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Hora do último post coletivo: nossos series finales inesquecíveis – parte 2

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É o fim. Você está lendo a segunda parte do nosso texto especial final de encerramento do TeleSéries. Sim, estamos encerrando nossas atividades, depois de 13 anos de luta. Os motivos são muitos, mas agora importam menos. O que fica é orgulho de ter feito um site que resistiu tanto tempo – produzindo conteúdo pra uma internet em constante mutação em um mercado de televisão também passando por profundas transformações –, informando as pessoas, debatendo ideias e fazendo amigos.

Para a despedida, 15 dos nossos mais de 100 colaboradores foram convidados a relembrar seus episódios finais de séries marcantes (a primeira parte você lê aqui, com textos sobre ER, Friday Night Lights, Hart of Dixie, How I Met Your Mother, Smash, Six Feet Under, Studio 60 e The Newsroom). Claro, as lembranças deste tempos vendo mas também escrevendo sobre séries, em equipe, geraram estes textos bem pessoais, bem confessionais, que você lê a seguir.

Obrigado pela companhia!

Gilmore Girls

Gilmore Girls, episódio Bon Voyage, exibido originalmente em 15/5/2007

Comecei a escrever para o TeleSéries apenas em 2013, mas a minha história com o site é quase tão longa quanto a sua existência. A verdade é que a história do TS meio que se mistura com a minha própria enquanto seriadora de carteirinha. Foi justamente em meados de 2002, quando o site nasceu, que eu conheci a série da minha vida, aquela que foi responsável por me transformar em uma fã do gênero: Gilmore Girls. A série que contava a história de mãe e filha que eram mais amigas do que mãe e filha foi um sucesso retumbante de público e crítica, e mais do que isso, roubou o meu coração. Lembro de vir ao TS assiduamente para ler resenhas sobre os episódios, notícias sobre os bastidores, entrevistas com o elenco, etc.
Sete temporadas e 153 episódios depois, GG despediu-se de seu público cativo com uma series finale um tanto quanto morna, depois de apresentar uma sétima temporada bastante irregular, deixando-nos ao mesmo tempo órfãos e saudosos de Lorelai, Rory e cia. O fim da série, entretanto, não marcou o fim do meu amor pelo TeleSéries, que, a esta altura, já tinha se tornado indispensável para a pessoa que vos fala. Quantas indicações incríveis eu descobri por aqui!
Gosto de pensar que o fim do TS dará lugar a novas oportunidades para cada um de nós que fizemos parte desse cantinho tão especial. E que, assim como a Rory saindo para conquistar o mundo em GG, esta porta se fecha para que outras oportunidades e aventuras incríveis cruzem os nossos caminhos. Ao TS, a minha eterna gratidão: pela oportunidade única, pela experiência maravilhosa e pelas amizades que conquistei por aqui. Que venham novos sonhos, novos planos, novas histórias… E, assim como Gilmore Girls renascerá das cinzas, meio inesperadamente, para novos episódios no Netflix, quem sabe esse não será um adeus, mas um “até breve”?
Gabi Guimarães, colaboradora desde 2013.

Lost

Lost, episódio The Final Journey, exibido originalmente em 23/5/2010

Para todo fã de série que se preze a finale é sempre um momento difícil porque remete a um ciclo que se encerra. E ao receber a noticia que o TeleSéries encerraria eu tive o mesmo sentimento de uma maravilhosa série que acompanhei e que chegou ao seu momento de encerramento com um fim digno, terminando no momento certo. Pude conhecer o site desde o início, escrevendo sobre Everwood, One Tree Hill, Veronica Mars, Galactica e participando de vários textos especiais. Mas assim que me pediram para fazer este texto final, a minha cabeça associou este momento ao finale de Lost.
O site e a série possuem um ponto de diferença. Enquanto a criação de J.J Abrams dividiu opiniões, o TS sempre foi unanimidade. Mas, além disto, pude notar diversas similaridades entre a série e o site, como o fato de ambos terem surgido em um momento onde a internet estava começando a ganhar corpo.
E assim como a série abusou de usar a web para interagir com os fãs, o TS se tornou um grande ponto de encontro virtual para os que gostavam de conversar sobre seus programas favoritos e ler textos que não só entregavam análises aprofundadas dos episódios, como nos apresentavam nomes de criadores até então desconhecidos para nós (Alô Joss Whedon, Aaron Sorkin, JJ Abrams e cia.). Sim, no momento que Lost mudava o mundo audiovisual o TeleSéries entendeu e registrou a transformação em tempo real.
Outra semelhança que me veio à mente foi o fato de ambos “fugirem” daquilo que os fãs queriam. Muitos tem a opinião que Lost se perdeu (e aprendi a respeitar que defende este ponto de vista), mas eu acompanhei o programa como algo que temporada após temporada tentou fugir do óbvio, carregando o peso de ser o ícone dos novos tempos.
No site lembro-me de ter lido reviews que fugiam ao padrão. E o que dizer da atenção que o TS dava para programação da TV paga, quando outros migravam para baixar os episódios na web? O TS se tornou o porta voz independente dos canais pagos, que muitas vezes não faziam por merecer o esforço… Isto e muito mais fez o site ter uma identidade, que se tornou um selo de qualidade, confiança e integridade.
E por fim lembro-me da finale de Lost como se tivesse vivido aquela jornada. Durante os seis anos da série errei, aprendi, amadureci, comecei a me conhecer e me aceitar. E no TS vivi o fim da minha adolescência, alimentei romances platônicos e reais e tudo isto foi refletido na minha escrita e a cada comentário que recebi me senti menos solitário, porque encontrei pessoas que compartilhavam de pelo menos um pedaço da minha visão sobre a vida. Foi uma jornada épica, legen…wait for it… dary e agradeço ao site por estes momentos. O TeleSéries sempre viverá em meu coração.
Queria encerrar dedicando este texto a dois amigos que fiz aqui, mas que partiram para uma nova jornada: Eric Fernandes e Ale Rocha. Obrigado Eric por me apresentar Entourage e Ale por me mostrar o que é ter força até o fim.
Paulo Fiaes, colaborador desde 2005.

The West Wing

The West Wing, episódio Tomorrow, exibido originalmente em 14/5/2006

Eu confesso que pouco me lembro – passados 9 anos – do series finale de The West Wing. Mas eu sabia que precisava fechar o TeleSéries falando sobre esta série. Porque The West Wing foi a primeira série que me arrebatou depois que o TeleSéries foi ao ar. Sim, eu criei uma fama de intelectual entre os amigos do TeleSéries, mas é tudo fachada. Eu descobri West Wing tardiamente, só lá no final da quarta temporada (às vésperas da partida de Aaron Sorkin), depois de redigir nota divulgando que a Warner exibiria no Brasil aquele primeiro episódio com participação especial do Matthew Perry. Sim, Friends me levou a The West Wing! (E que série maravilhosa é esta em que os personagens falam tão rápido e nada acontece na tela mas parece que o mundo pode acabar a qualquer momento?)
Feita a revelação embaraçosa, voltemos à finale… O que lembro do episódio final de The West Wing é a cena de Bartlet, olhando melancólico pela janela do Air Force One, que o leva, pela última vez, de Washington para casa. É quando Abbey pergunta para o agora ex-presidente: “no que você está pensando?” E ele responde com a palavra que dá título ao episódio: “tomorrow”
Eu sei que tem gente que acha que quando uma série termina aquele universo fictício desaparece, deixa de existir. Eu penso que não. Eu acho que a vida dos nossos personagens continua, e eles seguem suas vidas. A diferença é que daquele ponto em diante as câmaras estão desligadas.
E eu também tenho pensando muito no amanhã, Bartlet.
Paulo Serpa Antunes, editor desde 2002.

One Tree Hill

One Tree Hill, episódio One Tree Hill, exibido originalmente em 4/4/2012

Series finale bom é aquele que te deixa com saudades. Um gostinho de quero mais com um misto de satisfação com o dever cumprido. O final de One Tree Hill me deixou exatamente assim. Nada mais justo encerrar uma trajetória de nove anos com um episódio que encerrasse todos os ciclos, em uma espécie de cápsula do tempo. Revisitando cenários, repassando frases e lembrando de momentos inesquecíveis, Brooke, Haley e Nathan se despediram do público bem, e é isso que importa.
Este episódio me marcou tanto, não só pelo fato de One Tree Hill preencher o posto de série que me acompanhou da adolescência a fase adulta, mas principalmente por ter sido ela uma das primeiras séries a qual resenhei na vida – claro aqui no TeleSéries. É um vazio bom, que dá saudade. Uma saudade que representa aprendizado, talvez um dos maiores trunfos que um series finale pode trazer para alguém que dedica anos de sua vida a uma produção.
Anderson Narciso, colaborador desde 2011.

Boston Legal

Boston Legal, episódio Last Call, exibido originalmente em 8/12/2008

This is the end…my only friend, the end.
Aproveito esse espaço paralelo entre Boston Legal e o final do TeleSéries, dois grandes amores que tenho. Escrever para o TS sempre me colocou em uma posição semelhante a de Alan Shore e Denny Crane com meu colega de colunas e amigo de reflexões, Paulo Fiaes, a quem tive o prazer de conhecer pessoalmente e de ser recebido na casa dele. Sempre dialogamos que nossa amizade era como os encontros diários da dupla de protagonistas na varanda da Crane, Pool & Schmidt. Não fomos comprados pelos chineses, como o final dado pelo brilhante David E. Kelley, mas nosso ‘showrunner’ também sucumbiu as custos do capitalismo.
E por aqui convivi com figuras semelhantes as da série. Os pragmáticos e burocráticos (como Paul) os estranho (como Jerry), os hilários (como Danny), os centrados (como Shirley), os audaciosos e ambiciosos (como Alan), os heróis (como Brad), os apaixonados pelo que fazem (como Lori e Denise), mas posso dizer que todos daqui são um pouco de cada um deles e por isso sempre foi maravilhoso trabalhar no TS. E por isso fui e voltei…
Tive o prazer de escrever para o site em duas etapas. Em 2007/2008 de forma fixa, 2009 com colaborações e retornando em 2013/2014 de forma fixa e 2015 com colaborações. Assim como Boston Legal era um spin-off de The Practice (O Desafio) e assim como Dallas e tantas outras séries retornaram, quem sabe um dia o TS também não volte? O final de uma série também nos deixa um vazio. Assim como no amalucado escritório de advocacia, tivemos nossas vitórias, nossos sucessos, mas também nossas perdas, seja para os afazeres da vida, pessoas que se foram por razões pessoais, novos desafios profissionais e até mesmo pelo inexorável da vida, a morte. A perda de amigos queridos que fazem falta e deixaram um vazio, vazio semelhante que eu sinto agora com o encerramento do TS. É mais uma perda…é mais um amigo que se vai… é mais um fim que se chega.
Lucas Leal, colaborador desde 2007.

Young Americans

Young Americans, episódio Will Bella Scout Her Mom?, exibido originalmente em 30/8/2000

Não é fácil dar adeus, ou encerrar um ciclo que por muitas vezes descrevia quem somos, mas foi exatamente esse tempo, essa jornada de descoberta e aprendizado, que nos preparou para o próximo passo. O TeleSéries sem dúvida é um canal importante no mundo das séries de TV. Para agradecer ao espaço cedido pelo este canal durante os anos que escrevi resenhas sobre Everwood, compartilho aqui o primeiro e os último parágrafos de um dos meus primeiros textos, com mais de 15 anos, quando escrevia sobre Young Americans para o extinto Séries Online. O começo junto ao fim, numa forma de dizer obrigado pelo tanto que aprendi aqui.

Young Americans chegou ao fim! Durante dois meses acompanhamos a estória de Will e seus amigos Bella e Scout, e também a estória de Jake e Hamilton, os sonhos, esperanças, responsabilidades e desafios presentes nas vidas destes 5 jovens. Agora é hora de dizer adeus, ou quem sabe apenas um até breve, na esperança de ver o retorno da série.
…há muito o que se falar, porém, minhas palavras ainda não traduzem todo o fascínio de Young Americans e é por isso que sempre utilizo das palavras de um “amigo”, e é com elas que fecho a coluna. São as palavras de Will: “Assim termina nossa aventura. Alguns acharam seus heróis, outros revelaram seus medos. Pode-se até dizer que triunfamos. Não sei se aconteceu naquele dia ou naquele verão, mas de algum modo nos sentimos mais velhos e diferentes. Sabia que nunca esqueceria. Decidi não deixar acabar, pois vi que não nos dão só experiência de vida, mas a experiência da vida.”

É difícil homenagear o TeleSéries porque penso em diversas séries, frases e cenas que caberiam bem para dar um hello, goodbye and thank you. Mas acho que Will Krudsky, na citação acima, resume bem o espirito aventureiro, jovem e sonhador do TeleSéries e traduz perfeitamente meu “até logo”. Mas junto a ele, entrego mais 4 “até logos”, fechando assim meus 5 seriados favoritos. Wasteland, com seus 13 episódios, é o estar perdido e se encontrar, é contar com os amigos e ir em busca de suas conquistas. As If, a irreverente série inglesa daria um ar de glória divertido com sua frase final “não acabou tão mal, não foi?”. Jack & Jill é o nosso não adeus, o final em aberto com as mais inúmeras possibilidades. E por fim vem o sentimento do dever cumprido, da realização… do ciclo concluído quando do alto de uma roda gigante você avista o mundo e continua a girar com ele, e embarcando em Everwood se despede do TeleSéries. E é onde eu pego carona e digo meu muito obrigado e até logo, sabendo que nós fomos além de séries e textos, nós fizemos amigos e isso mostra o tamanho da importância do TeleSéries para quem escreveu aqui um dia…
Marcos Aurélio Pereira, colaborador desde 2004.

Fringe

Fringe, episódio An Enemy of Fate, exibido originalmente em 18/1/2013

Tem coisas que duram menos que deveriam. Acabam trazendo devastação, deixam aquela incerteza do “e se”, nos abandonam cheios de lamentos pelas oportunidades perdidas, pelo potencial desperdiçado. Outras duram mais do que deviam. Perdem nosso afeto pelo meio do caminho, causam indignação pelos rumos tomados. Partem deixando mais ira do que saudade, levantando polêmicas. E caem no esquecimento – muitas vezes merecido. Outras, ainda, duram exatamente o que deveriam durar. Se despedem deixando saudade, mas trazendo também a certeza do dever cumprido.
Foi assim com Fringe, é assim com o TeleSéries. Poderiam ter durado mais, certamente. Continuariam cativando corações, provando que quantidade e qualidade nem sempre caminham juntas. Distribuiriam tulipas brancas por aí, nos intrigariam com seu jogo intrincado de palavras e ideias. Tocariam em assuntos que só eles ousaram tocar, de uma forma que só eles souberam fazer. Poderiam ter durado mais? Certamente. Tinha fôlego para, bravamente, seguir vivendo. Ou talvez sobrevivendo. Mas tiveram a honradez que só os grandes têm: a de saber o tempo certo de parar.
Há alguns anos dissemos um dolorido farewell. Agora é a vez de outro, talvez mais dolorido ainda. Mas necessário. Farewell, TeleSéries. Nós encontraremos do lado de lá, certamente.
Mariela Assmann, colaboradora desde 2011 e editora desde 2014.

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

19 Comments

  1. Lucas Leal

    Fiquei muito na dúvida entre escrever sobre BL e BSG…pois escrevi sobre BSG aqui e foi assim que comecei…falei sobre o finale de BSG já no site e por isso optei por BL…
    Mas acho que os tipos de BSG também caem bem no TS…Laura, Kara “Starbuck” Trace, Apolo, Tigh, Tyrol, Adama, Boomer…talvez carecemos de um Gaius..

    BSG gerou um spin off (e filmes) e BL era um spin off…

    E assim como Crane/Shore havia a dupla Adama/Tigh…os paralelos seriam paracidos…

    E assim como a despedida de BSG, no TS também perdemos pessoas queridas…algumas que sumiram, alguns que faleceram…e, assim como o final de BSG fica o alerta das tecnologias que se atropelam…de coisas de qualidade sumindo pelo lei de mercado

  2. Angela Mara Correa

    Pensei em não ler o texto final… Mas voltar ao site é sempre uma atração irresistível. Provavelmente voltarei outras vezes. Até breve, pessoal! Obrigada pela companhia.

  3. Paulo Serpa Antunes

    Em primeiro lugar, não seria o TeleSéries se o Fiaes e o Marquinho não fizessem um textão e eu não cortasse metade, rerere.

    Mas o Fiaes me ganhou lembrando que os canais de TV paga foram mal agradecidos com o TS.

    Eu ia fazer mais um texto de despedida do site, agradecendo os colaboradores, mas faltou energia. Por isto agradeço também ao Fiaes por registrar no texto dele a saudade que eu também sinto do Ale e do Eric.

  4. Marcos Aurelio

    hahahahha pra relembrar os velhos e bons tempos ne? kkkkkkkkkk depois que mandei o texto eu pensei, vai ter que editar e cortar muito hahahhaha. Depois que li aqui os textos do pessoal, da parte 1 eu pensei que caca que eu fiz porque o meu texto não cabia em nada na idéia que você teve, mas você conseguiu aproveitar alguma coisa né? Tá valendo. Fiquei muito feliz pelo convite e mais emocionado ainda por estar ae nesse post. ;)

  5. Marcos Aurelio

    Já agradeci no face do TeleSéries e no meu face mas deixo aqui que é a nossa “casa” meu agradecimento. Foi muito especial escrever sobre Everwood para o TeleSéries e foram momentos muito especiais. Sei que dava trabalho com meus textos mas você sempre conseguia salvar algo e agradeço também pela sua força e amizade, além de compreensão pois quando escrevia sobre a serie, acho que na terceira temporada, a série abordava um drama, que vivi na vida real, quando perdi minha mãe em 2005 e não foi fácil escrever após isso, porem foi uma forma e um meio de ir aceitando e superando essa perda, então acho que pra mim e para muitos colaboradores o TeleSéries foi mais que um site de séries, foi um site de amigos, respirando vida. Eu agradeço mais uma vez e confesso que estou muito emocionado por mais uma vez ver um texto meu aqui no site e especialmente nesse momento. Mexeu muito comigo entrar aqui e ver mais uma vez meu nome em um texto deste site tão especial. Há muitos sites hj em dia que falam de séries, tem textos de episódios, tem blogs, mas nenhum conseguiu ser um TeleSéries. Obrigado e parabéns!

  6. Claudia Braga

    snif, era aqui que eu vinha entender Lost e descobri tantas outras coisas!! Obrigada pessoal por tudo e por fazer parte da minha vida de seriadora. Grande abraço e sucesso.

  7. biancavani

    Eu estava mesmo achando que novos artigos estavam rareando aqui no TS, mas gostava de pensar que uma reestruturação estava por vir (aliás, não seria a primeira vez). Hoje, com muita tristeza, leio estes lindos textos de despedida.
    Agradeço imensamente por esse tempo que vocês nos dedicaram. Embora tenha se tornado um lugar-comum, vou usar esta expressão, que expressa admiravelmente bem os ótimos momentos que vocês nos deram: foram um presente. Melhor, um PRESENTÃO.

    Desejo a todos uma vida bem feliz: sucesso profissional e pessoal – uma vida que, como em certos filmes/séries, tenha um happy end.
    Um kisszão para todos, inclusive os frequentadores do site. E, in memorian, ao Eric e Ale.
    (Agora chega, vou chorar no quarto, rs.)

  8. Anderson Vidoni

    Fiquei pensando que eu tinha que comentar aqui, mas não sei bem o que dizer.

    Sinceramente, faziam alguns anos que eu não acompanhava o blog pontualmente, na verdade nenhum outro fora o SM. O namoro e a faculdade chegaram quase juntos e acabaram com minha vida em um bom sentido, mas acabei me afastando de muitas pessoas e coisas legais devido a falta de tempo e por falta de controle mesmo. Neste ano, após a faculdade concluída, estou tentando organizar tudo aos pouco.

    Mas sobre o Teleséries, não podia deixar de me manifestar neste momento. Aqui foi onde encontrei tudo o que eu buscava em certa época da minha vida e muito mais. Depois ousei fazer parte do time e o Paulo me acolheu e me aconselhou a como escrever melhor. Foi onde encontrei muitos amigos e pessoas incríveis. Sinto orgulho de ter feito do time e para mim o site foi essencial para todo e qualquer blog de séries que existe hoje.

    Lembro de me emocionar com os reviews de Everwood do Marquinhos e de como um post do Pedro Beck me fez ter coragem de escrever meu primeiro comentário no blog.

    Belas palavras do Fiaes sobre o Eric e o Ale.

    Espero ver todos novamente em um novo piloto.

  9. Paulo Fiaes

    A sensação que estou tendo agora é a mesma do “reencontro” de Lost no último EP. Era muito bom as diversas resenhas que fazíamos entre nós e entre a galera que comentava.

    Lucas virou um irmão. era muito massa os diversos debates filosóficos, políticos, religiosos e sobre mulheres que fazíamos via msn ou outra ferramenta varrendo a madrugada. rssss

    Marquinhos, como está cara? muito tempo que não nos falamos. lembrei agora de Laura, acho que Everwood foi o ponto de partida pra diversas pessoas no site.

    Antunes, ainda fico com a sensação que seus cortes diminuem a qualidade dos meus textos, mas entendo o porque de você fazer. rssss. E tinha uns de 03 páginas de word. rsssss

    Foi uma época sensacional pessoal, não mudaria nada, talvez só se pudesse transformar aquela fase em algo mais presencial, seria show.

    Bom, como disse Vidoni, até o próximo piloto.

    ahh, lembrei agora, até hoje o Cavalca consegue expressar uma idéia em uma única frase, as vezes uma única linha. Zorra, acho isto espetacular. rsss

  10. Marcos Aurelio

    ae Paulo tudo bem e por ae? quanto tempo mesmo rapaz. a Laurinha faz tempo q nao sei dela, tinha ela no face. hahaha entao nao era apenas eu quem tinha posts de 3 a 4 folhas do word hahahaa
    bons tempos, nossa deu saudade ate, eu sou mais fã da epoca da internet do icq, mirc, msn do q a atual kkkkkkkk

    e quem diria q everwood, uma serie nao famosa nem ripada, teria aproximado tanta gente legal aqui. ;)

  11. Fernando d.S.

    Foi muito legal acompanhar o Teleséries durante todos esses anos(eu acompanho desde 2006), eu espero que surja uma oportunidade para o site retomar as atividades e se possível num futuro próximo.

  12. Fátima Beatriz

    Ao todos vocês do TeleSéries, meus agradecimentos pelo trabalho realizado. Vocês eram minha referência para muitas das séries que eu vi, gostei, amei ou odiei ver. Fico triste com a despedida mas desejo tudo de bom para a turma. Até algum dia!

  13. Fátima Beatriz

    Queria ter escrito antes. Mas só tive coragem de ler os textos de despedida hoje. :(

  14. Cesar Adriano

    Conheci o site no review do final de Everwood e depois acompanhei os review de BSG. Saudade daquelas discussões do inicio da 3T em 2007 quando a série abordava situações parecidas com a Guerra do Iraque.
    Batllestar Galáctica é minha série preferida dos anos 2000 e aprendi muita sobre a ela nesse site.

  15. bianca cavani

    Que falta sinto do Teleséries. De de tudo: dos posts, dos comentários, dos especiais… Ainda não consegui pôr nenhum site no lugar do Teleséries. Acho que nem vou achar, porque era mais que um site: era vocês.

  16. Jay

    Vim hoje aqui colher alguns dados pra uma pesquisa que escrevo sobre séries do inícios dos anos 2000, e me deparei com o banner com a “lápide” do Teleséries. Curioso sobre o porque do fim do site, desatei a ler os posts de despedida. O que me surpreendeu foi ver o colaborador Marcos Aurélio Pereira citar a série que justamente me trouxe aqui a primeira vez: Jack & Jill. O ano era 2002 e eu buscava pessoas que tivessem contatos internos em emissoras brasileiras pra que assim eu tentasse um apelo ao SBT, para que terminasse de exibir a série – interromperam a exibição faltando uns 5 episódios pra concluir a 1a temporada! Já era a segunda vez que eles passavam e interrompiam a transmissão sem explicações. Naquela altura o show já estava há muito cancelado, e o conheci ainda na TV paga, mas devido ao fato que saí da casa de meus pais para ser modelo na capital, não tinha acesso a TV a cabo pois vocês todos sabem como é a vida da gente é em início de carreira! Aí a única opção era TV aberta ou maratona de fim de semana (que os canais fechados faziam duas vezes por ano) e nem sempre dava certo com minha agenda. Eu estava super amargurado por não ter visto a 1a temporada completa, e na net, nos poucos fóruns onde encontrava pessoas que também assistiam, ninguém tinha os episódios gravados. Logo achei o Teleséries e mandei um email – email, gente! não tinha essa de twitter! – pro Paulo perguntando se ele tinha algum contato, e se achava que a Warner lançaria o show em DVD e/ou se achava que algum tipo de campanha faria a emissora reprisar a série. Lembro da resposta dele até hoje: “eu acho que as produtoras e emissoras seriam sim sensíveis em relação a pedidos vindo de fãs”. Haha! A Warner nunca ligou pra botar Jack & Jill no mercado home video, mas eu mandei tantos emails pro SBT que eles acabaram exibindo a 2a temporada, embora ainda faltava conferir os últimos episódios da 1a. A série ia ao ar de madrugada. Mas eu sorvia aquilo como se fosse pudim de leite moça. Adorava! E as vezes incomodava meus pais pedindo pra programarem o VCR pra gravar o show de madrugada. Haha… que loucura! Jack & Jill dava um artigo especial aqui, especialmente no que se refere à uma audiência cult que a série adquiriu no Brasil. O mais louco é que nem era o gênero de série que mais gostava… sempre preferi ação, suspense, drama seriozão. Na época baixar episódios na internet era quase que ficção visto que internet ainda era, em sua maioria, discada, e os americanos – ou seja lá quem corre jogar essas coisas na rede – não tinham estrutura e facilidade que se tem agora pra digitalizar algo e passar adiante. Na época todo mundo ficava contente apenas por conseguir baixar a mp3 do tema musical de uma série… o que levava uma meia hora (acho), e isso pra um arquivinho de 5 megas! Hahaha. Portanto as opções para se acompanhar uma série eram somente na TV e alguns poucos lançamentos em DVD/VHS que vinham de fora. E se o show estivesse cancelado e nunca lançado oficialmente, a rara opção era comprar fitas gravadas de fã pra fãs no EBAY! Uau, eu era adolescente na época, mas me sinto jurássico lembrando daqueles tempos! Lembro que baixei uma vez um episódio de Smallville de 150MB, péssima qualidade, e levou uma noite toda.

    Portanto, vocês adoradores de séries que adoram o lúdico e o inesperado, vão concordar que tem um elemento meio de ficção/destino no meu relato: a série que me fez descobrir o site é citada no último post publicado! Sempre encarei o site como um lugar de gente boa, visto a primeira interação com o Paulo, e fico feliz de ver que muitos de vocês encontraram uma comunidade. Mas confesso que me sinto um intruso: eu sempre tive admiração pelo site mas entrava pouco pois alguns anos depois me mudei para os EUA. No novo país que passou a ser meu lar via tudo em primeira mão, com um clique do controle remoto apenas. A Netflix logo foi fundada – enviando DVDs por correio pra minha casa! – e pude ver um monte de séries em DVDs jamais lançados no Brasil. Lia reportagens direto nos sites em inglês, via filmagens da séries de perto nas ruas de NY… Mas sempre tive muito respeito quando dava uma olhava por cima no Teleséries e constatava que oferecia ótimo material pros meus compatriotas amantes de séries – sempre um grupo de pessoas que considero como gente da minha tribo embora seria impossível interagir com todos. Mas somos sim uma grande família/tribo. Logo veio a revolução do streaming/on demand, etc, e hoje todos aproveitamos as mesmas coisas, quase que ao mesmo tempo, graças a Deus!

    Resolvi escrever esse comentário (mini livro, vai! haha) pois nem sempre as pessoas tem ideia de quantas pessoa beneficiaram durante a vida. Acho importante deixar registros quando as coisas são positivas. Vi que a lista de colaboradores é imensa (até com pessoas que deixaram esse plano – gente, o cara do Poltrona! O que aconteceu com ele?) e vi que vocês tocaram tantas vidas. Emocionante. Além dos votos de boa sorte a todos, gostaria de pedir ao Paulo que estude uma forma de sempre manter esse site no ar. Aqui tem dados sobre exibição de produções no Brasil que eu não havia encontrado em lugar algum! Serviu muito pro meu artigo. Sei que manter um site online é difícil pois exige investimento, mas vejam se conseguem transferi-lo pra um server gratuito ou vejam se conseguem um esquema de associação com a Amazon ou adsense para que algum retorno anual dê pra manter o site no ar. Aqui tem muita história para simplesmente sumir do cyberspace. Felicidades!

    P.S.- Falei tanto de Jack & Jill que não contei que: assim que cheguei nos EUA, uma das primeiras coisas que fiz foi comprar DVDs feito por fãs – bootlegs! – e finalmente assisti a série toda. Vi que alguns episódios se encontram no youtube… recomendo que não viu, a ver.

  17. Lidiane

    Conheço o Teleseries desde o ínicio, quando assistia GG, ER, Everwood, Alias … os reviews de Lost eram um complemento dos episódios e me ajudavam a desatar os nós com tanta informação.
    Deu agora um sentimento parecido com o revival de Gilmore Girls: satisfação, dever cumprido, saudade e um nó na garganta que nem tem como explicar.
    Mesmo sem ter feito muitos comentários, saibam que os nomes de vocês fazem parte da minha história de louca por séries.
    Vou sentir muitas saudades …
    Obrigada por toda a dedicação de vocês!
    Boa sorte :)

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