TeleSéries
The Good Wife – I Fought the Law
01/10/2012, 18:02.
Tati Leite
Reviews
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Desde que o ex-marido da Kalinda foi mencionado pela primeira vez, eu comecei a pensar em que ator seria interessante para interpretá-lo. De cara pensei no John Simm porque seria divertido vê-lo contracenando com a Archie Panjabi, sendo que os dois foram noivos em Life on Mars. Panjabi, quando soube que começaram a procura pelo ator que seria o seu ex-marido, mencionou que gostaria de contracenar com Jack Davenport. Lembro que quando li a matéria cruzei os dedos para que o desejo dela fosse atendido, mas quando Davenport foi escalado para Smash e a série foi renovada sabia que seria impossível. E isso acabou sendo muito bom porque definitivamente Marc Warren foi um ótima escolha.
Para quem não é familiarizado com o trabalho de Warren e gostaria de vê-lo em ação em outros papéis, sugiro que assistam as minisseries State of Play (2003) e Without You (2011) e a série Mad Dogs (2011-). São três papéis diferentes que deixam claro que o ator está no mesmo patamar que os atores anunciados para participações nessa temporada de The Good Wife (uma lista que não para de crescer). Além disso a química entre ele e Archie funcionou. Ficou bem claro nesse primeiro episódio que isso será essencial para a história deles.
Comecei falando sobre essa trama porque esse retorno foi da Kalinda. O episódio girou muito mais em volta da personagem que dos demais. A própria história da Alicia com os filhos, apesar de saber que provavelmente haverá um maior desdobramento, não foi algo que prendesse tanto. Uma das coisas que mais chamou atenção foi que a série mudou um pouco a forma de contar a história nesse episódio. Teve mais ação. Não sei se isso será uma constante e não sei se gosto da ideia. The Good Wife é uma série de diálogos, de discussões ideológicas. Muito parecido com The West Wing. A cena de luta entre Kalinda e Nick, apesar de muito bem dirigida, parecia um episódio de CSI ou de Castle (séries que adoro, antes que alguém venha me xingar).
Nenhuma novidade que Will retomaria seu lugar no escritório e que David Lee não abandonaria a sociedade. O personagem é muito bom para ser cortado tão cedo. Cary começa a perceber que seu retorno para a firma pode não ter sido a melhor coisa para a vida profissional dele. Foi aquele caso clássico de quando a vida parece tirar o ano para testar sua paciência e deixar claro que nada virá de mão beijada. Nathan Lane estava incrível em suas cenas mesmo praticamente entrando mudo e saindo calado. Um ator quando é bom rouba as atenções sem grandes esforços. Kristin Chenoweth parece que seria uma personagem bem interessante mas como sabemos a atriz precisou ser cortada da série por conta do acidente durante uma das gravações. Uma pena.
A trama envolvendo Alicia e os filhos, especialmente Zach, foi ótima para mostrar um pouco como funciona a internet. E como saber usá-la pode ser algo vantajoso. Todos os diálogos onde Zach deixa claro para mãe que não precisa apenas da escola para adquirir conhecimento pode ser bem útil para a parcela da audiência que sequer sabe o que é o youtube. Também acredito que Zach vai acabar escolhendo o Direito como profissão, porque todo o discurso do “você precisa saber dos seus direitos” não deve ter sido em vão. E confesso que gostaria de vê-lo ajudando Eli na campanha.
Com relação ao futuro amoroso da protagonista, acredito que se juntarmos a conversa de Alicia com o Peter sobre voltarem ou não a morar juntos e o final onde ela aparece com a garrafa de champagne para o Will, mas acaba se afastando ao vê-lo comemorando com a Diane, dá uma pista sobre um futuro imediato. Por equanto os fãs de Will e Alicia sairão perdendo e os fãs de Alicia e Peter comemorando. Para aqueles que não se importam com ambos os casais (eu!), desde que não atrapalhe o seriado, tanto faz como tanto fez com quem Alicia vai morar.
Outra ponto a destacar: acredito que Peter não ter ouvido Alicia e resolvido se meter no julgamento do Zach deverá trazer consequências para sua campanha contra Mike Kresteva. Uma pena que Matthew Perry não poderá participar de muitos episódios por conta de Go On. Parece que o ator conseguiu acertar pelo menos duas participações ao longo da temporada e está tentando conseguir uma brecha na agenda para participar mais. O problema maior é que Go On é gravado na Califórnia e The Good Wife em Nova York. Não existe nem a possibilidade de um corridinha para o estúdio ao lado.
Gostaria de terminar escrevendo o quanto é difícil escrever sobre The Good Wife. Não sei escrever reviews narrativas, detalhando cada cena. Acredito que aqueles que leem assistiram o episódio e assim não teria porque eu narrar cada fato. Principalmente porque The Good Wife não é uma série com grandes mistérios a serem desvendados.
Para mim a série retornou bem mas faltou algo que não sei explicar exatamente o que é. Provavelmente por não ter sido um episódio longo os roteiristas apenas lançaram as subtramas dessa temporada e passarão a tratar uma a uma com o passar dos episódios.
The New Normal – Obama Mama
01/10/2012, 01:50.
Beto Carlomagno
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E mais uma vez Ryan Murphy e Ali Adler utilizaram The New Normal para tratar de assuntos mais sérios além do humor já costumeiro. Assim como no episódio anterior, que tratou da não aceitação da grande maioria em relação às demonstrações de afeto por casais gays em público, Obama Mama teve sua parcela social ao discutir política e um pouco de hipocrisia. The New Normal também tem servido para desmistificar impressões generalizadas sobre certos grupos de pessoas e se preocupado em mostrar que o ser humano não pode ser taxado de uma coisa ou outra por características pré-definidas.
Em Obama Mama, Bryan e David tentam provar para Nana Jane que eles não são liberais apenas da boca para fora. Para isso, eles fazem um jantar para apresentar para Nana todos os amigos negros deles. O problema é que o mais próximo de um amigo negro que eles possuem é um indiano. A premissa do episódio também dá espaço para mais momentos com a divertida NeNe Leaks, que interpreta Rocky, a assistente de Bryan que promovida a amiga e convidada para a festa. Leaks pode não ser a melhor atriz do mundo, mas tem seus bons momentos e consegue carregar a personagem.
Murphy e Adler escrevem os confrontos entre a dupla de protagonistas e a personagem de Ellen Barkin de forma sensacional. Cada um ali tem seu papel e movimenta a história da sua forma, mas também influencia no desenvolvimento dos outros personagens. Eles tornam Jane melhor e ela abre os olhos deles para a dura e importante verdade. E por falar em Barkin, a atriz domina a cena do jantar dando um show de interpretação.
Assim como os outros episódios da série, em Obama Mama há diversas subtramas que proporcionam um pouco mais de história para a construção total daqueles personagens. Conhecemos o David preocupado com a alimentação – o que já era de se esperar, vide a pessoa certinha que ele é –, conhecemos também um pouco do Bryan no trabalho, e também temos um possível interesse amoroso para Goldie – que não sei se vai vingar ou se foi algo apenas para este episódio, mas que já não me agradou. Há também o gancho final que deixa no ar a situação de Goldie com o ex dela, que, apesar de não gerar tanta ansiedade, afinal, sabemos que ela não vai voltar para Ohio, já serve para acrescentar um drama à história.
p.s. As citações e referências de Bryan continuam impagáveis. A melhor do episódio: “Talvez a gente consiga que o elenco de Treme venha. (…) Já que ninguém assiste aquela série mesmo, eles poderiam se passar facilmente por pessoas comuns não famosas”.
p.s. 2 A cena final da conversa do Bryan com a Shania sobre quem venceria em uma eleição entre o Bob Esponja e a Dora, a exploradora, é impagável.
p.s.3 Desculpem pela demora da review, problemas com internet e tempo para ver e escrever sobre o episódio.
Warehouse 13 – Second Chances e The Ones You Love
30/09/2012, 20:08.
Mônica Castilho
Reviews
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Ei, Warehousers! Após tanta enrolação, finalmente a série nos esclareceu algumas coisas. Para começar: o padre mais odiado de todos nunca existiu. Quer dizer, não tecnicamente. Adrian na verdade estava preso este tempo todo e Artie apenas alucinava com ele. Por falar em Artie, parte desse tal “mal” que ocorrerá já está sendo revelado, e o agente está cada vez mais fora de si.
Os artefatos:
Os episódios em si já foram agitados e cheios de tensão, e somando a isso, tivemos uma das melhores desativações de artefato de toda a série, e em ambos os episódios Pete foi afetado por algum desses objetos… O coitado está com uma maré de azar, só pode. Enfim, primeiramente algumas pessoas começaram a enferrujar misteriosamente e, logo Myka descobre que na verdade não tem ninguém controlando o artefato, e sim que ele está no coração de um rapaz, sendo ativado somente em momentos muito tensos para o garoto. A saída foi injetar aquela gosma roxa “desativadora” no coração do coitado do rapaz. E, por incrível que pareça, dá certo.
Entretanto, o que mais preocupou os agentes foi que Artie se desesperou dizendo que Adrian havia enviado artefatos para entes queridos do pessoal do depósito: o irmão de Claudia, a ex-mulher de Pete e a irmã grávida de Myka. O fato é que a única que conseguiu resolver tudo sem pânico foi a Claudia e, enquanto isso, Sra. Frederic e Steve estavam no Vaticano e libertam de um quadro o verdadeiro padre Adrian. Aí Claudia descobre que Artie sabia a localização secreta de seu irmão, Pete tem as vibes e tudo começa a apontar para o pobre Artie.
A história:
Loucuras de Artie a parte, ainda havia o problema de Claudia e Steve estarem ligados um ao outro. Então Artie, em um de seus momentos sãos, acha um tal poema que praticamente obriga Steve a fazer uma visita à sua mãe e revelar suas origens para Claudia, coisa sobre a qual ele fazia um mistério. Depois de Claudia, Steve e até a mãe do rapaz quase morrerem, Steve espatifa o tal do metrônomo que o mantinha vivo e quebra o efeito do artefato por ter feito isso para salvar a própria mãe. Uma solução aburda, mas pelo menos foi emocionante vê-lo fazendo as pazes com a mãe.
Voltando à Artie e suas loucuras, enquanto Pete, Myka e Claudia saíram do depósito para salvarem seus entes queridos, H. G. foi mandada para longe e Sra. Frederic foi com Steve para o Vaticano, somente Leena que permaneceu no local com Artie e percebe que Adrian nunca esteve ali. Os outros também acabam descobrindo a caminho do depósito mas Leena decide ignorar as ordens de Sra. Frederic e acaba pagando o preço da desobediência sendo assassinada por um alter ego misterioso de Artie.
Bem, como vimos com Steve, morte não é algo definitivo na série, então pode haver alguma chance para Leena. O problema é que não existe mais o tal metrônomo e o Artie malvado está à solta por aí, ou seja, ele é um problema maior do que a morte da Leena. Sinceramente, deveriam chamar a H. G. pra ver se ela conserta alguma coisa ou colocar o Artie no bronze enquanto isso, que tal?
P. S. [1]: E aquele lance meio Beco Diagonal de Harry Potter com a passagem secreta de tijolos no Vaticano, gente?
P.S. [2]: Está certo que a Leena passou quatro temporadas sendo meio inútil e quase não tendo falas, mas deu dó de ver a mocinha chorando e depois morta ali, coitada.
The Voice Brasil – Audições às Cegas II
30/09/2012, 16:56.
Gabriela Assmann
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Após uma boa estreia, o The Voice Brasil levou ao ar o segundo episódio de audições às cegas. O segundo episódio foi melhor que o primeiro mostrando que a escolha de gravá-lo somente após a estreia foi acertada. Os mentores estavam mais soltos, mais dinâmicos e o ritmo mais fluido. A melhora do episódio teve reflexo inclusive nos índices de audiência, fazendo a Globo marcar a média de 16,2 pontos, um crescimento com relação à estreia.
Apesar disso, achei que o nível musical do primeiro episódio estava mais alto. Gostei mais da apresentação dos jurados na semana passada. E dos candidatos também. Ellen Oléria continua sendo, na minha opinião, a melhor cantora do programa. Cláudia Leitte – que estava com um look lindo – se soltou e conseguiu arrebanhar os maiores talentos de hoje para o #TeamCL. Gostei principalmente da Ju Moraes, que cantou maravilhosamente bem Amado, da Vanessa da Mata (achei melhor que a original). Ela entrou com o Brown na cabeça, mas Claudinha deu um show e acabou convencendo a candidata a seguir com ela.
Achei o Lulu meio apagado hoje. Ele brilhou mais na estreia. Virou a cadeira poucas vezes. Em uma dessas escolheu uma candidata que não gostei, a Patrícia Rezende. Achei bem mais do mesmo.
Daniel continua apagado, mas parece que fica meio sem saber o que fazer. No primeiro episódio eu tive a sensação de que ele tinha vergonha de estar representando o sertanejo e nunca virava para os sertanejos, por melhores que eles fossem. Nesse ritmo duas ótimas candidatas acabaram “caindo no colo” dele. Já hoje, senti que ele virou para todo mundo, bem sem critério, para não ficar conhecido como o candidato que só escolhe sertanejos. Acontece que no fim somente os candidatos do sertanejo acabam escolhendo ele.
Brown também é meio sem critério e vira para qualquer coisa que abra a boca. A diferença entre ele e o Daniel é que o Brown tá mostrando no The Voice que mesmo não sendo um artista tão popular, no meio musical ele é um dos caras mais respeitados do Brasil. É difícil para os outros jurados competirem com ele. Na maioria das vezes o cantor acaba escolhendo o Brown, o que eu acho uma estratégia meio equivocada, visto que nas próximas eles terão que competir nos times e o time dele tem a maravilhosa Ellen, embora tenha candidatos bem fracos, como a dupla Bruno e Camila.
Sobre os jurados, ainda falta sentir aquele clima de competição que vemos no The Voice UK, por exemplo. Ponto alto pra química entre Carlinhos e Cláudia. Eles funcionam muito bem juntos. E também pros comentários da Cláudia hoje. Adorei. “Te pego lá fora” e “Chatiada” me proporcionaram boas risadas. E o Thiago Leifert continua estando pouco a vontade. Sorte que no The Voice o apresentador não tem um papel tão importante assim.
Quem gosta de reality shows musicais e acompanha as versões brasileiras já pôde identificar alguns rostos conhecidos. Karol Cândido participou do HSM Brasil, Thaís Moreira participou da primeira edição do Ídolos e Dani Moraes e Maria Cristina, cujas audições ainda não foram ao ar, mas que já aparecem no programa, também são ex participantes do Ídolos. Será que isso conta pontos contra ou a favor deles? O que vocês acham? E o que vocês acham da participação de artistas que já tem uma carreira consolidada como a Liah Soares?
Meus comentários finais serão sobre os destaques de hoje que na minha opinião foram: Ju Moraes (a melhor de hoje); Marquinho, o Sócio; Ana Rafaela e Júnior Meirelles. Com as escolhas de hoje acho que os times mais fortes são #TeamCL e #TeamBrown.
É bem interessante ver que por conta do formato as melhores histórias acabam ficando de fora, como a do índio e a Tay Cristelo. Mas acho justo. Que ganhe quem canta melhor e tem mais potencial de mercado.
Por fim, a estrutura montada pelo The Voice Brasil é ótima. Gostei da escolha dos mentores e acho que a Globo acertou com o programa. Vem pra preencher uma lacuna que tínhamos em programas de calouros de qualidade. É o melhor programa de calouros apresentado no Brasil desde o saudoso Fama. Os candidatos estão em um nível bem superior ao que vemos em outros programas de calouros como o Ídolos. O The Voice Brasil é a Globo mostrando pra Record e pro SBT como se faz um programa de calouros. Padrão Globo de qualidade, felizmente.
Parks and Recreation – Soda Tax
30/09/2012, 13:18.
Marco C. Pontes
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Tudo o que Ben precisava era de um pouco de April no escritório.
Parks and Recreation é, de longe, a série de comédia mais consistente de (quase) todos os tempos. Muita gente vai falar que a primeira temporada e o começo da segunda temporada foram sofríveis, mas falo o contrário: serviu para conhecermos e nos apaixonarmos com esse elenco que é, no mínimo, excepcional.
Além de uma história bem amarrada e plots que estão lá não só para agradar o público em geral, a série acerta cheio em – vocês já sabem – seu elenco. Incrivelmente talentosos, não era de se espantar que todos teriam seu momento de brilho, e neste episódio, April foi a sortuda.
Sempre amei April, com sua visão preguiçosa da vida, seus comentários sempre ácidos, mas nesse episódio o negócio ficou MUITO bom. Primeiro, Andy mandou a roupa suja para ela lavar em DC, super preguiçoso, mas isso só faz April chorar por estar morrendo de saudades do marido. De longe, o melhor casal da série, mesmo que acabem fazendo alguma esquisitice, como por exemplo, mascar o mesmo chiclete.
Adorei, porém, que ela fez Ben conspirar contra os internos sendo que toda a desordem tinha acontecido por causa dela. Muito tenso também todo mundo achar que ela era a filha de Ben. Triste quando alguém é considerado tão velho só porque fica bastante nervoso quando quer que as coisas aconteçam.
O legal então foi ver que mesmo longe de Pawnee, Ben e April conseguem se sustentar, ou seja, o núcleo de DC tá bem interessante e essa nova dinâmica era uma das minhas dúvidas nessa nova temporada – Será que o nível de Parks continuaria o mesmo se formassem núcleos em duas cidades diferentes? O episódio serviu para mostrar que é possível fazer uma série de qualidade mesmo com o seu elenco esparramado nos EUA.
Entretanto, o melhor do episódio sempre será o lugar em que Leslie se encontra. Simplesmente genial o nome de todos os restaurantes de Pawnee, que tem nomes de gordices, sem contar o tamanho dos refrigerantes, com o tamanho bebê que literalmente cabe uma criança de dois anos dentro. O mais chocante também foi descobrir que a água Water-Zero NÃO tem água dentro, mesmo que o conteúdo seja incolor!
O mais interessante foi ver Leslie tendo obstáculos em seu primeiro projeto de lei. Convenhamos que todos de Pawnee realmente são muito gordos, os impostos sob a bebida precisavam acontecer. Ver Knope em seu primeiro contratempo me lembra do começo de Parks, quando ela queria que certos projetos fossem aprovados e não conseguia. O único problema é que agora, ela precisa responder a uma cidade inteira.
Leslie sempre foi e sempre será Leslie Knope. Ela sempre fará o que é certo, mesmo que a sociedade não ache isso correto. O bonitinho também é vê-la voltando às origens, pedindo conselhos ao Ron, como se ele fosse um funcionário público exemplar.
Porém, Leslie ainda terá que lidar com muitos problemas e adorei que a série ainda não quis emancipá-la totalmente do departamento. Sei que um dia isso vai acabar acontecendo, mas se pudesse, votaria para que nunca acontecesse.
A parte mais chatinha do episódio foi Chris colocando Andy em forma. Sem contar que, de alguma forma, Chris consegue transformar a situação em um drama pessoal. Chris não tem nada, esse é o problema. Fica tentando realizar coisas externas, sendo que ele é um louco e precisa, primeiramente, se entender internamente antes de se importar em escalar o monte Everest. Chris, depois que perdeu sua função dentro do departamento e Annie, sempre pareceu extremamente deslocado na série e os roteiristas continuam tentando jogar o personagem de plot em plot, com nenhum grande feito. Precisam entender o que fazer com o ator e precisam entender logo, porque infelizmente Chris é o elo
fraco da série.
No mais, Parks and Recreation continua indo em frente com uma temporada que possui uma grande tarefa: manter o nível da passada ou até passá-lo. So far so good.
Glee — Makeover
30/09/2012, 13:14.
Júlia Berringer
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Ainda que o mais fraco episódio da temporada, o 3º episódio foi bom em vários sentidos. Não na história, que na minha opinião foi uma espécie de “enche linguiça” para o episódio da semana que vem, mas sim pelas músicas e pela participação (super) especial da Sarah Jessica Parker.
Kurt, atrás de seus planos pré NYADA, foi fazer uma entrevista para trabalhar na Vogue.com, e como se não bastasse todo o luxo da revista, ele trabalharia para a fashionista Isabella Wright, interpretada pela SJP. Como sempre, Parker não deixou a desejar e deu show. Com certeza fez diferença no episódio, que não seria tão fabuloso sem a sua presença. O nosso Purpurina veio na hora certa e só acrescentou no trabalho da chefe, que estava meio desmotivada e sem ideias. Kurt deu uma ajuda, e com a participação da Rachel, eles fizeram um makeover que tirou a Isabella do sufoco.
Enquanto Kurt se divertia em NY, Blaine estava tentando passar o tempo porque já não tinha o namorado com ele. Se inscrevou em todos os clubes possíveis, e deu até pra sentir dó do rapaz. Fiquei com o pé atrás com o Kurt, que só sabia falar sobre ele mesmo e as coisas maravilhosas que estavam acontecendo, e nem deu muita atenção para o Blaine. Mas logo encontrou um ombro amigo em Sam (que também é o ombro amigo da Brittany).
Por falar em Brittany, ela estava concorrendo com o Blaine para ser presidente do corpo estudantil. O que não teve muita graça, já que não teve o discurso sempre adorável do diretor Figgins. Mas o strip de Sam e o discurso de Brittany sobre o quanto ela amava a escola, e queria que nunca tivessem férias, salvou. Talvez o discurso explique o porquê de ela não se esforçar para passar nas matérias. No fundo, bem no fundo, acredito que a Brit é super inteligente, e se faz de inocente para um dia dominar o mundo…
Óbvio que o Blaine ganhou as eleições, mas isso não preencheu o vazio e a falta que ele sente do Kurt, e isso nos leva ao próximo episódio. Não vou dar spoiller, mas se você não assistiu a promo, espere por momentos Klaine.
Também no McKinley, Will estava se sentindo mal por não ter mais boas ideias para o Glee Club. Ele sonhou e lutou por muito tempo até ganhar as Nacionais, e agora que ganhou, ele já não sabe mais o que fazer. No começo fiquei com raiva dele por estar querendo deixar o coral e se candidatar para outro emprego, mas depois eu entendi. Eu mesma, quando criança, vi na TV uma Barbie linda. Minha mãe nunca me deu nada de mão beijada, então todo mês ela me dava 5 reais (e dava pra bastante coisa!). Eu guardei o dinheiro por 5 longos meses, e enfim, comprei a tal boneca. Depois de 2 semanas ela já não era tão legal assim, ainda era bonita e eu ainda brincava com ela, mas já não me deixava tão satisfeita quanto antes. É assim que o Shue se sente, depois de anos batalhando por um só objetivo, ele finalmente chega lá, mas depois de todo o êxtase, ele já não sabe mais o que fazer, ao que se dedicar.
Voltanto para NY, Kurt também ajudou Rachel (que sofreu bullying por causa de suas roupas na NYADA) à ter um look mais sofisticado e bonito (tchau suéter preto de gola alta!). O novo estilo da Rachel também surpreendeu Brody que está cada vez mais apaixonado por ela. Depois de um passeio animado por NY, ela convidou ele pra jantar na casa dela e do Kurt. Lá, rolou um clima e os dois se beijaram, e quando as coisas iam esquentando…Alguém bate na porta! Adivinhem quem era…
Sim, senhoras e senhores! O desaparecido Finn apareceu! Ainda bem que chegou logo, porque ele já é alto, com galhos na cabeça, era capaz de enroscar na porta na hora de passar (ha ha ha, ignorem a piada sem graça!). O episódio terminou, mas vendo a nova promo dá pra ter uma ideia do que vai acontecer com o casal Finchel. Mas se você é ship deles, não se desespere. Se Glee seguir uma lógica, eles vão voltar. Todo final de temporada eles estão juntos, e no começo da outra acontece alguma coisa e eles terminam… Se bem que nas outras temporadas não tinha um garoto lindo de olhos azuis chamado Brody.
Sobre as músicas do episódio:
Everybody Wants to Rule the World foi divertido, e eu amei ver o Blaine de Robin!
Celebrity Skin foi surpreendente de um jeito bom, não lembro da última que vez que Glee fez uma garota cantar um estilo de música mais puxado para o grunge.
The Way You Look Tonight / You’re Never Fully Dressed Without A Smile foi bonitinho, mas me lembrou filme de Sessão da Tarde. Mas lógico, um filme, mesmo que da Sessão da Tarde, com Sarah Jessica Parker, é algo que você deve parar e assistir.
A Change Would Do You Good também ficou parecendo cena de filme, mas eu adorei! Acho que a Lea nem precisou se esforçar pra sorrir, eu mesma, olhando para o colega de elenco dela, não consigo conter um sorrisinho.
Fringe – Transilience Thought Unifier Model-11
29/09/2012, 22:25.
Mariela Assmann
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Em 9 de setembro de 2008 um novo seriado foi apresentado ao público norte americano e, consequentemente, ao resto do mundo. 9.13 milhões de telespectadores, curiosos com “o novo seriado de J.J. Abrams”, sintonizaram na Fox e foram apresentados à Olívia – que na época só queria entender o mistério que cercava a morte de seu noivo e parceiro, John -, Walter e Peter Bishop, Broyles, Charlie, Astrid e Gene. E o público adorou. Na terça-feira seguinte, 13,27 milhões de pessoas ligaram a televisão, a maior audiência do seriado. E a primeira temporada encerrou com mais de 10 milhões de média de audiência. Um sucesso pra emissora nenhuma colocar defeito.
Episódio após episódio, as pessoas tinham suas mentes explodidas, e tentavam compreender o que se passava. Alguns viam a lógica por trás daquilo tudo, e confiavam que os roteiristas sabiam o que estavam fazendo. Outros apontavam falhas de raciocínio, e diziam que os furos no roteiro eram enormes e injustificados. Mal eles sabiam que, eventualmente, tudo passaria a fazer sentido.
Na terceira temporada – a melhor, na minha humilde opinião – as coisas se complexificaram. Os episódios passaram a outro nível. O universo vermelho chegou com tudo, e fomos apresentados com mais vagar aos duplos de nossos personagens mais queridos. Alguns foram amados, outros odiados. Houve ainda quem conquistasse seu espaço com o passar do tempo. E junto com novos personagens, novas teorias. Cada vez mais mindblowing.
E foi exatamente na terceira temporada que tudo se tornou mais difícil. Talvez foi aí que o público norte americano percebeu que para ver Fringe, era necessário pensar. Para entender Fringe, era necessário muito mais que isso. Era necessário teorizar, deixar a mente livre. Ser um pouco Walter Bishop. E entender um tantinho – ou um tantão, como tantos por aí, o que não é meu caso – das mais avançadas teorias físicas, químicas, biológicas. A audiência caia, semana após semana. E a Fox tomou aquela decisão que deixou os fãs ainda mais apreensivos: mover Fringe para as sextas-feiras. A partir desse dia, fã nenhum conseguiu dormir tranquilo. As campanhas #SaveFringe foram intensificadas, e a série passou a ser figurinha fácil nos Trending Topics do Twitter. Mas a audiência americana não ajudava, e só 4 milhões de pessoas assistiram a obra prima que foi Subject 13. O seriado foi salvo pelos executivos da Fox só aos 48 do segundo tempo, e uma quarta temporada foi encomendada.
Quarta temporada que começou morna, deixando os fãs muito apreensivos. Mas que logo se demonstrou fantástica, literalmente jogando com nossas ideias e crenças. E quanto mais evidente ficava a genialidade dos roteiristas, que explicavam os pseudo furos de roteiro das temporadas anteriores, menos gente assistia. Em 3 de abril, apenas 2.84 milhões viram The Consultant. E só 3 milhões de bem aventurados viram Letters of Transit na semana seguinte. Os corações do fandon batiam cada vez mais lentamente.
Mas como uma descarga de adrenalina, a renovação foi anunciada em 16 de abril. A partir desse momento sorrisos e lágrimas se mesclaram. A data do final se tornou oficial: fevereiro de 2013.
E foi assim que chegamos em Transilience Thought Unifier Model-11. Infelizmente, o princípio do fim.
O episódio é uma continuação dos eventos de Letters of Transit – pra rememorar os acontecimentos do episódio, basta dar uma lidinha na review. Mas antes de acompanhar o que aconteceu em 2036, depois de Walter, Peter e Astrid serem retirados do âmbar, descobrimos o que aconteceu em 2015, já que tivemos um breve vislubre da chegada do Observadores à Terra. E ficou bem evidente que eles, ali, acabaram com uma família feliz e tranquila. Olivia foi ferida, Peter “perdeu” Etta. A origem de todos os problemas – familiares – que viriam na sequência.
E logo chegamos em 2036, prontos para acompanhar as novas aventuras de Walter Bishop e família – sim, porque Aspen já é da família. Um futuro miserável, no qual Palitos de Ovos servem como “comida-punição”. E com menos de cinco minutos de episódio, Walter já havia feito uma espécie de “previously in Fringe“, explicando que Olivia saiu para buscar uma parte importante do “quebra-cabeça” que permitiria que o seu plano com September, para derrotar os Observadores, desse certo. Ainda descobrimos que como Olivia não voltou pra casa após a missão, Walter colocou os remanescentes em âmbar. Muita coisa para cinco minutos, não?
Nesse ponto, ficou bem claro que os esforços da premiere seriam para trazer Liv de volta para “casa”, para sua família. E realmente, foi isso que vemos. Pelo menos no princípio.
Olivia usou um dispositivo de âmbar para fugir dos Observadores – que Peter também teria, se não tivesse ABANDONADO a família, segundo Walter. E logo a trupe encontrou o local onde a loirinha estava, mas ela havia sido removida pelos “cinganos do âmbar”, uma espécie de mercadores de pessoas presas na substância (e que são muito interessados em dinheiro também, visto a rapidez que reportaram para os Legalistas que haviam visto pessoas procuradas). Depois de negociar com nozes – que agora são valiosas – Peter descobre que Markhan – sim, ele mesmo, o esquisito apaixonado que transformou “Olivia” em mesinha de centro – comprou sua amada. E é aí, na casa do pequenino, que a dinâmica do episódio começa a mudar. Liv é resgatada, mas Walter fica pra trás – ele não poderia deixar de levar um exemplar de Isaac Assimov pra casa -, e é capturado pelos Legalistas (os humanos tatuados leais ao governo dos Observadores). Agora, a busca será por Walter. Pobre Walter, nas garras do detestável Observador-Chefe Windmark.
E mais uma vez John Noble deu show. O interrogatório de Walter foi muito, muito, muito bom. As cenas entre Bishop pai e o careca demoníaco foram tensas, carregadas de uma dramaticidade hipnotizante. E os diálogos foram bem construídos, a começar pelo da música. A resistência mental de Walter foi notável, até para o Observador. Mas isso significou que acompanhamos o seu definhar físico, que foi muito desesperador. Ainda assim, Walter sorria, como que se orgulhando do seu próprio feito, enquanto o sangue escorria pela sua face e enchia os seus olhos. Doloroso, até de ver.
Windmark só conseguiu acessar algumas informações, que sem sequência não faziam muito sentido. Mas viu imagens de Etta criança, e ao ver a imagem dela adulta, ligou os pontos. Agora, ele sabe que Etta está ajudando a antiga Divisão Fringe. E as coisas se tornam mais potencialmente perigosas para todos eles.
Walter foi resgatado, em uma ação muito bacana envolvendo pai, mãe e filha, e cujo artifício foi praticamente provocar uma “overdose de oxigênio”, quebrando o dispositivo de monóxido de carbono que torna possível a permanência dos carecas na Terra. Seria essa “falta de capacidade respiratória” uma forma de derrotar os carecas?
No final das contas, a chave para desvendar o plano de Walter e September, criptografado e fragmentado – fora da sequência – na mente do 1°, era o Transilience Thought Unifier Model-11, ou Unificador de Pensamentos modelo 11, em uma tradução simplista. Explicado o exótico nome do episódio. Só que, de plano, não adiantou nada o esforço de reunir o aparelho, já que a mente de Walter foi muito lesada enquanto ele resistia aos avanços do Observador. É claro que eles acharão outra forma de tentar salvar a humanidade. Mas o caminho mais “fácil” foi descartado.
Outra possibilidade para derrotar os Observadores pode residir justamente na capacidade humana de perceber coisas que os Observadores não conseguem perceber. E isso deve ir muito além da música. Acho que uma potencial saída é trabalhar com as fraquezas dos Observadores, impondo características humanas a eles, o que seria sua ruína.
O episódio foi repleto de ação, de conexões. E a parte “psicológica” não deixou a desejar. Achei interessante ver as tentativas de Peter, Walter, Astrid e Liv de se adaptar ao novo mundo – imaginem viver em um mundo sem música. CHATO! -, bem como à Etta, que deixou de ser uma garotinha para se transformar em uma forte e badass integrante da remodelada Divisão Fringe, inclusive trabalhando “infiltrada” nas forças Legalistas – o que lhe possibilitou saber que Simon Foster foi encontrado no âmbar, junto de William Bell. Nesses primeiros contatos, a estranheza ainda foi grande. E isso é natural, afinal de contas ela viveu 21 anos sem a família. Seria pedir muito que a adaptação de ambas as partes fosse imediata. Creio que a tendência natural é o clima ficar mais familiar à cada episódio. Como disse Olivia, há muito para ser dito e perguntado.
A cena do reencontro de Etta com Olivia foi muito emocionante. E é impossível não perceber como elas são parecidas. A menina, apesar de ter convivído apenas 3 anos, 1 mês e cinco dias com a mãe, é uma espécie de Olivia 2.0. Com menos implicações morais, quem sabe, por ter crescido em um ambiente hostil, de guerra, e sem família. Mas tem a mesma coragem, a mesma determinação. E até a mesma forma de se portar.
E por falar em emocionante, o diálogo de Olivia e Peter também foi. Eles não são mais um casal. Não puderam suportar a “perda” de Etta. E Peter acabou ficando em Boston, enquanto Olivia seguiu para Nova York com Walter. Peter não foi capaz de deixar para trás a ideia de localizar Etta, enquanto que Olivia, “mais forte”, partiu para ajudar o mundo. Peter desistiu de tudo, inclusive da mulher. Mas não creio que existirá rancor ou grandes mágoas entre eles. O discurso de Olivia foi bastante conciliador, também. Acho que ela não culpa Peter por ter desistido dela. Então, acho que logo eles voltarão a ser um casal, de fato. Torço, e MUITO, para isso. Só temos mais 12 episódios. Que eles sejam recheados de momentos Polivia.
No final do episódio, Walter – em trajes que eram a SUA CARA -, o homem para o qual não há esperança, porque da terra árida nada brota, resolveu buscar sua própria cota de esperança, através da música (essa aqui, por sinal). E foi como um bálsamo para sua mente perturbada. No final de tudo, ele avistou uma florzinha, solitária, perdida no futuro devastador. A esperança persiste.
P.S.1: como esperado, nem sinal do Universo Vermelho. É, acho que os mais esperançosos, como eu, terão que assimilar que não veremos mais Bolivia e Lee ajudando a salvar o mundo. Uma pena. Quem devemos ver é Broyles – que, segundo me lembro, é “apoiador” de WindMark – e Nina, que apareceram em Letters of Transit. E tudo indica que Simon e Bell darão as caras em breve, também.
P.S.2: o código da semana foi DOUBT, ou dúvida.
P.S.3: nas minhas pesquisas para tentar descobrir como Only You se encaixaria num plano maior – já que nem as músicas são aleatórias em Fringe -, descobri que ela foi escrita por Vince Clarke, e que é uma balada baseada em sintetizador. Na música, é como se fosse criada beleza e vida dentro de padrões tecnológicos. A ligação com Fringe fica evidente, assim. Uma das marcas registradas da série é trazer ao “frio” universo da ficção científica emoção, amor, coração. Afinal de contas, quantas vezes o amor já foi a resposta, em Fringe? Viajei!?
P.S.4: os acontecimentos dessa premiere não estão completamente conectados com as quatro temporadas anteriores. Ainda há muitas dúvidas sobre como passamos daquilo para isto. Os flashbacks e as informações dadas pelos personagens serviram para nos situar nos acontecimentos, mas é óbvio que muitas coisas não estão muito claras. Quem sabe em razão de Fringe ter sido, originalmente, programada para mais temporadas. Talvez os eventos de 2015 seriam demonstrados mais detalhadamente e tudo ficaria mais explícito, mais conectável. Mas essa quinta temporada é um verdadeiro presente, então acho que nos cabe ser pacientes e ter esperança. Afinal, essa temporada tem tudo para fechar o show com chave de ouro. É o que esperamos, todos.
P.S.5: sim, eu sei. Tá faltando coisa aí em cima. Mas meu cérebro, embora nunca tenha sido testado, mexido ou embaralhado, não chega nem perto de compreender todas as nuances de Fringe. My bad.
Grey’s Anatomy – Going Going Gone
29/09/2012, 12:32.
Mariela Assmann
Reviews
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E cá estamos nós, quatro meses depois, fazendo aquela mesma busca desesperada pela casa, coletando as caixinhas de papel que estavam guardadas desde maio. E lá pela metade do episódio elas já tinham acabado, pelo menos aqui em casa. Será que em Shondaland tristeza tem fim? Temo que não.
Logo no início de Going Going Gone, descobrimos que as coisas estão bem diferentes no Seattle Grace. O início do episódio, com as duas novas internas, me deixou com a impressão que a Bailey badass estava de volta. Qual não foi minha surpresa quando descobri que a novidade era uma Meredith mais “malvada” – leia-se forte -? A medusa está no pedaço, pessoal. E adorei a nova personalidade da Grey. Que orgulho da nossa “sombria e obscura” Meredith Grey. Outra novidade é Cristina nas gélidas terras de Minnesota – um lugar no qual interrupções nas cirurgias significam todo mundo com as mãos para o alto. FOCO -. Está claro que, diferentemente do alegado por Mer, ela não está muito feliz.
Na verdade boa parte das dificuldades de Cristina se resumem a trabalhar como um time. A não passar por cima dos outros, a ser gentil com as pessoas que precisam de sua gentileza. A ouvir as histórias alheias, não desdenhá-las. Enfim, fazer social, que não é muito a sua cara MESMO. Sei que depois de tudo que ela passou, da mudança, e em razão do seu brilhantismo, tudo fica mais difícil. Na minha opinião, claramente, Yang não se adaptará ao novo hospital, e voltará para Seattle. E acho que Dr. Thomas ainda terá algo para ensinar para ela, afinal de contas. Ah, é “só” ela superar o trauma, e voar de volta.
O episódio foi sobre Mark. Um tributo à ele, na verdade. Mas antes de falar disso, preciso falar de algumas outras coisas que chamaram minha atenção nesse episódio. Uma delas foi Alex “entrando nas calças” das novas internas. Aparentemente, ele está de volta à fase garanhão, bem peculiar de seus momentos de culpa e sofrimento. E a culpa é por não ter entrado no avião, dando lugar à Arizona. E apesar dele demonstrar que quer ir embora logo, deixando Mer para trás sem nem se despedir, seu coração gigante fala mais alto e ele resolve ficar, já que o novo atendente da pediatria, Barnett, não caiu nas graças, especialmente po transferir o programa das crianças africanas para outro hospital. Pelo legado de Arizona.
Outra que merece algumas linhas é Bailey. Shonda sabe o que fez com a personagem, enfim. E os acontecimentos desse episódio deixaram bem claro, já que os novos internos nem respeitam a atendente. Ela não é mais nem a sombra da “nazista” que já foi um dia. Resta saber se tendo tomado conhecimento disso, ela vai agir diferente e parar de se agarrar pelos corredores e salas de descanso do Seattle Grace. Bailey Danadinha terá que dar lugar para uma Nazi 2.0, para o bem da personagem.
Owen me surpreendeu. Quando ele disse aquelas palavras para a Dra. Wilson, sobre Mer ser forte e agir daquela forma dura porque sabia que facilitar a vida dos internos não levaria à nada, ele se deu conta de que fracassou com April. Mas eu só descobri isso quando ele encontrou a menina com o grande porco, antes eu pensei que ele voaria para ver Yang. Adorei a atitude o Owen, e por mais que ache April muito chata, acho que a volta dela para Seattle será boa, e dessa vez as coisas serão um tanto diferentes.
E agora vamos aos três personagens centrais do episódio: Mark e, consequentemente, Callie e Derek. Sloan tinha um desejo: se não melhorasse em 30 dias, queria ser tirado do suporte mecânico que o mantinha vivo. E os 30 dias estavam se acabando. 17 horas. A hora fatídica.
Achei uma graça Callie tentando algumas frases eróticas pra acordar Mark. E após a constatação de Derek, de que o amigo sempre queria ser o primeiro em tudo, iniciamos uma viagem ao passado. Essa viagem tornou as coisas muito, muito mais tristes. Foi um tributo de Shonda para um de seus personagens favoritos e mais antigos, ok. Mas destruiu os corações.
Tudo começou em 1994, no casamento de Der e Addison. Vimos Derek e Mark antes de acontecer o evento que abalou a amizade deles.Vimos conselhos com a “cara” de Sloan: não se prenda à uma mulher, Deus planeja uma quantidade enorme de mulheres para homens como nós. Depois passamos por 2007, um exemplo clássico da frase Mark garanhão, com a participação super especial de Callie. Tudo reafirmava aquilo que ele havia dito para Derek, ele não era homem de uma mulher só.
Ainda demos uma passadinha rápida, pra checar o Mark professor, amigo, que vai deixar tanta saudade em Avery. A despedida de Avery, afirmando que o Pelotão das Plásticas continuaria, porque ele podia assumir a partir dali, foi muito, muito emocionante.
E foi em 2009 que surtamos de tristeza. A prova de que o Mark garanhão havia mudado. A prova de que ele era, naquele momento e para todo o sempre, homem de uma mulher só. Lexie Grey.
E a hora chegou, e apesar de Callie e Derek ficarem repetindo que aquilo não era grande coisa, era. Mark Sloan estava partindo. Em uma longa espera para que seu coração parasse de bater e ele, enfim, morresse. Com os seus escolhidos ao seu lado. Foi triste ao cubo. E meus lencinhos de papel já tinham acabado, a essa altura.
Mas ainda chorei mais. Ver Mark com a pequena Sofia e depois, aquela cena com a família – que agora está destroçada – feliz, calou fundo no meu coração. Não veremos mais nosso Mc Steamy pelos corredores do Seattle Grace. Não teremos mais Slexie. Nada será como antes, nunca mais. Não quero dizer que o novo será necessariamente ruim, ou pior. Mas com a saída desse casal, “nada do que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia”. E, que seja feita a vontade de Shonda Rhimes. É exatamente com a imagem da foto acima que lembrarei – com saudade – de Sloan.
Derek, além de ver seu melhor amigo partir, teve que lidar com sua mão inoperante. A cena da sala de operação, com todos felizes pela sua volta, e ele dizendo “É um lindo dia para salvar vidas”, foi emocionante. Mas não foi dessa vez que Derek conseguiu operar. Será que ele voltará a ter a precisão para cirurgias tão delicadas quanto as da neuro? É esperar pra ver.
Callie ainda teve que lidar, o episódio inteiro, com o drama Arizona. As pessoas lhe encaravam, a confortavam, ofereciam seus sentimentos. Mas em momento algum eu acreditei que Arizona tinha morrido. Simplesmente porque eu me negava a trabalhar com essa hipótese. Mas aí, eu precisava lidar com a possibilidade de que, se ela estava viva, algo muito horrível havia acontecido com ela. E no finalzinho do episódio, quando achávamos que tudo de pior havia passado, somos golpeador diretamente na cara com uma Arizona completamente devastada, deprimida, furiosa. E sem uma das pernas.
E assim ficamos, esperando pelo próximo episódio que, pela promo, será tão – ou mais – devastador que esse. Comprem lencinhos de papel durante a semana. Precisaremos deles na próxima quinta-feira. Até lá.
P.S.1: São muitos os personagens novos, também. A britânica Camilla Luddington interpreta Wilson, o “projeto de 007” da vez, a escolhida para fazer a apendicectomia e quem ganhou mais destaque nesse episódio. Simpatizei com a garota, que deve procurar um local para chorar escondida. Steph, é outra das novas residentes. Achei a cena inicial do episódio um pouco Mer/Yang, acho que Shonda espera repetir, ainda que em dose menor e de forma diferente, a amizade incondicional das duas em Steph e Wilson. Heather (a Tina Majorino, de Veronica Mars, Bones) ganhou o “privilégio” de ser a primeira conquista de Alex. E ainda tem mais gente – como a outra interna “do Alex”, cujos nomes e personalidades descobriremos nos próximos episódios.
P.S.2: a morte de Mark causou tanta comoção que Shonda resolveu se explicar.
P.S.3: desde a primeira temporada do seriado, sabemos da necessidade de Shonda em matar, aniquilar. Eu sofro muito com as mortes de Grey’s Anatomy, muitas vezes discordo delas, mas compreendo. A série é drama, e drama tem dessas coisas. A morte do Mark, como eu disse, era esperada, pra mim, desde Fight. Achei que tudo na Finale passada conduziu para esse acontecimento. E entendi o propósito da Shonda. Eric queria sair, Shonda queria que impactasse. Mas confesso que a mutilação de Arizona eu não consegui compreender, muito embora tenha certeza que Shonda irá desenvolver de forma magistral a caminhada de Arizona rumo à ceitação do que aconteceu com ela, e nossa loirinha dará a volta por cima. E outra, eu sei que essas coisas acontecem. Ônibus atropelam pessoas, aviões caem, pessoas transtornadas invadem locais e atiram. Mas qual a probabilidade disso tudo acontecer com as mesmas pessoas, reiteradamente? Tem que ver issaê.
P.S.4: A ABC e a Shonda devem ter comemorado muito a estréia do seriado. Going Going Gone foi visto por 11.73 milhões de espectadores e atingiu a incrível marca de 4.4 de rating.
P.S.5: sei que muita gente detestou o episódio.Mas eu gostei bastante, e isso justifica a nota. Achei a diração belíssima, e se Mark devia morrer – por vontade da toda poderosa Drama Queen -, acho que o tributo feito a ele foi uma belíssima homenagem à Eric.
New Girl – Re-Launch e Katie
28/09/2012, 15:19.
Maria Clara Lima
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Não há nada de novo em New Girl. Os mesmos três caras, a mesma amiga e a mesma garota atrapalhada e sem noção, seguem com a vida típica de um americano mediando. Claro que para a nova temporada, algo de novo deveria acontecer, bom, não tão novo assim, já que o tema do desemprego foi largamente explorado na temporada anterior, mas enfim, a catástrofe apareceu: Jess agora não é mais professora. o universo fica um pouco mais maluco.
E quando Jess não é a única coisa que ela sabe ser, as coisas tendem a ficar um pouco fora do controle. Mas antes de tocar no ponto principal, vamos relembrar onde a série parou.
Schmidt e Cece estavam no auge da paixão. Ele cada vez mais ligado nela, e ela cada vez mais viciada nele. Assim, como dois animais que não precisam de respostas, eles seguiram o romance. Até que os sentimentos afloraram e o jornalista quebrou o pênis. É isso mesmo, não precisa fazer sentido algum.
Já Jess estava enrolada com o pai de uma aluna, com o ex-namorado e colega de trabalho e um quase romancezinho com o colega de apartamento, Nick. Aliás, esses dois renderam bons suspiros aos fãs da série, que já torcem por um namoro.
Já Winston, coitado, procura se reafirmar depois de deixar de ser um astro do basquete. Mas para ele, a história terminou aí.
No novo New Girl, as coisas praticamente são as mesmas. Ou os personagens os mesmos, porque Cece e Schmidt não estão mais juntos, Nick e Jess não chegam a ser um item, e Wiston, bom, esse aí está exatamente onde parou.
A grande novidade agora é que Jess não é mais a professorinha Jess, e nesses tempos de recessão, perder o emprego é mais comum do que se pensa. Mas então, se ela não pode ser o que ela mais sabe ser, o que o destino reservou para a garota?
Ser gaconete daquelas bem atrevidas, é claro. O look nada sexy de Jess não renderia nenhuma fortuna, apenas boas risadas. É Zooey fazendo o que mais sabe fazer, caras estranhas em situações ridículas. Mas quem não gosta dela fazendo essas coisas não passa nem perto da série?
Comédia pastelão sempre rende risadas, mesmo quando o tema é sério.
O episódio duplo de estreia rendeu uma bela continuação da epopeia da ex-professorinha. Depois da tentativa fracassada de ser uma shot girl, Jess passou a ser um espírito livre, e caiu na gandaia. Se envolveu com três caras diferentes, sendo que um nem sabia que ela era, outro não sabia o que ela queria, e o mais inocente, se apaixonou por ela sem ela querer.
Coube ao Nick desfazer toda a bagunça. O que rendeu um momento super fofo entre Jess e Nickolas.
Cece também se envolveu com um cara novo. Um cara nada atraente, o que deixou o ex-namorado mordido de ciúmes, e muito confuso, pois ele não entendia como poderia ter sido “trocado” por alguém tão inferior.
Conflitos amorosos a parte, New Girl foi bem New Girl. Nada muito elaborado, sustentado apenas pelo carisma inexplicável de Zooey, pelo charme do Nick e pela vergonha alheia do Schmidt.
Se continuar assim, nem sei se chegaremos ao final dessa temporada.
PS. Destaque para a participação de Parker Posey.
Covert Affairs – Let’s Dance
28/09/2012, 13:33.
Mario Madureira
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Quando eu insisto que quando um personagem entra num caminho de vingança, ele deve continuar, eu não digo por acreditar que a vingança deve ser feita. A dor que motiva a vingança deve ser amparada e se ter uma revanche for a única maneira de ela passar, eu dou o maior suporte moral para que a justiça seja feita! E Annie Walker se tornou minha heroína nesse quesito!
Que audácia da parte da Lena se achar superior a qualquer pessoa e ainda ter a cara de pau de pedir a Annie para se tornar um agente duplo, não é? Só mesmo ela para acreditar que pode influenciar qualquer pessoa para seguir as suas ordens. Ela pensou errado. Se ela acha mesmo, que Annie Walker, a maior patriota americana que eu já conheci, iria ceder a esse pedido, ela realmente está velha para o ‘business’. Mas a verdade é que Lena foi um grande passo nessa jornada de Covert Affairs. Se não fosse por sua traição, Annie nunca conseguiria evoluir como uma profissional e principalmente, como uma patriota. Isso a fortaleceu.
Mas é incrível como um poder de persuasão consegue mudar o destino das pessoas, não é? Vejam Dmitri, por exemplo, ele poderia ter tido uma grande carreira pela frente, mas decidiu sucumbir o amor com a traidora da Lena. Ela o persuadiu. Ela o usou. E quando precisava ir embora, ela não hesitou em deixá-lo para os russos. Interessante pensar, mas isso esta sendo a verdadeira chave para essa temporada. Escolhas. Ser um agente é um perigo mortal. Será que vale a pena largar toda a sua vida para ser um espião? Dmitri encontrou por meio da música, um novo aconchego. Mas isso havia acontecido por que ele se considerava uma pessoa pequena. Sem valor. Será que ser espiã torna Annie Walker uma pessoa importante? Será que é isso que ela sente quando está em ação?
Let’s Dance ainda conseguiu trazer aquela desenvoltura do novo sentimento que despertou no coração de Auggie e Annie. A importância de ambos estarem juntos. Será que Auggie pretende declarar o seu amor por Annie? Seria esse o momento certo? Eu acredito que não. Após conhecer Zarya, eu percebi que ainda estou naquele sentimento de luto pela morte de Simon. Escutá-la dizer que ela queria guiá-lo de volta para casa, me fez sentir que Annie poderia ter sido tão feliz com Simon. É incrível, mas os roteiristas conseguiram introduzir um personagem em uma temporada, fazer com que nos apaixonássemos pelo relacionamento sucumbido entre ele e Annie e em seguida eles o tiram de nós, deixando aquele vazio profundo que até agora não foi preenchido.
“O meu nome significa ‘estrela da manhã’ em Russo. Eu sempre quis guiá-lo para casa” Zarya Fischer.
Mas esse vazio só exista pois as duas primeiras temporadas não trouxeram uma trama bem desenvolvida como está sendo feita agora. Até o relacionamento entre Joan e Arthur está se tornando interessante. Pensei que o quesito ‘favoritismo’ seria explorado na primeira temporada, mas vemos isso com grande ênfase nessa temporada, principalmente pelo fato de Joan ser um pouco controladora e querer fazer o que ela acha melhor. É possível que ela se torne a nova chefa da CIA, quando o Arthur ganhar o emprego como Embaixador.
Lena teve o que mereceu e estou satisfeito com isso. Mas se vocês acham que Annie voltará feliz para os EUA e continuará com a sua vida sem rumo na DPD, vocês estão errados. Annie matou uma protegida da Rússia. Ela será caçada e presa. Mas sabemos que com aquele sorriso sexy, Annie consegue ser até presidente dos EUA se quiser.
Revolution – Chained Heat
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Depois de estrear como um dos pilotos mais esperados desta fall season e ser a melhor premiere de drama dos últimos três anos Revolution precisou mostrar que tem cacife para manter todo esse alvoroço que surgiu em volta da série. O seu segundo episódio, Chained Heat, foi um tanto sonolento, mas com destaque novamente para as cenas de luta. A essa altura já tivemos um desenvolvimento melhor dos personagens e se você achava que já tinha enigmas suficientes na cabeça, Revolution tratou de colocar mais algumas pulgas atrás das orelhas dos espectadores.
As cenas de luta continuam se destacando na série. A milícia que tomou o poder nos Estados Unidos proibiu a posse, comércio e uso de armas de fogo. Quem ganha com isso somos nós espectadores que nos esbaldamos com as lutas de facas/espadas em Revolution, muito mais bonitas que os tiroteios. Além das boas cenas de luta de Miles, nosso Chuck Norris pós-apocalíptico, outro ponto forte da série são as cenas de flashback. Além de contarem com as grandes participações de Tim Guinee e Elizabeth Mitchell, as cenas mostram acontecimentos muito curiosos sobre o que aconteceu logo após o apagão.
Os personagens se desenvolveram mais nesse episódio e a que mais se destacou foi a nossa heroína Charlie. Em relação a ela faço minhas as palavras de Miles: “estamos viajando há um dia e você já é um pé no saco”. A personagem acabou com a paciência de qualquer um bancando a boa samaritana e só conseguiu se redimir na última cena. Particularmente eu gosto muito de ação e até sou suspeita para opinar sobre Charlie, mas achei a personagem muito inocente e compreensiva demais para quem cresceu em um mundo pós-apocalíptico, teve o pai morto e o irmão sequestrado, ambos por uma milícia autoritária.
O bilhete que Charlie deixa avisando que foi atrás de Miles também é de uma inutilidade sem tamanho. Ela poderia ter fugido simplesmente que não haveria muita dificuldade em descobrir atrás de quem ela estava indo. Outra coisa que chamou a atenção é o jeito que ela se sente culpada por Danny estar com a milícia e o drama quando ela conta que cuidou dele desde a morte da mãe. Parece que Danny tem uns sete anos de idade.
As atitudes de Charlie são um tanto exageradas e a tentativa de transformá-la na heroína 100% honesta e defensora dos fracos e oprimidos é muito forçada e cansa. Por outro lado a garota se mostrou corajosa e disposta a tudo para salvar seu irmão, se o drama foi melhor situado ela pode crescer mais como personagem. Um exemplo bom é a cena de Charlie com o comboio da milícia, a edição mostrando cenas de flashback com o que ela passou na infância montou o nível de drama ideal. Só tenho uma coisa para dizer a Charlie: “Keep calm e stop the mimimi”, #prontofalei. Em contrapartida Miles tem se saído um personagem muito rico e original. Adorei quando Charlie pergunta onde ele está indo e ele responde “um lugar chamado cale a boca e fique aqui”.
A melhor cena de Chained Heat foi com certeza a cena em que Charlie finge estar perdida na floresta, atira no sentinela e junto com Nora e Miles derruba os soldados da milícia e solta os prisioneiros. Charlie mostrou que tem o mesmo DNA da mãe, que nas cenas de flashback apareceu atirando em um homem que roubava a comida de seus filhos, depois que Ben não teve coragem para atirar. A cena em que Miles encontra pela segunda vez o caçador de recompensas também chama a atenção, quando os dois ficam frente a frente todos se retiram do bar, bem estilo faroeste.
Uma grande decepção em Revolution é a abertura da série. Para não dizer que é uma cópia, ela está muito parecida com a abertura de Falling Skies. Os efeitos usados dando a impressão de um circuito elétrico falhando são muito parecidos. O logo com a marca de “power” da série ficou muito bacana, mas a semelhança com a abertura do drama de ficção alienígena de Steven Spielberg incomoda. Por outro lado gostei da brincadeira com as letras quando formam primeiro a palavra “evolution” e depois é acrescentado o “R”.
No entanto, ao contrário de Falling Skies onde a bandeira dos Estados Unidos aparece em todos os ângulos possíveis, em Revolution quem a tem não passa de um rebelde tentando restabelecer o governo americano. A milícia trata quem defende a bandeira dos Estados Unidos como traidores.
Entre esses rebeldes já identificamos Nora e ela foi incrível montando uma arma com materiais precários, deu para entender porque Miles precisa tanto dela. Também deu para perceber que os dois têm um segredo, que faz com que Nora aceite mais facilmente ajudar Miles e Charlie. Só saberemos o que é nos próximos episódios, mas vale como nota mental.
A grande surpresa de Revolution foi a presença de Rachel (viva, sã, mas não tão salva assim). Pelo que deu para perceber é refém da milícia. Através do diálogo dela com Monroe imagino que Ben realmente achava que ela estava morta, assim como seus filhos devem ainda pensar assim. Além de Rachel, outra surpresa foi o misterioso Randall, homem que apareceu na casa de Grace e também usa um daqueles pen drives de energia. Pouco podemos ver desse personagem, mas achei por um instante a roupa dele parecida com a do exército americano, mas realmente deu para ver pouquíssima coisa.
Revolution ainda não me convenceu, mas tem muita coisa para desenrolar na série e os personagens estão precisando urgentemente nos cativar mais. Até agora os mais interessantes são Ben, Rachel, Miles e o capitão Tom. Aaron e Maggie ainda precisam mostram a que vieram e Charlie está longe de cativar os espectadores. O que me incomoda na série, mas acho que isso deve ser explicado mais adiante, é o porquê de tudo isso começar a bombar só 15 anos depois do blackout. Mas acredito que a linha de desenvolvimento da série engloba a explicação do que aconteceu durante esse tempo. Em termos de balanço entre quantidade de mistério e recompensa para o espectador Revolution segue escassa em informações e bem parecida com Lost e Alcatraz. Apertem os cintos que não duvido que um avião caia em uma ilha deserta cheia de ex-presidiários.
PS1: Repararam na quantidade de parques e pracinhas abandonados que aparecem nas cenas de Revolution?
PS2: Recentemente Mark Pellegrino, Todd Stashwick e Colin Ford, atores que trabalharam no outro drama de Eric Kripke Supernatural, confirmaram participação em Revolution.
Modern Family – Bringing Up Baby
27/09/2012, 14:17.
Tati Leite
Reviews
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Assim que Modern Family foi anunciada a vencedora na categoria comédia do Emmy Awards, brinquei no twitter que ficava muito grata aos votantes por facilitarem a minha vida. Garanti nesse momento um parágrafo da review. Não foi nenhuma surpresa. Julie Bowen e Eric Stonestreet, mais uma vez, saíram vencedores. A série ainda venceu nas categorias Sound Mixing e melhor direção, pelo episódio Virgin Territory.
Merecedora? Para muitos não. Alguns defendem que Modern Family é uma série fraca e extremamente conservadora se passando por moderna. Minha opinião é que existem séries melhores. Parks and Recreation, por exemplo, que sequer foi indicada. Das concorrentes dano eu só assisto com regularidade The Big Bang Theory. Girls eu nunca vi, Veep o que vi até agora gostei muito. 30 Rock não gosto, mas sei da qualidade do texto da Tina Fey. Curb Your Enthusiasm os episódios que vi beiravam a genialidade. Acontece o seguinte: de todas essas séries, quem tem a “cara” do Emmy é Modern Family. O fato delas serem indicadas é algo excelente. Modern Family não é uma série para um nicho. É uma série criada para “a maioria”. Principalmente a parte “conservadora” que se acha moderna. Ou seja: a maioria dos votantes do Emmy. Duvido sequer que assistam tudo. Está aí a vitória do Jon Cryer para não me deixar mentir. Escrevi isso tudo porque após assistir a estreia da 4ª temporada, arrisco a dizer que a série tem grandes chances de ganhar novamente em 2014. Podem começar a chupar essa manga.
Passou-se apenas 1 dia que Gloria descobriu estar grávida e Mitchell e Cameron não conseguiram adotar um novo bebê. Na casa de Claire e Phil as filhas retornam da festa de formatura. Primeira cena a destacar vem desse momento. Claire perguntando a Haley se ela está de ressaca e a filha questionando se a mãe ainda quer fazer o papel de que não sabe a verdade, forçando ela a mentir, para ouvir de Claire que é exatamente isso.
Jay está completando 65 anos e Gloria não sabe como contar ao marido que está grávida. O que ela faz então? Primeiro conta para Manny. A reação do menino é de preocupação por não estar preparado para cuidar de uma criança. E aí que entra Luke que “joga a granada e sai correndo” ao dizer para o amigo que com a chegada da criança ele será preterido por Jay, afinal ele é apenas o enteado. Deixando Manny em pânico. A função do Luke é cada vez mais lembrar ao público que o filho da Gloria é um pré-adolescente como qualquer outro e mesmo com seus gostos adultos demais, o menino possuí as mesmas inseguranças que os meninos da sua idade.
Gloria: Eu tô grávida.
Claire: Você ficará tão gorda!
A melhor reação a gravidez da Gloria veio da Claire. A cara da Julie Bowen foi impagável. Acho que foi a primeira vez em 4 anos que eu realmente gargalhei com a personagem. Apesar do “veneno”, Claire corre para avisar ao pai na tentativa de evitar que ele seja indelicado ao receber a notícia. Jay é um poço de grossura quase sempre.
Lily também estava ótima no episódio. A menina passa o tempo todo usando o fato de não ter ganhado um irmão, coisa que ela não queria, a seu favor. Arrisco a dizer que esse comportamento mimado da personagem servirá para no final da temporada Mitchell e Cameron adotarem outro bebê por perceberem que a menina precisa aprender a dividir. Acredito também que teremos cenas divertidas entre Lily e o novo tio(a). Ela sempre teve as atenções voltadas para ela, principalmente da Gloria.
A reação de Jay ao novo bebê surpreende a todos. Foi uma cena emocionante e mais uma vez Ed O’Neill mostra que merecia o Emmy que não ganhou. Jay fica feliz porque após um dia de pescaria com os amigos e Phil acreditava que sua vida estaria chegando ao fim. Ele abraça a mulher emocionado, e temos então uma passagem de tempo onde temos Gloria barriguda e Phil barbudo. Um adendo: Ty Burrell de barba ficou bem gato.
Foi um bom episódio, mas não foi dos mais engraçados. Insistem na piada que Phil tem atração pela sogra (Gloria) e eu acho isso de um mau gosto tremendo. Depois de tanto tempo era para ele ter superado isso. Por outro lado estão cada vez melhor as partes mais emotivas do episódio. Como podemos ver quando Jay mostra o quão feliz está pelo filho que está a caminho, e Mitchell e Cam assumem que não superaram a “perda” do novo bebê.
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