Bones – The Diamond in the Rough e The Archaeologist in the Coocon

Data/Hora 20/01/2013, 16:47. Autor
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Há essas alturas você já deve ter ouvido que a volta de Bones foi um sucesso. Boa audiência, hashtag nos TTs mundial, duas boas histórias, um performance de novata no meio das veteranas.

Nesse meio tempo em que tivemos distantes, a série ganhou uma nona temporada (mais um ano para sofrer) e estão falando até em um décimo ano, episódio 200, acho que há motivos para comemorar, não?

Não se sinta bobo ou boba se você estiver sorrindo, felicidade não deveria incomodar a ninguém. Até porque há uma série de motivos para você ficar feliz, o maior deles é o que vou tentar descrever nesta resenha.

Mas também não se sinta mal se a sua expectativa não corresponde a tantos fogos de artifícios, provavelmente seu descontentamento tem fundamentos, antigos até, e só são perceptíveis por que você liga – ou ligou em algum momento – para os rumos da história. Acalme-se, há uma luz muito generosa no fim do túnel.

Altos

O famoso episódio da dança poderia ter sido um pastelão total. Graças ao bom senso, foi um episódio apenas engraçado. A promoção deste não fez jus ao segundo episódio da noite. Esse sim, um típico bom episódio de Bones. O que tenho chamado ultimamente de episódio de desenvolvimento de caráter. Já que tentam ensinar a Brennan alguma lição.

Há sempre pouca fé que ela vá conseguir se socializar direito, ser mais humilde, ou coisas desse tipo. Nesse episódio, ela não só mostrou para todos que eles estavam errados sobre ela, como, de maneira coerente, se mostrou a personagem mais humana na série.

Acredito que é isso o que ela é, as pessoas só estão ocupadas demais tentando julgá-las.

Esse foi o ponto alto dos dois episódios.

Outra coisa boa foi ver um pouco mais de Bones e Angela juntas. Foi bacana ver a Brennan tentando ajudar a amiga e a Angie reconhecendo isso.

Ah! Buck e Wanda, por favor!

Temos que fazer alguma coisa grandiosa quando acabar?

Não.

Por que não?

Porque nunca vai acabar, Bones. Tudo será sempre assim, apenas assim.

Mas também não posso deixar de citar que o tal segundo episódio, que quase ninguém deve saber o nome, trouxe a mensagem central da série: apesar da feiura do mundo, o amor sempre vence.  Nesse sentido, uma história complementou a outra, já que o momento ultra romântico da semana ficou mesmo no baile entre B&B.

Ah, o amor. Sabe aquele sentimento que te faz sorrir com os olhos, ter o sentido alterado pela empatia do outro, aquele descompasso no coração, a flexibilidade das ideias. Isso que B&B sentem um pelo o outro, e que  Emily e o David fazem questão de deixar bem claro que é isso mesmo.

Á isso, eu celebro. Ao momento em que, ainda atrapalhados, os movimentos não eram compatíveis, uma hora ele liderava, outra hora, a vontade de antropóloga se fazia prevalecer. Até o dia que os passos ficaram mais harmoniosos. O momento que já não importava mais quem estava no comando. Era só deixar fluir.

Baixos

Por que não fazem logo de Bones uma série menos episódica e mais contínua. Isso me incomoda bastante. Em um episódio, Angela estava morrendo porque queria deixar o laboratório e retornar para o mundo artístico, no outro, nenhuma palavra sobre o assunto. Certo que ela estava mais ajudando ao Clark, e que foi peça chave para que desvendassem o cenário que os ossos antigos se encontravam, mas mesmo assim.

Acho que esse é um ponto baixo para a série.

Os casos

Sustento que o segundo episódio foi bem superior ao primeiro. O caso do arqueólogo é um bom fundamento para isso. O jeito que o caso foi disposto em The Archaeologist in the Coocon ao fazer vários paralelos entre a vítima, a descoberta científica e a vida dos personagens. É uma coisa que sinto falta em Bones, e neste episódio foi feito muito bem.

A história me lembrou A Night at the Bones Museum e o The Shallow in the Deep ao tocar em alguns pontos: a genialidade da Brennan em sua profissão, a alta competitividade, e coragem de tocar em certos assuntos com tanta delicadeza, como a história do ancestral da Camile no episódio do navio negreiro. The Man in the Fall Out Shelter acho que resume bem esse sentimento. Episódio memorável em todos os sentidos.

Família entre espécies. Um tabu que parece coisa de homens das cavernas, não? Parece que não. Apesar do motivo do crime ter sido – como quase sempre – o egoísmo e inveja, a investigação tocou em um ponto bonito e penoso: como em pleno século 21, “raça” ainda importa.

O paralelo entre Angela e Hodings foi bem sútil, com a artista tendo a sensibilidade para “descobrir” que se tratava de uma família atípica. Uma coisa “nova”, imprescindível, como o Clark disse.

Cheguei a pensar, que por causa disso, o assassino era o irmão da xexena. Mas a humanidade avançou, e os motivos para um assassinato permaneceram os mesmo. O arqueólogo foi morto pelo ciúmes. Uma família foi destruída porque ainda somos incapazes de aceitar o diferente, ou um derrota.

Esse sim foi um bom caso.

Já a dançarina morta por causa da competição. Bom, esse foi quase uma repetição do que vimos no último episódio da sexta temporada. Além do que, não senti empatia alguma pela vítima. Foi quase como se ela não existisse. Notável somente pelo fato dela ser um esqueleto com brilhantes! o esqueleto mais bonito da série inteira! (se é que isso pode ser chamado de um feito memorável).

Foi muito óbvio quem era o culpado e as cúmplices. Além do que o caso motivou pouco desenvolvimento para os personagens.

B&B

Paratudo! Brennan e Booth se beijaram? Foi isso mesmo! Achei que casais casados na Fox não fizessem isso.

Ok, parei.

Apesar de ter achado lindamente brega a cena da valsa, eles são tão lindos! E quando a Christine aparece, me rendo por completo. Gostei da autocrítica da Brennan ao final de The Archaeologist… mas muito mais da cobrança que ela fez ao Booth para que o parceiro reconheça suas próprias faltas. Está na hora do agente perceber que ele não é tão perfeito assim. A Brennan tem mudado ao longo dos anos, desenvolvido, mesmo sendo ela do jeito que ela é, ainda assim de mostra mais maleável do que Booth. Sei que ele é o “cavaleiro de armadura brilhante”, mas, né?

The Diamond in the Rough e The Archaeologist in the Coocon

Nenhum dos dois episódios vão entrar em uma possível lista dos “dez melhores”. Alguns vão lembrar da cena final do The Diamond… e eventualmente vão achar bonito a reconstituição do assassinado da homo sapiens e do neandertal. Mas não houve nada de extraordinário neles.

Talvez uma coisa, uma coisa memorável. Difícil até. Recuperar a credibilidade. Uma vez alguém me disse que reputação é impossível de se reconquistar, é um trabalho duro, insistente, com 99% de chances de você falha tentando.

Com esses dois episódios, Bones mostrou estar mais do que pronta para terminar a temporada em grande estilo. Agradando os apaixonados e os descontentes. Elevando cada vez mais a credibilidade. E como em um longo casamento, fazendo dos pequenos gestos uma razão eterna para celebrar.

Eu disse que você teria motivos para ficar feliz com a série? É bem assim que eu me sinto, como se eu estivesse dançando uma valsa sem fim.

Até amanhã!

Fringe – Liberty e An Enemy of Fate

Data/Hora 20/01/2013, 15:41. Autor
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Sexta-feira, 18 de janeiro de 2013. O dia que será lembrado pelos fãs de seriado – sim, não apenas os aficcionados por Fringe – como o dia da despedida de uma das melhores – e mais bem encerradas – séries de ficção científica já feitas.

O encerramento foi perfeito? Não. Poderia ter sido muito melhor. Mas muita coisa na vida poderia, e se considerarmos que Fringe viveu por pelo menos 3 anos andando no limite tênue entre renovação e cancelamento, o desfecho foi mais do que satisfatório. Para mim, foi mágico.

Porque além de atar quase todas as pontas soltas, Liberty e An Enemy of Fate foram uma verdadeira homenagem à Fringe, à sua jornada, e aos fãs. Muita coisa foi explicada, ainda que muito rapidamente. Os episódios foram bastante corridos. Mas essa correria foi necessária. Aliás, a quinta temporada foi um tanto quanto acelerada, e não havia como ser diferente. Já disse muitas vezes, e repito, que a trama de 7 temporadas foi reduzida para caber em 4 temporadas “e meia”. E, dessa forma, impossível que certas coisas não fossem condensadas e aceleradas. O importante é que podemos gritar aos quatro ventos, com um sorriso e o orgulho estampados no rosto que Fringe teve final, e um final digno.

Então, vamos à última review. Devagarinho, para esse último “momento Fringe” perdurar um tantinho mais.

Eu gostei bastante dos dois episódios finais, e achei bastante interessante o fato dos deles terem tido uma narrativa diferente. Enquanto que Liberty foi mais planejamento e estratégia – embora com momentos de muita ação -, An Enemy of Fate foi adrenalina e emoção puras.

O primeiro acerto, na minha opinião, foi terem trazido Olivia de volta ao centro da ação. E me agradou bastante vê-la badass como nos velhos tempos, cruzando universos, correndo, atirando, salvando pessoas e matando os caras malvados. Fringe também era sobre isso, e nessa quinta temporada, em virtude do número reduzido de episódios, vimos menos da agente Dunhan do que gostaríamos. Se não compensaram completamente a falta, os episódios foram uma espécie de bálsamo no coração. Olivia Dunhan, mais uma vez, salvou o dia – sei que não sozinha, mas teve participação bem destacada. E, vamos combinar, ver Liv de cosplay da Jean Grey – ou Fênix, para os íntimos – foi BEM interessante. O amor de Olivia pela filha, somadas as doses de cortexiphan ministradas pelo Walter (quase deu para sentir a dor de Olivia enquanto Walter injetava a substância nela), possibilitaram o retorno dos poderes da loira, e com força total.

Outro acerto: introduzir o universo vermelho no plano de salvar o mundo. E fazer isso de forma que a trama dos episódios não fosse comprometida.

Foi uma visita rápida, mas que respondeu muitas perguntas que nos inquietaram nos últimos meses. Descobrimos que os Observadores invadiram apenas o universo azul. No vermelho, a vida continuou de onde “parou” em Worlds Apart (4×20). Bolivia e Lee se casaram e formaram uma linda, e feliz, família. Impossível não sorrir ao perceber a harmonia entre os dois, e ao notar que eles ainda continuam salvando o mundo, mesmo que 21 anos depois do fechamento da ponte. Walternate, que não apareceu no episódio, se afastou do cargo de Ministro da Defesa e agora é um noventão que dá palestras em Harvard. E de quebra, ainda descobrimos que os Observadores tinham acesso ao outro universo, portanto não o invadiram por pura opção, mesmo (aqui, faço uma ressalva. Não sei se eles sabiam da existência da realidade alternativa, ou apenas tomaram conhecimento dela ao ver Olivia cruzando).

Ainda na leva dos acertos, os episódios finais ainda trouxeram de volta Broyles, que também participou pouco da temporada. O único contato infiltrado da Divisão Fringe foi vital para que o plano de salvamento do mundo acabasse se concretizando. Sem seu auxílio, Michael nunca seria localizado a tempo. Aliás, achei interessante que o plano teve que sofrer alterações e adaptações de última hora. Seria muito pouco crível que tudo desse certo. Então, por mais que a opção dos roteiristas de deixar as coisas um pouco mais complicadas tenha tornado o ritmo dos acontecimentos muito acelerado, eu acho que ficou melhor assim. E a participação de Broyles foi ainda mais impactante no episódio final. Cá entre nós, foi a cara da Fringe Division achar um tempinho para salvar Broyles antes de salvar o mundo. Havendo possibilidade de cumprir a tempo todas as tarefas, eles nunca deixariam um integrante do time para trás.

Outro ponto que me agradou bastante foi descobrirmos o motivo da conduta diferenciada dos 12 Observadores com nomes de mês. December apareceu no episódio, e inclusive morreu na tentativa de ajudar September, indo para o futuro buscar um dispositivo capaz de possibilitar a abertura da passagem que salvaria o mundo. Descobrimos que os 12 estavam mais familiarizados com as emoções humanas, e eram inclusive possuidores de algumas delas, ainda que de forma menos intensa. Eles eram uma espécie de “grupo de pesquisadores” dos Observadores, cuja ação era feita por baixo dos panos. Essa história tinha muito potencial para ser melhor desenvolvida. Espero que no universo alternativo, no qual Fringe tem ótima audiência e terá vida longa, os telespectadores recebem mais respostas do que nós.

Os momentos de drama/emoção dos episódios finais foram inúmeros. E nem poderia ser diferente, já que a Fringe que aprendemos a amar era recheada de momentos desse tipo. Nem preciso dizer pra vocês que chorei, e não foi uma vez só. Os momentos entre Peter e Olivia foram ótimos. Ver que eles acabaram achando um jeito de encontrar um no outro o apoio que precisavam, depois de uma longa jornada repleta de diferenças e desencontros, é muito bacana. E saber que eles tiveram seu final feliz é reconfortante. Eles mereciam a chance de ter uma vida feliz, ver sua garotinha crescer. E isso tudo acontecerá, ainda que não tenhamos a oportunidade de acompanhar esse futuro.

O diálogo entre Peter e Walter foi extremamente emocionante. Ver o desespero de Peter, sabendo que Walter se sacrificaria para que ele pudesse ter seu final feliz, foi de cortar o coração (e esse diálogo explicou a carta que Peter receberia no final do episódio. De quebra, ainda explicou onde estava a Tulipa perdida, referida por September e Walter em The Boy Must Live). Como ficou ainda mais evidente depois do diálogo de September e Walter, igualmente tocante, Fringe é um seriado sobre amor. Sobre sacrifício. E sobre fazer o impossível pela proteção dos filhos. Afinal de contas, não foi tudo em virtude disso? Dois pais que desejavam salvar seus rebentos? Um casal que fez o impossível para ter sua filha de volta? Durante muito tempo, torcemos para que a explicação de Fringe não fosse o amor. Mas, agora, não consigo vislumbrar uma resposta mais apropriada que esta.

E o que dizer do momento entre Walter e Astrid, com Gene presa no âmbar? Foi emocionante ao extremo, porque me fez relembrar dos inúmeros momentos entre Walter e Astrid, que rechearam esses cinco deliciosos anos. Uma amizade linda, que manteve Walter são por muito tempo. E o diálogo final, entre os dois, com Walter dizendo “é um belo nome” (…) “Astrid”, me fez chorar de verdade.

Quanto ao desfecho da história, foi especialmente cruel que tenhamos nos “acostumado” à ideia de perder Walter para depois ficarmos meio aliviados ao saber que September iria acompanhar Michael em sua viagem ao futuro, e tudo isso para nos momentos finais do episódio ver September morrer e Walter partir rumo ao futuro, para lá viver (há controvérsias, e falarei disso na sequência). Ver Walter partindo, em paz e resignado, e ver o desespero contido nos olhos de Peter dar lugar à aceitação (I love you, dad), foi devastador. Embora tenha ficado evidente que aquilo era necessário – Walter faria qualquer coisa pela sua “coisa favorita” -, nem por isso doeu menos.

Preciso dizer, também, embora essa review já esteja com cara de livro, que os episódios finais foram uma lindíssima homenagem aos fãs de Fringe. Meu coração sorria a cada pequena coisinha que me fazia relembrar das temporadas passadas. E ver aquele dirigível pelos céus me fez viajar para a terceira temporada da série, minha favorita, época na qual usávamos o grande “balão” para diferenciar a realidade que estávamos observando. E por falar em nostalgia, abri o maior sorriso ao perceber que eles utilizariam a “janela” para conferir se o outro universo ainda existia. Na hora, lembrei de Peter, o 1° episódio em flashback de Fringe, e que nos apresentou toda a trama do “sequestro” de Peter, ocorrido em 1985. Foi naquela janela entre universos que Walter assistiu September atrapalhar Walternate, que deixou de perceber que havia descoberto a cura para a doença de Peter. Foi essa janela que possibilitou que a guerra entre os dois universos, que ditou o tom de boa parte da série, fosse instaurada.

E o que dizer do caos causado por Peter e Olivia, que utilizaram eventos Fringe contra os observadores? Vimos as borboletas de The Dreamscape (1×09), o bichinho simpático de Snakehead (2×09), o fringe event de Os (3×16), que fez Observadores mortos flutuarem (Peter, Walter disse que seria legal), os Observadores com os orifícios se fechando, como ocorreu em Ability (1×14), entre tantos outros. Peter e Olivia, passando entre um corredor, enquanto a história inteira de Fringe passava pelos nossos olhos.

Ao mesmo tempo que encerraram a série de forma digna e mais que satisfatória, os roteiristas ainda fizeram uma homenagem aos fãs que fizeram Fringe ter a possibilidade de ter esse encerramento. Foi lindo.

Ah, antes que eu me esqueça, preciso dizer que a relação de Fringe com a música foi linda, todo esse tempo. E em especial nessa última temporada. Digo isso porque ficou bem evidente que música tem a ver com emoções. Tem a ver com humanidade. Os Observadores não compreendem a música, e o que ela significa para os humanos “normais”. Mas quanto mais envolvidos com a humanidade eles ficavam, mais eram afetados pela música. E Michael, o Observador especial, compreendia música. Mais, acabou utilizando ela como forma de expressão, ao tocar a caixinha de música que September lhe deu ao ver seu pai cair morto. Foi sua forma de demonstrar pesar. E com certeza todos carregaremos na memória as inúmeras cenas de Walter e de sua vitrola e das viagens musicais de nosso amado cientista. Atrevo-me a dizer que Fringe modificou minha relação com a música, e agradeço à serie, eternamente, por isso.

Mas nem tudo foram flores na épica conclusão de Fringe e algumas questões não ficaram muito claras pra mim. A primeira delas foi a fuga de Michael. Agradeço pelo plot da fuga dele ter dado motivo para que víssemos o universo alternativo uma única vez. Mas fiquei com a sensação de que perdi algo grande, ou que uma boa explicação não nos foi dada. September chega a mencionar que alguma razão para a fuga deve ter havido, mas acabamos o episódio sem descobri-la. Na minha cabeça, o garoto sabia o futuro, e estava confiante de que seria resgatado caso fosse capturado. Assim, fugiu para que Walter, Liv e Peter não fossem capturados. Mas isso será, eternamente, apenas a minha versão dos fatos.

Outra coisa que não entendi foi o pedido duplo de silêncio de Michael para Olivia. Sobre esse, nem teorizei, me faltaram elementos. Mas com certeza teve um significado, que eu, vergonhosamente, perdi. Muito provavelmente, as lágrimas e o pesar atrapalharam meu julgamento.

Aliás, falando de Michael, ficou um tantinho mal explicado o porquê dele ter nos Observadores o mesmo efeito destes nos humanos. É como se os Observadores, especialmente Windmark, tivesse que proteger sua mente o tempo todo na presença do menino. Não sei, exatamente, o porquê dessa proteção. Há a possibilidade da inteligência acançada de Michael e, principalmente, de seu lado emocional desenvolvidos, causarem danos às mentes emocionalmente rasas dos Observadores. Mas isso é apenas uma hipótese.

E outra questão, grande. Walter enfatizou para Peter que o líquido contido na ampola era vital para que ele conseguisse viajar para o futuro, junto de Michael. Quando September avisa Walter que irá com o filho, o líquido sumiu, porque foi utilizado por September. Como Walter conseguiu realizar a viagem sem o líquido? Isso significa que ele morreu na tentativa e Michael seguiu sozinho o seu caminho? Acho que nunca teremos certeza, no final das contas. O destino de Walter Bishop, depois de tamanho sacrifício, permanecerá uma incógnita.

Como bem salientado pela Nathália, nos comentários, e por várias outras pessoas que conversaram comigo, aquela dose era uma “reserva”, Walter já havia tomado a sua em 2015. Então, estou me retratando. No calor do momento, acabei deixando esse “pequeno” detalhe passar. 😉

Quanto ao final, o retorno a 2015, com Peter, Etta e Olivia no parque, vi muita gente falando que foi uma situação muito forçada. Discordo. Porque eu compro a ideia de que em The Day We Died (3×22), ao entrar na máquina do tempo, por ação do grupo dos 12 Observadores pró-humanos, Peter foi jogado em uma linha do tempo na qual o filho de Walter, do Universo A, morreu. Ou seja, não houve interferência dos Observadores na linha do tempo. Assim, o reboot temporal para a cena do parque era plenamente possível, já que foi a 1ª oportunidade na qual os Observadores interfeririam naquele universo (houve algumas aparições de September na 4ª temporada, mas ele não chegou, até onde me lembro, a alterar o curso dos acontecimentos).

E assim Fringe acabou, deixando um agridoce gostinho de quero mais. Quem seria o cientista norueguês que criou os Observadores? Como seria a vida de Michael e Walter – se é que ele sobreviveu – no futuro? E em 2015, o que pensam Peter e Olivia sobre a ausência de Walter? Aliás, Peter – pela expressão de Olivia no parque, há uma corrente teórica forte que julga que ela lembra do que aconteceu ou sabe que há algo faltando – lembraria de algo? São muitos os questionamentos, nem consigo recordar todos para listar aqui.

O fato é que tudo poderia ter sido explorado muito melhor. Antigos personagens – saudades, Rachel e Ella – poderiam aparecer, tramas secundárias ganhariam um desenvolvimento melhor. O que nos resta, nesse momento, é criarmos um Universo de Bolso particular, no qual cada possibilidade poderá ser explorada da forma que mais nos agradar. Estou tentando criar o meu. Quem vem?

P.S.1: quem mais achou super fofo o número da porta do apartamento do December ser 513? E ficou emocionado ao ver uma marca sangrenta de uma mão de 6 dedos na parede?

P.S.2: os códigos dos últimos episódios de Fringe foram LOVED – amado – e CLOSE – de fechar. Não precisam de explicação, né?

Grey’s Anatomy – The End is the Beginning is the End

Data/Hora 19/01/2013, 18:01. Autor
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E cá estou eu, mais uma vez, pronta para elogiar um episódio de Grey’s Anatomy. Controvérsias a parte, tiro o chapéu para Shonda Rhimes. Ela está conduzindo muito bem o seriado, nessas duas últimas temporadas. E estou gostando muito do rumo que as histórias estão tomando.

Pra mim esse episódio foi sobre superar. Deixar as coisas ruins no passado, mesmo que seja difícil. Enxergar que, apesar de tudo, há coisas boas acontecendo, e que elas merecem ser comemoradas. Foi quase que um pedido aos fãs, uma explicação: sim, coisas horríveis aconteceram. Sabemos que é difícil seguir adiante, mas pedimos que vocês tentem. Tem coisas maravilhosas por aí, não deixem de apreciá-las.

E gostei muito de, juntamente com nossos sobreviventes, superar, ainda que lentamente, as perdas. O discurso da Callie, no jantar, foi bem significativo. Por mais estranho que tenha sido um jantar “comemorativo”, acho que ele foi necessário. É claro que Mark e Lexie sempre serão lembrados. Inevitável ser de outra forma. Mas quem restou precisa achar uma forma de coabitar com a ausência. É fácil? Não, e nunca será. Mas a vida continua, apesar da perda. Mãos voltam a ter funcionalidade, pessoas engravidam, dão uma segunda chance para relacionamentos e… FAZEM SEXO (ou pelo menos tentam). Viram? A vida continua, e aprende a conviver com a ausência.

E o caso médico de Avery também ilustrou bem essa necessidade. O paciente foi tratado por 16 anos pelo Sloan. E Jackson enfrentou muita resistência de Robbins e Derek para trocar o tratamento do adolescente. Tudo porque havia um planejamento feito por Mark. Mas ele já não estava ali para avaliar a evolução clínica do tratamento, o que justificaria a alteração. É necessário que os médicos, também enquanto profissionais, sigam em frente.

A necessidade de seguir em frente também bateu à porta de Richard. E no caso dele, há um forte sentimento de culpa rondando a área. Tanto em razão de ter trabalhado muito, e se dedicado “pouco” à esposa, como em razão de não ter estado com ela nos seus meses finais. E isso se refletiu na vontade de jogar fora todos os seus “souvenir” médicos, e na forma nada elegante que tratou mama Avery. Mas a conversa, ainda que rápida, com Mer serviu como estímulo para ele seguir adiante. E acabou servindo como estímulo para ela, também. Adorei ver um dando suporte ao outro, acho linda a relação deles. O que me lembra que senti falta, nesse episódio, de alguma cena entre o Chief e a Bailey.

E por falar em relação, me surpreendi bastante com o rumo dado à Jo e Alex. Os dois viraram melhores amigos, saem para beber juntos, atravessam a ressaca juntos e, PASMEM, não transam. Uma relação fofa e saudável. Contudo, ainda após que apesar do discurso dos dois ser totalmente no sentido de “NÃO, nunca dormiremos juntos”, isso acabará acontecendo. E quando acontecer, será uma relação madura e bem pensada, o que pode indicar que será ela a eleita para fazer Alex sossegar de vez e superar Izzie. To torcendo para que tudo dê certo entre os dois.

Jackson e Steph também me surpreenderam. Achei que os dois se pegariam uma vez e pronto, final da história. Mas não, eles estão quase que em um relacionamento. E meio sério, pelo que pude compreender. Se Avery não sentisse nada pela moça, ou pelo menos não gostasse de passar algum tempo – de qualidade – com ela, não teria contado para April sobre o lance. Pobre April, a situação conseguiu me deixar com pena dela. Mas quem muito enrola, acaba sem nada, e todas as mancadas dela acabaram se refletindo na sua situação atual: apaixonada por Avery, e sem poder contar com ele. Não sei no que apostar, em relação a essa história. Mas estou inclinada a pensar que Kepner acabará entrando em um relacionamento com o moreno sensual. Vamos ver.

Previsível é, pra mim, a história da falência do hospital. É óbvio que os médicos não deixarão o Seattle Grace Mercy West fechar as portas em razão do pagamento de suas indenizações. Provavelmente eles acabarão abrindo mão de receber boa parte do valor em prol da continuidade do funcionamento do hospital. Mas antes disso, é claro, algumas divergências internas deverão surgir entre eles. E a história de Owen e Yang pode se complicar.

Eu nunca fui uma Crowen. Mas confesso que achei bem bacana a reaproximação dos dois. Porque teve tudo aquilo que o casamento deles não tinha: leveza. Essa fase “estamos nos pegando” está fazendo bem aos dois, e não sei se um embate entre o hospital – e Owen, consequentemente – e os litigantes vai ajudar a leveza a perdurar. Só assistindo aos próximos episódios para saber pra onde vai essa história.

Enfim, gostei bastante do episódio dessa semana. E espero ansiosa pra saber o que acontecerá na semana que vem. Até lá!

P.S.: quão fofa é a amizade de Yang e Mer? Achei fofura pura Cristina dizendo pra Derek que é óbvio que sabia da gravidez da amiga, em razão do tamanho dos peitos e do apetite. E o olhar de Yang, de felicidade pura, ao receber a confirmação de Mer? Chorei.

Nashville – Be Careful of the Stones You Throw

Data/Hora 17/01/2013, 09:35. Autor
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Pessoal, temos boas notícias. Depois de alguns contratempos a review de Nashville retorna ao TeleSéries. Agora sou eu quem estará aqui toda semana, comentando os episódios com vocês.

A verdade é que nos oito primeiros episódios pudemos nos apaixonar por alguns personagens, odiar outros e rever nossos conceitos sobre outros. Devo dizer que pra mim Nashville é sobre Rayna James. Admiro a força da personagem e a maneira como ela conduz sua vida. Acho Rayna uma mulher íntegra e adoro a forma como ela enfrenta o pai. Uma pena que continue casada com o Teddy e acabe sendo conivente com algumas coisas, mas tudo se justifica quando ela explica que faz tudo para proteger a família. Já Juliette entra na cota do ‘rever nossos conceitos’. Eu achava a loirinha mimada, arrogante e petulante. Não que eu não ache mais, ainda acho, mas a verdade é que o passado dela explica (não justifica) algumas dessas coisas e também que ela melhorou muito depois que passou a se relacionar com o Sean. Já na cota dos odiados, na minha opinião, entram Avery e o pai da Rayna.

E Nashville retorna do hiatus após deixar um cliffhanger dos mais intrigantes para os telespectadores. Não havia ninguém que não estivesse em dúvida: Sean iria aceitar o pedido de casamento de Juliette?

Be Careful of the Stones You Throw me pareceu ser um episódio sobre seguir em frente. Começamos logo percebendo que mais do que aceitar o pedido de casamento de Juliette, Sean e ela haviam casado escondidos, contrariando toda aquela teoria da família do moço. Juliette se saiu muito bem nessa, mostrando que a mala da sogra não iria interferir no desejo dos dois.

Além disso, grande parte dos personagens, de uma maneira ou outra, seguiram em frente. Deacon está em turnê com uma grande banda de rock e embora aparentemente infeliz, seguiu em frente e esqueceu Rayna; Juliette e Rayna deixaram as picuinhas para trás e seguiram juntas em turnê; Scarlett finalmente deixou Avery para trás de uma vez por todas; e Rayna finalmente teve coragem de dizer a Teddy que o casamento dos dois não dava mais certo. Aliás, aproveitando o gancho preciso dizer que a coisa que mais me incomoda em Nashville é o fato da Rayna se preocupar tanto em manter as aparências por causa das filhas. Ninguém merece manter um casamento fracassado por causa de duas filhas, até porque, convenhamos, elas já estão bem grandinhas para aceitar uma possível separação. Para ficar perfeito só faltava Rayna seguir totalmente em frente. Para isso, curiosamente, ela teria que voltar ao passado e dar uma chance a Deacon.

Não sei se eu perdi alguma coisa, mas tenho a impressão de que foi a primeira vez que foi mencionado que Maddie não é filha de Teddy. É isso mesmo ou já haviam falado sobre isso antes? Lembro algo sobre uma insinuação sobre o fato, em uma briga com o pai. Mas não havia ficado muito concreto, para mim. Imagino que ela seja filha do Deacon e que ele não saiba disso. Provavelmente deve ter ocorrido na época em que ele precisou ser internado na reabilitação.

Um dos grandes momentos do episódio foi a mãe da Juliette falando para ela nada mais do que a verdade. Infelizmente sabemos que tudo que ela disse é verdade. Até por conta da história de vida que tem, a garota se sente muito vazia e acaba tentando preencher esse vazio de qualquer maneira. Para minha surpresa ela levou em conta o que a mãe disse e fugiu do próprio casamento. Deve seguir em turnê com a Rayna, mostrando que pelo menos nisso as duas se parecem: correm o mundo para fugir dos problemas de casa.

Agora é aguardar pelas cenas dos próximos episódios. Estou com duas impressões fortes: Deacon está louco para abandonar a turnê com a banda de rock e ir tocar na turnê das duas e que esta turnê irá nos proporcionar ótimos momentos.

PS: A destacar o excelente nível musical de Nashville. Até pra quem não gosta de música country é um prato cheio. Gosto especialmente dos números da dupla Gunnar e Scarlett.

Hawaii Five-0 – Kapu (Forbidden)

Data/Hora 17/01/2013, 09:29. Autor
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Hawaii Five-0 retorna do hiatus de fim de ano com uma super novidade. O episódio exibido na noite desta segunda feira, 14 de janeiro de 2013 contou com a participação dos telespectadores, que decidiram o final do caso desta semana. Foi uma forma de interatividade da série com os fãs, que se sentiram roteiristas da série que tanto amamos.

Entretanto, o episódio… não foi lá estas coisas. Para falar a verdade, achei um monte de história jogadas, com a intenção de confundir o telespectador – ou encher linguiça, e que não deram em nada. Basicamente, a equipe investigava um assassinato em um campus de uma faculdade, e existiam três principais suspeitos. A audiência, através do site, deveria escolher um dos três, e incriminá-lo pelo assassinato de um renomado professor.

Eu cheguei a participar da votação, e escolhi o resultado vencedor – o assassino era o chefe do professor. Mas, acabou ficando tão clichê, e tão sem graça, que acho que qualquer escolha ali tornaria o episódio assim. Infelizmente, os produtores não foram muito felizes nesta dinâmica, e transformaram o episódio num verdadeiro liquidificador, onde tudo foi misturado… Incluindo as cenas inicias, com os calouros da faculdade levando trote, que achei completamente desnecessárias, assim como a história da Kono que ficou tomando conta de Sang Min, que voltava a ilha para um tribunal, que diminuiria sua cena (história que poderia ser melhor explorada em outro episódio…).

Ressalvo algumas cenas, que foram engraçadas, como quando a equipe descobre, através de um sobrinho de Danno (que sabe-se lá de onde ele surgiu…) enviou uma foto por e-mail de quando o policial posou para um calendário policial. Isso sim, foi bem hilário… Mas tirando isso, de nada prestou este episódio para mim… Talvez também porque  a temporada estava em um altíssimo nível de episódio, e este veio com uma abordagem mais fraca. Uma pena!

Mesmo assim, a audiência do episódio não deixou a peteca cair, e manteve a série com uma boa demo da noite no horário – 2.4.

Nesta próxima semana teremos dois episódios de Hawaii Five-0. Um no domingo (3×13), em uma exibição especial, e um na segunda feira (3×14). Portanto, review dupla na próxima semana. Nos encontramos. Aloha!

Fringe – Anomaly XB-6783746 e The Boy Must Live

Data/Hora 16/01/2013, 15:48. Autor
Categorias Reviews


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No dia 21 de dezembro de 2012, foi exibido Anomaly XB-6783746, um episódio maravilhoso que acabou ficando sem review por causa da correria de final de ano. Então, ao mesmo tempo que os apresento minhas mais sinceras desculpas pela ausência da review, falo um pouquinho sobre o episódio, que nos trouxe acontecimentos importantes e emocionantes.

Foram muitos os acontecimentos desse episódio. E tivemos que nos despedir de uma personagem emblemática. Nina Sharp, uma importante aliada para a Divisão Fringe, foi descoberta por Observadores e Lealistas, e acabou se sacrificando para que os planos de Walter e cia, de salvar o mundo, continuassem possível.

Tenho certeza que muita gente, assim como eu, só percebeu o tanto que gostava da misteriosa Sharp no momento de sua morte. Com certeza, caso houvesse mais tempo, Nina teria participado mais dessa reta final de Fringe, mas não foi assim que quiseram os deuses das renovações. Então, só nos resta lamentar a partida da ruiva mais grisalha dos universos, e agradecer seu esforço final.

Afinal de contas, foi seu esforço – o suicídio depois daquele papo fenomenal com o lagartão Windmark – que permitiu que o Child Observer, Michael, ficasse a salvo, esperando por Olívia, Peter e Walter. E mais, permitiu que os pensamentos de Walter e Michael se conectassem e nós descobríssemos, enfim, quem é Donald. E, meus amigos, Donald é ninguém menos que September. Final de episódio daqueles de ficar com cara de aterrorizado olhando para a tela.

Por falar em Michael, também descobrimos que ele não é uma criança, como imaginávamos. Ele é uma anomalia, o que explica o nome do episódio. Mas arrisco-me a dizer que a anomalia é, de longe, muito mais evoluída que os Observadores “normais”. Prova disso é o vínculo emocional que Michael desenvolveu com Olivia e, nesse episódio, com Nina. Impossível não ficar tocada quando Michael “chora”, ao perceber Nina morta.

Vale lembrar que Michael passou longos anos no subterrâneo, o que explica porque os Observadores não conseguiram localizá-lo quando ele sumiu antes de ser exterminado – por ser uma anomalia. E vale lembrar, também, que foi September que ficou com o encargo de levar Michael a outro esconderijo, após ele ter sido descoberto pela Fringe Division. Ou seja, September, conhecedor do futuro, já sabia, naquela oportunidade, da importância do pequeno Observador para a sobrevivência do mundo, tal qual o conhecemos e desejamos.

E aí entra a famosa frase de Fringe, “the boy is important”. Sempre supomos que ela se referia exclusivamente à Peter. Mas eis que agora os roteiristas, em um twist sensacional, nos revelam que ela se refere à Michael. É isso mesmo, senhoras e senhores. Passamos cinco meses acreditando – assim como Walter – que o menino que deveria sobreviver era Peter, e estávamos redondamente enganados. E isso nos traz ao episódio dessa semana, The Boy Must Live.

Um episódio lindo. Emocionante, esclarecedor. Mais uma vez, o amor, os laços familiares, foram evidenciados. E estou bem inclinada a acreditar que se boa parte dos problemas do universo (e suas versões alternativas, inclusive) foram causados pelo amor de um pai – Walter – por seu filho – Peter -, a salvação do mundo pode vir do amor de um pai – September/Donald – por seu filho – Michael.

Mas vamos por partes. Pra começar, preciso falar da lindíssima cena entre Walter e Peter. Foi lindo ver Walter abrindo o coração para Peter, contando que agora ele se lembra de todos os acontecimentos da linha temporal azul que envolvem os dois. O tom do diálogo era de despedida, e isso foi confirmado na sequência, em outra linda conversa, dessa vez entre September – com cabelos – e Walter.

E foi através das conversas entre September e a Fringe Division que descobrimos muitas coisas importantes e esclarecedoras. Foi em 2167 que os Observadores surgiram, quando um cientista resolveu sacrificar as emoções humanas em prol de inteligência. E, assim, além da gênese dos Observadores, descobrimos também que Michael é filho de September – já que o carequinha do bem foi o doador que deu origem à ‘anomalia’. September, um admirador dos humanos, vendo que o filho seria sacrificado, eis que possuia emoções bem desenvolvidas, resolveu agir como um pai humano e preservar a cria. Escondeu o menino no passado, viajando através do tempo, e deu o aviso à Walter, ao salvá-lo (junto com Peter) da morte no Lago Reiden: o menino é importante, e deve sobreviver.

E o sucesso do plano passa por Michael, já que a intenção original é enviá-lo ao futuro, precisamente para 2167, para que os cientistas responsáveis pelos Observadores se convencerem que as emoções e o alto nível de inteligência podem coexistir. Assim, os Observadores não teriam existido. Obrigatoriamente, assim, estaríamos diante de um ‘reset’ no tempo.

A primeira vista, poderíamos pensar: se os Observadores não existiram, a invasão de 2015 não aconteceu. Logo, a sequência de acontecimentos voltaria para a cena familiar no parque. Mas não. Todas as ações dos Observadores seriam apagadas. E a primeira delas, pelo que me recordo, foi a interferência de September nas pesquisas de Walternate pela cura de Peter. Se o Observador não tivesse interferido, Walternate teria curado Peter. Assim, Walter nunca teria cruzado os universos para salvá-lo.

Ou seja: todos os acontecimentos desses 5 anos de seriado seriam deletados. Nada de Polivia para nós, nada de Etta. Sim, o universo vermelho existiria. Mas com Peter lá, também não há como precisar como as coisas se desenrolariam. Ou seja, nada da história conhecida do vermelho para nós também. Um tanto cruel, não acham? A Fringe que nós conhecemos e amamos deixaria de existir.

Teorias a parte acerca do reset temporal, ainda há muita especulação sobre a participação de Walter no plano. Qual seria seu ato de sacrifício? Será que nosso amado cientista morrerá, mesmo? Ou outro se sacrificará em seu lugar? Perguntas e mais perguntas. Respostas pelas quais ansiamos, mas que talvez não estejamos prontos para receber.

Outro ponto que engloba muita especulação é sobre a saída de Michael do trem. Para mim, a única explicação cabível é que September, ao se despedir do filho, tenha dito para ele que a Fringe Division não deveria ser capturada, ou que ele deveria se deixar capturar. Inclusive, a resposta “nos veremos novamente” poderia ser para acalmar o menino, após dizer empaticamente para ele que deveria passar um tempo com os Observadores do Mal. Porque se ele queria passar para o outro lado, já teria feito isso há tempo, inclusive no laboratório, após a morte da Nina. Então, isso deve fazer parte do plano.

E por falar em plano, foi bastante curiosa a conversa entre Windmark e o Generalzão dos Observers, ocorrida em 2609. A probabilidade de 99,9999% do plano cruel dos carecas dar certo é alarmante, mas a esperança nos é oferecida pelo próprio Windmark: há 0,0001% de probabilidade dele fracassar, a mesma probabilidade que Michael tinha de desaparecer antes de ser exterminado. Coisas improváveis acontecem. Ainda mais quando a Fringe Division está envolvida nos acontecimentos. O General não parece perceber o poder da equipe, e nem poderia. Só tem inteligencia, lhe falta a parte emocional. E é bastante interessante que Windmark tenha percebido o risco que corre.

Convivendo com os humanos, estariam Windmark e os outros Observadores desenvolvendo a parte emocional? A raiva desenvolvida por Windmark, sua reação à música, assim como a do outro Observador, que chegou a bater o pezinho, são indícios fortes de que sim, há uma modificação no comportamento dos carecas odiosos, ainda que ela seja sutil. Penso que isso poderá ser utilizado no desfecho da trama.

Como fica bem evidente nessa review, essa é uma semana de questionamentos. São mil as teorias, e uma grande inquietação: quem sobreviverá à batalha final? O trio de protagonistas sobreviverá, ou encerraremos Fringe com mais uma dolorosa despedida, antes do apagar das luzes?

Não sei qual será, precisamente, o final da série. Não sei quem morrerá, quem sobreviverá. Mas tenho certeza de que a vitória passará pela utilização das emoções. Afinal, o que a Fringe Division melhor sabe fazer, desde sempre, é utilizar inteligência para satisfazer à finalidades emocionais/sentimentais. E mal posso esperar para descobrir quais sacadas geniais os roteiristas reservaram para os episódios finais.

Apesar disso, dói pensar que a despedida está tão próxima. Fringe vai fazer falta.

P.S.1: abri um sorrisão ao saber que o tanque, marca registrada da 1ª temporada, ia ser utilizado por uma última vez. E creio que foi a última vez que “presenciamos” Walter sem roupas. Despedidas, tantas despedidas.

P.S.2: veremos uma White Tulip antes do final? Aparentemente, sim.

P.S.3: que dorzinha ver Liv acreditando que se tudo der certo, eles terão Etta de volta. Torço pra acabar assim, mas acho bem improvável. Apesar de que há especulações de que nessa linha de tempo azul modificada não houve interferência dos Observadores, já que Peter não teria sido salvo por Walter. Assim, poderia o reset temporal retornar para a cena do parque. Veremos.

P.S.4: o TeleSéries está preparando um conteúdo especial para homenagear o seriado. Fiquem atentos!

Girls – It’s About Time

Data/Hora 16/01/2013, 09:47. Autor
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A série mais gordinha da atualidade está de volta, e agora com dois Globo de Ouro na bagagem – melhor série de comédia e melhor atriz de comédia (Lena Dunham). A produção já havia sido indicada aos Emmys das mesmas categorias, mas não levou nada pra casa na ocasião. Ainda assim, a comédia está longe de ser uma unanimidade. A premiação despertou a ira de muitos, principalmente dos que defendem que nem de uma comédia se trata. Boa parte do mérito do hype vem da criadora e protagonista, que fez um belo trabalho na frente e por trás das câmeras, além de ajudar fortemente na divulgação, mesmo quando a série no ar. Agora vamos falar do episódio de estréia da segunda temporada.

O principal acerto da trama foi não ter parado no tempo. A série andou, mesmo quando não estávamos assistindo. A pressa era tanta que eles nem se preocuparam em explicar exatamente o que aconteceu com os personagens nesse tempo. Coube ao telespectador identificar nas entrelinhas os fatos que levaram à atual situação de cada personagem. E qual a melhor maneira de estrear uma temporada de Girls senão com uma festa? Apesar de muitos convidados, apenas os personagens conversavam entre si (deve ser muito triste ser figurante dessa série). As cenas do karaokê foram a melhor coisa da TV desde o começo do ano. A festa serviu pra reunir os personagens e dar andamento aos conflitos de cada um.

A Shoshanna foi dispensada pelo Ray após perder a virgindade e estava lutando pra fingir que não se importava. Cheguei a sentir pena da moça, mas quando ele disse que ela mandava SMS com emoticon, não teve como não dar razão pra ele. Comecei a imaginar o facebook dela. Mas ainda assim, quando está perto, ela é uma boa companhia. Todo mundo tem uma tia assim. A cena acabou em beijo, claro.

Marnie percebeu que parece uma idosa até quando comparada à mãe. Não que a mãe seja algum exemplo de maturidade, longe disso. Pelo pouco tempo que a personagem teve em tela, podemos perceber que provavelmente a mais ranzinza das girls é assim justamente pra não se tornar o que viu em casa enquanto crescia. Mas ao fim do episódio, chegou à conclusão que não adianta fingir ser o que não é, conselho esse que saiu da sua própria boca e voltou como se batesse em um espelho. Acabou dormindo com o ex, com quem já tinha terminado, voltado e terminado (alguém manda um pouco de auto-estima pra esse cara, porque ele é o que mais precisa ali).

A Hannah foi a que teve mais mudanças. Cuidando do namorado que tinha sido atropelado no último episódio da primeira temporada (ele precisa daquele cuidado todo? Ao que parece, ele apenas quebrou uma perna. Tem gente por aí subindo o Cristo Redentor de cadeira de rodas) e já cansada da relação, precisava tomar coragem pra terminar o namoro. Os papéis inverteram. Se antes ela era a insegura que mendigava o amor dele, agora é ele que implora para que ela não o deixe. A personalidade da personagem reflete a personagem da própria Lena, que com a confirmação do seu sucesso, não tem motivos pra se sentir tão insegura. A última cena confirma isso, quando ela entra no apartamento do novo namorado e tira a roupa muito segura de si.

A Jessa passou na frente na fila do táxi, descobriu que não sabe nem onde mora e achou isso a coisa mais incrível do mundo. Ou seja, não mudou nada.

Girls está de volta. E quem ignorar essa temporada corre o risco de ficar de fora nas rodinhas dos mais descolados. Ou pelo menos das timelines. Agora é torcer pra que ela amadureça, mas não muito, já que o melhor dela é essa falta de irresponsabilidade e seriedade.

Person of Interest – Shadow Box, 2PiR e Prisioner’s Dilemma

Data/Hora 15/01/2013, 00:30. Autor
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Tirou meu ar. Não encontrei outro jeito de começar essa review de episódios com as melhores características de season finale e estamos apenas na metade dessa temporada que começou eletrizante, deu uma pequena estacionada e agora, voltou com tudo, no melhor estilo de Person of Interest.

Shadow Box foi um episódio meio filler, sem grandes desenvolvimentos sobre a trama da temporada. Mas como se sabe, é difícil episódio filler que seja inteiramente filler em PoI. O episódio teve um caso convincente, mas a grande jogada desse episódio foi o apego à parte emocional dos personagens. Começando por John, que declara estar feliz com a oportunidade que lhe foi dada por Finch. Confesso que nesse momento senti uma pequena pontada no estômago, sabe, aquele sentimento que algo grande vem por ai.

O caso da semana foi sobre Abby, que tinha tudo pra ser a “vilã” da história, até vídeo dela confessando seus crimes nós tivemos a oportunidade de assistir. É claro que com nosso PhD em séries sabíamos que ela acabaria por ser a mocinha, mas Finch, que não tem nossa experiência, foi crente na inocência da moça, mesmo que tudo indicasse o contrário. Harold tem ponto fraco por segundas chances. E falando nele, estou gostando muito que ele está tendo um maior envolvimento nos casos, que ele não fica mais somente atrás de um computador, estamos vendo ele cada vez mais em campo. Ainda lhe falta certa destreza, o que me deixa sempre muito nervosa, e eu realmente acreditei que ele seria capturado e tudo iria pelos ares nesse episódio, mas acabei, mais uma vez, surpresa, porque quem acabou com problemas foi Jonh, que foi capturado pelo agente Donnelly do FBI com a “ajuda” de Carter, que parecia tão desesperada quanto eu.

E essa oportunidade que foi dada a Carter para se unir ao FBI, acreditei que esse elemento seria um grande elemento a ser adicionado ao seriado, com ela no FBI e Fusco dentro da NYPD o campo de atuação da “Team Machine” poderia aumentar, mas não foi bem assim que as coisas aconteceram, e já chego nesse assunto.

Enquanto isso, não podia deixar de dar um destaque a Fusco, que finalmente está se impondo contra essa história toda de HR. Imagino se ele um dia vai perceber o que realmente presenciou quando resolveu seguir o novo affair de Carter?

Person of Interest voltou do hiatus com o episódio 2?R (Pierre, para os íntimos) com a incrível marca de 16 milhões de viewers e 3.6 de demo. Com Reese preso, Harold teve que assumir as rédeas em outro episódio que apelou muito pro emocional do telespectador (pelo menos para o meu).

Finch, disfarçado de professor, foi investigar o novo número apresentado pela Machine que pertencia a Caleb Phipps, interpretado por Luke Kleintank, um garoto a princípio parecia como qualquer outro, mas acabou se revelando uma espécie de gênio (por favor, ele é um dos internos da Brennan). Sabemos que seu irmão morreu de forma suspeita alguns anos antes e dava pra prever que isso teria a ver com o motivo de seu número ter sido apontado.

E Finch de professor foi um presente, a parte em que ele fala sobre o número Pi realmente me fez desejar que eu soubesse mais sobre matemática, e outra, e explicação dele sobre as casas decimais representarem sílabas esclareceu um monte sobre aquela cena do primeiro episódio da temporada de John e os livros descobrindo o novo nome apontado pela máquina, acredito que esse seja o método usado.

Enfim, vi Caleb como um futuro Finch, e acredito que este se viu naquele, tanto que pudemos presenciar as confissões de decisões que Harold fez em sua vida que ele se arrependeu.

O medo de colocar em risco a vida de sua noiva fez Finch realmente acreditar que desaparecer seria a melhor opção para manter Grace a salvo. Só que, como nós e Finch vimos que ela não seguiu sua vida, ela ainda ama, e ainda lamenta “morte” dele. Finch percebeu, da pior maneira, que não estar presente para mantê-la a salvo foi pior não só para ela, mas também para ele. Vocês lembram uns episódios atrás ele ainda a observa de longe.

Acreditei que esse episódio trataria muito sobre a prisão de Reese, mas o assunto ficou em segundo plano, quase que esquecido. Não posso deixar de falar de Carter que atravessou uma linha há algum tempo, mas agora ela está muito longe dessa, a ponto de roubar as impressões digitais de Reese, realmente não pensei que isso acabaria bem e nesse gancho que entro finalmente no último episódio exibido Prisioner’s Dilemma.

Esse episódio prometia com Carter tendo de interrogar Reese, a tensão dessa história de investigação, interrogação e Donnelly ali em cima de tudo o que acontecia era muita, foi o tipo de episódio que faz você esquecer tudo e se envolver diretamente na história.

Nunca duvidei que John se sairia muito bem no interrogatório, apesar de toda certeza que Donnelly tinha sobre ele ser o “Homem de Terno”. E a ajuda de Elias, que segue todo um código de conduta, foi primordial para o sucesso da absolvição de John, bem, a quase absolvição. Estava com um pressentimento sobre Carter, ela, por várias vezes, deixou transparecer sua preocupação em relação à verdadeira identidade de Jonh. E foi o aconteceu, a história de John foi convincente para Donnelly, mas ele foi capaz de ver através de Carter e a seguiu encontrando ela juntamente de Reese, e vou admitir que não fiquei nada contente com a cena a última coisa lógica a se fazer era se encontrarem, mas Reese e Carter o fizeram e obviamente foram pegos no flagra.

Outra coisa que fiquei me perguntando durante o episódio foi o porquê de tantos flashbacks com Kara, digo, ela nem estava presente na trama acontecendo em 2013. Então, em outra de suas atitudes nada modestas Kara dá as caras, de caminhão e tudo, interceptando o carro onde Donnelly levava John e Carter presos. Kara é uma personagem intrigante, não se sabe nada sobre o que ela realmente quer, já cheguei a imaginar que é por vingança a Reese, ou até que ela está a mando de Root como sua inforcer, mas não sei se este faz o perfil de Root. Vou dizer aqui de jeito grosseiro que “Só sei que nada sei”, a trama está cada vez mais complicada e todas as teorias que minha mente ousa pensar parecem demasiadamente absurdas e gosto disso parcialmente. Parcialmente porque, pelo lado bom quer dizer que a série tem grandes chances de surpreender e pelo lado ruim pode ser que a trama complicada vai ser difícil de entender e o destino de séries complicadas geralmente não é bom. Mas se o que é passado é prólogo, vale ficar otimista quanto a Person of Interest.

Antes que eu me esqueça, teve Karolina Kurkova no episódio como a dona do CPF da vez, já que a Máquina nunca para, Fusco assumiu o lugar de “Homem de Terno”, mas o caso da semana ficou tão apagado que só sei que teve uma cena muito clássica e engraçada entre Fusco e a moça, e ainda teve um beijo de agradecimento no final que deixou Fusco todo bobo.

The New Normal – The Goldie Rush

Data/Hora 13/01/2013, 22:34. Autor
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The New Normal voltou e voltou muito bem. Como senti falta durante estas semanas que a série ficou fora do ar dos comentários incríveis do Bryan, da fofura do roteiro e até mesmo do racismo exagerado de Jane.

The Goldie Rush foca no planejamento familiar de Bryan e David. Ambos querem ter mais filhos, além do que estão esperando, o que vem à tona durante uma entrevista que Bryan dá para uma de suas revistas favoritas. Agora, o que é importante saber é como esses outros bebês serão concebidos, o que para ambos é óbvio: por Goldie, mais uma vez. Decisão que eles tomam antes mesmo de consultá-la e que gera certo desconforto na grávida esfomeada.

O episódio, assim como os anteriores, traz o perfeito equilíbrio entre comédia e momentos mais sentimentais, como quanto Bryan e David, apesar de todas as diferenças, se mostram a verdadeira alma gêmea um do outro, que é comprovada por meio de pensamentos que, mesmo simples, comprovam o caminho semelhante que ambos querem seguir em suas vidas.

Outro destaque é o retorno do sempre ótimo Michael Hitchcock como Gary Snyder, o proprietário da agência de barrigas de aluguel. Hitchcock é sempre hilário, mas neste episódio estava particularmente incrível. Seus ataques de bipolaridade e suas tentativas desesperadas de chamar a atenção renderam piadas sensacionais. Quem também aparece em The Goldie Rush é Matt Bomer, de White Colar, como Monty, o ex-namorado festeiro de Bryan. Bomer investe em um olhar arregalado que confere certa loucura e descontrole perfeitos para o perfil inicial “sem compromissos” do personagem. E apesar de ambos estarem muito bem, achei um pouco assustadora a relação dos dois no final, sem contar que foi muito rápida.

E por falar em loucura, o que foi Nana Jane e Rocky ensinando Shania como lidar com as mean girls da escola? Além da cena impagável, também foi sensacional suas versões drags com a presença do ótimo Willam, de RuPaul’s Drag Race. Já Shania continua sendo a fofa mais esperta que todos por ali, enquanto que Goldie só come há uns três episódios. Vamos ver se agora, com a sua nova meta, a personagem ganha algo mais para fazer na série. Se bem que ela deve começar a ganhar mais destaque conforme for chegando a hora de dar a luz ao bebê.

No mais, Andrew Rannells continua roubando todos os momentos em que está em cena. Cada aparição sua é impecável, seus comentários são hilários e suas caras e bocas impagáveis, vide a cena em que reencontram seu ex-namorado Monty sem camisa. A amizade entre Jane e Rocky continua rendendo bem e acho que poderia ser trabalhada de forma ainda melhor.

Grey’s Anatomy – Things We Said Today

Data/Hora 13/01/2013, 15:46. Autor
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Grey’s Anatomy voltou do hiato ‘natalino’ com um ótimo episódio. Eu gostei bastante de Things We Said Today, apesar da morte de mais um querido personagem. E preciso iniciar dizendo que Shonda, a mais bitch das bitches, sabe como trazer poesia para a morte, e como potencializar o sentimento. Explico-me.

Gostei muito das cenas envolvendo a operação. Apesar da dor evidente, da raiva, da culpa, Richard foi extremamente didático ao explicar a situação de Adele para Leah. E, consequentemente, explicou para nós. Uma condição rara, já que os pacientes procuram auxílio médico antes de chegar no ponto de fazer a fístula. Mas o alzheimer, e a falta de uma observação adequada, fizeram com que Adele chegasse nesse estágio.

E eis que, apesar da gravidade da situação, Bailey e Mer, as duas pessoas mais próximas do chief, salvaram Adele – seguindo o palpite dele, é claro. Quando a paciente acordou e reconheceu Richard, eu pensei “ah, que bom!!! Dessa vez ninguém morrerá”. Porque foi assim com Mark. Vimos ele acordar, depois ele morreu. Pensei que Shonda não seria cruel ao ponto de nos dar falsas esperanças novamente. Mas quando vi Richard chegando ao casamento, saquei tudo, assim como Meredith. Ela presenciou o Chief prometendo a Adele que não a deixaria, de forma que apenas a morte dela explicaria a presença dele no casamento. Triste, ao cubo. Shonda atacou novamente, com requintes de crueldade.

Mas, apesar da tristeza, eu compreendo a morte de Adele. É muito mais natural que a queda de um avião, por exemplo. Ela estava doente, e a explicação de Weber deixou tudo bem claro. A propósito, foi como se Shonda estivesse explicando “olha, matei novamente. Mas dessa vez não foi tão absurdo assim, vejam…”. Comprei a explicação, e me despedi com lágrimas de Adele, ao som de My Funny Valentine. R.I.P., Adele Weber.

Mas nem só de morte são feitos os episódios de Grey’s Anatomy. Sim, é sério, por mais difícil que seja acreditar nisso. E as outras tramas do episódio me agradaram bastante.

Curti o encaminhamento dado para a trama de Callie e Arizona. A ‘piada’ de Callie, sobre Miranda poder fugir, foi um claro alerta para Robbins. E o impulso que ela precisava para dar um passo adiante. Só que ficaria muito forçado se elas entrassem no quarto do hotel e saissem se pegando. Sim, cinco meses (ou algo do tipo) se passaram. Mas seria uma mudança muito bruscar de comportamento. Então, achei que a “pegação adolescente” foi uma boa saída, especialmente porque Arizona mostrou que ama a esposa e que quer, sim, esquecer do problema da perna. Era o que Callie precisava: amor e boa vontade. Assim, o sofrimento dela diminui, e a espera se torna mais agradável. Logo logo veremos Calzona em sua melhor forma, podem apostar.

Outra trama legal foi a de Jo e Alex. Acho que quase todo mundo pensou que os dois acabariam dormindo juntos já no casamento. Mas foi super bacana ver os dois se divertindo juntos. Pra começar, foi super engraçado ver os dois ‘medindo’ as desgraças. E a aula de “como chorar”, dada pela interna, foi demais. No final das contas, os dois se aproximaram bastante, mas sem se pegar. O que, é claro, deve acontecer em breve. Mas gostei de ver a Shonda aproximando os dois, mais lentamente.

Lentamente, palavra que Steph e Avery desconhecem. A química e a atração dos dois foi muito forte, e eles acabaram se pegando no estacionamento do hospital, mesmo. Adorei o envolvimento entre os dois. Avery precisava sair da chatice do envolvimento com a April. E preciso confessar que ri muito dele dizendo que não era “sujo”, e muito menos o Alex. Enquanto isso, April passava por uma saia justa com Shane. Foi engraçado o interno pensar que ela queria dormir com ele por causa dos sinais que ela estava dando, quando na verdade ela só estava interessada em mostrar para o Avery que trazer ‘encontros’ para o casamento era uma boa ideia. Pobre April, mal sabia ela que Jackson gostaria tanto da ideia.

E nessa semana, Owen foi o alvo do “aprendizado” com o caso médico. Foi meio esquisito ele associar a liberdade dos motoqueiros com sua “prisão” no casamento. Especialmente por ele ter se dado conta, SÓ AGORA, que o casamento nunca foi uma escolha de Cristina, mas sim uma atitude para não perder o amor de Owen. Ou seja, nesse jogo de “nos magoamos mutuamente”, ele ganhou, com louvor e um placar bem elástico. E aí, depois de parecer que eles se acertariam, eles assinam o divórcio, choram e se beijam. Ok, as coisas não ficaram muito claras para mim, e não faço ideia do próximo passo. Não sei se agora eles vão se afastar, se eles voltarão a se “pegar” esporadicamente, vão namorar ou algo do tipo. Precisarei esperar para descobrir, torcendo para que o mimimi entre os dóis acabe logo. Porque quando não estão mimimizando, eles fazem uma ótima dupla.

E acabo a review dizendo que Bailey casou. Confesso que durante o episódio eu cheguei a duvidar que o casamento aconteceria. Por vezes, imaginei que Miranda se daria conta que não queria mesmo casar. Outras, pensei que Ben, percebendo a dúvida da noiva, colocaria um final na cerimônia e, talvez, no relacionamento. Mas a postura dele foi bem outra, e ele ajudou Miranda a clarear as ideias. Sim, ambos são profissionais, ambos tem desejos e metas a atingir. E é possível viver junto e feliz, ainda assim. Gostei da mensagem que Grey’s passou, nesse ponto. Não abandone sua individualidade, e as coisas ficarão bem. Abandone – como Owen tentou impor a Cristina, e vice-versa – e tudo acabará mal. Pelo menos, essa foi a mensagem que entendi.

Na semana que vem, mais um episódio inédito. Acho que ficaremos um tempinho sem suportar as consequências dos malignos hiatos. Então, até lá.

P.S.1: o coração de mais alguém deu aquela apertadinha quando a Mer pediu para o Derek não ‘interná-la’, caso ela tenha alzheimer? Quase chorei.

P.S.2: por favor, Jackson, nunca mais coloque a camiseta novamente [2]

Elementary – M.

Data/Hora 13/01/2013, 00:14. Autor
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Foi numa tarde de sábado fria e chuvosa que eu comecei a assistir o décimo segundo episódio de Elementary, M. Eu nem sabia, mas o clima estava perfeito para acompanhar essa nova história de Sherlock Holmes, que seria especialmente obscura.

M., ao contrário do que vinha sendo de praxe até agora, não apresentou nenhuma cena engraçada ou “fofinha” do detetive de Jonny Lee Miller. Sherlock estava sombrio como nunca antes, um tanto psicótico e obcecado. Algo que fazia com que nós, espectadores, o encarássemos com estranheza e desconfiança – não mais aquela vontade de colocá-lo no colo. Parecia perigoso! Melhor não.

Tenho um pouco de receio de dar nota 5 para um episódio, ainda mais quando chegamos apenas à metade da atual temporada da série. Talvez sejamos apresentados a uma história ainda melhor que essa e eu já terei atingido o limite de estrelas. Mas, mesmo assim, vou me arriscar e dizer que esse merece todas as estrelas à disposição, porque acredito que o capítulo marcou um divisor de águas para Elementary.

Ao que parace – e assim espero – a série vai ficar mais pesada daqui em diante. Agora, conheceremos a outra face do Sherlock; uma face sombria, desequilibrada e que foi o real motivo de Watson ter sido contratada para cuidar do detetive. Adoro o jeito carismático e hilário desse Holmes “moderno” da CBS, mas conhecer o lado mais escuro de um personagem como o famoso detetive me instiga de uma maneira deliciosa! Mal posso esperar pelo que está por vir.

Quando o episódio começou, com um homem durão assistindo a um jogo de futuebol (futebol mesmo, “soccer”) – e não basquete ou futebol americano -, na hora pensei “Como assim? Será um ‘caso inglês’?” Touché.

Logo que entrou na cena do crime, que tinha apenas uma enorme poça de sangue no chão, Sherlock deduziu com precisão tudo o que havia acontecido ali – e nós tínhamos certeza quanto a isso, já que a cena nos havia sido apresentada anteriormente. Mas, antes mesmo que eu tivesse tempo de pensar “Ah, por favor, isso já ultrapassa os limites da genialidade…”, Holmes interrompeu meu pensamento e explicou que já conhecia o assassino. Aí, outra ideia me veio perturbar, “Mais um caso antigo? De novo?! Oh, God”.

Detesto essa coisa de recapitular “crimes antigos”, ocorridos há muitos anos e não resolvidos, que Elementary tem. Acho pouquíssimo criativo. Dessa vez, no entanto, o caso era mais “pessoal”. O assassino queria afetar diretamente Holmes e tinha atravessado o Oceano Atlântico, deixado a charmosa Londres para trás, só para encontrar o detetive na Big Apple.

De todos os casos até agora, esse foi o que mais me envolveu. E imagino que a todo mundo. Nada é mais interessante do que a vida pessoal de Holmes, sempre mantida em segredo pelo discreto personagem. Essa obsessão do assassino por ele se tornou como um prato de sopa bem quente num dia frio. Tudo o que eu precisava!

Mas Holmes não queria apenas capturar o serial killer, que ele tentou pegar outras 37 vezes e havia falhado. Ele queria torturá-lo e matá-lo. E nem era uma questão de vaidade, pelo número inadmissível de vezes que o criminoso havia lhe passado a perna. O assassino M. – de “monster” – havia matado Irene, a amada de Holmes. Isso mesmo: quando tudo já estava muito interessante, tornou-se ainda melhor com o nome de “Irene” inserido – e melhoraria ainda mais!

Depois, quando o detetive ficou cara a cara com o assassino – com a atuação maravilhosa do Vinnie Jones, devo ressaltar -, ele descobriu que ele era apenas um assassino de aluguel e estava na cadeia quando Irene foi morta, sendo impossível ter cometido o crime. Seu contratante, o verdadeiro obcecado por Holmes, havia cuidado do caso pessoalmente: MORIARTY.

Quando ouvi esse nome, saltei de alegria! Outra figura conhecida da história clássica de Sherlock Holmes. “Irene e Moriarty”, muita alegria para um episódio só. Quando o “assassino de fachada” disse que o verdadeiro culpado era alguém obcecado por Sherlock, não percebi que só poderia se tratar do Professor Moriarty, como os livros ensinaram. Tive que ouvir o nome, mesmo, para “cair a ficha”.

Mais tarde, com o episódio já finalizado, reli o título dele na página do IMDB e, só então, percebi que M. não se tratava de “monster”, mas sim de “Moriarty”. Uma dica que os roteiristas deram para a gente. E sinceramente? Estou adorando esse jogo de palavras!

No final das contas, Holmes entregou o assassino de aluguel para a polícia e fixou um novo nome na parede de sua sala.. O de Moriarty, claro. Por isso, acredito que o episódio tenha sido um divisor de águas. Penso que, daqui para frente, a história estará mais próxima do Sherlock Holmes que conhecemos dos livros, porque, até então, era apenas o personagem dos livros em um ambiente completamente reformado.

Mal posso esperar para conhecer Moriarty, a mesma ansiedade que Sherlock deve sentir. Não sei se ele vai ser tão genial como Andrew Scott executou o personagem na série britânica Sherlock, ele foi simplesmente brilhante, o único ator no mundo que poderia roubar a cena do talentoso protagonista Benedict Cumberbatch. Se esse Moriarty irá roubá-la, agora, de Lee Miller, em NY, eu não sei… Mas é um preço que vou pagar para ver.

Sr. Holmes não paga… Mas Watson fica

Que Lucy Liu não iria deixar a série, não tinha nenhum mistério nisso. Mas sempre achei que Sherlock simularia uma recaída para fazer com que a Watson ficasse. Longe disso. O episódio anunciou dias difícies para cabeça genial do detetive; de fato. Watson decidiu ficar – mesmo sem o cheque do pai dele, que não quer prolongar os serviços da moça. Situação inesperada e outro aspecto para lá de incitante. Vou ficar aqui, roendo as unhas… Falta muito para chegar quinta-feira?

P.S.¹: amo os figurinos da Watson. Sempre a meia-calça preta, sobreposta a uma saia rodada e botas. Jovem, elegante e moderna! 🙂

P.S.²: nunca achei Nova Iorque uma boa cidade para contar uma história de suspense. Londres sempre me pareceu mais apropriada. NY era, definitivamente, a cidade de todo o glamour de Gossip Girl. Mas o episódio de quinta-feira me mostrou que estava errada. Elementary é uma boa história de suspense, com uma fotografia linda, ainda por cima – além de um figurino encantador, como tinha que ser. É NY, meu caros.

Modern Family – New Year’s Eve

Data/Hora 12/01/2013, 17:34. Autor
Categorias Reviews


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Chegou mais um ano novo da família mais moderna das telinhas e como sempre os risos foram garantidos por cada uma das situações vividas pelos personagens nas histórias paralelas que se desenvolveram na véspera de ano novo. Jay resolveu reunir os adultos da família e levá-los à um hotel onde esteve em 1974 e diz que marcou sua vida, mas o problemas é que o hotel não é mais como era e desaponta todo mundo. Aí as histórias começam:

Gloria está brava com o marido por ele ter comido as uvas que estavam na geladeira. Ela está desesperada porque não vai conseguir fazer a tradição de passagem do ano que tem realizado: comer doze uvas e fazer um pedido em cada uma delas que representa os meses do ano. Jay acaba convencendo-a de que comprará as uvas a caminho do hotel e eles seguem viagem.

Desapontados com as condições do hotel, Claire e Mitchell convencem Phil e Cam de que eles devem passar a véspera de ano novo em outro lugar, longe de Jay e Gloria. O jantar está na mesa e os dois casais não encontram desculpas para que consigam escapar até que Gloria dorme e ronca muito sentada na cadeira. Envergonhado com a situação Jay leva a mulher para o quarto e quando volta o pessoal não etá mais lá.

Claire quer ir para um banho termal em um lugar que fica escondido no meio da mata para que o casal tenha um momento a dois e coloquem as coisas em dia… o único problema é que eles foram enganados pelo funcionário que lhes mostrou o caminho e chegando próximo da virada um bando de gente adepta do nudismo chegou no local, deixando o casal numa situação extremamente embaraçosa e que me fez rir bastante.

Mitchel e Cam resolvem ir numa boate gay e descobrem que não conseguem sobreviver no meio de pessoas muito novas e com muito ânimo e logo decidem ir para outra boate que também não os agrada. Acabam parando numa terceira onde só tem cinquentões e se sentem bem com o lugar por serem os mais novos e por receberem drinks grátis e cantadas dos velhinhos do bar.

Quando voltava pro seu quarto Jay foi convidado à jogar pôquer e na mesa do jogo conhece Billy Dee Williams (Mahogany), o ator fez uma participação na série como ele mesmo e foi o responsável por conseguir as uvas para Gloria.

E as crianças? Elas foram as que me fizeram rir demais, Haley e Alex quando estão juntas é confusão na certa. As duas ficaram encarregadas de tomar conta de Luke, Manny e Lily mas como esperado, elas não conseguem muito bem dominar o pedaço. Enquanto Haley está jogada no sofá, as outras crianças estão brincando de Jogos Vorazes até que Luke recebe a visita de duas amigas, o que na verdade é um encontro. Ele sobre pro quarto com uma das meninas e Manny é encarregado de distrair a amiga dela. A situação faz  o ciúme das irmãs Haley e Alex aflorarem e as meninas tentam de todo jeito impedir que o menino beije a garota. Manny, como sempre, se dá mal com a outra garota e Lily tem duas aparições extraordinárias: a primeira trancada para fora de casa enquanto o pessoal brincava e a segunda toda borrada de maquiagem perguntando se as meninas estão tomando conta dela.

Apesar de todas essas confusões, o ano novo de todo mundo acabou bem. E que venham muitos novos anos para a série (:

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