Chicago Fire – Always

Data/Hora 25/09/2014, 11:15. Autor
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Série: Chicago Fire
Episódio: Always
Número do Episódio: 3×01
Exibição nos EUA: 23/09/2014

Não é série da Shonda Rhimes. Mas Chicago Fire está aprendendo com Grey’s Anatomy a fazer uma bela de uma tragédia. Dick Wolf foi um bom aluno da escolinha de destruição da Shonda e surpreendeu a todos os fãs do Batalhão 51 com o último episódio da segunda temporada da série: a explosão de um prédio com todos os integrantes do batalhão dentro. A partir daí foram meses de espera e de palpites para acertar qual dos integrantes deixaria a equipe. Esse hiato não foi fácil, confesso, mas, muito mais que isso, foi agoniante. E também um pouco revoltante, afinal ninguém estava preparado para uma perda tão significativa com menos de 50 episódios exibidos.

Com uma caixa de lenços na mão, apertei o play torcendo para que o meu palpite sobre quem morreria estivesse errado. Chorei. Me revoltei. E ainda estou de luto – e, bem, ele vai durar muito mais que um episódio. Logo nos primeiros minutos fomos recebidos com as cenas do lado interno da explosão ao som de voz de um apreensivo Chief Boden. Os minutos de tensão foram se tornando calmos quando, um a um, os integrantes do Batalhão se apresentaram ao Chefe pelo rádio. E, quando os personagens iam lentamente se apresentando vivos, a minha preocupação só aumentava e minha aposta se confirmava: era Shay quem tinha deixado o batalhão.

Chicago Fire 1x04-2Um salto temporal – recurso típico da série – de seis semanas aconteceu e fomos poupados de cenas como funeral chororôs e, também, das fases do luto de alguns personagens – não sei vocês, mas eu ainda estou na fase 1: negação. A perda da paramédica foi tratada de modo sutil mostrando os principais afetados pelo ocorrido: Dawson e Severide. Não por menos, já que os dois eram os mais próximos da loira. E, por isso, fomos apresentados à cenas de amizade daquelas que ninguém conseguirá apagar da memória. Lidando com a perda ao seu modo, cada um dos integrantes segue a sua vida. Severide se isola por um período mas, convencido por Casey, retorna ao batalhão. Se tem uma coisa boa com a morte de Shay é que Casey e Severide se aproximarão, já que desde a morte de Darden, lá no episódio piloto da série, os dois não se davam muito bem.

We promise to be there for each other. Always, no matter what, always!

Com o passar do episódio, deu pra tentar superar a morte de Shay através dos flashbacks – que foram, no mínimo, emocionantes – ligados ao contexto da trama. A loira dividia cenas memoráveis com os amigos até que, finalmente, a cena do acidente é mostrada. O baque nesse instante talvez tenha sido pela rapidez dos acontecimentos segundos antes da explosão. Vimos que Shay só morreu porque trocou de lugar com Dawson e, muito mais do que Severide, Gabriela sofre não só pela perda, mas também pela culpa. Tanto sofre que foi a responsável por uma das cenas mais comoventes da série ao confessar isso para o terapeuta dos bombeiros. E, superar essa perda talvez não seja tão fácil pois, além da culpa, Gaby precisar lidar com sua nova companheira de trabalho que, convenhamos, lembra um pouco a Shay, principalmente pelo fato dos cabelos louros.

O lado cômico do episódio, apesar da seriedade da situação e do clima no batalhão, ainda encontra espaço na trama com Mouch tentando animar Boden em encontros de casais, e Herrmann e Otis pensando em expandir os negócios do Mollys.
Chicago Fire fez um ótimo retorno com um episódio carregado de drama como só a série sabe fazer. Agora é esperar para ver se essa terceira temporada consegue se consolidar como a melhor da série até agora.

R.I.P. Shay!

Sessão de Terapia – Semana Final

Data/Hora 24/09/2014, 17:13. Autor
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Série: Sessão de Terapia
Episódios: Semana Final
Número dos Episódios: 3×31 ao 3×35
Exibição no Brasil: 15 a 19/09/2014

E a temporada totalmente brasileira de Sessão de Terapia chega ao final com gosto de que foi curta demais.

O reaparecimento de Bianca era esperado e foi um tanto difícil vê-la tão desesperada. Theo, pela primeira vez diga-se, conseguiu manter a calma por tempo suficiente para descobrir aonde Bianca havia deixado seu filho e chamar o marido de Bianca para “resgatá-la”.

Só que, entre todos os casos já tratados pelo Theo, foi a primeira vez que eu deixei de acreditar em uma saída. Eu olhava a Bianca destruindo o consultório do Theo ou implorando para que seu marido não a abandonasse e não conseguia enxergar um pedacinho de sanidade, uma pequena luz. E acho que isso me doeu ainda mais porque ela é tão nova e seu marido aguentou tanto por amá-la de verdade. Do outro lado, uma dose de realidade não faz tanto mal a nenhuma obra de ficção.

Principalmente quando ela dura apenas um dia. Ufa! Na terça foi a vez de reencontrarmos a esperança ao vermos Diego deixando o consultório com um sincero sorriso nos lábios, consequência de ter deixado naquele sofá tanto peso para alguém tão jovem.

Se minha torcida contou alguma coisa, Diego era mesmo filho de seu pai. Mas o maior acerto de todos foi não apagar tanto tempo de sofrimento com apenas esse papel. Diego e o pai agora sabem da verdade e é evidente que o pai quer consertar o que fez, mas soaria falso se ele o perdoasse fácil.

Claro que um lado meu se ressente de não ver essa reaproximação. Quem sabe um especial da série mostrando o que aconteceu com os pacientes não pinta um dia?

Mostrando Felipe e Guto se reconciliando e a mãe do primeiro aceitando isso. Sim, sou dessas que tem fé demais na humanidade e acho que mesmo os mais reticentes e preconceituosos podem abrir seu coração. Ou pelo menos tenho fé de que isso possa acontecer nas obras de ficção pelo menos.

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Ou não é nisso que a gente acredita quando vê Milena conseguindo sorrir ao contar uma história, sem nem perceber aquela caixa de lenços de papel, que acabou virando o símbolo de sua luta contra a doença, estava um tanto desalinhada.

Milena está tomando medicação, aceitou que precisa de ajuda e contratou uma empregada e eu acho que realmente ficará bem. Fico pensando que, na verdade, foi o filho dela que a salvou, mesmo que seja dolorido ouvir do menino que ele sabe que “ela não bate bem da cabeça”.

Na verdade, lendo agora sobre o que escrevi até aqui e percebo que cada um dos pacientes desta temporada foram fundamentais para a principal “recuperação”: a de Theo. Do riso um tanto desesperado em seu passeio de barco – a música já diz isso, rir de tudo é desespero – aos olhos que sorriem ao ver seus filhos por perto, ver Rafael melhor.

O sorriso e o carinho com Rita, um recomeço.

Os olhos que se mostram vulneráveis ao pedir a Dora mais uma chance e ao entregar a ela a carta em que ela falava das limitações dele e que antes ele usava para se proteger de qualquer aproximação, afinal para que a gente melhore a gente precisa baixar a guarda.

E precisa lembrar que viver às vezes é parecido com navegar: não adianta insistir em enfrentar o vento ou a tempestade, tem horas que precisamos nos deixar levar pela maré para recuperar a força e olhar as paisagens que ela nos oferece.

P.S. Encerramento um tanto clichê, mas eu vi tudo isso na miniatura do barco que Theo entregou à Dora, e vocês?

The Voice Brasil – Audições às Cegas I

Data/Hora 19/09/2014, 10:02. Autor
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Série: The Voice Brasil
Episódio: Audições às Cegas I
Número do Episódio: 3×1
Exibição: 18/09/2014
Nota do Episódio: 3.5

The Voice BRASILLLL….

E começa mais uma temporada. E mais uma vez eu assumindo a coluna, o que espero não seja em definitivo! #voltaGabrielaAssmann, nem que seja pras nossas reviews em parceria! Mas vamos às minhas impressões das apresentações e desse primeiro episódio.

E o programa começou com a já anunciada da mudança das cadeiras. A esperança é que a alteração mude a interação dos técnicos e ajude um pouco mais o programa, em especial na parte das audições às cegas. Talvez com Daniel saindo da ponta – e do lado da única mulher entre os jurados – e indo para o meio, no meio dos homens, ele se solte mais um pouco. Eu vejo The Voice US e quem tem a melhor interação do reality americano são Blake e Adam e ambos sentam nas pontas, então não sei se essa mudança será o fator decisivo. Mas vamos torcer para que sim.

Outra mudança: a saída da Mia Melo para a entrada da Fernanda Souza. Amém!

Mas ainda acho que a melhora passará pela edição e por dois programas semanais. O primeiro teremos que aguardar para saber se vai melhorar, o segundo, mais uma vez, ficaremos só na vontade.

O programa começou, como sempre, com uma voz forte. Gabriel Silva: ao som de Hoochie Coochie Man. Gostei muito do número e ainda mais da ousadia da emissora de começar com um Blues. Com as quatro cadeiras viradas (praxe para o primeiro que se apresenta), o candidato fez a escolha óbvia e foi pro team Lulu. O cantor é o técnico que mais vence os duelos de 4 cadeiras.

Seguindo o programa, Ana Dark cantou Tocando em frente, do Almir Slater, emulando Paula Fernandes. Não gosto muito de sertanejo, não gosto nada da Paula Fernandes, então não gostei do número. Achei que a participante cantou muito soletradamente e forçando as notas em alguns momentos. Saldo: ninguém virou a cadeira.
A Globo ainda foi um tanto maldosa e tocou Paula Fernandes na saída da participante, ficando ainda mais claro que a participante emulou a voz da artista.

Priscila Brenner, interpretando The Scientist (Coldplay) foi a seguinte. A candidata veio com uma pegada Caroline Pennel (The Voice US), uma voz mais sussurrada, algo que também não vemos muito no The Voice BR. Gostei muito e Claudia Leitte virou com poucos segundos a sua cadeira, o que me deixou muito feliz. Infelizmente ela foi a única a virar. Gostei muito da participante e estou ansioso pelo que ela fará nas batalhas. A escolha da música será crucial.

A quarta candidata a se apresentar foi Lívia Itaborahy, apresentando Vieste, do Ivan Lins.Voz forte, agradável e harmônica, mas em alguns momentos muito empostada. Me lembrou um pouco Cecília Militão, então não me surpreendi quando Daniel virou a cadeira. Mas me surpreendi quando ela encerrou o número e apenas Daniel estava de frente para ela.

E logo de cara vimos que um problema do programa segue o mesmo: poucas disputas entre os técnicos e muitos candidatos escolhidos com pouca disputa.

Não adianta mudar as cadeiras se os técnicos ficam com essa politicagem de não disputarem muitos participantes.

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Seguindo com o programa – com a benção da edição mais célere, tal qual nas edições anteriores do The Voice – vimos uma ex-Ídolos (de quem sou fã), Nise Palhares, cantando Pagu (de Rita Lee e Zélia Duncan). Apesar do início mais morno, no final as quatro cadeiras viraram e finalmente disputaram de fato uma participante. A escolha óbvia, para mim, era Lulu. Mas no fim, surpreendentemente, Nise escolheu Claudia Leitte, a diva.

E então fomos surpreendidos novamente. A drag queen Deena Love cantou Calling You (Bob Telson) e rapidamente virou as 4 cadeiras. A princípio achei que a voz seria mais feminina, mas não era. A voz de Deena até possuía algumas nuances femininas, mas era potente e masculina. Para mim alguns gritos que ficaram um pouco mais exagerados, beirando o oversinging, mas foi um número emocionante que quase arrancou lágrimas do técnico Lulu Santos que, para mim, ganhou a participante no seu discurso.

Voltando do intervalo o programa retomou uma ideia muito bem explorada nos outros programas da franquia: candidatos que acabam não sendo selecionados (as vezes por pouco ou por algum erro) voltam para se reapresentarem. Na última temporada do The Voice US tivemos dois participantes retornantes entre o top 10 (Jake e Delvin) e um deles foi o vice campeão (Jake). Assim vimos Dudu Fileti, se inspirou e escolheu música perfeita, Tente Outra Vez (Paulo Coelho/Raul Seixas/ Marcelo Motta). Infinitamente melhor que na temporada passada o participante deu um show – fazendo o melhor número da noite até então – e virou 3 cadeiras (só Claudia Leitte não virou).

Fileti escolheu o óbvio: Lulu. Escolha coerente, uma vez que a dica do Lulu do ano passado foi seguida a risca e o candidato foi bem demais nessa apresentação. Espero que ele siga nessa evolução, pois já tem a minha torcida. Ele foi o único que me arrepiou nessa abertura e confesso que adoro candidatos menosprezados/subestimados/desprezados.

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E Lulu, novamente, está montando um timaço logo de cara. Resta saber se não vai estragar o time nas batalhas, como nas outras temporadas. #AdamLevineFeelings.

Seguimos com Bruna Tatto cantando The Way You Make Me Feel (Michael Jackson). Eu não consigo ouvir essa música e deixar de lembrar da Leah McFall, que cantou essa música nas batalhas no The Voice UK. Mas tal qual a participante do UK, achei que na apresentação brazuca teve um pouquinho de oversinging. Ainda assim foi um número digno das cadeiras viradas: Leitte e Brown. E Tatto foi para o time da loira.

Depois vimos Teffy estragando Set Fire to The Rain, da diva britânica Adele. A participante que pegou uma música difícil, mexeu demais nela e o resultado não ficou agradável, achei a música toda muito gritada. Sem contar que depois da metade da música Teffy se deixou dominar pelo nervosismo e aniquilou o fim da música. Cantar ela sabe, mas acho que a escolha e harmonia da música, assim como o nervosismo, foram cruciais para matar as chances dela.

Seguimos com um número desnecessário, e acabou sendo o pior da noite para mim – poderiam ter feito só o ‘teaser’, como fazem muito bem as temporadas fora do Brasil. Acho que por CB ter virado no finalzinho fez a globo exibir o número inteiro de Ricardo e Ronael, que cantaram Fogão de Lenha (Chitãozinho e Xororó). Já falei que não gosto de sertanejo hoje? Então não vou comentar mais nada. Primeiro participante do time do Carlinhos Brown.

Com direito a ‘chocalhos’ e ‘ajaio’ de Brown, fomos para o segundo intervalo e voltamos com a inovação da ‘cortina’ cobrindo a participante, da qual ninguém sabia sequer o nome. Ao que tudo indicava era uma mulher interpretando Valerie (Amy Winehouse). E quando os botões foram apertados e a cortina caiu, descobrimos que quem cantava era Hellen Lyu, outra ex-Ídolos (e essa lembrança fica na conta da minha esposa). Após ser disputada por CB e CL, Hellen é a nova participante do time de Carlinhos.

Em mais uma rápida apresentação vimos Carla Casarim cantando Verde, da Leila Pinheiro. Apenas Daniel virou. Achei uma apresentação com potencial, mas que me lembrou demais o estilo da outra participante do time do Daniel, Lívia. O mais estranho é que quando o Daniel bate, ninguém mais bate. Acho que só assim para escolherem ele!

O programa foi pro intervalo e já voltou com uma prévia do próximo programa! Mais uma novidade. E o encerramente foi com o típico e desnecessário número dos técnicos cantando Toda Forma de Amor, do Lulu.

Pontos positivos: edição foi mais célere, gastando menos tempo na prévia das apresentações; interação dos técnicos pós escolha – logo no primeiro número vimos o Lulu indo falar com os familiares, algo que acredito que seja inédito por aqui; interação dos técnicos – mas nada que se deva a mudança das cadeiras: acho que finalmente eles viram as outras temporadas e isso ajudou.

Ponto fraco? Para mim segue sendo o Daniel.

Se eu pudesse acrescentar algo como a cereja do bolo, seria a exibição do participante na coxia, antes de entrar no palco, tradicional da franquia e que sempre passa o nervosismo e otimismo do participante. Assim como a exibição dos candidatos depois do palco, em especial quando eles não são selecionado.

MAS, mais uma vez, esses luxos não vão existir enquanto tivermos só um programa por semana. A edição será sempre ágil e a identificação com o participante nessa etapa sempre é prejudicada. E assim me despeço puxando a campanha #TheVoice2xporsemana. Até semana que vem.

Doctor Who – Listen

Data/Hora 18/09/2014, 15:05. Autor
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Série: Doctor Who
Episódio: Listen
Número do Episódio: 8×04
Exibição no Reino Unido: 13/09/2014

Terminei Listen sem ter muita certeza se foi um bom episódio ou apenas um episódio mediano, feito com as características certas para impressionar. Toda a experiência de assistir a Listen foi bem interessante, e senti na pele o clima de suspense que Moffat criou, tanto na incerteza do monstro sob a cama, quanto na trilha sonora pesada e tensa. Mas eu só me senti emocionalmente conectada à história ao final, porque a cena entre a Clara e o garoto foi pensada exclusivamente para mexer com o fã.

Listen foi mais um dos episódios aterrorizantes de Moffat, para fazer parceria com Blink, The Empty Child/The Doctor Dances e Silence in the Library/Forest of the Dead, porém, ao contrário dos demais episódios, eu tenho a impressão que Listen ficará marcado pela intromissão gigantesca de Clara na linha do tempo do Doctor e não tanto pela qualidade narrativa da história. Confesso que não reassisti ao episódio, então não tenho muita certeza de quanto do mistério e ‘frio na barriga’ (e a qualidade da coisa como um todo) se sustenta diante de uma segunda experiência.

O episódio começa com um Doctor transtornado fazendo um monólogo sobre evolução, não estarmos sozinhos, o perfeito ser capaz de se esconder de outros e por aí vai, entrando em uma obsessão tentando descobrir o tal ser que vive a espiar os demais seres do universo, nunca sendo encontrado. Não sei se entendi corretamente a cena, mas o Doctor teve um desses famigerados sonhos com alguém embaixo da cama e por isso entrou nessa súbita caça ao “monstro que ninguém vê ou acredita na existência”, foi isso?

Bom, seja qual for o motivo que o levou à obsessão, o fato é que o Doctor retirou Clara do seu primeiro (e mal sucedido) encontro com Danny para ir à caça da tal criatura que poderia ou não existir.

dw 8x04_0602Aqui eu preciso abrir um parêntese para falar de Clara e Danny. Que casal mais sem noção! Eles simplesmente não têm química juntos. E Clara agiu tão mal com o colega que me pergunto como ela pode ter tanto tato para lidar com crianças e ser tão preconceituosa ao lidar com um adulto. Sim, porque a forma como falava com Danny e sua experiência na guerra foi, no mínimo, vergonhosa. Ela não consegue enxergar que ele claramente sofre de stress pós-traumático? (Cá entre nós eu creio que o próprio Doctor tem sofrido do mesmo mal) E tenho até vergonha de lembrar o quão ela foi infantil (e petulante) ao sair do restaurante daquele jeito, quando a errada era ela.

Mas é claro que o episódio tratou de consertar esse começo ruim entre os dois ao levar a TARDIS para o passado de Danny, de forma que a garota conseguiu compreender um pouco mais o colega.

E antes de falar sobre a experiência de Clara e do Doctor no passado, abrirei um novo parêntese para falar sobre a teoria do Doctor de que as pessoas não falam sozinhas, mas sim com alguém que está ali escondido. Isso não faz muito sentido. Quero dizer, ter sempre alguém por ali não é o problema da coisa toda (embora, admito, quando ele começou a falar sobre uma criatura que ninguém percebe e não sabe que está ali, eu pensei nos Silents), pois as pessoas falam sozinhas por vários motivos: gostam do som da própria voz, organizam melhor os pensamentos em voz alta, algumas têm esquizofrenia, as crianças têm seus amigos imaginários… Todo esse discurso do Doctor me soou tão estranho e o desejo de impactar a audiência com uma ideia assustadora ficou muito evidente.

Mas, de volta à viagem, a interface telepática da TARDIS é coisa do Décimo Segundo, não? Foi ele quem arrumou a nave para permitir esses agrados aos que normalmente não saberiam como pilotá-la. Eu achei legal, mas tira um pouco toda a grandiosidade que era apenas o Doctor saber pilotá-la (e River) e a dificuldade que ele tinha para ensinar a outros. Mas a TARDIS continua levando o povo para onde ela quer levar, ainda que a mente de Clara tenha ajudado um pouquinho na escolha.

dw 8x04_1749As cenas no passado de Danny foram as mais assustadoras e também as mais divertidas. Como não rir com o Doctor perguntando ao vigia noturno se o café não desaparecia, apenas para sumir logo em seguida levando o café do pobre homem? E depois tentando achar Wally em um livro onde não tem o Wally?

De toda a interação no quarto de Danny três coisas se destacaram:

1) Foi Clara (e o Doctor, de certa forma) a responsável por Danny ingressar no exército;
2) O discurso do Doctor sobre o medo ser um superpoder (e fez todo o sentido);
3) A criatura embaixo da colcha. Eu tenho quase certeza de que era uma criança, pois a tal criatura que é perfeita na arte de se esconder não apareceria assim de repente, sentaria na cama (e faria um peso perceptível) e ainda seria visível sob a colcha. Por outro lado, o Doctor estava sentado naquela cadeira no canto do quarto quando a tal criatura apareceu. Ainda que estivesse escuro ele teria percebido se fosse uma criança, não? Ou agiu daquela forma para dar coragem a Danny e também para não desmascarar o amigo que estava pregando uma peça? (nunca dá para ter certeza com o Doctor, em especial este aqui)

Já a segunda interação de Clara com Danny, pós-visita ao passado, foi um pouco melhor da parte dela, mas em contrapartida a reação dele ao perceber que ela sabia o verdadeiro nome dele foi meio exagerada. E mais exagerado ainda foi Orson aparecendo em pleno restaurante vestido com a roupa de astronauta, com escafandro e tudo.

dw 8x04_2543Não gostei de toda esta conexão de Clara com Orson. Não é apenas por ele ser um descendente dela e de Danny – spoilers! – mas toda a história dele, a confusão de Clara, a recusa em falar ao Doctor toda a situação, e, principalmente, a viagem para o fim dos tempos. Achei tão desnecessária. Sem falar que deixa uma certa confusão em relação a Utopia, quando o Décimo Doctor viajou para o fim do universo. Este planeta é outro, depois da destruição que houve em Utopia? Não sei se é um erro de continuidade, se Moffat simplesmente ignorou a trinca de episódios da era Davies e nem pensou no planeta de Utopia, ou se é possível a coexistência pacífica entre os dois planetas: um habitado e morrendo e outro ainda inteiro, mas já sem qualquer forma de vida no universo em si.

Toda a confusão neste planeta, os sons, o medo, o possível inimigo, ganha uma nova perspectiva após a visita da TARDIS ao próximo local. Nada menos que Gallifrey – possivelmente a Casa de Lungbarrow.

Como a TARDIS conseguiu ir a Gallifrey, que supostamente está em uma bolha temporal, eu não sei, mas imagino que em algum momento da temporada isso será explicado (ou foi um grande furo de roteiro, o que também é possível. Mas nesse caso, após todo mundo se perguntar o óbvio, acredito que Moffat dará um jeito de criar uma explicação, mesmo que tenha que tirar um coelho da cartola, como tem feito de quando em vez ao longo das temporadas).

E se antes o episódio estava interessante e assustador (pelo menos na primeira vez que se assiste), em Gallifrey ele se tornou belo e reconfortante. Tivemos o prazer de revisitar a infância do Doctor (óbvio que era o Doctor, afinal, era o mesmo celeiro que o War Doctor escolheu para por fim à Guerra do Tempo) e descobrirmos que ele já foi um garotinho assustado, o qual ninguém acreditava que seria capaz de ingressar (e permanecer) na Academia e se tornar um Time Lord, e, por isso, estava destinado a ingressar no Exército.

dw 8x04_3973A cena em que Clara segura o tornozelo do garoto, saída debaixo da cama, criando assim um medo que se posterga no tempo e no espaço já há mais de 2000 anos (como o medo dele passou para outros eu não sei), foi surpreendentemente bonita e se encaixou muito bem na história. Clara tem inúmeros defeitos – o maior deles é ser tão vazia de personalidade e carente de desenvolvimento real – mas se tem uma qualidade que persiste ao longo dos episódios é sua capacidade de falar com crianças e compreendê-las. E, assim como influenciou o jovem Rupert Pink, foi Clara a responsável por toda a filosofia de vida do Doctor.

 “Escute. Isto é só um sonho. Mas pessoas muito inteligentes podem ouvir sonhos. Então, por favor, apenas escute. Sei que você está com medo, mas tudo bem sentir medo. Nunca te disseram? Medo é um superpoder. O medo pode te fazer mais veloz, inteligente e forte. E um dia você irá voltar para este celeiro e naquele dia você estará com muito medo. Mas tudo bem. Porque, se você é muito sábio e muito forte, o medo não tem que fazê-lo cruel ou covarde. O medo pode fazê-lo gentil.

Não importa se não há algo embaixo da cama, ou no escuro, desde que você saiba que está tudo bem sentir medo. Então escute. Se não escutar mais nada, pelo menos escute isso. Você sempre terá medo, mesmo que aprenda a esconder o medo é como um companheiro, um companheiro constante, que está sempre ali. Mas tudo bem, porque o medo pode nos aproximar, o medo pode levá-lo para casa. Vou deixar uma coisa para você para que sempre possa lembrar: o medo faz companhia a todos nós. ”

 

Foi muito legal ouvir as palavras do próprio Doctor saindo da boca de Clara. E ao deixar o pequeno soldado sem arma que um dia pertenceu a Danny Pink, ela deu ao pequeno Doctor a inspiração para a pessoa que ele seria dali para frente e que mudaria os rumos do universo e da própria vida dela.

A cena foi linda – o abraço que ela depois dá no Doctor já dentro da TARDIS também foi especial – mas ainda assim é um pouco incômodo ver o quanto Moffat transformou Clara em alguém essencial na vida do Doctor. Ela era a garota impossível e que esteve presente em toda a timeline do Time Lord, influenciando-o e corrigindo os erros introduzidos pela Grande Inteligência, e agora ela mesclou-se na timeline do Doctor de tal forma que se tornou a responsável por toda a existência dele como nós a conhecemos, ou seja, mais do que a garota impossível, ela se tornou o pilar de toda a série. Para uma personagem que sofre de falta de caracterização e que vem sendo tratada como um plot twist desde o início, esse tipo de coisa, embora bonita e emocionante, não é saudável. Sem falar que Clara transita perigosamente no limiar de se tornar uma Mary Sue, ou seja, uma personagem que, de tão perfeita, torna-se irritante e irreal.

dw 8x04_4358Agora resta-nos saber qual o papel de Danny no futuro de Clara. Porque os dois se acertaram (apesar da química zero entre eles) e os boatos dizem que Jenna Louise Coleman deixa a série no final da temporada. É quase certo que Danny terá algum envolvimento no motivo da saída de Clara. E eu fico me remoendo para saber como ele se tornará um viajante da TARDIS também.

E só para finalizar… eu perdi ou realmente não teve nenhuma referência à Terra Prometida neste episódio?

Sessão de Terapia – Semana 6

Data/Hora 17/09/2014, 16:27. Autor
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Série: Sessão de Terapia
Episódios: Semana 6
Número dos Episódios: 3×26 ao 3×30
Exibição no Brasil: 6 a 10/09/2014

A gente falando das lágrimas da semana anterior e os roteiristas resolveram fazer barba e cabelo da gente: teve choro, teve riso, teve choque, teve raiva. Passamos por tudo de segunda até sexta.

E a segunda já foi demais pra mim: COMO ASSIM era tudo mentira?

É gente, ainda estávamos aflitos pela forma como a Bianca deixou o consultório do Theo na semana anterior e o marido dela aparece ali, com telefone de pai, mãe, irmão e psiquiatra da moça para nos mostrar que nada, nada era o que parecia.

As manchas roxas? A própria Bianca fazia. A oficina? Nunca existiu. Eu juro que poderia esperar por muita coisa, menos por isso. Estou tão desolada quanto o Theo e compartilho com ele a frustração de não ter percebido os sinais que ela deu ao longo do caminho.

Agora, aqui entre nós, o marido dela, já escolado nas mentiras, bem que poderia ter aparecido antes no Theo para contar a verdade, para entregar o telefone do psiquiatra, não é mesmo? Com o histórico que ele nos passou da moça eu achei imprudência demais ele esperar que ela sumisse com o filho para procurar pelo psicólogo. Resta continuar com o coração apertado e torcer pelo melhor na sessão desta última semana.

E os efeitos de tamanha revelação ainda me perseguiam na terça quando Diego chegou bravo ao consultório. Porém o trabalho exato de roteiro e atuação fez com que tudo fosse substituído pela felicidade ainda tímida de ver Diego melhorando.

Eu nem consigo imaginar a tristeza dele ao saber que seu pai não o considera filho porque, como Diego, eu não acho que é um pedaço de papel, um exame de DNA que faz você amar ou não amar alguém. O pai de Diego escolheu o caminho mais fácil para ele e pronto. Só por conta disso eu torço muito pro tal exame de DNA dar positivo. Sério!

Ainda mais depois de ver o Diego mais aliviado, porque até mesmo ele, tão novo, conseguiu entender com essa história toda que o problema não é ele. Está bem longe disso.

Foi em espírito de calmaria, então, que chegamos ao Felipe. Dizem que apenas quando perdemos algo realmente importante somos capazes de dar valor. Pode ser que para o Felipe seja isso mesmo e eu acho que a esta altura nem é mais o fato de voltar com o Guto ou não, mas dele se aceitar.

E aceitar que ele pode ser querido pelo seu pai, por exemplo, sendo quem ele é. Para isso foi preciso que ele se abrisse para ouvir o que seu pai tinha a dizer e tem vezes que apenas fragilizados conseguimos realmente ouvir. Fiquei feliz por ele e esperançosa de que novidade ele trará na semana que vem.

Esperançosa continuei com Milena. Imaginem só: três horas e quarenta minutos dentro de um carro. Pior: quase perder seu filho em um pequeno incêndio porque não conseguia entrar na cozinha esperando que um carro passasse, uma buzina tocasse e um pensamento positivo acontecesse. Que loucura!

E, sim, é preciso comemorar o um minuto e meio sem mover uma caixa de lugar, afinal, esse um minuto e meio significou refrear o medo que a dominava. Foi a pequena vitória necessária para então tomar o remédio para então poder realmente melhoras. Parabéns Milena – e a atriz que a interpreta, que arrasou.

Continuando na temática esperança e recuperação, vemos a vida de Theo se ajeitando também. O relacionamento com a Rita parece ter engrenado, Rafael parece ter passado pela fase mais difícil da recuperação das drogas. E o terapeuta conseguiu até mesmo se reconciliar com seu irmão e ler as cartas de seu pai.

Conseguiu reconhecer sua necessidade de aprovação e reconhecimento. Só precisa superar o medo de que seus problemas tenham feito que ele não atendesse seus pacientes de forma adequada.

Impossível não ansiar pela semana de encerramento – não parece que essa temporada foi curta demais? – quando tanto cuidado foi tido com cada pedacinho de história, não é mesmo?

Esse texto foi publicado originalmente no Só Seriados de TV.

 

Falling Skies – Space Oddity e Shoot The Moon

Data/Hora 14/09/2014, 20:33. Autor
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Série: Falling Skies
Episódio: Space Oddity e Shoot The Moon
Número do Episódio: 4×11 e 4×12
Exibição nos EUA: 31/08/2014
Nota do Episódio: 4.5

Falling Skies repetiu o método da primeira temporada e encerrou seu quarto e penúltimo ano com uma season finale dupla. Como acontece normalmente nesses casos, o primeiro episódio exibido é mais enrolado e maçante do que o segundo. Tudo acaba acontecendo mesmo no episódio final que encerra a temporada. Space Oddity tratou mais diretamente da discussão sobre confiar ou não em Lexi e a relação dela com o pai, e Shoot The Moon apresentou o desenrolar real da missão até a lua.

Falling Skies 4x11 Tom e Lexi Casulo

No início de Space Oddity, a chegada de Lexi já conturba a 2nd Massachusetts. Tom e Anne têm dificuldades em aceitar a filha de volta e acabam só dando uma chance para ela por que seus poderes podem ser vitais para o sucesso da missão. Já no início do episódio, as cenas das discussões entre Anne, Tom e Lexi e Weaver e Pope vão se intercalando, mostrando como é tensa e complicada a decisão sobre aceitar Lexi entre os humanos ou renegá-la. A opção de eliminar a menina, Pope já viu que não é algo tão acessível. Lexi deu uma de Neo, da saga Matrix, e pegou com a mão a bala que iria diretamente para a sua cabeça.

Falando em Matrix, Lexi criou uma verdadeira Matrix para levar Tom a acreditar que a missão havia acabado e que agora tudo estava perfeito. Na realidade, ela parecia somente uma criança assustada tentando recuperar a estima do pai. A fantasia não foi muito longe e logo Tom desconfiou que alguma coisa estava muito errada. Lexi levou Tom para uma realidade que ela mesma criou, buscando um tempo para conversar com ele e fazer o pai aceitá-la como ela realmente é.

Falling Skies 4x11 Tom na Nave

Acertadas as pontas entre pai e filha, Lexi e Tom retomam a missão em Shoot The Moon. A nave já está próxima da lua, mas os dois não contavam com uma complicação: a bomba para explodir o núcleo de energia espheni foi danificada durante a viagem. Como se isso já não fosse um problema e tanto, o beamer é interceptado pela nave do soberano espheni. Graças à injeção que Hal deu para Tom usar em Lexi caso fosse necessário, Tom consegue matar o soberano e seguir com a missão. No entanto, Lexi precisou se sacrificar para garantir o sucesso do plano e a sobrevivência do pai.

Enquanto isso, na Terra, a 2nd Massachusetts enfrenta um novo inimigo. Desta vez não foram skitters ou mechs que apareceram para atacar, mas sim uma névoa, capaz de prender os humanos até que eles sejam atacados por criaturas que acabam os transformando em skitters, ou até mesmo em uma nova criatura espheni. Pope classificou as criaturas de “uma minhoca com hormônio de crescimento”.

Falling Skies 4x12 Ben, Maggie e Hal

Graças à luta incansável e a união da 2nd Massachusetts, eles conseguem resistir até que o núcleo de energia espheni é destruído por Lexi. O destaque vai para as mulheres, Anne, Maggie e Sara foram as grandes responsáveis por salvar a pele de Hal, Ben, Matt, Weaver, Dingaan e Pope.

Outro fator que agitou a season finale de Falling Skies foi o retorno das tropas volm do pai de Cochise para a luta. No entanto, nada se compara ao surgimento de uma nova raça alienígena em Falling Skies. Os espheni já haviam dito que existia um perigo ainda maior rondando o espaço e eles deveriam estar se referindo a essa outra raça alienígena. Mas ao que parece, essa nova raça, assim como os volm, querem se unir aos humanos contra os espheni.

Falling Skies 4x12 Tom (Destaque)

É nesse clima que Falling Skies parte para sua quinta e última temporada e as gravações já começaram a ser realizadas em Vancouver, no Canadá. Serão dez episódios que contarão a história final dos sobreviventes da invasão alienígena na Terra. O mais esperado na temporada, no entanto, é a apresentação da nova raça alienígena e de quais são as suas reais intenções com os humanos e com a Terra.

Na quarta temporada, Falling Skies abraçou seu lado de ficção científica e trouxe para as telas situações que tinham tudo para agradar os fãs do gênero como os casulos, naves espaciais, a névoa, os poderes de Lexi, entre outros. O enredo também evoluiu, com o surgimento de vários novos elementos no seriado, que até garantiram a inclusão de dois episódios a mais na temporada. Agora é esperar o que a equipe de Falling Skies está preparando para a despedida da série da televisão na mid season do ano que vem. Até lá!

Doctor Who – Robot of Sherwood

Data/Hora 10/09/2014, 22:38. Autor
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Série: Doctor Who
Episódio: Robot of Sherwood
Número do Episódio: 8×03
Exibição no Reino Unido: 06/09/2014

Quando vi o trailer de Robot of Sherwood eu não esperava muita coisa, por isso foi com  uma agradável surpresa que eu percebi que me diverti horrores assistindo a esse episódio. Ele foi leve, divertido e eu me encantei pelas atuações. Nunca pensei que fosse gostar tanto assim de um episódio escrito pelo Mark Gatiss (sempre fico com o pé atrás quando é ele o roteirista). É bem verdade que o episódio tem alguns defeitos, mas a maior parte deles eu só percebi quando comecei a ver os comentários alheios que me forçaram a pensar um pouco mais no que foi apresentado em tela, mas a verdade é que, enquanto eu assistia, a única coisa que eu fazia era me divertir.

O clima do início do episódio, com o Doctor e Clara na TARDIS teve todo um ar de fantasia que eu gostei muitíssimo. A forma como eles conversavam, a música de fundo, tudo contribuiu para dar um toque de conto de fadas. Eu só gostaria de saber o que tanto o Doctor tem escrito aqui e acolá desde a premiere. Está tentando achar Gallifrey? Ou é algo que ele faz inconscientemente? Será que tem a ver com a tal Terra Prometida? Ou nada tem a ver com nada e todos esses cálculos com giz só estão ali para distraírem o espectador?

Toda a interação do Doctor com Robin Hood foi hilária. Sim, eram situações tolas e até infantis, mas nem por isso menos divertidas. Eu entendia perfeitamente a incredulidade do Doctor em relação a Robin Hood. Eu confesso que passei o episódio inteiro esperando alguém desmascarar Robin e seu bando, e fiquei um pouco desapontada por tudo ser real. Não sei explicar, mas eu sempre espero que, quando o Doctor se aventura no passado da Terra, ele se atenha à verdade. Bom, o mais próximo da verdade possível. Algumas alterações são necessárias pelo bem do desenrolar dos episódios, mas tornar uma lenda e todos os seus pormenores em algo real me incomodou. Tudo bem que teve todo o diálogo no final falando sobre os mitos (que foi muito pertinente e, talvez, o diálogo mais bem escrito e emocionante do episódio inteiro), mas ainda assim tudo foi perfeito demais para encaixar com o que é conhecido como a lenda de Robin Hood, o que me deixou ainda mais irritada com isso.

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Mas foi ótimo ver um outro lado do Doctor, após todo o drama pelo qual ele passou nos dois primeiros episódios. A rabugice dele foi ótima, ao mesmo tempo em que eu me divertia ao vê-lo testando todo o bando de Robin. E, não dá para negar, Robin ri demais para ser real, quem é que consegue acreditar naquela alegria toda!?

Eu preciso aproveitar o momento para elogiar a atuação de Peter Capaldi, que trouxe uma leveza muito própria para a comédia do Doctor e me lembrou tanto de alguns Doctors antigos que eu só conseguia sorrir.

Sim, eu sei que estou me repetindo ao falar do quanto me diverti com o episódio, mas é que fazia muito tempo que eu não assistia a um episódio e me sentia tão bem durante o processo. E eles escolheram atores perfeitos para darem vida a Robin Hood e o Xerife de Nottingham.  Tom Riley tem todo esse ar de anti-herói sorridente e safado em quem você quer confiar. Já Ben Miller é o avesso. Ele sempre parece o vilão, mas ainda assim é difícil odiá-lo (ou levá-lo muito a sério), porque algo nas suas expressões facial e corporal o faz carismático.

A única decepção foi Marian que, a meu ver, não fez muito coisa. Certo, ela ajudou na rebelião que libertou o Doctor e se impunha contra os desmandos loucos do Xerife, mas tenho a sensação de que ela não tinha uma função real além de simplesmente existir e ser a Marian de Robin.

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Uma coisa que me impressionou foi como o Doctor não foi exclusivamente o salvador da humanidade, solucionador de todos os problemas e detentor de todas as respostas como ele vinha sendo há um bom tempo. Ele reclamou e aproveitou a situação, pensou um pouco, analisou as coisas e chegou a conclusões, mas Clara e o próprio Robin tiveram participações bem mais ativas. De certa forma me lembrou um pouco o Primeiro Doctor, que sempre deixava os companions se virarem, pois se achava superior demais para se intrometer em pequenas querelas, e quando se intrometia sempre acabava arrumando mais confusão (embora fosse sim o responsável final pela solução). Eu vi muito disso no Doctor nesse episódio, apesar de que o sentimento nessa situação em particular era que ele não acreditava na veracidade do que vivenciava, o que o levou a agir como um maluco meio perdido o episódio inteiro.

Quanto a Clara eu tenho sentimentos conflitantes. Ela foi um pouco contraditória e em algumas situações eu tinha a sensação de que faltava realismo à personagem. Eu entendo a sua felicidade por conhecer Robin Hood e perceber que tudo era exatamente igual às lendas, mas o que eles estavam vivendo era real e eu esperava dela uma reação à altura do perigo que enfrentaram, do Xerife e dos robôs (saídos do nada, mas, na verdade, eles eram o menos importante, o que se destacava no episódio era justamente a jornada que levaria o Doctor a perceber que ele era sim um herói, mesmo que não visse a si mesmo desta forma. E não é interessante que ele passou os últimos encontros com Clara perguntando se era um homem bom só para descobrir que no fundo ele é o herói dela? Ela passou a acreditar no impossível por causa dele?). Durante todo o tempo Clara agiu como se fosse tudo uma peça de teatro, uma brincadeira, um livro de histórias, o que, devo admitir, aumentava em mim a sensação de que nada daquilo fosse real e, por fim, me deixasse tão injuriada ao mostrarem que era tudo verdade.

Eu sei que Clara é forte, destemida, inteligente e muito capaz. Foram ótimas as atitudes dela ao longo do episódio, como colocou o Doctor e Robin nos seus devidos lugares e como lidou com toda a situação com o Xerife, mas ainda assim faltou a ela um toque de realidade. Isso me incomodou um pouco.

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Já a respeito da história em si, não há muito o que falar. Era claro que o objetivo de Gatiss nunca foi fazer um roteiro brilhante e extremamente inteligente, com um caso difícil de ser solucionado e com situações complicadas e plausíveis. Os acontecimentos pouco importavam e muito menos o Xerife e os robôs (caso contrário não teria contado sobre o que era a história logo no título), o que estava sendo mostrado era a interação daqueles personagens, era a outra faceta deste novo Doctor que ainda está se descobrindo e que continua a surpreender com suas atitudes e comentários quase sempre inesperados. Como não adorar um episódio desses?

Robot of Sherwood provou que é possível fazer um episódio descontraído e ainda assim cheio de reflexões e profundidade.

Observações:

– Que coisa mais linda aquele vestido da Clara! Mas poderiam ter maneirado no cabelo, que estava lindo, mas era impossível arrumá-lo daquele jeito nos segundos que ficou dentro da TARDIS.

– Excelente a luta de espada x colher entre Robin e o Doctor. Sorte do Doctor que estava comendo iogurte um pouco antes de desembarcarem.

– Eu lembrei muito do Primeiro Doctor porque foi o que eu mais conheci da era clássica, mas vi muita gente lembrando do Segundo e do Quarto com esse episódio.

– Sentido nenhum alguém que está atrás de ouro para fazer a nave funcionar oferecer como prêmio uma flecha de ouro, mas tudo bem.

– Ao que parece o Xerife era um humano que ficou ferido na ocasião da queda da nave espacial e foi reconstruído como um cyborg, mas a cena, que envolvia decapitação, foi deletada em respeito às mortes ocorridas no Reino Unido recentemente.

– Uma das imagens do banco de dados de Robin Hood era ninguém menos que Patrick Troughton, o Segundo Doctor, que interpretou Hood em 1953.

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Sessão de Terapia – Semana 5

Data/Hora 10/09/2014, 15:50. Autor
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Série: Sessão de Terapia
Episódios: Semana 5
Número dos Episódios: 3×21 ao 3×25
Exibição no Brasil: 1° a 5/09/2014

Uma semana de partir o coração. Eu desconfiei disso quando a Bianca entrou corrida e amedrontada na sala do Theo, mas acho que não estava preparada para o tanto de revelações que viriam depois. As lágrimas foram muitas nesta semana de Sessão de Terapia.

Infelizmente a história de Bianca é perfeita ao retratar a vida de tantas mulheres que sofrem abuso: de um lado são obrigadas a ouvir que de alguma forma são responsáveis, culpadas, pelas surras que levam; de outro, se sentem elas culpadas pelas loucuras que seus companheiros ainda podem cometer com eles próprios.

Fiquei feliz de saber que ela encontrou algum abrigo com um amigo de seu pai, mas quando ela disse que ele a havia acompanhado até em casa para retirar suas coisas eu imaginei que aquilo não acabaria bem. Um homem capaz de tentar matar a esposa na frente de outros homens já perdeu qualquer capacidade de se controlar.

A reação de Theo, então, de querer acompanhá-la quando Miguel avisa que ele apareceu por lá foi natural. Na verdade, diferentemente da semana anterior, eu não consigo imaginar alternativa e fiquei aflita quando ele vai buscar, de novo, a chave do carro. Duro ter de esperar mais uma semana por notícias.

E a energia no local foi tão negativa que minha mente associou muito facilmente esse ocorrido e o fato de Rafael, agora na casa do pai, ter passado mal no mesmo instante.

Ainda mexida pelos acontecimentos de segunda fui pega de surpresa, assim como Theo, pelo aparecimento do pai do Diego. Eu não sei vocês, mas não fui com a cara dele no mesmo instante. A medida que ele se impunha eu gostava menos, eu o criticava mentalmente, eu imaginava o quão sozinho Diego se sentia na mesma casa que aquele homem.

Foi então que veio a bomba: Diego seria filho de outro homem. E ele falou isso com tamanha certeza que eu entendi perfeitamente a confusão de Theo com o assunto. Não existem provas de que isso seja verdade. O pai de Diego, se sentindo traído e sem que o objeto de sua mágoa existisse mais acabou jogando tudo isso pra cima do menino.

E eu não consigo nem imaginar o quanto de culpa esse homem vai ter de carregar se descobrir que Diego era filho dele e ele o afastou.

As emoções, e visitas inesperadas, continuaram na quarta com a presença de Guto na sessão de Felipe. Como esperado Felipe não teve coragem de se impor na família, na verdade o casamento com Nicole foi antecipado e, como o Guto, eu não vejo o rapaz trilhando outro caminho.

Ainda que sempre exista a opção de, no momento de dizer o sim, ele acabe surtando e fugindo – pobre Nicole abandonada no altar, neste caso.

A questão é que com Guto tomando a decisão que Felipe não queria e a sessão se encerrando mais cedo sobrou tempo para que Theo recebesse uma visita particular: Rita. Sim, nossa amiga terapeuta apareceu por lá, toda linda de branco, cabelos soltos e então uma taça de vinho, uma coisa levou a outra e…

Vamos combinar que a gente adora o Theo, mas ele é meio travado. Então ajudou bastante o fato de Rita ter os mais diversos problemas, mas nenhum em ir pra cima quando quer alguma coisa. E, se nós não vimos nada, bem, o que vimos foi o bastante para ter certeza de que as coisas esquentaram bastante por lá.

E esfriou bem no dia seguinte: Milena piorou muito, muito mesmo. A piora foi tanta que eu simplesmente não consigo acreditar que ela esteja tomando a medicação. A não ser que esteja acontecendo algo que não sabemos.

Fico super pesarosa por ela, de verdade, e queria muito que ela melhorasse, mas aquela que parecia ter o caso mais simples desta temporada parece a mais próxima de se perder a esta altura.

Na sexta nossa velha amiga Dora voltou. Claro que o começo não foi fácil, os dois sempre tiveram uma relação tumultuada e o fato de Theo ter ido para o grupo do Evandro ia temperar um pouco mais as coisas, mas a sessão até não foi tão tumultuada. Theo pode contar algumas coisas de si, não gostou de ouvir que os comentários de Evandro estariam certo e, mais que tudo, não gostou de ouvir de Dora que ele só a procura em situações de emergência.

Resta ver o que essas três sessões de teste farão pelos dois. Eu acredito que dessa vez Theo esteja mais aberto a realmente a “ouvir” sua terapeuta, afinal ele mudou bastante, aceitou uma série de medos, reconheceu uma série de falhas, não é mesmo?

P.S. Porra, Theo! Deixa a chave do carro do lado da porta, pelo amor de Deus!

*Esse texto foi originalmente publicado no Só Seriados de TV.

 

Doctor Who – Into the Dalek

Data/Hora 02/09/2014, 11:00. Autor
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Série: Doctor Who
Episódio: Into the Dalek
Número do Episódio: 8×02
Exibição no Reino Unido: 30/08/2014

O segundo episódio da temporada chegou com uma cara de coisa requentada, embora tenha agradado uma boa fatia do público. Eu, particularmente, lembro do episódio Dalek (6° episódio do 9° Doctor) onde o Doctor também encontra um dalek defeituoso e solitário, aprisionado entre os humanos. E não tem como não colocar ambos na balança e perceber o quanto Into the Dalek sai perdendo, seja em questão de roteiro, seja em execução ou mesmo em tensão provocada com as cenas.

Não é de hoje que a ideia de um dalek ‘bom’ permeia o imaginário de Doctor Who e tampouco a obstinação do Doctor em não acreditar na transformação do inimigo, principalmente porque a essência de um dalek é não ter piedade, compaixão ou mesmo remorso. Se ele é capaz de sentir algo além da noção de que é um ser supremo e, como tal, deve dominar o universo, não é um dalek, é um organismo defeituoso.

Nesse ponto até faz sentido a ação deste episódio, já que Rusty era de fato um dalek defeituoso e apenas por esse motivo poderia ser considerado ‘bom’. O inadmissível foi o Doctor, sabendo disso, consertar o inimigo e ficar surpreso de Rusty voltar a sua diretriz básica. Ora essa, se o que o fazia enxergar a beleza do mundo era o vazamento radioativo dentro dele, não era lógico que, consertando-o, esta beleza seria suprimida novamente?

O lado positivo foi termos a oportunidade de conhecer um pouco mais de perto a anatomia de um dalek. Bom, mais ou menos, já que o grupo somente caminhou entre a estrutura cibernética que recobre o corpo físico de um dalek e não adentrou o organismo biológico propriamente dito, mas dou um desconto, porque não acredito que eles seriam capazes de respirar sem algum tipo de equipamento apropriado se estivessem circulando pelas veias e neurônios do dalek de verdade, e não da carapaça. Na verdade, passei boa parte do episódio lembrando daquele filme com o Dennis Quaid, Viagem Insólita (que passava à exaustão na Sessão da Tarde quando eu era criança) e pensando que era muito mais legal a forma como o filme retratava a viagem para dentro de um corpo (no caso, humano).

dw 8x02_3870Mas o melhor do episódio foi termos daleks engajados em exterminar, vencer guerras e eliminar ameaças. Eu gosto dos daleks, eles são os inimigos mais antigos do Doctor e um dos motivos do sucesso original da série. Acho legal quando eles não são ridicularizados ou enfraquecidos. É sempre interessante vê-los destruindo sem dó nem piedade qualquer um que se coloque em seu caminho, e as cenas de batalha no espaço foram surpreendentemente bem feitas para Doctor Who. Uma pena que os roteiristas (a dupla Steven Moffat e Phil Ford) não tenham se dado ao trabalho de localizar a história em algum ponto no tempo. Para mim, pareceu um pouco como preguiça dos roteiristas de pensarem em que ponto da história do universo os daleks estavam massacrando a humanidade daquele jeito e por isso deixaram tudo vago.

Quanto à humanidade rebelde eu não tenho muito a dizer. Achei esse elenco de apoio incrivelmente sem sal. Eu não conseguia me importar com o destino de nenhum deles. Tentei até o fim gostar de Journey Blue, afinal, a garota tinha acabado de perder o irmão, mas não consegui. Ela me soava como uma personagem fraca e bem pouco útil ao desenrolar da história. Confesso que fiquei feliz do Doctor ter rejeitado seu pedido de acompanhá-lo na TARDIS, pois eu não sei se conseguiria aguentar a falta de carisma da garota. Embora, admito, o motivo pelo qual o Doctor a rejeitou me soou muito estranho. Não é como se ele não tivesse lutado/viajado ao lado de soldados em outras oportunidades e ela pelo menos parecia ter o coração no lugar certo, por mais insípida que fosse em cena.

Por outro lado, uma ótima adição foi o ex-soldado Danny Pink. O rapaz não se encontrou com o Doctor e tampouco viajou na TARDIS, mas transbordou simpatia. Foi um personagem que foi bem trabalhado pelo roteiro, mostrando sua dificuldade em lidar com os horrores que viu e o que fez na guerra (e talvez até mesmo fora dela), ao mesmo tempo em que evidenciava sua timidez e reserva. Gostei bastante de suas cenas com os alunos e até mesmo sua interação com Clara.

dw 8x02_4287O único porém que destaco é a tentativa de iniciar um relacionamento amoroso entre Clara e Danny. Achei desnecessário e apressado. A garota o conhece e cinco minutos depois está com olhares e sorrisos apaixonados? Um pouco de realismo, por favor! Eu creio que teria sido muito mais crível e interessante se a série estabelecesse os parâmetros para uma amizade entre os dois personagens. Talvez esta amizade pudesse evoluir para algo mais ao longo dos episódios, mas a forma como fizeram deixou tudo muito falso e difícil de aceitar.

Uma coisa que eu não gosto nestas últimas temporadas de Doctor Who é como os companions parecem ser coisas avulsas. Rory e Amy tinham suas vidas fora da TARDIS depois de um tempo e foi até interessante como experiência, mas eu não aprovo. Não gosto de Clara usando o Doctor como hobby. Não consigo tirar da cabeça a idéia de que se eu fosse um Time Lord que tem todo o tempo do mundo para viajar para onde eu quiser, eu não ficaria voltando a cada três semanas (um mês, uma vez ao ano, quem é que está contando?) para uma garota que obviamente não tem tanto interesse assim em viajar comigo, principalmente se eu já tivesse conhecido várias outras pessoas, talvez até mais interessantes, nesse meio tempo.

Não sei explicar muito bem, mas eu gosto da ideia lúdica de um companion que larga a sua vida para correr atrás de aventuras e faz desta nova vida período integral, pelo menos durante um tempo, quando então volta à realidade e sente-se pronto para enfrentar o dia a dia aqui na Terra. Eu sinto falta disso. A sensação que eu tenho é de que Clara nunca se entregou de verdade. No episódio passado eu reclamei quando o Doctor a chama de controladora, mas de certa forma ela é. Desde o início ela mantém o Doctor sob o seu regime. Ela o segue quando quer seguir, contando que ele vai aparecer mais cedo ou mais tarde para levá-la dar uma volta e ver algumas coisas interessantes, desde que isso não prejudique o seu aqui e agora. Falta a ela a coragem de se jogar, de se lançar na aventura e viver o sonho. Para mim é um pouco deprimente pensar em um dia a dia dando aulas e entremeando com viagens para o espaço ou o futuro, sem um compromisso real com o que está sendo oferecido a ela. Eu sei que é justamente isso o que muita gente gosta em Clara, mas para mim não funciona. Era um dos motivos que mais me incomodavam na personagem na temporada passada e, percebi, continua me incomodando nesta.

Quanto ao Doctor em si, cada dia eu gosto mais desta sua Décima Segunda regeneração. Algo nele me lembra demais o Primeiro Doctor e sua falta de interesse no indivíduo sozinho e apenas no resultado como um todo. Adorei quando ele diz que Clara é que se preocupa por ele para que ele não tenha que se preocupar.

dw 8x02_1020Sim, é um pouco chocante quando o vemos aceitar tranquilamente a morte do soldado pelos anticorpos do dalek, mas é totalmente condizente com o que o Doctor sempre foi. As suas últimas regenerações é que se preocupavam demais com a forma como as pessoas o enxergavam, ele não queria decepcioná-los e vivia sob uma máscara constante. Agora ele está simplesmente sendo ele mesmo, embora ainda não tenha bem certeza de quem seja na verdade. Descobriremos juntos ao longo da temporada.

Acho válido o seu questionamento se é um homem bom. É uma coisa difícil de se dizer. O Doctor já passou por tanta coisa, influenciou tanta gente e foi responsável por inúmeras mortes e destinos alterados que depende muito do ponto de vista de quem responderá a pergunta, mas se tem uma coisa que não há como negar é que ele sempre tenta fazer o que é melhor para os envolvidos e isso importa no final das contas.

Não sei se eu concordo com a afirmação do dalek de que o Doctor é um bom dalek. Há de se pensar que, embora Rusty tenha enxergado no mais profundo do Time Lord, ele captou todo o ódio que o Doctor mantém pelos daleks ao longo da vida. Embora algumas vezes haja de formas extremas, e teria eliminado toda a própria raça e os daleks para trazer paz ao universo se não tivesse encontrado uma forma melhor, a raiva e o desprezo que o Doctor sente pelos daleks não têm como ser comparada à arrogância e falta de reciprocidade dos próprios daleks. Rusty viu no interior do Doctor o eco do sofrimento pelo qual o Time Lord e todo o universo passaram por conta dos daleks, e foi isso que o levou a alterar a sua programação básica em busca da destruição da própria raça. Rusty não se tornou um dalek bom, ele apenas mudou o foco de sua sede por dominação, fazendo uso do desejo sincero do Doctor de que os daleks sejam erradicados da existência.

Já o Doctor, mesmo sendo capaz de atrocidades, sempre tenta a melhor opção, a que salvará mais vidas e trará o equilíbrio a longo prazo. Nem sempre ele consegue, é verdade, mas é justamente esta consciência da beleza do universo e de todos os seres que nele habitam que o faz tolerar tantas coisas e até mesmo tentar encontrar a bondade dentro de um dalek.

dw 8x02_3810Observações:

– Missy fez mais uma aparição no pós-vida. O mistério continua.

– Como é que o Doctor saiu da mira das armas dos soldados rebeldes lá no início e conseguiu entrar na TARDIS para buscar Clara? Ou eles deram permissão para ele voltar para sua nave, desaparecer, ir sabe-se lá onde, e voltar com uma jovenzinha para o meio da guerra? Achei muito mal explicado isso, principalmente porque eles o viam como um possível espião dalek.

– Adorei a forma como o Doctor trata Journey Blue quando ela acorda dentro da TARDIS. Ele não está nem aí para a arma dela apontada. Aquela é a sua TARDIS e ninguém o intimida ali dentro.

Sessão de Terapia – Semana 4

Data/Hora 02/09/2014, 10:04. Autor
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Série: Sessão de Terapia
Episódios: Semana 4
Número dos Episódios: 3×16 ao 3×20
Exibição no Brasil: 25 a 29/08/2014

Depois do final “brusco” da última semana retomamos as sessões de terapia e percebi que o estranhamento com os gritos da Rita na sexta-feira era apenas o começo de muitas revelações. Como eu disse lá: era provável que o diretor estivesse nos preparando algo e ele não demorou a nos revelar o que.

Por conta disso começo pelo final: o que foi a sessão de Theo com Evandro? Sozinhos, sem a presença de Rita ou Guilherme, os colegas avançaram muito, acho que em poucas sessões com a Dora vimos tanto do Theo, soubemos tanto dele.

A explosão de Rita, então, foi a mola necessária para que isso acontecesse: ao discutir com Evandro os motivos que levaram a terapeuta a se envolver com seu colega, seu chefe, falou-se de medo, falou-se de vulnerabilidade. Evandro incomodou Theo ao perceber que a ligação forte dele com seus pacientes mais problemáticos mostrava a necessidade dele de ser salvo.

Voltamos então à Bianca, que nesta semana chegou à sessão de terapia muito machucada, contou ter até afastado seu filho do pai, mas ao mesmo tempo indecisa sobre o caminho a tomar. Ou melhor: sem coragem de tomar o caminho que precisa tomar. Ela pede ajuda a Theo ao lhe pedir que a acompanhe até a delegacia, mas o psicólogo se recusa – corretamente.

É provável que o Theo da temporada passada tivesse ido com ela e até arrumado um advogado, como ele cita que deveria ter feito em sua sessão com Evandro. O Theo deste ano se segura, ainda que se mantenha preocupado, porque sabe que não deve fazê-lo, mas não consegue enxergar que, se o tivesse feito, poderia ter antecipado uma atitude que ela simplesmente não estava pronta para tomar, que ela precisa tomar sozinha.

Mas acho que somente enxerguei isso no dia seguinte, na sessão de Diego – ainda que eu espere que ela não tenha que chegar tão ao fundo do poço como o menino. Diego bebeu muito e acabou por causar um acidente grave, em que ele quase mata alguém. É nesse alguém, no dono da banca de jornais que ele feriu, que Diego foi capaz de enxergar o que a bebida realmente está fazendo com a sua vida.

Isso e a ligação da ex-namorada talvez consigam ajudar Diego a se reerguer ainda que seu pai se mantenha distante. Confesso que estou cada vez mais curiosa para conhecê-lo, porque sou incapaz de entender o nível de afastamento que ele mantém em relação ao filho – Ele vê a esposa que partiu e não aguenta a dor? Ele consegue reconhecer seus próprios erros e prefere se manter distante para não ter de enfrentar isso?

A sessão de Felipe não trouxe grandes novidades: com a mãe internada o rapaz parece retroceder ainda mais, ter ainda mais medo de tomar uma atitude. Confesso que esse tem sido o dia da semana em que eu menos me importo com o paciente – a dúvida do dia é: o ator é tão bom que consegue interpretar esse homem fraco que acabamos julgando merecedor de seu triste destino ou ele apenas não conseguiu que realmente nos importássemos com ele?

Na quinta Milena chegou com novidades: aceitou tomar a medicação receitada. Mas ela ainda tem bastante dificuldade de lidar com os pequenos testes que Theo deixa em sua sala. Nunca tinha parado para pensar o quanto resistir a “colocar tudo em ordem” pode significar na cura de um problema como o dela.

E, nesta sessão, tivemos novamente a confrontação com o extremo ajudando para que o paciente entenda melhor o que está passando: ao perceber os efeitos de sua obsessão em seu filho, Milena reconhece o que se tornou por conta das obsessões da tia e recua. Fiquei feliz de vê-la perceber isso e espero sinceramente que os remédios comecem a agir logo e impeçam danos permanentes na relação dela com o menino.

Falando em filhos: o filho de Theo procura pelo tio após a fuga da clínica. A procura pelo tio ajudou a sessão com o Evandro ter sido ainda mais incendiária.

Mas Theo não contou nada sobre o beijo de Rita, vocês perceberam?

P.S. Dora retorna na próxima semana. Já comemoro antecipadamente.

Falling Skies – Drawing Straws

Data/Hora 01/09/2014, 20:43. Autor
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Série: Falling Skies
Episódio: Drawing Straws
Número do Episódio: 4×10
Exibição nos EUA: 24/08/2014
Nota do Episódio: 4.7

No palitinho. Foi assim que a 2nd Massachusetts escolheu seus desafortunados pilotos do beamer, ou da Millennium Falcon, como carinhosamente Pope chamou a nave, fazendo uma referência à saga Guerra nas Estrelas e a nave pilotada por Han Solo (Harrison Ford). No entanto, novos acontecimentos atrasaram os planos de decolagem e a 2nd Massachusetts tem uma nova arma à disposição. Depois da amostra da evolução dos poderes de Lexi e sua revolta contra os espheni, a moça está de volta, e com a força a serviço da família Mason.

Falling Skies 4x10 Lexi e Espheni

Drawing Straws foi uma reviravolta na quarta temporada de Falling Skies e também deixou um ótimo cliffhanger para a season finale dupla da série. O retorno de Lexi, derrubando um exército de beamers e chamando Tom de pai, já demonstra que a menina está do lado da família humana. No entanto, só o final da temporada vai poder contar como a moça vai reagir após abandonar os espheni.

Lexi busca a paz, mas acabou descobrindo que vinha sendo enganada. Vale lembrar que a menina, apesar de ter poderes surpreendentes e parecer uma adolescente, não passa de uma criança se formos considerar o seu tempo de vida. A caçula dos Mason é, de certa forma, ainda bem inocente.

Falling Skies 4x10 Anne e Tom

Por outro lado, Lexi parece ser bem segura de si quando toma alguma decisão, e é isso que vai ser decisivo no final da temporada. Quais são os desejos de Lexi? Acabar com os espheni ou só proteger os humanos? Ela vai abandonar seu ideal de paz ou apoiar a guerra? São muitas perguntas a serem respondidas e Lexi ainda vai precisar provar para a família e toda a 2nd Massachusetts que realmente mudou e não está mais ao lado dos espheni.

Enquanto o mundo parece nas mãos de uma garotinha, alguns adultos de Falling Skies têm problemas bem mais comuns para resolver. Ben e Hal dividem o amor pela mesma mulher: Maggie. O ponto positivo em Drawing Straws é que, com a guerra iminente, e sendo Ben um dos recrutados para a nave, os irmãos chegam a um consenso pacífico e concordam que a decisão sobre com quem ficar só cabe a Maggie.

Falling Skies 4x10 Ben e Maggie

Enquanto a moça não consegue decidir qual Mason está mais perto de seu coração, Pope, Anne e Matt também passam por situações bem humanas. Pope sente falta de Sara e isso o faz querer se aventurar com a nave até a lua. Claro que antes de admitir isso, ele precisou incomodar bastante e enfrentar Tom e Weaver. Anne não suporta a ideia de que Tom precise pilotar o beamer, e a situação piora quando ela descobre que ele burlou o sorteio para poder acompanhar Ben. Já o rebelde Matt, é um adolescente que está sendo um adolescente em um mundo com alienígenas, e só.

Falling Skies encerra a temporada com um episódio duplo, Space Oddity e Shoot The Moon. O seriado vai apresentar a continuidade ou não do plano de Tom de ir até a lua e as consequências dos atos de Lexi. A menina matou o irmão do soberano espheni mais importante da raça alienígena. Agora, a guerra não é apenas pessoal entre o soberano e Tom. É ainda pessoal, mas entre os humanos e os espheni.

Sessão de Terapia – Semana 3

Data/Hora 27/08/2014, 13:54. Autor
Categorias Reviews


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Série: Sessão de Terapia
Episódios: Semana 3
Número dos Episódios: 3×11 ao 3×15
Exibição no Brasil: 18 a 22/08/2014

Desculpem pelo atraso, no final de semana a sessão de supervisão ainda não estava disponível e só consegui assisti-la ontem. E, depois de assisti-la, devo dizer que ela acabou por influenciar bastante a minha opinião sobre a semana.

Mas começarei pelo começo e falarei de Bianca. Ao vê-la defendendo o fato do marido controlar como ela gasta a própria herança ou justificando o fato de bater nela eu fui ficando de estômago virado. Impossível não pensar na imensidão de mulheres presas na mesma situação insuportável, muitas vezes se sentindo culpadas pelo erro do outro, muitas vezes com medo de tentar qualquer saída.

E aí eu fui remetida a conversa da sessão de supervisão da semana passada, quando se discutiu até onde um psicólogo pode ou deve ir para ajudar um paciente. Theo repetindo a pergunta se o marido lhe fazia mal e Bianca rodeando o assunto, estranhamente se sentindo mais pressionada por aquela pergunta do que por sua realidade em casa. Fico pensando se em algum momento Theo será confrontado novamente com essa decisão por causa da Bianca.

Já a sessão de Diego foi marcada, novamente, pela ausência do pai do garoto. Após a tentativa de contato por Theo foi a governanta que apareceu e, ao contrário do que Diego possa pensar, foi ela que mostrou o quanto se importa com o garoto. Uma pena que ele não consiga ver isso. Do outro lado, ele começa a admitir a falta que o amor do pai lhe faz, ainda que se culpe por isso, o que significa um grande avanço. Ele fala em desculpas, o que significa que quer conversar ao invés de afundar mais ainda na bebida.

A inversão de episódios fez com que Milena aparecesse antes no consultório. E, já que ela não consegue enxergar qual é o seu problema, Theo resolve forçar um pouco a barra, primeiro atrasando a sessão alguns minutos, depois percebendo seus olhares para as coisas fora do lugar e conduzindo a conversa para fazer com que ela tivesse que admitir o problema.

Milena falou sobre o verdadeiro motivo de ter sido suspensa e sobre a indicação de um psiquiatra. Falou mais de sua infância e de sua tia, a quem se agarrou após a perda dos pais e cuja obsessão por limpeza e controle ela “herdou” e que acabou se tornando seu problema hoje. De novo foi impossível não pensar no pobre filho dela, que acaba ficando com a carga toda da paranóia da mãe.

A sessão de Felipe também foi de confrontação, com Theo tentando entender do que realmente Felipe tem medo ao se manter no armário: seria o dinheiro ou o amor de sua mãe o mais importante para o rapaz?

Então a sessão de supervisão. Aquela que destoou de tudo que vi na série nestes três anos. Rita confirma nossas suspeitas de ter um caso com seu sócio ao surtar e culpar não somente o sócio como com Evandro pelo que está acontecendo em sua vida pessoal e profissional.

E por que destoou? Porque vemos sempre um cuidado muito grande na exposição dos sentimentos. Mesmo quando Theo estava envolvido com sua paciente você não via gritos, as atitudes sempre eram contidas. E eu confesso que não sei se gostei ou não de ver isso. Um lado meu achou desnecessário esse “tom fora do tom”, outro lado meu tem certeza de que isso aconteceu porque era necessário.

Questão é que minha confiança na direção da série me faz acreditar que, se eu esperar, eu poderei entender melhor tudo isso.

P.S. Na quarta um problema causou a inversão de episódios e a sessão da Milena foi exibida antes da de Felipe. Poucos minutos depois do início do episódio o Canal GNT se desculpou pelo erro e informou que exibiria o episódio de Felipe no dia seguinte. Gostaria muito que os demais canais seguissem o exemplo; não foi preciso encher a fanpage do canal de reclamações para obter uma desculpa ou mesmo pedir pela correção.

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