TeleSéries
Veja tudo o que aconteceu no especial de 40 anos do Saturday Night Live
25/02/2015, 10:57.
Paulo Serpa Antunes
Especiais
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23

O Saturday Night Live entrou na minha vida nos anos 90, com o advento da TV paga no Brasil. Mas eu sabia que o programa já existia muito antes: nas reportagens em revistas e jornais que diziam que Chevy Chase ou Eddie Murphy vinham da TV americana antes de estourarem na tela do cinema, nas referências aos Blues Brothers e por aí vai. Assistia ao programa via Sony, na época que a Sony era legal (e exibia diariamente reprises dos melhores episódios). Entrei naquela que para muitos foi a melhor fase do programa humorístico-musical (e pra mim certamente foi), a geração 90 de Kevin Nealon, Phil Hartman, Mike Myers, Chris Farley… Hoje sou um telespectador bisexto do programa – até porque, a Sony demora quase um ano para exibir os episódios no Brasil por conta de complicadas negociações de direitos autorais – mas é sempre bom saber que ele está ali e saber que é dele que virão os roteiristas e astros das próximas sitcoms que irei assistir.
No domingo, dia 15 de fevereiro, a NBC reuniu o elenco do programa, comediantes que passaram pela atração, atores renomados e músicos consagrados para uma homenagem ao Saturday Night Live, que está completando 40 anos de exibição ininterrupta. Ao longo de 3 horas e 30 minutos, gravadas ao vivo, o telespectador pode percorrer a história do programa e rir e se emocionar com o trabalho de muitos dos principais gênios da comédia mundial. O tributo foi especialmente rico pra quem, como eu, acompanha regularmente o programa. Mas mesmo para quem não é um grande fã vale a viagem. Especialmente para estes, fiz esta resenha crítica do programa, que contextualiza alguns quadros e alguns comediantes na história da atração. Espero que curtam a minha descrição. Afinal… Live from New York, it’s Saturday Night!
O especial abre com divertidíssimo número musical com Jimmy Fallon e Justin Timberlake cantando, dançando e fazendo algumas dezenas de referências aos muitos esquetes que marcaram o programa. É curiosa a escolha dos dois para abrir o show: mostra que Fallon realmente se tornou o grande astro cômico da NBC e Timberlake o melhor mestre de cerimônias da história recente do programa (já são 5 participações como host e uma como convidado musical). O quadro teve ainda interrupções de Rachel Dratch (avisando que aberturas musicais costumam derrubar a audiência do SNL), e de Molly Shannon, reprisando o papel da personagem Mary Katherine Gallagher.
Na sequência, temos uma linda abertura que cita o nome de todos os participantes do especial – que para ser perfeita só mesmo se fosse narrada pelo falecido Don Pardo, o locutor que fez história no do programa.
Entra em cena então Steve Martin para o primeiro monólogo da noite. O ator e comediante é um dos mais lembrados mestres de cerimônia do programa – já apresentou a atração 15 vezes – portanto nada mais justo que esteja ali. A primeira piada vem com força: ele compara esta celebração a uma reunião de colégio, onde quase todos os estudantes são brancos. Martin homenageia o produtor executivo Lorne Michaels (o que acontecerá diversas outras vezes ao longo da noite) e faz referências aos membros do elenco do programa que já morreram (incluindo Jon Lovitz, que estava bem vivo na plateia!). O monólogo é brilhante e divertido. E cheio de interrupções, com mais ex-hosts exigindo espaço na atração: começando por Tom Hanks (que apresentou 8 vezes o programa) e Alec Baldwin (16 vezes, o atual recordista) e passando por Melissa McCarthy, Chris Rock, Peyton Manning, Miley Cyrus, Billy Cristal e por fim Paul McCartney e Paul Simon, com direito a uma pequena canja de I’ve Just Seen A Face. É uma constelação de estrelas no palco! Se alguém tinha alguma dúvida que este especial seria imperdível ela terminou aqui.
Na sequência temos um videoclipe que reúne imagens dos 40 anos do programa. Ao longo do episódio teremos outros clipes nesta linha, todo com edição irretocável e sempre abrangendo o máximo de atores, convidados e fases da atração.
O primeiro esquete do programa é na verdade um remake. Dan Aykroyd repete o infomercial nonsense do Super Bass-O-Matic, da mesma forma que fez em um episódio da primeira temporada do programa, em 1976. Laraine Newman, que também esteve no quadro original, aparece na cena também, para beber a nojenta batida de peixe.
Antes de ir pro intervalo, aparecerá na tela a foto de Buck Henry, numa homenagem ao ator e roteirista que apresentou o programa 10 vezes. Nos outros blocos aparecerão imagens de Dick Ebersol, co-criador do programa, e Edie Baskin, ex-diretora de arte do programa. Todos eles estão bem vivos.
O primeiro grande esquete do programa é o Celebrity Jeopardy, que é uma sátira ao game show Jeopardy que foi ao ar nos anos em que Will Ferrell participou do elenco do programa. Ferrell volta a imitar o apresentador Alex Trebek num quadro em que ele fica fazendo escada para que outros membros do elenco ou atores convidados imitem celebridades. E acontece o mesmo aqui, em uma escala planetária! Darrell Hammond e Norm McDonald retornam com suas imitações precisas de Sean Connery e Burt Reynolds. Mas tem mais: Alec Baldwin aparece como Tony Bennett, Kate McKinnon como Justin Bieber, Taran Killam como Christoph Waltz e Jim Carrey como Matthew McConaughey. Fechando o quadro, aparece Kenan Thompson imitando Bill Cosby.
Os dois mais novos contratados do SNL, Pete Davidson e Leslie Jones, introduzem o próximo segmento, pra mim um dos mais legais da noite: imagens de arquivo mostram os testes feitos pelos comediantes para entrar no programa. É maravilhoso ver tantos ídolos, como Amy Poehler e Jimmy Fallon, tão jovens e tão intimidados. É legal ver ainda como os comediantes agregaram seu próprio material ao show: Dana Carvey já imitava a Church Lady e já cantava “Choppin’ broccoli” antes de entrar no programa, bem como Chris Kattan já imitava o excêntrico Mango. Curiosamente, o clipe também mostra vídeos de alguns comediantes que foram rejeitados pelo programa, como Jim Carrey, Zach Galifianakis e Stephen Colbert. Um tímido Andy Kaufman também aparece nas imagens – foi um colaborador importante nos primeiros anos do programa, mas nunca fez parte do elenco.
Robert De Niro aparece ao palco para um monólogo meio atrapalhado – com direito a se confundir com o texto mais de uma vez. Mas quem se importa? Ele é o Robert De Niro! E está ali para lembrar que o SNL não e só uma instituição da TV, mas de sua cidade, Nova York. A fala introduz o próximo clipe, que mostra quadros inspirados na cidade, cenas externas nas ruas de Manhattan e fotos do elenco. Destaque para as imagens do primeiro programa pós-9/11 (com o prefeito Rudolph Giuliani e bombeiros no palco) e para a trilha com Empire State of Mind, de Alicia Keys.
Na volta dos comerciais eis que surge Keith Richards ao palco, só pra anunciar o número musical de Sir Paul McCartney! A performance de Maybe I’m Amazed, do Wings, é arrasadora.
Jack Nicholson é o próximo no palco, e chega para comentar como era o mundo em 1975 e introduzir um clipe sobre humor político. Paródias de presidentes, candidatos a presidência, pré-candidatos, governadores invadem a tela. Mas ao longo das décadas vários políticos mostram ter senso de humor e toparam participar do programa – no vídeo vemos George Bush, Bob Dole, John McCain, Sarah Palin, Hillary Clinton e até Barack Obama no palco do SNL.
O próximo esquete é The Californians. Apresentado entre 2012 e 2013, o quadro é uma sátira de uma telenovela, com personagens loiros, ricos e de sotaque carregado (com exceção, claro, da empregada latina). Kristen Wiig, Bill Hader, Fred Armisen, Vanessa Bayer e Kenan Thompson reprisam seus papeis no quadro, agora com a adição dos convidados especiais Laraine Newman, Bradley Cooper, Kerry Washington, Taylor Swift e Betty White. Definitivamente não foi o meu momento favorito do especial, mas certamente uma boa parcela da audiência se divertiu com os cabelos loiros e cacheados de Kerry Washington, o sotaque incompreensível da Taylor Swift ou com o beijo de Bradley Cooper na Betty White. Pra mim foi mais legal foi o esquete pós-esquete, relembrando a Total Bastard Airlines: David Spade e Cecily Strong fazem o papel de dois comissários de bordo que tem a missão de colocar todos os atores para fora do set. Buh-Bye!
É chegada a hora do Weekend Update, o mais longo esquete da história da televisão – ao longo dos 40 anos de SNL, o telejornal só não foi ao ar entre 1981 e 1985 (ainda assim havia sempre no programa um quadro neste estilo). E para ocupar o lugar na bancada do telejornal fake nada mais justo do que deixar ela a cargo das três apresentadoras que fizeram história da atração: Jane Curtin (1976-1980), Tina Fey (200-2006) e Amy Poehler (2004-2008) – ficou faltando apenas um mulher na bancada, Cecily Strong, certamente por ter sido a que ficou menos tempo no ar. O segmento das notícias acaba sendo bem curto – com as melhores piadas ficando com Jane Curtin, lembrando que os 11 filmes baseados nos esquetes do SNL foram todos fracassos de críticas e ainda debochando da Fox News. O espaço fica aberto para atores famosos imitarem seus personagens/comentaristas favoritos do programa: Emma Stone encarna Roseanne Roseannadanna, a personagem da falecida Gilda Radner; Edward Norton assume o papel de Stefon – mas acaba precisando de uma ajudinha do próprio Bill Hader e de Seth Meyers. Melissa McCarthy imita Matthew Foley, o palestrante motivacional do também saudoso Chris Farley. Temos ainda a participação do “Land Shark”, encerrando o Weekend Update em pleno caos.
O clipe a seguir relembra os ex-apresentadores do Weekend Update e alguns momentos marcantes do quadro. Na volta, quatro ex-apresentadores estão no palco – Kevin Nealon, Norm McDonald, Seth Myers e Colin Quinn – todos para homenagear e chamar ao palco o primeiro âncora do telejornal, Chevy Chase. No discurso de agradecimento, Chase repete um segmento de seus anos no Weekend Update, o “News for the Hard of Hearing”. Basicamente, Chase lia as notícias e seu colega de elenco Garrett Morris (atuamente em 2 Broke Girls) gritava elas para aqueles que tem dificuldade de audição. O quadro é tão bobo e politicamente incorreto para os dias atuais, que é impossível não rir dele!
O programa reprisaráa ainda duas paródias de comerciais que fizeram sucesso: o cereal Colon Blow e a calça Mom Jeans. Os dois quadros são ótimos, claro, mas porque foram ao ar estes e não outros, eu realmente não sei.
E chegamos ao segmento mais engenhoso do programa. Uma homenagem aos números musicais, conduzida por Martin Short e Maya Rudolph imitando Beyoncé. O quadro é especial porque ele é realmente amplo, homenageando muitos personagens e fazendo o telespectador puxar pela memória cenas realmente antológicas. Primeiro entram em cena os improvisadores Garth & Kat (Fred Armisen e Kristen Wiig), que eu particularmente sempre achei bem chatinhos. Na sequência temos o duo The Culps (Ana Gasteyer e Will Ferrell). Joe Piscopo imita Frank Sinatra. E eis Dana Carvey no palco, no papel de Derek Stevens e tocando a hilária The Lady I Know (aquela do Choppin’ broccoli que já falei antes). Adam Sandler reencarna o Opera Man e Kenan Thompson faz sua terceira aparição na noite, aqui no papel DeAndre Cole (com sua trilha-chiclé What Up With That?), com Jason Sudeikis, dançando ao fundo. O segmento fica ainda melhor quando Steve Martin reprisa a canção King Tut – interpretada por ele num episódio de 1978, o single chegou a entrar no Top 100 da Billboard e vender mais de um milhão de cópias. E o auge vem a seguir, quando Bill Murray reprisa o papel de Nick Ocean, o cantor de boate. Acompanhado de Paul Shaffer no piano, ele nos brinda a melhor paródia de todo o programa: um love-theme do filme Tubarão! E, claro, não podemos falar em números musicais no SNL sem recordar dos The Blues Brothers. E são eles que fecham com chave de outro a atração – com Jim Belushi honrando o papel do irmão falecido, John Belushi, ao lado de Dan Aykroyd.
Entra em cena Chris Rock, com mais um monólogo matador. Ele fala da importância que teve para ele ver Eddie Murphy no Saturday Night Live. Murphy mostrava que comédia poderia ser trabalho e, mais do que isto, uma opção de carreira. “Eu queria ser Eddie Murphy”, diz Rock. Ele fala ainda algo que eu não sabia: que, no início dos anos 1980, após uma grande mudança no elenco, foi a chegada de Eddie Murphy que salvou o show do cancelamento. Tudo isto serve para introduzir ao palco o próprio Eddie Murphy que, convenhamos, é realmente uma grande lenda da comédia norte-americana (nos anos 80 era um dos grandes campeões de bilheteria de Hollywood) mas meio que caiu no ostracismo (para toda uma geração ele é apenas o Donkey de Shrek). Foi uma bela homenagem. E Murphy a recebeu realmente emocionado. Fiquei esperando que ele renasceria das cinzas ali, fazendo um matador número de stand up, mas ficamos apenas nos agradecimentos.
O ex-jogador de beisebol Derek Jeter e o jogador de futebol americano Peyton Manning são os próximos no palco, introduzindo o segmento de esportes. Verdade seja dita, pra um atleta se tornar host do SNL ele precisa ser realmente um esportista fenomenal ou ter grande personalidade. O clipe que segue lembra que este seleto grupo contou com as presenças de astros do calibre de Joe Montana, Michael Jordan e Michael Phelps. Outros tiveram que se contentar com participações especiais menores, como Shaquille O’Neal, Mike Tyson e Dennis Rodman, que também aparecem no vídeo. Ao final do clipe chegamos a mais um curtíssimo esquete em que Jason Sudeikis reprisa o papel de Pete Twinkle e Will Forte o de Greg Stink, os apresentadores da ESPN Classic. O quadro é tão curto e chega ao fim tão rápido, que não dá nem tempo de formar uma impressão.
Na volta do intervalo, Winn Butler e Candice Bergen fazem uma aparição relâmpago para apresentar o número musical da Miley Cyrus. Para quem sempre espera o pior de Miley, foi uma grande surpresa: uma versão charmosa e intimista de 50 Ways To Leave Your Lover, de Paul Simon, com a banda tocando em torno dela (e Fred Armisen no pandeiro).
Jerry Seinfeld é a atração na volta do intervalo (curiosamente, apesar de ser nova-iorquino e por uma década ter sido o grande astro da NBC, só foi duas vezes host do show). Após abrir com uma piada esperta (dizendo que ouviu falar que Brian Williams, o âncora da NBC que caiu em desgraça recentemente, foi membro do elenco original do SNL), Seinfeld explora um recurso clássico usado pelo hosts do show: dar espaço para uma falsa sessão de Q&A. Do palco, temos intervenções de Michael Douglas (detalhe: repare no olhar de Catherine Zeta-Jones quando ele diz que é um ícone sexual!), John Goodman, James Franco, Larry David, Ellen Cleghorne, Dakota Johnson (com uma piada bonitinha sobre 50 Tons de Cinza, mas que ela meio que perde o timing), Tim Meadows (que debocha do fato de que Robert Downey Jr. ter sido considerado o pior integrante da história do elenco do SNL pela Rolling Stone), Bob Odenkirk (que lembra que foi roteirista do SNL anos antes de se tornar o famoso Saul Goodman) e Sarah Palin, mais uma vez confundida com Tina Fey. Para mim este foi um dos segmentos mais fraquinhos do especial mas, pôxa, era preciso mesmo abrir alguns espaço para esta gente bacana!
Alec Baldwin e Tina Fey, da já saudosa 30 Rock, prestam uma homenagem ao colega de 30 Rock e ex-SNL Tracy Morgan. Lembrando que Tracy está vivo: mas passa por uma longa, delicada e difícil recuperação de um acidente de carro ocorrido em junho do ano passado. O pequeno clipe em homenagem a ele é bem estranho e de longe não mostra o seu melhor momento no programa. Mas a homenagem era fundamental.
Na volta, temos Christopher Walken introduzindo o número musical de Kanye West. Kanye vem com um apresentação performática, com um pout-pourri de Jesus Walks, Only One e Wolves – esta última ao lado de Sia e Vic Mensa. É uma apresentação que ficaria incrível num MTV Awards, mas não sei se combinou com o espírito da festa. Sempre achei legal no SNL que a banda, não importa o seu tamanho, se adaptava ao cenário. Kanye fez uma performance que, se vista isolada no Youtube, parece ter sido feita em qualquer lugar e não no estúdio 8H.
Louis C.K. sobe ao palco com uma constatação que muita gente já fez: os esquetes ao vivo são legais, mas os quadros gravados, os feature films do SNL, são muito melhores!
Zach Galifianakis é o proxímo no palco, usando a mesma peruca de Sia. E introduz um novo digital short assinado por Andy Samberg e Adam Sandler (com participações de Chris Parnell e Bill Hader). O clipe se chama That’s When You Break e fala daqueles não raros momentos do programa em que os comediantes não conseguem controlar a risada – e que a gente adora ver! Sei que tem muuuuita gente que torce o nariz para o Andy Samberg e para Adam Sandler, mas os dois são grandes compositores de canções de humor, os dois melhores que já passaram pelo SNL. Ver eles juntos, fazendo um bom quadro gravado, foi realmente legal.
Na sequência, Bill Murray anuncia um segmento in memorian, um tributo aos colegas do elenco e dos bastidores que já faleceram. A lista grande, claro, abre com Jan Hooks, que faleceu em outubro do ano passado, e fecha com mais uma piada, mais uma vez noticiando a falsa morte de Jon Lovitz.
Hora dos meus favoritos: Wayne’s World! Mike Myers e Dana Carvey, preciso admitir, estão meio velhinhos pro papel dos jovens roqueiros Wayne Campbell e Garth Algar. Mas o quadro, que pra mim é a síntese da cultura pop dos anos 90, segue adorável e fresco. Da piada com Kanye West à homenagem a equipe do programa, foi tudo muito bom e muito alegre e informal e pra mim um dos melhores momentos do especial.
O fim do especial se aproxima e Jack White, com as mãos no bolso, chama a última atração musical da noite: Paul Simon. Acompanhado da Saturday Night Live Band, devidamente homenageada por ele, Simon canta Still Crazy After All These Years. A escolha tem sua razão também: Simon a tocou no segundo episódio do Saturday Night Live, em 1975 (o primeiro episódio teve números musicais de Janis Ian e Bill Preston, que não tenho a mínima ideia de quem tenham sido!)
Na volta, é a hora da despedida, e agora sim, é a hora de Lorne Michaels tomar o centro do palco, emocionado, para ser ovacionado. Adoro esta parte do programa, ver os convidados sendo abraçados, os integrantes do elenco conversando no fundo. Só que desta vez era tanta gente naquele palco que era difícil prestar a atenção em algo!
E foi isto. Eu assisti as cenas deste episódio especial múltiplas e múltiplas vezes e parece que cada vez que eu vejo um pedaço eu descubro um detalhe novo. É um programa para se guardado e lembrado. E, mais do que tudo, foi uma homenagem digna a esta que é a maior escola de comédia da TV mundial.
Espero estar por perto para ver os Saturday Night Live pelos próximos 40 anos.
‘Two and a Half Men’ se despede da TV com números modestos
20/02/2015, 19:59.
Paulo Serpa Antunes
Notícias
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23

Men men men men, manly men men men… O episódio final da comédia Two and a Half Men foi ao ar nesta quinta-feira (19) nos Estados Unidos e a despedida, do ponto de vista de audiência, foi apenas regular.
O adeus definitivo da sitcom de Chuck Lorre teve público médio de 13,20 mihões de telespectadores. Na medição de audiência qualificada, entre o público de 18 a 49 anos, a série teve média de 3,1 pontos e 9% de share. O episódio contou com a presença de diversos convidados especiais, entre eles a volta de Jake (Angus T. Jones). O esperado retorno de Charlie Sheen, no entanto, não aconteceu.
De acordo com a NBC, este foi o maior desempenho da série em duas temporadas.
Em compensação, os número são modestos se considerarmos que Two and a Half Men foi uma das comédias mais assistidas da TV dos últimos 12 anos. A segunda temporada, exibida entre 2005 e 2006, teve média de 15,14 milhões de telespectadores. Já o episódio que decretou a morte de Charlie (Sheen) e a entrada em cena de Walden (Ashton Kutcher), em setembro de 2011, teve audiência recorde de 10,7 pontos na amostragem do público entre 18 a 49 anos.
O desempenho de Two and a Half Men também é fraco se comparado com a adeus de outras comédias da CBS. O final da divertida mas modesta The King of Queens, em maio de 2007, foi superior, com 13,61 milhões de telespectadores. Two and a Half Men bate os números absolutos do series finale de How I Met Your Mother, no ano passado, que teve 12,9 milhões de telespectadores – mas a série de Ashton Kutcher e Jon Cryer não se saiu tão bem entre jovens e adultos, já que HIMYM registrou 5,3 pontos de audiência qualificada em março de 2014.
Com informações do The Futon Critic e do banco de dados do TeleSéries.
Cansei de prequels: as primeiras impressões de ‘Better Call Saul’
15/02/2015, 18:17.
Paulo Serpa Antunes
Preview
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23

A primeira vez que eu ouvi falar a palavra prequel foi em um comentário em alguma rede social ou fórum. Alguém criticava o filme Quarteto Fantástico, de 2005, dizendo que ele era apena um prequel. O filme, que é muito ruim, parece mesmo um grande prólogo. Quando parece que o filme vai finalmente começar, ele termina.
Mas o neologismo prequel se popularizou alguns anos antes, eu é que não tinha prestado a atenção. Foi quando George Lucas decidiu forrar os bolsos filmando a segunda trilogia (ou seria primeira?) de Guerra nas Estrelas. Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma era um prequel – um filme anterior à sequência, voltando na ordem cronológica natural de narração da saga.
Prequels não são invenções narrativas do cinema. Na literatura são muitos os exemplos de autores que criaram histórias em torno de acontecimentos passados com personagens e universos que criaram: gente do calibre de J. R. R. Tolkien, C. S. Lewis e mais recentemente George R. R. Martin fizeram isto.
Na TV americana, o recurso narrativo vem ganhando corpo nas últimas décadas. O tradicional recurso de narrar acontecimentos em flashbacks ao longo do episódio deu lugar a episódios completos ambientados no passado. O recurso funciona incrivelmente bem com dramas, mas até em comédias aparece. Friends possui um episódio assim, The One With The Flashback. Frasier também possui parte de um episódio narrado assim, The Big Bang Theory e Desperate Housewives também.
Meu episódio favorito nesta linha é um da segunda temporada do drama policial The Shield, que ganhou o ótimo nome de Co-Pilot (co-piloto, mostrando justamente os acontecimentos que antecederam ao chocante primeiro episódio da série, em que Vic Mackey mata o seu colega Terry Crowley).
A partir de 2004, Lost mexeu com a linha narrativa das séries de TV, misturando flashbacks e flashforwards, às vezes no mesmo episódio. Mas Lost também em alguns momentos usou prequels para alinhar a narrativa. Em The Other 48 Days, por exemplo, descobrimos como foram os primeiros dias de Mr. Eko, Ana Lucia e dos demais sobreviventes voo 815 que se perderam dos demais. O recurso também vai ser usado para narrar a desastrada passagem de Rodrigo Santoro pela ilha em Exposé, enxertando a dupla Nikki e Paulo em vários momentos da trajetória da série.
Em seu melhor momento, Heroes surpreendeu com o episódio Six Months Ago – um prequel impecável posicionando todos os personagens da série seis meses antes dos acontecimentos do episódio piloto. De lá para cá, virou comum que serial dramas façam episódios prequels: Jericho teve um, Fringe teve dois (!!), recentemente Penny Dreadful teve um também.
E séries inteiras estão sendo desenvolvidas a partir da premissa do prequel: The Young Indiana Jones Chronicles mostrava as origens do arqueólogo criado por George Lucas. Smallville é o prequel do nascimento de Superman. A fracassada The Carrie Diaries tentou beber da fonte de Sex and the City. Caprica em Battlestar Galactica. Atualmente temos Gotham, Hannibal e, de forma meio torta, Bates Motel.
E projetos não faltam nesta linha: a segunda temporada de Fargo será ambientada no passado e terá como protagonista um versão jovem de Lou Solverson, o personagem de Keith Carradine no primeiro ano da série. O produtor Kurt Sutter trabalha numa minissérie prequel de Sons of Anarchy. Julian Fellowes afirmou estar interessado em narrar os primeiros dias de Downton Abbey.
Better Call Saul é, portanto, mais uma série a explorar este recurso: premiar os fãs de Breaking Bad com mais um pouquinho do universo extraordinário desta que é provavelmente a série televisiva mais influente do século XXI. Vamos embarcar nos primeiros dias da carreira do advogado de porta de cadeia Saul Goodman.
A série abre com um bela sequência em preto e branco, onde vemos Saul (Bob Odenkirk) escondido da polícia, trabalhando com outra identidade, como gerente de uma rede de fast food. Este é o vislumbre de seu destino. O que veremos em Better Call Saul é a sua origem: como Jimmy McGill, um advogado medíocre, que se sustenta trabalhando como frelance para a defensoria pública, vai fazer fortuna lavando dinheiro e representando organizações criminosas.
Em seu primeiro episódio, Better Call Saul consegue ser tão empolgante e bizarra e sofisticada como nos melhores episódios do segundo e terceiro ano de Breaking Bad, antes da série se tornar o fenômeno de massa que se tornou. Já no segundo episódio, que coloca com Saul prestes a ser assassinado no deserto, a série consegue se igualmente empolgante e tensa e desconfortável como foi durante todo o ano final de Breaking Bad.
Ou seja, Better Call Saul consegue ser tão fresca como sua antecessora e tão dramática como ela, o que a torna uma atração obrigatória para os fãs da obra de Vince Gilligan. E o que é melhor: Saul não está sozinho. Mike Ehrmantraut (Jonathan Banks) está na série, desde o piloto. E Tuco (Raymond Cruz). E sua gangue. E a simples possibilidade de que, em algum momento, possamos ter uma cameo de Jesse Pinkman (Aaron Paul) ou de Gus Fring (Giancarlo Esposito) já é motivo de sobra pra acompanharmos a série.
Mais do que tudo, Vince Gilligan é um grande contador de histórias e um grande cineasta, com uma equipe criativa afinada para fazer belos enquadramentos, grandes cenas e tirar mesmo de atores pouco conhecidos atuações grandiosas.
Mas Better Call Saul é um prequel.
É uma história que você sabe aonde irá, aonde termina, como termina. Você sabe que Saul não morrerá no deserto. Você sabe o destino de Mike. E de Tuco.
Este é o problema do prequel. Você sabe qual é o destino e só resta relaxar e curtir a paisagem durante a jornada.
Ou seja, Better Call Saul é bacana, certamente a melhor estreia destes primeiros dois meses do ano. Mas ela não tem, absolutamente não tem, como te surpreender.
* * *
Better Call Saul estreou no dia 8 de fevereiro nos Estados Unidos no canal AMC. A distribuição no Brasil é feita pela Netflix. Os dois primeiros episódios já estão disponíveis para os assinantes do serviço de streaming.
As primeiras impressões de ‘Fresh Off the Boat’
08/02/2015, 19:39.
Paulo Serpa Antunes
Preview
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23

Bem-vindo ao mundo das comédias familiares étnicas!
Pai, mãe e filhos. Durante muitas décadas, esta foi a fórmula infalível da comédia na TV americana. A grande maioria das séries giravam em torno de núcleos familiares bem definidos, oferecendo um tipo de humor feito sob medida para ser visto pelas famílias norte-americanas.
A fórmula pareceu ter se esgotado nos anos 90 do século XX e na década passada. O foco dos canais de TV passou pra comédias em ambiente de trabalho (Newsradio, Scrubs, The Office), na ênfase às relações de amizade (Friends, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory) ou mesmo em torno do “nada” (Seinfeld).
Fora de mora, eis que as relações familiares voltaram ao topo no final de 2009, com tudo o sucesso instantâneo de Modern Family. Aberta a novas configurações familiares, a série da rede ABC está em suas sexta temporada de sucesso, não cansa de ganhar prêmios e apontou um caminho para o canal, que hoje possui um bloco sólido de sitcoms nas noites de quarta-feira.
Todas estas sitcoms, claro, giram sobre famílias. Se Modern Family é a comédia das famílias modernas, a ABC emplacou rapidamente o seu contraponto com The Middle – uma visão mais realista de uma clássica família de classe média, mostrando como a crise econômica afeta o sonho americano. No ano passado, o canal acertou mais uma bola dentro, com The Goldbergs, buscando um público telespectador mais velho explorando o saudosismo dos anos 80, a década em que a revolução tecnológica e o consumo provocou profundas transformações na rotina das famílias.
Como em time que está ganhando não se mexe, a ABC radicalizou nesta temporada e foi buscar outros tipos de família para preencher sua grade. Acertou na mosca: em Black-ish, ela discute a identidade dos negros que saíram do gueto para os subúrbios, com Cristela, reabre espaço para mostrar a luta dos latinos por ascensão social nos EUA.
E agora, com Fresh off the Boat, o canal abre um espaço inédito na TV para mostrar como é uma família asiática.
Fresh off the Boat é, portanto, paradoxal: ao mesmo tempo igual a tudo que já vimos e inovadora por colocar um novo grupo cultural no centro da ação, que nunca vimos antes.
Inspirada na biografia Fresh Off the Boat: A Memoir, do chef de cozinha Eddie Huang, e assinada pela produtora Nahnatchka Khan (criadora de Don’t Trust the B—- in Apartment 23), a série acompanha uma família taiwanesa, que migra de Washington, onde vivia cercada de iguais no bairro chinês, para tentar realizar o sonho americano em Orlando, na Flórida. Daí vem o nome fresh off the boat, expressão usada para designar os estrangeiros que emergem numa nova cultura, desconhecida.
Eddie (o ótimo menino Hudson Yang) é o narrador. Mais velho de dois irmãos, Evan (o certinho) e Emery (o que só se dá bem), Eddie sofre para se readaptar numa nova cidade. Enquanto isto, seu pai (Randall Park, com passagem por The Mindy Project) tenta emplacar seu restaurante – que curiosamente não é um restaurante chinês, mas uma churrascaria, que imita uma rede de restaurantes popular. Ainda temos a vó (Lucille Soong). Mas o destaque do elenco mesmo fica com Constance Wu, que encarna o papel da durona matriarca da família. Sempre de cara fechada, pouco afetuosa e exigindo o máximo dos filhos, ela representa aquilo que imaginamos como o estereótipo de uma família chinesa.
Aliás, este era o grande medo da imprensa norte-americana quando Fresh off the Boat foi anunciada. Em tempos de A Entrevista, esta é mais uma produção feita para debochar de uma cultura que não conhecemos? Não, não é.
A graça de Fresh Off the Boat, assim como a de Black-ish, é mostrar o conflito entre tradição e modernidade na formação da identidade das famílias.
A série é ambientada nos anos 90 e vemos um Eddie que já pouco possui da cultura de seus antepassados – o garoto idolatra a cultura hip hop, citando o tempo todo rappers como Notorious B.I.G. e Snoop Dogg e astros do basquete. Ainda assim, para as outras crianças, ele não é um americano. Deste conflito temos uma sólida premissa para uma comédia.
Divertida e com boas referências aos anos 90, o que falta nos dois primeiros episódios de Fresh Off the Boat são mais e melhores piadas. As que estão lá funcionam, mas a série parece se arrastar um pouco.
De qualquer maneira, durando ou não (na primeira semana a série teve desempenhos distintos já que ao mesmo tempo que elevou a audiência de The Middle na estreia, não foi capaz de reter a audiência de Modern Family no segundo episódio), Fresh off the Boat é uma série a ser vista por tudo o que significa. A América é multicultural e cabe a TV refletir todas estas culturas. E a vez dos imigrantes asiáticos chegou, esta é a mensagem.
* * *
Fresh off the Boat estreou no dia 4 de fevereiro nos EUA, na rede ABC.
Game ‘The Legend of Zelda’ pode virar série da Netflix
07/02/2015, 20:26.
Paulo Serpa Antunes
Notícias
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23

Do Nintendo para a tela da TV. De acordo com The Wall Street Journal, a Netflix está planejando produzir uma série baseada no videogame The Legend of Zelda.
O projeto, ainda em estágio inicial, não seria uma animação e sim uma série com atores. Uma fonte anônima teria descrito para a reportagem que o plano seria produzir uma série que fosse uma espécie de “Game of Thrones para uma audiência familiar”.
A Netflix ainda não escalou produtores nem roteiristas para a empreitada, mas negocia o projeto junto com a Nintendo.
A série de games The Legend of Zelda foi criada em 1986 por Shigeru Miyamoto e Takashi Tezuka para o console NES e, assim como Super Mario Bros., evoluiu junto com os consoles da empresa. Do gênero RPG, o game é ambientado num universo de fantasia e acompanha o jovem Link em sua jornada para salvar a princesa Zelda. The Legend of Zelda já teve 17 diferentes versões e, estima-se que já tenha vendido mais de 67 milhões de cópias.
Com informações do The Wall Street Journal.
Jimmy Fallon promove reunião de elenco de ‘Saved by the Bell’. Veja o vídeo
05/02/2015, 22:38.
Paulo Serpa Antunes
Notícias
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23

It’s alright, ’cause I’m saved by the bell!
O comediante Jimmy Fallon conseguiu mais uma vez tornar seu programa de entrevistas assunto em toda internet. Depois de descobrir, no ar, que perdeu a chance de namorar Nicole Kidman, ele conseguiu viralizar mais um quadro do seu programa noturno, o The Tonight Show.
Desta vez, ele produziu um vídeo reunindo o elenco de uma das séries infanto-juvenis mais marcantes da TV americana: Saved by the Bell (que no Brasil fez sucesso no SBT com o nome Galera do Barulho). No vídeo, de 8 minutos, ele relembra sua adolescência na fictícia Bayside High e contracena com Zack (Mark-Paul Gosselaar), Slater (Mario Lopez), Jessie (Elizabeth Berkley), Kelly (Tiffani-Amber Thiessen) e o diretor Belding (Dennis Haskins). Só ficaram de fora da cena os dois atores que ficaram menos famosos do elenco: Dustin Diamond (o Screech) e Lark Voorhies (Lisa).
O vídeo abaixo, disponibilizado no Youtube, teve mais de 9 milhões de visualizações em menos de 24 horas:
Saved by the Bell foi ao ar pela NBC de 1989 e 1993 nas manhãs de sábado. Fez tanto sucesso que levou o canal a mudar a programação vespertina, exibindo mais séries com atores e reduzindo os desenhos animados da grade de programação. Gerou ainda dois spin-offs e dois telefilmes.
Episódio pós-Super Bowl de ‘The Blacklist’ tem quase 26 milhões de telespectadores
04/02/2015, 10:18.
Paulo Serpa Antunes
Notícias
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23

Red (James Spader) e Keen (Megan Boone) aproveitaram bem a chance de conquistar novos fãs. O episódio especial de The Blacklist, exibido pela NBC imediatamente após o Super Bowl, teve uma audiência média de 25,72 milhões de telespectadores, de acordo com os números finais do instituto de pesqusa Nielsen.
O episódio chamado Luther Braxton (Part 1), com participação especial do ator Ron Perlman (foto acima), marcou ainda 8,4 pontos de audiência entre o público entre 18 e 49 anos. Para comparação, a estreia da segunda temporada de The Blacklist, em setembro do ano passado, teve 3,4 pontos de audiência.
A NBC levantou ainda outros números curiosos sobre o programa: foi a maior audiência para um programa de entretenimento entre o público de 18 a 49 anos desde a transmissão do Oscar de 2014 (pela rede ABC) e por a maior audiência para uma série da NBC em mais de 10 anos – em 6 de maio de 2004, ER teve 28,4 milhões de telespectadores, na noite que marcou a despedida de Friends da televisão.
O desempenho da série, no entanto, ficou abaixo do conquistado no ano passado pela Fox com a comédia New Girl, que chegou a atingir uma audiência média de 26,3 milhões.
Já o Super Bowl XLIX entrou para a história como o evento esportivo mais visto da TV americana: 114,4 milhões de telespectadores assistiram a vitória do New England Patriots sobre os Seattle Seahawks e o show do intervalo de Katy Perry.
Com informações do Tv by the Numbers e do The Futon Critic.
Clipes prometem dezenas de convidados especiais no aniversário do ‘Saturday Night Live’
02/02/2015, 18:53.
Paulo Serpa Antunes
Notícias
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23

A NBC aproveitou a exibição do Super Bowl na noite do último domingo para promover o episódio especial de aniversário do Saturday Night Live. O programa humorístico vai celebrar seus 40 anos de exibição ininterrupta no dia 15 de fevereiro e, para celebrar a data, o canal promete trazer diversos comediantes que fizeram história no programa.
Nos intervalos do Super Bowl foram ao ar três vídeos curtos, que listavam os nomes dos astros que participarão do especial.
O primeiro vídeo apresentou os nomes de Justin Timberlake, Emma Stone, Derek Jeter, Jimmy Fallon, Paul McCartney, Chevy Chase, Kanye West, Adam Sandler, Melissa McCarthy, Will Ferrell, Robert De Niro, Tina Fey, Paul Simon, Jerry Seinfeld, Molly Shannon, Steve Martin, Mike Myers e Eddie Murphy. Confira:
Já Jack Nicholson, Amy Poehler, Jim Carrey, Peyton Manning, Dana Carvey, Kristen Wiig, Dan Aykroyd, Chris Rock, Alec Baldwin, Taylor Swift, Garrett Morris, Andy Samberg, Christopher Walken, Maya Rudolph, Tom Hanks, Martin Short, Betty White e Bill Murray são as atrações listadas no segundo vídeo:
E, por fim, um terceiro clipe repetia alguns nomes dos dois primeiros, mas completava a lista de convidados especiais com Bill Hader, Jane Curtin, Jon Hamm, Laraine Newman, Zach Galifianakis, Seth Meyers, Jason Sudeikis, Paul Rudd, David Spade, Kerry Washington, Fred Armisen, James Franco e Norm MacDonald.
A eclética lista reúne portanto ex-integrantes do elenco do SNL (como Tina Fey e Adam Sandler), apresentadores de sucesso da atração (como Alec Baldwin e Christopher Walken), esportistas que já assumiram com sucesso a função de mestres de cerimônia (como Derek Jeter e Peyton Manning) e grande nomes da música pop que já se apresentaram ao vivo no programa (como Paul McCartney e Paul Simon).
O especial de aniversário do Saturday Night Live será transmitido nos EUA num domingo, dia 15 de fevereiro, às 20h. No Brasil, os direitos de exibição da atração pertecem ao canal Sony.
Em busca de novos fãs, ‘The Blacklist’ retorna esta noite no cobiçado horário pós-Super Bowl
01/02/2015, 18:23.
Paulo Serpa Antunes
Notícias
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23

No domingo de Super Bowl não é apenas o título do futebol americano que está em jogo. Espetáculo mais assistido da TV no ano, com audiência que nos últimos anos tem ultrapassado os 100 milhões de telespectadores nos Estados Unidos, o Super Bowl também tem o poder de elevar às alturas a audiência das séries e reality shows que são exibidas logo após a transmissão da partida, gerando buzz e atraindo milhões de novos fãs.
Programada no ano passado para ir ao ar logo após o Super Bowl, a comédia New Girl, da Fox, saltou de uma audiência modesta na casa dos 5 milhões de telespectadores para 26,30 milhões de telespectadores. Em 2006, Grey’s Anatomy, da ABC, conquistou sua audiência recorde na história – 37,88 milhões. Mais bonito ainda fez Friends: 52,93 milhões de telespectadores em 1996, com o antológico The One After the Superbowl, episódio especial que contava com participações especiais de Brooke Shields, Chris Isaak, Julia Roberts e Jean-Claude Van Damme.
Este ano, a transmissão da final do futebol norte-americano é da NBC e a emissora decidiu reservar seu horário mais nobre para The Blacklist. O drama estrelado por James Spader retorna neste domingo de um hiato de mais de 80 dias, com a missão de ampliar ainda mais a sua audiência, que no último episódio inédito exibido, foi de 9,69 milhões de telespectadores.
Para tal, o criador da série, Jon Bokenkamp, preparou um episódio-evento em duas partes – ou seja, o episódio desta noite certamente acabará com um “To Be Continued”, que terá continuação na quinta-feira, dia 5 de fevereiro. “É uma grande oportunidade, e nós certamente aproveitaremos ela com muito gosto”, afirmou Bokenkamp em entrevista recente ao The Hollywood Reporter.
O episódio abrirá mostrando Keen (Megan Boone) e sua equipe tenanto resgatar Red (Spader), que foi capturado e levado a Factory, uma instalação para interrogatórios no meio Mar de Bering. O episódio introduzir[a ainda na série o ator Ron Perlman (A Bela e a Fera, Sons of Anarchy), no papel de um novo vilão, chamado Luther Braxton.
Bokenkamp promete que ao final dos dois episódios será revelado o que une Megan e Red – aquele que é o grande segredo da série.
Agora é aguardar as novidades, e torcer para ver The Blacklist aumentará sua base de fãs após o Super Bowl.
Com informações do The Hollyood Reporter.
‘Man Seeking Woman’, a série certa para quem não aguenta mais comédias românticas
27/01/2015, 20:28.
Paulo Serpa Antunes
Preview
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23

Na TV americana, nós sabemos, as novidades vem em ondas. Uma emissora emplaca CSI e nos próximo quatro ou cinco anos todas as concorrentes tentam criar um procedural drama igual ou melhor. Aí alguém cria Lost e, lá vam os estúdios nos empurrar um dúzia de serial dramas de mistério com elencos multiétnicos. A moda agora são os remakes de séries europeias. E adaptações para a TV de super-heróis.
E tudo isto sempre tem uma origem bem clara. Mas eu não sei o que deu em Hollywood, que este ano as emissoras deram pra apostar em comédias românticas. Talvez tenha sido o vácuo provocado pela ausência de How i Met Your Mother… Não sei dizer. Só sei que todo canal resolveu que precisava colocar no ar uma série com solteiros buscando o amor. A ABC tentou a sorte com Selfie e Manhattan Love Story. A NBC veio com A to Z e Marry Me. A Fox, que já possuía New Girl e The Mindy Project, tem uma sitcom chamada Weird Loners na fila para estrear. Só a CBS parece ter ficado imune da febre romântica.
Mas para quem torceu o nariz para os encontros e desencontros amorosos dos protagonistas de Manhattan Love Story e A to Z, eis que o FXX veio com uma série que parece ter sido pensada para satirizar todas as outras: Man Seeking Woman.
Estrelada pelo talentoso e discreto Jay Baruchel (da saudosa e fracassada comédia Undeclared) e assinada pelo jovem escritor e roteirista Simon Rich (que já passou pelo Saturday Night Live, colabora com a Pixar e já foi fruto de um artigo do The Guardian com o título Simon Rich: the funniest man in America?), a série parte do ponto de vista masculino pra mostrar como é difícil encontrar companhia nos dias atuais.
O telespectador acompanha a jornada de Josh Greenberg (Baruchel) que tenta recomeçar a vida após a separação da namorada Maggie (Maya Erskine). Ao sair da casa dela, com seu bichinho de estimação embaixo do braço e duas sacolas plásticas no lugar de malas, pássaros mortos caem na sua cabeça e uma chuva de granizo o atinge – enquanto ao seu redor tudo segue seco. A cena sinaliza o que vem por aí, uma comédia de realismo fantástico, onde o real e o absurdo convivem lado a lado.
E a fórmula funciona que é uma maravilha. Numa era de politicamente correto, seria extremamente difícil falar sobre os problemas que os homens tem com as mulheres sem ser machista (ou pior, cair na misoginia). Mas e se você sair para um encontro às cegas e a garota for realmente um troll? E se a sua ex-namorada estiver namorando um nazista, vão dizer que você é que está sendo ciumento? Veja bem, o cara não um fascistinha de direita qualquer, ele é o próprio Adolf Hitler!
É assim, indo aos extremos, abraçando absurdos, que o texto de Simon Rich vai conquistando o telespectador a cada cena e você é fisgado de vez quando Greenberg, de fracasso em fracasso, encontra ao acaso uma garota realmente legal (a fofíssima Vanessa Bayer, do Saturday Night Live).
Não é possível falar muito mais sem estragar o piloto. Apenas que a premissa da série é simples: para muitos homens é mais fácil escalar uma montanha ou ganhar o prêmio Nobel do que fazer a abordagem certa para a mulher certa. Se para você o jogo da sedução e do amor é um grande mistério, e as comédias românticas não te representam, esta aqui pode ser a sua comédia.
* * *
Man Seeking Woman estreou no último dia 14 de janeiro nos Estados Unidos, no canal FXX. Não existe ainda previsão de exibição no Brasil.
NBC adia estreia de ‘Hannibal’ mais uma vez
16/01/2015, 23:09.
Paulo Serpa Antunes
Notícias
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23

Os fãs de Hannibal vão ter que esperar ainda mais. A NBC anunciou esta semana que a terceira temporada da série baseada nos personagens de Thomas Harris irá ao ar apenas no próximo verão (do hemisfério norte).
Enquanto o primeiro ano da série estreou em abril de 2013 e o segundo em fevereiro de 2014, o terceiro ano só deve ir ao ar a partir de junho de 2015.
A informação foi confirmada nesta sexta-feira por Robert Greenblatt, o presidente da NBC. A explicação é que não foi das melhores: “É uma série aclamada pela crítica, que nós amamos. E também amamos o verão. Temos planos excitantes para este verão”, afirmou.
Na verdade, o verão é uma temporada de baixíssimos índices de audiência – tanto que as emissoras acabam exibindo no período muitas reprises ou apostando em programas de menor custo, como game shows e reality shows. A decisão sugere que a NBC não acredita muito no potencial da série de crescer e ampliar sua base de fãs.
Por outro lado, com menos concorrência, pode ser que mais gente assista a caçada dos agentes do FBI Will Graham (Hugh Dancy) e Jack Crawford (Laurence Fishburne) ao serial killer Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen). Só resta esperar para ver.
Com informações da Entertainment Weekly.
Golden Globe consagra as novatas The Affair, Transparent e Fargo
12/01/2015, 01:40.
Paulo Serpa Antunes
Notícias
Warning: Undefined variable $post_id in /home1/telese04/public_html/wp-content/themes/thestudio/archive.php on line 23

A 72ª edição do Golden Globe Awards, realizada neste domingo, dia 11 de janeiro, foi marcada pela novidade. A Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, escolheu The Affair, do canal Showtime, como a Melhor Série Drama, e Transparent, distribuída pela internet pela Amazon, como a Melhor Série de Comédia.
As duas séries receberam duas estatuetas cada, mesmo número de prêmios conquistado por Fargo, que disputava a premiação como minissérie. Fargo bateu True Detective, da HBO, que era uma das séries favoritas da crítica.
Outra grande novidade da noite foi o Golden Globe de Melhor Atriz em Comédia para Gina Rodriguez, de Jane the Virgin. Mais do que uma grande vitória para a jovem atriz latina, a estatueta é um marco para o canal The CW. Fundada em 2006, a emissora teen nunca sequer havia sido indicada ao Golden Globe, e saiu da festa com sua primeira estatueta.
Outra atração da noite foi a homenagem a George Clooney, premiado com o prestigioso Cecil B. DeMille Award. O prêmio foi apresentado pelos atores Julianna Margulies e Don Cheadle – colocando junto no palco, portanto, o casal que fez história nas primeiras temporadas do saudoso drama médico ER.
Confira abaixo os indicados e os vencedores (em negrito) nas categorias de televisão:
Melhor Série Drama
The Affair (Showtime)
Downton Abbey (PBS)
Game of Thrones (HBO)
The Good Wife (CBS)
House of Cards (Netflix)
Melhor Série Comédia
Transparent (Amazon)
Girls (HBO)
Jane the Virgin (CW)
Orange is the New Black (Netflix)
Silicon Valley (HBO)
Melhor Minissérie ou Telefilme
Fargo (FX)
The Missing (Starz)
The Normal Heart (HBO)
Olive Kitteridge (HBO)
True Detective (HBO)
Melhor Ator em Comédia
Jeffrey Tambor – Transparent
Don Cheadle – House of Lies
Louis CK – Louie
Ricky Gervais – Derek
William H. Macy -Shameless
Melhor Atriz em Comédia
Gina Rodriguez – Jane the Virgin
Lena Dunham – Girls
Edie Falco – Nurse Jackie
Julia Louis-Dreyfus – Veep
Taylor Schilling – Orange is the New Black
Melhor Atriz em Drama
Ruth Wilson – The Affair
Claire Danes – Homeland
Viola Davis – How to Get Away With Murder
Julianna Margulies – The Good Wife
Robin Wright – House of Cards
Melhor Ator em Drama
Kevin Spacey – House of Cards
Clive Owen – The Knick
Liev Schreiber – Ray Donovan
James Spader – The Blacklist
Dominic West – The Affair
Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme
Billy Bob Thornton – Fargo
Martin Freeman – Fargo
Woody Harrelson – True Detective
Matthew McConaughey – True Detective
Mark Ruffalo – The Normal Heart
Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme
Maggie Gyllenhaal – The Honorable Woman
Jessica Lange – American Horror Story
Frances McDormand – Olive Kitteridge
Frances O’Connor – The Missing
Allison Tolman – Fargo
Melhor Atriz Coadjuvante em TV
Joanne Froggatt – Downton Abbey
Uzo Aduba – Orange is the New Black
Kathy Bates – American Horror Story
Allison Janney – Mom
Michelle Monaghan – True Detective
Melhor Ator Coadjuvante em TV
Matt Bomer – The Normal Heart
Alan Cumming – The Good Wife
Colin Hanks – Fargo
Bill Murray – Olive Kitteridge
Jon Voight – Ray Donovan
Nuvem de Séries
24 30 Rock 90210 American Horror Story American Idol Arrested Development Arrow Battlestar Galactica Bones Breaking Bad Brothers and Sisters Castle Chicago Fire Chuck Community Criminal Minds CSI CSI:Miami CSI:NY Damages Desperate Housewives Dexter Doctor Who Downton Abbey Elementary ER Friday Night Lights Friends Fringe Game Of Thrones Ghost Whisperer Gilmore Girls Glee Gossip Girl Grey's Anatomy Grimm Hart of Dixie Heroes Homeland House How I Met Your Mother Law & Order Law & Order: Special Victims Unit Lost Mad Men Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. Medium Modern Family NCIS New Girl Once Upon a Time One Tree Hill Parenthood Parks and Recreation Pretty Little Liars Prison Break Private Practice Psych Pushing Daisies Revenge Samantha Who? Saturday Night Live Scandal Scrubs Smallville Smash Supernatural Terminator: The Sarah Connor Chronicles The Big Bang Theory The Following The Good Wife The Mentalist The New Adventures of Old Christine The O.C. The Office The Simpsons The Sopranos The Vampire Diaries The Walking Dead The X Files True Blood Two and a Half Men Ugly Betty Veronica Mars White CollarCategorias
- 15 Razões (24)
- Audiência (70)
- Biblioteca de Séries (1)
- Borracharia (21)
- Colírio (5)
- Conexão (14)
- Entreatos (16)
- Estilo (31)
- Ficção (séries virtuais) (29)
- Gastronomia (67)
- Ligado no Streaming (30)
- Memória (26)
- Opinião (558)
- Séries & Eu (6)
- Sintonia (11)
- Sobre o TeleSéries (72)
- Spoilers (578)
- TeleRatings (314)
- TV Brasil (2,638)
- Comic Con (84)
- Novos Pilotos e Séries (1,403)
- Participações Especiais (991)
- Programação EUA (571)
- Upfronts (44)