Alcatraz – The Ames Brothers e Sonny Burnett

Data/Hora 10/03/2012, 22:51. Autor
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Alcatraz está dando trabalho para quem acompanha a série, muitos mistérios para serem desvendados e uma história que fica difícil de entender com tantos pontos vagos. Eu continuo achando interessante, mas isso fica longe de estar empolgada. Acredito que o desfecho dessa temporada vai ser essencial para conseguir dar um diagnóstico definitivo para a nova história de J. J. Abrams e também para Alcatraz mostrar se tem gás para continuar, já que as baixas audiências registradas nos Estados Unidos não devem estar empolgando a FOX. A estreia americana de Alcatraz  bateu recorde de audiência, chegou a dez milhões de telespectadores e se tornou a melhor estreia de série dramática no canal americano. No entanto, o sétimo episódio teve audiência somente em torno dos seis milhões de telespectadores, uma queda representativa.

Episódios (Esclarecimento)

Partindo para os últimos episódios da 1ª temporada, para dificultar ainda mais um pouco o entendimento da série, a FOX americana fez o favor de trocar a ordem de exibição de alguns episódios. Como seguimos aqui o calendário americano acho bom fazer um esclarecimento. Se você está acompanhando a série através dos sites brasileiros de download provavelmente está indo na ordem que acabamos seguindo aqui no TeleSéries e assistiu o episódio 1X08, Clarence Montgomery, na semana passada. Acontece que segunda-feira, dia 27 de fevereiro, quando deveria ir ao ar esse episódio a FOX acabou cancelando Alcatraz para passar a corrida da Nascar, de Daytona Beach. O Twitter oficial da série, após divulgar a exibição normal do episódio naquele dia, informou o seu cancelamento e também a exibição dupla dos episódios 1X09 – The Ames Brothers e 1X10 – Sonny Burnett na segunda seguinte, dia 5 de março. O episódio 1X08, Clarence Montgomery, só passa na TV americana dia 12 de março. Apesar disso o episódio foi disponibilizado semana passada para download através do iTunes, nos Estados Unidos. Então eu recomendo que você tente seguir a ordem originalmente correta como está a ordem dos reviews aqui no site, já que a continuidade original nos confunde mais que o suficiente. Não sei como vai ser a exibição pela a Warner Channel no Brasil, eles estão ainda no episódio 1X06, Paxton Petty, mas acredito que devem seguir a ordem original.

The Ames Brothers

Dando valor à ordem correta dos fatores, vamos seguir com o episódio 1X09 que nos apresenta os Ames Brothers (podia ser um nome de banda), que vem logo com três 63’s voltando de uma vez. Os irmãos Herman Ames e Edward “Pinky” Ames* são assaltantes de bancos à procura de ouro e voltam em 2012 junto com o guarda corrupto que auxilia os dois, Donovan . O Não-Se-Sabe-Quem (sim, me inspirei em Harry Potter), responsável por organizar a volta dos desaparecidos de Alcatraz envia ao mesmo tempo o trio que foi responsável por uma das mais audaciosas fugas do presídio, isso segundo o próprio diretor misterioso Warden Edwin James**.

O flashback do episódio apresenta o plano dos irmãos Ames 50 anos atrás: roubar barras de ouro escondidas em uma sala no porão do presídio. A existência do ouro era uma lenda urbana, inclusive tratada pelos livros do Dr. Diego Soto, e devia estar escondido em Alcatraz desde a época da Guerra Civil***. Como eles iriam sair de lá depois de roubá-las é que fica difícil de entender. Mesmo com a ajuda de um dos guardas deveria ser praticamente impossível fugir com aquele ouro todo de Alcatraz. Em 29 anos ninguém conseguiu fugir do presídio de qualquer maneira, pelo menos é o que diz o guia de visitação**** em 2012 em uma cena no início do episódio.

Os irmãos Ames conseguem copiar as chaves do diretor James, mas quando tentam abrir a porta descobrem que estão com as chaves erradas. Ainda assim são pegos por James, o vice-diretor de Alcatraz E. B. Tiller e o guarda novato que descobriu o plano dos presos, Ray Archer , lembram dele? O tio-avô de Rebecca Madsen usando um nome falso conseguiu trabalhar no presídio e agora ganhou a confiança de James. Assim ele promete ao irmão Tommy Madsen descobrir o que estão fazendo em Alcatraz com o sangue que retiram dos prisioneiros. Em uma conversa dos irmãos Ames ainda percebemos que os presos têm mais medo da enfermaria do que da solitária.

Acredito que eles devem ter copiado a chave daquela outra sala misteriosa onde James colocou um prisioneiro no episódio 1X04, Call Sweeney. Naquela ocasião James mencionou que um residente do porão teria interesse de falar com esse preso (que no episódio trai a confiança de Sweeney) e que ele teria um futuro brilhante a partir daquele momento. Essa porta é fechada por três chaves e abre para fora, a porta onde estavam as barras de ouro abre pra dentro e é fechada por dois cadeados. Segundo James, os irmãos Ames quase fugiram do presídio com o plano que elaboraram. E o mistério das portas continua.

Na época atual os irmãos aparecem voltando dentro do presídio e matam um dos funcionários misteriosos de Emerson Hauser. Soto descobre quem são e logo é feito refém e preso na solitária pelos Ames, acaba sendo útil ajudando os prisioneiros a atualizar o mapa que eles tinham de Alcatraz. Soto estudou a história dos dois, mas só agora convivendo com eles descobre que os irmãos possuíam ajuda de alguém que tinha acesso e conhecimento do presídio e que eles não estavam tentando simplesmente fugir de Alcatraz, mas que o mito do ouro escondido no presídio era verdadeiro.

Os irmãos conversam sobre algumas situações interessantes, Herman discute com o irmão o “carma” de ter o mapa desatualizado e acabar voltando justo perto de um especialista em Alcatraz que pode atualizá-lo. Aliás, esse é o carma do seriado todo, afinal os presos voltam com tudo que precisam a mão para voltar a cometer os crimes de antes ou cumprir as tarefas que recebem não se sabe como do Não-Se-Sabe-Quem. Apesar do trio aparecer direto em Alcatraz em 2012, uma conversa entre os irmãos fala de um encontro um mês antes em um passeio e ambos questionam o que aconteceu, a “coincidência” de terem encontrado justo com o guarda que os ajudou na tentativa de roubo 50 anos atrás. Então dá para entender que eles voltaram em torno de um mês antes e se encontraram em um passeio onde resolveram voltar para Alcatraz para roubar o ouro.

Os irmãos Ames acabam mortos por Rebecca e Donovan acaba capturado durante a tentativa de roubo. O guarda chega a abrir a porta onde deveria estar guardado o ouro mas a sala está vazia. Em um flashback do diretor James, vimos que ele abre a sala e lá estão o ouro e armamentos militares (anteriormente Alcatraz foi base militar). Outro mistério é descobrir onde foi parar esse ouro. Tudo aponta para o diretor James. Até Hauser no final do episódio, depois de capturar Donovan, faz três questionamentos para o guarda (dentro da sala do assustador Dr. Beauregard):

– Porque todo mundo estava tão interessado em Tommy Madsen?

– O que o guarda Ray Archer sabia?

– E o diretor James? Ele também voltou? É ele que está disposto a matar por essas chaves?

Acho que essas questões são a chave do seriado e as nossas principais dúvidas. Nesse episódio também vimos o diretor e vice-diretor de Alcatraz discutirem novamente e são percebidas tensões entre os dois em relação ao tipo de tratamento dado aos presidiários. E. B. Tiller acredita que se preocupar com eles é perda de tempo, enquanto isso James pensa que vale a pena tentar “salvá-los”. Como mencionei no review anterior, acho que o relacionamento dos dois é o ponto chave no desfecho do seriado. Até agora não descobrimos o que aconteceu com James, se ele sumiu, pulou no tempo ou saiu de Alcatraz antes de 21 de março de 1963.

Outro fato interessante é que Hauser é baleado e usa um pó estranho e uma injeção, que ele tira de uma pastinha que parece ter várias coisas estranhas, e fica novinho em folha. Dúvidas? Muitas. Lembrei que Hauser aparece como um guarda novato em Alcatraz nos anos 60, fiquei pensando em quantos anos ele deveria ter agora, 50 anos de espaço de tempo, mais pelo menos uns 20 anos para já ser guarda naquela época, então Hauser tem cerca de 70 anos? Tá um tanto enxuto.

Esse episódio foi o primeiro a passar integralmente dentro de Alcatraz e o temporal e as quedas de luz deram um clima muito bom para ele, deixando o presídio mais assustador do que o natural. No final fiquei com uma dúvida, quando aparece na volta em 2012 Pinky tem o mindinho da mão esquerda pela metade e durante os flashbacks só vimos o próprio Pinky sendo responsável pelo corte da metade da mão do mindinho de outro preso. Perdi alguma coisa ou esse item ficou sem explicação?

Sonny Burnett

O episódio que segue o dos irmãos Ames é o 1X10, com Sonny Burnett. Acredito que dá pra entender a insistência da FOX em manter a apresentação na TV desses dois episódios juntos. Sonny Burnett, perto do The Ames Brothers, é um tanto chato, depois do 1X09 ser bem interessante sendo o primeiro onde a história acontece toda dentro de Alcatraz e com três 63’s voltando de uma vez, o episódio 10 é sem graça e diminui o ritmo do seriado. Burnett é o prisioneiro #AZ-2088 e nosso primeiro sequestrador, foi preso nos anos 60 devido a sequestros em que conseguia grandes quantidades de dinheiro e devolvia as vítimas sãs e salvas. O último sequestro que comete consegue 100 mil de recompensa e é traído por sua namorada que foge do esconderijo, entrega o parceiro à polícia e depois fica com o dinheiro para si.

Apesar de procurar somente o dinheiro e sempre devolver as vítimas ilesas, 50 anos depois quando reaparece, Burnett é um homem muito mais violento. Mata e tortura suas vítimas e seu interesse principal não é o dinheiro, mas se vingar de quem o traiu, a ex-namorada Helen. Burnett sequestra e mata o marido de Helen, assassina um amigo do casal e enterra viva sua filha. Ele ainda mata mais dois policiais que fazem a segurança de Helen só para conseguir entrar na casa dela e contá-la pessoalmente que matou e esquartejou seu marido, pura maldade. Além disso, Burnett vai morar e planeja toda a vingança na casa de um homem com problemas de saúde que também é morto covardemente pelo agora assassino e sequestrador.

Durante os flashbacks que mostram Burnett nos primeiros dias de Alcatraz vimos um homem sendo transformado aos poucos pelo ambiente em que foi inserido. Um dos principais responsáveis por essa mudança de comportamento é o vice-diretor E. B. Tiller. Nesse episódio percebemos ainda mais a crescente desavença de Tiller com o diretor James, que inclusive faz ameaças ao vice-diretor.

O que volta com força nesse episódio é a presença de Tommy e o interesse de Hauser no seu paradeiro. O agente do FBI coloca Ray Archer sob vigilância da polícia e é chamado pelo tio-avô de Rebecca, ele pede que Hauser tire Becca do caso. No entanto, Rebecca tem tido pesadelos com o avô e espera mais do que nunca descobrir onde está Tommy e o que aconteceu com os presos de Alcatraz 50 anos atrás.

 

Outra descoberta interessante é a do Dr. Beauregard, segundo ele o sangue dos presos que estão voltando possui, além de plasma e plaquetas, prata coloidal, um elemento conhecido por ter propriedades curativas e que tem mantido os corpos dos presos saudáveis e suas feridas cicatrizando mais rapidamente. O doutor acredita que o sangue de um preso com o mesmo tipo sanguíneo de Lucy pode salvá-la. Com essa informação Hauser agora quer todos os presos capturados com vida. Ele consegue prender Burnett vivo, mas apesar dele ter o mesmo tipo sanguíneo de Lucy, ele não possui a prata coloidal capaz de ajudar a doutora. Que coincidência não? Logo o preso que poderia ajudar a salvar a vida de Lucy não tem o elemento que tem sido encontrado nos outros 63’s.

Ah, adorei o Soto dizendo que conhece muitos seres humanos e com certeza Hauser não parece ser um deles. Acho que Alcatraz deveria investir mais nessa característica engraçada de Soto. Assim como o Dr. Beauregard dizendo sobre Brunett: “Eles são tão fofos quando jovens”. Em relação à Rebecca, acho que ela está mais participativa nesses últimos episódios, mas fico com a sensação que ela deveria questionar mais o que acontece a sua volta, principalmente seu tio-avô e Hauser que escondem muitos segredos dela. E os pesadelos de Becca não são à toa, uma das últimas imagens do episódio é Tommy na janela da neta a observando dormir. Acho que Alcatraz está encaminhando bem para o desfecho da temporada, nos resta saber o quanto de mistério será desvendado até lá. Espero que esclareçam muita coisa e consigam fazer um bom gancho para a segunda temporada, potencial tem.

* Encontrei outra dupla de irmãos na história de Alcatraz: entre as fugas mais famosas do presídio está a de Frank Morris com a dupla de irmãos John Anglin e Clarence Anglin. Durante a fuga Morris foi pego pelos policiais e revelou o plano dos irmãos Anglin. Dias depois capas de chuva utilizadas pelos irmãos foram achadas no mar, o relatório oficial da época registrou que John e Clarence morreram afogados.

** Pesquisei sobre a história de Alcatraz e me chamou a atenção o nome do primeiro diretor do presídio: James A. Johnston foi diretor na Rocha de 1934 a 1948 e, assim como o James da ficção, ele acreditava na recuperação dos presos através de trabalho e disciplina. No entanto, em alguns momentos a fé do personagem Warden Edwin James na recuperação de alguns presos me parece um pouco irônica.

***Entre os anos de 1848 e 1855 na Califórnia ocorreu a Corrida do Ouro, muitas pepitas do metal foram encontradas nas margens do Rio American. Em um intervalo de apenas um ano o estado passou de 15 mil para 100 mil habitantes, o que foi um dos motivos para a Ilha de Alcatraz se tornar uma base militar. Em 1861 eclodiu a Guerra Civil Americana.

**** Atualmente a ilha é gerenciada pelo Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos e Alcatraz recebe mais de um milhão de turistas por ano.

Alcatraz – Clarence Montgomery

Data/Hora 04/03/2012, 16:12. Autor
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O episódio oito de Alcatraz chegou recheado de respostas e nossas mentes, cansadas de imaginar mil e uma teorias da conspiração, podem relaxar um pouco. No entanto, logo depois podemos voltar ao trabalho porque ficou ainda mais interessante tentar entender o que realmente aconteceu em 21 de março de 1963.

O personagem principal desta vez é Clarence Montgomery, prisioneiro da cela 131, ele é o caso mais interessante dos presos de Alcatraz que voltaram até agora. Montgomery é um ótimo cozinheiro e foi o primeiro afro-americano a ser chefe de cozinha em um clube de campo chique em Tallahassee, capital do estado da Flórida. No clube ele trabalhou seis anos e se apaixonou pela filha do dono. Com esses ingredientes só poderíamos esperar um drama, Montgomery estava planejando fugir com a namorada Ellen Casey e morar em uma casa simples que tinha conseguido comprar. Mas, citando nossa abertura da série: “não foi isso que aconteceu”.

Ellen foi encontrada morta no campo de golfe perto de uma festa onde Montgomery era o cozinheiro. Acontece que o nosso 63’s deste episódio é inocente! Montgomery não matou Ellen. Ficamos sem saber quem de fato cometeu o crime de 1958, o culpado é preso depois que Emerson Hauser entrega uma ficha policial com os dados do verdadeiro assassino para o chefe da polícia local, mas não ficamos conhecendo o assassino nem seus motivos para cometer o crime.

Agora, como e desde quando Hauser sabia quem era o verdadeiro culpado? Parece que tudo foi arranjado para que de algum jeito Montgomery acabasse em Alcatraz 50 anos atrás. Hauser entrega a ficha do verdadeiro assassino para acalmar o chefe da polícia local que quer ficar bem na foto e no momento tinha seus homens inquietos trabalhando na equipe de Hauser (deve ser aquela acionada pelo “bat-fone” vermelho). Eles estavam nervosos porque não aceitavam bem todas as suposições que envolviam trabalhar para Hauser, ou seja, estavam muito confusos, mas enfim, quem não está?

Um aspecto interessante no episódio é o fato de ser o primeiro a tratar dos presos negros. Em Alcatraz, negros e brancos eram separados em áreas de celas diferentes e comiam em refeitórios separados. Montgomery um dia foi convidado pelo misterioso diretor do presídio Warden Edwin James para cozinhar para todos os prisioneiros juntos. Montgomery ficou muito feliz em cozinhar novamente, principalmente a sua especialidade “costeletas de porco”, mas não esperava que o preconceito naquela época gerasse a violência que resultou em muita briga e pouca comida no refeitório.

O caso de Montgomery ainda é mais interessante porque apesar de ser inocente antes de entrar em Alcatraz, descobrimos que depois de passar por um tratamento no presídio ele começa a matar sem entender a razão. E o pior, mata imitando as características do assassinato de Ellen. Faz tudo rigorosamente igual, a não ser por um detalhe: o assassino da sua namorada era canhoto e não sabia manusear uma faca tão bem como Montgomery que era destro. Então, quando crimes muito parecidos voltam a acontecer em São Francisco essas diferenças são rapidamente detectadas pela legista que tem um “affair” com Dr. Diego Soto. Aliás, a cena dos dois marcando um encontro e o jeito da Rebecca Madsen saindo porta a fora deu uma quebra legal no episódio, deveriam ter mais alguns nesse gênero.

Montgomery entrou inocente em Alcatraz, mas o experimento do (agora ainda mais assustador) Dr. Beauregard o transformou em assassino. O médico (que fuma um cigarro atrás do outro e me lembra o “canceroso” do Arquivo X) usou a técnica da psicóloga Dra. Sengupta ao contrário, ou seja, ao invés de tirar memórias ruins dos presos e transformá-los em pessoas que não cometeriam os mesmos erros do passado, Dr. Beauregard coloca Montgomery preso na cadeira de choque utilizada no experimento e mostra imagens do crime de 1958 e do julgamento de Montgomery. Assim, além de matar um colega de presídio enquanto trabalhavam na lavanderia da Rocha, Montgomery volta 50 anos depois e mata mais duas moças muito parecidas com a ex-namorada, imitando todas as características do crime original.

Neste episódio, o trio Hauser – Soto – Rebecca segue trabalhando mais unido e atuando mais próximos uns dos outros, o que enriquece a equipe central do seriado. Com o trabalho dos três foi possível descobrir um amigo de Montogomery da época da Rocha, Emmit Little, atualmente um cadeirante morador de Oakland, o preso #AZ-2410 foi um pequeno gangster do Harlem, era manda chuva do Partido Pantera Negra e foi liberado de Alcatraz em 1961. Até então acreditava que seu amigo cozinheiro tinha sido transferido para Lompoc e morto em 1965, mas nós sabemos que… não foi isso que aconteceu. Montgomery é descoberto se refugiando na casa de Emmit, mas acaba pedindo para que o amigo mate-o antes da polícia prendê-lo com medo do que ele próprio está fazendo depois que saiu de Alcatraz e pulou 50 anos no tempo: ele não consegue parar de matar.

Fiquei cheia de questionamentos depois desse episódio, como por exemplo, o que fizeram com Montgomery em Alcatraz? Foi transformado em um assassino por quê? Dr. Beaugerard agiu escondido da Dra. Sengupta, e por sinal até agora não vimos nenhum preso que tenha ficado bonzinho graças ao tratamento que ela inventou, só vimos um se tornar assassino, como no caso de Montgomery. Outros dois personagens que deram asas a nossa imaginação foram o diretor de Alcatraz James e o vice-diretor E.B. Tiller. O primeiro já foi visto colocando um preso em uma sala assustadora no final do episódio 1X04 – Call Sweeney e em outras tantas situações, mas nesse episódio ficamos sabendo claramente que ele é o responsável pelo sangue retirado dos presos, e o pior, o sangue é recolocado de volta posteriormente e o Dr. Beaugerard questiona James sobre o que é feito com o sangue dos presos antes de ser reinjetado nos mesmos, mas obviamente não obtém resposta, bem, nem nós. Tiller por sua vez é visto várias vezes nesse episódio tratando mal os presos, até que é posto por James a controlar a confusão do refeitório depois da mal sucedida costeleta de porco preparada por Montgomery. Acho que vamos ter alguma história entre esses dois sendo esclarecida até o encerramento da primeira temporada.

No final do episódio Dr. Soto traz suposições interessantes sobre o sangue que era retirado dos presos e como foi que Montgomery se tornou um assassino. Segundo ele, nas prisões da época de Alcatraz era feitos muitos experimentos estranhos envolvendo sífilis, dioxina, LSD e a CiA com o Programa MK-Ultra. Dr. Soto ainda fala que em 1961 em Utah presos tiveram amostras de sangue retiradas deles, misturadas a material radioativo e reinjetadas em seus corpos. Suposição que bate com o que os flashbacks começam a mostrar agora sobre o sangue que era retirado, principalmente de Tommy Madsen. O avô de Rebecca pode ter passado pelo mesmo tratamento de Montgomery e por isso pareceu não se importar em ter sido responsável pela morte do policial, parceiro de Rebecca, cena ainda do episódio piloto. Será que Alcatraz realmente fazia experimentos injetando sangue com material radioativo nos presos? E isso os tornava assassinos? E os que já eram “suficientemente” assassinos?  Temos mais quatro episódios até o final da season para nos tornarmos menos curiosos, ou não.

Alcatraz – Johnny McKee

Data/Hora 24/02/2012, 17:38. Autor
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Sujeito tímido, nerd, gosta de química e tem poucos amigos. Conhece alguém assim? Pode ser aquele seu colega estranho do Ensino Médio, mas dificilmente ele se compara a Johnny McKee, o prisioneiro que dá nome ao sétimo episódio da primeira temporada de Alcatraz. Morador da cela 142, na faixa Broadway, onde ficava o bloco de celas da Rocha, McKee cresceu em Oregon, era fã de Jules Verne (Júlio Verne) e sofria com brincadeiras dos valentões da escola. Uma dessas brincadeiras marcou a vida dele e o fez usar o conhecimento em química para outros fins que não as aulas que chegou a ministrar na faculdade.

McKee se especializou em envenenar pessoas, matou mais de 70 em 1958, a maioria homens. Cianeto era a droga favorita, no reencontro de 15 anos da turma do Ensino Médio ele se passou por zelador e colocou Zyklon A, um pesticida a base de cianeto, nos sprinklers (equipamento que combate incêndios usado em edifícios). Foram 42 pessoas mortas. A brincadeira que motivou a raiva ocorreu pelas mãos da “menina mais bonita da escola”, como descreveu McKee. Virginia Winters, ou Ginny, foi a isca e o time de futebol os responsáveis por atirar bombinhas que deixaram McKee com sequelas pelo resto da vida. Resultado: 15 anos depois o time de futebol morto por envenenamento e Ginny atingida por uma garrafa de corante ácido que explodiu na cara dela.

Descrito por Dr. Diego Soto como “um cara muito mau”, McKee é movido pela vingança e após 50 anos volta e segue perseguindo valentões em São Francisco. Trabalha como barman em um clube em Chinatown onde é insultado por quatro jovens. Resultado: quatro mortes por envenenamento instantâneo e um vídeo que vai parar no Youtube. Modernidade que não existia nos anos 60 e fiquei surpresa quando vi o computador da (ainda em coma) assistente Lucy, localizar McKee através de um rastreador automático que pelo jeito compara rostos que aparecem nos vídeos da internet com todos os 63’s catalogados.

Fiquei surpresa porque atualmente isso é muita tecnologia para quem estava vivendo até “anteontem” em 1963. Já que nesse episódio tivemos certeza que Lucy é a Dra. Sengupta que trabalhou em Alcatraz nos anos 60 com um estudo de sonhos e memória. Quando Emerson Hauser vai visitar Lucy, atualmente em coma no presídio, Dr. Beauregard diz que Hauser pode ajudar na recuperação da médica, segundo ele o “amor” é uma boa razão para acordá-la até onde a ciência pode fazer efeito. Dessa forma entendemos que Hauser deveria ser “namorado/amante” de Sengupta, mas não estava com ela e Dr. Beauregard em Alcatraz quando alguma coisa aconteceu naquele 21 de março de 1963. Enquanto os médicos mantiveram o mesmo rostinho, Hauser envelheceu consideravelmente se lembrarmos do guarda que chegou no presídio e descobriu o “sumiço” dos 63’s.

Voltando ao nosso 63’s da vez, o McKee de 50 anos atrás já preso em Alcatraz segue sendo um nerd com raiva dos valentões. Michael Cullen, um dos prisioneiros mais temidos pelos outros prisioneiros da Rocha, procura McKee para que ele mate o bibliotecário do presídio, o vendedor de facas clandestino Grindle. McKee se aproxima do bibliotecário, compra uma faca dele que serve para matar… o valentão Michael Cullen durante uma sessão de cinema no presídio. McKee ainda aparece nos flashbacks aceitando participar do projeto da Dra. Sengupta, de apagar memórias ruins que podem ser a causa do “espírito assassino” dos prisioneiros. Podemos dizer que o estudo de Sengupta não funcionou.

Quando voltou, solto pelas ruas de São Francisco, McKee não parou no envenenamento da boate em Chinatown. Ele consegue um emprego para cuidar de piscinas em um clube de ricos mauricinhos, bem o tipo dele. Resultado: corpos de homens boiando na piscina e um tipo de veneno que demora a ser detectado por Rebecca Madsen e Soto. Em Alcatraz nos anos 60, McKee usava erva moura encontrada na própria ilha da Rocha, a planta foi trazida da Etiópia e era a única coisa que crescia naquelas terras. Agora McKee se isola em uma escola abandonada (olha o trauma da adolescência) para produzir fosgênio, que em baixas concentrações tem cheiro assemelhado a feno e grama, é solúvel na água, causa sufocamento e era usado como arma química na Primeira Guerra Mundial.

 

McKee ainda tentou um ataque ao metrô em São Francisco, em um trem lotado de homens uniformizados. Todos voltando de um jogo de futebol? Bem provável. Ao contrário do episódio passado que não entendemos porque Paxton Petty volta querendo explodir todo mundo, temos claro o motivo de McKee do início ao fim: envenenar o maior número possível de homens valentões e fãs/jogadores de futebol. Um ponto a mais pra esse episódio, que ainda conta com o affair de Soto e Nikki, a moça do necrotério fã de quadrinhos. Manjado? Sim, mas vamos ver nos próximos episódios se isso dá um caldo. Acho que Madsen poderia ter um amor na vida dela também, depois de conviver com tanta tragédia na família serviria para nossa heroína parecer mais humana e menos uma máquina de descobrir o que aconteceu com os 63’s. Eu faria ela se apaixonar por um dos prisioneiros. Rá!

Falando nisso, quem ajudou na captura de McKee, foi Jack Sylvane, o bonitinho com cara de mau do episódio piloto. Ele era vizinho de cela de McKee e deu um ar interessante para o episódio, principalmente porque Hauser não deixou Madsen ir até as celas e organizou uma sala separada para que eles conversassem assistidos por Hauser e dois seguranças muitos estranhos que Madsen não conhecia. Já rolou uma sintonia porque Sylvane lembrou que Madsen participou da sua captura no cemitério e não atirou nele. Sylvane perguntou se caso ele não ajudasse seria entregue de novo ao Dr. Beauregard. Claro que Madsen não entendeu nada (nem nós) e Hauser não respondeu. Segundo Sylvane, há 50 anos atrás eles não precisavam de desculpas para fazer qualquer coisa que quisessem com os prisioneiros e parece que isso ainda continua. Madsen pergunta ainda a Sylvane sobre seu avô e ele fala que Tommy Madsen passava muito tempo na enfermaria, onde tiravam muito sangue dele, e que Tommy falou de um “buraco sobre o buraco”, na faixa das celas. Madsen parece não entender e Hauser não saber de nada, mas assim mesmo encerra a conversa dos dois. Sylvane ainda tem tempo de dizer que Rebecca tinha os mesmos olhos de Tommy.

Alcatraz conseguiu neste episódio mesclar muito bem a história do prisioneiro com a rota central do seriado. Temos participações efetivas de Madsen, Hauser e Dr. Soto no roteiro e eles não ficam aparecendo, como em muitos momentos de episódios anteriores, apenas coadjuvantes ou alternando participações efetivas. A equipe aparece trabalhando mais próxima, apesar de Hauser continuar escondendo várias informações de Madsen e Soto, como o porquê de Rebecca não poder entrar na faixa das celas de Alcatraz para falar com Sylvane.

Acredito que os doutores Sengupta e Beauregard devem ter sido uns dos primeiros 63’s a voltarem, por isso Hauser já sabia que os prisioneiros retornariam. E voltaram bem antes porque tiveram tempo para se organizar e inclusive conhecerem o Youtube. Porquê quem quer que esteja enviando os 63’s de volta, se existe alguém, enviou os médicos primeiro? Ainda não deu pra entender esse critério de ordem de quem volta e em que local acaba retornando. Mas essas incógnitas todas são a chave para se gostar de Alcatraz, não espere entender tudo em um episódio só, faça a digestão aos poucos. Lembre que estamos nas mãos de J. J. Abrams e ele não vai nos entregar a refeição preparada em um prato completo.

PS 1: Ficou matutando na minha cabeça uma das últimas cenas, a conversa de Sylvane com Hauser quando o prisioneiro devolve a foto da mulher e diz que se sente muito diferente: “ – Eu não sonho mais.”

PS2: Descobrimos que Hauser fala chinês fluentemente e o vendedor da lojinha de Chinatown ainda diz que ele tem um Q.I. sombrio. Além disso, ele é um ótimo hacker e usando o computador da sala em Alcatraz sumiu com todos os vídeos que estavam na internet mostrando as mortes por envenenamento na boate de Chinatown.

Alcatraz – Paxton Petty

Data/Hora 16/02/2012, 18:23. Autor
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Na altura do seu sexto episódio Alcatraz vem empolgando, ainda com muitos mistérios é verdade, mas já temos respostas! E respostas que fazem a gente elaborar milhares de teorias sobre o que realmente aconteceu na “Rocha”, apelido carinhoso do presídio. Além disso, temos a retomada da história da misteriosa Dra. Sengupta, de 1960, e também conhecida como a assistente do agente Emerson Hauser em 2012, Lucy Banerjee.

Neste episódio conhecemos o ex-prisioneiro Paxton Petty, um engenheiro de combate que serviu na Guerra da Coreia. Após uma das batalhas mais violentas, 14 medalhas de prata foram distribuídas aos soldados, mas Petty não recebeu a honraria. Extremamente magoado com o exército, ele foi responsabilizado por explosões de minas terrestres americanas que mataram estudantes na cidade de Wonju. Julgado e condenado pelo Tribunal Militar foi encaminhado para um presídio militar, onde ficou cinco anos, até fugir e aterrorizar a cidade de São Francisco com minas terrestres em três locais públicos. Petty foi preso e encaminhado para Alcatraz. O quarto “campo minado” de Petty foi achado só em 2012, por Hauser, e ele teve muito trabalho.

Falando em Hauser, que bela surpresa foi o jovem policial do Departamento de Polícia de São Francisco participando do transporte de Petty até Alcatraz, nos anos 60. Além de conhecer de perto nosso prisioneiro da vez, Hauser se enamorou por quem naquela época? Dra. Sengupta, também conhecida como a sua assistente Lucy na época atual. Ainda não sabemos como ele envelheceu e ela segue jovem, ou se a Lucy é uma parente mais jovem da Dra. Sengupta. Eu fico com a primeira alternativa já que é comum no seriado essa galera manter o rostinho preservado de 50 anos atrás. Outro dado que ajuda na minha hipótese é o fato de Hauser ter sequestrado Lucy do hospital onde ela estava em coma. A médica responsável pediu que Hauser (único responsável por Lucy?) começasse a pensar em deixar ela “descansar”. Hauser não aceita o diagnóstico e leva Lucy para Alcatraz na sala do Dr. Milton Beauregard e pede que ele “conserte-a”. Vale lembrar que pelos flashbacks que vemos os dois doutores, que não mudaram em nada nesses 50 anos, não se gostam nenhum pouco. Quer mais mistério? Segundo as pesquisas do Dr. Soto não existiu nenhuma mulher médica em Alcatraz. No entanto, nos flashbacks vemos Dra. Sengupta e Dr. Beauregard utilizando métodos de tortura em Petty para tentar descobrir onde está a quarta bomba ou campo minado.

Como já deu pra perceber, Hauser é peça chave desse episódio. Ele ainda é pego em uma das minas terrestres de Petty e é salvo por Madsen e o esquadrão antibombas. A equipe do FBI descobre que os locais onde são encontradas as minas podem ser achados através de letras de músicas, usadas para que o responsável pelas bombas lembre onde elas estão enterradas. E a primeira pessoa que descobriu isso? Dra. Sengupta novamente. A médica conseguiu dicas com nada mais, nada menos, que o Madsen avô, Tommy. Em troca da informação, Madsen pediu que a médica descobrisse porque, apesar de saudável, ele passava tanto tempo na enfermaria e porque tiravam tanto sangue dele. Sengupta questiona sobre o assunto o seu arqui-inimigo Dr. Beauregard, que fica irritado e ameaça sua colega de trabalho. Ainda assim não descobrimos o lugar de Tommy Madsen na história de Alcatraz, mas aos poucos o seriado está nos dando mais armas para imaginar o que aconteceu.

Ah, só pra constar. Não, Petty não faz a mínima idéia do que aconteceu. Segundo ele, foi dormir e no outro dia já era 2012. No entanto, ele diz que acordou deitado em um chão de uma “tumba”. What?? Enfim, acredito que os prisioneiros e guardas que retornam dão andamento na história, mas quem realmente está no centro do que aconteceu em Alcatraz em 1963 é Hauser, Dra. Sengupta ou Lucy, Dr. Beauregard e Tommy Madsen. A costura da história até fica interessante, pois nos focamos nos personagens centrais que são o núcleo do seriado. No entanto, não consigo deixar de pensar: os 63’s estão voltando um de cada vez? Porque não voltaram todos juntos? E a mais intrigante, o que Hauser quis dizer com “conserte-a” quando entregou Lucy para Dr. Beauregard? Qual tecnologia eles possuem em Alcatraz que pode curar a médica? Que volte o próximo 63’s.

Alcatraz – Guy Hastings

Data/Hora 09/02/2012, 20:43. Autor
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Nesse episódio de Alcatraz temos nosso primeiro guarda retornando após 50 anos do fechamento do presídio. Com ele algumas respostas e, como não poderia deixar de ser, muitos mistérios. Guy Hastings era oficial de treinamento em Alcatraz, chegou em 1957 ao presídio com a esposa e a filha Annie, então com seus sete ou oito anos. Segundo a história “oficial”, ele morreu em um vazamento químico junto com outros oito guardas em 1963. Mas quem acompanha a série já sabe que… “não foi isso que aconteceu.”

Na sua primeira aparição nos flashbacks de 50 anos atrás, Hastings recepciona guardas novatos, entre eles Ray Archer o “tio” de Rebecca Madsen. Na primeira inserção do grupo no presídio, o avô de Madsen, Tommy, vê Ray e o agride no refeitório. Segundo Hastings, “a sala mais perigosa do presídio mais perigoso do mundo”. Ray fica sob suspeita, todos acham que já conhecia Tommy e isso motivou a briga. E estão certos, afinal é Ray quem acabou criando Rebecca, depois que o avô “morreu” em Alcatraz. Além disso, no início do episódio, o Ray de 50 anos depois mostra à “Becca” uma foto dele com Tommy no lugar onde nasceram. A “sobrinha” se surpreende ao saber que, além de serem amigos, seu “tio” e seu avô cresceram juntos. Tem mistério se desvendando aí.

Quando Hastings volta para a época atual ele vai até seu antigo apartamento na ilha de Alcatraz e acaba atacando um guarda florestal que o abordou. O agente do FBI mais desconfiado de todas as séries da história, Emerson Hauser, acredita que Hastings fez isso a mando de “alguém”, provavelmente o responsável pelo que aconteceu 50 anos atrás. No entanto, quando Rebecca é avisada que seu “tio” sumiu do bar onde trabalha Hauser suspeita do envolvimento de Hastings. Então descobrimos o objetivo verdadeiro do ex-guarda de Alcatraz, ao contrário dos prisioneiros que voltaram atrás de misteriosas chaves, ele procura Tommy Madsen. Assim, Hastings vai atrás de Ray na esperança de achar Tommy. Aí temos alguns pontos se esclarecendo. Na investigação de Rebecca, ela descobre que Ray não é só seu “tio” de coração, mas de sangue também, ele trocou de nome para poder entrar em Alcatraz e ajudar o irmão.

Outra passagem que ajuda a entender o mistério de Alcatraz é quando Hastings sequestra Ray e o leva em uma busca atrás de Tommy, os dois conversam sobre o que aconteceu e Hastings acredita que Ray saiu do presídio antes do dia 21 de março de 1963 avisado pelo irmão de que algo aconteceria. O ex-guarda cita a grande quantidade de sangue que era retirada de Tommy na enfermaria do presídio como algo que pode ter ligação com o que aconteceu em Alcatraz. Hastings abre o coraçãozinho para Ray e conta o que sabe sobre o que aconteceu no presídio. Segundo ele, na noite anterior ao dia 21 de março de 1963  uma estranha névoa foi vista no céu e na manhã seguinte Hastings foi avisado que um incidente matou toda a sua família. A maioria dos guardas também tinha ficado doente, se contaminado, e eles não poderiam sair do presídio. Segundo Hastings, depois disso quando ele viu “já não era mais 1963”. É mais um relato que nos leva a crer que nenhum 63’s sabe o que aconteceu, pelo menos nenhum que voltou até agora. Mas, percebemos que Ray não se surpreende ao ver Hastings da mesma forma em que era 50 anos antes e logo percebemos o porquê. Ray sabe que Tommy voltou e sabia que ele estava hospedado na antiga casa da família.

No final do episódio ainda temos a aparição de Tommy no bar de Ray, da onde é expulso pelo irmão. Fica no ar um mistério: porque Ray se arriscaria a entrar em Alcatraz para ficar junto de seu irmão e depois vemos toda essa raiva 50 anos depois? No início do episódio, Rebecca pergunta ao tio (agora sem aspas, já que sabemos que ele é realmente tio de Becca) se Tommy tinha realmente assassinado a avó dela. Ray responde que primeiro achava que não, mas depois acreditava que sim. Então, acho que temos muito a descobrir ainda sobre essa família, mas já deu para perceber que Tommy não é santo, afinal, foi responsável pela morte do parceiro de sua neta.

Outro enigma é o próprio Hauser, ele usa um “bat-fone vermelho”, como disse Dr. Diego Soto, para falar com os profissionais da sua sala secreta que investigam a origem de todo o acontecido. Nesse episódio vimos que Hauser já começou a trabalhar em uma ligação dos 63’s que apareceram para tentar achar uma conexão. O agente do FBI começa a crer que o mistério tem a ver com Tommy Madsen, atividades sísmicas percebidas na hora que os 63’s aparecem e as chaves que os prisioneiros voltam para procurar.

Um ponto diferente é que no final Hastings não aparece sendo aprisionado em Alcatraz, apesar de ter sido preso pelo sequestro de Ray. Ele é levado por Hauser para ver a casa da sua filha Annie e de longe Hastings conhece sua filha, seus netos e bisnetos, mas Hauser diz que ele nunca mais poderá vê-los. Como explicar para toda a família que o pai de Annie, que deveria estar morto há 50 anos atrás, apareceu de novo, vivinho em folha e com a mesma carinha que Annie lembrava quando tinha sete anos? Com certeza colocaria toda a investigação em risco.

A volta do primeiro ex-guarda de Alcatraz dá um bom ritmo a série e desvenda várias dúvidas. Esse episódio também é marcado por uma vitória pessoal de Rebecca, com todos esses acontecimentos envolvendo a família dela, Madsen descobre que ela é mais importante para a investigação do que a investigação de Hauser é importante para ela.

De Guy Hastings era só pessoal. Podem fechar as celas, Alcatraz de novo só semana que vem.

PS: Ah, penso que se a história oficial diz que outros oito guardas morreram em um “vazamento químico” junto com Hastings, ainda temos mais oito guarda na conta para aparecer ainda, além dos 302 prisioneiros (já voltaram 4).

Alcatraz – Cal Sweeney

Data/Hora 02/02/2012, 18:30. Autor
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Nessa altura do campeonato quem acompanha Alcatraz já conseguiu perceber algumas características peculiares do seriado e também, eu garanto, se sentir muito confuso. A produção é de J. J. Abrams (Jeffrey Jacob Abrams), o mesmo de Lost, Fringe e Super 8. Já deu para ver da onde vêm tanto mistério e confusão?

O último episódio mostrou que muita coisa ainda está por ser apresentada na série e outras situações ainda nem começaram a ser solucionadas pelo responsável da investigação, o agente do FBI (Federal Bureau of Investigation) Emerson Hauser (Sam Neill, de Jurassic Park 1 e 3). Hauser também não revela muito a falta, ou mesmo a existência, de informações aos “convidados” na investigação, a detetive do Departamento de Polícia de São Francisco, Rebecca Madsen (Sarah Jones) e o especialista na história de Alcatraz, Dr. Diego Soto (Jorge Garcia, o gordinho Hurley Reyes, de Lost).

De criação de Steven Lilien, Bryan Wynbrandt e Elizabeth Sarnoff, a série traz para a televisão histórias que giram em torno da prisão de Alcatraz, em uma ilha na Baía de São Francisco, Califórnia, nos Estados Unidos*. Lá, há quase 50 anos, em 21 de março de 1963, 302 prisioneiros foram transferidos de Alcatraz e a prisão fechada devido aos altos custos de manutenção. No entanto, como sabemos pela abertura da série, “não foi isso que aconteceu”.

Neste quarto episódio somos apresentados a Cal Sweeney (Eric Johnson), prisioneiro #AZ2112, um ladrão que assaltou mais de 20 bancos nos anos 50, sempre roubando cofres pessoais. Como está acontecendo com todos os prisioneiros de Alcatraz de 1963 (os 63’s), Sweeney está voltando à ativa e com a mesma carinha de 50 anos atrás ele seduz mulheres que trabalham em bancos e através delas chega aos cofres. No entanto, desta vez acontece algo diferente e ele além de roubar os objetos, Sweeney vai até a casa das vítimas e assassina os donos dos cofres.

Assim como nos primeiros episódios, flashes ajudam a entender o contexto da vida de Cal Sweeney, o recurso também foi muito usado em Lost e era item principal da edição do extinto Cold Case. Através dos flashes voltamos aos anos 1960 e descobrimos um Sweeney trabalhando na lavanderia de Alcatraz e com “negócios”, não muito bem explicados, com o então vice-diretor do presídio, E. B. Tiller (Jason Butler Harner)*. Sweeney fica muito incomodado quando Tiller revista sua cela e leva uma caixinha de metal com ele. Aí voltamos para mais uma característica de nossos amigos 63’s, um trauma de infância que acabou transformando-os em assassinos, ladrões e enfim, cidadãos dignos de Alcatraz. Sweeney perdeu toda a família em um incêndio quando tinha 10 anos e a única coisa que não queimou foi uma caixinha de metal. Rá! Fechamos um nó.

Foi por causa dessa tal caixinha que Sweeney se infiltrou entre os prisioneiros que iriam trabalhar em um jantar do aniversário de Tiller na casa do diretor de Alcatraz, Warden Edwin James (Jonny Coyne). Na ocasião conhecemos a irmã deficiente de Tiller, Geri, e temos a honra de presenciar uma estranha conversa entre outros dois personagens intrigantes da série: Dra. Sengupta (Parminder Nagra, de E.R.), psicóloga em Alcatraz nos anos 60, mas também conhecida (com a mesma carinha conservada) como a assistente de Hauser nos tempos atuais, Lucy Banerjee e o médico do presídio, o Dr. Beauregard, que igualmente não pareceu mudar nada em 50 anos. Sendo assim, eles foram parar no mesmo lugar que os 302 prisioneiros? E o “tio” de Madsen, Ray Archer (Robert Forster), ex-carcereiro da prisão? Esse sim deve ter mudado nesses anos, afinal Madsen ficou sob seus cuidados depois que seu avô foi parar no lugar misterioso junto com os 301 prisioneiros de Alcatraz. Sim, 301, porque ao contrário do que Madsen sabia, ele era um prisioneiro e não um guarda, fechando a conta dos 302. E para piorar a situação, ele foi o responsável pela morte do parceiro da nossa personagem central, que, se não me falhou a memória já tem um trauma de infância (perdeu o avô) e um trauma na vida adulta (o mesmo avô matou seu parceiro). Respirem fundo.

Nesse episódio começou a me saltar aos olhos e ouvidos o efeito de transição utilizado em Alcatraz para passar de um ambiente para outro, o barulho das celas do presídio se fechando e um leve efeito de vídeo mostrando as celas se movendo entre as cenas. Adorei. Outro item que começa a chamar a atenção é a conexão de Madsen com seu parceiro, Dr. Soto, em alguns momentos até meigos que podem vir a sugerir um affair no futuro ou apenas aquela parceria incondicional entre companheiros de trabalho que capturam bandidos maus. Por enquanto não chega nem perto de um Fox Mulder + Dana Scully (Arquivo X), ou Kate Beckett + Rick Castle (Castle).

Se a saga continuar mostrando a captura de um prisioneiro por episódio, ainda temos 298 episódios na conta. Isso me lembra que Madsen, além de dois traumas na vida, um parceiro nerd e inseguro e um agente do FBI de métodos discutíveis em seu encalço, ainda tem que capturar mais 298 dos mais perigosos criminosos que os Estados Unidos já viram que estão soltos e voltando ao convívio comum. Sem esquecer que um deles é seu avô que matou seu parceiro e também que até agora ninguém tem a menor ideia do porque os prisioneiros estão voltando exatamente como eram há 50 anos atrás, e muito menos porque Hauser sabia que isso aconteceria e já tinha uma sede montada dentro de Alcatraz para trabalhar na captura dos 63’s. Outro ponto sem nó é a tal chave estranha. De novo, assim como aconteceu com Jack Sylvane no episódio piloto, Cal Sweeney foi pego com uma chave que ninguém sabe o que abre, nem Hauser.

 

Muita linha ainda vai costurar a história de Alcatraz e os próximos episódios devem esclarecer muitas dúvidas, ou pelo menos algumas. Se lembrarmos de Lost, podemos esperar que o seriado tenha muitos pontos de interrogação por muito tempo nas nossas mentes, por isso eu sugeriria paciência com o nosso J.J. Abrams. Sugestões sobre o review? Eu agradeceria, mas por enquanto fico por aqui e espero que os próximos episódios de Alcatraz possam me esclarecer alguns pontos obscuros da história do seriado. Por enquanto, é um bom exercício de estratégia mental. Bem-Vindos à Alcatraz.

* O seriado está sendo gravado em Vancouver, Canadá.

** Tiller é o desafeto do primeiro 63’s que conhecemos no episódio piloto, Jack Sylvane (Jeffrey Pierce). Nos dias atuais, o vice-diretor e a sua versão de 50 anos depois foi morta por Sylvane com seu rostinho conservado desde os anos 60.

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