TeleSéries
Boss – Mania
27/09/2012, 00:41.
Paulo Serpa Antunes
Reviews
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“Há ocasiões com o Corpo de Lewy no qual o comportamento pode parecer maníaco. Isso é algo que você perceba em você?”
A obsessão de Kane por emplacar o projeto habitacional em Lennox Gardens, a todo custo, quem diria, não tem muito a ver com redenção. É sim mais um sintoma de sua doença. E isto o leva a uma crise tão grande quanto aquela que o isolou no primeiro ano da série. O projeto está em risco, por dificuldades que o próprio Kane cria nas manifestações de seus delírios e pelo desejo de vingança de seus opositores – que já fizeram uma vítima.
Mania é o tema do episódio. Mania do ponto de vista psiquiátrico. Mas temos também outras manias, aquelas das pessoas comuns. O vício de Emma, o hábito de Ian de usar o sexo como moeda de troca na política, a obsessão de Maggie por controlar da imagem pública de sua família, o conflito de Sam em buscar a verdade mas não querer sujar as mãos e a tendência da Kitty de se envolver sexualmente com homens dominantes. Manias.
A cena em que Kitty tenta seduzir Sam Miller é uma das minhas preferidas na temporada. Gosto dela porque é anticlimática. Kitty recusou os avanços de Sam há alguns episódios. E agora, no momento em que ele mostra mais firmeza da caráter e pulso, ela se sente sexualmente atraída por ele. O fato de Sam recusar os seus avanços e não ir atrás dela acaba no banheiro acaba gerando um momento único, e até cômico (tivemos outro ainda, do juiz-porco), o que é raro de vermos em Boss.
A tal informação que Kitty tinha eram as tais fotos de Zajac transando com a esposa do vereador Ross. Eu realmente não esperava que ela fosse usar a munição pesada tão cedo na disputa ao governo do estado. No fim o debate (ou o fim do debate) acaba roubando o episódio – eclipsando até mesmo as boas cenas de Kane. E revela a hipocrisia de Maggie Zajac, que usa até mesmo a imagem de “boa esposa” pra anunciar que o deixará. Diferente da “Good Wife” da série da CBS, que descobre que é traída junto com a opinião pública, Maggie sempre soube das escapadas do marido. O que a afasta é o que a informação pública faz com sua imagem e a imagem que seus filhos tem dela.
“Aparentemente, é verdade. O demônio nunca dorme.”
Descobrimos ainda que o atirador que tentou matar Kane ainda está livre. Mas isto fica pra outro momento. Agora é a hora de Kane ir para o Canadá. E o caos se instalar em Chicago.
White Collar – Vested Interest
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O que mais marcou o episódio anterior de White Collar, Gloves Off, foi a briga entre Peter e Neal e eu realmente achei que a coisa era séria. No entanto, os dois não conseguem ficar muito tempo bravos um com o outro. Na realidade Neal ficou de cara com Peter por uma coisa que o agente fez para ajudá-lo e esse tipo de situação é fácil de ser perdoada entre amigos, principalmente quando o motivo de tanto aborrecimento resolve aparecer em seguida: Sam.
E notícia ruim deste episódio ficou por conta justamente de Sam. Além de desapontar minhas expectativas sobre o desenrolar da sua história, Sam decepcionou também a Neal. Peter novamente foi fundamental e descobriu que o pai de Neal estava se passando por Sam e enganando o filho. Eu temia esse tipo de desenvolvimento porque é solução um tanto óbvia e já vinha sendo especulada, mas talvez a série consiga dar um andamento bom para essa situação. Afinal, White Collar é mestre em trabalhar assuntos que parecem comuns, mas que acabam tomando direções interessantes.
Ainda tento manter a fé em White Collar, mas cheguei a ficar com medo que o episódio acabasse antes de Peter desvendar quem era a pessoa que estava se fazendo passar por Sam. Ainda bem que isso não aconteceu, pois o olhar de Neal para Sam ao descobrir a verdade valeu o episódio inteiro e se encarregou de deixar os fãs se roendo de curiosidade para a volta do seriado. Como será que Neal vai reagir? Como você reagia no lugar dele? Dá vontade de abraçar o coração de Neal, mais forte que o super power colete à prova de balas TGV-6, do dr. Drugov.
Quem não decepciona e sempre merece um destaque é Mozzie e ele estava hilário ameaçando Sam com um saca-rolhas, mas quem ganhou a cena dessa vez foi seu rato Percy – lembrei do Percy do Harry Potter, irmão do Roni que era dono do ratinho Perebas. Com a ajuda de Percy, o rato, Neal conseguiu enganar Peter e usar o FBI para descobrir quem está atrás de Sam. Gostei da edição e do ritmo das cenas mostrando o planejamento e a ação do “golpe” de Neal em Peter. Mas melhor ainda foi a atuação de Percy deixando Jones aterrorizado, não é a toa que seu dono é Mozzie.
Apesar de termos um rato nas participações especiais as melhores cenas foram da birra de Neal com Peter. Sim, porque a briga virou uma birra. A cena inicial da máquina de café foi ótima, Neal fez questão de recusar o café de Peter, mas depois ele compra café na rua. Mais tarde, Neal ainda tenta se servir de café no FBI sem Peter perceber. Duas crianças. Peter precisa de muita paciência para lidar com Neal, e ninguém consegue fazer isso tão bem quanto ele. A birra toda foi para o espaço quando o agente assumiu que aceitou o acordo inicial de parceria com Neal por gostar dele e por perceber que o que fascinava Neal nos golpes não era o dinheiro e sim o desafio.
As brigas e birras constantes de Neal e Peter nesta temporada não preocupam tanto. No entanto, ao contrário das primeiras temporadas de White Collar, os casos deste quarto ano têm deixado a desejar, muito pelo tempo que demanda a trama secundária da série, que trata do passado de Neal. Neste episódio não foi diferente, apesar da ótima cena de Neal salvando Peter no meio do tiroteio a resolução do caso foi mais rápida e simples do que os casos iniciais da série.
Me lembro de episódios em que ficava angustiada porque terminavam rápido demais, os cerca de 40 minutos passavam voando. Tenho saudade dessa sensação ao assistir White Collar. Apesar da série estar ainda em um bom nível, estou com saudade daqueles episódios arrasadores. Talvez se os casos começarem a se cruzar mais com o desenvolvimento da trama de Neal a série consiga mais ritmo. Parodiando um pouco o que Peter disse sobre Neal, talvez eu não tenha sempre confiança em White Collar, mas sempre terei fé.
White Collar volta com o episódio 11 da quarta temporada só em janeiro de 2013. Até lá os fãs da série podem comemorar a recente renovação do seriado para uma quinta temporada de 16 episódios. Mesmo o atual ano de White Collar não sendo do mesmo nível dos anteriores o canal USA continua apostando no drama de Jeff Eastin. Os fãs de Tim DeKay também podem comemorar, o ator está confirmado em uma participação no seriado Body of Proof. Matt Bomer também não ficou para trás, rumores afirmam que o ator está sendo sondado para interpretar o personagem Christian Grey no filme baseado no recente sucesso literário 50 Tons de Cinza.
Boas notícias rondam White Collar durante esse hiato da série. Espero que em janeiro Peter e Neal voltem com tudo para os últimos episódios da temporada e façam o que normalmente a série consegue fazer muito bem, uma season finale do c#@%&*.
Bones -The Partners in the Divorce
26/09/2012, 11:01.
Maria Clara Lima
Reviews
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O que faz de Bones… Bones? É apenas uma série policial, uma história de amor, uma comédia de crimes e resoluções mirabolantes. O que faz de Bones a mesma série que estreou naquela primavera de 2005? São as loucuras da Brennan, regadas ao mais alto nível de racionalidade, e claro, seu espírito livre? O complexo de bom moço do Booth e a falta de paciencia com pitadas de compaixão que ele tem com a parceira? Seriam as briguinhas divertidas e o amor proibido? A mania de conspiração do Hodgins, as tiradas da Angela, as caras da Cam, o tempo perfeito dos squints? Ou talvez os casos malucos, os diálogos sensíveis e honestos, a parte científica, as caveiras, a eterna lembrança que a vida humana é frágil.
Pergunto isso porque cheguei um dia a pensar que Bones não era mais Bones… algo incomodava, não reconhecia a série e não sabia porquê. Mas The Partners in the Divorce teve tudo o que faz de Bones, Bones. Pude perceber quais elementos estavam faltando e foi como voltar para casa, depois de passar muito tempo longe. Sem esquecer, claro, que a distância oferece perspectivas mais amplas, sempre.
Altos
Foram muitos os pontos altos desse episódio. Começo pelo roteiro bem cuidado, cheio de sensibilidade e referências. Uma espécie de recompensa para os mais de 7 milhões de fãs que resolveram assistir The Partners in the Divorce.
Sentia falta das aberturas divertidas e críticas. Não aquele total pastelão de alguém encontrar um corpo e sair gritando aterrorizado. Os dois mendigos atrás de algo para comer, falando da resseção e da falta de sorte me lembrou o quanto a vida humana é frágil. Certas vezes, totalmente descartável.
As brincadeiras com o corpo carbonizado chegam a ser mórbidas, mas é isso mesmo, uma vez mortos, só nos resta os ossos. Finn Abernathy se tornou meu squint preferido. Ele tem a genialidade da Brennan e o coração dócil do Booth, e consegue por em perspectiva o que talvez os dois não vejam. Adorei ter sido ele a pessoa a encorajar a Brennan a buscar ajuda. Lembro-me do episódio no qual ele foi introduzido na série, quando a única pessoa a ser honesta e direta com o jovem estagiário foi a dra. “Coração Gelado”. Foi uma troca justa – que veio declaradamente na fala de Finn sobre o prazer de trabalhar com a Bones. Diálogos sensíveis e honestos servem para ensinar que a ficção é um espelho da realidade.
B&B curtem um amor que foi “proibido” por muito tempo. As briguinhas não faziam mais parte do cotidiano dos dois, desavenças sempre, mas brigas não. Mas para entender porque a tensão foi o grande foco desse episódio, volto lá em The Parts in the Sum of the Whole, uma apresentação única dos personagens da série. Brennan era extremamente independente, distante e medrosa. Vou pontuar duas cenas que me chamaram bastante atenção no centésimo episódio: quando a Brennan vai embora no táxi e quando ela grita com o Booth e bate nele depois de ser agarrada pelo braço pelo seu futuro parceiro. A resposta para as minhas inquietações veio na explosão da doutora nesse episódio. “Você não vai me falar o que fazer, não somos casados, nós dois somos livres e eu estou bem assim”. Ela decidiu não passar a noite com o Booth por medo, por pensar que um dia poderia acordar e ter a necessidade de sentí-lo, de amá-lo. E por saber disso, saber o quanto ela estava vulnerável, e por não aceitar também que ele tivesse a palavra final em sua vida, eles começaram a brigar.
Brennan se entregou ao Booth. Se arrependeu por medo de quase perdê-lo. Se tranformou para entender melhor o homem que ela amava. Sem contar que teve uma filha dele. É muita coisa para processar. Muita coisa para deixar para trás. Sem deixar para trás.
A química entre os dois estava nitroglicerina pura nesse episódio, e claro, com o talento da Deschanel, tudo ficou mais genuíno. Uma lição clara de como ter personalidade e não se anular em um relacionamento. Você se adapta. E não é porque Booth não é necessário, que ele não será a escolha dela.
Adorei todas as cenas de B&B juntos. Investigando, interrogando, apenas sendo eles, não tenho do que reclamar. Confesso que me doeu o coração a história do carrossel, mas o final recompensou esse “pequeno” deslize da nossa geniazinha.
“King of the Lab”, “I don’t know what that means”? É Natal e ninguém me falou? Quase dei um grito quando ouvi isso. Além de achar super divertido as citações antropológicas da Brennan e a tentativa dela em fazer referência a cultura popular citando o Papaléguas.
Outra referência que me fazia falta era a mania de conspiração do Hodgins e as tiradas da Angela. Quer mais amor do que esses dois? Começo a acreditar que os personagens de Bones são os melhores da TV. Sem tirar as carinhas da Cam (alguém já fez um tumblr para ela?).
É, o Sweets virou homem finalmente, e eu gosto disso.
E é isso que faz de Bones, bem… Bones.
Baixos
Gostaria de encontrar algo de ruim nesse episódio mas não consigo. Alguém me ajuda? O que teve de ruim aqui? Sério! Vi o episódio quatro vezes e não consegui exergar nenhuma falha grande. Talvez um pouco de descuído nos efeitos especiais. Mas quem liga para isso quando você tem toda uma história baseada na perfeição?
Nem a mirabolante engenhosidade da Angela me incomoda mais. Viva as loucuras tecnológicas! Viva!
Bom, talvez a falta de grandiosidade do caso. Apesar da história do advogado ter tido bastante impacto na vida de B&B, não curto muito essa coisa de procedural, mas é assim que é.
Quero falar mal. Adoro falar mal. Por favor, Bones, deixa?
The Partners in the Divorce
Ótimo segundo episódio. Geralmente, eles ficam no limbo da mediocridade, mas nesse caso, o segundo episódio foi bem mais que isso, foi uma esforçada maneira de fazer a oitava temporada uma das melhores da série. Ou seja, continuidade.
Não acredito que essa temporada não terá episódios ruins, mas se há alguma indicação de que Bones voltou a ser Bones – com o diferencial de não ter esquecido os oitos anos dessa jornada, The Partners in the Divorce é um bom exemplo disso.
No episódio passado, falei muito de evolução e de como Bones mudou nesses últimos anos. Sei que uma das maiores críticas ao seriado é justamente por causa desse sentimento de que a série tomou caminhos adversos ficando difícil reconhecer até os personagens principais. Cito os assassinos desse episódio para revelar uma epifania que me pareceu resumir o que senti assistindo o segundo episódio:
“Todo mundo muda. Se você não acredita nisso, sinto muito”
Mudar é diferente de evoluir. Mudar para mim quase sempre soa falso, forçado e um tanto quanto prepotente. Não acredito em mudanças, e sim na evolução. Mudar é um decisão quase sempre desesperada, muitas vezes mesquinha. Evoluir é aprender com erros e valorizar os acertos. Brennan e Booth não mudaram ao longo dos anos, eles evoluíram.
Na sétima temporada, o sentimento era de que mudanças aconteceram sem ao menos haver um aviso prévio. Eram mudanças daquelas que assustam, pegam desprevinidos. Mudanças que nem todos concordaram. Como assim a Bones teve que mudar tanto pelo Booth? Isso incomodou.
Vendo agora, tudo parece mais claro. Aquilo não era uma simples mudança, era a exteriozização de perdas e ganhos que aconteceram ao longo de seis anos, catalizado pela chegada da Christine. Nesse episódio, ficou bem claro a diferença entre mudança e evolução. Bones sempre foi a Bones. Sempre será a louquinha racional que faz o que bem quer. Sendo que agora, depois de aprender a confiar, de saber o que é perder, de aceitar compartilhar e amar sem temer, essa Bones, sabe fazer coisas racionais para provar o seu amor pelo parceiro.
Bom, da próxima vez que alguém falar que Bones mudou, lembrem de que cada caminho, cada história, sem uma curva fechada, e que você só avança se souber conduzir muito bem o seu destino. Torne-se um melhor motorista, aprenda com cada buraco, cada sinal vermelho, com o tempo fica mais fácil saber se manter na trilha. Me desculpem a analogia, não sou boa com esse tipo de coisa, mas o que quero dizer é que há quase dois anos, quando comecei a ver Bones, – explico que minha atração tardia deveu-se apenas pelo meu amor doentio – ou seja viciante – pelo Boreanaz desde Angel e pelo medo da série ser uma nova Arquivo X – trauma jamais superado -, uma amiga me alertou: “confie no Hart”. Como mineira, sempre desconfiada, confesso que só agora ele está me ganhando. Acho que realmente ele sabia o que estava fazendo esse tempo todo, mesmo depois de tanta sacanagem.
A cena final, por exemplo, resume bem o que quero dizer. Ou o que tento dizer desde a semana passada. Cumplicidade não se consegue da noite para o dia, nem o amor. A Bones se sentir presa por causa da relação com o Booth é algo natural, compreendemos isso por saber que ela sempre foi uma pessoa livre. Ter um filho com o Booth acelerou muito a relação dos dois, e ter se separado dele, colocou em cheque a necessidade dela se ver ao lado dele, para sempre.
Mais uma vez, ela surpreendeu em buscar ajuda, ao tentar entender como a situação estava afetando sua vida, o seu eu. Ainda mais para alguém que nunca acreditou em psicologia, mas que confia no bom amigo Sweets para buscar outras perspectivas. Isso, amigos, não é mudar, é apenas evoluir.
Só queria dizer também que intimidade é uma M*&¨%, hã? Booth quase estragou o momento mais romântico da série. Eu disse quase, porque na verdade, química, tensão, amor, definem o que foram os segundos finais desse episódio, que é sempre uma das partes mais esperadas da semana.
Lembro também da música. Momento onde os acordes de alguma banda ainda desconhecida pela maioria se mistura com as linhas do roteiro, e faz da cena algo para ser lembrada. Em The Partners in the Divorce, Mia Dyson ficou com essa missão. Na trilha, To Fight Is To Lose passa a mensagem que parece óbvia, mas sempre é bom de ouvir: brigar nunca é a solução.
Meninos e meninas, fiquem agora o vídeo promocional do próximo episódio. E até semana que vem! “Hell or high water” – como diria o Booth.
PS. Alguém percebeu a referência ao “free agent” do Boreanaz? Será que ele estava se referindo a esse episódio quando tuitou aquele infame tuíte?
PS2. Obrigada, Hart, por nos ouvir (ao menos uma vez).
Parenthood – Everything Is Not Okay
26/09/2012, 10:49.
Tiago Oliva
Reviews
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O meu maior medo em relação à Parenthood é que ela seja obrigada a ceder a pressão por melhores números de audiência, introduzindo tramas rasas e caindo em lugar comum. Quando fiquei sabendo do câncer da Kristina, essa foi uma das coisas que me afligiu, mas depois deste episódio acho que novamente a série pode surpreender. Uma das coisas que mais me incomodam é personagem que descobre a doença e continua vivendo como se nada tivesse acontecido e fazendo piadas a todo o momento. A vontade que dá é pegar a pessoa pelo braço e explicar que a morte está batendo à sua porta. Nesse sentido, a série me deixou bem mais tranquilo. A rendição da Kristina diante do medo foi muito honesta. Como o próprio nome do episódio diz, não está tudo bem. Tão corajoso quanto fingir que está tudo bem é reivindicar o direito de sofrer quando é necessário. Só achei a amiga com câncer um pouco forçada, mas não acho que isso chegará a ser um problema.
O comportamento do Adam não foi menos honesto ou sincero que o da Kristina. Na verdade, acho que o episódio foi mais sobre ele do que qualquer outra coisa. Todos os conflitos dos outros membros da família serviram apenas pra mostrar que o personagem não vai poder parar sua vida pra cuidar da mulher, e que essa doença afetará não só o seu núcleo, mas todos que o circundam. E que legal foi a Amber quase sentindo orgulho por ter sido escolhida como a válvula de escape do tio. De toda a família, ela foi a eleita como aquela pra quem o Adam não precisa fingir que está tudo bem, já que ele não pode contar com a esposa ou com o pai, que sempre foram seus escudeiros.
Mas como nem tudo é só câncer, também achei bacana eles retornarem ao problema de coração do Zeek. Ao que parece, os personagens passarão bastante tempo no hospital durante essa temporada. A parte da Sarah e do Hank também foi legal. O problema que vejo na personagem é que ela parece não evoluir. Enquanto todo mundo está passando por problemas realmente sérios, ela parece estagnada em dramas quase adolescentes. Acho que ela deveria ter sido escolhida pelo câncer. Foi estranha também a parte (ou ausência dela) da Julia. Muitos podem dizer que já se passaram 6 meses desde a adoção, mas há dois episódios atrás o garoto mal olhava para ela. E de repente está tudo ok? O novo filho já está completamente adaptado à família? Acho que o caso teve uma resolução muito fácil. Espero que voltem nisso (desde que não seja com a mãe do garoto reivindicando sua guarda).
Eu sei que não é todo muito que gosta de falar de aspectos técnicos, mas queria fazer uma pequena observação sobre o trabalho da direção nessa temporada. Tudo é tão certo e tão no seu lugar, que passa a impressão de que não tem ninguém dirigindo e tudo não passa de um improviso perfeito. O roteiro ainda conta com a ajuda de uma trilha e fotografia de deixar qualquer cineasta com inveja. Parenthood está agradando. Falo sem medo de errar que é o melhor drama da TV aberta, atualmente.
Hawaii Five-0 – Lã O Nã Mãkuahine
25/09/2012, 22:21.
Anderson Narciso
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Aloha! Ah, como é bom respirar novamente o ar do Hawaii. E melhor ainda sabendo que a partir desta temporada teremos nossas reviews semanais de Hawaii Five-0. É com muita felicidade que assumo esta responsabilidade de estar comentando aqui no TeleSéries com vocês, sobre uma das melhores séries policiais da atualidade.
E o que a define assim? Episódios como esta estreia de temporada que não deu tempo da gente respirar direito. Sensacional, é o adjetivo que descreve o episódio que abriu o terceiro ano de H50. Na temporada passada (não lembra o que aconteceu? Veja aqui) tivemos um final de arrepiar. Dois personagens entre a vida e a morte e ainda revelações bombásticas. Chin tinha de escolher apenas uma para ser salva, após ser chantageado por Frank Dellano: ou seu amor Malia ou sua prima Kono. No último episódio tínhamos visto que Chin havia escolhido Malia, mas que o estado dela não era muito bom. Ela estava baleada e sangrava muito. Enquanto isso Kono foi jogada ao mar e tudo indicava que ela se afogaria. Mas claro que, todo mundo sabia que Kono não morreria fácil fácil. E o que imaginava aconteceu – Chin conseguiu contatar uma pessoa para salvá-la. Eu achava que de alguma forma, Danno chegaria ao local. Mas quem acabou salvando nossa policial foi o seu namorado, Adam Noshimure. Respirei aliviado, pois assistir H50 sem o ar da graça de Grace Park, sinceramente desanima. Que bom que esta viva Kono.
Quem não teve a mesma sorte foi Malia, que morreu mesmo nos braços de Chin. Os paramédicos chegaram ao local, tentaram reanimá-la, mas foi tudo mesmo em vão. A moça já estava morta e nada mais poderia ser feito. Fiquei com bastante pena do policial. Ele talvez seja o que mais sofreu – e sofre da nossa equipe linda. Perder a mulher assim de forma brutal, será algo que ele demorará a superar.
E a grande pergunta da temporada foi respondida em seus minutos finais – a mãe de Steve era Shellburne e ela tava vivinha da silva. Steve a reencontrou no Japão, e claro ficou surpreso. Mas sinceramente, achei que ele ficaria mais surpreso. Doris McGerret explicou a filho que fazia parte de um programa que estava ligado ao Pentágono, e que Shellburne era seu codinome. Ninguém sabia desta vida dela, nem mesmo o pai de Steve, que ficou investigando a morte dela “a toa”. Na verdade, ela precisou forjar a sua morte, pois ela matou o pai de Wo Fat, e este estava atrás dela. Mas seu plano veio por água abaixo e Wo Fat descobriu tudo. Com a ameaça do bandido frente a vida de seus filhos, Doris resolveu contar a verdade para Steve.
Steve resolve levar a mãe de volta a ilha, já que Wo Fat estava preso e sendo transferido para fora do Hawaii, mas o que ele e nem nós esperávamos aconteceu: Frank Delano “raptou” Fat, em uma cena que eu achei um tanto “forçada”. Aquilo do helicóptero pegar o furgão no gancho foi meio “viajada” da série. Mas claro, não deixou de ser emocionante. O policial corrupto propõe um pacto com o bandido, para que o ajudasse a roubar 30 milhões na sede da polícia do Hawaii em metanfetamina. Em troca, Delano contaria onde estava Shellburne. Claro que Wo Fat aceita, e a ação toma conta da série. Enquanto Chin e a equipe perseguia Delano em algo movido por vingança, Fat ia até a Sra. McGuerret que estava aos cuidados de Catherine (a namorada de Steve que agora integra o elenco fixo). As cenas de perseguições foram excelentes, com padrão H50 de qualidade. A equipe consegue interceptar Delano, e o pegam. Chin entretanto não resiste e o mata. E sinceramente? Foi muito bem feito. O policial corrupto procurou o seu final, e mesmo isso não fazendo Chin se sentir melhor, pelo menos ele vingou a morte de Malia e a quase morte de sua prima. Por outro lado, Wo Fat e Doris ficam frente a frente. Três tiros são disparados e quando Steve chega ao quarto encontra apenas sua mãe sã e salva. O bandido conseguiu escapar a tempo, mas deixou a mama McGerret viva.
Claro que houve tempo para mais coisas. As clássicas DRs de Steve e Danno estiveram presentes mais do que nunca. Danno que vem enfrentando o problema da possível mudança de Rachel para Las Vegas, o está forçando a entrar na justiça para deter a guarda de Grace. Danno diz a Steve que odeia Las Vegas, mas todos nós já sabemos que Danno não aguentaria ficar longe do seu parceiro. Afinal, bromance melhor que este não tem. E outra – abandonar as lindas paisagens do Hawaii pelo deserto de Vegas, não compensa, convenhamos. E até Kamekona teve oportunidade para suas piadinhas no episódio, que descobriu pela mamãe McGerret que Steve se fantasiava de G.I. Joe na infância.
Mas o final foi sem dúvida bombástico. Danno revela para Steve que os criminalistas viram que os únicos tiros disparados no quarto foram de Doris, e que ela não acertou nenhum nele. Convenhamos, ela não é tão péssima de tiro, afinal ela é Shellburne. Então, a pergunta que Danno faz e que todos nós nos perguntamos também é: Teria Doris deixado Wo Fat escapar? Porque ela não o matou, enquanto teve oportunidade? Sinceramente, estava achando Doris boazinha demais para ser verdade. Tem mais mistérios envolvido entorno da “mamãe do ano” ?
Sem dúvidas, foi um excelente começo de temporada, apesar de a audiência ter caído bastante em relação a temporada passada. Mas mesmo assim, Hawaii Five – 0 recomeça mais histórias que nos prometem prender novamente a cada semana. Espero todos vocês aqui. Até lá!
Leverage – The Rundown Job e The Frame-Up Job
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Como mencionei em algumas reviews desta temporada de Leverage, a série teve um ano muito abaixo do esperado. Os oito primeiros episódios da quinta temporada foram bons, mas não chegaram a ter o mesmo impacto de temporadas anteriores. O nível da série é alto e até o oitavo episódio Leverage não conseguiu alcançar sua capacidade total. No entanto, quando uma recuperação se fazia necessária ela veio com os episódios da summer finale dupla do seriado.
The Rundown Job se passa na capital dos Estados Unidos e participam Eliot, Parker e Hardison. The Frame-Up Job fica a cargo de Nate e Sophie e acontece em Portland. Para quem acha que o desmembramento da equipe comprometeu o desenvolvimento da história, a realidade é bem contrária. Os dois episódios foram os melhores da temporada, mas The Rundown Job me fez pular do sofá e derrubar as pipocas.
No episódio nove Eliot, Hardison e Parker vão até a capital arrombar um cofre. No entanto, antes de voltarem para casa Eliot recebe uma ligação de uma pessoa ligada ao tipo de trabalho nebuloso que ele tinha no passado. O batedor não se contenta em recusar o convite e decide salvar a vida da pessoa que o Eliot do passado mataria. Parker e Hardison obviamente estão juntos com ele nessa, pois como a ladra fez questão de mencionar, eles mudaram de vida juntos.
The Rundown Job me lembrou filmes como as sequências Duro de Matar e Máquina Mortífera. O episódio teve um roteiro vibrante, com muita ação, inúmeras reviravoltas e uma pitada de humor. Eliot, Hardison e Parker acabaram com uma grande ameaça terrorista em apenas uma tarde e fecharam com êxito o maior job da história de Leverage. Além disso, as meninas devem ter vibrado com o novo corte de cabelo de Eliot.
Entre as melhores cenas do episódio estão a que Hardison envia uma mensagem de SOS através do celular para o carro do coronel Vance e a cena no trem quando Parker pega a mala do terrorista, Eliot vai pra cima dele e leva um tiro no ombro. Logo depois Parker corre e desarma a bomba e Eliot vai pra cima do terrorista e leva mais tiro até conseguir acertar um belo soco no cientista maluco. Parker também acelerou nossos corações quando subiu no trem e conseguiu para-lo. No final, Eliot ficou parecendo o ursinho de melhore logo que Parker ganhou de Amy no episódio The Broken Wing Job.
Em The Frame-Up Job Sophie e Nate ficam sozinhos em Portland e Sophie tenta enganar Nate para poder ir sozinha em um leilão de arte. Obviamente Nate percebeu que estava sendo enganado e só precisou de 20 minutos para localizar em qual evento Sophie estava em um raio de 160 km. O interesse da golpista era no trabalho do artista Jean Mettier, especialmente no quadro Ma Mystère, primeira obra de Mettier, que nunca foi vendida nem exibida, só pertenceu ao autor e depois a Jonas Gaunt. O motivo de tanto fascínio está longe da vontade de Sophie de voltar a roubar arte e retornar a ser a golpista do passado. A nossa nova Sophie estava interessada em ver a obra de Mettier porque o artista pintou a própria Sophie, muito mais jovem e muito mais nua do que estamos acostumados a ver. Genial.
Assim como no episódio nove, em The Frame-Up Job Sophie e Nate lidam com as pessoas que foram no passado. O mais engraçado é quando Nate não consegue acreditar que Sophie não roubou o quadro. Quem retorna neste episódio aparecendo pela primeira vez nessa temporada e também duvida de Sophie é Sterling. Dessa vez ele está muito mais amigável já que a equipe de Leverage o ajudou a salvar sua filha no episódio The Queen’s Gambit Job, da quarta temporada. As cenas entre Nate, Sophie e Sterling renderam várias situações cômicas.
Em alguns momentos o episódio me lembrou o jogo Detetive: Jonas Gaunt foi morto na Sala de Estar, com o castiçal e o assassino foi o coronel Mostarda. Também foi muito engraçado Nate manipulando a cabeça de Sterling para que ele continuasse a investigar o roubo do Mettier e o assassinato de Gaunt mesmo após a prisão do mordomo. Nate brincando de quente e frio com Sterling então? Genial. O que ajudou muito o último episódio da summer finale a ser um sucesso foram as inúmeras reviravoltas no caso do roubo/assassinato. Mesmo acontecendo tudo dentro de uma única propriedade The Frame-Up Job conseguiu condensar toda a sua ação em cenas pontuais como nas várias vezes em que Sterling parece que já conseguiu encerrar o caso, mas em seguida algo mais é desvendado.
The Rundown Job e The Frame-Up Job são episódios que serviram para mostrar como todos na equipe de Leverage realmente mudaram e viraram os mocinhos. Durante os quatro anos de série os membros da equipe passaram por diversos momentos de questionamentos sobre quem foram no passado, quem são agora e quem ainda podem ser.
Na quinta temporada, com tanto mistério sobre o futuro dessa turma e a possível aposentadoria da equipe de Leverage os dois episódios da summer finale mostraram com maturidade as pessoas em que se tornaram Parker, Hardison, Eliot, Nate e Sophie. Em relação a essa possível aposentadoria dessa turma nada de novo foi apresentado nos episódios da summer finale. O assunto ficou para novembro, quando Leverage volta com o episódio de número 11. Aguardo vocês lá!
PS: Porque as pessoas se dão o trabalho de algemar qualquer um dos nossos heróis de Leverage? Até Sterling que já os conhece cometeu essa ação desnecessária.
Castle – After The Storm
25/09/2012, 10:46.
Mariela Assmann
Reviews
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Setembro, esse lindo, chegou. Veio tipo um zumbi de The Walking Dead, arrastando uma perna, mas chegou. E depois de mais um longo hiato, a Fall Season deu as caras. Agora, nossos dias passam a ter menos horas disponíveis, o número de horas que passamos em frente ao computador cresce alarmantemente e nossa vida social, já capenga, se torna praticamente inexistente. Mas quem se importa? Ah, a Fall Season!! Aquela época do ano na qual as pessoas terão certeza da nossa insanidade. E a pergunta “porque tanta alegria em uma segunda-feira?” ecoará em várias mentes. Mal eles sabem que ela, nossa queridíssima série, está de volta. E com chave de ouro, senhoras e senhores. Que rufem os tambores, Castle voltou.
Vocês todos sabem que sou “viúva da 3ª temporada”, e que na temporada passada não poupei críticas à série sempre que achei necessário. E dessa vez, não será diferente. Mas acalmem seus corações. Essa é uma review de amor. A única coisa que estou achando necessária, nesse momento, é celebrar o bom trabalho de Marlowe e sua equipe. Eles fizeram uma premiere para fã nenhum colocar defeito – um defeitinho e outro, talvez, só pra não perder o costume. Mas who cares? -. Entra no meu top 10 de Castle, facinho.
Como vocês devem lembrar, uma das minhas críticas à 4ª temporada era a uma certa enrolação em duas histórias: o caso de Johanna e o caso Casckett. E esse episódio foi a cereja no meu bolo. Por que, em continuação à Always, After The Storm conduziu muito, muito bem, ambos os “casos”.
Já de início o temor pela maldição Moonlighting começou a abandonar nossos pobres corações shippers. Aaaaah, aquela cena inicial. Tão quente, tão fofa. Castle fez exatamente a pergunta que preocupava boa parte da audiência. Havia sido um ímpeto de Beckett, proporcionado pelas circunstâncias? Não. Definitivamente não. Alguém lembra de um certo muro? Ele ruiu, sobrou só pó. Alguém lembra de um certo medo de se envolver, de se entregar. Ele virou determinação, vontade de dar um passo adiante, em direção ao futuro, por mais indeterminado que ele seja. De ser feliz, enfim. Sim, vocês deveriam ter feito isso há quatro anos atrás (ou não, já que naquela época a série não tinha a solidez que tem hoje, talvez o passo fosse muito grande para as pernas curtas da principiante). Mas agora, isso já não importa mais. Porque uma linha foi cruzada.
Nessas alturas, nem nos importávamos se alguém teria que passar o episódio inteiro escondido dentro do closet. Castle e Beckett haviam se tornado em um casal. Daqueles em início de relacionamento, tentando não dar o passo maior do que a perna. Que aproveita qualquer lugar ou superfície para a prática de “exercícios físicos”. Daqueles que está chegando a um novo nível de cumplicidade no olhar.
Chegamos a um novo nível, definitivamente. A cada troca de olhares entre Rick e Kate, era como se uma frase inteira fosse dita. Frases irônicas, frases sarcásticas. Frases fofas. Mas isso já acontecia antes. A maior novidade foi Beckett aceitando ser “protegida” por Castle, emocionalmente falando – e até fisicamente, vide a cena da explosão -, e mais, procurando proteção. A cena do abraço deixou isso bem claro. Nossa menina cresceu e aceitou que não é auto-suficiente. E o final do episódio foi um sinal gritante disso.
Me deixou muito feliz perceber que a dinâmica das coisas não mudará mais que o necessário agora que temos mais do que amigos e parceiros dividindo a tela (e a cama também, se é que vocês me entendem). Isso reforça minha certeza que essa quinta temporada tem todos os elementos para ser a melhor, disparado, do seriado. A pegada cômica esteve bem presente no episódio. As reações de Castle e Beckett à chegada de Martha – que tem um dom sobrenatural de empatar -, a fuga de Beckett sem o soutien, a cara de Castle se explicando “naturalmente” para Ryan, e, é claro, os papos cheios de segundas inteções entre nossa duplinha dinâmica foram ótimos, e deram uma leveza que o episódio pedia, para contrabalancear com os momentos de tensão.
E se o fato do nosso casal ter virado um casal, de fato, já valeria pra deixar o episódio 5 estrelas, o desenvolvimento do caso veio para fechar tudo com chave de ouro. Tá certo que eu achei muita informação pra 40 e poucos minutos – bem que poderia ter rolado uma premiere de duas horas, né? – mas gostei do ritmo eletrizante da coisa toda. Quando percebi, o episódio tinha passado, muita coisa tinha acontecido. E eu queria mais.
Teve muita coisa boa em After de Storm, em relação ao caso. A começar pela solidez de caráter, e pela aparente solidão, de Ryan. Com Esposito suspenso e Beckett desempregada, ele passou a ser o único que poderia usar o aparato policial para ajudar a amiga. E ele não decepcionou em nenhum momento. Enfrentou Gates, de seu jeito, escondendo que passava informações das investigações para Castle e Kate, e não esmoreceu nem mesmo quando um magoado Esposito manteve o revólver na sua cara. E mais, soube ter fé no caráter de Beckett quando isso foi necessário. Muitos pontos pra ele.
Esposito estava suspenso. Mas isso não significa que ele não deu um jeito de ajudar os amigos nas investigações. Ele usou seus contatos militares, livrou a vida de Castle e Beckett – “o que vocês deveriam ter feito há quatro anos?” -, e permaneceu no time, apesar da mágoa com Ryan. É claro que senti falta do bromance entre Javi e Ryan, mas foi interessante vê-los trabalhando “separados”, e tentando voltar à relação amistosa. E depois de passar por isso, eles devem voltar ainda mais próximos.
E até Gates fez vista grossa ao passeio de Castle, Beckett e Javi ao local da explosão, e foi muito bacana com Beckett, apesar de determinar que ela cumprisse a suspensão, assim como Esposito. Iron Gates pode ser osso duro de roer, mas não esperem que ela deixe os seus comandados na mão. Isso não acontecerá.
E no final das contas, como suspeitávamos, era um peixe realmente grande que estava por trás do assassinato de Johanna. Um Senador. Um Senador com aquele carisma apelativo cara de pau que boa parte dos políticos tem. A sucessão de descobertas que levaram ao Senador foi um pouco rápida, talvez. E digo em ritmo mesmo (à propósito, a licença poética ao episódio vai pro “quebra-cabeça” de micro pedacinhos de papel explodidos, que foram montados rápido demais porque, por milagre, os pedaços que se encaixavam estavam próximos uns dos outros). Mas achei a conclusão – inconclusiva, diga-se de passagem, no sentido que foi deixada uma porta aberta para esse plot ser novamente aproveitado na série – muito, muito satisfatória. Johanna foi morta para que as maracutaias do Senador – segundo ele em prol do Bem Maior, no melhor estilo Grindelwald de pensar – permanecessem incógnitas. E apesar de tomar conhecimento de todo o aspecto vil da coisa, Beckett manteve o sangue-frio, a mente aberta. E chegue a pensar que o NAMORADO deu umas dicas de pôquer pra Kate, por que AI.MEU.DEUS aquele blefe! Brilhante, Beckett. Se a arma não significava nada perto do poder do “intocável”, o raciocínio dela tomou conta da cena. E o poder mudou de lado. Só resta saber até quando.
Gostei também de como jogaram com Smith dentro do episódio. O caráter dele era meio dúbio. Ficou bem claro que tudo que ele fez foi por “dever” ao Montgomery. Como ele nem conhecia Beckett, não se esforçaria para ajudá-la. Não mais do que já tinha se esforçado, não contra um “peixe grande”. E colocar as esperanças de Beckett em uma peça de xadrez tão ambivalente foi uma sacada muito interessante, porque sempre havia uma esperança de que o simpático senhorzinho ouvisse a voz da consciência e ajudasse Kate. E era o que pensei que aconteceria, no hospital, depois das palavras de Castle. Adorei estar enganada. Adorei que se chegou ao ponto final, por outras vias. E que ponto final.
Alguém não ficou tenso ao ver Becks saindo do seu apartamento, armada, e “invadindo” o ambiente do Senador? Apesar de eu ter certeza que ela não mataria ele a sangue-frio (talvez em uma troca de tiros), eu não conseguia deixar de temer que ela optasse pelo caminho obscuro. E adorei completamente ver a versão mais badass de Beckett dar as caras no embate com o Senador. No final das contas, todos fomos um pouco Ryan-Esposito-Castle, tentando compreender o porquê dela matar o Senador, embora ainda acreditando que ela não fosse fazer isso. E os 3 personagens meio que simbolizaram o público, porque sua crença foi construída, junto com a nossa. Hesitávamos em confiar, hesitávamos em duvidar. E no final ficamos todos aliviados com a decisão de Becks.
Sim, pessoas. Uma linha foi cruzada. Com maestria, com bravura. Ao optar pela sua segurança, pela segurança dos que ela ama, ao invés de uma forma crua de vingança, Kate demonstrou que ela cruzou a linha imaginária que a impedia de seguir adiante, deixando o passado no lugar que lhe cabe. Ela conseguiu tirar o caso de sua mãe do centro de sua vida. E por quê? Por que ela vê uma perspectiva de futuro. Ela acredita na felicidade. E nós, acreditamos na felicidade dela.
Como eu disse na abertura dessa review, eu acredito muito no potencial dessa temporada. Especialmente porque, na minha opinião, não teremos nada de mesmice nela. O fato de Castle e Beckett serem um casal traz inúmeras possibilidades lindas a serem exploradas. Somando-se a isso os elementos que já amamos no show, o resultado não deverá ser nada menor do que ótimo. Pensem no que será o 100° episódio do show! Só não pensem demais, para sobreviver bem até lá.
Então, só me resta dizer: bem vinda, quinta temporada. Adoramos receber você.
P.S.1: ^ essa é a cara das shippers, depois desse episódio.
P.S.2: assim como o caso Johanna Beckett não ficou completamente encerrado, no sentido de que o Senador sempre pode descobrir o blefe de Kate e resolver matá-la, acho que podemos voltar a ver Smith no futuro. Sei que Castle não é Fringe, e que eu deveria guardar minhas viagens pra review de sábado, mas fiquei com a pulga atrás da orelha com a morte dele, especialmente porque ele disse que sumiria do mapa pra não ser pego. E qual forma melhor de sumir do mapa do que “morrer”? A ausência de imagens do “assassinato” me fez ter ainda mais certeza da minha insana opinião.
P.S.3: mal posso esperar pra ver Lanie interagindo com o novo casal do pedaço.
P.S.4: Marlowe e Shonda Rhimes devem ter se encontrado pelos corredores da ABC e trocado figurinhas. BAM. Cena épica no elevador. Kate Backett safadinha. Certeza que o período de suspensão da detetive será muito bem aproveitado. Quem sabe a inspiração não é tanta que Castle muda de ramo e desbanca E.L. James e Anaïs Nin?
P.S.5: minha única frustração foi que o pai de Castle não estava ligado ao caso Johanna. Eu podia jurar que esses dois plots se cruzariam. Se bem que como ainda não sabemos nada sobre Castle pai, talvez no futuro possamos descobrir que a ligação estava lá. Vai saber, né?
P.S.6: sei que deve estar faltando muito elemento importante nesse meu texto, já extenso demais. Mas ainda não to conseguindo raciocinar direito. Então, dêem aquele descontinho amigo pra essa que vos fala.
Haven – 301
23/09/2012, 19:51.
Regina Monteiro
Reviews
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301 mostrou algumas mudanças significativas no comportamento dos personagens principais. O que pode ser bom ou ruim, dependendo de como será desenvolvida esta temporada. Mas tais mudanças acabaram por me deixar com a sensação de uma certa estranheza entre o que foram e como, de forma tão abrupta, acabaram por se apresentar neste episódio.
Nathan deixou aquele ar doce de menino comportado e equilibrado, para assumir um tom mais soturno e agressivo. Se sua nova forma de agir foi uma resposta a uma situação específica (afinal Audrey havia sido seqüestrada e ele estava desesperado), ou se o seqüestro foi o estopim para que aflorasse nele sentimentos e comportamentos adormecidos, é algo que ainda está para ser observado durante esta temporada. Tomar a iniciativa de fazer a tatuagem, já diz muito sobre esse, talvez, novo Nathan. Particularmente, acredito que, em meio a tantos acontecimentos estranhos e conflitos que a cada episódio tendiam a se intensificar, o seu comportamento assegurava um equilíbrio pacífico a Haven.
Audrey mostrou-se mais fragilizada. Aliás, foi o primeiro episódio em três anos em que ela demonstrou medo genuíno. Essa fragilização do personagem condiz com uma certa, ainda que sutil, inversão de papéis em sua relação com Nathan. Ela ainda continua a buscar quem realmente é; sua habilidade para lidar com os eventos sobrenaturais que atingem Haven e seus habitantes continua a mesma, mas o personagem pode se tornar um pouco mais emocional e menos auto-suficiente.
E nesse redemoinho de trocas de sentimentos e comportamentos, Duke, foi o mais linear. Desde a primeira temporada demonstrou ser um verdadeiro “bad boy”, aquele sujeito que à primeira vista parece unicamente interessado em salvar seus interesses, mas que, lá no fundo, não consegue deixar de salvar a garota, o amigo (que insiste em rejeitá-lo) e tomar o partido dos mocinhos. De lá para cá ele descobriu que alguém com uma tatuagem específica iria matá-lo, correu atrás para identificar quem seria e, no caminho, descobriu que tinha o dom de acabar com as “perturbações”, desde que estivesse disposto a dar cabo de algumas vidas. Neste início de temporada, Duke, normalmente emocional, conseguiu ser o mais racional. Resta saber como ele irá lidar com todas as vezes em que insistem em ferir seus sentimentos, já que neste episódio parecia não haver muito espaço para ele junto de Audrey e Nathan. Se o que continuará aflorando em Duke são sentimentos que o tornam parte dos mocinhos, ou se ele poderá se juntar aos bandidos, é algo para se observar.
O episódio trouxe ainda mais mistérios que prometem agitar esta temporada. Entram em cena o Caçador, figura responsável pelo seqüestro de Audrey e (quem sabe?) Colorado Kid, que, apesar do que todos pensavam, pode não estar morto. O que ambos têem a ver com as perturbações é outro enigma na ampla lista que assola Haven.
À parte esses novos ou provisórios Nathan, Audrey e Duke, e os novos enigmas que se juntam à lista, tivemos a perturbação da semana que, para dizer o mínimo, foi, em minha opinião, a mais bizarra que já aconteceu em Haven. Bem ao estilo non sense de Stephen King. Mas se foi estranho ver discos voadores em Haven, mais estranho ainda foi a resolução do caso, com o sujeito simplesmente sumindo na luz; ou o cidadão conseguia criar um disco voador real? Decididamente, neste ponto, eu perdi alguma coisa.
301 merecia também um tempo maior que seus meros 45 minutos. Muitas informações e situações para serem resolvidas em um espaço muito curto de tempo.
Mas, mesmo com alguns poréns, Haven, felizmente, está de volta e continua a estimular nossa curiosidade.
Glee — Britney 2.0
23/09/2012, 13:37.
Júlia Berringer
Reviews
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“It’s Brittany, bitch!” Mas sem muita emoção. Não que o episódio tenha sido ruim, conseguiu manter o mesmo ritmo (se não um ritmo melhor), que o 4×01 teve, mas não foi nada que tirasse o fôlego. Se você assistiu o 2×02 de Glee (Britney/Brittany), sabe que o episódio foi maravilhoso, que os videoclipes da Britney foram muito bem feitos, e que na verdade, a história em si, quase não existiu. Mas em Britney 2.0, os produtores conseguiram, na maioria das vezes, colocar as histórias em harmonia com os covers não clichês e muito bons.
Glee desta vez, mostrou o lado depressivo e agressivo da Britney (que vimos em 2007). Todo começou porque Sue expulsou Brittany das Cheerios porque muitas das garotas dali se inspiravam nela e acabaram deixando os estudos de lado. Sem Cheerios e sem Santana (que apareceu no Skype por alguns segundos e quase matou a minha saudade de Lima Heights), ela entrou em uma profunda depressão, que envolveu muitos Cheetos e café de mais de um litro. O professor do ano, Will, resolveu então criar uma semana Britney 2.0 para ajudar a Brittany S. Pierce. Mas não é tão fácil assim, e a falta de um rabo de cavalo fez a Brittany enlouquecer e bater no JBI com um guarda-chuva. Além disso, quando seus parceiros de Glee Club sugerem que ela se apresente na frente da escola, em um daqueles eventos que nós já conhecemos de outros episódios, ela vem com a ideia de usar playback. Os companheiros não gostam muito, mas pensaram que talvez isso fizesse Brittany voltar ao normal, então acabaram “concordando”. O resultado foi um vexame total, e lembra demais a cena do 2×14 (Blame it On the Alcohol), onde todos do Glee Club estão de ressaca, e durante a apresentação, Brittany passa mal e vomita em Rachel. Aliás, isso é uma das minhas coisas preferidas em Glee, eles imortalizam essas cenas que marcam. Não sei se vocês perceberam, mas no primeiro episódio dessa temporada, Rachel vê Brody cantando no chuveiro, assim como o Will vê o Finn no 1×01, e o Finn vê o Sam no 2×01.
Voltando a Brittany, tudo deu certo no final, porque na verdade tudo era parte do plano dela de voltar com estilo. Sam entendeu, porque ele é loiro também, e foi dar seu apoio pra guria. Brittany convenceu a Sue que podia ser um bom exemplo quando tirou um C- em inglês, e agora que ela tem o rabo de cavalo de volta, o mundo está no lugar de novo.
Antes de irmos para NY, em Ohio, Jake estava dando uma de Womanizer, e Marley está totalmente apaixonada por ele. E eu estou apaixonada pela Marley. A cada segundo ela me conquista um pouco mais. Mas enfim, Will percebe que o Jake está dando uma de durão, então chama o Noah (Puck, quanta saudade de você e do seu moicano!), para dar uma lição de moral no meio-irmão. Puck o convence de que uma jaqueta de couro, um violão e muitas garotas não vou tornar ele um homem e que o Glee Club, pode fazer o mesmo bem pro Jake, que fez para o Puck. Noah sai de cena com estilo dizendo que precisa voltar para LA porque tem um encontro com a terceira colocada do The Bachelor.
Jake se comove, e resolve juntar-se ao Glee Club. Justo quando a Marley já estava toda animadinha, ela descobre que Jake está namorando a Kitty. Clichê, né ? Já posso ver um novo triângulo amoroso estilo Finn, Rachel e Quinn se formando. O problema é que diferente da Quinn, eu não consigo sentir nenhuma ponta de carinho pela Kitty.
Em NY, Kurt e Rachel estão morando em um galpão enorme, e tudo estaria perfeito se July não estivesse pegando tanto no pé da Berry. A última que a professora inventou, é que Rachel não pode aprender a dançar tango porque não é sexy o suficiente. Brody (e metade da população mundial) não concordou com a opinião da professora. Rachel bolou uma apresentação inspirada na Britney, ao lado de Brody, para mostrar pra professora o quão sexy ela pode ser. Não ajudou muito em relação à July, mas Brody não aguentou, e acabou dizendo que não importa onde eles estejam, ele está sempre pensando em beijar a Rachel. A guria não cedeu, porque ainda está apaixonada pelo Finn, mas é claro que Brody mexe com o coração dela. No final do episódio, enfim, July (que só é dura com seus alunos porque quer prepara-los para a indústria), deixa Rachel participar das aulas de tango.
O episódio foi surpreendente, sim. Para mim, Glee veio de uma terceira temporada não tão boa assim, mas está elevando o nível aos poucos nessa quarta temporada. É bom ver como cada um dos personagens que já conhecíamos amadureceu de diversos modos, e é bom também conhecer alguns outros personagens, que sem querer, já vão se tornando parte dessa história que os Gleeks gostam tanto.
Sobre os números musicais:
Hold It Against Me foi, ao estilo Glee, muito bom. Adoro quando as Cheerios aparecem pra fazer as coreografias.
O mash-up Boys/Boyfriend não foi tão bom assim, ao contrário do Crazy/(You Drive Me) Crazy, que foi, aos meus olhos, simplesmente fantástico.
Womanizer foi divertido, assim como 3. Mas espera um pouco, o Teen Jesus cantando sobre um ménage à trois ? Oi ? Perdi alguma coisa ?
Oops!… I Did It Again foi…Sexy! Parabéns Rachel, e parabéns Lea pelas belas pernas que você tem.
Everytime foi lindo. Eu adorava quando a Britney cantava essas baladas bonitinhas, e na voz da Marley ficou mais bonito ainda.
Parks and Recreation – Ms. Knope Goes to Washington
22/09/2012, 15:35.
Marco C. Pontes
Reviews
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A volta da melhor comédia da atualidade.
Parks and Recreation é a melhor comédia e não há discussão. Ano passado, Parks conseguiu fazer uma temporada memorável, com nenhum episódio ruim (e olha que vocês sabem que sempre tento arrumar desculpas para criticar alguma série) o que mostra que a série veio para ficar por muito e muito tempo. Tudo lá funciona: os personagens são carismáticos, as piadas são hilárias e inteligentes, a cidade é surreal e etc. Não tem como não amar essa série.
Os roteiristas de Parks realmente não se acomodaram e mudaram quase a dinâmica inteira nesta temporada. Se fosse uma série normal, ficaria extremamente preocupado com essas mudanças, mas como é Parks, tenho certeza que, de alguma forma, vai até melhorar. Melhorar aquilo que já é muito bom.
Por isso, não tinha duvidas de que ao colocarem Ben em DC, coisa boa ia acontecer. Leslie nerd como sempre, fazendo 24 passeios em um só dia e virando a maníaca da bundinha, juntando Andy chamando o Capitólio de seio e o Monumento Washigton de pênis legal, April se deliciando com o marido no meio do museu…. Era Parks em sua melhor performance.
E a parte do episódio em Pawnee não poderia ter sido melhor. Ron Swanson se dá bem em qualquer plot, principalmente quando ele está fazendo o que mais adora fazer: NADA. O personagem é tão incrível que até para alguém que não tem empatia alguma, ele consegue se tornar o personagem mais amável de todos os tempos.
Ron só queria um pouco de paz e fazer as pessoas se deliciarem com um verdadeiro churrasco Swanson. Morri de rir quando ele trouxe o Tom (porco) para o churrasco, denunciando que iria matá-lo ali mesmo. É tão ótimo o personagem se dar ao luxo de ser tão realista, mostrando como as coisas realmente são. Pois foi exatamente isso que NÃO aconteceu com Leslie essa semana.
Sabemos que a loira tem uma paixão imensa pelo que faz e pela cidade em que vive. Ela consegue arrumar seus problemas, quando está em Pawnee. Porém, chegar em DC foi um wake up call para ela, pois, há muitos outros grandes peixes por aí querendo e fazendo a mesma coisa. As vezes dedicação e trabalho árduo não são o que leva a pessoa a suceder em um mundo onde o governo é cheio de burocratização. Leslie aprendeu isso.
Entretanto, é desnecessário dizer que Leslie não se dá por vencida e até quando perde uma batalha, ela continua a guerra, mostrando que seu amor por Pawnee é tanto que até acha aceitável tentar limpar sozinha o rio da sarjeta.
Acharam uma ótima forma de continuarem fiéis ao que foi apresentado no final da temporada passada em relação ao relacionamento de Ann e Tom. Achava mesmo que aquilo não iria durar, até porque Ann não aguenta ficar muito tempo perto de Tom. Ela só gosta da casa dele. Foi uma boa saída e as cenas dos dois fingindo estarem juntos para que Donna não descobrisse a verdade foram hilárias.
Enquanto mais da metade de séries de comédias atuais não conseguem nem segurar uma temporada com uma boa história, Parks mostra que é simplesmente sensacional e soube unir grandes momentos cômicos com uma história muito consistente e bem amarrada. Mal posso esperar pelos próximos episódios dessa comédia que é, no mínimo, imperdível.
P.S: Leslie com certeza levaria um choque ao virar para trás e ver John McCain a consolando. Seria ótima essa cena.
The New Normal – Baby Clothes
22/09/2012, 15:18.
Beto Carlomagno
Reviews
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The New Normal continua sua escalada para o posto de comédia mais engraçada e fofa da atualidade. Com um episódio quase tão incrível quanto o da semana anterior, a série conseguiu esta semana manejar o humor costumeiro com um pouco de debate social sem em nenhum momento deixar de lado a história de fundo proposta pela série e o desenvolvimento de alguns personagens.
Baby Clothes mostra o sentimento de ansiedade chegando para os futuros papais Bryan e David. Bryan, compulsivo como sempre, já sai comprando roupas de bebê como um louco, só que David, cauteloso como sempre, acha que não é uma boa ideia, já que a gravidez de Goldie está apenas no começo. No entanto, este conflito serve apenas para criar o cenário para algo bem maior, a discussão sobre a coragem de ser quem você é em qualquer lugar que você esteja e a luta por este seu direito, tudo isso desencadeado por um simples e apaixonado beijo.
É incrível ver uma série de uma emissora grande norte-americana tratando destes assuntos de forma tão aberta e corajosa e é por esta coragem toda que a NBC é hoje a casa das melhores comédias da TV aberta norte-americana. Além disso, Ryan Murphy e sua parceira Ali Adler, responsáveis pelo roteiro destes três primeiros episódios exibidos, tem trabalhado de forma impecável e séria estes personagens e sua inclusão nas discussões reais, resultado provável da experiência real dos dois com o mundo LGBT. E por mais que a discussão já não seja a maior novidade do mundo, ela ainda é extremamente válida, afinal, se mesmo com o assunto sendo pauta o tempo todo na TV e no cinema a grande maioria ainda apresenta pensamentos parecidos com os daqueles personagens preconceituosos, imagine se tudo fosse deixado de lado pela pequena aceitação velada existente hoje.
E como a temática envolvendo os protagonistas era um pouco pesada e merecia o tratamento mais sério, o humor do episódio ficou por conta de Shania, seu primeiro namoradinho da escola e “nana” Jane Forrest. Só eu que acho esta menina incrível e uma fofa?! E apesar de a personagem de Ellen Barkin continuar sendo a máquina de disparar frases racistas caricata e exagerada – e isso é um elogio -, vemos no final deste episódio uma pitada de humanidade que ainda não tinha dado as caras na série.
Mas não pense que porque os protagonistas estava envolvidos em uma discussão mais séria durante o episódio que eles não tiveram seus momentos. Bryan é sempre o destaque, claro, e não tem como não amar cada momento em que ele aparece na série e cada uma de suas frases geniais. Comentei sobre a possibilidade de ver Andrew Rannells indicado ao Emmy no ano que vem durante o meu texto com as minhas primeiras impressões, mas quero oficializar aqui que estou começando a campanha “um Emmy para Andrew Rannells”. Para encerrar, não dá também para deixar de comentar, mais uma vez, a química perfeita entre os Rannells e Justin Bartha. Apenas “owns” eternos!
Momento impagável do episódio: A cena do consultório do médico com a discussão sobre a possibilidade da criança ser ruiva. Começo a rir sozinho só de lembrar.
Boss – Redemption
21/09/2012, 23:17.
Paulo Serpa Antunes
Reviews
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Eu preciso confessar que às vezes acho Boss inteligente demais pra mim. Sabe que aquelas piadas que eles fazem nos seriados americanos com The Wire, que os personagens assistem a série e não conseguem acompanhar? Às vezes me sinto assim com Boss. Fico com a impressão que estou perdendo o subtexto. Redemption tem um bocado disto, ficamos na dúvida se as coisas são como realmente são.
Isto acontece, por exemplo, no encontro entre Kitty e Maggie Zajac, pra negociar o debate entre os candidatos a vereador. Kitty sugere fazer o debate no interior, sugerindo que seria do interesse de Zajac, mas Maggie bate o pé, deixa claro que sabe que os dois tiveram um caso e com isto consegue fazer o evento do seu jeito, na Câmara dos Vereadores. O que aconteceu ali? Maggie humilhou Nikki e venceu a batalha? Ou ignorou um conselho que vai prejudicar o marido nas próximas semanas?
Kitty tem ainda um reencontro com Kane, que quer saber se o nome do atirador lhe é familiar. Não é. Afinal, Kane está desconfiado que o atirador não é quem diz ser? Ou Kane realmente queria que o nome vazasse, para que a imprensa também investigasse os seus antecedentes? Ou os dois?
Redemption é o episódio em que Kane tenta fazer o bem, o que é certo. É um episódio que nos faz ter simpatia por ele, coisa rara nestes dois anos de Boss. Mas a guerra se aproxima e este sentimento de simpatia, certamente, durará pouco.
O episódio sugere ainda que Ian Todd pode ter alguma relação familiar (ou motivos para vingança) com Kane ou com Ryan Kavanaugh; e Kane tem alucinações sexuais com Mona – deve ter sido efeito de espiar ela transando com o marido; ou de repente é o início mesmo de uma atração sexual. O bom de Boss é que, até hoje, nada ficou sem resposta. E o que é dúvida virará certeza logo adiante.
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