engraçadas/únicas. Como um verdadeiro príncipe, ele mantém a calma e explica para Beckett que se eles querem um final feliz, terão que lutar por isso, e lutar significa vencer obstáculos e não deixar que eles te vençam. E eles que já passaram por TANTA coisa, por tantos momentos difíceis, tiros, gelo, bombas, sequestros, não se deixariam abalar.

“É um sinal de que a nossa história de amor é maravilhosa. O que é uma grande história de amor sem obstáculos a superar?”

Exatamente por isso, e com a ajuda do departamento e do Castle que já estava com ela nessa jornada em busca de Rogan, que os dois conseguem achá-lo. Embora tenham passado por momentos de tensão, quando um bandido, cujas fotos comprometedoras estavam em posse de Rogan, apontava uma arma para Beckett, Castle pensou rápido e armou para que as duas gangues que estavam atrás de Rogan ficassem uma contra a outra, livrando, assim, a pele dos três. Rogan FINALMENTE assinou aquela bosta de papel e Beckett estava oficialmente solteira. E aí eu pensei, pela primeira vez no episódio, que teríamos casamento. Yay, Castle, vá pegar sua noiva!

We’ll meet again, don’t know where, don’t know when, but I know we’ll meet again some sunny day…

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Tudo caminhava da maneira que eu queria, pelo menos em questão ao casamento: aquele vestido espalhafatoso que Matilda tinha dado estava fora de questão e Beckett usou o de Johanna <3 Na cena em que Beckett está se vestindo, Martha fez questão de somar mais um ponto para o episódio simplesmente sendo Martha. A sogra mais querida do mundo deu a ela um par de brincos simbólico em sua família, o que resultou em um abraço fofo e super sincero entre as duas. No entanto, a falta de Jim em todo o episódio – e nem sombra dele no espaço da cerimônia – me alertava que algo estava errado. Além disso, as questões com Bracken e Vulcan estavam resolvidas, mas com 3xk não. Algo ia acontecer, e aconteceu.

Castle, ao se despedir de Beckett no telefone dizendo que estava a caminho, percebeu que estava sendo seguido por um carro estranho, e logo a cena foi cortada. O sumiço de Castle começou a assustar a todos, até que Beckett recebeu uma ligação. Quando ela chega ao local indicado, dá de cara com o carro que Castle estava dirigindo despencado em um barranco, totalmente em chamas. Talvez o que eu vá dizer agora não agrade muito, mas preciso ser sincera com vocês. Eu não comprei esse final. Fiquei arrasada com a cara da Beckett, em como eles estavam felizes porque finalmente iam selar a união, em como Castle estava lindo e sorridente ao dizer que a amava e em como tudo isso tinha sido interrompido. Mas o carro pegando fogo? Não.

Definitivamente, isso é coisa do 3xk. É como se eu sentisse o cheiro de vingança no ar, sabe? Vou aguardar o hiatus curiosa para saber o que realmente aconteceu, se o pai dele o salvou ou se alguém o mantém em confinamento. A questão do cliffhanger usado me irritou porque havia mil outras formas de nos fazer surtar, roer as unhas, algo que se aproximasse mais do possível, mas não chegar e mostrar pra mim um carro pegando fogo QUE EU SEI que Castle não está lá. De todas as seasons finales, eu acho que essa talvez tenha sido uma das mais fracas em questão de plot. Mas como eu disse lá em cima, mesmo quando o episódio não é bom, ele é bom. E eu agradeço por isso.

Tô sofrida com o fim dessa temporada, e acho que assim que eu tiver um tempo livre, irei revê-la. O que eu tiro desse final é uma Beckett disposta a tudo para ter um final feliz com quem ama, um Castle mostrando que é um verdadeiro príncipe e, principalmente, a conclusão de que Marlowe tem, nas mãos, uma das histórias de amor mais completa e linda que já vi. Essa sexta temporada só reafirmou o que eu, você e todo mundo já sabia: nós temos o melhor shipper da história! Entre lágrimas e risos, me despeço de vocês. Queria agradecer do fundo do meu coração pela companhia e paciência com essas reviews gigantes. Castle foi renovada (amém!) para um sétimo ano e eu estarei aqui, em setembro, para surtar com vocês. Aguentem firme e… in Marlowe we trust!

PS: Eu pedia Esplanie, mas acho que dormi em algum episódio. Eles estão juntos e eu não sei? Como assim? De qualquer forma, eles dando as mãos me destruiu <3

PS2: Como a pessoa que ligou para Beckett sabia que ela era ela e como sabia que aquele era o Castle? E mais, como conseguiu o telefone dela se o carro estava em chamas? Armação ou falha, eis a questão.

PS3: Nunca irei superar o “Kitty Kat”, hahahaha

PS4: Castle falando “I thought you were one and done kind of girl” me matou. E eu ainda me surpreendo como nada nessa série é esquecido!

PS5: JÁ É SETEMBRO, GENTE???

The Blacklist – Berlin Conclusion

Data/Hora 14/05/2014, 17:14. Autor
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Na review sobre The Kingmaker e Berlin, eu disse que esperava que a finale de The Blacklist fosse a cereja no topo do bolo. E eu não me decepcionei. Pelo contrário: o encerramento da 1ª temporada da série superou minhas expectativas.

Red foi preso no final de Berlin. Mas ele não ficou muito tempo em custódia do FBI, já que Alan ocupa um cargo elevado no Governo e mexeu os pauzinhos para que Red fosse transferido possibilitando, assim, uma fuga. E tão logo Reddington conseguiu fugir, ele avisou para “sua” força-tarefa que as vidas deles estavam em risco.

E não demorou muito para nós termos certeza de que Berlin não estava, mesmo, para brincadeira: a agente Malik acabou morrendo no melhor estilo Catelyn Stark. Morreu sem ser bem aproveitada no seriado, uma pena. Mas pelo menos os roteiristas escolheram a “pessoa certa” para sacrificar.

E quando Cooper, na sequência, foi estrangulado no carro eu fiquei em choque. Achei que até o final do episódio só Lizzie ficaria viva (porque vamos combinar que ela nunca morreria…). Mas quiseram os deuses – ainda bem – que eu estivesse enganada. Aram, Elizabeth e Ressler acabam o episódio bem vivos, obrigada. E Cooper deu mostras de que pode sobreviver também, no final das contas.

E eu fico contente com isso. Especialmente porque a equipe começou a se encontrar melhor nos últimos episódios, deixando pra lá aquela impressão de que o FBI é sempre burro. E nessa season finale, mais uma vez, o FBI conseguiu fazer um bom trabalho, mesmo com sua equipe caindo os pedaços. Só a história do “guarda” com a mão cortada foi esquisita, já que embora a frase tenha sido dúbia, eu interpretei ela como “Berlin cortou sua própria mão” desde o princípio.

O legal de Berlin estar vivo e à solta é o fato do FBI ter conversado com ele, mesmo que sem saber. Ou seja: a história absolutamente sanguinária do cara é verdadeira, e foi contada pelo próprio. E ele é um vilão de gabarito, daqueles que sempre são bem vindos nos seriados. Além do mais, a presença dele na série nos leva a pensar em qual o papel de Red no meio disso tudo. Porque tamanha obsessão?

Pois bem, como Red olha para a mesma foto que Berlin (acho que era, não? A da filha do Berlin?), eu creio que Reddington é o cara pelo qual a filha de Berlin se apaixonou. Assim, o criminoso pode estar atrás do seu ex-genro em razão de tudo que a filha sofreu depois. Talvez ele culpe Red pelo acontecido. É a única explicação que eu vislumbro, agora.

The-Blacklist-Season-Finale

Outra coisa que a finale, competentemente, deixou no ar é o laço entre Red e Lizzie. Os diálogos entre os dois foram (mais uma vez) geniais, especialmente os ligados à morte do Sam. Red demonstrou o quanto sofreu por matar o amigo, mesmo que ele estivesse sofrendo. E não escondeu de Elizabeth que fez isso para impedir que a identidade do seu pai fosse revelada.

Não é de hoje (é do piloto, aliás) que sabemos que o Red é o pai da Lizzie. Quer dizer, nós sabemos MESMO? Porque essa season finale me deixou com a nítida impressão que ele não é. Reddington foi bem enfático em dizer que a vida de Lizzie estaria em grande perigo se ela descobrisse a identidade do pai. E nós sabemos que todos os “caras maus” já ligaram Elizabeth ao Reddington. Aliás, foi assim que o Berlin chegou nela. Então porque Red não revelaria para Elizabeth que é seu pai, já que o risco existe?

Além do mais, quando Red e Lizzie falam da noite do incêndio que, supostamente, vitimou o pai dela, Red fala que alguém a levou até o Sam. Obviamente, se o pai dela estiver mesmo morto, não teria sido ele próprio. Nesse caso, as cicatrizes de Red se justificam: ele seria a pessoa que tirou a pequena Elizabeth do incêndio e a levou até Sam. Mas quem seria Red, nesse cenário? Será que o pai de Lizzie era um grande amigo seu? Ou seria que Red seria o responsável pela morte do pai biológico da moça?

Confesso que não sei o que pensar. Embora cada vez me pareça mais óbvio que Red ama Lizzie como uma filha e os indícios sigam apontando para o parentesco entre eles, não consigo deixar de achar que Reddington está falando a verdade e o verdadeiro pai dela está morto. Infelizmente esperarei longos meses por mais elementos para minha teoria.

O caso todo da finale foi muito bem construído. Sempre que descobríamos algo, tínhamos nossas ideias preconcebidas destruídas. Quando achamos que Berlin estava morto, descobrimos que ele não era o Berlin. Quando achamos que Elizabeth destruiria com a cara do Tom, ela deixa ele vivo, para fugir. O que até que foi uma coisa legal, já que Berlin e Tom farão uma duplinha bem incomodativa na segunda temporada.

Temporada que deve ter, mais ou menos, a mesma dinâmica que a primeira. Mas dessa vez as coisas tem tudo para ser mais eletrizantes, já que o inimigo de Red está livre e terá mais recursos. E Ressler não joga mais pelas regras, o que significa que ele e Elizabeth farão uma dupla mais revoltadinha. Só vi vantagens.

Ah, e o “mais importante”: Ressler e Lizzie estão solteiros. UMA TEMPORADA TODINHA PRO MEU SHIP ZARPAR SE APROXIMA! Yay!

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