TeleSéries
O sanduíche de turducken que deixou Dean Winchester chapado em Supernatural
27/11/2011, 19:51.
Lu Naomi
Gastronomia
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Brandon:
“Sopa de cobra e salada dupla para o Garibaldo, TDK Slammer para o Boneco Ken, e um coração saudável para o tio esquisitão.”
Eu não acompanho Supernatural com frequência, mas de tanto conviver com pessoas que vêem e discutem os episódios acabo meio por dentro dos temas principais. Foi por isso que assisti ao episódio How To Win Friends and Influence Monsters [o nono da sétima temporada, exibido nos EUA em 18/11/2011 – veja a review de Juliana Baptista publicada aqui].
O que me atraiu de cara, antes mesmo do episódio começar, foi a referência literária ao clássico de autoajuda “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” de Dale Carnegie, publicado em 1937. O livro apresenta dicas para melhorar a comunicação interpessoal no dia-a-dia e no ambiente de trabalho, melhorando suas perspectivas profissionais.
Tudo a ver com o atual momento do personagem Dean Winchester, portanto.
Estou bincando, na verdade a referência do título tem a ver com o Dick Roman.

Dean Winchester:
“Oh, isso é um sanduíche ótimo!”
Bobby:
“O que você pediu?”
Dean Winchester:
“Novo Pepperjack Turducken Slammer – por tempo limitado.”
Bobby:
“Um monte de pássaros enfiados uns dentro dos outros. Não deviam brincar de Deus desse jeito.”
Dean Winchester:
“Aí, não me olha torto ao lado dessa salada de galinha chinesa, tá? Isso tá incrível, é a perfeita combinação das melhores três aves comestíveis.”
Depois que o episódio começou, outra coisa prendeu minha atenção: o sanduíche do Big Gerson’s. Eles comiam com uma expressão tão satisfeita que não deu pra evitar a vontade de provar a mesma coisa! Trata-se de um sanduíche de turducken, um peru recheado com pato recheado com galinha [de turkey + duck + chicken]. Não encontrei tradução em português, então chamei de perupatolinha, com a sílaba TÓ aberta.
Aves dentro de aves assadas podem ser rastreadas até o Império Romano, milênios atrás – e isso não é um exagero. Há descrições de assados com até dezessete espécies diferentes umas dentro das outras. O perupatolinha popularizou-se nos EUA graças ao futebol americano, quando o comentarista esportivo John Madden levou um para a cabine de TV e destrinchou-o ao vivo durante a transmissão de um jogo. Depois ele ofereceu um perupatolinha para o time que vencesse o tradicional jogo do Thanksgiving e a partir daí a população norte-americana associa o perupatolinha ao feriado de Ação de Graças.
No episódio de Supernatural a carne do sanduíche recebeu um ingrediente secreto que bloqueava a capacidade do ser humano de sentir empatia ou importar-se com o próximo. Atendendo à solicitação da Juliana Baptista e da leitora Bianca Mafra, eu não utilizarei tal ingrediente na receita de hoje.

Bobby:
“Tem uma galinha estranha no TDK Slammer, não tem?”
Sam Winchester:
“É.”
A receita – Turducken
Ingredientes:
1 peru de 7 a 8 kg
1 pato de 3 a 4 kg
1 galinha de 1,5 a 2 kg
1 xícara [chá] de açúcar mascavo
1 xícara [chá] de sal
3 litros de água gelada mais 7,5 litros de água
3 cenouras
3 talos de salsão
um punhado de salsa
1 colher [chá] de alecrim
2 folhas de louro
4 grãos de pimenta do reino
4 dentes de alho
1 cebola grande cortada ao meio
450 g de farinha de rosca, temperada
225 g de manteiga
2 xícaras [chá] de caldo de turducken
óleo vegetal

Modo de preparo:
Retire os pacotes de miúdos das aves e lave-as sob água corrente. Enxugue com um pano de prato.
Desossando:
Coloque a ave na tábua com o lafo do peito para baixo.
Faça uma incisão ao longo da espinha, pelo lado direito ou esquerdo do osso.
Com a ponta da faca, vá cortando a carne para separá-la dos ossos até alcançar as asas e as coxas.
Ao chegar às asas e coxas, puxe-os e corte pelas juntas, seguindo o corte pelo peito.
Repita o procedimento do outro lado.
Ao chegar ao osso de quilha [o “externo” da ave], separe a pele do osso com cuidado para mantê-la intacta.
As etapas a seguir devem ser executada na galinha e no pato, mas não no peru [que deverá manter os ossos das asas e coxas intactos].
Vá cortando a carne ao redor do osso da coxa como se estivesse descascando. Como a galinha e o pato ficarão por dentro, não vejo necessidade de manter coxas e asas com o formato original, pode abrir como fez com as costas.
Encontrei um vídeo demonstrativo excelente no YouTube em http://www.youtube.com/watch?v=m0gSAyFjl0E.
Apenas no caso do peru acho melhor ter um pouco mais de capricho, se pretende servi-lo inteiro… Se vai logo fatiá-lo antes de servir então a aparência não será problema.
Não descarte as carcaças e miúdos.

Temperando a carne
Dissolva o açúcar e o sal em água gelada. Mergulhe as aves e acondicione tudo em um recipiente tampado na geladeira até o dia seguinte. Certifique-se de que estejam completamente cobertas pela água temperada, acrescentando mais se necessário.
Caldo de turducken
Em uma panela grande coloque 7,5 litros de água, as carcaças, cenouras, salsão, o maço de salsa, alecrim, louro, pimenta, alho e cebola. Ponha um escorredor de macarrão ou a parte furada de um cuscuzeiro ou panela de vapor sobre a panela, para manter os ingredientes mergulhados, não boiando. Ponha um peso, se necessário.
Leve ao fogo alto até ferver e então reduza para fogo baixo por seis horas, mexendo de vez em quando. Retire a espuma que se forma com uma escumadeira. Coe e reserve o caldo resultante em um recipiente tampado. Espere esfriar e guarde na geladeira até o dia seguinte. Retire a camada sólida de gordura que se formou, antes de utilizar o caldo.
Retire as aves da geladeira e deixe alcançarem a temperatura ambiente.
Prepare o recheio
Aqueça a manteiga com 2 xícaras [chá] do caldo de turducken até que esteja quase fervendo. Desligue e acrescente a farinha de rosca, misturando bem. Deixe esfriar.

Montando o turducken
Coloque o peru na tábua com o lado da pele virado para baixo. Salpique pimenta do reino moída e alho em pó e cubra com uma camada de 1 a 2 cm da farofa.
Posicione o pato sobre o peru com o lado da pele para baixo. Salpique pimenta do reino moída e alho em pó e cubra com uma camada de 1 a 2 cm da farofa.
Posicione a galinha sobre o pato com o lado da pele para baixo. Salpique pimenta do reino moída e alho em pó e cubra com uma camada de 1 a 2 cm da farofa.
Puxe as laterais da galinha para fechá-la ao meio, repita a operação com o pato e o peru. Use espetos longos para mantê-los fechados, se necessário, com o cuidado de deixar a ponta acessível para retirá-los depois de amarrar o peru, ou peça ajuda para um par de mãos extras.
Agora vem uma operação médica: com a ajuda de espetos, feche todas as cavidades do peru. Amarre com barbante de algodão em intervalos de 5 cm, apertando bem.
Assando o turducken [ufa!]
Preaqueça o forno em 260º C. Unte uma assadeira e posicione o turducken com o peito para cima. Unte o peru com óleo e leve ao forno. Após 20 minutos, baixe a temperatura para 110º C e deixe assando por nove a dez horas, banhando-o a cada hora no molho que se solta.
Deixe-o repousar pelo menos meia hora antes de servir; uma hora, se quiser fatias firmes. Retire todos os espetos e o barbante, separe asas e coxas e fatie o turducken.

O sanduíche de turducken
Você tem duas opções: a primeira é fazer um sanduíche com fatias de turducken, alface, tomate e cebola e acompanhamento de molho [gravy].
A segunda é fazer um bolo de carne: moa as carnes [cruas] das três aves separadamente [a proporção é 1:1:1], tempere com sal e pimenta e misture farinha de rosca e um ovo cru a cada uma. Em uma assadeira untada, monte camadas na seguinte sequência: peru por baixo, pato no meio e galinha por cima. Enrole igual a um rocambole de 10 a 12 cm de diâmetro, embale em filme plástico e refrigere por uma hora, até ficar firme. Corte fatias de 2 cm de largura e grelhe na chapa.
Sirva em pão de hambúrguer com fatias de tomate e cebola, folhas de alface e molho [gravy].
Notas pessoais: quem diria que um sanduíche seria a primeira receita com grau de dificuldade mais alto desta coluna? Eu geralmente sou a favor do produto 100% caseiro, mas nesse caso acho que vale a pena entregar as aves para o açougueiro desossar. Isso elimina mais da metade do trabalho.
Ao lidar com as aves, não as mantenha todas fora da geladeira enquanto desossa, se for fazê-lo em casa. Guarde as que não estão sendo desossadas e use facas bem afiadas. Comece pela galinha e deixe o peru para o fim, assim eventuais erros de iniciante ficarão ocultos.
O pato costuma ter muita gordura, você pode remover um pouco se quiser – mas não toda. Mantenha os rabinhos das aves.

Programe bem as etapas em relação ao horário do jantar, em alguns casos é necessário começar os preparativos dois dias antes. A farofa de farinha de rosca pode ser substituída por farofa de farinha de mandioca temperada, tem umas ótimas no mercado brasileiro – coisa que não se encontra no comércio ianque.
Se possível, use termômetros culinários para conferir a temperatura interna durante o cozimento: é recomendável que alcance 72° C.
Se achar que está tostando por fora antes de cozinhar por dentro, cubra com papel alumínio mas sem fechar completamente.
A galinha e o peru têm carne branca, enquanto o pato tem carne escura. Ao fatiar, o efeito lembra o dos bolos mármore, com círculos concêntricos brancos e escuro e o anel de recheio.
Talvez seja necessário retirar o caldo que se forma na assadeira se for em muita quantidade e interferir no processo de assar o perupatolinha. Reserve o excesso para preparar um molho de acompanhamento com os miúdos das aves [veja a receita no post do Natal da família Walsh publicada aqui].
Guarde o caldo feito com as carcaças das aves e os vegetais para fazer sopas ou guisados.
O turducken serve 25 pessoas e é uma boa ideia para variar a ceia natalina.

Acompanha fritas.
Colírio: Damian Lewis
26/11/2011, 14:27.
Simone Miletic
Colírio
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Dizem que se acontece três vezes é porque é verdadeiro. Me apaixonei por Damian Lewis em Band Of Brothers, a segunda vez foi em Life, agora em Homeland. Três vezes. Não posso mais negar.
O britânico quarentão não tem uma beleza clássica, mas é praticamente impossível resistir aos seus olhos azuis. Clique aqui para continuar a leitura »
Série Virtual – Outsiders – Unleash
24/11/2011, 12:15.
Redação TeleSéries
Ficção (séries virtuais)
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Série: Outsiders
Episódio: Unleash
Temporada: 1ª
Número do Episódio: 1×07
CENA 01 – SALA DA MANSÃO LIEFIELD – NOITE
JULIA atravessa a sala onde JOEY está assistindo TV.
JULIA: Liga pra Cathleen. Temos trabalho essa noite. Eu vou pro campo.
JULIA sobe as escadas com pressa.
CENA 02 – THE ALLEY – NOITE
[MÚSICA DE FUNDO – DIRTY LITTLE SECRET, THE ALL-AMERICAN REJECTS]
CATHLEEN está servindo uma mesa com muitos garotos. Eles falam alto e nas mesas ao lado há mais garotos. A lanchonete está cheia. ZACK passa por ela, apressado, com uma bandeja em cada mão.
ZACK: Mesa 12 está sem ketchup.
CATHLEEN: Deixa comigo.
Ela anda rapidamente pela lanchonete. Ouvimos um bipe e ela tira o celular do bolso da calça. A câmera foca o aparelho onde se lê uma mensagem. “Trabalho novo. Essa noite. Esteja aqui o mais rápido possível”.
CATHLEEN: Você só pode tá brincando.
ZACK: [Voice over] Cathleen!
[Música fade out]
CENA 03 – SALA DE PESQUISA DA MANSÃO LIEFIELD – NOITE
JOEY está conectando alguns cabos a um dos três computadores sobre uma mesa. No resto da sala vemos mais duas mesas com três computadores sobre cada uma delas. Nas paredes há mapas, quadros brancos e uma tela grande plana. JOEY circula sua mesa e senta em frente aos monitores. Ele digita algumas coisas no teclado. Ouvimos o toque da campainha.
JOEY: Droga.
O garoto sai da sala que dá para a sala de treinamento. Ele atravessa o tatame, saindo da sala e chegando à sala de estar.
CENA 04 – SALA DA MANSÃO LIEFIELD – NOITE
JOEY abre a porta revelando KENNEDY muito bem arrumada.
KENNEDY: Hey. A Cathy tá ai?
JOEY: Ainda no trabalho.
KENNEDY: Droga.
JOEY olha para trás, visivelmente ocupado, mas KENNEDY apenas troca seu peso dos calcanhares para as pontas dos pés algumas vezes. Ele coça a cabeça e esvazia os pulmões.
JOEY: [contrariado] Você quer entrar e esperar?
KENNEDY sorri de orelha a orelha e entra.
KENNEDY: Que bom que ofereceu.
JOEY fecha a porta como se a ação requeresse muito esforço. Quando ele chega à sala KENNEDY já está no sofá.
JOEY: Você quer beber alguma coisa. Água, suco?
KENNEDY: Não, obrigada. Não posso demorar muito. [ela checa o celular] Nem a Cathy. Melhor ela chegar logo ou vamos perder a última sessão.
Ele senta no sofá ao lado dela, mas um pouco afastado.
JOEY: [franze o cenho] Vocês vão sair hoje?
KENNEDY: Sim. Tem essa inauguração de um cinema perto da faculdade.
JOEY: Ah…
KENNEDY: [sem graça] A gente te convidaria, mas—
JOEY: Vocês não querem.
KENNEDY: Não, é só que—
JOEY: [sorri] Vocês não querem.
KENNEDY fica sem graça.
JOEY: Não tem problema, Kennedy. Eu provavelmente não ia achar muito divertido ver vocês levando cantadas de universitários no escuro enquanto estou sendo obrigado a assistir um filme de garotas. E, a propósito, não sei se Cathleen vai poder ir.
KENNEDY forma uma expressão indignada e levanta do sofá.
KENNEDY: [irritada] Fala sério! Por que não?!
JOEY parece meio assustado com o tom da garota e se encolhe no sofá.
JOEY: [gaguejando] É só que… hum… a Julia… a gente meio que tinha que… organizar a sala de treinamento dela há algum tempo… hum… e o prazo acaba hoje à noite. Ela fica realmente irritada quando a gente não faz o que ela manda.
KENNEDY: [indignada] Você só pode tá brincando! Por que a maldita Hannover não me avisou isso?
JOEY: Na verdade eu acabei de falar com ela. Acho que ela não tinha lembrado.
KENNEDY encosta no sofá como se desmoronasse.
JOEY: Não é culpa dela. Vocês podem ir ao cinema amanhã.
KENNEDY: Não tem nada a ver com isso. Eu nem queria ir pra esse cinema idiota.
JOEY: Então por que você tá tão chateada?
KENNEDY: É só… Ultimamente ela tá tão… [suspira] Tá acontecendo alguma coisa com ela que eu não sei?
JOEY se faz de desentendido.
JOEY: Não. Claro que não.
KENNEDY: Porque ela me diria, certo?
JOEY: Com certeza!
KENNEDY: Sou a amiga mais próxima dela.
JOEY: Claro que é!
[MÚSICA DE FUNDO – STRAIGHTJACKET FEELING, THE ALL-AMERICAN REJECTS]
KENNEDY reflete por uns momentos e JOEY a olha intrigado.
KENNEDY: Mas alguma coisa… alguma coisa mudou e eu não to sabendo o que é. Eu só… queria que ela conversasse comigo. Ela nunca foi tão aberta assim sobre a vida dela, mas pelo menos a gente conversava sobre algumas coisas. Mas agora… ela tá tão distante. E eu… [triste] às vezes eu preciso de alguém pra conversar. Talvez eu… talvez eu tenha feito alguma coisa e—
JOEY: Hey, hey!
JOEY se aproxima dela.
KENNEDY: Não é sua culpa.
JOEY: Como você sabe?
KENNEDY: Eu só… eu simplesmente sei.
KENNEDY o olha nos olhos por uns instantes e de repente parece perceber que é JOEY quem está ali. Ela se recompõe e sorri, sem graça.
KENNEDY: Meu Deus, olha o papel de idiota que eu tô fazendo.
JOEY: Não tem problema.
KENNEDY: Não. Você é o Joey. Você é o Joey e eu não deveria ter esse tipo de conversa com você.
JOEY define o maxiliar e engole a seco, se afastando dela no sofá.
JOEY: É, acho que não. [levanta] Então, se você já tiver terminado… eu tenho trabalho a fazer.
Ela olha para ele meio espantada com o tom.
KENNEDY: Claro.
Kennedy pega rapidamente a bolsa e se dirige à porta ainda com semblante entristecido. Joey caminha para sala de treinamento com passos de elefante.
[Música fade out]
[MÚSICA TEMA – LATE GREAT PLANET EARTH, PLUMB]
CENA 05 – SALA DE PESQUISAS DA MANSÃO LIEFIELD – NOITE
CATHLEEN entra com pressa na sala. Ela ainda está com o uniforme do The Alley.
CATHLEEN: [ofegante] Já cheguei, já che–
JOEY levanta o dedo interrompendo a garota. Ele está em sua mesa cercado por computadores e tem um fone no ouvido e um microfone perto dos lábios.
JOEY: Continua nessa direção por mais duzentos metros. Você deve encontrar uma sala adjunta à parede interna norte.
CATHLEEN: [impressionada] Adjunta? Quem diria que o Ehlios poderia fazer milagres com seu vocabulário.
JOEY olha para CATHLEEN com uma expressão de tédio. Ele aperta um botão e o mantém pressionado.
JOEY: Já devia estar aqui há vinte minutos. Você não faz idéia de como ela tá irritada com você!
CATHLEEN caminha até sua mesa.
CATHLEEN: Lido com isso todos os dias. Tenho certeza que aguento, Joe.
A garota senta e coloca o fone anexado ao microfone nos ouvidos.
JOEY: A Lester teve aqui atrás de você.
CATHLEEN solta um suspiro cansado.
CATHLEEN: Maldição! Ela vai me matar por ter furado mais uma vez.
JOEY: Ela tava bem chateada. [fecha a expressão] Mas não quis falar muito sobre o assunto.
CATHLEEN: Essa vida vai me custar mais um grupo de amigos.
JOEY olha pra ela com pesar.
CATHLEEN: Hey, nós temos trabalho pra fazer. Deixo você sentir pena de mim depois que a gente tirar o traseiro da Julia de seja lá onde ela se meteu dessa vez. Você pode até fazer tranças no meu cabelo.
JOEY sorri e balança a cabeça em negativa.
JOEY: As plantas estão no WP3. E, acesse o satélite da Hellertech. Vamos ficar de olho na movimentação dos soldados.
CATHLEEN: [digitando] Então, qual é o plano?
JOEY: Julia acabou de roubar o uniforme de um soldado raso e está indo pro gerador.
CATHLEEN: O velho disfarçar e infiltrar? [risada irônica] Vocês são tão originais.
JOEY: Não é como se a gente tivesse muito tempo pra bolar o plano. Ela mal revisou as plantas da base.
CATHLEEN: Não se preocupa. É a Julia. Ela vai sair ilesa daquele lugar antes que a gente fale “Cluckty Cluck Cluck day”.
JOEY: [sussurra] Espero que sim.
CATHLEEN: Então vamos! Me intere dos fatos.
CENA 06 – EXT. BASE WHITE PINE – NOITE
JULIA está vestida com um uniforme camuflagem e anda apressada, mas sem levantar suspeitas, ao lado de um muro.
JOEY: [Voice over] Agora ela está indo para o gerador.
Ela chega ao vértice do prédio e vê, adjacente ao muro, um pequeno quarto. JULIA tira um cartão do bolso.
JOEY: [Voice over] Uma vez lá dentro [Julia entra na pequena sala] ela plantará o detonador.
Dois homens munidos de uma Colt cada um riem. O primeiro soldado é gordo e baixinho, enquanto o segundo é bem magro e aparenta ter passado dos 40 anos.
SOLDADO 1: “…e se você acha que eu vou aceitar ordens de mulher…”. Então McFlynn dá uma joelhada nas partes que ele tanto ama e o que dizem é que ele caiu quase desmaiado de tanta dor! [riem alto] Ela então abre as calças dele e tira uma faca do seu bolso. “Eu acho que vou ter que nos igualar então”.
Os dois riem alto.
SOLDADO 2: Estou te dizendo, Jeff, Jessica McFlynn foi a melhor coisa que aconteceu nessa base em muito tempo.
SOLDADO 2 coloca as mãos a frente do corpo fazendo menção a seios e os dois riem ainda mais alto, soltando um uníssono “Yeah”. JULIA se aproxima deles.
JULIA : Hey, caras.
Os dois olham pra ela e a câmera subjetiva mostra que no lugar de JULIA eles vêem um homem.
JEFF: O que está fazendo aqui, Danny? Não devia estar na torre nordeste?
A câmera mostra os três, e é JULIA quem continua falando com eles.
JULIA: É, mas um dos holofotes parou e o sargento me pediu pra vir dar uma olhada no gerador.
JEFF: Ah cara, você sabe que não posso deixar ninguém de patente inferior entrar ali [aponta para uma porta]. Você tem que trazer pelo menos um sargento. Porque não trouxe seu sargento?
JULIA: [sem graça] Eu não posso trazer o sargento porque a verdade é que… eu estive ali ontem à noite, Jeff.
Os homens se entreolham em surpresa.
JULIA: É, cara. Eu tava lá dentro com… Jessica [os dois arregalam os olhos] em ela meio que esqueceu sua… roupa íntima. Então eu preciso pegar de volta, cara, ou eu tô na rua. Já pensou se alguém acha?
Os dois se entreolham e de repente começam a rir.
JEFF: [irônico] Ok, Bill, eu dei um fora na Angelina Jolie ontem.
Eles continuam rindo.
JULIA: Vamos cara, quebra esse pra mim? Juro que fico te devendo. E outra, vocês nem precisam acreditar. A prova está lá dentro.
Eles parecem analisar a proposta.
JULIA: Eu mostro pra vocês.
JEFF suspira em rendição e começa a tirar o molho de chaves do bolso.
JEFF: [desapontado] Essas coisas nunca acontecem no nosso turno.
JULIA sorri.
CENA 07 – SALA DE PESQUISAS DA MANSÃO LIEFIELD – NOITE
CATHLEEN e JOEY continuam em suas mesas.
JOEY: A criatividade feminina me assusta.
CATHLEEN: A mente masculina me assusta.
JOEY sorri e CATHLEEN franze a testa, focando-se em seu monitor.
CATHLEEN: Agora, isso é estranho.
JOEY: O quê?
CATHLEEN: No mapa das linhas de força da base.
JOEY digita algumas coisas e, em seu monitor, linhas vermelhas tomam a planta da base.
CATHLEEN: Dá uma olhada em cima. Na parte direita.
JOEY: [parecendo entender] Sela 17.
CATHLEEN: Exatamente. Agora me diz, por que diabos, em uma base onde tudo é controlado por eletricidade, haveria uma sala – apenas uma – onde os cabos elétricos nem se aproximam?
JOEY, intrigado, afirma com a cabeça enquanto encara seu monitor.
JOEY: Saca só no satélite as leituras de calor. Ok, os pontos laranja são os soldados, mas tá vendo esse grande ponto vermelho onde a Julia está?
CATHLEEN: O gerador emanando calor.
JOEY: Exatamente. Agora na sela 17 tem um ponto do mesmo tamanho, mas totalmente frio…
CATHLEEN: [afirma com a cabeça] O gerador reserva inativo. Vai ver a sela não tem linhas de energia para prevenir um curto circuito, ou algo do tipo.
JOEY: É uma possibilidade. O gerador é subterrâneo e o único cabo saindo de lá também parece estar inativo. Leva energia até o centro de distribuição do outro lado. [franze a testa] E que diabos é isso?
CATHLEEN: O quê?
JOEY: Canal 9 do satélite. Esse troço faz tantas coisas que eu fico perdido. São umas linhas azuis estranhas oscilando em volta do gerador principal.
CATHLEEN vasculha alguns papéis.
CATHLEEN: Aqui. Freqüência 9: Sonar de campos elétricos.
JOEY: Qualquer dia Ulisses vai conseguir fazer esse satélite ler pensamentos.
CATHLEEN: [sorri] Não precisa. Nós temos a melhor pra isso.
CENA 08 – INT. BASE WHITE PINE – NOITE
Total escuridão e um barulho alto de motor. Uma porta se abre trazendo luz ao local. Jeff tateia a parede a as luzes se acendem. Julia olha em volta, impressionada. A câmera subjetiva mostra uma grande sala com maquinário pesado que chega quase ao teto. As máquinas formam um corredor no centro da sala e outros dois, rente às paredes.
Bill se treme ao entrar na sala.
BILL: Cara, eu odeio entrar aqui dentro. Me arrepio todo.
JULIA: Eu também. Que estranho.
JEFF: Nos disseram que esse trambolho cria um forte campo elétrico ao redor quando tá funcionando. Ar carregado. Se você der muita sorte dá pra ver até umas faíscas elétricas no ar de vez em quando.
BILL: Então… onde vocês ficaram?
JULIA: Acho que vocês vão ter que me ajudar a procurar na sala inteira.
BILL E JEFF: [juntos, rindo e afirmando com a cabeça] Yeah!
Os homens riem e dão tapas nas costas de Julia, jogando-a um pouco pra frente. Ela rola os olhos sem que percebam.
JULIA: [mexendo o ombro] Eu procuro do lado de lá.
Os três se separam e JULIA vai para um dos corredores rente à parede. As máquinas a encobrem da visão dos soldados. Ela tira um dispositivo do bolso, menor que a palma da sua mão.
JULIA: [sussurra] Acho que você vai precisar de uma ajuda pra acabar com isso tudo aqui.
JULIA começa a tatear o maquinário e olhar em volta procurando algo.
JEFF: [off] Hey, Danny! Que cor que é?
JULIA: [desinteressada] Hum… vermelha!
BILL E JEFF: [juntos em off] Yeah!
JULIA se permite uma gargalhada baixa e sorri. A câmera a mostra abrindo um painel e revelando uma tela sensível ao toque. Ela abaixa e tira uma tampa no pé de um dos maquinários. Vemos muitos fios. Ela escolhe um dos mais grossos e começa a desgastá-lo com uma faca. JULIA levanta e pressiona a tela em diferentes pontos. A câmera a mostra pressionar um local onde diz “Abastecimento de Emergência” e nesse momento o barulho do maquinário se intensifica pelo aumento da produção de energia.
CORTA PARA:
JEFF: [para Bill ao seu lado] O que é esse barulho?
BILL: Isso é um gerador, Jeff. O que você queria? Canções de ninar? Só continua procurando.
CORTA PARA:
JULIA volta a abaixar e vemos o cabo que ela havia desgastado faiscar perigosamente. Ela coloca um explosivo dentro da máquina e fecha a tampa.
JULIA caminha atravessando o corredor central e vemos BILL e JEFF de costas procurando em baixo de ferramentas. Ela vai até o outro maquinário e coloca mais um explosivo. O timer acende marcando cinco minutos e o display começa a regredir. JULIA circula o maquinário e instala rapidamente mais duas minas.
Ela olha em volta e pega uma flanela suja de graxa do chão. JULIA se aproxima dos dois soldados.
JULIA: Hey, caras. Achei.
Ela levanta a flanela imunda. CAM subjetiva mostra os soldados vendo uma calcinha vermelha de renda na mão de DANNY. Eles parecem hipnotizados. JEFF levanta a mão para pegá-la, mas JULIA a afasta.
JEFF: Vamos, cara. Eu só quero dar uma olhada.
JULIA finge ponderar por alguns instantes.
JULIA: Só lembrem depois o grande amigo que eu sou.
BILL: [desesperado] O melhor!
JULIA entrega a flanela e os dois começam a virá-la de todos os lados.
JEFF: [sem graça] Eu posso…?
Ele menciona seu nariz.
JULIA: [indignada] Não, cara! Eu não vou deixar você cheirar a calcinha da minha garota! Como que você ainda pede isso?
JEFF: [atrapalhado] Não, cara. Me desculpa… me… me desculpa, mesmo.
JULIA: A não ser que…
Os dois sorriem.
JULIA: Tem essa aposta rolando na muralha leste. Os caras não acreditaram que eu peguei a Jess. Eu tenho que ir lá mostrar isso antes da refeição da meia noite, só que meu sargento já deve ter notado minha ausência então…
BILL: [receoso] Ah, cara, a gente não pode sair daqui. E se alguém aparecer?
JULIA: Vamos, Bill. Vai ser só cinco minutinhos. Além disso, você sabe que ninguém nunca aparece aqui. Por que acha que a Jess escolheu esse lugar?
Eles se olham receosos.
JEFF: Bill, ele realmente é a primeira pessoa que vem aqui em semanas. A gente sempre fica sozinho a noite toda. Por que você acha que nos colocaram aqui? Porque é trabalho fácil. Quer dizer, olha pra gente.
JULIA olha apreensiva para o relógio. O cronômetro marca 3m12s.
JULIA: Vamos, Jeff, vocês não são tão ruins assim. E pensem bem, vocês vão ser os caras com a calcinha da Jess.
Bill finalmente abre um sorriso sacana.
BILL E JEFF: Yeah!
JULIA: [já irritada] Tá, tá, tá. [joga a flanela pra eles] Divirtam-se.
JEFF afunda o rosto na flanela suja. JULIA faz uma cara de nojo. JEFF levanta o rosto da flanela, revelando-o todo sujo de graxa. JULIA contém o riso enquanto BILL puxa a flanela da mão de JEFF e faz o mesmo. JULIA respira fundo e consegue fazer seu rosto tomar uma expressão séria.
JULIA: [puxando a flanela] Já tá bom. Não abusem.
JULIA toma um momento para olhar para os dois soldados com o rosto sujo de graxa.
JULIA: Agora cumpram sua parte do trato e levem essa belezinha [levanta a flanela e balança no ar] para o soldado Smith na muralha leste.
JEFF: Você é o melhor, Danny.
Os dois soldados com os rostos sujos pegam a flanela e saem da sala. JULIA olha para o relógio e sai com rapidez da sala de maquinário.
CENA 09 – INT. BASE WHITE PINE – NOITE
Julia espera os soldados saírem da sala e tranca a porta.
JOEY: [Voice over] Você tem menos de um minuto e meio pra chegar ao laboratório.
JULIA: [nervosa] Eu sei, eu sei. [se força a pensar] Aqueles tarados não estavam nos meus planos.
CORTA PARA
CATHLEEN digita velozmente no teclado. O computador mostra a planta da base com linhas de cores diferentes aparecendo a cada clique da garota. Ela para num mapa com linhas marrons.
CATHLEEN: Achei. Sistema de esgoto.
CORTA PARA
CATHLEEN: [Voice over] No canto esquerdo à porta.
JULIA vê uma bancada com um monitor de vigilância no local. Ela arrasta o móvel revelando um alçapão no chão de madeira. Ela o abre, entra, desce alguns degraus e o tranca por dentro. CAM subjetiva mostra um corredor úmido com muitos canos nas paredes. O local parece ser uma galeria de esgoto.
CATHLEEN: [Voice ver] Corre!
[MÚSICA DE FUNDO – CURSED, CHRISTOPHER BECK]
JULIA começa a correr velozmente.
CATHLEEN: [Voice over] Rastrea–
JULIA aperta um botão em um dispositivo em sua cintura.
CORTA PARA
Um ponto amarelo começa a brilhar e se mover na tela do computador.
CATHLEEN: Obrigada.
CORTA PARA
JULIA correndo.
JOEY: [Voice over] Um minuto.
JULIA se esforça e ganha velocidade.
CATHLEEN: [Voice over] Direita.
JULIA faz a curva perfeitamente sem diminuir velocidade. Ela corre por mais uns segundos.
CATHLEEN: [Voice over] Outra vez.
Ela faz outra curva fechada e escorrega em uma poça, mas recobra o equilíbrio e continua correndo.
CORTA PARA
CATHLEEN e JOEY acompanham o ponto amarelo se aproximar na planta do quadro que leva a legenda “Laboratório de Testes.”
CATHLEEN: Só mais um pouco. Até o duto de ventilação.
JULIA expressa no rosto o esforço.
[Música fade out]
CENA 10 – SUB. BASE WHITE PINE – NOITE
Em uma galeria subterrânea, dois soldados jogam cartas. Ao fundo vemos um maquinário semelhante ao gerador principal. Um dos soldados bate as cartas na pequena mesa.
SOLDADO 1: Full House, otário!
SOLDADO 2: Você tá trapaceando.
SOLDADO 1: Não, você que é ruim mesmo. [ri] Quer parar ou topa perder mais cinqüenta?
SOLDADO 1 ri ainda mais enquanto SOLDADO 2 tira o dinheiro do bolso e o bate na mesa.
SOLDADO 2: Ainda te pego escondendo cart–
Barulhos de passos rápidos. Eles olham para o único corredor de acesso à galeria e pegam suas armas, colocando-as em posição. Em total silêncio, eles cruzam o corredor com SOLDADO 1 guiando o caminho. Quando o corredor termina, SOLDADO 1 levanta o punho fechado e SOLDADO 2 para de andar, apontando a Colt para o teto e encostando-se na parede. SOLDADO 1 espia rapidamente o corredor e CAM subjetiva mostra alguém em trajes militares abrindo a báscula de um duto de ventilação que sobe, sumindo no teto do corredor.
SOLDADO 1, através de sinais, conta até três e ambos rapidamente apontam a arma para JULIA com um clique característico.
SOLDADO 1: É melhor que tenha uma ótima explicação para o que faz aqui em baixo soldado.
JULIA, ainda de costas, levanta os braços em rendição.
CENA 11 – SUB. BASE WHITE PINE – NOITE
JULIA se vira lentamente. SOLDADO 2 se aproxima enquanto SOLDADO 1 continua com mira firme em JULIA.
SOLDADO 2: Quem diabos é você e ordens de quem segue para estar aqui embaixo? SOLDADO 1: Fred, eu achava que McFlynn fosse a única mulher na base.
FRED olha ainda mais sério para JULIA.
FRED: E ela é.
FRED ajeita a mira da arma.
FRED: Quero ver identificação!
JULIA: Se acalma. Está no meu bolso de trás.
A câmera mostra as costas de JULIA que possui uma faca no cinto. Ela começa a abaixar a mão lentamente–
SOLDADO 2: Não, não, não! Mãos pra cima! [sorri, malicioso] Vai ser um prazer pegá-la.
Ele levanta a mão aproximando-a da cintura de JULIA, quando um estrondo muito alto de explosão é ouvido. Um bloco de concreto do teto cai sobre SOLDADO 1, que desmaia.
[MÚSICA DE FUNDO – FAITH’S END, CHRISTOPHER BECK]
Mais pedaços de concreto soterram o soldado abrindo um buraco no teto. FRED, assustado, vira para ver o amigo no chão. Rapidamente JULIA chuta a arma e saca a faca, batendo seu punhal na nuca de FRED. O homem vai ao chão, perdendo o alcance de sua metralhadora. Ele tenta levantar, mas JULIA, rapidamente, o pega pelo colarinho e com um soco o deixa inconsciente. Toda a ação dura poucos segundos. JULIA entra pelo duto, saca uma arma com um ponteiro e atira para o teto, liberando um cabo que se prende ao fim do duto. A vemos ser içada no ar.
CATHLEEN: [Voice over] Gerador reserva em… 14 segundos. Ah, e a propósito, eu já falei que esse plano é loucura?
CENA 12 – EXT. BASE WHITE PINE – NOITE
Na superfície da base vemos o caos. Soldados e carros correm para todos os lados, enquanto outros tentam apagar o fogo da sala do gerador. Tenentes gritam ordens de comando. A CAM mostra uma placa onde lemos “REFEITÓRIO” e vai descendo até a entrada, onde dezenas de soldados saem correndo do local.
CENA 13 – INT. BASE WHITE PINE – NOITE
Muitos soldados correm até uma porta onde vemos a placa “ARMAMENTO”. Um deles força a maçaneta, mas a porta não abre.
SOLDADO: É a energia! As portas estão travadas!
CENA 14 – INT. LABORATÓRIO – NOITE
Uma das básculas do duto de ventilação se solta e vemos JULIA com uma lanterna na boca. Firmando as mãos na borda da passagem, ela sai do duto com uma cambalhota. JULIA solta as mãos do duto e pousa no chão com o mínimo barulho.
CATHLEEN: [Voice over] Dez.
Ela olha ao redor e parece nervosa. CAM subjetiva mostra no foco da lanterna mesas onde vemos microscópios, tubos de ensaio e outros utensílios para experiências químicas.
JULIA: Não tem nada aqui!
CATHLEEN: [Voice over] O quê?! Sai daí, Solaris! Você tem 6 segundos!
JULIA pega a báscula do chão e olha para o duto por onde entrou.
CORTA PARA
JOEY se levanta nervoso de sua mesa e fica em pé ao lado de CATHEEN.
CENA 16 – INT. BASE WHITE PINE – NOITE
As luzes do corredor se acendem em seqüência, sendo acompanhadas pelo olhar de soldados no corredor. A câmera mostra que ao lado da maçaneta de uma porta, uma luz vermelha fica azul. Nesse momento um homem com um jaleco branco abre rapidamente a porta do laboratório sendo seguido por alguns soldados. A câmera mostra o laboratório vazio e no canto da tela vemos a báscula se ajeitando discretamente no duto de ventilação. Os soldados começam a vistoriar o laboratório.
[Música fade out]
CENA 17 – INT. BASE WHITE PINE – NOITE
JULIA esgueira-se pelo duto.
CATHLEEN: [Voice over] O quê você quer dizer com não ter nada lá?
JULIA: [irritada] Que eu vi gnomos fazendo presentes de Natal!
CATHLEEN: [Voice over] Duendes.
JULIA: [gira os olhos] Quis dizer exatamente o que disse. Não tem nada lá!
JULIA alcança o duto vertical e agarra o cabo que ainda estava preso ao teto. Ela começa a descer.
JULIA: O lugar é um laboratório químico. Provavelmente para criar armas químicas. Não tinha nada de receptor nenhum lá.
JOEY: [Voice over] Você acha que eles já transportaram o satélite?
JULIA: Não sei. Pra falar a verdade eu acho que nunca houve satélite nenhum nessa base. Os equipamentos de lá não pareciam exatamente novos e considerando que aquele é o único laboratório dessa base, eu diria que ele sempre foi o que é.
JULIA sai pela passagem do duto, estando agora novamente nas galerias de esgoto da base. FRED ainda está desmaiado no chão. Ela vai até ele e começa a amarrar suas mãos.
CORTA PARA
CATHLEEN: Espera, você tá dizendo que Robert armou isso tudo?
JULIA: [Voice over] É a única explicação que me vem à mente. A pergunta é: com que propósito?
A câmera desliza das costas dos garotos para o monitor de JOEY onde as linhas azuis agora oscilam como ondas em volta da sela 17.
CENA 18 – SUB. BASE WHITE PINE – NOITE
Na galeria do gerador reserva, a câmera circula o maquinário, onde um barulho ensurdecedor mostra que ele produz energia a todo vapor. A câmera vai movendo-se para cima para cima, passando através do teto e mostrando a sela acima do gerador, que contém apenas uma maca.
CENA 19 – INT. BASE WHITE PINE – NOITE
[MÚSICA DE FUNDO: DEVIL’S CHILD, CHRISTOPHER BECK]
A câmera foca de perto um braço em cima da maca. Todos os seus cabelos eriçam ao mesmo tempo e um barulho de desmoronamento é ouvido. Filmado de costas, o homem deitado na maca se senta rapidamente, mas não vemos sua identidade. A câmera acompanha seu lento movimento de mão e vemos um raio elétrico faiscar no ar por onde ela passou. O homem levanta e vai até a porta de sua sela. A câmera mostra a mão dele em concha. Raios elétricos dançam entre os dedos freneticamente. Ele passa a mão sobre a fechadura e um barulho característico condena que foi destravada. O homem começa a gargalhar alto.
[Música fade out]
CENA 20 – SUB. BASE WHITE PINE – NOITE
Julia dá um último puxão e o soldado altamente ferido e ainda desacordado sai debaixo da pilha de entulho. Ela o arrasta até seu companheiro de turno inconsciente. Limpando o suor da testa Julia encara a pilha de entulho que bloqueia o corredor.
JULIA: A passagem tá bloqueada. [olha para o buraco no teto] Vou ter que sair por cima.
CATHLEEN: [Voice over] De maneira alguma! Você não faz idéia do formigueiro de soldados que tá lá em cima agora. Você não conseguiria controlar a mente de todos!
JULIA: Não é como se eu tivesse o Joey aqui pra abrir uma passagem no meio desse entulho, mas se vocês tiverem outra saída, estou aberta a sugestões.
JULIA fica calada e os garotos nada respondem.
JULIA: Foi o que eu achei.
Ela começa a escalar a montanha de concreto visando alcançar a abertura no teto.
CORTA PARA:
CATHLEEN acompanha no monitor a movimentação de centenas de pontos laranja pela base.
CATHLEEN: Você vai sair no banheiro de uma das selas. Aí dentro não parece ter ninguém, mas lá fora a coisa não tá nada boa.
JOEY, em pé ao lado da garota, aperta um botão e o mantém pressionado.
CATHLEEN: Por que você cortou a comunicação?
O garoto aponta para alguns pontos azuis no monitor.
JOEY: [arregala os olhos] Têm corpos por todo o corredor.
JOEY e CATHLEEN se entreolham. A câmera foca o monitor, onde vários pontos laranja vão ficando verdes e depois azuis rapidamente.
CORTA PARA:
JULIA atravessa o buraco saindo dentro da área da ducha do banheiro. Ela abre com cuidado a porta e vemos a sela onde o homem fugiu. Um alarme insistente toca sem parar.
JULIA: Base? Base?
Silêncio. JULIA aperta o ponto no ouvido.
JULIA: Base?
CATHLEEN: [Voice over] Estamos aqui.
JULIA: Está seguro para sair?
JULIA se aproxima da porta. Do corredor, além no alarme, não vem nenhum barulho.
[MÚSICA DE FUNDO – ESCAPE, CHRISTOPHER BECK]
CATHLEEN: [Voice over] Acho que seguro não seria a palavra certa.
Julia sai da sela e parece chocada. A câmera subjetiva mostra cerca uma dúzia de soldados mortos no corredor. Vemos no chão algumas marcas da borracha dos coturnos queimados. JULIA olha pra cima e a câmera mostra todas as lâmpadas do corredor estouradas. O vermelho das poucas sirenes que restam cintilam no local.
JULIA: Quem fez isso?
JOEY: [Voice over] A gente descobre isso depois. Sai daí rápido antes que você seja a próxima!
[MÚSICA DE FUNDO – CURSED, CHRISTOPHER BECK]
JULIA corre pelos corredores onde tudo que se vê são corpos. Ela desvia e pula por alguns deles.
CATHLEEN: [Voice over] Esquerda no próximo corredor.
CORTA PARA
JOEY: [abismado] Você está a guiando através dos corpos?
CATHLEEN: [irritada] Você quer discutir ética agora, Joe? Nós temos que tirá-la de lá. Pelo menos dessa forma ela não vai ser pega.
JOEY nada responde. No monitor, mais pontos laranja vão ficando azuis com maior velocidade.
JOEY: Está no pátio.
CATHLEEN: [sussurra] Meu Deus, é um massacre.
CORTA PARA
JULIA tropeça em um cadáver e vai ao chão, dando de cara com um soldado morto de olhos arregalados. Ela se afasta rápido, pega uma das armas no chão e levanta. Ela engatilha a arma e continua correndo.
CATHLEEN: [Voice over] Estamos quase saindo.
JULIA atravessa a porta e ganha o pátio. Num cenário de terror vemos dezenas de corpos no gramado. O som da cena é abafado pela música. Do lado esquerdo, a sala do gerador emana altas labaredas de fogo, que alguns soldados tentam apagar sem sucesso. JULIA parece em choque com a quantidade de mortos e caminha lentamente através deles. A câmera mostra oficiais gritando ordens de comando. Um jipe corta caminho entre os mortos enquanto soldados empilham nele os corpos dos companheiros.
[Música fade out]
HOMEM: [voice over] Soldado!
JULIA parece sair do transe. Atrás dela vemos um tenente com a farda suja de sangue. JULIA fecha lentamente os olhos e vira para o tenente. A câmera subjetiva mostra DANNY novamente no lugar de Julia.
TENENTE: [irritado] A formação é do outro lado!
JULIA: Sim, senhor. Desculpe, senhor.
TENENTE: [irritado] Não quero suas desculpas, quero seu traseiro naquele pelotão, agora!
O homem vai até JULIA e empurra a arma contra seu peito.
TENENTE: [irritado] E segure a sua arma como um homem!
Ele passa por JULIA desviando dos corpos e ela o segue.
CORTA PÁRA
CATHLEEN: Solaris, você não pode ir por aí.
JOEY: Fala mais baixo ou vai quebrar a concentração dela.
CATHLEEN: [sussurra] Nessa direção há o que parece ser uma grande concentração de soldados.
CATHLEEN corta a comunicação com um toque no teclado e olha para JOEY.
CATHLEEN: Ela não vai conseguir enganar tantos soldados.
CORTA PARA
A câmera mostra JULIA de costas, seguindo o tenente. Ela leva à mão às suas costas onde vemos a faca. Ao firmar a mão no cabo, JULIA vê os dois soldados do jipe de recolhimento acompanhando sua movimentação. Ela solta a faca e continua andando.
O tenente vira num alojamento e quando JULIA faz o mesmo vemos um pelotão com mais de cem soldados em formação cerrada com oficiais à sua frente. A cada passo, mais soldados desviam o olhar para os recém chegados e JULIA vai ficando visivelmente tonta. A câmera gira em torno de JULIA e ela parece estar prestes a desmaiar. Um general olha para a os dois se aproximando.
GENERAL: Quem é ela?!
O tenente vira pra trás, surpreso. A câmera mostra que agora ele vê JULIA onde achava estar DANNY. O tenente saca uma pistola. A câmera mostra a visão de JULIA turvar quando quase todo o pelotão olha para ela. As vozes ficam graves e ela vai ao chão, mas não desmaia de imediato. Vemos pela visão dela os pés do TENENTE em primeiro plano, e atrás dele pares de pés correm para todos os lados e tiros são ouvidos. De repente os pés do tenente tremem com força e JULIA vê raios elétricos cobrirem-nos através de sua visão nebulosa. Ele vai ao chão e agora um par de pés descalços se aproxima de JULIA lentamente. JULIA pisca e a tela fica preta algumas vezes até que ela desmaia. Baque surdo.
CORTA PARA
A câmera mostra um aglomerado de pontos laranja se dissipar e boa parte deles se torna azul. CATHLEEN levanta da cadeira e encara o monitor com os olhos marejados.
CATHLEEN: [sussurra] Oh, Deus.
JOEY: [nervoso] Solaris, aqui é Base, responda! [silêncio] Solaris, pode me ouvir?! [irritado] Droga, Julia!
JOEY, com urgência, pega um laptop em cima da sua mesa. No monitor pontos ficam azuis como numa onda circular crescendo.
JOEY: Cathleen, pegue as chaves.
JOEY caminha até a porta, mas Cathleen continua encarando o monitor.
JOEY: [grita] Cathleen, as chaves!
A garota, saindo do transe vai até um armário e o abre. Vemos uma fileira de chaves. Ela pega qualquer uma e segue JOEY.
CENA 20 – EXT. MANSÃO LIEFIELD – NOITE
Um porshe cromado canta pneus na saída da garagem da mansão. Vemos CATHLEEN na direção e JOEY no carona com o laptop no colo.
CATHLEEN: Em quanto tempo chegamos lá?
JOEY digita freneticamente.
JOEY: Se corrermos, vinte minutos. [sussura] Não é o suficiente…
CATHLEEN aperta o volante.
CATHLEEN: Então chegaremos em quinze.
A câmera mostra o carro ganhando velocidade nas ruas de Naranda.
JOEY: É melhor irmos pela estrada antiga. Ser parado pela polícia não seria interessante agora.
CATHLEEN fura um sinal vermelho e um carro vira tudo para a direita. Ouvimos a buzina se distanciar.
JOEY: [põe o cinto] Não quero nem pensar como você dirigiria bêbada.
CATHLEEN não responde e se concentra na estrada.
JOEY: Direita aqui.
O carro canta pneu na curva. No final da rua CATHLEEN vira novamente e ganha a estrada de chão batido.
CENA 21 – INT. CARRO EM MOVIMENTO – NOITE
Uma chuva fina cai na estrada, e o barulho de teclas é o único som dentro carro. CATHLEEN parece hipnotizada pela estrada e Joey ainda tem os olhos grudados no laptop.
JOEY: Bem, o rastreador foi pro espaço.
CATHLEEN engole a seco, mas permanece calada. JOEY observa o monitor e agora os pontos laranja são raros. Ele define o maxilar e fecha o laptop, irritado.
CATHLEEN: [vacilante] Você ac– [respira] Você acha que ela está viva?
JOEY não tira os olhos da estrada.
JOEY: [sério] É claro que ela está viva.
CATHLEEN encara o amigo.
JOEY: É a Julia. E se tem alguma coisa que eu sei sobre ela é que ela sabe sair dessas situações.
CATHLEEN: Achei que tivesse dito que não a conhece.
JOEY: [respira fundo] Eu não sei quem ela foi, mas… eu sei quem ela é. E agora isso pra mim é suficiente.
CATHLEEN: [olha pra ele] Parece que a conversa surtiu efeito.
JOEY leva a mão aos cabelos.
JOEY: [negativa com a cabeça] Eu só… Eu não acredito que ele armou isso tudo!
CATHLEEn olha para JOEY nos olhos.
CATHLEEN: É por isso que não podemos confiar em mais ninguém além de nós.
JOEY olha pra frente e seu rosto é tomado pelo medo.
JOEY: [grita] Cuidado!!
CATHLEEN finca o pé no freio e as rodas travam, derrapando na estrada lamacenta. O carro patina por alguns metros até parar bruscamente. CATHLEEN e JOEY se encostam novamente no banco e olham para frente. Na luz do farol vemos alguém em trajes militares deitado no meio da estrada. Os garotos se entreolham e saem apressados indo até o desconhecido.
[Música de fundo: “A Hole In The World (acoustic)” by Thursday]
CATHLEEN o vira de frente e vemos JULIA, desacordada e com o rosto sujo de lama. Ela tem um corte no supercílio por onde sai muito sangue e seu rosto tem hematomas.
CATHLEEN: [sussurra] Meu Deus!
JOEY abaixa e pega JULIA no colo. Ela se mexe e geme quando ele a levanta.
JOEY: Sh, sh, sh. Somos nós. Nós vamos pra casa.
Os dois começam a andar até o carro.
JOEY: Está segura agora.
A música vai diminuindo de volume.
PRODUÇÃO EXECUTIVA
Samir Zoqh
Luciana Rocha
ELENCO
Keira Knightley como Cathleen
Riley Smith como Joey
Paul Wasilewski como Zack
Ashly Lyn Cafagna como Kennedy
Bonnie Somerville como Julia
ESCRITA E EDITADA POR
Luciana Rocha
REVISADA POR
Samir Zoqh
Rafael Schuindt
CRIADA E DESENCOLVIDA POR
Samir Zoqh
Luciana Rocha
MÚSICA TEMA
Late Great Planet Earth, Plumb
TRILHA SONORA
Dirty Little Secret, The All-American Rejects
Straightjacket Feeling, The All-American Rejects
Cursed, Christopher Beck
Faith’s End, Christopher Beck
Devil Child, Christopher Beck
Escape, Christopher Beck
A HYBRID STUDIOS PRODUCTION
DISTRIBUTED BY TELEVISION SERIES NETWORK
©2005
Série Virtual – Destination Anywhere – Invisível
24/11/2011, 12:12.
Redação TeleSéries
Ficção (séries virtuais)
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Série: Destination Anywhere
Episódio: Invisível (parte 1)
Temporada: 1ª
Número do Episódio: 1×07
CENA 1 – INT. COZINHA – DIA
A câmera mostra um relógio na parede de uma cozinha modesta. Ele marca 6:00 horas. MELISSA está vestindo um avental e com uma espátula na mão. A garota liga o rádio e sintoniza em uma estação.
[MÚSICA – WHAT I LIKE ABOUT YOU, LILLIX]
LOCUTOR: E para começar o dia com o pé direito, aumenta o som que elas estão chegando! What I like about you, das Lillix, esquenta essa manhã bonita! Lembrando a todos que estaremos sorteando dois ingressos para o show de amanhã em Oklahoma! Fiquem ligados!
A garota aumenta o som e dança ao mesmo tempo em que vira duas panquecas na frigideira.
MEL: [Canta] “Tell me I’m the only one wanna come over to night! Year!”
MEL despeja as panquecas em um prato na mesa. UM HOMEM [Noah Emmerich] aparece na cozinha e observa a garota que estava de costas, cantando, fazendo da espátula seu microfone.
HOMEM: Bom dia, filha.
MEL leva um susto e quase derruba a espátula. Ela sorrir com a mão no peito.
MEL: Oi, pai. [Baixa o som] Eu preparei o café hoje.
O homem senta-se à mesa e olha com orgulho a variedade de coisas. Há panquecas, torradas, ovos com bacon, leite, suco, geléia e uma pequena cesta de frutas.
HOMEM: Parece que alguém acordou de bom humor.
MEL: Você merece, afinal passa a semana inteira fora de casa. Precisa comer algo caseiro de vez enquanto, não acha?
HOMEM: Você esta dizendo que a comida da minha lanchonete não é saudável?
MEL: Isso mesmo. [Sorri] Você merece muito mais que isso, você merece… espera um pouco! Eu vou pegar o seu jornal lá fora!
HOMEM: [Sorrindo] Fala logo, Melissa. O que você quer?
MEL: [irônica] O quê? Eu não posso ser gentil com o meu pai?
MELISSA tira o avental.
HOMEM: Gentil você é sempre, meu anjo. Mas não às 6 da manhã.
MEL dá uma risada.
MEL: Eu pego o jornal e depois eu te falo.
HOMEM: E por que você não fala agora?
MEL: Por que você vai ficar feliz pelo jornal e as minhas chances podem aumentar.
MEL sai correndo.
HOMEM: Chances do que Melissa? Mel?
O homem balança a cabeça negativamente, mas mantém uma expressão cordial. Ele derrama cauda de açúcar em cima de algumas panquecas e se preparar para comer.
[Música fade out]
CENA 2 – EXT. CASA DOS BAKER – DIA
MEL procura o jornal e não o encontra. Ela suspira desanimada e se vira para a porta quando sente algo bater em suas costas. MEL olha para baixo e vê o jornal.
MEL: Mas que…
MELISSA olha para trás e vê um garoto na bicicleta rindo.
MEL: Seu moleque!
Ela corre atrás do menino, mas ele se distancia rapidamente fazendo com que a garota desista. MELISSA nota que há algo em sua caixa de correio, ela pega a carta e olha com espanto. No envelope está escrito: “Para Melissa, com amor.”
O PAI da ruiva aparece na porta.
HOMEM: Mel! Encontrou o jornal?
A garota rapidamente esconde a carta dentro da blusa, e disfarça um sorriso, virando-se aponta par o jornal no jardim.
MEL: Ali, papai.
O homem pega o jornal, enquanto a garota permanece parada.
HOMEM: Então, vi me dizer por que tanto mistério?
MEL: Eu nem lembro mais o que era… eu, eu tenho que ir me arrumar.
MEL dá um beijo no pai, e entra. Ele a observa intrigado, com o jornal na mão.
CENA 3 – INT. CASA DOS BAKER – QUARTO DA MEL
MEL encosta-se na porta e olha novamente para carta.
[MÚSICA TEMA – PROMISES, LILLIX]
CENA 4 – EXT. ESCOLA – DIA
Um grande ônibus amarelo está estacionado em frente à escola. MEL está sentada em um dos batentes da entrada principal da escola. A garota segura a carta, parece nervosa e distraída. Ela não percebe quando Sam se senta ao seu lado.
SAM: Terra chamando Melissa.
MEL olha imediatamente para o lado, mas sua expressão não muda ao ver o amigo.
MEL: Oi, Sam.
SAM: Passei na sua casa, mas você já tinha vindo.
MEL: Desculpa, não deu pra avisar.
SAM: Ei, você não parece bem.
MEL: [Irônica] Obrigada, Sam.
SAM: Não, não foi isso que eu quis dizer.
MEL esboça um sorriso.
MEL: Eu sei.
SAM respira calmo e colo seu braço em volta da amiga, que volta a olhar para frente.
CENA 5 – EXT. MESMO LOCAL
[MÚSICA – IT´S ABOUT TIME, LILLIX]
REBECCA e ALEXIA estão paradas perto de uma árvore. ALEXIA procura alguma coisa na bolsa.
ALEXIA: [Sorrindo] Olha só o que eu peguei do gabinete do papai!
BECKY: Ingressos pro show?
ALEXIA: Eu disse que a surpresa era boa, não disse?
BECKY: Você roubou ingressos pro show das Lillix? Você enlouqueceu?
ALEXIA: Nossa, Becky, calma! Eu não roubei, estava lá na mesa do meu pai. Se é dele, é meu também certo?
BECKY: Não?
ALEXIA: Claro que é! Se eu pedisse, ele não me daria, então optei pelo jeito mais fácil.
BECKY: E como você pretende ir? O show é em Oklahoma!
ALEXIA: O meu pai não quis pagar para liberar o carro que o idiotinha do meu irmão fez favor de deixar aquele guarda levar. Estamos os dois sem carro até “aprendermos a ter mais responsabilidade”, pode? Meu pai disse isso na frente de toda a delegacia. Eu teria rido se o carro também não fosse meu. Então eu estava pensando se você…
BECKY: Não, não, não. Meus pais não me deixariam pegar a auto-estrada, ainda mais a noite.
ALEXIA: Então eu peço ao Matt.
BECKY: Ai meu Deus!
REBECCA se esconde atrás de ALEXIA ao ver SAM e MEL conversando.
ALEXIA: O que foi?
BECKY: Nada. Só foi reflexo.
ALEXIA olha desconfiada para a amiga e depois olha para SAM.
ALEXIA: Becky. Você por acaso estava se escondendo do nerd? Você está um pouco estranha tem umas duas semanas já, desde o dia que você e o…
BECKY: Eu já disse que não aconteceu nada.
ALEXIA: A Christy espalhou pra toda a escola que vocês pareciam bem íntimos lá no parque.
BECKY: [Revira os olhos] Quem acredita nela? [Nervosa] Né?
ALEXIA: Então por que você fica nervosa toda vez que ele está por perto?
BECKY: Não é nada disso que você está pensando. O problema não sou eu! É ele. Você lembra de como ele costumava olhar para mim?
ALEXIA: Lembro sim. Era assustador.
BECKY: Ele procurava as situações mais inusitadas para falar comigo, sempre estava por perto, gaguejava quando eu falava com ele.
ALEXIA: É, e continua assustador.
BECKY: Isso tudo acabou!
ALEXIA: E aonde você quer chegar? Isso não é ótimo?
ALEXIA olha para BECKY, que estava bem séria.
ALEXIA: Ai, Deus! Você está sentindo falta do cachorrinho?
REBECCA olha para SAM conversando com MEL, que encosta a cabeça no colo do amigo.
BECKY: Acho que ele está tento um caso com a Melissa.
ALEXIA: Antes ele do que o Matt! [Ri]
REBECCA continua olhando para SAM.
BECKY: Olha só os dois.
ALEXIA: Ela é uma vaca. Vive correndo atrás do Matt, agora está correndo atrás do seu homem! Vai lá e pega o cachorrinho só pra você, Becky Sawyer!
REBECCA olha espantada para ALEXIA.
BECKY: O quê? Você está dizendo para eu correr atrás do Samuel?
ALEXIA: Acorda! Claro que não! Ew! Eu estou dizendo para você tirar ele dela, depois joga ele fora. No canil… ou num parque, tanto faz! [Ri]
REBECCA esboça um sorriso.
ALEXIA: Quem essa garota pensa que é? Vamos Becky, eu ajudo você, e em dois tempos você só vai precisar assobiar que ele vai vim com o rabinho entre as pernas.
BECKY: Eu não sei por que sou sua amiga.
CENA 6 – EXT. MESMO LOCAL
SAM passa a mão no cabelo da MELISSA. O garoto não nota que BECKY e ALEXIA estão olhando para ele. MEL levanta a cabeça e olha para SAM.
MEL: Eu acho melhor eu ir entrando. A gente se fala mais tarde.
MEL levanta-se e coloca sua mochila nas costas.
MEL: Caso você não tenha notado, a Rebecca tá olhando para cá, acho que ela vem falar com você.
SAM: [Nervoso] O quê?
MEL: Lembra dos 10 passos, não lembra? Seja sempre superior é o mais importante deles. E pare de gaguejar, é constrangedor.
SAM: Não vá! Mel.
SAM segura a mão da MELISSA, mas a garota se solta.
MEL: Sam, você não baixou a guarda para ela em duas semanas, não vai ser agora que você vai dá pra trás, não é?.
MELISSA entra correndo na escola. ALEXIA e REBECCA se aproximam de SAM. As duas começam subir a escada quando SAM se levanta. ALEXIA empurra REBECCA por cima do garoto e sai andando como se nada tivesse acontecido.
BECKY: Me desculpa!
SAM: [Preocupado] Você está bem? Quer dizer, [Sério] você está bem?
BECKY: Sim. Não foi nada.
SAM: Já que você está bem eu vou… entrar. É, entrar na escola.
REBECCA olha ao redor.
BECKY: Será que nós poderíamos conversar em um lugar mais privado?
SAM engole seco, mas se mantém firme.
SAM: Você está com vergonha de falar comigo aqui?
BECKY: Não é isso, Samuel. É só que… é que…
SAM encara BECKY esperando alguma resposta convincente.
SAM: Tchau, Rebecca.
REBECCA segura SAM pelo braço.
BECKY: Eu tenho tentado falar com você esses dias, mas você está sempre ocupado.
SAM: Pois é, pode parecer incrível para você, mas eu também tenho uma vida.
Ele vira o rosto e fecha os olhos, como se não acreditasse no que acabou de falar. REBECCA olha triste para SAM.
BECKY: Eu sei que você está com raiva de mim, mas do mesmo jeito que você achou que eu fosse diferente, eu também achei que você era diferente também. Diferente dos trogloditas que eu estou acostumada a sair, e pensei que talvez eu pudesse conhecer um lado dos homens que eu não conhecia. Agora eu sei que vocês são todos iguais.
SAM olha para BECKY com os olhos arregalados. Ele queria dizer algo, mas não conseguia.
SAM: [Pensando] Lembre dos passos! Lembre dos passos! Seja superior! Ah! Que se dane a superioridade!
SAM bloqueia a passagem da garota, que já se preparava para sair daquela situação.
SAM: Por quê que você está atrás de mim?
BECKY: Por que eu não quero que você tenha uma impressão errada sobre a minha pessoa…
SAM: Você se preocupa muito com o que os outros vão pensar de você.
BECKY: Não é verdade, eu me preocupo só com as pessoas que eu me importo.
SAM: Como a Christy?
REBECCA fica calada.
PHILL: Estou atrapalhando?
SAM fica atônito. Ele olha para o lado e vê SCOTT.
SCOTT: Tamo querendo falar com você irmãzinha.
[Música fade out]
PHILL: [Para Sam] Aê, mané. Dá pra você ir circulando?
BECKY: Deixa de ser grosso, Phillip. O Sam não vai à lugar nenhum.
PHILL olha pra BECKY como se tentasse entender a situação.
SCOTT: Deixa ele aí, Phill. É rápido.
BECKY: O que vocês querem?
SCOTT: Que você vá pra Oklahoma com a gente hoje.
PHILL: Eu não posso dirigir, nem o seu irmão.
BECKY: Vocês querem ir ao show das Lillix?
SCOTT: Isso!
BECKY: Por que vocês iriam ao show das Lillix?
SCOTT E PHILL: Garotas!
BECKY olha para os dois com cara de pena.
BECKY: O Scott sabe muito bem que os meus pais não me deixariam dirigir até lá.
SCOTT: É verdade, Phill.
PHILL: Cala a boca, Scott. [Para Becky] Inventa alguma coisa.
BECKY: Por vocês dois? Faça-me o favor.
PHILL: Eu sei que a Alexia quer ir também. Vamos nós quatro.
SAM parece impaciente.
SCOTT: Ele já fez todo o esquema.
PHILL: Isso, nós vamos até lá, eu alugo um quarto de hotel, nós dormimos em Oklahoma e voltamos de manhã cedo.
BECKY: Meu Deus! Nunca ouvi tanta besteira!
PHILL: Isso foi um não?
SCOTT: Eu falei que ela não ia topar.
PHILL: Obrigada por nada Rebecca.
BECKY: Disponha.
Os dois garotos entram na escola. SAM encara o chão.
BECKY: Você quer ir ao show?
O sinal da escola toca. O restante dos alunos corre para dentro da escola, atrapalhando a conversa dos dois.
SAM: Eu tenho que ir agora, falo com você depois.
BECKY: Okay.
CENA 7 – EXT. ESTRADA – DIA
[MÚSICA – ALWAYS LOVE, NADA SURF]
Um carro anda com certa dificuldade, ele salta algumas vezes antes de parar totalmente.
ANNA: [Grita] Eu não consigo!
MATT dá uma risada.
ANNA: Você quer parar de rir de mim? Eu disse pra você que eu não sabia dirigir.
MATT: A corajosa, a esperta, a astuciosa Anna não sabe dirigir? Eu não acreditei. Você era melhor do que a turma toda no auto pista!
ANNA: Verdade. Mas aqui não é um parque de diversões.
MATT: [Rindo] Lembra daquele dia que você saiu perseguindo os garotos de ré, foi hilário eu quase vomitei de tanto rir.
ANNA sorri ainda um pouco chateada.
ANNA: É melhor eu desistir, senão vamos chegar atrasados na escola.
Matt: Desistir? Chegar atrasada?
MATT dá outra risada. ANNA tira o cinto de segurança e abre a porta.
ANNA: Eu falo sério.
Ela desce do carro e abre a porta do lado do MATT. Ele tira o cinto e desce do carro. ANNA cruza os braços e ele para de rir.
MATT: Tá bom, tá bom. Eu não estou mais rindo.
ANNA sobe no carro. MATT solta um riso baixinho.
MATT: É só que você não parece com a Anna que eu conhecia.
Os dois ficam em silêncio por alguns instantes. MATT liga o carro.
ANNA: Vamos?
MATT: Vamos.
CENA 8 – EXT. FAZENDA – DIA
LOU olha para um carro que acabou de parar. Ela bota um chapéu de couro na cabeça e limpa as mãos na calça. A mulher franze os olhos para enxergar o motorista, mas não demora muito para que ele saia do carro.
[Música fade out]
LOU: Você aqui?
WILSON: Por que a surpresa? Vim pagar o que te devo.
LOU: Eu não quero nada de você. Faz favor? Pode ir dando o fora da minha propriedade.
WILSON: Calma, calma menina. Olha o jeito que você fala comigo.
LOU: É o melhor que eu posso fazer por você.
WILSON tira um envelope do seu terno.
WILSON: Isso aqui dá pra cobrir o valor da fiança do meu filho, e ainda sobra.
LOU encara o prefeito.
LOU: Eu não quero o seu dinheiro.
Ele insiste em dá o envelope.
LOU: Você pegue esse envelope e enfie no…
WILSON: Olha lá o que você vai dizer! Aceite logo, eu não quero que digam que eu não cumpro com as minhas obrigações.
LOU: Se eu aceitar esse envelope você vai embora, não vai?
WILSON: Só se você quiser que eu fique.
LOU pega o envelope.
LOU: Tchau, senhor prefeito.
WILSON ri.
WILSON: Tchau, Louise.
O prefeito entra em seu carro e vai embora. LOU espera o homem desaparecer de sua vista e abre o envelope. Ela vê um cheque e um bilhete com um número de telefone.
CENA 9 – EXT. ESCOLA – COMPLEXO ESPORTIVO – DIA
[MÚSICA – SAY IT ISN´T SO, BON JOVI]
Mostra a cidade, depois a escola. SCOTT está sentado no banco de reservas e olha para o campo desconsolado. Ele ajeita a sua tipóia e responde o gesto do treinador com a cabeça.
O treinador apita duas vezes e os alunos se sentam no meio do campo. Ele fala algumas palavras e os alunos se dispersam. MATT pega uma garrafa com água e vai até SCOTT. Ele pega uma toalha branca e observa o colega de time.
MATT: Ei, você está bem?
SCOTT balança a cabeça positivamente, mesmo assim seu rosto não esconde o quanto transtornado o garoto está. MELISSA espera o amigo sair do campo.
MEL: Matt! Aqui…
Ela está bem mais séria do que de costume.
MEL: Eu te procurei o dia todo.
MATT: O que foi que houve?
Os dois se sentam na arquibancada. MELISSA está com o rosto um pouco inchado e os olhos ligeiramente vermelhos.
MATT: O que houve? Você estava chorando?
MEL: [Negando] Uh, não! Claro que não…
MATT: Mel…
MEL: Ok. Eu estava sim. Posso te fazer uma pergunta?
MATT: Claro. Aconteceu alguma coisa?
MEL: O que você faria se seu pai te chamasse pra ir morar com ele em Nova York?
MATT: Eu mandaria ele ir…
MEL interrompe.
MEL: Está certo, eu já entendi. Mas você tem seus motivos, e se seu pai não fosse assim tão idiota quanto ele é? Se ele não tivesse abandonado você e sua mãe, quando ela mais precisou dele, mesmo sabendo que ela estava morrendo?
MATT: Mel, eu não estou entendendo.
MEL: Essa manhã eu fui até a caixa de correio e tinha uma carta da minha mãe. Eu pensei que era só mais um postal, mas quando eu abri era uma carta mesmo, com papel e várias linhas escritas.
MATT: O que tinha na carta?
MEL: Ela disse que estava em Oklahoma por uns dias e perguntou se eu não queria passar uns tempos com ela. Ela disse que estava trabalhando e…
MATT: Mel, e o seu pai?
MEL: Eu sei, Matt… Olha, eu sempre esperei que um dia a minha mãe viesse me buscar. Eu amo meu pai, mas ela é minha mãe…
MATT: O seu pai sabe disso?
MEL: Não. Eu não sei se vou contar à ele, mas de qualquer modo estou pensando em ir à Oklahoma e conversar com ela.
MATT: E como você vai para…
MATT é interrompido por uma voz estridente.
ALEXIA: [Grita] Matthew?
MATT: Oi, Alley.
ALEXIA se aproxima.
ALEXIA: Eu estava te procurando.
A garota curva-se e beijo o namorado na boca
Mel se levanta.
MEL: Eu vou pra casa.
ALEXIA: Ih, garota. Desculpa, não te vi aí.
MELISSA olha para ALEXIA e passa por ela quase a derrubando. ALEXIA se prepara para revidar, mas é segurada pelo MATT.
MATT: Qual é a tua? Você não se cansa de perseguir a Mel?
ALEXIA: Ela não presta e você não consegue ver. Além do mais, ela quem começou!
MATT: “Ela quem começou”? Não seja infantil, a Mel nem ao menos falou alguma coisa.
ALEXIA: Não é isso. Ela além de ficar dando em cima de você agora deu pra correr atrás do seu amigo Samuel. A Rebecca me contou que os dois se beijaram na frente dela.
MATT: A Mel e o Sam?
MATT dá uma gargalhada.
MATT: Não inventa coisas, Alley.
O garoto se prepara para sair. ALEXIA olha para ele com uma cara meiga, ela joga a cabeça um pouco para direita e sorrir.
MATT: Eu preciso ir.
ALEXIA: [Séria] Você tá muito estranho esses dias.
MATT: Eu sempre estou estanho pra você.
ALEXIA: Ei, calma. Não precisa me tratar assim.
MATT coloca a mochila nas costas. ALEXIA se põe na frente dele. Ele encara a garota. Ela sorri e o beija.
MATT: Alley, eu tenho que ir agora.
ALEXIA: Mas antes eu quero te pedir uma coisa.
MATT: Fala logo.
ALEXIA: Me leva pra Oklahoma amanhã? Eu consegui ingressos pro show das Lillix, ótimos lugares!
Ela tira os ingressos da bolsa e mostra para ele.
ALEXIA: Meu pai me deu. Mas o Phill não pode dirigir, e eu disse que você me levava. Você me leva, não?
MATT: Eu prometi à minha tia que ia ajudá-la na fazenda.
ALEXIA: A fazenda não vai sair do lugar dela, já o show das Lillix? Olha, quantas vezes nós temos algo de divertido para fazer aqui? Quase nunca! A sua tia vai entender, eu tenho certeza. Por favor, Matt. Por favor, por favor, por favor…
MATT: Eu vou falar com ela, se ela não se importar eu levo você…
ALEXIA pula em cima do MATT e quase o derruba.
ALEXIA: Valeu!
MATT: Eu ainda não disse que ia…
ALEXIA: Eu sei que você vai dá um jeito.
MATT: Agora eu tenho que ir.
ALEXIA: Tchau.
[Música fade out]
ALEXIA sorri e olha para o irmão, que a encara do campo. Ela mostra os ingressos ao irmão e articula “Eu vou” para PHILL.
CENA 10 – EXT. ESCOLA – COMPLEXO ESPORTIVO – DIA
CARTER joga sua toalha no banco, em que SCOTT está sentado. Ele pega uma garrafa de água e oferece ao garoto, que responde negativamente com a cabeça. O treinador senta-se ao lado do goleiro.
CARTER: Eu falei com o seu fisioterapeuta, ele disse que você tira a tipóia em mais duas semanas.
SCOTT: Eu sei. Quase não dói mais.
PHILL se aproxima dos dois. Ele finge está bebendo água, para escutar a conversa.
CARTER: Depois disso você ainda vai fazer algumas semanas de fisioterapia no ombro.
SCOTT olha para o treinador confuso.
CARTER: O que eu estou querendo dizer é que eu acho melhor você procurar outra atividade para você fazer, ou isso acabará prejudicando no seu boletim. Eu conversei com os seus pais e…
SCOTT: Eu não quero sair do time. Eu só sei fazer isso, treinador. Eu não tenho mais talento para nada. Que tipo de atividade eu vou fazer? Artes? Eu não sou veado pra ficar dançando, pintando flores, esses tipos de frescura.
CARTER: Eu não estou tirando você do time, Sawyer. Só estou aconselhando você à pensar em outro tipo de atividade.
SCOTT olha para baixo.
CARTER: Só quero que você saiba que tem outras opções.
JAMES CARTER passa a mão na cabeça do garoto e sai. PHILL se aproxima.
PHILL: Ei, irmão. Não fica assim.
SCOTT: Se eu sair do time, o que eu vou fazer?
PHILL: Você não vai sair do time. Eu disse pra você que vai ficar tudo bem, não disse? Você é meu camarada, se aquele treinador metido a besta pensa que pode tirar você assim ele está muito enganado. Não houve nada demais contigo, não é?
SCOTT: É…
PHILL: Você me ajudou dizendo aos meus pais que eu não tive nada com seu acidente e eu vou te ajudar com o Carter. Uma mão lava a outra.
SCOTT: O que você está pensando em fazer?
PHILL: Se ele te tirar do time, eu dou um jeito dele ser demitido ou algo assim.
SCOTT: E você pode fazer isso?
PHILL: Meu pai pode.
CENA 11 – INT. CASA DOS GRAHAM – TARDE
MATT entra em casa e estranha o silêncio.
MATT: [grita] Lou?
Ninguém responde. Ele entra em seu escritório e percebe que há alguns papeis em cima da mesa. MATT coloca a mochila no chão e senta-se na cadeira da tia. Ele examina cuidadosamente os papeis. O garoto franze a testa.
MATT: Isso é muito estranho.
Ele abre uma pasta azul ao lado do computador. Há mais papeis.
LOU: O que você está fazendo ai?
MATT: Tia? Eu…
LOU: Sai já daí.
MATT se levanta.
MATT: O que está havendo tia? O que são esses papeis?
LOU: Isso não é assunto para você, Matthew.
MATT: Como não tia? Segundos esses papeis… Nós estamos ferrados. E você não ia me contar?
LOU: Eu não quero que você se preocupe com essas coisas, Matt. O que você pode fazer? Você já me ajuda demais.
MATT: Não é esse o ponto tia. O que houve aqui? Eu pensei que estava tudo bem. Você comprou mais terra, estamos produzindo mais, não estamos?
LOU: Sim, estamos. Mas segundo o Will… quer dizer, segundo a prefeitura, as terras que eu comprei estão taxadas como terra… terra… terra petrolífera, algo assim. Ali não tem petróleo algum, senão eu não teria comprado pelo preço que eu comprei.
MATT: Você investiu alto naquelas terras.
LOU: E mesmo se eu as vender, eu vou ter um grande prejuízo. Eu já contratei uns advogados, eles vão resolver isso logo.
MATT: E enquanto isso você paga as taxas?
LOU: [Revoltada] É por isso que eu quero matar o Will.. o prefeito. Ele quer me ferrar, eu tenho certeza!
LOU olha para MATT, que parecia não entender o comentário da tia.
MATT: Por que ele iria querer uma coisa dessas?
LOU: O quê? [Disfarça] Ele não quer nada. Ah, eu quero saber se amanhã você pode me ajudar aqui? Eu vou passar o dia fora e preciso que você fique lá, brincando de caubói.
MATT ri.
MATT: Minha missão de vida. Está certo, eu dou uma olhada no pessoal, mas você promete não me deixar por fora desses assuntos?
LOU: Está certo, eu prometo.
CENA 12 – EXT. CASA DOS DANES – TARDE
ALEXIA e REBECCA olham para a moto estacionada na frente da casa do prefeito.
BECKY: Isso deve ser coisa do Phillip.
ALEXIA: Será que ele roubou uma moto?
As duas riem.
CENA 13 INT. MESMO LOCAL – SALA
ALEXIA: O Matt vai levar a gente, ele me prometeu.
BECKY: Bom, eu estou até gostando da idé…
REBECCA é interrompida por ALEXIA. A garota segura a amiga pela barriga a puxando para trás. As duas estão em frente ao sofá onde um rapaz, que tem o rosto coberto por um chapéu, está cochilando.
Alexia: [Sussurrando] Eu acho que achamos o dono da moto.
Becky: [Sussurrando] Aí, meu Deus! Você conhece ele?
Alexia: [Sussurrando] Não dá pra ver direito. Mas eu acho que não.
Becky: [Sussurrando] Ele pode ser um ladrão, ou um seqüestrador.
Alexia: E por que ele dormiria na cena do crime?
As duas se aproximam do rapaz. Ele se levanta, assustando as duas garotas. Alexia cobre os olhos com as mãos e começa a gritar. O Garoto [Travis Fimmel] agarra Alexia e tapa a boca dela, a garota começa a se debater. Rebecca tenta abrir sua bolsa, mas a garota está tremendo.
BECKY: Socorro!! Socorro!!
REBECCA corre pela sala.
RAPAZ: O que você esta fazendo?
BECKY: Eu vou chamar a policia! Ai, meu Deus, eu não devo satisfações a você!
RAPAZ: Não faça isso!
Ele anda em direção da REBECCA ainda segurando ALEXIA. REBECCA consegue pegar o celular. Ele solta ALEXIA que continua a gritar, e corre atrás da REBECCA. A garota, assustada, joga o celular no chão. ALEXIA pega algumas almofadas e começa a bater no loiro, REBECCA se junta À amiga e dá algumas investidas contra a cabeça do rapaz.
RAPAZ: [Indignado] Vocês estão malucas?
PHILLIP DESCE as escadas e olha para a cena com estranheza.
PHILL: Do que vocês estão brincando?
O garoto pega uma almofada;
PHILL: Meninos contra meninas?
PHILLIP joga a almofada em ALEXIA.
ALEXIA: Você enlouqueceu?
BECKY: Ele está tentando seqüestrar a Alexia!
PHILL cai na risada. O rapaz também sorrir. As duas garotas ficam sem entender. ALEXIA toma fôlego e ajeita o cabelo.
ALEXIA: Qual a graça?
PHILL: [Rindo] Ele é nosso primo.
RAPAZ: Jordan.
O rapaz estica a mão para ALEXIA, a garota aperta a mão dele com receio.
ALEXIA: Eu não sabia que você estava aqui.
JORDAN: Eu estou de passagem, não vou demorar muito.
Ele olha para ALEXIA, dos pés a cabeça.
JORDAN: Então você que é a Alexia? Ouvi falar muito de você.
ALEXIA: O quê, por exemplo?
JORDAN: Que você estudava em uma escola em Vermont.
ALEXIA: Ah. Certo. [Para Becky] Amiga, vamos?
REBECCA concorda e as duas saem da sala sem ao menos se despedir do recém chegado.
JORDAN: E ai, tampinha. Sua irmã tá uma gata, hein…
Ele pega o chapéu e coloca na cabeça.
PHILL: Ela é sua prima, seu punk.
JORDAN: De terceiro grau? Isso não é nem parente. [Ri] Gostou do meu “look” caipira? Tô igual a vocês, não estou?
PHILL fica calado.
JORDAN: [Grita] Não estou?
PHILL: Está. Está sim.
JORDAN sorri.
JORDAN: Soube que tu andou fazendo besteira esses dias… tua mãe mandou eu colar em você.
PHILL: Ótimo, agora essa… Quanto tempo você disse mesmo que ia ficar?
JORDAN sorri.
CENA 14 – INT. RED’S – NOITE
[MÚSICA – KISS ME, SIXPENCE NONE THE RICHER]
SAM e MATT estão sentados em uma mesa.
MATT: [Rindo] Você beijou a Melissa?
SAM: Shhhh… Quem falou isso pra você?
MATT: Então é verdade?
MATT dá uma gargalhada. SAM ri nervoso.
SAM: A Mel me disse que não era pra eu contar pra ninguém…
MATT continua rindo. MELISSA se aproxima dos dois com um copo de refrigerante. A garota se senta ao lado do MATT e começa a rir também.
MEL: [Sorrindo] O quê?
MATT: Você e o Sam se beijaram?
MEL faz uma cara de furiosa e bate em SAM, ele se esquiva.
SAM: Eu não contei!
MATT: Ele não contou, foi a Alexia quem me disse.
MATT olha para os dois. MELISSA está furiosa e SAM constrangido. MATT cai na risada novamente.
MEL: Eu fiz isso pelo Sam. A Rebecca foi lá encher a cabeça dele de coisas e se eu não tivesse me intrometido ele ia cair no conto da líder de torcida desprotegida. [Para Matt] Igual a você.
MATT: Ouch.
SAM: Eu nunca pensei que eu seria capaz de ignorar a Becky…
MATT: E por que você faria isso? Ela me disse que estava muito arrependida, me pediu teu endereço para ir se desculpar e tudo mais.
MEL: [Para Matt] Você não vai levar o Sam pro seu lado.
O celular de MATT toca.
MATT: É a Alley, volto já! Comportem-se vocês dois.
MEL: [Pra Sam] Viu só? Você quer ficar assim?
SAM sorri. MATT sai da mesa e vai atender ao telefone do lado de fora.
SAM: A Becky quase me convidou para ir ao show das Lillix hoje.
MEL: Em Oklahoma? Você vai?
SAM: Eu não sei. Eu não tenho certeza se ela quer que eu vá.
MEL: Por que você não vai e descobre?
SAM olha para MELISSA.
MEL: O quê?
SAM: Por que você quer que eu vá atrás dela? Mudou de idéia em um segundo?
MEL: [Suspira] Eu preciso de uma carona até Oklahoma.
SAM: Pra quê?
MEL: Eu preciso falar com a minha mãe.
SAM: [Grita] Sua mãe?
Algumas pessoas olham para mesa deles.
MEL: Shhh… Fala baixo. Eu recebi uma carta dela hoje. Ela está na capital. Eu preciso falar com ela.
SAM: Mas Mel…
[Música fade out]
MEL: Mas se você não quiser ir eu posso pegar um ônibus.
Sam fica pensativo.
MEL: [Sorri] Se você me levar lá eu deixo você se humilhar pra “Becky”.
CENA 15 – EXT. MESMO LOCAL
[MÚSICA – INVISIBLE, LILLIX]
MATT: Eu não posso Alexia! Eu não dei certeza. Quer parar de gritar?
ANNA se aproxima do MATT. Ela para na frente dele e sorri. Ele aponta para o telefone e fala “Alexia”, a garota faz cara de nojo. MATT a reprova com um olhar.
MATT: Claro que eu gosto de você! Tá bom, “eu amo”. Isso não vai resolver nada. Certo, se você quer ir vá.
MATT olha para o telefone.
MATT: Desligou na minha cara.
ANNA abraça MATT.
ANNA: Está tudo bem?
MATT: É, mais ou menos. Eu preciso ajudar a minha tia amanhã e a Alley quer ir pra Oklahoma vê o show das Lillix.
ANNA: E ela não entende que você tem que ficar? Que egoísta.
MATT: [Triste] Ela não é sempre assim.
ANNA: Eu entendo, Matt. [Fala baixo] O amor é cego.
MATT: O quê?
ANNA: Nada. Eu falei que você está certo.
MATT sorri.
MATT: Pronta pra outra aula de direção?
ANNA: [Irônica] Se eu encontrar um bom professor, que não fique rindo de mim, talvez.
MATT ri.
MATT: Quer ir à fazenda amanhã comigo?
ANNA: Matt Graham virou caubói?
MATT ri.
ANNA: Você usa espora e chapéu de couro, não usa?
MATT: Você só vai descobrir se você for lá.
ANNA: O que houve com o seu ódio por Tulsa e tudo o que envolve essa pacata vida provinciana?
MATT: Acho bom a gente não fica falando muito do passado. Eu acho legal isso daqui, você e eu juntos de novo, mas…
ANNA: Eu entendo.
Matt parece triste.
ANNA: Então caubói, eu preciso levar meu próprio chapéu?
Os dois riem. MATT coloca seu braço por cima do ombro da amiga.
CENA 16 – INT. QUARTO DA ALEXIA – NOITE
[Música fade out]
ALEXIA: [Grita] Eu não acredito nisso!
A garota puxa um ursinho de pelúcia da estante e joga em direção à porta e JORDAN pega.
JORDAN: Virou moda atirar coisas em mim?
ALEXIA: O que você está fazendo aqui?
JORDAN: Eu estava descendo, mas ouvi uns gritos, resolvi checar se a mocinha estava bem.
ALEXIA: Muito nobre da sua parte, seu intrometido.
JORDAN: Ih, não vem descontar seu mal-humor em cima de mim só por que brigou com o namoradinho.
ALEXIA joga outro bichinho em cima do primo.
JORDAN: Se você fosse mais educada, eu te levava na capital.
ALEXIA: Você faria isso?
JORDAN: Não me custa nada um pouco de diversão… e sua amiga vai também, não vai?
ALEXIA: A Becky? Vai. Por quê?
JORDAN: Só quero me certificar que a viagem vai valer à pena mesmo.
ALEXIA: Você é um nojento.
JORDAN: E pelo visto sua ultima opção.
ALEXIA fica calada por um tempo..
ALEXIA: [Pensativa] Se fossemos de ônibus demoraria muito. [Pra Jordan] Nós vamos depois da escola amanhã, ok?
JORDAN: Combinado.
ALEXIA: Agora você pode sair daqui.
JORDAN concorda, sorrindo ele sai do quarto e dá de cara com o PHILLIP.
PHILL: Eu também quero ir.
JORDAN: Ops… acho que não tem vaga.
PHILL: Qual é cara? Só vai você e as meninas.
JORDAN: Eu vou pensar no seu caso. Agora sai da minha frente.
CENA 17 – INT. CASA DOS BAKER – SALA – NOITE
DAVID SAWYER e JAMES CARTER conversam na sala, SCOTT observa tudo da escada.
CARTER: Eu não posso mantê-lo no time. Eu sinto muito.
DAVID: Droga. Você tem certeza?
CARTER: Eu não sei quando ele vai poder jogar. Pode levar semanas, pode levar meses.
DAVID: É uma pena, o garoto só sabe fazer isso.
CARTER levanta-se.
CARTER: Eu acho que ele pode descobrir algo mais. Eu sinto muito.
DAVID: Muito obrigado pela visita.
SCOTT observa os dois homens se despedirem. REBECCA senta ao lado do irmão.
BECKY: O que houve?
SCOTT: Me tiraram do time.
SCOTT sobe as escadas correndo.
SCOTT: Ele vai se arrepender.
REBECCA olha para o irmão, mas ele fecha a porta do quarto com força. A garota desce até a sala e liga a TV.
REPÓRTER: [TV] É a primeira vez de vocês aqui em Oklahoma?
TASHA: [TV] Sim, e estamos muito ansiosas por estar aqui.
DAVID: Quem são essas?
BECKY: Lillix.
REPÓRTER: [TV] E qual é a expectativa de vocês para o show de amanhã?
LACEY: [TV] As melhores possíveis.
KIM: [TV] Vamos detonar Oklahoma!
O telefone toca. REBECCA vai atender.
CENA 18 – INT. QUARTO DA ALEXIA
Alexia: Prepara as suas coisas, amiga. Vamos para Oklahoma amanhã depois da aula.
CONTINUA
ELENCO
Jonathan Bennett como Matthew Graham
Natalie Portman como Anna Mackenzie
Mena Suvari como Rebecca Sawyer
Lindsay Lohan como Melissa Baker
Austin O´Brian como Scott Sawyer
Joseph Gordon-Levitt como Samuel Wood
Kate Bosworth como Alexia Danes
Brad Renfro como Phillip Danes
Marisa Tomei como Lou Graham
ATORES CONVIDADOS
Noah Emmerich como Karl Baker
Greg Kean como David Sawyer
John Wesley Shipp como James Carter
Todd Field como Wilson Danes
Travis Fimmel como Jordan
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
Heather Locklear como Carol Sawyer
Spencer Breslin como jovem Matthew Graham
Keaton Tyndall como jovem Anna Mackenzie
MÚSICA TEMA
Promises por Lillix
TRILHA SONORA
What I Like About You por Lillix
It’s About Time por Lillix
Always Love por Nada Surf
Say It Isn’t So por Bon Jovi
Kiss Me por Sixpence None The Richer
Invisible por Lillix
ESCRITO POR
Clara Lima
Sarah Lima
DIRIGIDO POR
Clara Lima
GRÁFICOS POR
Clara Lima
CRIADO POR
Clara Lima
Sarah Lima
DISTRIBUIDO POR
TVSN
® 2004-2006
Biblioteca de Séries: Cauda Longa no Canal Warner
21/11/2011, 12:49.
Paulo Serpa Antunes
Biblioteca de Séries
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A monografia Cauda Longa no Canal Warner, que inaugura a nova seção Biblioteca TeleSéries, foi produzida por Thiago Oliveira Sampaio em 2011 como seu trabalho de conclusão de curso de jornalismo na Faculdade de Educação e Comunicação da Fejal (Fundação Educacional Jaime de Altavila), em Maceió, Alagoas.
O trabalho analisa a programação da TV por assinatura no Brasil, mais especificamente a do canal Warner Channel, dentro da ótica do livro A Cauda Longa, de Chris Anderson – que aponta para a segmentação dos mercados. Clique aqui para continuar a leitura »
Destaques da Semana – Brasil – 21 a 27/11
21/11/2011, 08:56.
Paulo Serpa Antunes
TV Brasil
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Novembro vai chegando ao fim, mas nossas grades de programação pessoais ainda estão em fase consolidação. Nesta segunda ainda temos duas estreias no canal Sony Spin (e na semana que vem tem mais uma no Universal Channel). Siga a coluna, monte sua programação e deixe seu comentário!
Segunda, 21/11

No canal Sony Spin, 21h, estreia a quarta temporada de 90210 – a escola ficou para trás, e agora Naomi e cia encaram a faculdade e as escolhas da vida adulta. Às 22h, estreia no canal o drama teen Switched at Birth, que conta a história de duas jovens que descobrem que foram trocadas na maternidade. No elenco estão Vanessa Marano (Gilmore Girls, Dexter), Lea Thompson (Caroline in the City) e D.W. Moffett (Life is Wild).
Na Warner, inéditos de Mike & Molly (20h, 2×04), Suburgatory (20h30, 1×04), The Mentalist (21h, 4×04) e Chuck (22h, 4×18).
Na Sony, retornam os inéditos de CSI (21h, 12×06), Grey’s Anatomy (22h, 8×07) e Private Practice (23h, episódio 5×05). No AXN, 22h, tem o episódio 7×04 de Criminal Minds (o canal reprisou o episódio 7×03).
Na HBO temos as comédias How To Make It In America (20h, 2×06), Bored To Death (20h30, 3×06), Enlightned (21h, 1×06) e Hung (21h30, 3×06).
Na Fox, 21h, episódio 3×10 de White Collar, encerrando a primeira parte da temporada, e Terra Nova (22h, 1×07).
No SyFy, noite de Sanctuary (21h, 3×16) e Haven (23h, 2×08, confira a review).
No Boomerang, 20h, pelas minhas contas vai ao ar o episódio final de Hellcats (1×22). No A&E, às 23h, vai ao ar o 10º episódio de The Killing. No Globosat HD, 22h, episódio 2×03 de Mafiosa. Às 23h, no Multishow, vota ao Oscar Freire 279.
No Studio Universal, 22h, tem Ringer, sexto episódio.
Terça, 22/11

Saudades do O’Malley? No Universal Channel, 22h, o episódio 13×04 de Law & Order: Special Victims Unit tem a presença de T. R. Knight. É a primeira participação do ator em um seriado de TV desde o fim de Grey’s Anatomy. Aqui, ele é suspeito de ser um estuprador em série.
Na Sony, 21h, estreia o drama Revenge, com Emily VanCamp. Para saber mais sobre a série, leia o nosso preview. Às 22h, tem The X Factor.
O Eurochannel anuncia para às 22h, telefilme inédito de Inspetor Maigret – o nome do episódio é O Inspetor Maigret e a esposa do ladrão.
No AXN, 21h, episódio 1×12 de Criminal Minds: Suspect Behavior.
Na Warner é noite de The Big Bang Theory (20h, episódio 5×05, com nova participação de Will Wheaton), 2 Broke Girls (20h30, episódio 1×05) e Person of Interest (21h, 1×06). Fringe, às 22h, ganha sua primeira reprise na temporada (episódio 4×03). Nos EUA aconteceu também esta pausa, no final de outubro, por conta das finais do campeonato de beisebol.
Na Fox, é noite da dobradinha do mal: The Walking Dead, (22h, 2×05). e American Horror Story (23h, 1×03).
No canal Liv, às 22h, vai ao ar o terceiro episódio de Last Man Standing , seguido pelo terceiro episódio de How to Be a Gentleman.
No canal Cinemax, 18h45, vai ao ar o segundo episódio de XIII: The Series. Às 21h, segundo episódio de Charlie’s Angels. No I-Sat, 20h, episódio 4×03 de The IT Crowd , seguido Raising Hope (20h30, 1×15). No Glitz, 21h, tem Gossip Girl (4×21). No Sony Spin, é noite de Melissa & Joey (21h, 1×07) e 18 to Life (21h30, episódio 2×11). Na rede Globo, tem Tapas & Beijos (22h25) e A Mulher Invisível (23h10). No Globosat HD, reprise de Fear Itself (21h) e Oscar Freire 279 (às 22h). Às 22h30, tem Republic of Doyle (episódio 2×10).
Quarta, 23/11

Lembra quando a Fox estreava Glee super tarde, pra dar tempo de dublar a série? É passado! Nesta quarta-feira, dia 23, às 22h, estreia oficialmente no canal a terceira temporada de Glee. Em The Purple Piano Project, a série volta com diversas mudanças. E quem surge com um papel regular na série é Vanessa Lengies (‘tadinha, há 9 anos ela fazia papel de adolescente em American Dreams e continua fazendo papel de adolescente!). Quem também dá as caras no episódio é a Lindsay, uma das finalistas do The Glee Project. Review do episódio aqui.
No Eurochannel, 22h, começa a terceira parte da minissérie A Trilogia Underworld.
No AXN, mudanças. Pra pior. Às 21h, tem o quinto episódio de Combat Hospital (dublada e sem opção de áudio). Já In Plain Sight sai do horário nobre (quase no final da temporada) para dar lugar a reprises de CSI:NY. Sério AXN, isto aqui é o quê, TV por assinatura ou rede de TV americana?
Na Warner, 20h, episódio 9×04 de Two and a Half Men, com a volta de Jenny McCarthy (review aqui). E às 21h, tem o terceiro episódio de The Secret Circle (review aqui).
No Space, 21h, episódio 7×02 de The Closer. Na HBO Plus, 21h, tem o episódio 5×08 de Skins, que fecha a temporada. No A&E, 22h, reprises de Weeds e, às 23h, episódio 2×04 de The Glades (dublado).
No Liv, 22h, tem o episódio 2×05 de Hawaii Five-0. Na Sony, tem o episódio 10×06 de CSI:Miami, seguido pelo The X Factor. Às 23h, no canal Maxprime+, vai ao ar Strike Back.
Quinta, 24/11
Em The Middle (Warner, 20h), o episódio 3×04 da série apresenta a veterana atriz Marsha Mason (quatro vezes indicada ao Oscar e duas vezes vencedora do Golden Globe) no papel da mãe da Frankie.
No Universal Channel, 22h, House seré reprise. Mas às 23h, A Gifted Man é inédito (1×04).
Tem ainda CSI:NY (AXN, 21h, episódio 8×05), Damages (AXN, 22h, episódio 4×08, review aqui), The Listener (Fox, 21h, 2×10), Hot in Cleveland (TBS, 22h30, 1×07), Gravity (Globosat HD, 22h30, 1×08) e ainda a terapeuta boa de bola (!) de Necessary Roughness (A&E, 23h, dublada e sem áudio original).
Na Globo, 22h35, tem A Grande Família, e, às 23h20, Força-Tarefa.
Sexta, 25/11
Na FX, 16h, tem The Office (episódio 7×17). Na Sony, 22h, episódio 8×02 de Desperate Housewives. No Multishow, 23h, quinto episódio de Mais X Favela. Na Globo, 23h30, tem Macho Man.
Sábado, 26/11

Tem série nacional nova estreando este sábado no Multishow. Assinada pela Urca Filmes, Ed Mort adapta para a TV as crônicas de Luis Fernando Verissimo, sobre um detetive atrapalhado e sem dinheiro. O personagem, que satiriza os detetives do cinema noir, já virou especial de TV (com Luis Fernando Guimarães) e um filme (estrelado por Paulo Betti, em 1997), e agora ganha uma série de 13 episódios, tendo no papel título o comediante Fernando Caruso. Às 21h30.
Na Sony, é noite de America’s Next Top Model (21h) e Top Chef (22h).
In Plain Sight agora vai ao ar aos sábados no AXN, às 18h. Pra quem, como eu, perdeu o episódio 4×08, tem reprise no domingo, ao meio-dia.
Domingo, 27/11
O domingo será marcado por duas despedidas. No TCM, 22h, vai ao ar o episódio final da minissérie Os Pilares da Terra. No mesmo horário, na HBO, chega ao fim a primeira temporada do drama chileno Prófugos.
No canal SyFy, 20h, vai ao ar o terceiro episódio de Alphas. E às 21h, tem o episódio 4×19 de Eureka.
Na HBO, às 21h, vai ao ar o episódio 2×08 de Boardwalk Empire.
E no FX, à partir das 22h, vão ao ar os episódio 3 e 4 da esquisitíssima comédia Wilfred.
O pão de banana de Sons of Anarchy
20/11/2011, 18:19.
Lu Naomi
Gastronomia
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Na pequena cidade fictícia de Charming, Califórnia, um grupo de motoqueiros durões reúne-se no clube Sons of Anarchy, cuja sede fica no terreno da oficina de carros Teller & Morrow. Nesse ambiente predominantemente masculino, o grupo planeja a negociação clandestina de armas do IRA para traficantes de drogas enquanto tenta manter a cidade fora da rota desses mesmos traficantes, num equilíbrio delicado com a polícia local.
A trama tem um pano de fundo que mistura O Poderoso Chefão [Mario Puzo] e Hamlet [William Shakespeare] com suas tramas cheias de conspirações, tragédias e traições. Por trás de toda aquela testosterona, portanto, SoA é uma série sobre os dramas humanos [mas não conte que eu disse isso pro Kurt Sutter, criador da série, ou ele vai me xingar muito no Twitter].
O clube SAMCRO [de Sons of Anarchy Motorcycle Club Redwood Original] tem na presidência Clay Morrow [o HellBoy Ron Perlman] e Jax Teller como vice – ou VP; o sargento-de-armas Tig; o irlandês e médico militar Chibbs; o veterano da Guerra do Vietnã Piney; Opie, especialista em explosivos e filho de Piney; Juice, responsável pela vigilância; Happy, que tatua um smiley a cada assassinato cometido; Otto [o próprio Kurt Sutter] e Pimp, interpretado por um dos fundadores na vida real do Hell’s Angels e amigo pessoal de Sutter. Além deles, há Bobby Munson, que atua como secretário e tesoureiro do clube.
Bobby é o único membro a pilotar uma “chopper” [moto customizada], que às vezes o deixa na mão. Também é o único da diretoria a ter um segundo emprego: ele apresenta-se fazendo imitações do Elvis Presley para pagar a pensão alimentícia do filho. Bobby é o mais sensato da diretoria, sempre pesando prós e contras em cada ação; age como um tio para os mais jovens e Clay o respeita, tornando-o uma espécie de Conselheiro do Presidente.
É por isso que no episódio Fa Guan [o nono da segunda temporada, exibido nos EUA em 3/11/2009] Clay chama Bobby em seu escritório:
Clay:
“Entre aqui.”
Bobby:
“Fiz pão de banana, quer um pouco? Ainda está quente.”
Ah, eu esqueci de mencionar que ele cozinha.
O pão de banana é feito em fôrma de bolo inglês ou pão de fôrma e se popularizou com o uso de fermentos químicos como o bicarbonato, em contraposição ao fermento biológico. A receita a seguir foi popular entre as donas-de-casa da década de 1950, época que, imagino, a Sra. Munson mamãe do Bobby tenha assado muitos pães.
A receita – Pão de banana
Ingredientes:
4 bananas nanicas grandes maduras
1 xícara [chá] de farinha de trigo
1 xícara [chá] de aveia em flocos
1 1/2 colher [sopa] de fermento em pó
1/2 xícara [chá] de açúcar refinado ou cristal
1/2 xícara [chá] de açúcar mascavo
1 xícara [chá] de manteiga sem sal em temperatura ambiente ou amolecida
2 ovos
1 colher [sopa] de extrato de baunilha
1/2 xícara [chá] de castanhas ou nozes picadas grosseiramente
1 colher [sopa] de mel
Modo de preparo:
Preaqueça o forno em 180° C. Unte e enfarinhe uma fôrma alta de 23x18cm. Bata duas das bananas com os dois tipos de açúcar até que vire um creme [cerca de três minutos]. Acrescente a manteiga, os ovos e a baunilha e bata até misturar bem. Adicione todos os ingredientes secos até que estejam bem incorporados e então acrescente as castanhas, misturando por mais um minuto.
Fatie duas bananas e misture com mel até que estejam bem besuntadas. Despeje a massa do pão na fôrma e disponha as fatias de banana com mel por cima. Asse por uma hora e deixe esfriar durante cinco minutos antes de desenformar.
Notas pessoais: receita de fácil execução, rápida e econômica que até um motoqueiro pode fazer na cozinha de uma oficina. A cozinha da sede de SoA só aparece na quarta temporada e é do tamanho de uma cozinha de apartamento, com equipamentos e utensílios simples e práticos [a imagem de Opie e Jax abaixo é do episódio With an X]. Esta receita rende oito porções.
A receita – Chá de gengibre, canela e erva-doce
Ingredientes:
1 litro de água filtrada
1 colher [sopa] de sementes de erva-doce
1 pau de canela
2 cm de gengibre fresco em rodelas de 2mm
Modo de preparo:
Ferva a água e acrescente a erva-doce, a canela e o gengibre. Abafe o bule e deixe em infusão por cinco minutos. Coe e adoce com mel ou açúcar cristal.
Notas pessoais: O pão de banana pede um chá forte. Os chás preto e verde combinam bem, mas eu gosto bastante dessa mistura também, que tem a vantagem de não conter cafeína e é boa para tirar as tensões e dores do dia a dia do corpo. Essa receita rende quatro xícaras, é fácil de fazer e você pode substituir a erva-doce por aniz-estrelado. Neste caso sirva o chá com um aniz em cada xícara, dá um efeito bonito. Aposto que até aqueles motoqueiros durões gostariam.
Este post atende ao pedido de Flávia Varsano Ribeiro.
10 anos de Jack Bauer e 24 Horas
19/11/2011, 19:40.
Mirele Ribeiro
Memória
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Séries e dias são parecidos. Pois é, assim como as séries, há DIAS e dias. Alguns são mais intensos, tem aqueles que não queríamos que terminassem nunca, já outros são dignos de serem deletados da nossa memória.
Na história das séries, o dia 6 de novembro de 2001 é um dos que entraram para a seleta lista das datas marcantes, pois estreava nos EUA 24! Ou, como ficou conhecida aqui no Brasil, 24 Horas
E lá se vão 10 anos! São 120 meses. Ou se preferir pode dizer que se passaram 3652 dias. Mas para ficar mais dentro do enredo que tal contarmos 87648 horas?
Seja como for, não poderíamos deixar esse mês passar sem voltarmos no tempo, relembrarmos esse sucesso e comemorarmos aquela primeira hora que foi ao ar em 6 de novembro de 2001.
Era uma vez….
Jack Bauer (Kiefer Sutherland) é diretor da Unidade Antiterrorismo de Los Angeles, a CTU. Ele é casado com Teri (Leslie Hope) com quem tem uma filha, a adolescente Kimberly (Elisha Cuthbert).
É meia-noite e uma partida de xadrez entre pai e filha parece uma boa pedida para encerrar mais um dia. No entanto, pouco tempo depois… Enquanto Kim foge de casa pela janela, Jack é avisado que o senador David Palmer (Dennis Haysbert), candidato à presidência dos EUA, precisa ser protegido de um atentado terrorista. O grupo terrorista sequestra Teri e Kim. Para libertá-las ele quebra diversas regras da CTU que lhe rendem a perda do cargo. Descobre-se que os ataques são liberados pelos irmãos Drazen que querem se vingar de Palmer e de Jack que estiveram a frente da Operação Anoitecer que matou membros da família Drazen. Kim é seqüestrada novamente, enquanto Jack descobre que tem um traidor em sua equipe e tem que impedir o plano dos Drazen. Bandidos mortos. Kim é salva. Teri é assassinada por Nina Myers (Sarah Clarke), a agente infiltrada.
Um ano e meio depois, Palmer é presidente dos EUA e Bauer está afastado de suas atividades na CTU e de sua filha Kim, que agora trabalha como babá para uma complicada família. Até que um dia… A ameaça de uma bomba nuclear traz Jack de volta a ativa. George Mason (Xander Berkeley), chefe da CTU é contaminado por radiação e seu cargo é assumido por Tony Almeida (Carlos Bernard). Enquanto Palmer lida com conspirações políticas e a ex-mulher, Bauer tem que se aliar a Nina para descobrir a localização da bomba. George se sacrifica e explode junto com a bomba e Bauer fica vivo para evitar uma guerra.
Três anos se passam e as eleições se aproximam. No dia do debate pela presidência, traficantes ameaçam espalhar um vírus letal e a CTU tem que impedi-los. A missão fica por conta de um Jack viciado em heroína, que é Diretor de Operações de Campo, tem Chloe O’Brian (Mary Lynn Rajskub) como assistente e é parceiro de Chase Edmunds (James Badge Dale), namorado de Kim, que agora também trabalha na CTU. Tony continua a frente da CTU e está casado com Michelle Dessler (Reiko Aylesworth), a segunda no comando da organização. Depois de algumas decisões difíceis como Jack matar Nina, Palmer desistir das eleições, Chase e Kim deixarem a CTU e Tony ir para a cadeia por traição ao país… o dia está salvo.
Dezoito meses depois, Bauer tem que salvar o novo Secretário de Defesa James Heller (William Devane) e sua filha Audrey Raines (Kim Raver) das mãos de terroristas. O dia termina com Bauer tendo que forjar a própria morte para fugir de chineses vingativos.
Lá se vai mais um ano e meio e os EUA têm Charles Logan (Gregory Itzin) como um presidente de caráter duvidoso. Várias baixas na CTU, Michelle e Tony são mortos. O ex-presidente Palmer é assassinado e Bauer tem que provar sua inocência e explicar sua falsa morte para Kim. Ah, sim, ele também deve proteger o país da ameaça química, o gás nervoso e ajudar a depor o presidente. Mas não consegue se livrar dos chineses dessa vez e acaba sequestrado.
Vinte meses mais tarde, enquanto uma onda de atentados terroristas instaura uma neurose nos norte-americanos, um novo Palmer está no poder, é Wayne Palmer (D. B. Woodside), irmão de David. Bill Buchnanan (James Morrison) está a frente da CTU. Já Jack depois de tanto tempo em cativeiro e passando por torturas retorna para os EUA como barganha política. E após fugir Bauer tem a missão de parar os ataques árabes, lidar com o retorno do próprio pai e salvar o dia novamente.
Três anos depois Jack está em Sangala, na África em uma guerra civil e Allison Taylor (Cherry Jones) é a nova presidente norte-americana. Maios ou menos dois meses depois temos um ataque cibernético seguido de uma ameaça de contaminação por gás. Tony está de volta. A CTU não existe mais e Jack recebe ajuda “clandestina” de Chloe e Bill e da agente do FIB Renee Walker (Annie Wersching). Bill morre e Kim volta para ajudar o pai.
Passados um ano e meio, Jack vive feliz sua nova condição de vovô, Kim teve uma menina que chamou de Teri em homenagem a mãe. A CTU está de volta, reestruturada. Taylor tentar um acordo de Paz que desembocaem atentados. E lá vai Bauer salvar o dia… Mas quem pode se salvar de Jack e sua busca por justiça/vingança? E Jack poderá se salvar agora?
…e então…
No dia 24 de maio de 2010, depois de oito eletrizantes dias/temporadas, era transmitido nos EUA o episódio final de 24 Horas!
Um seriado que virou fenômeno e ganhou milhares de fãs e diversos prêmios. Ao todo 24 Horas teve 192 episódios. A 7ª temporada foi adiada devido a greve dos roteiristas e o hiato forçado deu origem ao filme para televisão 24 Horas: A Redenção.
Uma série que deu aos EUA um herói contra o terrorismo depois dos eventos do 11 de setembro. Um herói de métodos questionáveis, é bem verdade… Prefiro chamá-lo de anti-herói! E como brasileira é difícil aceitar algumas situações da série, mas isso já é um outro departamento…
24 Horas é dramática, realista (ao mesmo tempo que é surrealista, por sempre estrapolar o limite do real), forte e impactante. Foi inteligente a adoção da fórmula cinematográfica, de toda a ação em tempo real… Sim, 24 Horas nos deu dias inesquecíveis. Por isso, viva os seus 10 anos!
E venhamos e convenhamos que às vezes, um Jack Bauer seria bem-vindo para salvar o dia, não é? Mas sabe, uma boa série também salva dias e como salva! E a mesma série pode fazer isso inúmera vezes, é só “rebobinarmos a fita” e voltarmos a primeira hora do nosso seriado preferido. Porque séries boas não se perdem no tempo, se tornam
…atemporais.
Destaques da Semana – Brasil – 14 a 20/11
14/11/2011, 09:53.
Paulo Serpa Antunes
TV Brasil
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Semana de feriadão. Mas as séries não tiram folga – e inclusive tem mais seriado estreando no Brasil. Confira os destaques da semana e deixe seu comentário.
Segunda, 14/11

Na Warner, inéditos de Mike & Molly (20h, 2×03), Suburgatory (20h30, 1×03), The Mentalist (21h, 4×03, com participação de Kelli Williams) e Chuck (22h, 4×17). Destaque para Chuck, que apresenta, para a primeira de uma série de participações especiais, o ator Ray Wise (Twin Peaks, Reaper).
Atualizado às 16h40: A grade da Sony prevê a exibição esta noite de reprises de CSI (21h, 12×05), Grey’s Anatomy (22h, 8×06) e Private Practice (23h, episódio 5×04). No AXN, 22h, tem o episódio 7×03 de Criminal Minds. Clique aqui para continuar a leitura »
Para comprar Walter Bishop em Fringe basta um pão doce
13/11/2011, 20:42.
Lu Naomi
Gastronomia
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Dr. Walter Bishop:
“Deixe-me falar a respeito deles. São criaturas horríveis. Vis. São como tudo o que existe lá. Parte tecido orgânico, parte máquina. São repuslivos, detestáveis, abjetos…”
Astrid:
“’Abjetos’? Ele está fazendo o lance do dicionário de novo?”
Dr. Walter Bishop:
“Imorais, diabólicos…”
Fringe é uma série com muitos fãs no Brasil e, por consequência, aqui no TeleSéries também. Uma delas é a leitora Cleide Pereira, que comentou que o personagem interpretado pelo ator John Noble mencionara um “pão brasileiro” no episódio One Night In October [o segundo da quarta temporada, exibido nos EUA no dia 30/9/11 e no Brasil em 1/11/11 – leia a review da Mariela Assmann publicada aqui] nas legendas da exibição pelo canal Warner brasileiro.
Ficamos curiosas, ela e eu, e fui atrás do episódio: no original em inglês Walter diz “Portuguese sweet bread”. Na minha tradução amadora ficaria assim:
Dr. Walter Bishop:
“Durante semanas, aquela mulher terrível desfilou pelo meu laboratório. Comprou minha ignorância com quitutes enquanto executava seu plano de roubar peças da máquina com o… aquele maldito pão doce.”
Poderia dizer “pão doce português”, mas o pão doce que comemos no Brasil é o mesmo pão doce de Portugal, com a massa sovada de manteiga e açúcar. Eles usam esse termo lá nos EUA para distinguir do pão de forma, mais habitual por aqueles lados. O pão doce ou rosca de origem portuguesa costuma ser consumido no Natal e na Páscoa. A versão com frutas secas, parecida com o panetone, consome-se no Dia de Reis [seis de janeiro].
O pão doce tornou-se iguaria comum no Havaí e na Nova Inglaterra por causa dos imigrantes portugueses que estabeleceram colônias nesses Estados. A versão da receita adaptada no Havaí leva leite evaporado e batatas para obter o efeito doce e fofinho; o pão doce da Costa Leste leva leite, raspas de limão e noz moscada. As diferenças existem porque os imigrantes tinham de se adaptar aos ingredientes locais. Como Fringe se passa em Boston, a receita de hoje é a versão da Costa Leste.
A receita – Pão doce português
Ingredientes:
120 mL de leite integral
1/2 xícara [chá] de açúcar
60 g de manteiga
1 e 1/2 colher [sopa] de raspas de casca de limão
1/4 colher [chá] de noz moscada ralada
6~8 g de fermento biológico seco [1 envelope]
60 mL de água morna
1 colher [chá] de açúcar
2 ovos
450 g de farinha de trigo
1/2 colher [chá] de sal
farinha de trigo para sovar
óleo para untar
gema de ovo para pincelar
Forma redonda com 23 cm de diâmetro ou para pão de fôrma com 23 cm no lado mais comprido
Modo de fazer:
Leve o leite para ferver em uma panela pequena e desligue o fogo assim que surgirem bolhas na lateral. Misture o açúcar, a manteiga, a raspa de limão ao leite até o açúcar dissolver e a manteiga derreter. Acrescente a noz moscada e deixe esfriar.
Em uma tigela pequena, misture o fermento, a colher de açúcar e a água. Deixe descansando por cinco minutos até que comece a borbulhar.
Bata os ovos em uma tigela grande e adicione as misturas de leite e fermento, mexendo até que fique homogêneo. Peneire a farinha com o sal e acrescente aos poucos à tigela, misturando para formar a massa, que ficará um pouco grudenta.
Espalhe farinha sobre a superfície limpa e seca em que trabalhará a massa, sovando-a por cinco minutos até que ela esteja elástica e menos grudenta. Unte uma tigela grande com óleo e coloque ali a massa. Cubra com filme plástico e deixe crescendo por duas horas até a massa dobrar de tamanho.
Tire a massa da tigela e dê-lhe forma: se vai assar na forma redonda, modele-a como uma meia bola; se sua forma é de pão retangular modele um quadrado e enrole igual rocambole. Cubra a forma com filme plástico e deixe a massa crescer por mais uma hora.
Preaqueça o forno a 180° C. Pincele a massa com a gema de ovo batida e coloque para assar por 35 minutos. O pão fica com uma cor marrom escura brilhante. Retire do forno e deixe esfriando numa grelha antes de desenformar.
Curiosidade: Existe uma comunidade no Facebook chamada Fringe Party [www.facebook.com/fringeparty] que se dedica a assistir aos novos episódios da série comendo o que Walter comeu no episódio anterior – excetuando-se insetos, pessoas e drogas. A receita do pão doce que disponibilizaram na página é da versão havaiana [Recipe Source, em inglês].
Notas pessoais: Esta receita tem grau de dificuldade médio e rende uma unidade de pão grande. Você pode acrescentar duas gemas extras à massa pra ela ficar mais amarelinha; pode adicionar uma colher [sopa] de essência de baunilha à mistura de leite; pode adicionar uma colher [chá] de açúcar à gema batida para pincelar. E obviamente pode incorporar pedaços de frutas cristalizadas ou goiabada.
Se o clima estiver muito frio, ponha a massa para crescer dentro do forno desligado. Eu costumava untar a superfície de trabalho e as mãos com óleo ou manteiga na hora de sovar, em vez de enfarinhar. O pão ficava mais leve, só que isso quando eu fazia pão salgado, nunca tentei fazer isso com o pão doce.
Fazer pão manualmente ainda assusta muitas pessoas, mas poucas atividades domésticas são tão relaxantes quanto esta. Desconfio que tem a ver com o ato de sovar a massa, quando a pessoa desconta o estresse do dia a dia dando socos em uma coisa que não vai sofrer com isso – ao contrário, vai se beneficiar! Não importa se as primeiras tentativas falharem, vale a pena persistir.
Além disso, sempre existe a alternativa das máquinas elétricas de fazer pão. 😉
E pronto, você terá uma poderosa moeda para comprar o Dr. Walter Bishop. Cá entre nós, eu acho que ele se vende por muito pouco. Pra me comprar tem que pelo menos passar manteiga no pão ainda quente ou fazer rabanadas do pão velho – aliás, este pão doce dá uma ótima rabanada, que lá nos EUA chamam de french toast [torradas francesas] e os franceses, de pain perdu [pão perdido].
Série Virtual – Destination Anywhere – Me Desculpe, mas …
10/11/2011, 18:25.
Redação TeleSéries
Ficção (séries virtuais)
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Série: Destination Anywhere
Episódio: Me Desculpe, mas …
Temporada: 1ª
Número do Episódio: 1×06
CENA 1 – EXT. CASA DOS DANES – NOITE
Os garotos gritam ao ver que PHILL estava em cima da árvore. Todos da festa observam o dono da casa amarrar a corda em um dos galhos. Ele posa por alguns segundos antes de pular na piscina. PHILL nada até a borda e sobe até a superfície.
PHILL: [Grita] Quem vai ser o primeiro?
Nenhum voluntário se manifesta.
PHILL: Ora, não é tão difícil. É só fazer igual ao Tarzan.
Ele se pendura na corda e grita, caindo dentro da piscina. As pessoas aplaudem. PHILLIP volta para a superfície novamente e aponta para SCOTT.
SCOTT: Não, não.
PHILL: Que é isso, cara? Vai amarelar agora?
SCOTT: [Ri nervoso] Eu passo.
PHILL: Eu “passo”. Que papo mais idiota é esse?
A multidão começa a vaiar. PHILL puxa o coro e todos começam a gritar.
TODOS: Covarde! Covarde!
SCOTT olha nervoso para os lados. Todos estavam apontando para ele e pedindo para que ele repetisse o gesto de PHILLIP.
PHILL: Vamos, Scott. Mostre que você é homem de verdade.
SCOTT se aproxima de PHILL e cochicha.
SCOTT: Você sabe que eu não gosto de altura.
PHILL: Vai ser legal, cara, como montar um cavalo. Você sente a adrenalina.
As pessoas ficam olhando para os dois. SCOTT olha para a corda, apreensivo.
SCOTT: Eu não acredito que eu vou fazer isso.
PHILL dá uma tapinha cordial nas costas do amigo.
PHILL: [Grita] Senhoras e senhores, Scott Sawyer vai pular!
As pessoas que estavam no local batem palmas e SCOTT se dirige até a árvore vagarosamente. Ele tenta sorrir ao se aproximar, segura a corda com força e dá alguns passos para trás. O garoto corre e fecha os olhos. SCOTT pula, mas não consegue se soltar. Seu braço fica preso na corda. Ele havia passado a corda em volta do braço, a fim de obter mais segurança, mas agora a corda estava enrolada em seu braço, o mantendo pendurado.
SCOTT: [Nervoso] Me ajuda, me ajuda!
O galho da arvore se estendia por cima de quase toda a piscina. SCOTT, pendurado pelo braço, parecia um pendulo humano. Cada movimento que seu corpo fazia o garoto respondia com uma expressão de dor em seu rosto. Todos os adolescentes que observavam ao inusitado espetáculo se dispõem ao redor da piscina. PHILLIP começa a rir da cara do amigo.
PHILL: [Rindo] Eu não acredito nisso!! Como você pode ser tão burro?
SCOTT: Não é brincadeira, alguém me tira daqui.
Phill: [Rindo] Grita mais alto seu banana, quem sabe o Clark Kent não te escuta?
SCOTT tenta apoiar-se com o outro braço na corda, assim poderia tentar desenrolar seu braço que estava começando a ter a circulação cortada. A expressão de dor do seu amigo só divertia PHILLIP, enquanto a multidão assistia ao pequeno show, horrorizada.
SCOTT: Eu não consigo.
PHILL balança a cabeça negativamente.
PHILL: Aguenta firme que eu vou tirar você daí.
PHILLIP escala a árvore habilmente. Ele gosta da atenção recebida naquele momento, e esboça até um certo sorriso heróico. SCOTT começa a se debater.
SCOTT: Ai, tá doendo!
PHILL: [Grita] Para de chorar. Eu vou tirar você daí.
PHILLIP SE aproxima lentamente do local onde a corda estava amarrada, ou seja, ao centro do grande galho. SCOTT continua balançando a corda. Ouve-se um estalo. Alguns garotos gritam que o galho está se partindo. PHILLIP olha para trás, ele hesita, mas continua a se aproximar do amigo.
PHILL: Segura na corda com o outro braço, que eu vou tentar te puxar aqui pra cima.
PHILL cambaleia um pouco, visivelmente bêbado. SCOTT obedece às ordens do amigo e PHILLIP começa a puxar, sem sucesso. O peso do garoto faz com o que grande galho balance. Ouve-se outro estalo e os dois caem na piscina. Ouvem-se alguns gritos. PHILL e SCOTT não submergem.
GAROTA LOIRA: Alguém pula lá pra pegar eles!
Dois meninos tiram a camiseta e se preparam para pular quando PHILLIP surge, ofegante em meio aos pequenos galhos que haviam caído com os pedaços maiores. Os dois garotos pulam na piscina. Um deles puxa PHILL para fora, enquanto o outro mergulha a procura de SCOTT. Silêncio. O garoto surge na superfície com SCOTT.
GAROTO 2: O galho caiu por cima dele, acho que ele desmaiou.
PHILL: Traz ele pra cá.
O garoto desenrola a corda do braço do SCOTT e o arrasta para fora da piscina.
GAROTA RUIVA: Alguém chame uma ambulância!
PHILL: Não!! Ninguém vai chamar ambulância aqui.
GAROTO 2: Tá louco? Ele precisa de ajuda.
PHILL: Ambulâncias chamam muita atenção. Eu mesmo levo ele no hospital. [Grita] Galera, a festa acabou!
O garoto olha para PHILL com ar de reprovação, mas o ajuda a carregar SCOTT para seu carro.
CENA 2 – EXT. RUA – NOITE
O carro do PHILLIP sai em alta velocidade. O garoto olha para Scott, que está estirado no banco traseiro de seu carro, com a roupa suja de sangue.
CENA 3 – EXT. HOSPITAL – NOITE
PHILL estaciona seu carro um pouco distante da entrada principal do hospital. Ele apóia o corpo do amigo no ombro e o arrasta para dentro da emergência.
CENA 4 – INT. HOSPITAL – NOITE
PHILL: Alguém? Por favor! Meu amigo sofreu um acidente.
Alguns enfermeiros correm em direção dos dois.
ENFERMEIRO: O que houve?
PHILL: [Pânico] Eu não sei! Ajudem ele, por favor.
PHILL entrega a carteira do amigo com todos os documentos que a atendente iria precisar para cadastrá-lo na emergência. Ele observa o amigo ser colocado em uma maca, e aproveita que o foco da atenção de todos não é ele e sai do hospital correndo.
CENA 5 – EXT. HOSPITAL – NOITE
[SOM DE TROVÃO]
Uma fina chuva começa a cair. PHILL corre até seu carro e entra ofegante. Ele liga o motor do automóvel e sai rapidamente. O garoto pega um celular jogado no chão do carro.
Phill: [Ofegante] Becky? Seu irmão sofreu um acidente. [Pausa] Ele está no Tulsa Hospital Center!
Antes que ele desligasse o aparelho ouve-se um barulho de sirene. O garoto olha para trás e uma viatura da policia está o seguindo. Ele para o carro. O policial se aproxima com uma lanterna.
Policial: Boa noite? Documentos, por favor.
PHILLIP pega uma carteira no porta luvas e mostra ao policial.
Policial: Sr. Danes, está ciente de que o senhor ultrapassou o limite de velocidade da via em quase o dobro do limite permitido?
PHILL: E o que você quer dizer com isso?
POLICIAL: Desça do carro, por favor.
PHILL: Você sabe com quem está falando?
POLICIAL: Desça do carro agora!
[MÚSICA TEMA – PROMISES, LILLIX]
CENA 6 – INT. CASA DOS MACKENZIE – QUARTO DE ANNA
[MÚSICA – PERFECT MEMORY, REMY ZERO]
O quarto está escuro, o único foco de luz presente no local vem de uma pequena lamparina em formato de estrela pregada na parede à cima da cama de ANNA. Ela sai de baixo das cobertas ao ouvir o barulho de um carro se aproximando da sua casa. ANNA levanta-se e caminha até a janela. A garota abre as cortinas brancas, deixando a luz do sol entrar. Ela olha para baixo e sorri.
Anna: Hey!! Você aí embaixo. Vai ficar parado olhando ou vai subir até aqui?
A garota vira-se em direção da porta e vê MATT, parado, de braços cruzados. Ela franze a testa e abre a boca, em uma expressão de surpresa.
ANNA: Que bom que você veio! Eu estava mesmo te esperando. [Sorri] Como você subiu tão rápido?
MATT: Não acredita em mágica?
ANNA: Você… sempre cheio de truques.
MATT: Eu não faço truques, apenas mágica.
ANNA: Faça uma mágica para mim.
MATT se aproxima da Anna.
MATT: Feche os olhos…
ANNA obedece ao amigo, um pouco apreensiva. MATT despeja uma caixa cheia de fotos na cama.
ANNA: Posso abrir?
MATT: Não! Espera um pouco!
O garoto espalha as fotos e senta-se na beirada da cama.
MATT: Agora pode abrir.
ANNA mostra-se surpresa ao ver o que o amigo tinha feito. Ela se aproxima da cama e olha as fotos cuidadosamente.
ANNA: Nossa… o que é isso?
MATT: Mágica.
ANNA: Que tipo de mágica é essa?
MATT: Eu estou te levando de volta ao passado. Essas são as fotos que eu tirei depois que você me deixou.
ANNA: Eu não deixei você, Matt. Eu apenas fiz uma “longa viagem”.
O garoto sorri.
MATT: Eu sei, Anna.
ANNA: Que bom que você sabe. Por que apesar de eu não ter dado notícias todos esses anos, eu nunca deixei de pensar em você. Desculpe a minha covardia exagerada, mas eu tive medo de que não entendesse.
MATT: Ih, Anna. Todo esse papo é muito dramático pro meu gosto. Vamos deixar isso pra trás ok?
ANNA: [Irônica] Engraçado você dizer isso.
MATT: Você está insinuando que eu faço drama?
ANNA: [Ri] Como ninguém!
MATT empurra Anna, não muito forte.
MATT: Você é quem faz o drama aqui. Eu sou realista.
ANNA: Eu não acredito em realidade, eu acredito em mágica.
ANNA sorri olhando para MATT.
MATT: Você quer que eu faça outra mágica?
ANNA: Não… Eu só quero meu melhor amigo de volta.
MATT fica calado.
ANNA: O que você me diz? Pode fazer isso?
ANNA se aproxima de MATT, mas ele recua, e permanece calado.
ANNA: Matt? O que você me diz?
MATT olha para ANNA como se quisesse dizer alguma coisa, mas nenhuma palavra sai de sua boca.
ANNA: [Grita] Matt, me diz alguma coisa, por favor!
[MÚSICA FADE OUT]
ANNA acorda assustada. A garota está suada e com a respiração ofegante. Ela olha para os lados e põe a mão na cabeça. A garota respira fundo e levanta-se da cama. Ela vai até a janela e abre a cortina. ANNA ainda veste a mesma roupa que tinha ido à festa. Está escuro e chovendo muito lá fora. Ela olha para trás e o relógio em cima de sua escrivaninha marca 12:55.
ANNA: Eu devo ter cochilado.
Ela vai até o banheiro, onde joga um pouco de água no rosto. ANNA encara o espelho por alguns segundos.
ANNA: Calma, Anna, calma.
Ouve-se um barulho de TV. A garota desce até a sala onde KATHERINE MACKENZIE estava dormindo no sofá. ANNA ajeita o cobertor que cobria a mãe e senta-se em uma outra poltrona. Ela pega o controle remoto da TV e muda de canal algumas vezes até que algo chama à sua atenção.
ANNA: Harry e Sally. [Irônica] Ótimo.
ANNA encosta a cabeça e encolhe as pernas no sofá.
CENA 7 – EXT. HOSPITAL – NOITE
A vista frontal do Tulsa Hospital Center.
CENA 8 – INT. HOSPITAL – NOITE
MULHER: [Nervosa] Ele está aqui há muito tempo! Eu preciso ter noticias do meu filho!
DAVID SAWYER: Carol, querida. Tenha um pouco mais de calma.
ENFERMEIRA: Senhora, infelizmente, até agora, não temos nenhum boletim sobre seu filho.
CAROL SAWYER: Olhe mais uma vez. [Pega a prancheta da enfermeira] O nome dele é Scott William Sawyer.
A enfermeira pega de volta a prancheta.
ENFERMEIRA: Senhora, eu sei quem é seu filho e quando eu souber algo…
O homem vestido de branco interrompe a conversa.
HOMEM: Senhor e senhora Sawyer?
CAROL: Sim? Somos nós.
HOMEM: Eu sou o doutor Jack Clifford. Eu tenho noticias sobre o filho de vocês.
CENA 9 – MESMO LOCAL
[MÚSICA – IN MY PLACE, COLDPLAY]
REBECCA está sentada em uma cadeira no corredor do hospital. Ela observa, apreensiva, um homem de branco se aproximar dos pais. O homem fala algumas palavras e os SAWYER se abraçam felizes. REBECCA respira aliviada. SAM aparece no corredor com um copo na mão. O garoto vai até BECKY e entrega o copo a ela.
SAM: Toma, é chá gelado.
Ele se senta ao lado da garota e encara o chão. REBECCA olha para SAM.
BECKY: Obrigada.
A garota toma alguns goles. Ela volta a olhar para os pais, eles ainda conversam com o médico.
BECKY: Acho que o médico trouxe notícias do Scott. E pela cara dos meus pais, meu irmão deve ter escapado dessa.
Ela olha para SAM, o garoto parecia não se importar.
BECKY: Eu sei que é errado pensar assim, mas pelo o que eu conheço do Scott ele deve ter feito por merecer. Ainda não sabemos o que aconteceu, quem trouxe ele aqui não falou nada, mas pela descrição das enfermeiras deve ter sido o Phillip.
Ela toma mais um gole do chá.
BECKY: Tenho certeza que foi ele quem meteu meu irmão nessa roubada. O Scott faz tudo que ele manda e…
SAM interrompe.
SAM: Olha, agora que o pior já passou, eu acho que já posso ir.
BECKY: Não vá. Eu odeio hospital, e eu não quero ficar aqui sozinha.
SAM levanta-se.
SAM: Seus pais estão aqui.
BECKY: Sam, espera. Eu queria dizer…
SAM interrompe novamente.
SAM: Becky, se você vai tentar me agradecer é melhor nem começar. Eu tenho que ir.
SAM anda em passos apressados, deixando BECKY para trás. Ela o observa ir embora. REBECCA olha para o copo de chá e o joga no lixo.
[MÚSICA FADE OUT]
CENA 10 – INT. CASA DOS GRAHAM – QUARTO DE MATT – NOITE
[SOM DE CHUVA FORTE]
MATT está sentado ao lado da sua cama observando ALEXIA dormir. O garoto levanta-se e vai até seu armário de onde ele puxa uma grande sacola azul. MATT desenrola o colchonete. Ele o puxa para perto cama e desliga a luz do abajur. Um clarão ilumina todo o quarto, alguns segundos depois ouve-se um grande estrondo. ALEXIA acorda.
ALEXIA: Matt?
Ele se aproxima da garota.
MATT: Eu estou aqui.
ALEXIA: O que foi isso?
Matt: Um trovão. Volte a dormir Alley, já é tarde.
Alexia: Dá pra você acender o abajur?
Matt ri.
Matt: Tá bom. Você precisa mais de alguma coisa?
ALEXIA não responde. MATT liga a luz do abajur e percebe que a namorada já estava dormindo novamente. Ele deita-se no pequeno colchão e fica encarando o teto. O barulho da chuva se intensifica. MATT olha para a janela, ele ouve alguns gritos. Eram gritos de criança.
[FLASHBACK]
CENA 11 – EXT. CASA DOS GRAHAM – NOITE
MATT: [Criança] Está chovendo muito, Anna! Vamos ficar doente!
ANNA: [Criança] Melhor pra nós. Não precisaremos ir à escola.
MATT fica parado, analisando o que a amiga havia dito. Ouve-se um trovão. ANNA se aproxima de MATT e lhe entrega uma pipa.
ANNA: [Criança] Agora é com você.
MATT: [Criança] Eu não sei como você consegue me convencer dessas suas maluquices!
ANNA: [Criança] Oras, esse é o se papel. Eu faço os planos mirabolantes, e você os executa.
MATT: [Criança] “Mira” o quê?
ANNA: [Criança] Não enrola garoto!
MATT ri.
MATT: [Criança] Eu não vou correr por aí com uma pipa numa chuva dessas, é maluquice demais, até pra você.
ANNA: [Criança] Matt, estamos fazendo isso em nome da ciência. Olha, se você não quer fazer, eu mesma faço.
MATT: [Criança] Tudo bem.
MATT entrega a pipa à ANNA. Um relâmpago ilumina todo o local, seguindo de um forte trovão. ANNA e MATT gritam e entra correndo na garagem.
ANNA: [Criança] Seu maricas.
[FIM DO FLASHBACK]
MATT sorri.
MATT: Anna…
O garoto se assusta ao ouvir um barulho estridente vindo da bolsa da namorada. Ele levanta-se rapidamente e abre a bolsa. Era o celular, ele atende.
MATT: [Sussurrando] Alô, quem é?
PHILL: [Voice Over] É o Phillip. Passa pra Alexia.
MATT: [Sussurrando] Ela está dormindo.
PHILL: [Voice Over] Ah! Não me vem com essa, passa pra ela. Eu não posso demorar muito aqui.
Matt: [Sussurrando] A Alley tá doente, cara. Ela tá dormindo agora. Me fala o que é que eu passo o recado.
PHILL: [Voice Over] Eu preciso de 1.200 dólares.
Matt ri.
MATT: [Sussurrando] Você está falando sério?
PHILL: [Voice Over] E eu lá sou de fazer brincadeira, seu idiota?
MATT: [Sussurrando] Vai fazer o que com esse dinheiro? Pagar os membros da sua gangue?
PHILL: [Voice Over] Olha, eu não tenho tempo pra isso, e eu não te devo satisfações.
MATT: Você quer o dinheiro? Então seja um pouco mais “gentil”.
PHILL: [Voice Over] O Scott sofreu um acidente na minha festa. Eu fui levar ele no hospital e na volta um policial parou meu carro, disse que eu estava à cima do limite de velocidade, essas frescuras, e inventou outras coisas, resultado: eu preciso de 1.200 dólares.
MATT: Eu vou falar com ela.
MATT olha para o aparelho. PHILL havia desligado. Ele leva o celular de volta à bolsa e percebe que ALEXIA havia acordado novamente.
ALEXIA: O que houve?
MATT: Seu irmão mandou eu te pedir 1.200 dólares.
ALEXIA: Tá bom.
A garota coloca o cobertor por cima da cabeça.
ALEXIA: Eu vou voltar a dormir.
MATT: Alley, ele está numa delegacia.
ALEXIA sai debaixo do cobertor.
ALEXIA: O quê? O que ele fez?
MATT: Ele disse que foi levar o Scott no hospital e o pegaram à cima do limite de velocidade.
ALEXIA: O Scott?
MATT: Ele não me explicou o que houve, só disse que precisava do dinheiro.
ALEXIA: Eu não vou dá dinheiro nenhum para ele. Ele que morra lá.
MATT: Alley, por mais idiota que o Phillip seja, ele é o seu irmão.
ALEXIA: Me dá esse telefone.
MATT: O que você vai fazer?
ALEXIA: Vou ligar pra Becky. Se o irmão dela sofreu um acidente, ela deve está precisando de mim!
ALEXIA pega o telefone e MATT fica olhando para ela.
CENA 12 – INT. CASA DOS MACKENZIE – SALA – NOITE
ANNA assiste ao filme com lágrimas no rosto; sua MÃE, que dormia ao lado, acorda. A chuva ainda caia insistentemente.
KATHERINE: Anna? Voltou cedo da festa?
ANNA faz sinal positivo com a cabeça. A mulher se levanta do sofá e vê que a filha está chorando.
KATHERINE: Você está bem?
ANNA: Tudo bem, mãe.
KATHERINE: Então por que você está chorando?
ANNA: É que esse filme é tão triste.
KATHERINE olha para a televisão por alguns segundos.
KATHERINE: Harry e Sally? Triste?
ANNA faz novamente sinal de positivo com a cabeça.
KATHERINE: Mary Anna, você está bem?
ANNA: Mãe… é sério.
KATHERINE: De onde você tirou todo esse sarcasmo? Você deve ter saído como à família do Edward. Só pode…
ANNA: Você não entende? Esse filme fala de como as pessoas são enganadas pelo tempo, pelo acaso, pela vida. Não devemos alimentar esperanças sobre o futuro por que o futuro é incerto, e não podemos fazer nada contra isso.
KATHERINE: Eu já não sei quem é a mais louca dessa casa. Se sou eu ou se é você.
ANNA desliga a TV.
ANNA: Eu vou dormir. Boa noite.
ANNA olha para a mãe e vai em direção da escada.
CENA 13 – INT. LOCAL DESCONHECIDO – NOITE
[MÚSICA – EVERYTHING HE WANTS, VERTICAL HORIZON]
SAM entra em sua casa com cuidado. O garoto checa se alguém está acordado antes de dá mais um passo. Ouve-se um barulho, SAM congela. Passa-se alguns segundos e o garoto relaxa, não era ninguém e ele segue para outro cômodo da casa.
CENA 14 – INT. QUARTO DE SAM
SAM joga sua jaqueta molhada em cima de uma cadeira. O garoto pega uma toalha que estava pendurada na porta do quarto e enxuga o cabelo. Ele senta-se na cama e tira os sapatos molhados.
SAM: Que pé d’água…
SAM tira a camiseta, ficando apenas de calça.
SAM: Mas que noite! Eu devia saber que tava bom demais pra mim. O universo definitivamente não está do meu lado. E pra terminar com chave de ouro, eu ainda chego todo molhado em casa.
Ele começa à andar de um lado para o outro e põe a mão na cabeça.
Sam: Pelo menos o começo de tudo foi bom. [Sorri] Não! [Lamenta] Não, Sam. Foi terrível! Terrível! Você é um babaca, isso sim. Eu preciso falar com alguém!
CENA 15 – INT. CASA DOS WOODS – SALA – NOITE
SAM senta-se no sofá, cuidadosamente para não acordar seu pai. Ele digita um número no telefone e espera.
CENA 16 – INT. QUARTO DE MELISSA
MELISSA está dormindo quando seu celular toca. A garota demora a se mexer quando finalmente é derrotada pela insistência da ligação. Ela move apenas o braço, que alcança sua mochila, jogada no chão. Ela tateia a mochila por alguns segundos conseguindo pegar o celular. MEL traz o telefone até ela e atende ainda de olhos fechados.
[MÚSICA BAIXA]
MEL: Eu vou matar você.
CENA 17 – INT. CASA DOS WOODS – SALA – NOITE
SAM: Mel, é o Sam.
MEL: [Voice Over] Eu ainda quero matar você.
SAM: Dá pra você acordar?
MEL: [Voice Over] Não!
SAM: Por favor…
CENA 18 – INT. CASA DOS BAKER – QUARTO DE MELISSA – NOITE
MELISSA abre os olhos.
MEL: Olha, é melhor ser algo importante.
SAM: [Voice Over] Você tinha razão sobre a Rebecca.
MEL: Ah! Não, o motivo dessa ligação é a Rebecca Sawyer? Tipo, até amanhã Sam.
SAM: [Voice Over] Não, não, não. Não desliga, por favor. É sério.
MELISSA se senta na cama, e passa a mão nos cabelos.
MEL: [Suspira] O que houve? Por acaso ela te mordeu?
CENA 19 – INT. CASA DOS WOODS – SALA – NOITE
SAM: Engraçada…
MEL: [Voice Over] Fala.
SAM: Eu e a Rebecca fomos ao parque hoje… quer dizer, ontem à noite.
MEL: [Voice Over] Juntos?
SAM: É, juntos…
MEL: [Voice Over] Sam…..
SAM: O quê?
MEL: [Voice Over] Você não drogou a garota, né?
SAM: As vezes eu gostaria que você fosse menos direta.
MEL: [Voice Over] Tá bom. Eu paro… mas por que ela sairia com você?
SAM: Eu não perguntei. Mas acontece que saiu, e no começo ela se mostrou bem, vamos dizer, conformada com a situação. Estava tudo bem até umas meninas da escola aparecerem, e ela começou a me tratar com um lixo, foi horrível.
MEL: [Voice Over] Eu avisei. Você coloca a garota num pedestal, como se ela fosse uma musa imaculada, ela não passa de uma vadia, como a Alexia.
SAM: Você quer deixar seu ódio mortal pela Alexia de lado e se concentrar na Becky um pouco.
CENA 20 – INT. QUARTO DE MELISSA
MEL: O que você quer que eu diga? Elas são todas iguais, Sam. É melhor você cair na real agora do que ficar igual ao Matt. Ele mudou tanto depois que se bandeou pro lado da outra.
MELISSA se levanta da cama.
SAM: [Voice Over] O Scott sofreu um acidente e quando ela soube, eu me ofereci para ir deixar ela no hospital.
MEL: O Scott? Que acidente?
SAM: [Voice Over] Eu não sei o que houve, mas foi na festa do Phillip.
MEL: Nossa… que festa! Mas aí você levou a loirinha no hospital e?
SAM: [Voice Over] E eu tive que ficar com ela lá até agora, ela quis ser gentil comigo, mas eu fui frio com ela. Agora que ela nunca mais olha na minha cara!
MEL: Sorte sua!
CENA 21 – INT. SALA DOS WOOD
SAM: Eu acho que o meu destino é ficar só. Nada de líder de torcida loirinha, simpática, com uma voz linda, e um sorriso…
MEL: [Voice Over] Quer parar? Eu já estou ficando enojada.
SAM: Desculpa.
MEL: [Voice Over] Olha, Sam. Nenhuma garota que te trate com um mínimo de desprezo merece você. Você é um ótimo amigo, é divertido, um pouco bobo demais às vezes, mas é um companheiro e tanto. Se ela não vê isso em você, problema dela.
SAM: Mel?
MEL: [Voice Over] Oi?
SAM: Quer sair comigo?
MEL: [Voice Over] Nem morta!
SAM: [Rindo] Viu? Se você que me acha isso tudo, não quer sair comigo, imagina a Becky…
MEL: [Voice Over] Sam, deixa essa garota pra lá.
SAM: Não consigo.
MEL: [Voice Over] Vocês, homens, quando colocam uma garota na cabeça é difícil de tirar. Se não quer esquecer a mini Alexia, que seja! Mas ficar choramingando por ela? Isso é demais. Olha, Sam, eu…
CENA 22 – QUARTO DE MEL
MEL: … vou dormir. E você deveria fazer o mesmo.
SAM: [Voice Over] Você está certa. Eu vou para o meu quarto tentar analisar o ponto em que a minha vida começou a ficar tão patética.
MEL: Sam, amanhã eu passo na sua casa, e agente discute qual vida é mais patética, eu levo sanduíches, refrigerante, sorvete, tudo o que o nosso estomago aguentar.
SAM: [Voice Over] Tá certo… eu tenho alguns dvds.
MEL: E nós faremos a nossa festa.
SAM: [Voice Over] Combinado. Vejo você daqui a pouco.
MEL desliga o telefone e se joga na cama.
CENA 23 – INT. CASA DOS GRAHAM – QUARTO DE MATT – NOITE
ALEXIA está terminando de vestir uma blusa. A garota ajeita a roupa e coloca um casaco branco por cima.
MATT: Alexia, você ouviu o que a Becky falou; o Scott está bem, você não precisa ir para o hospital.
ALEXIA: Eu vou.
MATT: Você estava doente um minuto atrás. Já melhorou?
ALEXIA: Não, não melhorei, mas eu vou.
MATT: Alley, deixe de ser teimosa, você não precisa ir.
ALEXIA pega a sua bolsa e vai a direção dá porta
MATT: [Grita] Está chovendo forte lá fora, você não vai.
ALEXIA: [Grita] Eu vou!
LOU aparece na porta.
LOU: Que gritaria é essa?
MATT e ALEXIA são pegos de surpresa.
LOU: Matt?
ALEXIA: O irmão da minha amiga sofreu um acidente, e quero ir ao hospital.
MATT: A Alexia está doente, e pra piorar a situação o Phillip está na delegacia, e precisa de dinheiro pra fiança.
ALEXIA: [Para Matt] Eu não estou entendo essa sua compaixão pelo Phillip agora! Se você quer o dinheiro, eu dou!
ALEXIA revira a bolsa.
ALEXIA: Eu não tenho toda essa quantia, mas se quiser pode ficar com os meus cartões.
ALEXIA joga o dinheiro e os cartões em MATT. O rapaz olha sério para ALEXIA, se baixa, e pega o dinheiro e os cartões caídos no chão. LOU barra ALEXIA na porta.
LOU: [Para Alexia] Você não vai à lugar nenhum assim. [Para Matt] Matt, leve sua namorada ao hospital. Deixa que eu cuido do garoto. Delegacia não é lugar pra crianças como vocês.
MATT entrega o dinheiro à tia e LOU devolve à ALEXIA, que põe o dinheiro na bolsa e sai do quarto. MATT vai atrás dela.
CENA 24 – EXT. CASA DOS GRAHAM – NOITE
MATT corre atrás de Alexia com um guarda chuva na mão. Ele para na frente dela, sério.
MATT: Espera aqui que eu vou pegar o carro.
ALEXIA segura o guarda-chuva.
CENA 25 – INT. HOSPITAL
ALEXIA tira o casaco ao entrar no hospital. Apressada, ela anda procurando pela amiga. A garota olha para os lados, sem resultado. Alexia para. REBECCA aparece por trás dela. As duas se abraçam.
BECKY: Você veio… sua maluca.
ALEXIA: Claro que vim.
BECKY: Cadê o Matt?
ALEXIA: [Séria] No estacionamento. Ele já vem.
As duas se sentam em um banco no corredor.
ALEXIA: O que houve com o Scott?
BECKY: Ninguém sabe ao certo. Os enfermeiros dizem que um garoto o trouxe aqui…
ALEXIA: … O Phill.
BECKY: O médico disse que o Scott sofreu uma pancada muito forte na cabeça, que o fez desmaiar. Ele deslocou o braço, e tinha muito álcool no sangue.
ALEXIA: Uh… que horror.
BECKY: É, mais agora ele já está bem. Vai sair amanhã. Olha, não precisava mesmo de você ter vindo.
MATT se aproxima das meninas.
MATT: Eu disse isso a ela, mas você sabe como a Alley é teimosa.
ALEXIA: Amiga, mas você odeia hospital.
BECKY: Você também.
REBECCA abraça ALEXIA.
BECKY: Meus pais vão passar a noite aqui, mas eu já estou indo para casa.
ALEXIA: Eu vou com você.
BECKY: Você não estava doente?
ALEXIA: Acho que dá pra sobreviver.
MATT: Eu levo vocês duas.
ALEXIA mal olha para MATTHEW.
ALEXIA: Eu vou falar com seus pais.
BECKY: Aproveita e pega as minhas coisas, eu vou com o Matt para o carro. Ok?
ALEXIA: Ok. Qual o quarto?
BECKY: D, 105. Segue em frente e vira á direita.
ALEXIA: Está certo, vejo vocês lá.
ALEXIA segue em frente, e BECKY puxa MATT para o canto.
BECKY: Eu preciso de um favor seu.
MATT: O que foi?
BECKY: Eu fiz uma coisa horrível hoje…
Os dois vão conversando até saírem pela porta principal do hospital. A chuva estava mais fraca.
CENA 26 – INT. DELEGACIA DE POLÍCIA
LOU passa por alguns policiais, que a olhavam como se ela fosse um objeto de desejo. Ela para na frente de um oficial gordinho. LOU olha para o crachá do homem.
LOU: Oficial Rodrigues? Louise Graham. Vim pagar a fiança de Phillip Danes.
RODRIGUES: “O filho do prefeito”? Ele já causou muita confusão hoje. Eu estava quase o deixando ir.
O homem esboça um sorriso.
RODRIGUES: Ele foi preso por desacato. Estava dirigindo alcoolizado, e em alta velocidade. A senhora é responsável por ele?
LOU: Não! Quer dizer, sou…
RODRIGUES: Então preencha isso daqui, e eu explicarei os procedimentos.
CENA27 – EXT. DELEGACIA DE POLÍCIA
LOU anda em direção do seu carro, PHILL a acompanha.
PHILL: Valeu tia do Graham por me tirar dessa roubada. Esses policiais vão se ver com o meu pai.
LOU para de andar, e vira-se para o garoto.
LOU: Olha aqui, garoto! Eu vou te levar para casa agora, e apreciaria muito se você não falasse comigo durante todo o trajeto. Obrigada!
A mulher abre a porta do carro e faz um gesto para que PHILL entre.
[CORTA]
O sol timidamente vai saindo por trás das poucas nuvens que estavam no céu. Não chove mais em Tulsa.
CENA 28 – INT. CASA DOS DANES – SALA – MANHÃ
PHILL está no sofá. Ele põe a mão na cabeça ao acordar.
PHILL: Que ressaca.
O garoto olha em sua volta, a casa está uma bagunça. Ele parece triste, e pega o telefone. PHILL está jogado em cima de uma almofada.
PHILL: Eu acho que fiz uma besteira. Posso falar com você?
CENA 29 – EXT. RUA – MANHÃ
[MÚSICA – SIMPATHY, GOO GOO DOLLS]
REBECCA segura Napoleão nos braços ao ver o número da casa do SAM.
BECKY: É aqui. 505.
Ela toca a campanhia, mas ninguém responde. Ela toca mais algumas vezes. A casa parece estar vazia. A garota coloca o seu cachorro no chão e se prepara para deixar o local quando a porta se abre. SAM olha surpreso para REBECCA.
SAM: Você? Aqui?
SAM se mantém parado na porta da sua casa.
BECKY: Eu estava passeando com o Napô e quando eu percebi estava aqui.
SAM: [Suspira] Passeando com o cachorro? Não tinha coisa melhor para inventar?
BECKY: É verdade, eu juro.
SAM: Rebecca, você mora do outro lado da cidade, e seu cachorro não parece estar ao menos cansado.
Ele põe a cabeça para fora da casa como se procurasse algo.
SAM: E o seu carro está estacionado bem ali. Isso é algum tipo de pegadinha? Tem alguém te filmando ou algo assim?
BECKY: [Séria] Não. Eu só queria falar com você, é isso. Eu peguei seu endereço com o Matt, e eu resolvi vir aqui. Sam, eu quero me desculpar…
SAM: Não precisa.
REBECCA se aproxima da porta, onde SAM estava escorado.
BECKY: Mas eu te devo isso. Você me ajudou a noite toda e nem precisava.
SAM: Eu faria isso por qualquer um.
BECKY: Me desculpa por ontem, eu fui horrível com você.
SAM: [Irônico] Sabe Rebecca, eu achava que você era uma garota legal, diferente das suas amigas, mas infelizmente eu estava errado. Você é pior.
BECKY: Sam…
SAM: Eu poderia esperar algo daquele tipo da Alexia e da Christy, mas não de você.
BECKY: Eu não sou desse jeito.
SAM: Eu sei. Você é igual ao seu irmão, não passa de um clone.
BECKY: Você está enganado.
SAM: Estou?
BECKY: Está sim!
SAM: É uma pena que eu não possa ficar aqui para você me provar o contrário.
Napoleão começa a latir. MELISSA aparece por trás de SAM, com um cd na mão.
MEL: Que confusão é essa aqui fora?
BECKY: [Surpresa] Eu só estava querendo falar com o Sam.
MELISSA passa os braços ao redor da cintura do amigo, e o abraça.
MEL: Será que não dava pra você passar mais tarde, eu e o meu pompom estamos um pouco ocupados.
SAM parece incrédulo. Ele não fala nada. MEL puxa delicadamente SAM para seu lado, e passa o braço ao redor do pescoço do garoto.
SAM: É, eu estou ocupado agora. Eu acho.
MELISSA sorrir para BECKY, que parecia constrangida, e depois olha para SAM. O garoto olha para a amiga tentando entender o jogo dela e, inesperadamente, MEL o beija. REBECCA olha para baixo.
BECKY: Eu entendi. A gente se fala uma outra hora.
SAM responde com um “humhum” e continua a beijar MELISSA, que o puxa para dentro de casa e fecha a porta. MELISSA se “solta” de SAM imediatamente.
MEL: Arg! Arg!
Ela cospe no ar e bebe um copo de refrigerante em um só gole.
SAM: Foi você quem me beijou! Não faça “args”!
MELISSA continua tendo “xiliques”.
SAM: Pare! Você está me ofendendo.
MEL: Eu fiz isso pra te ajudar. Agora finja que esse beijo não aconteceu, e vamos ouvir o cd do Yellowcard.
SAM: [Ri] Você me ama.
MEL: Ew…
[MÚSICA FADE OUT]
CENA 30 – INT. CASA DOS MACKENZIE – QUARTO DE ANNA – DIA
ANNA levanta-se da sua cama ao ouvir o barulho de um carro estacionando em frente a sua casa. Ela abre a janela e olha para baixo.
ANNA: Hey! Vai ficar aí embaixo ou vai subir aqui?
CENA 31 – INT. CASA DOS MACKENZIE – SALA
PHILL: E foi isso que aconteceu. Eu não tive culpa. Tive? Ele pulou por que quis. Eu queria ao menos dizer que sinto muito, mas eu não sinto.
ANNA: Ele pulou por sua causa. Você devia ao menos pedir desculpas.
[SOM DA CAMPANHIA]
ANNA: Espera um pouco, eu vou atender a porta.
ANNA corre até a porta. Ela abre sem olhar pelo ‘olho mágico’. A garota congela.
ANNA: Matthew?
MATT: Eu posso falar com você?
Ela fica parada.
PHILLIP aparece na porta.
PHILL: [Irônico] Bom dia. Vai entrar também?
MATT olha para Anna com desprezo.
MATT: Eu não sei por que ainda insisto.
MATT faz menção de ir embora, mas ANNA o segura pela mão.
ANNA: Matt, fica! [Para Phill] Vai falar com o Scott, ok?
PHILL: Mas Anna…
ANNA: Por favor, Phill! Vai!
O garoto obedece às ordens de ANNA e vai embora. MATT encara ANNA.
MATT: Eu não entendi qual o seu jogo com o Phill!
ANNA: Não tem jogo nenhum!
MATT: Ah! Então essa sua amizadezinha com ele é só pra me humilhar mesmo?
ANNA: O Phill me trata muito bem, ao contrário de você.
MATT: Esquece! Eu não devia ter vindo.
MATT se solta de Anna e se vira para rua, mas antes que ele desse o primeiro passo ANNA grita.
ANNA: O que você quer de mim?
A garota começa a chorar.
ANNA: Eu não agüento mais. Eu não agüento mais isso.
MATT fica olhando para ela sem ação.
ANNA: [Chorando] Eu estou tão cansada de me fingir de forte.
A garota se senta na varanda e põe a cabeça entra as pernas. Anna chora copiosamente.
Anna: [Soluçando] Eu sinto sua falta.
MATT respira fundo. Ouve-se um barulho de algumas crianças na rua. Um dos garotos tentava empinar uma pipa azul.
[MÚSICA – PERFECT MEMORY, REMY ZERO]
MATT observa a brincadeira dos meninos. ANNA continua a chorar. Ele caminha até a garota e senta ao seu lado. ANNA levanta a cabeça. MATT olha direto nos olhos dela. Eles se abraçam demoradamente.
CENA 32 – INT. CASA DOS DANES – SALA – DIA
A porta se abre. PHILL entra na sala, a casa esta uma bagunça, ALEXIA está sentada no sofá segurando uma câmera digital.
[MÚSICA BAIXA]
PHILL: Ah! Você tá ai?
ALEXIA tira uma foto do irmão.
ALEXIA: Eu acabei dormindo na casa da Becky, quando eu soube do acidente fui me certificar que não iríamos ter um homicida na família. Foi você né seu safado? Confessa!
PHILL: Ih, garota. Não sei do que você tá falando.
ALEXIA: Você deve ter empurrado ele. No mínimo!
PHILL: Você não sabe o que você tá falando.
ALEXIA: [Irônica] “Filho do prefeito empurra melhor amigo para a morte!” Já vejo as manchetes! Papai vai ficar tão orgulhoso! E como foi lá na cadeia? Encontrou algum amigo seu?
A garota tira outra foto. PHILLIP se aproxima da irmã, e lança um sorriso sarcástico.
PHILL: Se eu fosse você eu não me preocupava tanto comigo, você deve ter seus próprios problemas não? Por exemplo, o Matthew Graham.
ALEXIA: O que tem o Matt?
PHILL: Hoje de amanhã ele foi na casa da Anna Mackenzie. Eu estava lá quando ele chegou.
ALEXIA: [Ri] Sei…
PHILL: Não acredita em mim? Liga pra ele…
ALEXIA: Eu confio no Matt.
PHILLIP fica encarando ela.
ALEXIA: [Grita] Some da minha frente!
PHILLIP vai para seu quarto, rindo da irmã. ALEXIA espera o irmão sumir do local e pega o telefone.
CENA 33 – EXT. CASA DOS MACKENZIE – VARANDA
[MÚSICA ALTA]
MATT e ANNA estão sentados na varanda.
MATT: [Rindo] Eu não fiz regime. Eu apenas cresci.
ANNA: Eu quase não reconheci você.
ANNA olha para o relógio.
MATT: O tempo voa quando estamos felizes.
ANNA: E rasteja quando estamos tristes.
O celular de MATT toca, ele olha o nome no visor e desliga. Os dois voltam à conversar.
[MÚSICA FADE OUT]
ELENCO
Jonathan Bennett como Matthew Graham
Natalie Portman como Anna Mackenzie
Mena Suvari como Rebecca Sawyer
Lindsay Lohan como Melissa Baker
Austin O´Brian como Scott Sawyer
Joseph Gordon-Levitt como Samuel Wood
Kate Bosworth como Alexia Danes
Brad Renfro como Phillip Danes
Marisa Tomei como Lou Graham
ATORES CONVIDADOS
Paula Cale como Katherine Mackenzie
Greg Kean como David Sawyer
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
Heather Locklear como Carol Sawyer
Spencer Breslin como jovem Matthew Graham
Keaton Tyndall como jovem Anna Mackenzie
MÚSICA TEMA
Promises por Lillix
TRILHA SONORA
Perfect Memory por Remy Zero
Simpathy por Goo Goo Dolls
In My Place por Coldplay.
everything He Wants por Vertical Horizon
ESCRITO POR
Clara Lima
Sarah Lima
DIRIGIDO POR
Clara Lima
GRÁFICOS POR
Clara Lima
CRIADO POR
Clara Lima
Sarah Lima
DISTRIBUIDO POR
TVSN
® 2004-2006
Série Virtual – Outsiders – Ways and Means
09/11/2011, 18:34.
Redação TeleSéries
Ficção (séries virtuais)
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Série: Outsiders
Episódio: Ways and Means
Temporada: 1ª
Número do Episódio: 1×06
CENA 1 – COZINHA DA MANSÃO LIEFIELD – MANHÃ
JOEY está sentado ao balcão comendo cereal e lendo uma revista. CATHLEEN entra.
CATHLEEN: Bom dia.
JOEY: Bom dia.
CATHLEEN: [irônica] Nosso hóspede adorado não levantou ainda?
JOEY: Ele realmente tem sido meio folgado nos últimos dias. Não vejo a hora desse cara sumir.
JOEY fecha a revista enquanto CATHLEEN se serve de leite.
CATHLEEN: Meio folgado? O cara não se liga. E o que ele ainda tá fazendo aqui? Quer dizer, uma semana deveria ser suficiente pra Julia arrancar dele o que ela precisa.
JOEY: [irônico] É, o método de tortura dela de dar uma cama confortável, boa comida e água quente realmente vai fazer ele abrir o bico.
CATHLEEN: [arregala os olhos] Aposto que ela tá transando com ele.
JOEY faz uma cara de nojo e fala de boca cheia.
JOEY: Eu tô comendo aqui!
CATHLEEN: Só pode ser. No começo até que eu topava fazer um favor aqui e outro ali porque, convenhamos, ele é gato. [Joey revira os olhos] Mas eu não costumo preparar nenhum banho do qual eu não vá participar e como acho que apesar de muito tentador isso seria ilegal, ele que prepare o próprio banho!
JOEY: O cara claramente teve alguma coisa com a Julia. E o que você tá dizendo é errado em milhares de diferentes formas!
CATHLEEN: Você não precisa mais se preocupar com isso. Ele está totalmente fora do meu sistema. Chega de ficar pensando no seu rosto perfeito [Cathleen olha pra o nada] e olhos castanhos maravilhosos. Aqueles braços fortes naquele roupão–
JOEY larga a colher no balcão com um olhar entediado.
JOEY: [resmunga] Ótimo. Eu nem tava com fome.
CATHLEEN: [acordando do transe] É sério, Joey. Vou falar com a Julia. Hoje mesmo esse cara tá fora da nossa casa. Ele tá fora! Fora!
JOEY: Tem meu total apoio.
ROBERT entra ofegante na cozinha. A câmera mostra o ponto de vista de CATHLEEN revelando ROBERT de cima a baixo em slow motion. Ele veste uma calça de moletom e uma regata branca colada ao corpo pelo suor. CATHLEEN parece hipnotizada.
ROBERT: Bom dia, Geração X.
JOEY abre novamente a revista e responde sem levantar os olhos.
JOEY: Hmm.
ROBERT pega o copo de leite de CATHLEEN e vira de uma vez. A garota parece não perceber. JOEY levanta as sobrancelhas observando a cara de CATHLEEN.
ROBERT: Não há nada melhor do que começar o dia com um bom exercício. A sala de treinamento de vocês até que dá pro gasto. [irônico] Embora eu ache que a Julia precise de estantes mais altas pra manter os objetos cortantes longe do alcance de crianças.
ROBERT passa a mão no cabelo de JOEY como com uma criança e o garoto define o maxilar, claramente irritado. Ele levanta olhando ROBERT nos olhos.
JOEY: Vai ver você está certo. Você ficaria impressionado com o estrago que crianças conseguem fazer.
Os dois se encaram por uns instantes até ROBERT que abre um sorriso e começa a rir sacudindo o ombro de JOEY amistosamente, mas JOEY não parece achar graça.
ROBERT: Ha-ha! Bem, eu acho que vou tomar um banho.
Ele se aproxima de CATHLEEN.
ROBERT: Cathie, querida. Seria ótimo se você misturasse os sais daquele jeitinho que só você consegue.
Ele dá um beijo no rosto da garota e sai da cozinha. CATHLEEN solta um suspiro.
CATHLEEN: Bem, eu acho que não vai doer se ele ficar mais uns dias.
Ela deixa a cozinha na direção em que ROBERT saiu. JOEY balança a cabeça em negativa.
[MÚSICA TEMA – LATE GREAT PLANET EARTH, PLUMB]
CENA 2 – EXT. NARANDA HIGH – MANHÃ
A Cherokee de JULIA para em frente ao colégio. Ela desliga o motor.
JULIA: Ok, eu vejo vocês a noite. E tentem ficar longe daqueles garotos do rancho.
CATHLEEN: Um dia sem bater boca com Ehlios? Deus não é tão bom assim.
JULIA não ri.
CATHLEEN: Okay, okay. Ignorá-lo não tem funcionado muito bem até agora, mas a gente continua tentando e tentando e tent… [fade out]
CATHLEEN sai do carro deixando JOEY e JULIA a sós. A mulher olha pelo retrovisor para JOEY. Ele está de braços cruzados no banco de trás e cara de poucos amigos.
JULIA: Hey, Joe. Você tá bem?
JOEY olha nos olhos dela pelo retrovisor.
JOEY: Quando que ele sai?
JULIA: [respirando fundo] Em breve. Eu já tenho boa parte da informação que queria–
JOEY: Então, hoje à noite?
JULIA: Não sei. Talvez.
JOEY: Amanhã então?
Os dois se olham por um momento e então JOEY, insatisfeito, olha pros lados controlando sua raiva. JULIA vira para o banco de trás olhando-o cara a cara.
JULIA: Eu não tô.
JOEY: O quê?
JULIA: Fazendo o que você pensa que eu tô. Dormindo com ele. Não que seja da sua conta.
JOEY: Bem, não dá pra negar que é o único motivo aparente pra ele estar a uma semana sendo tratado como rei dentro daquela casa.[irônico] Tenho certeza que não foi o Ulisses que ordenou esse método tão agressivo de abordagem de prisioneiros.
JULIA: [séria] Não me lembro de você questionando meus métodos.
JOEY: Nunca foi necessário.
JULIA: [irritada] Nunca te pedi para fazer isso e não estou pedindo agora, Joey! Eu sei o que estou fazendo. Eu conheço esse homem e sei o que tenho que fazer pra conseguir o que quero dele.
JOEY: [ríspido] Ah, mas disso eu nunca duvidei. Acho que já passaram meus cinco minutos.
JOEY sai do carro e bate a porta. Julia esvazia os pulmões e passa a mão nos cabelos.
CENA 3 – CORREDOR DO NARANDA HIGH – MANHÃ
[MÚSICA DE FUNDO – ON THE WAY DOWN, RYAN CABRERA]
O corredor está cheio. CATHLEEN está passando alguns livros de seu armário para sua bolsa quando vê ZACK passando no corredor. Ele dá um sorriso discreto para ela enquanto passa e ela retribui. O armário se fecha de repente revelando KENNEDY encostada nele. CATHLEEN toma um susto.
KENNEDY: Olha só pra você toda amiguinha do Hayes!
CATHLEEN: [mão no peito] Sua louca. Você quase me matou de susto.
KENNEDY: Desculpa, amiga. Eu sei como é um baque voltar… das nuvens!
KENNEDY começa a mexer os braços como se voasse e a circular a amiga. CATHLEEN ri enquanto as duas começam a andar pelo corredor.
CATHLEEN: Do que você tá falando?
KENNEDY: De você e do Hayes. Nunca achei que você gostasse do tipo caladão.
CATHLEEN: Eu e o Zack? Você que tá viajando. Ele trabalha comigo. Eu tenho que pelo menos cumprimentá-lo.
KENNEDY: Yeah, certo. Joey mora com você e nem isso ele consegue. Admite que você tem uma queda pelo Hayes. Uma queda não, um precipício.
CATHLEEN: Cala a boca. Eu não tenho nada com o Zack. Na verdade, ele acabou virando um amigo melhor do que eu poderia imaginar. Ele é um bom ouvinte.
KENNEDY: Isso é porque ele não fala. Juro que já passei dias inteiros sem ouvir ele falar nada além de [voz mais grossa] “Posso anotar seu pedido?”.
CATHLEEN ri.
CATHLEEN: Depois que a gente passa a conhecê-lo ele não é tão tímido quanto parece.
KENNEDY: [maliciosa] Hmm, isso soa sacana.
CATHLEEN empurra o ombro da amiga de leve.
CATHLEEN: Cala a boca!
As duas riem e CATHLEEN entra numa sala enquanto KENNEDY dá um tchau e continua andando.
[Música fade out]
CENA 4 – CORREDOR DO NARANDA HIGH – MANHÃ
[MÚSICA DE FUNDO – AMAZING, JOSH KELLEY]
O sinal toca e KENNEDY caminha mais apressada quando alguém dobra um corredor ao lado e esbarra nela fazendo seus livros caírem.
KENNEDY: Ai!
KENNEDY abaixa sem nem olhar quem bateu nela.
KENNEDY: Não dá pra olhar por onde anda não?!
JOEY: Ah, droga.
KENNEDY olha pra cima, finalmente percebendo que é JOEY. O garoto abaixa para ajudá-la.
JOEY: Desculpa. Eu realmente não tava muito atento.
KENNEDY: Hum… não tem problema.
Eles recolhem tudo em silêncio. KENNEDY parece meio sem graça. Eles levantam e ficam se encarando por alguns segundos. JOEY coça a cabeça.
JOEY: Eu acho que—
[ao mesmo tempo]
KENNEDY: Eu queria te—
JOEY sorri.
JOEY: Você primeiro.
KENNEDY: [sem graça] É que… sobre aquela noite… bem… hum… eu queria me desculpar. Eu não sei o que me—
JOEY: Hey. Não tem problema, Kennedy. Todo mundo tem um dia ruim de vez em quando.
Com isso JOEY sai andando cabisbaixo e KENNEDY o observa ir com uma expressão interrogativa no rosto.
[Música fade out]
CENA 5 – BANHEIRO DA MANSÃO LIEFIELD – MANHÃ
JULIA entra no banheiro, séria. ROBERT está na banheira com uma máscara tampando seus olhos. JULIA bate a porta e ROBERT acorda assustado. Ele tira a máscara e sorri para ela.
ROBERT: Você tá precisando relaxar, hum? Se me permite uma sugestão esse banho tá maravilhoso. Te faria milagres.
Ele senta e aponta para que ela entre.
JULIA: Quero o nome da base, características e vulnerabilidades. Cansei de você dando voltas. Você já teve seus dias de descanso depois de alguns anos naquele lugar, mas agora tá na hora de começar a falar ou você volta pra lá em menos de 12 horas.
ROBERT: Meu Deus, Jules. Já disse, se acalma. Só não tenho pressa pois achei que a gente fosse… se divertir um pouco antes de eu ter que ir embora.
JULIA: Não vamos.
ROBERT a encara com uma expressão confusa e balança a cabeça em negativa.
ROBERT: O que diabos esses garotos fizeram com você? Você tá irreconhecível! No começo tava até bonitinho te ver toda Bree, mas agora é só irritante!
JULIA: As pessoas mudam.
ROBERT: [frustrado] Você não, Jules! Eu te vi fazer umas coisas bem barra pesada no passado. Deus, o que você fez comigo da última vez é algo que a maioria das pessoas não perdoaria e agora você quer me convencer que alguns anos brincando de casinha mudaram sua vida? Por favor!
ROBERT levanta da banheira e a câmera só mostra a parte de cima do seu corpo. JULIA não reage à ação. Ele sai naturalmente da banheira e começa a enxugar o corpo.
ROBERT: Nós dois sabemos que as pessoas não mudam. Elas só… se adaptam. Aprendem a se socializar de forma diferente por pura questão de sobrevivência. Interesse.
[MÚSICA DE FUNDO – BENT, MATT NATHANSON]
Ele joga a toalha longe e se aproxima falando bem próximo ao rosto dela de forma suave.
ROBERT: Quem você é tá aí dentro em algum lugar. Eu sei que sim. E ela tá morrendo de vontade de se liber–
JULIA: [séria] O tempo tá passando, Bob.
Ele esvazia os pulmões, olhando pra baixo com uma expressão de desistência, mas logo a olha nos olhos e coloca uma mexa de cabelo delicadamente atrás de sua orelha. Ele acaricia sua face.
ROBERT: Eu só… eu achei que chegaria a encontrá-la antes de ir. Diz pra ela que eu tô com saudades.
Eles se encaram a poucos centímetros de distância. ROBERT continua acariciando o cabelo dela. Ele começa a massagear sua nuca e Julia fecha os olhos. Ele toca os lábios no nariz dela e passeia delicadamente pelos olhos, testa, bochechas.
ROBERT: [sussurra] Eu só… queria que não estivéssemos tão distantes.
ROBERT toca os lábios de JULIA com seus dedos. A câmera foca a fechadura da porta e a chave a tranca sozinha. Rapidamente, ROBERT pressiona JULIA contra a porta e a beija com intensidade. O beijo é profundo e JULIA corresponde. As mãos dela acariciam o cabelo de ROBERT e ele começa a beijar seu pescoço. A câmera mostra a mão de ROBERT descendo pelas costas de JULIA e entrando dentro da camisa dela.
[Música subitamente cortada. Barulho de freios.]
De repente, ROBERT é empurrado para trás por uma força invisível e para há uns dois metros de distância de JULIA.
JULIA se recompõe arrumando os cabelos. ROBERT aponta pra ela.
ROBERT: Agora isso é golpe baixo!
Ele urra frustrado e dá um soco no ar.
JULIA: Um beijo. Era tudo que você queria antes de ir. Agora você já tem. Começa a falar.
ROBERT: [frustrado] Alguém já te disse que essa sua mania de ler o pensamento dos outros é extremamente irritante?!
JULIA: [sorri] Algumas pessoas.
ROBERT: Um sorriso? Será que eu finalmente atravessei esse escudo que você armou desde que cheguei?
JULIA: Na verdade… [desvia o olhar pro teto] eu acho que você precisa de um banho gelado.
JULIA começa a rir. ROBERT olha para baixo.
ROBERT: [sorri] Não é engraçado.
ROBERT começa a gargalhar.
ROBERT: Não tem graça nenhuma!
Os dois riem. ROBERT abre o box transparente e entra no chuveiro. Ele dá alguns pulos quando entra em contato com a água e vibra os lábios expressando frio. JULIA senta na bancada, ao lado da pia. Ela agora parece mais relaxada. Eles se vêem através do vidro transparente.
ROBERT: Achei que tinha te bloqueado melhor.
JULIA: Bem, eu tentei por uma semana e só consegui agora, com você praticamente gritando por isso. Estou até um pouco impressionada. Você realmente aprendeu algumas coisas sobre sua mente.
ROBERT: Eu te disse.
JULIA: Então…
ROBERT: Então. Hora de falar de negócios.
JULIA: Por favor.
ROBERT: Aos negócios então. Eu tenho certeza que não é por acaso que você escolheu Naranda pra morar. [esfrega o cabelo] O complexo.
JULIA: Nove bases militares externas e subterrâneas num raio de 800 milhas.
ROBERT: O governo tem uma obsessão estranha com essa parte do país.
JULIA: Nem me fala.
ROBERT: Só pra que você saiba, tem mais uma em construção no norte de Lander e outra na divisa com New México. Não esquece de dar uma olhada.
JULIA: Como você sabe disso depois de cinco anos preso?
ROBERT: Bem, eu descobri que seu acesso à internet é absurdamente seguro e um terço dos meus contatos ainda vivem. Só me dei um update antes de te passar as informações.
JULIA: [sorri] Eu darei uma olhada nas bases. Obrigada.
ROBERT: Lutando contra a vontade de mudar de assunto, já que acabei de ver o primeiro “obrigado” que sai da sua boca na minha vida…
JULIA sorri.
ROBERT: …o que você deve procurar é um receptor. Ele deve parecer com um HD com um painel complicado em cima. Células receptoras de ondas.
JULIA: Pra um satélite.
ROBERT: Exatamente. Aparentemente vocês são tão bem quistos pelos militares que agora vocês têm seu próprio satélite. Alguma coisa com obter informações de pesquisas em outros países, sei lá. Já era um projeto antigo na época em que fui preso, mas agora ele está prestes a ser lançado. Então é melhor você se apressar.
Ele sai da ducha e JULIA joga outra toalha para ele.
ROBERT: Suponho que já saiba sobre a China?
JULIA: Sim.
ROBERT: Você já tem todos os desenhos?
JULIA: Você sabe que não posso responder isso.
ROBERT: [revira os olhos] Quê que eu tô perguntando? É claro que já os tem.
Ele enrola a toalha na cintura e se aproxima.
ROBERT: O lance é que você não precisa ir à China. Ela virá a você. Todo pedaço de informação que os militares têm sobre vocês vai passar por esse satélite. Tudo. Tudo que eles descobrirem lá ou seja lá mais em que países que essas células vão chegar.
A expressão de JULIA fica levemente surpresa.
ROBERT: Isso mesmo. Eu te disse que era coisa grande.
JULIA: E onde eu pego essas células?
ROBERT: [coça a cabeça preocupado] Aí que tá a coisa. Você não pega.
JULIA: O que você quer dizer?
ROBERT: Elas estão na base de White Pine.
JULIA: Hum… então por isso que você descobriu tanto desse satélite.
ROBERT: Yeah, preferia não ter tido que descobrir nada.
JULIA: Okay, eu admito que entrar lá vai ser um pouco difícil–
ROBERT: [riso nervoso] Não, Jules. [se aproxima mais] Você não tá me entendendo. Você pode ser a melhor agente que eu já conheci, mas White Pine não tem falhas na segurança. Não tinha quando eles tavam montando essa coisa e agora que tá pronto vai ser quase impossível entrar.
JULIA: Qualquer lugar tem falhas na segurança. E considerando que você ficou lá por três semanas antes da instituição metal, eu tenho certeza que você sabe qual é.
ROBERT: Jules, não tenta entrar lá. Compra alguém, espera o transporte dessa coisa, mas–
JULIA: Não posso arriscar, Bob. Não essa chance. Pelo visto eu vou ter que achar essas falhas sozinha.
Ela começa a sair do banheiro. ROBERT corre até a frente dela e fecha a porta ficando entre ela e JULIA.
ROBERT: Tem uma coisa.
Ela sorri.
ROBERT: E depois dessa você realmente tá me devendo uma–
JULIA: Eu te tirei de Charenton, te arranjei um apartamento, uma mesada–
ROBERT: …depois dessa nós estamos realmente quites.
Eles sorriem.
ROBERT: O gerador. Se aquilo ainda é o que costumava ser, tudo lá dentro é comandado por eletricidade. O sistema de segurança, a tranca das selas e dos laboratórios, até as torneiras… tudo funciona na base da eletricidade. Mas o lugar é tão gigante que o gerador reserva precisa de algum tempo para se carregar quando o principal cai.
JULIA: Quanto tempo?
ROBERT: Assim que o gerador cair, você tem – escuta bem – vinte segundos pra entrar e sair. Vinte segundos de vulnerabilidade total até o gerador reserva carregar. Vinte! Jules… é impossível.
JULIA: Eu agradeço a preocupação, mas eu preciso tentar.
JULIA inclina-se e toca os lábios de ROBERT com os seus trocando um suave beijo por alguns instantes. Ela interrompe o beijo e ROBERT apóia sua testa na dela enquanto ela acaricia o rosto dele. Eles se olham nos olhos.
JULIA: É melhor você arrumar suas coisas. O avião parte as oito e quarenta e cinco.
Ela passa por ele e sai do banheiro. ROBERT passa a mão nos cabelos molhados.
CENA 6 – REFEITÓRIO – TARDE
[MÚSICA DE FUNDO – WORK, JIMMY EAT WORLD]
CATHLEEN e SAMANTHA estão sentadas em uma das mesas com outras garotas. KENNEDY chega à mesa com sua bandeja e senta. Uma das garotas se inclina na mesa para falar com KENNEDY.
GAROTA: [sussurra] Não olha agora, mas eu acho que a Amy tá dando mole pro Ben.
KENNEDY: [irritada] O quê?!
Ela começa a virar, mas SAMANTHA ao seu lado, a puxa para frente.
SAMANTHA: Não olha!
KENNEDY: [nervosa] O que ele tá fazendo, Cathy? O que ele tá fazendo?
CATHLEEN, que está sentada no lado oposto a KENNEDY e de frente para BEM, observa o garoto. A câmera focaliza BEN sentado sobre uma das mesas e AMY na frente dele, sorridente e mexendo nos cabelos. Também vemos HARRISON ao lado dos dois, comendo, e alguns outros garotos com jaquetas do time.
CATHLEEN: Que vadia!
AMY olha rapidamente para a mesa das garotas.
CATHLEEN: Ela tá usando ele descaradamente!
KENNEDY: [nervosa] E ele? E ele?
AMY dá um empurrão de leve no braço de BEN e ele se remexe desconfortável, colocando as mãos nos bolsos da jaqueta.
GAROTA: Ele não parece muito interessado.
CATHLEEN: Essa garota não tem nenhum amor próprio.
KENNEDY: Ela tá realmente partindo pra cima? Quero dizer, eles podem estar só conversando.
CATHLEEN: Por favor! Numa escala de 1 a 10 ela tá flertando com ele como se fosse Paris Hilton.
KENNEDY: [irritada] Eu vou acabar com ela!
SAMANTHA: Acho que não precisa se preocupar. Ele ainda tá totalmente na sua.
KENNEDY: Como você sabe?
SAMANTHA: O Harry me contou. Aparentemente ele ainda não ficou com ninguém desde que vocês terminaram. Ele tá arrasado.
KENNEDY: Droga. Não queria que ele ficasse sozinho. [irritada] Só não quero ele com essazinha!
SAMANTHA: Por que você terminou com o Ben mesmo?
KENNEDY: Sei lá… ele ligava o tempo todo. Mandava flores pelo menos uma vez por semana, presentes—
SAMANTHA: [abismada] E isso é errado porque…
KENNEDY: Não é errado. Só que era demais. Você nunca cansou de ter namorados atenciosos demais? Quero algo diferente. Pelo menos pra ver como é.
SAMANTHA: [sem entender] Amiga… você é louca.
CATHLEEN: Vai ver ele ainda tem esperanças.
KENNEDY: Mas pra mim não tem volta.
CATHLEEN: Você devia arranjar alguém. Pra mostrar pra ele que não tem mesmo volta. Só assim ele vai superar.
KENNEDY: Não sei se é uma boa idéia—
SAMANTHA: É uma ótima idéia! Hoje a noite tem a inauguração daquele cinema gigante lá perto da Faculdade. Tenho certeza que vai estar cheio de universitários pra você escolher.
CATHLEEN: Perfeito!
KENNEDY: Eu não sei gen–
CATHLEEN: Mas a gente sabe. Nós vamos.
KENNEDY: Você? A furona oficial do Naranda High.
CATHLEEN: Depois do trabalho. Passa lá em casa e de lá a gente vai pra casa da Sam.
SAMANTHA: Por mim tudo bem.
KENNEDY olha desconfiada para as amigas.
KENNEDY: Ok, ok. Eu vou!
As garotas comemoram.
KENNEDY: [pra Cathleen] Mas não fura!
CATHLEEN: Não vou. Prometo.
CATHLEEN dá uma última espiada em AMY anotando algo na mão de Ben.
CENA 7 – REFEITÓRIO – TARDE
MEG está almoçando sozinha enquanto lê um livro. EHLIOS aparece com sua bandeja.
EHLIOS: Posso sentar?
MEG: [sem levantar os olhos] Não.
EHLIOS: Eu só… eu queria agradecer. O vídeo… bem, a gente pegou terceiro lugar, sem orçamento nenhum ou roteiro decente. Então eu pensei “o que diabos eles viram no filme pra conseguirmos terceiro lugar?”. A resposta veio bem rápido—
MEG: [olha pra ele] Eu?
EHLIOS fica sem graça.
MEG: [balança a cabeça em negativa] Cantadas de caras são tão previsíveis. [volta a ler] Não se incomode. Você não vai conseguir nada aqui, Ehlios. Terminamos.
Ele fica paralisado.
MEG: Você já pode ir agora.
EHLIOS abaixa a cabeça e se distancia.
CENA 8 – LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA – TARDE
Todos os alunos estão em seus computadores individuais. JOEY continua com uma expressão aborrecida e brinca com uma borracha entre os dedos, parecendo não prestar atenção no professor à frente da turma. Um barulho rápido no computador o chama a atenção. A câmera mostra o monitor de JOEY. Uma janela de mensagem instantânea está aberta. JOEY clica em “desabilitar alarme” na caixa.
A câmera mostra o monitor de JOEY.
C DIZ: Q q vc tem hoje?
JOEY olha envolta para encontrar os olhos de CATHLEEN o encarando discretamente por cima de um dos monitores. Ele digita.
JOE DIZ: Achei que esse programa fosse bloqueado aqui.
Mais uma mensagem aparece.
C DIZ: E é. 😀
Ele digita.
JOE DIZ: Bom saber q você ainda não perdeu a manha.
Vemos CATHLEEN sorrir. A garota digita. A câmera foca o monitor dela.
A câmera mostra o monitor de CATHLEEN.
C DIZ: ñ c preocupa. vc ainda eh melhor q eu. em hacking, mas ñ em mentir. Q q houve?
Vemos JOEY suspirar. Ele digita. A câmera foca seu monitor.
JOE DIZ: Besteira minha. Não precisa se preocupar.
C DIZ: essa mania q vc tá pgando d ñ falar nd tá me irritando.
JOE DIZ: Bem… é a Julia.
C DIZ: Q q tem ela?
Vemos JOEY ficar com uma expressão irritada. Ele digita com rapidez e aperta a última tecla com força. A câmera ainda foca no monitor de JOEY.
JOE DIZ: Cansei desse lance da gente não saber absolutamente nada da vida dela. Tipo, ela é o que a gente tem mais próximo de uma família e tudo que a gente sabe é o nome e a idade dela!
C DIZ: sem qrer t deixar com mais raiva, ms pd somar mais 5 na idade dela… ms q q a gnt pd fazer? ela eh fechada. sempre evita falar do passado.
JOE DIZ: Bem, eu acho que nós temos o direito de saber. Nós vivemos há quatro anos juntos! Daí esse Robert que nunca ouvimos falar e que claramente participou de uma parte importante do passado dela aparece e a gente tem que simplesmente lidar com isso?! Ela tá pedindo DEMAIS.
C DIZ: ah, entaum eh DISSO q a gnt tah falando… robert… vc tah cum ciumes da mammy. 😀
JOE DIZ: Não é isso!! E quanto a Sarah? A gente vem evitando falar isso de uma forma tão descarada que me dá enjôo. Parece que ela simplesmente esqueceu que a gente sabe que ela conhece a Sarah. Conhece como? Da onde? Eles três são a mesma coisa que a gente é… Coincidência? Acho que não.
Ele respira fundo.
JOE DIZ: É só que… só me bateu agora que eu moro com alguém de quem eu não sei nada.
C DIZ: tem um jeito da gnt descobrir isso… o robert… a gnt pd tentar tirar alguma coisa dele.
JOE DIZ: Você podia ir lá e tocar nele.
C DIZ: acredite! eh td q eu qro fazer ha dias! 😀
JOEY encara a garota por cima dos monitores rolando os olhos enquanto ela sorri. Outra mensagem chega. A câmera mostra o monitor de CATHLEEN.
C DIZ: d qq forma eu tenho q trabalhar. tenta puxar papo com ele hoje. soh vai ter vcs lah msm.
JOE DIZ: De jeito nenhum eu vou ficar papeando com aquele cara! Não, não e não!
C DIZ: eh a forma mais rapida d conseguir respostas…
Ela arregala os olhos e digita rápido.
C DIZ: e vc sabe q ela vai saber o q a gnt fez assim q ela nos ver né?!!
JOE DIZ: Esse lance de vocês duas me tira do sério. Mas eu não me importo. Ela que saiba o que eu penso.
C DIZ: ow inteligencia. c ela descobrir antes da gnt conseguir respostas nunca vamos falar com ele… tem q ser hj… antes dela chegar em casa e olhar p nossa cara. faz isso… hj a tarde! ou eu vou ficar mais semanas sem o carro por nada!!
Ela parece apavorada.
C DIZ: O CARRO!! Ó julia, isso eh tudo ideia do joey! vc tah vendo! eu não fiz nada, JURO!!
JOEY balança a cabeça negativamente. Ele digita. O sinal bate. A câmera volta a mostrar o monitor de JOEY.
JOE DIZ: Eu falo com ele. Essa tarde.
C DIZ: e eu num tenho NADA a ver c isso!!
Ele digita.
JOE DIZ: Vamos. Não esquece de apagar o histórico.
C DIZ: naum vo eskcer eh d chutar seu traseiro por me chamar d amadora!!
JOE DIZ: Vamos que eu estou a fim de um shake. Te acompanho até o TA.
JOEY digita mais algumas coisas mas logo pega sua bolsa e levanta, quase ao mesmo tempo que CATHLEEN.
CENA 9 – THE ALLEY – TARDE
[MÚSICA DE FUNDO – MOTOR, NEVE]
CATHLEEN e JOEY adentram a lanchonete com o som característico do sino. ZACK, no balcão, os nota entrar e vai em direção à CATHLEEN enquanto JOEY senta em uma das poltronas do local.
ZACK: [pequeno sorriso] Hey. Que bom que veio.
CATHLEEN sorri.
ZACK: Não tem muito movimento agora mas—
CATHLEEN: Dia de treinamento do time.
ZACK: Exatamente.
CATHLEEN: Já estou mentalmente preparada pra distribuir 100 quilos de hambúrguer pra jogadores esfomeados.
ZACK: Vai em frente e faz o que quiser por agora.
CATHLEEN: Acho que vou tentar tirar aquela mancha horrorosa do balcão. Só vou me trocar. E…
Ela olha para JOEY sentado a uma das mesas.
CATHLEEN: Dá alguma coisa com altos níveis de glicose pro Joe. Ele não tá muito bem hoje.
ZACK: Deixa comigo.
CATHLEEN vai para os fundos na lanchonete enquanto ZACK se aproxima de JOEY.
ZACK: Ei, cara. O que vai ser hoje?
JOEY: Uma nova vida. Tem aí?
ZACK: Bem, eu tenho uma banana split com um litro de sorvete que pode te matar.
JOEY: Traz uma dupla.
ZACK: [anotando] Wow. [grita] Uma Double Giant Split pra mesa 7!
ALGUÉM: [distante] Saindo!
JOEY deixa a cabeça cair sobre os braços cruzados na mesa. CATHLEEN volta com o uniforme da lanchonete e vai para trás do balcão. O sino toca e EHLIOS entra com uma expressão devastada.
CATHLEEN: O Prozac de hoje já acabou, mas ainda tem algum cianureto lá nos fundos.
EHLIOS não responde e CATHLEEN lança um olhar surpreso para ZACK. EHLIOS senta ao lado de JOEY e também abaixa a cabeça na mesa.
ZACK: Eu acho que ele tá com um problema.
CATHLEEN: Isso aqui é uma lanchonete, pessoal. Não um divã!
EHLIOS: [levanta a cabeça] As mulheres são a criação mais maligna de Deus.
CATHLEEN: [esfregando o balcão] Por isso que temos que carregar o pior fardo que existe: homens.
EHLIOS: É… vai ver você tá certa.
CATHLEEN: [arregala os olhos] Ok, agora ele tá me assustando!
ZACK: O que aconteceu, cara?
EHLIOS: Minha vida é um saco.
JOEY: [voz abafada] Tire as mãos do título do meu filme.
CATHLEEN: Alguém lembra o número do Dr. Phil? Os níveis de depressão estão subindo nesse lugar!
EHLIOS: Acho que vou querer aquele cianureto que você ofereceu.
JOEY: Traz dois.
ZACK coloca uma travessa enorme de sorvete na mesa.
ZACK: Por que a gente não começa com isso aqui e depois você repensa o cianureto.
JOEY levanta a cabeça e começa a comer em colheradas fundas. O sino toca e ROBERT entra na lanchonete.
JOEY: [irônico] Ótimo.
CATHLEEN parece nervosa e joga o pano que estava na sua mão embaixo do balcão. ROBERT senta em um dos bancos na frente dela. Ela sorri e arruma o cabelo.
ZACK: [incomodado] Quem é o cara?
JOEY: [irônico] Esse é o nosso ilustre hóspede. Ele tá lá em casa há uma semana.
ZACK: E qual é a dele?
JOEY: [de boca cheia] Não pergunta pra mim. Eu sei tanto quanto você. E você acabou de conhecê-lo.
CATHLEEN ri. ZACK parece ainda mais incomodado.
ZACK: Cathleen parece bem íntima dele.
JOEY: Não sei se “íntima” é a palavra. Mas eu te digo uma coisa. Ele é o único cara que eu já vi que deixou essa garota sem palavras. Além de Orlando Bloom, pelo menos.
ZACK continua observando os dois.
EHLIOS: Eu disse cara. Mulheres são malign—
ZACK: Cathleen! Você poderia checar se temos hambúrgueres suficientes pra hoje?
CATHLEEN parece surpresa.
CATHLEEN: Mas você disse que eu podia fazer—
ZACK: É, mas eu acabei de lembrar que talvez não os tenha descongelado. Pode fazer isso?
CATHLEEN franze o cenho.
ZACK: Agora?
CATHLEEN: [irritada] Claro.
A garota vai para os fundos da lanchonete. A campainha toca. ZACK vai até a janela entre a lanchonete e a cozinha e pega um saco de papel. Ele o entrega para ROBERT.
ZACK: [seco] Aqui está seu pedido. Bom apetite e volte sempre.
ROBERT: [rindo] Se acalma, garoto. Não tô tentando pegar sua garota.
ROBERT ri e ZACK toma uma expressão irritada. ROBERT se aproxima da mesa de JOEY e EHLIOS.
ROBERT: Cathy disse que você precisava de uma carona pra casa.
JOEY esvazia os pulmões, não muito satisfeito.
JOEY: Ah, sim. [entre dentes] Claro.
JOEY levanta.
ZACK: Mas você nem terminou seu—
EHLIOS: Deixa comigo.
EHLIOS pega a colher e começa a comer como o rosto apoiado na mão. JOEY e ROBERT deixam a lanchonete.
CENA 10 – SALA DE TREINAMENTO – TARDE
JOEY entra na sala de treinamento seguido de ROBERT.
ROBERT: Você tem certeza que quer fazer isso?
JOEY começa a enfaixar as mãos.
ROBERT: Quero dizer, você não tem… lição de casa pra fazer, ou sei lá?
JOEY: Provavelmente.
ROBERT dá de ombros e abre o saco de papel tirando um hambúrguer. Ele começa a comer.
JOEY: Então… o que você achou de Naranda?
ROBERT: Se por Naranda você quer dizer as três ruas que eu tive que tomar pra chegar naquela lanchonete, então bem… Naranda é irritantemente quieta.
JOEY: Acredite, você não precisa conhecer a cidade inteira pra atestar isso. Eu não sabia que você podia sair de casa.
ROBERT: [boca cheia] Não posso.
JOEY: Oh…
Eles ficam em silêncio e JOEY parece um pouco incomodado, mas ROBERT apenas aprecia seu lanche.
JOEY: Então…
ROBERT: Por que você não simplesmente pergunta o que quer saber, garoto?
Joey fica surpreso.
JOEY: Eu não… eu—
ROBERT arqueia as sobrancelhas.
JOEY: [frustrado] Como você sabia?
ROBERT: Considerando que durante a ultima semana você tem deixado bem claro o quão bem vindo não sou nessa casa, se agora você quer que eu [gesto de aspas] te ensine alguns golpes, alguma coisa você quer.
JOEY: Eu só—
ROBERT: Quer saber sobre eu e Julia.
JOEY: [irritado] Dá pra parar? Já tenho a Cathy e a Julia pra isso.
ROBERT: Você é óbvio demais. O que você quer saber, garoto?
JOEY: [desconfiado] Você vai simplesmente me dizer o que eu quiser saber?
ROBERT senta sobre uma das mesas.
ROBERT: Ainda tô decidindo. Depende das suas perguntas. Seja direto. Odeio que me enrolem.
JOEY: Ok. Há quanto tempo vocês se conhecem?
ROBERT: [pensa um pouco] Oito… não, nove. Nove anos. Acho que é isso.
JOEY: Como vocês se conheceram?
ROBERT: HT. Ulisses estava recrutando agentes. Me achou.
JOEY: Não sabia que o Heller recrutava pessoas normais.
ROBERT: E ele não recruta.
JOEY: Então como—
ROBERT: Continue no campo das perguntas certas, garoto.
JOEY o analisa com curiosidade, mas logo balança a cabeça afastando o assunto.
JOEY: Sarah Jones. Você sabe algo sobre ela?
ROBERT pensa por um momento.
ROBERT: Não me lembro de nenhuma Sarah Jones. Não deve ser da minha época.
JOEY: E… você e Julia… vocês…
ROBERT: Direto, garoto.
JOEY: Vocês tiveram algo?
ROBERT: Sim.
JOEY: Ok… [respira fundo] E por que você concordou em me dizer tudo isso?
ROBERT observa JOEY por uns instantes como se não fosse responder.
JOEY: Acho que acabei de cruzar os campos.
ROBERT: Bem no limite, garoto. Gosto de você. Tem coragem. Sua resposta… às vezes é bom relembrar algumas coisas. Pessoas que você nunca voltará a ver.
JOEY franze a testa
ROBERT: A Julia de quem estamos falando não existe mais, garoto. Eu não sei o que vocês fizeram, mas vocês transformaram a Liefield em alguém que deixa as crianças na escola toda manhã…
Ele levanta e começa a sair da sala.
ROBERT: …e que vai chutar seu traseiro quando ler em você essa nossa conversinha.
JOEY: Você ainda gosta dela?
ROBERT para há poucos passos da saída, mas não vira.
ROBERT: E agora você acabou de cruzar o limite, garoto.
ROBERT sai da sala.
CENA 11 – COZINHA DO THE ALLEY – TARDE
[MÚSICA DE FUNDO – PLEASE DON’T TELL HER, JASON MRAZ]
ZACK está cortando alguns pães de costas para CATHLEEN enquanto ela varre o chão. Os dois estão em silêncio. ZACK, observa CATHLEEN pelo canto dos olhos, mas quando ela olha, ele rapidamente fixa-se nos pães. A garota levanta as sobrancelhas.
CATHLEEN: Você tá bem?
ZACK: Sim, eu tô ótimo.
Ela começa a colocar as cadeiras de cima das mesas, no chão.
CATHLEEN: Você tá quieto demais hoje. Até pra seus próprios padrões de silêncio.
ZACK se esforça para manter sua visão fixa aos pães.
CATHLEEN: Então você vê que isso pode ser um pouco preocupante.
ZACK: Eu tô bem, Cathleen.
A garota o observa por um segundo, mas dá de ombros e limpa a mesa. ZACK continua em silêncio e mais alguns momentos mudos passam. Ele se remexe desconfortável.
ZACK: [sem desviar o olhar] Então… [limpa a garganta] eu ouvi dizer que… vocês têm visita em casa.
CATHLEEN: É. Robert. Ele é meio espaçoso, mas acho que não vai ficar por muito mais tempo mesmo.
ZACK: Ah… sinto muito.
CATHLEEN: [franze o cenho] Pelo que?
ZACK: Bem, pelo que vi de vocês antes, tenho certeza que você vai sentir falta dele.
CATHLEEN aperta os olhos.
CATHLEEN: Não… Zack… [pára de limpar] Eu e Robert não somos desse jeit—
ZACK: Não precisa esconder de mim. Está tudo bem se—
Ela vai até ele e o encara.
CATHLEEN: Não, Zack! [passa a mão nos cabelos] Eu sei que fico meio… estranha quando ele chega, mas… sei lá… é mais uma coisa meio groupie. Sabe? Quando você encontra um ídolo maravilhoso e não consegue nem desengasgar pra pedir um autógrafo. Mas não é como se fosse acontecer algo entre a gente. Eu gosto da imagem dele, não dele. Tipo… Orlando Bloom.
Um sorriso se abre no rosto de ZACK.
ZACK: Eu entendo, Cathy.
CATHLEEN: Eu só quero que você entenda que—
ZACK volta seu olhar para os pães.
ZACK: Cathy, não é como se você me devesse satisfação.
CATHLEEN para e olha para ele com uma expressão de quase raiva.
CATHLEEN: Você tá certo. Não devo.
Eles se olham e ouvimos algumas vozes altas. A câmera mostra muitos garotos entrando na lanchonete, mas CATHLEEN e ZACK continuam se encarando.
CATHLEEN: [amarga] É melhor a gente trabalhar.
Ela sai. ZACK aperta os olhos e solta um suspiro frustrado.
[Música fade out]
CENA 12 – EXT. MANSÃO LIEFIELD – NOITE
[MÚSICA DE FUNDO – BENT, MATT NATHANSON]
ROBERT sai da casa arrastando uma mala. Atrás dele vêm JULIA e JOEY. Há um táxi parado. O taxista pega a mala e a leva para o carro.
ROBERT: [para o motorista] Estarei lá em um segundo.
Ele vira-se para JULIA e JOEY a sua frente.
ROBERT: Diga à Cathleen que eu disse “tchau”.
JOEY concorda com a cabeça e estende a mão para ROBERT.
JOEY: Faça uma boa viagem. Eu vou… [olha pros dois] hum… entrar… lição de casa.
JOEY dá as costas e entra na casa deixando JULIA e ROBERT a sós. Eles se encaram por uns momentos.
JULIA: Então… obrigada pela informação. Não estava certa de que me daria.
ROBERT: Era o mínimo que podia fazer. Foi bom te ver outra vez. Mesmo com todas as mudanças.
JULIA: É. Passou um bom tempo.
ROBERT: Mas se vale alguma coisa, essa nova Julia? Eu até que gostei.
Eles sorriem.
JULIA: É melhor você ir. Vai perder o vôo.
ROBERT: É. Acho que você tá certa.
Ele pega na mão dela. Ela entrelaça os dedos.
ROBERT: Adeus, Jules.
Ele dá um passo para trás e depois larga a mão dela.
ROBERT: Você sabe onde me encontrar.
ROBERT dá as costas e entra no táxi. JULIA observa o veículo se distanciar.
JULIA: Adeus, Bob.
Ela lentamente caminha para dentro da mansão.
[Música fade out]
PRODUÇÃO EXECUTIVA
Samir Zoqh
Luciana Rocha
ELENCO
Keira Knightley como Cathleen
Riley Smith como Joey
Paul Wasilewski como Zack
J. Mack Slaughter como Ehlios
Ashly Lyn Cafagna como Kennedy
Bonnie Somerville como Julia
ATOR CONVIDADO
Victor Webster como Robert
ESCRITA E EDITADA POR
Luciana Rocha
REVISADA POR
Samir Zoqh
Rafael Schuindt
CRIADA E DESENCOLVIDA POR
Samir Zoqh
Luciana Rocha
MÚSICA TEMA
Late Great Planet Earth, Plumb
TRILHA SONORA
On The Way Down, Ryan Cabrera
Amazing, Josh Kelley
Bent, Matt Nathanson
Work, Jimmy Eat World
Motor, Neve
Please Don’t Tell Her, Jason Mraz
A HYBRID STUDIOS PRODUCTION
DISTRIBUTED BY TELEVISION SERIES NETWORK
©2005
Nuvem de Séries
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