Chicago Fire – Just Drive the Truck

Data/Hora 13/10/2014, 15:07. Autor
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Série: Chicago Fire
Episódio: Just Drive the Truck
Número do Episódio: 3×03
Exibição nos EUA: 07/10/2014
Nota do Episódio: 8

Dessa vez, Chicago Fire não cumpriu o que prometeu. Nem de longe. Quando a cereja do bolo do episódio anterior foram, na verdade, os trechos promocionais do que seria um grande episódio, eu me animei. Mas a série fez o mesmo que filmes que têm trailers muito bem feitos e entregam uma trama fraca: vendeu muito bem o novo episódio mas não empolgou quanto deveria.

Nutri um sofrimento antecipado em relação a uma “tragédia” que foi resolvida muito mais rápido do que pensei. Achei injusta toda aquela promoção e já que me senti enganada, fiz questão de não me entregar ao vídeo promocional do próximo episódio. Aliás, depois dessa traição, a minha empolgação com a série voltou a ser como na primeira e segunda temporada: inconstante.

O acidente com os bombeiros foi interessante mas foi tão rápido e cheio de expectativas que, quando fui apresentada a um Cruz vivendo um remorso que não sabia se era certo ou não, logo pensei “é, voltamos a ver a Chicago Fire da temporada passada…” A última coisa que queria era ver um drama com Cruz como o que já foi apresentado na série anteriormente. Ele não é um personagem envolvente e seus dramas muito menos. Mas essa abordagem diferente da série, mostrando bombeiros resgatando bombeiros, serviu pra mostrar que eles também precisam seguir regras de trânsito. Eu, particularmente, achava que, quando duma emergência, policiais, bombeiros e ambulâncias tinham preferência no trânsito mesmo quando se trata de um cruzamento onde o semáforo está vermelho. No fundo, a questão do semáforo nem importou já que os outros bombeiros agiram de má fé.

O que me agradou de verdade no episódio foi a situação de Gabby ser realmente, resolvida. Ela terá um espaço no 51 e, agora que isso foi resolvido, eu estou realmente empolgada em vê-la como bombeiro. Quem não parece muito feliz com isso, apesar de negar, é Casey. O desempenho de Dawson em sua equipe pode definir o ruma da relação do casal. Também fico bem feliz de ver Mills como paramédico, no lugar de Dawson. Dois episódio foram suficientes para resolver logo a questão do bombeiro sobre a sequela deixada a explosão. Sobre o drama dele com os familiares, já não posso dizer o mesmo…

Castle – Montreal

Data/Hora 11/10/2014, 19:10. Autor
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Série: Castle
Episódio: Montreal
Número do episódio: 7×02
Exibição nos EUA: 6/10/2014
Nota do Episódio: 9.7

Que surpresa gostosa esse episódio! Já virou lei em Castle o segundo episódio – pelo menos para mim – vir com mais surpresas e até melhor que a premiere da temporada. Porém, quem disse que eu estava esperando tanta informação e reviravoltas em Montreal? Obviamente, nós não tivemos nenhuma resposta concreta, mas o caminho de Kate e Rick, pelo menos no próximo mês, já foi traçado.

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Como já era de se esperar, Castle quer respostas e as quer rapidamente. O que quer que seja que tenha acontecido com ele tornou a sua vida uma loucura e mexeu, principalmente, na sua relação com Beckett. Além disso, há ainda uma pressão por parte da imprensa que custa em acreditar na história da amnésia apresentada pelo escritor. Paralelamente às buscas de Castle, o dono da empresa de brinquedos Williger, Wallace Williger, foi encontrado morto, no mar, envolvido em um saco plástico. Confesso que amei esse ritmo com dois casos paralelos e não me incomodaria se isso fosse repetido durante a temporada.

Logo no início nós vemos Castle sendo Castle: agindo sem pensar nas consequências. Ele oferece 250 mil para quem ajudá-lo a solucionar, com pistas, o caso do seu desaparecimento. Claro, como eu disse antes, Castle está cego por respostas e não o julgo, mas Gates, sim. Eu tive um ataque de riso quando ele põe em ação o plano – que consistia em dar um beijo em Gates – para acalmar a raiva da capitã. Se acalmou a raiva, eu não sei, mas que deixou a mulher sem o que falar, ah, isso sim.

E entre mulheres solteiras querendo chamar atenção e pessoas malucas dizendo que Castle havia sido preso por uma espaçonave, entrou na história um casal que, em sua lua-de-mel, em Montreal, contou com a aparição de Castle no fundo de uma das fotos tiradas na viagem. E, se o caso não estivesse complicado o suficiente, ficaria ainda mais: Castle foi fotografado conversando com o homem que havia se passado de Henry Jenkins. Se toda essa história do sumiço de Castle fosse um mar, eu poderia tranquilamente dizer que, naquele momento, uma tsunami de ideias passou pela minha cabeça. E pela sua também, aposto.Castle - montreal 02

“Queria poder explicar. Mas saiba que eu te amo. Sempre te amei. Sempre.

Chegando em Montreal, Castle juntamente com Alexis foi ao Banco Central com a chave que estava em seu bolso no dia que foi encontrado. Lá, no cofre de número 38, encontrou três envelopes destinados a Martha, Alexis e Beckett, nos quais continham cartões de memória com filmagens de Castle. Nessa hora meu coração doeu. E Beckett, se tinha alguma dúvida ainda se confiar em Castle era o certo, definitivamente baixou a guarda, permitiu cair o muro, e deixou-se levar por aquelas palavras simples, sem rodeios, mas que significam muito para a história dos dois. O sempre nunca se fez tão necessário como dessa vez.

E enquanto Beckett, Espo, Ryan e Lanie descobriam que Williger estava trabalhando disfarçado como zelador do galpão da sua própria empresa para investigar um possível tráfico de drogas, Castle agia sem pensar pela segunda vez e, ao descobrir o endereço do lugar onde foi filmado o seu vídeo, partiu para Montreal sem avisar ninguém. castle - montreal 03

Quando eu achei que estava começando a entender o caso, vem uma bomba e deixa ele ainda mais confuso. De toda a loucura que foi o encontro entre Castle e o falso Henry Jenkins, de uma coisa é certa: Castle realmente não se lembra, porém, não lembra porque ele PEDIU para não lembrar. Sério, eu soltei um ‘wtf?’ inevitável. E, obviamente e felizmente, eu assisto uma série cujos roteiro e histórias são impecáveis e muito bem elaborados, e não poderia esperar nada menos que mais uma informação louca no meio desse mistério. Algo aconteceu com Castle, quando ele tinha 11 anos, e que o fez virar escritor, mas ninguém sabe, nem Beckett. Misturado a esse passado pouco explorado do escritor, ainda temos o que Castle fez lá em Montreal que, para ele ter pedido para não se lembrar, podemos presumir que não seja pouca coisa.

Mas a cerejinha do bolo ficou para cena final. Essas cenas caseiras nas quais Castle e Beckett desfrutam de uma intimidade sem tamanho, por mais que já sejam do nosso conhecimento desde a quinta temporada, ainda mexem comigo – aliás, acho que vão mexer sempre. É natural que Castle queira casar-se logo, numa medida até de tentar voltar à vida normal, sair daquele caos, mas também é natural da Beckett que nós conhecemos colocar a cabeça de Rick no lugar, fincar os pés no chão e optar o que, sem dúvida, o melhor para eles. A entrega que os dois têm um pelo outro é incrível, e a confiança num futuro -certo- juntos é o que fez Beckett propor um prazo de um mês para que as coisas se ajeitassem e é o que fez Castle aceitá-lo. Eles sabem que são um do outro, no matter what, para sempre. Por isso, o que 30 dias são? Nada.

Episódios como Montreal, que juntam os dois extremos de Castle (o brincalhão e o noivo mais amoroso do mundo) e ainda trazem antigas significações, simplesmente me tiram do plumo. Acho que para duas pessoas que pretendem unir suas vidas, estar junto nessa investigação será muito saudável. Além disso, nós tivemos uma série inteira praticamente baseada no passado de Beckett o caso de Johanna e agora teremos a oportunidade de colocar Castle em foco e extrair tudo que tem de bom do personagem, do ator e da sua atuação sempre impecável. Tô ansiosa DEMAIS para o restante dos episódios e eu definitivamente acho (e vou repetir isso sempre) que será um desperdício acabar, na sétima temporada, uma série que tem pano na manga pra mais 5. Até semana que vem, gente 🙂

Ps1: Desculpem a demora, people. A semana foi corrida e minha cabeça não estava em condições de escrever algo decente para vocês. Na semana que vem, como forma de gratificação, escreverei a review em tempo recorde. Aguardem!

Ps2: Shippo Esplanie sim, fiquei feliz em vê-los juntos sim, e amei o “hola, preciosa” sim <3

Ps3: Fico me perguntando como os produtores de Castle conseguem, de forma tão natural, mesclar o drama e o humor. Palmas.

Ps4: A única coisa que me preocupa desse segredo que Castle tem (sobre o que aconteceu com ele aos 11 anos) é que ele esconder isso pode deixar Beckett magoada. Espero que seja apenas uma teoria falha minha.

How to Get Away with Murder – Smile, or Go to Jail

Data/Hora 11/10/2014, 17:28. Autor
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Série: How to Get Away with Murder
Episódio: Smile, or Go to Jail
Número do Episódio: 1×03
Exibição nos EUA: 09/10/2014
Nota do Episódio: 9

À medida em que os episódios vão avançando, vamos entendendo o que aconteceu na fatídica noite que culminou com o assassinato de Sam. Pelo que eu entendi, Rebecca foi quem acertou o troféu na cabeça do marido de Annalise e por muita falta de sorte, ou não, Laurel, Connor e Michaela estavam no escritório naquela noite. Wes provavelmente foi a primeira pessoa que ela pensou em ligar, já que está mais que na cara que eles são um casal.

Só que uma pergunta tinha ficado no ar: o quê Rebecca estava fazendo lá? Não demorou muito para termos essa resposta já que Annalise aceitou, depois de um discurso politicamente correto de Wes, defendê-la de ter assassinado Lisa. Logo, era de se esperar que estivesse solta e circulando pelo escritório. Outros fatores influenciaram para a escolha da sua nova cliente: Nate forjou o álibi de Sam (vou falar sobre isso mais pra frente) e a entrevista nada convincente de Griffin, que já era e passou a ser o principal suspeito, pelo menos na cabeça de Annalise.

Não sei o que Nate está tramando, mas ele está muito magoado com Annie desde o primeiro episódio. E a gente sabe o que a mágoa causa nas pessoas: ódio e vingança. Das duas uma, ou ele está punido sua namorada e deixando-a dormir com o inimigo, ou está esperando o momento certo para desmoralizá-la. Provavelmente essas informações coletadas são o passaporte de volta de Nate para a polícia.

O caso da semana: Paula Murphy

Antes de começar quero deixar registrado que adoro a atriz Ana Ortiz. Adorava Ugly Betty e acho Devious Maids (mesmo eu ainda estando na primeira temporada) uma das séries mais divertidas da atualidade.

Passado o momento tiete, o caso dessa semana foi infinitamente mais interessante do que o da semana passada. Envolvia troca de identidade, bomba e uma seita. Os estudantes tiveram que trabalhar e graças a deus Connor não precisou usar sua tática, já batida, para conseguir informações. Pena que foi tudo muito rápido, já que mil coisas acontecem ao mesmo tempo.

Podiam ter cortado aquela cena da festa no bar (Shonda adora essa locação, onde seus personagens vão para confraternizar e se pegarem) e rendido um pouco mais essa história. O final foi surpreendente e não consegui dizer quem era de fato o culpado, mas que Paula/Elena e Gabriel finalmente reencontram a felicidade, isso não podemos negar.

Escolha cuidadosamente seu marido, Sra. Pratt. Só poderá culpar a si mesma se acabar mal.

Coincidências a parte, todas as histórias de Smile, or Go to Jail giraram em torno de decisões que os personagens tomaram no passado e agora estavam enfrentando as consequências. Em alguns casos um passado remoto, vinte anos no caso de Paula/Elena, e outros mais recentes, Nate e Annie.

Apesar de ser um plot meio bobo, mas que deu uma certa leveza ao episódio, foi Michaela descobrindo que seu futuro marido teve um caso no passado (olha ele aí de novo) com ninguém menos que Connor. A conversa deles no bar e depois no tribunal foi hilária. Porém não senti tanta firmeza em Aiden ainda mais depois de descobrir que ele pretende seguir a carreira política. Michaela tem tudo para ser a esposa perfeita e isso conta muito nesse meio. Será que podemos esperar no futuro um crossover  de HTGAWM e Scandal? Agora viajei imaginando o embate Michaela e Olivia Pope!

Vamos dizer que avançamos para uns 15% na história, ainda temos muita coisa para descobrir. Fiquei muito feliz em saber que a série ganhou a temporada completa, que terá em torno de 15 a 16 episódios. Só espero que não enrolem muito ou desperdicem boas histórias resolvendo muito rápido. Que venha Let’s Get to Scooping.

Ps: Orange is the New Black em peso em HTGAWM. A atriz Alysia Reiner, que interpreta Natalie Figueroa no sucesso do Netflix, fez uma pequena participação no final do episódio.

Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – Making Friends and Influencing People

Data/Hora 11/10/2014, 16:25. Autor
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Série: Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.
Episódio: Making Friends and Influencing People
Número do episódio: 2×03
Exibição nos EUA: 07/10/2014
Nota do Episódio: 10

Esse episódio foi esperado e já visto com maus olhos desde a sua promo, pois os roteiristas prometiam caminhar por uma estrada que não agradava. Será que a série tinha se perdido de vez? O que restou foi assistir e ser surpreendido com o melhor episódio, até agora, da temporada.

Desde o primeiro episódio, uma pergunta ficava incomodando a todos: onde está Simmons? A resposta veio com uma ótima cena. A trilha sonora, as cenas da Jemma fazendo seus afazeres diários e então mostrando que ela trabalhava para a H.Y.D.R.A. deu um lado diferente para o episódio e causou a surpresa para aqueles que não tinham assistido a promo. Para os que tinham visto – assim como eu – não foi surpreendente, mas aposto que também gostaram da cena por não ser algo comum na série. Colocar Jemma em uma posição de vilã seria a maior loucura que os roteiristas poderiam tem feito, ainda bem que ela é apenas uma agente infiltrada – o que justifica o motivo de ela ter abandonado Fitz. É inegável a evolução de Jemma, ela passou de uma cientista nerd para uma agente de campo e está ficando tão durona quanto a Skye – que evoluiu bastante, como foi possível ver nesse episódio a sua frieza ao atirar. Agente May fazendo escola.

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Como uma agente infiltrada, Jemma ajuda Coulson com informações, porém ela não tem uma posição tão boa na nova casa. Isso muda até que descobrem a ligação dela com Donnie Gill e resolvem usá-la para capturar o jovem e, quem sabe, acrescentá-lo à lista de armas humanas da H.Y.D.R.A. A história chamou atenção por ser uma continuidade da história do Gill da temporada passada, o episódio de sua participação foi um dos mais legais, pois pudemos conhecer a Academia. De um lado a S.H.I.E.L.D. queria resgatar o garoto para que ele não caísse em mãos erradas e do outro a H.Y.D.R.A. queria usá-lo em seu exército.

Além dessa busca para salvar o garoto, tivemos a primeira cena importante do Ward. Ele apareceu brevemente no primeiro episódio, mas sua participação poderia muito bem ser retirada e não faria falta. Sinto que nesta temporada ele não vai ter tanta expressividade quanto na passada, até porque não há mais razão para estar ali. Mas, ainda bem que o mantiveram na série, pois acho que é consenso geral quando digo que todos estavam esperando ansiosos o reencontro dele com Fitz. Foi uma cena que me peguei triste e raivoso ao mesmo tempo. Foi surpreendente ver o Fitz diminuir o nível de oxigênio da cabine do Ward, ele que sempre foi tão bonzinho.

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O episódio mostrou mais sobre os planos e métodos de trabalho da H.Y.D.R.A., mais e mais agentes estão entrando na agência, mas não por vontade própria. Fortes cenas preencheram o episódio, como a da tortura que a agente 33 sofreu. Alguém mais lembrou de Laranja Mecânica? Vai ficar cada vez mais difícil pra S.H.I.E.L.D combater isso. Foi um episódio filler, apenas para preencher buracos, mas conseguiu ser melhor que os dois últimos por ter uma história fechadinha, com fim em si própria. Às vezes menos é mais, e foi assim neste episódio.

P.S.: Tenho cada vez mais certeza que o homem que estava com Reina no episódio passado é o pai de Skye.

The Voice Brasil – Audições às Cegas III

Data/Hora 10/10/2014, 22:14. Autor
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Série: The Voice Brasil
Episódio: Audições às Cegas III
Número do Episódio: 3×3
Exibição: 09/10/2014
Nota do Episódio: 9

Primeiro, preciso assumir que por problemas particulares não escrevi o texto ‘ao vivo’ como de costume. Pior, não vi o primeiro bloco e a apresentação do Daniel. Então tive que recorrer a internet.

Que grata surpresa ver que, apesar de ainda não ter o programa na íntegra em um link só (pelo menos eu não achei no site), tinha as apresentações com os comentários dos técnicos e com a pré-entrevista. Não sei na temporada passada, pois não perdi um episódio, mas na primeira temporada tínhamos no site apenas a apresentação, o que empobrecia demais para acompanhar o programa.

Bom, feita a ressalva, vamos ao programa! Começamos com sertanejo, mais uma vez uma dupla. Já falei que não gosto de sertanejo? Bom, hoje pelo menos não falei! Não gostei do número de Vitor e Vanuti cantando Volta pra mim, do Roupa Nova. Achei que só o Daniel iria virar, mas no último segundo viraram Brown e Claudinha. E como no The Voice Brasil os candidatos são ‘zero’ em ousadia, ficou evidente que eles iriam para o óbvio, time Daniel e assim foi.

Pausa para um comentário. Engraçado que programa passado eu comentei que faltavam mais cenas de coxia. Bom, ainda que de poucos segundos, tivemos algumas cenas indo ao ar, pelo menos um pouco de progresso o que me faz ter esperança que uma hora eles acertam a mão!

Prosseguimos com um dos melhores números da temporada, uma retornante. Adoro retornantes e essa veio com tudo. Da primeira temporada, revimos Nathalie Alvi, arrasando ao som de Whole Lotta Love, do Led Zeppelin. E o retorno foi triunfal mesmo, pois conseguiu virar as quatro cadeiras! Após ninguém batalhar por ela (e eu achando que eles tinham pegado o ritmo) a participante escolheu CL.

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E aqui a crítica para edição, podia ter colocado um pouco mais do número de 2012, pois honestamente não lembrava nada da participante e nem deu para dizer se ela ter sido barrada foi justo ou não!

Prosseguimos com Kim Lírio, que se dizia rockeirão, com uma entrevista com um fundo de várias músicas rocks pauleira, cheio da tatuagem e vem cantar LS Jack, Sem Radar. Mostrou que é mais poser do que rock.

Apesar disso o candidato virou uma cadeira com segundos de música, como sempre o aleatório Daniel (o que ele ainda faz ali só o Boninho pode explicar!). Pelo menos ele teve a honestidade de falar que virou pela voz e não pelo número (que confirmou ter erros). Não gostei do número e não teria virado a cadeira, parecia um cover mal feito do LS Jack, não menos surpreendente ninguém mais – além do aleatório – virou.

A participante seguinte me conquistou nas primeiras notas que cantava durante sua entrevista. Kynnie Williams veio cantando Why Don´t You Love Me, da Beyoncé. Se gostei dela no início a boa impressão se manteve no número, mas não com o mesmo impacto.

CB virou logo no início, e Daniel bem no final. Fico sempre na dúvida nesse momento se a edição invertei a ordem e se já tinha alguém com time cheio, pois achei que a apresentação não foi tão fraca a ponto de apenas CB e Daniel virarem. Pelo perfil da candidata e, com um pouco mais de disputa entre os técnicos e com alguns momentos de risada, o óbvio do programa se manteve e ela foi para Carlinho Brown.

O número seguinte foi de mais uma deficiente visual, Nanda Torres, cantando Começar de Novo (Ivan Lins). Um número abaixo da qualidade média do programa, mas não teria sido nenhum absurdo se alguém tivesse virado, mas não foi o caso! Algumas críticas construtivas por parte do CB e um pedido para que ela volte em uma próxima temporada, quem sabe.

Depois vimos Muito Obrigado Axé, do Carlinhos Brown, interpretada por Vanessa Borges. Gostei do número, a participante conseguiu virar três cadeiras, apenas Lulu não virou. Infelizmente, pelo perfil da participante, cantando música do CB e pelo óbvio do programa, ela escolheria Carlinhos Brown. E foi o que ocorreu.

Infelizmente no Brasil as pessoas não arriscam, nem pensam em o que seria melhor para elas, escolhem os técnicos pelo quesito ‘de quem eu sou fã’. Uma pena.

E, outro grande número da noite, quiça da temporada, Kall Medrado defendeu You Make Me Feel Like (A Natural Woman), de Aretha Franklin. Essa temporada o povo tá curtindo cantar Aretha, não? É sempre um benefício pois as músicas admitem muitas firulas, gritos e exageros e a participantes abusou de todos, mas sem destruir a música. CB virou logo no começo e os outros três apenas no finalzinho. Uma pena que depois disso a participante foi cantar o último verso e errou muito, balbuciou ao invés de cantar!

Ora, se tivesse emocionada, que não cantasse o final. Ou que tivesse se recomposto, balbuciar não dá! Podendo escolher qualquer um dos técnicos a participante optou por CL. E confesso que tive um susto após CL ser escolhida a treinadora, achei que Claudinha ia rolar no chão de novo, mas ela apenas se ajoelhou! Ufa!

E depois de ter direito a um ex-retornante, o programa veio com mais um número na “cortina”. E realmente é difícil algumas situações. No início achei muito que era mulher, minha esposa também. O bom que não fomos os únicos, os técnicos assumiram que também acharam que era uma mulher!

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Mas não, era Joey Mattos, interpretando Domingo (Só para Contrariar). Após ter as quatro cadeiras viradas, baixou o encosto da CL no participante, que se jogou no chão (só faltou rolar). Achei o número agradável, mas não achei para tudo isso. Mas pelo fã-clube que o moço parece ter (talvez por isso a cortina), vai ser um forte candidato.

Ele escolheu o time do CB, que vai remontando o seu time, depois das péssimas escolhas do último programa.

Depois foi a vez de um ex-famoso, Emon. As outras versões do programa, em especial a inglesa, sempre levam pessoas que cantam em teatro ou são aclamadas ou pessoas que fizeram muito sucesso em algum momento da vida. E a única que eu vi se salvar foi Cleo Higgs.

Bom, não gostei do número: Samba de Verão, de Marcos e Paulo Sergio Valle. Não pela mudança de ritmo, mas pela interpretação. Sotaque americanizado em vários momentos, muito exagero em outros… mas apesar disso conseguiu virar duas cadeiras: CL e Lulu. Mas apesar disso escolheu…Carlinhos Brown (oi?). Bom, como CB não virou, o moço foi forçado a escolher corretamente e foi para o time do Lulu.

Confesso que o rapaz é muito técnico, mas vai precisar se conter mais para os próximos números.

E então vimos o número que mais me agradou até agora – e que ganhou minha torcida, apesar de ter ido para o péssimo time do Daniel, pois ele foi o único a virar. Rafaela Melo cantou a lindíssima Flor da Pele, de Zeca Baleiro.

Não sei até quanto o número foi bom ou se a minha paixonite pela música influenciou demais, mas vai ter muito minha torcida. Não sei se o sertanejo foi o único a virar porque os demais não podiam, pois todos pareciam BEM interessados e pressionando Daniel a virar. E, honestamente, acho que ele só virou pela pressão de CB no finalzinho! Acho que a mudança de lugares da cadeira pode ter tido o primeiro efeito mais positivo.E realmente acho que mudaram a ordem pois em determinado momento tive a nítida impressão de que Lulu falou para CL que ele não podia.

Depois de um grande número tivemos outro homem com voz feminina: Vinícius Zanin, que destruiu Seven Nation Army, do White Stripes. Ah, que saudades da Becky Hill!

ODIEI as mudanças da música, odiei o arranjo, odiei a banda com seu tecladinho sintetizado parecendo música da Xuxa dos anos 80. Apesar disso o rapaz não canta tão mal, mas não teria selecionado ele jamais em razão do já mencionado. Apesar de tudo CL virou a cadeira, acho que muito mais pela voz do rapaz e por gostar da música do que pelo número em si.

Encerrando o programa vimos o desnecessário número dos técnicos. E dessa vez com Daniel.

No final do programa o time CB contava com 9 integrantes, o do Lulu Santos com 8, o do Daniel com 7 (sendo 3 duplas!) e o da CL com 6! Acho que CB corrigiu a rota e não tem mais o pior time, passando esse posto para Daniel. Mas ainda acho que ele está abaixo do time de Lulu e CL. E vocês, o que acharam do programa e o que estão achando dos times?

Downton Abbey – Series 5, Episodes 1 e 2

Data/Hora 10/10/2014, 10:12. Autor
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Série: Downton Abbey
Episódio: Series 5, Episodes 1 e 2
Número dos Episódios: 5×01 e 5×02
Exibição no Reino Unido: 21/09 e 28/09/2014

Desde sua estreia em 2010, Downton Abbey tem como foco as mudanças. Sejam elas históricas, sociais ou familiares, as mudanças e o modo como elas são encaradas tem sido o Modus Operandi de Downton. E nessa quinta temporada não está sendo diferente, pelo contrário, há mais mudanças do que os personagens e nós fãs podemos nos dar conta, e vocês são meus convidados para comentarmos um pouco sobre o que está mudando no condado inglês mais famoso de todos os tempos. Como diriam na época de Downton: Shall we?

Uma das personagens que mais está tendo destaque desde a quarta temporada e que também está com um dos plots mais interessantes da série é Edith, que está tentando lidar com a separação de sua filha Marigold que está sendo criada pelos Drewe e tendo que se contentar com apenas ser uma madrinha para a filha ou algo do tipo, já que só sua tia Rosamund sabe sobre a menina. Além do famoso desaparecimento de Michael que até agora não foi totalmente resolvido. Como vimos na temporada passada sabemos que ele entrou numa briga com “um grupo de homens fardados” na Alemanha e depois não se teve mais notícias dele. Tudo indica que esses homens fardados são nazistas, e com a série mostrando mais interesse nas questões políticas dessa temporada é bem provável que também vejamos o Nazismo sendo explorado na série, o que trará uma dinâmica interessantíssima levando-se em conta que a família de Cora é judia. Mas isso é só especulação por enquanto, resta continuar assistindo pra ver como irão explorar isso.

Em uma situação muito menos desesperadora mas igualmente interessante de se acompanhar está sua irmã Mary, que depois de todos os flertes de seus possíveis pretendentes parece ter se decidido por Tony, o primeiro a tentar conquistá-la desde a morte de Matthew, e que parece ter sido o que mais mexeu com o seu coração gelado. E não só está conseguindo fazê-la dar outra chance ao amor como também está a ajudando a redescobrir sua sexualidade com sua proposta mais do que indecente de fazer uma viagem com ela com o intuito de fazê-la descobrir o que ela realmente quer, se é que me entendem. Por mais que Mary seja uma mulher independente e desinibida foi uma decisão e tanto ter aceitado a oferta, e ainda ter lembrado de se prevenir fazendo Anna comprar pra ela o que se presume ser algum tipo de preservativo. Prova de que as mudanças realmente estão acontecendo em Downton (destaque pra cena em que Anna vai à farmácia comprar os tais preservativos, excepcional de tão engraçada).

Outro que também está mudando é Tom, ou melhor, voltando a ser como era. Desde que começou a ter uma amizade com a professora Sarah Bunting (uma das personagens novas mais bacanas da série até agora) ele está se questionando quanto ao seu modo de vida em Downton e o quanto ele mudou desde que passou a viver com os Crawley e ser um deles. Sarah está tentando mostrá-lo que ele pode ser como antes se ele quiser, e parece que ele está cada vez mais disposto a isso, inclusive com planos de se mudar para a América (o correto é Estados Unidos mas não tem como evitar dizer América quando se assiste Downton). Como ele se tornou um dos personagens centrais da trama não é muito provável que isso aconteça, pois os personagens centrais tem suas tramas centradas no condado e algumas vezes em Londres, mas nunca fora do Reino Unido, a não ser que Jullian Fellowes esteja querendo expandir a série e crie mais plots internacionais, o que seria fantástico. Não custa torcer.

Como sempre o que mais tem problemas pra lidar com as mudanças é o cabeça dura do Robert, que não cansa de ser um empecilho para que as coisas fluam melhor (pontos para Hugn Boneville que consegue fazer de forma tão convincente um personagem tão teimoso e retrógrado, completamente diferente do poço de simpatia e carisma que ele é). Desde coisas simples como Rose querer comprar um rádio para Downton até coisas séries como as opiniões políticas de Tom, Robert sempre está a favor do tradicionalismo, do que melhor funciona segundo o seu ponto de vista, chegando a ser imaturo muitas vezes. Mas apesar de tudo isso não há como odiar Robert pois sabemos que ele é uma boa pessoa e que não faz por mal, e também é impossível odiar um personagem interpretado por Hugh Bonneville.

3Fora da mansão temos o relacionamento sempre complicado de Violet e Isobel, dessa vez com o mais novo dilema: a paixonite de Lord Merton por Isobel. Como sabemos Violet é a Condessa Viúva de Downton, algo como a Rainha-Mãe, abaixo apenas de seu filho Robert que é o Conde, e isso faz dela a mulher mais importante do condado, e como sabemos Violet tende a ter um ego demasiadamente grande, então, vendo a afeição de Merton por Isobel ela percebeu uma ameaça a sua soberania. O que ela decide fazer? Tentar juntar ela ao Dr. Clarkson, médico do condado para ela se manter no topo, mas isso está deixando Isobel extremamente irritada, não porque ela goste de Merton (ela não deixou isso claro ainda) mas por Violet estar tentando controlar sua vida tão descaradamente. Já sabemos que amizade das duas já é bem complicada, e isso pode complicar mais ainda a situação. Veremos o que resulta dessa confusão.

Agora vamos falar do andar de baixo de Downton, os criados. Carson, assim como seu patrão, também está encontrando problemas para se adaptar às mudanças, em alguns pontos até demais por conta de seu conservadorismo exagerado, mas assim como Robert tem a Cora para torná-lo mais razoável, Carson tem a Sra. Hughes, sempre o ajudando a enxergar um lado melhor, e nessa temporada eles estão ainda mais parecidos com um casal, com direito a reconciliações e tudo. Só falta se unirem oficialmente.

Daisy está tentando mudar sua vida e garantir um futuro melhor fora de Downton, e pra isso ela começou a estudar redação e matemática para ficar mais preparada para ter uma carreira além de cozinheira, e a Sr.a Patmore está sendo sua mecenas, pagando até aulas particulares com a professora Sarah Bunting. Essa atitude de Daisy apontou um fato decepcionante da época: o quanto as mulheres não se preocupavam em se instruir, com damas da aristocracia beirando o analfabetismo. E é ótimo ver essa mudança da época sendo retratada na série através de uma cozinheira.

James deu adeus a Downton, depois de ter sido pego com sua antiga patroa por Robert durante o incêndio no quarto de Edith (que ela deixou acontecer por negligência devido ao seu desespero comentado anteriormente) e então foi demitido. Thomas foi o que mais ficou sentido, pois como sabemos ele tem uma paixonite por James, e vê-lo partir fez ele refletir um pouco no modo como leva sua vida. Como sabemos ele é a famosa “bicha má” de Downton e tenta sempre conseguir o que quer usando os outros, mas temos que lembrar que Thomas é muito mais vítima do que vilão nesse cenário. Seu passado não foi mostrado na série mas podemos imaginar o que ele deve ter passado sendo homossexual na Inglaterra no início do século XX, então naturalmente ele tem atitudes mais hostis para conseguir as coisas, mas como vimos ele pode estar tentando mudar aos poucos, e assim conseguir seu final feliz, que é o que ele merece apesar de tudo que já aprontou.

Também temos o caso da Sra. Baxter. Como vimso na temporada passada Thomas sabia de um segredo de seu passado e a estava chantageando com isso para conseguir informações úteis, e nessa temporada ela decidiu dar um basta nisso e resolveu contar à Cora seu segredo: ela a havia roubado jóias de sua antiga patroa e foi condenada pelo crime. Cora se mostrou benevolente mas está convencida de que há mais coisas que Baxter não quer contar, e tudo indica que realmente há, mas isso só descobriremos nos próximos episódios.

E pra terminar, começou mais uma das desventuras do nosso querido Bates. No final do segundo episódio um policial vista Downton com respeito à investigação da morte do Sr. Green, o valete que violentou Anna na temporada passada, e aparece informando que há uma testemunha no caso. Como sabemos Bates fez uma viagem misteriosa no final da temporada passada e coincidentemente quando ele retornou Green foi morto, aparentemente em um acidente de carro. Não sabemos se Bates realmente matou Green, mas com certeza isso vai ser mais uma enorme dor de cabeça para o coitado que é especialista em ter dramas. Será que teremos outra campanha no estilo da #FreeBates da segunda temporada? Hugh, pode preparar mais uma encomenda de camisetas.

downton-abbey-hugh-bonneville-61798888Um detalhe extremamente pertinente: a melhor fase de Downton Abbey (duas primeiras temporadas) balanceava os dramas familiares e pessoais com as questões sociais e políticas da época, e nessa temporada estamos vendo exatamente isso, com várias referências ao Primeiro Ministro Ramsay MacDonald, que foi o primeiro do Partido dos Trabalhadores a ser eleito, além de estarem citando bastante a Revolução Russa e seu refugiados, o que inclusive irá trazer à tona algo do passado de Violet, como foi mostrado no Next Time do terceiro episódio que mostra um russo que ela conheceu e que muito provavelmente tem uma história com ela. Downton Abbey está aos poucos voltando a oferecer o seu melhor, e a tendência é só continuar assim.

Scandal – The State of the Union

Data/Hora 09/10/2014, 16:47. Autor
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Série: Scandal
Episódio: The State of the Union
Número do Episódio: 4×02
Exibição nos EUA: 02/10/2014
Nota do Episódio: 9.3

Ao longo das temporadas, eles foram ganhando cada vez mais destaque, protagonizaram os plots mais interessantes e finalmente estão tendo a atenção que merecem. Cyrus, Mellie e Abby caminham para se tornarem o trio da quarta temporada de Scandal. Como a relação entre Olivia e Fitz cada vez se torna mais impossível, as histórias paralelas ganham mais destaque – o que normalmente não desperta o interesse do publico – só que nesse caso com muita qualidade.

The State of the Union teve como foco o discurso de Fitz sobre o Estado da União, onde ele iria falar da proposta sobre o controle de armas, mesmo boa parte do seu partido sendo contra. Diferentemente das temporadas anteriores, e muito provavelmente mais focado, já que Olivia não está para distraí-lo, Fitz tem feito seu trabalho de casa direitinho e se tornado o bom presidente que todos sabiam que ele seria.

Fique me perguntando onde ficou a imaginação dos roteiristas para colocar Olivia Pope no caso de James e Lisa Elliot. Sério, foi a parte mais chata do episódio e só serviu para dar uma “função” ao Huck e à Quinn. Não entendo essa necessidade de querer inserir histórias mesmo sabendo que não será interessante, poderiam ter focado mais na situação da Mellie e deixado para mostrar esses dois em outra oportunidade ou quando fosse realmente necessário.

Outro que está na mesma situação de Huck/Quinn é Jake. Só que pelo menos sua presença serviu para dar um contraponto, um tanto quanto cômico, para o episódio. Outro que também está tomando as rédeas e colocando Olivia no cabresto. A conversa deles sobre buddy call foi hilária e no final eles protagonizaram uma das cenas mais sexys de Scandal, com direito a vinho, sobretudo e bota!

Cyrus

Antes de qualquer coisa vamos falar da coisa mais importante: de onde saiu aquele cabelo todo? O verão fez muito bem ao Cyrus, ele está mais jovem e cabeludo. Brincadeiras à parte, ele estava realmente inspirado nesse episódio. Ele chantageou Olivia, teve um embate maravilhoso com a Mellie na varanda, mostrou como as coisas funcionavam na Casa Branca para a Abby e ainda conseguiu tirar o atraso.

Só eu que achei muito óbvio que aquele desconhecido que o abordou no bar tinha alguma coisa a ver com a Bear? Só que ainda tenho dúvidas se o próprio Cyrus não sabe disso. Quando eles estavam no quarto e ele hesitou, desconfiei que ele sacou o que estava acontecendo. Ele já fez de tudo para estar nessa posição, colocou o marido na pior posição possível e ainda o perdeu, não posso e não quero acreditar que ele vai cair nessa armadilha.

Mellie

Quando você para e pensa tudo que as pessoas já sofreram para que Fitz esteja na posição que ele está, é meio revoltante. Comentei isso na review anterior, e continuo chocado com o que as pessoas são capazes pelo poder. Só que Mellie aparentemente cansou. Depois de ter sido violentada pelo sogro, aguentar seu marido com outra e perder o filho, ela desmoronou. Compreensivo né?

Inicialmente eu estava achando esse sofrimento um pouco exagerado, já que ela não tinha demonstrado esse amor materno ao logo das temporadas, mas acho que ela finalmente fez um balanço de tudo e essa reação é um reflexo de tudo que comentei anteriormente. E ao ouvir seu marido falando aquelas palavras (mesmo que tenha um dedo de Pope nisso) ela finalmente se sentiu notada e vê-la efetivamente aceitando a dor da perda foi de cortar o coração. Bellamy Young fez um trabalho primoroso, e espero que as premiações reconheçam isso.

Abby

Quando ela resolveu falar com a primeira dama, eu achei por um momento que ela fosse basear seu argumento na seguinte frase: “Se você não se levantar e for para esse discurso, eles vão chamar a Olivia Pope”. Mas ela foi superior a isso, ainda bem.

Considerações finais:

– Todos os homens de Scandal deixaram de ser frouxos. E David não foi diferente! Sensacional ele chantageando o senador. Gladiador feelings!

– Por alguns minutos eu torci para que Olivia não pegasse aquele papel.

Lili, A Ex – Invasão de Privacidade

Data/Hora 09/10/2014, 13:33. Autor
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Série: Lili, A Ex
Episódio: Invasão de Privacidade
Número do Episódio: 1×02
Exibição: 1°/10/2014
Nota do Episódio: 7

Dizem por aí – eu juro que ouvi, mesmo não lembrando aonde – que loucura que é loucura nunca anda sozinha. Seja porque precisamos de outro para classificar a loucura, seja alguém para nos acompanhar na “viagem”.

Algo me diz que, no caso que “discutimos” aqui, Reginaldo não somente é necessário por ser o objeto da loucura de Lili, mas porque ele embarca na loucura junto com ela.

Ou você vai me dizer que ele aceitar tão “pacificamente” que a moça não somente fosse morar no apartamento ao lado do seu, mas que ela entrasse em sua casa para verificar junto com ele suas amigas no Facebook.

Eu, na verdade, já estava bem convencida de que o Reginaldo quer é a ex-esposa de volta… Até que apareceu a tal professora de inglês cheia de elogios e com cara de quem é normal. Normal o bastante para ganhar o apelido de “Tipa”.

Mas anormal o bastante para achar a briga dos dois coisa da vida – tudo bem que ela não viu a briga no estilo faroeste que vimos, não é mesmo? Bom, na verdade de perto ninguém é normal, não é mesmo?

P.S. Isso que eu chamo de bad hair day, heim, Lili?

Doctor Who – The Caretaker e Kill the Moon

Data/Hora 09/10/2014, 09:28. Autor
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Série: Doctor Who
Episódios: The Caretaker / Kill the Moon
Número dos Episódios: 8×06 / 8×07
Exibição no Reino Unido: 27/09 e 04/10/2014

Esta semana o texto é duplo porque a minha rotina mudou nas últimas duas semanas e o tempo para escrever sumiu. E, admito, nenhum dos dois episódios inspirou em mim aquele desejo insano de colocar no papel tudo o que senti enquanto assistia. Gostei dos episódios, porém algumas coisas em ambos me deixaram irritada e sem muita disposição para discussão, o que é fatal quando a pessoa precisa escrever um texto sobre série.

Com The Caretaker eu tive sentimentos conflitantes, entre o gostar muito e querer dar uma surra nos roteiristas. A cena antes dos créditos de abertura foi a parte mais interessante de todo o episódio. É incrível como poucos minutos fizeram mais por Clara como personagem do que uma temporada e meia. Vê-la ao lado do Doctor em aventuras que nós não presenciamos e como ela se empenhava para continuar se desdobrando entre suas duas vidas (embora eu ainda preferisse que ela fosse companion em tempo integral), deu mais realismo a pessoa que ela é. Ficou mais crível todo o seu envolvimento com o Doctor e como ela o conhece tão bem e ainda mostrou porque ele em geral anseia pela companhia da garota.

Eu gosto da forma como Clara sempre faz o que o Doctor manda. É instintivo e bem diferente de outras companions. E não é por falta de personalidade, e sim porque ela confia nele e no julgamento que ele faz das situações, mesmo quando não concorda muito. Eu sinceramente acredito que em uma situação como a que eles vivem, indo para lugares e tempos estranhos, dos quais ela nada conhece, o melhor negócio é confiar na pessoa mais experiente. Isso não quer dizer que Clara não tenha voz ativa ou que não imponha sua vontade quando preciso, mas ela sabe ouvir e obedecer nas horas certas e isso é uma característica que eu prezo muito. E particularmente gostei de ouvi-la dizendo que confiava no Doctor e que por isso ela não tinha medo e sempre agia com segurança. De certa forma, explica muito das atitudes da personagem.

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Por outro lado, fiquei desconfortável com a forma como Clara agiu ao descobrir que o Doctor se disfarçou de zelador. Ela vigiando-o a todo instante era irritante ao extremo e dava tanta bandeira que o conhecia e não o achava saudável para o ambiente escolar que eu me pergunto como ninguém a questionou sobre a integridade moral do zelador. Não que o Doctor tenha ajudado muito com suas esquisitices. Mas afinal, por que ele não a informou logo de início quais eram os seus planos? Por que trabalhar sozinho? Não fazia o menor sentido!

Todo o motivo do disfarce e a missão eram tão despropositados que fica difícil levar o episódio a sério. E para piorar tivemos que aguentar o preconceito absurdo do Doctor em relação a Danny. Não há qualquer desculpa para as atitudes do Doctor. Não há porque ele ter tanta ojeriza ao exército – nenhuma regeneração anterior tinha. Talvez um ou outro tenha demonstrado um descontentamento com os militares e suas atitudes, mas esta rejeição total? Esse desprezo tamanho que chegou a humilhar um ex-soldado sem qualquer motivo além de ter sido um soldado em um momento da vida? Alguém que cumpriu seu dever com a pátria, mas voltou a vida civil quando percebeu que estavam cobrando um preço alto demais, e que, mais importante de tudo, tenha decidido dedicar a vida a ensinar jovens a serem pessoas melhores e mais instruídas? Inaceitável. Se há alguma característica dessa regeneração que eu não consigo engolir (e até agora é a única mesmo) é este preconceito desmedido com os militares a ponto de humilhá-los ou menosprezá-los.

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Tudo bem que o Doctor precisou lutar na guerra do seu próprio planeta e, depois, enquanto agia como protetor de Trenzalore era basicamente um guerreiro, mas seja qual for o trauma que carregue ou mesmo o desprezo por suas próprias atitudes passadas, não justifica o preconceito descarado desta regeneração.

Em contrapartida, Danny caiu muitíssimo em meu conceito pela forma como reagiu ao Doctor. A cena em que ele fala com o Doctor pela primeira vez dentro da TARDIS e o provoca até que este resposta com o autoritarismo ao qual estava sendo forçado a externar, embora tenha sido forte e impactante de se ver, foi de um mau gosto sem tamanho. Tão preconceituoso quanto o próprio Doctor. O que Danny sabe de ser um alienígena? Um Senhor do Tempo? Até então ele nem ao menos acreditava direito em vida fora da Terra! O que ele sabe das coisas que o Doctor já enfrentou, ou mesmo o que Clara vivencia ao lado dele?  Ele julgou o Doctor por suas próprias experiências e, pior, semeou a dúvida no coração de Clara.

E por falar em Danny e Clara, este é sem dúvida alguma o casal mais sem sal de toda a história de Doctor Who. Eles não têm química! Chega a ser cansativo vê-los juntos. E o que ele tem na cabeça para perguntar o motivo de Clara viajar com o Doctor!? Quem, em sã consciência, deixaria a oportunidade de conhecer o universo passar em branco? Certa foi a aluna (Courtney) que deu um jeito de ser levada em uma voltinha na TARDIS. Reação mais normal impossível, inclusive o enjôo (acho que eu também ficaria mareada). Inclusive, mesmo que eu esteja me adiantando, a atitude de Courtney no episódio seguinte, Kill the Moon, também foi perfeita para uma adolescente diante de uma viagem para a Lua que está se desintegrando.

Enfim, esse foi um episódio atípico e, talvez, um pouco infantil, mas ainda assim divertido. Levantou pontos interessantes sobre a forma como Clara age quando está com o Doctor, o motivo pelo qual ela o segue e como Danny transfere para Clara a preocupação advinda de sua própria experiência no exército, mas para um episódio que se esforçou tanto em desenvolver os personagens e dar alguma vida à Clara, ele falhou miseravelmente quando precisou colocar em foco a interação entre o Doctor e Danny e o relacionamento Doctor x Clara x Danny.

Sem falar que o vilão foi mais uma vez um robô…

E quase esqueci! Tivemos uma nova aparição da Terra Prometida, com inclusive a adição de um novo personagem na administração do lugar. Eu sei que tem muita gente torcendo o nariz para este mistério, mas eu estou adorando. Tenho particular predileção por este tipo de ideia que vai se desenvolvendo aos pouquinhos, com apenas migalhas espalhadas aqui e ali. Instiga a minha curiosidade, mas sem me cansar.

dw 8x07_0256Kill the Moon conseguiu ser ainda mais estranho que The Caretaker. Já começou mal com Clara exigindo que o Doctor dissesse à Courtney que ela é especial. Ora, o Doctor sempre achou que toda vida – humana ou não – é especial e que mesmo os pequenos gestos valem a pena. Mas isso não significa que ele não acha os humanos inferiores de vez em quando. Nem sempre, mas as vezes ele acha sim. E mesmo que não fosse esse o caso com Courtney – eu tenho a sensação de que ele sabia quem Courtney seria e faria no futuro desde o princípio –passar a mão na cabeça de uma garota rebelde não faz o tipo do Doctor.

Ainda assim ele levou Courtney para mais uma viagem e, não creio que o ato fosse para fazer dela alguém especial – porque ninguém precisa de outra pessoa, mesmo que seja o Doctor, para ser especial – e sim uma forma de se livrar da reclamação de Clara.

A trama na Lua teve seus altos e baixos. Não aceitei muito bem a história da Lua ser um ovo e de todos aqueles germes por lá, e o fracasso das viagens espaciais em 2049, ainda mais que a população tomou conhecimento da existência de aliens e outros mundos ainda no início do século. Só se a humanidade fosse estúpida para abandonar todos os seus programas espaciais bem quando descobrem que há vida lá fora.

Mas às vezes é preciso lembrar que Doctor Who é um programa primariamente para um público infantil/infanto-juvenil, então algumas coisas terão que ser relevadas para o bom desenrolar da história.

dw 8x07_2577Eu gosto de Hermione Norris e ela estava muito bem no episódio. Achei super plausível os seus argumentos para destruir o ovo. Sim, ela estaria destruindo uma vida, mas o que era uma vida em troca de toda a humanidade? E interessante ela mencionar que Clara não tem filhos, caso contrário a garota não conseguiria suportar a ideia de seus filhos na Terra sendo ameaçados pela ruptura do ovo/lua.

Ainda assim, eles estavam prestes a destruir uma vida que esteve sendo chocada durante milhões de anos e que agora está plenamente desenvolvida para vir ao mundo e já deixando sua casca. Uma criatura que pode ser maligna ou benigna. Qual é a atitude correta a tomar?

Achei corretíssima a atitude do Doctor, embora a sua habitual falta de tato pegou Clara desprevenida. Ela – e a humanidade de forma geral – está acostumada a deixar que o Doctor solucione os problemas que não são dele, e sim de outros povos. Dessa vez não foi a intervenção do Doctor que principiou o caos, o que justificaria a sua intervenção, mas era apenas um acontecimento natural. É a nossa Lua. É a nossa Terra. É nossa escolha. O Doctor não é um déspota. Ele já caiu no erro de tomar para si a decisão sobre a vida e morte de quem não lhe pertencia em outra ocasião e não quer incorrer no mesmo erro de novo. Deixar para Clara, Lundvik e Courtney a oportunidade de escolha foi a maior forma de respeito à Terra e seus habitantes que ele poderia demonstrar. O problema é que Clara não viu dessa forma.

Clara não sabe sobre todo o passado do Doctor. Ela tem vagas lembranças de seus encontros anteriores, então não tem ideia do preço que o Décimo pagou por seus atos de intromissão. Para Clara, o que aconteceu foi que a pessoa que ela mais confiava no mundo a traiu. Deixou-a na mão no momento que ela mais precisava. Clara é apenas uma jovem, não tem como recair sobre ela a responsabilidade do destino da humanidade. Da vida da Terra ou da morte de uma criatura que pode muito bem ser a última do universo, sem falar na vida de sua aluna, que nem sequer deveria estar ali. E o Doctor foi embora sem maiores informações, simplesmente saiu e a deixou com o problema nas mãos justamente na hora que para ela mais importava, pois se tratava do destino do seu próprio planeta.

dw 8x07_3852É compreensível a explosão de Clara ao final, mas igualmente é a expressão de confusão do Doctor, que não entende o motivo da garota o acusar de traição justamente na hora em que ele mais se colocou vulnerável, lutando contra o próprio instinto de intromissão para dar a ela e aos humanos a honra de decidir o próprio futuro.

Foi de partir o coração.

Mas gostei da criatura ter nascido e eliminado seus detritos, permitindo que uma nova lua nascesse e, ainda melhor, que a humanidade olhasse novamente para o céu e passasse a explorar o universo.

Por algum motivo lembrei da voz do Capitão Jack Harkness na abertura de Torchwood: “O Século XXI é quando tudo muda”.

Revenge – Disclosure

Data/Hora 08/10/2014, 22:32. Autor
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Série: Revenge
Episódio: Disclosure
Número do Episódio: 4×02
Exibição nos EUA: 05/10/2014
Nota do Episódio: 6

Quando você acompanha uma série há muito tempo, você iminentemente acaba virando um roteirista colaborador imaginário. Eu até espero depósitos imaginários da ABC na minha conta, porque sou um escritor muito ativo na história de Revenge. Porém, nesse início de temporada há um conflito criativo muito grande entre mim e a equipe assalariada de verdade.

Já disse na semana passada que achei uma virada muito boa que o plano de vingança pertença a Victoria nesse quarto ano da série. Até pensei que seria legal também que as narrativas de início do episódio  fossem dela, mas escolheram simplesmente retirá-las. O problema é que depois do plano de fuga da season premiere, Victoria não fez nada além de bater na porta de Emily e ser sequestrada por David.

Já Emily preferiu apagar todos os registros da passagem de Victoria na clínica, por motivos que para mim não ficaram claros. Ela não havia internado a ex-sogra legalmente? E essa passagem pelo hospício não poderia ser uma ponta solta a ser desenvolvida em situações posteriores, como para desacreditar a palavra da megera publicamente em um eventual confronto?

Outro ponto que me incomodou bastante é o fato de seus filhos não procurarem saber sobre ela. Engolir cartões postais enviados sem questionar selos ou ao mesmo onde foi que a mãe conseguiu orçamento para viagens me parece ser muito desinteressado. O fato é que Revenge é uma série madura demais, no que toca seu tempo no ar, para deixar o roteiro tão solto assim. Uma série cujo maior triunfo são os twists, tem justamente que se preocupar em fazer um roteiro amarrado e extremamente pensado, a prova de questionamentos como esses. Senão, vira tudo canastrice com cenas em câmera lenta.

E voltando ao plano de Victoria, este parece ser colocar David contra Emily. O assassino de Conrad passou anos escondido e, contrariando o mais lógico, não endureceu. Volta para os braços de Victoria como um adolescente que passou um verão longe da namorada. Aceita tudo o que ela diz, sem questionar. Espero que esse David passivo seja somente mais um twist que veremos desenvolvido mais a frente. Mesmo porque todo esse plano de Vic seria derrubado por uma simples visita de David à pessoa que ele mais confia: Nolan.

O acontecimento mais interessante do episódio foi mesmo Emily expor sua verdadeira identidade para Charlotte. Depois de salvar a sua insuportável irmã de uma tentativa de suicídio que provavelmente só resultaria em uma perna quebrada, Emily conta a verdade para Charlotte, com direito até a caixa da vingança. É claro que Charlotte age como Charlotte nesse momento: faz o drama de “você me trocou pela vingança”, joga caixa no chão e sai batendo porta.

Daí resolveram transformar o vestiário da delegacia em cenário regular da série e ninguém está reclamando. Ben, o parceiro de Jack, continua a mandar indiretas pro amigo botar ele na fita de Ems, algo tão cafona quanto essa expressão que acabo de usar. Esquecendo-se que eles devem ter mais de trinta, Jack sente ciúmes e diz pro parceiro ficar longe de tolha de Emily, ou pro parceiro de toalha ficar longe de Emily, ou outra coisa qualquer nesse diálogo inútil de cena de vestiário gratuita.

Margeaux e seu cabelo continuam seu plot da temporada e armam para Gideon com a ajuda de Daniel. O plano é executado em três cenas e é tão ridículo que nem Charlotte cairia, ou somente Charlotte cairia. O fato é que os dois assumem o papel de casal Greyson da temporada.

E já que eu reclamo da falta de atividade e de tudo mais que envolve Charlotte, a garota resolve mostrar que o sequestro da última temporada realmente mexeu com a sua cabeça e simplesmente tenta matar sua recém descoberta irmã. Atrai Emily para o bar de Jack (que é uma área pública da cidade, acessível mesmo quando fechada, aparentemente), a desmaia com um golpe e bota fogo no lugar. Ah, e claro sai em câmera lenta. Ah, os cliffhangers de Revenge! Prontos para odiar Charlotte na semana que vem?

The Good Wife – Trust Issues

Data/Hora 08/10/2014, 16:18. Autor
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Série: The Good Wife
Episódio: Trust Issues
Número do Episódio: 6×02
Exibição nos EUA: 28/09/2014
Nota do Episódio: 9

O fim de uma era.

Olhos fixos no relógio. Contagem regressiva. Cinco horas. Diane levanta e sai de seu escritório pela última vez, levando consigo grande parte dos profissionais competentes (e insatisfeitos) que por tanto tempo ajudaram seu escritório a ser o que é – ou era, para uma nova jornada, um novo sonho. Um recomeço. E assim, a Lockhart & Gardner deixa de existir, pelo menos da forma como a conhecemos.

Nasce a Florrick, Agos & Lockhart.

A cena, já no finalzinho do episódio, fez meu coração bater mais forte, confesso. Foi difícil ver Diane dizer adeus ao escritório que construiu com Will. O ciclo se fecha, e sinto que esta foi a despedida definitiva do personagem de Josh Charles; nada mais restou. Novos tempos, novos desafios, vida nova.

Na review passada, comentei que a ironia da situação de Diane não havia passado despercebida para Alicia. Mas creio que há uma diferença pontual entre ambas: a saída de Alicia não foi apenas uma deslealdade profissional, mas também – e principalmente – pessoal. Alicia traiu a confiança e a amizade de Will quando foi justamente ele o único a estender-lhe a mão quando ela mais precisou. Todavia, tudo tem seu lado positivo: ver que Alicia não é exatamente perfeita e está longe de ser uma “santa” foi tão reconfortante quanto fundamental para o andamento da trama. Diane, por outro lado, foi traída, e, desprotegida após a morte de Will, se viu obrigada a abandonar seu próprio escritório com o golpe sujo de David Lee e Canning. Alicia, portanto, foi desleal, traiçoeira; Diane não.

Vê-la justificar a sua ida para a Florrick & Agos de forma tão convicta e apaixonada foi emocionante. Se eu fosse Dean (seja bem-vindo Taye Diggs!), não hesitaria em acompanhá-la nem por um minuto.

“Uma firma com uma missão, com uma verdadeira oportunidade para as minorias, com mulheres e diferentes etnias no poder. Você só está vendo os obstáculos. Veja uma oportunidade de construir o nosso futuro exatamente como queremos que ele seja.” – Diane

Mas este não foi o único drama do episódio. Cary continuava na cadeia e a campanha de Alicia para a promotoria continuava a pleno vapor, mesmo à sua revelia (Eli, estou olhando para você!). Estes dois grandes arcos da temporada, inclusive, se entremeiam de maneira bastante dinâmica e orgânica, mostrando o que TGW ainda sabe fazer de melhor, mesmo depois de seus seis anos no ar: aquele joguinho jurídico, composto por jogadores de moral flexível e muitas vezes duvidosa, onde ganha quem sabe melhor manipular a lei.

Lemond Bishop é um ótimo exemplo disso. A Florrick & Agos – e antes disso, a LG – sempre flertou com o perigo e caminhou sobre uma linha tênue ao representar apenas os seus “negócios legais”. Poderoso, o rei dos traficantes de Chicago está acima da lei e não hesita em fazer justiça com as próprias mãos. Pior para Trey. E para Cary, que, além do dinheiro da fiança, perde uma testemunha fundamental de sua defesa quando Bishop se vê na iminência de depor em juízo.

Enquanto Alicia joga duro com Peter ao tentar convencê-lo a assinar a segunda hipoteca de seu apartamento para pagar a fiança de Cary, Eli atira para todos os lados quando o assunto é a candidatura da “boa esposa” à Promotoria. Pouco importa que o casal há muito seja uma farsa, afinal, o mundo da política é sustentado pelas aparências, nada mais. Quem se importa com a realidade?

“Eu nunca votaria em alguém que gosta de política. Temos políticos demais. Precisamos de líderes que entendam o que significa ser um servidor público.” – Valerie Jarrett.

Ligações da Casa Branca (em uma participação especialíssima de Valerie Jarrett, conselheira do Presidente Obama), pesquisas eleitorais difamatórias, e um gigante do ramo imobiliário oferecendo o dinheiro da fiança de Cary por simplesmente “não gostar do atual Promotor” fizeram parte desta equação – este último sem qualquer interferência de Eli –, e acho que podemos dizer que, lá no fundo, Alicia já se sente um pouco balançada pela possibilidade de concorrer ao cargo. Será? Robin pode inadvertidamente ter matado a charada, enquanto Eli ficou genuinamente surpreso pela tal tentativa de suborno, já que isso aparentemente sugere que a candidatura de Alicia está sendo levada a sério também pelos “maus elementos”.

Ainda bem que a Chumhum – eterna pivô da maior disputa entre a LG e a Florrick & Agos – veio para salvar o dia, e o tempo de Cary na prisão chegou ao fim. No fim das contas, Trust Issues foi um episódio tão cheio de acontecimentos que o caso da semana foi quase completamente ofuscado, exceto pelo fato de Alicia ter reencontrado Lorraine Joy, advogada que a esnobou quando ela procurava um emprego lá nos primórdios da série; “nada pessoal”.

“Eu devia ter te contratado. Você é destruidora.” – Lorraine Joy
“Erro seu.” – Alicia 

CaryAliciaO reencontro entre Alicia e Cary foi emocionado e terno, mas acredito que a calmaria não será duradoura. Até agora, o roteiro não cansou de dar ênfase à insatisfação de Cary à possibilidade de Diane se juntar à Florrick & Agos. Talvez ele tema por seu próprio crescimento profissional, já que a advogada, única sobrevivente da LG (o que não é pouco!), é experiente e competente no que faz, e poderia facilmente deixá-lo em segundo plano. Ou talvez o receio de Cary seja de voltar aos mesmos hábitos e aos velhos erros que pareceram sustentar a Lockhart & Gardner por tanto tempo. Se este for o caso, é uma tremenda ingenuidade. Afinal, assim como a política, o exercício da advocacia muitas vezes consiste também em um jogo de aparências, manipulações e de morais flexíveis. Como esperar um resultado diferente? Contar com Diane é sensatez, bom senso.

A única dúvida que restou foi: e Kalinda? Presumo que ela tenha acompanhado Diane em sua mudança, até porque Mrs. Lockhart foi clara quando disse que a ida de Kalinda não estava aberta a negociações. Não sei se isso me agrada tanto, para ser honesta. A investigadora da LG já vem me irritando há algum tempo, enquanto Robin vem conquistando meu coração. Na minha opinião, inclusive, Robin não merece viver eternamente à sombra de Kalinda, e a chegada dela à Florrick & Agos me deixa um pouco receosa quanto à sua participação daqui para frente.

KalindaTrust Issues foi um episódio dinâmico, cheio de eventos importantes para o desenvolvimento da temporada, mas também um pouquinho tumultuado, confuso. Isso não é necessariamente um demérito do episódio; ainda é cedo para dizer a que a temporada veio. Mas…

O que será da LG agora, sem Lockhart e sem Gardner? David Lee e Louis Canning serão concorrentes de peso para Alicia, Cary e Diane? A decadência de uma necessariamente representará o renascimento da outra?

Bem-vindos à Florrick, Agos & Lockhart!

PS: Com cada vez mais frequência – e guardadas as devidas proporções, claro –, Eli me lembra Frank Underwood (House Of Cards, anyone?). A cena em que ele tira satisfações de Valerie Jarrett sobre o cargo que ela lhe prometeu na Casa Branca me fez rir alto. Precious.

PS2: Christine Baranski RAINHA! O episódio foi dela.

Parenthood – Happy Birthday, Zeek

Data/Hora 08/10/2014, 14:00. Autor
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Série: Parenthood
Episódio: Happy Birthday, Zeek
Número do Episódio: 6×02
Exibição nos EUA: 02/10/2014
Nota do Episódio: 10

Feliz Aniversário, Zeek!

Que delícia de episódio! Happy Birthday, Zeek, o segundo desta Farewell Season, nos presenteou com aquilo que Parenthood tem de melhor. Tivemos um pouquinho de tudo: lágrimas, risos, conflitos familiares e até uma festa de aniversário fabulosa.

Como já esperávamos, o arco central do episódio girou mais uma vez em torno da saúde de Zeek e da cirurgia cardíaca de que ele tanto precisa se quiser continuar ao lado de sua família. Cabeça-dura, teimoso e orgulhoso, a sua resistência inicial à ideia não foi exatamente uma surpresa.

Genial, entretanto, foi a maneira como o roteiro tratou de amolecer o coração do vovô mais sensacional da televisão – e, com ele, os nossos. A comemoração de seu 72º aniversário, desta vez com toda a família presente (exceto Haddie), foi a ocasião perfeita para mostrar ao patriarca dos Braverman que “sim, nós te amamos e precisamos de você em nossas vidas”. E quer jeito melhor de se dar conta disso do que receber de presente uma gravação com os seus netinhos cantando uma canção em sua homenagem? (fica aqui um singelo agradecimento à Crosby e aos poderes milagrosos do auto tune.)

FamilyCrosby bem que tentou – ou não –, mas foi Adam que mais uma vez me arrancou lágrimas ao fazer aquele apelo emocionado ao pai.

“Se você não fizer a cirurgia, você pode morrer, pai. O que eu faria então?” – Adam

“Se eu morrer, espalhe as minhas cinzas no campo do Marine Park, e jogue uma partida de baseball em cima de mim. Porque eu vou morrer nos meus termos.” – Zeek

Zeek quer lidar com a situação de sua própria maneira, e isso é compreensível. Mas compreensível também é a preocupação e o amor de Camille, Adam, Sarah, Julia e Crosby. No fim das contas, foi Amber e seu bisneto ainda nem nascido que o fizeram tomar a decisão mais difícil de sua vida. Vimos Zeek mudar de ideia quase que de forma palpável, ao vislumbrar a possibilidade de não estar ali para ver seu bisneto nascer. Para ver Max, Nora, Sydney, Victor, Jabbar e Aida crescerem. É, ainda vale lutar pela sua vida, vovô.

AmberZeekE em um episódio recheado de cenas emocionantes, a minha preferida sem dúvidas foi aquela entre Amber e Zeek. Ela se sentia desprotegida e desesperada desde o momento em que soube de sua gravidez. A reação de Sarah, a princípio, não foi das melhores (mas quem pode culpá-la?). Ele, por outro lado, precisava de um belo incentivo para continuar vivendo. O encontro dos dois naquela varanda foi, talvez, a salvação de ambos. Como foi linda a emoção e a alegria de Zeek ao receber a notícia! Meio que sem saber, ele acabou dando à Amber o conforto e o amor de que ela tanto precisava naquele momento.

Sarah não demorou a se redimir. Passado o susto e o discurso frustrado, lá estava ela, pronta para apoiar sua filha.

“Eu percebi que esqueci de te contar sobre todas as coisas boas. Tudo vai ficar bem.” – Sarah

JuliaJoel

E o que dizer de Julia e Joel? Por mais que meu coração tenha se partido (mais uma vez) em um milhão de pedacinhos, foi um alento ver Julia finalmente reagir.

“Você nos destruiu! Destruiu a todos nós!” – Julia

Sim, Joel. Você destruiu a linda família que tinha ao adotar um comportamento que, a mim, pareceu bastante desproporcional, e por que não até mesmo aleatório. Sim, Julia também teve sua parcela de culpa quando se deixou envolver por Ed, mas não merecia ser tratada assim. Na temporada passada, vimos um Joel ressentido e magoado preferir a saída mais fácil e covarde ao se recusar a sequer conversar com Julia, que implorava por seu perdão. Saiu de casa, deixando dolorosamente claro que seu casamento havia acabado.

Não, Joel. Como Julia bem apontou, agora, só porque você se sente (um pouco) melhor e (muito) arrependido, você não tem o direito de fingir que nada aconteceu, que você não a destruiu. Por mais de um ano, Julia foi paciente, esperançosa. Mas o tempo (felizmente) passou, e a vida seguiu em frente.

“Eu estou quase bem.” – Julia

Sydney, por outro lado, está longe disso. A menina, que sempre foi mimada, e talvez tenha sido a parte mais afetada pela separação dos pais, agora resolve odiá-los e… fazer do bullying o seu esporte favorito. Fiquemos atentos às cenas dos próximos capítulos…

Happy Birthday, Zeek foi um daqueles episódios que só mesmo Parenthood poderia nos proporcionar. Maravilhoso e emocionante – o que, aliás, é uma marca registrada da série –, foi um verdadeiro presente para os seus fãs que, como eu, estão em completa negação sobre a despedida iminente.

Faltam 11 episódios para a series finale.

PS: Desta vez, achei que o plot “gluten free” da Chambers Academy ficou um pouquinho deslocado em meio a tantas fortes emoções. Espero, entretanto, que ele não seja esquecido nos próximos episódios e que nós tenhamos a chance de ver Adam literalmente colocando a “mão na massa”, se envolvendo de forma mais ativa com a escola e seus alunos.

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