TeleSéries
Seinfeld e o Kenny Roger’s Roaster Chicken
01/01/2012, 18:44.
Lu Naomi
Gastronomia
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Jerry Seinfeld:
“Olhe o tamanho daquele luminoso de neon.”
Cosmo Kramer:
“Roger não consegue vender galinhas por aqui, temos restaurantes que vendem galinha em todos os quarteirões.”
No episódio The Chicken Roaster da série Seinfeld [o oitavo da oitava temporada, exibido originalmente em 14/11/1996], um restaurante da franquia Kenny Roger’s Roaster Chicken está para ser inaugurado do outro lado da rua do prédio de apartamentos onde moram o personagem-título, Kramer e Newman. O luminoso chama a atenção não apenas pelo tamanho, mas também pela potência do neon vermelho. Noite após noite, a luminosidade trata de extinguir a pouca sanidade que resta de Kramer até que ele decide armar uma campanha de boicote contra o estabelecimento.
Seinfeld foi uma série em que a comida teve participação especial e marcante em muitas ocasiões e decerto voltarei a ela várias vezes.
Kenny Rogers é um cantor e compositor de músicas country que às vezes dá as caras em TV e no cinema como ator; seu apelido é The Gambler, título de um de seus discos, e é por isso que Jerry responde a Kramer que Kenny abrirá um restaurante ali porque é “o apostador”. Rogers criou a rede de restaurantes em 1991 junto com o presidente de outra franquia, a KFC – só que especializada em frango assado em vez de frito.
Cosmo Kramer:
“O que é isso, Roger’s Chicken? Oh, saia já daqui!”
Newman:
“Não sei, o cara faz um bom pássaro.”
Cosmo Kramer:
“Bem, estou boicotando. [Kramer olha pro frango.] O que é aquilo, castanha?”
Newman:
“É, é a madeira que dá um sabor.”
Assim como acontece com as grandes redes alimentícias, a receita do frango assado de Kenny Rogers é secreta. Encontrei uma que promete ser melhor do que a original, mas como nunca provei a original terei de confiar na palavra de quem afirmou isso.
A receita – Frango assado
Ingredientes:
1 frango inteiro grande
4 colheres [chá] de sal
2 colheres [chá] de páprica
1 colher [chá] de pimenta caiena
1 colher [chá] de cebola em pó
1 colher [chá] de tomilho
1 colher [chá] de pimenta-do-reino branca
1/2 colher [chá] de alho em pó
1/2 colher [chá] de pimenta-do-reino preta
2 cebolas grandes, descascadas e cortadas em cruz
Modo de preparo:
Coloque o sal, páprica, as pimentas, o tomilho, cebola em pó e alho em pó no processador e bata bem. [Se não tiver processador, compre as pimentas moídas e apenas misture bem.] Reserve.
Retire os miúdos e o pescoço do frango. Lave-o bem em água corrente e seque com papel-toalha por fora e por dentro. Esfregue a mistura de temperos também por fora e por dentro e recheie com as cebolas. Coloque o frango em um saco plástico culinário retirando o máximo possível de ar. Feche a boca do saco e guarde-o na geladeira por 24 horas.
Preaqueça o forno a 120º C. Retire o frango do plástico e coloque numa assadeira. Asse no forno por cinco horas [sim, cinco horas]. Na primeira hora deixe ele lá quietinho, depois banhe-o com o molho do fundo da assadeira a cada meia hora. Retire do forno e deixe descansar 10 minutos antes de servir.
Sirva com brócolis cozidos no vapor.
Jerry Seinfeld:
“Newman, você não comeria brócolis nem se fosse frito em calda de chocolate.”
Notas pessoais: ha muito tempo eu estava atrás de uma receita que imitasse o efeito do frango de padaria, aquele assado na “televisão de cachorro”. Esta receita rende um frango tão grudento quanto os dos almoços de domingo mas mais úmido e saboroso, com a carne a se desmanchar soltando dos ossos. O segredo é o cozimento lento. Tem um grau de dificuldade fácil e rende seis porções. Se não tiver um saco do tamanho necessário, pode embrulhar em filme plástico.
E desperdiçar não podemos! Aproveite o pescoço e os miúdos para fazer caldo de galinha ou junte ao que escorreu do frango para preparar um molho para acompanhar [veja como fazer na coluna do peru de natal da família Walsh].
Newman:
“Por que temos de manter segredo pro Jerry?”
Cosmo Kramer:
“Se Jerry descobrir que estou viciado no frango do Kenny terei de voltar pro pesadelo vermelho.”
‘Ringer’ – um balanço de temporada
30/12/2011, 11:25.
Anderson Narciso
Opinião
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Entre as três novidades da CW para essa temporada: The Secret Circle, Hart of Dixie e Ringer, tenho de confessar que assisti o piloto das duas primeiras, mas não demonstrei interesse algum em ver a terceira. A história de “gêmeas em que uma assume a identidade da outra” me pareceu um clichê e mexicano. Evitei assistir a série, mas acabei dando uma chance para ela no último mês, depois de assistir vários comerciais e ouvir comentários positivos. E preciso dizer para vocês que, esta série é o maior exemplo desta temporada de “nunca julgue uma série pelo título, premissa ou piloto”. E eu vou lhes dizer por quê.
Infelizmente, uma série estreante tem geralmente apenas 40 minutos no seu episódio piloto para apresentar sua história, o que se pretende bater em uma, duas ou infinitas temporadas e o mais importante: convencer o espectador à retornar para os próximos episódios. E os pilotos de grandes séries são sempre em sua maioria fracos. Digo isso porque acho extremamente fraco, pilotos de séries consagradas como Grey’s Anatomy, Friends, Lost entre outras! Ringer, não fugiu dessa categoria e nos mostrou um episódio morno e clichê. Ele nos apresenta as irmãs gêmeas Bridget e Siobhan, interpretados por ninguém menos que Sarah Michelle Gellar, a eterna “Buffy, a caça vampiros” (que já foi um fator único para atrair muita gente, assim como Rachel Bilson e Hart of Dixie). Enquanto a Bridget é uma ex-viciada em drogas e sem dinheiro, a outra irmã subiu na vida em um casamento milionário, que nos mostra ser praticamente de fachada.
Afastadas por terem seguido caminhos diferentes, é apenas quando Bridget precisa de ajuda que as duas voltam a se encontrar. Ela foi única testemunha de um crime, e quando está prestes a depor em julgamento, acaba por ser perseguida pelo o criminoso. Aparentemente, Shioban acolhe a irmã e em um passeio de barco, Bridget adormece e quando acorda não encontra mais sua irmã gêmea no barco, e vidros de remédios e jóias a sua volta – Siobhan teria se matado. Voltando para Chicago, Bridget decide que a única maneira de se ver livre de depor sobre o crime, e consequentemente livre da perseguição e morte, é assumir a identidade da irmã. Ao final, entretanto, descobrimos que Siobhan está em Paris, e monitorando tudo, para a sua surpresa, Bridget ainda estava viva.
Vocês acharam esta história clichê demais? Porque eu achei, e muito. Mas devido ter me simpatizado muito com Gellar (apesar de nunca ter me interessado por Buffy), resolvi dar uma chance e assistir ao próximo. E convenhamos ainda bem que fiz isso. Vocês perceberam como a série foi se completando nos seus episódios seguintes? Foi incrível. A cada episódio, um novo fator, uma nova descoberta era nos apresentada. E a cada episódio agente ficava com aquele gostinho de quero mais.
Sarah Michelle Gellar está fantástica interpretando as gêmeas. E mesmo os efeitos especiais não terem sido a 8ª maravilha do mundo, conseguiram trabalhar direitinho. O elenco de Ringer também não é ruim. Temos o homem borracha Ioan Gruffudd como Andrew, o marido de Siobhan; o ex- Life Unexpected Kristoffer Polaha como Henry, o amante de Siobhan e marido de sua melhor amiga interpretada pela insonsa Tara Summers e fechando o elenco principal temos diretamente da ilha de Lost, Nestor Carbonell como o detetive Victor Machado. De coadjuvante, temos o padrinho de no Narcóticos Anonimos, Malcom interpretado por Mike Colter. Todos têm realizado um ótimo trabalho, completando os desesperos e aflições que Sarah Michelle tem tido que enfrentar.
Por que se eu fosse definir esses primeiros episódios com uma palavra seria aflição. Foi só eu, ou vocês também notaram o quanto de cara de surpresa e de aflita Sarah teve que fazer nesses dez primeiros episódios? Era uma bomba atrás da outra. Para começar, Bridget foi vendo que a vida de sua irmã não era um mar de rosas de luxo e glamour. Seu casamento estava em crise, era odiada pela enteada, tinha um amante na cola que por sinal era marido da sua melhor amiga, que estava desconfiada e… ufa! Acabou? Não! Bridget ainda teve que lidar com a cola dos federais atrás dela mesmos, e ainda um atentado arquitetado por… sua irmã Siobhan. E para mim foi uma das sacadas mais geniais desses primeiros episódios. Siobhan arquitetou tudo, mas ao mesmo tudo, tudo que arquitetou foi por água abaixo. Sua intenção, era de que Bridget fosse morta, e todos pensassem que Siobhan tivesse suicidado. Mas Siobhan não contava com a astúcia da irmã, que resolveu passar por ela mesmo. E ela toda glamorosa diretamente de Paris, começou a traçar um plano de estratégia para que sua irmã, e assim Siobhan morresse.

Agora uma coisa que eu preciso comentar é: Sarah Michelle Gellar merece o prêmio de “pegadora do ano”. Sério. Vocês notaram como essa mulher agarrou homem nesses primeiros episódios. Sério, eu fiquei com medo até de acontecer algo entre ela e o Detetive Machado, porque ela praticamente agarrou todo elenco masculino de Ringer. Tudo bem são duas personagens, mas mesmo assim. Sarah se comporte. (Aliás, me liga mais tarde!). Outra que preciso comentar é o modo como as histórias vêm se conectando. Para mim, foi um dos grandes trunfos de Ringer nesses primeiros episódios. Tudo o que o piloto não passou e não fez, os próximos nove episódios vingaram. Acompanhamos a batalha de Bridget para tentar não dar bandeira sobre a troca. A fúria de Siobhan ao ver que seu plano começou a fracassar. E ainda ver a irmã tomando o lugar de sua vida. Vemos também que Siobhan coloca um “amigo” na vida de Bridget. Este, vindo diretamente dos “Narcóticos Anônimos”, passa a vigiar a vida da ex-viciada e relatar tudo para Siobhan que assim como nós só vem curtindo essa história. E mesmo as histórias mais patéticas, como a do amante Henry também se tornaram atraentes. Henry passou os primeiros episódios lamentando por ser o amante jogado fora pela irmã falsa, que está colocando a vida de Siobhan nos eixos. Mas depois que Gemma descobre da troca, da traição dos dois e tudo mais, ela simplesmente desaparece. Depois vemos Henry limpando sangue na parede do apartamento, e este passa ser o principal suspeito do desaparecimento da melhor amiga. O personagem teve ótimas cenas, e fez realmente nos achar que fora ele o culpado disso – com direito a discurso de “Eu não matei Gemma” (só para nós, simples e humildes telespectadores sermos enganados, achando que ele de fato era o assassino).
Claro que assim como eu, você provavelmente ficou surpreso ao descobrir que quem estava por trás disso tudo era a verdadeira Siobhan. Que mulher esperta. E deve ter ficado mais surpreso ainda ao ver que, um amigo de Bridget que ela conhecera nos Narcóticos Anônimos, o Charlie, era o cara mandado por Siobhan para vigiá-la, e a voz misteriosa por trás do telefone que estava por trás da maioria dos problemas causados a Bridget em sua nova vida. Aliás, posso qualificar Ringer com duas palavras: Surpresa e Aflição. Putz. Eu tenho certeza que você bateu muito em alguma almofada, ou se remoeu em diversas cenas desses primeiros episódios. Pode ser franco. Eu fui um dos que gritei com a TV. Principalmente depois que descobrimos (meu Deus, mais descobertas? Tá gente, irei acrescentar nas características a palavra “descobertas”) que Gemma não está morta. Ela passou esse tempo sumida no galpão na casa de Charlie. A cena em que Malcom, revistando a casa de Charlie, acha uma porta trancada – que é justamente a que Gemma esta presa, causa uma aflição enorme. Depois disso tudo, Charlie assume o controle da situação, tenta pedir resgate pela arquiteta, mas não dá certo. Atira em Gemma e a coloca no porta-malas do seu carro. Quando este o abre para se livrar do corpo… (pausa dramática galera, porque foi realmente necessário): GEMMA NÃO ESTAVA LÁ. Caramba, vocês também precisaram de desfibrilador no último episódio exibido? Foi sensacional. Gemma lutou contra Charlies, bateu, espancou-o, tentou fugir, mas…não conseguiu mesmo escapar. Foi morta e dessa vez, agente viu. Uma pena, pois comecei a gostar da personagem, e acho que ela poderia ajudar Bridget nesta empreitada.

Claro que a série não é um mar de histórias boas e perfeições. As histórias de Juliet, filha de Henry são bem CW, e a atriz me desculpem, mas é bem Gossip Girl. Terminou dando em cima do professor, e alegando no último episódio que foi estuprada por ele. Sinceramente? Achei papo furado dela, e vocês? Enfim. Temos também algumas pérolas, como os surtos e burradas de Bridget. Alguém sabe me dizer o motivo para fazer tanta coisa errada? A burrice máster dela, foi colocar suas digitais nas evidencias do assassinato de Gemma. Por que Bridget? POR QUEEE? Aliás, ela também merece o prêmio surto do ano pela cena no piloto, quando acha que Siobhan se matou. O lema da série na internet neste momento é o seu grito por: “SIOBHAAAAN, SHIOBHAAAN”. Realmente hilário.
Bom, se eu tinha alguma dúvida de que Ringer não me prenderia, o décimo e último episódio antes da pausa foi o divisor de águas e definitivo para isso! Começo a torcer por Bridget e Andrew que fazem um casal legal. Os dois tem bastante química. Espero que Malcom não atrapalhe esta história. Além deisso, temos toda aquela aflição com Gemma, em que a verdadeira Siobhan demonstra um certo desespero com a situação. E ao mesmo tempo uma tranqüilidade. O plano dela foi por água abaixo, aparentemente. O sequestro de Gemma saiu fora de seu controle. Mas Siobhan tem um propósito. E mesmo não sabendo que a sua irmã ainda está viva, Bridget esta começando a ligar as coisas, e sabe que tem algo mais envolvido. E agora, que Siobhan está de volta a Nova York, as duas irmãs estão mais próximas do que Bridget pensa. Ao som de “Rumour Has It” de Adele, os episódios se encerraram magnificamente.
Enfim, como esses comentários, acho que você já deve ter percebido o porque de Ringer ter me cativado. Tentar manter o espectador, como disse no início é essencial para o retorno. E a série tem feito isso muito bem ao longo de seus dez primeiros episódios. Os propósitos de diversos personagens ainda estão no escuro, e com dúvidas a respeito. Mas Ringer é isso. Aos poucos a história vai sendo oferecida ao espectador, com mais uma peça do quebra cabeça, mas parece que quando uma se encaixa, outra solta. Afirmo e indico para não julgar Ringer pelo seu título, pela sua premissa ou pelo seu piloto. E eu realmente tenho boas impressões sobre esses episódios, e boa expectativa sobre o que virá. O que temos que fazer agora é esperar até janeiro para termos algumas respostas – ou não: qual o objetivo real de Siobhan? Bridget será desmascarada e presa? Juliet foi estuprada? Andrew e Bridget continuarão juntos? Veremos.
Série Virtual – Destination Anywhere – Final Feliz?
29/12/2011, 12:37.
Redação TeleSéries
Ficção (séries virtuais)
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Série: Destination Anywhere
Episódio: Final Feliz?
Temporada: 1ª
Número do Episódio: 1×10
CENA 1 – INT. QUARTO DE ALEXIA – ANOITECENDO
[MÚSICA – TROUBLE, COLDPLAY]
REBECCA abre a janela do quarto da amiga. Um sol quase se pondo ilumina deficientemente o quarto já escuro. ALEXIA, que está deitada na cama, reage à ação da amiga cobrindo os olhos vermelhos e inchados, denunciando que ela esteve chorando. BECKY senta-se na cama e coloca a cabeça da amiga em seu colo.
BECKY: Você precisa sair desse quarto, Alley. Hoje você nem ao menos foi à escola.
REBECCA acende um pequeno abajur que está em cima do criado-mudo ao lado da cama.
BECKY: Hoje no treino a Christy já queria te tirar do time. Acredita?
ALEXIA: No momento, pular em cima dos ombros das minhas amigas não é a prioridade.
BECKY passa a mão no cabelo da amiga.
BECKY: Alley, está todo mundo está preocupado com você.
ALEXIA: Todo mundo? Eu não ligo pro que o mundo pensa. Quem eu quero que se preocupe comigo não está nem ai pro que eu sinto. Você sabe quantas vezes o Matt me ligou nas últimas duas semanas? Nenhuma uma vez! Ele nem ao menos fala comigo na escola.
ALEXIA começa a chorar.
BECKY: Claro que o Matt se preocupa com você. Mas você passou dos limites naquele dia. Ele tem toda razão de ter ficado chateado.
ALEXIA: Ah! Não! [Soluçando] Você é a minha única amiga. [Soluça] Você não pode tomar partido dele. Eu proíbo você disso.
Um som de bip interrompe a conversa das duas. REBECCA olha para o celular. ALEXIA abraça um travesseiro.
ALEXIA: [Chorando] Acabou. A minha vida acabou.
BECKY: Alley. O Matt disse que precisava de um tempo. Isso não significa nada.
ALEXIA: [Chorando mais] Tempo? Isso é apenas um código para dizer “Eu estou passando chifre em você com a minha melhor amiga”. Ele não me ama mais. Semana que vem já é Natal, e nós íamos esquiar no Colorado. [Tom agudo] Agora eu nem tenho mais pra onde ir.
BECKY: Alley…
ALEXIA respira e enxuga as lágrimas. REBECCA olha para o relógio. Alexia olha para a amiga desconfiada.
ALEXIA: A minha depressão está atrapalhando você?
BECKY: Como assim?
ALEXIA: Você não para de olhar pro relógio. Você vai sair com alguém hoje?
BECKY: Sim, mas eu posso esperar.
ALEXIA: [Enfia a cabeça no travesseiro] Pode ir, Becky. Eu não preciso de bábá. Eu vou sobreviver.
BECKY: E deixar você aqui desse jeito? Ainda mais ouvindo Coldplay? Nem pensar.
ALEXIA suspira.
ALEXIA: Pode ir! Eu não vou tentar me matar, ok?
REBECCA fica séria.
BECKY: Não fala isso nem brincando.
ALEXIA: Eu só quero ficar sozinha.
BECKY olha pra ALEXIA, analisando o estado da amiga.
BECKY: Alley, se você precisar de qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo, me liga, ok? Eu venho aqui correndo.
ALEXIA: Eu sei. Agora vá! Essa sua cara de felicidade está me incomodando.
BECKY: Sua boba. [manda um beijo pra amiga] Vai ficar tudo bem.
ALEXIA cobre o rosto com o cobertor ao ver a amiga deixar o local.
[Música fade out]
[MÚSICA TEMA: PROMISES – LILLIX]
CENA 2 – INT. QUARTO DO SAM – NOITE
SAM ajeita a gola da camiseta em frente ao espelho em seu quarto. Ele sorri e passa a mão no cabelo com gel no cabelo.
SAM: Isso aí! Garotão! [Sorri]
O garoto vai até a sua cama e pega o telefone novamente. SAM anda de um lado para o outro do quarto com o telefone na mão. Antes que o garoto desligasse o aparelho alguém bate na porta entra.
MATT: Posso entrar?
SAM: [Franze a testa] Você já entrou.
MATT senta na cama do amigo, sem rodeios. Ele olha para SAM, que parece surpreso.
MATT: Vai sair?
SAM: Eu? Não.
MATT: E por que você está todo arrumado? [Cheira o ar] Passou perfume também?
SAM: [Nervoso] Quantas perguntas. O que você veio fazer aqui?
MATT: Não posso visitar um amigo? [Vai ficando triste] Eu não consigo ficar em casa.
SAM: O que foi?
MATT: [Suspira] Eu tentei me explicar com a Anna, mas ela tem me evitado nessas últimas semanas. E eu não sei se consigo aguentar tanto drama da Alley.
SAM: [Olhando no espelho] Você vai acabar com ela? Digo, com a Alexia?
MATT: [Arregala os olhos] Não! [Triste] Mas eu não quero prejudicar meu lance com a Anna por causa dela.
SAM: [Irônico] “Lance com a Anna”.
MATT: A minha amizade com a Anna. [Suspira] Dilema típico de todos os homens. De um lado a amiga, do outro a namorada. Será que existe alguma lei que proíba a interação das duas partes? [Olha para Sam] Sam? Você está me ouvindo?
SAM parece em transe, olhando para o relógio.
SAM: O quê?
MATT: [Irritado] Você ouviu o que eu disse?
SAM: Claro que sim. Eu acho que você tem que fazer o seguinte.
MATT: Manda!
SAM: Divida-se em dois e peça para elas escolherem com qual parte elas preferem ficar. É um clássico.
MATT: [Irritado] Eu não estou brincando, Sam.
SAM: Ok, Frodo. É o seguinte. Liga pra Alexia! Conversa sério com ela, cara. Acho que só assim você vai conseguir ter um “lance com a Anna”.
MATT: Desde aquele dia que eu não falo com ela.
SAM: Então liga pra ela. Está esperando o quê?
MATT levanta-se.
MATT: Eu vou pra casa, e vou ligar pra Alley.
SAM: Beleza.
MATT: E você pode ir lá correndo pra Rebecca!
MATT dá umas tapinhas amigáveis nas costa de SAM, que olha desconfiado para o amigo.
SAM: Que Rebecca?
MATT ri, e sai do local.
CENA 3 – INT. QUARTO DA ALEXIA – NOITE
ALEXIA está imóvel, olhando para o teto do seu quarto. A garota suspira com dificuldade e limpa uma lágrima que está rolando lentamente pelo seu rosto. Ela tira uma foto debaixo do travesseiro e suspira mais uma vez. Na foto aparecem ela e MATT abraçados, em uma festa. ALEXIA fecha os olhos com força segurando o choro.
CENA 4 – INT. CASA DOS DANES – CORREDOR
PHILL está em frente ao quarto da ALEXIA. O garoto se encosta-se à porta buscando ouvir algum som vindo de dentro dos aposentos da irmã. JORDAN vem sorrateiramente na direção do primo. Ele se põe ao lado de PHILL, sem que este perceba.
JORDAN: [Sussurrando] O que aconteceu?
PHILLIP toma um susto e põe a mão no peito.
PHILL: Está tentando me matar?
Ele puxa JORDAN para longe do quarto da irmã.
PHILL: O que você está fazendo aqui? Não tinha saído com o meu pai.
JORDAN: Acabamos de chegar. [Pausa] E como ela está?
PHILL: Não sei. Você chegou antes que eu pudesse descobrir. Mas acho que está ficando melhor. Pelo menos não estava mais chorando.
JORDAN: Então acho que devo me apressar. É mais fácil atacar quando a mocinha está fraca e vulnerável.
PHILL: “Atacar”. Você só tem pose. Eu separei os dois, não separei?
JORDAN: E eu vou fazer com que isso seja pra valer.
WILSON: Olá, rapazes.
Os dois se assustam, mas logo disfarçam.
WILSON: E a Alexia: Está melhor?
PHILL e JORDAN respondem positivamente com a cabeça.
PHILL: Ela parou de chorar pelo menos.
WILSON passa a mão no bigode com um ar pensativo.
WILSON: Maldita hora que a sua mãe viajou. A Alexia está dando mais trabalho que eu pensei.
PHILL: Manda ela pra Vermont, papai!
WILSON: Isso não seria bom para a campanha, à eleição está perto.
PHILLIP ri com a de deboche. JORDAN dá um empurrão de leve para que o primo pare. PHILL e WILSON se viram em direção do quarto de ALEXIA e a garota está parada na porta olhando para os três. Antes que alguém pudesse falar algo, ALEXIA fecha a porta com força e tranca na chave. WILSON bate na porta.
WILSON: Minha filha! Abra essa porta.
Um silêncio toma conta do local.
WILSON: Alexia, abra essa porta. Eu estou mandando.
PHILL: É só drama, pai.
WILSON: [Para Phill] Fica quieto, Phillip.
ALEXIA: [Voice over] Vão embora! Eu não quero falar com vocês!
JORDAN se aproxima dos Danes.
JORDAN: Tio, eu falo com ela. [Olha para Phill]
WILSON hesita por alguns instantes.
WILSON: Está certo. Use seu dom diplomático, Jordan, e amanse a fera.
JORDAN: Pode deixar.
WILSON puxa PHILLIP pelo braço. JORDAN dá três batidas na porta.
CENA 5 – EXT. RUA – NOITE
BECKY e SAM andam juntos pela rua iluminada com temas natalinos. O garoto ajeita seu gorro preto na cabeça, e BECKY fecha o seu casaco por causa do frio.
SAM: O Matt sabe.
BECKY: [Sorrindo] Você contou?
SAM: Não! Mas ele deu a entender que sabia.
REBECCA desfaz o sorriso.
BECKY: Se ele sabe, a Alley também deve saber. Mas por que será que ela não me disse nada?
SAM: Eles devem estar fingindo que não sabem para nos fazer de bobos.
BECKY: Hum… Agora que eles sabem, nós poderíamos abrir logo o jogo, não acha?
SAM: É, isso seria uma possibilidade. [Pausa] Ou nós poderíamos fingir que nós não sabemos que eles sabem.
BECKY: O Matt sabe que você sabe.
SAM: Ah é. Bom deixa eu pensar.
REBECCA para na frente do garoto.
SAM: Para onde você está me levando?
BECKY: Eu disse que era surpresa, não disse?
SAM: Eu não gosto de surpresas. Surpresas lidam a coisas inesperadas, e coisas inesperadas nunca são boas.
BECKY: Sam…
SAM: O quê?
BECKY: O que eu faria de ruim pra você?
SAM: Não sei. Posso pensar em umas 100 coisas terríveis que podem acontecer comigo.
BECKY olha para SAM com uma cara de deboche.
BECKY: Confia em mim, ok?
A garota segura na mão de SAM, que a segue sem relutar.
CENA 6 – INT. CASA DOS MACKENZIE – SALA – NOITE
KATHERINE coloca duas malas pequenas na frente da porta da saída. ANNA acompanha tudo de perto. A garota tenta esconder sua ansiedade olhando para os lados. Um som de carro do lado de fora faz com que a garota abra a porta imediatamente.
ANNA: O táxi chegou!
KATHERINE: Tudo bem, agora preste atenção Mary Anna. Nada de gracinhas enquanto eu estiver fora.
ANNA: Hum. Vou ter que cancelar a festa de hoje à noite.
KATHERINE arregala os olhos.
ANNA: Estou brincando! Nada de festas, nada de trazer garotos para casa, nada de drogas, e nada de doces em excesso.
KATHERINE: Isso mesmo. Principalmente os doces. Eles passam pela sua garganta e caem direto no seu quadril.
ANNA vira os olhos.
ANNA: É só uma semana, mãe. Nada vai acontecer.
KATHERINE: Você já é adulta, eu confio em você. De qualquer modo, eu avisei a Myrtes, a vizinha do lado.
ANNA: Qual lado?
KATHERINE: Do lado… O que interessa o lado?
ANNA ri. O táxi buzina do lado de fora.
KATHERINE: Sua passagem está na gaveta do meio, no meu armário. Eu vou ligar todos os dias.
ANNA: Tchau, mamãe.
A mulher coloca as malas no chão e dá um abraço apertado na filha.
KATHERINE: Até o dia 24.
KATHERINE sai com as malas e ANNA dá tchau para a mãe depois fecha a porta. A garota suspira e olha ao redor. Ela sorri. ANNA caminha até a escada, mas antes de subi-la o telefone começa a tocar. A garota olha para o identificador e não atende o telefonema. Ela faz menção de pegar o aparelho, mas desiste. O telefone para de tocar e um bip alto soa pela sala.
MATT: [Voice over] Anna? Você está ai?
CENA 7 – INT. CASA DOS MACKENZIE – SALA – NOITE]
ANNA olha para baixo.
MATT: [Voice over] Se tiver, por favor, atende ao telefone. Eu liguei pra você esses dias, você nunca atende. O que está havendo? Desculpa eu não falar com você direito na escola, mas eu não quero que as pessoas alimentem a fantasia da Alley e fiquem falando besteira.
ANNA encara o telefone. A garota suspira.
MATT: [Voice over] Nós precisamos conversar. Por favor, me liga.
Outro bip e o silêncio volta ao local. ANNA pega o aparelho, mas desiste de ligar e corre para seu quarto.
CENA 8 – INT. CASA DOS GRAHAM – QUARTO DO MATT – NOITE]
MATT desliga o telefone. O garoto parece chateado. A porta se abre e LOU aparece.
LOU: Vim avisar que vou dar um volta. Você quer alguma coisa da rua?
MATT: Não, tia. Obrigado.
LOU sorri.
MATT: Divirta-se.
MATT olha para o lado e ver uma foto da ALEXIA, em um porta-retrato em cima do seu criado-mudo.
CENA 9 – EXT. ARAS – NOITE
[MÚSICA – ETERNAL FLAME, ATTOMIC KITTEN]
REBECCA e SAM estão parados olhando pra a entrada do haras dos Sawyer.
SAM: O haras dos seus pais? [Nervoso]
BECKY: Tenha calma.
SAM parece confuso.
BECKY: Sam, antes de entrarmos, eu queria te perguntar uma coisa.
SAM: Ok.
BECKY: Você acha que o Matt gosta da Anna?
SAM: Do que você está falando? O Matt é louco pela Alexia, apesar de tudo.
BECKY: Mas a Anna foi a melhor amiga dele.
SAM: Quando eles eram crianças.
BECKY: Quer coisa mais romântica que isso? Eu já vi esse filme antes, e os amigos sempre acabam juntos no final. [Encara Sam] A Alley está muito mal. Hoje ela estava em casa, com o cabelo embaraçado e olheiras enormes.
SAM: [Irônico] Que tragédia.
BECKY: E ouvindo Coldplay a tarde toda.
SAM: Becky, todo mundo sabe que a Alexia é a rainha do drama. E pelo menos ela não estava ouvindo Radiohead.
BECKY: Eu só acho que o Matt não devia ter falado aquelas coisas na frente de todo mundo. E dessa vez, pelo menos a Alexia tinha um ponto a seu favor; a Anna e o Matt em um drive-in? Relembrando os tempos agradáveis da infância? Por favor!
SAM dá uma risadinha. Becky olha para ele séria.
SAM: Você está falando sério? Eles são apenas amigos, Becky! Hoje mesmo o Matt me disse que ia ligar para a Alexia.
BECKY: “Só amigos”. Do mesmo jeito que você é “só amigo” da Melissa?
SAM arregala os olhos e depois franze a testa.
SAM: Aquele beijo não foi de verdade!
BECKY: Pareceu bem real para mim.
REBECCA cruza os braços.
SAM: Becky! Você está com ciúmes da Mel? [Ri] Eu não acredito que você está com ciúmes de mim.
BECKY: Amigo que é amigo não fica dando beijo na boca da amiga. Você e o Matt são iguais.
SAM segura na mão da REBECCA.
SAM: Becky… não vamos estragar essa noite [ Olha para cima por alguns segundos] sem lua. Olha pra mim. A Melissa é só uma amiga … Então? E a minha surpresa?
BECKY permanece calada.
SAM: Sem surpresas?
BECKY: Fecha os olhos.
O garoto obedece. REBECCA sai puxando SAM até um galpão.
SAM: Você prometeu que não…
BECKY: Pode abrir.
SAM: … era sacanagem.
O local é iluminado por lanternas e decorado por pequenos vasos de flores. Há uma mesinha baixa e algumas almofadas ao redor.
SAM: Você me trouxe em um celeiro?
BECKY: Ah! Falando assim parece algo ruim. Mas olha! Eu decorei com flores e essências. Eu teria espalhado velas, mas seria muito perigoso, por isso as lanternas.
A garota mostra duas caixas de isopor perto de um aparelho de som.
BECKY: Temos música e comida.
SAM fica em silêncio.
BECKY: O que foi? Não gostou?
SAM: Você tá brincando? Ninguém jamais fez algo assim por mim.
SAM corre até REBECCA e a beija demoradamente. Ele a suspende um pouco no ar, fazendo com que a garota sorrisse.
SAM: Eu… você… eu…
BECKY: Não precisa dizer nada.
[Música fade out]
CENA 10 – INT. QUARTO DE ALEXIA
[MÚSICA – HERE’S TO THE NIGHT, EVE 6]
JORDAN olha ALEXIA chorar. Ele passa a mão no rosto da prima e enxuga algumas lágrimas.
JORDAN: Obrigado por me deixar entrar.
ALEXIA: [Chorando] Você ficou chamando meu nome por mais de 10 minutos. Você não me deu opção. [Encara Jordan] Fala logo, o que você veio fazer aqui. Rir da minha desgraça?
JORDAN: Não. Eu vim trazer isso aqui pra você.
O garoto tira uma caixa da sua jaqueta.
ALEXIA: O que é isso?
JORDAN: É pra você se sentir melhor.
O rapaz tira um comprimido azul da caixa e dá para a prima.
ALEXIA: Arsênico?
JORDAN: Valium.
ALEXIA aceita o comprimido.
ALEXIA: Onde você arranjou isso?
JORDAN: No quarto da sua mãe.
ALEXIA: Cientista político e ladrão? Quanta conveniência.
JORDAN: Vai querer ou não?
Alexia olha para o comprimido e o toma. JORDAN guarda a caixa na jaqueta.
ALEXIA: Agora me deixa sozinha. Eu preciso pensar sobre algumas coisas importantes.
JORDAN: Eu poso ficar aqui ao seu lado, caladinho. Você nem vai notar que eu estou aqui. A não ser que você queira…
ALEXIA: Queira o quê?
JORDAN: [Sorri] Que eu seja notado.
ALEXIA: [Com raiva] Sai daqui agora!
JORDAN se aproxima da prima.
JORDAN: Calma, eu não faria nada que você não quisesse.
ALEXIA: Ótimo, então tchau.
JORDAN: Você nunca ouviu dizer que para esquecer alguém basta ter outra pessoa?
ALEXIA baixa a cabeça.
JORDAN: Eu só quero te ver feliz.
ALEXIA começa a chorar, copiosamente. JORDAN abraça a garota.
CENA 11 – INT. CASA DOS MACKENZIE – QUARTO DE ANNA – NOITE
[MÚSICA CONTINUA]
Um vento forte balança o móbile pendurado na janela. ANNA olha ao redor, o quarto está escuro. A garota treme com o vento e abotoa o casaco. Ela desliga o som [Música fade out] e pega uma agenda em cima da estante. Ela observa uma foto antiga em um porta-retrato, na qual aparecem duas crianças fantasiadas.
CENA 12 – INT. CASA DOS DANES – COZINHA – MANHÃ
JORDAN leva uma xícara branca à sua boca, ele dá alguns goles e devolve a xícara à mesa. ALEXIA aparece na cozinha, para a surpresa do seu primo. A garota ainda de camisola, não é nem a sombra da ALEXIA costumeira. O rosto pálido, olheiras, e o cabelo desarrumado dão uma aparência assustada à líder de torcida.
ALEXIA: Todos já saíram?
JORDAN: Sim. Você quer carona para ir à escola?
ALEXIA aponta para ela mesma.
ALEXIA: Eu estou com cara de que vou pra escola?
A garota suspira e senta-se em um das cadeiras da mesa. Ela apóia a cabeça nas mãos e solta um pequeno resmungo. JORDAN olha para a garota com a ponta do olho.
JORDAN: Dormiu bem, pelo menos?
ALEXIA: Sim. [Olha para Jordan] Você vai sair?
JORDAN: Han-han. [Dá outro gole] Agora mesmo. [Levanta-se] A não ser que você queira que eu fique, assim, por segurança.
ALEXIA: Obrigada, Jordan. Mas eu já estou bem. Acho até que vou comer algo agora. [Dá uma mordida em um pão e sorri] Valeu por ficar comigo até eu dormir. Eu estava tão agitada ontem à noite, mas hoje é um dia crucial na minha vida. Um divisor de águas, não é assim que sim diz?
JORDAN: Isso! Então já que é assim, nós temos que sair hoje para comemorar!
ALEXIA: Assim que você chegar. Combinado?
JORDAN pisca o olho pra Alexia e pega o capacete da sua moto. Ao ver o primo ir embora a expressão sorridente da garota muda completamente.
CENA 13 – EXT. ESCOLA WILL ROGERS – MANHÃ
[MÚSICA – CREEP, DAMIEN RICE]
A imagem de longe mostra a paisagem envolta de uma fina névoa cinzenta. Os alunos devidamente agasalhados entram na escola rapidamente. MATT e MELISSA descem do carro estacionado a poucos metros do pátio.
MEL: E ela não te ligou de volta?
MATT: Não. Tem sido assim desde…
MEL: … que a Alexia tentou afogá-la com um copo de água? [Ri]
MATT: Não tem graça. A situação não está boa para nenhum dos lados.
MEL: Eu não quis debochar. Eu só acho que é drama demais pra uma pessoa só.
Os dois caminham em direção à escola. MATT coloca um gorro preto na cabeça.
MEL: Deixa que a Anna venha falar com você. Até parece que você tem culpa da Alexia ser…
MATT olha para Melissa com ar de reprovação.
MEL: Um pouco desestabilizada. [Para si mesma] Ou maluca.
MATT: Mas a Anna não me deixa ao menos explicar.
Mel segura Matt pelo braço.
MEL: [Séria] Se ela não quer falar com você, não força. Se humilhar não vai trazer sua amiga de volta.
MEL ajeita o gorro de MATT. Quando os dois começam a andar eles dão de cara com ANNA vindo na direção deles. Os três param imediatamente. MELISSA segura a mão de MATT e balança a cabeça negativamente. ANNA olha para os dois e vira para a esquerda. MATT parece triste.
MATT: Eu tô indo pra sala.
MEL: Vejo você depois da aula?
MATT: Hoje eu tenho treino.
MEL: Eu vou à sua casa mais tarde. Tchau.
[Música fade out]
CENA 14 – INT. ESCOLA WILL ROGERS – CORREDOR – MANHÃ
BECKY: Oi.
REBECCA se aproxima de SAM no corredor. Ele olha para os lados. Havia alguns poucos alunos no local.
SAM: Oi!
BECKY: Oi!
SAM: [Sorrindo e olhando nos olhos da Becky] Oi…
REBECCA se aproxima para beijar o garoto, mas ele se afasta desconfiado.
BECKY: Samuel. Assim fica difícil. Eu cansei de brincar de Romeu e Julieta. E lembre que o final da peça é trágico. Ambos morrem antes de atingir a maioridade.
SAM: Mas… Becky. A gente tem se divertido tanto, como eu nunca pensei que nós iríamos. Ontem, por exemplo, foi maravilhoso. Mas isso por que é uma coisa só nossa. Já imaginou quando a Christy, a Stacey, Tishy ou qualquer dessas garotas que tem nomes de poodle descobrir? A primeira coisa que elas vão fazer é anunciar na rádio da escola. [Nervoso] Rebecca Sawyer e Samuel Wood [Faz um desenho de um coração no ar com as mãos] A bela e a fera! A princesa e o plebeu!
BECKY: Acho que elas não iriam nos comparar a clássicos da literatura infantil.
SAM: Pois é. [Gesticula com o dedo indicador como se estivesse pensando em algo] Seria alguma coisa pior. Seria algo do tipo “Drew e Chad”! Eu não quero nem pensar.
BECKY: Bom, então não pense. Deixa que eu pense por você.
REBECCA puxa SAM e o beija na frente de todos. O garoto ainda tenta se desvencilhar, mas BECKY o abraça e nos próximos segundos tudo o que se ver são beijos calorosos.
CHRISTY: [Tom alto e agudo] Ai [Pausa] meu [Pausa] Deus!
A garota, vestida com o uniforme da torcida da escola, aponta para o casal, que se separa imediatamente.
CHRISTY: A Becky está sendo atacada!
BECKY: Não estou não!
CHRISTY: Então o que isso significa, Becky? É algum tipo de encenação do filme “Namorada de aluguel”? Ele pagou pra sair com você?
SAM parece nervoso.
SAM: [Baixinho] Vamos sair daqui Rebecca.
BECKY: Do que você está falando Christy? O Sam é meu… namorado.
SAM: Sou?
BECKY: Claro que é!
CHRISTY: [Espantada] Ele é? [Ri]
BECKY: E você não tem nada haver com isso. Vamos, Sam.
REBECCA puxa Sam pela mão e o garoto parece atônito.
BECKY: [Baixinho] Eu não acredito no que eu acabei de fazer.
CENA 15 – INT. MESMO LOCAL
ANNA entra em uma sala vazia. A garota anda de um lado para o outro algumas vezes e para olhando para o chão.
ANNA: Eu cansei desse jogo de gato e rato.
Ela sai da sala e da de cara com o PHILLIP.
PHILL: Eu vi você entrando aqui. Está tudo bem?
ANNA: Não. Não está tudo bem. Está tudo péssimo, na verdade!
PHILL: Nossa, Anny! Eu nunca te vi assim. Na verdade, vi algumas vezes há muito tempo atrás, mas geralmente você ficava nesse estado por minha causa.
ANNA olha para ele.
PHILL: O quê? Eu te fiz algo?
ANNA sorri.
ANNA: Não, você não fez.
PHILL: Você ainda está chateada com o ataque de má educação da minha irmã?
ANNA: Das conseqüências dele.
PHILL: [Indignado] Você e o Matt não estão bem? É isso? Que absurdo! Vocês não deveriam se importar com os ataques de loucura da minha irmã. Vocês são amigos desde sempre.
O sinal da escola toca.
ANNA: Eu sei.
PHILL: Tudo vai ficar bem. Eu prometo.
CENA 16 – INT. ESCOLA WILL ROGERS
LOU anda apressada pelos corredores do Will Rogers. A escola já não estava mais tão movimentada. A mulher olha em seu relógio que marca 2:40 pm. Ela entra em uma porta onde tem uma placa escrita “reunião”.
LOU: [Ofegante] Oi! James. O que houve? O Matt fez alguma coisa?
CARTER: O Matt está ótimo. Acabamos de ter um treino e ele está melhor que nunca.
LOU: [Retomando o fôlego] Você disse que era urgente.
CARTER: Realmente é urgente. A senhorita não quer sentar?
LOU senta-se imediatamente. A mulher parece preocupada.
LOU: É algo grave?
CARTER: [Sorrindo] Ao contrário. Ele foi selecionado pela Universidade de Oklahoma e vai ganhar uma bolsa de estudos no ano que vem.
LOU: [Sorrindo] Mas isso é muito bom!
CARTER: Eu precisava falar primeiro com a responsável pelo garoto, pois esse intercâmbio dura em torno de 3 meses, e tenho que ter a sua autorização antes que o Matt saiba.
LOU: É claro que eu autorizo.
JAMES CARTER sorri. Ele coloca a mão na cabeça e encara LOU. O treinador se aproxima da tia de Matt e lhe entrega um documento.
CARTER: Só é preciso você assinar [Aponta para a última linha do papel] aqui.
LOU: Ok. [Assina] O que mais agora?
CARTER: Agora? Agora eu gostaria de dizer que ontem a noite foi maravilhosa.
LOU: Ah é?
CARTER: E gostaria de saber se você quer sair comigo hoje.
LOU: Ah é?
LOU e CARTER se aproximam. Eles estão prestes a se beijar. JAMES CARTER põe um mão nas costas da mulher a trazendo para mais perto dele. Suas bocas agora estão a poucos centímetros uma da outra. A porta se abre.
Scott: Treinador Carter, eu vim mostrar meus [Atônito] exames.
LOU e CARTER se separam imediatamente.
SCOTT: Eu mostro depois.
SCOTT sai da sala correndo.
CENA 17 – INT. MESMO LOCAL – CORREDOR – TARDE
SCOTT: Você não vai acreditar no que eu acabei de ver.
PHILL: Não me diga que você foi espionar as garotas no vestiário de novo?
SCOTT: Claro que não! Foi algo bem melhor…
PHILL: Fala logo, eu não tenho o dia todo.
SCOTT: O treinador e a tia “boazuda” do Matt no maior clima na diretoria.
PHILL: Não brinca!
SCOTT: Verdade! O local estava quente! Eu tenho certeza de que a coisa foi mesmo pra frente! O treinador tá pegando a tia do balofo.
Os dois riem.
PHILL: Já posso ouvir pelos corredores do WR. “Capitão do time é o protegido do treinador”! Eu disse pra você que esse mané ia se dá mal, não disse? Eu já consegui envenenar ele contra a Alexia e agora eu vou tirar tudo o que ele tem. [ri]
ANNA: Eu acho que eu já deveria esperar uma coisa dessas de você.
PHILL e SCOTT olham para trás.
PHILL: [Assustado] Anny!
ANNA: Meu nome é Anna!
ANNA sai andando muito rápido, quase correndo em direção da porta. PHILL leva a mão à cabeça.
CENA 18 – EXT. ESCOLA WILL ROGERS – PATIO – TARDE
ANNA passa por algumas pessoas quase batendo nelas. MELISSA a vê de longe e corre atrás da garota.
MEL: Hey! Anna!
ANNA olha para trás. A menina aparenta está um pouco consternada. MELISSA se aproxima da garota.
MEL: Você está bem?
ANNA: Você já sentiu como se todas as pessoas ao seu redor não fossem exatamente como você pensa que elas são.
MEL: Ás vezes. O que houve?
ANNA: É uma longa história.
MEL: Você está a pé?
ANNA: Sim, por quê?
MEL: Eu vou andando com você até a Filmore com a Saints. Até lá você me conta essa sua longa história.
ANNA: Está bem, mas vamos logo sair daqui. Essa escola está começando a me dá nos nervos.
CENA 19 – EXT. RUA – TARDE
MEL: Cara eu não acredito que ele fez isso! Que babaca!
ANNA: Eu fui ingênua de acreditar que ele tinha mudado. Eu que sou uma babaca.
MEL: E você e o Matt? Você vai dizer a ele tudo o que aconteceu?
ANNA: Não. O Matt já tem problemas de mais. Como ele esta?
MEL: Ele esta mal com tudo isso, mas eu acho melhor você conversar com ele.
ANNA: E o que eu vou fazer agora! Aonde eu o encontro?
[CORTA]
Mostra alguns pontos da cidade. Os carros nas avenidas, os parques, as fazendas. O sol já não brilha mais com a mesma intensidade.
CENA 20 – EXT. CASA DOS GRAHAM – VARANDA – TARDE
[MÚSICA – I SHALL BELIEVE, SHERYL CROW]
MATT está sentado na varanda da sua casa observando o céu e nem percebe quando ANNA se aproxima.
ANNA: Matt?
MATT vira-se imediatamente na direção da garota. Ele faz sinal com mão para que a garota se aproxime, ela o obedece e senta-se ao seu lado. Os dois ficam em silêncio por alguns segundos.
ANNA: A Mel me disse que você estaria aqui.
MATT: Eu queria tanto falar com você, mas na verdade nem sei o que dizer. Aliás, eu sei, acho que devo pedir desculpas antes de tudo.
ANNA: Matt. [Séria]
MATT: O quê?
ANNA: Quantas vezes nós vamos pedir desculpas um pro outro? [Respira profundamente] Eu pensei muito antes de vim aqui te dizer isso, e cheguei à conclusão de que é o certo a fazer.
MATT: [Triste] Por favor… não faça isso.
ANNA: Eu acho que nós devemos ir com calma.
MATT olha para baixo.
ANNA: Você tem sido incrível comigo nesses últimos tempos, mas Matt, você tem toda uma historia do qual eu não faço parte.
MATT: Mas pode fazer!
ANNA: Eu sei que posso, mas tudo tem seu tempo, e eu vou saber esperar o meu.
MATT: Por que você está falando isso?
ANNA: Por que tudo o que eu quero é ficar perto de você, Matt. Eu só não quero que você coloque a sua vida de lado por minha causa. Eu vou estar sempre com você, não importa o que aconteça. A gente não precisa correr contra o tempo. Isso não se trata de um final feliz ou não, por que nós sempre seremos “Anna e Matt”.
O telefone celular do MATT toca. O garoto procura o aparelho no bolso do seu casaco. Ele olha no visor o nome “ALEXIA”.
MATT: É a Alley.
Ele guarda o telefone no bolso.
MATT: Eu ligo pra ela depois.
ANNA: Acho melhor você atender agora.
MATT pega o telefone novamente e atende.
MATT: Alô. [Pausa] [Irritado] Você fez o quê? Alexia!
MATT se levanta e procura desesperadamente algo no bolso de sua calça. Ele pega as chaves do carro e olha para Anna.
ANNA: Vai. Eu já disse que vou saber esperar.
MATT corre em direção ao seu carro, que estava estacionado na rua.
CENA 21 – EXT. CASA DOS DANES – TARDE
MATT mal estaciona o carro e corre na direção da casa da namorada. Ele olha desesperadamente pelas janelas, mas não vê ninguém. O garoto toca varias vezes na campanhia.
MATT: [Grita] Alley!
MATTHEW corre até seu carro, pega o extintor de incêndio e volta correndo até a casa dos Danes. Ele joga o extintor na janela de vidro, a quebrando. Um alarme dispara.
CENA 22 – INT. MESMO LOCAL – SALA
MATT consegue entrar na casa, que está aparentemente vazia. Ele corre escada à cima.
CENA 23 – INT. MESMO LOCAL – PISO SUPERIOR
O garoto corre até o quarto da ALEXIA, onde a porta está entre aberta. ALEXIA está sentada no chão com a cabeça entre as pernas, ao lado dela um vidro de remédio quase vazio.
MATT: Alley!
Ele corre até a namorada e levanta a sua cabeça. ALEXIA está pálida.
MATT: Alley, acorda! Alley! Por favor, acorda!
ALEXIA abre os olhos com dificuldade. MATT abraça a garota e depois pega o frasco do remédio.
MATT: [Lamentando] Por que você fez isso?
ALEXIA balbucia alguma coisa. O garoto encosta a cabeça perto da boca dela.
ALEXIA: [Tom baixo e fraco] Não desiste de mim.
CENA 24 – EXT. CASA DOS DANES – ANOITECENDO
Ouvem-se algumas sirenes. MATT carrega ALEXIA nos braços para fora da casa dos Danes. Dois carros de policia cercam o garoto. Rapidamente um policial aparece.
POLICIAL: O que está havendo aqui?
MATT: [Grita] Chamem uma ambulância!
POLICIAL: Calma, garoto. Quem é você?
MATT: Não dá pra fazer o interrogatório depois? Ou você vai deixar a filha do Wilson danes morrer?
CENA 25 – INT. – UNIVERSITY HOSPITAL
Dois enfermeiros colocam ALEXIA em uma maca. Uma médica corre até eles.
MÉDICA: O que houve aqui?
Um enfermeiro entrega um frasco para a médica.
ENFERMEIRO: Overdose.
MATT assiste de longe os enfermeiros levando a maca da ALEXIA para uma sala. Ele leva a mão à cabeça e fecha os olhos com força. O garoto pega seu celular e hesita. O garoto senta-se no chão, e leva a mão à cabeça mais uma vez. Uma enfermeira toca em seu ombro, o assustando.
ENFERMEIRA: Os pais dela já foram avisados. Não fique assim, garoto. Você fez um ótimo trabalho. Ela vai ficar bem.
MATT apenas agradece a mulher com um olhar. Seu telefone toca, e ele atende imediatamente.
MATT: Tia, aconteceu uma coisa terrível. A Alley tomou uns comprimidos… no hospital universitário. Ok, eu espero.
O garoto suspira.
CENA 26 – EXT. CASA DOS MACKENZIE – NOITE
ANNA abre um pequeno portão de madeira que separa o jardim da rua. Ela olha para a varanda de sua casa. PHILLIP se levanta, e caminha até ela com uma rosa branca na mão.
Phill: Não fala nada, só me escuta! Por favor. Eu não estou aqui para pedir que você me perdoe porque sei que você não iria fazer. Mas eu vim pra te dizer que estou disposto a provar que eu não sou um canalha. Eu gosto de você e jamais faria algo pra te prejudicar. Eu sei que não sou um santo, e nem vou fingir ser isso.
ANNA fica séria. PHILL entrega a rosa.
PHILL: Espero que você não desista de mim. Por que eu não vou desistir de você, Anny.
ANNA abre a porta e entra em casa.
[Música fade out]
ELENCO
Jonathan Bennett como Matthew Graham
Natalie Portman como Anna Mackenzie
Mena Suvari como Rebecca Sawyer
Lindsay Lohan como Melissa Baker
Austin O´Brian como Scott Sawyer
Joseph Gordon-Levitt como Samuel Wood
Kate Bosworth como Alexia Danes
Brad Renfro como Phillip Danes
Marisa Tomei como Lou Graham
ATORES CONVIDADOS
John Wesley Shipp como James Carter
Travis Fimmel como Jordan
Todd Field como Wilson Danes
Paula Cale como Katherine Mackenzie
Taylor Cole como Christy
MÚSICA TEMA
Promises, Lillix
TRILHA SONORA
Trouble, Coldplay
Eternal Flame, Atomic Kitten
Creep (Radiohead Cover), Damien Rice
Here’s To The Night, Eve 6
I Shall Believe, Sheryl Crow
ESCRITO POR
Clara Lima
Sarah Lima
DIRIGIDO POR
Clara Lima
CRIADO POR
Clara Lima
Sarah Lima
DISTRIBUÍDO POR
TVSN
Veja quem fica, quem volta e quem está de fora da última temporada de ‘One Tree Hill’
28/12/2011, 22:48.
Anderson Narciso
Especiais, Spoilers
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A tão aguardada última temporada de One Tree Hill estreia dia 11 de janeiro nos Estados Unidos, mas as gravações terminaram no início de novembro, dando adeus há uma história que durou quase dez anos. Entre despedidas e lágrimas – de colegas que cresceram juntos ou que conviveram nos últimos anos-, houve também a alegria de retornos e a nostalgia das lembranças da turma de Tree Hill. E é nesse clima de celebração e de recordação que mostramos quem irá e quem não irá aparecer na última temporada da série.
Aviso, quem não gosta de spoilers aconselho parar a leitura nesse momento! Clique aqui para continuar a leitura »
Série Virtual – Outsiders – What After The Storm
28/12/2011, 21:55.
Redação TeleSéries
Ficção (séries virtuais)
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Série: Outsiders
Episódio: What After The Storm
Temporada: 1ª
Número do Episódio: 1×10
CENA 1 – EXT. RANCHO JONES – NOITE
Um carro de bombeiros levanta a poeira da estrada de chão e para bruscamente a frente da casa. Muitos homens saem do veículo e rapidamente começam a direcionar as mangueiras para a casa. Vemos que labaredas saem livremente pelo segundo andar e a parede frontal também está tomada pelas chamas. Dois homens tiram do caminhão um grande bastão de ferro e correm até a porta. Eles arrombam a casa e entram apressados.
CENA 2 – INT. RANCHO JONES – NOITE
Vemos EHLIOS desmaiado no chão e um barulho insistente do alarme de incêndio é ouvido. De repente um estrondo imenso assola o local e uma viga cai do teto entre EHLIOS e os bombeiros. Um dos homens escapa por pouco. Os dois olham para o teto que parece extremamente frágil. Eles pulam por cima do fogo e levantam EHLIOS, apoiando os braços do garoto e carregando-o para fora rapidamente.
CENA 3 – EXT. RANCHO JONES – NOITE
Os homens carregam EHLIOS pelos poucos degraus da varanda e uma maca aparece rapidamente em cena. Vemos agora que vários outros tentam controlar o fogo.
PARAMÉDICO 1: Ele está vivo?
BOMBEIRO 1: Por pouco. Intoxicação e uma queimadura na perna direita.
Os homens colocam EHLIOS sobre a maca e apressam-se novamente para dentro da casa.
Os paramédicos colocam uma máscara de oxigênio no rosto do garoto enquanto empurram a maca para a ambulância.
Os dois bombeiros chegam aos degraus quando um barulho enorme de algo se partindo é ouvido. Em uma explosão vemos poeira sair pela porta e os vidros da janela do primeiro andar estourarem quando o piso do segundo andar desmorona. Os homens cobrem os olhos.
CORTA PARA:
EHLIOS, em cima da maca, começa a tossir.
PARAMÉDICO 1: Você consegue respirar?
EHLIOS: [desnorteado] Hãn? O que houve com a casa? [ele aperta os olhos] Fogo.
EHLIOS tenta levantar mas acaba caindo de novo na maca, tonto.
PARAMÉDICO 2: Calma, garoto. Você está em choque. Nós o levaremos pro hospital e logo você vai melhorar.
EHLIOS parece alarmado com a situação e com dificuldade levanta da maca.
EHLIOS: [fraco] Não…
Ele tosse muito e solta um gemido de dor quando apóia o peso na perna ferida.
EHLIOS: Eu estou bem. Não preciso ir a hospital algum.
PARAMÉDICO 1: [surpreso] Calma, garoto. Você precisa fazer exames pra saber se sua intoxicação não foi séria.
PARAMÉDICO 2: Nós só queremos nos certificar de que você está bem.
EHLIOS: [irritado e fraco] Eu disse… nada de hospital!
Os dois paramédicos se entreolham. EHLIOS encara os dois, ofegante.
PARAMÉDICO 2: Okay, vamos então pelo menos até a ambulância para colocar um curativo nessa queimadura. Ela não parece ser tão grave.
Ele olha para a ferida e vemos que ela já está menor do que era quando ele saiu da casa. EHLIOS anda amparado até a ambulância onde ele se senta enquanto o paramédico cuida de sua perna. O garoto parece hipnotizado enquanto observa o fogo destruir a casa.
[MÚSICA TEMA – LATE GREAT PLANET EARTH, PLUMB]
CENA 4 – INT. MANSÃO LIEFIELD – NOITE
A câmera dá um giro pela a sala de estar da mansão e vemos que CATHLEEN está deitada de forma confortável assistindo a tv. A câmera se aproxima, dando um close do rosto da garota, vemos que ela esta com o semblante tenso.
JULIA: [off] Problemas no paraíso, Cathleen?
JULIA se aproxima e se senta no sofá, ao lado de CATHLEEN.
JULIA: Parece que tem algo te incomodando.
CATHLEEN: [revolvendo os cabelos] Se eu te disser que essa calça jeans está apertada me deixa em paz?
JULIA: Acho que seu problema é um pouquinho mais grave do que estar engordando.
CATHLEEN: Ok. O Olho de Thundera já entrou em ação e eu nem percebi. Julia, eu entendo que não foi nada inteligente ter te dado a obra completa de Irvine Welsh, mas essa sua visão trainspotting da adolescência está ultrapassando os limites. E sim. Eu tinha um problema e já resolvi.
JULIA: Você devia fazer teatro, sabia? [se levantando] Vou estar no meu quarto. Se você quiser conversar… Ou “ensaiar”, me procura.
Ela vai em direção às escadas, mas se vira.
JULIA: A propósito, diferente do que você está pensando, eu não entrei na sua mente.
Ela volta a subir as escadas.
CATHLEEN: [dando um tapa no sofá] Como ela me irrita.
CENA 5 – INT. QUARTO DE CATHLEEN – NOITE
JULIA tranca a porta de seu quarto. Após retirar a roupa, ela acende uma lâmpada sobre a escrivaninha. A câmera mostra a mulher colocando várias fotos de crianças e de ambientes, de forma desconectada, em cima da mesa. Close no rosto de JULIA. De repente os papéis começam a flutuar tomando várias direções e param no ar, foto por foto vão se encaixando paralelamente uma a outra. JULIA as observa e abre um sorriso de satisfação.
JULIA: Bingo.
CENA 6 – EXT. NARANDA HIGH – DIA
[MÚSICA DE FUNDO – SPACE, BY SOMETHING CORPORATE]
KENNEDY vem andando pelo campus do colégio.
CATHLEEN: [off] Lester!
Vemos CATHLEEN vestida de frente única e uma mini saia, um par de botas cano alto. A imagem parece entrar em tempo slow, alguns rapazes olham pra CATHLEEN, que tenta se exibir sexualmente apelativa. A câmera dá um close no rosto de CATHLEEN e vai descendo até chegar em ângulos moralmente duvidosos.
KENNEDY: Vai ter show da Beyoncé na cidade ou eu to perdendo alguma coisa, Cathleen? São oito da manhã e você já está maquiada pra guerra. Aliás, que marca é esse lápis de olhos que você tá usando?
CATHLEEN apenas sorri enquanto elas atravessam as portas duplas, entrando no colégio. Pelo corredor muitos garotos não tiram os olhos dela. Alguns assobiam e outros gritam. CATHLEEN dá uma voltinha antes de continuar a andar e os gritos se intensificam. Um deles sacode uma nota no ar.
KENNEDY: [indignada] Hey! [apontando] Isso é um colégio e não o Moulin Rouge.
Cathleen continua andando, ignorando Kennedy, que segura seu braço e a encara nos olhos.
CATHLEEN: Qual é o seu problema?
KENNEDY: [séria] Qual é o meu problema? Acho que muita Oprah e Cosmopolitan mexeram um pouco em seu comportamento. Você chorou. E eu nunca tinha visto isso antes, Cathleen. Não sei por que, mas tive a leve impressão que você não tava muito bem com o que aconteceu naquela lanchonete.
CATHLEEN: E você tem PhD em psicologia amorosa, né? Uma garota mimada que nem se sente segura o bastante pra revelar que está namorando um nerd. [irônica] Oh, veja que grande coincidência, este nerd por acaso mora com a Satine aqui. [apontando] E veja só se não é ele que se aproxima. [séria] Vê se cresce antes de querer dar lição de moral, ok?
Cathleen sai andando.
[Música fade out]
A câmera mostra JOEY se aproximando, distraído. Close no rosto de KENNEDY que parece apreensiva. A câmera dá uma volta em 180º no corredor. KENNEDY começa a se esbarrar com várias pessoas que transitavam pelo local. Ela vê uma porta entreaberta e, impulsivamente, passa por entre a mesma. Ao fechar os dizeres “Banheiro dos Professores” toma a tela.
CENA 7 – EXT. NARANDA HIGH – DIA
ZACK e EHLIOS estão no pátio, sentados em um banco.
EHLIOS: Mas, de qualquer forma poderíamos ficar na casa da árvore no quintal do Marius até que o Kenny resolva tudo no rancho com o pessoal da seguradora. Não dá nem pra tentar ficar lá em casa. Está completamente inabitável.
ZACK: Mas o que me intriga é como tudo isso aconteceu. Não foi simplesmente um fogo caseiro. [triste] O incêndio acabou com quase tudo.
EHLIOS: Primeiro os bombeiros disseram que pode ter começado [lançando um olhar para Zack] devido a Wafflemaker. Acho que deveríamos ter jogado aquela coisa fora há décadas atrás. A outra hipótese era que alguma fagulha provocada por um aumento de energia mais o ar seco nessa época do ano, também pode ter ocasionado o incêndio.
ZACK: Eu não sei. Pode dizer que tenho mania de perseguição, mas eu não acho que um aparelho daquele tamanho conseguiria destruir uma casa.
ZACK parece desconfortável por alguns segundos e EHLIOS percebe.
EHLIOS: [desconfiado] Você sabe de alguma coisa que eu não sei, Hayes?
ZACK: Provavelmente não é nada.
EHLIOS vira-se mais de frente para ZACK.
EHLIOS: [desconfiado] O quê não é nada?
ZACK: Foi só um comentário que o chefe dos bombeiros fez–
EHLIOS: O que foi?
ZACK: Olha, não vamos transformar isso tudo em uma grande coisa, tá?
EHLIOS: O que foi, Zack?!
ZACK encara EHLIOS por alguns momentos.
ZACK: Ele disse algo sobre como você tinha tido sorte porque não havia nenhum botijão de gás ligado ao fogão na hora do incêndio. Que se houvesse uma explosão todo o segundo andar teria desabado sobre você.
EHLIOS parece reflexivo por alguns segundos.
ZACK: Eu disse a ele que tinha tirado o botijão vazio essa manhã e que só levaria um novo quando chegasse do trabalho. A questão é que…
EHLIOS encara ZACK novamente.
ZACK: … eu não tirei o botijão de gás de lá. Você tirou?
EHLIOS engole a seco e balança a cabeça em negativa.
CENA 8 – INT. NARANDA HIGH – DIA
KENNEDY, em passos rápidos, se desloca sorrateira por entre os armários, olhando por todos os lados ao mesmo tempo, como se procurasse por algo.
JOEY: [off] Kennedy?
KENNEDY retorna o olhar e vê JOEY vindo em sua direção.
KENNEDY: [ríspida] O que você pensa que esta fazendo? Estamos em ambiente publico.
JOEY: [franzindo a testa] Que bicho que te mordeu?
KENNEDY: O bichinho da razão.
JOEY: [coçando a cabeça] Como?
KENNEDY: [seca] Eu disse, cai fora!
KENNEDY continua a caminhar rapidamente e JOEY só a encara. CATHLEEN aparece ao seu lado. Ela pega no ombro dele.
CATHLEEN: Joey, sabe aquela velha história, de que populares e perdedores nunca se misturam?
JOEY: O que tem?
CATHLEEN: Pense nisso.
CATHLEEN sai, deixando-o pensativo por alguns segundos. Logo seu semblante se torna triste.
CENA 9 – INT. QUARTO DESCONHECIDO – DIA
Um lugar pequeno, escuro e bagunçado, preenchido por um velho beliche e algumas caixas. A porta se abre, e DEVON entra, acompanhado de ZACK e EHLIOS. Os garotos não se mostram muito animados com a vista.
DEVON: Isso aqui costumava ser meu depósito. Da última vez que mudei sobraram muitas coisas. Acho que o beliche vai os ser bem útil.
Os garotos se olham, desconcertados.
DEVON: Bem, está a disposição. [tocando no ombro de Zack] Não esquenta, vocês vão ficar bem.
ZACK: Valeu mesmo.
DEVON sai do quarto. ZACK e EHLIOS andam pelo local, observando. Analisando tudo.
EHLIOS: A casa da árvore era mais arejada.
ZACK: Eu estou preocupado.
EHLIOS: Esquece a Hannover, temos problemas mais sérios.
ZACK: [girando os olhos] Com os documentos de Sarah sobre os outros que se perderam no incêndio. Eu também não achei os desenhos criptografados.
EHLIOS: Ela vai arrancar a nossa cabeça.
Zack empurra o colchão da cama de cima, testando a resistência.
ZACK: Bem, vai se ajeitando aqui. [Ehlios o olha entediado] Ou não. Tanto faz. Eu tenho que ir no correio, avisar pra entregar as correspondências aqui…
CENA 10 – INT. AGÊNCIA DOS CORREIOS – DIA
ZACK se dirige diretamente a um guichê próximo dali.
ZACK: Olá, Brown.
BROWN: Zack, eu sinto muito pelo que aconteceu, garoto.
ZACK: Ainda é… [olhando no relógio] 1:30. Por acaso existe alguém que ainda não saiba?
BROWN: Bem, todos sentimos muito. [pegando algo numa gaveta] Se tiver algo que eu possa fazer para ajudá-los…
ZACK: [sorri] Obrigado, Brown, mas nós estamos bem.
BROWN estende um pequeno envelope para ZACK.
BROWN: Isso chegou hoje para Sarah.
Ele o entrega um telegrama.
CENA 11 – EXT. LOCAL DESCONHECIDO – DIA
A câmera mostra ZACK tirando um cartão do bolso, close no cartão. Vemos números inseridos no mesmo. ZACK retira um celular de sua mochila e começa a discar os números do cartão.
Em cena ouve-se sonoras de um telefone chamando e de repente um sinal de linha liberada.
ZACK: Código de Acesso, área NN002.
HOMEM: [Voice over] Um momento.
Ruídos de uma conexão sendo estabelecida são ouvidos em cena.
HOMEM: [Voice over] Você poderia olhar para torre do relógio à sua esquerda, por favor?
ZACK, meio confuso, olha pra torre.
HOMEM: [Voice over] Oh, Zack, é você? Como conseguiu esse número de acesso?
ZACK: A Sarah deixou um cartão comigo em casos de emergência. [olhando em volta, desconfortável] Recebi seu telegrama. Você está aqui em Naranda, Kenny?
HOMEM: [Voice over] Não, menino do interior, meu trabalho é como um diretor de um reality show… só que real.
ZACK: Parece trabalhoso.
KENNY: [rindo] Mas, tem suas vantagens… [interrompendo] Meu Deus! O que houve com o Rancho?!
ZACK: Pegou fogo, Grande Irmão, e com eles alguns documentos de Sarah. Ainda não sabemos o que provocou o incêndio e estamos de mãos atadas com a ausência de Sarah.
KENNY: [Voice over] Meu Deus! [aterrorizado] A casa virou cinzas e escombros. [quase gritando] Vocês estão bem?!
ZACK: Sim. Ehlios teve algumas queimaduras nas pernas, mas você sabe que ele cura rápido.
KENNY: [Voice over] Okay, estou depositando em sua conta mil e qui–
ZACK: Nem pense nisso, Kenny. Esse dinheiro é doado por todos para a manutenção dos equipamentos de monitoramento. Ele não é nosso.
KENNY: [Voice over] Zack, você precisa pelo menos de dinheiro para um hotel.
ZACK: Ehlios e eu ficaremos em um quarto nos fundos da lanchonete até que Sarah volte. Eu tentei entrar em contato com ela, mas no hotel pra onde liguei disseram que ela já havia ido embora.
KENNY: [Voice over] Eu também estou tentando estabelecer contato há mais de uma semana. Pensei que ela já estivesse de volta ao país. Já é a terceira semana que não temos notícia da pequena Anna Montoya.
ZACK: [preocupado] Você ainda não achou os Montoya?
KENNY: [Voice over] Estou tentando, Zack, mas eles não reportaram, mudaram de casa e não deixaram rastros para trás.
Zack vira-se em direção da torre, um pouco irritado.
ZACK: Então ao trabalho, Kenny. Estamos falando de uma garotinha aqui!
A linha fica em silêncio por uns instantes.
KENNY: [Voice over] Eu temo já ter passado muito tempo para acharmos alguma coisa. [pausa] São três semanas, Zack.
ZACK passa a mão nos cabelos, preocupado.
ZACK: Continue tentando entrar em contato com Sarah. Diga que ela precisa voltar ao país com urgência, mas não mencione o Rancho. Não quero que ela chegue aqui enfartada. Assim que ela aparecer nós poderemos ir pessoalmente encontrar os Montoya.
KENNY: [Voice over] Entendido.
ZACK: Se precisar de qualquer outra coisa, ligue para esse celular.
ZACK fecha o aparelho e se afasta rua abaixo.
CENA 12 – EXT. RANCHO JONES – DIA
A câmera focaliza a fachada da casa. Vemos que a parte da frente está destruída, mas a parede do fundo da casa e do lado direito ainda estão de pé. Ela desce aos poucos, revelando JOEY e EHLIOS, parados em frente, olhando para a casa. Eles permanecem assim por vários segundos.
EHLIOS: [sem desviar o olhar] Que merda.
CENA 13 – INT. RANCHO JONES – DIA
EHLIOS e JOEY sobre os escombros da casa. Eles estão sérios, analisando os estragos do incêndio. Boa parte da casa está destruída.
EHLIOS: Cara, to me sentindo no 11 de Setembro.
JOEY: Lá foi muito pior, acredite. Aqui ainda tem alguma coisa em pé.
EHLIOS: Tadinha da minha casinha.
JOEY: Por que você não usou seus poderes pra sair logo da casa?
EHLIOS: Eu não consigo atravessar corpos com alta temperatura. Sarah disse que é algo relacionado com moléculas super excitadas.
JOEY ri brevemente e EHLIOS olha para o amigo, girando os olhos e logo solta uma risadinha forçada e irônica.
ZACK: [Off] Que estrago.
EHLIOS: Jura? Aonde?
ZACK: Ehlios, eu acho que temos problemas.
ZACK olha pra JOEY por uns instantes.
EHLIOS: O cara se ofereceu pra ajudar. Ele é aliado.
ZACK toma mais um momento, mas volta-se para Ehlios.
ZACK: Kenny disse que não consegue encontrar a Sarah e agora aparentemente temos um desaparecimento pra cuidar.
EHLIOS: Desaparecimento?
ZACK: Duas semanas atrás uma família não reportou na checagem mensal. Semana passada Sarah me disse ao telefone para tentar encontra-la, mas eu e Kenny não saímos da estaca zero. Estamos entrando na terceira semana e Kenny ainda não conseguiu localizar a família da pequena Anna.
JOEY se assusta ao ouvir o nome. Os garotos percebem.
EHLIOS: Tudo bem, cara?
JOEY balança a cabeça, afirmando, tentando se recompor rapidamente.
ZACK: Joey, não preciso dizer que isso aqui é assunto particular, certo?
JOEY: Claro, não se preocupa. Eu… Eu não vou me meter. Isso é coisa de vocês e… Eu entendo. Claro. Sem problemas.
ZACK concorda com a cabeça e olha em volta.
ZACK: Agora, vejamos, como podemos colocar esta casa no jeito?
EHLIOS: Hmmm, derrubando o resto e construindo outra?
CENA 14 – INT. THE ALLEY – DIA
[MÚSICA DE FUNDO – YOU MAKE ME FEEL, JEREMY TOBACK]
A câmera mostra ZACK servindo algumas mesas, ele observa que JULIA esta sentada numa das mesas folheando um jornal.
ZACK: [sério] Em que posso servi-la?
JULIA: [dando um meio riso] Olá, Zack. [olhando o cardápio]: O tempo anda meio quente por aqui, não?
ZACK: Depende pra quem tiver sentindo calor. Já escolheu?
JULIA: [pensativa] Acho que um capuccino seria ótimo. Quente e amargo como a vida. [encara o garoto] Você não acha?
ZACK: [anotando] Pelo visto você ouviu as notícias.
JULIA: Sim, fui informada do incêndio pelo Joey, mas parece que a Cathleen estava tentando fingir o dia todo que não estava preocupada com a noticia, o que me leva a perguntar se houve algo que eu precise saber?
ZACK: Você não sabe?
JULIA: [revolvendo os cabelos] Não pela sua mente. A Sarah soube colocar um perfeito bloqueio em você.
ZACK: Ninguém precisa bloquear nada em mim. Eu não tenho nada a esconder de você.
JULIA: O quê? Não me diga que você tem bloqueio natural?
ZACK apenas olha para ela.
JULIA: [balançando a cabeça positivamente] Impressionante. Bem raro achar um de vocês. Em toda a minha vida eu apenas conheci mais uma pessoa com bloqueio natural. Era um agente melhor eu devo admitir… Mas não terminou muito bem.
Eles dois se encaram por mais alguns momentos.
JULIA: Não que eu esteja desmerecendo o trabalho que a Sarah fez com vocês dois, acho brilhante esta estratégia de servir mesas e invadir bases em horários de folga.
ZACK: [sério] Você poderia ser mais direta?
JULIA: [respirando fundo] Tudo que estou dizendo que às vezes vocês precisam de uma certa ajuda. Eu conheço a Sarah há muitos anos, e não gostaria de ver nenhum dos dela passando por necessidade.
A câmera mostra a mulher tirando um envelope de sua bolsa e jogando o envelope em direção a ZACK.
JULIA: Isso é uma pequena ajuda, pra reparar os estragos que o incêndio fez no rancho. Quando a Sarah retornar de sua viagem eu acerto com ela.
ZACK: E o que te leva a crer que eu vou aceitar esse dinheiro?
JULIA: [séria] Pense bem garoto. Acho que você e seu amigo não têm para onde ir nessa cidade e nós dois sabemos que seria muito desconfortável se você estivesse como hóspede na mansão, então apenas aceite o dinheiro e vá para um hotel, antes que os ratos do balcão te comam durante a noite. Agora traga o meu café.
ZACK apenas a encara por alguns segundos pegando o envelope consigo e indo a direção ao balcão, enquanto em close a mostra JULIA sorrindo, sinceramente, e tapando a visão de seu rosto com o jornal.
CENA 15 – INT. MANSÃO LIEFIELD – NOITE
No quarto de CATHLEEN, JOEY anda de um lado para o outro, nervoso. CATHLEEN está na cama, observando entediada.
JOEY: Eu preciso saber. Eu preciso saber.
CATHLEEN: Por que você não pergunta pra eles? Não é mais fácil?
JOEY: Desculpa, mas eu ainda não cheguei a este limite da indiscrição.
CATHLEEN gira os olhos, ainda calada. JOEY olha pra ela, e senta na cama a seu lado.
JOEY: Cathy, você sabe que eu te adoro, né?
CATHLEEN: Eu não vou fazer isso.
JOEY: Mas é o único jeito! E vai ser fácil pra você. Por favor, você sabe como isso é importante.
CATHLEEN: Joey, você que resolve os seus próprios problemas. Eu já tenho os meus. É assim que a natureza funciona, se acostume.
A expressão do garoto endurece e ele encara CATHLEEN.
JOEY: [seco] Okay, Vamos falar sério agora.
CATHLEEN o encara, entediada.
JOEY: Você tem duas escolhas pra lidar com seu problema com o Zack: continuar dando uma de vaca insensível com quem quer te ajudar, ou deixar de ser covarde. Ou seja, se desentocar dessa casa, voltar a ser a antiga Cathy e conversar com ele.
Eles ficam se encarando por alguns segundos. CATHLEEN abre um sorriso malicioso.
CATHLEEN: E a verdadeira Cathleen não era uma vaca insensível?
JOEY pondera e abre lentamente um pequeno sorriso.
JOEY: Bem, eu sobrevivi até hoje.
CATHLEEN pega um travesseiro e joga em JOEY.
CENA 16 – INT. NARANDA HIGH – DIA
EHLIOS esta amarrando os cadarços de seus tênis surrados, e a câmera mostra CATHLEEN vindo em direção do garoto que ao se levantar se depara frente a frente com ela.
EHLIOS: [sem jeito com a proximidade] O que você quer?!
Num impulso, CATHLEEN o abraça.
CATHLEEN: Oh, meu Deus, por que a vida é tão horrível? [choramingando] Uma hora você está bem e na outra você está mal. E o pior é não saber o que está acontecendo consigo mesma, não saber o que fazer, e nem pra onde ir. [dando leves socos nas costas dele] É horrível, cara. Horrível.
EHLIOS continua calado, estarrecido. CATHLEEN o solta. Há lágrimas nos olhos, mas ela abre um sorriso amplo.
CATHLEEN: Valeu pela força.
Ela sai, normalmente, enquanto EHLIOS continua observando, totalmente confuso.
CENA 17 – INT. MANSÃO LIEFIELD – DIA
JOEY está sentando diante do computador do quarto de CATHLEEN. Em tela podemos ver escrito os dizeres “zona de busca” e “insira os dados que deseja obter”. A CAM mostra JOEY encarando CATHLEEN, que está deitada em sua cama lixando as unhas.
JOEY: [sério] Você tem certeza que esse é o nome?
CATHLEEN: [sem parar de lixar as unhas] Absoluta, honey. Ou você quer que eu durma com ele pra descobrir mais coisas?
JOEY: [torcendo os lábios em desconforto] Diminui na ironia, Cathy.
JOEY escreve o nome “Anna Montoya” na central de dados e rapidamente várias informações são mostradas em tela.
JOEY: Parece que o pai dela é um recém contratado da Hellertech. Foram transferidos de Los Angeles para o Novo México há pouco tempo. Eu preciso de uma foto.
JOEY puxa mais alguns informes no sistema e clica em cima de um arquivo relacionado a exames médicos da família. CATHLEEN levanta da cama e vai observar o monitor por cima do ombro dele.
JOEY: Parece que a garotinha sofre de sérios distúrbios sociais e eles frequentemente iam pra Vegas se consultar com o especialista.
JOEY clica e agora a foto da menina [Abigail Mavity] aparece na tela. Ele fica pálido e catatônico olhando a foto.
CATHLEEN: E? Joey? [sorrindo esperançosa] É ela?
JOEY: [sorrindo] Sim. É ela.
Eles encaram o monitor em silêncio por alguns segundos. CATHLEEN coloca a mão sobre o ombro do amigo.
CATHLEEN: E não parece com você…
JOEY lança um olhar afiado para CATHLEEN.
CENA 18 – INT. THE ALLEY – DIA
No apertado quarto de empregados, EHLIOS tenta virar o colchão de um dos beliches. Ele o faz e constata que o outro lado está manchado e rasgado. Ele respira fundo, entediado. E volta o colchão como estava antes. ZACK se aproxima.
ZACK: Tem jeito?
EHLIOS: Pelo menos não está reduzido á cinzas.
ZACK: [sério] Como é que você consegue fazer piada com esse tipo de coisa?
ZACK senta no beliche e passa a mão nos cabelos. EHLIOS o observa por alguns instantes, e se senta do lado dele.
EHLIOS: A Hannover é mesmo uma destruidora, né? Cara, eu acho que ela é meio doida…
ZACK: Você não tem nada melhor pra fazer, não?
EHLIOS: [triste] Ei, cara, não vai ficar assim. Ela não te merece.
ZACK não diz nada, só respira fundo, ainda cabisbaixo. EHLIOS o observa por um tempo e sai do quarto.
CENA 19 – INT. MANSÃO LIEFIELD – DIA
Vemos um amplo escritório, bem decorado. Ao longo de todas as paredes uma estante fechada rodeia o local, dando um ar claustrofóbico. Nas paredes vemos um material creme cobrindo-as, um isolamento acústico. Close na porta que se abre e vemos JULIA entrando. A mulher tem um semblante preocupado no rosto. Ela tranca a porta e passa uma tranca manual acima da fechadura.
JULIA atravessa o local, passando por uma cadeira e indo até uma câmera de vídeo posicionada em frente a ela. LIEFIELD aperta um botão no aparelho e se senta na cadeira.
Ela olha parar o chão e se mantém em silêncio por alguns momentos, mas logo encara a câmera com uma expressão decidida.
JULIA: [séria e sem vacilar] Dezembro de 2005. As coisas se complicaram mais do que o previsto. Cathleen parece estar se envolvendo cada vez mais com Hayes apesar dos meus esforços para impedir as conseqüências desse relacionamento. Nesse ponto eu não sei mais se há um caminho de volta ou se seria justo uma intervenção minha em algo que tenho ciência não possuir empecilhos que surtam efeito. Ontem à noite eu… [respira fundo] eu recuperei os desenhos restantes que estavam na posse de Sarah. Ela deve voltar de sua viagem à China nos próximos dias, mas não acredito que Alan consiga voltar com ela. Junto aos desenhos foram por mim encontrados alguns documentos sobre a movimentação dos seus protegidos. [ela engole seco e parece escolher as palavras] Joey… Joey vai achar– [ela recobra seu semblante centrado] Joey vai achar Anna e não há nada que eu possa fazer para impedi-lo. Prevejo que as coisas ficarão ruins, muito ruins depois desse encontro, mas não vejo formas de evita-lo sem levantar suspeitas. Você é Julia Liefield, mora em Naranda, Nevada, com Cathleen Hannover e Joseph Campiti.
JULIA encara a câmera por alguns segundos, incerta.
JULIA: [quase sussurrando] Tenta não estragar tudo dessa vez.
A mulher levanta-se e desliga a câmera. Ela retira a fita e coloca-a dentro de uma VHS. JULIA se dirige a um dos armários e o abre. Vemos que há dezenas de fitas dentro dele e todas elas estão rotuladas com datas. JULIA coloca a fita e tranca o armário.
CENA 20 – EXT. NARANDA HIGH – DIA
KENNEDY caminha apressadamente olhando os quatro cantos, quando avista JOEY vindo em sua direção.
JOEY: Kennedy espera.
KENNEDY acelera o passo o garoto começa a se apressar também. A garota então começa a correr em direção ao seu carro.
JOEY: Por que você ta correndo?
KENNEDY: Exercícios?
JOEY: Mas você tá de salto alto!
Eles chegam ao carro e JOEY vira a garota pelo braço, confuso.
JOEY: Por que você tá fugindo de mim, Lester?
KENNEDY: [ofegante e irritada] O que eu já te falei, Joey? Para de ficar perto de mim em publico! Eu já disse! Uma coisa é eu trocar uns beijinhos com você no beco do The Alley outra é eu sair de mãos dadas pelo corredor do colégio na frente das minhas amigas…
JOEY: Olha, eu não to com tempo pra ficar discutindo agora. Eu preciso de seu carro emprestado.
KENNEDY: [sem prestar atenção] Eu sei que nós temos um lance meio animalesco mas foi você quem concordou com os termos desde o… [balançando a cabeça] Como é que é?! Meu carro?! Nunca!
JOEY: [girando os olhos em tédio] Você tem duas opções: ou me empresta o carro ou eu conto pra todo mundo do nosso rolo.
KENNEDY: [pasma] O quê? Você está me chantageando?!
Ela começa a dar tapas sincronizados com as palavras no ombro de JOEY.
KENNEDY: Você… está… me… chantageando?!
JOEY: [esfregando o braço] Aiii!!
KENNEDY: [aponta, indignada] Você não faria isso! O que você ganha contando isso pra todo mundo?
JOEY: [contando nos dedos] Perco meu título – totalmente sem fundamento – de nerd, presencio com satisfação a cara de bunda do Ben Tyler, ganho respeito da ala masculina do colégio por ter pegado a maior “pegadora” de Naran–
KENNEDY: [irritada] Chega! E pra onde diabos você quer ir com o carro?
JOEY: [sorrindo] Vegas.
KENNEDY: [assustada] Vegas?
CENA 21 – EXT. RUA DESCONHECIDA – DIA
EHLIOS anda apressado, carregando ZACK pelo braço.
EHLIOS: Tô te dizendo, você precisa ver com os próprios olhos o que o Billy’s está fazendo com as rosquinhas.
ZACK: [confuso] E quem liga pra malditas rosquinhas?
EHLIOS: Zack, onde está sua destreza empresarial? Temos que ficar perto dos inimigos. Se foi o Marlon Brando que disse isso, então deve ser verdade.
CENA 22 – EXT. RODOVIA DESCONHECIDA – DIA
Vemos um carro se deslocar velozmente por uma rodovia recortada por um grande deserto.
CENA 23 – INT. CARRO EM MOVIMENTO – DIA
A câmera mostra JOEY no volante e KENNEDY no lugar do carona.
KENNEDY: [olhando pra Joey] Sabia que eu podia dar parte de você na policia? Isso em alguns estados é caracterizado como seqüestro.
JOEY: [sem tirar o olho da estrada, apenas sorri] E o que você diria pra polícia? Que você fugiu com uma cara que você tinha um lance meio animalesco?
KENNEDY: [irritada] Não use minhas palavras contra mim, Campiti. Minha eloqüência é uma das minhas principais características pessoais.
JOEY: [irônico] Tô percebendo. Você não calou a boca desde que saímos de Naranda, há umas 2 horas atrás.
KENNEDY: [sarcástica] Há-há-há! Você acha mesmo que eu ia ficar em Naranda e não saber o que você ia fazer em Vegas com meu precioso, luxuoso e altamente confortável carro? Alias, por que você não pegou um dos vários carros da sua mãezinha?
JOEY: [seco] Tô de castigo.
KENNEDY: E você ainda pergunta por que eu não quero ser vista com você em público.
CENA 24 – INT. BILLY’S – DIA
[MÚSICA DE FUNDO – NOTHING IS GOOD ENOUGH, AIMEE MANN]
Eles entram no local, e ZACK fica parado de repente. Na câmera subjetiva, ele vê CATHLEEN, sentada em uma mesa mais a frente, tomando um café, cabisbaixa.
ZACK olha sério para EHLIOS.
EHLIOS: Eu soube que ela esteve vindo aqui desde o barraco de vocês dois.
ZACK: Suas piadas andam perdendo a graça.
EHLIOS: Sei o que você tá pensando. Eu também não sei o que me deu, mas por mais que eu a odeie, eu prefiro ver a Cathleen feliz do que você infeliz.
ZACK: Você muda de idéia rápido, hein.
EHLIOS: Eu sei, fazer o quê. Nem sempre eu sou um sábio. E se você gosta dela, vai fundo, cara. Também não acho que ela seja indiferente à você. E se é assim, o resto de bom senso que me sobrou vai me manter longe de atrapalhar isso. [empurrando-o] Anda, vai!
ZACK se aproxima da mesa. CATHLEEN o vê, e desvia o olhar, desconfortável. ZACK se senta a sua frente, ela continua olhando para o lado.
CATHLEEN: Novo sistema de marketing, recolher clientes dentro do concorrente?
ZACK: Você não acha que a gente precisa conversar?
CATHLEEN balança a cabeça em negativa.
ZACK: Mas eu acho. Cathleen, não entendo direito como tudo isso chegou até aqui. Uma hora você tava quebrando copos e na outra eu estava contando os minutos pra ver você quebrando os copos…
CATHLEEN: Legal, vou anotar isso na minha lista de “métodos de conquista”.
ZACK pega na mão dela. O olhar duro dela vacila por um instante, mas logo volta a ser imparcial.
ZACK: Chega de ironia, ok? Eu não sei o que você sente, e não sei o que vai acontecer com a gente. Mas seja o que for, eu vou estar pronto.
Eles ficam se olhando, calados.
ZACK: Você acha que nós podemos dar certo um dia?
CATHLEEN desvia o olhar. Ela chama o garçom e pede a conta. Ela o paga e se levanta. ZACK só a observa.
CATHLEEN: [se levantando] A gente se vê por aí, ok?
Ela passa ao seu lado e ZACK segura a sua mão. Ela para. ZACK se levanta, e a encara nos olhos.
ZACK: Você não respondeu a minha pergunta.
CATHLEEN se aproxima, dá um beijo em seu rosto.
CATHLEEN: [sussurrando no seu ouvido] A gente se vê por aí.
Ela sai, enquanto ZACK permanece lá, parado.
CENA 25 – EXT. RUA DESCONHECIDA – DIA
O carro passa por uma rua de subúrbio, lentamente.
CENA 26 – INT. CARRO EM MOVIMENTO – DIA
[MÚSICA DE FUNDO – KISS ON ME, TYLER HILTON]
JOEY ainda dirige o carro enquanto KENNEDY mantém os braços cruzados e uma expressão de birra. Ele olha pra ela e depois pra estrada. Pouco depois olha pelo canto do olho e pra estrada novamente. KENNEDY continua emburrada. JOEY ri da namorada.
KENNEDY: Qual é a graça? Tem algum palhaço na estrada?
JOEY tira as duas mãos do volante em rendição e logo depois as coloca de novo.
KENNEDY: E então, vai me dizer alguma hora o que a gente ta fazendo aqui? Se for alguma namorada sua que quer esfregar na minha cara, eu juro que você vai sentir o quão confortável é viajar no porta-malas.
JOEY: [rindo] Na verdade eu prefiro o banco de trás.
Ela imita o garoto apenas mexendo a boca, com ironia.
JOEY: [rindo] Porque você com tanta raiva, afinal? Eu achei que uma viagem clandestina com um lindo namorado para Vegas fosse algo desejado por 90% das garotas.
KENNEDY: Pois me encaixe na minoria, querido. Eu só vou gostar de um seqüestro o dia que Kiefer Sutherland vier me resgatar. [brava] E pode começar a abrindo o bico. O que diabos estamos indo fazer em Vegas?
A expressão de JOEY fica séria, quase triste.
JOEY: [respira fundo] Você poderia simplesmente…
JOEY balança a cabeça, em confusão.
JOEY: Olha, eu precisava do seu carro, ok? E precisava que alguém viesse comigo. Eu prometo que você estará na sua cama quentinha o mais rápido possível. Sã e salva. Mas por agora você pode simplesmente confiar em mim?
KENNEDY: Eu estava tentada a te torturar pra você me dizer a verdade, mas você é realmente muito bom em chantagem emocional.
Eles ficam em silêncio por alguns segundos e KENNEDY parece desconfortável quando abre a boca para falar algo, mas a fecha novamente. A garota gira os olhos pra si mesma.
KENNEDY: Olha… [suavemente] eu já percebi o quanto é difícil pra você se abrir. Você, Cathleen e Julia, para uma não-família, são parecidos até demais, se quer saber minha opinião. Mas… [ela olha para Joey] Seja o que for… Quero que saiba que também pode confiar em mim.
JOEY: [magoado] Posso? Há algumas horas atrás você fugiu de mim na rua, Kennedy, e agora está aqui pedindo para confiar em você. [engole a seco com os olhos fixos na estrada] Às vezes você parece duas pessoas completamente diferentes.
KENNEDY fica em silêncio, cabisbaixa. JOEY olha pra ela de canto de olho.
KENNEDY: [irritada] Não se preocupe, eu não vou chorar.
JOEY esvazia os pulmões e olha para o alto como se estivesse com raiva de si mesmo.
JOEY: Eu não queria te magoar. Eu simplesmente… Eu só não te entendo as vezes. [ele finalmente olha para a garota] Mas de alguma forma estranha e contraditória eu precisava de você sentada nesse banco hoje.
Nem um dos dois fala nada por alguns segundos. KENNEDY franze o cenho.
KENNEDY: Isso não soou Cathy-Zack-drama-rama demais, não?
JOEY: [respirando aliviado] Com certeza! [sorrindo] Foi sem querer.
KENNEDY sorri e é retribuída pelo garoto. Ela coloca a mão sobre a perna dele e ele coloca a mão por cima da dela, entrelaçando os dedos.
KENNEDY: [sorrindo] Não vamos fazer isso de novo. Mas… Minha oferta ainda tá de pé. Você sabe… Aquela sobre confiar em mim.
JOEY a encara, indeciso por alguns segundos. A garota levanta as sobrancelhas e sorri. O garoto respira fundo.
CENA 27 – EXT. RUA DESCONHECIDA – DIA
[MÚSICA DE FUNDO – YUME NO NAKA, KARE KANO THEME]
JOEY encosta o carro e olha por alguns segundos para a casa. O garoto expira pesado e olha para o banco do passageiro. KENNEDY sorri para ele.
KENNEDY: Está na hora.
JOEY continua olhando para ela. JOEY respira sonoramente e seu maxilar está definido.
KENNEDY: É ela, Joey. [sorri] É ela.
JOEY: [passou a mão nos cabelos] Espero que você esteja certa. [quase implorando] Você vem?
KENNEDY sorri e toca a mão do namorado.
KENNEDY: Claro.
Os dois saem do carro e KENNEDY o acompanha enquanto ele avança lentamente pelo caminho que leva do portão à varanda de entrada da casa. Os dois param por um momento e KENNEDY entrelaça os dedos nos de JOEY.
JOEY: Aqui vamos nós.
O garoto fecha os olhos e aperta a campainha. Nervoso, JOEY começa a bater o pé no assoalho de madeira. Alguns passos abafados são ouvidos do lado interior da casa.
MULHER: [em off de dentro da casa] Eu já desci, querido.
A porta se abre revelando uma bela mulher [Kristin Davis]. Ela sorri para os dois.
MULHER: Posso ajudá-los?
JOEY: [voz trêmula] Sim…
JOEY olha para KENNEDY rapidamente e depois para a mulher, mexendo-se no mesmo lugar, desconfortavelmente. KENNEDY levanta as sobrancelhas, encorajando-o.
JOEY: [voz trêmula] Eu queria saber se… [ele tosse] É… Será que–
KENNEDY: –por acaso uma garotinha chamada Anna mora aqui?
O rosto da mulher se torna instantaneamente rígido. Ela fecha a porta contra o corpo deixando apenas sua cabeça e parte do corpo à vista.
MULHER: [seca] O que vocês querem com ela?
JOEY: Bem… É que eu… Eu queria vê-la pra saber se a sua Anna é minha Anna–
MULHER: [defensiva] Sua Anna? Eu posso te garantir que aqui não tem nenhuma Anna sua, garoto. E, afinal de contas, quem são vocês?
JOEY abre a boca, mas nada sai dela, então KENNEDY, mais uma vez, tenta ajudar.
KENNEDY: Bem, meu nome é Kennedy. [alguns passos são ouvidos vindo de dentro da casa] E se estivermos no lugar certo, eu acredito que ele seja–
Uma garotinha [Abigail Mavity] se revela por trás da mulher, abrindo totalmente a porta. Ela arregala os olhos e abre um enorme sorriso.
ANNA: –meu irmão!
O rosto de JOEY vai de nervoso a alegre quando ele também sorri amplamente para a garota.
PRODUÇÃO EXECUTIVA
Samir Zoqh
Luciana Rocha
ELENCO
Keira Knightley como Cathleen
Riley Smith como Joey
Paul Wasilewski como Zack
Ashly Lyn Cafagna como Kennedy
Bonnie Somerville como Julia
CONVIDADOS ESPECIAIS
Josh Duhamel como Devon
Abigail Mavity como Anna
Kristin Davis como Jennifer
ESCRITA POR
Samir Zoqh
Luciana Rocha
Marcos Damata
EDITADA POR
Luciana Rocha
REVISADA POR
Marcos Damata
CRIADA E DESENVOLVIDA POR
Samir Zoqh
Luciana Rocha
MÚSICA TEMA
Late Great Planet Earth, Plumb
TRILHA SONORA
Space, Something Corporate
You Make Me Feel, Jeremy Toback
Nothing Is Good Enough, Aimee Mann
Kiss On Me, Tyler Hilton
Yume No Naka, Kare Kano Theme
A HYBRID STUDIOS PRODUCTION
DISTRIBUTED BY TELEVISION SERIES NETWORK
©2005
Destaques da Semana – Brasil – 26/12 a 1/1
26/12/2011, 10:31.
Paulo Serpa Antunes
TV Brasil
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Ressaca de cerveja e peru e de reprises de Esqueceram de Mim? Bom, más notícias. Na telinha tem pouca coisa pra se assistir esta semana. Confira:
Segunda, 26/12
Na Fox, os dinossaruos de Terra Nova entram de férias – novos episódio só a partir de 9 de janeiro. Na Sony também não tem CSI, Private Practice e Grey’s Anatomy No AXN, um filme vai ao ar no horário de Criminal Minds.

No Universal Channel, 21h, reprisa o segundo episódio de Grimm. Na Warner também só tem reprises – Mike & Molly (20h, 2×02), Suburgatory (20h30, 1×02), The Mentalist (21h, 4×02) e Chuck (22h, 4×05). O canal Sony Spin, também se rendeu a reprises e vem com antigos de 90210 (21h, 4×01) e Switched at Birth (22h, 1×01).
No Globosat HD, 22h, episódio 2×08 de Mafiosa – acredito que seja a season finale. No Multishow, 23h, episódio 12 de Oscar Freire 279.
No Studio Universal, está prevista a exibição de Ringer às 22h – possivelmente reprise, mas convém checar.
Terça, 27/12

No canal Cinemax, 20h15, temos o sétimo episódio de XIII: The Series e, às 21h15, o sétimo episódio de Charlie’s Angels – o episódio do remake de As Panteras é o último da série exibido nos EUA (mas pra semana que vem está prevista a exibição de um episódio inédito lá fora, o último gravado antes do cancelamento do seriado). No I-Sat, 20h30, tem Raising Hope (1×19).
No Globosat HD, reprises de Fear Itself (21h) e Oscar Freire 279 (às 22h). Às 22h30, o canal exibe o terceiro episódio de Bloodletting & Miraculous Cures.
Na Fox, o terror de American Horror Story dá lugar a exibição do filme Titanic. Já na Sony, Revenge não vai ao ar e, em seu lugar, é exibido o filme A Feiticeira.
Na Warner reprises de The Big Bang Theory (20h, episódio 5×02), 2 Broke Girls (20h30, episódio 1×02), Person of Interest (21h, 1×02) e Fringe (22h, 4×02). No Universal Channel, 22h, reprisa o episódio 13×02 de Law & Order: Special Victims Unit. No canal Liv, às 22h, reprisa o segundo episódio de Last Man Standing . Já How to Be a Gentleman acabou de vez, e no lugar, às 22h30, o Liv passa a reprisar a sitcom Mad Love. No Sony Spin, 21h, Melissa & Joey reprisa (1×06).
Quarta, 28/12
No Space, 21h, episódio 7×07 de The Closer. No Globosat HD, 21h30, tem o episódio 2×03 de Less Than Kind.
Hoje não tem Glee na Fox. Nem CSI:Miami na Sony. Nem Weeds e The Glades no A&E.
Mas tem reprises de Two and a Half Men (Warner,20h, episódio 9×02), The Secret Circle (Warner, 21h, episódio 2), Combat Hospital (AXN, 21h, 1×08), Hawaii Five-0 (Liv, 22h, 2×02) e Satisfaction (GNT, 0h15 da quinta-feira, 3×04).
Quinta, 29/12 e Sexta, 30/12
Por razões particulares não foi possível atualizar a coluna.
Sábado, 31/12

O ano tá acabando, mas no AXN não tem folga. Às 18h, o canal encerra a quarta temporada do procedural In Plain Sight. O episódio mostra Mary (Mary McCormack) viajando para Miami para proteger um testemunha, às vésperas do casamento da irmã.
Na Sony, tem maratona de Top Chef, das 19h às 23h.
Domingo, 1/1
O ano começa sem exibição de seriados inéditos neste dia 1º.
Não recebemos release da Warner, mas o canal anuncia que irá exibir esta noite episódios inéditos de algumas de suas comédias à partir das 20h. A conferir!
E é isto! Até a segunda-feira!
Esquentando o Natal com um eggnog em Two and a Half Men
25/12/2011, 11:19.
Lu Naomi
Gastronomia
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Bertha:
“Ei, estou fazendo o eggnog. Você quer a todo vapor ou apenas cintilante?”
Charlie Harper:
“Bom, vamos ver. Estamos celebrando paz na Terra e boa vontade para toda a humanidade. Vamos meter o pé na jaca.”
Bertha:
“Aleluia!”
Memória – ‘O Toque de um Anjo’, esperança e Feliz Natal
23/12/2011, 22:11.
Mirele Ribeiro
Memória
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O final do ano chegou e trouxe com ele o espírito natalino e uma atmosfera de fé e esperança. Momento para se refletir e sonhar. E para acreditar em dias melhores, em um futuro de realizações e conquistas, em milagres, bênçãos e em anjos.
Por isso, inspirados pelo clima dessa época do ano vamos recordar uma série que durante nove anos nos apresentou mensagens tão motivadoras quanto o natal, o seriado Touched by an Angel, por aqui conhecido como O Toque de um Anjo.
Era uma vez…
Monica (Roma Downey) é uma aprendiz de anjo que acaba de ser promovida do setor de procura e salvamento para o de assistência social. Agora, ela deve viver entre os homens, em forma humana, e ajudar as pessoas a lidarem com situações complexas e dolorosas, e a recuperarem a fé em Deus e na vida.
Sua primeira missão é ajudar o menino David que procura pela mãe. Christine decidiu abandonar o filho e o marido Nick por se sentir culpada pela morte acidental da filha mais nova. Nick é um detetive que trabalha muito e não tem tempo para cuidar de David, ele contrata Monica como babá do menino. A anjinha sensibilizada com a dor de David parte em busca de Christine e consegue convencê-la a se perdoar e voltar para a casa. Com a família de David novamente reunida Monica parte para outras missões.
Certo dia ela é uma enfermeira, para no outro ser jornalista, é também policial e produtora de TV, além de trabalhar como motorista, pintora, garçonete e desempenhar tantas outras funções, quantas necessárias para se aproximar de seus protegidos.
Mas ela não está sozinha em suas tarefas, Monica recebe instruções de Tess (Della Reese), sua supervisora, um anjo experiente que tem na franqueza sua característica principal e na música a sua melhor forma de expressão.
Elas ajudam famílias a se reconciliarem, incentivam que as pessoas enfrentem seus medos e deslanchem suas carreiras profissionais, revitalizam laços de amizades e até um lago. Mas anjos também têm a difícil missão de confortar a todos na hora da perda. Andrew (John Dye) é o anjo da morte responsável por acompanhar as pessoas dando-lhes paz e serenidade na hora da partida. Assim quando Petey, um menino que sofria de uma grave doença e tinha uma lista de nove coisas para fazer antes de morrer, se aproximava da hora derradeira, os anjos decidem ajuda-lo a cumprir sua lista que incluía aprender piano, achar um lar para sua iguana (adotada por Tess), apresentar a melhor amiga a cantora Celine Dion, ajudar a mãe a finalizar uma canção e ir para o céu.
Perto da morte a vida pode parecer simples, só parecer. Quando uma pesquisadora decide clonar seres humanos, Monica tem que explicar que Deus sabe exatamente como e quando gerar vidas, e em demonstração nasce um novo anjo, Gloria (Valerie Bertinelli). Enquanto ensina a recém chegada anjinha a amar os seres humanos, Monica enfrenta as tentações de abandonar a responsabilidade de anjo para se tornar uma humana, casada e com filhos… mas, Monica recupera sua fé, pede perdão a Deus e volta ao “batente”.
Depois de trabalhar muito, Monica está a um passo, ou melhor, a uma missão de ser promovida a supervisora. Ela e o faz-tudo viajante Zach chegam a uma pequena cidade que sofre pela perda de todas as suas crianças vítimas de uma explosão na única escola do local. Os moradores deliberam sobre a possibilidade de venderem toda a cidade para a construção de um polo comercial e irem embora, quando surge a suspeita de que Zach tenha causado a explosão e ele é preso. Monica confia que Zach seja inocente e tenta defende-lo contra um promotor, que é na verdade, o próprio demônio.
Apesar dos esforços de Monica, Zach é condenado à prisão perpetua, ela então desiste de sua promoção para proteger Zach pelo resto da vida dele. Mas, a cidade descobre a causa da explosão e também que Zach é inocente e a notícia da gravidez de uma moradora reacende a esperança de todos que decidem seguir os conselhos de Monica e reconstruírem a cidade. Com mais uma missão cumprida, Monica descobre que Zach era Deus e que a renuncia de sua felicidade para proteger esse ilustre desconhecido a promoveu a supervisora. Agora, ela terá novas missões e muitas bênçãos para distribuir pela eternidade.
…e então…
O Toque de um anjo estreou nos EUA em 21 de setembro de 1994 e permaneceu no ar até 27 de abril de 2003.
O seriado trabalha com uma fórmula simples e cativante de narrativa, na qual histórias cotidianas, dramas e dilemas sempre têm um desfecho acalentador. Até mesmo a morte é retratada de tal forma.
Ainda que as personagens recorrentes da série sejam os anjos é o ser humano a figura principal da trama, isso fica evidente desde o primeiro episódio do seriado quando Monica e Tess conversam sobre os homens:
“Tess: Pessoas são complicadas.
Monica: Eu sei. Isso é o que amo neles. Como eles conseguem, Tess? Eles se levantam todas as manhãs e começam tudo de novo. Tem que ter muita coragem para fazer isso. E eles nem ao menos sabem o que nós sabemos.
Tess: Deus ajuda-os.”
Se anjos existem ou não só a fé de cada um pode responder, mas nesse Natal que todos possamos sentir um toque de paz e esperança em nossas vidas.
Feliz Natal a todos e que 2012 nos traga alegrias, conquistas e muitas séries boas que possam entrar para nossa galeria de inspirações
…eternas.
Sintonia – O que vamos ouvir no Natal?
22/12/2011, 18:52.
Nickolas Xavier
Sintonia
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Nada diz Feliz Natal como os especiais de dezembro para TV. À décadas que os seriados de TV dedicam episódios de Natal para seus sedentos fãs. Além das luzes, presentes e agasalhos vermelhos a trilha sonora destes episódios é o personagem principal.
Não poderia mencionar especiais de Natal sem citar O Natal de Charlie Brown (A Charlie Brown Christmas) de 1965. Este episódio conseguiu emplacar um Emmy devido sua popularidade. É transmitido todo dezembro desde seu debute. Tamanha sua influência o especial tornou a canção “Christmas Time is Here” popular, replicada em inúmeras produções para TV nas décadas seguintes.
Outro especial para TV Americana que carrega o título de filme de Natal mais exibido nos Estados Unidos é A Felicidade Não se Compra (It’s a Wonderful Life) de 1946 que ajudou a popularizar a canção “Hark! The Herald Angels Sing”. O filme também foi escolhido pela American Film Institute – AFI como um dos 100 melhores filmes de todos os tempos.
Demorei para escolher o especial de Natal que merece destaque para 2011 e escolhi o 9º episódio da 3ª temporada de Glee – Extraordinary Merry Christmas. Apesar de todos preconceitos e altos e baixos que a série já sofreu, seu especial de Natal está repleto do que mais se vê nos episódios de Glee, música. Dirigido pela primeira vez por Matthew Morrinson, o querido regente e professor Will Schuester no seriado, o especial homenageia os especiais musicais para televisão em preto e branco com canções clássicas de Natal que ganharam novas roupagens. Para o episódio especial lançaram o álbum “Glee: The Music, The Christmas Album Volume 2” com 12 canções que aparecem neste episódio.
Mas para quem gosta das canções mais clássicas deve escutar Bing Crosby. Crosby foi responsável por criar o estilo que Frank Sinatra seguiu em sua carreira e foi responsável por várias patentes que colaboraram com a evolução da televisão e do rádio. – Sabe aquelas risadas que escuta nas séries de comédia? Então, a empresa de Bing Crosby foi responsável pela criação do “canned laughter” sistema que é usado até hoje. – Mas sua contribuição mais lembrada são suas diversas canções de Natal, com destaque para “White Christmas” de Irving Berlin. Segundo o Guinness é um dos singles mais vendidos da história da música.
Os especiais de Natal da TV são grandes responsáveis por manter a conexão da comemoração do Natal com suas canções. Cada dezembro os fãs recebem uma surpresa de Natal de seus seriados favoritos e será assim durante um bom tempo, espero.
Segue uma lista com 25 canções de Natal separadas pela Sociedade de Compositores Americanos como as canções mais populares de Natal presentes nos seriados de TV e filmes. Um feliz Natal e um próspero ano novo repleto de séries novas e renovadas!
The Christmas Song (Chestnuts Roasting on an Open Fire) – Mel Tormé, Robert Wells
Santa Claus Is Coming To Town – Fred Coots, Haven Gillespie
Have Yourself A Merry Little Christmas – Ralph Blane, Hugh Martin
Winter Wonderland – Felix Bernard, Richard B. Smith
White Christmas – Irving Berlin
Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow! – Sammy Cahn, Jule Styne
Rudolph The Red Nosed Reindeer – Johnny Marks
Jingle Bell Rock – Joseph Carleton Beal, James Ross Boothe
I’ll Be Home For Christmas – Walter Kent, Kim Gannon, Buck Ram
Little Drummer Boy – Katherine K. Davis, Henry V. Onorati, Harry Simeone
Sleigh Ride – Leroy Anderson, Mitchell Parish
It’s The Most Wonderful Time Of The Year – Edward Pola, George Wyle
Silver Bells – Jay Livingston, Ray Evans
Rockin’ Around The Christmas Tree – Johnny Marks
Feliz Navidad – José Feliciano
Blue Christmas – Billy Hayes, Jay W. Johnson
Frosty The Snowman – Steve Nelson, Walter E. Rollins
A Holly Jolly Christmas – Johnny Marks
I Saw Mommy Kissing Santa Claus – Tommie Connor (PRS)
Here Comes Santa Claus (Right Down Santa Claus Lane) – Gene Autry, Oakley Haldeman
It’s Beginning To Look A Lot Like Christmas – Meredith Willson
(There’s No Place Like) Home For The Holidays – Bob Allen, Al Stillman
Carol Of The Bells – Peter J. Wilhousky, Mykola Leontovich
Santa Baby – Joan Ellen Javits, Philip Springer, Tony Springer
Wonderful Christmastime – Paul McCartney (PRS)
O que você vai comemorar no fim do ano?
22/12/2011, 10:22.
Juliana Baptista
Especiais, Opinião
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Todo ano é assim. Comprar presentes, se reunir com a família, amigos. Nas séries, especiais de fim de ano recheiam o cardápio natalino. E é então que nos damos conta, as tradições rodam o mundo e nos aproximam com suas semelhanças. De repente, estão ali, onipresentes em canções, decorações e felicitações.
O Natal, o Papai Noel, a ceia com o peru é tão familiar que nem nos damos conta de que essa tradição representa apenas parte dos povos de nosso planeta, pois nem todo mundo celebra o dia 25 de dezembro dessa maneira. Respeitando a diversidade religiosa, as séries cada vez mais buscam fazer todos os tipos de homenagens, e mostrar que nem todo o fim de ano é igual. Então começam a surgir referências ao Hannukkah, ao Kwaanza, entre outros, e se você tem curiosidade para saber como o mundo celebra essas festividades, precisa entender a origem das celebrações.
O milagre do solstício de inverno
O solstício de inverno é um fenômeno astrológico que marca a mudança de estações, faz com que as noites mais sejam mais longas e foi base para muitas religiões ao redor do mundo. O solstício era comemorado pelos povos pagãos e influenciaram diversos costumes que ainda permanecem. A comemoração tem mais de 4 mil anos e começou bem diferente do que estamos acostumados hoje, inicialmente nesta época do ano os egípcios e alguns europeus comemoravam os solstício de inverno e os romanos realizavam a Saturnalia, um culto ao Deus da Abundância. No século IV, com a intenção de conseguir mais adeptos pagãos, o Papa Júlio I instituiu o dia 25 de dezembro como aniversário de Jesus Cristo. Foi então que se consolidou uma das comemorações religiosas mais importantes dos últimos tempos. De alguma forma, a maioria das religiões tem algum tipo de comemoração no mês de dezembro, mesmo que sejam celebrações distintas, todas possuem valores semelhantes e buscam reunir a família, promover a generosidade e agradecer a fartura.
Os judeus, por exemplo, não comemoram o natal tendo em visto que eles não consideram Jesus como o Messias, então não teriam motivos para comemorar seu nascimento. Porém, os judeus comemoram a Hannukkah ou Chanucá (lê-se Ranucá), conhecido como o Festival das Luzes. As comemorações de Chanucá duram oito dias e se iniciam no 24º dia do mês Kislev e vai até 2 de Tetvet. Durante a celebração, acende-se um Chanucá, um candelabro de oito braços. Este ritual comemora o milagre do jarro de azeite que queimou por oito dias no candelabro do Templo de Jerusalém, uma forma de recordar o milagre ocorrido após a vitória dos judeus na batalha que os opôs aos gregos. Antes do século XX, este feriado era relativamente menor, porém, com o crescimento do Natal, o Chanucá começou a servir tanto como celebração da restauração da soberania judaica e também como um feriado para presentear a família em dezembro, assim sendo um substituo judaico para o feriado cristão. No episódio Holiday Armadillo de Friends, Ross tenta mostrar para Ben a importância do feriado para a cultura judaica e que existe outra comemoração além do natal. No final, Ross acaba não conseguindo comprar uma roupa de papai Noel e acaba se vestindo de “tatu natalino” para não deixar Ben desapontado e também para ter oportunidade de explicar ao filho um pouco mais sobre a tradição judaica da Festa das Luzes.
Já o Yule é uma celebração do norte da Europa que existe desde os tempos pré-Cristãos. Os germânicos comemoravam o Yule do fim de dezembro até o início de janeiro, data que compreende o solstício de inverno. Foi a primeira festa sazonal comemorada pelas tribos neolíticas do norte da Europa, e é até hoje considerado o inicio da roda do ano por muitas tradições Pagãs. Atualmente é um dos oito feriados solares do Neopaganismo e é celebrado por volta de dia 21 de dezembro no hemisfério norte e por volta do dia 21 de junho no hemisfério Sul. E a comemoração Blót está ligado ao Yule, esse ritual é comemorado pelos povos da Escandinávia no meio de outubro já que o inverno era um período difícil para realizar comemorações ao ar livre e a natureza passa por uma fase de escassez. Freyr era o deus mais importante nos blót e o presunto do Natal – que costumava ser feito a partir de um porco dedicado a Freyr – ainda é um dos principais pratos natalinos em partes da Escandinávia. Para os primeiros anglo-saxões, o Blót era realizado em novembro, conhecido como blótmónað que significa “mês do sangue” ou “mês do sacrifício”. Isso pode nos lembrar do episódio A very supernatural Christmas da terceira temporada de Supernatural, quando um casal de velinhos chama a atenção dos irmãos Winchesters com sacrifícios humanos para o solstício de inverno.
Já o Kwanzaa é uma celebração afro-americana comemorada exclusivamente nos Estados Unidos, do dia 26 de dezembro até primeiro de janeiro. O Kwanzaa envolve a reflexão sobre sete princípios básicos: a valorização da comunidade, das crianças e da Vida. A palavra Kwanzaa significa “o primeiro, no início” ou ainda, “os primeiros frutos” e pertence a tradições muito antigas das celebrações das colheitas na África. A celebração e os rituais da Kwanzaa foram iniciados após as revoltas de Watts, em 1966, e buscava relembrar as tradições africanas e valores que fossem cultivados pelos afro-americanos naqueles tempos de lutas pelos direitos civis. Na terceira temporada de Everybody Hates Chris, Julius resolve fazer sua família substituir o Natal pelo Kwanzaa, já que ele não recebeu o abono do fim de ano e está tentando economizar dinheiro. Uma forma divertida de explicar a celebração para quem não conhece.
E no Japão, apesar de apenas 1% de sua população ser adepta ao cristianismo, festejar o natal se tornou algo comum! O país teve o seu primeiro contato com o Natal no séc. XVI, através dos missionários franciscanos e, durante muitos anos apenas os cristãos celebravam a data. Anos depois, devido a rivalidades políticas, o cristianismo foi banido do país, sendo apenas celebrado às escondidas pelos cristãos sobreviventes. No entanto, atualmente a data coexiste pacificamente com os festivais xintoístas e budistas, e poucos japoneses a consideram como um feriado religioso, é mais uma ocasião social. As comemorações natalinas foram trazidas pelos soldados norte americanos após a II Guerra Mundial e hoje apenas o dia 24 é considerado como dia de celebrações, dia 25 é um dia normal sem feriados. Para esta comemoração, não consegui resgatar nenhuma série que já tenha a abordado em algum episódio. Alguém tem alguma sugestão?
Quando a sincronia torna-se tradição
Seth Cohen de The O.C., filho de pai judeu e mãe cristã, resolveu criar o Christmukkah – a fusão do natal e o Hakkunah. Claro que isso não passa de um feriado fictício, mas é uma boa sugestão para quem precisa agradar os familiares de religiões diferentes. Essa ‘solução’ tornou-se uma tradição na série, e o feriado foi incorporado as festividades da turma de Orange County e de muitas pessoas.
Série Virtual – Destination Anywhere – Intrigas
21/12/2011, 20:34.
Redação TeleSéries
Ficção (séries virtuais)
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Série: Destination Anywhere
Episódio: Intrigas
Temporada: 1ª
Número do Episódio: 1×09
CENA 1 – INT. QUARTO DA ANNA – TARDE
ANNA deita na cama e abre seu diário. Ela folheia algumas páginas até achar uma em branco. A garota coloca a ponta da caneta na boca e encara seu diário por alguns segundos, até finalmente escrever as primeiras palavras.
ANNA: [Voice over] Eu acreditava em destino como se fosse uma regra natural das coisas até que percebi que a vida é um livro cheio de páginas em branco, onde nós somos os nossos próprios autores.
Ela faz uma pausa para pensar no que escrever.
ANNA: [Voice over] Faz um tempo que eu não escrevo, mas isso se dá ao fato de que eu venho escrevendo um capítulo bastante importante da minha história. Coisas surpreendentes aconteceram desde a última vez que escrevi. por exemplo, o Phillip Danes. Meu inimigo de infância se tornou uma pessoa bastante presente na minha vida. Já o Matthew… Ah! O Matt! Esse aí deu um pouco de trabalho, mas há algum tempo atrás eu decidi que eu deveria lutar pelo o que eu queria, e fui atrás do meu amigo. Como em todos os livros bons que conheço, essa página teve bastante turbulências, mas no final, deixamos o passado finalmente para trás, e resolvemos dá uma nova chance para nossa história, por que o futuro ainda vai ser escrito.
Alguém bate na porta.
ANNA: Pode entrar.
PHILLIP DANES está vestido de terno e gravata.
PHILL: Vamos?
ANNA fecha o diário rapidamente, e sorri.
ANNA: Só um segundo.
A garota guarda o diário na escrivaninha, PHILL observa.
ANNA: [Pegando uma bolsa] Vamos!
[MÚSICA TEMA – PROMISES, LILLIX]
CENA 2 – INT. CASA DOS DANES – SALA – TARDE
[MÚSICA – FLY, HILARRY DUFF]
REBECCA e ALEXIA estão separando algumas fotografias colocadas em cima da mesa de jantar. ALEXIA olha cuidadosamente para uma das fotos. Percebe-se que a foto foi tirada no show.
ALEXIA: Essa foto daqui [pausa] vai para o antes! Definitivamente vai para o antes.
BECKY: Deixa eu ver aqui.
BECKY pega a foto das mãos da amiga.
BECKY: Para mim é tudo a mesma coisa.
ALEXIA: Essa é totalmente antes!
BECKY: Amiga, eu ainda não entendi por que você está separando essas fotos antes e depois de você beber. Essas fotos nem aparecem você.
ALEXIA: Alô! Duh! Você acha que eu lembro da outra metade do show? Como eu vou provar que eu fui realmente se eu nem ao menos lembro da metade das coisas que aconteceram!
BECKY sorri.
ALEXIA: O que foi?
BECKY: Eu lembrei que eu tenho que ir.
ALEXIA: Pra onde?
BECKY: Pra onde? Ué… para …[Pausa] eu vou para, você sabe!
ALEXIA: Não, eu não sei.
BECKY: [Nervosa] Ai, Alley. Que interrogatório é esse?
ALEXIA olha espantada para BECKY.
ALEXIA: Você está muito estranha nessa última semana. Aconteceu alguma coisa que eu deva saber?
BECKY: Não. Não aconteceu nada. É só que hoje é sexta-feira! E sexta é dia de resolver coisas.
ALEXIA: Se você diz. [Olha para as fotos] Eu até iria com você, mas tenho que terminar isso daqui.
BECKY sorri nervosa.
BECKY: Vejo você depois então.
ALEXIA: [Solta um beijo] Me liga!
BECKY pega suas coisas e caminha até a porta de saída, mas antes que pudesse chegar até ela, a porta se abre e JORDAN aparece. O garoto tira o capacete e olha para BECKY.
JORDAN: De saída? Que pena.
ALEXIA revira os olhos. REBECCA nem se dá ao trabalho de responder o primo da sua melhor amiga e vai embora.
ALEXIA: Ainda por aqui? Você não ia embora?
JORDAN: Resolvi ficar um pouco mais.
ALEXIA faz uma expressão como se não tivesse gostado da noticia que acabara de ouvir.
JORDAN: Não precisa disfarçar, eu sei que você gostou de saber que eu vou ficar por mais alguns dias.
ALEXIA: [Irônica] Totalmente. Olha aqui pra mim, eu seria capaz de dá cambalhotas e jogar meus pompons para cima! [Finge empolgação] J-O-R-D-A-N!
JORDAN se aproxima da prima e olha para as fotos, que estão separadas por um papel verde escrito “antes” e outro escrito “depois”. O garoto fica ali por alguns instantes.
JORDAN: Essa daqui é depois.
ALEXIA olha surpresa para ele.
ALEXIA: Como você sabe?
JORDAN: Digamos que eu sei. [Sorri misteriosamente]
ALEXIA coloca a foto na pilha do “depois”. JORDAN senta-se em uma cadeira do outro lado da mesa, ficando de frente para a ALEXIA.
JORDAN: Você não vai ao julgamento do seu irmão?
ALEXIA: “Julgamento”? Você fala como se levar uma multa de transito e xingar um policial fosse algo muito grave. Ele nem ao menos machucou alguém. E o papai vai dar um jeito dele sair dessa ileso.
JORDAN: Ou não. Seu pai não pode arriscar tanto assim. Com o Phill sendo julgado justamente, ele pode mostrar que todos são iguais perante a lei, e isso daria a seu pai um apelo moral e de dignidade que com certeza o ajudaria na campanha.
ALEXIA: [Espantada] Onde você aprendeu a falar desse jeito?
JORDAN: Não sei se o tio lhe contou, mas eu faço ciências políticas na UCLA. Estou aqui “estagiando” para o seu pai.
ALEXIA: E agora deixam qualquer um entrar na UCLA? [Sorri] Você disse que estava de passagem e que não ia demorar muito.
JORDAN: Eu estou de passagem. Eu ia para Washington semana que vem, mas seu pai me pediu para ficar até a votação.
ALEXIA: Eu não acredito que estou conversando com você.
JORDAN: Então, você não vai à corte?
ALEXIA: Eu tenho algo melhor para fazer.
JORDAN: Algo melhor do que possivelmente ver o Phillip se ferrando?
Sem ao menos olhar para JORDAN, ALEXIA joga as fotos em uma caixa e se levanta.
ALEXIA: Espera um segundo. Só vou pegar a minha bolsa.
[Música fade out]
CENA 3 – INT. CORTE
A câmera foca o rosto de ALEXIA, depois de JORDAN. Os dois estão tristes.
ALEXIA: Eu não acredito que você me tirou de casa para ver isso.
JORDAN: Eu ainda tinha um pouco de fé na justiça dos homens.
ALEXIA: Eu não acredito que ele saiu ileso de tudo. Ele foi pego em flagrante!
Mostra os dois, desolados, olhando o PHILLIP abraçar os pais. ANNA está perto dele. SCOTT também. ALEXIA e JORDAN se aproximam de PHILL e o cumprimentam.
ALEXIA: Se safou dessa direitinho, não foi maninho?
JORDAN: Parabéns, pirralho.
PHILL: [Sorrindo] Vocês dois aqui? Não esperava por isso.
ALEXIA olha para ANNA e finge um sorriso.
ANNA: Oi, Alexia.
CENA 4 – INT. RED’S
SAM entra no Red’s. Percebe-se que o garoto está à procura de alguém.
MEL: Sam! Aqui!
MELISSA acena para o amigo. Ela está sentada em uma mesa no canto esquerdo da lanchonete. SAM sorri, e senta-se junto a MEL.
MEL: Eu não sabia que você vinha para cá hoje.
SAM: [Resmunga] É, nem eu.
MEL: O quê?
SAM: [Olha para os lados] Nada não.
MEL: Você tem visto o Matt? Faz tempo que ele não aparece.
SAM: [Distraído] O quê?
MEL: O Matt! Você tem visto ele?
SAM: Não. Não muito.
MEL: Você está bem? Parece um pouco distraído.
SAM: Estou bem sim. Estou ótimo.
MEL encara o amigo.
MEL: [Séria] Fala logo! O que houve?
SAM: Eu já disse. Não houve nada.
REBECCA entra no Red’s. A garota olha por todo o estabelecimento. SAM e MELISSA vêem que a garota está ali. SAM olha para baixo.
MEL: Sua musa acabou de entrar.
SAM: [Nervoso] Ah, é? Bom para ela, o Red’s é uma ótima lanchonete.
MEL: Ai meu Deus! Você beijou ela!
SAM: [Põe a mão na boca da amiga] Shhhh! Eu não falei isso!
MEL: Você está estranho assim a semana toda. Ai, Sam! Por que você não me contou?
SAM: Não tem nada para eu contar! [Levanta-se] Eu tenho que ir.
MEL: Mas você acabou de chegar.
SAM acena para MEL e sai. MELISSA vai até REBECCA que estava olhando para o painel perto do balcão, como se quisesse escolher alguma coisa.
MEL: Eu sugiro o número 4. Aquele ali com creme azedo e pimenta.
BECKY: [Disfarça] Ah, obrigada. [Sorri]
MEL: Mas se você tá procurando o Sam, ele acabou de sair. [Sorri]
BECKY: Sam? Você só deve está brincando, certo?
CENA 5 – EXT. RED’S – FIM DE TARDE
BECKY e SAM se beijam ardentemente. A garota empurra SAM contra a porta de seu carro. Ele sorrir
SAM: [Sem fôlego] Eu senti sua falta.
BECKY: [Respira] A gente se viu hoje na escola. [Beija]
SAM sorri e coloca a mão na nuca da REBECCA trazendo ela para mais perto dele. Eles estão tão perto um do outro que dá para sentir o calor de seus corpos. BECKY fecha os olhos e beija SAM.
BECKY: [Beijando] Você quer fazer alguma coisa hoje à noite?
Os dois separam lentamente. SAM parece um pouco desconfortável.
BECKY: Vamos, Sammy.
SAM sorri.
BECKY: Algum dia eles vão descobrir. A [aponta para ele] sua amiga Melissa desconfia.
SAM: Eles vão descobrir um dia, mas enquanto isso, vamos aproveitar, até que venham todas as perguntas e “porquês”.
BECKY: Você acha que eles vão se importar tanto com nós dois?
SAM: Você sabe que sim. [Voz esganiçada] “Rebecca? O que você tem na sua cabeça? Esse garoto é um zero na escala social.”
BECKY: Eles não sabem o que estão falando. Mas se você quer assim. Que seja.
SAM: Então, hoje à noite…
CENA 6 – INT. QUARTO DE ALEXIA – NOITE
ALEXIA está falando ao telefone.
ALEXIA: Então, pra onde vamos hoje? [Pausa] Como assim não pode Matt? É sexta-feira!
CENA 7 – INT. QUARTO DE MATT
MATT: Só por que eu não posso sair hoje, não quer dizer que eu não gosto mais de você. Alley [Pausa], Alley [Impaciente], Alley, por favor. Amanhã eu compenso você. [Surpreso] O quê?
CENA 8 – INT. QUARTO DE ALEXIA
ALEXIA: A Anna! Ela não está aí com você, né? [Pausa] Ah! Não custa nada perguntar, essa garota está em todas. Acredita que ela estava hoje no julgamento do meu irmão? Eu pensei que eles não se davam muito bem, mas pelo visto… [Indignada] Eu não estou implicando com ela, Matty. Eu sei o quanto essa garota foi importante para você. [Faz cara de nojo] Está certo! [Concordando] Até amanha então. [Desliga o telefone com raiva]
ALEXIA: [Grita] Droga!
JORDAN bate na porta, entre aberta, do quarto de ALEXIA.
[MÚSICA – ARE YOU GONNA BE MY, JET]
JORDAN: Posso entrar?
ALEXIA: [Raiva] Você já entrou.
A garota se levanta e fica parada à frente de um grande espelho pelo qual ela olha para seu primo.
ALEXIA: O que você quer aqui?
JORDAN: [Segurando o riso] Sem querer eu ouvi a sua conversa. Levou um bolo do namorado? E quem é essa Anna? A amante?
ALEXIA: Não é da sua conta.
JORDAN: A Anna é aquela que estava com o Phill hoje cedo?
ALEXIA: Ela mesma.
ALEXIA se vira para o primo.
ALEXIA: Por quê? Quer o número dela?
JORDAN: [Pensativo] Não. Ela não faz meu tipo.
ALEXIA: E qual é o seu tipo?
JORDAN: Loira. Alta. [Olha para Alexia] Metida.
ALEXIA faz cara de nojo.
ALEXIA: Nos seus sonhos.
JORDAN: Que pena, pois eu ia te convidar para sair.
ALEXIA olha para o primo com um certo desprezo. Ela pensa um pouco e agarra sua bolsa, prende o cabelo em um rabo de cavalo e borrifa um pouco de perfume em si mesma.
ALEXIA: Tudo bem, mas eu escolho o local.
JORDAN sorri e segue a prima.
CENA 9 – EXT. CASA DOS MACKENZIE – JARDIM – NOITE
ANNA: Obrigada por me acompanhar até aqui.
PHILL: Obrigada? Eu é que devo agradecer por ficar comigo hoje. [Sorri] Foi muito importante. Ainda mais hoje…
[Música fade out]
ANNA retribui o sorriso e os dois dão alguns passos em direção à porta. PHILL segura no braço da ANNA e eles param de andar. ANNA olha para PHILLIP, como se esperasse que ele falasse algo, mas o garoto fica apenas observando a amiga. Ela sorri constrangida.
ANNA: O que foi?
PHILL: Como que eu pude, algum dia, não gostar de você?
ANNA: [Pensativa] Nós não tínhamos muita opção para nos divertir.
PHILL: Ainda bem que eu posso conhecer você melhor agora. Essas últimas semanas têm sido muito boas pra mim.
ANNA olha para a porta de casa.
PHILL: O que foi? Não acredita em mim?
ANNA: Sim.
PHILL: Mas…
ANNA: Sem mas.
PHILL: Que bom. Por que eu acredito que a vida é feita de segundas chances.
PHILL conduz ANNA até a porta de sua casa.
ANNA: Boa noite, Phill.
PHILL se inclina e abraça ANNA. Ele fita a garota que desvia o olhar.
PHILL: Não se preocupe, eu não dou em cima de amigas. Prometo.
ANNA: [Sorri] Você já teve alguma amiga?
PHILL coloca a mão no queixo e finge está tentando se lembrar de algo. Ele olha sério para ANNA.
PHILL: Teve uma vez na terceira série. Mas a garota era muito feia, diferente de você. [Sorri]
ANNA dá um soco de leve no ombro do Phillip.
ANNA: Você prometeu.
PHILL: [Fingindo indignação] Eu não fiz nada! [Sorri]
ANNA: Bom, agora eu vou entrar. [Dá um beijo no rosto de Phill] Boa noite.
PHILL: Boa noite, Anny. [Sorri]
PHILL espera ANNA entrar dentro de casa e seu sorriso se desfaz.
CENA 10 – INT. CASA DOS MACKENZIE – SALA – NOITE
KATHERINE espera a filha na sala. A mulher está de braços cruzados e com uma cara de poucos amigos.
KATHERINE: Muito bonito, Dona Mary Anna Mackenzie.
ANNA: [Surpresa] Eu nem estava em casa! Como eu posso ter feito alguma coisa?
KATHERINE: Eu sei que você não estava em casa, como também sei que você estava em um julgamento! E você não me diz nada!
ANNA: Você fala como se fosse algo tão grave.
KATHERINE: Era ele que estava aí fora? O Phillip Danes? Filho do Wilson Danes?
ANNA faz sinal positivo com o polegar.
KATHERINE: Então a Maggie não estava mentindo.
ANNA: Maggie?
KATHERINE: Maggie. Você sabe? Aquela mulher irritante, mulher de um empreiteiro, sabe?
ANNA: Não.
KATHERINE: Ela me ligou, e disse que você estava lá! Para a minha surpresa, ao lado do filho do prefeito. Eu tive que fingir que sabia de tudo!
ANNA: Mãe, eu não vejo por que tanto drama!
KATHERINE: Drama? Eu adorei! Fico feliz por você está fazendo melhores escolhas.
ANNA olha para mãe, surpresa.
ANNA: Ele estava sendo julgado, e você acha que isso foi uma boa escolha?
KATHERINE: Você não vai mudar de idéia só por que eu o aprovo, vai?
ANNA rola os olhos.
ANNA: Mamãe, eu vou pro meu quarto agora.
KATHERINE: Mas, Anna!
CENA 11 – INT. CASA DOS GRAHAM – NOITE
LOU pega duas xícaras de café e vai até a sala, onde MATT está estudando. A mulher oferece a xícara ao sobrinho e ele aceita.
MATT: Valeu, tia.
LOU senta-se no sofá e olha para MATT, até o garoto se tocar que estava sendo observado.
MATT: O quê?
LOU: Você, em casa, sexta-feira à noite, e estudando. Aconteceu alguma coisa?
MATT: Sabe? Algumas pessoas dariam o céu para ter seus filhos dentro de casa estudando.
LOU: Eu não estou te reprovando, mas que é estranho é.
LOU se aproxima de MATT.
LOU: Onde estão os seus amigos? A Mel e o Sam?
MATT: Não sei. [Olha para os livros] Faz um tempo que eu não falo com eles.
LOU: E a Alexia? Não que eu esteja sentindo falta dela, mas eu não tenho visto muito ela por aqui.
MATT: A Alley está em casa.
LOU levanta a sobrancelhas, e olha para Matt.
LOU: Olha, Matt. Eu sei que eu não deveria me meter nisso, mas eu acho que você não deveria deixar sua amizade com a Anna interferir tanto na sua vida. Quer dizer, eu sei que você está encantado com ela, e tenho certeza que ela se tornou uma garota incrível, mas você passou muito tempo construindo o que você tem hoje; bons amigos, uma namorada que gosta de você, o futebol.
MATT: [Constrangido] Eu não… eu… eu não… [Respira] Você tem razão. É só que, eu sinto que eu tenho que recuperar todo esse tempo perdido e…
LOU: Matt, o que passou, passou. Você não precisa recuperar nada e sim viver o seu presente.
MATT olha para a tia sem palavras.
LOU: Principalmente quando a gente não sabe como vai ser o dia de amanhã.
LOU passa a mão na cabeça de MATT e levanta-se.
LOU: Eu vou dá uma volta. Se você for sair, deixa seu paradeiro anotado no bloco perto do telefone.
MATT sorri.
MATT: Tá bom, tia.
LOU pisca o olho esquerdo para o sobrinho e sai.
CENA 12 – INT. CASA DOS BACKER – QUARTO DE MELISSA – MANHÃ
[MÚSICA – BECAUSE YOU LIVE, JESSE MCCARTNEY]
MEL está deitada de bruços em sua cama, vendo TV. A garota pega o controle remoto e troca de canal algumas vezes.
MEL: Sábado de manhã, e não tem nada pra ver na TV? Qual a graça de ter TV a cabo?
Ela desliga a televisão e pega um telefone que estava jogado na cama. A garota encara o aparelho por alguns instantes e hesita. Ela respira fundo e disca um número. MEL parece um pouco ansiosa, ela tamborila com a mão livre na janela. Um som de celular tocando pode ser ouvido. MELISSA olha para os lados, e finalmente identifica de onde o som estava vindo. Ela caminha até a porta, mas alguém bate antes. Ela abre a porta com um sorriso no rosto.
MEL: Você?
MATT está olhando para seu celular.
MATT: Você está me ligando?
Mel: [Sem graça] E você está aqui. [Sorri]
MATT: Posso entrar?
MEL: [Entusiasmada] Claro! [Disfarçando o entusiasmo] Claro…
MATT senta-se na cama de MEL, e a garota o observa por alguns segundos antes de se juntar a ele.
MATT: Essa semana nós quase não nos falamos…
MEL: Você tem andando distante ultimamente. Não que eu esteja criticando, é que…
MATT: Não precisa se explicar Mel. Eu sei que eu tenho sido um péssimo amigo. Acho que seu pai nem lembrava mais do meu rosto.
MEL sorrir.
MATT: E você foi falar com a sua mãe e nem ao menos conversamos sobre isso essa semana.
MEL arregala os olhos e faz sinal de silencio para o amigo. Ela corre até a porta do seu quarto e a fecha.
MEL: [Nervosa] Meu pai não pode saber.
MATT: [Preocupado] Você ainda não contou para ele?
MEL: Você está louco? O velho morreria do coração. Você sabe que ele não agüenta nem falar da mamãe, se ele suspeitar que ela tem feito contato esses últimos anos, é capaz dele… sei lá o que ele é capaz, mas não é coisa boa. Aliás, é coisa péssima. Já vejo o sangue escorrendo nas mãos dos Bakers.
MATT: [Pensativo] Ou eles poderiam conversar e resolver a história dos dois de uma vez por todas.
MEL: Matt, você falando isso?
MATT: Tá certo. Não é fácil, mas também não é impossível. Veja eu e a Anna? Agora está tudo bem entre nós.
MEL: A Anna não deixou você com um bebê pra você criar sozinho, deixou? E depois voltou dizendo que tinha se arrependido, e quando você já estava feliz novamente ela foi embora e por muito tempo não deu noticias, deixando você imaginando o que poderia ter dado errado?
MATT encara MELISSA.
MATT: Eu só sei que se o meu pai me procurasse, eu não falaria com ele. Ele sacaneou com a minha mãe mesmo sabendo que ela estava doente.
MEL: Eu sei! Eu sei, Matt. Mas ela é a minha mãe. Apesar de tudo ela é a única mãe que eu tenho.
MATT: Eu sempre disse pra você que o que você fizesse eu estaria ao seu lado.
MEL sorri e abraça MATT. Ele retribui o abraço.
MATT: E como foi a conversa com ela?
MEL: No começo foi estranho. Acho que ela estava emocionada em me ver, até disse que eu estava bonita, mas quem estava bonita era ela. Não parecia com as fotos que meu pai tem dela. Ela me pareceu muito bem de vida, sabe? Disse que a empresa que ela trabalha ofereceu a oportunidade dela ir trabalhar na capital. E ela me convidou para passar o verão com ela. Eu não respondi ainda.
MATT: Ela falou com você esses dias?
MEL: Não. Ela voltou para Nova York, e disse que estaria em Oklahoma novamente em poucas semanas. Ela pegou meu número… [Olha para Matt um pouco constrangida] Eu estou me precipitando, não estou?
MATT: Você me parece muito confiante. Eu só não quero que você se machuque.
MEL fica pensativa.
MATT: Mas se for necessário se machuque. Olha, tem meu ombro aqui, que você pode usar sempre. [Sorri e levanta-se] E aí? Qual vai ser a boa pra hoje?
MEL: Eu estava pensando em ficar em casa e ver o tempo passar pela janela.
MATT: Interessante. Mas eu pensei em algo melhor. Que tal eu, você e o Sam…
MEL: Se você conseguir achar o Sam…
MATT: Agora que você mencionou, eu quase não o vi na escola essa semana.
MEL: [Irônica] Ele está todo misterioso, desde Oklahoma.
MATT: Você acha que…
MEL: Eu acho!
MATT: Safado! O cara não me conta uma coisa dessas? É contra a lei da amizade masculina!
MEL: Eu sei! E tem mais… ontem a Rebecca foi no Red’s, e o Sam estava conversando comigo, do nada ele resolveu sair, e a “Becky” foi atrás dele! Foi muito estranho. Ela disfarçou, mas você sabe como eu sinto essas coisas? Eu tenho certeza que os dois estão escondendo algo.
MATT: Não sei não. Se algo tivesse acontecido entre eles a Alexia teria me falado.
MEL: E se a Alexia não souber? E se a Rebecca estiver obrigando o Sam a manter segredo? Provavelmente ela não vai querer ser vista com o Sam!!! Vadia safada…
[Música fade out]
MATT ri. MEL olha para MATT.
MEL: Senti sua falta.
MATT faz de conta que não acredita e empurra MELISSA devagar.
CENA 13 – EXT. LOCAL INDEFINIDO – MANHÃ
[MÚSICA – HEAD OVER FEET, ALANIS MORISSETTE]
REBECCA e SAM caminham lentamente em um local que parece ser um parque. As poucas folhas que restavam na imensidão de arvores do lugar estavam secas e muitas delas caiam quando o vento soprava. Os dois param em frente à um lago onde algumas crianças brincavam por perto. BECKY esfrega uma mão na outra. A garota parece estar com frio.
SAM: Pegue. [Entrega o casaco que ele estava usando]
BECKY sorri e coloca o casaco.
BECKY: Obrigada, não precisava.
SAM: Eu não posso deixar uma dama com frio.
Ela dá uma pequena risada e cobre a boca com a mão.
SAM: Isso soou um pouco ultrapassado, não foi?
BECKY: Você não existe.
REBECCA segura na mão do SAM, ele ainda parece um pouco desconfortável. Com a outra mão, a garota tira os óculos escuros e o coloca na cabeça. Eles caminham em direção a uma pequena ponte que cruza o rio.
BECKY: Você não está falando muito hoje.
SAM: Eu?
BECKY: Sim, você. Eu fiz algo de errado?
SAM: Não, Becky. Claro que não. É só que eu ainda estou processando as coisas. Tudo aconteceu tão rápido. Eu só não acredito que estou aqui com você. [Resmunga] Falando essas coisas de mulher, Sam! Toma jeito. [Limpa a garganta] Você entende?
BECKY: Não tem nada para não acreditar. Eu falei pra você que eu ia provar que eu não sou uma desalmada. Eu ligo para o que você sente por mim.
SAM: Mas você não sente o mesmo, certo?
BECKY fica em silêncio.
SAM: Pelo menos você é sincera.
Os dois estão no meio da ponte. BECKY se põe na frente de SAM e segura o rosto dele, para que ele olhe para ela.
BECKY: A cada dia que passa você me surpreende de um jeito que eu jamais pensei que alguém seria capaz.
SAM levanta uma sobrancelha.
SAM: Você é uma das garotas mais populares da escola. Aposto que tem centenas de caras como eu querendo surpreender você.
BECKY: Os garotos me vêem como um objeto de desejo, nada mais. Eu quero conhecer você melhor, Sam.
SAM: [Sorrindo] Uau, você não imagina o efeito que essa frase tem em mim.
BECKY: É mesmo? Então eu não posso imaginar o efeito que isso tem em você.
BECKY o beija.
[Música fade out]
CENA 14 – EXT. CASA DOS DANES – VARANDA – TARDE
PHILL desliga o celular.
PHILL: Meu pai já falou com a Sra. Albright. Segunda-feira você já poderá assistir aos treinos.
SCOTT: Você vai contar para alguém o que a gente viu semana passada?
PHILL: Ele e a tia do gordo? Não. Claro que não. Até eu ter provas de que está rolando alguma coisa. [Ri] Eu estou concentrado agora na Anna, no Matt e na Alexia.
SCOTT: Na Alexia?
PHILL: Ela é a peça principal do meu jogo.
PHILLIP olha para o lado e vê o primo lavando a sua moto no jardim.
SCOTT: Você ainda não me disse o que pretende fazer.
PHILL: Você acha que eu sou uma espécie de vilão de quadrinhos? Que revela todo o plano antes de executá-lo? [Ri] Eu já disse pra você o que eu vou fazer.
SCOTT: Mais ou menos.
PHILL: É tudo que você precisa saber.
A conversa dos dois é interrompida pelo barulho de um carro, que é estacionado na frente da casa dos Danes. É o carro de MATT. PHILL sorrir discretamente.
PHILL: [Levantando-se] É hora de agir.
CENA 15 – EXT. CASA DOS DANES – TARDE
SCOTT e PHILL caminham na direção do carro. MATT sai do veículo com uma cesta de piquenique nas mãos.
PHILL: Oi, chapeuzinho vermelho.
SCOTT ri. MATT não dá atenção e continua a andar.
PHILL: Se você veio procurar a Alexia, acho melhor voltar outra hora. Ela saiu ontem à noite com o nosso primo, e eles chegaram só pela manhã.
MATT olha meio de lado.
MATT: Obrigado pela informação, Phillip. Mas eu falei com a Alley no telefone, e avisei que estava vindo para cá.
PHILL: É melhor você ter aspirina nessa sua cesta.
PHILL e SCOTT riem. Os dois observam. MATT olha para JORDAN antes de tocar na campanhia. ALEXIA abre a porta sonolenta. Ela cobre os olhos com as mãos e faz uma careta por causa da luz. Os dois entram na casa.
CENA 16 – INT. CASA DOS DANES – SALA
ALEXIA: Você estava tão misterioso no telefone. O que foi?
MATT: [Mostra a cesta] Eu vim compensar você por ontem. [Sério] Então aquele lá com a moto que é seu primo?
ALEXIA: É o Jordan. [Olha para a cesta] Onde vamos com isso?
MATT: Vamos ao Parque Mohawk. [Encara Alexia] Você saiu com ele ontem?
ALEXIA: [Ri nervosa] Eu? De onde você tirou isso? Claro que não.
MATT: [Pensativo] Está certo. Vamos?
ALEXIA: Só um segundo que eu vou pegar algumas coisas. Você sabe? Repelente, óculos escuros…
MATT: Alley, são 3 da tarde. E o Mohawk não fica no meio da selva.
CENA 17 – EXT. CASA DOS DANES
PHILL e SCOTT se aproximam de JORDAN. O rapaz acaba de lavar a moto e olha com curiosidade para os dois.
JORDAN: Se vão ficar ai me olhando eu vou começar a cobrar ingresso.
PHILL se prepara para revidar quando ALEXIA e MATT saem de casa. Os dois nem ao menos olham para os meninos no jardim. JORDAN observa o casal entrar no carro.
JORDAN: Então esse que é o namorado?
PHILL: E isso ai!
JORDAN: Ela merece mais que “isso”.
SCOTT dá uma cotovelada em PHILL.
SCOTT: A gente também achamos.
PHILL: “Acha”, animal.
PHILL da uma tapa na cabeça do seu amigo
PHILL: É, o Matt é um frangote metido, mas é o que ela gosta.
JORDAN ri.
PHILL: [Olha para Jordan] Eles são inseparáveis.
JORDAN: Ah, é?
PHILL: Acredite em mim. Eu já tentei dar um basta nessa piração da Alexia, mas ela não me ouve.
JORDAN se aproxima de PHILL e segura na camiseta do primo, o trazendo para perto.
JORDAN: Você acha que eu sou imbecil? Eu não vou cair na sua.
PHILL: [Sufocado] Eu não sei do que você está falando.
JORDAN: Você quer me usar pra eu separar os dois. O que eu ganho com isso?
PHILL fica em silêncio.
PHILL: Eu não acho que você conseguiria. A Alexia jamais cairia na sua.
JORDAN solta PHILLIP no chão.
JORDAN: Isso é o que vamos ver.
CENA 18 – EXT. PARQUE MOHAWK – TARDE
BECKY: [Olha para o relógio] Eu tenho que ir agora.
SAM fica triste.
BECKY: Vamos ao haras comigo?
SAM: [Disfarçando] Eu acho melhor não. Eu tenho algumas coisas para fazer hoje.
CENA 19 – MESMO LOCAL
ALEXIA observa MATT ajeitar a toalha no chão. Ela pega a cesta e coloca em cima da toalha xadrez e senta-se. A garota ajeita os óculos escuros no rosto e contempla a paisagem. MATT parece distraído.
ALEXIA: Você nunca me trouxe aqui antes. [Olha para Matt] Matt?
MATT se senta ao lado da namorada. Ela o abraça e coloca a cabeça em seu peito. Com uma das mãos, ALEXIA mexe na cesta de piquenique e tira alguns morangos frescos.
ALEXIA: Você lembrou. Eu amo morangos. [Olha para cima e o beija] Obrigada.
MATT: Você tem passado muito tempo com aquele seu primo.
ALEXIA: [Rindo] Tá com ciúmes? E você reclama quando eu falo da [Voz fina] Anna. [Ri]
MATT: É diferente. Você implica com ela.
ALEXIA: Bom [Fica de frente por Matt], eu não quero falar dela.
Ela se aproxima do MATT, como fosse beijá-lo, mas ela para, surpresa, com a boca aberta.
ALEXIA: [Aponta sussurrando] A Becky e o Sam! Ai meu Deus! [Risada] Ela me jurou que não tinha acontecido nada!
MATT: Nem o Sam me contou.
ALEXIA: Eles estão ficando ou namorando? É melhor não falarmos nada. Vamos ver até onde eles levam isso.
MATT ri.
MATT: Na escola, mais cedo ou mais tarde, alguém vai descobrir.
CENA 20 – INT. ESCOLA WILL ROGERS – MANHÃ
[MÚSICA – LOVE WILL KEEP US TOGETHER, VITAMIM C]
ALEXIA e BECKY conversam em uma ponta do corredor. MATT e SAM caminham em direção das garotas. ALEXIA sorri para MATT e o abraça. Os dois se beijam. SAM e BECKY disfarçam, mas mesmo assim sorriem um para o outro. MELISSA e ANNA assistem a cena de longe.
MEL: Fofoca?
ANNA: Manda!
MEL: A princesa e o plebeu. Versão Will Rogers. [Aponta para Becky e Sam]
ANNA: Jura?
MEL: Mas é segredo. Eles não sabem que nós sabemos.
ANNA ri. PHILLIP se aproxima da ANNA com uma flor amarela. MELISSA olha surpresa.
PHILL: [Entrega a flor] Pra você.
ANNA: Obrigado. E linda.
ANNA cheira a flor. MELISSA encara PHILLIP. MATT observa de longe. ALEXIA bate nele.
MATT: [Assustado] O que foi que eu fiz?
ALEXIA: Safado. Fica olhando para ela na minha frente. Tá com ciúmes dela e do Phillip?
MATT: Claro que não, Alley. Eu só estou achando estranho esse comportamento do seu irmão. E “Anna e Phill”? Impossível.
ALEXIA: Ah! É? [Cara de nojo] Que seja.
MATT: [Sério] Alley. A Anna é uma das minhas melhores amigas. Eu preciso que você pare de dar escândalo por causa disso.
ALEXIA: Por que você precisa ter tantas “melhores amigas”?
MATT: Você deveria conhecer melhor a Anna. Talvez vocês pudessem ser amigas. Por favor, Alley. É importante para mim.
ALEXIA: [Suspira] Tá bom! Mas não me peça para fazer tranças nela.
MATT sorri.
ALEXIA: Eu vou chamar ela para almoçar na minha mesa hoje, ok?
MATT: Obrigado.
Os dois se beijam.
SAM: Ok. Eu já vou indo. [Desconfiado]
BECKY: Eh…Eu também vou indo. Beijinhos.
MATT e ALEXIA olham para os dois com cara suspeitos.
SCOTT chama PHILLIP de longe.
PHILL: Anna. Eu tenho que ir. A gente se vê.
ANNA: Tá certo. Mas uma vez, obrigado.
PHILL vai em direção ao SCOTT.
PHILL: O que foi? Num tá vendo que eu tô conversando com a Anna.
SCOTT: Desculpa cara! Eu só estou nervoso. Você tem certeza que vai dar certo? Eu vou voltar pro time?
PHILL: Eu num disse que vai dar certo! O seu amigo aqui é o cara. Fica tranquilo! Ok.
SCOTT parece apreensivo.
[Música fade out]
CENA 21 – MESMO LOCAL – SALA DA DIRETORA – MAIS TARDE
SRA. ALBRIGHT: Carter! Ele fica, e não falamos mais nisso.
CARTER: Ele não tem condições. É melhor para ele arranjar outra atividade para fazer.
SRA. ALBRIGHT: Infelizmente não é você quem decide isso. O garoto fica no time e ponto final.
JAMES não parece muito satisfeito com o que acabara de ouvir.
CARTER: Espero que você saiba o que está fazendo.
Os dois se olham por um instante e JAMES levanta-se.
CARTER: Tenha um bom dia, Albright
CENA 22 – MESMO LOCAL – CORREDOR
SCOTT e PHILLIP se escondem ao ver JAMES CARTER saindo da sala da diretora. Os dois vibram ao ver a cara do treinador.
PHILL: Olha só a cara dele. Hilário.
Os dois riem e se misturam entre os alunos que estão saindo das salas de aula. PHILL vê a irmã beijando o MATT. Ele observa de longe os dois se despedindo. ALEXIA entra no refeitório.
CENA 23 – MESMO LOCAL – REFEITÓRIO
ALEXIA olha por cima à procura de alguém. Ela anda até a fila onde os alunos recebem a comida. ANNA está com uma bandeja na mão. A garota disfarça ao ver a líder de torcida vindo em sua direção. ALEXIA se põe ao lado da garota e fala em um tom de voz quase inaudível.
ALEXIA: Senta comigo hoje?
ANNA: O quê?
ALEXIA: Você gostaria de sentar comigo hoje?
ANNA olha para a loira, espantada, e depois olha para a bandeja.
ALEXIA: Pelo Matt.
PHILL ainda observa a irmã de longe.
ANNA: Ok.
As duas sentam-se em uma mesa no canto do refeitório. ALEXIA prende o cabelo e olha para ANNA.
ANNA: Então…
ALEXIA: Então… você e o meu irmão, han?
ANNA: Eu e o Phillip? O que tem?
ALEXIA: Eu vi o modo que ele trata você. Ele geralmente não trata ninguém assim, é um completo sacana com as mulheres. [Observa a reação da Anna] Ah! Desculpa… eu não quis dizer isso.
ANNA sorri.
ALEXIA: Você não quer nada com o Matt, não é?
ANNA: [Sorri] Ele é um grande amigo.
ALEXIA sorri aliviada.
ALEXIA: O Matt pediu para que eu te conhecesse melhor. Para que virássemos amigas e o drama todo acabasse.
ALEXIA olha para os lados.
ALEXIA: Eu vou comprar uma água com gás, só um instante.
ANNA: Eu espero.
[CORTA]
PHILL se aproxima da irmã, que estava parada em frente á uma máquina de refrescos. ALEXIA tenta tirar a água da máquina, mas não consegue. PHILL dá uma pancada e a água cai e entrega para a irmã.
PHILL: Que novidade mais encantadora. Você e a Anna juntas?
ALEXIA: E o que você tem haver com isso?
PHILL: Eu? Nada. Só achei que você iria gostar de saber que a sua nova amiguinha e o Matt estavam no maior clima no drive in semana passada. No dia que você foi ao show em Oklahoma.
ALEXIA ri.
ALEXIA: O Matt não foi ao drive in. Ele estava ocupado naquele dia. Duh.
PHILL: [Ri] Você tem certeza?
Alexia olha pra o PHILL e parece furiosa.
[CORTA]
ALEXIA anda até a mesa que em que estava. ANNA olha para a líder de torcida.
ANNA: Você quer pêra? Eu não suporto.
ALEXIA encara ANNA e joga água na cara dela. A morena fica boquiaberta olhando para sua roupa molhada.
ANNA: [levanta-se] Você tá louca?
ALEXIA: Sua falsa! Você acha que vai se dá bem nisso?
ANNA: Do que você está falando?
ALEXIA: O Matthew é meu namorado, você não vai roubar ele de mim. Se você acha que ele vai se impressionar com esse seu teatrinho de Maria Madalena arrependida? [Ri] Eu não vou deixar ele cair na sua.
Todos os alunos que estão no refeitório param por causa da confusão. ALEXIA avança pra cima da ANNA, mas alguém à segura. ALEXIA olha para trás.
MATT: Você não vai fazer isso.
ELENCO
Jonathan Bennett como Matthew Graham
Natalie Portman como Anna Mackenzie
Mena Suvari como Rebecca Sawyer
Lindsay Lohan como Melissa Baker
Austin O´Brian como Scott Sawyer
Joseph Gordon-Levitt como Samuel Wood
Kate Bosworth como Alexia Danes
Brad Renfro como Phillip Danes
Marisa Tomei como Lou Graham
ATORES CONVIDADOS
Alley Walker como Christina Albright
John Wesley Shipp como James Carter
Travis Fimmel como Jordan
Paula Cale como Katherine Mackenzie
MÚSICA TEMA
Promises, Lillix
TRILHA SONORA
Fly, Hilarry Duff
Are You Gonna Be My Girl, Jet
Head Over Feet, Alanis Morissette
Because you Live, Jesse McCartney
Love Will Keep Us Together, Vitamin C
ESCRITO POR
Clara Lima
Sarah Lima
DIRIGIDO POR
Clara Lima
CRIADO POR
Clara Lima
Sarah Lima
Série Virtual – Outsiders – Disclosure
21/12/2011, 19:41.
Redação TeleSéries
Ficção (séries virtuais)
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Série: Outsiders
Episódio: Disclosure
Temporada: 1ª
Número do Episódio: 1×09
CENA 1 – RANCHO JONES – DIA
ZACK está ao telefone. Ele tem uma expressão entediada no rosto. Do outro lado podemos ouvir a voz de SARAH.
SARAH: [Voice over] E por favor, cheque novamente os Montoya. Eles não reportaram de volta na checagem desse mês.
ZACK: [entediado] Ok, Sarah.
SARAH: [Voice over] E certifique-se que Ehlios não coma apenas batatas enquanto eu estiver fora.
ZACK: Ok…
SARAH: [Voice over] E não esqueça de desligar o gás–
ZACK: Sarah, pela última vez, nós estamos bem. Quatro braços, quatro pernas e nenhum piercing. Apenas concentre-se em achar a mulher. Nós nos viramos aqui.
Ouvimos um suspiro do outro lado do telefone.
SARAH: [Voice over] [preocupada] Só… só toma cuidado, ok? Estarei em casa o mais rápido possível. E ligue pro Kenny se precisar de alguma coisa. Qualquer coisa!
ZACK: [entediado] Ok, Sarah.
SARAH: [Voice over] Tá bom, tá bom. Agora vou parar de ser a avó chata e voltar para a tia Sarah legal. Então… já tomou alguma atitude com relação à Cathleen?
ZACK arregala os olhos assustado.
ZACK: O quê?! [gaguejando] Do que você… Como você–
Ouvimos Sarah rindo do outro lado da linha.
SARAH: [Voice over] Ehlios me contou algumas coisas. Ele tá bem frustrado com você ultimamente. Mas não se preocupe, eu não te torturarei. Pelo menos não agora que não posso ver se rosto de desespero.
A mulher ri um pouco mais e ZACK rola os olhos.
SARAH: [Voice over] Te vejo em no máximo uma semana. Te amo.
ZACK: Te amo também.
ZACK desliga o telefone.
[MÚSICA TEMA – LATE GREAT PLANET EARTH, PLUMB]
CENA 2 – SALA DESCONHECIDA – DIA
[MÚSICA DE FUNDO – SUSPENDED, MATT NATHANSON]
A câmera desliza por alguns instrumentos de sopro e percussão, numa ampla sala com pouca iluminação. Ela continua seu lento caminho para a direita até vermos JOEY e KENNEDY sentados no chão, em um dos cantos da sala. Eles se beijam por alguns momentos até que a garota se afasta um pouco com um sorriso.
KENNEDY: Ainda quer voltar pra aula?
JOEY sorri puxando a garota de volta e a beija brevemente.
JOEY: Faz só uma semana e você já tá me desviando pro mau caminho.
KENNEDY: Ah, tá, então nessa história eu sou a manipuladora e você é o coitadinho?
JOEY: [sorri] Mas é claro.
KENNEDy dá um tapa no braço do garoto. Ele ri e a puxa. KENNEDY se ajeita, sentando e reclinando-se no garoto. Ele passa os braços ao redor dela.
JOEY: E o quê você vai dizer aos seus pais no jantar de hoje quando te perguntarem o que aprendeu na escola?
KENNEDY: Direi que aprendi o caminho para a sala de ensaios da banda onde fiquei durante dois períodos dando uns amassos num garoto irritante que ainda me culpa por estar perdendo as aulas de química. [sorriso forçado] Eles ficarão tão orgulhosos.
JOEY: É uma ótima forma de acabar com todos os pratos da sua casa.
KENNEDY: [pouco caso] Nah, não é como se eles realmente fossem escutar o que eu estou dizendo. Na verdade eu acho que só sua suposição de que eles perguntarão alguma coisa já é pedir muito.
JOEY parece sem graça.
JOEY: Kennedy, eu–
A garota sorri.
KENNEDY: Hey, não seja tão sensível. Eu estou bem. [dá de ombros] Esse jantar é só uma formalidade. Uma forma de eles dizerem que entre as viagens ainda lembram que possuem uma filha. Eu finjo gratidão, dou os parabéns pelo grande negócio fechado e se Deus permitir tudo estará acabado antes que eu perceba.
JOEY: Sabe, você podia tentar conversar de verdade com eles pra variar. Talvez pudesse resultar em algo bom.
KENNEDY: As coisas já estão boas do jeito que estão. E quer saber? Tudo que fazemos é falar sobre mim. Tá na hora de você começar a aceitar os holofotes também, Campiti. Me diz algo sobre a sua vida.
JOEY se remexe, desconfortável e KENNEDY vira-se novamente para encará-lo.
JOEY: [limpa a garganta] Eu? Hum… minha vida não é tão interessante.
CENA 3 – INT. LOCAL DESCONHECIDO – NOITE
Um pulso vem na direção da câmera, encobrindo-a totalmente. Ouvimos o barulho de um soco e a câmera mostra um soldado caindo desmaiado. Corta para o agressor que está vestido de preto e possui um capuz também negro sobre o rosto. JOEY retira o capuz num puxão e enxuga um pouco do suor da testa. Ele olha em volta e vemos que está num pequeno espaço circular onde há um grande holofote. O garoto se aproxima do parapeito e a câmera subjetiva mostra uma base onde poucos guardas transitam da parte de baixo. JOEY olha para os lados até localizar alguém vestido de preto lutando com um dos soldados em um dos cantos escuros ao pé da torre em que estava. O garoto então vai até o holofote e o arrasta, focando-o no interior da base.
JOEY: Já tenho sua cobertura, Alfa 1.
Vemos pela visão de JOEY um soldado se aproximando perigosamente da penumbra onde CATHLEEN nocauteia um dos guardas. JOEY toma posse do holofote e foca o soldado que se aproxima. O homem para e leva as mãos aos olhos imediatamente, protegendo-os da luminosidade. A câmera mostra CATHLEEN agora arrastando o soldado com quem lutava para a escuridão total e JOEY tira o holofote do segundo soldado, passando a passear com ele calmamente. O local onde CATHLEEN está agora fica ainda mais escuro.
JOEY: [Voice over] Temos um se aproximando às sete horas.
CATHLEEN encosta-se contra a parede, escondendo-se, e ao fundo vemos o soldado passar, apertando os olhos. Quando ele distancia-se ela abaixa e vemos alguns soldados inconscientes empilhados no canto. CATHLEEN começa a revistá-los.
CATHLEEN: Peguei o cartão.
CATHLEEN guarda o cartão em um dos seus bolsos e começa a despir um dos soldados.
JOEY: [Voice over] Só falta esse último nessa área. Prepare-se para entrar.
CATHLEEN: Algum sinal de nossos amigos?
JOEY olha para todos os lados e vemos a cabeça de ZACK emergir sobre um dos muros externos. A CAM move-se rapidamente e vemos, embaixo do muro, o mesmo soldado aproximar-se do local onde ele começa infiltrar a base.
JOEY: Acabei de vê-los. Mova-se mais rápido!
JOEY limpa a garganta e grita.
JOEY: [voz grossa] Hey, soldado!
O guarda vira-se, olhando para o topo da torre. Nesse momento JOEY coloca novamente a jato de luz nos olhos dele. O homem cobre os olhos e tão rápido quanto o jato de luz veio, JOEY o tira de cima do guarda. Com a diferença súbita de luminosidade o soldado cambaleia, parecendo um pouco tonto. Pela visão de JOEY vemos ZACK, EHLIOS e SARAH agora entrando com segurança na base.
SOLDADO: [irritado] Qual diabos é o seu problema, soldado?!
Ele aperta os olhos e os abre novamente. Por uma fração de segundo vemos o vulto negro e embaçado de CATHLEEN na visão do homem. A tela fica negra novamente com o soco e o último soldado vai ao chão. CATHLEEN olha rapidamente para os três invasores que se afastam correndo e passa a arrastar o soldado.
CATHLEEN: Então agora vamos ajudá-los?
JOEY: [Voice over] Eu não sei o que passava na sua cabeça quando aceitou esse desafio idiota, mas não dá pra deixar eles serem pegos por um descuido.
CATHLEEN: [rola os olhos] Você é tão bonzinho que me irrita. [irônica] Talvez se você pedir por favor pros gentis militares que estão lá dentro eles nos dêem os desenhos sem esforço.
JOEY: [Voice over] Dá pra você se concentrar? Nós temos três desenhos pra recuperar.
A garota joga o soldado de qualquer jeito sobre os outros. Ela ajeita algumas roupas dos soldados que estão dobradas em um canto e coloca o cartão de acesso entre elas.
CATHLEEN: Joseph Campiti. Só trabalho, nada de diversão. Sabe, você deveria arranjar uma namorada. Rápido!
CENA 4 – INT. NARANDA HIGH – DIA
[MÚSICA DE FUNDO – SOONER OR LATER, MICHAEL TOLCHER]
A câmera mostra KENNEDY e vemos CATHLEEN ao lado dela. A garota fala mas KENNEDY não parece ouvi-la.
CATHLEEN: Kay? Kay!
KENNEDY sai do transe.
KENNEDY: [olhando pros lados] Humm…
CATHLEEN: Hello? Estamos falando do Joey aqui.
KENNEDY: [rapidamente] Joey– E-eu não gosto do Joey.
CATHLEEN franze o cenho.
CATHLEEN: [confusa] Ow-kay.
Sob o olhar confuso de CATHLEEN, KENNEDY abre seu armário e deixa boa parte de seu rosto lá dentro, evitando contato visual com a amiga. CATHLEEN balança a cabeça como se afastasse o assunto.
CATHLEEN: Então… eu tava pensando… talvez a gente possa fazer alguma coisa hoje a noite. Sei lá. Alugar uns filmes, pedir uma pizza. Ele fica quietinho como sempre e você nem vai perceber que ele tá lá.
KENNEDY nota JOEY passando atrás dela. O garoto abre um pequeno sorriso então ela vira o rosto rapidamente para seu armário e começa a ajeitar alguns livros. JOEY coça a cabeça rindo e se afasta.
CATHLEEN: As oito lá em casa tá bom?
KENNEDY fecha o armário.
KENNEDY: [hesitante] Na sua casa?
CATHLEEN: [enfática] Sim, na minha casa. Geez, onde você está com a cabeça? Você sabe que não posso sair durante a semana, mas Julia não vai ficar brava se você passar uma noite lá em casa.
KENNEDY: [arregala os olhos] Passar a noite?
CATHLEEN: [estranhando] Tem alguma coisa de extraordinária nisso?
KENNEDY: [nervosa] Não– não… é que… hum… essa noite não dá. Eu tenho que– Meus pais! Sim, meus pais estão chegando de Frankfurt e eu queria jantar com eles.
KENNEDY se afasta olhando pro chão, nervosa, enquanto CATHLEEN levanta uma das sobrancelhas. Ela corre até a amiga.
CATHLEEN: Espera, espera, espera.
KENNEDY aperta os olhos, respira fundo e vira novamente para encarar CATHLEEN.
CATHLEEN: Tem certeza de que estamos bem, Kay? Eu e você?
KENNEDY: Sim, Cathy. Pela última vez, está tudo bem entre nós. Aquilo foi um… lapso de sanidade. Um lapso que faz total sentido…
CATHLEEN a olha, sem graça.
KENNEDY: … mas estamos bem agora. Seja lá o que você tenha para esconder, só quero que saiba que pode confiar em mim.
CATHLEEN: Kennedy, eu–
KENNEDY: E por mais que eu adore ver você fazendo de tudo pra me agradar, nós já passamos dessa fase. É só que… [hesitante] eu tenho esse jantar hoje à noite. Não dá pra dormir na sua casa.
CATHLEEN: Há menos de uma semana atrás você estava reclamando que eu estava distante e agora você tá arranjando desculpa pra não ir lá em casa. [incrédula] Vamos, você tá dizendo que quer jantar com os seus pais. Você acha mesmo que eu vou acreditar nessa?
KENNEDY: Olha, eu já falei que essa noite não dá, tá bom?
E com isso ela se afasta deixando CATHLEEN com uma expressão confusa no rosto.
CENA 5 – EXT. BASE – NOITE
EHLIOS segura o soldado que estava deitado pelo colarinho. SARAH ajoelha-se do lado dos dois
SARAH: Ehlios, eu te disse pra não deixa-lo inconsciente. Fica mais difícil pra ler alguma coisa com ele desacordado.
A câmera mostra ZACK que parece se concentrava a área.
EHLIOS: O que você queria que eu fizesse? Pedisse com jeitinho para que ele deixasse a gente tirar algumas informações confidenciais do cérebro dele?
ZACK abre os olhos e vira-se para SARAH.
ZACK: Okay, tudo limpo.
SARAH se concentra e depois de alguns momentos ela abre os olhos.
SARAH: Eu disse. Os desenhos não estão mais no laboratório de criptografia. Eles o levaram pro cofre!
EHLIOS: Você tem o número?
SARAH: Não. Esse não sabe de mais nada.
ZACK: [off] Ah, droga.
SARAH e EHLIOS viram-se para ZACK. O garoto aponta para algo atrás dos dois. A câmera mostra uma pequena câmera de vigilância.
CENA 6 – INT. BASE – NOITE
Em um pequeno monitor em tons de azul vemos SARAH passando a mão algumas vezes na frente da câmera. A câmera se afasta e vemos CATHLEEN sentada na frente de vários monitores de vigilância. A garota tem uma caixa de donuts no seu colo e está com os pés estirados sobre a mesa de controles da sala. Atrás dela vemos dois soldados nocauteados. Ela sorri e morde um donut.
CATHLEEN: Tsc tsc tsc… tão amadores.
CENA 7 – EXT. BASE – NOITE
SARAH passa a mão na frente da câmera mais duas vezes e vira-se para os garotos.
SARAH: Bem, acho que já teríamos sido pegos há algum tempo se isso estivesse funcionando.
EHLIOS se aproxima da câmera e faz sua mão atravessar o aparelho. Algumas fagulhas saem dele e uma fumaça sobe.
EHLIOS: [dá de ombros] Só por via das dúvidas.
SARAH: Vamos logo.
Os três correm.
CENA 8 – SALA DE AULA – DIA
JOEY entra na sala de aula onde alguns alunos já tomam seus lugares. Ele olha em volta e vemos EHLIOS sentando em uma das cadeiras escolares. JOEY se aproxima e senta do lado do garoto.
JOEY: Hey, cara.
EHLIOS: Hey.
JOEY: [tom baixo] Posso falar com você por um instante?
EHLIOS: Se for sobre o que eu vi…
JOEY: Exatamente.
EHLIOS: Eu não vou falar nada.
JOEY: [sorri] Obrigado, cara.
JOEY vira-se para frente e os dois ficam em silêncio, dando a entender que a conversa terminou. EHLIOS sorri sarcasticamente e balança a cabeça em negativa.
EHLIOS: [tom baixo] Ela te disse pra vir aqui e perguntar, não?
JOEY olha para EHLIOS e vira-se para ele novamente.
JOEY: É que… nós vamos levar as coisas com calma. Por agora é melhor se ninguém souber.
EHLIOS sorri e balança a cabeça novamente.
JOEY: O quê?
EHLIOS: [dá de ombros] Nada. É só que quando eu pensei que você estava fazendo algo por você mesmo, agora te vejo preso não só à Cathleen como também à Kennedy. É irônico. Só isso.
JOEY parece indignado
JOEY: [tom baixo] Eu não estou preso a ninguém! Nós só… nós estamos começando, seja lá o que temos agora.
EHLIOS: E ela não quer ser vista com você por outras pessoas.
JOEY pondera por algum momento, mas logo discorda com a cabeça.
JOEY: Não é desse jeito.
EHLIOS rola os olhos e joga a cabeça pra trás.
EHLIOS: Santo Deus, todos os homens da nossa espécie estão ficando dementes. Eu quero um pouco desse vírus logo pra não ter que estar consciente na destruição de vocês.
JOEY: Você só diz isso porque não tem ninguém pra você.
EHLIOS fica em silêncio por um momento com as palavras de JOEY.
EHLIOS: Você simplesmente não entende. Quando se trata de pessoas como nós, é cada um por si.
CENA 9 – INT. BASE – NOITE
Shot de uma porta branca. Uma mão a abre e vemos os monitores de vigilância uma poltrona de costas para a câmera. A poltrona vira-se e vemos CATHLEEN com um grande sorriso e uma caixa de donuts na mão. A câmera mostra EHLIOS, ZACK e SARAH olhando para a garota.
CATHLEEN: [melódica] He-llo.
EHLIOS parece não acreditar no que vê.
EHLIOS: Então nós trabalhamos e você come?
CATHLEEN: Consigo fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Meu combo especial do momento e comer donuts, ajudar vocês a entrarem na base, ajudar vocês a andarem pela base e chutar seu traseiro. [sorri] Tudo ao mesmo tempo. Não é divertido?
EHLIOS sorri sarcasticamente de volta
EHLIOS: Oh, você não faz idéia.
EHLIOS começa a fechar a porta e CATHLEEN arregala os olhos. Ela joga a caixa de donuts de lado e corre pra porta, agarrando o braço de EHLIOS quando ele está para fecha-la. Uma visão aparece em sua mente.
SARAH abre os olhos.
SARAH: Eu disse. Os desenhos não estão mais no laboratório de criptografia. Eles o levaram pro cofre!
A visão termina. EHLIOS torna sua mão intangível e os dedos de CATHLEEN passam através dela. Ele fecha a porta rapidamente e sua mão fica vermelha sobre a fechadura.
EHLIOS: Agora sim a diversão vai começar.
SARAH: As coisas seriam tão mais fáceis se vocês levassem nossas missões a sério.
Os três passam a correr pelo corredor.
CENA 10 – INT. BASE – NOITE
CATHLEEN força a maçaneta do lado de dentro da sala, mas a porta não cede. Ela aperta o ponto na sua orelha.
CATHLEEN: Alpha 2, mudança de planos, os desenhos estão no cofre.
CORTA PARA:
JOEY dentro de um tubo de ventilação.
JOEY: O quê?! Isso é do outro lado da base!
CATHLEEN: [impaciente] Então é melhor você se apressar, não? Ah… e a propósito…
Volta a forçar a maçaneta descontroladamente.
CATHLEEN: Eu tô presa!
CENA 11 – INT. THE ALLEY – DIA
CATHLEEN e KENNEDY se sentam em uma das mesas da lanchonete.
KENNEDY: Você não deveria ir se arrumar ou algo do tipo?
CATHLEEN: Pra quê a pressa? Meu experiente só começa em 15 minutos.
ZACK passa por elas, mas apenas olha para CATHLEEN. A garota pega um canudo e começa a brincar com ele. KENNEDY se reclina sobre a mesa.
KENNEDY: [sussurra] O que aconteceu entre vocês dois?
CATHLEEN: Dois quem?
KENNEDY faz uma cara de tédio.
KENNEDY: Você e Jared Leto, porque vocês foram feitos um pro outro.
CATHLEEN: [sorriso forçado] Você também acha?
KENNEDY lança um olhar para CATHLEEN e a garota passa a mão nos cabelos. Ela pensa por alguns segundo até que sua expressão fica um pouco triste.
CATHLEEN: Não é pra acontecer.
KENNEDY: Bem, a princípio devo admitir que essa sua atitude Cordelia Chase me preocupou um pouco, mas depois de acostumar com a idéia…
CATHLEEN se encosta na poltrona.
CATHLEEN: Nem começa, Kay.
KENNEDY: O quê? Vocês dois formam um casal bonitinho.
CATHLEEN: Eu não sei aonde estava com a cabeça quando considerei alguma coisa com ele. E agora eu me sinto mal porque só tratando-o assim eu vou conseguir sair dessa situação. Eu nunca quis deixar ele mal nem nada, foi só que… eu só percebi depois. [respira fundo] Nós simplesmente… não combinamos.
KENNEDY: Você já tentou? Quero dizer… [sugestiva] às vezes você pode se surpreender com alguém que nunca achou que fosse possível.
CATHLEEN franze o cenho e analisa a amiga por alguns momentos.
CATHLEEN: O que isso quer dizer?
KENNEDY se mexe no mesmo lugar.
KENNEDY: Nada, só estou dizendo que às vezes vale a pena dar uma chance à alguém improvável.
CATHLEEN: [desconfiada] Como quem?
KENNEDY: Ninguém! Meu Deus, estamos falando de você aqui.
CATHLEEN: Tem certeza? Porque eu podia jurar que estávamos falando de você e do Sr. Improvável.
KENNEDY parece nervosa.
KENNEDY: [rapidamente] Bem, não estamos. [levanta] E eu… eu tenho que ir.
A garota vai se afastando e CATHLEEN ri.
CATHLEEN: Volta depois do expediente. Eu sei que você vai fugir desse jantar!
CENA 12 – INT. BASE – NOITE
SARAH, EHLIOS e ZACK correm pelos corredores da base. Eles param em frente à uma porta branca.
SARAH: Mais rápido, Ehlios!
EHLIOS pega a mão de SARAH e os dois atravessam a porta. Vemos dois soldados dobrarem um corredor há uns vinte metros. Ambos correm em direção á eles. Um deles saca uma arma e aponta. Ao primeiro disparo, ZACK se encosta na porta e os passos no corredor não são mais ouvidos. A câmera mostra novamente os soldados e vemos os dois paralisados. A mão de EHLIOS é colocada para fora e ZACK a pega, atravessando a porta.
Ainda do lado de fora vemos CATHLEEN e JOEY virem pelo mesmo caminho que os soldados. Eles passam correndo pelos homens paralisados.
CATHLEEN: Pelo menos estamos no caminho certo.
Mais passos são ouvidos e os garotos olham para trás. Vemos mais cinco soldados correndo atrás deles.
JOEY: Corre!
Três dos homens param para ajudar os soldados paralisados, enquanto os outros dois se atrasam com o tumulto do corredor. Os garotos chegam à porta e ZACK passa o cartão de acesso. Os dois entram na sala com pressa e JOEY começa a derreter a fechadura da porta.
EHLIOS, SARAH e ZACK que estão na frente da grande porta do cofre olham para os recém-chegados.
EHLIOS: [irônico] Oh, ótimo.
EHLIOS atravessa a porta do cofre acompanhado por SARAH e rapidamente estende a mão através da porta para ZACK, deixando JOEY e CATHLEEN sozinhos na pequena sala. Eles se aproximam do painel numérico do cofre.
JOEY: Julia vai nos matar se deixarmos esses desenhos escaparem.
CATHLEEN: Então vai!
JOEY tira do bolso um pequeno aparelho, e o coloca em cima do painel. Ele passa o cartão de acesso e logo após o teclado numérico emana alguns bipes e a luz vermelha do painel se torna verde. CATHLEEN gira a grande manivela e a porta começa a se abrir. Ao entrar vemos SARAH, ZACK e EHLIOS envoltos numa camada prateada. JOEY e CATHLEEN entram no cofre e no mesmo momento um alarme começa a soar.
JOEY: Oh, droga.
A porta do cofre se fecha e dos quatro cantos vemos um gás sair. CATHLEEN e JOEY começam a tossir.
EHLIOS: Vamos! Rápido!
ZACK tira os desenhos de uma redoma de vidro enquanto EHLIOS vai até JOEY e CATHLEEN ajudando-os a apressarem-se.
SARAH: [pra Zack] Coloque o campo neles!
ZACK se concentra por alguns segundos mais logo abre os olhos.
ZACK: Não posso! É gente demais!
SARAH: Vai, Ehlios!
A porta do cofre começa a emanar bipes e CATHLEEN cai no chão, tossindo.
EHLIOS: Me dá a sua mão!
CATHLEEN pega a mão de EHLIOS e a levanta. Ele tenta fazer sua mão atravessar a parede do cofre, mas ela não se torna intangível. Ele tenta novamente, mas continua sem sucesso. A porta do cofre começa a abrir-se.
EHLIOS: [frustrado] Não consigo! Deve ter algum tipo de fonte de calor do outro lado!
JOEY: É a tubulação do gás!
ZACK: Meu Deus, nós estamos presos!
SARAH: Estamos coisa nenhuma.
A mulher pega a mão de JOEY.
CENA 13 – INT. BASE – NOITE
Os soldados entram no cofre. Todos eles possuem máscaras de gás e o local está totalmente enevoado. Eles correm para dentro do cofre através do gás e ao chegar na parede do cofre vemos a visão se abrir quando o gás começa a sair por um enorme buraco aberto na parede. Os soldados também saem da base através do buraco e vemos um carro levantar poeira há algumas dezenas de metros e se afastar com velocidade. Eles abrem fogo, mas o carro some na noite.
CENA 14 – INT. THE ALLEY – NOITE
ALGUÉM: [off] Hey.
CATHLEEN se assusta com uma mão no seu ombro e vira-se para encontrar ZACK. O garoto parece sério. CATHLEEN faz uma cara de tédio.
CATHLEEN: Oh, oi.
ZACK: Podemos conversar?
CATHLEEN olha ao redor.
CATHLEEN: Em público?
ZACK toma um momento para observá-la, um pouco irritado.
ZACK: Sim, em público. Achei que nós já tivéssemos passado disso.
CATHLEEN: Nós? Desculpa, mas nós não passamos por nada. Eu passo, você passa, eles talvez passem, mas nós nunca passaremos. Se for algo referente ao trabalho tenho certeza que você pode esperar até o expediente, chefe.
CATHLEEN dá um tapinha no ombro de ZACK e passa por ele, em direção aos fundos da lanchonete e de frente para a câmera. Vemos que a expressão da garota agora parece apavorada. Ela engole a seco e respira fundo.
CENA 15 – EXT. RANCHO JONES – NOITE
CATHLEEN está parada com as mãos nos bolsos de seu sobretudo. ZACK se aproxima com alguns papéis nas mãos e fica frente a frente com a garota.
CATHLEEN: O quê? Agora eu tenho que lidar com o segundo em comando? Traga-me César.
ZACK: [sorri] Sinto muito, mas você terá que contentar-se com Magnus. César está um pouco ocupado agora.
Os dois olham para a varanda da casa onde EHLIOS está sentado em uma cadeira ouvindo SARAH, que anda de um lado para o outro e parece furiosa com o garoto.
CATHLEEN: Tanto faz. Só cumpre a parte do acordo e me entrega os dois desenhos.
ZACK: [confuso] Como assim? Você deveria nos dar o seu. Fomos nós que chegamos ao cofre.
CATHLEEN: E fomos nós que tiramos vocês de lá!
ZACK: Acho que estamos num impasse.
CATHLEEN: De forma alguma. Eu posso te deixar inconsciente com um toque. Eu vou levar esses desenhos pra casa.
ZACK: [ri] Pode nada. E mesmo se pudesse eu tenho uma tal proteção na mente que às vezes nem a Sarah consegue entrar. Se alguém pode fazer ameaças aqui sou eu.
CATHLEEN levanta as mãos.
CATHLEEN: Hey, hey, hey. Não tô a fim de brincar de hidrante outra vez.
CATHLEEN o observa por um momento.
CATHLEEN: Então me dá metade do bebê e estamos quites.
ZACK: [ri] O quê?!
CATHLEEN: Nós temos três desenhos. Um e meio pra cada lado.
ZACK: Eu não vou rasgar o desenho! Pode danificar o código.
CATHLEEN: Não seja tão covarde!
CATHLEEN toma rapidamente um dos desenhos da mão de ZACK. Quando ela está prestes a rasgá-lo um brilho prateado toma seu corpo e CATHLEEN é paralisada.
CATHLEEN: Dá..a… oê… osto… or… aor?
ZACK parece confuso e parte da névoa prateada sai do rosto de CATHLEEN.
ZACK: O quê?
CATHLEEN faz algumas caretas, testando os músculos do rosto.
CATHLEEN: Obrigado, agora eu posso rolar meus olhos para você.
CATHLEEN rola os olhos e ZACK sorri timidamente. O garoto aproxima-se dela e pega o desenho que ela tentava rasgar. Ele então se aproxima ainda mais abrindo, delicadamente, o casaco da garota. ZACK, há poucos centímetros do rosto de CATHLEEN, coloca a mão dentro do casaco dela.
CATHLEEN: [sussurra] Por que os homens sempre preferem com algemas? Eu quero brincar também.
Ele retira do sobretudo dela um desenho com uma noiva.
ZACK: Agora sim, você pode ir pra casa e brincar.
CATHLEEN: Isso é tão injusto. A gente não leva nada por ter ajudado vocês a entrar e a sair daquela base militar? Onde está a gratidão?
ZACK parece meio confuso, mas se mantém firme.
ZACK: Se você acha que vai conseguir algo de mim com essa chantagenzinha emocional…
CATHLEEN: Eu não estou te chantageando! Só estou dizendo que nós nos arriscamos naquele lugar por vocês e não vamos ter nada em troca. Logo você que eu julgava ser o racional.
ZACK analisa por alguns momentos a garota e CATHLEEN faz uma expressão de súplica e pisca várias vezes. ZACK suspira rendido e a garota cambaleia por um segundo até ficar de pé novamente.
ZACK: Não acredito que estou fazendo isso.
CATHLEEN: Sabia que tomaria a decisão certa, ó sábio Magnus.
ZACK pega o desenho do bebê e o rasga no meio, dando metade para a garota.
ZACK: Aqui está.
CATHLEEN pega sua parte e coloca dentro do sobretudo.
CATHLEEN: Muito obrigada.
ZACK: Sabe, nós formamos um time e tanto lá atrás.
CATHLEEN concorda com a cabeça num gesto carregado de sarcasmo.
CATHLEEN: Com certeza. Vamos não fazer isso de novo, em breve.
Ela dá dois tapinhas no rosto de ZACK e dá as costas, indo em direção à Cherokee onde JOEY espera no volante.
CATHLEEN: [sem parar de andar] Sei que sou excelente no que faço mas… encare, Hayes. Nós nunca daríamos certo.
A garota entra no carro deixando ZACK com um tímido sorriso no rosto.
CENA 16 – INT. THE ALLEY – NOITE
Na lanchonete vemos poucas luzes ligadas e cadeiras sobre algumas mesas, denunciando que o horário de funcionamento acabou. Vemos JOEY e KENNEDY em uma das mesas com livros e cadernos à frente deles, mas sorriem e parecem conversar. Enquanto isso CATHLEEN esfrega o balcão e ZACK termina de colocar as cadeiras sobre as mesas, olhando para CATHLEEN vez ou outra. EHLIOS entra e todos voltam o olhar para o garoto.
EHLIOS: Então… encontros duplos no The Alley?
KENNEDY gira os olhos e começa a recolher suas coisas.
KENNEDY: Acho melhor eu ir embora.
A garota levanta e JOEY passa a recolher suas coisas também.
EHLIOS: Acalme-se, Lester. Só vim pegar minha carona pra casa. Não estou aqui pra interromper nenhuma noite romântica. Afinal, eu entendo a necessidade de um primeiro encontro depois de um beijo daqueles.
CATHLEEN parece confusa por um momento, mas logo olha incrédula para KENNEDY e JOEY. O garoto abaixa a cabeça enquanto KENNEDY olha com raiva para EHLIOS.
CATHLEEN: [abismada] Oh, meu Deus, é o Joey!! O Sr. Improvável!!
KENNEDY: Não!
KENNEDY aperta os olhos e vira-se para a amiga.
KENNEDY: [vacilante] Quer dizer… não é como se a gente…
CATHLEEN: [abismada] Oh, meu Deus, você ficou com o Joey?!
KENNEDY se aproxima do balcão.
KENNEDY: Cathy, eu ia te–
CATHLEEN: [abismada] C-como você pode… é… é o Joey!
JOEY: [ofendido] Hey! Como assim “é o Joey”?
Vemos ZACK tirar um molho de chaves do bolso enquanto ouvimos ao fundo KENNEDY, CATHLEEN e JOEY discutindo. ZACK joga as chaves para EHLIOS, que as pega.
ZACK: Cara, vai pra casa. Depois eu pego um ônibus… ou sei lá.
EHLIOS: Espera, você vai ficar aqui com os Rockets? Vamos pra casa.
ZACK: Você vai primeiro. Eu vou tentar apagar seu incêndio aqui.
EHLIOS: Por que você se importa tanto com essas pessoas?
EHLIOS aponta para os três jovens discutindo. Um falando por cima do outro.
EHLIOS: Eles não poderiam se importar menos com você.
ZACK, com uma expressão um pouco irritada, pega a mão de EHLIOS e coloca a chave nela.
ZACK: Só vai.
ZACK dá as costas e começa a se aproximar da discussão dos três—
EHLIOS: [tom alto] É ela, não é?
ZACK interrompe seus passos e os outros param de falar quando tem sua atenção tomada por EHLIOS. ZACK vira-se lentamente para o garoto e respira fundo, como se tentasse se controlar.
ZACK: [calmo] Ehlios, nem pense em fazer isso agora. Você pode esperar pra conversarmos sobre isso em casa?
EHLIOS: Não, cara, porque estou vendo você entrando em algo que não te fará bem. [aponta pra Cathleen] Essa garota não gosta de você!
CATHLEEN abaixa a cabeça e KENNEDY e JOEY parecem desconfortáveis.
EHLIOS: Nenhum deles gosta! Mais quantos cortes serão necessários pra você entender isso? Pra eles você é só um garçom.
ZACK engole a seco e JOEY, percebendo a situação, dá um passo a frente.
JOEY: [calmo] Ehlios, acho que você está passando dos limites.
EHLIOS: Não, não estou, Joey. Estou cansado de ver sua irmãzinha pisando nele—
ZACK: [calmo] Ehlios, pela última vez. Nós não vamos conversar sobre isso agora.
EHLIOS: E conversaremos quando? Ah, sim, no dia que você já tiver caído—
ZACK parece ir ficando gradualmente irritado.
ZACK: [irritado] Por que você se incomoda tanto quando tudo que eu quero é fazer alguma coisa dar certo pra mim nessa droga de vida que levamos!
EHLIOS olha para ZACK completamente surpreso com o tom incomum do garoto.
EHLIOS: [mais ameno] Mas ela não é a resposta pra isso, Zack. Sinto muito mas você ta trazendo mais sujeira pras nossas vidas.
ZACK: [irritado] É a minha vida! Isso não é da sua conta, Ehlios. Só porque você se tranca na sua bolha e se isola do mundo não quer dizer que eu tenha que fazer o mesmo!
EHLIOS sorri ironicamente e balança a cabeça em negativa, mas levanta as mãos em rendição.
EHLIOS: Okay, faça o que quiser, mas ela fará com você o mesmo joguinho que faz com todos os outros e depois que conseguir transar contigo, ela vai te dar um fora. Do mesmo jeito que fez com Harrison.
A expressão de ZACK vai da surpresa à revolta muda enquanto CATHLEEN prende um suspiro ao ouvir as palavras e seus olhos se enchem de lágrimas. KENNEDY aperta a mão da amiga e JOEY avança no colarinho de EHLIOS.
JOEY: [irritado] Okay, já chega! Vaza daqui!
EHLIOS tira as mãos de JOEY da sua blusa.
JOEY: [grita] Some, Ehlios!!
EHLIOS olha para os quatro que o encaram com ódio. Ele parece confuso por alguns segundos. O garoto então aperta os olhos e sai da lanchonete em passos largos.
Um silêncio toma o local.
KENNEDY passa o braço pelos ombros da amiga que, ainda estática, parece abalada com a situação. De costas para as duas está ZACK, também perplexo, ainda observando o local por onde EHLIOS saiu. JOEY dá meia volta e estende a mão para a namorada.
JOEY: Kay, acho melhor nós irmos.
A garota olha para a amiga, preocupada.
KENNEDY: Você vai fica bem?
CATHLEEN se recompõe.
CATHLEEN: Sim, vou. Eu cuido disso.
KENNEDY: Okay.
KENNEDY tira uma mexa de cabelo do rosto da amiga e sorri. Logo após ela pega a mão de JOEY e os dois saem da lanchonete. O sino da porta toca por longos segundos até que o silêncio volta a assolar o local. CATHLEEN, ainda observando ZACK de costas, cruza os braços e se encolhe, como se estivesse com frio.
ZACK: [nojo] Você transou com ele?
A garota respira fundo num suspiro tremido.
CATHLEEN: [tom baixo] Sim.
ZACK vira-se para encarar CATHLEEN. Ele tem uma expressão magoada no rosto, mas sua voz continua firme.
ZACK: E quando foi isso?
CATHLEEN: Logo depois que eu cheguei a Naranda.
ZACK balança a cabeça positivamente algumas vezes, com um olhar ferido.
ZACK: E ele já estava com Samantha.
CATHLEEN parece encolher-se ainda mais. A garota pisca várias vezes e olha pro teto quando a primeira lágrima corre seu rosto.
CATHLEEN: [voz trêmula] Sim.
ZACK: Quem mais sabe disso? Quer dizer… t-todo mundo sabe? Eu sou o único que não–
CATHLEEN enxuga a lágrima com rapidez.
CATHLEEN: Somente Kay e Joey.
A garota faz um grande esforço pra não chorar.
CATHLEEN: [riso nervoso] E de alguma forma Ehlios, aparentemente.
[MÚSICA – BAD DAY, DANIEL POWTER]
ZACK: [tom um pouco mais alto] Então ele está certo? Ehlios estava certo o tempo todo! O que estamos fazendo aqui, Cathleen? O que eu estou fazendo aqui?
CATHLEEN: [quase grita] Eu não sei, Zack! E eu sinto muito.
CATHLEEN respira mais uma vez e agora consegue controlar as lágrimas.
CATHLEEN: [irritada] Eu sinto muito se por um segundo eu achei que podia ter algo diferente e te arrastei pra isso tudo. Eu não posso! E eu sei disso! De alguma forma aquilo que você me disse naquela cozinha me trouxe de volta a realidade. [riso nervoso] Olhe pra mim! Eu não lavo louças e sirvo hambúrgueres! E eu nunca ficaria num serviço até meia noite e meia só pra conversar com um garoto. Vazia, despreocupada, sem se envolver com ninguém, isso é quem eu sou!
ZACK balança a cabeça em negativa.
ZACK: Eu não acredito nisso–
CATHLEEN: [riso irônico] E num mundo irônico e bizarro Ehlios é o único que aceita isso! Ele não tenta me salvar porque eu não preciso de salvação. [enfática] Você não precisa tentar me salvar, Zack, porque eu gosto de quem sou.
ZACK: [irritado] Não!! Eu…
ZACK olha pros lados e passa a mão nos cabelos.
ZACK: [tom baixo] Eu gosto de você, Cathleen. Eu não sei quanto a você, mas isso não acontece comigo com muita freqüência. A pessoa que você está descrevendo… não é quem eu conheço.
CATHLEEN: [irritada] E é isso que estou tentando te dizer, Hayes! A pessoa que você gosta… [sorri] não existe.
ZACK: [irritado] Por que você está fazendo isso? Por que você está sempre afastando as pessoas quando elas tentam realmente chegar à você? Quer dizer… você afastou a Kennedy porque tem medo demais de deixá-la saber quem você é e agora você está fazendo o mesmo comigo!
CATHLEEN: [grita] Eu acabei de te dizer quem sou!!
ZACK: [grita] Mas eu não aceito isso!!
A garota começa a tirar o avental.
CATHLEEN: [dá de ombros] Aí o problema já não é mais meu.
CATHLEEN joga o avental no peito de ZACK.
CATHLEEN: [seca] Lide com isso.
Ela passa por ele e começa a sair da lanchonete.
CATHLEEN: Eu me demito.
ZACK vira-se.
ZACK: [tom baixo] Não faz isso.
CATHLEEN: [sem parar de andar] Encare, Hayes. Nós nunca daríamos certo.
ZACK fecha os olhos e ouve a porta bater. Shot da lanchonete vazia e ZACK sozinho no centro. O garoto solta os ombros e agora tudo que ouvimos são os sons dos sinos de entrada.
CENA 17 – EXT. THE ALLEY – NOITE
CATHLEEN sai da lanchonete encarando o chão e tremendo. Ela levanta a cabeça e lá está a Cherokee preta, estacionada a sua frente. Através da janela vemos JOEY no volante e a porta de trás se abre revelando KENNEDY. A garota estende a mão.
KENNEDY: Entra.
CATHLEEN começa a chorar e entra no carro, deitando no colo da amiga. A porta se fecha e o carro parte.
CENA 18 – EXT. RANCHO JONES – NOITE
O jipe canta pneu na entrada da casa. EHLIOS sai do carro, irritado. Ele sobe os degraus da varanda e atravessa a porta da casa, jogando as chaves do carro sobre a mesa. O garoto sobe as escadas.
CENA 19 – INT. QUARTO DE EHLIOS – NOITE
EHLIOS bate a porta do quarto com força e se joga na cama, aumentando o volume do som no controle.
[MÚSICA – PRESSURE, STAIND]
A câmera gira velozmente ao redor dele várias vezes depois sobe e vira-se, filmando-o de cima. O garoto aperta os olhos e a câmera desce com rapidez e pára subitamente no rosto dele. Nesse momento ouvimos o barulho de algo se quebrar. EHLIOS senta na cama assustado.
EHLIOS: Zack?!
Sem resposta, EHLIOS coloca os pés no chão e vemos ao fundo um pouco de fumaça entrar por debaixo da porta. Uma luz crepitante reflete no chão do quarto. Ele levanta-se assustado e olha para a porta. Ele coloca a mão na fechadura, mas logo a balança no ar, com uma expressão de dor. O garoto estende a mão e aproxima-a devagar da porta, mas não consegue atravessá-la. Ele tenta mais algumas vezes sem sucesso e dá um soco na porta.
EHLIOS respira fundo e dá um salto no ar. Ao cair, ele atravessa o piso do segundo andar e bate com força na mesa da cozinha.
O garoto abre os olhos e vemos seu rosto em pavor. A câmera mostra o pequeno lustre no teto da cozinha pegar fogo e balançar perigosamente. EHLIOS joga-se para o lado, caindo no chão, na mesma hora em que o lustre vem abaixo e a mesa começa a pegar fogo. EHLIOS geme de dor e tosse.
O garoto afasta-se sentado e encosta-se na parede. Vemos duas paredes já foram tomadas pelo fogo. Ele tosse com mais força e se esforça para levantar. Olhando para a porta tomada pelo fogo, EHLIOS cobre o nariz com a camiseta. O garoto vai até a porta e dá um rápido chute com a parte de baixo do pé. Sem sucesso o garoto tenta novamente o arrombamento e sua calça começa a pegar fogo. Ele grita e cai sentado no chão, tirando a camisa rapidamente. EHLIOS bate a blusa na perna até que o fogo se apaga e então protege o nariz com o tecido. Tossindo muito, vemos EHLIOS piscar cada vez mais lentamente, até que o garoto cai desmaiado no chão da cozinha.
CENA 20 – INT. SALA DESCONHECIDA – NOITE
Num escritório luxuoso um homem engravatado entra rapidamente. Vemos uma poltrona alta virada de costas para ele. O homem parece com medo.
HOMEM: Senhor Heller, sinto informar-lhe que nossa segurança foi incapaz de impedir o roubo dos desenhos criptografados. Os cinco intrusos acabaram de deixar nossa instalação com posse dos documentos.
ULISSES fica em silêncio e o homem engole a seco, parecendo ficar ainda mais nervoso.
ULISSES: Ligue para a Liefield imeditamente. Ela saberá o que fazer.
CENA 21 – INT. SALA DESCONHECIDA – NOITE
A sala está escura e uma fraca luz de abajur clareia uma gaveta aberta. Dentro dela é jogada uma foto de uma noiva e por cima vemos cair uma foto de um bebê vestido de urso polar. As duas metades da foto estão coladas por uma fita adesiva. Por último vemos uma foto de uma menina correndo num campo verde cair sobre as anteriores. A gaveta é fechada. A câmera sobe revelando JULIA com o rosto sujo de fuligem. Ela apaga a luz do abajur e tira a blusa preta ficando apenas com o sutiã e a calça, também preta. JULIA dirige-se até o banheiro, onde a luz acessa reflete sutilmente no quarto não iluminado. Ela entra no banheiro e fecha a porta, tornando o quarto totalmente escuro. Tela preta.
PRODUÇÃO EXECUTIVA
Samir Zoqh
Luciana Rocha
ELENCO
Keira Knightley como Cathleen
Riley Smith como Joey
Paul Wasilewski como Zack
Ashly Lyn Cafagna como Kennedy
Bonnie Somerville como Julia
ELENCO RECORRENTE
Neve Campbell como Sarah
ESCRITA E EDITADA POR
Luciana Rocha
REVISADA POR
Marcos Damata
CRIADA E DESENVOLVIDA POR
Samir Zoqh
Luciana Rocha
MÚSICA TEMA
Late Great Planet Earth, Plumb
TRILHA SONORA
Suspended, Matt Nathanson
Sooner Or Later, Michael Tolcher
Bad Day, Daniel Powter
Pressure, Staind
A HYBRID STUDIOS PRODUCTION
DISTRIBUTED BY TELEVISION SERIES NETWORK
©2005
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