TeleSéries
Parenthood – Family Portrait
13/09/2012, 10:22.
Tiago Oliva
Reviews
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Sempre que eu indico Parenthood, tenho muita dificuldade pra explicar por que essa série merece ser vista. Ela não tem avião caindo, não tem câncer, não tem irmãos que se apaixonam e depois descobrem que na verdade não são irmãos. Basicamente, não existem eventos grandiosos, que possam fazer o telespectador engasgar enquanto estiver comendo. A palavra de ordem parece ser “sutileza”. Mas se engana quem pensa que isso é um defeito. Muito pelo contrário. Essa é a maior qualidade da série. Tudo é tão verdadeiro, que muitas vezes você sente como se conhecesse aqueles personagens na essência, capaz até de prever algumas reações. Mas a sua maior qualidade é fugir do clichê quando não é possível fugir de temas já batidos, como traições, gravidez na adolescência ou adoção.
Com as tramas da temporada passada muito bem resolvidas no último episódio, coube a esta premiere introduzir as novas histórias. E a impressão que deu foi a de que a série não irá decepcionar. Começando pela trama menos promissora, vimos a Sarah lutando para tornar crível o seu relacionamento com o jovem Mark. É daqui que pode sair a história menos interessante. O possível triângulo amoroso com o fotógrafo foi a opção mais preguiçosa para tentar ocupar a personagem. Mas não nos esqueçamos do triângulo da temporada passada, envolvendo o Adam e a Christina, que fugiu completamente do convencional e surpreendeu pela forma que foi tratado. Que tratem esses personagens com o mesmo cuidado.
Por falar em Adam, foi no núcleo deste personagem que foi mostrada a história mais tocante do episódio. A despedida da Haddie não poderia ter sido mais emocionante. Destaque para a cena em que ela diz para o Max que o ama e este não corresponde. Isso minutos depois de dizer que admira no irmão justamente pelo fato de ele só dizer a verdade. Em outras palavras, se ele não disse “eu também” é porque não é recíproco. Há tempos eu não via uma cena tão pesada, e ao mesmo tempo tão simples. Se fosse em outra série, os roteiristas muito provavelmente passariam por cima da síndrome para agradar uma parte da audiência.
A parte do Crosby também foi bastante interessante. Já foi mostrada várias vezes na TV a história dos pais que não abrem mão de educar seus filhos e guiá-los espiritualmente. E na maioria das vezes era também a avó que tentava tomar esse papel. A diferença aqui foi que, ao tomar para si essa responsabilidade, o pai percebeu que não tinha a menor ideia do que fazer, pois não tinha ele mesmo um pensamento formado a esse respeito. O que não quer dizer que ele vá abrir mão dessa tarefa.
Mas é aqui que eu vou falar do realmente faz a diferença nessa série. Quantas vezes você já viu tramas de adoção na televisão? Tenho certeza que todas foram iguais. Os pais batalhando para ganhar o amor dos filhos, experimentando uma rejeição inicial, para em determinado momento receberem o devido reconhecimento. E foi essa a impressão que tivemos durante a maior parte do episódio, até descobrirmos que na verdade, a Julia estava fazendo todo o esforço do mundo para gostar do seu filho, e não para fazer com que ele gostasse dela. Isso depois de 6 meses de convivência, que é um tempo considerável.
Parenthood voltou, mais acertando que errando, e prometendo uma temporada no mesmo nível das outras. Eu só espero que não passemos os próximos meses assombrados pelo fantasma do cancelamento. Até lá, será um prazer acompanhar a vida dessa família. E vocês? O que acharam dessa volta?
Doctor Who – Dinosaurs on a Spaceship
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O que dizer de um episódio que você não gostou quando a maioria esmagadora (sim, estou sendo redundante) adorou?
Pois é, sendo curta e grossa, Dinosaurs on a Spaceship não me atraiu e eu percebi que a coisa foi grave quando desisti de ver o episódio no próprio sábado, na tentativa de gostar mais no dia seguinte. Pensei que, talvez, à luz do dia, descansada, num humor melhor eu iria ser capturada pelo espírito da aventura, mas que nada, achei tão chato quanto no dia anterior.
Confesso que desde o início (quando os spoilers e as imagens começaram a pipocar na internet) eu já não tinha me empolgado muito (não senti nenhuma expectativa pela ideia de dinossauros no espaço), mas sempre procuro ver os episódios com uma lente de amor (porque, afinal, acima de tudo sou fã) e com pensamento positivo, então eu acreditava de verdade que seria surpreendida quando finalmente assistisse ao negócio.
Infelizmente, o episódio não foi feito para mim. Mas, como em Doctor Who mesmo quando a coisa está ruim ela é boa, várias coisas positivas saíram do episódio e eu seria muito injusta se não as percebesse e comentasse. Então vamos começar pelo que Dinosaurs on a Spaceship trouxe de bom.
Fazia muito tempo que Doctor Who não fazia um episódio mais infantil, com aquela simplicidade e loucura dos tempos antigos (e que ainda se via de tempos em tempos na era Russell). É gostoso podermos ver o Doutor fazendo o que ele faz de melhor: sair e explorar. Ainda que a exploração tenha sido motivada pela iminente colisão de uma nave alienígena com a Terra.
Também foi inteligente usarem os Silurians (vistos recentemente em outro episódio escrito pelo mesmo Chris Chibnall) como construtores da arca e não os humanos. Dá um toque diferente e mais alienígena à coisa.
Gostei da história se passar em 2367 A.D. É quase ali, mas ao mesmo tempo longe o bastante para muita coisa estar diferente. E Indira apareceu pouquinho, mas a achei incrivelmente carismática. Não me importaria em vê-la novamente outras vezes.
Uma coisa que me surpreendeu positivamente neste episódio foi Amy. Eu não sou fã da garota, isso não é novidade, mas gostei muito dela em Dinosaurs. Ela estava demonstrando menos aquele sentimento de posse que tem pelo Doutor (e que me irrita) e também aqueles ares de ‘sei tudo, sou melhor do que você, há, eu viajo com o Doutor’ que volta e meia aparecem aqui e ali. E é interessante, porque em Dinosaurs Amy mostra com suas atitudes o quanto o Doutor a mudou, influenciou a sua forma de pensar, o quanto aprendeu (a ponto de conseguir até mexer nos controles de uma nave alienígena e entender mais ou menos o que tinha por ali) e mesmo assim sem demonstrar aquele ar de auto importância que ela sempre traz consigo.
Eu creio que muito disso tem a ver com o fato do Doutor estar distanciando a sua participação na vida dos Ponds. Ora vejam, ele ficou 10 meses sem aparecer e ela e Rory conseguiram sobreviver sozinhos e nem se separaram desta vez!
Acho legal que o Doutor esteja permitindo que o casal tenha a sua própria vida independente dele. Ao mesmo tempo ele não se afasta de vez como fez com tantos outros acompanhantes no passado (até hoje sinto dor quando lembro de Sarah Jane contando para Rose como foi ter sido deixada pelo Doutor para nunca mais voltar, assim, do nada, sem qualquer aviso prévio).
É um pouco incômoda esta predileção que o Décimo Primeiro tem pelos Ponds (mas isso é porque o Moffat obviamente adora o casal), afinal, já que volta e meia volta para eles, custava voltar para algum outro companion também? Não precisava nem ser em tela, só mencionar de vez em quando que os encontrou já me deixaria feliz. Mas não vou reclamar de barriga cheia. A ideia do Doutor estar se distanciando aos poucos já me deixa feliz, pois mostra que ele está se preparando para uma nova fase da vida.
Mas ao mesmo tempo em que fico feliz com esse tempo que o Doutor tem dado ao casal com suas visitas mais esporádicas, também fico preocupada, afinal, ele sempre reaparece. O que fará com que ele deixe de reaparecer quando trocarem os companions? Eu temo pelos Ponds.
Por falar em Ponds, uma graça o pai do Rory (que não é um Pond, sempre bom lembrar). Achei a participação dele meio repentina e um tantinho absurda (pilotando uma nave alienígena logo de cara? Aceitando tranquilamente ter se materializado em uma nave espacial? Sei não…tudo providencial demais), mas não tem como não ficar feliz com Brian ao ver o quanto a sua experiência com o Doutor proporcionou mudanças em sua vida. Ás vezes só nos falta aquele empurrãozinho que nos faça enxergar que a vida é muito maior e mais emocionante do que nos permitimos que ela seja. E está tudo aí, ao nosso alcance, só falta tomarmos posse dessas oportunidades.
E é claro que adorei ter Rupert Graves no episódio, porque afinal, quem não adora Rupert Graves? Mas ao mesmo tempo me entristeci um pouco por desperdiçarem um ator tão maravilhoso em um personagem tão mequetrefe. Quero dizer, Riddell é até simpático e tinha umas tiradas interessantes (embora eu dispense todo o flerte e aquele final ridículo dele com Nefertiti), mas foi muito mal aproveitado. Aliás, todo mundo foi mal aproveitado por ali (com exceção de Amy e Rory, claro, que estão se saindo muito melhor nesta temporada. Acho que por ser a última, tem que fechar com chave de ouro).
Acho legal a ideia do Doutor viajar com um grupo (ele já fez isso outras vezes em outras regenerações) e ficou claro que ele já teve outras aventuras com Nefertiti e mesmo com Riddell (quem sabe eu terei a chance de vê-lo com Riddell mais vezes?). Mesmo assim, não consegui enxergar o motivo de precisar chamar os outros para esta aventura em especial (porque foi essa a sensação que ele deu no início do episódio: que precisava e não apenas que sentiu saudades e resolveu trazer todo mundo para perto). Era apenas uma nave em rota de colisão com a Terra, o Doutor já tinha Nefertiti, para que perder tempo indo até Riddell e depois até os Ponds? Não faria a menor diferença tê-los ou não a bordo.
Aliás, por falar em não fazer diferença, os dinossauros foram outros subutilizados. Tudo bem, algumas cenas até que foram engraçadinhas, o Doutor pode cavalgar sobre um dinossauro etc e tal, mas faria realmente diferença se não fossem dinossauros mas sim outra raça alienígena, ou elefantes, ou mesmo objetos inanimados, robôs e afins? No frigir dos ovos não alteraria em nada a história. Um ajuste aqui e outro acolá, mas mudar mesmo, não mudaria nada. Os dinossauros estavam ali só para bonito e porque davam um título legal ao episódio.
Definitivamente Chibnall não está entre os meus roteiristas preferidos de Doctor Who (ou de Torchwood, diga-se de passagem). Acho os seus roteiros fracos e inconsistentes e quase sempre me canso em seus episódios.
Dinosaurs on a Spaceship também me deixou injuriada com o Doutor e sua esquisitice. Ele sempre foi estranho e incompreensível na maioria das vezes, mas nesse episódio ele estava ligado no 220v, seus pensamentos iam e vinham com tamanha rapidez que pouco do que ele falava fazia sentido. Conseguiu me cansar. Geralmente o Doutor e seus surtos me empolgam e instigam, mas não dessa vez. Desde o início ele esteve estranho para mim, distante e afoito. Eu olhava para o Décimo Primeiro, mas não o reconhecia e isso me incomodou mais do que eu imaginava.
Nefertiti foi outra que tinha um potencial gigantesco, mas que se mostrou um nada. Tudo bem que a atriz era inexpressiva ao extremo, mas a personagem também não ajudou. Fico pensando no tipo de história grandiosa que poderiam escrever com a rainha do Egito e a coitada foi relegada à amante de um caçador desconhecido, com alguns closes de efeito em cenas sem muita importância, e a um sacrifício que soou tão falso e forçado quanto realmente foi.
Já que toquei no sacrifício, é sempre interessante ver este lado mais dark do Doutor, que mata sem piedade. Episódio passado ele explodiu um bando de Daleks, desta vez mandou Solomon para a mira dos mísseis da Agência Espacial Indiana…Foi-se o tempo que o Doutor era apenas aquela figura benevolente que acabava cometendo injustiças por tentar salvar todo mundo. Esse lado dark dele aparecendo de vez em quando combina muito mais com toda a história e bagagem do Doutor.
E de repente percebi que só teremos mais 3 episódios com Amy e Rory. Estou autorizada a sentir saudade, mesmo não sendo fã de Amy?
White Collar – Ancient History
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Depois de Sara outra mulher da vida de Neal retorna a White Collar. A parceira de roubos Alex Hunter aparece novamente no seriado em Ancient History após ter levado uma rasteira de Neal e Mozzie no final da segunda temporada. Os dois roubaram o tesouro do submarino alemão que Alex passou anos procurando. No entanto a aparição mais importante na vida de Neal ainda é Sam e depois de receber uma fita de vídeo com uma gravação de Ellen Neal resolve assistir junto com seu mais novo “amigo”.
Quem fica com ciúmes do novo chamego de Neal é Mozzie e ele continua muito preocupado com essa aproximação com Sam. A preocupação é tanta que Mozzie foi pedir ajuda a Peter, e nós sabemos o quanto isso é difícil. Moz tem razão em não confiar tão cegamente em Sam, depois da morte de Ellen ficou mais evidente que o passado de Neal pode mexer com histórias que muitas pessoas não querem que cheguem a público. Não podemos esquecer que Neal conseguiu o endereço de e-mail do Sam nos arquivos do FBI e essa informação pode ter sido plantada. Será que esse Sam realmente é o Sam da Ellen?
Ancient History foi o episódio mais fraco da temporada até agora. As melhores cenas foram as de Mozzie quando levou um presente da ilha Yap para a família Burke e quando invadiu o apartamento de Alex achando que era de Sam e encontrou um sutiã na gaveta das roupas – “Sam é Samantha” – hilário. As cenas de Mozzie e Peter presos dentro do apartamento de Alex também renderam algumas risadas, além de alguns enguadamentos inspirados.
Fora alguns poucos momentos, o caso do episódio não empolga muito, mas Ancient History tem um bom jogo emocional entre Mozzie, Neal e Peter. O atrito entre esses dois últimos complica até uma reunião de trabalho. Neal descobre que Peter já sabe de Sam e que Mozzie contou da fita que ele recebeu com a gravação de Ellen. A paz só volta a reinar no trio no final do episódio quando Neal resolve que o melhor é assistir o conteúdo da fita com os seus dois melhores amigos.
A cereja do bolo no episódio foi Peter consultando o signo de Neal enquanto dirigia. A cena foi claramente realizada para mostrar funcionalidades do carro de Peter. Não sei precisar o tipo, mas é da marca Ford, patrocinadora que marcou seu logo na tela durante o episódio. Foi merchandising? Foi, mas um bem feito, discreto e com uma história que coube no estilo de White Collar. Muito longe daquilo que os personagens das novelas da Globo fazem quando indicam um shampoo (câmera foca no produto) no meio de uma conversa sobre o marido que traiu a mulher com a empregada.
As funcionalidades do carro não ajudaram em nada na solução do caso, que encerrou com Alex dando um belo baile em Neal e Peter. Em contrapartida os dois prendem Rasmus Spiteri, o peixe grande da história. Alex levou os artigos gregos roubados dos museus e deixou o candelabro que tinha ganhado de Neal para poder incriminar Spiteri. No entanto, por agora, a moça é o menor dos problemas existentes entre Neal e Peter.
O próximo episódio Gloves Off é o último antes das summer finale de White Collar e o mistério em torno de Ellen promete aumentar, junto com o atrito entre Neal e Peter. Cada vez fica mais difícil para Neal saber em quem pode confiar. Acredito que Sam deva ser quem realmente Neal pensa que é, mas dentro do FBI devemos encontrar muitas pontas soltas. Além de descobrir a verdade sobre seu passado Neal corre risco de perder seu acordo com o FBI e muito pior que isso, perder a amizade de Peter. O que deve trazer mais peças para o jogo vai ser o conteúdo da fita de Ellen. Aguardamos o “play” de Neal e emoções mais fortes nos dois próximos episódios.
Saving Hope – Ride Hard or Go Home
11/09/2012, 11:07.
Anderson Narciso
Reviews
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O episódio desta semana de Saving Hope trouxe um misto de vários sentimentos. Foi meio parado, o que influenciou um pouco na sua nota mas ao mesmo tempo intenso e decisivo para a série. Isso tudo porque o fato mais importante da temporada aconteceu. Mas vamos partes.
O penúltimo episódio da temporada se dividiu na história de três pacientes. O primeiro, um jóquei que sofre um acidente ao cair do cavalo e é atendida por Goran. O caso dela chega a ser bem chatinho, mas influenciou bastante na vida do médico dentro do hospital. Isso tudo porque ele resolve fazer um procedimento de risco, que poderia interferir no movimento da paciente, com o aval da jóquei. Mas a cirurgia dá errada e acaba apresentando uma complicação resolvida por Alex – que está sempre a salvar a vida de todos os médicos deste hospital, mas não totalmente reversível; A paciente perde os movimentos da perna, o que vai parar aos ouvidos de Dana. A chefe já não estava muito bem com o médico (seria uma dor de cotovelo?), e acaba tendo uma discussão sobre a liberdade de Joel em suas cirurgias. E se sentindo encurralado, o médico acaba por se demitir. Sim, ele se demite. Não sei até quando durará esta demissão, mas o médico está decidido a deixar o Hope Zion. Será?
O segundo caso do episódio foi um caso que eu particularmente gostei, envolvendo o Dr. Murphy. Gavin está cuidando de um casal de idosos, em que um tem Alzheimer. Mas ele acaba extrapolando um pouco os limites do hospital, e dando um telefone pessoal para a paciente, que o chama para ir a sua casa, acalmar o esposo. Maggie, de enxerida foi também, mas os dois acabam por acalmar o senhor que estava bem impaciente. Chega um momento que o senhor volta a ficar agitado e acaba por agredir a esposa, forçando a ação retornar ao hospital, colocando o médico em uma encrenca. Mas a verdade é que a dinâmica de Gavin com seus pacientes são sempre muito boas. Quando eu disse em umas reviews atrás que os roteiristas poderiam explorar melhor isso, eles acertaram em cheio. A cena no final, com ele colocando a senhora no mesmo quarto que seu marido prova isso. Mostrar este lado mais “humano” de um médico é sempre bem vindo. E um psiquiatra é muito pouco explorado em séries médicas. Ponto para Saving Hope.
O terceiro e último e convenhamos melhor caso da semana, foi quem? Nosso Charlie claro. E agora era um ultimato. Ou ele acordava ou ele acordava. Sim, porque, manter um paciente em coma durante todo este tempo, é complicado. E chato para nós né? Bom, Alex resolveu pressionar Shahir a fazer uma cirurgia adicionando o tratamento de pulsos magnéticos que meio que deu certo da última vez. O médico aceita a proposta depois de relutar, para a nossa alegria. O que me irrita em Shahir as vezes, é que ele parece uma marionete, fica para lá e para cá, não muito seguro de si. Para um neurocirurgião, o perfil não cai muito não é? Se não fosse por Alex, o médico não havia avançado na cirurgia de Charlie. E enquanto Shahir explorava o cérebro de Charlie, o nosso moribundo nos levou a sua infância. Gostei muito de poder ver como ele lidou com a morte dos pais enquanto criança, e o quanto sofreu um pouco com o tio. É sempre bom conhecer o passado de personagens. E melhor ainda, quando o próprio personagem explora uma lembrança que estava apagada. Gostei muito de usarem isso para Charlie. E logo em seguida, em um encontro com o Sargento Jimmy, Charlie decide que esta é a hora de voltar. Ele finalmente toma “coragem” para isso. Acho que, Charlie precisava em sua mente, encontrar uma paz de espírito consigo mesmo. E aparentemente, ele conseguiu.
Charlie finalmente acordou. O momento mais aguardado da temporada. Sinceramente, achei que não veríamos isso nesta temporada, mas parece que os roteiristas estavam com um pé atrás sobre a renovação e quiseram resolver as pendências logo. Boas escolhas. Agora a dúvida é: Charlie se lembrará desta experiência? Haverá sequelas? E como lidará Alex com esse retorno? É, muitas perguntas deixada para uma season finale na próxima quinta que promete mexer com o emocional de todos. E claro, comentando por aqui. Espero vocês na última review do ano, na semana que vem. Até lá!
Ps: O que foi o momento Grey’s Anatomy de Goran e Alex no elevador? Shonda Rhimes dando pitaco na história?
Ps2: Parece que Gavin e Maggie se acertaram. Não to shippando eles por enquanto, mas acho que este casal não vai fazer mal a ninguém. Será?
Ps3: Bem vindo de volta Charlie.
Covert Affairs – Glass Spider
10/09/2012, 10:30.
Mario Madureira
Reviews
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Somente eu que estou surtando depois de ter assistido a esse episódio? Será que ainda temos dúvida que Covert Affairs tem capacidade de criar uma ótima história? O que? Você está pensando naquela velha história de Annie com Ben? Mas quem é Ben? Eu só consigo pensar em Simon e Annie morrendo na cozinha. Morrendo com dois tiros disparados por Lena – que estava seguindo os protocolos da CIA! E se você não se emocionou com a versão de Scala & Kolacny Brothers da música The Blower’s Daughter, sinceramente não sei como descrever a cena em si. A música disse tudo. A câmera lenta, o momento em que Simon protege Annie, a declaração de amor, tudo em conjunto formou aquele lindo romance que morreu por um mero protocolo da CIA. Por uma legislação imposta pelo governo.
E peço desculpas se por um momento pensei que Simon estava mentindo para Annie. Peço desculpas por pensar que ele fosse levá-la para a agência dele. A verdade é que a série relata a vida de espiões e nunca devemos confiar em um. Até a própria Annie percebeu que fugir com ele era uma loucura! Deixar a família, deixar os amigos, deixamos todos para trás para ir em busca do amor. Será que isso era certo? Será que o caso com Ben não serviu de incentivo que tomar essas decisões era errado? “Eu não consigo tirar os olhos de você” era o que dizia a música. Era isso que Simon demonstrava para Annie e o sentimento era recíproco. Por um breve momento. Por um simples momento. Será que não valia a pena deixar essa vida cheia de compromissos, protocolos, mortes, legislações, guerra entre as pátrias, para ir viver o amor? Não era isso que desejávamos para Annie por todo o sofrimento que ela presenciou? Todo esse tempo lutando em favor dos EUA, e somente por uma breve missão, ela percebeu que tudo isso valeu a pena e simplesmente morreu.
E não precisam me dizer que ela não morreu, por que eu sei. Mas é como se fosse. Estou vivendo em um mundo alternativo onde Annie morreu em pró de sua felicidade. Não quero viver em um mundo em que Annie Walker acordará, saberá que Simon morreu, será despedida da CIA e voltará a sua casa para viver a sua triste vida sem Simon.
“Quero viver com você. Você aceita fugir comigo?” Simon Fischer
Não deixaria de comentar que também senti pena, pela primeira vez, de Henry em saber que seu filho morreu nas mãos de um funcionário de confiança dele. A vida é difícil. E ser durão, irônico e tentar acabar com a vida dos outros, não o ajudou em nada. Agora ele está sozinho e com a culpa em si.
Só para constar, toda essa filosofia da review, está vindo da música citada anteriormente, a qual não consigo parar de escutar.
“Sim” Annie Walker
Não pude deixar de assistir a promo do próximo episódio que trazia Annie Walker vivendo dentro de um sonho. E para a minha surpresa, houve flashbacks mostrando ela com Simon, e em seguida, ela com Auggie prestes a lhe dar um beijo. Por um momento, ignorei o fato de que ambos têm alguma atração. Quero que Annie fique com Simon. Por isso continuo no meu mundo alternativo.
Eu sei que voltarei para essa verdade cruel, então simplesmente dedico essa review para esse amor que viveu em função das legislações patriotas. Mas foi verdadeiro. Simplesmente foi.
Grimm – Quill
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“A morte parou atrás dele e disse: siga-me, é a sua hora de partir desse mundo.”
Muita coisa aconteceu no último episódio de Grimm, Bad Moon Rising, e agora Nick convive com outra realidade. Seu parceiro de trabalho sabe que ele é um Grimm e pode ver criaturas estranhas. Sua namorada acordou do coma, saiu do hospital e voltou para casa, mas não consegue se lembrar que mora com o namorado e de nada relacionado a Nick.
Se antes do coma Juliette já estava confusa tentando entender as coisas que aconteciam com o namorado, imagina agora que ela nem consegue se lembrar dele e ainda escuta de Bud que Nick é um Grimm. Bud ainda tenta remendar inventando que Grimm é uma expressão usada para definir bons policiais que ajudam pessoas necessitadas. Certamente Juliette não caiu nessa.
Quem está numa situação bem melhor apesar dos últimos acontecimentos é Hank, ele sim tem se saído muito bem com a nova realidade. Conversou com Nick e tirou várias dúvidas, inclusive algumas dúvidas nossas. O mais engraçado é que Monroe ficou muito mais assustado quando soube que Hank já sabia da verdade do que Hank quando descobriu sobre os Wesens e Nick. Além de ter levado tudo relativamente numa boa, Hank se tornou um parceiro muito mais eficiente. Agora ele pode ajudar Nick como um policial normal e também lidando com os Wesens, como aconteceu no caso deste episódio.
Hank logo se beneficia de seus novos conhecimentos. No caso que ele e Nick trabalharam em Quill tiveram que lidar com um tipo de vírus que provoca uma febre hemorrágica e ataca especialmente os Wesens. Segundo Monroe, a fluvus pestilentia é a praga amarela do mundo antigo, responsável por devastar vilarejos inteiros. Nick e Hank descobrem um surto do vírus em Portland e a praga está matando os Wesens em pouco tempo.
Quem se deu bem no episódio foi Monroe, mas por pouco tempo. Depois de tomar coragem para convidar Rosalee para um piquenique os dois foram surpreendidos na hora do tão esperado beijo por um Wesen infectado por fluvus pestilentia. A boa notícia é que o vírus provoca uma libido fora do comum na pessoa infectada e Monroe adorou o repentino comportamento de Rosalee. No entanto logo ele descobre o verdadeiro motivo de tanto amor exalando na fuchsbau.
Monroe consegue preparar o antídoto para o vírus e Nick, com a ajuda empolgante de Hank, consegue salvar as vidas de Ryan Gilko e Rosalee. Monroe ainda tem a oportunidade de abrir o coraçãozinho de blutbad e contar a Hank que foi ele a criatura que o assustou no parque e fez Hank ter inúmeros pesadelos e visitar uma terapeuta.
O blutbad continua sendo o personagem mais engraçado da série e dá uma boa equilibrada na tensão de Grimm. Até nervoso ele permanece cômico, quando Nick chega com Rosalee no colo ele diz uma das suas frases dignas de meme: “Meu Deus, Nick, não precisava matá-la!”
Hank não ficou com raiva de Nick por não ter ficado sabendo antes da existência dos Wesens. Apesar de eu achar o comportamento dele de uma calma excessiva, no lugar de Hank acho que eu gostaria de ser “inserida” em um mundo mítico como o de Grimm. Nick também explica bem a situação a Monroe: Hank estava ficando louco e provavelmente não tinha outra escolha a não ser acreditar.
O surto de fluvus pestilentia foi contido, mas Nick nem sonha que problemas maiores virão. Seu chefe, o capitão Sean Renard, tem um informante que convive entre as sete famílias e através dele descobre que um tal de nuckelavee foi enviado para pegar as chaves de Nick. Renard já coloca a polícia de Portland a postos e Nick e Hank também ficam atentos a um “fugitivo da polícia”. No entanto o que eles não sabem é que o tal Wesen misterioso já está bem adiantado e vem espionando Nick. Por outro lado, Renard se mostrou muito irritado com a vinda do nuckelavee e pelo jeito vai ajudar Nick a se livrar dele. Para nós o mistério das reais intenções do capitão continua.
O próximo episódio de Grimm, The Good Shepherd, só vai ao ar dia 28 de setembro, quando o seriado passa a ser exibido nas sextas-feiras pela NBC. Nick terá que lidar com o novo Wesen que chegou em Portland especialmente para pegar a chave dele. Além disso, Juliette sofre cada vez mais com a sua perda de memória e Nick vai precisar ajudá-la antes que perca a namorada que ainda nem conseguiu virar noiva.
PS: Muito medo do gato que arranhou Juliette.
Leverage – The Real Fake Car Job
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Como venho dizendo há muito tempo nas reviews de Leverage é impossível imaginar a equipe sem Nate e as inúmeras insinuações de que ele está se aposentando prometem balançar a série até o final da temporada. Para piorar a situação o episódio The Real Fake Car Job não só insinua uma aposentadoria de Nate como de toda a equipe. O segredo do cérebro da turma não durou muito, Sophie deveria saber por Nate, Hardison não contou para Parker, mas Eliot ficou desconfiadíssimo depois do episódio The Gimme a K Street Job e a informação já conseguiu chegar a Parker também. Os diálogos entre a equipe tratam de uma possível aposentadoria e o que cada um faria da sua vida quando a equipe acabasse. Ainda é cedo para se falar em cancelamento da série, mas essa linha de desenvolvimento parece de temporada final.
Enquanto não descobrimos se Leverage vai encaminhando para a sua última temporada ou planeja só um susto maior para seus fãs nos próximos episódios, nos contentamos com o caso desta semana. The Real Fake Car Job não está entre os melhores episódios da temporada, mas mantém razoavelmente bom o nível da série.
O vilão deste “job” está no programa de proteção à testemunha da polícia federal e o objetivo da equipe de Nate é descobrir onde Gabe Erickson escondeu milhões de dólares que juntou aplicando golpes de ações e lavando dinheiro para a máfia. A vítima da vez é um incansável trabalhador que perdeu todo o seu dinheiro para o golpista. Nate atende o cliente no bar de Leverage que ficou muito mais interessante que o antigo escritório.
No trabalho de rua Eliot e Sophie estão fantásticos bancando o casal de assassinos profissionais e protagonizaram as cenas mais engraçadas do episódio. O caso pareceu simples, mas foi muito bem elaborado por Nate. Hardison chegou a abordar o “chefe” perguntando como ele sabia de tudo que poderia acontecer quando colocou o carro fake de Mussolini no caminho de Erickson. Nate é o cérebro da equipe e seus planos são muito elaborados. No entanto, a quinta temporada tem apresentado algumas histórias mais simples, às vezes parece que Nate está perdendo fôlego.
O caso de The Real Fake Car Job foi um tanto devagar, mas o encerramento empolgou. Podemos matar a saudade de Eliot socando uns caras maus, Nate fugindo amarrado em uma cadeira de rodas foi hilário, tivemos a histeria de Hardison por causa de seu refrigerante de laranja e até a máfia apareceu no final. Para encerrar tivemos a fuga estilosa de Nate, Parker e Hardison no carro fake de Mussolini.
O fato de ter sido quase assassinado neste episódio não deve ter ajudado na decisão de Nate em continuar trabalhando, deve sim, ter rendido mais pontos na decisão de se aposentar. Eu ainda espero um grande acontecimento na vida da turma de Leverage para mudar o ritmo dos acontecimentos, ou tudo pode passar de um plano de Nate. Ele pode ameaçar estar se aposentando para aparecer com algo muito maior. Vale lembrar que o slogan do cartaz promocional desta temporada de Leverage dizia “a vingança está no futuro”. Nate continua muito machucado com a perda do pai e sua vigança pode ganhar mais umas páginas.
Sophie anda bem centrada e preocupada com Nate, sutilmente tenta fazer com que ele esqueça o passado e siga com a sua vida em frente. No entanto o mistério que ronda Leverage é justamente o futuro de Nate. Sem nossos Robin Hoods modernos é inevitável o clichê… quem poderá nos defender?
Boss – Through and Through
07/09/2012, 19:05.
Paulo Serpa Antunes
Reviews
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Tenho pensado muito no papel das mulheres em Boss. Boss é uma série cruel, porque ela sugere que da idade média fictícia de Game of Thrones pra a Chicago dos dias atuais, pouca coisa mudou no que diz respeito ao papel das mulheres na política. Kane traiu a filha e prostituiu a esposa pra se manter no poder. Agora, neste episódio, trata Kitty como se ela não existisse e não tivesse o servido por tanto tempo, além de manipular a vida da doutora Ella de acordo com sua necessidade. Ao mesmo tempo, o vereador Ross perde Mona (que irá trabalhar com Kane, como eu imaginei), por ser um cuzão, claro, mas também por dizer a ela que “você não está aqui senão pela minha generosidade”. As mulheres não são mais do que objetos para estes homens.
É por isto que eu gosto tanto da Maggie, a esposa de Zajac. Ela é uma espécie de Meredith da nova geração. Uma mulher que está dentro do jogo, nas sombras, manipulando o marido – e perdoando suas constantes escapadas em troca de seu próprio desejo de status.
Mas qual será o destino dela? O mesmo de Meredith, quase morrer? E ainda achar que o que lhe aconteceu não passou de um capricho do marido? Um ato de vingança?
Não é fácil ser mulher no mundo de Boss.
* * *
“Boss. Consegui uma sala privada para funcionar como escritório”.
“Não me chame disso”.
Foi um bom episódio, que mostra mais uma vez que Kane consegue transformar a dor em capital político e que define sua nova equipe. Agora que venham as investigações sobre o autor do atentado. Minha opinião: o responsável não apareceu neste episódio.
Breaking Bad – Gliding Over All
06/09/2012, 14:02.
Marco C. Pontes
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O começo do fim.
Muita gente já via o momento em que Hank finalmente descobriria sobre Mr. White. O que faltava saber era quando isso finalmente iria acontecer. O 5×08 foi o último episódio do ano, finalizando a primeira parte da quinta temporada, que só volta com episódios inéditos (os oito restantes) no meio de julho de 2013. Até lá, só dá para ficar na expectativa: o que será que acontecerá em seguida?
O episódio já começou mostrando Walt confraternizando com Lydia, mas perceba que a ricina já estava pronta para matá-la. Eu acho que ter essa cena no início do episódio é brilhante, porque antecipa a reunião de Walt com Jesse e planta a semente que Walt poderia realmente matá-lo, a fim de manter as coisas limpas. Ainda assim, como Jesse, eu não pude deixar de sentir um pouco nostálgico quando Walt contou suas aventuras malucas com a RV. A parte emocional / nostálgico de mim ainda espera uma reconciliação entre os dois, mas a minha parte racional sabe que isso não vai acontecer.
Até Jesse foi cauteloso naquele momento, pois claramente devia saber que foi Walt quem orquestrou o assassinato de todos os detentos e contatos de Gus. Jesse finalmente entendeu o monstro que Walt se tornou, mas ele ainda não tem todos os fatos. Jesse sempre foi fiel, mas não consegue lidar com tudo que ele fez e tudo que Walt fez, e é questão de tempo até que ele descubra tudo que Walt já fez contra ele, e para que o grande embate entre os dois finalmente aconteça.
Bem quando ele finalmente chega ao topo do mundo, há uma coisa que Walt nunca vai conseguir controlar: seu câncer. Foi uma cena bem breve, mas tenho certeza que o câncer de Walt voltou. Deve ser muito difícil para ele, conseguir manipular tudo e matar todos para conseguir o que quer, e não ter nenhum controle sob seu próprio corpo.
Por mais que Walt esteja no controle, Skyler (Anna Gunn) é a única pensando no futuro. Depois de uma intervenção de Marie (tipo assim, mulher vai criar seus filhos!!), Skyler confronta Walt, mostrando pilhas e pilhas de dinheiro (todo mundo queria estar lá para pegar um pouco – ou todo- dinheiro), quer saber o quanto mais precisa ter para ter a família de volta. É uma jogada ousada de uma mulher que apenas alguns episódios atrás disse para o mesmo homem que ela esperava que seu câncer voltasse logo. Obviamente vendo o efeito de sua separação de seus filhos tem seu preço, resolve criar outro caminho para conseguir o que quer, o que necessita.
Agora, era óbvio o que iria acontecer quando Hank entrou no banheiro. No começo do episódio, Hank tinha contado uma história sobre seu trabalho de faculdade de marcação de árvores na floresta para uma empresa madeireira. O que ele fez foi quase a mesma coisa que ele faz agora com o DEA – ele investiga, marcando suspeitos e apontando a máquina na direção certa para encurralar os bandidos. Ele disse a Walt que tinha pensado muito sobre esse trabalho, como era muito mais fácil marcar a árvore errada, ou perder a certa, do que era para fazer o mesmo com os criminosos. E acontece que foi por um bom motivo – a árvore que ele está tentando marcar a um ano está bem na sua frente.
Durante toda a temporada, ficávamos pensando quando que a arrogância de Walt finalmente sambaria na cara do mesmo. E nesse último episódio, isso finalmente aconteceu – por meio de um livro que Walt obviamente era muito orgulho para jogar fora. Eu acho que Walt tem dois adversários para lidar no resto da temporada: Hank tentando prendê-lo e Jesse tentando matá-lo. Walt é tão ignorante, que provavelmente nem deve perceber o que está acontecendo até ser tarde demais e quem sabe os últimos episódios não ele não pode realizar ou está acontecendo até que seja tarde demais, e os últimos episódios podem ser apenas uma corrida para tentar se safar.
P.S: Pensei, de verdade, que a bebê iria se afogar na piscina naquela penúltima cena. Estavam dando muito ênfase no que Junior estava fazendo com ela.
P.S: Genial e ao mesmo tempo assustadora a cena em que todos os detentos são mortos em dois minutos.
P.S: A cena de Hank foi literalmente a cagada mais reveladora de todos os tempos!
White Collar – Compromising Positions
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Neal finalmente tem seu encontro com o policial disfarçado Samuel Phelps. O famoso Sam é interpretado pelo ator Treat Williams, conhecido pelo papel de Dr. Andrew Brown em Everwood. Williams também fez recentemente uma participação em um episódio da quinta temporada de Leverage. Sam mostrou que não confia em Neal, dá poucas respostas e tem muitas perguntas. O encontro não foi o que Caffrey esperava, mas ele e Mozzie estão engajados em descobrir mais sobre o policial amigo de Ellen.
A conversa de Caffrey com Sam revelou que o buraco por trás da família de Neal e do que aconteceu com Ellen é bem mais embaixo. Depois de anos no sistema de proteção a testemunha Ellen foi pega justamente após ter se aproximado do FBI. Segundo Sam quem está por trás disso tudo tem postos muito altos na política e no próprio FBI. Mozzie impressiona e, além de pedir mais cuidado com Sam, sugere que Neal trabalhe junto com Peter, sem o agente do FBI reportar tudo que acontecer.
No entanto, depois de tantas enrascadas não vai ser fácil Peter andar fora dos eixos. Neal até tenta conversar com Peter, mas percebe que o agente não está tão aberto a entrar em uma enrascada de novo. Depois de ter quase perdido o emprego Peter fica receoso e Neal acaba não contando do encontro que teve com Sam. O caso que envolveu esse episódio acabou dando várias pistas a Peter de que Neal e Mozzie estão aprontando alguma e o agente do FBI descobre que Neal está escondendo algo.
O caso de Compromising Positions gira em torno do depoimento de Peter em um júri importante. Os problemas começam quando o promotor do caso é chantageado por uma profissional especializada em resolver problemas. Landon Shepard foi contratada pelo réu Victor Delancy para ajudar a livrá-lo das acusações. Quando Peter e Neal tentam investigá-la descobrem que Shepard tem um cliente muito fiel: a Sterling Bosch. Sara volta a participar de White Collar neste episódio e é peça fundamental para resolução do caso.
Neal e Peter pedem a ajuda de Sara, mas não foi tão fácil como eles imaginaram encurralar Shepard. Neal é chantageado pela “consultora executiva” e acaba com o plano do FBI. Caffrey é abordado por Peter e fica em péssima situação com o agente, mas sua mente brilhante logo tem outra ideia para pegar Shepard, e uma ideia bem mais divertida.
O plano de Neal faz com que Compromising Positions apresente as cenas mais engraçadas da atual temporada de White Collar. Para forçar Shepard a desistir do caso de Delancy, Peter precisa tirar fotos comprometedoras com Sara. Quando as fotos chegam a Delancy, Shepard se nega a usá-las devido a sua lealdade a Sterling Borsh e a Sara. No entanto, o mais perigoso de tudo foi Neal e Peter terem que contar à Elizabeth e Sara qual era a ideia que os dois tiveram para derrubar Shepard e Delancy. Melhor que essa situação só a encenação das fotos em que Elizabeth fez questão de estar presente e de dirigir o marido.
As cenas mais engraçadas de White Collar são sempre as que brincam com a fidelidade de Peter e o medo que ele fica de Elizabeth. O que é muito mais engraçado ainda é que Elizabeth normalmente não fica com ciúmes, ajuda Peter na encenação e ainda dá muita risada do marido. Por essas e outras que os dois formam um dos casais mais fofos e engraçados da televisão.
Quem ajuda a encerrar o caso pra variar é Mozzie e novamente ele está fantástico fazendo Peter não tomar conhecimento das partes ilegais do trabalho dele. Como normalmente acontece Peter fica maluco trabalhando com Mozzie e quando questiona “da onde ele veio”, Mozzie responde com estilo: “há 45 anos um enigma abraçou um paradoxo de forma especial”. Sem comentários.
Mozzie foi fundamental para solucionar o caso desse episódio e contou com um novo amigo: o bebê falso e boneco multi uso que ele chama de Barty. No entanto, acabou sendo pego por Shepard, tem uma crise de identidade, diz que passou “muito tempo na ilha” e precisa ir para Arruba para recuperar seu estilo. Mozzie ainda nos brinda com o truque de assassinar uma maçã com uma carta. Truque que ele não acerta.
Depois de tirar Shepard do caso, o promotor não tem muita dificuldade no júri de Delancy. Quem ganhou o dia foi Neal que acabou sendo requisitado para depor no julgamento, fez até uma experiência química para os jurados e garantiu a acusação de Delancy.
Compromising Positions não teve um dos melhores casos de White Collar, mas foi o episódio mais engraçado da temporada e contou com participações especiais interessantes. Shepard é uma personagem que promete aparecer novamente no seriado. Ela até ofereceu seu trabalho a Peter caso ele precise se livrar de alguma enrascada. A consultora percebeu que o agente do FBI vive uma situação complicada com Neal.
Peter sabe que Neal e Mozzie estão aprontando algo e que, cada vez mais, manter Caffrey como consultor no FBI tem sido perigoso. Peter disse a Shepard que é preciso fazer “coisas que não gostamos para ajudar as pessoas com quem nos importamos”. Por outro lado, Shepard define bem a situação com Neal: “ele é escorregadio, bem como a linha entre o certo e o errado”.
The Newsroom – The Greater Fool
04/09/2012, 18:00.
Tiago Oliva
Reviews
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Antes de entrar nos comentários do episódio, gostaria de esclarecer o óbvio. Esse, como toda review, é um texto extremamente parcial. Para não restar dúvidas decidi, inclusive, escrevê-la em primeira pessoa. Penso que esse esclarecimento é necessário uma vez que a minha opinião sobre a série é fortemente sugestionada pela minha experiência com as obras do criador da série, Aaron Sorkin. Antes da estreia escrevi um texto sobre o caminho do roteirista até The Newsroom e consequentemente o que esperar da série. Fato é, que diante de obras primas como The West Wing e A Rede Social, era mais que aceitável esperar uma obra nada menos que genial. Mas isso não aconteceu. Feitas as devidas considerações, vamos ao episódio final da temporada.
Sempre esperamos para o final de uma temporada a resolução das tramas desenvolvidas, bem como a introdução das tramas seguintes. E isso foi feito. Talvez de forma não tão satisfatória, mas foi feito. O pentágono amoroso Sloan-Don-Maggie-Jim-Lisa rodou, rodou, rodou e parou exatamente no mesmo lugar. Alguém me explica o que impede essas pessoas de ficarem com quem eles realmente querem? Quantas vezes o Jim percebeu que gostava mesmo era da Maggie, e depois resolveu ficar com a Lisa, mas na verdade ele gosta de verdade da Maggie, que se sente segura com o Don, mas no fundo gosta do Jim, que… É de deixar a “Quadrilha” de Drummond no chinelo. Alguém já viu, na vida real, um homem dispensar seu interesse amoroso porque o seu rival se mostra alguém que se faz de mau, mas na essência é uma boa pessoa? Eu peço, por gentileza, que releiam a última frase. Ainda descobrimos que a Sloan sempre teve um interesse secreto pelo Don. Eu não poderia me importar menos com isso. O mesmo vale para o Will e a Mackenzie. O motivo de não ficarem juntos não poderia ser menos convincente. Todos esses impasses amorosos serviriam muito bem se estivessem em uma série adolescente da CW.
A resolução do caso das escutas telefônicas não foi nem um pouco mais satisfatório. Aquele truque de entregar um envelope com uma receita para arrancar a confissão do Reese foi uma das coisas mais preguiçosas que eu já vi na TV. Sem contar que usar de chantagem, mesmo que com um argumento maquiavélico, não cai nada bem para quem prega o tempo todo a ética, a moral e os bons costumes. Menos convincente ainda foi a crise de consciência da jornalista de fofoca da TMI.
Novamente apenas a parte jornalistica funcionou. A crítica aos critérios de votação como forma de impedir que uma classe de pessoas menos privilegiada possa votar foi realmente muito séria. O problema é que fica complicado focar só nisso. Ouvi em algum lugar que as pessoas deveriam se preocupar menos se o Jim e a Maggie vão ficar juntos e mais com a parte crítica. Se não quisessem que nos importássemos com isso, não estaria ali. Até porque a parte romântica está longe de ser apenas pano de fundo. Ela toma boa parte do tempo de arte da produção. É impossível dizer que não é para que o telespectador não se importe com isso. Estranhamente a série vem alcançando números interessantes de audiência. Eu até incorporaria o Will Mcavoy e faria um discurso sobre como os americanos tem o pior gosto do mundo, mas fica pra uma próxima oportunidade (Não que eles não devessem estar assistindo a série. Eu estou assistindo a série. A culpa talvez seja por causa do ressentimento do cancelamento de Studio 60 por baixa audiência, série que é, na minha humilde opinião, muito melhor que The Newsroom). Já sabemos que houve uma grande mudança na mesa de roteiristas para a próxima temporada. Eu realmente espero que isso faça alguma diferença. Estamos em ano de eleição presidencial americana. Histórias pra contar com certeza não vai faltar.
Covert Affairs – Loving The Alien
04/09/2012, 12:57.
Mario Madureira
Reviews
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Quando Simon pegou o passaporte de Annie e logo em seguida começou aquele assobio, já imaginei: a Annie vai passar por maus bocados. Mas quando foi que ela não passou, não é mesmo? Loving the Alien soube explorar muito bem o quesito interpretativo de Piper, referente à mudança de personalidade nos disfarces de Annie.
Nesse episódio conhecemos um pouco de Cuba e também de Hector, um dos aliados de Simon. Mas o homem era perigoso e percebeu de cara que Annie não era uma mulher comum. Devo ressaltar aqui que estou maravilhado com essa temporada, pois os roteiristas estão sabendo lidar muito bem com a primeira experiência linear com a série. É claro que tivemos aqueles velhos episódios de sempre relatando alguma missão rápida, mas esse caso de Simon está rendendo ótimos momentos para o show.
Já falando sobre momentos, é nessas situações que vemos Simon – o vilão da história – deixar de lado o seu caráter picareta, para mostrar o homem sem máscaras que gostaria de ver o mundo como uma forma de oportunidade para amar. E o que torna esse contexto mais interessante ainda é saber que Annie também está se sentindo atraída por ele. Apesar de ambos terem seus próprios interesses, eles não conseguem negar o fato de que o fingimento está se tornando realidade de fato.
“O amor nos faz fazer coisas incríveis” Simon.
Mas será que Annie teria coragem de abrir mão de uma grande oportunidade para a carreira dela para ficar com Simon? Quer dizer, não era isso que ela deveria fazer desde o início? Conquistar sua confiança? De que forma ela achava que conseguiria isso? Somente ficando com ele? Era óbvio que ele deveria se apaixonar por ela para que isso acontecesse e achei um tanto ingênuo da parte de Annie de não ter reparado nisso.
E palmas para Auggie que conseguiu retirar alguma informação do pai de Jai. E acabei de descobrir que o meu problema não é somente com Jai. Também não gosto de Henry. Ou seja, possuo um ódio profundo pela família Wilcox. Mas apesar desse ódio acumulado, quando alguém escuta de outra pessoa o lado de seu filho que não veio de você, isso mexe com suas estruturas, principalmente pelo fato desse filho estar morto. Entendo os motivos de Henry por não querer compartilhar alguma informação com alguém, pois queria fazer justiça com as próprias mãos, mas a verdade é que ele não sabe quando ele sairá da prisão e por isso seria muito mesquinho da parte dele de não dizer o que sabe.
Também descobrimos que não é somente Auggie que é um controlador de pessoas. Pelo jeito, Joan também é! Afinal de contas, se não fosse ela, nunca o marido teria aquele jantar. Será que isso foi realmente um favor? Será que Joan percebeu que ela está sendo irracional em relação ao novo emprego do marido? E pela primeira vez, vi Arthur irritado com alguma coisa a ponto de jogar pratos na mesa. Mas a verdade é que um julgamento é algo que fere. Principalmente vindo de alguém que você confiava.
Acredito que Loving the Alien tenha sido uma ótima cartada para o próximo passo de Lena, que inclusive adorei tê-la de volta nesse episódio (mesmo me lembrando da velha Nina de 24 horas). No próximo episódio, teremos um grande golpe na CIA que fará com que Annie tente salvar Simon de uma grande emboscada! Será que finalmente as máscaras cairão?
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