Doctor Who – Deep Breath

Data/Hora 26/08/2014, 10:20. Autor
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O Doctor: Um Doctor novo em folha. Bom, nem tão novo assim, já que Peter Capaldi é o ator com mais idade a encarnar o personagem. Ainda assim, tudo o que tivemos foi revigorante. Como já é tradicional, o Doctor enfrentou a confusão pós-regeneração e a maluquice habitual. Eram visíveis os trejeitos do Décimo Primeiro nas cenas iniciais e depois uma mescla de vários outros Doctors que precederam o Décimo Segundo. E esta regeneração em especial é bem diferente das demais. A energia que o Doctor recebeu foi emprestada pelos demais Time Lords (um segundo empréstimo, pois ele já vivia com a energia que River Song lhe deu lá em Let’s Kill Hitler) e antes de regenerar ele viveu por centenas de anos em um mesmo lugar, usando o mesmo rosto. De certa forma dá para entender as suas reações estranhas durante boa parte do episódio e mesmo a sua dificuldade em se aceitar. Não era apenas Clara que não o enxergava, o próprio Doctor olhava para si e não se reconhecia. A cena em que discursa para o homem mecânico é praticamente a confissão do que ele sentia. O quanto ainda há de si mesmo nesta nova regeneração? Ele ainda é o mesmo homem de 2000 anos atrás? Ou, 13 vidas depois ele já é outra pessoa, totalmente irreconhecível? E por que ele teria escolhido este rosto para si?

Muito inteligente esta preocupação com o rosto. Não apenas mostra que a série não ignorou a presença de Capaldi no episódio The Fires of Pompeii, como abre a discussão sobre o Doctor ter ou não a possibilidade de escolher quem será a seguir e se os rostos são totalmente novos ou são lembranças de outros seres que já encontrou ao longo da vida.

O web episódio pré-especial de 50 anos (The Night of the Doctor) nos diz que os Time Lords costumavam fazer uso da Irmandade de Karn para escolher qual seria sua próxima regeneração (inclusive é sabido que a regeneração do Segundo para o Terceiro Doctor foi induzida pelos Time Lords e dado a chance de escolher qual rosto iria ‘renascer’, a qual ele rejeitou). Pelo que eu entendo, sem a presença da poção feita pela Irmandade, a regeneração é aleatória, porém, a nível de subconsciente os Time Lords manipulam esta alteração dos seus corpo de modo a se adequarem a alguma necessidade que estejam enfrentando. Eles não sabem qual será o resultado, mas não é totalmente aleatório como parecia até então. Vendo por este ângulo dá para entender o porquê desde o Oitavo as regenerações vinham sempre rejuvenescendo o Doctor e fazendo-o mais e mais humano e atraente aos que o cercam. O Décimo Primeiro e sua alegria infantil, sempre flertando com alguém é resposta imediata aos sentimentos do Décimo e o seu medo de partir. Já o Décimo Segundo é a antítese. O Doctor passou por todas aquelas fases, viveu uma vida plena, recebeu um novo ciclo de regenerações e está pronto para um novo momento em sua história, por isso esta personalidade mais obscura, maluca, de aparência mais velha e imponente faz tanto sentido.

E que maravilhoso Doctor é o Décimo Segundo! Eu já gostava muito do Peter Capaldi de outros trabalhos, mas neste longo ano que precedeu a estreia da nova temporada, tive a oportunidade de passar a enxergá-lo como Doctor pouco a pouco por meio das entrevistas, imagens e toda esta comoção mundial que até hoje nunca tinha visto com Doctor Who. Quando ele abriu a porta da TARDIS e loucamente confundiu Strax com os sete anões, ele já era o Doctor para mim. Não houve um segundo de estranheza. Eu o aceitei de imediato. Mas foi ótimo vê-lo se encontrando ao longo do episódio, passando por vários momentos, reencontrando aos poucos suas memórias e sentimentos, colocando em ordem aquela abundância de conhecimentos que estão armazenados no seu cérebro. Ótima a cena inicial e o flerte característico do Décimo Primeiro, para depois perceber que não ele não é mais desse jeito. Também gostei da falta de sentido e indignação com o quarto na casa de Madame Vastra, e o seu reencontro com Clara no restaurante. O interessante de você ter um novo Doctor é que realmente não dá para saber o que sairá do forno. Ele sempre será uma surpresa. Fiquei de certa forma assustada quando ele deixou Clara para trás na nave dos homens mecânicos, nunca passou pela minha cabeça que ele faria aquilo, por isso tive medo de verdade que ele não aparecesse no momento que ela o mencionou ao ser interrogada. A luta com o homem mecânico (android, cyborgue…é um clockwork android, por isso fico com homem mecânico) no balão também foi angustiante, porque nós sabemos que o Doctor é capaz de matar, ele já o fez em outras vezes, mas não deixa de ser uma cena forte e deixada propositalmente na ambiguidade.

Mas creio que nenhuma outra cena foi tão poderosa quanto a que o Décimo Segundo vai até Clara após ouvi-la falando com ele mesmo ao telefone. Eu achei linda esta oportunidade que tivemos de dizer adeus ao Décimo Primeiro e de Clara poder assentar seu coração e aceitar que este que está ali diante dela, tão diferente na aparência, nada mais é do que o mesmo homem, com as mesmas lembranças, e com o mesmo carinho que sempre sentiu. A forma como ele a olhava pedindo que ela compreendesse e o aceitasse cortou meu coração, porque na verdade, tudo mudou para o Doctor, mas no fundo ele continua sendo quem sempre foi.

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A Companion: Toda regeneração traz estranheza, seja para o novo Doctor, seja para os fãs, mas acho que ninguém sente mais esta alteração do que uma companion que está presente durante o processo. Não importa se elas são surpreendidas, como Rose, ou se sabem o que irá acontecer, como Clara, a transformação em si sempre é difícil. Simplesmente não dá para olhar para um rosto totalmente estranho e aceitar plenamente que é a pessoa que conhecemos, pelo menos não facilmente. Sim, Clara tinha um conhecimento prévio invejável, já que ela teve a oportunidade de ver – e talvez até interagir, embora eu acho pouco provável, caso contrário o Doctor lembraria – todas as regenerações do Doctor, mas essa foi a primeira vez que ela precisou lidar com o seu Doctor partindo e um ser totalmente novo e meio amalucado ficando no lugar. E, para Clara, é ainda mais estranho pensar que alguém que está se renovando fique de repente mais velho. Sim, é fato que toda a celeuma sobre a aparência do novo Doctor tem exclusivamente o objetivo de fazer os fãs aceitarem que não importa qual o rosto está diante de nós, ele é a mesma pessoa. E, ao contrário do que algumas pessoas dizem, não creio que estas questões de Clara sejam para “acalmar o coração das fangirls”, mas sim para mostrar para a jovem audiência (especialmente a infantil) que um rosto antigo não é necessariamente uma coisa ruim.

Clara precisou lidar não apenas com a mudança na aparência do Doctor, mas principalmente com a mudança de atitude e por isso foi tão difícil enxergar naquele rosto estranho a mesma pessoa com quem vinha convivendo por tanto tempo. Por outro lado, tão logo o Doctor colocou a cabeça no lugar e a regeneração assentou melhor, os dois interagiram muito bem. Eu tenho cá comigo que a parceria dos dois será ótima. Desde o princípio senti uma química em tela muito maior entre Clara e o Décimo Segundo do que havia entre Clara e o Décimo Primeiro. Talvez, justamente pelo motivo que o próprio Doctor mencionou: o Décimo Primeiro vivia flertando com Clara, mesmo que o relacionamento dos dois nunca tenha sido amoroso. Não será esta a atitude do Décimo Segundo e por isso a dinâmica entre os dois será completamente outra.

Nesse episódio Clara esteve mais interessante do que praticamente toda a temporada passada. E eu acho um absurdo tentarem rotulá-la como mandona, egocêntrica, controladora etc. Clara não é assim, nunca deu qualquer demonstração de ser assim, muito pelo contrário, ela é uma das poucas companions que ouve o Doctor e faz o que ele manda. Ela tem opinião, por certo, e é inteligente, tem vontade própria e gosta de estabilidade, não é chegada a mudanças, mas mandona e centrada em si mesma? Acho que Stephen Moffat não tem muita ideia de como é a mulher que ele mesmo criou. Ou, talvez, o problema é que antes víamos Clara pelos olhos do Décimo Primeiro Doctor e para ele Clara era apenas a Garota Impossível, o seu quebra-cabeças pessoal. Pouquíssimo da personalidade de Clara transpareceu durante a temporada 7B. Quem sabe agora teremos a oportunidade de ver Clara pelo que ela realmente é.

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A Paternoster Gang: O que falta para criarem um spin-off com Madame Vastra, Jenny e Strax? Com o fim de Torchwood e The Sarah Jane Adventures, o público está mais do que receptivo para um novo spin-off, e este trio é bastante divertido e, bem desenvolvido, pode dar excelentes histórias. Por enquanto vamos aproveitando os personagens em Doctor Who, mas que seria legal uma série só deles, ah, isso seria.

Foi um pouco providencial que o Doctor e seu espécime feminino de dinossauro tenham acabado justamente na Londres Vitoriana, mas o público deixa passar essas “coincidências” em prol de uma boa história. E, como tudo que é estranho na cidade neste período da história londrina, a Paternoster Gang logo se envolve. Inclusive, gostei muitíssimo de como a polícia e eles são conhecidos e constantemente trabalham juntos.

Strax continua sendo o alívio cômico do grupo (como alguém pode um dia tê-lo levado a sério?), mas suas cenas foram ótimas neste episódio, embora eu tenha achado meio nojento aquele esfregão todo melado ‘limpando’ a cozinha da casa.

Muito apropriado o que Jenny disse para Clara sobre amar alguém diferente. Ela, mais do que ninguém sabe o que é isso. Por outro lado, Jenny já conheceu Vastra com aquela aparência, então ela só entende parte do que Clara está passando.

Também muito pontual o seu questionamento sobre o seu papel naquele casamento. Eu não duvido do amor de Vastra por ela, mas fica bem evidente quem ali dá as ordens. Acho bom Vastra começar a repensar a forma como age com Jenny, caso contrário daqui a pouco terá uma insurreição em seu lar.

Uma coisa que me incomodou foi a forma como Madame Vastra agia com Clara quando falava sobre o Doctor. Não é como se Vastra fosse uma especialista em regeneração, ela mesma só conheceu o Décimo Primeiro. Uma coisa é você ouvir falar, outra é você vivenciar a situação. A forma como ela agia dava a impressão de que já passou por isso muitas vezes e isso não é verdade. Não sei, mas para mim foi mais incômoda a atitude de Vastra do que as próprias dúvidas de Clara.

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Deep Breath: Se deixarmos de lado os personagens em si – que foram o grande diferencial de Deep Breath – o episódio não teve muita coisa. Logo após a regeneração do Doctor a TARDIS perde o controle, para aqui e acolá e numa dessas paradas é perseguida por um dinossauro, engolida e então viaja novamente para a Inglaterra Vitoriana, onde é cuspida. Cá entre nós, toda a cena com o dinossauro não teve nenhum propósito que não o de ser grandioso em tela. Embora eu tenha gostado, não posso deixar de dizer que este é um dos defeitos de Moffat, para ele tudo tem que ser grandioso, exuberante, parecido com trailer de filme e Doctor Who não precisa disso para ser bom.

Logo após a liberação da TARDIS, somos apresentados ao novo Doctor, que está confuso e ainda em processo de regeneração, sem lembrar muito bem quem é, quem conhece, o que gosta e essas coisas que já vimos em outras oportunidades. Entre uma coisa e outra, o dinossauro morre de combustão expontânea e o Doctor vai investigar. Na verdade era um assassinato realizado pelos homens mecânicos que precisavam do nervo óptico do dinossauro para instalar na nave que estava sem funcionar há anos (milênios? milhões de anos?). Esses homens mecânicos encalharam naquele parte do mundo e estavam há muito tempo tentando se reconstruir para chegarem ao Paraíso e têm usado partes humanas para esta reconstrução.

Separado de Clara durante a investigação da morte do dinossauro, o Doctor a reencontra em um restaurante após seguir uma mensagem no jornal. Ela não colocou a mensagem, ele tampouco e nem mesmo o Controlador dos homens mecânicos. Quem teria colocado a mensagem? Quem tem interesse na união do Doctor e de Clara? Quem é que deu o telefone do Doctor para que Clara ligasse lá em The Bells of Saint John?

Com os dois capturados pelos homens mecânicos, em meio a lutas, abandonos (posso repetir que eu fiquei realmente abismada com o atitude do Doctor?), reafirmações (e feliz quando ele deu a mão à Clara?), cavalaria (a Paternoster Gang chegando com estilo), o Doctor acaba na cápsula de fuga do Controlador dos homens mecânicos (construída nada mais nada menos do que com pele humana). Interessantíssimo que ele consegue ver que o homem mecânico e partes do restaurante pertenceram ao SS Marie Antoniette, a nave irmã do SS Madame de Pompadour (The Girl in the Fireplace), mas o seu cérebro ainda sofrendo os efeitos da regeneração não consegue fazer a conexão com o que já vivenciou.

O Doctor e o Controlador lutam, cada um afirmando que, enquanto um não poderia se auto destruir, o outro não poderia matar. Porém, o Controlador acaba transpassado no alto do Big Ben. A cena é extremamente forte, mesmo que nada mostre. O chapéu do Controlador caindo, os homens mecânicos tombando um a um, e por fim o corpo do Controlador transpassado com a música diminuindo lentamente, deixando no ar a sensação de perda e de tragédia.

É claro que isso significa que o grupo (a Paternoster Gang e Clara) que lutava fervorosamente pela vida lá na nave sob o restaurante acabou salvo no último minuto, mas ainda assim dá para sentir a tristeza do momento.

Como tudo resolvido, Clara se despede de Madame Vastra e retorna à TARDIS com o Doctor, mas ainda não tem certeza se será capaz de prosseguir com um Doctor tão diferente do que ela conhecia. Mas uma ligação providencial do Décimo Primeiro momentos antes de regenerar (eu sinceramente adorei a cena e como ela encaixou à perfeição com a cena da regeneração em The Time of The Doctor) acalmou o coração de Clara e ela finalmente aceitou que o rosto pode ser diferente, mas o Doctor é o Doctor e ambos precisam um do outro, ainda mais neste momento.

E por fim, o Controlador acorda em um jardim onde também está Missy, uma mulher desconhecida, mas que alega ser a namorada do Doctor (mais um mistério!) e que agora eles alcançaram a Terra Prometida.

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Observações:

* Este episódio foi escrito por Steven Moffat, que também escreveu The Girl in the Fireplace, então a correlação fez todo o sentido.

* O Doctor agora é escocês!! Ri muito dele dizendo que o sotaque das meninas estava todo errado.

* Maravilhosa a nova abertura. Totalmente diferente, mas perfeita para o novo Doctor.

* Achei a história de prender a respiração meio tola. Na primeira vez, quando Clara precisa passar por uma pessoa mecânica até que fazia sentido (mais alguém prendeu a respiração junto com ela? Eu prendi….mas soltei bem antes dela, o que me faz pensar que eu morreria bem mais cedo ou que o desespero nos faz conseguir coisas que jamais conseguiríamos em situações normais), mas depois, com eles no meio da luta e simplesmente prendem a respiração e os homens mecânicos param de atacar? Foi ridículo!

* Eu só posso imaginar o que a Clara sentiu quando o Doctor viajou com a TARDIS sem a levar com ele. Sim, ela acreditava que ele voltaria, mas ainda assim não deve ter sido fácil saber que ele partiu, porque acreditar que alguém vai voltar não é o mesmo que não ter a menor dúvida de que este alguém voltará. E o Doctor tem um certo histórico de deixar suas companions para trás.

* TARDIS foi redecorada. Toda nova, mas retornaram os círculos nas paredes. E aquela cadeira sempre esteve ali? Não lembro.

Suits – This is Rome

Data/Hora 25/08/2014, 18:44. Autor
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Com a missão de ser o último episódio do ano, This is Rome prometeu e cumpriu. O episódio foi bombástico para o futuro da série e deixou todos nós apreensivos com o futuro da Pearson Specter. A saída de Louis Litt da firma foi, sobretudo em seu final, imensamente triste e comovente. Jéssica foi irredutível e não teve compaixão ao jogar um de seus mais antigos sócios no lixo.

Não poderíamos esperar outra coisa de Jéssica, assim como não nos surpreendemos quando Harvey, Mike e Donna tentaram de alguma maneira ficar ao lado de seu amigo. No entanto, nem mesmo quando Donna apelou para o coração de Louis as coisas funcionaram como deveriam. Ser rejeitado por Sheila, e ver pela segunda vez a chance de ser feliz se esvaindo por entre seus dedos, eram as últimas coisas de que Louis precisava. Ele tinha chegado ao fundo do poço.

E neste momento ele começa a perder sua razão. O seu bom senso se vai, capaz de escrever uma carta de demissão tocante como a do último episódio, e tudo o que sobra é um advogado emocional, que não consegue diferenciar amigos de inimigos. Isso fica claro quando ao ter a chance concebida por Mike de trabalhar com Robert Zane, Louis corre atrás exatamente de um cliente de Harvey, que tinha acabado de conseguir 2 empregos esnobados por ele.

Suits - This is Rome

Quando as chances de Louis trabalhar para Zane são frustradas devido ao plano de Mike e Harvey, ele se recolhe, e mais uma vez seus amigos estão lá para ajudá-lo. Harvey tenta pessoalmente persuadir Zane a dar o emprego ao seu amigo enquanto Mike vai cara a cara dar apoio a quem ele deve seu emprego na Pearson Specter.

No ato de amizade de Mike, ele próprio se trai. E desta vez, não há como ludibriar um Louis obsessivo pela verdade. Ele descobre o segredo que move a série, se sente traído por todos aqueles que estavam ao seu lado e decide declarar guerra contra tudo e todos. Ele procura Harvey e Jéssica, mas acaba vendo Donna, sua (ex)amiga mais próxima. Foi uma das cenas mais lamentáveis que já vi na série.

Donna sempre escondeu o segredo de Louis, assim como de Jessica quando ela ainda não sabia de nada e teve que aguentar todo o sentimento de traição que Louis sentia no momento sem poder argumentar, mesmo sabendo que nada daquilo que ele dizia era verdade. Donna foi aos prantos, mas ela era apenas a primeira com quem Louis iria se encontrar. Logo chegou a vez de Jéssica, a última cena do episódio.

“Você disse que eu não poderia ter, mas agora eu posso. Pearson Specter Litt”. Louis demandou aquilo que sempre lhe foi negado, muito mais do que pensar em se vingar, ele pensou em sua ambição ao confrontar Jéssica. Todos nós sabemos que ela está contra a parede e terá que aceitar, mas como imaginar Harvey, Louis e Jéssica gerindo a firma? Os conflitos serão inúmeros e de grande proporção. Mas agora, não há como voltar atrás, Louis se colocou como inimigo dos interesses de todos os outros e será tratado como tal.

A segunda parte da quarta temporada de Suits tem estreia prevista para março de 2015.

Falling Skies – Till Death Do Us Part

Data/Hora 24/08/2014, 19:24. Autor
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E então? Vamos para lua? Till Death Do Us Part chegou para sacudir a temporada de Falling Skies. Com uma nave beamer em mãos, e depois da descoberta de que a fonte de energia geral dos espheni pode estar na lua, a 2nd Massachusetts pensa em voar alto.

E a ideia de Tom Mason não é tão maluca assim quanto Anne pensa. Como foi citado por Dingaan, a eletricidade sem fios já havia sido pensada por Nikola Tesla. O cientista viveu entre os anos de 1856 e 1943 e tem diversos trabalhos nos campos da engenharia mecânica e eletrotécnica. No mundo das séries, Tesla já ganhou uma representação no seriado de ficção científica Sanctuary, onde um vampiro cientista foi batizado com seu nome. Já na série Dracula, o protagonista Alexander Grayson, vivido por Jonathan Rhys Meyers, tenta trazer a ciência moderna para a sociedade vitoriana e apresenta um projeto de energia elétrica sem fios.

Falling Skies 4x09 Cochise

Voltando aos alienígenas de Falling Skies, a tarefa até parece mais simples já que estamos falando de um mundo onde se descobriu vida em diversos outros lugares além da Terra. Fora a possível fonte de energia na lua que abastece todo o aparato espheni, as naves, armas e casulos já são uma ciência bem evoluída. Se tudo isso já é realidade, Tom tem motivos para acreditar que é possível chegar até a lua.

Além da esperança da 2nd Massachusetts, eles contam com a ajuda dos volm, que já viajaram por diversos planetas. Dessa forma, podemos imaginar que chegar a lua não deve ser algo tão complicado para eles. Inclusive não entendi porque eles não cogitaram pegar uma nave volm para ir até a lua. Aliás, onde estão as naves volm? De qualquer forma, ir até a lua disfarçado em um beamer parece muito mais seguro.

Falling Skies 4x09 Matt e Mira

Depois das teorias discutidas no início do episódio, o desafio de Till Death Do Us Part foi reunir os cacos que sobraram da 2nd Massachusetts, desenterrar o beamer e buscar a única solução que parece eficaz para acabar com a guerra: destruir a fonte geral de energia dos espheni. Para isso, a ajuda de um personagem foi fundamental: Shaq. O alienígena amigo de Cochise chegou devagarinho, mas tem se tornado muito interessante, principalmente no que diz respeito ao trato com os humanos. Foi engraçadíssimo ele interrompendo o casamento.

Fora Shaq e Dingaan que trabalharam na nave e o restante do pessoal que se engajou em carregar entulhos, Cochise, Tom, Anne e Matt partiram para uma missão em busca de suplementos volm. No entanto, uma velha amiga de Matt estragou tudo. A reação de Mira entregando o amigo e junto com ele, Tom, Anne e Cochise, já era esperada desde que a moça surgiu curiosamente bem próxima ao depósito de suplementos dos volm.

Falling Skies 4x09 Beamer

As consequências do ataque espheni ficaram restritas ao coração de Matt. O apito de Mira acabou ajudando Shaq a controlar o beamer e resolveu o problema da nave soterrada. O mais difícil foi entender como Anne não levou um único tiro quando se arriscou para salvar Tom.

Quem também ficou com o coração em pedaços foi Pope. Sarah resolveu ir embora após brigar com ele e essa relação ainda deve render até o final da temporada. A discussão deles em Till Death Do Us Part até pareceu necessária para o contexto da história, mas deu sono.

Entre Hal e Ben a disputa por Maggie finalmente foi posta na mesa. Apesar da garota se dizer apaixonada por Hal, os espinhos a deixam com os sentimentos misturados aos de Ben, e faz tempo que ele está atraído por Maggie. De qualquer forma, o episódio enriqueceu com essa disputa e também com o treinamento para que Maggie aprendesse a viver com as novas habilidades.

Falling Skies 4x09 Ben e Maggie

Falling Skies vai partindo para o final da quarta temporada. Ao contrário dos três primeiros anos em que a série tinha dez episódios, desta vez 12 estão programados. No domingo, vai ao ar nos Estados Unidos Drawing Straws e a quarta temporada encerra com episódio duplo: Space Oddity e Shoot The Moon. E aí? Prontos para uma viagem até a lua?

PS1: O que foi o surto de raiva do Cochise no início do episódio?

PS2: Adorei o trabalho de câmera no diálogo entre Ben e Maggie enquanto eles caminhavam e falavam sobre como os espinhos são uma vida alienígena que se funde com o DNA humano.

Falling Skies – A Thing With Feathers

Data/Hora 20/08/2014, 20:04. Autor
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É tempo de balançar a poeira e procurar sobreviventes em Falling Skies. Depois de um dos maiores massacres da série, quem estava se fingindo de morto no abrigo organizado pela eterna 2nd Massachussets precisou sair para rua. A missão era ir atrás de quem não conseguiu chegar no esconderijo. Alguns podiam estar já mortos, mas sempre foi mantida a esperança de encontrar os amigos lutando pela vida embaixo dos escombros.

O saldo da busca foi positivo. Tom, Dingaan e Maggie foram encontrados com vida. Por outro lado, Tom ficou muito machucado depois de ter sido mordido e um inseto alienígena ter entrado em seu corpo. Dingaan pirou o cabeção enquanto ele e Tom procuravam uma saída dos escombros. O personagem foi inserido na série nessa quarta temporada, e agora em A Thing With Feathers, ele teve um pouco mais da sua vida pessoal aberta para Tom e o público de Falling Skies.

Falling Skies 4x08 Dingaan

Dingaan é humano e por isso tem uma história de vida e um trauma pessoal com o qual lidar. Ele perdeu o filho por um descuido próprio e até hoje não conseguiu aceitar a perda e a consequente morte da mulher em decorrência de depressão pela morte do filho. Ao contrário do que Dingaan contou no início da temporada, a família não foi morta por alienígenas e sim por circunstâncias da própria vida. A história serve como uma lembrança de que antes mesmo dos alienígenas chegarem na Terra, a vida dos seres humanos já não era nada fácil.

Já Maggie, foi encontrada ferida e sem conseguir mexer as pernas. Paralítica e com hemorragia interna, não restaram muitas chances a não ser a insistência de Hal em fazer com que a interferência alienígena salvasse a vida de Maggie. Primeiro com os fluidos de Denny e depois com o transplante de espinhos de Ben, Maggie conseguiu sobreviver e voltar a andar, mas ainda não sabemos a que preço. A única certeza é que o mal estar entre os dois irmãos que a amam aumentou consideravelmente depois que Ben arriscou a própria vida para salvar a namorada do irmão.

Falling Skies 4x08 Hal e Maggie

As buscas por sobreviventes também resultaram em corpos que precisaram ser sepultados. Lourdes, Bennett e Tector foram as perdas mais significativas. No entanto, a grande perda foi Lexi. Isso se não considerarmos que ela já estava perdida há um bom tempo. Agora, após o retorno de Ben, ficou mais que comprovado que Lexi não é mais uma Mason, e sim está ao lado dos espheni. Para ela, os alienígenas são os que pregam a paz e a única solução é a mutação dos humanos, ou seja, a extinção da espécie.

A Thing With Feathers pode ser considerado um dos melhores episódios da temporada até aqui. Foram tantos acontecimentos em separado que precisaram ser tratados no episódio que as histórias aconteceram em paralelo, mas todas acabaram unificadas em uma só. Ao final, a 2nd Massachussets aparece unida novamente, brindando seus mortos e vivendo para lutar no próximo dia.

Falling Skies 4x08 Ben

PS1: Que doideira aquele transplante de espinhos hein?

PS2: Onde o Weaver achou uma barra de Hershey’s nessa altura do campeonato? Depois de quatro anos de invasão alienígena na Terra.

Suits – Exposure e Gone

Data/Hora 19/08/2014, 17:51. Autor
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Forte, tocante e surpreendente. O desfecho das acusações contra Harvey e a Pearson Specter pela CVM trouxe à tona o acordo ilegal de Louis com Forstman e uma corrida contra o tempo para que este erro não afetasse a todos na firma.

Após ter entregado todos os documentos sob a premissa de acabar com o caso, Harvey e Jéssica se veem de mãos atadas em uma luta onde não podem perder. O tamanho da raiva que Harvey teve ao saber dos erros de Louis todos nós vimos na sua expressão, seu discurso ríspido e sua desaprovação eram mais do que esperados. No entanto, quem surpreendeu foi Jéssica ao pensar exclusivamente no caso ao acalmar um Louis desesperado após confessar e no segundo seguinte em que ele se retira dizer que irá demiti-lo.

Por mais fria e calculista que Jéssica sempre tenha sido, ela sempre demonstrou afeto por seus funcionários. Mas a hora não era para afeto ou consideração, era hora de ela saber o que sua posição representa e agir para o bem de todos, e foi exatamente o que ela fez: mais uma vez não pensou em seu relacionamento com Jeff e usou sua antiga conexão com a CVM para retirar informações que Harvey pudesse utilizar no caso.

Ao longo do processo tivemos momentos engraçados como Mike chamando a relação de Harvey e Cahill de bromance, mas também momentos que chegaram a apertar o coração como Mike colocando Rachel contra a parede mais uma vez por não aceitar sua traição em uma ótima cena dos dois.

Suits - Gone2

No entanto, com o desenrolar do caso, era apenas uma questão de tempo para que a farsa fosse descoberta e Louis fosse condenado. E após admitir seu erro para seus patrões, ele fez algo ainda mais difícil, admitiu que errou, e vinha errando a muito tempo por si só. Encarou suas atitudes como um homem, não em busca de redenção e foi até o final em busca apenas de fazer a coisa certa e proteger seus próximos.

Louis reviu seus conceitos, pediu desculpas a Jeff pela maneira que o tinha tratado em relação a Jéssica, sabia que mesmo sendo o culpado por tudo aquilo ainda poderia ajudar e era apenas o que ele queria fazer. Nem mesmo Harvey e Mike após uma noite de trabalho conseguiram uma brecha para frear as acusações contra a firma, mas Louis teve a talvez melhor teoria maluca que ele poderia ter tido em toda a sua vida. E assim lá se vão CVM, Cahill e Forstman, de preferência para um lugar que não voltem nunca mais.

Só restava uma questão pendente, e nem mesmo os argumentos de Harvey conseguiram mudar a decisão de Jéssica de demitir Louis. Aqui vale o destaque para a diferença de postura entre os dois sócios nominais na fala de Harvey na qual ele diz “Você quer passar a mensagem , e eu quero dizer até logo”. A partir deste momento, nunca mais precisaremos dizer que “bem no fundo” Harvey respeita e gosta de Louis, ele deixou isso em alto e bom som para todos nós nesta cena.

E nessa hora tudo faz sentido, o corte de câmeras funciona perfeitamente, a trilha sonora cai como uma luva e não tem como você não se sentir na pele daquele que nos foi apresentado como o carrasco da Pearson Specter no piloto, mas que até hoje tudo o que fez foi apenas para poder se sentir tão capaz quanto aqueles que ele tanto admira. Com um discurso TOCANTE, Louis se demite e vai embora, embora de sua casa.

Sessão de Terapia – Semana 2

Data/Hora 19/08/2014, 10:40. Autor
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Qual caminho a seguir quando todos parecem errados? O que todos os pacientes de Theo compartilham nesta temporada é a dificuldade de encontrar uma saída, uma opção. Na verdade, eles ainda nem tentaram, porque não percebem que o caminho que estão seguindo é impossível.

A segunda sessão de Bianca confirmou meu principal medo: ela sofre abuso por parte de seu marido. Sem família – que perdeu cedo -, sem amigos – de quem se afastou por conta do pagamento -, e agora vendo o marido tendo ciúme doentio do próprio filho ela ainda não se enxerga como uma mulher maltratada, ao invés disso diz ao Theo que quer salvar seu casamento. Quantas vezes você chorou com ela nessa meia hora de sessão? Por aqui um cisco caiu nos olhos duas ou três vezes.

E se na semana passada ficou fácil entender a autorreferência por conta do que Theo está vivendo com seu filho Rafael e o que Diego está passando, o desmaio do filho no banheiro da vizinha do terapeuta e o fato de uma semana ter se passado sem que o pai de Diego fale com Theo serviram para mostrar que as coisas não serão facilmente resolvidas.

Eu fiquei especialmente tocada com o rapaz relembrando o tempo em que ele chamava a governanta de mãe e a certeza de que ele tem que apenas as pessoas que são pagas para ficar ao seu lado permanecem. A vida de Diego é marcada pelas perdas: sua mãe, o conforto de ter alguém que torcia por ele e que acabou ridicularizada, seu pai para o novo casamento, a atenção da madrasta por conta dos novos filhos. Não que essas perdas tenham sido ocasionadas de propósito, nas verdade eu imagino que para os demais elas nem foram percebidas.

Quarta trouxe um Felipe ainda mais perdido. Apesar de minha empatia pela situação do namorado, cansado por ser escondido há tanto tempo, também me comovi com as dúvidas do próprio Felipe, mesmo aquelas que ele nem sabia que tinha – nem eu – e que Theo apontou: seria mesmo somente o medo de ficar sem dinheiro o que impede Felipe de decidir o que fazer?

Engraçado que este foi o caso para o qual eu menos dei atenção na semana passada e já na semana seguinte ele tenha surgido como muito mais intrigante e de desdobramentos mais inesperados. Fico aqui pensando no que Felipe trará nesta semana depois de Theo ter “mostrado a lebre”.

Finalmente Milena. A licença compulsória da professora me assustou e acho que nem esbarramos no real motivo de seu afastamento – ela focou apenas na humilhação de ter sido afastada, mas não nos contou qual foi o gatilho dessa situação. O comportamento dela piora em escala geométrica e fico imaginando o quanto seu filho sofre com isso – a forma como ela olha para a sujeira ou a bagunça de uma criança é o que mais me chama a atenção no seu comportamento maníaco.

Mas sua segunda sessão nos mostrou que o comportamento em si não é nada novo e eu acho que ainda estamos longe de entender quais são seus reais medos travestidos no medo da desordem. Queria destacar o trabalho da atriz Paula Possani: sem esbarrar no dramalhão, no caricato, seus olhares, seus pequenos gestos são muito importantes para entendermos o drama da personagem.

“Se a gente só atendesse quando estivesse sem problema, ninguém aqui ia trabalhar”

Com essa frase, Theo encerra a semana no segundo encontro de seu grupo de supervisão.  E vamos combinar que ela está bem certa, afinal problemas fazem parte da vida, a questão é o quanto um psicólogo precisa de “departamentalização” para seguir seu trabalho sem confundir as estações.

Acredito que o fato de Theo enxergar as semelhanças entre sua situação em casa e a situação de Diego é mais um sinal da evolução dele como pessoa e como profissional, isso depois de duas temporadas em que a relação entre esses dois lados se confundiram tanto.

Assim como Evandro eu acho precipitado ele deixar o Diego agora, ainda mais considerando todas as perdas que ele já viveu, mas ficaria de olho nos próximos capítulos.

E esse foi apenas um dos lados dessa sessão: o quanto um psicólogo pode agir para garantir o bem estar de um paciente? Eu não consigo ver mal na conduta que ele teve no passado com a Carol, que não dispunha de tempo para esperar qualquer coisa diferente disso.

O problema da sessão foi Rita. Eu torcendo por uma relação saudável para Theo começo a desconfiar que talvez ela não venha num relacionamento com Rita, que parece ter uma história muito mal resolvida com o sócio…

*Esse texto foi publicado originalmente no Só Seriados de TV.

Falling Skies – Saturday Night Massacre

Data/Hora 15/08/2014, 22:20. Autor
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O episódio Saturday Night Massacre honrou o nome. Apesar dos dias da semana não serem de muita relevância em Falling Skies, essa noite de sábado foi um massacre no seriado e também no coração dos fãs de vários personagens. As perdas começaram com Lourdes, abatida pela (cada vez mais) assustadora Lexi.

Ainda acho difícil ver como Tom e Anne conseguem seguir acreditando que a filha, que tanto se transformou, ainda pode ser considerada como alguém com alguma humanidade. A única esperança é um dado levantado por Weaver. Se Jeanne, quando foi transformada em um monstro, ainda conseguiu ter alguma humanidade para salvar a vida do pai, será que Lexi também guarda algo de humano dentro de si? Difícil de acreditar nisso após os acontecimentos de Saturday Night Massacre.

Falling Skies 4x07 Lourdes

Além de Lourdes, perdemos o doutor Kaddar, Tector, Maggie segue desaparecida e perdida em meio aos escombros, inúmeros seguidores fervorosos de Lexi morreram e vários personagens secundários da 2nd Massachussets e agregados também se foram. Somente após a explosão de gás, foram 70 mortos, entre 100 que faziam parte do grupo sobrevivente. Ben se separou da família para ir atrás de Lexi e agora parece ter sido colocado em transe ao lado dos espheni e sob comando da irmã. As baixas na 2nd Massachussets foram um verdadeiro massacre.

Um dos personagens diferenciados que “sobrou” na série foi Pope. Como sobreviver sem ele? Em Saturday Night Massacre foi muito interessante ver o personagem defendendo os Mason para Sarah. Apesar de todas as brigas entre ele e a família de Tom, Pope reconhece que os Mason são importantes para manter a 2nd Massachussets unida. “Os Masons podem ter suas deficiências, mas de alguma forma eles vivem para lutar no outro dia. Quer sobreviver? Fique com eles”, disse Pope.

Falling Skies 4x07 Tom e Weaver

De todas as explosões, a que mais doeu foi a afirmação de Hal. O principal ponto fraco dos humanos é o amor. “Os espheni usam contra nós o tempo todo. Só porque amamos não fazemos o que é necessário. Inventamos desculpas, perdoamos, fingimos que não vimos. Ele destrói nosso julgamento e a habilidade de ver claramente”. Da mesma forma que a percepção de Hal parece correta, ela também merece ser contestada porque, até agora, o que manteve a 2nd Massachussets viva foi o amor de uns para com os outros, o lado humano da guerra ainda se mantém vivo.

Se despedindo da série, Tector deixou para os fãs uma frase inspirada no clássico filme de Francis Ford Coppola, Apocalypse Now. “Adoro o cheiro de skitter morto pela manhã”, disse Tector ao ouvir Pope falar de um cheiro estranho, um pouco antes da explosão de gás. No filme de Coppola, a famosa frase “adoro o cheiro de Napalm pela manhã” é dita pelo tenente-coronel Bill Kilgore, interpretado por Robert Duvall.

Falling Skies 4x07 Tector

Tector não conseguiu matar o soberano com o seu “Tick, Tick, Boom”, mas fez com que ele acreditasse que Tom e todo o seu grupo estivesse morto. Isso faz o personagem deixar a série com estilo, mas mesmo assim foi uma grande perda para o grupo e o elenco de Falling Skies. #RIPTector

Sessão de Terapia – Semana 1

Data/Hora 14/08/2014, 10:28. Autor
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A primeira semana da nossa fase de Sessão de Terapia, com roteiros próprios, foi uma grata surpresa. Quatro novos pacientes interessantes, uma nova dinâmica com a participação de Theo no grupo de supervisão e bastante drama com a confirmação de que o filho mais velho do terapeuta está envolvido com drogas.

Inclusive foi impossível não justificar a tal “auto-referência” que Theo encontrou no caso do menino cuja ausência do pai teria levado ao abuso da bebida e a situação do seu filho. Assim como foi impossível não perceber o quanto nosso terapeuta será testado: o aparecimento da viúva de Breno, para lembrá-lo que ele chegou a se sentir culpado pela morte do policial, e o caso do rapaz em dúvida sobre assumir sua homossexualidade, luta que Breno vivia, colocarão a prova sua nova estabilidade dele.

Ainda que com perceptíveis diferenças: Breno enfrentava o próprio preconceito, incutido por anos de abuso por parte de seu pai, enquanto Felipe sabe o que tem de fazer, mas tem medo de perder sua posição e dinheiro. Num primeiro momento é fácil julgar Felipe como egoísta, mas eu acho que ainda teremos novas facetas do personagem.

De cara os dramas que me tocaram foram os de Bianca e Milena, a primeira me passa a perfeita imagem da pessoa que se anulou completamente por alguém e agora não sabe como voltar à vida (e confesso que me identifiquei demais com ela, vendo uma Simone de muitos anos de terapia atrás) e a segunda por sua dificuldade de enxergar o quanto está se afundando por não se permitir sentir dor ou raiva, o que me faz pensar no quanto hoje em dia as pessoas são pressionadas a se virarem sozinhas, a serem sempre felizes, como se sofrer ou ter raiva fossem “coisas feias”.

A curta aparição de Malú também fez bem a série, ninguém melhor que ela para contar a verdade ao Theo sobre Rafael.

Finalmente, a dinâmica do grupo de supervisão. Como eu disse eu gostei muito, até pela imensa participação de Theo, que parece realmente mudado neste sentido – quem não lembra da dificuldade de Dora em arrancar alguma coisa dele? – e pela chegada de Rita. Alguém mais achou que o colega de clínica está um tanto superprotetor com a moça?

Gostaria de ver Theo em uma relação saudável, e vocês?

*Esse texto foi publicado originalmente no Só Seriados de TV.

Falling Skies – Door Number Three

Data/Hora 07/08/2014, 19:00. Autor
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E os Mason se reuniram novamente. Em Door Number Three os grupos de Hal e Tom se reencontram e em seguida todos chegam ao mundo feliz de Lexi. A recepção é animadora, com comida abundante, reencontros e calmaria. No entanto, o mecha espheni parado logo na entrada do local anuncia que algo ali esconde um grande mistério.

Tom revê Anne, mas não consegue se encontrar com Lexi antes dela ser envolvida por um casulo espheni e, como explicou Kaddar, ter entrado em um estado parecido com o de uma lagarta que vai se transformar em borboleta. A situação só não assusta a deslumbrada Lourdes. Em relação à família Mason, o clima é de medo e apreensão. Já para os demais, a notícia de que Lexi pode estar se tornando um espheni completo é apavorante.

Falling Skies 4x06 Tom e Anne

Em meio ao pânico, os Mason tentam descobrir uma forma de salvar Lexi, mas ainda assim temem o que pode estar acontecendo com a caçula da família. Hal é o único Mason que se preocupa racionalmente com a segurança de todos, principalmente depois das informações que descobriu sobre os casulos espheni com o grupo dos volm.

A chave para a solução da crise é a mãe. Anne, com muito mais emoção do que razão, se dopa para tentar recuperar a memória de quando Karen a colocou em um casulo parecido. A tentativa de conseguir informações que possibilitassem que ela salvasse a filha fez Anne reviver memórias sofríveis, como a morte de seu primeiro filho, Sammy.

Falling Skies 4x06 Lexi

Por outro lado, Anne acaba conseguindo entrar em contato com Lexi durante seu sono e descobre que a filha não pretende machucar ninguém. Ao contrário, precisa da família. No entanto, ainda é complicado de acreditar que todos estão seguros perto de uma híbrida que nasce meio índia, ficou quase albina e agora está se tornando alienígena. Hal foi duro, mas foi racional, e acabou vendo a sua família se afastar dele.

Além da crise familiar, a relação entre Ben e Maggie esquentou, muito mais nos sonhos de Ben do que na realidade. No entanto, a moça parece estar ficando entre os dois irmãos, o que pode render algum desenrolar mais crítico até o final da temporada. Ainda assim, acredito que seja muito estranho acompanhar Maggie trocando um irmão pelo outro e tudo continuar seguindo em frente normalmente. A não ser… que tenhamos a perda de um personagem importante até o final dessa temporada. Cuidado gente, isso é pura especulação.

Falling Skies 4x06 Hal e Maggie

O ponto alto de Door Number Three foram os últimos minutos, quando Hal resolveu conversar novamente com Tom. Junto com ele, Tector, Pope e Dingaan. Logo, dois grupos ficaram frente a frente discutindo a eliminação de Lexi ou a esperança de que ela não se torne uma ameaça após sair do casulo. A família Mason conseguiu mais algum tempo para Lexi, e Anne acordou do sono induzido com esperanças de ajudar a filha.

A realidade é que toda essa história de casulo é muito bizarra em Falling Skies. Lexi acordou com a chegada da mãe, mas e agora? O mais estranho em Lexi são suas transformações, mas como ela mesma explica, uma metamorfose não precisa ser algo ruim. Deu até para lembrar do Raul. “Prefiro ser essa metamorfose ambulante. Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Se é para ser bizarro, nessa review também cabe uma citação de Raul Seixas. Até a próxima!

Suits – We’re Done

Data/Hora 06/08/2014, 10:00. Autor
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Saem de cena os processos e entram os relacionamentos. Suits deu uma pausa nas brigas judiciais e resolvou fazer um balanço no coração dos personagens. É neste momento que Jessica e Jeff se colocam na mesma página, e que Mike e Rachel têm, ao menos por enquanto, um ponto final.

Desde o início, o relacionamento entre Mike e Rachel esbarrava nos segredos que separavam os dois. E foi somente quebrando essas barreiras que os dois finalmente conseguiram ficar juntos. No entanto, em We’re Done, mais uma vez um muro os afastou. O muro da traição de Rachel, que de tão escancarada na sua expressão de culpa, contrastou ainda mais perante a um Mike totalmente cego de confiança por sua mulher.

Não dá para julgar a reação do Mike, querer que ele perdoe logo ou que esqueça o que não sai da sua cabeça. Ninguém pensa com a cabeça quando o que aconteceu mexe com o coração. A briga dele com o Logan foi ótima visualmente, afinal uma ação em meio aos processos sempre é bem vinda. No entanto, não resolvia nada, apenas mostrava o quanto aquilo o tinha atingido.

Em completa crise, Mike corre para o único capaz de estancar sua dor. Harvey já mostrou o quanto detesta relacionamentos devido aos problemas e experiências com infidelidade, mas naquele momento ele foi o parceiro de que Mike precisava. Toda a luta que os dois tiveram não afetou em nada sua amizade, apenas aumentou a admiração de um pelo outro.

Suits – We’re Done2

Porém, em meio a todo o processo de separação de Mike e Rachel, um certo alguém foi quem mais aprendeu sobre uma relação a dois. “Para que servem as coisas boas se não tenho a pessoa com quero compartilhá-las?”, a frase soou como um soco na mente de Louis, e ele percebeu o quão errado foi abrir mão da mulher que ele amava. Trazer Sheila de volta para a série foi uma grata surpresa, mas ele ainda tinha algo melhor para fazer: não deixar que Mike cometesse o mesmo erro que ele ao fazer negócios com Forstman.

Usando sua recompensa, Louis fez algo que nem Harvey conseguiu. Trouxe Mike de volta à Pearson Specter e fez Jessica torcer o braço, mais uma vez. Ver a cara de surpresa de Jessica e Harvey foi sensacional, e Harvey fez questão de mostrar sua satisfação. Indiretamente, Louis Litt vem influenciando em todos os momentos chave da temporada até agora, seja como um tonto ou com atitudes nobres, ele é um personagem incrível.

Agora, as coisas irão voltar ao normal. Mas o clima entre Rachel e Mike, ambos trabalhando para Harvey promete. A bomba relógio da transferência ilegal de Louis logo irá estourar e toda a Pearson Specter pode ser afetada.

Com uma reaproximação bonita entre Mike e Harvey, Suits retornou, e não poderia ser diferente, ao seu ponto de partida. O time está de volta! E como é bom saber disso.

Rookie Blue – Moving Day e Fragments

Data/Hora 04/08/2014, 17:32. Autor
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A quinta temporada de Rookie Blue encerra em dois dias, com a exibição de Everlasting. E o episódio encerrará uma temporada que acabou sendo de 11 episódios e não empolgou como as antecessoras. A série continua sendo minha delicinha de verão. Mas o que era doce tornou-se agridoce, e não sou uma superfã dessa mistura. Então, o gosto amargo da quinta temporada impera na minha boca. Uma pena.

Eu comentei em várias reviews que as coisas demoraram a engrenar. E, nesse sentido, Moving Day e Fragments foram dois episódios bem melhores do que os seus antecessores. Ainda assim, passaram longe de deixar a gente com o coração na mão e quase falharam em deixar o gostinho de quero mais.

Gosto quando os episódios de Rookie Blue seguem arcos maiores. E esses dois episódios fizeram exatamente isso: um dia de mudança acabou tendo reflexos futuros em um caso BEM legal apresentado em Fragments, e que será o caso que encerrará – ou dará o gancho para a próxima – essa temporada. Mas Moving Day fez mais que isso: confirmou que Nick é o cara mais fofo do universo (foi liiiiiiiiindo ver ele cuidando dos dois irmãos e se abrindo mais sobre o passado) e que Chloe tem sido o melhor personagem da série.

Rookie Blue - Fragments

Em contraposição, o episódio evidenciou uma certa falta de continuidade nas histórias desse quinto ano de Rookie, já que a partida de Chris foi explicada muito superficialmente e os problemas do Dov e da Chloe misteriosamente desapareceram. Sem contar que Stevie e Nash não conversaram nenhuma vez sobre o vacilo dela, que também não trouxe nenhuma implicação para o detetive. Tudo muito solto no ar. E continuou solto em Fragments, já que Stevie e Nash nem se cruzaram.

Mas o pior de Fragments foi ver o Dov mais uma vez sendo a vítima da situação. Ele tratou “mal” Chloe por um tempão, e agora ele virou, NOVAMENTE, o coitadinho do relacionamento. Eu sei que Chloe deu uma mancada (tão ruim quanto o seu português), mas me irrita esse protecionismo ao personagem, que é pra lá de chato. Sei que já repeti isso um milhão de vezes, mas nunca é demais.

Por outro lado, é bem interessante ver o que tem acontecido com Gail. Acho interessante ver ela evoluindo e mudando. Mas ainda não sei qual meu sentimento em relação à tentativa de adoção. Sabíamos que a história da garotinha que ficou órfã havia mexido com ela, mas não achei que essa história iria voltar assim, de repente. Aliás, esse último episódio foi o episódio dos retornos, né? Duncan (que continua mala, mesmo depois de quase ter explodido e de ter se desculpado), Holly (ficou tudo meio mal explicado, porém eu shippo, então tá perdoado) e Marlo (ÃHN? SÉRIO? Quando eu já tinha achado que a garota tinha desaparecido de vez ela aparece e os roteiristas passam essa vibe de “MEU DEUS, MCSWAREK VAI PRO BREJO DE NOVO? E ainda jogam a história da chave não aceita nas nossas caras. Aiai…) deram as caras na 15th.

Eu gostaria de poder dizer que estou super animada para a season finale de quarta-feira. Mas isso seria uma mentirinha das bravas. Então, apenas digo que estou torcendo MUITO pra que Everlasting me surpreenda e faça com que eu fique na expectativa pra 6ª temporada. Oremos.

P.S.1: Chloe e Nick são personagens tão legais que não consigo não pensar sobre como eles seriam um casal MUITO BACANA. Sei que isso definitivamente não deve acontecer, então esse P.S. é uma espécie de “fica a dica” para os roteiristas.

P.S.2: Andy e Sam estão numa fase bem amorzinho. Mas não canso de me perguntar onde foi parar a química das 3 primeiras temporadas. Claramente no set de Rookie Blue ela não está.

P.S.3: decidam, roteiristas, se vocês querem Travis Milne na série ou não. Porque essas idas e vindas do Chris já deram o que tinham que dar.

P.S.4: finalmente personagens brasileiros com nomes de origem portuguesa, e não espanhola. Mas poderiam colocar atores com sotaque daqui, e não de português de Portugal, né? Fica feio.

Suits – Pound of Flesh e Litt the Hell Up

Data/Hora 30/07/2014, 20:02. Autor
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A guerra entre Mike e Harvey finalmente terminou. Tanto os personagens envolvidos quanto quem assiste já estavam tendo dores de cabeça com tantas reviravoltas no caso. O fim da disputa pelas Indústrias Gillis teve, ainda que com ressalvas, o lado de Harvey e Logan como vencedores. Para Mike, o término da disputa foi também seu fim no grupo de investimentos de Sidwell. Sua saída pela porta dos fundos e tachado como traidor é um contraste extremo ao fim da terceira temporada, quando sua saída da Pearson Specter se deu após um aperto de mãos sadio com seu chefe na época.

Não se pode culpar Mike, ele lutou até o fim e de todas as maneiras. A imagem de eterno aprendiz já não existe mais, ele se mostrou um grande advogado, mesmo lutando contra o maior deles. Seu único erro foi aliar-se a Forstman, que no final de tudo acabou traindo Mike.

Fora da batalha jurídica, os episódios trouxeram surpresas agradáveis e outras nem tanto. Donna e Louis no teatro foi uma das coisas mais engraçadas e bonitas dessa temporada. Saber que, mesmo brilhando, a secretária ainda se importa tanto com seus companheiros a ponto de fazer com que Louis superasse seu trauma foi lindo. Donna é especial, consegue gerenciar a vida de todos sem se meter e quando faz isso, faz para ajudar.

E somente uma pessoa tão especial faria Harvey esquecer-se de todos os problemas para, em uma cena que muitos fãs devem ter adorado, dizer “I’m a Donna fan. Nunca fui de torcer para casais, mas esses dois são tão completos juntos que fica difícil, todas as outras temporadas salvo algum episódio deixavam esse romance de lado, mas essa cena deve ter reacendido a paixão dos fãs de Donna e Harvey até as alturas.

Pulando do romance desejado por muitos para o odiado por milhares agora, sempre entendi que a relação do passado de Rachel com Logan iria influenciar no caso, mas a maneira como eles a trataram foi incômoda. Uma coisa é ter química, ser jovem e se entregar ao desejo. Outra é usar toda essa desculpa esfarrapada para fazer com que Rachel traísse Mike, logo ela, tão companheira e fiel. Assim como Mike usar Louis friamente em outro episódio, brincando com seus sentimentos, usar Rachel dessa maneira apenas para ter ainda mais uma reviravolta no caso trouxe uma certa indignação em quem vos escreve. Agora ela deve ou não contar o que fez? Sinceramente não sei o que é pior, vê-la contando e dizendo que sentiu desejo por outro homem ou apenas fingir que nunca traiu Mike e continuar em silêncio.

Suits - Pound of Flesh e Litt the Hell Up

É inegável que Suits é incrível com toda a história do Mike, aquela “coisa” que a Donna faz com as pessoas, com os dramas jurídicos e tudo mais. Mas sejamos honestos, quem segura a série mesmo é Harvey. O fato dele ser o casca-dura que se importa, ter as respostas sempre na ponta da língua e sempre saber o que fazer chama involuntariamente o público. É incrível como ele está em todos os lugares e tomando decisões sem titubear por um instante. Seja contra Mike, contra Sean Cahill ou até mesmo mimando o ego da Donna, Harvey sabe o que faz e o faz com maestria.

Mas dessa vez teve alguém que sabia o que fazer, antes mesmo que Harvey. Tudo bem que ele é atrapalhado, faz bobagens em certas ocasiões e é um tanto quanto excêntrico, mas ninguém pode julgar a capacidade de Louis Litt quanto à sua profissão. Quando tudo parecia perdido, foi ele quem salvou o dia, foi ele que chegou até Harvey com a solução e foi ele que se encheu de orgulho ao ouvir o reconhecimento. Sei que muitos não entenderam, ou acharam melodramática demais a decisão dele de aceitar evitar os impostos ilegalmente da compra das ações. Mas ele salvou o dia, ele e mais ninguém, e não posso julgá-lo por não querer que essa afirmação não mude.

Com Mike despedido é difícil prever o que esperar, talvez ele aceite a proposta de Forstman, ou talvez  Harvey consiga um jeito de trazê-lo de volta para a Pearson Specter, seja como for a decisão de Louis certamente virá à tona nos próximos episódios como uma bomba. E Jéssica e Harvey vão precisar de todas as manobras possíveis para se livrar de uma acusação como essa.

PS: O melhor do episódio:

Suits - Pound of Flesh e Litt the Hell Up2

 

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